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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Na trilha do Azeredo, a armadilha do PT

Posted by Pax em 11/09/2012

O ministro Joaquim Barbosa votou pela condenação de 9 dos 10 réus da quarta fatia do processo do mensalão petista. Semana passada, no terceiro capítulo deste julgamento, o colegiado da Suprema Corte condenou os dirigentes do Banco Rural por gestão fraudulenta. Ontem o relator do processo, após longa exposição de informações sobre provas do esquema montado, julgou procedente a acusação de lavagem de dinheiro praticada pela quadrilha dos publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias – e do núcleo financeiro – Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que eram dirigentes do Banco Rural na época dos fatos.

De acordo com reportagem do Estadão o modelão foi montado por Eduardo Azeredo:

Laboratório. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o esquema em Minas foi o laboratório do mensalão no governo Lula. Baseada em laudos da Polícia Federal e em quebras de sigilo, a peça sustenta que R$ 3,5 milhões, transferidos por estatais mineiras às agências de Marcos Valério para que promovessem eventos esportivos, foram desviados para a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo. Dos R$ 3,5 milhões pagos como patrocínio, somente R$ 200 mil em despesas com eventos teriam sido efetivamente comprovados, por meio de notas fiscais. Na Justiça mineira, os réus sustentam que o dinheiro bancou, sim, as competições. Lideranças políticas e prestadores de serviços da campanha do tucano admitiram o recebimento de recursos de caixa 2.

Eduardo Azeredo, queridinho político do tucanado nacional, não só abriu a picada que se tornou a armadilha para a cúpula do PT como, pior que isso, montou também o modelo em que os principais partidos brasileiros perdem suas condições para qualquer bandeira moral e ética que queiram empunhar.

Tanto PT quanto PSDB não fazem a menor questão de punir internamente seus membros que cometem crimes. Muito ao contrário. Do que vemos na mídia e na blogosfera política, petistas e tucanos preferem atacar as instituições como Ministério Público e Supremo Tribunal Federal, que fazer o dever de casa de renovar seus quadros e resgatar suas imagens.

Os advogados de defesa dos réus do mensalão petista estão desolados. O viés do STF neste julgamento é para condenação de muitos acusados em várias modalidades de delitos de corrupção. Resta aguardar qual será a dosimetria destas condenações e saber se alguém, efetivamente, vai para a cadeia. E porque não perguntar: os cofres públicos serão ressarcidos?

Enquanto PT e PSDB não caírem em si e tentarem promover o resgate de seus ideais e conduta, o caminho destes partidos será a fadiga de material e a oportunidade de fortalecimento dos outros partidos. Ou do surgimento de novos.

Joaquim Barbosa condena nove réus do mensalão por lavagem de dinheiro

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em um voto que tomou toda a tarde desta segunda-feira (10), o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou nove réus da Ação Penal 470, o processo do chamado mensalão, por lavagem de dinheiro. O reconhecimento do crime é uma etapa fundamental para viabilizar a tese que consta da acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que houve pagamento de mesada a políticos,

Na análise do quarto capítulo da denúncia, foram condenados os réus do núcleo publicitário – Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias – e do núcleo financeiro – Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que eram dirigentes do Banco Rural na época dos fatos.

A única ré absolvida pelo relator foi a ex-dirigente do Rural Ayanna Tenório. Barbosa decidiu não a condenar, mesmo a considerando culpada, porque, no capítulo anterior, os ministros a absolveram do crime de gestão fraudulenta de instituição financeira. Barbosa disse que, “como fiel obediente e observador da Suprema Corte”, se renderia à decisão majoritária.

O ministro organizou seu voto individualizando a conduta de cada réu para explicar porque eles devem ser enquadrados no crime de lavagem de dinheiro. De acordo com o relator, a lavagem era dividida em três etapas: fraudes em documentos e contabilidade das empresas de Valério e do Banco Rural, simulação de empréstimos bancários e repasse dissimulado a políticos ligados ao PT.

“Não há como negar que os réus, além de fraudarem a contabilidade das agências de Valério e do Banco Rural, também fraudaram empréstimos, ocultaram bens, informações e dados, para ocultar proprietários e beneficiários de quantias, como etapa para a real lavagem de dinheiro”, sustentou o relator.

Barbosa confirmou o comportamento protagonista de Marcos Valério, que, segundo ele, participou das três principais etapas da lavagem. Ele destacou, no entanto, que mesmo os réus classificados como “mequetrefes” e “simples empregados” pelos advogados de defesa tiveram participação ativa no esquema. “Não se aplica a tese de que uma pessoa, pelo simples medo de perder emprego, pode cometer crime”.

Os réus do chamado núcleo político, que também respondem pelo crime de lavagem de dinheiro, terão sua conduta analisada em outro capítulo. Segundo o MPF, esses réus usaram intermediários e laranjas para sacar dinheiro em espécie nas agências do Banco Rural a fim de não serem identificados.

O crime de lavagem de dinheiro tem pena prevista de três a dez anos de prisão e pagamento de multa, mas a definição da punição ocorrerá apenas no final do julgamento.

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30 Respostas to “Na trilha do Azeredo, a armadilha do PT”

  1. Edu said

    A herança maldita que a Dilma está criando para o próximo presidente:

    http://www.implicante.org/artigos/mais-orcamento-e-menos-investimento-e-a-dilma-trabalhando-por-voce/

  2. Edu said

    Pax,

    Críticas:

    1 – Da maneira que está escrito parece que a culpa do mensalão do PT é do PSDB… como se o PT dissesse: “mas ele fez primeiro!”

    E, já que todos fazem, a coisa toda é tacitamente permitida, aquela história de “faz parte do jogo”.

    2 – Essa história que vc, o Elias e o Kotscho gostam de “fadiga de material” para mim é uma besteira.

    Como se o “material” usado fosse o certo.

    Para mim esse “material” nunca esteve certo: o “material” usado pelo FHC ao focar somente a estabilidade do real nunca esteve certa. Assim como o “material” do Lula de falar reiteradamente da miséria e do “nunca antes na história desse país”, também nunca esteve certo.

    O que fadiga não é o “material” o que fadiga é a mentira, proponho que essa expressão “fadiga de material” seja mudada para “encontro com a realidade”, porque são essas doses homeopáticas de realidade que fazem o povo se politizar, buscar seus direitos e votar melhor.

    Observação:

    Eu acho é pouco que o PSDB e o PT se ferrem por serem corporativistas com esse pessoal.

    O que eu gostaria mesmo é de ver uma donzela dessas arrependida resolver colocar a boca no trombone de toda a podridão interna que esses partidos carregam.

  3. Pax said

    Caro Edu,

    Não foi bem o que quis dizer. Os meus pontos são:

    a – os dois melhores partidos brasileiros, por piores que sejam, são o PT e o PSDB. Você indicaria algum outro? Ok, temos outros, mas de menor importância no quadro político brasileiro. Em outras palavras, “quem não tem cão, caça com gato…”, ou, quem não tem partido à altura, que trabalhe com a josta que tem. Quer um exemplo meu? Posso dar. Gosto de muita gente do PSOL, mas não acredito que seu conteúdo programático seja bom. É anacrônico o suficiente para que eu rejeite o partido.

    b – tanto PSDB quanto PT, quanto simpatizantes/militantes, preferem atacar quem aponta suas mazelas que corrigi-las.

    c – um bom exemplo do que digo é:

    c-1 – atacam a PGR, o Joaquim Barbosa e todo STF, os que simpatizam com o PT. “Esquecem” de criticar os nomes do partido que melecam sua imagem.

    c-2 – atacam o Ricardo Lewandovski que não condenou todo mundo, como se fosse obrigado a julgar com viés partidário tucano ou de oposição. Basta olhar os posts dos histéricos…

    Sobre fadiga de material: meu caro, simplificar os governos FHC somente com o mérito de estabilidade do real ou simplificar os governos Lula somente com a redução da miséria é olhar a política de forma simplista demais. O ponto, para mim, é que tanto o PSDB quanto o PT se esculhambam quando passam a proteger gente que não deve ser protegida. São quadros históricos destes partidos? Sim. Podem, portanto, destruir a imagem e o futuro dos mesmos? Me parece que não. E a tal da fadiga se dá porque os partidos acabam pagando um preço alto demais ao defender quem se enlameou. Quando suas militâncias passam a defender estes caras me parece que a coisa degenera um bocado, os princípios, códigos e projetos dos partidos vão por água abaixo e aí, sem personalidades identificáveis, estes partidos acabam como o PMDB, por exemplo, que é um aglomerado de gente política sem sentido algum.

    A não ser que você consiga ver no PMDB (um dentre os vários exemplos que se pode dar) algum sentido, alguma cara, personalidade, ou representação de algum projeto. Eu confesso que não vejo nada disso.

    Por fim, não estou dizendo que a culpa do mensalão do PT é o mensalão do PSDB. A culpa é toda do PT. Culpa e falta de inteligência.

    Estou dizendo, isto sim, que Eduardo Azeredo montou um esquemão com a quadrilha do Marcos Valério, Banco Rural, et caterva e o PT foi com enorme sede ao mesmo pote. Se o mineiro não tivesse montado o esquema, provavelmente o PT inventaria um outro. Mas vale a lembrança que este modelão já existia.

    Tanto para não esquecermos, quanto para apontarmos a burrice dos petistas que foram preguiçosos o suficiente para usar a picada aberta. Qualquer um com três neurônios poderia antever que usar a mesma trilha acabaria em lambança.

    Agora que paguem pelos seus erros. E não sou eu quem julga. Quem faz isto é quem deve fazer, o STF.

    Vale lembrar que tenho achado este julgamento muito bom. Tenho gostado um bocado da postura do colegiado que usa e abusa de teses e mais teses e traz à tona e à luz todo o arrazoado de seus juízos.

    Sorte a nossa que temos um STF independente.

    Quem se sujou nas “brincadeiras” que vá se lavar, ora bolas. E concordo contigo, que apareça uma donzela arrependida, ou que saiba que vai acabar em cana, e abra o bico. Melhor para o país. E, por mais doloroso que seja, melhor tanto para o PT quanto para o PSDB.

  4. Chesterton said

    Não foi bem o que quis dizer…

    chest- esse é o Pax, ele diz, mas não queria, foi obrigado, foi forçado….

  5. Edu said

    Pax,

    Desculpe a pentelhação, e obrigado pela resposta. Acho que por mais que estes pontos sejam detalhes, estes pontos fazem toda a diferença ao analisar a situação em um debate político, daí meu comentário.

    Agora sim, concordo em muito do que vc disse.

    O PT e o PSDB são hoje os partidos de maior conhecimento da população. Se são melhores ou não, não sei dizer. Meu conhecimento dos políticos não é nem de longe tão profundo quanto o do restante dos comentaristas, nisso realmente sinto falta do Elias: por mais enviezado que fossem os comentários dele, ele sempre deu uma visão do “quem é quem” no cenário político. Do meu ponto de vista a coisa tá feia demais: candidatos (de quaisquer partidos) que usam o espaço que têm com um bordão malfeito; as propostas de trabalho são estapafúrdias; parece que ninguém analisa sequer a viabilidade de se implementar uma idéia que apresentou em campanha. Além disso, há uma linha de pensamento, não há valores claros que são defendidos. Eu desconfio de todo mundo e concordo totalmente com vc no seguinte ponto: “aglomerado de gente política sem sentido algum.”

    Por esse mesmo motivo eu quero que eles briguem entre si, quero que se denunciem, que se exponham, que se matem.

    Até que surja um político que seja mais profissional e menos… político:

    1 – Um líder verdadeiro, que também seja querido por dar más notícias à população que o elegeu de maneira que ele não perca o apoio político. Porque pensar no social é muito bom, mas existem várias coisas ruins que também DEVEM ser feitas antes que um mal maior aconteça (exemplo: corte de gastos públicos, desativação de serviços e/ou programas públicos que geram gastos demais sem retorno esperado para a população, etc).

    OU

    2 – Alguém que tenha uma capacidade real de planejamento e gestão e seja capaz de reformas estruturais (como diria o Marcelo Augusto), e que consiga ser transparente para dar segurança à população que as medidas de longo prazo que serão implementadas trarão resultados. Porque hoje a política se baseia basicamente em políticas de curto e médio prazo que são abandonadas quando uma gestão é trocada.

    No mais, estou achando bom que o STF esteja debatendo e esclarecendo os pontos para o Brasil ver e ouvir. Espero que o STF sustente a independência que é esperada dele.

  6. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Não sou obrigado a nada cara. Faço o blog e escrevo o que bem me cai na cabeça, dentro da proposta inicial. Olho quando posso as notícias e as coleciono. E emito algumas opiniões.

    Discorda delas? Ótimo, quanto mais melhor. Mas, diga-me, onde está tal discordância?

    Caro Edu,

    Não é pentelhação nenhuma. Muito ao contrário. Toda crítica é bem-vinda. De outro lado, não gosto muito dessa história de líderes, de colocarmos nas mãos de um ou de outro a táboa de salvação política brasileira.

    Bem melhor que isso são os partidos, as agremiações, as representações de correntes políticas, funcionais etc.

    Também sinto falta do velho e bom Elias e de seu eterno romance com o Chesterton. Sei lá, deve estar em campanha lá pelas bandas do Pará.

  7. Edu said

    Pax,

    Ops, quem não quis dizer alguma coisa agora fui eu! hehe

    Que fique bem claro: não espero nenhum ditador !!!

    Quis dizer um político capacitado, porém mais profissional no sentido de liderança e/ou boa gestão, que venha de dentro dos partidos e/ou das agremiações.

  8. Pax said

    Caro Edu,

    Não imaginei que você estivesse clamando por alguém não democrático.

    O que quis dizer e reforço é que prefiro acreditar em partidos que em nomes. Quer um exemplo? O Kassab em São Paulo. Muitos o consideravam um grande nome e, em torno dele, montaram um partido. Pois bem, não durou muito. Kassab tem enorme rejeição atualmente e seu partido alçou um voo de galinha. Aterrisou logo ali.

  9. Edu said

    Pax,

    De acordo!

    Mudando de assunto e abrindo a discussão pra todo mundo (como se essa fosse particular tsc tsc).

    O que vcs acham dessa história de proibir o livro do Monteiro Lobato?

    A esquerda vai querer mudar o que está escrito no livro para adequar às exigências não-racistas do mundo? Caso contrário o Brasil vai perder este pequeno pedaço da história e da cultura brasileira?

    É assim que a novilíngua começou a ser inventada no livro do tio George….

  10. Chesterton said

    Graças Foster pede aos acionistas que
    comprem mais ações da Petrobras

    GRAÇA FOSTER, PRESIDENTE DA PETROBRAS
    A presidente da Petrobras, Graça Foster pediu nesta terça (11) que os acionistas comprassem mais ações da estatal a fim de recuperar os preços diante dos resultados esperados pela diretoria. “Trabalho o dia inteiro com o olho no valor das ações. É bastante constrangedor quando a gente conversa sobre o valor das ações. Elas estão muito, muito abaixo do valor real”, disse. “Temos um trabalho focado na conclusão dos projetos e da produção. Certamente, por consequência, o valor voltará ao patamar correto, o patamar justo, de antes da época da capitalização”, disse. Graça Foster participa de audiência nas comissões de Serviços de Infraestrutura e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

    chest- alguem avisa o Elias?

  11. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    o comentário 3 realmente está muito bom. Concordo com tudo. Acrescentaria que a natureza não dá saltos e “perfeição” sempre só existiu como ideal, meta a ser atingida, nunca como uma realidade concreta.

    Parece também que aquele velho chavão de que “isso só acontece no Brasil” está caindo em desuso.

    Em todos os lugares e em todos os tempos, a evolução sempre tem acontecido muito lentamente.

    Esse mesmo pessoal que hoje emite mil louvores a Joaquim Barbosa (não esquecer que Joaquim Barbosa foi nomeado pelo Lula) é o mesmo que antes dizia que o Barbosão havia chegado ao STF apenas por ser negro.

    Esse mesmo pessoal que hoje emite mil louvores ao fato do STF julgar processos pela convicção de “fazer justiça”, e não de simplesmente seguir os manuais processuais, é o mesmo que escreveu centenas de textos dizendo que os processos contra o Daniel Dantas deveriam ser anulados por simples “falha técnica” , sequer colocando em discussão se os fatos eram verdadeiros ou não.

    E não esqueçamos também que foi preciso que houvesse um STF, em sua maioria nomeado pelo PT, para que tal mudança ocorresse.

    Estamos evoluindo sim. Só esperemos que não seja apenas um surto e que, de agora para a frente, TODOS os processos por corrupção tenham tratamento igual.

  12. Edu said

    Patriarca,

    É isso aí! Faço votos que o PT continue indicando mais gente com o Joaquim Barbosa e menos gente como a Marta Suplicy!

  13. Pax said

    Caro Patriarca,

    Concordo com você em dois bons pontos:

    1 – estamos evoluindo, sim.

    2 – esta evolução não é rápida, infelizmente.

    E ainda reforço tua opinião: que todos os processos de corrupção tenham tratamento igual, ou, em outras palavras, que a jurisprudência deste processo do mensalão do PT seja estabelecida e que, daqui pra frente, outros sigam esta mesma trilha.

    Caro Edu,

    Posso também não ter simpatias com a Marta. Mas, afora uma questão de simpatia, o que mesmo temos contra ela? O triste episódio do “relaxa e goza”?

    É pouco para desmerecer um político. Foi uma tremenda bola fora dela que ficou marcada em sua imagem, mas o que me interessa mesmo é:

    – como legisladora o que fez?
    – como executiva (foi prefeita de SP) o que fez?
    – existe alguma acusação de corrupção?

    Tenho ouvido de ontem para hoje que sua nomeação se deve ao fato de apoiar o Haddad para prefeito em SP, que isso ou aquilo, que o PT está fazendo de tudo por essa prefeitura. Mas… ora bolas, onde está o erro nisso? Política não é jogo de criança nem jogo para chá de madame ou festa de salão. Política aqui e alhures é jogo de interesses. Sempre foi, é e sempre será assim.

    Só não podemos aceitar é que corruptos atuem nesse jogo. Meteu a mão nos cofres públicos indevidamente, que saia fora.

    Se continuarmos nessa toada a coisa melhora um bocado. O dia em que vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, ministros, presidentes, secretários municipais, estaduais e fundionários públicos sentirem que o destino de corrupção é cadeia, estaremos dando um enorme passo à frente.

    Simplismo maior nem consigo ver, mas é como penso.

  14. Edu said

    Pax,

    Triplicar as dívidas da cidade de São Paulo para mim já seria suficiente. Mas posto que o maldito Kassab também conseguiu realizar proeza parecida (eu não indicaria o Kassab nem para síndico de prédio), permita-me linkar um artigo.

    http://www.sampaonline.com.br/reportagens/aherancademartasuplicy.htm

    O site, embora não tenha referências sobre o mesmo, dá uma noção dos resultados de sua gestão.

  15. Otto said

    Pessoal, andei desconectado alguns dias mas tou de volta.
    E aqui trago uma contribuição, pedindo aos “universitários” que a comentem:

    PRESUNÇÃO DE CULPA

    Por Guilherme Scalzilli – Historiador e escritor, colabora regularmente com a revista Caros Amigos, o Le Monde Diplomatique, o Observatório da Imprensa e outros veículos.

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br

    Fico estarrecido com a passividade dos comentaristas jurídicos perante as decisões do Supremo Tribunal Federal no julgamento do chamado “mensalão”. O leitor até encontra uma sensata minoria de análises que destoam da baba hidrófoba predominante nos veículos oposicionistas, mas suas reflexões raramente enfocam aspectos legais. Ao mesmo tempo, o máximo que recebemos dos textos especializados na mídia são elogios de cunho “republicano” e exibições de conhecimento retórico, mais interessadas em (não) explicar os votos do quem em debatê-los a fundo.

    Apesar de leigos no assunto, podemos realizar um esboço de exegese discursiva nos pronunciamentos dos ministros. Então sobressaem alguns detalhes importantes: a abordagem excepcional do processo, uma propensão a exigir que os réus forneçam as provas de sua inocência, o protagonismo de indícios circunstanciais, a invalidação de documentos e testemunhos que atestam defesas, a desqualificação de matéria aprovada no Legislativo e a conseqüente flexibilização de direitos.

    Supondo-as corretas, e tomadas na sua essência, tais impressões deveriam causar assombro generalizado. Claro, arbitrariedades que atingem petistas não escandalizam o bravo moralismo das redações. Mas imaginemos uma hipótese desvairada: o procurador-geral da República pede a condenação de pessoas ligadas a José Serra por considerar que seu enriquecimento simultâneo ao processo de privatização das telecomunicações, no governo Fernando Henrique Cardoso, é sinal de ilegalidade. Aproveitando a citação de um deputado tucano, o STF decide julgar sumariamente outras dez pessoas, de uma vez, negando-lhes prerrogativas recursais. Mesmo não havendo provas robustas contra os réus, os ministros afirmam que seus contrapontos são insuficientes e… condenam Verônica Serra a vários anos de cadeia.

    Como reagiriam os jurisconsultos da combativa imprensa paulista? E a OAB, guardiã da ética nacional?

    Embora a filiação política dos acusados tenha óbvia influência nas decisões atuais, ela não serve aqui para uma resposta igualmente partidarizada, com sinal contrário, a favor dos bodes expiatórios do momento. Trata-se apenas de utilizar um pouco de bom senso na observação dos fatos, recusando a fantasia da “imparcialidade” omissa que faz da ignorância técnica e da polarização eleitoral estratégias de cerceamento do contraditório. Pelo que deixam subentendido, limpas de suas conotações ideológicas, as argumentações dos ministros são assustadoras porque envolvem qualquer cidadão brasileiro que um dia se encontre nas mesmas circunstâncias kafkianas. Os precedentes interpretativos que o tribunal vem estabelecendo podem transformar o propagado combate à impunidade num teatro persecutório de conseqüências imprevisíveis.

    Não foi apenas por culpa da morosidade do Judiciário que o STF tomou para si a tarefa de punir os “mensaleiros” petistas. Foi porque os ministros sabem que a maioria dos réus dificilmente seria condenada nas instâncias inferiores, graças, em boa parte, à fragilidade das evidências colhidas pela acusação, mas também por causa dos diversos estratagemas processuais de que eles disporiam.

    Acontece que esses estratagemas, incluindo os requisitos probatórios consagrados, além de legítimos e soberanos, existem para resguardar inocentes e para homogeneizar procedimentos, livrando-os de oscilações oportunistas. Não são artimanhas espertas para livrar sacripantas; são as bases da própria segurança jurídica do país. Garantem que a observância de uma lei não pode, por natureza, ser punida. Que contratos e testemunhos têm validade judicial. Que a mera antipatia (ou a clarividência) de um julgador não é suficiente para meter alguém no xilindró. E que suas decisões estejam imunes à influência dos veículos de comunicação.

    Rompendo a teia de pressupostos objetivos que norteiam o rito processual, o STF revela que está inclinado a condenar os acusados, não a julgá-los segundo os elementos materiais disponíveis. Além de moderar os anseios dos eleitorese de legislar sem representatividade, o tribunal agora assume o papel de executor das próprias regras insondáveis. Não deixa sequer o consolo de que seus vereditos estabelecem bases para futuramente punir contraventores, pois, como sabemos, a corte não prima pela coerência. Ademais, se os juízes de outros níveis passarem a seguir os mesmos critérios, a predominância da subjetividade transformará o caótico sistema judiciário brasileiro numa loteria metafísica, ao sabor de indícios e presunções.

    Antes de endossar os discutíveis avanços da tribunocracia em exercício, os profissionais da área deveriam refletir sobre o que de fato ocorre naquelas enfadonhas sessões de Brasília. Nem que fosse apenas para tranquilizar a clientela.

  16. Edu said

    Otto,

    Concordo plenamente: o STF não entende nada de direito, vamos mandar prendê-los todos.

  17. Pax said

    Caro Otto,

    Apesar de respeitar o Guilherme como militante petista me permito discordar com veemência de seu post.

    Fragilidade de evidências?

    Caramba. Boa tentativa.

  18. Otto said

    Pax:

    fragilidade de evidências não em todos réus, mas em alguns.

  19. Pax said

    Até o momento, caro Otto, não vi um caso sequer onde o condenado pelo colegiado não tivesse uma enormidade de provas. Os poucos que tiveram ao menos uma dúvida sequer foram absolvidos, mesmo que a PGR e o ministro Joaquim estivessem convencidos de suas culpas.

    Enfim, é uma opinião, a minha. Como, é claro que sim, existem outras.

    Por isso mesmo, por haver dúvidas, que este caso está onde está, à além do fato de alguns réus possuírem fórum privilegiado.

    Mas não consigo concordar com quem quer porque quer desmerecer o STF. Não vejo onde a Suprema Corte brasileira esteja errando. Muito ao contrário.

  20. Jose Mario HRP said

    Longe de ser um julgamento penal esse julgamento 470 é eivado de politica e ideologia.
    Mas tanto fez tanto faz o que for , de tudo, o insuportável é o comportamento agressivo, desrespeitoso e canastrão de Joaquim Barbosa!
    Perdi o respeito por esse fanfarrão, que prima pela má educação , além de interferir abusivamente quando seus pares expõe suas decisões!
    Jamais havia visto pessoa tão impertinente naquela corte.
    Está servindo a vontade falso moralista de muitos.

  21. Otto said

    Pax, vamos acompanhar.

    Quero ver as sentenças de Genoíno e Zé Dirceu, que fatos ou indícios serão arrolados para suas condenações/absolvições.

  22. Otto said

    LFV matou a pau. Os leitores do PIG devem espumar de raiva ao ler os seus textos nas páginas de seus tradicionais jornalões.

    O GRANDE SILÊNCIO

    É sempre bom investigar a origem dos fatos e das palavras. Você pode descobrir coisas surpreendentes. Por exemplo: o final abrupto de uma frase de jazz moderno, vocalizado, soava algo como “be-ree-bop”. É daí que vem o nome do novo estilo de tocar jazz, “bop”. O “biribop” foi usado numa música brasileira que falava da influência do novo jazz no samba – “eba biribop”, lembra? – e não demorou para que o “biribop” do samba se transformasse em “biriba” e acabasse sendo o nome do cachorro mascote do Botafogo, segundo alguns um dos maiores responsáveis pela boa fase do time na época – e nome de um jogo de cartas. Hoje quem joga biriba (ainda se joga biriba?) não desconfia que tudo começou nos clubes de Nova York onde alguns músicos faziam uma revolução que não tinha nada a ver com o baralho.

    A procura de origens pode levar por caminhos errados, é verdade. Ainda no campo da música: quando a Bossa Nova começou a ser tocada nos Estados Unidos uma das curiosidades dos nativos era o significado do termo “bossa”. Quem procurou num dicionário leu que “bossa” era a protuberância nas costas de um corcunda, não podia estar certo. Aí alguém se lembrou de um LP gravado pelo guitarrista Laurindo de Almeida nos Estados Unidos anos antes, junto com três americanos, uma saxofonista, uma baterista e um contrabaixista, que incluía ritmos brasileiros. E surgiu a teoria que o disco do Laurindo de Almeida teria sido muito ouvido no Brasil e a marcação do baixo nos sambas muito impressionara os músicos locais. Claro, “bossa” era uma corruptela de “bass”, contrabaixo em inglês. Tudo esclarecido. (Não foi a única injustiça que fizeram com o João Gilberto, o verdadeiro criador da batida da bossa. Ainda inventaram que ele roubara o jeito de cantar do Chet Baker.)

    Mas tudo isto, acredite ou não, tem a ver com o mensalão. Ouvi dizer que a origem do esquema que está sendo condenado no Supremo é uma eleição em Minas que envolveu alguns dos mesmos personagens de agora, só que o partido favorecido foi o PSDB. Se a origem é esta mesmo, ou – como no caso da origem da bossa nova – há um mal-entendido, não sei. Mas não deixa de surpreender a absoluta falta de curiosidade, da grande imprensa inclusive, sobre esta suposta raiz de tudo. Só o que há a respeito é um grande silêncio. O barulho com o esquema precursor mineiro ainda está por vir ou o silêncio continuará até o esquecimento? É sempre bom investigar a origem dos fatos e das palavras. Inclusive porque dá boas histórias.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-grande-silencio-,929924,0.htm

  23. Pax said

    De uma certa forma, caro Otto, o LFV fala o mesmo que eu no post.

    Claro que ele tem muito mais competência. É impressionante como esquecem a gênesis do esquema Marcos Valério et caterva.

    Como disse no post, o Azeredo é um queridinho do tucanato nacional.

    Mas não quer dizer que, com isso, o mensalão do PT deva ser amenizado. Também como disse acima, me parece que o PT foi de uma burrice colossal ao utilizar o esquema montado por Azeredo.

    Que AMBOS paguem por seus erros.

  24. Otto said

    Até o PIG abandona o Serra:

    A história registrará José Serra como o maior manipulador da verdade que a política brasileira jamais conheceu, um caso crônico de megalomania, fantasia e da certeza da impunidade: com a blindagem que recebia da velha mídia, podia jogar na vala comum da luta política, todas as denúncias contra ele.

    O caso do caminhoneiro José Machado, com catarata, merece entrar na antologia das grandes mentiras de Serra – e, espera-se, sem impunidade.

    Foi assim:

    O PT divulgou a história de um caminhoneiro de 67 anos, padecendo de catarata, há um ano esperando uma consulta na rede municipal de saúde.
    A Secretaria Municipal de Saúde rompeu o sigilo médico do caminhoneiro, divulgando sua ficha. Com base nessa suposta ficha, Serra e Kassab acusaram a campanha de Haddad de ter mentido sobre a doença, que não seria catarata mas pterígio (pele que cresce sobre a cornea.
    A repórter Julia Dualibi, do Estadão, saiu a campo e constatou que o caminhoneiro tinha ambas as doenças. Na entrevista que deu ao Estadão, Serra passou uma carraspana nos jornalistas, acusando-os de ter embarcado na campanha de Haddad.
    Hoje o Estadão traz nova matéria de Julia Dualibi e Débora Alves, com base no prontuário do hospital que atendeu o caminhoneiro, confirmando a existência das duas doenças.
    Em países civilizados, haveria punição pela quebra do sigilo médico de um cidadão, pelas falsas acusações imputadas a ele próprio (que deu depoimento dizendo estar com catarata) e à campanha adversária. O Secretário de Saúde seria punido pelo Conselho Regional de Medicina e os candidatos incursos em crimes de difamação.

    Por aqui, a punição a Serra será a pior de todas: a possibilidade de leitores do jornal, não afeitos ainda à Internet, saberem mais sobre a personalidade real do candidato. E isso no jornal que, nos anos 70, consagrou-se mostrando Paulo Maluf como Pinóchio.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/estadao-denuncia-mentira-de-serra-sobre-caminhoneiro

  25. Jose Mario HRP said

    O Mensalão midiático não afeta a eleição e a realidade:

  26. Jose Mario HRP said

    Patriarca, Otto e Zbignew, aqui uma analise psicologica do homem “de ouro” da oposição:
    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/09/a-sindrome-da-ra-sensacao-nova-e.html

  27. Pax said

    Caro HRP,

    1 – comentário #25 – enquanto ocorre a briga natural entre Serra e Haddad, Russomano cresce. Vai ser duro de aguentar. Pior que isso, imagine a catástrofe de um segundo turno entre Russomano e Haddad? Neste caso em quem os petistas votarão? E, ainda mais assustador: Ratinho Jr ganha uma parte dos eleitorado petista em Curitiba e dispara nas pesquisas. Caramba! Sempre achei o Fruet um bom parlamentar. Saiu do PSDB e entrou no PDT que hoje recebe apoio da direção do PT. Alguns petistas não engoliram e passaram a votar em… Ratinho Jr. Não parece um erro? A mim parece, sim.

    2 – comentário #26 – parece que há até racismo no post. Veja esta frase do site indicado:

    “Está adorando essa sensação de ter saído da Senzala e ser festivamente – e hipocritamente – recebido na Casa Grande.”

  28. Jose Mario HRP said

    Da frase “pissivelmente “rascista depreende-se na figura de linguagem o seguinte:
    Para muitos, alí no STF, ele é isso mesmo, alguém no mínimo diferente, para eles, não para mim, que só o considero agressivo demais, e altamente impulsivo. Não contesto seu saber, de procurador federal.
    O resto cada um pense o que quiser.
    Valeu!

  29. Jose Mario HRP said

    Há um novo artigo no Saraiva sobre Joaquim Barbosa, que é a consideração de um ex, sobre outro e atualmente juiz.
    Penso como o Saraiva.
    Mas……

  30. Edu said

    Ainda bem que o Saraiva se aposentou.

    Provavelmente está fazendo menos mal com o blog dele do que enquanto advogava…

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