políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

STF condena por quadrilha

Posted by Pax em 22/10/2012

No entendimento da maioria dos ministros do STF houve crime de formação de quadrilha nos núcleos político, publicitário e financeiro do julgamento do mensalão do PT.

Agora é aguardar as dosimetrias para os réus considerados culpados e os trâmites subsequentes.

STF: maioria condena Dirceu, Genoino, Delúbio e mais sete réus por formação de quadrilha

Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, condenou hoje (22) 11 réus pelo crime de formação de quadrilha durante o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. “A sociedade não pode perder a crença de que o Estado dará a resposta penal adequada”, disse.

Com o voto de Britto, encerrando o Capítulo 2, o julgamento de todos os itens da ação está concluído. A próxima etapa é definir a pena dos réus, a dosimetria (definir quantos anos de prisão), o que já deve começar a ser discutido na sessão extra de amanhã (23).

Ayres Britto acompanhou integralmente o ministro-relator Joaquim Barbosa e condenou os réus do núcleo político: o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. Do núcleo publicitário, foram condenados Marcos Valério, Ramon Hollerbarch, Simone Vasconcelos e Cristiano Paz. Já do núcleo financeiro, foram condenados Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane.

“O fato é que os três núcleos de que trata a denúncia realmente se entrelaçaram. Houve um desígnio de propósito, divisão de tarefas”, analisou Britto. O magistrado refutou a consideração da ministra Rosa Weber, de que para caracterizar crime de quadrilha deve haver abalo à paz social. “O direito não se vale do dicionário comum da língua portuguesa”, disse.

Seguindo os demais ministros, votou pela absolvição de Ayanna Tenório, a única absolvida por unanimidade. Com o voto de Britto condenando o ex-dirigente do Banco Rural Vinícius Samarane, mais um placar ficou empatado. Ao total, sete réus tiveram placar indefinido. Mais cedo, Ayres Britto falou que os empates tendem a beneficiar o réu.

Confira o placar final do Capítulo 2 – formação de quadrilha envolvendo os núcleos político, publicitário e financeiro:

1) José Dirceu: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto/ Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

2) José Genoino: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux,Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármem Lúcia e Dias Toffoli)

3) Delúbio Soares: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

4) Marcos Valério: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

5) Ramon Hollerbach: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

6) Cristiano Paz: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

7) Rogério Tolentino: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

8) Simone Vasconcelos: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

9) Geiza Dias: 9 votos pela absolvição a 1 (Condenação: Marco Aurélio Mello)

10) Kátia Rabello: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

11) José Roberto Salgado: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

12) Ayanna Tenório: 10 votos pela absolvição

13) Vinícius Samarane: 5 votos a 5 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello)

Anúncios

112 Respostas to “STF condena por quadrilha”

  1. Michelle said

    22 de Outubro de 2012 às 21:33

    247 – Este 22 de outubro de 2012 é o dia que, para o bem ou para o mal, entrará para a história do Supremo Tribunal Federal. A data em que dois ex-presidentes do partido político mais votado no primeiro turno das eleições municipais – José Dirceu e José Genoino – foram mandados para a forca como bandidos comuns e condenados como quadrilheiros.

    Talvez tenha sido coincidência que o auge do julgamento do mensalão ocorresse a seis dias das eleições municipais. Outra possível coincidência, a edição do Jornal Nacional, que emendou a propaganda de José Serra com o noticiário sangrento sobre o tema. E que destacou, naturalmente, as peças de retórica mais ousadas. Ambas partiram dos dois “Mellos” do Supremo Tribunal Federal: o decano Celso de Mello e o sempre surpreendente Marco Aurélio Mello.

    É possível que haja razões jurídicas para condenar boa parte dos réus da Ação Penal 470. Mas o dia de hoje ficará marcado como a data em que dois ministros preferiram trilhar um caminho político na suprema corte.

    Marco Aurélio, em vez de simplesmente votar, resgatou e releu o discurso que fez quando de sua posse no Tribunal Superior Eleitoral em 2006. Um discurso em que comparou a era Lula a um “fosso moral”. Em seguida, incluiu a funcionária “mequetrefe” Geiza Dias da agência DNA na acusação por formação de quadrilha para que os réus fossem 13. “Um número simbólico”, lembrou Marco Aurélio, numa outra possível coincidência, também destacada no Jornal Nacional, a seis dias das eleições. Marco Aurélio falou ainda em bandidos “armados com dinheiro”, numa alusão ao passado guerrilheiro de José Dirceu e José Genoino, que enfrentaram a ditadura militar de 1964 – um regime que Marco Aurélio qualificou como um “mal necessário”.

    Em seguida, comparou o Partido dos Trabalhadores, dono do número 13, à Máfia italiana, passando a bola para Celso de Mello, que fez ligações mais próximas à realidade brasileira. Para o “decano” do STF, o PT se parece mesmo com o PCC, o Primeiro Comando da Capital, e com o Comando Vermelho, grupos criminosos que assaltam e matam no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    lula deve estar com as “zoreia” em pé!

  2. Michelle said

    STF condena por formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas a QUADRILHA chefiada por ZD (da ex cupula petista)

    Noto que ninguém foi condenado por burrice e soberba.
    Talvez ai possamos incluir lula…o burro que nada sabia e estava bebado de poder…a famosa soberba.

    Que tal?

  3. Otto said

    Por falar nisso, o pai do ex-vice do Serra foi preso, hehehe.

    Edu, eu conheci a Unilab, no Ceará. Tá funcionando redondinha. O único problema é o calor de lascar, não nas salas, que têm ar condicionado, mas na cidade de Redenção, onde fica o Campus.

  4. Chesterton said

    STF condena “A” quadrilha….

  5. Michelle said

    “Por falar nisso, o pai do ex-vice do Serra foi preso, hehehe.”
    Otto, o dolicocéfalo vertebrado, pra não variar está mentindo.
    Segue lula, chamado de irresponsável por Marco Aurélio Mello.
    Em 2006 e em 2012.
    Monkey see.
    Monkey do ?

  6. Patriarca da Paciência said

    Ministros cabalísticos e ministros retóricos!

    Realmente não era o que eu esperava do STF.

    Mas de qualquer forma o jogo foi democrático e o resultado tem que ser respeitado.

    E numa democracia, quem não se julga culpado, tem todo o direito de lutar para provar sua inculpabilidade.

    Realmente não foi apresentada qualquer prova concreta contra o denominado, “núcleo político”.

    Foi tudo na base do “domínio do fato”.

  7. Pax said

    Acabou. Me lembrei de uma música antiga e danada de boa.

    —http://www.youtube.com/watch?v=7KXfBW1cfxM

  8. Chesterton said

    PT faz mal para a saúde?

    Está aí uma briga entre José Serra e Fernando Haddad focada num tema polêmico e relevante para a cidade de São Paulo, bem diferentes das asneiras do “kit gay”: a gestão das entidades privadas sem fins lucrativos ( as chamadas OSs) de equipamentos públicos.

    Serra bate na tecla que, se eleito, Fernando Haddad acabaria com o convênio de hospitais e centros de saúde com as OSs – o que Haddad nega. Nega porque, afinal, essas entidades carregam marcas famosas em gestão como Sírio-Libanês, Unifesp, Albert Einstein, irmãs Marcelinas.

    Haddad afirma que seu problema não é com a parceria, mas com o que ele considera baixa fiscalização. Ele seria um asno ideológico – e não é o caso – para acabar com esses convênios, que inovam a administração púbica. Estou convencido de que o ex-ministro não mexeria nesses acordos, afinal arrumaria muito mais problemas do que soluções numa área já problemática.

    Mas o tiroteio de Serra, embora amplificado para uso no palanque, é ajudado pelo próprio Haddad que, ao tratar do assunto em seu programa, foi, no mínimo, dúbio. E fica claro que, se ele não acaba com o que está aí, não faria novos acertos desse tipo.

    Mas existe nesse debate um problema do PT: é um partido influenciado fortemente pelo funcionalismo público. Não se fazem boas políticas pública sem exigir mais mérito e eficiência – o que, na maioria das vezes, acaba em enfrentamento com os sindicatos das corporações.

    Não raro, as corporações colocam-se acima dos interesses dos cidadãos

    As Organizações Sociais podem e devem ser mais fiscalizadas. Mas o que incomoda segmentos do PT é que elas tiram poder dos sindicatos e submetem o funcionalismo a um grau diferente de comparação de eficiência.

    gd

  9. Pax said

    Infelizmente, caro Patriarca, que outra conclusão o STF poderia ter chegado?

    Que Delúbio e Silvinho fizeram tudo “por conta e risco”?

    Difícil de comprar essa tese. Ao menos do meu ponto de vista.

  10. Pax said

    Quem, diachos, é “gd”, infalível e trabalhoso Chesterton?

  11. Michelle said

    “E numa democracia, quem não se julga culpado, tem todo o direito de lutar para provar sua inculpabilidade.”

    “Inculpabilidade” ?

    “Inculpabilidade” é um neologismo petista. Uma palavra que significaria alguma coisa semelhante a um réu condenado pelo STF mas não inocente. Apenas faltaram provas.
    hehehe

  12. Jose Mario HRP said

    Testando.

  13. Jose Mario HRP said

    O professor Wanderley Guilherme começa o artigo com uma acusação: o Legislativo é pusilanime.

    O Legislativo precisa botar o Supremo no trilho Constitucional ou o que Santayana, em outro memorável artigo, definiu como “o Supremo nao pode ter tanto poder”.

    O Legislativo deve à sociedade restabelecer a primazia da Política.

    E desde já aprovar uma reforma política, como a de Henrique Fontana (PT-RS), que estabelece o financiamento público das campanhas.

    E deve examinar todas as decisões “excepcionais” que derivaram do julgamento do mensalão (o do PT) e e podem vir a deformar a vida partidária.

    A mais exgravagante é a inesquecível assertiva do presidente Ayres Britto de que as coligações deveriam se encerrar com a eleição.

    Inacreditável.

    O que é preciso fazer na Lei para que extravagância igual não se repita ?

    Nem se torne motivo para condenar um político.

    No centro do problema, a questão do financiamento, para desestimular o Caixa Dois, já que é disso que trata o mensalão do PT.

    (Como se sabe, o mensalão não se provou …)

    E, acima de tudo, o Legislativo tem que trabalhar para descriminalizar a Política – trabalho a que o Supremo parece dedicar-se com empenho.

    Por exemplo, o Legislativo deve rediscutir a Lei que criou o Conselho Nacional de Justiça.

    E submeter Supremos juízes aos mesmos critérios de transparência e honradez que os juízes mortais devem respeitar.

    Não se deve dar de normal que um Ministro do Supremo ilustre a Lista de Furnas do governador Eduardo Azeredo ou que outro considere um Golpe Militar um “mal necessário”.

    Em nome da Sociedade, alguém deveria ter o poder de perguntar: como é que é, Excelência ?

    D PHA/ Conversa Afiada.

  14. Pedro said

    Eu penso que acabou a primeira parte, a segunda, que é a fixação das penas também vai ser “quente”.

    Será que vai dar cadeia? Ou vamos ter doação de cestas básicas e serviços comunitários?

    Independente das penas que serão atribuidas, vou usar meus poderes e fazer mais uma previsão:

    Haverá choro e ranger de dentes

  15. Patriarca da Paciência said

    “Infelizmente, caro Patriarca, que outra conclusão o STF poderia ter chegado?”

    Meu caro Pax, o pomposo ministro Marco Aurélio Mello chegou a se valer de cabala e numerologia para justificar seu voto.

    Sinceramente, tenho convicção que foi um um julgamento político.

    Tenho lido muitos artigos que apontam no mesmo caminho.

    Tanto que a decisão não foi unânime.

    Haverá desdobramentos.

  16. Patriarca da Paciência said

    Para quem acha que inculpabilidade é um neologismo, favor ver o link:

    “O FAVORECIMENTO PESSOAL ENTRE FAMILIARES (ART.348, §2º, CP) COMO CAUSA DE INCULPABILIDADE
    Érika Mendes de Carvalho

    Resumo

    O artigo 348, §2º, do Código Penal, isenta de pena o sujeito ativo do favorecimento pessoal quanto este for ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do autor do crime. Questiona-se a natureza jurídica desse preceito, majoritariamente havido pela doutrina nacional como uma causa pessoal de exclusão de pena ou escusa
    absolutória. Estabelecidas as principais notas de distinção entre as condições de punibilidade e as categorias integrantes do conceito analítico de delito, sustenta-se que o favorecimento pessoal entre familiares constitui uma autêntica causa de inculpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa. Esse entendimento, ademais de situar adequadamente a referida cláusula, lastreada no princípio da inexigibilidade, no âmbito da categoria da culpabilidade-e não da punibilidade-, traz importantes conseqüências dogmáticas, especialmente no que concerne ao tratamento do erro, já que este, quando incidente sobre os pressupostos objetivos da causa de inculpabilidade em apreço, adquire indiscutível relevância penal, seja vencível ou invencível.”

  17. Patriarca da Paciência said

    O link:

    http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevCiencJurid/article/view/9794

    Revista de Ciências Jurídicas

  18. Olá!

    Uma questão surge: Se os bandidos que foram julgados e condenados pelo atual STF pertencessem ao PSDB e não ao PT, haveria toda essa choradeira de “julgamento político”, “tribunal de exceção”, “apelação às cortes internacionais” e coisas tais?

    Podem ter certeza de que, se os tais bandidos fossem do PSDB e tivesse o STF se pronunciado da maneira como o fez, essa militância tosca e vagabunda estaria afirmando, com todas as letras, que o STF seguiu a lei e apenas cumpriu o seu devido papel.

    Vão enganar outros. . .

    Até!

    Marcelo

  19. Pedro said

    Sim Patriarca, haverá desdobramentos.

    Se o Valerio pegar alguns anos de cadeia, pode ainda continuar calado, por muita grana.
    Mas, se a pena dele for de muitos e muitos anos de cadeia, não haverá dinheiro que o faça ficar de boca fechada.

    Aguardemos……..

  20. familiabopp said

    gd= Gilberto Dimenstein

    Agora vamos de Janer

    SER CORRUPTO NÃO É
    PARA QUALQUER UM

    Conheci em São Paulo, há alguns anos, uma pessoa de posses, inculta mas viajada e cozinheiro emérito. O que me gerava um problema. Ele me oferecia jantares requintados e eu, que não sei nem fritar ovos, não tinha como retribuir-lhe. Até que um dia encontrei a fórmula. Ofereci-lhe um jantar. Ele escolhia os ingredientes, eu os comprava e ele vinha cozinhar em minha casa. Deu certo. Ele veio com avental e chapéu de cuca e passamos uma bela noitada. Mas não era disto que pretendia falar.

    Ele tinha algum apreço por mim. Viajante, gostava de ouvir falar sobre viagens e gastronomia. Gostava de minhas crônicas e pediu-me que eu lhas enviasse diariamente. O que fiz com muito prazer. Até que um dia surgiu o impasse. Ele não suportava meus artigos sobre o Lula e o PT. Pediu-me que continuasse enviando as crônicas, menos aquelas sobre o capo di tutti i capi e seu partido.

    – Não entendo – objetei -. Existiu algum partido mais corrupto na história do país? Quem dá cobertura e orienta esse esquema corrupto? Estou escrevendo alguma inverdade?

    – Não. Mas ele teve sucesso.

    Eis o supremo critério de uma certa elite abastada e inculta: o tal de sucesso. Este critério vale tanto para Lula como Maluf, Sarney ou Collor. Seja Hebe Camargo ou Sílvio Santos. Paulo Coelho ou Chico Buarque. Vale também para o povão. Pouco importa nesta São Paulo que gerou tanto Lula como Maluf, que o líder petista se abrace com o criminoso procurado internacionalmente pela Interpol. Maluf só está livre porque está no Brasil. Se der um passo no estrangeiro, pode ser preso. Lula se abraça com o mafioso, em seu jardim, e consegue eleger seu candidato em São Paulo. A cúpula do PT foi condenada pelo mensalão e os criminosos portam uma aura de mártires.

    Acabei me afastando de meu amigo milionário. Se havia assuntos proibidos em nossas conversas, melhor não conversar mais. Se não aceito censura em jornais, não vou aceitá-la em meu pequeno círculo. Esta técnica é muita usada por pobres de espírito que fazem psicanálise. Já aconteceu comigo e não foi uma vez só: “se voltas a tocar nesse assunto, eu vou-me embora e não pago a conta”. Tudo bem, querida, pago a conta com prazer.

    De fato, o sucesso tudo absolve. Como dizia Nelson Rodrigues, os idiotas se deram conta de que são maioria. Às vezes recebo abaixo-assinados conclamando a mudar este país. Santa ingenuidade. Os idiotas jamais permitirão tal heresia. Isso não quer dizer, no entanto, que todos os brasileiros sejam canalhas.

    O psicanalista Luis Felipe Pondé, na Folha de São Paulo de hoje, defende uma tese insólita. Que quando se fala de corrupção, todo mundo mente. Quase todo mundo prefere um pai ou marido corrupto a um honesto, mas pobre. Para resistir à corrupção, você tem que ser radical, ou religioso, ou moral ou político.

    Segundo o psicanalista, “o julgamento do mensalão não significou nada para o eleitor, mesmo para aquele que se julga “crítico”. Ninguém dá bola para a corrupção do seu partido do “coração”. Também foi importante para ver o modo de operação da corrupção ideologicamente justificada inventada pelo PT: só faltava dizer que foi a direita de Marte que inventou tudo”.

    Nem tanto à terra nem tanto ao mar. Verdade que ninguém dá bola para a corrupção do seu partido do “coração”. Mas há alguns milhões de brasileiros honestos. São os sem partido. Nestas eleições, 22,7 milhões de eleitores não votaram. É um número considerável. São 22 milhões de pessoas que não são cúmplices da corrupção, seja de qual partido for.

    Segundo Pondé, “quase ninguém quer ter um pai ou marido pobre, e sim prefere um pai ou marido corrupto, mas que dê boas condições de vida. Esta é a verdade que não se fala”. O advérbio de modo “quase” – quase salva o cronista. Digo quase, pois o país está cheio de pessoas honestas. O problema é que não se reúnem em partidos nem constituem maioria.

    No item bem-estar da família, Pondé arrola desde roupa, comida boa, escola dos filhos, melhor casa para morar, ajudar os sogros doentes e idosos, viajar para Miami e Paris, apartamento na praia, até iPhone, viajar de avião, comprar coisas nos EUA, ter TV de 200 polegadas, iPads, enfim, “ter uma vida”. Enfim, aquilo que meu amigo gastrônomo chamaria de sucesso. E concluí: “No dia a dia, isso tem outro nome: honestidade não vale nada, o que vale é ter uma “vida decente”: segurança para os filhos, uma esposa feliz porque pode comprar o que quiser (dentro do orçamento, claro, mas quanto menor o orçamento menor o amor…), enfim, um “futuro melhor”.

    Ora, há centenas de milhares – senão milhões – de pessoas neste país que chegaram a boas condições de vida sem corromper-se. O país permite o acesso a uma vida razoável sem precisar apelar à ilegalidade. Quem apela à corrupção nem sempre é o pobre, ao qual viriam muito bem estas benesses. Curiosamente, o corrupto de modo geral emerge das classes ricas, que querem ainda mais do que têm.

    Sem falar que, para ser corrupto, algum acesso se precisa ter ao poder. Este acesso o pobre não tem. Ser corrupto não é para qualquer um. É para quem pode. E mais: exige trabalho. Por mais dura que seja sua jornada, certamente Carlinhos Cachoeira, Zé Dirceu, Maluf, Delúbio, Marcos Valério suaram mais a camiseta que você. Não se constrói uma quadrilha eficiente sem esforço e dedicação. São centenas de milhares de horas-homem de trabalho. O mensalão, por exemplo, começou a ser montado em 1980, no colégio Sion, em São Paulo. Foram mais de vinte anos de trabalho de consolidação da quadrilha. Ser honesto pode não compensar muito. Mas sem dúvida é menos trabalhoso.

    Em meu pequeno círculo de amigos, tenho pessoas de origem modesta. (Para começar, este que vos escreve). Ninguém nasceu em berço de ouro. Mas nenhum deles está mal de vida. Quase nenhum tem carro, mas isto é opção pessoal. Mas viajam, curtem bons restaurantes, não se privam de livros nem de arte. Nenhum precisou ser corrupto para chegar onde chegou. Tudo depende de não querer dar passo maior que as pernas. Se eu quiser um iate de luxo, por exemplo, é claro que terei de candidatar-me a deputado ou ministro… ou bicheiro ou traficante. O que dá mais ou menos no mesmo.

    Sucesso, assim como hoje se entende, para mim é coisa que não diz nada. As posses que ricos e novos ricos ostentam nada me dizem. Que vale a um Maluf ter bilhões em bancos no Exterior se não pode ir a Paris ou Roma, nem mesmo a Montevidéu? O que vale em um homem, penso, é a cultura. Neste sentido, respeito inclusive o homem rico e culto, que sabe fazer uso inteligente de sua fortuna.

    Segundo Pondé, para resistir à corrupção, você tem que ser radical, ou religioso, ou moral ou político. O psicanalista deve estar cercado de muita gente suja. Ora, há muitas pessoas neste mundo que não são radicais religiosos, nem morais ou políticos, e conseguem ser honestas.

    Para ser honesto, não é preciso ter fé nem ideologia. Basta julgar indevido meter a mão no bolso alheio. Disse alguém que o sucesso da Inglaterra era devido ao fato de os homens honestos serem tão audazes quanto os canalhas.

    Isto é o que falta ao Brasil.

    – Enviado por Janer

  21. Chesterton said

    idem ibidem

  22. Zbigniew said

    Acreditem: vamos ouvir rumores de “Domínio do Fato” ou de “Atos de Ofício”, mas sua efetiva aplicação sempre dependerá de um componente político que deverá ser ou não tutelado por uma circunstância de poder. Hoje, o conservadorismo determina tal aplicação.

  23. Chesterton said

    No Brasil pos moderno colocar ladrão na cadeia é “conservadorismo”…

  24. Otto said

    Política
    Mundo
    Economia
    Esporte
    Cultura
    Mídia
    Falou e disse:

    O que o julgamento do Mensalão fala sobre o poder judiciário brasileiro

    Paulo Nogueira

    O julgamento do Mensalão deixou claro que temos problemas sérios no sistema judiciário brasileiro. Que tínhamos e temos problemas no sistema político era e é evidente: basta ver as alianças que os dois maiores partidos nacionais são obrigados a fazer em escala municipal, estadual e federal. Maluf, em São Paulo, foi disputado.

    O fato novo, ou relativamente novo, é o escancaramento da precariedade do sistema jurídico. O julgamento do Mensalão trouxe para os holofotes este drama nacional.

    Vejamos Marco Aurélio Mello, do STF. Ontem, na votação em que condenou os réus, ele repetiu um discurso que fizera em 2006 – saudado como “magnífico” por um comentarista político.

    Um trecho dele:

    Infelizmente, vivenciamos tempos muito estranhos, em que se tornou lugar-comum falar dos descalabros que, envolvendo a vida pública, infiltraram na população brasileira ─ composta, na maior parte, de gente ordeira e honesta ─ um misto de revolta, desprezo e até mesmo repugnância. São tantas e tão deslavadas as mentiras, tão grosseiras as justificativas, tão grande a falta de escrúpulos que já não se pode cogitar somente de uma crise de valores, senão de um fosso moral e ético que parece dividir o País em dois segmentos estanques ─ o da corrupção, seduzido pelo projeto de alcançar o poder de uma forma ilimitada e duradoura, e o da grande massa comandada que, apesar do mau exemplo, esforça-se para sobreviver e progredir.

    Que país é este? O Brasil? Onde se manifesta, nas urnas, o instrumento mais importante para aferir o sentimento de um povo, o “misto de revolta, desprezo e repugnância”?

    Quando aquilo acontece, qualquer governo numa democracia é varrido. Desde o “magnífico” discurso, Lula foi reeleito, saiu do governo com 80% de aprovação e colocou Dilma no poder.

    Apenas para constar: não votei em Lula nem na eleição e nem na reeleição. Mas cego não sou.

    Agora mesmo, em meio ao julgamento, Haddad está prestes a se eleger prefeito de São Paulo contra o superpreparado, aspas, Serra graças a Lula.

    Mello parece estar desconectado da voz rouca das ruas no Brasil. É como se ele estivesse acompanhando o país, à distância, pelos artigos de Jabor e de Merval e pelos editoriais do Estadão, com incursões online pelo Blog do Noblat.

    Disse ele no “magnífico” discurso:

    Não passa dia sem depararmos com manchete de escândalos.

    O que isso significa quando você tem uma imprensa que se especializou em veicular uma profusão de escândalos, muitos deles tão sem sentido que acabam abandonados no meio do caminho? Um sistema judiciário melhor poria limites na indústria de escândalos – até para que a sociedade possa distinguir as coisas e formar suas próprias opiniões.

    No Brasil, você pode publicar, como aconteceu, que Lula tem uma conta no exterior com base num dossiê que não podia ser “nem confirmado e nem desmentido”, conforme quem trouxe este escândalo, aspas, a seus leitores, a Veja. Nos Estados Unidos, Paulo Francis foi instado pela justiça local a provar que diretores da Petrobras tinham contas no exterior. Francis foi processado nos Estados Unidos porque fez a acusação em solo americano, no programa Manhattan Conection.

    Para encurtar a história, ele ficou atormentado a tal ponto pela indenização que teria que pagar caso não provasse as acusações que morreu do coração.

    A liberdade de expressão é um bem precioso demais para ser tratado à Paulo Francis – para caluniar adversários e inimigos sem prova. A justiça brasileira, em sua leniência, estimula este tipo de jornalismo.

    Um último ponto que eu queria destacar da fala de Mello em 2006 e repetida ontem:

    A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites, levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais surpreendente.

    Pois aí eu queria entender melhor. Num parágrafo, a revolta dos brasileiros parece ser semelhante à dos franceses ao tomar a Bastilha. Ou, para sermos mais atuais, às dos egípcios que derrubaram Mubarak. Em outro, a apatia dos revoltados é surpreendente.

    Não existe, simplesmente, nexo. Pela lógica que se autodestrói em um texto curto pode-se avaliar a estatura intelectual de um de nossos mais importantes juízes togados.

    O Poder Judiciário tem que ser reformado — até no campo dos modos e costumes. Tudo bem o ministro Gilmar comparecer ao lançamento de um livro em meio ao julgamento? Claro. Em tese. Mas e se este livro é de alguém cujos textos sobre exatamente este assunto são desequilibrados, envenenados e antijornalísticos, como é o caso de Reinaldo Azevedo?

    Aí fica muito mais complicado. No mínimo, é uma antecipação de voto. Mostra, para além disso, uma intimidade desaconselhável entre um juiz tão importante e a mídia.

    Esse tipo de relação sabemos onde dá: o jornalista eventualmente ganha acesso a informações confidenciais, e a fonte ganha a certeza de que receberá tratamento vip do jornalista.

    Não é bom para a democracia. Na Inglaterra, um comitê está discutindo neste momento os limites da mídia – e um dos tópicos é exatamente a relação entre jornalistas e o poder. Amizade não pode porque é nociva para o interesse público. O premiê David Cameron teve que explicar no comitê, com transmissão ao vivo para todo o país, a natureza dos emails trocados com uma jornalista que ocupava um cargo elevado no grupo News International, de Rupert Murdoch.

    O grande Pulitzer, o editor que simplesmente inventou as manchetes, disse uma frase que sempre repeti para as equipes que chefiei: “Jornalista não tem amigo”.

    Um jornalista amigo de Lula não consegue escrever sobre ele com distância. Um jornalista amigo de FHC, idem. Daí por diante.

    Jornalista não tem amigo é uma frase que deveria estar gravada na mente de todo jornalista.

    Mas a mídia tradicional brasileira jamais levou isso a sério.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=13828

  25. Zbigniew said

    A mídia tradicional brasileira (vulgo “velha mídia”) não leva a sério porque é concentrada e está visceralmente ligada aos esquemas políticos e de poder.

    Na verdade tornou-se um outro poder, ilegítimo, com vontade própia, outrora capaz de derrubar ministros e eleger presidentes. Hoje, nem tão poderosa, mas ainda capaz de impor medo a muitos políticos e influenciar muitas cabeças (vide a espetacularização do julgamento da AP 470 no STF).

    Querer equidistância de órgãos de comunicação deveria ser um lugar-comum. Mas, infelizmente, não é. Na falta de um órgão de esquerda que faça frente aos tradicionais de direita, fica a população a mercê da padronização de pensamentos, de viés único, o que é muito ruim para a democratização da comunicação.

  26. Otto said

    PAVOR ARISTOCRÁTICO NA RETA FINAL

    Paulo Moreira Leite

    A iminência de uma derrota histórica na cidade que consideravam sua reserva de mercado têm levado alguns observadores a fazer um trabalho vergonhoso em defesa da candidatura de José Serra à prefeitura de São Paulo.

    Em vez de defender José Serra, o que seria natural na reta final da eleição, eles procuram levantar o fantasma da ameaça de um avanço da hegemonia do PT no país inteiro. Enquanto acreditavam que seu candidato era favorito, diziam que a polarização política era ótima, que o conflito ideológico ajudava a formar a consciência do eleitor. Mas agora, diante de pesquisas eleitorais constrangedoras, querem mudar o jogo de qualquer maneira.

    É um comportamento arriscado e pode ser contraproducente.

    Do ponto de vista democrático, o PT só chegou ao poder de Estado, em qualquer instância, pelo voto direto. Bem ou mal, é o único dos grandes partidos brasileiros – já existentes na época — que pode exibir essa condição.

    Claro que você pode discutir a recusa em votar em Tancredo Neves, em 1984. Pode dizer que foi radicalismo, esquerdismo, sei lá. Mas é possível reconhecer que naquele momento da transição os petistas defenderam um princípio de respeito a vontade popular que vários adversários – por uma esperteza que em vários casos pouco tinha a ver com patriotismo desinteressado – logo iriam trocar por um cargo no ministério.

    Essa postura conservadora contra Haddad retoma os velhos fantasmas do perigo vermelho, tão primitivos como tantas mitologias de quem saiu colonizado pelos anos de Guerra Fria. Reflete um medo aristocrático de quem imaginava que tinha transformado São Paulo em seu quintal eleitoral e agora se vê sem respostas para as grandes parcelas da população.

    Depois de criticar o PT pelos Céus de Marta Suplicy, a campanha tucana fala em Céus do Serra. Depois de criticar o bilhete único, o PSDB aderiu a ele. Criticou Haddad pelo bilhete único mensal, mas agora lançou sua própria versão do mesmo bilhete. Depois de passar a campanha pedindo que a população tivesse pena de Gilberto Kassab, nossos analistas descobrem que o continuismo não está com nada e, para não perder embalo, dizem que é uma tendência para 2014 e já ameaçam Dilma.

    Levantar o fantasma de um perigo difuso e ameaçador é um dos mais conhecidos truques da comunicação moderna. Revela desprezo pelo conhecimento e pela inteligência do eleitor, procurando convencer a população com argumentos inconscientes, de natureza emocional.

    A postura pode ser resumida assim: quando não dá mais para falar em bolo nem em brioches, como fez Maria Antonieta diante da plebe rude, vamos para lágrimas e o sentimentalismo.

    O pensamento aristocrático e conservador do século XIX, quando a aristocracia descobriu que o voto popular poderia produzir resultados desagradáveis e inesperados, foi construído assim. Pensadores como Gustave Le Bon afirmavam, literalmente, que a multidão “ou não conseguia raciocinar, ou só conseguia racionar de forma errada.”

    O truque principal, nesse comportamento, era evitar referências claras e diretas. Por motivos fáceis de explicar, nunca se diz: perigo de que? Por que?

    Grita-se: “eu tenho medo,” como fez Regina Duarte, em 2002. Mas pelo menos ela tinha sido a namoradinha do Brasil…

    Como bem lembrou Fernando Rodrigues, a partir de 1994 o PSDB tornou-se um partido rico e poderoso.

    Deixou essa condição, pela vontade livre e direta do eleitorado. Em nenhum momento o PSDB deixou de ter colunistas e articulistas de pena amiga para descrever suas virtudes perante a população, com uma generosidade jamais exibida em relação a nenhum outro adversário.

    A dificuldade é que, em sua passagem pelo poder federal os tucanos não deixaram nenhuma recordação duradoura na defesa dos mais pobres e dos assalariados em geral. Foi por isso que perderam três eleições consecutivas, sem jamais exibir concorrentes competitivos.

    Em 2002, quando o governo de FHC chegou ao fim, sua popularidade era negativa. A inflação passara dos dois dígitos, o desemprego havia disparado, a economia estava num abismo financeiro e é claro que, já então, culpava-se o perigo vermelho por isso.

    Quanto aos métodos de governo, não sejamos ingênuos nem desmemoriados. Se você não quer usar a palavra aparelhamento, poderia falar, então, em engaiolamento tucano.

    É um sistema realmente eficiente, já que, em quatro anos, promoveu:

    a) mudanças nas regras eleitorais estabelecidas pela Constituição;

    b) um esquema conhecido como mensalão, matriz dos demais;

    c) um procurador geral da República dos tempos de FHC era conhecido como “engavetador”geral da República;

    Embora goste de lembrar que o PT votou contra o Plano Real assinado por Itamar Franco, o PSDB prefere esquecer que, ao retornar ao governo de Minas Gerais, o ex-presidente rompeu com FHC e chegou a mobilizar a PM para impedir que Brasília privatizasse a usina de Furnas.

    Foi para tentar derrotar Itamar, político muito popular no Estado, que o PSDB inventou o mensalão de Marcos Valério, colocando de pé um esquema que arrecadou mais de R$ 200 milhões para as agências ligadas ao esquema. Nem assim o esquema funcionou e, como acontece nas democracias, venceu o candidato que era melhor de voto.

    Mesmo derrotado – a democracia tem disso, né, gente? – o PSDB empurrou a dívida do esquema com a barriga, com ajuda de verbas liberadas – olha a coincidência ! – pelo mesmo cofre do Visanet. Quando Aécio recuperou o governo de Minas, Valério voltou a ser premiado com novos recursos, informa Lucas Figueiredo, no livro O Operador. Conforme demonstrou a CPI dos Correios, dirigida por aliados do PSDB, havia farta distribuição de recursos públicos na campanha tucana.

    Num lance de peculiar ousadia, foram retirados R$ 27 milhões da própria Secretaria da Fazenda do Estado.

    A verdade é que o mensalão mineiro foi feito com tanta competência – ou seria melhor empregar o termo periculosidade? – que jamais foi descoberto. Até surgiram denúncias, mas eles nunca foram investigados.

    Chegou-se ao mensalão mineiro por causa do braço petista de Marcos Valério. Se não fosse por ele, nem saberíamos que teria existido.

    Isso é que engaiolamento, vamos concordar. Funciona mesmo depois que o PSDB deixou o poder. Enquanto o Supremo condena o mensalão petista com argumentos deduzidos e não demonstrados, os tucanos seguem no pão de queijo. Ninguém sabe, sequer, quantos serão julgados. Nem quando.

    Agora vamos reconhecer: Fernando Haddad assumiu a liderança folgada nas pesquisas como um bom candidato deve fazer. Veio do zero, literalmente, e ganhou eleitores na medida em que tornou-se conhecido.

    O apoio de Lula não é importante, apenas, porque lhe garante um bom patamar de votos. Essa é uma visão eleitoreira da política. Esse apoio mostra que é um candidato com origem e história e isso é importante. Dá uma referência ao eleitor.

    Num país onde os sábios da década passada adoravam resmungar com frases feitas sobre a falta de partidos “legítimos”, com “história”, com “programa,”etc, é difícil negar que o PT fez sua parte. Você pode até achar uma coisa detestável. Pode dizer que o PT é um partido anacrônico, que “traiu o discurso ético” e só faz mal ao país. Mas tem de admitir que não é Haddad, como Dilma já mostrou em 2010, quem tem problemas com a própria história.

    E isso, na construção de uma democracia, é um bom começo. Falta, agora, a outra parte. Caso as urnas confirmem o que dizem as pesquisas de intenção de voto, a vitória de Haddad só irá demonstrar a dificuldade da oposição em mostrar que poderia fazer um governo melhor.

    O debate político é este. O resto é propaganda.

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

  27. Zbigniew said

    Nesta o PML se superou. Excelente análise.

  28. Zbigniew said

    Destacaria:


    (…) Embora goste de lembrar que o PT votou contra o Plano Real assinado por Itamar Franco, o PSDB prefere esquecer que, ao retornar ao governo de Minas Gerais, o ex-presidente rompeu com FHC e chegou a mobilizar a PM para impedir que Brasília privatizasse a usina de Furnas.

    Foi para tentar derrotar Itamar, político muito popular no Estado, que o PSDB inventou o mensalão de Marcos Valério, colocando de pé um esquema que arrecadou mais de R$ 200 milhões para as agências ligadas ao esquema. Nem assim o esquema funcionou e, como acontece nas democracias, venceu o candidato que era melhor de voto.
    (…)

    Num lance de peculiar ousadia, foram retirados R$ 27 milhões da própria Secretaria da Fazenda do Estado.

    A verdade é que o mensalão mineiro foi feito com tanta competência – ou seria melhor empregar o termo periculosidade? – que jamais foi descoberto. Até surgiram denúncias, mas eles nunca foram investigados.

    Chegou-se ao mensalão mineiro por causa do braço petista de Marcos Valério. Se não fosse por ele, nem saberíamos que teria existido.

    Isso é que engaiolamento, vamos concordar. Funciona mesmo depois que o PSDB deixou o poder. Enquanto o Supremo condena o mensalão petista com argumentos deduzidos e não demonstrados, os tucanos seguem no pão de queijo. Ninguém sabe, sequer, quantos serão julgados. Nem quando.
    (…)

  29. Zbigniew said

    E esta aqui:


    Essa postura conservadora contra Haddad retoma os velhos fantasmas do perigo vermelho, tão primitivos como tantas mitologias de quem saiu colonizado pelos anos de Guerra Fria. Reflete um medo aristocrático de quem imaginava que tinha transformado São Paulo em seu quintal eleitoral e agora se vê sem respostas para as grandes parcelas da população.

  30. Olá!

    “Embora goste de lembrar que o PT votou contra o Plano Real assinado por Itamar Franco, o PSDB prefere esquecer que, ao retornar ao governo de Minas Gerais, o ex-presidente rompeu com FHC e chegou a mobilizar a PM para impedir que Brasília privatizasse a usina de Furnas.”

    É verdade. Furnas não foi privatizada. Não deve ser à toa que, se colocarem no Google os termos furnas corrupção, obtêm-se quase 350.000 resultados. Sem dizer que tal “empresa” foi central no tosco episódio da Lista de Furnas, onde o mensaleiro, quadrilheiro e corrupto José Dirceu tem alguns parentes e outros da sua curriola pendurados naqueles cargos em que pouco conta o mérito da pessoa e tal.

    Até!

    Marcelo

  31. Pedro said

    Aqui uma boa entrevista sobre o mensalão:

    http://blogdotas.terra.com.br/

  32. Olá!

    Ah, sim: Faltou dizer que o Dirceu tinha muito interesse que a imprensa tomasse como verdadeira a tal da Lista de Furnas.

    Até!

    Marcelo

  33. Olá!

    Hehehehehehehe. . .

    Avaliando os mais recentes comentários da galera de esquerda daqui do site do Pax, parece que esse povo todo se converteu num bando de viúvas do José Dirceu!

    Calma, meninas! Vocês terão muito tempo para visitar o ídolo de vocês quando ele for encarcerado. Portanto, preparem aquela lingerie bem sensual, façam uma francesinha nas unhas, dêem um trato no cabelo, coloquem aquele salto-alto e depilem a baratinha (podem fazer também alguma coisa estilizada, tipo a estrela do PT), pois o homem é exigente.

    Ah, sim: Não esqueçam o lanche pós-nupcial. Caso o marido de vocês não estivesse em uma penitenciária, daria para levar algo mais sofisticado, como lagostas, um bom vinha e coisas tais. Mas como se trata de um presídio, levem o tradicional pão com mortadela, até porque os colegas de cela dele irão querer um pedaço também.

    Até!

    Marcelo

  34. Zbigniew said

    E um complemento aqui:


    “Levantar o fantasma de um perigo difuso e ameaçador é um dos mais conhecidos truques da comunicação moderna. Revela desprezo pelo conhecimento e pela inteligência do eleitor, procurando convencer a população com argumentos inconscientes, de natureza emocional.”

    Há! E parece que tem um resultado aqui, segundo o tracking do PT:

    HADDAD 61 x 39 serra

    (http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/10/23/pt-nao-muda-estrategia-na-reta-final/).

  35. Michelle said

    1. Marcelo Augusto: Gostei do seu comentário. Subscrevo.
    2. Quem não sabe a diferença entre Há e Ah…sempre será petista.
    3.Explicação: O tracking do PT revela 61×39 porque Ze Dirceu foi condenado e o povo paulista resolveu se vingar de Serra. Aguarda-se um novo tracking de 93×7 até a eleição, quando ZD for condenado à prisão. hehehe

  36. Jose Mario HRP said

    Sorry, mas a trama da dosimetria e dos recursos/embargos no STF são RIDICULOS!
    Aliás, empate pro réu!
    Dúvidas?
    E agora os prazoa dos recursos, nulidades e embargos!
    Mas algo fica certo, o presidente e a coligação …….não tinham nada com mo ……

  37. Olá!

    E continua a choradeira das viúvas do José Dirceu.

    É. . .

    Até!

    Marcelo

  38. Zbigniew said

    Fugindo da infantilidade de algumas abordagens e das constatações obvias em relação ao julgamento do mensalão, nao podemos deixar de reconhecer que, um dos efeitos no PT foi provocar a necessidade de renovação de alguns quadros o que foi benéfico para a agremiação. Isso demonstra que a população ainda tem em grande conta o Partido dos Trabalhadores e que Lula e um grande estrategista. Se nao vejamos:

    “(…)
    Haddad

    Na Capital de São Paulo, ele avalia que a “escolha pessoal” de Lula por lançar o ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura teve duas razões: a alta de rejeição da ex-prefeita Marta Suplicy, que a tornava “inviável” e ao fato de ele não ter ligações diretas com o mensalão ou lideranças paulistas ligadas ao escândalo. “(Agora) Haddad disputa o segundo turno com amplas chances de se tornar prefeito de São Paulo depois de patinar com cerca de 3% das intenções de votos até o início de agosto. Ou seja, o seu crescimento deu-se no auge da repercussão do julgamento do mensalão no STF”, ressalta Teixeira.

    Campinas

    A candidatura do economista e ex-presidente do IPEA, Márcio Pochmann em Campinas, na visão do cientista político, tinha o objetivo inicial de “enfrentar o clima hostil” com relação ao PT, devido ao envolvimento do ex-vice-prefeito petista Demétrio Vilarga em acusações de corrupção na cidade, ao lado do então prefeito pedetista Hélio Santos, mas o candidato acabou se destacando. “Pochmann, que também patinou com 1% das intenções de votos no início de agosto, foi para o segundo turno e encontra-se em situação de empate técnico com o candidato do PSB/PSDB que era tido como praticamente imbatível em primeiro turno. Da mesma forma que Haddad, Pochmann deslanchou de forma simultânea ao julgamento do mensalão no Supremo.”

    Osasco

    O terceiro exemplo citado pelo professor é o caso de Osasco que, após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do então candidato do PT à Prefeitura, João Paulo Cunha, no escândalo do mensalão, o partido escolheu Jorge Lapas, um quadro técnico e iniciante em disputas eleitorais. “Lapas venceu as eleições em primeiro turno com cerca de 60% dos votos válidos, excluindo a contabilização da votação obtida pelo tucano Celso Giglio que teve sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, era uma eleição tida como praticamente perdida por setores do próprio PT”, avalia.

    Para Carvalho Teixeira, esses três casos simbolizam como o mensalão “ao contrário do que se pensa, não teve apenas efeitos negativos sobre o PT”. “O desgaste público de dirigentes paulistas abriu o espaço para o surgimento de novas lideranças para a disputa eleitoral”, ressalta. O professor atribui esse processo de renovação ao ex-presidente Lula. “Pode até se discordar do método (evitar disputa partidária ao se desconstruir pré-candidaturas), mas não se pode negar que o partido, pelo menos no primeiro turno, vem se beneficiando desse processo de renovação onde ela efetivamente ocorreu”, afirma. E reforça a importância do escândalo para a renovação: “Vale lembrar que tanto no caso da disputa presidencial de 2010 como para prefeituras de importantes cidades e capitais em 2012, sem o mensalão, José Dirceu e a antiga burocracia partidária certamente estariam no controle do processo sucessório, o que dificultaria a escolha de algum nome que não tivesse alinhamento com a cúpula partidária”.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-o-mensalao-renovou-o-pt

  39. Olá!

    Chora, viúva do Dirceu. . . Chora, viúva mensaleira. . .

    Até!

    Marcelo

  40. Michelle said

    Edu.gov
    O que eu não entendo é a total ausência/omissão da oposição.
    Terminou o julgamento do Mensalão.
    A cúpula do PT foi julgada e condenada por corrupção ativa ( até Tofolli) e formação de quadrilha. ZD condenado.
    Pode até ter que ficar recluso,ou no mínimo dormir na prisão.
    Ninguém da oposição fala nada. Só o Serra em São Paulo.
    E toma porrada de tudo quanto é lado.Até da imprensa “piguista”.

    Aécio Neves, o menino do Rio, deve estar “costurando” alianças.
    Essa é a oposição que o PT, ADORA.
    Eles tem razão! São gulosos.Eu também seria.
    São dolicocéfalos mas são vertebrados.
    A oposicão (oposicinha) é invertebrada!
    PSDB tá na hora de pedir falência.
    Meus gatos já estão jogando terra em cima.
    O PSDB é uma merda que merece ser enterrada!

  41. Otto said

    por Yuri Carajelescov, no Facebook

    A edição do JN de hoje sobre o julgamento do mensalão, a ocupar a metade de todo o tempo destinado ao programa, às vésperas do segundo turno, lembra a patranha da edição do debate Lula-Collor de 1989 ou a farsa da bolinha de papel, gravíssimo atentado contra a careca do Serra em 2010 segundo o mesmo JN.

  42. Otto said

    Marcelo Augusto, tu anda meio desatualizado: a lista de furnas é verdadeira!

    http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/ministerio-publico-denuncia-mensal-o-de-furnas-1.16654

    Ah, esqueço que a verdade não será televisionada.

  43. Michelle said

    (Continuo)

    Nunca fui eleitora do PSDB. Acima expresso minha opinião sobre o tal partido.
    Agora não me venham a dizer que houve qualquer injustiça neste julgamento.
    ZD foi considerado culpado como chefe da quadrilha.
    ZG foi considerado culpado por formação de quadrilha e condenado até por Tofolli por corrupção ativa.

    Isto não é pouco.
    Quem questiona o julgamento, na minha opinião, quer transformar o país na ilha da fantasia.O pais dominado pelo PSDB, o partido da fantasia.
    O PT é o partido do vale tudo. Da corrupção arraigada, tendo como chefe um ex-presidente bêbado pela soberba e burro por que nada sabia. Mentiroso contumaz uma metamorfose ambulante como se auto definiu.Um enganador.
    O Brasil de hoje, com todo o respeito aos dissidentes, não é sério.
    Dilma finge que governa, lula finge que não governa e a oposição finge que faz oposição.
    A mulher tomate, Dilma, é muito ruim e se esconde atrás do cargo. Faz viagens custeadas pelo povo brasileiro para apoiar candidatos Brasil afora. Horas de expediente, avião e equipe de segurança no rabo da viúva. Nós. Petistas adoram.
    E ninguém da oposição fala nada.Preferem permanecer em recesso eleitoral.
    Uma total vergonha.
    Incluam-me fora disto.
    Eu já fui.
    Se estivesse em São paulo…votaria em Serra.
    Haddad só fez cagada como ministro do MEC.
    O Prouni é um antro de ineficiência e corrupção, para constar das estatísticas.
    O Enem nem se fala.

    Hipocrisia tem limite! embora Pax nem sempre concorde.

  44. Jose Mario HRP said

    Enquanto a “estória” do mensalinho continua, em Sampa o triste fim de alguém que achava ser alguém:

  45. Patriarca da Paciência said

    “247 – José Dirceu e José Genoino, dois ex-presidentes do PT podem vir a ser presos, mas serão considerados “presos políticos” por seus companheiros. Foi o que disse Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República, ao jornal O Globo:

    “O Supremo tem que ser respeitado. Se determinar prisão, as pessoas vão para a prisão. Agora, as pessoas não vão admitir que são corruptas, elas vão declarar que são prisioneiras políticas de um julgamento de exceção. Vai ser a razão de viver do Dirceu e do Genoino demonstrar que foram condenados sem provas”, disse Vannuchi.

    O ministro também alertou sobre como a mudança na jurisprudência será acompanhada daqui para frente pelo partido. “Nós vamos acompanhar com lupa cada voto de ministro, e, se daqui a um ano, eles absolverem um grande empresário por falta de provas, nós vamos lembrar, democraticamente, que, no julgamento do mensalão, quando não havia provas, os indícios foram tidos como suficientes para condenar”, afirmou.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/83777/Vannuchi-diz-que-Dirceu-e-Genoino-serão-considerados-presos-políticos.htm

    O pomposo, cabalístico e numerólogo Marco Aurélio Mello com suas prédicas.

    O exagerado retórico decano Mello com seus discursos inflamados.

    O inquisidor Barbosão com sua cara de pedra.

    Realmente, fizeram história!

  46. Pax said

    Vamos aos dados e fatos, com um pouco mais de calma.

    1 – os julgamentos em que houve empate, os réus estão absolvidos.

    2 – nos julgamentos em que réus foram condenados mas não por unanimidade, quem absolveu não vai participar da decisão do tamanho (dose) da pena.

    3 – nesta primeira etapa, e ainda faltam muitas, Marcos Valério, a invenção tucana de MG que o PT, por soberba e burrice adotou, já levou quase 12 anos em cana.

    O clima de coliseu tomou conta do país e da imprensa. Muitos pedem sangue, outros pedem indulto. E dos dois lados a razão é bastante relegada para um segundo plano.

    Melhor ficar mais calmo e observar. Houve erros? O STF diz que sim. Que os responsáveis paguem por isso. Beleza. Mas é necessário que este modelo seja aplicado de forma geral para que não tenhamos uma convulsão.

    E o impacto no segundo turno das eleições municipais? Bem, até agora parece que é pequeno.

  47. Pax said

    O Josias de Souza coloca uma questão complicada na qual, pelo estatuto do PT, Dirceu, Genoino e Delúbio deveriam ser expulsos do partido.

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/10/24/pelo-estatuto-pt-teria-de-expulsar-jose-dirceu/

  48. Patriarca da Paciência said

    Do link que o Otto colocou no comentário 42:

    “Peritos

    Mas a prova cabal de que a lista de Furnas é mesmo verdadeira acabou sendo fornecida por peritos da Polícia Federal. Em depoimento à PF, além de confirmarem a autenticidade da assinatura de Dimas Toledo, os peritos descartaram a possibilidade de montagem.

    A lista

    A lista de Furnas, assinada pelo próprio Dimas Toledo, traz o nome de políticos que receberam doações clandestinas de campanha da empresa estatal em 2002. Entre os beneficiados estão os ex-governadores de São Paulo e de Minas Gerais, e outros 150 políticos.”

    Acho que os advogados do PT deveriam começar por aí.

    Imediatas providências, pelo STF, para a lista de Furnas!

  49. Patriarca da Paciência said

    “condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado.”

    caro Pax,

    O Josias está cometendo dois erros básicos:

    1º – apesar de ser uma decisão do sentença do STF, ainda não transitou em julgado e está sujeita a recursos sim, conforme todos os noticiários.

    2º – ” José Dirceu e José Genoino, dois ex-presidentes (e Delúbio) do PT podem vir a ser presos, mas serão considerados “presos políticos” por seus companheiros. Foi o que disse Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República, ao jornal O Globo.”, portando, não há crime infamante ou práticas administrativas ilícitas.

    O PT não costuma abandonar “companheiros sangrando à beira da estrada”.

    A maioria do PT tende a ficar dentro da linha do Vanucchi.

  50. Patriarca da Paciência said

    Correção = 1º – apesar de ser uma sentença do STF, ainda não transitou em julgado e está sujeita a recursos sim, conforme todos os noticiários.

  51. Pax said

    Talvez minha pergunta devesse ser um pouco mais elaborada, caro Patriarca e todos,

    E ela é: O PT precisa se repensar depois deste episódio?

    Esqueçamos os outros partidos por enquanto, fico só nesta questão. O PT precisa mudar ou não, está bom do jeito que está?

  52. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    toda a política brasileira precisa ser repensada!

    A grande contribuição do Collor para a política brasileira foi começar a mostrar, de maneira torta, como a “coisa funciona”, através do PC Farias.

    O Lula iniciou um projeto de conversar com todos os políticos sobre o financiamento público de campanha mas viu que não despertava muito interesse.

    Acho que, no final das contas, a grande contribuição desse julgamento será no sentido de despertar o povo brasileiro para o financiamento de campanha.

    Ou se muda o financiamento de campanha ou fica tudo como está e a coisa foi mesmo só um espetáculo midiático.

  53. Pax said

    Caro Patriarca,

    Independente de “toda política brasileira”. Meu foco na pergunta é bastante preciso: O PT precisa mudar?

  54. Edu said

    Michelle,

    O PSDB é oposição de si mesmo!

    Digamos que eles sejam o “zero à esquerda”…. hahahaha

    E, sinceramente, eu fico feliz que eu começo a ouvir no rádio a mídia falando sobre o mensalinho. Não sei se isso trará sossego àqueles que não são zero à esquerda e insistem em chamar a mídia de PIG, mas pelo menos confirma a minha crença de que o mundo não está perdido e nem “pendido” para um lado só.

    —X—

    Paralelo a isso, acho extremamente engraçado. O Otto publica um texto do LN sem dizer o nome, imediatamente questiono a ideia central do texto: a oposição se resume a “rancor”.

    Acho que pelos posts que vemos aqui, de onde vem o rancor.

    Serra está desesperado, mas o rancor nós sabemos de onde vem. Se eu fosse psicólogo diria que o LN está projetando o rancor dele. hehehehe

  55. Jose Mario HRP said

    Depois da tal dosimetria, depois dos recursos, aí esse hiato de reação do governo quanto ao mensalão, deve acabar.
    E não pensem que essa reação virá na forma de exigencia de se adotar a mesma forma de julgamento no tal conluio mineiro.
    Virá no Congresso.
    Na mudança do status quo do STF, de uma nova delimitação dos poderes e prerrogativas do tribunal.
    E não duvidem disso, porque as pessoas falam, e o que se ouve não é nada bom, para alguns.
    Esqueceram de quem tem o poder, e de quantos os elegeram.
    Quem viver verá.

  56. Patriarca da Paciência said

    Bom, caro Pax,

    Sim, o PT precisa mudar!

    Para usar de uma alegoria, vai ter que tomar o remédio amargo antes de todos.

    Mas o remédio precisa ser aplicado a todos, inclusive ao judiciário.

  57. Chesterton said

    Vamos falar no tal mensalão mineiro. Como foi que aconteceu, Pax?

  58. Chesterton said

    Virá no Congresso.
    Na mudança do status quo do STF, de uma nova delimitação dos poderes e prerrogativas do tribunal.

    chest- melhor esperar sentado….

  59. Pax said

    Caro HRP,

    Se a reação vier do Congresso tomara que reflita a vontade popular, como, por exemplo, o Ficha Limpa. E não uma vontade comprada por uma minoria. Que eu saiba não há justificativa para este tipo de desvio, de aquisição de decisões do Legislativo através de meios ilícitos. Seja para eventuais emendas que mudem esquemas de reeleições presidenciais ou quaisquer outras. Teoricamente elegemos representantes que deveriam votar pelos nossos interesses, e deveriam responder pelos seus votos para seus eleitores, nas matérias que são objetos de sufrágio no plenário da Câmara e do Senado. Como não cobramos nossos deputados e senadores… No Ficha Limpa a grita do povo foi tão forte que não houve canalha que tivesse coragem de votar contra. E olha que houve canalhas a rodo.

    Como já sabemos, o Congresso, em várias situações, está a soldo. Quem paga mais, leva. Esta é uma constatação da maior relevância e tristeza que podemos inferir neste julgamento. Começou quando o PT assumiu o poder? Que nada, começou logo depois que Cabral aportou. Mas, e daÍ? Não há hora para que seja dado um basta? Ou, pelo menos um, “assim também não, João”.

    Caixa 2, como disse a ministra Carmem Lúcia, é crime. Crime grave, gravíssimo. Este crime começa quando as empresas e pessoas (CNPJ e CPF) deixam de declarar em suas escrituras contábeis parte de seus faturamentos para pagar menos impostos e outras formas de driblar o fisco. O que acontece? Bem, uma outra parte da sociedade, a que paga, principalmente aquela que tem descontado automaticamente de seus vencimentos os tributos, recebe uma carga maior de esforço para bancar o governo, que precisa implementar suas políticas somente depois de pagar suas obrigações. Chega a ponto de pagarmos mais por água, luz, arroz e feijão para cobrir a roubalheira de poucos. O resumo é fácil de inferir, pagamos mais e mais impostos, temos menos políticas públicas que o necessário, sobra muito pouco para investirmos em infraestrutura etc etc. Sem falar na falta de grana para as escolas, hospitais e polícias brasileiras.

    Esse papo que partido (a) ou partido (b) é melhor que o outro porque usa o pouco que sobra deste esquema todo de roubalheira de forma melhor, é difícil de aceitar. No fundo, no fundo, este todo canalha coloca os partidos num mesmo patamar, do lixo moral. O vale tudo já se estabeleceu faz tempo. E muita gente acreditou que poderia ser reduzido. Pelo resultado deste julgamento e muitos outros episódios podemos inferir que não é bem assim. Os mesmos coronéis, afinal, continuam comandando os maiores orçamentos. As mesmas oligarquias continuam apitando a mesma buzina do mesmo trem, se quisermos carregar nas tintas.

    O Brasil está numa situação emblemática, numa encruzilhada neste momento. Ou resolve mitigar a corrupção ou resolve que quer mesmo um futuro medíocre. Quando vejo essa grita toda contra esse processo chego a conclusão que muitos preferem a continuidade deste modelo, o estabelecimento da corrupção como método político. Esta tal situação, este tal momento não é de agora, claro que não. Mas agora temos este julgamento, pela primeira vez temos um momento onde nossa reflexão é colocada às visceras.

    Não é porque melhoramos de situação – sim, o Brasil está melhor – que podemos avalizar toda sorte de roubalheira.

    Vejo como uma caminhada onde levamos nossa mochila com o que precisamos, água, alimento, roupas para as variações de tempo etc. Só que ao adotarmos a corrupção como modelo colocamos pedras e mais pedras nesta mochila. O que acontece? Chega uma hora que temos que tirar as roupas, depois tiramos os alimentos necessários e, por fim, tiramos a água.

    Não está na hora de tirarmos as pedras?

    No mundo real, individual, quando a coisa aperta, quando nossa vida está em risco, é melhor deixar um afogado ir ao fundo que irmos juntos. Todos sabem que sou ateu de pedra, mas este ensinamento é milenar, cristão. E concordo com ele.

    Neste momento uma parcela de simpatizantes do PT se agarra às acusações à imprensa, ao STF etc como forma de salvar os afogados da Ação Penal 470. O STF não é perfeito, a mídia é essa porcaria que temos, mas, de outro lado, confesso que não me atiro ao mar para salvar quem se meteu nele de forma irresponsável. Seja porque motivo for, por caixa 2, por compra de apoio, o que seja.

    Por mim que fiquem à mercê de sua própria sorte quem quer que seja, de Arruda a Azeredo, de Delúbio até quem se acha melhor porque fez qualquer coisa boa dentro de um modelo ruim que prometera mudar.

  60. Olá!

    E a viuvada mensaleira continua com o chororô. . .

    Até!

    Marcelo

  61. Michelle said

    Afinal…é dosimetria ou trezemetria?
    hehehe

  62. Jose Mario HRP said

    Uma das mudanças que vão ser sugeridas para se modificar esse gigantesco espectro de atribuições e prerrogativas do STF será a subordinação do mesmo a investigação e inspeção do CNJ.
    E paralelamente o mesmo em relação ao procurador geral e o CNMP.

    O fato é que embora a impáfia da corte diante dos petista seja fartamente documentada, não é por isso que se exige a revisão dos limites de ação do STF, mas sua abrangente fome de poder e sede intervencionista.
    Quanto ao povo, ele elege representantes e a eles todos os outros poderes ,autoridades e instituições devem venia!
    É no congresso que se fazem as normas que regerão o povo e país, e não a tribunal.
    Aliás também o executivo deve tomar suas providencia dentro de suas prerrogativas a fim de mudar esse estado de coisas.
    O julgamento, politico, de muitas formas , não merece revanche ou vingança, mas pode ser o estopim para que se tome as devidas e já há tempos por se fazer providencias para que esse único poder não eleito pelo povo, e seletivo naqueles que o constituem, seja também subordinado a vontade popular.

  63. Pedro said

    Esta é boa.

    O PT tá parecendo o marido traído que ao invés de trocar de mulher, quer trocar a cama.

    Ps.: quem se disse traído foi o proprio Lula.

    ……………

    BINGO, mais uma previsão acertada. Nem terminou a atribuição das penas e o choro e ranger de dentes já é grande :-)

  64. Michelle said

    Pedro
    A petralhada anda por ai chiando contra o JN pelo resumo exibido do Mensalão, ontem à noite. Querem censurar até o noticiário, cassar a concessão etc.
    Para fins de ficção política imagine o que eles fariam se Marcos Valério, magoado por ter sido condenado a mais de 20 anos resolver abrir a boca e inculpar lula….e a Veja publicar na próxima sexta-feira.
    hehehe

  65. Pax said

    Caro Pedro,

    Veja, marido traído ou choro de viúva, pode ser visto como copo meio cheio ou meio vazio. Depende do ânimo de quem vê.

    Cá do meu canto que torço somente pelo povo brasileiro, bravo povo brasileiro, vejo de um lado, da oposição, o choro das viúvas do poder, hora como que se confortando com algum consolo comprado em lojas de utensílios sexuais.

    Já do lado da situação, vale a ressalva que não na sua completude (vide post “Nem todo Pardo é Gato”), vejo o marido traído reclamando de uma suposta injustiça que levou o STF a cometer o erro de considerar caixa 2 de campanha como compra de apoio político no Congresso. Isso como se Caixa 2 com dinheiro público fosse lá algo aceitável.

    Ou seja, vejo choro de todo lado.

    Insisto nos meus pontos, pedindo ultra hiper extra vênias a todos:

    – Vez e hora de chamar o STF à razão para que outros mensalões não sejam prescritos e que reforcem o choro do tal maído traído na metáfora acima. Não se pode dar razão a quem diz que o tribunal maior do país persegue (a) ou (b) em nome e a mando de (b) ou (a).

    – Hora de promover mudanças gerais. Se abandonarmos o PT e o PSDB como os dois maiores e melhores partidos, ambos com crimes a serem pagos, com quem ficaremos? DEM à extrema direita? PSTU à extrema esquerda? Ou, ainda pior, com esses partidecos dos Valdemares, Jeffersons et caterva?

    – Por mim que os afogados sem chance de salvamento morram em paz e que os senhores dos anéis os acompanhem. O Brasil precisa mesmo de quem já não tem mais o que dar, a não ser o afundamento mais rápido da caravela brasilis?

    Caro HRP,

    Juro que não vejo sede intervensionista do STF neste momento. Foi instigado a julgar crimes e está cumprindo seu papel, dentro da Constituição.

    Se queremos mudar a Constituição, ok, aí é no Congresso mesmo. Como já disse anteriormente, se for para crime de corrupção, meu voto será para o candidato congressista que prometer rever para maior todas as penas previstas no Código Penal e endurecer ainda mais toda e qualquer lei que se refere ao assunto.

    A família Brasil, penhorada em impostos, vai agradecer um bocado na hora que os políticos souberem o destino da cadeia para quem meter a mão no dinheiro público. E, um pouco mais que isso, que as pessoas físicas e jurídicas também sintam o mesmo cipó no lombo.

    Confesso que vou aplaudir quando abaixarem os impostos por conta de todos pagarem os tributos e os larápios públicos estiverem enjaulados. Mesmo que no sonho, na utopia.

    Nesta hora talvez diga: não, não abaixem os impostos não, criem mais escolas e hospitais e paguem melhor nossas polícias. Talvez. Primeiro precisam nos mostrar que estão gastando o dinheiro público de forma eficiente e que alguma sobra de caixa vai para estes fins.

  66. Pedro said

    Pax, eu nunca tive poder politico nenhum, nem quero ter, não nasci pra isto.

    O que é bizarro, é o PT querer um STF pra chamar de seu.

    Aliás, só agora se deu conta que não tem o STF na mão, como pensava.
    O PT imaginava que pelo fato de Lula ter nomeado a maioria dos ministros, estes lhe deviam obediencia. É a independencia do STF que não estão aceitando.

    ………………………..

    Quanto ao comentario dos impostos, assino embaixo.

    ………………………….

    Outra coisa sobre os impostos:

    Está hora mesmo de entrar em pauta nacional o paradoxo do bolacha.

    Os impostos são altos demais porque existe sonegação? ou existe sonegação porque os impostos são altos demais.

    Eu fico com a segunda, quando os impostos são altos demais o sujeito arrisca sonegar porque o beneficio é muito grande em relação ao risco.
    Se os impostos fossem mais racionais e civilizados, o sujeito acima não arriscaria tanto.

  67. Pedro said

    A internet tá uma merda hoje.

    correria é phoda, corrigindo:

    Está na hora mesmo de entrar em pauta nacional o paradoxo da bolacha.

  68. Chesterton said

    Pax, o PT é o único partido criminoso, até agora nada foi provado contra o PSDB. Porque os petistas nada fazem de concreto?

  69. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Único partido criminoso? Ok, acho que vi miragens por aí. Data vênia, caro Chesterton, me conta sobre esse barato que você anda fumando.

    Caro Pedro,

    Nos países onde a social democracia tem mais êxito, ao menos na minha forma de ver e ao que conheça, os impostos são altos e a sonegação é baixa.

    Em contrapartida o retorno dos impostos é sentido por todos. O que aqui não se dá.

  70. Pax said

    Se Marcos Valério conseguir uma televisão boa pode ser que ele veja a copa de 2022 no conforto de uma cela, sem ter que pagar tais impostos, mesmo porque a somatória das multas, pelos meus cálculos, já dava para comprar uma boa meia dúzia de uns 20 deputados.

  71. Michelle said

    Marcos Valerio até agora está condenado a 26 anos…
    Delubio será parecido
    O mandante ZD no mínimo pegará 13 anos.
    ZG dormirá na cadeia.

    A situação do PT está piorando.

  72. Jose Mario HRP said

    Chest, o PSDB é mais santo que Madre Tereza de Calcutá!
    E ôce é santo como o PSDB.

  73. Chesterton said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Único partido criminoso? Ok, acho que vi miragens por aí. Data vênia, caro Chesterton, me conta sobre esse barato que você anda fumando.

    chest- ou o PT expulsa Dirceu e genoino ainda essa semana ou o PT é um partido CRIMINOSO.

    Caro Pedro,

    Nos países onde a social democracia tem mais êxito, ao menos na minha forma de ver e ao que conheça, os impostos são altos e a sonegação é baixa.

    Em contrapartida o retorno dos impostos é sentido por todos. O que aqui não se dá.

    chest- o imposto é tão alto e as “contrapartidas” tão inexequíveis que estão quase todos quebrados.

  74. Chesterton said

    Chest, o PSDB é mais santo que Madre Tereza de Calcutá!
    E ôce é santo como o PSDB.

    chest- o que espanta é que os petistas só chiam e nada fazem de concreto. Cadê a pressão?

  75. Pax said

    Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca estão quebradas?

    Juro que não sabia.

  76. Chesterton said

    você é Nórdico? tem algum brasileiro nórdico implementando políticas nórdicas para um povo nórdico? Ora, e mesmo assim a suécia teve que mudar radicalmente sua politica pois estavam em vias de quebrar sim.

    Ouça Pax:

    http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/a-culpa-toda-e-da-rita/2194396/

    O PT é CRMINOSO!

  77. Pax said

    Ora, caro Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Não estávamos falando de social democracia? Que tipo penal, digo, de governo que estes países têm? Você queria que eu falasse de França, Inglaterra? Nunca foram meus “objetos de desejo”. Aqui ou acolá até que acertaram no modelo, mas no geral acho que os nórdicos chegam mais perto do meu ideal.

    Você quer o liberalismo. Direito teu. Eu quero a social democracia. Direito meu.

    Data máxima vênia.

  78. Pax said

    Se alguém teme que Marcos Valério abra a boca de coisas até então ocultas, vai dormir um bocado incomodado hoje. Seja filisteu ou fariseu.

  79. Chesterton said

    Não quero liberalismo, quero liberdade. Você quer viver às custas do trabalho dos outros através de repasses de verbas que foram coletadas através de impostos de pessoas que realmente trabalham (rs).

    Então, quando é que os petistas vão partir para provar que o PSDB é, tal qual o PT, um partido criminoso?

  80. Pedro said

    Pax, minha opinião sobre impostos é o que constato nas leituras e conversas do dia a dia, ou seja, na prática.

    Tem cabimento um beneficiário do programa minha casa minha vida, financiar uma casa de 100 mil, e pagar, 1.500 pra prefeitura, 1000 de taxas pra CEF e mais 1.200 pro dono do cartório? Fora os juros é claro.

    Falo deste programa, porque penso que é o maior acerto do governo petista. Mesmo assim tem coisa errada. Antes os compradores tinham 90% de desconto das taxas cartoriais, agora o desconto caiu pra 50%. Pressão dos cartórios é lógico.

    Mas, isto passa batido tanto no PIG quanto na PIA.

    Quando é que o dito governo popular vai enfrentar o lobby dos cartórios?

    Quanto ganha a presidente do país? 50 mil?
    Na minha opinião é pouco, muito pouco;

    Tem dono de cartório ganhando alguns milhões de reais por mês. São os “doninhos do Brasil”.
    Quando é que o governo que se diz popular e que tem 125% de aprovação vai ter peito pra bater de frente com esta gente. A verdadeira Zelite dona de um pedaço do Estado?

    Claro que vc não tem que responder, estou apenas colocando uma questãozinha do tal custo Brasil. Questão que aqueles que se arvoram de defensores dos fracos e oprimidos fingem que não vem.

    Tem tanta coisa pra consertar neste país e ficam querendo tumultuar o que está funcionando. Só porque uma turminha do partido foi pega fazendo merda.

    Adelante companheiros, se o objetivo é ajudar os mais fracos, existe muito trabalho a ser feito. Zé Dirceu e companhia já estão milionários e podem se defender muito bem.

  81. Pax said

    Caro Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Não depende dos petistas. Os processos já estão nos devidos lugares, STF e sei lá onde na Justiça mineira.

    Caro Pedro,

    Bem lembrada essa questão dos cartórios. Uma vergonha.

  82. Michelle said

    O Brasil deve estar emocionado com esta foto.

    Uma foto que vale por mil palavras:
    http://veja4.abrilm.com.br/assets/images/2012/10/105139/Dias-Tofolli-Ricardo-Lewandowski-mensalao-20121023-size-598.jpg?1351017179

  83. Michelle said

    Já começou…

    Advogado afirma que réu se sente ‘otário’ e teme morrer na prisão:

    http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/10/advogado-afirma-que-reu-se-diz-otario-e-teme-morrer-na-prisao.html

  84. Chesterton said

    Ora, pax, não seja ingenuo, cadê a pressão do PT sobre o mensalão mineiro?

    TUESDAY, OCTOBER 23, 2012

    Tão Rindo De Que?
    AdEvogados dos réus do mensalão gargalham

    E o mané roubou aquela grana toda pra que? Para me pagar para ir para a cadeia!!
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  85. Pedro said

    Michelle # 83 e Chesterton # 84

    É mais ou menos aquilo que eu falei sobre sonegação de impostos.
    O sujeito avalia que os ganhos estratosféricos compensam os riscos, e faz.

    Quando dá merda, bate o arrependimento, a vergonha de encarar os amigos, familiares, e as câmeras, então, entram os “adevogados renomados”.

    Tem alguns que depois de serem ministros da justiça, “enfrentam as câmeras” com altivez, tranquilidade, cara de pau mesmo, até pra defender os cachoeiras da vida.

    Cobram adiantado é lógico, atras das grades o sujeito só paga cigarro pro companheiro de cela e uma gorjeta pro carcereiro liberar o rango especial.

    A vida como ela é…….

  86. Jose Mario HRP said

    As previsões da influência do mensalão nas eleições se esvanecem.
    Que virá agora?Algumas tentativas de desconstrução do estado de saúde de nossa economia deram em nada:

    http://www.cidadebiz.com.br/conteudo_detalhes.asp?id=62656

  87. Jose Mario HRP said

    Otto, Zbignew e Patriarca, por favor, uma passada de olhos nisso:
    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/10/suprema-vergonha-o-dia-em-que-o-batman.html

  88. Zbigniew said

    HRP,
    só os muito crentes caem na esparrela da isenção deste julgamento. Deixam-se levar pela mistura de julgamentos técnicos (com provas suficientes) e julgamentos políticos (aplicação do “Domínio do Fato”). Nao foi a toa que os julgamentos foram reunidos.
    Nao sabem os “crédulos” que tal jurisprudência navegara ao sabor do subjetivismo dos julgadores.
    Quanto a pressa do Barbozao, lamentável que um homem com a história que ele tem deixe-se cooptar pelo brilho dos holofotes. E o Lewandowski tendo que alertar para conceitos básicos do direito.

  89. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Creio, dentro destes parâmetros, que sou um dos tais “crédulos”. Até agora ninguém logrou me convencer que há uma conspiração articulada com quase todos os ministros para prejudicar o PT.

    Continuo ouvindo de todos os lados, claro que sim.

  90. Jose Mario HRP said

    Zbigniew, o que mata nesse julgamento é se descobrir que o tal saber jurídico inexiste de forma crua e nua .
    Rosa Weber foi duramente criticada na sabatina no Senado pois vacilava a todo instante, o que fez com que muitos senadores ficassem atemorizados com a sua aprovação por maioria.
    Depois já na 470, teve que admitir que desconhecia os ritos juridicos dum julgamento criminal pois só trabalhou com direito trabalhista, e AGORA, o Joaquim dá essa bola fora, de quem está desatualizado e esquecido.
    Juiz é estudo diário, e reciclagem sem fim.
    Mas como eu escrevi ontem, a reação do Congresso, e dos verdadeiramente representantes do povo virá, , pelo menos para isso serviu esse julgamento de ocasião,

  91. Zbigniew said

    Caro Pax,

    respeito sua opinião, e toda e qualquer opinião contrária. Acredito que assim como você, muitos que também querem o aperfeiçoamento do sistema político brasileiro estão colocando neste julgamento uma esperança que, infelizmente, no meu sentir, não virá a se concretizar. Por isso falei em “credulidade”.

    E por que não? Simplesmente porque trata-se de um julgamento político em sua essência. Até poderíamos aceitar que não fosse diferente. A Corte Suprema é emintentemente política porque intérprete da Constituição, a carta política de um povo. Mas o juízo político deveria ser em relação ao exercício de interpretação do sistema constitucional brasileiro.

    Entretanto o STF, ao julgar uma Ação Penal, assim como outras ações que não deveriam ser de sua alçada, exceto se fosse para dirimir questões de ordem constitucional, faz um juízo político dos fatos.

    A partir daqui as análises não podem ser tão simplistas. Fora do núcleo político do governo Lula que foi condenado pelo “Domínio do Fato”, foram utilizadas provas suficientes para que o julgamento fosse técnico e correto – é o mínimo que se esperaria de uma Corte tão importante. Isso é fato e é reconhecido por todos que prezam por um mínimo de honestidade na abordagem dos fatos.

    A partir daí, com a escolha de se aplicar uma nova jurisprudência JAMAIS aplicada pelo STF, e que valoriza os indícios na ausência de provas, temos sim um juízo exclusivamente político, notadamente influenciado pelas câmeras de televisão que transmitiram o julgamento na íntegra e pela necessidade de se sincronizar as decisões ao pleito municipal de 2012.

    Aqui, repito, o juízo político do STF, que deveria se cingir a valores de ordem constitucional – na sua vertente interpretativa e não criativa, porque aí ele passaria a ser arvorar como um Poder Constituinte, e este só pertence ao povo e seus representantes no Legislativo -, passa a ser instrumento de embates políticos que deveria se limitar aos partidos. Neste ponto o STF passa a cerrar fileiras com uma determinada corrente política, o que caracteriza um desvio de sua finalidade enquanto poder. Mas isto é possível de acontecer (tanto que está acontecendo), e é por aí que se entende a interpenetração dos poderes que vai bem além dos simples exercício do “check and balances”.

    Caro Pax, longe de mim querer mudar sua opinião. Vá desculpando as veemências ou o mal jeito. Esta dialética é importante para que se aperfeiçoem as idéias e as convicções. Pelo menos para os que têm a mente aberta, como reconheço que você tem. Gostaria sinceramente de estar completamente equivocado e, mais adiante, ao presenciar a mesma ênfase do STF com relação ao mensalão do PSDB e outros abusos de ordem política, a mesma jurisprudência fosse aplicada. Mas temo que isto não ocorrerá. Bom, quem viver, verá!

  92. Patriarca da Paciência said

    Como eu já havia comentado antes, o Barbosão, o ministro do STF que não tem “tão notável saber jurídico”, entrará para a história como o criador do maior embrulho jurídico da nossa história.

    Pelo visto já começou!

    “Um juiz da 1ª Vara da Fazenda de Belo Horizonte anulou os efeitos da reforma da Previdência, de 2003. Ele afirmou que, uma vez que a reforma só foi aprovada pelo Congresso com a compra de votos, como decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, ela é inválida, bem como seus efeitos. O juiz Geraldo Claret de Arantes disse que as leis aprovadas dessa maneira têm vícios de decoro parlamentar. A decisão é do dia 3 de outubro.

    O juiz determinou o reajuste no pagamento de pensão de um servidor público morto em 2004. O julgado vale somente para o caso específico. Mas a polêmica sobre a invalidade das leis aprovadas já foi levantada durante o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, pelo ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação.”

    Vamos ver quando começarem a sair as decisões baseadas em “domíno do fato” !

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/83841/Juiz-diz-que-mensalão-anula-reforma-da-Previdência-Juiz-diz-mensalão-anula-reforma-Previdência.htm

  93. Patriarca da Paciência said

    E um STF nomeado por um Congresso sob suspeta, teria legalidade?

  94. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    E um STF nomeado por um Congresso sob suspeita, teria legalidade?

  95. Patriarca da Paciência said

    “Lamentavelmente o STF está dando motivos para que os advogados de defesa entrem com uma série de EMBARGOS e, a essa altura, diante de tantos absurdos e exceções, inclusive com votos que descambam para a área de VISÕES POLÍTICO PARTIDÁRIAS, propiciando que apelações à CORTE INTERNACIONAL DE DIREITO sejam encaminhadas.

    NA “PRESSA”, O STF JOGOU FORA A OPORTUNIDADE DE, SERENAMENTE, MUDAR O PATAMAR COM QUE SÃO VISTOS E PUNIDOS OS ATOS DE CORRUPÇÃO NO CAMPO POLÍTICO E ELEITORAL. POR CEDER A PRESSÃO DA MÍDIA, O BRASIL ESTÁ SENDO COBERTO DE SUPREMA VERGONHA.”

    Muito interessante, meus caro HRP, comentário 87.

    E quem escreve não é um leigo qualquer!

    Ou seja,

    CARLOS ALBERTO SARAIVA
    Juiz de Direito Aposentado pelo TJ/RJ.
    Novamente inscrito na OAB/RJ, mas não está advogando.
    Em 2008 fez Curso de Extensão de JORNALISMO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS – NETCCON.ECO – UFRJ.

  96. Patriarca da Paciência said

    Realmente bem interessantes os assuntos permanentes que o Saraiva colocou em seu blog:

    Joseph Pulitzer ( 1847 – 1911 ) e Millôr Fernandes ( 1925 – 2012 )
    “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.

    Millôr Fernandes em 2006:
    ““A imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o País. Acho que uma das grandes culpadas das condições do País, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime”.

  97. Jose Mario HRP said

    Poucos caras são tão verdadeiros e honestos como o Millor foi!
    Sobrava bronca pra todo mundo, mas com lógica e provas.
    Saudades boas!
    Sua lâmina era mais que afiada, e inclemente.

  98. Zbigniew said

    HRP,
    as indicações são políticas, o que nao deveria invalidar o critério de “notável saber Juridico”. Isso quer dizer: uma vasta cultura jurídica, além de grande experiência. Nao se espera que os candidatos sejam especialistas em tudo, mas, se os concursos na área jurídica são tão exigentes e rigorosos, por que nao deveria ser a sabatina do Senado? Se e só pro-forma, seria despiciendo.

  99. Jose Mario HRP said

    Esse drama todo desse julgamento se prestou para isso:
    Deixar as claras os defeitos e a falta de limites de que sofre o STF.
    O Congresso tem a obrigação de tomar medidas enérgicas.
    Sob o risco de termos não uma democracia mas um reinado de juristas e juizes.
    Quanto a saber juridico, é necessário, mas não que se exija genios, mas juizes.
    Quem sabe reciclar essa coisa toda do quinto constitucional?

  100. Patriarca da Paciência said

    Finalmente parece que “está caindo a ficha” de alguns alienados:

    “O PT não é igual à sua direção eventual, nem é uma emanação da vontade de Dirceu ou mesmo de Lula. O PT não se confunde com o que dizem seus líderes ou parlamentares em determinada conjuntura, nem mesmo com as resoluções aprovadas nesse ou naquele encontro partidário. Embora tudo isso tenha relevância, o PT é algo maior: uma história e uma representação. A trajetória petista de mais de três décadas inscreve-se no percurso da sociedade brasileira de superação da ditadura militar e de construção de um sistema político democrático. O PT é a representação partidária de uma parcela significativa dos cidadãos brasileiros. A crítica ao partido e às suas concepções políticas não é apenas legítima, mas indispensável. Coisa muito diferente é tentar marcá-lo a fogo como uma coleção de marginais.”

    Marqueteiros designam ataques ao adversário eleitoral pela expressão “propaganda negativa”. O rótulo dos vendedores de sabonete abrange tudo, desde a crítica política fundamentada até as mais sórdidas agressões pessoais. O problema da campanha de Serra não está no uso da “propaganda negativa”, mas na violação da regra do jogo. Não é assim que se faz oposição.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/83858/Magnoli-o-PT-não-é-quadrilha.htm

  101. Pax said

    Bom esse artigo do Demétrio. Se quisermos destruir PT e PSDB, como tenho insistido, ficaremos com PMDB, DEM, PSC, PR e essas drogas todas, drogas pesadas.

    O PSOL precisa renovar seu programa, deixar de ser socialista para ser social democrata. Ganhou um certo corpo nestas eleições, mas é anacrônico em seu projeto. Caso mude acredito que muita gente migre para ele.

    O tal PSB do Eduardo Campos é a real ambiguidade, não sabe se é governo ou oposição. Nestas eleições ficou mais na segunda oposição.

    O PSD do Kassab fez um voo de galinha, arrebanhou o lixo político da direita com o minguamento do DEM e não passou de um sopro de velharia. Já afunda com velocidade.

    O PV derrotou Marina, sua canalhice foi maior que a maior verde, que até agora anda sem que nem seus seguidores saibam para onde.

    Voltando, melhor investir no PT e no PSDB que são as melhores opções.

  102. Pax said

    Mais uns 300 mil votos para Haddad…

    “Blog
    Reinaldo Azevedo
    Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil
    Assine o Feed RSS | Saiba o que é

    25/10/2012 às 6:39
    Já que Marcola aprendeu com esquerdistas como fazer o partido do crime, agora eu proponho que alguns esquerdistas estudem filosofia com o Marcola. Na cadeia!”

    Vai titio, manda bala, mais e mais posts, mais e mais tuítes, fala mais, titio. Haddad agradece.

  103. Chesterton said

    Para todos que votam em partidos criminosos:

    Raymond Aron (1905-1983), filósofo esquecido no Brasil antiliberal:

    “O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos”.

  104. Chesterton said

    QUINTA-FEIRA, 25 DE OUTUBRO DE 2012
    PT não é quadrilha? Então, soltem o Fernandinho Beira-mar.

    Bom artigo de Demétrio Magnoli, hoje, no Estadão, sobre a nefasta “etnia petista” (ave, Millôr), que confunde Estado e partido:
    Fernando Haddad está cercado por José Dirceu e Paulo Maluf. Sobre Dirceu, aparece a palavra “condenado”; sobre Maluf, “procurado”. Contaminada pelo desespero, a propaganda eleitoral de José Serra não viola a verdade factual, mas envereda por uma perigosa narrativa política. O candidato tucano está dizendo que eleger o petista equivale a colocar uma quadrilha no comando da Prefeitura paulistana. A substituição da divergência política pela acusação criminal evidencia o estado falimentar da oposição no País e, mais importante, inocula veneno no sistema circulatório de nossa democracia.
    Demóstenes Torres foi expulso do DEM antes de qualquer condenação, quando se patenteou que ele operava como despachante de luxo da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. José Dirceu foi aclamado como herói e mártir pela direção do PT depois da decisão da Corte Suprema de uma democracia de condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha. O mensalão é um tema legítimo de campanha eleitoral e nada há de errado na exposição dos vínculos entre Haddad e Dirceu. A linguagem da política, contudo, não deveria confundir-se com a linguagem da polícia.
    Dirceu permanece na alta direção petista, pois é um dos artífices de uma concepção da política que rejeita a separação entre o Estado e o partido. No mensalão, a imbricação Estado/partido assumiu o formato de um conjunto de crimes tipificados. Entretanto, tal imbricação se manifesta sob as formas mais diversas desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto. O código genético do mensalão está impresso no movimento de partidarização da administração pública, das empresas estatais, dos fundos de pensão, dos sindicatos, das políticas sociais e da política externa, conduzido ao longo de uma década de lulismo triunfante. Na linguagem da política, Dirceu figuraria como símbolo da visão de mundo do lulopetismo. Mas a campanha de Serra não é capaz de escapar ao círculo de ferro da linguagem policial.
    A Interpol define Paulo Maluf como um foragido da Justiça. Lula e Haddad não se limitaram a firmar um pacto eleitoral com o partido de Maluf, mas peregrinaram até a mansão do fugitivo para desempenhar o papel abjeto de cortejá-lo como liderança política. Faz sentido divulgar, no horário de campanha, as imagens da macabra confraternização. Todavia, uma vez mais, seria indispensável traduzir o evento na linguagem da política, que não é a da Interpol.
    Maluf é um caso extremo, mas não um ponto fora da curva. Lula e o PT insuflaram uma segunda vida aos cadáveres políticos de Fernando Collor, Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros e tantos outros. As alianças recendem a oportunismo, um vício menor, mas a extensão da prática exige uma explicação de fundo. O paradoxo aparente do encontro entre “esquerda” e “direita” é fruto de um interesse compartilhado: a continuidade da tradição patrimonial de apropriação da “coisa pública” pela elite política. As “estranhas alianças” lulistas funcionam como ferramentas para a repartição do imponente castelo de cargos públicos na administração direta e nas empresas estatais. Até hoje o Brasil não concluiu o processo de criação de uma burocracia pública profissional. Na linguagem da política, a confraternização de Lula e Haddad com Maluf ajudaria a esclarecer os motivos desse fracasso. Mas a propaganda eleitoral de Serra preferiu operar em outro registro. (Continua).

    Postado por Orlando Tambosi

  105. Pax said

    Velho e infalível Chesterton,

    Já havíamos comentado e o caro Patriarca disponibilizado o link deste artigo do Magnoli no comentário #100 acima. Estás procrastinando. Condeno-o pelo tipo e acrescento a pena por continuidade delitiva…

    =)

  106. Chesterton said

    Então…o PT é uma quadrilha.

  107. Edu said

    Pax,

    Sabemos que vc não gosta do RA. Precisa insistir em falar dele mal dele assim? Que tal falar mal do PHA um pouco?

  108. Michelle said

    Do jeito que as coisas vão, todos os eleitores residentes em São Mateus, Vila Nhocunhé, Jardim Angela e Capão Redondo entre outros bairros populosos bairros da periferia paulistana já mudaram seu voto de Serra em Haddad, por culpa dos comentários do Reinaldo Azevedo na web.
    Alertados pelo Pax, já decidiram mudar seus votos em favor do Haddad, em massa. Alguns até decidiram cancelar a assinatura de Veja.
    Esse é o assunto de toda hora da população usuária dos ônibus, trens, metrô e lotações do povo na ida e volta do trabalho, todo santo dia. Organizados em grupos de pressão estudam propor um abaixo-assinado: “Porque odiamos Reinaldo Azevedo!, que segundo organizadores já conta com mais de 3 milhões de peticionistas e cresce uns 300 mil a cada novo post do blogueiro.

    Ô raça!

  109. Chesterton said

    Pax sonha com o Reinaldão>…..

  110. Pax said

    Confesso que sonho que ele esteja sempre ao lado de quem não vou votar. É o melhor cabo anti-eleitoral que conheço, caro Chesterton. Infalível o tal titio. Afasta eleitor como cruz afasta demônios. Bom mesmo. Campeão.

    Caro Edu,

    Mas a diversão é acompanhar as histerias do titio. E o declínio de quem ele apóia. O desequilibrado que aparece aqui via seus leitores. A turma do outro lado nem traz o PHA.

  111. Patriarca da Paciência said

    Já começaram as análises dos verdadeiros estudiosos do direito sobre o fictício mensalão e o pouco notável saber jurídico Barbosão:

    “(2) Como se trata de uma ficção, o método narrativo não delimita a acusação a cada um dos réus, nem as provas, limita-se a inseri-los numa narrativa para, após a narrativa, chegar à conclusão de sua condenação em blocos. O direito penal é o direito constitucional do cidadão em ter sua conduta individualizada, saber exatamente qual é a acusação, saber quais são as provas que existem contra ele e ter a certeza de que o juiz não utiliza o mesmo método do acusador. É por isso que cabe à acusação o ônus da prova e que aos cidadãos é garantida a presunção de inocência. Nesse processo, a individualização das condutas e a presunção de inocência foram substituídas por uma peça de ficção que exigiu que os acusados provassem sua inocência.

    (3) Por diversas vezes se disse que as provas eram tênues, que as provas eram frágeis. Como as provas não são suficientes para fundamentar condenações na seara penal, substituíram o dolo penal pela culpa do direito civil. A inexistência de provas gerou uma ficção que se prestou a criar relações entre as partes de modo que se chegava à suspeita de que algo houvera ali. Como essa suspeita nunca se comprovou, atribuíram forma jurídica à suspeita, estabelecendo penas para as deduções. Com isso bastava arguir se uma conduta era possível de ter sido cometida para que lhe fosse atribuída veracidade na seara penal. As deduções realizadas são próprias ao que no direito se chama responsabilidade civil, nunca à demonstração do dolo, exigida no direito penal, e que cabe exclusivamente à acusação.

    Luiz Moreira é Doutor em Direito e Mestre em Filosofia pela UFMG. Professor universitário. Diretor Acadêmico da Faculdade de Direito de Contagem.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/83928/Jurista-contesta-Tarso-Genro-que-revoltou-o-PT-Jurista-contesta-Tarso-Genro.htm

  112. Chesterton said

    Pois é, Pax, mas as teses do Reinaldão tem sido vitoriosas por enquanto. Não, Pax, ele não é cabo eleitoral, é jornalista. Pessoalzinho petista indo em fila para trás das grades….

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: