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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Zé Dirceu condenado

Posted by Pax em 09/10/2012

O Supremo Tribunal Federal, com os julgamentos já pronunciados, condenou Zé Dirceu e Genoino.

O novo tacape do STF agora deverá bater em outras cabeças, outros ex-presidentes e cardeais de partidos da oposição, para que o STF não seja réu do juízo popular.

Em especial há uma pendência histórica, do criador do modelo de desvios via o empresário-criminoso Marcos Valério, o atual deputado Eduardo Azeredo, ex-presidente, querido e protegido do tucanato nacional.

Zé Dirceu, em seu blog, reclama de uma ação orquestrada e dirigida pela oposição que o declarou inimigo numero um, chefe de uma quadrilha corrupta, mas afirma que acatará a decisão da Justiça, porém sem se calar. Nada mais justo. E democrático.

Maioria no STF vota pela condenação de José Dirceu por corrupção ativa

Heloisa Cristaldo e Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Marco Aurélio de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (9) pela condenação do ex-Chefe da Casa Civil José Dirceu no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão. O voto forma maioria pela condenação de Dirceu pelo crime de corrupção ativa. “José Dirceu teve uma participação acentuada nesse escabroso episódio”, assinalou.

Marco Aurélio considerou que “o PT buscou mesmo uma base de apoio no Congresso Nacional” e também condenou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do partido José Genoino.

O ministro seguiu o voto do relator Joaquim Barbosa e condenou pelo crime de corrupção ativa todos os réus do chamado núcleo publicitário Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbarch, Simone Vasconcelos e Rogério Tolentino. Com o voto, há maioria formada pela condenação de Tolentino. Ao todo, nove réus já foram condenados neste capítulo, que tratou da compra de apoio político entre 2003 e 2004.

Marco Aurélio absolveu o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto por corrupção ativa, que, até o momento, foi absolvido por todos os ministros. Entretanto, o ministro do STF abriu divergência e condenou a ex-funcionária de Marcos Valério Geiza Dias, que foi absolvida pelos sete ministros que já votaram.

Sobre o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ministro ressaltou que o réu não poderia ter atuado sozinho. “Apontar Delúbio Soares, me parece que ele próprio aceitar posar como tal, como bode expiatório, como se tivesse autonomia suficiente para levantar milhões. Ele próprio definindo destinatários. A conclusão subestima a nossa inteligência”, disse.

O julgamento foi suspenso logo após o voto de Marco Aurélio e será retomado amanhã (10), com o voto do decano Celso de Mello, que não participou do julgamento nesta tarde. O décimo e último voto será do presidente da Corte, Carlos Ayres Britto. Até o final do julgamento, os ministros podem mudar seus votos.

O STF deve começar a julgar ainda amanhã o Capítulo 7 da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que trata do crime de lavagem de dinheiro envolvendo réus ligados ao PT e ao PL. Neste próximo capítulo, serão julgados os ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA), João Magno (PT-MG) e Professor Luizinho (PT-SP), a assessora de Rocha, Anita Leocádia, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e seu chefe de gabinete José Luiz Alves.

Confira placar parcial da segunda metade do Capítulo 6, que trata do crime de corrupção ativa entre políticos do PT e PL e no núcleo publicitário:

1) José Dirceu: 6 votos a 2 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
2) José Genoino: 7 votos a 1 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski)
3) Delúbio Soares: 8 votos pela condenação
4) Anderson Adauto: 8 votos pela absolvição
5) Marcos Valério: 8 votos pela condenação
6) Ramon Hollerbach: 8 votos pela condenação
7) Cristiano Paz: 8 votos pela condenação
8) Rogério Tolentino: 6 votos a 2 pela condenação (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
9) Simone Vasconcelos: 8 votos pela condenação
10) Geiza Dias: 7 votos pela absolvição a 1 pela condenação (Divergência: Marco Aurélio de Mello)

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254 Respostas to “Zé Dirceu condenado”

  1. Otto said

    Do Blog da Cidadania:

    9 de outubro de 2012 ficará registrado na história do país como o dia infame em que um seu cidadão foi condenado politicamente pela mais alta instância do Judiciário brasileiro, por um tribunal que deveria tê-lo julgado por critérios estritamente técnicos.

    Até as condenações de certos membros do dito “núcleo político” da Ação Penal 470 ainda se podia buscar algum resguardo factual em “atos de ofício”, ainda que “tênues”, como diria o procurador-geral da República. No caso de José Dirceu, porém, não há condenação técnica possível.

    Contra Dirceu não há contratos assinados, não há saque de dinheiro, não há nada além do testemunho de seu maior inimigo, uma operação imobiliária regular feita por sua ex-esposa e um emprego que ela conseguiu.

    É possível uma dúvida razoável sobre o inimigo de Dirceu ter mentido e sobre sua mulher ter conseguido um empréstimo e um emprego sem interferência dele? Duvido que até os juízes que o condenaram neguem que essa dúvida existe.

    Na dúvida, o Direito Universal exige que os tribunais decidam a favor dos réus. No caso de Dirceu, essa dúvida é muito maior do que para os outros condenados.

    Jamais o STF usou para um político critério sequer parecido com os que foram inaugurados para Dirceu acima de qualquer outro réu daquela Ação Penal. A condenação dele, entenda-se, foi uma exceção à norma daquele Colegiado.

    O Tribunal de Exceção que condenou Dirceu deixou clara a sua natureza ao dar tratamento diverso à ação penal correlata àquela em que o ex-ministro foi julgado, mas que envolve o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.

    Durante anos, Dirceu não desfrutou, nem por um segundo, do benefício constitucional de presunção da inocência. É tratado como condenado desde 2005, quando sua pena começou a ser cumprida oficiosamente.

    Os juízes de Dirceu foram devidamente pressionados, intimidados com ataques da mídia, quando não se submeteram, e subornados com exposição positiva quando obedeceram aos ditames midiáticos.

    E, se faltasse alguma prova da manipulação desse julgamento pela mídia em favor de partidos de oposição ao governo federal do PT, declarações da acusação a Dirceu e dos juízes que o condenaram confessaram o objetivo político do processo, tal como veio sendo conduzido.

    Neste momento, boa parcela da classe política já se deu conta do que essa politização da Suprema Corte de Justiça do país representa para a democracia. Quando grupos de pressão se apropriam do Judiciário, ninguém mais está a salvo de julgamentos de exceção.

    O Brasil verá a manipulação vergonhosa que foi esse julgamento quando o STF julgar – ou quando não julgar, por prescrição – o mensalão do PSDB. E, mais adiante, quando for julgar – ou não – a ação que será proposta contra o governador Marconi Perillo pela CPI do Cachoeira.

    Pelos critérios que o STF usou para Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e João Paulo Cunha, o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo e o governador de Goiás, Marconi Perillo, terão que ser condenados. Até porque, contra eles há muito mais do que “domínio de fato”.

    Alguém acredita que isso ocorrerá? E, se ocorresse, alguém ficaria sabendo sem ler a blogosfera e as redes sociais? A mídia faria versão explicativa para crianças via história em quadrinhos? O Jornal Nacional gastaria até metade da duração de suas edições para acusar os tucanos?

    Vão esperando sentados que de pé cansa.

    É nesse contexto que a nota que recebi da assessoria do ministro José Dirceu, e que reproduzo ao fim deste post, constitui um alento. Nela, ele promete que não conseguirão calá-lo com essa condenação infame.

    É disso que o Brasil precisa, de forma que quero registrar meu apoio e solidariedade ao ex-ministro. Conto com a força desse homem que já desafiou uma ditadura bem pior do que a do STF, uma ditadura que não assassinava só a honra dos seus inimigos.

    Conte comigo, Zé, enquanto você lutar para que o Brasil, um dia, tenha, entre tudo mais que lhe falta, um Judiciário que trate a todos de acordo com critérios rotineiros, não usando exceções nem para amigos, nem para inimigos políticos.

    ***

    Leia, abaixo, a nota de José Dirceu sobre a condenação infame de que foi alvo

    AO POVO BRASILEIRO

    No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

    Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

    Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

    Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

    Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

    Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

    A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

    Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

    Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

    Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

    Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

    Vinhedo, 09 de outubro de 2012

    José Dirceu

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/10/nao-calarao-jose-dirceu/

  2. Edu said

    Pax,

    Repito a pergunta: Quem é que não está aceitando a decisão judicial?

  3. Jose Mario HRP said

    Pronto, acabou a festa, estão condenados, agora o segundo turno, o PAC, as concessões dos portos,o orçamento 2013, a reforma do tal fator previdenciário , que ferra todos os trabalhadores, e a reforma monetária que os BRICS estão arquitetando.
    Bom dia, Zé e Genoíno não passarão um só dia algemados ou presos e Bola pra Frente.

  4. Pedro said

    Zé Dirceu conseguiu ser condenado pelo legislativo e pelo judiciario.

    Não vejo motivos pra esta choradeira toda do PT.
    Se os objetivos do partido são os melhores, como dizem.
    Quem cometeu crimes, que se phoda.

    Adelante companheiros.

  5. Jose Mario HRP said

    Não é a palavra de leigo que temos aqui, fora as condenações tão “normais” que nossos colegas comemoram , vejam só o outro problema, verdadeira fratura exposta, que arrumamos querendo justiça a todo custo(quem aliás quis?):

    http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/tv-justica-efeito-pedagogico-da-acao-penal-470.html#.UHVm9xXA98I

  6. Otto said

    Do Portal 247:

    No dia 13 de maio de 1997, o deputado Ronivon Santiago confessou ter vendido seu voto para a releeição de FHC por R$ 200 mil; oito anos depois, Roberto Jefferson afirmou que parlamentares vendiam votos ao PT por R$ 30 mil/mês, algo que jamais foi provado, e o resultado é o que se viu ontem no STF; todos são iguais perante a lei?

    Maio de 1997. Fernando Henrique Cardoso, no terceiro ano do seu primeiro mandato, aprova a emenda da reeleição, esticando o poder presidencial no Brasil de quatro para oito anos – o antecedente histórico, no Congresso, havia sido a compra dos cinco anos para José Sarney, onde congressistas foram presenteados com farta distribuição de concessões de rádio.

    Na Folha de S. Paulo, um parlamentar, o deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) confessa ter recebido R$ 200 mil para votar a favor da reeleição – uma reforma constitucional articulada por Sergio Motta, que era o braço direito e operador principal de FHC. Autor da reportagem, Fernando Rodrigues vence o Prêmio Esso de Jornalismo.

    Maio de 2005. Acossado por uma série de denúncias, Roberto Jefferson concede uma entrevista à jornalista Renata Lo Prete e diz que deputados vendiam seus votos ao PT em troca de uma mesada de R$ 30 mil/mês, o “mensalão”. Anos depois, o delator admite que a palava mensalão era apenas uma figura retórica e jamais foram encontrados saques ou depósitos nos valores denunciados por Jefferson. Os recursos sacados eram correspondentes aos valores dos acordos eleitorais feitos pelo PT e dirigentes de vários partidos – entre os quais, o próprio PTB, de Roberto Jefferson – para pagar campanhas passadas e organizar campanhas futuras.

    A única semelhança entre os dois casos é que, assim como Fernando Rodrigues, Renata Lo Prete também venceu o Prêmio Esso de Jornalismo. Em 1997, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, era apelidado de “engavetador-geral da República” e ele, naturalmente, não encontrou indícios para abrir uma investigação. Em entrevistas, FHC chegou a dizer que, se alguém tentou comprar votos, não foi ele – a emenda da reeleição poderia vir a beneficiar também prefeitos e governadores.

    Hoje, FHC é quem organiza o discurso da oposição. Numa palestra no Itaú Unibanco, disse que a condenação dos réus da Ação Penal 470 é a prova de que as instituições estão funcionando no Brasil. Talvez tenha sido a confissão de que, nos seus oito anos de governo, em que Brindeiro foi reconduzido três vezes para a Procuradoria-Geral da República, elas não tenham funcionado a contento.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/82723/FHC-e-a-hist%C3%B3ria-de-duas-capas-da-Folha.htm

  7. Jose Mario HRP said

    Me parece que ao escrever sobre objetivos ativei um mecanismo de autodefesa de certos equipamentos em atividade!
    Politica e ética tudo a ver com objetivos.

  8. Jose Mario HRP said

    Será que o negocio do Azeredo vai prescrever antes da hora H?
    Será que a logica intempestiva da 470 será usada depois?
    Juizes sérios Brasil afora arriscarão suas carreiras( e promoções) usando está técnica “revolucionária”, ou continuarão a usar a velha cautela que permite a boa prática do direito??
    O futuro a Deus pertence mas são coisas que gostaria de poder prever.

  9. Zbigniew said

    Além da sanha moralizadora, o interesse em varrer do mapa a corrupção para a melhoria e desenvolvimento contínuos de todo o pais, sempre indaguei o porque dos principais meios de comunicação colarem no José Dirceu. Aí, cá com meus botões consegui achar alguns dados que talvez expliquem melhor essa intenção pura que se apoderou de órgãos tão desinteressados e altruístas:

    “Algumas razões para se odiar José Dirceu:

    1 – Foi J. Dirceu, quando Ministro da Casa Civil, quem teve a idéia – infelizmente não implementada – de se regular as mídias. A Globo não o perdoa.

    2 – Antes de Luiz Inácio, toda a verba de publicidade do governo era dividida somente entre 499 veículos.

    3 – E para cada R$ 1,00 de verba publicitária do governo, a Globo ficava com R$ 0,80 (80%).

    4 – Dirceu redistribuiu a verba publicitária do governo entre quase 9.000 veículos. Antes eram só 499. A participação da Globo no bolo diminuiu consideravelmente.

    5 – Foi idéia do José Dirceu criar o Ministério das Cidades que acabou com o poder dos coronéis locais. A Oposição demo-tucana, que depende desses coronéis cerraram os dentes.

    6 – Foi Dirceu quem acabou com a farra dos livros didáticos que eram publicados pela Editora Abril e Fundação Roberto Marinho.

    7 – Foi Dirceu quem barrou Demóstenes Torres de ser o Secretário Nacional de Justiça. Demóstenes e Cachoeira se juntaram contra ele.

    8 – Por que Dirceu sofre perseguição do Ministério Público? Em 2004, foi idéia dele de se criar um controle externo sobre o MP.

    9 – Dirceu, quando Ministro Chefe Casa Civil, fechou as portas do BNDES à mídia: “dinheiro só para fomentar desenvolvimento, jamais pagar dívidas”.

    10 – Dirceu fez o BNDES parar de financiar as privatizações e deixar de ser hospital para empresas privadas falidas.”
    (http://www.blogdacidadania.com.br/2012/10/nao-calarao-jose-dirceu/)

    Retiro o que disse ao considerar o Dirceu o “Machiavelli” do governo.

    O Dirceu abriu frentes contra grupos poderosos e achava que podia fazer isto sem um amplo consenso político, apenas por cooptacao de poder. Resultado: ficou só (no sentido político), foi condenado num julgamento de exceção (acreditem, daqui que o mensalão do PSDB chegue ao STF o Barbozao já vai estar aposentado há um bom tempo e a jurisprudência enterrada ou enquadrada no rol das tíbias e vacilantes – quem e do ramo sabe bem o que e isso) e abriu um flanco que pode ser importante para a oposição tomar algum fôlego e até ousar em 2014.

    O resultado em SP vai dar o tom dos desdobramentos politicos deste julgamento, que, a priori terá um efeito político-eleitoral limitado, só podendo ser turbinado se a economia estiver ruim. Isso sem esquecermos que o PT teve um bom desempenho no primeiro turno das eleições municipais, bem como os partidos de sua base.

  10. Otto said

    Em artigo exclusivo para o 247, o jornalista Breno Altman argumenta que os ministros do Supremo Tribunal Federal ignoraram a prova dos autos e dobraram-se à ditadura midiática; enquanto alguns ministros transbordavam de revanchismo, outros se acovardavam; ele lembra que, na compra de votos para a reeleição de FHC, havia um deputado, réu confesso, que admitia ter recebido R$ 200 mil, mas o caso jamais foi julgado.

    10 DE OUTUBRO DE 2012 ÀS 05:38

    247 – A Ação Penal 470 foi um julgamento político e de exceção? O jornalista Breno Altman, diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel, argumenta que sim. Em artigo exclusivo para o 247, ele argumenta que o Supremo Tribunal Federal se prestou a ser o teatro onde se encena a reinvenção da direita no Brasil. Leia:

    O STF escreve página de vergonha e arbítrio

    Breno Altman

    Poucas vezes, no registro das decisões judiciais, assistiu-se a cenas tão nefastas como as do julgamento da ação penal 470, o chamado “mensalão”. A maioria dos ministros da corte suprema, ao contrário do que se passou em outros momentos de nossa história, dessa vez embarcou na violação constitucional sem estar sob a mira das armas. Simplesmente dobrou-se à ditadura da mídia.

    A bem da verdade, alguns dos magistrados foram coerentes com sua trajetória. Atiraram-se avidamente à chance de criminalizar dirigentes de esquerda e prestar bons serviços aos setores que representam.

    O voto de Gilmar Mendes, por exemplo, transbordava de revanchismo contra o Partido dos Trabalhadores. O ministro Marco Aurélio de Mello, o mesmo que já havia dito, em entrevista, que considerava o golpe de 1964 como um “mal necessário”, seguiu pelo mesmo caminho. Mandaram às favas a análise concreta das provas e testemunhos. Apegaram-se às declarações de Roberto Jefferson para fabricar discurso de rancor ideológico, ainda que disfarçado por filigranas jurídicas.

    Outros juizes, porém, simplesmente abaixaram a cabeça, acovardados. Balbuciavam convicções sem fatos ou argumentos dignos. A ministra Carmen Lúcia não listou uma única evidência firme contra José Dirceu ou Genoíno, contentando-se com ilações que invertem o ônus da prova. Foi pelo mesmo caminho de Rosa Weber, sempre pontificando sobre a “elasticidade das provas” em julgamentos desse naipe.

    O papel nobre e honroso de resistência à chacina judicial coube ao ministro Lewandovski, o único a se ater com rigor aos autos, esmiuçando tanto os elementos acusatórios quanto as contraposições da defesa. Teve a companhia claudicante de Dias Toffoli, sempre apresentado pela velha midia como “ex-advogado do PT”, sem que o mesmo tratamento fosse conferido a Mendes, notório aúlico tucano.

    Assistimos a um julgamento político e de exceção. Um aleijão que fere os princípios constitucionais e contamina as instituições democráticas. O processo está sendo presidido por teorias que possam levar ao objetivo pré-concebido, em marcha batida na qual são atropeladas seculares garantias civis.

    A existência da compra de votos dos parlamentares é reconhecida sem que haja qualquer prova factual ou testemunhal. A transferência de recursos financeiros entre partidos passa automaticamente a ser considerada corrupção passiva, mesmo que não haja ato de ofício ou compromisso ilícito, renegando a jurisprudência da corte e abrindo as portas para toda sorte de subjetivismo.

    Quadros de partido e governo são condenados porque a função que exercem traz em seu bojo a responsabilidade penal por supostos atos de seus subordinados ou até por aqueles sobre os quais teriam ascendência não-funcional. Em nome dessa doutrina, denominada “domínio do fato”, a presunção de inocência é fuzilada. Cabe ao réu comprovar que não teria como desconhecer o fato eventualmente delituoso.

    Essa coleção de barbaridades e ofensas à Constituição ontem levou à condenação, por corrupção ativa, de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Dos três, apenas o ex-tesoureiro petista esteva vinculado a situações materiais, mas sem que houvesse qualquer elemento comprobatório de ação corruptora. Arrecadou e transferiu irregularmente fundos para os partidos, e desse procedimento é réu confesso, mas não houve registro fático que ele algo tivesse comprado que tivesse sido posto à venda pelos parlamentares denunciados.

    Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu a emenda da reeleição, o deputado Ronivon Santiago, então no PFL do Acre, confessou ter recebido 200 mil reais para dar seu voto a favor dessa medida. Aqui temos valor, fato e prova mediante confissão – aliás, de um crime que o STF jamais se dispos a julgar. Nada disso, no entanto, apareceu na ação penal 470. Apenas ilações e conjecturas a partir de mecanismos anormais de financiamento partidário ou eleitoral.

    Mas o caso de Dirceu e Genoíno é ainda pior. Não aparecem na cena de qualquer crime, delito ou contravenção. A suposta prova contra o ex-guerrilheiro do Araguaia é um contrato de empréstimo contabilizado e quitado, cujas verbas não constam das transações interpartidárias, como bem demonstrou o ministro Lewandovski. Foi condenado porque a ele se aplicou a lógica de exceção: se era presidente do PT, não tinha como ser inocente das denúncias formuladas.

    A condenação do ex-chefe da Casa Civil, por sua vez, apresenta-se como a maior das brutalidades legais cometidas. Salvo acusações do condenado Roberto Jefferson, não há contra si qualquer testemunho ou evidência. Ao contrário: dezenas de depoimentos juramentados corroboram sua inocência, formando verdadeira contra-prova. Mas a maioria dos ministros sequer se deu ao trabalho de citá-los ou analisá-los.

    Ambos, Dirceu e Genoíno, tiveram seus direitos degolados para que os interesses mobilizadores do processo se consumassem. Há sete anos as forças conservadoras e seu partido midiático fizeram do chamado “mensalão” o centro da estratégia para enfrentar a liderança crescente do PT e do presidente Lula, de vitalidade reconfirmada em seguidas eleições, incluindo a do último domingo. Condenar os dois dirigentes era marco imprescindível dessa escalada.

    O STF, acossado pela midia corporativa, além de aviltado pelo reacionarismo e a covardia, prestou-se a um triste papel, escrevendo página de vergonha e arbítrio em sua história. De instituição responsável pela salvaguarda constitucional, abriu-se para ser o teatro onde se encena a reinvenção da direita. Quem viver, verá.

    Breno Altman é diretor editorial do sítio Opera Mundi e da revista Samuel.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/82717/O-teatro-onde-se-encena-a-reinven%C3%A7%C3%A3o-da-direita.htm

  11. Otto said

    247 – A Ação Penal 470 foi um julgamento político e de exceção? O jornalista Breno Altman, diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel, argumenta que sim. Em artigo exclusivo para o 247, ele argumenta que o Supremo Tribunal Federal se prestou a ser o teatro onde se encena a reinvenção da direita no Brasil. Leia:

    O STF escreve página de vergonha e arbítrio

    Breno Altman

    Poucas vezes, no registro das decisões judiciais, assistiu-se a cenas tão nefastas como as do julgamento da ação penal 470, o chamado “mensalão”. A maioria dos ministros da corte suprema, ao contrário do que se passou em outros momentos de nossa história, dessa vez embarcou na violação constitucional sem estar sob a mira das armas. Simplesmente dobrou-se à ditadura da mídia.

    A bem da verdade, alguns dos magistrados foram coerentes com sua trajetória. Atiraram-se avidamente à chance de criminalizar dirigentes de esquerda e prestar bons serviços aos setores que representam.

    O voto de Gilmar Mendes, por exemplo, transbordava de revanchismo contra o Partido dos Trabalhadores. O ministro Marco Aurélio de Mello, o mesmo que já havia dito, em entrevista, que considerava o golpe de 1964 como um “mal necessário”, seguiu pelo mesmo caminho. Mandaram às favas a análise concreta das provas e testemunhos. Apegaram-se às declarações de Roberto Jefferson para fabricar discurso de rancor ideológico, ainda que disfarçado por filigranas jurídicas.

    Outros juizes, porém, simplesmente abaixaram a cabeça, acovardados. Balbuciavam convicções sem fatos ou argumentos dignos. A ministra Carmen Lúcia não listou uma única evidência firme contra José Dirceu ou Genoíno, contentando-se com ilações que invertem o ônus da prova. Foi pelo mesmo caminho de Rosa Weber, sempre pontificando sobre a “elasticidade das provas” em julgamentos desse naipe.

    O papel nobre e honroso de resistência à chacina judicial coube ao ministro Lewandovski, o único a se ater com rigor aos autos, esmiuçando tanto os elementos acusatórios quanto as contraposições da defesa. Teve a companhia claudicante de Dias Toffoli, sempre apresentado pela velha midia como “ex-advogado do PT”, sem que o mesmo tratamento fosse conferido a Mendes, notório aúlico tucano.

    Assistimos a um julgamento político e de exceção. Um aleijão que fere os princípios constitucionais e contamina as instituições democráticas. O processo está sendo presidido por teorias que possam levar ao objetivo pré-concebido, em marcha batida na qual são atropeladas seculares garantias civis.

    A existência da compra de votos dos parlamentares é reconhecida sem que haja qualquer prova factual ou testemunhal. A transferência de recursos financeiros entre partidos passa automaticamente a ser considerada corrupção passiva, mesmo que não haja ato de ofício ou compromisso ilícito, renegando a jurisprudência da corte e abrindo as portas para toda sorte de subjetivismo.

    Quadros de partido e governo são condenados porque a função que exercem traz em seu bojo a responsabilidade penal por supostos atos de seus subordinados ou até por aqueles sobre os quais teriam ascendência não-funcional. Em nome dessa doutrina, denominada “domínio do fato”, a presunção de inocência é fuzilada. Cabe ao réu comprovar que não teria como desconhecer o fato eventualmente delituoso.

    Essa coleção de barbaridades e ofensas à Constituição ontem levou à condenação, por corrupção ativa, de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Dos três, apenas o ex-tesoureiro petista esteva vinculado a situações materiais, mas sem que houvesse qualquer elemento comprobatório de ação corruptora. Arrecadou e transferiu irregularmente fundos para os partidos, e desse procedimento é réu confesso, mas não houve registro fático que ele algo tivesse comprado que tivesse sido posto à venda pelos parlamentares denunciados.

    Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu a emenda da reeleição, o deputado Ronivon Santiago, então no PFL do Acre, confessou ter recebido 200 mil reais para dar seu voto a favor dessa medida. Aqui temos valor, fato e prova mediante confissão – aliás, de um crime que o STF jamais se dispos a julgar. Nada disso, no entanto, apareceu na ação penal 470. Apenas ilações e conjecturas a partir de mecanismos anormais de financiamento partidário ou eleitoral.

    Mas o caso de Dirceu e Genoíno é ainda pior. Não aparecem na cena de qualquer crime, delito ou contravenção. A suposta prova contra o ex-guerrilheiro do Araguaia é um contrato de empréstimo contabilizado e quitado, cujas verbas não constam das transações interpartidárias, como bem demonstrou o ministro Lewandovski. Foi condenado porque a ele se aplicou a lógica de exceção: se era presidente do PT, não tinha como ser inocente das denúncias formuladas.

    A condenação do ex-chefe da Casa Civil, por sua vez, apresenta-se como a maior das brutalidades legais cometidas. Salvo acusações do condenado Roberto Jefferson, não há contra si qualquer testemunho ou evidência. Ao contrário: dezenas de depoimentos juramentados corroboram sua inocência, formando verdadeira contra-prova. Mas a maioria dos ministros sequer se deu ao trabalho de citá-los ou analisá-los.

    Ambos, Dirceu e Genoíno, tiveram seus direitos degolados para que os interesses mobilizadores do processo se consumassem. Há sete anos as forças conservadoras e seu partido midiático fizeram do chamado “mensalão” o centro da estratégia para enfrentar a liderança crescente do PT e do presidente Lula, de vitalidade reconfirmada em seguidas eleições, incluindo a do último domingo. Condenar os dois dirigentes era marco imprescindível dessa escalada.

    O STF, acossado pela midia corporativa, além de aviltado pelo reacionarismo e a covardia, prestou-se a um triste papel, escrevendo página de vergonha e arbítrio em sua história. De instituição responsável pela salvaguarda constitucional, abriu-se para ser o teatro onde se encena a reinvenção da direita. Quem viver, verá.

    Breno Altman é diretor editorial do sítio Opera Mundi e da revista Samuel.

  12. Chesterton said

    Não vejo motivos pra esta choradeira toda do PT.
    Se os objetivos do partido são os melhores, como dizem.
    Quem cometeu crimes, que se phoda. (Pedro)

    chest- os PeTistas choram sempre
    Seus objetivos são totalitários
    O PT deveria ser extinto, pois é uma organização criminosa.

  13. Otto said

    Chesterton, meu caro, você leu por caso a Privataria Tucana?

    Você sabia que o PSDB, nestas eleições, teve muito mais candidatos fichas-suja que o PT?

    Você sabia que o PSDB — e o DEM — tem muito mais políticos cassados que o PT?.

    No Brasil, somente pobre, preto, puta e, agora, petistas são condenados.

    A compra de votos — com testemunhos, muito mais que ilações — da reeleição do FCH nem sequer deu processo.

    Mas não se preocupe, O Brasil não é Honduras nem Paraguai. 1964 não volta.

  14. José Carlos said

    Bem, não serei eu a lamentar que políticos sejam condenados.
    Deixo a dura tarefa de defendê-los aos partidários dessa nossa politicazinha.
    Detalhes técnicos? Que importância tem isso ?

    Se o PT se acha tão perseguido , injustiçado e etc. deveria buscar lá atrás , no tempo da sua criação, aqueles “ideais” que na prática nunca existiram. Quem lembra daquele PT que chegou a animar adolescentes ingênuos como eu naqueles idos tempos a achar que havia algo “diferente” do que se via olha com desdém para a choradeira petista.

    Que a política brasileira é irremediavelmente corrupta e viciada já se sabe. Que as nossas instituições são falhas e nunca cumpriram bem o papel que cabe a cada uma é fato. E que o PT quando no poder juntou-se a isso ninguém pode negar. Nem mesmo os petistas, apesar da retórica. Forjar um partido “diferente disso tudo que está aí” só no discurso de miltantes é bobagem. Não tem efeito.

    Não serei eu a me incomodar com a condenação do PT , do Ze Dirceu ou do Lula se este for inserido no julgamento.
    Aliás, não me incomoda que o mesmo aconteça com qualquer outro partido ou político.

    Mas eu já sei do discurso dos injustiçados e mesmo assim não me comove : “E o partido x..” “E aquele político ?”….”E …”

    Gente como eu espera apenas ver políticos sendo condenados e nada mais. Se for possível que mais e mais sejam condenados , de todos os partidos, ótimo , se não…

    Por que? Porque não acredito na política brasileira como capaz de transformação de fato. Sendo assim, tanto faz quem esteja no poder.

    Ademais, esse partido que está há 12 anos no poder não é essa vitimazinha das forças conservadoras, da mídia, da CIA, do além , como querem fazer crer.

  15. José Carlos said

    Os petistas parecerem aqueles religiosos que diante dos infortúnios “clamam” : Senhor, por que me impingistes essas coisas? Por que aquele outro é tão ruim, tem tantos defeitos piores que os meus e nada lhe acontece?

    Ora, parem de chorar e encarem a realidade.
    Digamos que haja razão na choradeira petista.
    Digamos que eles realmente sejam os injustiçados , perseguidos e deles seja cobrado a perfeição, a lisura , a honestidade muito mais que dos outros.

    E daí ?

    Ora, façam-no. Sejam isso.

    Afinal, há algum mal nisso ?

  16. Zbigniew said

    José Carlos, espero que você nunca seja objeto de uma condenação sem provas, porque aí tu vais sentir todo o peso de uma injustiça.

    Quanto a pegar qualquer político, duvido muito. Provavelmente se fosse político do PSDB tu estaria aí a invocar todos os deuses contra o PT.

    O que importa é que a população, como diria o Bob Fernandes, levou muito mais em conta os problemas locais de sua cidade para eleger ou não um candidato, sem se deixar acabrestar por quem quer que fosse. Resultado? O PT, hoje julgado no STF (porque é assim que a velha mídia impõe), foi campeão de votos no primeiro turno e teve crescimento significativo em todo o país. O PSDB perdeu prefeituras e o DEM está para desaparecer enquanto legenda.

    Aqui um vaticínio (para a oposição). Se vocês perderem SP, não vai ter mensalão, mensalinho, nada. E digo mais: a oposição no futuro passará pelo PSB, ou seja, Lula, o cara, esse que vocês gostam tanto de defenestrar, logrou a desidratação da outrora todo-poderosa direita neoliberal brasileira. Acreditem, quem está na defensiva são vocês.

  17. Pedro said

    Pra pensar um pouquinho antes de continuar a choradeira, leiam esta e reflitam:

    “A condenação de José Dirceu é boa ou ruim para as pretensões do PT no segundo turno das eleições?

    Antes de responder, pense no seguinte:

    Uma absolvição do ex-ministro seria melhor para o partido nas urnas?

    Há controvérsias!”

  18. Michelle said

    Dúvida cruel
    A condenação de José Dirceu é boa ou ruim para as pretensões do PT no segundo turno das eleições?
    Antes de responder, pense no seguinte: uma absolvição do ex-ministro seria melhor para o partido nas urnas?
    Há controvérsias!
    TV

  19. Michelle said

    Sorry Pedro

    Estamoss no mesmo capítulo…hehehe

  20. Patriarca da Paciência said

    Vamos fazer uma recapitulação:

    Desde o descobrimento do Brasil, João Paulo Cunha foi o primeiro político de primeiro escalão a ser condenado pelo STF.

    Genoino e José Dirceu deverão ser os próximos.

    Isto aconteceu por um STF, em sua maioria, nomeado pelo PT.

    Ou seja, de uma forma ou de outra, foi o PT que mudou o Brasil.

  21. Chesterton said

    1.Você sabia que o PSDB — e o DEM — tem muito mais políticos cassados que o PT?.

    2. No Brasil, somente pobre, preto, puta e, agora, petistas são condenados.

    chest- Otto, não de xilikinea. Comno é que você escreve 1 e depois 2, se o PSDB tem mais politicos cassados não só petistas são condenados.
    Vai arrumar um curso profissionalizante e esquece a militancia marxista.

  22. Zbigniew said

    E interessante é que o João Paulo Cunha (que tinha 78% das intenções de voto), afastado da prefeitura de Osasco deu lugar a Jorge Lapas, também do PT, que foi eleito. Ou seja, taí o resultado do mensalão.

  23. Michelle said

    1.
    ….
    De início, a primeira reação do PT foi a de afirmar que o crime cometido era um crime eleitoral, prática comum no mundo político, o caixa dois. Foi a primeira argumentação feita pelo então presidente Lula quando o caso se tornou público. Hoje a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a ministra Carmen Lúcia, foi dura na crítica a esta linha de argumentação.

    – O ilícito não é normal. Acho estranho e grave que uma pessoa diga que houve caixa dois! Ora, caixa dois é crime, é uma agressão à sociedade brasileira – disse a ministra que hoje é presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

    A esta altura, esta condenação é como uma tatuagem para o PT, não há mais como ignorá-la. O que o partido pode, e já está fazendo, é tentar envolver outros partidos, em particular os da oposição no mesmo barco. Difícil vai ser para o partido retomar a bandeira da ética – discurso de sua fundação e também o que o levou a ser considerado ”um partido diferente” dos demais.

    Depois do caso, o partido tentou estratégias para proteger os seus mais altos quadros, como José Dirceu, por exemplo. O primeiro foi o de tentar “sacrificar” o tesoureiro Delúbio Soares – que foi expulso do PT, mas novamente acolhido há pouco mais de um ano. Delúbio tentou assumiu sozinho a responsabilidade, mas o STF não concordou com a tese. O ministro Marco Aurélio Mello chegou a dizer:

    – Se Delúbio Soares tivesse a competência a a inteligência que são a ele atribuídas, ele não seria apenas o tesoureiro do partido – disse, como que indicando que ele estaria em cargo mais importante no governo.

    2.
    “Isto aconteceu por um STF, em sua maioria, nomeado pelo PT.

    Ou seja, de uma forma ou de outra, foi o PT que mudou o Brasil.”

    Afirmar que foi o PT quem nomeou, em sua maioria, o STF, demonstra ignorância doentia.

    Quem nomeia é o Presidente da República e esta nomeação deve ser aprovada pelo Senado Federal.

  24. Patriarca da Paciência said

    Outro ponto pacífico é que o STF mudou seus paradigmas.

    Até hoje, ninguém havia sido condenado por “ser plausível que cometeu crime”.

    É uma novidade e tanto.

    Talvez até para o Direito Universal.

  25. Michelle said

  26. Patriarca da Paciência said

    “E interessante é que o João Paulo Cunha (que tinha 78% das intenções de voto), afastado da prefeitura de Osasco deu lugar a Jorge Lapas, também do PT, que foi eleito. Ou seja, taí o resultado do mensalão.”

    É, meu caro Zbigniew,

    também o PT foi o único grande partido que cresceu na última eleição. Todos os outros grandes partidos encolheram.

    E o Haddad tem tudo para ganhar em São Paulo, o que fortalecerá mais ainda o PT.

  27. Pax said

    Off:

    Aécio é muito ruim. Acabei de sair das estradas do Sul de Minas. Pedagiadas. Até moto paga R$ 2,10. Concessão para uma tal de Nascentes de Minas.

    As estradas péssimas. Muito pior que isso. A moto pulava mais que cabrito em montanha.

    Um crime pedágio onde não há estrada boa.

    Aliás o tucanato gosta mesmo deste assunto. Criaram um pedágio entre Jundiaí e Itatiba sem terem consertado a estrada.

    Se forem fundo neste assunto talvez descubram porque barram tanto as investigação

  28. Michelle said

    Bobo da corte

    Curioso o voto do ministro Dias Toffoli, ex-advogado do PT: para ele, José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, foi enganado por uma quadrilha de atrevidos malfeitores – Delúbio, José Genoino e Marcos Valério. Mas, condenando-os, admitiu o mensalão, que Lula e Dirceu negam.
    CH

  29. Michelle said

    Marco Aurélio Mello
    http://radio.estadao.com.br/audios/audio.php?idGuidSelect=9CB090521CF746C4ADFCF549661B7E80

  30. Chesterton said

    Ou seja, de uma forma ou de outra, foi o PT que mudou o Brasil.

    chest- hilário! Mudou porque provocou uma reação às intenções totalitárias….só o Patriarca e seu QI “normal” para dizewr uma coisa dessas.

    Lembrem, o Brasil mudou APESAR do PT, no sentido OPOSTO ao pretendido pelo PT.

  31. Chesterton said

    O ex-presidente Lula incitou ontem os petistas a declarar “guerra” contra os adversários que usarem o mensalão como arma de campanha nas eleições municipais. Ele cobrou reação em reunião fechada com dirigentes do partido, prefeitos eleitos e candidatos que disputarão segundo turno no dia 28. “Não queríamos guerra. Mas, já que eles nos chamaram, vamos para a guerra”, disse, segundo relato de participantes do encontro.

  32. Otto said

    Chesterton: …condenados por ilações. Tá bom assim?

  33. Otto said

    Chesterton: “intenções totalitárias”? Sob a administração de quem ocorreu a operação fascista do despejo do Pinheirinho?

    Qual cidade tem 31 coronéis nas subprefeituras?

  34. Otto said

    Texto muito esclarecedor!

    A DIREITA QUE RI

    Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal.

    Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.

    José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.

    Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas.

    Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.

    Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.

    O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros. É esperar para ver.

    As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.

    Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência.

    LEANDRO FORTES

    http://www.viomundo.com.br/politica/leandro-fortes-a-direita-que-ri.html

  35. Otto said

    Mais uma, caro Chesterton.

    Qual é mesmo o partido que tem vocação totalitária?

    Leia esta:

    O repórter André Camarante, da Folha de S. Paulo, está vivendo fora do Brasil por conta das ameaças que sofreu em decorrência da reportagem: “Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook”.

    O Coronel Paulo Telhada é o personagem principal da matéria. Ele acaba de ser eleito vereador pelo PSDB. Seu ídolo político: José Serra. “Entrei no PSDB por lealdade a Serra”, afirmou.

    Se você quiser entender melhor as ameaças vale a pena ler a entrevista que a jornalista Eliane Brum, da Época, fez com o repórter.

    O fato é que agora Telhada é uma das mais novas e fortes lideranças que o tucanato paulistano faz emergir das urnas. Ele foi o quinto mais votado da cidade, com 89.053 votos, e ainda conseguiu ver eleito pelo partido outro coronel da Rota, Álvaro Camilo, que comandou as operações do Pinheirinho e da Cracolândia.

    Recentemente o governador Geraldo Alckmin deu uma declaração que expressa um pouco da lógica deste novo PSDB: “Quem não reagiu está vivo”. A frase poderia ser o slogan desta nova face do partido que nasce das urnas paulistanas.

    Uma nova face do partido que ignora completamente o fato de um jornalista estar vivendo foragido do seu país por conta das ameaças sofridas por um membro do partido. Nem Alckmin e nem Serra a deram uma declaração sequer sobre o caso.

    Ao contrário, Serra teve a coragem de dizer que vai pautar o debate deste segundo turno da eleição municipal pela questão da ética. Que ética é essa que aceita como natural que um jornalista seja ameaçado de morte por um vereador eleito pela sua chapa e tenha de viver fora do país? Que ética é essa que leva um governador a dizer que “quem não reagiu está vivo”?

    É a ética da barbárie, que naturaliza chacinas e ameaças de morte. Pelo código desta novíssima ética se o jornalista ameaçado fosse um morador de periferia, provavelmente estaria morto.

    http://revistaforum.com.br/blogdorovai/

  36. Pedro said

    Pax # 27, estas concessões de estradas devem mesmo ser fiscalizadas.

    Aqui estão duplicando a BR-101, a rodovia do Mercosul, começaram em 2004 pra terminar em 2008. Agora já falam que “talvez” fique pronta em 2016.

    Detalhe, a estrada não fica pronta nunca, mas o pedágio já funciona.

  37. Zbigniew said

    Essa questão das estradas e das penitenciárias brasileiras é surreal. Nunca vi coisa tão encruada e tão aviltante daquilo que se quer de uma sociedade civilizada. É impressionante. Mas também, com lideranças moralistas como esta:

    Sabem quem é o rapaz?!

  38. Chesterton said

    condenados por ilações. Tá bom assim?

    chest- Otto, chore no ombro do Pax, mas bandido pode ser até condenado por problemas no imposto de renda que eu fico satisfeito.

  39. Jose Mario HRP said

    Zbigniew disse

    10/10/2012 às 11:25(afiada essa)
    José Carlos tomara que a praga não pegue, mas seria hilário , né?
    Quem fala o que quer ouve o que não quer!

  40. Jose Mario HRP said

    Chest tem trauma de PT, Freud explica?

  41. Chesterton said

    José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância ….

    chest- c o i t a d i n h o…!!! Ele foi tragado, é uma vítima, é um despossuído. Ora, vai a PQP. E quando os bandidos do PSDB, PMDB, escambau a 4 forem em cana o tal “festim diabólico” continua.

  42. Pax said

    Calma Chesterton, velho e bom Chesterton

    Temos um novo tacape reluzindo. Vai sobrar para todos os lados.

    Ou, então, sobra para o STF.

    Simples assim.

    Enviado via iPhone

  43. Chesterton said

    que meda, que ameaça.

  44. Pax said

    Nao é ameaça, pelo contrário, é auspício.

    =)

    Enviado via iPhone

  45. Pedro said

    Pax, um ofitopique:

    Isso isso pode acontecer com vocês, portanto, fiquem espertos!!

    Gostaria de dividir minha experiência com vocês que bebem e dirigem mesmo assim.
    No último sábado à noite não sei quantas cervejas e coisas mais que bebi.
    Sabendo que não estava legal, fiz algo que nunca havia feito antes.

    Deixei meu carro no estacionamento e peguei um ônibus!!!
    Resultado: cheguei em casa à salvo, sem nenhum incidente, com ótima
    sensação do dever cumprido… CONSCIÊNCIA NO TRÂNSITO!!!!

    Agora, o que me deixou perplexo foi que eu nunca havia dirigido um ônibus na minha vida!
    E o pior é que até agora não sei onde é o estacionamento que deixei meu carro.

  46. Chesterton said

    que bunitim…

  47. Chesterton said

    O ministro Ayres Britto pronunciou a palavra que estava faltando até agora neste julgamento: GOLPE!!!

    Britto fez a devida distinção entre “projeto de governo” e “projeto de poder”. O primeiro é legítimo é está em praça pública, é de todos conhecido. O outro não! O mensalão era um projeto de poder e, dados os instrumentos a que recorreu, buscava dar um “golpe” no “conteúdo da democracia, na República e no republicanismo”.

    É isto! O mensalão foi uma tentativa de golpe de estado pela via argentária.

    Por Reinaldo Azevedo

  48. José Carlos said

    “Quanto a pegar qualquer político, duvido muito. Provavelmente se fosse político do PSDB tu estaria aí a invocar todos os deuses contra o PT.”

    É essa autêntica pilantragem petista que me anima a comemorar as condenações.

    Rapaz, ou seja lá o que for como esse “nome” , isso em mim só alimenta a convicção de que o Supremo fez um BEM inestimável ao país.
    Se leu tudo o que eu escrevi e só foi capaz do entendimento de que eu sou apenas um outro partidário qualquer – e tucano como você quer – então realmente não posso deixar de pensar que vocês ultrapassam os limites.

    Vocês são capazes de qualquer ato desde que “entendam” justo e necessário.

    Meu caro, sinto muito. Mas é assim que vocês conseguem ao longo dos anos obter tão somente a idéia de que são mesmo perigosos. Tanto quanto os que acusam de ser. Na verdade, bem mais que os outros.

    Cá comigo penso que é mais fácil lidar com as contradições direitistas do que com o fundamentalismo esquerdista.
    Ao menos no Brasil é.

    Ah, chega . Esquece amiguinho.
    Vocês cansam qualquer mente que pense um pouquinho.

    Zé Dirceu tinha voz com gente assim. Comigo não.

    Assim como não ouço a “voz” de nenhum partido , político ou afim.

  49. José Carlos said

    Só um detalhe : A coisa toda torna-se mais bizarra quando percebemos que o PT enquanto poder é bem menos “fundamentalista”: No entanto, na internet principalmente , o discurso é antagônico. Chega ao ponto de não se saber se defendem mesmo o tal PT no poder há 12 anos.

    Esse “fenômeno” não é exclusivo petista, mas , de novo, é mais acentuado no denominado “petismo” ou sei lá que termo.

    Nada mais.

  50. Michelle said

    Senhores

    Sinceramente cada dia fico mais admirada pela cegueira ideológica dos petralhas.
    Não foi pela turma do J.Barbosa reunida num bar carioca que entre comes e bebes resolveu punir os dirigentes máximos do partido opositor pelos crimes do Mensalão.
    O processo foi longo e exautivamente debatido pelos melhores cérebros da Justiça Federal e numa votação acachapante ZD e ZG foram condenados vergonhosamente.
    Não se trata de jogo no campo do adversário e portanto vamos meter a culpa no juiz.
    Chega de pensamento rastaquera.
    A coisa é muito séria, muito mais séria do que certas
    cabecinhas petralhas insistem em não ver.
    FOI GOLPE, afirmou o Presidente do STF, que alias foi conduzido ao STF pelo próprio lula quando Presidente da República.

    Se concordarmos com o Pax que afirma que foi burrice e soberba, logo percebemos que ela não acabou. Ela recrudesceu e ainda irá comer os próprios petistas que continuarem burros e soberbos.
    Eles querem a cada dia mais o poder a qualquer custo. Afinal,seus “santos fins” justificam os meios.
    Para eles é mais facil comprar aliados no Congresso (em troca de cargos) e rebaixar a importância do STF
    e ainda se sentirem injustiçados.
    ZD foi condenado por 8 a 2 e ZG por 9 a 1
    resultados que não deixam a menor dúvida sobre o que aconteceu.
    ( Até Tofolli o condenou…seria ele traidor? Não ZG foi condenado por corrupção ativa). É muito sério.E ninguém sente vergonha?

    E o pior…lula sabia e tinha o domínio funcional do fato.
    Presidente da Republica não pode se calar contra ilicitudes cometidas
    por qualquer partido, muito menos do partido pelo qual foi eleito.
    A maioria dos petistas nunca tentaria praticar um golpe branco na Câmara dos Deputados, mas ZD e ZG formaram “uma complexa organização criminosa”sob as barbas do profeta e lula continua a fingir que não viu.
    Foi avisado pelo menos 2 vezes (Perillo e Jefferson) e não mandou parar.Ao contrário, finge-se de inocente até hoje ATÉ HOJE.
    Estava bêbado…pelo poder absoluto.
    Aquele que corrompe absolutamente.

    Cristiano Paz vai abrir o bico.

  51. Patriarca da Paciência said

    Vou repetir o argumento para o “cérebro privilegiado” do Chesterton:

    Desde o descobrimento do Brasil, João Paulo Cunha foi o primeiro político de primeiro escalão a ser condenado pelo STF.

    Genoino e José Dirceu deverão ser os próximos.

    Isto aconteceu por um STF, em sua maioria, nomeado por um presidente da república que também era o presidente do PT.

    Ou seja, de uma forma ou de outra, foi o PT que mudou o Brasil.

    Entendeu aí, ô “cérebro privilegiado”?

    É fato concreto.

    Documentado e registrado por todos os jornais e telejornais do Brasil.

    Você pode ter as mais diversas opiniões sobre os fatos, mas não pode negá-los.

  52. Patriarca da Paciência said

    “Foi avisado pelo menos 2 vezes (Perillo e Jefferson) e não mandou parar.Ao contrário, finge-se de inocente até hoje ATÉ HOJE.”

    Realmente!

    Dois homens notáveis e de ilibadas reputações!

    Perillo e Jefferson!

    Francamente!

    A Besta Desvairada continua cada vez mais desvairada!

  53. Zbigniew said

    “Pilantragem petista”…. Hummmmm… este tipo de comentario tem um DNA bem conhecido.

    Não se desgaste com isto, José Carlos. Fica tranquilo e segue em frente. Va ser feliz. Não tive a intenção de ofende-lo.

    Como vc nao e do PSDB, tambem não sou petista, mas simpatizante do maior e melhor partido que este pais já pode gerar: o PT; e do maior líder político desde a era Getulio Vargas: LULA, nordestino, retirante, pau-de-arara, mas aquele que deu um no nos ditames neoliberais adotados pelos tucanos. Minha opinião e cada um na sua.

    Mas que tu tem um cacoete tucano, lá tu tens (rsrsrsrsrsr).

  54. José Carlos said

    “Pilantragem petista”…. Hummmmm… este tipo de comentario tem um DNA bem conhecido.”

    Você tem “problemas” não é?
    Ah, tem sim.

    Porque se não tem é pilantra mesmo.

    Rapaz, está óbvio demais. rsrs

    Que é isso… Ninguém é tão obtuso assim.

    Ou tem problemas ou é pilantra.

    Se tem problemas, procura auxílio.

    Se é pilantra, bem … Aí não há remédio.

  55. Michelle said

    Meu caro Patriarca

    Posso ser desvairada, e sou assumidamente, mas a vergonha eu não perdi.
    Não adoro bezerros de ouro, sejam eles operários ou bilionários.
    E ainda penso individualmente.
    Reconheço que não é fácil.
    Faça um esforço, tome um banho e pense nisto, cantando.

  56. José Carlos said

    Para quem ainda tem dúvidas sobre o BEM que o supremo fez condenando, basta ler os comentários.

    Incrível como a repetição dos “simpatizantes” do “melhor partido brasileiro” não deixa dúvidas a respeito.

  57. Zbigniew said

    Jose Carlos: zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

  58. Chesterton said

    Zé carlos, não acabou:

    O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tudo para enfrentar problemas sérios no desdobramento judicial do Mensalão. Confirmada a condenação de seu ex-chefe da Casa Civil por corrupção ativa, será impossível sustentar a tese de que José Dirceu agia sozinho na operação de “compra” de partidos base aliada, sem que seu superior hierárquico “soubesse de nada”. Sob a presidência de Joaquim Barbosa no STF, a partir de 18 de novembro, o mito Lula deverá enfrentar o rigor da Justiça – com o agravante de que agora não tem mais foro privilegiado para se blindar.

    Os votos de alguns ministros do STF, condenando Dirceu ontem, já deram uma pista de um nome que será investigado no desdobramento da Ação Penal 470. Trata-se de Marcelo Sereno, amigo pessoal de Dirceu, de quem foi assessor, e ex-secretário de Comunicação do PT. Sereno seria o elemento direto de ligação entre a Casa Civil e o gabinete de Lula da Silva. Sereno se torna alvo por suas ligações com Waldomiro Diniz e Carlinhos Cachoeira – cuja CPI o PT faz de tudo para que acabe em pizza, antes que macule a imagem de alguém poderoso do partido.

    Embora Lula tenha pregado ontem a candidatos petistas que disputam o segundo turno eleitoral que “é preciso manter a cabeça erguida”, após a condenação de Dirceu, Lula sabe que é a sua própria cabeça que ficará a prêmio daqui por diante. O sinal de alerta foi ligado com a reportagem de setembro da revista Veja, na qual o empresário Marcos Valério, operador do esquema, apontou Lula como o chefe do mensalão. Portador de gravações-dossiês para serem usadas conforme a conveniência, Valério também revelou que o PT usou R$ 350 milhões no esquema.

    Assim que assumir a presidência do STF, o herói nacional Joaquim Barbosa deverá retirar o estranho segredo de Justiça sobre o Processo Investigatório 2.474. Os 77 volumes em sigilo apuram as supostas irregularidades no convênio entre o Banco BMG e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com a participação da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), para a “operacionalização de crédito consignado a beneficiários e pensionistas”. O caso dormita “blindado”, desde 2007, no Supremo.

    Foi com as mesmas informações desse caso (estranhamente em segredo) que o Ministério Público Federal em Brasília entrou com uma ação na Justiça Federal, por improbidade administrativa, contra o ex-presidente Lula e seu então ministro da previdência Social, Amir Lando. Além de suspeitos de favorecimento ao banco BMG (envolvido com as operações de Marcos Valério), o MPF denunciou Lula e Lando por prática de “autopromoção”. Ambos assinaram as cartas a aposentados e pensionistas oferecendo crédito consignado via BMG.

    Investindo nesse mesmo Processo Investigatório 2.474, Joaquim Barbosa já autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses feitos pelo esquema com o BMG para pessoas ligadas ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e a outros políticos petistas. O novo inquérito, que tramita na Justiça Federal em Belo Horizonte, investigará repasses que beneficiaram pessoas ligadas aos deputados Benedita da Silva (PT-RJ) e Vicentinho (PT-SP), além de dezenas de outras pessoas e empresas que receberam dinheiro do mensalão. Tal esquema só foi descoberto pela Polícia Federal quando a ação principal do Mensalão já estava em andamento no STF.

    A Procuradoria Geral da República já denunciou o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT). Ele é acusado de favorecer as operações de crédito consignado do Banco BMG, quando presidiu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O BMG é acusado de ter simulado empréstimos de fachada para o PT e as agências de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para abastecer o esquema ilícito de pagamento de propina. Gurgel também pediu a abertura de um inquérito independente contra o deputado José Mentor (PT-SP) “para apurar os repasses efetuados em seu benefício pelo grupo de empresas de Marcos Valério”.

    Outra frente de negócios que pode bater em Lula. O MPF já mandou para a Justiça Federal em São Paulo a apuração sobre o envolvimento da Brasil Telecom (atual Oi), Telemig Celular e Amazônia Celular com Marcos Valério. A Justiça Federal em Brasília da apuração sobre irregularidades nas gestões realizadas pelos bancos Econômico e Mercantil de Pernambuco perante o Banco Central. O MPF denunciou que tal gestão também teve o intermédio de Valério. Incluindo os réus agora em julgamento no STF, o mensalão tem 118 réus investigados em outras instâncias do Judiciário.

    Quem conduz as investigações da nova frente do Mensalão é a mulher de Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República. A subprocuradora Cláudia Sampaio Marques investiga o escândalo desde antes da gestão do marido. O novo inquérito tem 77 volumes e mais de 13 mil páginas. O novo relatório da Polícia Federal, com novidades sobre o caso, com 332 páginas, só chegou ao MPF em fevereiro do ano passado. Como o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, já avisou que pretende destravar outras frentes de investigação sobre o escândalo, logo após o veredicto no STF, o Mensalão e seus desdobramentos assombrarão Lula e a petralhada agora e muito além da atual campanha municipal.

    Serrão

  59. Michelle said

    Hehehehe
    Mais um petralha que não é petista, apenas um simpatizante do partido. Como tem petralha que não é petista, apenas simpatizante do partido.
    hjynnnnnnnnnnnnnnnnnnnnng, palavras do meu gato pisando no teclado.

  60. Otto said

    Pax, te considero um sujeito honesto e bem intencionado, em busca da verdade independente das paixões políticas. Só que às vezes você me parece meio ingênuo, pensando que a atual AP 470 vai mudar de fato nossa jurisprudência. Se isto fosse fato, cadê os verdadeiros corruptores, os empresários que doaram dinheiro para o Valerioduto? Por que o Dantas não está sentado no banco dos réus?
    Por isto gostaria que você lesse com atenção o seguinte texto de PML:

    Talvez seja a idade, quem sabe as lembranças ainda vivas de quem atravessou a adolescência e o início da idade adulta em plena ditadura. Mas não consigo conviver com a ideia de que cidadãos como José Genoíno e José Dirceu possam ser condenados por corrupção ativa sem que sejam oferecidas provas consistentes e claras. A Justiça é um direito de todos. Mas não estamos falando de personagens banais.

    Sei que os mandantes de atos considerados criminosos não assinam papéis, não falam ao telefone nem deixam impressão digital. Isso não me leva a acreditar que toda pessoa que não assina papel, não fala ao telefone nem deixa impressão digital seja chefe de uma quadrilha.

    Sei que existe a teoria do domínio do fato. Mas ela não é assim, um absoluto. Tanto que, recentemente, o célebre Taradão, apontado, por essa visão, como mandante do assassinato de irmá Dorothy, conseguiu sentença para sair da prisão. Contra Taradão havia confissões, testemunhas variadas, uma soma impressionante de indícios que não vi no mensalão. Mesmo assim, ele foi solto.

    Não estamos no universo do crime comum. Estamos no mundo cinzento da política brasileira, como disse o professor José Arthur Gianotti, pensador do país e, para efeitos de raciocínio, tucano dos tempos em que a geração dele e de Fernando Henrique lia O Capital.

    O país político funciona neste universo cinzento para todos os partidos. Eu e acho, de saída, que é inacreditável que dois esquemas tão parecidos, que movimentaram quantias igualmente espantosas, tenham recebido tratamentos diferentes – no mesmo tempo e lugar.

    O centro desse universo é uma grande falsidade. O mensalão dos petistas, que condenou Dirceu e Genoíno, foi julgado pelo Supremo em clima de maior escândalo da história, definição que, por si só, já pedia, proporcionalmente, a maior condenação da história.

    Já o mensalão do PSDB-MG escapou pela porta dos fundos. Ninguém sabe quando será julgado, ninguém saberá quando algum nome mais importante for absolvido em instancias inferiores, ninguém terá ideia do destino de todos. Bobagem ficar de plantão a espera do resultado final. Esse barco não vai chegar.

    O caminho foi diferente, a defesa terá mais chances e oportunidades. Não dá para corrigir.

    O PSDB-MG passará, no mínimo, por duas instâncias. Quem sabe, algum condenado ainda poderá bater às portas do STF – daqui a alguns anos. Bons advogados conseguem tanta coisa, nós sabemos…

    Não há reparação possível. São rios que seguiram cursos diferentes, para nunca mais se encontrar.

    Partindo desse julgamento desigual, eu fico espantado que Dirceu tenha sido condenado quando os dois principais casos concretos – ou provas – contra ele se mostraram muito fracas.

    Ponto alto da denúncia de Roberto Jefferson contra Dirceu, a acusação de que Marcos Valério fez uma viagem a Portugal para arrumar dinheiro para o PTB e o PT se mostrou uma história errada. Lobista de múltiplas atividades, Valério viajou a serviço de outro cliente, aquele banqueiro da privatização tucana que ficou de fora do julgamento. Ricardo Lewandoswski explicou isso e não foi contestado.

    Outra grande acusação, destinada a sustentar que Dirceu operava o esquema como se fosse o dono de uma rede de fantoches, revelou-se muito mais complicada do que parecia. Estou falando da denúncia de que, num jantar em Belo Horizonte, Dirceu teria se aliado a Katia Rebelo, a dona do Banco Rural, para lhe dar a “vantagem indevida” pelos serviços prestados no mensalão.

    A tese é que Dirceu entrou em ação para ajudar a banqueira a ganhar uma bolada – no início falava-se em bilhões – com o levantamento da intervenção do Banco Central no Banco Mercantil de Pernambuco. O primeiro problema é que nenhuma testemunha presente ao encontro diz que eles sequer tocaram no assunto.

    Mas é claro que você não precisa acreditar nisso. Pode achar que eles combinaram tudo para mentir junto. Por que não?

    Mas a sequencia da história não ajuda. Valério foi 17 vezes ao BC e ouviu 17 recusas. A intervenção no Banco Mercantil só foi levantada dez anos depois, quando todos estavam longe do governo. Rendeu uma ninharia em comparação com o que foi anunciado.

    De duas uma: ou a denuncia de que Dirceu trabalhava para ajudar o Banco Rural a recuperar o Mercantil era falsa. Ou a denuncia é verdadeira e ele não tinha o controle total sobre as coisas.

    Ou não havia domínio. Ou não havia fato.

    Aonde estão os super poderes de Dirceu?

    Estão na “conversa”, dizem. Estão no “eu sabia”, no “só pode ser”, no “não é crível” e assim por diante. Dirceu conversava e encontrava todo mundo, asseguram os juízes. Mas como seria possível coordenar um governo sem falar nem conversar? Sem sentar-se com cada um daqueles personagens, articular, sugerir, dirigir. Conversar seria prova de alguma coisa?

    Posso até imaginar coisas. Posso “ter certeza.” Posso até rir de quem sustenta o contrário e achar que está zombando da minha inteligência.

    Mas para condenar, diz a professora Margarida Lacombe, na GloboNews, é preciso de provas robustas, consistentes. Ainda vivemos no tempo em que a acusação deve apresentar provas de culpa.

    Estamos privando a liberdade das pessoas, o seu direito de andar na rua, ver os amigos, e, acima de tudo, dizer o que pensa e lutar pelas próprias ideias.

    Estamos sob um regime democrático, onde a liberdade – convém não esquecer – é um valor supremo. Podemos dispor dela, assim, a partir do razoável?

    Genoíno também foi condenado pelo que não é crível, pelo não pode ser, pelo nós não somos bobos. Ainda ouviu uma espécie de sermão. Disseram que foi um grande cara na luta contra a ditadura mas agora teve um problema no meio da estrada, um desvio, logo isso passa.

    Julgaram a pessoa, seu comportamento. E ouviu a sentença de que seu caráter apresentou falhas.

    Na falta de provas, as garantias individuais, a presunção da inocência, foram diminuídas, em favor da teoria que permite condenar com base no que é “plausível”, no que é “crível” e outras palavras carregadas de subjetividade, de visão

    Não custa lembrar – só para não fazer o papel de bobo — que se deixou de lado o empresário das privatizações tucanas que foi um dos primeiros a contribuir para o esquema, um dos últimos a aparecer e, mais uma vez, um dos primeiros a sair.

    Já perdemos a conta de casos arquivados no Supremo por falta de provas, ou por violação de direitos individuais, ou lá o que for, numa sequência de impunidades que – involuntariamente — ajudou a formar o clima do “vai ou racha” que levou muitos cidadãos honestos e indignados a aprovar o que se passou no julgamento, de olhos fechados.

    Juizes do STF tiveram uma postura muito estranha quando emparedaram o governo Lula, ainda no exercício do cargo, em função de uma denuncia – absurdamente falsa – de que um de seus ministros fora grampeado, em conversa com o notável senador Demóstenes Torres, aquele campeão da moralidade que tinha o celular do bicheiro, presentes do bicheiro, avião do bicheiro…o mesmo bicheiro que ajudou a fazer várias denuncias contra o governo Lula, inclusive o vídeo dos Correios que é visto como o começo do mensalão.

    A condenação contra José Genoíno e José Dirceu sustenta-se, na verdade, pelo julgamento de caráter dos envolvidos. Achamos que eles erraram. Não há fatos, não há provas. Mas cometeram “desvios”.

    Aí, nesse terreno de alta subjetividade, é que a condenação passa a fazer sentido. Os poucos fatos se juntam a uma concepção anterior e formam uma culpa.

    A base deste raciocínio é a visão criminalizada de determinada política e determinados políticos.

    (Sim. De uma vez por todas: não são todos os políticos. O mensalão PSDB-MG lembra, mais uma vez, que se fez uma distinção entre uns e outros.)

    Os ministros se convenceram de que “sabem” que o governo “comprava apoio” no Congresso. Não contestam sequer a visão do procurador geral, que chega a falar em sistema de “suborno”, palavra tão forte, tão crua, que se evita empregar por revelar o absurdo de toda teoria.

    Suborno, mesmo, sabemos de poucos e não envolvem o mensalão. Foram cometidos em 1998, na compra de votos para a reeleição. Mas pode ter havido, sim, casos de suborno.

    Mas é preciso demonstrar, mesmo que não seja preciso uma conversa grampeada, como Fernando Rodrigues revelou em 1998.

    Nesta visão, confunde-se compensações naturais da política universal com atitudes criminosas, como crimes comuns. Quer-se mostrar aos políticos como fazer politica – adequadamente.

    Chega-se ao absurdo. Deputados do PT, que nada fariam para prejudicar um governo que só conseguiu chegar ao Planalto na quarta tentativa, são acusados de terem vendido seu apoio em troca de dinheiro. Não há debate, não há convencimento, não há avaliação de conjuntura. Não há política. Não há democracia – onde as pessoas fazem alianças, mudam de ideia, modificam prioridades. Como certas decisões de governo, como a reforma da Previdência, não pudessem ser modificadas, por motivos corretos ou errados, em nome do esforço para atravessar aquele ano terrível de 2003, sem crescimento, desemprego alto, pressão de todo lado.

    A formula é tudo por dinheiro é nome de programa de TV, não de partido político.

    Imagino se, por hipótese, a Carta ao Povo Brasileiro, que contrariou todos os programas que o PT já possuiu desde o encontro de fundação, no Colégio Sion, tivesse de ser aprovada pelo Congresso.

    Tenho outra dúvida. Se este é um esquema criminoso, sem relação com a política, alguém poderia nos apresentar – entre os deputados, senadores, assessores incriminados – um caso de enriquecimento. Pelo menos um, por favor. Porque a diferença, elementar, para mim, é essa.

    Dinheiro da política vai para a eleição, para a campanha, para pagar dívidas. Coisas, aliás, que a denuncia de Antônio Fernando de Souza, o primeiro procurador do caso, reconhece.

    Decepção. Não há este caso. Nenhum político ficou rico com o mensalão. Se ficou, o que é possível, não se provou.

    Claro que o Delúbio, deslumbrado, fumava charutos cubanos. Claro que Silvinho Pereira ganhou um Land Rover. A ex-mulher de Zé Dirceu, separada há anos, levou um apartamento e conseguiu um emprego.

    Mas é disso que estamos falando? É este o “maior escândalo da história”?

    Os desvios de dinheiro público, comprovados, são uma denúncia séria e grave. Deve ser apurada e os responsáveis, punidos.

    Mas não sabemos sequer quanto o mensalão movimentou. Dois ministros conversaram sobre isso, ontem, e um deles concluiu que era coisa de R$ 150 milhões. Queria entender por que se chegou a este número.

    Conforme a CPMI dos Correios, é muito mais. Só a Telemig – daquele empresário que ficou esquecido – compareceu com maravilhosos R$ 122 milhões, sendo razoável imaginar que, pelo estado de origem, seu destino tenha sido o modelo PSDB-MG. Mas o Visanet entregou R$ 92,1 milhões, diz a CPMI. A Usiminas – olha como é grande o braço mineiro – mandou R$ 32 milhões para as agências de Marcos Valério. Mas é bom advertir: isso está na CPMI, não é prova, não é condenação.

    A principal testemunha, Roberto Jefferson, acusou, voltou atrás, acusou de novo… Fez o jogo que podia e que lhe convinha a cada momento. Disse até que o mensalão era uma criação mental. (Está lá, no depoimento à Polícia Federal).

    Eu posso pinçar a frase que quiser e construir uma teoria. Você pode pinçar outra frase e construir outra teoria. Jefferson foi uma grande “obra aberta” do caso.

    O nome disso é falta de provas.

    https://politicaetica.com/2012/10/09/ze-dirceu-condenado/

  61. Michelle said

    Respondam rápido.
    Paulo Moreira Leite afirmando que não houve provas?
    A maionese desandou o Otto ou o Otto desandou a maionese ?

  62. Patriarca da Paciência said

  63. Patriarca da Paciência said

    Um pouco de verdadeira sabedoria:

  64. Michelle said

    Tudo a ver: O Bêbado e a Equilibrista.
    No dia em que o Presidente do STF afirma que a cúpula do PT no Governo lula deu um golpe, Carlitos é uma boa lembrança.
    Nada como um vagabundo simpático se reunindo em Sampa com a incompetenta, para…nada.
    O PMDB aumentou o preço da fatura e o anúncio ficou pra amanhã,ou depois.

  65. Zbigniew said

    Continuo desconfiado que essa jurisprudência e seletiva e que o julgamento foi de exceção. Mas, como disse o Pax, o STF será cobrado pela nova postura. A começar por esses casos que poderiam ser alcançados pelo novo entendimento:


    O mensalão tucano, de Minas Gerais, berço da tecnologia apropriada, mais tarde, pelo PT.
    A compra de votos para a reeleição de FHC. Na época houve pagamento através da aprovação, pelo Executivo, de emendas parlamentares em favor dos governadores, para que acertassem as contas com seus parlamentares.
    Troca de favores entre beneficiários da privatização e membros do governo diretamente envolvidos com elas. O caso mais explícito é o do ex-Ministro do Planejamento José Serra com o banqueiro Daniel Dantas. Dantas foi beneficiado por Ricardo Sérgio – notoriamente ligado a Serra.
    O próprio episódio Satiagraha, que Dantas conseguiu trancar no STJ (Superior Tribunal de Justiça), por meio de sentenças que conflitam com a nova compreensão do STF sobre matéria penal.
    O envolvimento do Opportunity com o esquema de financiamento do “mensalão”. Ao desmembrar do processo principal e remetê-lo para a primeira instância, a PGR praticamente livrou o banqueiro das mesmas penas aplicadas aos demais réus.
    Os dados levantados pela CPI do Banestado, de autorização indevida para bancos da fronteira operarem com contas de não-residentes. Os levantamento atingem muitos políticos proeminentes.

  66. Zbigniew said

    O link do texto em destaque no comentário anterior: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-mensalao-e-o-novo-tempo-da-justica

  67. Pax said

    Prezados,

    Temos nossas emoções, torcidas, sentimentos mais diversos. Acima de tudo temos a liberdade que conquistamos. Sem ela não estaríamos aqui livremente expondo nossas opiniões.

    O que não vale a pena, no meu humilde entendimento, é nos agredirmos por conta das nossas posições. Isso é coisa de gente pouco civilizada. No extremo me parece o mesmo que torcidas que se matam nas chegadas e saídas dos estádios.

    Vejo com tristeza essas cenas e só consigo ter uma interpretação do vazio que deve ser a vida daquelas pessoas envolvidas.,Acho, sem querer disputar nenhuma posição de conselheiro, que as lutas que valem são aquelas que, ao final, acha-se alguma construção.

    Este caso do mensalão é um sintoma grave, terminal, que precisamos mudar com urgência nosso sistema político. Não é possível que tenhamos um modelo de financiamento das campanhas que estimula empresas a desviarem dinheiro de suas escritas contábeis para alimentar um sistema político que depois venha a lhes dar vantagens em detrimento do melhor serviço, produto e menor preço aos brasileiros. Ainda pior quando estes desvios são de dinheiro público.

    Se não houvesse tanto caixa 2 de empresas e tanto desvio dos cofres públicos, teríamos excelentes escolas e hospitais. Ao menos bem melhores que temos. Sem contar com transportes coletivos e de massa, limpeza urbana e segurança muito diferente do que temos hoje em dia.

    De todo este caso me parece que temos que exigir que esta tal jurisprudência seja, o mais rápido possível, adotada em todos os rincões. E fiscalizada, sim, para que o Judiciário não cometa excessos fora da democracia e do estado de direito.

    Este progresso corolário, consequência deste julgamento, não será imediato nem fácil, mas é uma das tais utopias que entendo necessária. Uma dos maiores entraves deste país é esse jogo político canalha, corrupto.

    Confesso que todo santo dia me revolto com o link que tenho e me lembro do Marcos Valério negociando telecomunicações em nome de sei lá quem. Será que não há consequências quando colocamos um criminoso tratando de interesses nacionais (sim, telecom é estratégico para qualquer país)?

    Hoje essas empresas, seja de telecom, de energia, de aviação etc são um lixo e, por trás disso, há interesses em que políticos influenciam em avantajar quem lhes sustenta.

    O julgamento ainda não terminou, está quase no fim, mas confesso que não tenho qualquer revolta com o resultado até aqui.

    Acho que a reação do núcleo do poder petista é, também, sintoma que o partido deve se repensar com urgência. Não foi a oposição nem a mídia que estabeleceu Marcos Valério como tesoureiro do poder paralelo que o PT entendeu necessário para governar. Foi o PT mesmo.

    Que pague pelos seus erros.

    Aceito, sim, que se cobre da Justiça o mesmo tratamento para todos os demais partidos e casos de corrupção que estão pendentes. Claro que sim. Mas o erro dos outros nunca pode justificar os nossos.

  68. Jose Mario HRP said

    As consequencias, os desdobramentos, a reação ao tipo de lógica usada na ação 470, serão vistas, sentidas e julgadas melhor quando pessoas que hoje aplaudem os resultados , forem ameaçadas em seus direitos constitucionais no porvir.
    É engraçado como hoje vemos as pessoas clamar pela a ação do STF nas mais variadas áreas do direito e nas lacunas constitucionais, entrando na seara do legislativo e impondo sua opinião como interprete da constituição, mesmo que as leis e conflitos não transpassem os limites constitucionais, reinterpretando N vezes artigos, parágrafos da constituição ao bel prazer, juntando mais e mais lixo interpretativo a já tão combalida constituição cidadã por tantas emendas, quase sempre feitas para agradar e não contrariar o pensamento politico e economico dos poderosos de plantão e os modismos economicos financeiros do momento.
    Quem viver verá, mas é bom comprar um estoque de “Bom ar”!

  69. Patriarca da Paciência said

    Sobre essa história de “domínio do fato”.

    Júlio César, imperador romano, até hoje considerado um verdadeiro ícone da astúcia, tinha o “domínio do fato” daquilo que acontecia dentro da sua casa e no seio da sua família?

    Segundo registra a história, um filho adotivo de César participou não só da conspiração como do assassinato de César.

    Eu realmente acho que essa história de condenar alguém por “ser plausível que cometeu crime” é algo muito perigoso.

  70. Otto said

    E tem outra coisa: o julgamento “duro” do mensalão não vai ser repetido, o STF sempre falou “fininho” com todos os réus, principalmente os poderosos economicamente.

    O STF só fala “grosso” com o PT.

    O “contorcionismos ” que fizeram para condenar Dirceu e Genoino, foi próprio de uma facção política e não de uma suprema corte.

    É bom lembrar que o mesmo procurador, tão severo neste processo, sentou sua ampla bunda durante dois anos na investigação sobre o Cachoeira/Demóstenes. E neste caso não havia indícios (como no caso do Dirceu), mas provas: gravações, cheques, presentes, cumplicidade.

    Estão armando aqui no Brasil uma golpe hondurenho/paraguaio.

    Mas não passarão!

  71. Patriarca da Paciência said

    “É bom lembrar que o mesmo procurador, tão severo neste processo, sentou sua ampla bunda durante dois anos na investigação sobre o Cachoeira/Demóstenes. E neste caso não havia indícios (como no caso do Dirceu), mas provas: gravações, cheques, presentes, cumplicidade.”

    Meu caro Otto,

    acho que é mesmo uma obrigação do PT acionar todos os seus advogados para apurar todas as responsabilidades do procurador, sósia do Jô.

    Já que valem as provas “tênues”, por que não valeriam as provas robustas de gravações, cheques, presentes e cumplicidade?

  72. Otto said

    Pax, Patriarca e outros: leiam este testo do PML com atenção. Todo golpe de estado se serve como desculpa a prevenção de outro “golpe”.

    Confesso que ainda estou chocado com o voto de Ayres Britto, ao condenar oito réus do mensalão, ontem.

    O ministro disse:

    “[O objetivo do esquema era] um projeto de poder quadrienalmente quadruplicado. Projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto”

    Denunciar golpes de Estado em curso é um dever de quem tem compromissos com a democracia.

    Denunciar golpes de Estado imaginários é um recurso frequente quando se pretende promover uma ruptura institucional.

    O caso mais recente envolveu Manoel Zelaya, o presidente de Honduras. Em 2009 ele foi arrancado da cama e, ainda de pijama, conduzido de avião para um país vizinho.

    Acusava-se Zelaya de querer dar um golpe para mudar a Constituição e permanecer no poder. Uma denúncia tão fajuta que – graças ao Wikileaks – ficamos sabendo que até a embaixada dos EUA definiu a queda de Zelaya como golpe. Mais tarde, ao reavaliar o que mais convinha a seus interesses de potência, a Casa Branca mudou de lado e encontrou argumentos para justificar a nova postura, fazendo a clássica conta de chegar para arrumar fatos e os argumentos.

    Em 31 de março de 64, tivemos um golpe de Estado de verdade, que jogou o país em 21 anos de ditadura.

    O golpe foi preparado pela denúncia permanente de um golpe imaginário, que seria preparado por João Goulart para transformar o país numa “república sindicalista.” Basta reconstituir os passos da conspiração civil-militar para reconhecer: o toque de prontidão do golpismo consistia em denunciar projetos anti democráticos de Jango.

    Considerando antecedentes conhecidos, o voto de Ayres Britto é preocupante porque fora da realidade.

    Vamos afirmar: não há e nunca houve um projeto de golpe no governo Lula. Nem de revolução. Nem de continuísmo chavista. Nem de alteração institucional que pudesse ampliar seus poderes de alguma maneira.

    Lula poderia ter ido as ruas pedir o terceiro mandato. Não foi e não deixou que fossem. Voltou para São Bernardo mas, com uma história maior do que qualquer outro político brasileiro, não o deixam em paz. Essa é a verdade. Temos um ex grande demais para o papel.

    Ouvido pelo site Consultor Jurídico, o professor Celso Bandeira de Mello, um dos principais advogados brasileiros, deu uma entrevista sobre o mensalão, ainda no começo do processo:

    ConJur — Como o senhor vê o processo do mensalão?

    Celso Antônio Bandeira de Mello − Para ser bem sincero, eu nem sei se o mensalão existe. Porque houve evidentemente um conluio da imprensa para tentar derrubar o presidente Lula na época. Portanto, é possível que o mensalão seja em parte uma criação da imprensa. Eu não estou dizendo que é, mas não posso excluir que não seja.

    Bandeira de Mello é amigo e conselheiro de Lula. Foi ele quem indicou Ayres Britto para o Supremo. A nomeação de Brito – e de Joaquim Barbosa, de Cesar Pelluzzo – ocorreu na mesma época em que Marcos Valério e Delúbio Soares andavam pelo Brasil para, segundo o presidente do Supremo, arrumar dinheiro para o “continuísmo seco, raso.”

    Os partidos políticos podem ter, legitimamente, projetos duradouros de poder. É inevitável, porque poucas ideias boas podem ser feitas em quatro anos.

    Os tucanos de Sérgio Motta queriam ficar 25 anos. Ficaram oito. Lula e Dilma, somados, já garantiram uma permanência de 12.

    Tanto num caso, como em outro, tivemos eleições livres, sob o mais amplo regime de liberdades de nossa história.

    Para quem gosta de exemplos de fora, convém lembrar que até há pouco o padrão, na França, eram governos de 14 anos – em dois mandatos de sete. Nos Estados Unidos, Franklin Roosevelt foi eleito para quatro mandatos consecutivos, iniciando um período em que os democratas passaram 20 anos seguidos na Casa Branca. Os democratas de Bill Clinton poderiam ter ficado 12 anos. Mas a Suprema Corte, com maioria republicana, aproveitou uma denúncia de fraude na Flórida para dar posse a George W. Bush, decisão ruinosa que daria origem a uma tragédia de impacto internacional, como todos sabemos.

    O ministro me desculpe mas eu acho que, para falar do mensalão como parte de projeto de “continuísmo seco, raso,” é preciso considerar o Brasil uma grande aldeia de Gabriel Garcia Márquez. Em vez da quinta ou sexta economia do mundo, jornais, emissoras de TV, bancos poderosos, um empresariado dinâmico, trabalhadores organizados e 100 milhões de eleitores, teríamos de coronéis bigodudos com panças imensas, latifúndios a perder de vista, cidadãos dependentes, morenas lindas e apaixonadas, capangas de cartucheira.

    No mundo de Garcia Marquez, não há democracia, nem conflito de ideias. Não há desenvolvimento, apenas estagnação, tédio e miséria. Naquelas aldeias do interior remoto da Colômbia, homens e mulheres famintos vivem às voltas de um poder único e autoritário. Esmolam favores, promoções, presentes, pois ninguém tem força, autonomia e muito menos coragem para resolver a própria vida. Desde a infância, todos os cidadãos são ensinados a cortejar o poder, bajular. É seu modo de vida. Como recompensa, recebem esmolas.

    No mensalão de Macondo, seria assim.

    Será esta uma visão adequada do Brasil?

    Em 1954, no processo que levou ao suicídio de Getúlio Vargas, também se falou em golpe.

    Com apoio de uma imprensa radicalizada, em campanhas moralistas e denuncias – muitas vezes sem prova – contra o governo, dizia-se que Vargas pretendia permanecer no posto, num golpe continuísta, com apoio do ”movimento de massas.”

    Era por isso, dizia-se, que queria aumentar o salario mínimo em 100%. Embora o mínimo tivesse sido congelado desde 1946, por pressão conservadora sobre o governo Eurico Dutra, a proposta de reajuste era exibida como parte de um plano continuísta para agradar aos pobres – numa versão que parece ter lançado os fundamentos para as campanhas sistemáticas contra o Bolsa-Família, 50 anos depois.

    Embora falasse em mercado interno, desenvolvimento industrial e até tivesse criado a Petrobrás, é claro que Vargas queria apenas, em aliança com o argentino Juan Domingo Perón (o Hugo Chávez da época?), estabelecer uma comunhão sindicalista na América do Sul e transformar todo mundo em escravo do peleguismo, não é assim? E agora você, leitor, vai ficar surpreso. Um dos grandes conspiradores contra Getúlio Vargas, especialista em denunciar golpes imaginários, foi parar no Supremo. Chegou a presidente, teve direito a um livro luxuoso com uma antologia de suas sentenças.

    Estou falando de Aliomar Baleeiro, jurista que entrou no tribunal em 1965, indicado por Castelo Branco, o primeiro presidente do ciclo militar, e aposentou-se em 1975, o ano em que o jornalista Vladimir Herzog foi morto sob tortura pelo porão da ditadura.

    Baleeiro deixou bons momentos em sua passagem pelo Supremo. Defendeu várias vezes o retorno ao Estado de Direito.

    Chegou a dar um voto a favor de frades dominicanos que faziam parte do círculo de Carlos Marighella, principal líder da luta armada no Brasil.

    A ditadura queria condenar os frades. Baleeiro votou a favor deles.

    Tudo isso é muito digno mas não vamos perder a o fio da história que nos ajuda a ter noção das coisas e aprender com elas.

    Em várias oportunidades, o ministro que faria a defesa do Estado de Direito contribuiu para derrotá-lo.

    O ministro chegou ao STF com uma longa folha de serviços anti democráticos.

    Em 1954, ele era deputado da UDN, aquele partido que reunia a fina flor de um conservadorismo bom de patrimônio e ruim de votos.

    Um dos oradores mais empenhados no combate a Getúlio Vargas , Baleeiro foi a tribuna da Câmara para pedir um “golpe preventivo”. ( Pode-se conferir em “Era Vargas — Desenvolvimentismo, Economia e Sociedade,” página 411, UNESP editora.)

    Os adversários de Vargas tentaram a via legal, o impeachment. Tiveram uma derrota clamorosa, como diziam os locutores esportivos de vinte anos atrás: 136 a 35.

    Armou-se, então, uma conspiração militar. Alimentada pelo atentado contra Carlos Lacerda, que envolvia pessoas do círculo de Vargas, abriu-se uma pressão que acabaria emparedando o presidente, levado ao suicídio.

    Baleeiro permaneceu na UDN e conspirou contra a campanha de JK, contra a posse de JK e contra o governo JK. Sempre com apoio nos jornais, foi um campeão de denúncias. Era aquilo que, mais uma vez com ajuda da mídia, muitos brasileiros pensavam que era o Demóstenes Torres – antes que a verdade do amigo Cachoeira viesse a tona.

    Baleeiro estava lá, firme, no golpe que derrubou Jango para combater a subversão e a …corrupção.

    Foi logo aproveitado pelo amigo Castelo Branco para integrar o STF. Já havia denuncia de tortura e de assassinatos naqueles anos. Mortos que não foram registrados, feridos que ficaram sem nome. Não foram apurados, apesar do caráter supremo das togas negras.

    Entre 1971 e 1973, Baleeiro ocupava a presidência do STF. Nestes dois anos, o porão do regime militar matou 70 pessoas.

    Nenhum caso foi investigado nem punido, como se sabe. Nem na época, quando as circunstâncias eram mais difíceis. Nem quarenta anos depois, quando pareciam mais fáceis.

    Em 1973, José Dirceu, que pertenceu a mesma organização que Marighella, vivia clandestinamente no Brasil. Morou em Cuba mas retornou para seguir na luta contra o regime militar. Infiltrado no grupo, o inimigo atirou primeiro e todos morreram. Menos Dirceu. Os ossos de muitos levaram anos para serem identificados. Nunca soubemos quem deu a ordem.

    Não se apontou, como no mensalão, para quem tinha o domínio do fato para a tortura, as execuções.

    Um dos principais líderes do Congresso da UNE, entidade que o regime considerava ilegal, Dirceu foi preso em 1968 e saiu da prisão no ano seguinte. Não foi obra da Justiça, infelizmente, embora estivesse detido pela tentativa de reorganizar uma entidade que desde os anos 30 era reconhecida pelos universitários como sua voz política.

    (Figurões da ditadura, como o pernambucano Marco Maciel, que depois seria vice presidente de FHC, Paulo Egydio Martins, governador de São Paulo no tempo de Geisel, tinham sido dirigentes da UNE, antes de Dirceu).

    A Justiça era tão fraca , naquele período, que Dirceu só foi solto como resultado do sequestro do embaixador Charles Elbrick, trocado por um grupo de presos políticos. Mas imagine.

    Foi preciso que um bando de militantes armados, em sua maioria garotos enlouquecidos com Che Guevara, cometesse uma ação desse tipo para que pessoas presas arbitrariamente, sem julgamento, pudessem recuperar a liberdade. Que país era aquele, não? Que Justiça, hein?

    Preso no Congresso da UNE, também, Genoíno foi solto e ingressou na guerrilha do Araguaia.

    Apanhado e torturado em 1972, Genoíno conseguiu esconder a verdadeira identidade durante dois meses. Estava em Brasília quando a polícia descobriu quem ele era. Foi levado de volta a região da guerrilha e torturado em praça pública, como exemplo.

    Ontem a noite, José Dirceu e José Genoíno foram condenados por 8 votos a 2 e 9 votos a 1.

    Foi no final da sessão que Ayres Britto falou em “projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto”

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/10/11/o-golpe-imaginario-de-ayres-britto/

  73. Pax said

    Caro Otto,

    Você acredita mesmo que estamos vivenciado uma conspiração?

    Cá do meu canto não consigo comungar desta opinião.

    Ficaria muito feliz se, ao contrário desta linha de pensamento o PT fizesse uma profunda autocrítica. Caso persistam neste pensamento minha opinião sincera será que o partido não conseguirá se reencontrar.

    O partido, a meu ver, deveria ser maior que os indivíduos.

    O PSDB cometeu o erro de colocar os nomes à frente dos bois. Parece que o PT está adentrando na mesma trilha.

    Será, para mim, um erro ainda maior que adotar o valerioduto geneticamente tucano.

    Enviado via iPhone

  74. Jose Mario HRP said

    A lógica irretorquível do Patriarca :

    “Júlio César, imperador romano, até hoje considerado um verdadeiro ícone da astúcia, tinha o “domínio do fato” daquilo que acontecia dentro da sua casa e no seio da sua família”

    É o que dá ser inteligente e ver além da névoa do “oba oba” piguento.

  75. Jose Mario HRP said

    Bom, se Gurgel , o “Probo”, não viu indicio contra Demóstenes , o MP Goiano viu!
    Está afastado, mas o MP não deve abraçar a tese do “dominio do fato”.
    A explicação é que esse tipo de interpretação no direito é condenadas nas principais escolas do direito mundial(Alemanha, Italia e França).

  76. Michelle said

    Entre Pau Mo Leite e o Presidente do STF, fico com a sentença do Ministro.

    Mas o mais surpreendente no julgamento foi o Dias Tofolli ter condenado o Genoíno. Alguém tem explicação pra isso?

  77. Chesterton said

    O STF só fala “grosso” com o PT.

    chest- estou ficando com uma pena enorme…..

  78. Chesterton said

    Lula foi questionado:
    – Conhece o Genoíno?
    – Genuíno só conheço o escocês…. (fecha o pano)

    Financiamento publico de campanha….???? Quer dizer que EU VOU PAGAR ESSA MERDA?

  79. Chesterton said

    O ministro Celso de Mello, mais antigo dos atuais integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal), disse ontem que o mensalão foi a criação de um “projeto criminoso de poder”, ao condenar o ex-ministro José Dirceu e dois ex-dirigentes do PT por seu envolvimento com o esquema. O Supremo concluiu ontem o julgamento de Dirceu pelo crime de corrupção ativa. Ele foi condenado por 8 votos a 2 como principal responsável pela organização do mensalão, que distribuiu milhões de reais a parlamentares que apoiaram o governo no Congresso no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2005).

  80. Pax said

    Prezados,

    Se quisermos discutir a decisão do STF, um bom começo é a posição dos ministros sobre a tal Teoria do Domínio do Fato.

    Aqui está o que pensam – na Agência Brasil

    Link: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-10/ministros-do-stf-defendem-teoria-do-dominio-do-fato-usada-para-condenar-jose-dirceu

    Ministros do STF defendem Teoria do Domínio do Fato, usada para condenar José Dirceu
    10/10/2012 – 20h03
    Justiça
    Débora Zampier
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – A conclusão do item sobre corrupção ativa na Ação Penal 470, o processo do mensalão, foi cercada de debates sobre as teses usadas durante o julgamento. Vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) fizeram intervenções para reafirmar a legalidade dessas teses, especialmente a Teoria do Domínio do Fato, a que gerou mais polêmica dentro e fora do plenário.

    A teoria prega que uma pessoa de alto cargo em uma instituição pode contribuir definitivamente para um crime – ainda que não tenha participado diretamente dos fatos – pela posição de influência que ocupa. Para conseguir seus objetivos, essa pessoa implica comparsas no esquema, agindo com intenção criminosa.

    A teoria permite incriminar um réu que não tenha deixado provas concretas, mas ainda sim tenha participação central nos fatos. Esta tese foi a principal ferramenta usada pelo STF para condenar o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu por corrupção ativa, já que sua implicação era apenas inferida por depoimentos e a sequência de fatos no tempo.

    Os advogados do mensalão e alguns juristas afirmam que o STF está inovando ao usar a Teoria do Domínio do Fato, que veio de fora do país, porque ela permite a condenação sem provas. Compartilharam da mesma opinião o revisor da ação, Ricardo Lewandowski, e o ministro Antonio Dias Toffoli, por entender que o STF estava condenando Dirceu apenas pelo alto cargo que ele ocupava.

    Os críticos da tese também acreditam que o julgamento amparado nessa tese abrirá brecha para que juízes de primeira instância comecem a condenar sem provas e indiscriminadamente. Lewandowski citou, como exemplo, uma fictícia condenação do presidente da Petrobras por vazamentos de óleo ou a responsabilização de donos de jornais por artigos publicados nos periódicos. O ministro Luiz Fux discordou dos exemplos, lembrando que, no domínio do fato, é preciso ter intenção de cometer o crime.

    Celso de Mello criticou os comentários que se referem à tese como algo novo, pois, segundo ele, o domínio do fato já é aplicado amplamente no Brasil. “O fato é que os crimes de poder são delitos de domínio e cuja prática justifica, sim, perfeitamente compatível com o Código Penal Brasileiro, o domínio do fato.”

    Para o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, a Tese do Domínio do Fato é válida, mas sequer precisava ser aplicada no julgamento da Ação Penal 470, pois os fatos estão todos bem explicitados indicando a culpa de cada réu.

    Ayres Britto também disse que há tradição no direito brasileiro, inclusive no próprio STF, que permite a condenação com elementos colhidos fora dos autos – como depoimentos em comissões parlamentares. “A ministra Ellen Gracie [ex-ministra do STF] diz que os elementos do inquérito podem influir na decisão da causa quando complementam outros indícios de provas.”

  81. Chesterton said

    “E Julieta disse a Romeu: De que vale um nome, se o que chamamos rosa, sob outra designação teria igual perfume?” (Shakespeare)

    Pois é… o PT achou que mudar o nome da rosa alteraria seu perfume…. trocou o nome MENSALÃO pelo denominação AÇÃO PENAL 470. Achava que chamar uma rosa pelo nome de violeta lhe alteraria a essência.

    Hoje o STF mostrou que uma rosa é uma rosa, pouco importa o nome que você lhe dê.

    Delúbio Soares CONDENADO por um placar de 10 a ZERO.
    José Genuino CONDENADO por um placar de 9 a 1.
    José Dirceu CONDENADO por um placar de 8 a 2.

    Uma rosa sempre será uma rosa…. e lugar de bandido CONDENADO pelo STF é na cadeia.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO SACHIDA

  82. Pax said

    Como você é chegado nessas besteiras que lê, caro Chesterton.

    É assim que forma tua opinião?

  83. Chesterton said

    Besteira é torcer para o PT…Sachida é um economista e tanto.

    Mais um:

    O jornalista Nelson Bocaranda, dos mais importantes da Venezuela e da América do Sul, faz destaque do julgamento do mensalão e a condenação dos homens fortes de Lula. Afirma que o esquema de corrupção em julgamento não constitui novidade. Relata as negociatas entre empresários brasileiros com o Hugo Chávez, envolvendo gigantesca importação de alimentos. Revela que José Dirceu foi o primeiro a estabelecer “negócios” com o tiranete.

    Transcrevo no original em espanhol A foto acima é a que ilustra a coluna Runrunes, de Bocaranda. Leiam que dá bem para entender, mesmo para quem não domina o espanhol:

    No hay novedad para nosotros en el tema del esquema de corrupción desde la presidencia de Lula da Silva para comprar votos de parlamentarios y políticos durante su gobierno llamado el Mensalao. El principal indiciado- y ya acusado- José Dirceu fue el primer negociante con la presidencia de Hugo Chávez para hacer negocios con las empresas brasileñas, principalmente en las de alimentos. Millonarias importaciones se aceleraron entre Lula y Chávez y el negociador principal fue Dirceu que ocupaba la secretaría de la presidencia brasilera y era el hombre de mayor confianza de Lula (y de Fidel Castro) desde que ambos montaron el Partido de los Trabajadores (PT). Otro intermediario con Venezuela fue y sigue siendo el “camarada radical” Marco Aurelio García encargado del área de relaciones exteriores en un esquema paralelo a la cancillería brasileña. Nuestras columnas del 1° de junio y 17 de junio de 2004 así como la del 16 de marzo de 2005 dieron cuenta de sus negocios corruptos y con enormes comisiones entre los empresarios de Brasil y los funcionarios públicos de Venezuela.

    Em tempo: O termos “boliburguês” que uso no título deste post é uma criação venezuelana que designa os novos ricos do chavismo. Reúne duas palavras: bolivariano + burguês.

    Aloisio Amorim

  84. Michelle said

    Não era golpe, eram fatos

    A mídia internacional, no noticiário ontem publicado sobre a condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares pelo Supremo Tribunal Federal, desnuda por completo a tese da conspiração golpista, esgrimida pelos hidrófobos do lulo-petismo.

    Tome-se, por exemplo, o texto de Juan Arias para “El País” (jornalista e jornal que jamais hostilizaram os governos Lula e Dilma): “O que mais se estranhou na condenação de Dirceu (…) é que tenha sido consumada por um tribunal no qual, dos 11 magistrados, oito foram designados por Lula e pela atual presidenta, Dilma Rousseff”.

    Acrescento que tanto o procurador que fez a denúncia inicial como o atual, Roberto Gurgel, foram igualmente designados por Lula.

    “Não se trata, pois, de uma condenação levada a cabo a partir das fileiras da oposição, mas de magistrados amigos todos de Lula”, conclui Arias.

    Desmascara completamente a teoria da conspiração golpista que blogueiros, a mídia e intelectuais chapa-branca inventaram safadamente. Era a maneira calhorda que acharam de, apanhados com a mão no bolso alheio, gritar “pega ladrão” para desviar a atenção.

    Não funcionou. Para Arias, o que funcionou foi “catarse de tipo ético levada a cabo internamente por simpatizantes do partido condenado”.

    Catarse que, de certa forma, faz o ator Odilon Wagner, petista de toda a vida, para quem o julgamento foi “exemplar”. E lamentou: “Um partido que realizou avanços sociais impressionantes não precisava disso [do mensalão]”.

    Catarse que faz também o governador gaúcho Tarso Genro, igualmente petista de toda a vida, que disse a Lisandra Paraguassu, do “Estadão”: “Que tem pessoas que cometeram ilegalidades, não tenho dúvida. Seria debochar da Justiça do país e do processo dos inquéritos achar que todo mundo é inocente”.

    Ao contrário de debochar, a mídia internacional de qualidade louva o Judiciário brasileiro. Do “Financial Times”, por exemplo: “A condenação de Dirceu é um grande passo para o Brasil, onde as cortes têm sido tradicionalmente tímidas em punir corrupção”.

    De Simon Romero, o excelente correspondente do “New York Times”: “O fato de que o julgamento está avançando até a fase de atingir congressistas, membros do partido governante e funcionários graduados que trabalharam diretamente sob um dos presidentes mais populares aponta para um raro avanço em `accountability’ política e uma marca crucial de independência do sistema legal”.

    “Accountability” não tem tradução precisa nem em português nem em espanhol. A mais próxima é “prestação de contas”, mas fica aquém da força em inglês.

    Não sou entusiasta da teoria, muito disseminada, de que o julgamento do mensalão mudou o Brasil. Quando da campanha das “Diretas Já”, parecia também que o país levara uma baita sacudida, só para que, quando as diretas de fato chegassem, quatro anos depois, a maioria votasse em Fernando Collor de Mello, um baita retrocesso. Veremos agora se, pós-mensalão, a impunidade será de fato desterrada.

    Clovis Rossi

  85. Chesterton said

    Até CR…Pax, só falta quem agora?

  86. Edu said

    Senhores, e senhorita,

    Concordo muito com o Pax.

    E em minha opinião: o mensalão foi devidamente julgado, bem julgado, e que venha o próximo.

    Todos em algum momento de nossas vidas nos sentimos injustiçados no bom e no mau sentido. A justiça “cega” brasileira, sob o texto de uma constituição tão democrática, tão debatida, às vezes nos favorece e nos permite a cometer pequenos delitos de trânsito ou pequenas irresponsabilidades, como também às vezes se volta contra nós ao não sermos bem atendidos em um consultório ou ao recebermos um serviço ruim de uma empresa qualquer.

    Por conta desses casos aprendemos rapidamente a nos posicionar em situações em que a justiça nos favorece e a evitar situações em que a justiça se volta contra nós. No fim do dia, comemoramos o que nos favorece e nos revoltamos com o que não nos favorece, e parece que o brasileiro médio passou bastante tempo vivendo essa realidade bovinamente.

    Justiça não é vingança, e não necessariamente é perfeita. Aos poucos, os brasileiros começam a tomar consciência de que justiça é um instrumento de equilíbrio, que promove ajustes nas interações sociais, e que garante a igualdade das pessoas, sendo, ao mesmo tempo imperfeita e necessária.

    Mas essa imperfeição da justiça, que causa a sensação de injustiça deve ser trabalhada e melhorada. A responsabilidade de pensar as leis e melhorar seu cumprimento, delegamos a estes ilustres brasileiros que nos representam nas esferas do governo e do judiciário.

    Assim, quem sabe com a discussão sobre as justiças e injustiças cada vez mais próximas do povo, e com a pauta da ética constantemente veiculada, talvez o povo brasileiro fique mais atento aos projetos de leis e mudanças das mesmas, bem como jurisprudências e interpretações.

    Os responsáveis foram condenados à luz da justiça brasileira atual, quem os condenou foram os guardiões da constituição, das leis complementares e das leis ordinárias deste país. Que a lei e a jurisprudência sejam cumpridos. E que o povo brasileiro tenha realmente acompanhado e aprendido ao longo desse processo.

    Não há nada para se revoltar, não há o que fazer. Devemos aceitar, aprender e continuar. Que venha o próximo.

  87. Edu said

    Pax,

    Eu concordo com vc que devemos aceitar com tranquilidade. Mas to achando legal o Kostcho (o isento) se condoendo pelo Genoínamente criminoso (agora definitivamente condenado).

    Acho que essa frase, Pax, vc está coberto de razão:

    “Não foi a oposição nem a mídia que estabeleceu Marcos Valério como tesoureiro do poder paralelo que o PT entendeu necessário para governar. Foi o PT mesmo.”

    Sim, foi a Genoína assinatura do PT. Como é que o presidente de um partido não lê o que assina?

    Como vc gosta de ditados populares: “escreveu, não leu, o pau comeu”

    —-X—-

    Gostaria de traçar um paralelo a isso na gestão da Dilma (a gerente): será que ela anda lendo o que assina?

    Ela já deu demonstrações de que também não lê: não leu um currículo sequer dos futuros ministros, aceitou-os sem restrições. Obteve revezes imediatos.

    Eu tenho minhas dúvidas se a leitura dela sobre o código florestal foi uma mudança dessa postura…

    O que será que A Gerente anda lendo… ou não?

  88. Otto said

    O senador Collor de Mello mostrou na tribuna do senado que o PGR prevaricou, ao reter o inquérito policial Operação Vegas, na qual ficou comprovada a atuação de Demóstenes Torres como membro da quadrilha de Cachoeira. Este Demóstenes teve várias reuniões, viagens, encontros, telefonemas (até gravados!) com Gilmar Mendes e Gurgel, o qual foi defendido por ele para permanecer no cargo. Logo, é fácil deduzir, de forma clara e IRREFUTÁVEL, que eles todos são criminosos e comparsas de Cachoeira. Também por dedução, é lógica e cristalina a participação dos demais membros do STF na quadrilha, uma vez que eles têm reuniões entre quatro paredes, sem mais testemunhas com Mendes e Gurgel. Todos nós sabemos que é muito difícil se provar o que é conversado por quadrilheiros e autoridades entre quatro paredes, mas é sempre crime, é fácil deduzir.

    Com estas deduções fica COMPROVADA A CULPA DE TODOS (Mendes, Gurgel, Britto, Mello, Mello, Barbosa, Fux, e demais) nos crimes cometidos pela quadrilha do Cachoeira. Devem ser condenados com o agravante de ocuparem cargos públicos da mais alta relevância para a República Brasileira, ganhando os melhores salários pagos a um funcionário público no Brasil, e por usarem de seu prestígio para ocultar seus crimes. Deve-se ressaltar que nenhum deles apresentou, até o presente momento, qualquer prova de sua honestidade, porque, é lógico, eles são culpados e as provas de inocência não existem.

    Tentei, acima, usar deduções semelhantes às usadas pelos doutos juízes do STF. Acho que ficou muito mais fácil condenar criminosos no Brasil. Espero ver as deduções que os doutos do STF usarão para condenar os envolvidos do mensalão do PSDB.

  89. Otto said

    Pax, eu acho sim que há setores de nossa elite, capitaneados pela mídia, que estão conspirando sim.

  90. Otto said

    Estudando os arquivos da imprensa no mês do golpe, abril de 1964, lembro-me de um fato que me chocou. Um fotógrafo da Folha havia sido espancado por militares durante manifestações de estudantes da USP contra o golpe. Mesmo assim, a Folha praticamente escondeu a notícia, e não fez nenhuma menção ao fato em editorial ou coluna política. Tinha início a colaboração íntima entre a brutalidade do regime e a violência simbólica da mídia chapa branca.

    Novamente, a Folha dá mostras de covardia, ao negar dar a devida publicidade às ameaças que um de seus repórteres vem sofrendo de figuras públicas de São Paulo, a começar pelo coronel Telhadas, eleito vereador pelo PSDB e “amigo” do candidato José Serra.

    Leia abaixo a notícia da Rede Brasil Atual.

    Serra sai em defesa de coronel tucano que matou 36 e ameaçou jornalista

    Para candidato a prefeito do PSDB em São Paulo, coronel Telhada é um ‘defensor dos direitos humanos’

    Por: Redação da Rede Brasil Atual
    Publicado em 11/10/2012, 10:04
    Última atualização às 16:43

    Serra ao lado de Telhada durante campanha do PSDB em Pirituba (Foto: Diogo Moreira/Frame/Folhapress)

    São Paulo – O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, fez campanha ontem (10) pelas ruas de Pirituba, zona oeste da cidade, ao lado do coronel Paulo Telhada, que se elegeu vereador pelo PSDB, mas é alvo de três pedidos de impugnação feitos pelo Ministério Público, um dos quais por incitação à violência. Telhada, que se orgulha de ter assassinado 36 pessoas – supostamente criminosas – e que recentemente fez ameaças a um jornalista da Folha de S.Paulo, foi tratado durante o ato de ontem como “amigo” de Serra.

    Questionado, o tucano defendeu a atuação do correligionário – cujo lema é “bandido bom é bandido morto” –, e chegou a dizer que Telhada respeita os direitos humanos. “Ele desempenhou muito bem sua função. Foi um homem muito competente, seguindo as orientações do governo: uma política firme que respeita os direitos humanos”, disse o candidato a prefeito.

    Ao participar do ato em Pirituba, Telhada cumpre o que havia declarado no início dessa semana, de que sairia às ruas para tentar eleger o amigo Serra. “Com certeza [vou participar da campanha de Serra]. No que ele precisar de mim. Entrei no PSDB em lealdade ao Serra, que me deu o comando da Rota quando ninguém acreditava em mim”, afirmou.

    Ameaça de morte

    Telhada é acusado de ameaçar de morte o jornalista André Caramante, do jornal Folha de S.Paulo, que teve de sair do país para preservar sua vida. Após publicar um artigo com críticas aos crimes cometidos pela Rota, em 14 de julho, Caramante passou a receber várias ameaças. Uma delas foi postada por Telhada no Facebook. Disse o coronel: “Quem defende bandido, é bandido também. Bala nesses safados”. Em outra mensagem, um policial militar chamado Paulo Sérgio Ivasava Guimarães dá apoio a Telhada: “Esse Caramante é mais um vagabundo. Coronel, de olho nele”.

    O recém-eleito vereador nega que tenha feito ameaças.

    No entanto, nesta semana foi divulgada notícia de que o jornalista saiu do país com a família, em razão das ameaças que vem recebendo. Em entrevista à repórter Eliane Brum da revista Época, Caramante informou que está fora da redação desde o início de setembro e que teve de alterar toda sua rotina e a de sua família, pois as ameças tornaram-se insuportáveis.

    A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nota em que “lastima profundamente a situação do repórter André Caramante”. A entidade classificou como “aberração” a intimidação e a ameaça contra um profissional de imprensa e ressaltou que isso demonstra a dificuldade em exercer com plenitude a liberdade de expressão no Brasil. A Abraji lembrou o episódio ocorrido com o jornalista Caco Barcellos, quando do lançamento do livro Rota 66 – A História da Policia que Mata, que também teve de deixar o país em razão de ameaças.

    O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, em entrevista à Rádio Brasil Atual, apontou a falta de ação do Estado como um dos elementos que contribuíram para a piora da situação do jornalista.

    “O autoexílio de Caramante é um desdobramento negativo, pois não houve um acompanhamento adequado para evitar essa situação e agora estamos em uma situação mais delicada. Desde antes das eleições pedimos averiguação dessas ameaças pelas autoridades policias e pelo governo. Chegamos a isso por falta de ação por parte do Estado, as autoridades não deram a devida atenção a tempo”, disse Camargo.

    Para a coordenadora do Movimento Mães de Maio Débora Maria da Silva, é revoltante que um profissional preocupado com questões de direitos humanos passe por tal situação. “Isso demonstra a situação ditatorial que vivemos em São Paulo, com a tentativa de controlar e impedir o direito de manifestação de um repórter, por uma instituição que se acha no direito de controlar a vida dos cidadãos. O jornalista tem uma importância fundamental em denunciar os atos arbitrários do Estado contra o povo, sobretudo o povo pobre e preto”, disse Débora.

    O presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, cobrou a Folha de S. Paulo e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a se posicionar sobre essa situação. “São parte disso um dos maiores partidos do país e também um dos maiores jornais. É preciso que a Folha e o PSDB se manifestem sobre essa expressão da truculência que forçou o Caramante a se esconder. Isto é um grave atentado contra a liberdade de imprensa e a Folha não tem dado a publicidade e a relevância que poderia”, disse Borges.

    Todas as entidades afirmam ter cobrado o Ministério Público de São Paulo para que investigue e tome as atitudes cabíveis sobre as ameaças sofridas pelo repórter.

    http://www.ocafezinho.com/2012/10/11/folha-se-cala-sobre-ameaca-a-seu-reporter/

  91. Otto said

    Essa Suprema Corte é estranha; o dinheiro recebe tratamento nobre e as pessoas são tratadas como lixo. A facilidade com que os réus foram condenados, de qualquer maneira, sem provas, sem grandes debates, etc… é oposta a dificuldade que os magistrados estão tendo com a lavagem de dinheiro; aí tem debate, não conseguem chegar a um acordo… É, ministrada, aí o buraco é bem mais embaixo; dependendo do que V. Excias, arrumarem nesse quesito, vai ser uma grita geral, inclusive, bancas famosas, que até então estão mudas, vão sair a dar declarações até nos blogs sujos. Para quem andava muito preocupado com a corrupção, até ontem, parece que, hoje, a ministrada, acordou para a vida; ou seja, existe vida amiga, fora do banco dos réus e, além disso, um tiro errado aí, pode acertar a testa de alguns colegas que, até ontem, estavam arrotando moralidade.

  92. Edu said

    Otto,

    Por que se preocupar tanto com esses criminosos?

  93. Zbigniew said

    Caro Pax, #80,

    Os Ministros ao defenderem que a Teoria do Dominio do Fato e amplamente aplicada no pais para rebater aqueles que afirmam que o STF inovou, no meu sentir, só confirmam que o julgamento tornou-se uma exceção. E por que?

    Ora, se tal entendimento nao e estranho ao ordenamento juridico e de se perguntar por que só agora, com o julgamento do chamado mensalão do PT, o STF resolveu aplicar a tese? Observando-se que atual formação daquela Corte nao e tão diferente da dos últimos anos, e que a aplicação da teoria foi aprovada por uma ampla maioria dos componentes, por que o mensalão do PSDB foi fatiado e devolvido para instancias inferiores? Sera que so agora o senso de zelo tornou-se evidente e necessario? E nao se venha argumentar que circunstancias processuais assim determinaram! Ou que houve necessidade de maturacao da Corte (argumento que so confirmaria a inovacao). Ai e desdenhar da inteligencia alheia.

    Continuando, por que o Daniel Dantas, notoriamente envolvido em esquemas de corrupção política, principalmente durante o governo tucano, foi considerado digno de receber dois habeas corpus consecutivos, concedidos exatamente por um dos Ministros que defenderam a aplicação da tese ao caso: o Gilmar Mendes? (Alias, destaque-se um Ministro polemico, com algumas passagens envolvendo o Cachoeira e o Demostenes Torres). Será que liminares nao podem se dobrar aos indícios tão valorizados agora para confirmar a tese vencedora?

    E ainda, se a aplicação do Domínio do Fato e tao comum por que a dificuldade do STF em condenar criminalmente políticos? (até agora, nao e?).

    Nao e porque a aplicação da teoria e considerada por outras instancias do Judiciário que nao se pode afirmar que o STF inovou. Inovou sim! E pelo visto para enquadrar uma legenda e alcançar próceres de um partido, notadamente um ex-Presidente da Republica. E ainda, com um julgamento ESCANDALOSAMENTE coincidente com as eleições municipais. Sinceramente, isto e o que? Puro acaso?

    Pax, repito, no meu entendimento, e muito, mas muito difícil que as coisas tenham tomado esse rumo sem uma consertacao de bastidores. Entre num Tribunal, viva o seu dia-a-dia e vc saberá do que estou falando.

    Esclareço que o problema nao e de conteúdo (a teoria e bem interessante), embora tenho que no caso do Dirceu e do José Genoino houve uma forcacao no raciocínio para se chegar a novel aplicação, ainda mais quando o julgamento fica submetido a pressão dos meios de comunicação. O problema e de forma e aí o elemento político fica evidente. Quem acredita que uma Corte constitucional e meramente tecnica esta redondamente enganado.

  94. Michelle said

    Edu

    Suas observações tem sido ponderadas e inteligentes.
    Parabéns de novo. Obrigada pelo senhorita. Sou puta velha…mas não sou burra e tenho consciência de cidadania. De viver em comunidade. O fato de viver fora do Brasil há muitos anos ensinou-me, acredito, uma noção mais aprofundada de Democracia.

    Todos são iguais perante a lei e não admito a ninguém, nem operário nem bilionário, se considerar inocente após um julgamento justo e após intenso debate e assertividade como tem sido até agora o do Mensalão.
    A cúpula do PT, no Mensalão, atentou contra a Sociedade Brasileira. O PT (Lula) não foi eleito (nem pelos petistas) para tentar solapar a República.
    Sou cidadã e exijo respeito pelas instituições.
    Onde moro ai de quem colocar em dúvida decisões da Justiça. Conspurcar as sentenças do STF como se tivessem feitas num botequim partidário, é , do meu ponto de vista, jogar merda nos outros para tentar disfarçar o próprio cheiro.

    É o que os novos(?) dirigentes do partido estão fazendo. Liderados nada mais nada menos por um cara, o cara, que já foi Presidente da República…ex-representante máximo de todos os cidadãos, inclusive os da Oposição, mas que, ao que parece, nem percebeu a importância do seu papel na Sociedade.
    Aqueles que tem opinião própria e contrária devem ser massacrados. A elite (a Sociedade Consciente deve ser punida).
    Nada aprendeu, o ex-presidente. Continuou representando interesses partidários a qualquer custo. Afinal, disse o ex-presidente, o povo não está preocupado com o mensalão, apenas com o Palmeiras …
    Chamando indiretamente o povo de
    crianças inconsequentes que se preocupam apenas com futebol e não com os destinos do país.
    Defender criminosos já julgados e condenados pelo STF por um dia terem representado ideais juvenis e que depois se transformaram em mercadores do poder, é alguma coisa doentia.
    Tentaram mas não conseguiram golpear a República na patranha gigantesca comprovada no presente e agora se auto enunciam como “herois da resistência” é de uma sacanagem moral gigantesca.
    E tem gente como vc Otto, que deveria estar preocupado apenas com o Palmeiras, que entra nessa lorota gigantesca que é a Etica petista vigente, para tentar como já disse:
    jogar merda nos outros para tentar disfarçar o próprio cheiro.
    Saia dessa meu caro. Nossos descendentes merecem se preocupar com algo melhor do que com o futebol.

    Otto, pare de afirmar bobagens ditas por pessoas que não representam o seu próprio real interesse.
    Você como eu queremos o melhor para o Brasil.
    Não tenho dúvida.
    Livre pensar é só pensar como disse Vão Gogo.
    Sugestão: Otto vá tomar um banho, passe desodorante e comece a pensar.
    Lula, ZD e ZG estão usando vc meu caro como escada.
    Como militante burro. Vaca de Presépio.
    Ou não.
    E vá discutir futebol como lula recomenda deixando a Politica para pessoas mais conscientes.

    Antes tarde do que mais tarde ainda.

  95. Zbigniew said

    Agora, perguntem se a imprensa quer saber do mensalão do PSDB (principalmente quando em SP esta Haddad 48% x 37% Serra, segundo o IBOPE).

    “QUEM ESCONDEU O MENSALÃO MINEIRO.

    Por Ana Barbosa

    O novo tempo da Justiça: “O esconde, esconde”

    Do ministro Joaquim Barbosa ao Estadão:

    Mensalão tucano. O ministro Joaquim Barbosa também, relator do chamado mensalão tucano, afirmou ainda não haver previsão de quando a ação será julgada. O escândalo envolve o desvio de recursos para a campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

    Segundo ele, apesar de o caso ser mais antigo do que o mensalão ligado ao PT, conhecido em 2005, a denúncia só foi recebida pela Corte em 2009 – dois anos depois da ação atualmente em julgamento. “O mineiro só veio à tona por causa do processo que está sendo julgado. Ele estava escondido. Não há como ter tramitação idêntica”, disse.

    Como Barbosa assume a presidência do Supremo em novembro, a relatoria da ação será transferida a outro ministro, de acordo com o regimento da Corte.

    Tivéssemos mesmo num novo tempo aqueles que esconderam (está ouvindo Gurgel?) o mensalão mineiro deveriam ser punidos exemplarmente.

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,julgamento-do-mensalao-e-mar

    Agora, perguntem se a imprensa quer saber do mensalão mineiro? Tem incauto que acredita que no Brasil a Justiça inaugura um novo tempo. Então tá!”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/quem-escondeu-o-mensalao-mineiro

  96. Chesterton said

    Uma caixa de lenços para Otto.

  97. Jose Mario HRP said

    Ana Leocádia e Prof. Luizinho absolvidos, e dois ex deputados do PT e Anderson Adauto, ex min. dos Transportes em vias de…….
    Parece que a força do efeito mensalão vai ficando “menor”.
    O fato é que seu efeito na eleição paulistana é próximo de zero.
    Outra coisa fica patente:

    Que um tão esperado terceiro turno de 2010 já não é possivel.
    Destarte o voto cheio de indignação de Ayres Brito com a exótica citação a um “tenebroso projeto de poder” o que fica claro é que (até por conta das comemorações do Chest e da nossa querida moça Mi) com ou sem “projeto de poder” , as eleições de 2002.2006 e 2010 foram limpas, a oposição perdeu feio e tudo indica que mais 04 anos serão dados a Dilma e o uso de tribunal para forçar mudança de poder, falhou.

  98. Jose Mario HRP said

    Collor insiste nas denúncias mas porque a turma da moralidade não se engaja nessa campanha de Collor?

  99. Jose Mario HRP said

    A PALAVRA JUDICIALIZAÇÃO diz alguma coisa para nos populares?
    Bem já faz um tempinho que vem ocorrendo isso e não tenho visto ninguém falar desse novo fato.
    Os tribunais superiores se intrometendo (mais o STF) na seara do legislativo(principalmente do Congresso Nacional).
    E a democracia, o sufrágio popular e o mandato dado pelo povo?
    NADA!
    Caminhamos para uma ditadura judiciária?
    Seria bom pensar a respeito.
    Mas numa particularissima opinião, é hora e vez do Congresso dizer não a esse fenomeno.
    Quem sabe com uma emenda delimitando melhor as atribuições do STF, reforçando a independencia e a abrangencia do poder dos poderes?
    Nada de golpe, mas de impor a vontade popular de uma vez!

  100. Pax said

    Mas, caro HRP e demais,

    Qual a vontade popular?

    Chego a entender as razões de quem está condenado neste julgamento, sem que as aceite na totalidade, mas não me atreveria a dizer que a vontade popular está contrariada.

    Democracia é vontade da maioria.

    Confesso que nem tenho certeza se todos que votaram no PT estão tão incomodados assim. Chego ao ponto de questionar se este incômodo é majoritário até entre os filiados.

    Onde concordo em absoluto com as reclamações: que o julgamento da origem, da genética deste modelo e método, tenha o mesmíssimo tratamento deste caso 470.

    Muita gente reclamou do Ficha Limpa. Este blog sempre apoiou este projeto de lei, independente de suas dificuldades.

    Qual partido foi o mais barrado nestas eleições?

    Este movimento de contrariedade à corrupção, no meu achismo, tende a se fortalecer.

    Sugeriria um pouco de cautela porque muitas verdades surgirão neste caminho.

    Enviado via iPhone

  101. Otto said

    Pax, não é de fato estranho?

    Não vejo nenhum problema no fato do mineiro Marcos Valério ter assinado seu primeiro contrato com o Governo Federal (Ministério das Comunicações) quando o mineiro Pimenta da Veiga era ministro das Comunicações. Não vejo nada demais no fato de Pimenta da Veiga ter abandonado o ministério para coordenador a campanha presidencial de José Serra, em 2002. Mas acho meio estranho que em março de 2003 Marcos Valério e suas agências tenham depositado R$300.000,00 na conta do ex-ministro: ou seja, quem tinha a conta publicitária do ministério depositou grana na conta bancária do ex-ministro. Mas acho extremamente grave que o coordenador da campanha presidencial do Serra tenha tido um empréstimo no valor de R$152.000,00 avalizado por Marcos Valério – e pago pelo publicitário. As explicações do ex-ministro revelam que o empréstimo e os depósitos seriam referentes à consultoria de serviços advocatícios prestados de forma verbal, sem que sequer uma linha tenha sido escrita. E o Pimenta da Veiga, coordenador da campanha de Serra em 2002, contratante de Marcos Valério, contratado de Marcos Valério e, por último, mutuário de Marcos Valério, nem indiciado foi…

    (De um comentarista do Blog do Nassif)

    Leia mais no link http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/10/serra-se-atola-n

  102. Otto said

    MALUF ESTÁ COM HADDAD….

    MAS O MALUFISMO ESTÁ COM SERRA

    O senador Aloysio Nunes (PSDB) e o Cel. Paulo Telhada, vereador recém-eleito em São Paulo, durante caminhada de José Serra na capital. Eleito pelo PSDB, Telhada espelha parte dos ideiais do malufismo. Foto: Divulgação

    Paulo Maluf dispensa apresentação. Carisma à parte, representa uma das maiores aberrações da história da política brasileira e, em particular, de São Paulo. Faltou pouco para ser presidente. Segundo o então general Newton Cruz, cogitou até matar seu rival Tancredo Neves para isso à época (disse isso em entrevista àFolha de S. Paulo em 2000). Sua musculatura eleitoral teve fôlego até quase 20 anos depois do fim da ditadura que o expeliu.

    Paulo Maluf apoia Fernando Haddad, do PT, à prefeitura de São Paulo. Dono de uma filosofia de vida resistente na capital paulista (e também no interior), simbolicamente ele mais atrapalha que ajuda o petista. Devem ter sido poucos os malufistas históricos que toparam votar no ex-professor da USP neste 1º turno.

    Haddad estava interessado em outra coisa: o tempo de TV que o PP, partido de Maluf, acrescentou à coligação. Exposição na mídia é essencial para uma campanha vitoriosa. E o sistema de coalizão pede resultados: dane-se quem você é, eu quero o quanto você pode me dar.

    Posto isso, é necessário dizer: a herança malufista não está com o PT e nem está morta. Está com o PSDB, em sua maioria, mesmo que Celso Russomanno (PRB) também tenha beliscado parte deste público. Esta parece ser uma das confirmações das eleições municipais em 2012.

    O declínio acentuado de Paulo Maluf desde as eleições de 1998 dá a entender que as mentalidades rudimentares o apoiaram eram parte do passado. Me refiro ao sujeito que prefere um mandatário “que rouba, mas que faça” (Maluf não diz isso, mas seu eleitor diz), que entenda que os problemas da cidade são resolvidos com o dueto (I) construção de viadutos, pontes e avenidas (priorizando o transporte pessoal sempre) e (II) manutenção da ordem à base da força, com uma polícia que apela para a força bruta ao primeiro sinal de conflito, e da “Rota na Rua”, mesmo que a Rota tenha que atropelar absolutamente qualquer diretriz de direitos humanos (“bandido bom é bandido morto”). Embora o “rouba, mas faz” não faça parte do beabá tucano, o dueto de pensamentos aproximou o ideário de Maluf ao PSDB atual.

    Até 2004, o oposto do malufismo era o petismo. Ao mesmo tempo, a antítese pessoal de Paulo Maluf era Mario Covas. Desde a primeira eleição, porém, em que o PT e o PSDB polarizaram a disputa, em 2004, as viúvas eleitorais de Maluf parecem tem migrado para os tucanos aos poucos.

    Alguns fatos expressivos da gestão tucana no governo do estado, especialmente de 2010 para cá, são atitudes que orgulhariam Paulo Maluf: a invasão da PM ao assentamento do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), a truculência da PM no caso da invasão da reitoria na USP e o aumento de 45% das mortes causadas pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a Rota, em 2012. Esta última, inclusive, era desde 2011 comandada por Salvador Modesto Madia, réu na invasão do Carandiru há 20 anos — Madia foi escolhido a dedo pelo governador e depois caiu.

    Na capital, a dobradinha José Serra (PSDB)/Gilberto Kassab (PSD) não deixou por menos: 30 das 31 subprefeituras são comandadas por oficiais da PM. A cereja do bolo: o PSDB deu guarita à candidatura do Coronel Paulo Telhada, ex-chefe da Rota, famoso por incitar a violência em redes sociais, criticar organizações em prol dos direitos humanos e, mais recentemente, constranger um repórter da Folha de S.Paulo devido a reportagens que não lhe agradavam. As declarações mobilizaram outros agentes, que passaram a ameaçar o jornalista e o forçaram a fugir do País com sua família. Fugiu para se proteger da polícia. Enquanto isso, Telhada, que matou 36 suspeitos de crimes na carreira – todas as mortes foram em confronto e “dentro da lei” garante – era eleito o quinto vereador mais votado de São Paulo e declarou ter-se filiado ao PSDB por “lealdade a José Serra”.

    Lealdade prontamente reconhecida pelo candidato tucano à prefeitura. “(Telhada) Foi um homem muito competente, seguindo as orientações do governo: uma política firme que respeita os direitos humanos”, disse José Serra sobre ele após uma caminhada na zona oeste da capital, na quarta-feira 10, na companhia do Coronel.

    É triste constatar que o malufismo segue vivo, embora disfarçado com outras vestimentas e discursos oficiais. Isso certamente não estava nos planos de Mario Covas, um dos mais respeitáveis nomes que já governou a cidade e o estado de São Paulo.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/haddad-tem-maluf-mas-serra-abracou-o-malufismo

  103. Jose Mario HRP said

    Informações dão conta de que o PSDB foi o partido que mais perdeu prefeitos no bienio 2010/2011.(Osasco é um caso relevante)
    Quanto a não se saber se toda a totalidade dos que votaram no Lula e na Dilma estão ou não, aprovando o julgamento, só um detalhe, é necessário a consulta popular.
    Ela é o único meio plausível de saber, mas considero irrelevante no momento.
    O fato é que fora, e muito fora, esse julgamento, o STF vem andando e se intrometendo na seara do Congresso e , particularmente acredito que o Congresso poderia legislar para corrigir esse excesso do STF, sem essa de revanche ou virada de mesa.
    Só o respeito a indepencia dos poderes e o respeito as prerrogativas deles.

    Ressalto, independente do tal pro. 470.

  104. Patriarca da Paciência said

    “O ministro Luiz Fux discordou dos exemplos, lembrando que, no domínio do fato, é preciso ter intenção de cometer o crime.”

    Meu caro Pax,

    eu tinha uma boa impressão do ministro Fux, mas depois desta, realmente fiquei pasmo.

    Será que o ministros inha pleno conhecimento dos pensamentos e das intenções do José Dirceu?

    Realmente é de estarrecer!

  105. Patriarca da Paciência said

    Será que o ministro Fux tinha pleno conhecimento dos pensamentos e das intenções do José Dirceu?

    Realmente é de estarrecer!

  106. Patriarca da Paciência said

    “Onde moro ai de quem colocar em dúvida decisões da Justiça. Conspurcar as sentenças do STF como se tivessem feitas num botequim partidário, é , do meu ponto de vista, jogar merda nos outros para tentar disfarçar o próprio cheiro. ”

    O Reinaldinho Cabeção, ídolo da Michelle e mestre nesta história de jogar merda nos outros e tentar disfarçar o próprio cheiro, já escreveu centenas de textos, não só colocando em dúvida, mas criticando ironicamente e debochadamente das decisões do STF sobre a Lei da Ficha Limpa e das cotas universitárias.

  107. Otto said

    Julgamento do ‘mensalão’ no STF atira o país à insegurança jurídica

    A condenação do Supremo Tribunal Federal ao ex-ministro José Dirceu, entre outros réus na Ação Penal 470, lança o país à insegurança jurídica e transforma o julgamento do processo conhecido como ‘mensalão’ em uma peça política de fins duvidosos. Este é o consenso a que chegam dois dos mais prestigiados jornalistas brasileiros, de meios de comunicação antagônicos e donos de pontos de vista diversos. Tanto o colunista do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo Jânio de Freitas, quanto o editor do blog Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim, concordam que a falta de provas capitais, suficientes para se atirar uma pessoa às grades, transforma o Judiciário brasileiro em um pântano de incertezas e riscos. A opinião de ambos, no entanto, também é avalizada por consultas realizadas pelo Correio do Brasil a integrantes do Judiciário, entre eles juízes e desembargadores que, para não entrar no foco de um dos processos mais controversos da história brasileira, preferem guardar anonimato. Todos concordam, no entanto, que permanece a sensação de que a mais alta Corte de Justiça do país foi injusta, sectária e exerceu o seu papel distanciada das provas contidas nos autos.
    Em artigo publicado nesta quinta-feira, nas edições impressa e online da Folha, Jânio de Freitas afirma, categoricamente, que “as deduções em excesso para fundamentar votos, por falta de elementos objetivos, deixaram em várias argumentações um ar de meias verdades. Muito insatisfatório, quando se trata de processo penal, em que está implícita a possível destinação de uma pessoa à prisão”. Ainda segundo o articulista, “o ar de meias verdades que o Supremo esparge, a par de verdades provadas, volta ao seu plenário em alguma medida desagradável. O ministro Celso de Mello quis dar-lhe resposta técnica, como longo preâmbulo a seu curto voto condenatório. Não disponho de juristas alemães a citar também, nem me valeria de uma daquelas locuções romanas disponíveis nos bons dicionários. Logo, não ousaria contestar os doutos da corte suprema. Mas todos os mal preparados podem saber que a atribuição do valor de provas ao que seria, no máximo, indício significa nem mais nem menos do que falta de prova”.
    “Se há ou não há jurisprudência do Supremo para dar a indícios, na falta de poder mudar-lhes o nome, o valor de provas, não se altera esta realidade: indícios são sugestões, não são evidências, contrariamente ao que disse o ministro Celso de Mello. Indícios são, inclusive etimologicamente, indicações de possibilidades. Não são verdades. Nem mesmo certezas. No Brasil, o argumento da “insegurança jurídica” é brandido pelo “mercado” sempre que quer proteger privilégios. A consagração de indícios e deduções como provas, para condenações, é ameaça muito extensa. Ou seja, em muitos sentidos, instala insegurança jurídica verdadeira”, afirmou.
    Vale tudo
    Em comentário publicado nesta manhã, no blog Conversa Afiada, o jornalista Paulo Henrique Amorim também cita o ministro Celso de Melo em sua tentativa de convencer ao público de que a decisão do STF, para condenar à cadeia o ex-deputado José Dirceu sem uma prova cabal, seria legítima ou, no mínimo, amparada na Constituição. Celso de Mello, no encerramento da sessão desta quarta-feira, afirmou que os réus do mensalão agiram numa “agenda criminosa muito bem articulada”.
    – Há elementos probatórios e não importa se são indiciários, porque os indícios se qualificam também como prova penal – afirmou o magistrado. Segundo o decano, os indícios “são convergentes, se harmonizam entre si e não se repelem, e, portanto, não se desautorizam mutualmente”.
    “Uma catilinária. Uma peça política”, rebateu Amorim, que também qualificou o voto do ministro do Supremo, Ayres Britto, como um “delírio de outra natureza”. O apresentador do jornal noturno na Rede Record de TV explica:
    “Ele viu o Golpe. Deve ser o mesmo Golpe que seu antecessor naquela cadeira sinistra – a da Presidência do STF -, o Gilmar Dantas, outro impoluto acusador, viu quando o De Sanctis, o de Grandis e o Protógenes prenderam o impoluto Daniel Dantas. De fato, prender o Dantas e o Naji Nahas (outro símbolo da elite paulistana) foi um Golpe contra a elite!”. Tanto Mello quanto Britto, segundo Paulo Henrique Amorim, aproveitaram o fato de votar por ultimo para “se inocentar”.
    “Como votaram por último, a função, ali, era defender o Supremo da violação dos Direitos que a condenação do Dirceu perpetrou. Para absolver Collor de Mello, Celso de Mello não invocou o ‘domínio do fato’. E exigiu o ‘ato de ofício’. Agora, para condenar o Dirceu, se vale dos ‘… elementos probatórios e não importa se são indiciários…’. Vale tudo”, rebate o jornalista. E acrescentou:
    “Os votos derradeiros de Britto e Celso de Mello foram uma auto-defesa. Eles sabem que criaram um Monstro. De que se valerão como advogados, depois da aposentadoria. Viva o Brasil!”.
    Situação perigosa
    Em recente artigo publicado aqui no CdB, o editor-chefe do diário, jornalista Gilberto de Souza, já havia ouvido de integrantes do Judiciário que é alto o risco de o julgamento da AP 470 gerar situações insólitas no futuro. “Se a compra de votos de parlamentares transitar em julgado na mais alta Corte de Justiça do país, com base nos votos consignados por guardiões da Constituição brasileira para que consigam dormir à noite, amparados na experiência de vida de cada um, ou ainda por não ser possível não se saber de algo que não foi dito, nem provado, nas investigações ao longo de quase uma década, a possível prisão do ex-ministro José Dirceu será a menor das consequências. A maior delas estará no risco em que viveremos, todos, diante de uma Justiça que se baseia em conjecturas e condena por presunção”, afirmou.
    “A repercussão será devastadora se o Supremo materializar sem uma prova sequer, como constatou o revisor da AP 470, ministro Ricardo Lewandowski, os piores fantasmas da imaginária conspiração comunista mais barburda de que já se teve notícia, para perpetuar no poder o grupo liderado por aquele líder sindicalista, Luiz Inácio Lula da Silva, ligado aos ex-guerrilheiros Daniel e Luiza. É aí que começam as incongruências. Em primeiro lugar, os livros de História do Brasil precisarão contar que a tentativa do suposto esquema de financiamento da esquerda radical teve seu Joaquim Silvério dos Reis no ex-deputado de extrema direita Roberto Jefferson. Depois, que todas as votações na Câmara dos Deputados e no Senado, durante o período de vigência do esquema do ‘mensalão’, tiveram que ser anuladas por vício de origem, o que desmoralizará de forma indelével o Poder Legislativo nacional. E por último, embora não menos importante, nenhuma prova foi exigida no corpo do processo para que os réus seguissem às galés. O mais grave, porém, estará à frente, com o estabelecimento da jurisprudência”, concluiu o jornalista, sobre o julgamento no STF.

    http://correiodobrasil.com.br/julgamento-do-mensalao-no-stf-atira-o-pais-a-inseguranca-juridica/528460/#.UHgTqcXoQkg

  108. Otto said

    Muito bom este texto!

    INCONSOLÁVEL, ROSSI CHORAMINGA

    por Rodrigo Vianna

    É até covardia comparar Janio de Freitas a Clóvis Rossi. O segundo costumava ser um repórter até respeitado. Virou colunista, dado a obviedades. Com o passar do tempo, parecia querer agradar já não os leitores, mas os patrões. Agora, dizem-me que se refugiou numa coluna de temas internacionais. Mas dá seus pitacos, claro, sobre política brasileira.

    O jornalista Janio de Feritas é mais velho, mais contundente. Não parece disposto a agradar ninguém. Com o passar dos anos, feito os bons vinhos, tornou-se também mais consistente. Disposto a contrariar consensos que dominam a velha mídia.

    Por que falo dos dois? Recebi de um amigo apelo para que lesse os artigos de Janio e Rossi, que a “Folha” (diário conservador paulistano, com linha editorial próxima ao tucanato) publica nessa quinta-feira (11 de outubro).

    Os dois tratam do “Mensalão”. Janio de Freitas, sem negar os fatos, preocupa-se com a decisão da Suprema Corte brasileira, de mandar a jurisprudência e as provas às favas. No STF, condenou-se na base de indícios…. Vejam o que diz o decano jornalista:

    “As deduções em excesso para fundamentar votos, por falta de elementos objetivos, deixaram em várias argumentações um ar de meias verdades. Muito insatisfatório, quando se trata de processo penal, em que está implícita a possível destinação de uma pessoa à prisão (…) “Não disponho de juristas alemães a citar também, nem me valeria de uma daquelas locuções romanas disponíveis nos bons dicionários. Logo, não ousaria contestar os doutos da corte suprema. Mas todos os mal preparados podem saber que a atribuição do valor de provas ao que seria, no máximo, indício significa nem mais nem menos do que falta de prova.”

    Em suma, diz Janio de Freitas, na “Folha”: condenou-se sem provas. E ele diz mais:

    “Indícios são, inclusive etimologicamente, indicações de possibilidades. Não são verdades. Nem mesmo certezas. No Brasil, o argumento da “insegurança jurídica” é brandido pelo “mercado” sempre que quer proteger privilégios. A consagração de indícios e deduções como provas, para condenações, é ameaça muito extensa. Ou seja, em muitos sentidos, instala insegurança jurídica verdadeira.”

    Rossi vai por outro caminho. Parece regojizar-se com as condenações sem provas, que alguns (com razão) chamam de golpe. Rossi dá ao artigo o seguinte título: “Não era golpe, eram fatos”.

    Ok. Acontece que Rossi não tem coragem de defender sozinho sua tese. Não traz em seu socorro juristas alemães, mas “a mídia internacional” que, segundo ele, desmascarou a “teoria da conspiração golpista que blogueiros, a mídia e intelectuais chapa-branca inventaram safadamente”. Rossi busca socorro em quais jornais? “El País”, “Financial Times”… Até aí, nada demais. Rossi nos últimos anos se transformou em “copydesk” de imprensa estrangeira. É um direito dele. E um direito legítimo da “Folha” gastar papel com quem faz “control-C” e “control-V”.

    Não é curioso que a “mídia nacional” não baste? Ele precisa de socorro externo, feito FHC quando o Brasil quebrou em 99? A “mídia nacional” é suspeita? Parece que sim.

    Mas o que espanta é outra coisa. Para mostrar que até gente próxima ao PT concorda com o caminho escolhido pelo STF, ele afirma que muitos fizeram do julgamento uma catarse, e conclui: “Catarse que, de certa forma, faz o ator Odilon Wagner, petista de toda a vida, para quem o julgamento foi exemplar”.

    Peraí. Odilon Wagner é petista de vida inteira? Mas ele não foi apoiador de Serra e dos tucanos nas últimas campanhas? Parece que foi petista no passado. Mas Odilon Wagner aparece na brilhante lista de “artistas e intelectuais” que prestam apoio a Serra, na atual eleição em São Paulo. Vejam o que diz o G-1:

    “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso encontrou o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em um evento para intelectuais na tarde desta terça-feira (18). O encontro ocorreu em uma sala do cinema Reserva Cultural, na Avenida Paulista, e reuniu artistas e acadêmicos, entre eles Agnaldo Timóteo, Bruna Lombardi, João Grandino Rodas, Celso Lafer e Odilon Wagner.”

    Certamente, há petistas que concordam com o julgamento no STF. Rossi não precisava recorrer a um apoiador de Serra para “provar” sua tese.

    Chamar Agnaldo Timóteo e Bruna Lombardi de “intelectuais” é uma ironia (certamente, involuntária, por parte do G-1 da Globo). Chamar Odilon Wagner de “petista de toda a vida”, a essa altura, é simplesmente mentiroso. Rossi precisa buscar doutores alemães para socorrê-lo. Do contrário, pode virar um Agnaldo Timóteo do jornalismo.

    P.S.: advinhem para qual artigo a “Folha” deu chamada na capa? Janio ou Rossi?

    P.S 2: diz-me um amigo que Rossi pode estar tão agressivo por causa do resultado eleitoral que se avizinha em São Paulo; o jornalista teria, através de sua família, ligações com certas correntes políticas. Fato que até o fechamento dessa edição não pode ser comprovado, mas também não pode ser descartado.

    http://www.rodrigovianna.com.br/geral/16034.html#more-16034

  109. Jose Mario HRP said

    Otto, não só o Rossi está apavorado, mas muita gente na minha família e nos tradicionais nichos conservadores em Sampa.
    O clima em certas áreas de São paulo capital é o mesmo que respiravamos quando da véspera do segundo turno entre Lula e Collor!
    Choramingos, comunistas que comem criancinhas e outros bichos.
    Não sei se o Haddad leva, mas que se prepare e ouça bem a Erundina e a Marta, pois não vai poder errar, ou será a reedição dos mandatos das duas citadas.

  110. Otto said

    Jose Mario, o Haddad leva esta. Duas semanas é muito pouco para uma virada.
    Lembra que antigamente o segundo turno era em 15 de novembro?
    Ele foi antecipado nos tempos de FHC justamente pra beneficiá-lo – pra não haver virada quando ele era o candidato a reeleição.
    Agora até isto se volta contra os demotucanos,

  111. Otto said

    EXTRA! EXTRA!

    Vitória de Haddad anulará maior conspiração política desde 1964

    Quem tem olhos, cérebro e alma sabe que o julgamento do mensalão decorre de uma conspiração política que só encontra paralelo na história recente do Brasil na conspiração que levou ao golpe militar de 1964. Essa fina flor do reacionarismo de ultradireita que reúne imprensa, Judiciário e setores do Legislativo apostou tudo nesse processo.

    As eleições municipais de 2012, no primeiro turno, frustraram à larga os anseios dos que apostaram no julgamento do mensalão para destruir politicamente o Partido dos Trabalhadores. E, apesar de toda a campanha massacrante que reuniu o maior aparato publicitário já formado em torno de um fato político, ela foi um fiasco.

    O PT cresceu fortemente nas eleições de 7 de outubro. E, como se não bastasse, tornou-se o partido mais votado do país, com mais de 17 milhões de votos para prefeito e vereador.

    Agora, no segundo turno, porém, o fracasso reacionário pode adquirir proporções dramáticas. Está para ocorrer a tomada do ultimo bastião da direita no Brasil, a cidadela do conservadorismo nacional, São Paulo, que está prestes a cair diante do força avassaladora de um projeto progressista que mudou o país para sempre.

    Confesso a você, leitor, que, no início, cheguei a duvidar das possibilidades de o novo “poste” de Lula obter êxito em uma cidade como São Paulo, cidade que tem o povo mais despolitizado de todo o país e que se deixa influenciar como nenhuma outra por panfletos de ultradireita como Veja, Folha de São Paulo e Estadão, sem falar na Globo.

    Mais uma vez, o ex-presidente mostrou por que chegou aonde chegou na política tendo partido da miséria do sertão nordestino. Lula enxerga o jogo político lá longe, como se estivesse ao seu lado. Poucos acreditavam em sua visão de que Fernando Haddad é, basicamente, o que São Paulo quer.

    A direita midiática, com todos os seus recursos, com todos os seus institutos de pesquisa de opinião, com suas televisões, com seus jornais e com seus bilhões de dólares não foi capaz de perceber o esgotamento da paciência do paulistano com a embromação demo-tucana. Ou sequer a intensidade do sofrimento de São Paulo.

    As pesquisas mostram larga vantagem de Haddad sobre José Serra, o bibelô da ultradireita brasileira. E, obviamente, a máquina de difamação demo-tucano-midiática já começa a se levantar. Nesta sexta mesmo, o panfleto mais servil a Serra, a Folha de São Paulo, ao lado da notícia sobre a disparada do petista na pesquisa Ibope já faz denúncia contra ele.

    Serra e a mídia ultraconservadora estarem acuados é sinônimo de qualquer coisa que se possa imaginar em termos de baixaria, de golpes eleitorais. As portas do inferno irão se abrir contra Haddad. Família, biografia, tudo será alvo da fúria nazista desse grupo político criminoso, golpista, imoral.

    Todavia, a vitória de Haddad tem chances muito boas de se materializar. Todos sabem que haverá uma campanha de desmoralização contra ele. Aliás, que maior campanha de desmoralização pode haver do que a farsa em curso no STF? Mas está funcionando? Não, claro que não. Dúzias de cientistas políticos dizem que não está funcionando.

    A vitória de Haddad, além de tudo, produzirá uma nova e poderosa liderança política. O professor com pinta de galã certamente tem uma promissora carreira política pela frente. Haddad tem cara de presidente da República ou não tem? Só não pode cair no erro de Serra e abandonar o mandato no meio, caso seja eleito prefeito neste ano.

    O xis da questão, porém, é que a eleição de Haddad como prefeito de São Paulo tornará negativo um efeito político zero que a direita midiática obteve com a farsa do julgamento do mensalão. Além de não conseguir nada a mais, essa direita ainda irá perder sua fortaleza política, São Paulo. Fracasso maior seria impossível.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/10/vitoria-de-haddad-anulara-maior-conspiracao-politica-desde-1964-2/

  112. Jose Mario HRP said

    Sobre esse artigo postado pelo Otto, a análise enxuta e elegante mostrando que antes de mais nada Lula já é vitorioso pois conseguiu fazer florir essa candidatura, que parece óbvia hoje, como a cara de vencedora, mas que dois meses atrás era um grande salto no escuro.
    O menino que jogava nos clubes da colonia sirio libanes até de não ser paulista foi acusado, lembraram do Enem(como se não tivesse sido ele que implementou o uso regular do exame na avaliação para se obter uma vaga nas diversas universidades), lembraram que ele era um desconhecido.
    Enfim procuraram e não encontraram.
    E portanto não vão lembrar de mais nada pois Haddad é ficha limpa, basta avaliar sua rejeição num cenário em que tratamos com paulistanos e seus regionalismos e preconceitos grosseiros.
    Tem tudo para , se não polemizar na administração(Marta e Erundina, e seus egos inflados), ser poderoso carro chefe para a reeleição de Dilma.

  113. Chesterton said

    HRP, presta atenção: nada que envolve o PT é limpo.

  114. Chesterton said

    Democracia é vontade da maioria.

    chest- não, Pax, é o Estado de Direito.

  115. Chesterton said

    Será que o ministros tinha pleno conhecimento dos pensamentos e das intenções do José Dirceu?

    chest- O Brasil inteiro sabe.

  116. Chesterton said

    Todo mundo acredita em José Dirceu e ele dá o recado…

  117. Chesterton said

    FRIDAY, OCTOBER 12, 2012

    Mais um Criminoso Petista Condenado Pela Justiça
    Justiça condena Lindbergh por improbidade administrativa. A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou o senador Lindbergh Farias (PT, foto abaixo) por improbidade administrativa e suspendeu por cinco anos os seus direitos políticos. A decisão só passa a valer, no entanto, se todos os recursos impetrados pela defesa do senador forem rejeitados pela Justiça.
    POSTED BY SELVA BRASILIS AT 2:35 PM

  118. Pax said

    Off:

    Em POA. Deveria ter vindo de moto, carro, carroça ou barco.

    A ANAC tá um lixo.

    Quem dera houvesse uma devassa em todas as Agências Regulatórias.

    Será que voariam corruptos para todos os lados?

  119. Chesterton said

    TCU pega Haddad: MEC usou “laranjas” em contrato de R$ 42,6 milhões.
    Uma investigação conduzida por auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou indícios de fraude numa licitação aberta na gestão de Fernando Haddad no MEC (Ministério da Educação) para reforçar a área de informática e aumentar a segurança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os auditores acharam indícios de que houve conluio entre empresas participantes da licitação, uso de documentos falsos, pagamentos irregulares e superfaturamento. As conclusões ainda não foram ao plenário do TCU.

    Haddad, que deixou o MEC para ser o candidato do PT a prefeito de São Paulo neste ano, disse várias vezes durante a campanha eleitoral que jamais alguém apontou desvios de natureza ética em sua gestão como ministro. Em entrevista à TV Bandeirantes um dia depois do primeiro turno das eleições, por exemplo, Haddad disse que conduziu o ministério por seis anos “sem nenhum reparo a minha conduta, nem dos meus auxiliares”.

    Após o vazamento da prova do Enem em 2009 e outros problemas constatados, o Inep, instituto ligado ao MEC e responsável pelo Enem, defendeu a contratação de um conjunto de empresas para atuar na proteção contra “ataques ou incidentes de segurança”. A Folha teve acesso à primeira fase da investigação sigilosa do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre essa licitação. O valor dos seis lotes chegou a R$ 42,6 milhões, divididos entre quatro empresas vencedoras: DNA Soluções, Jeta, Monal e Ata.

    Em 2011, após reportagens do jornal “Correio Braziliense” sobre suspeitas de uso de laranjas pelas vencedoras, o MEC chegou a dizer que cancelaria o contrato, o que não ocorreu. Duas das quatro empresas, a DNA e a Ata, receberam R$ 5,7 milhões. Segundo o entendimento dos auditores, há indícios de fraude já na redação do edital de licitação, com suspeita de direcionamento para determinadas marcas de produtos.

    Eles também apontam sobrepreço em algumas das compras. O sobrepreço teria ocorrido porque o Inep, segundo os peritos, não detalhou suficientemente os valores médios de mercado usados como referência para evitar superfaturamento. O texto questiona “especialmente” os itens cuja aquisição ocorreria neste ano. As discrepâncias serão relatadas ao plenário do TCU quando a varredura estiver completa.

    Os auditores também viram falha do Inep na análise da documentação apresentada pelos vencedores da licitação. Exemplo: a Monal apresentou atestado falsificado de capacidade técnica. A investigação apontou ainda que era fictícia uma das propostas perdedoras, o que foi confirmado pela empresa Gestão Inteligência, e identificou que a DNA recebeu um repasse extra de R$ 258 mil, embora o contrato proibisse pagamentos adicionais. O TCU pediu explicações ao Inep, mas as respostas foram consideradas “insuficientes”.(Folha de São Paulo)

    chest- não muda de assunto, pax.

  120. Pax said

    O assunto nao é corrupção?

    Achei que fosse.

    =)

    Enviado via iPhone

  121. Patriarca da Paciência said

    Por José Genoino Neto

    Eles passarão, eu passarinho.
    Mário Quintana

    Dizem, no Brasil, que as decisões do Supremo Tribunal Federal não se discutem, apenas são cumpridas. Devem ser assumidas, portanto, como verdades irrefutáveis. Discordo. Reservo-me o direito de discutir, aberta e democraticamente com todos os cidadãos do meu país, a sentença que me foi imposta e que serei obrigado a cumprir.

    Estou indignado. Uma injustiça monumental foi cometida!

    A Corte errou. A Corte foi, sobretudo, injusta. Condenou um inocente. Condenou-me sem provas. Com efeito, baseada na teoria do domínio funcional do fato, que, nessas paragens de teorias mal-digeridas, se transformou na tirania da hipótese pré-estabelecida, construiu-se uma acusação escabrosa que pôde prescindir de evidências, testemunhas e provas.

    Sem provas para me condenar, basearam-se na circunstância de eu ter sido presidente do PT. Isso é o suficiente? É o suficiente para fazerem tabula rasa de todo uma vida dedicada, com grande sacrifício pessoal, à causa da democracia e a um projeto político que vem libertando o Brasil da desigualdade e da injustiça.

    Pouco importa se não houve compra de votos. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de “provar” o que não houve. Pouco importa se eu não cuidava das questões financeiras do partido. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de afirmar o contrário. Pouco importa se, após mais de 40 anos de política, o meu patrimônio pessoal continua o de um modesto cidadão de classe média. Esta tirania afirma, contra todas as evidências, que não posso ser probo.

    Nesse julgamento, transformaram ficção em realidade. Quanto maior a posição do sujeito na estrutura do poder, maior sua culpa. Se o indivíduo tinha uma posição de destaque, ele tinha de ter conhecimento do suposto crime e condições de encobrir evidências e provas. Portanto, quanto menos provas e evidências contra ele, maior é a determinação de condená-lo. Trata-se de uma brutal inversão dos valores básicos da Justiça e de uma criminalização da política.

    Esse julgamento ocorre em meio a uma diuturna e sistemática campanha de ódio contra o meu partido e contra um projeto político exitoso, que incomoda setores reacionários incrustados em parcelas dos meios de comunicação, do sistema de justiça e das forças políticas que nunca aceitaram a nossa vitória. Nessas condições, como ter um julgamento justo e isento? Como esperar um julgamento sereno, no momento em que juízes são pautados por comentaristas políticos?

    Além de fazer coincidir matematicamente o julgamento com as eleições.

    Mas não se enganem. Na realidade, a minha condenação é a tentativa de condenar todo um partido, todo um projeto político que vem mudando, para melhor, o Brasil. Sobretudo para os que mais precisam.

    Mas eles fracassarão. O julgamento da população sempre nos favorecerá, pois ela sabe reconhecer quem trabalha por seus justos interesses. Ela também sabe reconhecer a hipocrisia dos moralistas de ocasião.

    Retiro-me do governo com a consciência dos inocentes. Não me envergonho de nada. Continuarei a lutar com todas as minhas forças por um Brasil melhor, mais justo e soberano, como sempre fiz.

    Essa é a história dos apaixonados pelo Brasil que decidiram, em plena ditadura, fundar um partido que se propôs a mudar o país, vencendo o medo. E conseguiram. E, para desgosto de alguns, conseguirão. Sempre.

    São Paulo, 10 de outubro de 2012

    José Genoino Neto

    Leia mais em: O Esquerdopata
    Under Creative Commons License: Attribution

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/10/carta-aberta-ao-brasil.html

  122. Otto said

    A Democracia em Risco

    Por Marcos Coimbra, na CartaCapital

    Enquanto a democracia brasileira dá mais uma mostra de saúde, com as belas eleições do domingo 7, uma tempestade se arma contra ela. É bom estarmos prevenidos, pois seus efeitos podem ser graves.

    Faz tempo que uma doença atinge nossas instituições. Os especialistas a chama de judicialização.

    A palavra não existia até há pouco. Mas teve de ser criada, pois um fenômeno novo e relevante surgiu e precisava ser batizado.

    Designa a hipertrofia do judiciário e sua invasão das atribuições dos demais Poderes. A judicialização acontece quando esse poder submete, ou quer submeter, o Legislativo e o Executivo.

    No mundo de hoje, é mais comum que o Executivo seja a ameaça. As queixas são generalizadas contra a perda de funções do Legislativo, subtraídas por seu crescimento desmesurado. Administrações cada vez mais complexas e burocratizadas, que atuam como se estivessem em campo oposto aos parlamentos, são regra e não exceção.

    O que estamos presenciando é outro fenômeno. A “judicialização” nada tem a ver com as tensões tradicionais e necessárias que existem entre os Poderes.

    Na democracia, a fonte da legitimidade do Executivo e do Legislativo é a mesma: o voto popular. O primeiro reflete a maioria, o segundo, a diversidade, pois nele todas as minorias relevantes podem se expressar.

    O Judiciário é diferente, por ser o único poder cujos integrantes são profissionais de carreira e não representam ninguém. E é especialmente grave o risco de que invada a esfera dos outros. De que queira subordiná-los ao que seus titulares eventuais, na ausência de um mandato popular autêntico, supõem ser o interesse coletivo.

    O julgamento do “mensalão” tem sido o mais agudo exemplo da judicialização que acomete nossas instituições.

    Já tínhamos tido outros, um de consequências nefastas nas questões de fundo suscitadas pelo episódio do mensalão. A ploriferação artificial de partidos, encorajada por uma legislação que há muito precisa ser revista, foi limitada por lei emanada do

    Congresso Nacional, que a Presidência da República sancionou. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) a restaurou.

    Em nome de um “democratismo”, manteve normas que complicam o voto para o eleitor e dificultam a formação de maiorias parlamentares menos voláteis, problema que todos os presidentes enfrentaram e enfrentam.

    Isso é, porém, café pequeno perante o que estamos vendo desde o início do julgamento.

    Sem que tenha recebido da sociedade mandato legítimo, o STF resolveu fazer, à sua maneira, o que entende ser o “saneamento” da política brasileira. Ao julgar o mensalão, pretende fixar o que o sistema político pode fazer e como.

    Imbuído da missão autoatribuída, faz o que quer com as leis. Umas ignora, em outras inova. Alarga-lhes ou encurta o alcance conforme a situação. Parece achar que os fins a que se propõe são tão nobres que qualquer meio é válido.

    O problema desse projeto é o de todos que não obedecem ao princípio da representação. É o que esses ministros querem.

    São 11 cidadãos (agora dez) com certeza capazes em sua área de atuação. Mas isso não os qualifica a desempenhar o papel que assumem.

    Pelo que revelam em seus votos e entrevistas, conhecem mal a matéria. Falta-lhes informação histórica e têm pouca familiaridade com ela. Pensam a política com as noções de senso comum, com preconceitos e generalizações indevidas.

    Acreditam que a democracia deve ser tutelada, pois o povo precisaria da “proteção”de uma elite de “homens de bem”.

    Acham-se a expressão mais alta da moralidade, que vão “limpar” a política e dela expulsar os “sujos”. Estão errados.

    Mas não é isso o que mais preocupa. Ainda que fossem dez ministros com notável conhecimento, ótimas idéias e nenhuma pretensão, que delegação teriam?

    Na democracia, quem quer falar pelo povo tem um caminho: apresentar-se, defender o que pensa e obter um mandato.

    Fora disso, não há regras. Generais já se acharam melhores que os políticos, mais “puros”. Como os juízes de hoje, os generais estavam preparados e eram patriotas. Desconfiavam dos políticos. Viam-se como expressão da sociedade. Liam na grande mídia que “precisavam responder aos anseios do País” e moralizar a política. Tinham um deles para pôr no poder.

    O final daquele filme é conhecido. E o de agora?

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/marcos-coimbra-stf-invade-atribuicoes-dos-demais-poderes.html

  123. Chesterton said

    Pax, leia o título do post.
    Agora é LULA! (em cana).

  124. Michelle said

    atendendo a pedidos…hehehe

    Dilma em SP para reunião com Lula com o dinheiro do contribuinte: é o mensalão por outros meios

    O deslocamento do presidente da República de um estado para outro custa muitos milhares de reais a mais do que a Presidência já consome normalmente. Pois bem! Dilma Rousseff se deslocou anteontem para São Paulo, com todo o séquito. Segundo a assessoria de Imprensa do Palácio do Planalto, cuidava de uma “agenda privada”. Não deixava de ser uma informação correta. A chefe do Executivo veio se encontrar com o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que, salvo engano, não exerce mais cargo nenhum no país. Ficaram fechados por longas quatro horas no escritório da Presidência na capital paulista. Participaram da reunião os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), além de Marco Aurélio Garcia, assessor especial.

    Todas essas pessoas, exceção feita a Lula, têm gabinetes em Brasília. Carvalho trabalha no mesmo prédio em que Dilma dá expediente. Os outros podem se deslocar a pé para o Palácio do Planalto. O que se viu, então, foi o gabinete presidencial se deslocando de Brasília para o encontro com aquele que se pretende — e, como tal, é tratado ainda — condestável da República. Dilma deixou seus afazeres de presidente para cuidar da disputa eleitoral na cidade. Isso dá uma medida da importância que tem para o PT — e para o Apedeuta em particular — a eventual eleição de Fernando Haddad, especialmente depois que Recife derrotou o Babalorixá de Banânia, e Belo Horizonte, a própria presidente da República.

    Bastaram dois anos e uma eleição para que Dilma demonstrasse que, se preciso, perde a linha sem medo de ser feliz. Já nomeou uma ministra de Estado (Marta Suplicy, da Cultura) para estimulá-la a ingressar na campanha de Haddad. Agora, Gabriel Chalita já recebeu a promessa de um assento na Esplanada dos Ministérios para fechar acordo com o candidato petista à Prefeitura.

    Como se vê, trata-se do uso escancarado da máquina pública em favor do candidato do partido. A nova fantasia do PT — ainda voltarei ao assunto em outro post — é a de que uma vitória na maior cidade do país seria a evidência de que a população não está nem aí para o mensalão. Nunca estive entre aqueles que acreditavam que o escândalo pudesse fulminar o PT. Irrelevante certamente não é, e isso não está ainda quantificado — nem mesmo qualificado. De todo modo, uma coisa é certa: as urnas não absolvem o que — e os que — o STF condenou. A corte, por intermédio dos seus ministros, já caracterizou devidamente o que foi o mensalão: uma tentativa de golpe nas instituições republicanas.

    Ora, o que foi o mensalão? O emprego de recursos públicos, por meio de uma engenharia criminosa, para tornar irrelevante a própria democracia. Tratou-se de um processo de privatização do estado em benefício de um partido e de um projeto de poder. Pois bem: quando Dilma nomeia uma ministra de Estado e promete nomear outro para tentar eleger seu candidato, faz o quê? Quando recebe em gabinete oficial — e o escritório da Presidência em São Paulo é… a Presidência! — um grupo para tratar de assunto exclusivamente partidário, faz o quê? Quando mobiliza para tanto a máquina que garante o seu deslocamento, faz o quê?

    Respondo: privatiza recursos públicos em favor de um candidato! Isso, minhas caras, meus caros, é só o espírito do mensalão se manifestando por outros meios. E o julgamento no Supremo ainda nem acabou. Não tem jeito. São quem são e têm uma natureza. E é da natureza dessa gente não aprender nada nem esquecer nada.
    Por Reinaldo Azevedo

  125. Chesterton said

  126. Otto said

    Do Blog do Mello:

    Dizer que dinheiro de um partido para outro é corrupção ou compra de votos é ignorar completamente como são feitas as campanhas políticas no Brasil. Coligações oficiais ou oficiosas incluem trabalho, agenciamento de cabos eleitorais e financiamento direto ou indireto (via seus apoiadores – empresários, empreiteiros, lobistas – oficiais ou oficiosos) às campanhas visando objetivo imediato ou futuro.

    Por exemplo, um deputado estadual ajuda campanhas de candidatos a vereador e a prefeito com o objetivo de que eles o apoiem dois anos adiante em sua reeleição a estadual, ou numa possível eleição a federal, governador, senador ou presidente.

    Quando um partido se coliga a outro, recebe horário eleitoral do partido e, em troca, oferece material de campanha, verba, prestígio.

    É assim que funciona em todo o Brasil, em todas as eleições.

    Muitos empresários só fazem doações “por fora”, dinheiro geralmente sonegado por eles em alguns dos muitos artifícios legais (às vezes também ilegais) que a legislação brasileira oferece.

    Todo mundo sabe disso.

    Mas, pelo visto, todo mundo, vírgula, menos os ministros do STF.

    Por isso, a sugestão do título desta postagem. Que os ministros desçam do pedestal em que se colocaram e procurem ver como são as eleições, na prática, no Brasil brasileiro e verdadeiro.

    Poderiam, como sugeri, começar com a cidade de Diamantino, no Mato Grosso, terra natal de um deles, o ministro Gilmar Mendes.

    Lá, não há só caixa 2 e coligações partidárias, mas burlas à legislação, compra de votos e ameaças de morte, todas feitas, segundo acusações e processos na Justiça, pela família do ministro Mendes.

    Podem começar por aqui:

    Gilmar Mendes, o que tem a dizer sobre o prefeito eleito de sua cidade natal, que afirma que seu irmão o ameaçou de morte?
    Prefeito rival da família de Gilmar Mendes é cassado em Diamantino
    Irmão de Gilmar Mendes é condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos. Será que poder de Gilmar subiu no telhado?

    Boa leitura. Mandem também passar um pente fino e vejam como Universidade de Direito da família Mendes conseguiu aval do MEC, mesmo com voto contra da OAB. Como também, contrariando a legislação, Gilmar Mendes é nome de rua em Diamantino.

  127. Pax said

    Bá Chesterton, velho e bom Chesterton (aqui em Capão o termo se aplica),

    Agora tu acusas o Obama?

    =)

    Enviado via iPhone

  128. Otto said

    Chesterton (que tem como nick o nome desse escritor britânico carola) é o representante didático do golpismo aqui no blog.

  129. Chesterton said

    eu nunca imaginei a hipótese de um presidente americano pior que o carter.

  130. Pax said

    Realmente, o Bush Jr é o ídolo dessa rapaziada.

    Data vênia me permito a discordância, Chesterton, velho e bom Chesterton.

    O Romney capaz de ser ainda pior que o baby Bush.

    Mas, vá lá, vc tem todo direito às tuas escolhas. A mim cabe respeita-las.

    Sem que me furte, tb, a lamentar.

    Enviado via iPhone

  131. Pax said

    Mas q o Obama foi mal no debate é inegável. Tive a pachorra de acompanhar.

    Enviado via iPhone

  132. Chesterton said

    o Romney nunca foi presidente dos EUA, claro, a culpa é sempre do jorgibuxi….

  133. Chesterton said

    Direto ao PontoHistória em ImagensEntrevistaBaú de PresidentesSanatório GeralO País quer SaberHomem Sem VisãoFeira Livre
    12/10/2012 às 13:29 \ Direto ao Ponto
    Mostra de Caravaggio no Palácio do Planalto: Dilma Rousseff, crítica búlgara, analisa o mestre do claro-escuro com uma visão inédita e complexa: “Ele é, sem sombra de dúvida, um grande pintor”

    CELSO ARNALDO ARAÚJO

    A expertise da presidente como monitora de artes já tinha sido demonstrada na visita da finada Hebe ao Palácio do Alvorada – durante a qual, por muito pouco, ela não convocou o Inspetor Clouseau para investigar o súbito aparecimento do nome de uma certa Elenira num quadro da pintora Djanira ali exposto.

    Ok, qualquer um pode tomar Djanira como Elenira ─ esta nunca existiu, a não ser na leitura apressada de Dilma, mas Djanira não é inconfundível. Agora estamos falando de Caravaggio, Michelangelo Merisi da Caravaggio, patrimônio da humanidade, membro do olimpo supremo de pintores de todas as eras, criador de estilo absolutamente próprio, revolucionário a seu tempo e para sempre.

    Em cooperação com o governo da Itália, seis telas de Caravaggio, depois de expostas com grande sucesso em São Paulo e Belo Horizonte, agora fazem escala em Brasília ─ mais precisamente no Palácio do Planalto. E não é para menos: a anfitriã, detentora de uma alentada penacoteca ─ uma pinacoteca num pendrive ─ se diz caravaggista de carteirinha. Coube a ela, é claro, inaugurar a mostra, aberta ao público até domingo, dia 14.

    Esperem: entre os presentes não está Carlinhos Brown? Sim, Caravaggio é do timbau. É a ele que Dilma se dirige, inicialmente:
    “Sabe, Carlinhos, eu tô muito feliz de te receber aqui. Uma exposição dessa ela…”

    Pausa. Construções sintáticas como “uma exposição dessa ela” já estão a merecer uma “instalação de dilmês” no Museu da Língua Portuguesa. Sigamos.

    “Uma exposição dessa ela exige certos cuidados. Nós vamos ver seis obras de um grande, mas um dos maiores pintores, é, não só, que a Itália deu pro mundo”.

    É a primeira vez que vêm à tona, no discurso de inauguração, as únicas três coisas que Dilma sabe dizer sobre Caravaggio: ele não só é um grande, mas um dos maiores pintores; e veio da Itália. Isso será repetido logo diante, para não deixar dúvidas e esgotar o assunto.

    Mas por que Caravaggio no Planalto? É fácil explicar ─ menos para Dilma:
    “Eu queria dizê que pra mim é um momento especial porque nós estamos aqui numa obra moderna, original, que é o Palácio do Planalto. E ao mesmo tempo estamos recebendo seis telas dum dos maiores pintores”.

    Hum. Certamente terá a fã número 1 de Caravaggio tentado estabelecer uma dicotomia temporal entre a obra contemporânea do mestre Niemeyer e as seculares, do mestre italiano. Uma espécie de “chiaroescuro” entre dois momentos da história das manifestações artísticas humanas. Sabe um quadro de Velázquez no Masp da Avenida Paulista? De nada, presidente. Mas esse “estamos aqui” e “ao mesmo tempo” ficou muito esquisito.

    Já está achando que Dilma entende tanto de Caravaggio quanto Carlinhos Brown? Você se surpreenderá ao ouvir a porção Robert Hughes da presidente, desafiando até o state-of-the-art da história da arte:
    “Que tem gente que diz que (Caravaggio) é do barroco. E eu, pessoalmente, acho que ele é maneirista”.

    Hum, hum. Esse “é do barroco” já soa como a versão barraco de quem não sabe o que é ser barroco. E o “gente que diz” inclui aí os maiores críticos de arte do mundo. Bem, se Dilma não quer que Caravaggio seja barroco, azar dos barrocos e de Caravaggio. Agora, se a crítica búlgara “acha” que ele é maneirista, ou seja, um representante do maneirismo, existe aí um pequeno problema cronológico. O dia foi corrido, ela não deve ter conseguido decorar bem a ordem dos termos. Como se ensina nas aulas de arte do ensino médio – se bem que isso pode ter mudado, não sei ─ Caravaggio foi justamente quem deu nova vida à pintura italiana rompendo os artifícios da velha escola maneirista. Ele opôs corpos reais, na bicromia claro-escuro, aos fantasmas maneiristas ─ figuras etéreas, ectópicas. Nas pinturas dele, santos ─ como o São Jerônimo exposto no Planalto ─ ganharam cara de gente comum. É o caso de dizer, Dilma: Caravaggio não foi, de maneira alguma, maneirista. Ao contrário.

    Mas a aula de nossa guia não terminou. Depois de desafiar os historiadores, ela retorna ao conceito inicial, desta vez com um trocadilho sábio sobre o mestre do claro-escuro.
    “Ele é, sem sombra de dúvida, um grande pintor”.
    Perceberam o alcance do jogo de palavras? Claro, escuro, sem sombra, sem dúvida…

    Faltava, porém, o toque mais pessoal da admiradora ─ ponto alto da apresentação. Sim, críticos também podem ter suas preferências:
    “Eu queria dizê que ele é um dos pintores que na minha vida mais me impressionaram”, como se fosse possível que Caravaggio tivesse impressionado Dilma na vida de Marco Aurélio Garcia. Prossegue, mas vai complicar um pouco:

    “Acho que ele tem um, uma própria, a vida dele é altamente dramática e, pra não dizer, em alguns aspectos, trágica”.
    Dilma poderia estar falando de 98% dos pintores e artistas do milênio passado, sobretudo entre os séculos 15 e 19. Caravaggio tem algo especial:
    “Mas ele foi sempre um grande, um grande (pausa dilmística)… degustador da vida. E isso tá expresso em cada pintura que ele nos legou”.

    Claro, o homem inconvivível, que andava de cidade em cidade procurando briga, agredindo e sendo espancado, e que morreu aos 39 anos, da soma dos flagelos que recebeu, era um “degustador” da vida, na visão de Dilma e em “cada pintura que ele nos legou”. Veja apenas o “São Jerônimo que escreve”, exposto no Planalto: a caveira pousada sobre o livro faz parte do menu-degustação de Caravaggio, que também foi fio-condutor de outro submovimento, o tenebrismo.

    No fim, apesar do momento festivo, não podia faltar uma bronca da dona da casa:
    “Lamento,viu embaixador, que a que eu mais gosto não tenha vindo, que é o Cupido Adormecido”.

    Taí, título fácil de ser decorado. O quadro, de fato, é uma beleza ─ se bem que quem realmente gosta e entende um tantinho de arte nunca usaria um “mais gosto” em relação à pintura de um grande mestre.

    Atenção: a esplendorosa mostra Caravaggio no Palácio do Planalto só vai até domingo. Antes de sair de casa, certifique-se de que o horário escolhido não cai no plantão da guia Dilma.

  134. Edu said

    Patriarca,

    Em #105 vc diz: “Será que o ministro Fux tinha pleno conhecimento dos pensamentos e das intenções do José Dirceu?”

    Ué… mas não eram vcs da esquerda que sempre julgaram todos da direita por conta das “intenções” dela?

    Agora vcs não admitem serem julgados pelas intenções?

    Melhor vcs se reunirem para decidirem o que querem…

  135. Edu said

    Pax,

    Vc deveria mudar o nome do post maliciosamente para “Muro das Lamentações: vc de esquerda, lamente aqui”

  136. Edu said

    Com todo o respeito,

    A esquerda tá passando pelos estágios da aceitação: negação (essa dura desde 2005), raiva (o momento da raiva é agora, e vai continuar), barganha (alguns já demonstram essa característica), outros, como o Kotscho, a próxima: depressão e, finalmente aceitação.

    Pessoal, eu torço para que vcs passem logo por essas fases para nos concentrarmos no que é realmente importante daqui para a frente:

    – Vamos tratar de cobrar as penas para estes criminosos
    – Vamos cobrar o julgamento do mensalão mineiro

    É isso o que importa nesse momento.

  137. Chesterton said

    isso mesmo, isso mesmo (rsrsrsrsrs)

  138. Jose Mario HRP said

    Chest….questão de ótica.

  139. Patriarca da Paciência said

    “Ué… mas não eram vcs da esquerda que sempre julgaram todos da direita por conta das “intenções” dela?

    Agora vcs não admitem serem julgados pelas intenções?

    Melhor vcs se reunirem para decidirem o que querem…”

    Meu caro Edu,

    você está misturando alhos com bugalhos.

    Lembro-me muito bem do assunto que discutimos aqui sobre “intenções” e versava sobre economia e não direito, muito menos direito penal.

    Dizíamos que a intenção do governo, ao baixar os juros, é que os agentes econômicos também façam assim em relação ao consumidor.

    Aí você saiu discordou que “intenção” não tem validade concreta.

    Aí eu complementei, pois bem, o PLANEJAMENTO do governo, ao baixar os juros, é que os agentes econômicos repassem a vantagem a consumidor.

    Agora, em direito penal, considerar intenção como prova, acho que no mundo inteiro é uma inovação e tanto!

    Tenho plena convicção que isso gerará polêmicas em todos os países e por muito tempo.

  140. Pax said

    Acho, caro Edu, que temos prioridades maiores que as dosimetrias das penas e o estabelecimento de um modelo macartista de sociedade.

    Com certeza o STF tem um débito de usar o mesmo tacape com todos, porém…

    Me parece crucial entender as causas gerais, como base de qualquer mudança para melhor que eventualmente queiramos. Confesso que quero, muito à além de viver um momento hiena, esperando carniças políticas.

    Um dos pontos importantes me parece ser o modelo de financiamento de campanhas. Confesso que não tenho uma solução completa na cabeça. Sei que esse modelo de caixas 2 de empresas desonestas nao parece nada bom, mas financiamento público absoluto pode inibir uma opção que me parece boa, de permitir que indivíduos façam doações declaradas. Podem, talvez, envolver mais a sociedade na política. Essa distância talvez seja uma das raízes deste estado putrefato. Talvez.

    Outro ponto é esse modelo partidário. Esse número excessivo de pequenos e insignificantes partidos, segundo o que vejo, leva muitos deles a se prestarem somente a um bordel político sem o menor sentido. Rodam bolsa em qualquer esquina sem qualquer compromisso idelógico ou programático.

    Esse quadro, sem me alongar e somente querendo plantar uma discussão, enfraquece nosso Congresso que, em essência, é nossa voz no poder.

    Juro que não quero viver com um Congresso assim por muito tempo.

    Enviado via iPhone

  141. Michelle said

    Livre pensar é só pensar, como já disse Vão Gogo

    Respondam rápido:
    1. Imaginemos um futuro julgamento do suposto “mensalão mineiro”, ainda no governo petista e que o STF se utilize do “domínio do fato” para condenar Azeredo e outros por peculato e corrupção ativa …
    o PT acusaria o STF de julgamento de exceção? Acusaria a mídia de golpista e setores da situação (o PT) por pressionarem as condenações sem provas?
    2. Pau que bate em Chico bate em Francisco?

    3. Fica aqui o desafio aos petralhas do blog (até os enrustidos) :

    Cite algum Presidente da República que primeiro tenha pedido desculpas pelo ocorrido e diga ter sido traído e punido o tesoureiro do partido , em seguida jogue a culpa no Caixa 2 dizendo que é normal na política brasileira e depois chame o mensalão mineiro de farsa e tentativa de golpe da midia (PIG) esquerdista contra o PSDB.

    Alguém tem coragem de responder ? Eu duvido.

    Os petralhas são covardes e quando julgados e condenados pela Justiça jogam merda nos outros pra disfarçar o próprio cheiro.

    Não merecem a calça que vestem!

  142. Michelle said

    Não sabiam de nada

    Leigo –e bota leigo nisso– em matéria de política e direito, volto a comentar, a meu modo e circunstância, o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Sem condições para analisar o mérito de um dos casos mais complicados do nosso tempo, vou limitar-me a algumas considerações praticamente marginais ao processo em si.

    Desde o início, quando um então deputado denunciou a compra de votos no Congresso, a total ignorância era o argumento principal dos suspeitos, a começar por um ex-presidente da República e a terminar na raia miúda de funcionários do terceiro escalão ou de escalão nenhum.

    Os suspeitos, que além de suspeitos eram também interessados no sepultamento da questão, limitaram-se à alegação de que o caso não existia, não passava de um recurso sujo dos adversários, uma vez que ninguém –a não ser o delator que também acabou condenado– sabia da existência de um plano para garantir uma base aliada que desse sustentação às medidas tomadas ou ameaçadas pelo governo.

    Na base de “que nada sabiam”, o processo foi batizado de Ação Penal 470, contrariando o deputado Miro Teixeira que, salvo engano meu, foi o primeiro a falar em mensalão, termo negado veementemente pelos já citados suspeitos.

    Pedindo as devidas vênias aos interessados, e guardando as proporções do mensalão com o julgamento de Nuremberg, que condenou criminosos de guerra depois do segundo conflito mundial no século 20, lembro que o argumento brandido pelos chefes que sobreviveram ao nazismo, era o mesmo: não sabiam de nada. A culpa pelo assassinato de milhões de pessoas foi atribuída a dois suicidas, Hitler e Himmler, este último o responsável historicamente pela “Solução Final” e aprovada com entusiasmo pelo seu chefe máximo.

    Diante da alegada negação dos piores crimes da Humanidade, inclusive do Holocausto, o juiz que presidia o julgamento fez exibir no plenário alguns documentários que até hoje nos horrorizam e frequentemente são exibidos nos cinemas e nas televisões de todo o mundo.

    Mesmo assim, um dos réus principais, o todo-poderoso Göring, que depois de Hitler era o personagem mais importante daquele regime, negou a realidade das monstruosas cenas documentadas, dizendo que qualquer fotógrafo ou cinegrafista podia registrar cadáveres anônimos em diversos lugares do mundo. Bem editadas, as cenas dariam uma prova dos crimes que os demais réus diziam ignorar.

    Numa palavra: tal como os réus do mensalão, eles não sabiam de nada, nunca tinham ouvido falar em campos de concentração e crematórios.

    O próprio Hermann Göring suicidou-se em sua cela, horas antes de ser enforcado. Ele, o ex-marechal-de-campo, pedira ao juiz o favor de ser fuzilado como um soldado no campo de batalha, mas garantiu a seus julgadores que “daqui a cem anos haverá estátuas de mármore em todas as cidades alemãs, em minha homenagem, como o grande herói da grande Alemanha”.

    Somente um réu admitiu sua culpa no maior massacre da história. Foi o arquiteto oficial do regime, Albert Speer, amigo pessoal de Hitler, que escapou da forca mas foi condenado a 20 anos de prisão por ter aceito o cargo de ministro dos Armamentos, já no fim do regime. Ele confessou que recrutava prisioneiros para o trabalho nas fábricas, salvara muitos da morte mas assumia a responsabilidade pelo crime praticado.

    O próprio Churchill encaminhou ao Tribunal de Nuremberg um pedido de libertação para o arquiteto. Stálin, cujas tropas tomaram Berlim e apressaram o suicídio de Hitler, pediu que aquela corte não atendesse ao apelo do seu eventual aliado inglês.

    Ainda bem que o caso do mensalão não pode ser comparado nem de longe às atrocidades nazistas: para alguns, Deus ainda é brasileiro. Mas o escândalo político-financeiro que o STF escancarou para todos nós, pode ser o primeiro sinal de que o mesmo Senhor, que abriu as torneiras para as águas do Dilúvio e providenciou o fogo para destruir Sodoma e Gomorra, decida mudar de nacionalidade e resolva ser cidadão das ilhas Papua.

    CHC

  143. Chesterton said

    Poxa, vamos acabar com a farsa, lula confessou que o mensalão existiu e Dirceu deu ebtrevista a Playboy que Lula sabia e comandava tudo.
    Que mais vocês querem. um desenho?

  144. Michelle said

    MENSALÃO: Nota do PT que se solidariza com Dirceu — sem, covardemente, dizer isso às claras — é cínica, mentirosa e totalitária

    O PT não se emenda.

    Não tem jeito.

    Vejam o caso dessa reunião do alto comando do partido, em São Paulo.

    Começa que teve a participação e, na prática, a condução do criminoso condenado pelo Supremo Tribunal Federal José Dirceu.

    Em seguida, que apoiou inteiramente a tese do réu condenado segundo a qual “a melhor resposta” ao julgamento do Supremo — que está enviando para a cadeia ele e outros “cumpanheiros” — é a eleição do ex-ministro da Educação Fernando Haddad prefeito de São Paulo.

    Me expliquem o que quer dizer isso!

    Quer dizer que a decisão soberana do Supremo — no caso dele, Dirceu, por sonoros 8 votos a 2 em favor da condenação por corrupção ativa — precisa de uma “resposta”?

    E por quê?

    A decisão foi tomada por algum tribunal de países que Dirceu admira, como a Venezuela em que o coronel Chávez manda na Justiça?

    Em que país Dirceu julga que vive? Na Cuba que visita sempre com prazer, e onde recebeu treinamento para uma guerrilha que nunca teve coragem de fazer?

    E o que é que teria que ver uma eventual vitória de Haddad em São Paulo com a cadeia onde, se tudo correr bem, o ex-chefe da Casa Civil irá passar larga temporada?

    O eleitorado estaria, por acaso, absolvendo os ladravazes do PT?

    O sonho dos tucanos paulistas é trazer o mensalão para a campanha de José Serra contra Haddad. Dirceu está fazendo isso por eles.

    Mas continuo.

    Não bastasse esse bestialógico, o Diretório Nacional do PT, obviamente influenciado por Dirceu, lançou ao final da reunião uma daquelas notas vociferantes, com as tradicionais entrelinhas totalitárias e ameaçadoras de sempre, em que diz, a certa altura:

    “Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT.

    Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira.

    Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores”

    Comento, em seguida, alguns pontos dessa nota agressiva e mentirosa:

    1. “Criminalizar o PT”

    Quem criminalizou não o PT, mas ex-membros de sua alta cúpula dirigente, não foi “a oposição de direita e seus aliados na mídia”, mas o mais alto e respeitável tribunal do país.

    Não custa lembrar, uma vez mais, com infinita paciência, que, além de tudo, dos 10 ministros que votaram, 7 estão no Supremo por indicação de governos petistas.

    2. A “intolerância” dos “setores conservadores”

    O que é a “intolerância” que os “progressistas” e “esquerdistas” do PT — aliados de Collor, Maluf, Sarney e Renan Calheiros — atribuem aos “setores conservadores”?

    Onde está a intolerância — esta sim, apanágio do PT desde seu nascedouro?

    Por acaso seria aplaudir a decisão do Supremo que a) atestou que existiu o mensalão, até então, para Lula et caterva, “uma farsa”; b) atestou que foi alimentado por dinheiro público; c) comprovou que se destinava a comprar o apoio de deputados no Congresso para o lulalato; d) comprovou, e decidiu de acordo, que Dirceu, pela posição que ocupava, cometeu, em diferentes ocasiões, o crime de corrupção ativa?

    Pois então me incluam entre os “conservadores” e “intolerantes”.

    3. Liberdade de comunicação

    Que autoridade tem o PT para falar do assunto? Estão há anos tentando o “controle social da mídia” — que, sabemos desde o tristemente célebre Franklin Martins, é calar a boca da imprensa independente. Nem o ministro petista Paulo Bernardo, das Comunicações, apoiou ou apoia esses delírios, que claramente o partido quer recolocar em debate.

    4. Funcionamento do Judiciário

    O PT só gosta que o Judiciário funcione quando não é para colocar na cadeia seus figurões.

    No que é, afinal, que os “setores conservadores” estão obstaculizando o funcionamento do Judiciário?

    Quem, senão Lula, acusou o mensalão — depois de aceita a denúncia do Ministério Público pelo Supremo — de ser uma “farsa”?

    5. ” Incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira”

    Não me façam rir. Estão falando com maria-vai-com-as-outras Paulinho da Força, que já foi adversário feroz de Lula, aderiu ao lulalato e agora, em São Paulo, resolveu apoiar o tucano José Serra?

    Ou da CUT? Aí a piada é maior ainda, já que se trata da velha e conhecida correia de transmissão sindical do partido — o qual, uma vez no poder, vem sucessivamente premiando sindicalistas por sua instalação em postos nos quais estão preparados, principalmente, para embolsar os salários graúdos.

    A nota do PT, que se solidariza com Dirceu sem, covardemente, assumir isso, é cínica, mentirosa e de tom totalitário. Também faltou coragem aos lulo-petistas para dizer às claras o que a nota só sugere: sua inconformidade com as decisões democráticas do Supremo.

  145. Edu said

    Patriarca,

    Não foi só aquela discussão com vc não cara… várias vezes, conversando com o Zbig, foi dito o raio das “intenções” da “elite branca” dos “dominantes” dos “imperialistas”.

    Como se bastasse rotular alguém com esses nomes e saber imediatamente as intenções dos mesmos.

    O domínio do fato foi amplamente explicado. Em minha opinião faz todo sentido.

  146. Michelle said

    Putz
    Dizem q Fidel Castro morreu…
    Se for verdade lula e zd se ausentarão do país…para acompanhar o enterro do ditador cubano, que irá durar pelo menos 1 mês.
    Tomara!
    A ausência de lula e zd virão preencher uma lacuna.

  147. Patriarca da Paciência said

    Michelle,

    muito escalafobético essa história de você misturar nazismo com social democracia.

    Quem é nazista é quem vive pregando “bolsa esterilização dos pobres”.

    O que o PT fez e faz é bolsa educação, bolsa alimentação, amparo das famílias, amparo das crianças, amparos dos idosos, amparo dos incapazes, incentivo à produção de alimentos etc.etc.etc.

    É exatamento ao contrário do nazismo, ou seja, social democracia é o antônimo do nazismo.

    Mas você é muito doidona mesmo.

    Caramba! Que coisa de louco!

  148. Patriarca da Paciência said

    Lembro-me de que não faz muito tempo a Michelle postou, aqui no blog do Pax, um texto do Augusto Boçal Canalha Nunes em que este dizia, debochadamente, que o Lula comandava o STF.

    Eu achei o texto tão absurdo que passei a chamá-lo de Augusto Boçal Canalha Nunes.

    O tal jornalista trata da maneira mais afrontosa e debochada possível não só o ex-presidente Lula, como também a presidenta Dilma, o Congresso etc.

    O Reinaldinho Cabeção já “obrou” centenas de textos tentando provar, de maneira debochada, que o STF errou nas decisões sobre cotas universitárias e Lei da Ficha Limpa.

    Agora acham que o PT não pode discordar de uma decisão que o prejudica?

    Como não pode discordar?

    Ninguém está falando em não acatar. Acatar faz parte do jogo democrático, assim como discordar.

    Acho que o PT deve não só discordar, como lutar com todos os meios possíveis para defender suas posições.

  149. Michelle said

    PP
    leia na fonte e não me encha o saco.
    Carlos Heitor Cony que não é nazista faz tempo.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/1168097-nao-sabiam-de-nada.shtml

    PP limite-se à sua insignificância …hehehe

  150. Michelle said

    PP
    Vc já tomou banho hoje? Ou ainda fede a merda?
    Traga o tal artigo do Augusto Nunes …que vc inventou ter sido publicado aqui por mim ou se cale para evitar maior vergonha.
    PP
    recolha-se à sua insignificância 2 hehehe

  151. Michelle said

    Bravatas comprometedoras, por Merval Pereira

    Merval Pereira, O Globo

    A mania que o ex-ministro José Dirceu ainda cultiva, mesmo depois de cassado pela Câmara e de ser réu do processo do mensalão, de relatar suas atividades políticas passadas e presentes com toques de megalomania que as transformam em verdadeiras proezas acabou virando-se contra ele mesmo neste julgamento do mensalão.

    Não há quem não saiba, vivendo no Brasil naquele ano de 2003 ou nos dias de hoje, que Dirceu sempre foi o grande articulador político do governo Lula, com ingerência em praticamente todas as áreas do governo, a exemplo do que fazia quando liderava o PT em acordo com Lula.

    Centralizador, quando deixou a Casa Civil, presidia dezenas de conselhos interministeriais, tratando dos mais variados assuntos. Sua fome de explicitar o poder que detinha era tamanha que a ordem de precedência dos ministros foi alterada, e ele passou a ser sempre o primeiro nas solenidades.

    Pelo decreto 70.724, que trata de “normas do cerimonial público e a ordem geral de precedência” de autoridades em eventos oficiais, a sequência de entrada era determinada pelo critério histórico de criação do respectivo ministério, sendo o da Justiça o mais antigo. Na época de Dirceu, surge uma regra interna, ainda em vigor no Planalto, de que a Casa Civil teria precedência.

    Ele era considerado o primeiro-ministro do governo, aquele que realmente governava, realidade que até irritava o presidente Lula, o que não o impediu de classificar Dirceu de “o capitão do time”.

    Pois foi esse poder exercido sem a menor discrição, com fome de exibição, que transformou Dirceu em “chefe da quadrilha” quando o Ministério Público denunciou o esquema.

    Ele até que tentou montar um Ministério partidário cooptando o PMDB para o primeiro governo. Fechou um acordo, mas foi desautorizado por Lula, que naquele início de governo dizia não se sentir confortável ao lado do PMDB.

    A indicação do então deputado federal Eunício Oliveira para uma das vagas do PMDB, por exemplo, provocou a ira de Lula. Mais adiante, depois da crise que quase o tirou do poder, Lula refez seus conceitos, colocou todo o PMDB no governo e deu um ministério ao hoje senador Eunício Oliveira.

    Em 2003, para dar a maioria ao governo, o PT, ao comando de Dirceu, foi atrás de adesões e montou esquema para esvaziar os partidos oposicionistas. Tanto que o PT quase não aumentou sua bancada na Câmara, mas os vários partidos que foram para a base, esses, sim, cresceram bastante.

    O PTB de Roberto Jefferson aderiu ao governo e teve aumento de cerca de 20 deputados em sua bancada; o PL de Valdemar da Costa Neto, hoje PR, ganhou outros 20. Já o PFL perdeu 26 deputados, e o PSDB, outros 19.

    Essa migração da oposição para o governo teve um custo, traduzido no mensalão. Mas o processo de redução da oposição, através da cooptação de deputados para a base governista, continua em ação, agora com troca de cargos no governo ou a perspectiva de poder, caso do novo PSD, que praticamente desidratou o DEM e deve ser incorporado ao Ministério de Dilma após o 2º turno das eleições.

    Pois toda essa movimentação partidária foi iniciada por Dirceu quando ainda estava na Casa Civil, o que o transformou aos olhos de todos como o “todo-poderoso” do governo Lula, fama que ele cultivava, mas ao mesmo tempo fez dele o réu mais óbvio quando estourou o escândalo do mensalão.

    Suas bravatas eram tão explícitas que tornaram factível que fosse ele o elo final da cadeia criminosa. Bem que José Dirceu avisou várias vezes que nunca fizera qualquer movimento político sem que Lula soubesse, mas sua figura já ganhara dimensões épicas que fizeram dele o figurino perfeito para a tese do domínio do fato, que acabou levando à sua condenação.

    Entretanto, o presidente do Supremo, Ayres Britto, disse que encontrou no depoimento de Dirceu à Justiça elementos que claramente o incriminavam, por suas próprias palavras, como o comandante da operação, sem que fosse necessário usar a teoria do domínio do fato.

    Ayres Britto pinçou declarações de Dirceu em juízo: “O papel do articulador é levar a que o governo tenha maioria na Câmara, que aprove seus projetos, discutir com a Câmara, com os governadores, prefeitos e conversar com a sociedade. Esse é o papel que tenho até hoje. Me reunia com todos os partidos.”

    Era um líder “extremamente centralizador”, definiu Ayres Britto, para concluir por sua culpa.

  152. Patriarca da Paciência said

    “PP
    Vc já tomou banho hoje? Ou ainda fede a merda?
    Traga o tal artigo do Augusto Nunes …que vc inventou ter sido publicado aqui por mim ou se cale para evitar maior vergonha.
    PP
    recolha-se à sua insignificância 2 hehehe”

    Michelle, realmente acredito que você fala a verdade quando diz que é p. velha.

    Realmente é uma linguagem muito característica.

    E você não “publicou” nada, você apenas postou.

    E a maioria dos comentaristas deve se lembrar do tal artigo.

  153. Michelle said

    E PP recolheu-se à sua insignificância sem tomar banho.
    Continua o fedor de merda.
    Eu sinto muito.

  154. Jose Mario HRP said

    Esse reclamo por penas já não deverá ser atendido tão cedo pelo STF, pois há embargos a serem julgados, e sem querer ser chato, mas sendo, um dos mais rigorosos ministros do STF já adiantou que Genoino e Dirceu vão direto para o semi aberto.
    Anticlimax para alguns?
    É……
    Aqui um recuerdo da mais ridícula farsa eleitoral já vista, será que haverá algo assim até 28/10?

  155. Patriarca da Paciência said

    “E PP recolheu-se à sua insignificância sem tomar banho.
    Continua o fedor de merda.
    Eu sinto muito.”

    A michelle me fez lembrar os tempos de primeiro grau. Quando a gurizada perdia uma discussão e, não sabia o que falar, sempre saia com essa “recolha-se a sua infignificância”.

    Realmente, parece que você não anda tomando o seu remedinho!

  156. Pax said

    Peço que este espaço seja utilizado para debates de bom nível

    Ajudem-me a mantê-lo saudável para todos.

    (Michelle, ou Carlão, pouco me importa, por favor, contenha-se).

  157. Jose Mario HRP said

    Patriarca, é dificil ficar centrado (ou centrada) diante de tal “banho” que a oposição vem tomando.
    Daí o destempero!
    Recomendo ler no Azenha artigo de Mauro Santayana sobre o STF.
    O velhinho está mais afiado do que nunca!

  158. Patriarca da Paciência said

    O nosso STF esta criando um embrulho e tanto!

    Primeiro com essa história de “domínio do fato”, ou seja, bastam “intenções” de cometer crime para alguém ser condenado.

    Agora, está discutindo se leis elaboradas por um congresso corrupto teriam validade.

    E poderíamos acrescentar, ministros do STF, aprovados por um congresso currupto, teriam legalidade?

    Que embrulho!

    Acho que o Barbosão vai entrar para a histáoria sim, não como o “salvador” da pátria, mas como o criador do maior embrulho jurídico da história brasileira.

  159. Patriarca da Paciência said

    Meu caro HRP,

    muito bem explicado pelo Santayana:

    “Ainda que os acusados fossem realmente culpados, a violação de alguns princípios, entre eles o da robustez das provas, macula o processo e o julgamento. Como dizia Maquiavel, “quando se violam as leis por uma boa causa, autoriza-se a sua violação por uma causa qualquer”, ainda que nociva ao Estado.

    O que os observadores de bom senso temem é que o inconveniente espetáculo, em que se transformou o julgamento da Ação 470, excite os golpistas de sempre. Ainda que a sugestão não passe de tolice insana, há os que pretendem aproveitar-se do julgamento para promover um processo contra o presidente Lula e seu governo. Se isso viesse a ocorrer, os juízes do Supremo teriam que admitir novos processos contra outros chefes de Estado, pelo menos no exame dos atos de governo dos últimos vinte anos. Como diz o provérbio rural, o risco que corre o pau, corre o machado.”

    O RISCO QUE CORRE O PAU, CORRE O MACHADO.

    Ou como disse Noel Rosa, grande sábio que morreu aos 26 anos.

    “E também faleceu por ter pescoço

    O inventor da guilhotina de Paris.”

  160. Chesterton said

    Teve um dedo da Presidente Dilma Rousseff na pesada condenação a José Dirceu e José Genoíno por corrupção ativa. A suspeita, aparentemente contraditória, já virou tese na cabeça de alguns membros da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores. Eles já propagam o temor de que Dilma tenta se fortalecer politicamente para romper com o partido. Por isso, já tem uma minoria pensando em sair com Dilma antes que ela “traia” o PT.

    A teoria conspiratória sobre a ação de bastidores de Dilma, enxergada pelos petistas que não toleram a ex-brizolista na Presidência, seria justificada com os contundentes votos dados contra o núcleo político do PT no julgamento da Ação Penal 470 pelos ministros Luiz Fux e Rosa Maria Weber. Pelo raciocínio de alguns petistas da cúpula, como os dois magistrados foram indicados por Dilma para o STF, se poderia atribuir uma participação oculta da Presidente na destruição dos réus do mensalão, sobretudo José Dirceu, que nunca topou bem com Dilma.

    O temor de uma minoria na Executiva do PT – onde José Dirceu tem grande influência – é que Dilma consiga se tornar independente do partido, para descartá-lo no momento em que for conveniente. O medo maior é que Dilma, com alta popularidade nas pesquisas de opinião, supere o mito (em decadência) Luiz Inácio Lula da Silva e inviabilize um possível retorno dele à Presidência, em 2014. Ainda de acordo com a crença conspiratória dos petistas (que enxergam golpistas e inimigos por todos os lados), Dilma estaria contando com o desgaste público que o julgamento do Mensalão vai causar, para tirar do governo quem tenha relações fortes com os réus condenados à execração pelo STF.

    Uma certeza dos petistas é concreta. Dilma tem um projeto próprio de poder e gostaria de consolidá-lo sem depender do PT. Até agora, ela tem dado manifestações públicas de fidelidade e lealdade a Lula da Silva. No entanto, já contrariou fortemente o ex-presidente, atropelando o PT para emplacar sua poderosa amiga Maria das Graças Foster na presidência da Petrobrás, no lugar de José Sérgio Gabrielli – cuja gestão virou alvo de críticas da Graça, que fazia parte dela como diretora. Além do caso Gabrielli, petistas reclamam do corpo mole de Dilma em subir no palanque paulista de Fernando Haddad (como ela fez muito a contragosto) e no apoio escancarado ao amigo José Fortunati (PDT) que venceu facilmente a disputa pela Prefeitura de Porto Alegre.

    No entanto, o episódio mais recente de desgaste e confronto de Dilma com um cardeal da legenda aconteceu na antevéspera da eleição municipal. A Presidenta mandou que Gilberto Carvalho se retratasse publicamente sobre o infeliz comentário acerca do julgamento do Mensalão: “Aquela coisa do outro lado da rua dói muito”. Reservadamente, Dilma comentou que o gesto de Carvalho foi “idiota”. Dilma ficou contrariada porque seu Secretário-Geral da Presidência da República jamais poderia ter cometido tamanho ato de agressão e desrespeito ao Supremo Tribunal Federal – cujo prédio fica em frente ao Palácio do Planalto, no outro lado da Praça dos Três Poderes.

    Outra manifestação lida nas entrelinhas pela cúpula petista contra Dilma foi a atitude dela em deixar claro que quem fosse condenado no Mensalão deveria deixar o governo assim que terminasse o julgamento no STF. A pressão interna feita por ela foi tão violenta – desagradando a oligarquia partidária – que José Genoíno foi praticamente coagido a entregar ontem seu cargão de assessor especial do Ministro da Defesa. Genoíno foi saído, “PT da vida”, com Dilma.

    A personalidade marciana de Dilma, que não tem medo de enfrentamentos internos e toma decisões enérgicas na velocidade em que Lula nunca tomou, assusta os membros da executiva nacional do PT. Lula também não ousa contrariá-la publicamente porque sabe que Dilma não responderia como uma vaquinha de presépio – o que poderia precipitar um rompimento prematuro entre a criatura e seu criador. O fato real é que a brizolista Dilma nunca foi bem digerida pela turma do “Sapo (Boi)Barbudo” – como o falecido caudilho Leonel de Moura Brizola se referia a Lula, sempre que ambos divergiam politicamente.

    A grande questão, que só o tempo irá resolver, é quando ocorrerá um confronto final. Qual justiçamento político acontecerá primeiro: Lula e o PT romperão com Dilma? Ou a Presidenta deixará à deriva o titanic dos petralhas? Pelo cenário atual, o PT é um barco com previsão de afundamento (que pode ser lento ou rápido) após o julgamento do Mensalão e na hora em que os membros de sua cúpula (Dirceu e Genoíno) forem obrigados pela Lei a pagar suas penas vendo o sol nascer quadrado. O caldo deve entornar de vez se novas e inevitáveis investigações relacionarem diretamente Luiz Inácio Lula da Silva ao verdadeiro comando do esquema mensaleiro.

    O Alerta Total já entecipou que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tudo para enfrentar problemas sérios no desdobramento judicial do Mensalão. Com a condenação de seu ex-chefe da Casa Civil por corrupção ativa, será impossível sustentar a tese de que José Dirceu agia sozinho na operação de “compra” de partidos base aliada, sem que seu superior hierárquico “soubesse de nada”. Sob a presidência de Joaquim Barbosa no STF, a partir de 18 de novembro, o mito Lula deverá enfrentar o rigor da Justiça – com o agravante de que agora não tem mais foro privilegiado para se blindar.

    Dilma Rousseff, ao contrário de Lula, é estrela em ascensão. É favorita, facilmente, à reeeleição em 2014. Até agora, não há concorrentes de peso. Eduardo Campos (PSB) ou Aécio Neves (PSDB) não são páreo para ela. Se o PT cometer o arakiri político de detonar Dilma da legenda – insistindo no retorno de Lula -, a presidenta tem a opção de retornar ao PDT ou ser adotada por um partido gigante como o PMDB, cujo desejo permanente é ser governista. Brigar com Dilma é péssimo negócio. Mas como os petralhas são autofágicos, têm tudo para cometer mais um erro político fatal.

    Na conjuntura até 2014, só um nome poderia enfrentar Dilma com chances de vitória – ao menos perante a opinião pública: Joaquim Barbosa. Mas nada indica que ele tenha pretensões de deixar o STF e ser candidato ao Palácio do Planalto.

    serrão

  161. Patriarca da Paciência said

    O artigo acima é uma arrematada bobagem. Se “os contundentes votos dados contra o núcleo político do PT no julgamento da Ação Penal 470 pelos ministros Luiz Fux e Rosa Maria Weber”, foram “intenção” de Dilma, o que se dirá da relatoria, feita pelo Barbosão, este nomeado pelo Lula?

    Não é a primeira vez que tentam indispor a Dilma com o Lula.

    Mas ambos já estão mais que vacinados contras tais virus.

    Mas as tentativas continuarão.

  162. Chesterton said

    LEIS PARA OS MENSALEIROS E PARA OS LADRÕES DE GALINHA
    Por Carlos Chagas

    Quando condenados, um traficante, um seqüestrador, um assassino e até um ladrão de galinha saem da sala do juiz ou do júri diretamente para a cadeia, se lá não estavam antes, presos preventivamente. Assim dispõe a lei.
    A condenação final dos mensaleiros será conhecida no final deste mês, no máximo nos primeiros dias de novembro. Seus advogados, porém, calculam que só em meados do próximo ano entrarão nas penitenciárias aqueles que tiverem sido sentenciados a prisão fechada e, em alguns casos, prisão aberta, quando só precisarão dormir atrás das grades.
    O rito, para os réus de colarinho banco, é demorado. Depois das condenações, os ministros do Supremo Tribunal Federal se reunirão para a chamada dosimetria, ou seja, a fixação das penas para cada um dos condenados, pelo diversos crimes em que tiverem incorrido. Trabalho longo, quando onze ou dez decisões sobre 36 réus serão expostas, cotejadas, somadas e submetidas à média afinal definida pelo plenário.
    Em seguida vem a preparação do acórdão de mil páginas, a exigir, da mesma forma, entendimento entre os meretíssimos. Uma vez publicado o texto no Diário da Justiça, abre-se a temporada para os recursos. Apesar de última instância, a mais alta corte nacional de Justiça estará obrigada a examinar embargos de declaração, referentes a duvidas sobre as sentenças, e embargos infringentes, a que tiverem direito os réus que apesar de condenados obtiveram quatro votos a seu favor. Só então as condenações ganharão o finalíssimo registro do “transitado em julgado”. A etapa seguinte envolverá as varas de execuções penais dos diversos estados ou municípios onde residirem os réus, para definição dos locais de cumprimento das penas.
    Em suma, muita água passará sob a ponte até que os mensaleiros vejam o sol nascer quadrado, se é que verão. Tudo de acordo com a lei, mas o que dizer daquela outra, citada inicialmente, para os ladrões de galinha? Ainda mais estando em ação luminares da ciência do Direito, como são os advogados dos réus, mestres na arte da procrastinação e do apelo a recursos…

  163. Chesterton said

    Onde anda o Elias numa hora dessas???

  164. Jose Mario HRP said

    Chest, eu também acredito em duendes!
    ass: Xuxa.

  165. Chesterton said

    Quer dizer com isso que os petistas nao vão para trás das grades? Eu tb tenho minhas dúvidas.

  166. Otto said

    REINALDO JOGA A TOALHA E ANTEVÊ DERROTA DE SERRA

    Em texto sobre o possível fracasso do candidato tucano nas eleições municipais, porta-voz da extrema-direita diz que “petistas agora sustentam que o povo também é corrupto”; na verdade, o eleitor apenas não tolera a hipocrisia e o falso moralismo; com aliados como Reinaldo, que ampliam sua rejeição, Serra pode terminar numa ilha deserta

    13 DE OUTUBRO DE 2012 ÀS 11:02

    247 – No dia 29 de outubro, o day-after das eleições municipais, os tucanos mais esclarecidos poderão refletir sobre o grande mal que algumas más companhias, especialmente nos meios de comunicação, têm feito ao partido nos últimos anos.

    Neste dia, ao que tudo indica, José Serra terá sido derrotado pela segunda vez por mais um “poste” inventado por Luiz Inácio Lula da Silva. E o eleitor, novamente, terá chancelado, nas urnas, o partido do mensalão.

    Será que o eleitor brasileiro é tolerante com a corrupção? Num post publicado nesta manhã, o blogueiro Reinaldo Azevedo, expoente da corrente neoconservadora que tomou de assalto grandes meios de comunicação, aborda o tema. E diz que “petistas agora sustentam que o povo também é corrupto”.

    Na verdade, o eleitor é mais inteligente do que supõem os porta-vozes da extrema-direita. Vota de maneira consciente e não tolera a hipocrisia dos falsos moralistas – um dos mais notórios era o ex-senador Demóstenes Torres.

    No texto desta manhã, Reinaldo parece conformado com a provável derrota de Serra e diz que as urnas não mudarão o julgamento do Supremo Tribunal Federal. Tem razão. Assim como é também correto dizer que a decisão do STF não mudará o julgamento das urnas.

    Na eventual autocrítica tucana, será possível refletir sobre a triste trajetória de um partido social-democrata, que começou na centro-esquerda, como uma saudável renovação do PMDB, e terminou no colo de colunistas neoconservadores como Reinaldo e de pastores que babam de ódio, como Silas Malafaia.

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/82991/Reinaldo-joga-a-toalha-e-antev%C3%AA-derrota-de-Serra.htm

  167. Otto said

    Pax #140

    A solução seria a proibição de doações de campanha por empresas. Financiamento público mais doações de pessoas físicas (até um limite, digamos, de R$ 5000,00; uma doação por CPF).

  168. Otto said

    Pax:

    no último dia 10, quando da eleição e posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do STF, dois diplomatas negros foram impedidos de entrar no STF.

    De acordo com a doutrina do “domínio do fato”, importada da Europa, sim, o Ministro Ayres Brito deve ser acusado de racismo.
    É impossível que seguranças tomassem essa decisão sem ordem superior.

    Mas como quem está acima hierarquicamente não deixa rastro, nem telefona, nem usa internet para se comunicar, e ainda evocando o que diz a Ministra Rosa Weber, o decano Celso de Melo e o quase decano Marco Aurélio, é impossível, quase improvável, humanamente, sabidamente ridículo que o chefe NÃO TIVESSE MANDADO OS SEGURANÇAS BARRAREM NEGROS no STF.

    Nesse caso os INDÍCIOS são suficientes para processar e condenar o Ministro Presidente do STF Ayres Brito.

  169. Pax said

    Me parece uma forçada de barra um tanto infantil, caro Otto.

    E uma irresponsabilidade acusar o ministro Ayres Brito de ter dado tal ordem.

    Nesta linha de reclamações só vejo a imagem deste PT – que precisa mudar – piorar ainda mais.

    Desculpe-me a absoluta sinceridade.

    Enviado via iPhone

  170. Zbigniew said

    Nao há infantilidade, Pax.
    A comparação e valida se tiver havido racismo.
    Isto e o domínio do fato.

  171. Otto said

    Pax,

    á assim que funciona a doutrina do “domínio do fato”.

    Assim que fizeram com Dirceu.

  172. Pax said

    Caros Zbigniew e Otto,

    Então vocês querem, mesmo, que eu acredite que Delúbio Soares tomou todas as decisões sozinho.

    Ok, direito de vocês quererem que eu acredite.

    Me permito continuar com minhas opiniões, que o PT precisa se repensar com urgência. Até independendo de bons resultados nas urnas.

    Confesso que este lamúrio todo tem me causado enorme decepção. Sinal que não querem mudar, que não acham necessário, que entendem que os rumos estão corretos etc.

    Uma pena perder a oportunidade que a crise gera.

    Só para um dos inúmeros contrapontos diria que uma cúpula que permitisse que um tesoureiro do partido colocasse tantos comprometidos inocentemente em seus deslizes a ponto de serem condenados, digamos por descuido e incompetência nesta tese – que não aceito – estão esta tal cúpula deveria, no mínimo, ser dispensada e substituída imediatamente, sem qualquer possibilidade de voltar a dirigir o partido. No mínimo.

    Enviado via iPhone

  173. Otto said

    Pax,

    concordo em parte com você (que o PT precisa se renovar, concordo, mas a Dima, o Haddad e o Pochmann são quadros novos, sinal de renovação, quadros como não se vê no PSDB, por exemplo, que ataca novamente de Serra & Malafaia em São Paulo.)

    Concordo também que é inverossímil acreditar que o Delúbio agia sozinho.

    Mas daí acusar o Dirceu, sem nenhuma prova, é um passo arriscado demais contra o direito moderno.

    É melhor inocentar um culpado do que acusar um inocente — esta é a base do Estado de Direito.

    Agora, se vamos inovar, usando com extrema elasticidade o “domínio do fato”, vamos condenar também o Ayres Britto, pois ele bem pode ter orientado a segurança do STF assim: olha, não deixem ninguém suspeito entrar, pedintes, maloqueiros, essa gente diferenciada…

    Não é mais ou menos este os argumentos que se serviram contra o Dirceu?

    Sem falar que o Alckmin pode ser culpabilizado pela morte daquele idoso do Pinheirinho, que foi espancado pela polícia.

    Isto pra não falar do Serra, que enriqueceu sem nunca ter feito outra coisa fora política. Aliás, no caso do Serra, nem precisa da tese do “domínio do fato”, pois há provas evidentes de que seus parentes — e por trás disso ele próprio — se locupletou com a privataria tucana.

    Essa sua dificuldade de entender esse raciocínio tão claro também me causa decepção…

  174. Chesterton said

    Pax, está sendo extremamente bondoso.

  175. Pax said

    Com relação a ZD me parece diferente. Houve reuniões com Valério, com dirigentes do Rural etc.

    Se houver documento em que provem que Ayres Brito se reuniu com chefes da segurança a gente pode conversar sobre a tese, sim.

    Houve? Há algum, qualquer indício que Ayres Brito ditou regras para a segurança do Supremo?

    E, cá entre nós, se houve o cheiro é ruim. Não me parece atribuição do presidente do STF determinar regras de segurança da casa. Sua agenda é bem mais complexa e importante que isso.

    Assim como acho que a agenda do chefe da Casa Civil não deveria receber um operador de lavagem e desvio de verbas, um publicitário criminoso conhecido pelos seus crimes.

    Se houve crimes do tucanato, e há indícios mais que suficientes, genéticos, que eles sejam cobrados a quem de direito.

    Porém sem que se queira justificar qq coisa. Aí que me parece uma armadilha que se tem caído com facilidade e freqüência maior q a aceitável.

    Afirmo, e podem me cobrar disso, tem muito petista e ex petista, fundadores do partido, que não estão tão incomodados.

    Enviado via iPhone

  176. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro Pax,

    pela teoria do “domínio do fato”, é impossível que o ministro Ayres Brito não tenha conhecimento do que fazem os guardas do STF.

    Pelo jeito, o ministro Ayres Brito também tem pescoço e logo, logo, vai experimentar a “teoria do domínio do fato”.

  177. Otto said

    Pax,

    eu só quis dizer que esta teoria do domínio do fato é muito larga..

    Agora, um chefe da Casa Civil se reúne com muita gente: políticos, empresários etc.

    E na época não se sabia ainda que o Valério era um bandido.

    Sem provas claras nos autos não se deve condenar.

    Se não, um vizinho teu morre envenenado e eu condeno você porque ontem vocês dois foram vistos discutindo…

    Ou seja, o Dirceu pode até ter sido o mentor, mas não há uma única prova, gravação, telefonema, e-mail.

    Ao contrário, essas provas eram abundantes no caso das relações espúrias do Demóstenes com o Cachoeira — e o senhor Gurgel sentou em cima do inquérito por dois anos…

    Não lhe soa isto algo meio paraguaio/hondurenho?

  178. Pax said

    Caros Otto e Patriarca

    Será que não sabiam o que Marcos Valério tinha a oferecer?

    ZD recebia empresário de segundo ou terceiro nível?

    Acho que não.

    Enviado via iPhone

  179. Chesterton said

    Otto, v. tem muita fé, já é religião esse amor ao PT…

  180. Otto said

    Pax:

    em todo caso não se pode condenar com base apenas nesses “indícios”.

    Você não vê que essas premissas solapam todo o direito?

  181. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    o problema, como bem disse o Otto no comentário 175, é que a “teoria do domínio do fato” é algo muito impreciso, um verdadeira gelatina que pode tomar as mais diversas formas.

    Condenar o José Dirceu porque se reuniu com o Marcos Valério é algo pra lá de impreciso.

    Teria que haver pelo menos testemunhas, gravações, vídeos ou alguma coisa que provasse o que eles conversaram.

    Supor o que eles conversaram, nunca será mais que uma suposição, seja essa suposição formulada por um ministro do STF.

  182. Pax said

    Prezados,

    Foram 8 ministros que, usando a expressão da Rosa Weber, montaram um quebra-cabeça que lhes tirou quaisquer dúvidas razoáveis.

    Enviado via iPhone

  183. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    continuo achando que “montar um quebra cabeça” e, em cima disso, condenar alguém, mesmo para ministros do STF, não é aceitável.

    Se havia indícios fortes, o certo a fazer seria ordenar profundas investigações até que algo ficasse provado.

    Depois que algo ficasse provado, ninguém poderia negar fatos.

    Agora, suposições, indícios, não são provas.

  184. Edu said

    Pax,

    Tá vendo só como vc é? O Patriarca chama quem ele quer de babaca e vc não faz absolutamente nada… a Michelle responde no mesmo nível e vc vem correndo no auxílio dele…

    Tá parecendo pai que mima filho… para com isso.

    Pau que bate em Michelle bate em Patriarca.

    Trate de ser coerente.

  185. Edu said

    Quando o Patriarca falou eu avisei.

    Estou avisando denovo.

  186. Edu said

    Senhores,

    Os senhores têm feito um sipatizante da direita muito feliz!

    Continuem fazendo biquinho uns com os outros, por favor! hehehe

    —X—

    Patriarca,

    Eu já vi o RA com suas ressalvas quanto ao STF.

    Ele sempre foi muito explícito ao dizer que é contra a “justiça social”, porque na opinião dele “justiça social” não deveria existir. Justiça social é uma jurisprudência inventada pelos juízes para acomodar decisões que favorecem assaltantes, ladrões, assassinos, trabalhadores, sem-terra, etc, em que são favorecidos somente porque possuem uma condição social desfavorável. Como se ocupar uma classe social diferente permitisse realizar atos ilícitos.

    Quanto à justiça social, também sempre fui contra. Lei é lei. Pau que bate em Chico bate em Francisco, concordo totalmente com o Pax nisso. Quem não segue a lei deve ser denunciado, julgado e penalizado de acordo com a mesma.

    Muito diferente de se questionar a “justiça para corruptos”, que a esquerda vem fazendo. Esses criminosos sequer contam com uma situação social desfavorável, eles compõem a mesma elite que combatem com tanto fervor. Além disso, o domínio do fato foi esclarecido pelo STF diversas vezes. É muito claro que a justiça permite esse tipo de julgamento dentro do que é permitido que as leis sejam interpretadas.

    Em contra-partida, a lei do ficha limpa o RA sempre foi contra, pois segundo a interpretação dele, esta lei fere um princípio constitucional, justamente o da presunção da inocência.

    Por incrível que pareça, nesse caso a esquerda parece adorar essa lei. Talvez porque a maioria dos políticos denunciados esteja nos outros partidos, como vcs repetem o tempo todo, eu sinceramente não sei.

    Para essa lei especificamente eu acho ótimo que o ficha-limpa tenha sido aprovado. Venho dizendo que cargos públicos requerem que a reputação dos ocupantes seja conhecida e seja boa. Para mim, uma forma de garantir que a reputação dos nossos representantes seja minimamente boa é o ficha-limpa, então estou de acordo.

    Ainda acho, Patriarca, que as tentativas de a esquerda tentar se “defender” da decisão do STF pioram a situação. O povo está vendo… essas eleições ainda serão do PT. Jajá isso vai mudar.

  187. Patriarca da Paciência said

    “Em contra-partida, a lei do ficha limpa o RA sempre foi contra, pois segundo a interpretação dele, esta lei fere um princípio constitucional, justamente o da presunção da inocência.”

    Meu caro Edu,

    você é um exemplo perfeito daquele conceito da psicologia de que “as pessoas só entendem aquilo que estão predispostas a entender”.

    Então o Reinaldinho Cabeção está certo ao dizer que a Lei da Ficha Limpa fere a presenção de inocência?

    E o José Dirceu não tem direito à presenção de inocência, pode ser condenado por simples suposição, pela montagem de um quebra-cabeça ?

    E também que eu fui grosseiro com a Michelle… ou Carlão?

    Rapaz, você realmente só enxerga o seu lado.

  188. Patriarca da Paciência said

    “Justiça social é uma jurisprudência inventada pelos juízes para acomodar decisões que favorecem assaltantes, ladrões, assassinos, trabalhadores, sem-terra, etc, em que são favorecidos somente porque possuem uma condição social desfavorável. Como se ocupar uma classe social diferente permitisse realizar atos ilícitos.”

    Belo conceito o Reinaldinho Cabeção tem dos juízes!

    Realmente de uma finura sem par!

  189. Pax said

    Caro Edu,

    Não vi o tal comentário que vc menciona.

    Quer apontar o post e o # ?

  190. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    O Chesterton já sugeriu vários vezes me “excluir” do blog. Agora, o Edu está sugerindo me “censurar”.

    É típico do pessoal da direita – eles se dizem democráticos mas não toleram contraditório.

    O negócio deles é um blog homogêneo, tipo Reinaldinho Cabeção, onde o dito cujo chama o Lula de apedeuta, bêbado, pilantra, corrupto etc.etc.etc e as vaquinhas de presépio diziem, “amém Tio Rei, amém, Tio Rei”.

  191. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Então o Reinaldinho Cabeção está certo ao dizer que a Lei da Ficha Limpa fere a presunção de inocência?

    E o José Dirceu não tem direito à presunção de inocência, pode ser condenado por simples suposição, pela montagem de um quebra-cabeça ?

  192. Otto said

    Edu #186

    “Ainda acho, Patriarca, que as tentativas de a esquerda tentar se “defender” da decisão do STF pioram a situação. O povo está vendo… essas eleições ainda serão do PT. Jajá isso vai mudar.”

    Por enquanto, Edu, esta sua afirmação está só no nível do desejo. A cada eleição o PT avança e se consolida. E isto desde antes de 2002, quando estava longe do poder federal.

    Enquanto isto, partidos como DEM, PSDB e PPS caminham céleres para a extinção.

    Quem viver verá.

    Alea jacta est.

  193. Jose Mario HRP said

    Bom dia , em falando em politica e ética, ação 470 e coisa e tal, olhem essa aqui:
    http://www.folhadosul.net/fdsnew/index.php?option=com_content&view=article&id=186:mensalao-de-furnas-leia-a-lista-com-os-nomes-e-valores-recebidos&catid=31:politica&Itemid=46

  194. Zbigniew said

    Um ofitopique so para lembrar da nossa dimensao neste universo:

  195. Edu said

    Pax,

    Em: “Corrupção ativa: quatro votos e a discussão”

    “É muito interessante. Enquanto um bando de babacas, liderados pelo Reinaldinho Cabeção, Augusto Boçal Canalha Nunes e outros, demonizam Chavez e a Venezuela, são os EMPRESÁRIOS BRASILEIROS E VENEZUELANOS QUE COMEMORAM A REELEIÇÃO DE CHAVEZ.”

    Lembrando:

    1 – Isso não tem nada a ver com censura, tem a ver com a moderação, que prescinde de igualdade, a menos que o dono do blog não queira, aí a história é outra.

    2 – Justamente pelo número 1, até onde eu entendo, Patriarca, isso não é tentativa de censura, muito pelo contrário, é autorização para a Michelle responder vc à altura, e do que ela bem entender. Mas convenhamos, sua capacidade de interpretação já foi posta várias vezes à prova, e nas várias vezes em que foi colocada à prova, vc abandonou a discussão.

  196. Zbigniew said

    Da serie “O Janio e um Gênio”. Alias, ele e o PML tem se destacado como ilhas de lucidez neste tempo de vinganças seletivas, onde os achismos são juridiscizados em nome da moralização do sistema político nacional.

    “Jânio de Freitas – 14/10/2012

    A mesada e o mensalão

    A mentira foi a geradora de todas as verdades, meias verdades, indícios desprezados e indícios manipulados que deram a dimensão do escândalo e o espírito do julgamento do “mensalão”.

    Por ora, o paradoxo irônico está soterrado no clima odiento que, das manifestações antidemocráticas de jornalistas e leitores às agressões verbais no Supremo, restringe a busca de elucidação de todo o episódio. Pode ser que mais tarde contribua para compreenderem o nosso tempo de brasileiros.

    Estava lá, na primeira página de celebração das condenações de José Dirceu e José Genoino, a reprodução da primeira página da Folha em 6 de junho de 2005. Primeiro passo para a recente manchete editorializada –CULPADOS–, a estonteante denúncia colhida pela jornalista Renata Lo Prete: “PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson”. O leitor não tinha ideia de que Jefferson era esse.

    Era mentira a mesada de R$ 30 mil. Nem indício apareceu desse pagamento de montante regular e mensal, apesar da minúcia com que as investigações o procuraram. Passados sete anos, ainda não se sabe quanto houve de mentira, além da mensalidade, na denúncia inicial de Roberto Jefferson. A tão citada conversa com Lula a respeito de mesada é um exemplo da ficção continuada.

    A mentira central deu origem ao nome –mensalão– que não se adapta à trama hoje conhecida. Torna-se, por isso, ele também uma mentira. E, como apropriado, o deputado Miro Teixeira diz ser mentira a sua autoria do batismo, cujo jeito lembra mesmo o do próprio Jefferson.

    Nada leva, porém, à velha ideia de alguém que atirou no que viu e acertou no que não viu. A mentira da denúncia de Roberto Jefferson era de quem sabia haver dinheiro, mas dinheiro grosso: ele o recebera. E não há sinal de que o tenha repassado ao PTB, em nome do qual colheu mais de R$ 4 milhões e, admitiria mais tarde, esperava ainda R$ 15 milhões. A mentira de modestos R$ 30 mil era prudente e útil.

    Prudente por acobertar, eventualmente até para companheiros petebistas, a correnteza dos milhões que também o inundava. E útil por bastar para a vingança ou chantagem pela falta dos R$ 15 milhões, paralela à demissão de gente sua por corrupção no Correio. Como diria mais tarde, Jefferson supôs que o flagrante de corrupção, exibido nas TVs, fosse coisa de José Dirceu para atingi-lo. O que soa como outra mentira, porque presidia o PTB e o governo não hostilizaria um partido necessário à sua base na Câmara.

    Da mentira vieram as verdades, as meias verdades e nem isso. Mas a condenação de Roberto Jefferson, por corrupção passiva, ainda não é a verdade que aparenta. Nem é provável que venha a sê-lo.

    MAIS DEDUÇÃO

    Em sua mais recente dedução para voto condenatório, o presidente do Supremo, Ayres Britto, deu como certo que as ações em julgamento visaram a “continuísmo governamental.

    Golpe, portanto, nesse conteúdo da democracia que é o republicanismo, que postula renovação dos quadros de dirigentes”.

    Desde sua criação e no mundo todo, alcançar o poder, e, se alcançado, nele permanecer o máximo possível, é a razão de ser dos partidos políticos. Os que não se organizem por tal razão, são contrafações, fraudes admitidas, não são partidos políticos.

    Sergio Motta, que esteve politicamente para Fernando Henrique como José Dirceu para Lula, informou ao país que o projeto do PSDB era continuar no poder por 20 anos.

    Não há por que supor que, nesse caso, o ministro Ayres Britto tenha deduzido haver golpe ou plano golpista. Nem mesmo depois que o projeto se iniciou com a compra de deputados para aprovar a reeleição.”

  197. Edu said

    Patriarca,

    Vc quer discutir direito aqui? Tem certeza? Está realmente disposto a defender o seu ponto de vista nessas questões?

    Vc sabe que eu não tenho problema nenhum em discutir e dar o braço a torcer quando estou errado. Isso já aconteceu aqui. Se vc perder a argumentação, vai dar o braço a torcer? Vai ser homem suficiente para dar o braço a torcer?

  198. Edu said

    Otto,

    Eu espero que vc esteja certo, até que surja um partido que consiga representar decentemente a direita no Brasil.

    Até lá, quem ganhará força não será mais o PT, mas o PSB, que, convenhamos, tem sido muito mais coerente que o PT. E, por incrível que pareça, até gosto do PSB, tenho uma imagem boa dele por conta da atitude da Erundina.

  199. Edu said

    Patriarca,

    “O negócio deles é um blog homogêneo, tipo Reinaldinho Cabeção, onde o dito cujo chama o Lula de apedeuta, bêbado, pilantra, corrupto etc.etc.etc e as vaquinhas de presépio diziem, “amém Tio Rei, amém, Tio Rei”.”

    Acho que o Lula concorda, eu nunca vi o Lula sequer chegar perto de processar o RA…

    Agora, chamar qualquer pessoa que leia o RA e concorda com algumas ideias dele de “vaquinhas de presépio” pode, né Pax?

  200. Zbigniew said

    Edu,

    Tu estas parecendo o STF, rapaz! Que seletividade e esta?!!!

    Já li muitos outros aqui, em varias ocasioes, dirigirem-se diretamente ao nick para ofender com palavras de baixo calão. E tu só no pianinho.

    Há pouco fui chamado de pilantra porque entendi que um nick era defensor dos tucanos (tudo bem, peguei pesado, tucano já e ruim, imagina defensor). O Pax interviu solicitando moderação na linguagem (atendi prontamente. Nao chamo mais ninguém de tucano. Juro!).

    Que marcação e essa com o caro Patriarca?!

  201. Edu said

    Zbig,

    Eu acho que o Jânio e o PML estão fazendo um favor aos tucanos em ficar remoendo sentença proferida em última instância.

    Eles deviam estar cobrando o mensalão mineiro, isso sim.

  202. Edu said

    Zbig,

    Pobrezinho! Vc se sentiu censurado?

    Leia com atenção: garantir o direito de resposta

    Vc consegue entender isso? Está escrito censura nisso aí? Estou falando para excluir algum comentário?

    Convenhamos tem os 2 lados tbm… né:

    O lado positivo: não tem nada a censura.

    O lado negativo: o nível vai baixar.

    A escolha é do Pax.

  203. Zbigniew said

    Direito de resposta?!!!!

    Meu amigo, o que a “marvada” nao faz com as pessoas.

  204. Jose Mario HRP said

    Caros colegas, deixando de lado a luta ideológica, passem as vistas lá na Globonews e veja a ocupação das favelas Jacarezinho/Manguinhos.
    Exito total, e mais 70 mil cidadãos livres do terrorismo da droga!
    O CV perdeu seu centro economico!
    Parabens aos cariocas!

  205. Edu said

    Pax,

    Veja outro exemplo!

    O do Zbig não se aguentou também em #203!

    Como vc define o nível do debate dele? Bom?

    E aí? Aceito o que o dono do blog definir.

  206. Edu said

    HRP,

    Concordo contigo nessa.

  207. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    é muito estranho você achar que o Reinaldinho Cabeção e sua claque tenham todo o direito de chamar o Lula de apedeuta, bêbado, pilantra, corrupto, etc.etc.etc. e eu não tenha o direito de chamar o dito cujo de Reinaldinho Cabeção e sua claque de vaquinhas de presépio.

    Isso é o que você chama de “direitos iguais”?

    Você poderia explicar qual ciência você toma por base para chegar a tal conclusão?

    De a cordo com a ciência do direito “uma resposta equivalente à ofensa sempre será considerada legítima defesa”.

    Ou você acha que o Reinaldinho Cabeção e sua claque são mais “direitosos” que os outros?

    Realmente muito estranho!

  208. Patriarca da Paciência said

    E, meu caro Edu,

    eu não tenho a menor pretensão de fazer você concordar comigo, mas minha opinião, veja bem, minha opinião (direito constitucional), é que o Reinaldinho Cabeção e sua claque são um bando de babacas.

    Ou melhor, acho que o Reinaldinho Cabeção é um espertalhão que está ganhando um bom dinheiro em cima do seu público cativo.

    São apenas 4% dos brasileiros, mas numa população de 200 milhões, é um número bem expressivo e o Reinaldinho Cabeção sabe muito bem como tirar proveito disso.

  209. Edu said

    Patriarca,

    O RA chama quem ele quiser do que ele quiser.

    Se ele ofende alguém, essa pessoa tem que se resolver com o próprio RA. Nesse caso (do Lula), pelo jeito, o mesmo não ficou ofendido. Como é um dos blogs mais visitados do Brasil, talvez Lula não discorde do que o RA diz.

    O que eu entendo é vc tomar aqui, nesse blog, as dores do Lula, que vc decerto nem conhece e agredir gente que não tem nada a ver com o RA.

    Como se o RA tivesse ofendido vc pessoalmente, sua honra ou sua família e vc precisasse chamar quem lê RA de “vaquinhas de presépio” para se sentir melhor.

    Só que como vc está usando esse espaço, que não tem nada a ver com o RA inclusive, para agredir quem o lê.

    Vc acha isso justo?

    Ps: tomando esse tipo de atitude e agredindo gratuitamente quem lê o RA não resolverá suas diferenças com ele.

  210. Edu said

    Patriarca,

    Novamente: pare de chamar leitores de babacas. Não é porque lêem que concordam, não é porque concordam que são babacas.

  211. Patriarca da Paciência said

    O problema, meu caro Edu,

    é que eu admiro muito o cristianismo, acho mesmo o máximo da evolução humana, mas não consigo “amar os meus inimigos” e “dar a outra face a quem me esbofeteia”.

    Acho que existem pesoas, tipo o Reinaldinho Cabeção, que são geneticamente tortos e nunca entenderão o que seja solidariedade.

    Os ditos cujos consideram as características dos mamíferos, ou seja, demarcar território, se sobrepor aos outros, manter privilégios etc.etc.etc. como virtudes altamente desejáveis.

    Eu nunca ganhei, nem ganharei um centavo por defender o Lula, mas sinto e sentirei sempre a obrigação de defendê-lo.

    E nuca estarei ao lado de tipos do tipo do Reinalnho Cabeção.

  212. Patriarca da Paciência said

    E nunca estarei ao lado de tipos do tipo do Reinalnho Cabeção.

  213. Jose Mario HRP said

    Patriarca não se amofine com sua limitada paciencia com certas “atualidades”!
    Como alguém que se quer espirita e cristão também sofro desse mal……mas somos também cheios de muitos predicados!
    KKK.

  214. Zbigniew said

    José Mário # 204,

    Enquanto o governo e prefeitura do Rio, com todos os problemas inerentes ao combate ao trafico e a corrupção na corporação policial, aceita a parceria com o governo federal implantando as unidades de policia pacificadora, a onda de assassinatos na baixada santista permanece, sem que o governo de São Paulo de uma resposta a altura para, inclusive, neutralizar o poder das facções criminosas. Como e que um estado importante como São Paulo nao tem uma parceria com o governo federal e um plano de ocupação de espaços dos criminosos?!
    E a imprensa amiga da o tom de lamentação, nunca de critica.

  215. Edu said

    Patriarca,

    Eu fico imaginando, se vc acredita que as características dos mamíferos não são desejáveis, que características vc gostaria que as pessoas apresentassem: dos ovíparos? dos répteis? das amebas?

    E não querer estar ao lado de tipos do tipo do RA e nem do próprio RA faz mal à sua própria natureza humana, que é a de conviver em sociedade. Vc deveria no mínimo estar disposto a aceitar as diferenças, ainda que sejam “geneticamente tortos”.

    Impressiona essas palavras vindas de alguém que sempre levanta a bandeira do preconceito aqui.

    No mais, pode manifestar sua ira, à vontade, eu nunca pedi censura nesse espaço, só pedi o direito de resposta à altura.

    Mas lembre-se, já que é católico: ira e preconceito são pecados graves, vc tem se confessado?

  216. Zbigniew said

    Aqui um texto bem interessante sobre a política de segurança publica praticada em SP.

    “Colocando definitivamente uma pedra sobre o propagandismo tucano em torno de sua política de segurança, que estaria reduzindo a criminalidade e as mortes violentas em São Paulo, os meses de junho e julho registraram a maior onda da violência desde o sangrento maio de 2006. Desentendimentos entre a Rota e o PCC desataram o terror e desde então já se contabilizaram cerca de 200 mortes, dentro de circunstâncias similares à explosão de seis anos atrás.

    Para tentar analisar as nuances dessa onda de violência, ainda pouco esclarecida oficialmente e com alguns novos elementos, o Correio da Cidadania entrevistou a advogada e socióloga Alessandra Teixeira, estudiosa da criminalidade urbana da metrópole. Para ela, “primeiramente, há a questão da orientação política do governo, pois decide ocupantes de pastas e secretarias, com incitação da violência e respectiva condecoração dos violentos. Em São Paulo tem sido utilizada a linguagem da guerra, imagens bélicas, frases demagógicas como “o bandido vai levar a pior”, enfim, uma carta branca à violência policial”, resume.(…)”
    http://www.advivo.com.br/blog/antonio-ateu/governo-alckmin-a-violencia-policial-em-sao-paulo

  217. Chesterton said

    Meu caro Pax,

    O Chesterton já sugeriu vários vezes me “excluir” do blog. Agora, o Edu está sugerindo me “censurar”.

    chest- o quê? Eu sugerir acabar com o bobo-da-corte desse blog, Pariarca, não seja desonesto. Chore, mas não fique se lamuriando, vai procurar terapia (ocupacional). Nunca sugeriria Pax a banir alguem, e voce é apenas um idiota.

    Meu caro Edu,

    é muito estranho você achar que o Reinaldinho Cabeção e sua claque tenham todo o direito de chamar o Lula de apedeuta, bêbado, pilantra, corrupto, etc.etc.etc. e eu não tenha o direito de chamar o dito cujo de Reinaldinho Cabeção e sua claque de vaquinhas de presépio.
    chet- chame quem você quiser do que você quiser e pare de encher o saco e se fazer de coitadinho (= fudidinho, pois coitado é o fudido, sofreu o coito).

    Vejam só, agora que condenados ficam inventando coisas. Isso é carência afeitva.

  218. Chesterton said

    Acho que existem pesoas, tipo o Reinaldinho Cabeção, que são geneticamente tortos e nunca entenderão o que seja solidariedade.

    Os ditos cujos consideram as características dos mamíferos, ou seja, demarcar território, se sobrepor aos outros, manter privilégios etc.etc.etc. como virtudes altamente desejáveis.

    Eu nunca ganhei, nem ganharei um centavo por defender o Lula, mas sinto e sentirei sempre a obrigação de defendê-lo.

    chest- rsrsrsrsrs , mas que QI de ameba!

  219. Chesterton said

    O desconforto da nação petista – ELIO GASPARI

    FOLHA DE S. PAULO – 14/10

    Se STF foi tribunal de exceção, com que roupa os comissários tratarão os mensaleiros de outros partidos?

    Os argumentos do desconforto de comissários, intelectuais e políticos da nação petista diante das sentenças do Supremo Tribunal Federal colocam-nos na situação do sujeito que usa livre-arbítrio para acreditar que a rua Barata Ribeiro é uma transversal da avenida Atlântica. Pode acreditar nisso, mas nunca mais será capaz de achar um endereço em Copacabana.

    Oito dos 11 ministros da corte foram nomeados por Lula e Dilma Rousseff. Ao sustentar que esses juízes formaram um tribunal de exceção, os companheiros deslustram o mérito das indicações dos governantes petistas.

    Salvo os doutores Toffoli e Lewandowski, a corte teria cedido a uma pressão dos meios de comunicação. Se essa influência fosse infalível, como explicar que a mesma corte, por unanimidade, reconheceu a constitucionalidade das cotas para as vagas nas universidades públicas? Contra elas estava a unanimidade dos grandes meios de comunicação, ressalvada a autonomia assegurada a alguns articulistas.

    Dois condenados (José Dirceu e José Genoino), ergueram em suas defesas passados de militância durante a ditadura. Tanto um como outro defenderam projetos políticos que transformariam o Brasil num Cubão (Dirceu) ou numa Albaniona (Genoino).

    Felizmente, a luta de políticos como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Paulo Brossard trouxe esses militantes perseguidos para a convivência democrática, e não o contrário. Se tivessem prevalecido as plataformas do PC do B ou do Molipo, Ulysses, Tancredo e Brossard teriam vida difícil.

    A teoria da conspiração contra guerrilheiros heroicos estimula construções antidemocráticas de denúncia da justiça e da imprensa a serviço de uma elite. Nos anos 60, muita gente achou que a luta contra a “democracia burguesa” passava pela radicalização e até pelos trabucos. Deu no que deu.

    Ficaria tudo mais fácil se os companheiros entendessem que fizeram o que não deviam e foram condenados. Endossaram a teoria da impunidade do caixa dois eleitoral porque acharam que ela os protegeria. O melhor a fazer seria reerguer a bandeira abandonada da moralidade. Assim poderão batalhar pela condenação de mensaleiros de outros partidos e apresentar-se aos eleitores com um projeto livre de capilés.

  220. Pax said

    Prezados,

    Estou no meio de uma viagem. Cuidem do espaço que é aberto e tenta ser educado.

    Não vejo com bons olhos agressões como método de discussão. Já vi acabarem bons espaços por conta de comentaristas passarem a se agredir diuturnamente. Acaba que enche o saco.

    A riqueza é ligada a pluralidade num espaço de discussão. Saber respeitar as opiniões alheias faz parte da democracia.

    Peço, mais uma vez, ajuda de todos na manutenção geral. E agradeço antecipadamente a atenção e entendimento.

    Ps. Se tiverem uma vontade incontrolável de agredir alguém, me candidato a alvo. Prefiro assim.

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  221. Jose Mario HRP said

    Na verdade Zbigniew, a negação as evidencias em São Paulo fez morrer em Sampa 80 Pms covardemente, e um sem número de pessoas mortas por grupos de maus policiais por vingança.
    Nasci em Santos e meus contatos são quase diários com irmãos e mãe, que relatam queda da vida noturna na Baixada, medo de sair a rua e entrar em certos bairros.
    Tudo por conta do descontrole das autoridades, por vezes envolvidas no tráfico, ou em negação por propósitos politicos e eleitorais.
    Chamo isso de sindrome do PSDB.
    KKKK……
    A rejeição ao Serra é um dos sintomas da fadiga da paciencia do paulista médio para com esse governo que se eterniza no estado.

  222. Pax said

    Interessante acompanhar os movimentos internos do PT neste momento.

    Muita gente que foi massacrada pela chapa atualmente no comando está ensaiando ir à forra e começam a se organizar.

    Aquele post anterior “nem todos os pardos sao gatos…” foi um tiro no centro do alvo.

    Enviado via iPhone

  223. Pax said

    Com a fadiga do Serra os tucanos só terão Aécio para 2014 ou Alkmin tentará mais um vôo de galinha?

    E Eduardo Campos conseguirá projeção nacional?

    O PSOL vai beliscar uma fatia maior do poder?

    Qual será o futuro verde?

    E o futuro liberal?

    Coisas que me fazem pensar.

    2014 tá logo ali.

    Enviado via iPhone

  224. Otto said

    EDU #198;

    “Eu espero que vc esteja certo, até que surja um partido que consiga representar decentemente a direita no Brasil.

    Até lá, quem ganhará força não será mais o PT, mas o PSB, que, convenhamos, tem sido muito mais coerente que o PT. E, por incrível que pareça, até gosto do PSB, tenho uma imagem boa dele por conta da atitude da Erundina.”

    Lembra que nós já conversamos sobre isto no ano passado (ou retrasado) e eu dizia a nova força a se rivalizar com o PT viria do campo da centro-esquerda?

    Pois é, está ai o PSB. Mas acho que ele só tem chances a partir de 2018 — e olhe lá!
    (Pois é bom lembrar que se o Haddad for eleito e fizer um bom governo em SP, ele é um forte candidato em 2018!)

    Por outro lado, o PSB é um balaio da gatos. Se tem uma Erundina e um Eduardo Campos, tem também aqui em Curitiba um Ducci, um tucaníssimo de altas plumagens (pra não falar do aecista Márcio Lacerda em BH).

  225. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    eu sempre assisto aos documentários da TV escola e, há bem pouco tempo, assisti a um documentário da BBC, baseado em pesquisas das Universidades de Oxford e Cambridge, que foram as qualidades de: proteger os mais fracos, solidariedade, compartilhamento, previsão das consequências etc .etc.etc. que deram ao ser humano o domínio da Terra.

    Uma ameda, como o Chesterton, não representa evolução nem progresso.

    Já Jesus, o máximo da solidariedade e da vitória do ser humano sobre o mamífero, representa o máximo também da evolução humana.

    É nisso que acredito.

  226. Pax said

    Para provocar o Chesterton, velho e bom Chesterton :

    O melhor cabo eleitoral do Haddad é o titio e seu grupo mais, digamos, extremados nas críticas.

    As pessoas de bom senso, mesmo que não votantes petistas, percebe os exageros e a reação aparece nas pesquisas.

    Como Serra nao aprendeu nas ultimas presidências vai pagar de novo o preço agora nessas municipais.

    E será, provavelmente, sua ultima chance.

    Enviado via iPhone

  227. Chesterton said

    Patriarca, você um petista iludido clama por Jesus para proteger um bando de ladrões miliardários? Mas você não tem um pingo de neurônios neste cérebro?

  228. Chesterton said

    Serra faz uma campanha xôxza, nâo ataca, por isso pode perder. leia a coluna de dorrit harazin em O Globo de hoje.

  229. Pax said

    Posta aí, Chesterton, velho e bom Chesterton. Por favor.

    Aqui de iPhone é phoddis.

    Enviado via iPhone

  230. Chesterton said

    não achei na net, só no papel.

  231. Zbigniew said

    José Mário,

    Quando vc se depara com um governador que assume a linguagem da violencia policial e diz que no Carandiru quem nao reagiu esta vivo.

    Quando vc se depara com um jeito de governar que prefere a desocupação violenta (USP, Pinheirinho, etc), surgem misteriosos incêndios em favelas em áreas valorizadas, o combate ao crack e feito com ênfase nos interesses nas áreas desocupadas, vc passa a pensar: com essa política de viés higienista, a que ponto o PSDB chegou.

  232. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    além de ser uma ameba, você é uma ameda desonesta!

    Pergunto ao Pax se não é verdade que o Chesterton sugeriu me excluir do blog?

  233. Patriarca da Paciência said

    Fala aí, Chesterton,

    ou será, ameba desonesta?

    Realmente gostei desta.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  234. Jose Mario HRP said

    Com 14 dias para segundo turno nas 50 cidades pelo Brasil, os 17 milhões de votos do PT são a prova de que o proc. 470 não frutificou como bandeira politica.
    pode até ser uma “conquista” meio que enviesada mas a vitória em SP capital daria ao governo federal o palanque para um reeleição tranquila.
    Coloco o dedo na ferida:
    Ousarão tentar processar o ex presidente mais popular dos últimos 58 anos?
    Eu aposto até em ruptura institucional.

  235. Zbigniew said

    Pax,

    Com um meio de campo embolado desses em relação a uma alternativa de poder ao PT para 2014, e com a musculatura eleitoral adquirida nestas eleicoes 2012, se nao houver um problema econômico serio, o maior candidato continua a ser o PT.

  236. Pax said

    Com Dilma?

    Enviado via iPhone

  237. Chesterton said

    Pergunto ao Pax se não é verdade que o Chesterton sugeriu me excluir do blog?

    chest- kakakakakakakakak!!!!!!! Mamãe, dá a chupeta para ele!

  238. Pax said

    Prezados,

    Com certeza há reflexos da 470. Ainda é cedo para mensurar o tamanho final, mesmo porque o julgamento nao terminou.

    O que me parece adequado e mais importante neste momento é o arranjo interno.

    O que será do Campo Majoritário (atual Construindo um Novo Brasil)?

    Acho, puro achismo, que se continuar forte e “autoritário” os reflexos da 470 serão ainda maiores.

    O PT, no meu entendimento, precisa mesmo de um rearranjo.

  239. Jose Mario HRP said

    Senhores essa eu não sabia!
    Serra réu?
    Olha só:
    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/10/silas-malafaia-um-pastor-que-finge-nao.html

  240. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro HRP,

    o “maior escândalo da História do Brasil”, conforme o PIG, envolve 153 milhões de reais. Já um único processo contra o Serra, o qual envolve 3 bilhões de reais. é apenas fichinha para o PIG.

    Com a palavra o Ameba Desonesta.

  241. Pax said

    Prezados,

    Vamos maneirar. Tô preso num aeroporto por conta de um acidente no destino. Vou embarcar daqui 6 horas pra depois pegar um busao de mais 3 horas.

    Ficar moderando nao ajuda. Ok?

    Enviado via iPhone

  242. Zbigniew said

    Sim, Pax. Com Dilma. Lula, enquanto ainda a liderança que todos conhecemos, e enquanto ainda ativo nos bastidores, será sempre uma alternativa valida e poderosa para substituir a Dilma no caso de um acidente de percurso (problemas de ordem econômica ou pessoal).

    A aprovação da Dilma e do seu governo e a situação econômica do pais nao só autorizam como exigem que seu nome seja colocado para um segundo mandato. E com Haddad em SP, principalmente se conseguir a preveitura, o grande Lula terá dado um passo decisivo para a renovação de lideranças no PT. Se elas vão se firmar como lideranças políticas de envergadura só o tempo dirá. Aposto muito no Haddad.

    Aqui faço uma inflexão para analisar a figura do Lula enquanto estrategista político. Neste ponto digo que ele se diferencia do Dirceu por este ter sido o operador dos esquemas políticos influenciados pela realpolitik. De fato Dirceu esta para o Lula, assim como o Sérgio Motta esteve para o FHC. Entretanto as comparações param por aqui. Ao contrario do que aconselhou o Motta ante de falecer ao FHC, o Lula nunca se apequenou diante dos desafios que governar o pais traziam. Isso porque nunca o seu desejo de melhorar o pais esteve abaixo do seu ego.

  243. Zbigniew said

    Sabem por que o tema “MENSALÃO” nao pegou para o PT (exceto para aqueles que nao enxergam um palmo a frente do nariz)?
    Porque…

    “Na prática os Governos do PT são bem avaliados e muita gente se beneficia de suas políticas sociais, das mudanças na economia, dos projetos educacionais, da melhoria das estradas de rodagem federais, da ampliação dos postos de trabalho, da carteira assinada, da melhoria do salário, com as facilidades de obtenção de crédito, as compras em 10/12 vezes sem juros: os pacotes de viagem, as passagens aéreas, as compras nos shoppings, etc., a redução significativa dos juros bancários, os financiamentos de carro e casa, o simples, a desburocratização da abertura de uma empresa, a informatização do INSS, as reduções de IPI, o bolsa-família, o Prouni, etc. e isso conta demais. É o que dá a medida do voto de cada partido. Quem está sendo beneficiado por tudo isso não é louco de mudar o rumo da política. E sabemos que é um caminho sem volta! Político que resolver ir por outro caminho nunca mais será eleito.”

    E tem mais…

    “A internet conseguiu, através das redes sociais, desmistificar o PT e o PSDB, ao mesmo tempo. Existe uma galera grande na internet que posta diariamente milhares de posts sobre denúncias de corrupção do PSDB e do DEM. Não adianta os políticos dessas duas legendas falarem nos microfones ou darem entrevistas moralistas para a velha mídia, atacando os adversários; só pregam para uma pequena parcela de “convertidos”, como dizem no linguajar da política. A internet desmente a “cara de pau” de alguns políticos, quando de frente dos microfones ou das páginas dos jornais e revistas. Um simples post lido, dos milhares que colocam, já deixam ressabiados os não-radicais.”

    Digo mais, nao só a cara de pau de alguns políticos, mas da velha mídia também. Quanto ao papel do Judiciário digo que a sua instrumentalização política foi captada pela população e que…

    “A Judicialização da eleição, tentando resolvê-la via Judiciário pelo “Mensalão do PT”, até com a concomitância do Julgamento com as Eleições Municipais não enfraqueceram o PT e nem a base aliada de DILMA. Tanto é que estudiosos se dividiram em dizer quem foi o vencedor nestas eleições em 1º turno: LULA, DILMA e EDUARDO CAMPOS foram os nomes citados. Não foram ditos os nomes de FHC, SERRA ou qualquer outro político da oposição.

    Ficou para os 10% mais radicais, tanto à direita como à esquerda o papel de indignação ao “Mensalão do PT”. Para a maior parte da população se seguiu a vida e votaram conforme suas crenças e ideias do que é melhor para ela, para sua classe social (a eleição de São Paulo mostra bem isso: bairros centrais, mais abastados, acreditam que o PSDB é melhor e bairros mais periféricos, menos abastados, creem ser o PT e assim, os votos se solidificaram nas urnas).

    No 2º turno me parece que a base aliada virá forte para ganhar a maioria esmagadora das prefeituras, ainda em disputa. Formou-se um grupo de partidos aliados, costura feita por DILMA, que está unido pela vitória. E eles representam muito mais eleitores do que a oposição. Até um pacto de não-agressão foi definido, quando da disputa de políticos da base de sustentação do Governo Federal.”

    Em suma, o tapetao nao trouxe o resultado esperado e a população nao foi levada no bico.

    Textos aspeados: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-efeito-colateral-do-uso-do-mensalao-nas-campanhas

  244. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Você admite que Dirceu operou a tal realpolitik?

    Se sim, como deixou entender acima, porque reclama do julgamento da 470?

    Enviado via iPhone

  245. Patriarca da Paciência said

    Meu caros Pax e Zbigniew,

    achei muito interessante o ponto de vista de “O Cafezinho”.

    “Não seria uma dessas incríveis ironias da história que o povo, que invariavelmente festeja a condenação de graúdos, independentemente se são inocentes ou não (até porque o povo entende, muito astutamente, que não existem inocentes na política), não seria engraçado que este povo, inconscientemente, credite este “avanço” democrático à Lula, à Dilma, e a seu campo político?

    O povo não quer saber se Dirceu é inocente ou não. Como diria Pascal (com indisfarçável ironia), o povo tem opiniões muito saudáveis, e entre estas a de não perdoar ninguém. Está na mídia, é culpado. É réu num processo por corrupção? É culpado. No entanto, a visão cínica do povo é realmente democrática. Ele não vê inocência em parte alguma. Se gosta de Lula, jamais foi por ver Lula como inocente, e sim como um político astuto o suficiente para chegar à Presidência, vencer seus adversários e fazer um bom governo.

    E assim, não estaria o povo interpretando o julgamento do mensalão como mais uma conquista trazida pela era Lula? E o povo, mais uma vez, tem ideias saudáveis, porque, de fato, dificilmente veríamos situação similar se a direita estivesse no poder. A direita jamais indicaria, como fez Lula (ingenua e equivocadamente, agora vemos), o primeiro escolhido de um Ministério Público fortemente conservador. FHC catou seu procurador de um longínquo sexto lugar. Jamais a direita apontaria ministros do STF que não fossem estritamente de sua confiança. Lula escolheu Joaquim Barbosa e Ayres Britto. FHC escolheu… Gilmar Mendes.”

    Ou seja, de uma maneira ou de outra, o julgamento do tal “Mensalão” também é uma conquista do governo Lula.

    http://www.ocafezinho.com/2012/10/13/o-julgamento-do-mensalao-foi-uma-vitoria-de-pirro-para-a-oposicao/

  246. Pax said

    Novo post, das salas de espera e alimentaçao do aeroporto. Esperando o vôo extra que vai me levar para 250 km de onde estacionei o carro antes de ontem.

    De lá, segundo prometido, um ônibus nos levará até o aeroporto fechado.

    Putz, bem no meio do fim do feriadao.

    Paciência.

    Enviado via iPhone

  247. Zbigniew said

    Pax,
    Você entende realpolitik como sendo algo criminoso. Eu coloco como sendo algo pragmático, que vai além das ideologias. Ex.: a convivência dos governos Lula e Dilma com a concentração do sistema financeiro; a necessidade de realização de alianças com segmentos políticos considerados abjetos, como no caso do PP do Maluf ou do fisiológico PMDB, de lideranças como Sarney ou Calheiros; as consertacoes no Parlamento envolvendo promessa de cargos e repasse de verbas, etc.

    Dai nao confundir com uma opinião sobre um julgamento que quer imputar um crime por dedução lógica (mas bem próximo de um julgamento de um leigo) sem qualquer prova contra o condenado. Você e eu, no mundo “em off” podemos fazer isto, mas JAMAIS um ministro da mais alta Corte do pais deveria fazê-lo. Se o fez foi por questões de conveniência política e de posicionamento subjetivo, passando por cima de garantias constitucionais consagradas no texto de 1988.

    A tua dedução vai no mesmo caminho da dos Ministros que admitem a invalidade de leis supostamente aprovadas sob o signo de consertacoes que, em virtude da analise subjetiva de S.Excias., poderiam comportar utilização de expedientes que a luz da ética e da moral, e das leis também, seriam reprováveis. A pergunta e: podem os srs. Ministros se arvorarem tutores de um outro poder passando por cima da vontade popular, usurpando o processo legislativo apenas por ACHAREM que o mesmo estaria viciado por comportamentos de realpolitik? Observando que para estes o termo será sempre associado com procedimentos criminosos passíveis de anulação?!

    Forcando a barra e admitindo-se que uma bizarrice como essa acontecesse, abriria um precedente perigoso, em que um poder nao legitimado pelo voto popular se sobreporia aos demais causando uma inseguranca juridica e institucional incontornaveis. E isto seria inadmissível num regime que se diz democrático.

  248. Zbigniew said

    Patriarca,

    E bem por aí. A direita, capitaneada pela velha mídia, vai “pari passu” quebrando a cara, achando que pode tutelar vontades. Aos poucos, quando as velhas lideranças forem perdendo forcas, a ficha vai cair. Se nao cair vão perder importância e cada vez mais viverem no isolamento e na irrelevancia tornando-se folclóricas e desaparecendo (vejam o caso do DEM).

  249. Jose Mario HRP said

    Patriarca, Zbig, Otto, nada é eterno fora nossos espiritos, então a busca e a caça do melhor para nosso povo é o que nos move.
    Seguindo adiante ………………

  250. Chesterton said

    , então a busca e a caça do melhor para nosso povo é o que nos move.

    CHEST- mas que lindas intenções!

  251. LeonelTuh said

    пруды из пластика

    садовые пруды

  252. Stephendak said

    демонтаж металлолома

    Прием лома юр лица

  253. Richardnow said

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    двухкомпонентный лак для паркета

  254. вендинг автоматы

    установить снековый автомат

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