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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Marcos Valério: 40 anos de cadeia

Posted by Pax em 25/10/2012

Marcos Valério criou, segundo a Procuradoria Geral da República, um modelo de desvios de dinheiro público e privado para atender um dos fundadores do PSDB, ex-governador, ex-senador e hoje deputado federal, Eduardo Azeredo. Este episódio, ainda pendente de julgamento, uma dívida urgente da nossa maior corte de justiça, é chamado de mensalão mineiro.

Segundo o STF este modelo foi adotado pelo PT em 2003 e usado ad nauseam.

No julgamento do mensalão petista de agora, o criminoso Marcos Valério foi condenado, ontem, a mais de 40 anos de prisão e multa de R$ 2,78 milhões. Estas penas podem ser revistas até o final do julgamento. Ou para mais, caso em outros réus chegue-se a conclusão que as penas para o careca mineiro sejam brandas demais, ou, em outra hipótese, abrandadas, caso os ministros entendam que foram pesadas demais.

Os outros réus condenados, neste momento, fazem da lógica desta dosimetria, a simulação de suas penas. Tem gente que já mostra desespero, como Ramon Hollerbach.

Há grande expectativa para as penas que serão imputadas para os ex-dirigentes do PT, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. De um lado oposicionistas nutrem a esperança de vê-los cumprindo alguma pena de restrição de liberdade, de prisão. De outro, petistas chegam a sonhar com indulto presidencial. Melhor aguardar.

STF fixa pena de Marcos Valério em mais de 40 anos de prisão

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O publicitário Marcos Valério, considerado o principal articulador do esquema conhecido como mensalão, pode cumprir pena de 40 anos, um mês e seis dias de prisão, além de pagar multa de cerca de R$ 2,78 milhões. Ele deverá começar a cumprir a pena em regime fechado. Valério foi o primeiro réu cuja fixação de pena foi concluída pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na reta final do julgamento da Ação Penal 470.

A pena ainda é parcial e pode ser alterada até o final do julgamento, conforme alertaram alguns ministros. O valor da multa também é aproximado, pois em alguns casos a Corte não definiu o ano-base do salário mínimo, usado para o cálculo dos dias-multa. O montante final será definido na execução da pena.

Os ministros encerraram a dosimetria da pena de Valério com o crime de evasão de divisas, praticado 53 vezes para pagar outro publicitário, Duda Mendonça. O voto vencedor foi o do relator Joaquim Barbosa, que estipulou pena de cinco anos e dez meses de reclusão, além de 168 dias-multa de dez salários mínimos cada. Ele declarou ainda que Valério perderá produto ou bem que constitua proveito da evasão, uma decisão favorável à União. A apuração e cobrança desse valor deverão ocorrer em outro processo.

A dosimetria referente a Valério não foi oficialmente encerrada, porque o ministro Marco Aurélio Mello precisou sair mais cedo da sessão de hoje (24) e ainda não se pronunciou sobre a pena de corrupção ativa de parlamentares da base aliada nem sobre a pena de evasão de divisas. No entanto, como a maioria já foi obtida nos dois casos, Barbosa resumiu a situação do réu, indicando que ele deve cumprir em regime fechado e que não é possível substituir a pena de prisão por restritiva de direito.

Barbosa não fixou o valor mínimo de indenização para reparação dos danos causados pelo publicitário ao patrimônio público. Segundo o ministro, como esse ressarcimento não foi solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF) nem por qualquer uma das partes na denúncia ou instrução do processo, definir esse valor agora é ir contra o princípio de ampla defesa, pois o réu tem o direito de contestar os valores reclamados.

O ministro Celso de Mello pediu um aparte para lembrar que, em 2010, o STF pediu que o então deputado federal Natan Donadon ressarcisse os cofres públicos em R$ 1 milhão, mesmo sem o Ministério Público ter solicitado. A ministra Cármen Lúcia, que era relatora do caso na época, lembrou que a situação era específica, e por isso foi mais fácil a especificação do valor.

Os ministros também debateram a necessidade de estabelecer critérios objetivos para a fixação da pena, pensando em uma orientação para os juízes de primeira instância e para que haja mais previsibilidade das decisões judiciais penais. “Acho importante que o tribunal possa alcançar um consenso em relação a critérios objetivos, notadamente sobre o delito continuado, para os fatores não serem dispares para os juízes nos tribunais”, disse o decano Celso de Mello.

O julgamento será retomado amanhã (25) com o voto de Marco Aurélio Mello para encerrar oficialmente a fixação de pena de Valério. Em seguida, começará a dosimetria de um dos sócios de Marcos Valério, Ramon Hollerbach, que foi condenado exatamente pelos mesmos crimes.

Confira placar das penas já fixadas para o réu Marcos Valério (publicitário):

Capítulo 2 – Formação de quadrilha

1) formação de quadrilha: dois anos e 11 meses de reclusão

Capítulo 3 – Desvio de dinheiro público

1) Câmara dos Deputados
a) corrupção ativa (pagamento de R$ 50 mil para favorecimento da SMP&B): quatro anos e um mês de reclusão + 180 dias-multa de dez salários mínimos (R$ 432 mil)
b) peculato (contrato da SMP&B): quatro anos e oito meses de reclusão + 210 dias-multa de dez salários mínimos (R$ 546 mil)

2) Banco do Brasil
a) corrupção ativa (pagamento de R$ 326 mil para favorecimento da DNA): três anos, um mês e dez dias + 30 dias-multa de 15 salários mínimos (R$ 108 mil)
b) peculato (bônus de volume e Fundo Visanet): cinco anos, sete meses e seis dias + 230 dias-multa de dez salários mínimos (R$ 598 mil)

Capítulo 4 – Lavagem de dinheiro

1) lavagem de dinheiro: seis anos, dois meses e 20 dias + 20 dias-multa de 15 salários mínimos (R$ 78 mil)

Capítulo 6 – Corrupção ativa de parlamentares da base aliada
1) corrupção ativa: sete anos e oito meses de reclusão + 225 dias-multa no valor de dez salários mínimos cada (R$ 585 mil)
Capítulo 8 – Evasão de divisas envolvendo Duda Mendonça

1) evasão de divisas: cinco anos e dez meses de reclusão + 168 dias-multa de dez salários mínimos cada (R$ 436,8 mil)

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195 Respostas to “Marcos Valério: 40 anos de cadeia”

  1. Pax said

    Tem mais essa possibilidade, de ressarcimento dos cofres públicos…

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/reus-do-mensalao-poderao-indenizar-uniao-por-desvio/

  2. Zbigniew said

    Só posso atribuir a indignação a forma incisiva e brilhante com que o PML tem abordado a questão do mensalão.

    “Eu estava nos EUA, em 2000, quando George W. Bush tornou-se presidente por decisão da Suprema Corte. Havia ocorrido uma fraude na Flórida, que necessitava recontar seus votos. A Suprema Corte, de folgada maioria republicana, decidiu interromper o processo e deu posse a Bush. Nós sabemos as consequências.

    Em 2009, quando Manoel Zelaya foi deposto em Honduras, a Corte Suprema local deu respaldo ao golpe.

    O mesmo ocorreu no Paraguai, quando Fernando Lugo foi afastado do cargo sem direito de defesa, por uma acusação que, está demonstrado agora, não tinha fundamento em provas – mas em denúncias que, conforme a oposição não teve medo de anunciar, envolviam fatos que “todo mundo sabe.”

    Para quem só enxerga uma face da Operação Mãos Limpas, não custa recordar que a Justiça italiana colocou muitos corruptos fora de combate na Itália e transformou o bunga-bunga Silvio Berlusconi no grande protagonista da política atual italiana. Os partidos foram destruídos e, em seu lugar, ficou uma rede de TV. Quem é o dono? O bunga-bunga. É tão bunga que, quando os mercados quiseram afastá-lo do cargo, foi preciso convencer Berlusconi a renunciar. Não havia quem desse a bungada de misericórdia.

    Lembra da guilhotina da revolução francesa? Após dois anos de terror, de condenados em processos sumários, o saldo foi o esvaziamento da democracia e a lenta recuperação da aristocracia. Depois de guerras e ditaduras, proclamou-se o Império.

    É claro que esses fatos servem de advertência e angustia diante do julgamento do mensalão.

    O Supremo está diante de crimes graves, que devem ser investigados e punidos. O inquérito da Polícia Federal aponta para vários crimes bem demonstrados.

    Mas não dá para aceitar longas condenações sem que as acusações não estejam provadas nem demonstradas de forma clara e consistente. O mesmo inquérito não oferece base para denúncias contra vários condenados. O confronto de depoimentos e as mudanças de versões da principal testemunha, Roberto Jefferson, mostra a fragilidade da acusação.

    Vamos reconhecer o seguinte. Não tenho condições de afirmar, entre 38 réus, quantos foram condenados com provas e quantos não foram. Não conheço cada caso em cada detalhe. As confusões das votações e debates sobre as penas mostram que os próprios

    ministros têm dificuldade para armazenar tantas informações, o que não diminui a responsabilidade de cada um deles pelo destino de todos.

    Embora tivesse até uma conta em paraíso secreto, o publicitário Duda Mendonça saiu são e salvo do processo. Me explicam que seu advogado fez uma defesa técnica e nada se provou que pudesse demonstrar seu envolvimento no caso.

    Me parece impecável.

    E justo, porque embora se possa falar em domínio do fato, é preciso mostrar quem tinha o domínio em cada fato.

    José Dirceu e José Genoíno estão sendo condenados porque “não se acredita” que não tivessem participado de nada…Não é possível, dizem.

    Dirceu era o chefe…Genoíno assinou um pedido de empréstimo e várias renovações.

    O problema é que a denuncia é de 2005 e até hoje não surgiu uma prova consistente para condená-los.

    Eu posso até “imaginar” uma coisa. Mas o fato de poder imaginar, admitir que faz muita lógica, não quer dizer que tenha acontecido.

    O risco é alvejar pessoas sem prova, em nome da indignação popular, estimulada por uma visão unilateral. Nem todos os meios de comunicação cobrem o caso da mesma maneira. Mas é fácil perceber o tom da maioria, certo?

    Assim se cria um ambiente de linchamento, que pode ocorrer até em situações que ninguém acompanha. A justiça brasileira está cheia de cidadãos – anônimos e pobres, de preferencia – que são julgados e condenados a penas longas e duríssimas até que, anos e até décadas depois, descobre-se que foram vítimas de um erro e de uma injustiça.

    De vez em quando, um deles consegue uma reparação. As vezes, a vítima já morreu e seus parentes recebem alguns trocados. Às vezes, fica tudo por isso mesmo.

    O cidadão tem medo de ser vítima de uma nova injustiça e não faz nada.

    Nesta semana, o ministro Celso Mello comparou o mensalão ao PCC e o Comando Vermelho.

    Num raciocínio semelhante, Gilmar Mendes sugeriu que, embora não tenha cometido atos de violência, a “quadrilha”, essencialmente, agia como uma organização de criminosos comuns.

    Os dois ministros têm uma erudição jurídica reconhecida. Expressaram suas convicções com competência e lógica. Não é só por educação que admito minha ignorância para falar de seus votos.

    Mas essas comparações não fazem justiça à cultura que possuem.

    Nos piores momentos do regime militar, os brasileiros que enfrentavam a ditadura de armas na mão eram descritos como “assaltantes de banco”, “ladrões”, “assassinos” ou “terroristas.” Até menores de idade foram presos – sem julgamento – com essa acusação.

    As organizações armadas cometeram assaltos e sequestros. Também cometeram ações que resultaram em mortes, algumas na forma de justiçamento.

    Seria correto comparar Carlos Marighella ao Bandido da Luz Vermelha? Ou Lamarca ao Cara de Cavalo? Ou então, como fez um promotor louco para puxar o saco de militares, dizer que Dilma Rousseff, da Var Palmares, era a papisa da subversão?

    Deu-se o golpe de 64 com a alegação de que se deveria eliminar a subversão e a corrupção. Uma coisa leva à outra, dizia-se. E era por isso que era preciso ligar uma coisa à outra. O PCB estimulava a corrupção como forma de desagregar o país, escreveu um dos editores da Tribuna da Imprensa, um dos principais envolvidos no golpe, logo depois da vitória dos militares. Vamos ler:

    –Na maioria das vezes (os comunistas) são traidores. Outras, são mercenários; outras ainda, carreiristas; outras mais negocistas satisfeitos, que recebem todo o apoio do partido, pois uma das coisas que mais preocupa os agitadores é a corrupção, e assim eles a estimulam de todas as formas, pois sabem que não há melhor forma de estimular a desagregação de um país. (Prefácio do livro Brasil – 1 de abril, de Araken Távora)

    A comparação entre o esquema financeiro político – com todos os crimes apontados – com quadrilhas criminosas é tão absurda que eu pergunto se essa visão estará de pé, no Supremo, quando (e se) o mensalão PSDB-MG for a julgamento. Duvido por boas e más razões que você sabe muito bem quais são.

    É fantasia falar em quadrilha que opera nos subterrâneos do poder.

    Por mais que muitas pessoas não enxerguem – e outras não queiram enxergar – diferenças entre os partidos políticos e organizações criminosas, eles tem projetos diferentes, visões diferentes e assim por diante.

    Por mais que se queira criminalizar a atividade política – é isso o que acontece hoje – é pura miopia confundir políticos e bandidos comuns. Não é uma questão de classe social, nem de status ou coisa semelhante.

    É uma questão de atividade profissional, digamos assim.

    Eu acho diferente controlar o território numa favela para vender cocaína e colher contribuições financeiras para disputar uma eleição. Mesmo que se deva considerar um desvio de verbas públicas como um crime gravíssimo, eu acho que é diferente quando se comete um assalto a mão armada, um assassinato, o justiçamento, como método de trabalho.

    E eu acho que um crime com homicídio é diferente daquele que não usa violência.

    Mesmo frequentando uma zona de cinzenta da política brasileira que é o mundo das finanças partidárias – quem cunhou a expressão foi o filósofo tucano José Arthur Gianotti – José Genoíno tem o direito de assegurar que só fez o que era “legítimo e necessário.”

    Da mesma forma, José Dirceu tem toda razão em sustentar: “nunca fiz parte de uma quadrilha.” Quem discorda, prove.

    Não vale ganhar no grito, na dedução, no discurso. A gente sabe como se tentava demonstrar – sem provas — que Marighella, Lamarca, Cara de Cavalo e o Bandido da Luz Vermelha eram as mesmas pessoas.

    O mundo real das finanças de campanha, organizadas e estruturadas para permitir o acesso do poder privado ao Estado, impõe uma realidade material aos partidos que, em todo lugar, precisam de recursos para buscar votos, montar estruturas, contratar funcionários e assim por diante.

    Não custa lembrar: o PCC persegue e mata policiais, planeja o assassinato de juízes. Controla o sistema carcerário em São Paulo e impõe a paz de sua conveniência em várias regiões miseráveis do Estado.

    O Comando Vermelho tem ligações conhecidas com o narcotráfico colombiano e controla parte do território do Rio de Janeiro. Está intregrado à rede de tráfico de armas.

    De uma forma ou de outra, estamos falando de bandidos comuns e essa distinção é necessária. São pessoas que cometem crimes com a finalidade de praticar mais crimes.

    A ministra Rosa Weber estabeleceu muitas distinções em seu voto.

    Observadores que tentam nivelar uma coisa e outra praticam é uma demagogia baixa, de quem investe na ignorância e desinformação do eleitor. Achar que o julgamento mostra que os poderosos vão para a cadeia é vender uma visão ridícula.

    Primeiro, porque se houvesse mesmo essa disposição, a turma do mensalão PSDB-MG estaria sentada no mesmo banco dos réus petistas, já que respondem pelos mesmos crimes. São os mensaleiros originais.

    Segundo, porque é preciso ser tolo, maldoso, para sugerir que José Genoíno pode ser chamado de rico e poderoso.

    Terceiro: se você acha que, ah… mas há algo de errado com José Dirceu, precisa não só admitir que Genoíno não pode pagar por aquilo que se imputa a Dirceu – mas também deve lembrar que o ex-ministro da Casa Civil teve o sigilo bancário e fiscal quebrado e nada se encontrou de comprometedor.

    Alvo de um linchamento de caráter político no passado, o ex-ministro Alceni Guerra já comparou seu drama pessoal ao de Dirceu e disse que eram casos semelhantes.

    As duas únicas historinhas que pareciam comprometedoras contra o ex-ministro da Casa Civil não resistiram ao confronto de provas e versões.

    Quarto: embora se diga que o mensalão está provado, até agora não surgiu um caso, sequer um, de político que tenha vendido seus votos. Nenhum. (E não vou falar da emenda da reeleição em 1998, compra assumida, confessada e gravada. Nem de denuncias de troca de favores e cargos na administração pública pelo mesmo motivo…)

    A base desse argumento é a visão criminalizada de que toda aliança é um ato de suborno e todo acordo político é uma negociata. Quem fala que partidos que mudam de posição depois da eleição está cometendo um crime precisa me explicar como ficam os Verdes

    alemães, que ora são social-democratas, ora estão com a conservadora Angela Merkel.

    Também poderia fazer isso com o PPS que mudou de lado depois de 2002, com políticos que trocam de partidos, com quem funda partidos novos. Tudo é pilantragem remunerada?

    Ninguém presta. São todos “mercenários”, são “negocistas” e “traidores”, como se dizia em 64.

    A melhor descrição do funcionamento das alianças políticas –e seus reflexos financeiros – foi feita por Eliane Cantanhede na biografia do vice presidente José Alencar. É tão desfavorável à acusação que vários parágrafos da obra foram incorporados ao processo pela defesa de Delúbio Soares – como argumento de sua inocência!

    Embora a denuncia tenha suposições falsas e conclusões imaginativas demais, estou convencido de que, como sempre acontece em sistema de arrecadação financeira, ocorreram desvios — mas nem tudo é criminoso. Há fatos verdadeiros e é importante que sejam punidos. Mas é preciso, como se diz, separar uma coisa da outra.

    É lamentável que erros do passado não tenham sido investigados e punidos. Mas concordo que erros do passado não justificam erros do presente. Mas pelo menos deveriam servir de lição para quem diz que “agora”a justiça ficou igual para todos.

    Querem punir os ricos e poderosos com o mensalão?

    Marcos Valério não terminou o curso de engenharia.

    Os banqueiros que podem parar na prisão não tem o lastro financeiro nem político de empresários que até agora ficaram de fora.

    Convém pelo menos calibrar a demagogia.

    Com todas as distorções, arrecadações financeiras fazem parte da política, essa atividade criada pelo homem para resolver diferenças e defender interesses com métodos mais ou menos civilizados. Ela que torna possível, nos regimes democráticos, que a maioria possa defender seus direitos. E também permite que a minoria possa expressar-se.

    O objetivo era levantar recursos financeiros para as campanhas eleitorais de um governo que – eu acho que nem a oposição mais cega discute isso – que reorientou o Estado no sentido de favorecer a população mais humilde.

    Um fato fica para você resolver. Tudo pode ser uma coincidência histórica. Mais uma vez.

    Ou pode ser que muitas pessoas estejam felizes com o STF porque essa “turma do PT está “tomando uma lição”.

    Nós sabemos os vários significados de “turma do PT”—os bairros onde seus eleitores moram, o salário que recebem, escolas e hospitais que frequentam, e assim por diante.

    O governo Lula tomou medidas notáveis e muito eficazes para defender a Lei, a Ordem e a Justiça.

    A saber:

    a) financiou as UPPs que emanciparam os moradores das favelas do Rio de Janeiro do controle do tráfico e só não fez o mesmo, em São Paulo, porque as autoridades se consideram mais capazes para dar conta do PCC;

    b) protegeu a autonomia do Ministério Público, nomeando para seu comando os procuradores mais votados, embora o governo avaliasse que eles tivessem uma postura oposicionista, motivo que já levou governadores da oposição a descartar reitores e procuradores gerais que eram preferidos de suas corporações;

    c) respeitou o Supremo a ponto de nomear juízes com independência, que hoje asseguram uma maioria de votos contra o ponto de vista do PT e seus aliados;

    Estamos falando de fatos de domínio público. Não são segredos imaginados, sugeridos, deduzidos. E é um fato de domínio público que a política, sob qualquer partido, para qualquer candidato, irá entrar na zona cinzenta de Gianotti.

    É curioso notar que nenhuma mudança neste sistema pode ser realizada, até agora, porque aqueles políticos que se dedicam a denunciar Lula e o PT não querem abrir mão de seus canais com o poder econômico privado e impedem que o país adote um sistema de financiamento público de campanhas.

    Com essa mudança, seria possível corrigir as principais distorções. As verbas seriam controladas pelo Estado, com uma contabilidade oficial, e cada partido receberia recursos em função de seus votos. A oposição não aceita. Sabe por que?

    Ditadura gostava de criminalizar a política

    11:08, 25/10/2012 PAULO MOREIRA LEITE POLÍTICA, ELEIÇÕES TAGS: MENSALÃO, STF
    Eu estava nos EUA, em 2000, quando George W. Bush tornou-se presidente por decisão da Suprema Corte. Havia ocorrido uma fraude na Flórida, que necessitava recontar seus votos. A Suprema Corte, de folgada maioria republicana, decidiu interromper o processo e deu posse a Bush. Nós sabemos as consequências.

    Em 2009, quando Manoel Zelaya foi deposto em Honduras, a Corte Suprema local deu respaldo ao golpe.

    O mesmo ocorreu no Paraguai, quando Fernando Lugo foi afastado do cargo sem direito de defesa, por uma acusação que, está demonstrado agora, não tinha fundamento em provas – mas em denúncias que, conforme a oposição não teve medo de anunciar, envolviam fatos que “todo mundo sabe.”

    Para quem só enxerga uma face da Operação Mãos Limpas, não custa recordar que a Justiça italiana colocou muitos corruptos fora de combate na Itália e transformou o bunga-bunga Silvio Berlusconi no grande protagonista da política atual italiana. Os partidos foram destruídos e, em seu lugar, ficou uma rede de TV. Quem é o dono? O bunga-bunga. É tão bunga que, quando os mercados quiseram afastá-lo do cargo, foi preciso convencer Berlusconi a renunciar. Não havia quem desse a bungada de misericórdia.

    Lembra da guilhotina da revolução francesa? Após dois anos de terror, de condenados em processos sumários, o saldo foi o esvaziamento da democracia e a lenta recuperação da aristocracia. Depois de guerras e ditaduras, proclamou-se o Império.

    É claro que esses fatos servem de advertência e angustia diante do julgamento do mensalão.

    O Supremo está diante de crimes graves, que devem ser investigados e punidos. O inquérito da Polícia Federal aponta para vários crimes bem demonstrados.

    Mas não dá para aceitar longas condenações sem que as acusações não estejam provadas nem demonstradas de forma clara e consistente. O mesmo inquérito não oferece base para denúncias contra vários condenados. O confronto de depoimentos e as mudanças de versões da principal testemunha, Roberto Jefferson, mostra a fragilidade da acusação.

    Vamos reconhecer o seguinte. Não tenho condições de afirmar, entre 38 réus, quantos foram condenados com provas e quantos não foram. Não conheço cada caso em cada detalhe. As confusões das votações e debates sobre as penas mostram que os próprios

    ministros têm dificuldade para armazenar tantas informações, o que não diminui a responsabilidade de cada um deles pelo destino de todos.

    Embora tivesse até uma conta em paraíso secreto, o publicitário Duda Mendonça saiu são e salvo do processo. Me explicam que seu advogado fez uma defesa técnica e nada se provou que pudesse demonstrar seu envolvimento no caso.

    Me parece impecável.

    E justo, porque embora se possa falar em domínio do fato, é preciso mostrar quem tinha o domínio em cada fato.

    José Dirceu e José Genoíno estão sendo condenados porque “não se acredita” que não tivessem participado de nada…Não é possível, dizem.

    Dirceu era o chefe…Genoíno assinou um pedido de empréstimo e várias renovações.

    O problema é que a denuncia é de 2005 e até hoje não surgiu uma prova consistente para condená-los.

    Eu posso até “imaginar” uma coisa. Mas o fato de poder imaginar, admitir que faz muita lógica, não quer dizer que tenha acontecido.

    O risco é alvejar pessoas sem prova, em nome da indignação popular, estimulada por uma visão unilateral. Nem todos os meios de comunicação cobrem o caso da mesma maneira. Mas é fácil perceber o tom da maioria, certo?

    Assim se cria um ambiente de linchamento, que pode ocorrer até em situações que ninguém acompanha. A justiça brasileira está cheia de cidadãos – anônimos e pobres, de preferencia – que são julgados e condenados a penas longas e duríssimas até que, anos e até décadas depois, descobre-se que foram vítimas de um erro e de uma injustiça.

    De vez em quando, um deles consegue uma reparação. As vezes, a vítima já morreu e seus parentes recebem alguns trocados. Às vezes, fica tudo por isso mesmo.

    O cidadão tem medo de ser vítima de uma nova injustiça e não faz nada.

    Nesta semana, o ministro Celso Mello comparou o mensalão ao PCC e o Comando Vermelho.

    Num raciocínio semelhante, Gilmar Mendes sugeriu que, embora não tenha cometido atos de violência, a “quadrilha”, essencialmente, agia como uma organização de criminosos comuns.

    Os dois ministros têm uma erudição jurídica reconhecida. Expressaram suas convicções com competência e lógica. Não é só por educação que admito minha ignorância para falar de seus votos.

    Mas essas comparações não fazem justiça à cultura que possuem.

    Nos piores momentos do regime militar, os brasileiros que enfrentavam a ditadura de armas na mão eram descritos como “assaltantes de banco”, “ladrões”, “assassinos” ou “terroristas.” Até menores de idade foram presos – sem julgamento – com essa acusação.

    As organizações armadas cometeram assaltos e sequestros. Também cometeram ações que resultaram em mortes, algumas na forma de justiçamento.

    Seria correto comparar Carlos Marighella ao Bandido da Luz Vermelha? Ou Lamarca ao Cara de Cavalo? Ou então, como fez um promotor louco para puxar o saco de militares, dizer que Dilma Rousseff, da Var Palmares, era a papisa da subversão?

    Deu-se o golpe de 64 com a alegação de que se deveria eliminar a subversão e a corrupção. Uma coisa leva à outra, dizia-se. E era por isso que era preciso ligar uma coisa à outra. O PCB estimulava a corrupção como forma de desagregar o país, escreveu um dos editores da Tribuna da Imprensa, um dos principais envolvidos no golpe, logo depois da vitória dos militares. Vamos ler:

    –Na maioria das vezes (os comunistas) são traidores. Outras, são mercenários; outras ainda, carreiristas; outras mais negocistas satisfeitos, que recebem todo o apoio do partido, pois uma das coisas que mais preocupa os agitadores é a corrupção, e assim eles a estimulam de todas as formas, pois sabem que não há melhor forma de estimular a desagregação de um país. (Prefácio do livro Brasil – 1 de abril, de Araken Távora)

    A comparação entre o esquema financeiro político – com todos os crimes apontados – com quadrilhas criminosas é tão absurda que eu pergunto se essa visão estará de pé, no Supremo, quando (e se) o mensalão PSDB-MG for a julgamento. Duvido por boas e más razões que você sabe muito bem quais são.

    É fantasia falar em quadrilha que opera nos subterrâneos do poder.

    Por mais que muitas pessoas não enxerguem – e outras não queiram enxergar – diferenças entre os partidos políticos e organizações criminosas, eles tem projetos diferentes, visões diferentes e assim por diante.

    Por mais que se queira criminalizar a atividade política – é isso o que acontece hoje – é pura miopia confundir políticos e bandidos comuns. Não é uma questão de classe social, nem de status ou coisa semelhante.

    É uma questão de atividade profissional, digamos assim.

    Eu acho diferente controlar o território numa favela para vender cocaína e colher contribuições financeiras para disputar uma eleição. Mesmo que se deva considerar um desvio de verbas públicas como um crime gravíssimo, eu acho que é diferente quando se comete um assalto a mão armada, um assassinato, o justiçamento, como método de trabalho.

    E eu acho que um crime com homicídio é diferente daquele que não usa violência.

    Mesmo frequentando uma zona de cinzenta da política brasileira que é o mundo das finanças partidárias – quem cunhou a expressão foi o filósofo tucano José Arthur Gianotti – José Genoíno tem o direito de assegurar que só fez o que era “legítimo e necessário.”

    Da mesma forma, José Dirceu tem toda razão em sustentar: “nunca fiz parte de uma quadrilha.” Quem discorda, prove.

    Não vale ganhar no grito, na dedução, no discurso. A gente sabe como se tentava demonstrar – sem provas — que Marighella, Lamarca, Cara de Cavalo e o Bandido da Luz Vermelha eram as mesmas pessoas.

    O mundo real das finanças de campanha, organizadas e estruturadas para permitir o acesso do poder privado ao Estado, impõe uma realidade material aos partidos que, em todo lugar, precisam de recursos para buscar votos, montar estruturas, contratar funcionários e assim por diante.

    Não custa lembrar: o PCC persegue e mata policiais, planeja o assassinato de juízes. Controla o sistema carcerário em São Paulo e impõe a paz de sua conveniência em várias regiões miseráveis do Estado.

    O Comando Vermelho tem ligações conhecidas com o narcotráfico colombiano e controla parte do território do Rio de Janeiro. Está intregrado à rede de tráfico de armas.

    De uma forma ou de outra, estamos falando de bandidos comuns e essa distinção é necessária. São pessoas que cometem crimes com a finalidade de praticar mais crimes.

    A ministra Rosa Weber estabeleceu muitas distinções em seu voto.

    Observadores que tentam nivelar uma coisa e outra praticam é uma demagogia baixa, de quem investe na ignorância e desinformação do eleitor. Achar que o julgamento mostra que os poderosos vão para a cadeia é vender uma visão ridícula.

    Primeiro, porque se houvesse mesmo essa disposição, a turma do mensalão PSDB-MG estaria sentada no mesmo banco dos réus petistas, já que respondem pelos mesmos crimes. São os mensaleiros originais.

    Segundo, porque é preciso ser tolo, maldoso, para sugerir que José Genoíno pode ser chamado de rico e poderoso.

    Terceiro: se você acha que, ah… mas há algo de errado com José Dirceu, precisa não só admitir que Genoíno não pode pagar por aquilo que se imputa a Dirceu – mas também deve lembrar que o ex-ministro da Casa Civil teve o sigilo bancário e fiscal quebrado e nada se encontrou de comprometedor.

    Alvo de um linchamento de caráter político no passado, o ex-ministro Alceni Guerra já comparou seu drama pessoal ao de Dirceu e disse que eram casos semelhantes.

    As duas únicas historinhas que pareciam comprometedoras contra o ex-ministro da Casa Civil não resistiram ao confronto de provas e versões.

    Quarto: embora se diga que o mensalão está provado, até agora não surgiu um caso, sequer um, de político que tenha vendido seus votos. Nenhum. (E não vou falar da emenda da reeleição em 1998, compra assumida, confessada e gravada. Nem de denuncias de troca de favores e cargos na administração pública pelo mesmo motivo…)

    A base desse argumento é a visão criminalizada de que toda aliança é um ato de suborno e todo acordo político é uma negociata. Quem fala que partidos que mudam de posição depois da eleição está cometendo um crime precisa me explicar como ficam os Verdes

    alemães, que ora são social-democratas, ora estão com a conservadora Angela Merkel.

    Também poderia fazer isso com o PPS que mudou de lado depois de 2002, com políticos que trocam de partidos, com quem funda partidos novos. Tudo é pilantragem remunerada?

    Ninguém presta. São todos “mercenários”, são “negocistas” e “traidores”, como se dizia em 64.

    A melhor descrição do funcionamento das alianças políticas –e seus reflexos financeiros – foi feita por Eliane Cantanhede na biografia do vice presidente José Alencar. É tão desfavorável à acusação que vários parágrafos da obra foram incorporados ao processo pela defesa de Delúbio Soares – como argumento de sua inocência!

    Embora a denuncia tenha suposições falsas e conclusões imaginativas demais, estou convencido de que, como sempre acontece em sistema de arrecadação financeira, ocorreram desvios — mas nem tudo é criminoso. Há fatos verdadeiros e é importante que sejam punidos. Mas é preciso, como se diz, separar uma coisa da outra.

    É lamentável que erros do passado não tenham sido investigados e punidos. Mas concordo que erros do passado não justificam erros do presente. Mas pelo menos deveriam servir de lição para quem diz que “agora”a justiça ficou igual para todos.

    Querem punir os ricos e poderosos com o mensalão?

    Marcos Valério não terminou o curso de engenharia.

    Os banqueiros que podem parar na prisão não tem o lastro financeiro nem político de empresários que até agora ficaram de fora.

    Convém pelo menos calibrar a demagogia.

    Com todas as distorções, arrecadações financeiras fazem parte da política, essa atividade criada pelo homem para resolver diferenças e defender interesses com métodos mais ou menos civilizados. Ela que torna possível, nos regimes democráticos, que a maioria possa defender seus direitos. E também permite que a minoria possa expressar-se.

    O objetivo era levantar recursos financeiros para as campanhas eleitorais de um governo que – eu acho que nem a oposição mais cega discute isso – que reorientou o Estado no sentido de favorecer a população mais humilde.

    Um fato fica para você resolver. Tudo pode ser uma coincidência histórica. Mais uma vez.

    Ou pode ser que muitas pessoas estejam felizes com o STF porque essa “turma do PT está “tomando uma lição”.

    Nós sabemos os vários significados de “turma do PT”—os bairros onde seus eleitores moram, o salário que recebem, escolas e hospitais que frequentam, e assim por diante.

    O governo Lula tomou medidas notáveis e muito eficazes para defender a Lei, a Ordem e a Justiça.

    A saber:

    a) financiou as UPPs que emanciparam os moradores das favelas do Rio de Janeiro do controle do tráfico e só não fez o mesmo, em São Paulo, porque as autoridades se consideram mais capazes para dar conta do PCC;

    b) protegeu a autonomia do Ministério Público, nomeando para seu comando os procuradores mais votados, embora o governo avaliasse que eles tivessem uma postura oposicionista, motivo que já levou governadores da oposição a descartar reitores e procuradores gerais que eram preferidos de suas corporações;

    c) respeitou o Supremo a ponto de nomear juízes com independência, que hoje asseguram uma maioria de votos contra o ponto de vista do PT e seus aliados;

    Estamos falando de fatos de domínio público. Não são segredos imaginados, sugeridos, deduzidos. E é um fato de domínio público que a política, sob qualquer partido, para qualquer candidato, irá entrar na zona cinzenta de Gianotti.

    É curioso notar que nenhuma mudança neste sistema pode ser realizada, até agora, porque aqueles políticos que se dedicam a denunciar Lula e o PT não querem abrir mão de seus canais com o poder econômico privado e impedem que o país adote um sistema de financiamento público de campanhas.

    Com essa mudança, seria possível corrigir as principais distorções. As verbas seriam controladas pelo Estado, com uma contabilidade oficial, e cada partido receberia recursos em função de seus votos. A oposição não aceita. Sabe por que?

    Porque tem recebido tão poucos votos que ficaria em desvantagem. Embora tenha-se feito uma oferta para garantir um piso financeiro, ela não mudou a postura.

    Prefere o dinheiro privado, particular. Mas anda tão ruim de voto que, para evitar o desperdício, tem sido até abandonada por seus financiadores tradicionais.

    É mesmo de dar pena, não?

    Prefiro uma democracia que funcione com defeitos – que podem ser corrigidos – do que qualquer solução sem o respeito pelos direitos integrais dos acusados, mesmo que produzida em nome de princípios que muitos aplaudem sem medir suas consequências para o país.
    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/10/25/ditadura-gostava-de-criminalizar-a-politica/

  3. Pax said

    Caro Zbigniew,

    O Paulo Moreira Leite, que de antemão afirmo que merece meu respeito, quer dizer, então, que o Delúbio deve pagar toda a pena neste caso?

    Esta é uma dedução possível do texto acima. Que também nos leva a outra: como Genoino permitiu que um tesoureiro do partido fizesse, sozinho, tamanha lambança?

    Há um que de razoabilidade neste raciocínio? Pode ser que sim. Confesso que não vejo, pedindo vênia.

    Não faço parte da histeria da oposição, esta mesma que abriga, acolhe, protege o Azeredo, que vibrava com as histerias e falsidades de Demóstenes e mais uma penca de exemplos. Mas também continuo pouco convencido que há uma conspiração dos atuais ministros do STF para prejudicar o PT.

    Lembro que o próprio Joaquim Barbosa declarou que votou em Lula, repetiu o voto etc.

    A questão é que o processo caiu em suas mãos. Qual opção? Rasgar a constituição e absolver os réus ou julgar segundo seu conhecimento legal e sua consciência? Depois de vencida esta dificuldade, entramos em outra que foi o entendimento do colegiado ratificando o juízo do ministro Barbosa. Todos estariam, então, participando de um momento crítico de tal sorte que ameaçariam a democracia e os princípios republicanos?

    Juro, ainda não estou convencido desta tese.

    Esta grita toda me parece movida para defender Dirceu e Genoino. Ok, pessoas importantes, confesso que acho que vários dos progressos que temos hoje no Brasil devemos, em parte, a eles etc etc. Mas lembro que o PT tinha – e tem – um código de ética, um programa, uma idelogia etc. Tenho insistido que prefiro salvar tanto o PT quanto o PSDB que indivíduos. E já justifiquei esta minha opinião que é preferir trabalhar, lapidar, resgatar estes partidos que ter que viver com governos nas mãos de DEM, PSC, PR, PP, PSD, PMDB e quetais que, a mim, ou representam tudo contrário do que penso e quero ou não representam mais nada, a não ser esse modelo de partidos de prateleira que quem chega e paga, leva.

    Eu sinto muito por Dirceu e Genoino, mas dedico muito mais minha atenção em 2014, 2018, 2022 etc. Olhando para à além de nomes, quero mais é ver programas e propostas de governo.

    Lembro de uma música da minha juventude, dos tempos de escola, de Silvio Rodrigues que o Chico nos apresentou à época … “quero que me perdoem, por este dia, os mortos da minha felicidade”.

    Vale a pena dar uma olhada na letra toda, aqui – http://www.musica.com/letras.asp?letra=1031151

  4. Chesterton said

    Para io Pax (Reinaldããããããooooo)

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/editorial-da-folha-faz-na-pratica-a-defesa-da-impunidade-para-os-criminosos-do-colarinho-branco-incluindo-os-mensaleiros/

  5. nilcemar said

    Então, a VIDA vale bem pouco para os supremos. Porque o assassino de Doroty está solto, e esse réu, só nestes autos já teria pego 40 anos de prisão. Vê-se, também, que não julgarão o outro mensalão, o pioneiro, que fundou o método, mais conhecido como _ mensalão tucano _ perpetrado pelo mesmíssimo réu. Muito menos indicam terem algum conhecimento sobre o crime de _ lesa pátria _ suficientemnte descrito e documentado na obra Privataria Tucana.

  6. Chesterton said

    Animada com a surpreendente condenação do núcleo político do Mensalão, a até agora ineficiente e inexpressiva “oposição” ao PT no Congresso já ensaia promover uma devassa sobre a magnífica evolução do patrimônio de Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares. De olho no redesenho de forças para a campanha de 2014, adversários e inimigos de Lula ameaçam fazer agora aquilo que não fizeram antes, por conveniência ou erro de estratégia política, quando o escândalo foi denunciado no meio do primeiro mandato presidencial. Ontem, dentro do plenário do STF, se falava de tal assunto, com informes vindo da Câmara e do Senado.

    As pré-condições para alvejar Lula foram escancaradas com o resultado final do julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal. Todo mundo sabe que José Dirceu de Oliveira e Silva se transformou no grande bode expiatório. Embora todos saibam que ele não era o único ou o maior chefe da quadrilha, ele pagará o pato junto com os companheiros José Genoíno e Delúbio Soares. Os três podem até pegar penas que os levem a uma pequena temporada na prisão ou a uma forçada prestação de serviços à comunidade. Dirceu, Genoíno e Delúbio pagarão para o chefão deles ser poupado? Eis a questão…

    O Alerta Total já antecipou na edição de 10 de outubro. Sob a presidência de Joaquim Barbosa no STF, a partir de 18 de novembro, o mito Lula deverá enfrentar o rigor da Justiça – com o agravante de que agora não tem mais foro privilegiado para se blindar. Barbosa deverá retirar o estranho segredo de Justiça sobre o Processo Investigatório 2.474. Os 77 volumes em sigilo apuram as supostas irregularidades no convênio entre o Banco BMG e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com a participação da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), para a “operacionalização de crédito consignado a beneficiários e pensionistas”. O caso contra Lula dormita “blindado”, desde 2007, no Supremo.

    A petralhada pretende retaliar pesado. Exigirá que o STF tenha o mesmo rigor com o julgamento do chamado Mensalão Mineiro. Mas este contra-ataque pode se transformar em um Arakiri. Afinal, o escândalo não compromete apenas e diretamente o tucano Eduardo Azeredo e, indiretamente, o provável presidenciável Aécio Neves. Quem também dança, mais ainda, neste processo é Marcos Valério Fernandes de Souza. Já condenado a 40 anos, um mês e seis dias de prisão pelos crimes do atual Mensalão, será que Valério aceitará, passivamente, passar um mínimo de 6 anos e 8 meses preso em regime fechado, em silêncio obsequioso?

    Valério é uma bomba que pode estourar no colo do PT, bem antes de ser também pego pelo Mensalão Mineiro. Se Valério sair do controle, sem dúvida, vai sobrar para o chefão Lula. Até agora, o que ele tem feito é ameaçar abrir o bico. Já mandou amigos lançarem a versão na revista Veja de que Lula seria o chefe maior do Mensalão. Toda semana, vão e vêm os boatos de que pode conceder alguma entrevista bombástica ou liberar o vídeo (produzido por um cineasta que contratou) para revelar o que ainda não foi dito claramente sobre o famoso escândalo de corrupção. Blefe ou não, Valério é um terror permanente para a petralhada. Só precisa rezar para não fazer companhia a Celso Daniel e outros cadáveres politicamente insepultos do nada Admirável Novo Mundo a Petralhagem…

    Voltando ao Boi numa fria, o resultado do segundo turno eleitoral pode radicalizar o processo de tentativa de implosão política e judiciál do mito Lula. Mesmo vencendo em São Paulo com o incomPTente Fernando Haddad – o que é possível em função do desgaste pessoal de José Serra -, Lula perde força para a guerra de 2014. Seu futuro dependerá, primeiro, do estado de saúde. Segundo, que a conjuntura econômica internacional desfavorável não atrapalhe o desempenho do governo Dilma. E, terceiro, que os novos processos do Mensalão, milagrosamente, não atinjam diretamente o chefe maior do PT.

    Aliado tradicional, como PSB, ensaia voo solo com Eduardo Campos ou em parceria com os tucanos – dependendo da habilidade de Aécio Neves, que também sonha com o trono do Palácio do Planalto. A fidelidade do PMDB é pragmática e sempre pende para o lado que tenha mais certeza de vencer a eleição. Outro risco de traição para o PT é o sinal dado pelo PRB – ligado à Igreja Universal do Bispo Edir Macedo -, que pode lançar Celso Russomano como candidato a vice na reeleição de Geraldo Alckmin para o governo do Estado de São Paulo.

    O cenário começa a ficar esquisito e com sérios riscos de que as futuras disputas de poder saiam do controle e abram caminho para a sempre ameaçadora ruptura política – que pode descambar para uma ruptura institucional. Vendo que perderá o poder, o PT investirá na radicalização ideológica e investirá de forma covarde contra aqueles que considera inimigos maiores: os adversários políticos e a liberdade midiática. A confusão política lembra bem a famosa República de Weimar da Alemanha pré-nazista, quando os extremismos abriram espaço para a ascensão de Adolf Hitler.

    Os santos guerreiros de Lula lutarão para destruir tudo que lhes pareça dragões da maldade. O resultado final desta batalha fanática e suicida tende a ser nada bom para a Democracia no Brasil. A pergunta que se faz sempre que tal cenário se desenha tem respostas complexas e repletas de dúvidas. Será que os militares estão preparados para atuar como o poder moderador no conflito radical que parece inevitável? Ou quem poderia assumir tal papel é o Supremo Tribunal Federal agora revigorado como poder republicano perante a opinião pública e publicada?

    O tempo (que pode ser curto) será o senhor de tão complicadas e complexas respostas político-institucionais.

    Serrão

  7. nilcemar said

    Chesterton, no seu longo contexto, só faltou a CPI da Privataria Tucana. É o que mais esperamos, além da Lista de Furnas, naturalmente, não só o mensalão Tucano. Lula é sagrado e consagrado, blindado pelo povo.

  8. Jose Mario HRP said

    Existem centenas de ações oriundas de dissidios coletivos barrados no TST que não são julgadas pelo STF, sem qualquer explicação.
    Por isso há mais de 03 anos os dissidios não são mais instaurados.
    STF e sua seletividade.
    Sempre a favor dos poderosos?

  9. Pax said

    off: mais um apagão. Norte e Nordeste.

  10. Pax said

    teste: horário de verão

  11. Pax said

    A Folha em editorial – que o histérico jagunço da Veja comenta em surto, trazido pelo nosso infalível Chesterton, é acompanhado pela Eliane Catanhêde em sua colula. Ou seja, estão achando as penas duras demais. Vale um post. Se der, faço.

    Editorial – http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1174732-editorial-para-quem-precisa.shtml

    Catanhêde – http://www1.folha.uol.com.br/colunas/elianecantanhede/1175368-pesando-a-mao.shtml

    Cá do meu canto confesso que não tenho opinião formada, se estão ou não pesando na mão na tal dosimetria. Sei que tem crimes que me parecem mais ofensivos para a sociedade e para a democracia, um deles, só para pegar um exemplo, é o crime de tortura cometido a rodo por aí.

    O que tenho visto do STF é que estão sendo absolutamente técnicos nesta fase, dentro da lei. Partindo do conhecimento que não entendo nada disso, aprendi que existe um tal processo trifásico. A pena base que vai de um mínimo até um máximo onde se calibra segundo o entendimento que o réu é mais influente no crime que outra possibilidade (exemplo: Valério deve partir de uma base maior que seus sócios, pois era o líder), depois tem os aumentos ou reduções por agravantes ou atenuantes e mais uma fase que não entendi direito. Enfim, voltando, pelo que vi o STF tenta calibrar estas fases de dosimetria para que as penas sejam aplicadas da melhor forma.

    Ontem mesmo teve uma enorme discussão. Chegou uma hora de votar um crime para o Ramon Rollerbach e os juízes perceberam que não poderiam partir da mesma pena base que Valério, pois Ramon era menos influente no tal crime. Como no dia anterior o ministro Lewandowski tinha conseguido convencer a maioria que a pena base de Valério deveria ser menor e o ministro Joaquim Barbosa foi vencido, ontem parece que chegaram a conclusão que Barbosa estava certo e que devem rever, para mais, a pena do tal crime para Valério. Coisa por aí, não me exijam detalhes que não consigo lembrar, mas é algo assim.

    De novo, sequestro, morte, tortura, estupro, com certeza me parecem crimes dos mais ofensivos que corrupção. Ok. Mas corrupção também não pode ser considerado crime leve. Atinge toda a sociedade, me fio nas palavras da Carmen Lúcia, é dinheiro que não chega nas escolas, na merenda, nos hospitais, no remédio do doente que precisa, no salário do policial mal pago que precisa fazer bico e morrer baleado na porta do mercado que protege etc.

    Como dar um peso correto para um e outro tipo de crime?

  12. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    tenho sérias dúvidas se o inquisidor Barbosão vai levar essa.

    Este trecho do editorial da Folha é exemplar!

    “Sempre houve corrupção política, mas o governo Lula a praticou em escala sistêmica, sob o comando da camarilha então incrustada no ápice do Executivo e do partido que o controla. As punições hão de ser drásticas, e seu efeito, exemplar, mas sem a predisposição vingadora que parece governar certas decisões (e equívocos) do ministro Joaquim Barbosa.

    Tendo arrostado um partido que continua no poder e cujo chefe desfruta de imensa popularidade, seria decerto pedir demais ao Supremo Tribunal Federal que fosse ainda além, condenando nosso sistema prisional ao evitar que esses réus sejam despachados, sem motivo inarredável que não a letra da lei, para o inferno das cadeias. ”

    Vejam só, a Folha fala em PREDISPOSIÇÃO VINGADORA QUE PARECE GOVERNAR CERTAS DECISÕES E EQUÍVOCOS DO MINISTROS JOAQUIM BARBOSA!

    São mais e mais vozes que estão se erguendo. E agora do lado conservador!

    Como que um ministrodo STF pode ter PREDISPOSIÇÃO VINGADORA?

    Como que outro ministro pode se valer de Cabala e Numerologia para justificar seu voto?

    Como que outro ministro sai com retórica pomposa, exagerada e partidária?

    Acho que a coisa não vai ficar como os alienados estão querendo!

  13. Pax said

    Caro Patriarca,

    Predisposição vingadora é uma opinião deste editorial da Folha. Se compartilho? Não. Minha lógica é:

    – Houve crimes? Sim. Há provas? Sim. Há leis específicas para os crimes cometidos? Sim. Existem penas previstas para os crimes previstos? Sim. O STF está fugindo das leis estabelecidas na Constituição e no Código do Processo Penal? Onde?

    Podemos discutir, aliás estimulo esta discussão pois entendo que é benéfica: As tais provas contra Zé Dirceu e Genoino são válidas, as tais de domínio do fato? Aqui acho uma boa discussão e acho que já externei minha opinião com clareza, que é discordar um tanto de achar que Delúbio tenha feito tudo sozinho, tamanha lambança. Mesmo assim, supondo que sim, que Delúbio tenha enfiado o partido neste lamaçal, confesso que seria um bom motivo para até deixar de respeitar o PT por falta absoluta de capacidade de gestão. Neste caso teria que procurar outro partido nas minhas opções como melhores legendas políticas brasileiras, que, de novo, entendo serem o PT e o PSDB. De outro lado já afirmei inúmeras vezes que ninguém logrou me convencer que 10 minitros do STF estejam unidos numa conspiração contra o que quer que seja. Aqui acho a viagem ainda mais lisérgica.

    Que papo é esse de Cabala e Numerologia? Já vi esse papo mais de uma vez e acho que é um capítulo desta novela que devo ter perdido. Qual ministro se valeu destes argumentos? Quando? Se puder me informar desde já agradeço.

  14. Patriarca da Paciência said

    “Que papo é esse de Cabala e Numerologia? Já vi esse papo mais de uma vez e acho que é um capítulo desta novela que devo ter perdido. Qual ministro se valeu destes argumentos? Quando? Se puder me informar desde já agradeço.”

    o ministro Marco Aurélio Mello fez um prédico sobre moralidade e número 13 ao justificar seu voto.

    O ministro decano Mello comparou o núcleo político ao PCC.

    O ministro Joaquim Barbosa, ele sim, tem agido como promotor desde o iínicio do processo!

    Tudo ao vivo e a cores!

  15. Patriarca da Paciência said

    Correção

    o ministro Marco Aurélio Mello fez uma prédica sobre moralidade e número 13 ao justificar seu voto.

    É o que até os conservadores começam a notar, meu caro Pax.

  16. Chesterton said

    Cana para corrupto…não era essa a bandeira do PT antes de tomar o poder?

  17. Edu said

    Um lenço ao nosso companheiro choroso Patriarca da Paciência.

  18. Zbigniew said

    Caro Pax,
    eu me pergunto cá com meus botões se seria possível que o Genoino e o Dirceu fossem inocentes. Diria mais: que o segundo ate soubesse de tais operações de cooptação política mas agisse apenas na ponta do esquema, da negociação dos apoios, sem oferecer qualquer vantagem. Essa inferência não é válida? Ou ela deve ser desde logo descartada em virtude de um pré-julgamento, fundamentado na criminalização da política e de seu sistema de alianças?

    Acredito que sim, e valida, porque se nao há provas concretas contra os dois, deveria incidir o principio de natureza penal: “in dubio pro reo”.
    Esse principio foi afastado pelo Domínio do Fato, tese que nao foi aplicada no caso do Duda Mendonça, mostrando que as jurisprudências estão muito mais sujeitas ao subjetivismo do julgador – com todos os valores que esta expressão carrega – do que imagina nossa vã filosofia.

    Voltando ao PML, percebo que ele não inocenta ninguém, mas se preocupa com os rumos que um julgamento como este toma e suas consequências para o regime democrático brasileiro. Entendo até que tal alerta soe como exercício de retórica, num pais complexo como o nosso, com as instituições em funcionamento, em situação de pleno emprego e economia em aquecimento. Sim, nos não somos Honduras ou o Paraguai.

    Mas não podemos deixar que o advento de determinados juizos não sejam objeto de criticas incisivas, principalmente quando o ineditismo vem associado ao protagonismo político, num patente desvio de função de um tribunal que se quer Corte Constitucional. Aí temos sim um julgamento de exceção e não acho desproporcional a comparação com o Tribunal de Nuremberg, erigido exclusivamente para julgar os representantes do nazi-fascismo na segunda grande guerra.

    Vejam que até a imprensa conservadora admite que as penas aplicadas estão exageradas, de modo que aqui podemos perceber um outro elemento de um julgamento de exceção, quando as penas estão muito mais próximas de um sentimento de vingança do que de um dever de justiça. E isto é extremamente pernicioso à democracia e à segurança jurídica que se espera tenha no STF a figura de seu guardião.

    Por fim, retorno a um excerto do longo texto do PML que resume bem o sentimento dele em torno deste julgamento. É bom para refletirmos:

    (…)Alvo de um linchamento de caráter político no passado, o ex-ministro Alceni Guerra já comparou seu drama pessoal ao de Dirceu e disse que eram casos semelhantes.

    As duas únicas historinhas que pareciam comprometedoras contra o ex-ministro da Casa Civil não resistiram ao confronto de provas e versões.

    Quarto: embora se diga que o mensalão está provado, até agora não surgiu um caso, sequer um, de político que tenha vendido seus votos. Nenhum. (E não vou falar da emenda da reeleição em 1998, compra assumida, confessada e gravada. Nem de denuncias de troca de favores e cargos na administração pública pelo mesmo motivo…)

    A base desse argumento é a visão criminalizada de que toda aliança é um ato de suborno e todo acordo político é uma negociata. Quem fala que partidos que mudam de posição depois da eleição está cometendo um crime precisa me explicar como ficam os Verdes .alemães, que ora são social-democratas, ora estão com a conservadora Angela Merkel.

    Também poderia fazer isso com o PPS que mudou de lado depois de 2002, com políticos que trocam de partidos, com quem funda partidos novos. Tudo é pilantragem remunerada?(…)

  19. Edu said

    Gostaria que o Elias tivesse aqui…

    Ia ser divertido ele ler: “acho que o STF vai operar com a mão pesada”… Huá Huá Huá

  20. Otto said

    Pax e outros. Leiam com atenção:

    A IRRESPONSABILIDADE DO DECANO

    Há duas maneiras dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) se manifestarem: uma, através dos autos; outras, através de manifestações extra-autos.

    No primeiro caso, preserva-se a liturgia do cargo e até se pode disfarçar preferências, preconceitos e ideologia através das escolhas doutrinárias. A profusão de citações oculta ao leigo a enorme dose de subjetividade que permeia julgamentos.

    Quando os magistrados enveredam pelo caminho da exposição pública e se permitem manifestar preferências políticas, o jogo muda. A toga vira ornamento vestindo o ego de uma celebridade. E o magistrado se expõe ao olhar público, como qualquer celebridade.

    ***

    Sem o manto solene da toga, há muito a se reparar na personalidade de cada um: na falta absoluta de civilidade de Joaquim Barbosa, nos episódios controvertidos de Gilmar Mendes (que protagonizou uma possível fraude, com o senador cassado Demóstenes Torres, no episódio do “grampo sem áudio”), nas decisões sempre polêmicas de Marco Aurélio Mello, na submissão total de Ayres Britto aos clamores da mídia.

    ***

    Mas nada se equipara à irresponsabilidade institucional do Ministro Celso de Mello, decano do STF.

    O Ministro cumpriu carreira típica de servidor público qualificado. Primeiro, foi Procurador do Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo. Com reputação consolidada, foi guindado ao cargo influente de principal assessor jurídico do controvertidíssimo Consultor Geral da República do governo Sarney, Saulo Ramos.

    Ainda estão por serem reveladas as peripécias de Saulo à frente da consultoria e, depois, como Ministro da Justiça do governo Sarney. Foram muitas, desde a mudança do decreto do Plano Cruzado, visando dar sobrevida à indústria da liquidação extrajudicial, até o parecer conferindo direito aos investidores de títulos da dívida pública de receberem a correção monetária integral de um ano de congelamento, mesmo que tivessem adquirido o título na véspera do descongelamento.

    Celso era o grande filtro técnico, o especialista capaz de dar vestimenta técnica às teses mais esdrúxulas de Saulo.

    A Saulo, Celso serviu. E, como recompensa, ganhou a indicação para Ministro do STF.

    ***

    Há toda uma hierarquia no serviço público na qual poderosos de hoje dependeram de favores dos antigos poderosos de ontem.

    Até aí tudo normal. Não consta, em sua longa carreira, que o decano Celso de Mello tenha desmerecido a instituição para o qual foi indicado, mesmo levando-se em conta a qualidade dos seus padrinhos.

    A grande questão é a maneira como ele, do alto da posição de decano do STF, está conduzindo suas declarações políticas. É de uma irresponsabilidade institucional mais adequada a um jovem carbonário do que a um decano.

    ***

    Não se discutem as penas. Isso é prerrogativa do Magistrado. O que se discutem são as manifestações políticas inadmissíveis para quem representa o Supremo e a subordinação à segunda pior forma de pressão: o clamor da mídia (a primeira é a pressão do Estado).

    Há uma grande chaga na política brasileira: as formas de cooptação de partidos políticos. E duas maneiras de combatê-la: entendendo-a como um problema sistêmico ou focando em apenas um partido.

    ***

    Ao investir contra os “mensaleiros” com um rigor inédito, o STF desperta duas leituras: a benéfica, é o da necessidade da punição exemplar do episódio para extirpar sua prática da vida política nacional; a segunda, a de que seu rigor se limitará a esse julgamento, não aos próximos. Contra a imagem de isenção da corte tem-se a maneira como indícios foram transformados em provas. E tem-se o modo como o STF mudou a jurisprudência até então em vigor.

    ***

    Há duas linhas de análise dos crimes das chamadas organizações criminosas. Uma – a “garantista” – exige a apresentação de provas objetivas para a condenação. Outra sustenta que, devido à complexidade das organizações, os julgamento podem se basear apenas em evidências. Até então, o STF adotava a primeira linha doutrinária, que beneficiava criminosos de “colarinho branco”. A partir do “mensalão”, passou a adotar a segunda.

    ***

    Não será fácil conquistar a aura de poder severo com todos os crimes. Na mesma semana do mensalão, por exemplo, o Ministro Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus a um vereador carioca suspeito de chefia uma gangue de milicianos. No episódio Satiagraha, o STF, quase por unanimidade, acolheu a agressividade ímpar do Ministro Gilmar Mendes e concedeu liminar a um banqueiro cujos lugares-tenentes foram flagrados tentando subornar um Policial Federal.

    ***

    O Ministro Marco Aurélio concedeu um habeas corpus a Salvatore Cacciola que, nos poucos dias antes de ser derrubado, permitiu a fuga do ex-banqueiro. No momento, a Operação Satiagraha está parada no STJ, apesar dos esforços do Ministério Público Federal. No caso do chamado “mensalão mineiro”, segundo o próprio Joaquim Barbosa, foram os demais Ministros que aceitaram o desmembramento da ação, ao contrário do “mensalão do PT”.

    ***

    Só no próximo julgamento se saberá se o STF é isento ou discricionário. No entanto, a discricionariedade de Celso de Mello se manifesta antecipada e gratuitamente no campo das manifestações políticas, com um desapreço pelo sistema Republicano de causar inveja aos juízes da ditadura. Não se limitou a condenar o cooptação dos partidos mediante pagamento. Condenou como ditatorial o próprio instituto das coligações partidárias, peça central de governabilidade no país.

    ***

    Sabendo ser generalizada a prática de cooptação, os financiamentos obscuros de campanha, em vez de uma crítica geral à prática – até como sinal de que outras infrações receberão o mesmo tratamento – chegou ao cúmulo de comparar um partido político ao PCC. O que pretende com isso? Criar uma situação de esgarçamento político com o Executivo? Colocar o STF a serviço de um partido? Dar razão aos críticos que duvidam da isenção do tribunal?

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-irresponsabilidade-do-decano

  21. Otto said

    Na cabeça:

  22. Chesterton said

    Nunca pensei que me divertiria tanto no blog do Pax….bem lembrado, Edu, cadê o Elias?

  23. Chesterton said

    Lula é sagrado e consagrado, blindado pelo povo.

    chest- vai nessa….

  24. Pax said

    Bem, confesso que a diversão fica por conta do titio e do Malafaia que mais parecem dois dos três patetas, aqueles que sempre apanhavam do Joe porque só faziam cagadas ao tentarem ajudar em qq coisa.

    Do lado petista confesso preocupação. O nível de agressões ao STF já passou da fase da razão.

    Onde isso vai dar?

    Qualquer coisa menos instalibuldade democrática e republicana. É minha torcida.

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  25. Pax said

    Também peço vênia à dulcimar e lhe dou boas vindas ao blog.

    Mas sagrado e consagrado só A Santa Trindade na qual respeito desacreditando.

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  26. Chesterton said

    Pax, ainda não decifrou?
    PPDVCCMC!

  27. Jose Mario HRP said

    Sagrado ou não Lula vem tendo sucesso quase total na sua tarefa de eleger prefeitos.
    Com mensalão e tudo.
    Se vão para cima dele é outra coisa, mas se forem, se e desajeitadamente, espero pelo rompimento institucional.
    Estará provada a coisa política e os agentes politicos/economicos tenderão a partir para o confronto num patamar menos legal e mais emocional.
    Se queriam golpe vão arranjar algo que não se pode prever o resultado!

  28. Edu said

    Otto,

    Ao ler o artigo do LN, há 2 opções:

    – Ele não sabe escrever
    – Ele ele não saber ler

    … e chora! Huá huá huá!!

  29. Zbigniew said

    Otto,
    o que o Bob Fernandes diz sobre o “estrondoso silêncio cúmplice” é o maior exemplo de que o julgamento do mensalão é um julgamento de exceção.
    Muito boa a abordagem. Cadê a Satiagraha, a apuração sobre os documentos contidos no livro “A Privataria Tucana”, Furnas, Mensalão do PSDB, emenda da reeleição e demais escândalos que se beneficiaram do silêncio cúmplice da grande mídia, do desinteresse do MP e de inoperância do Judiciário?
    Concordo com o HRP e acrescento: o Brasil não é Honduras, tampouco o Paraguai.

  30. Pax said

    Vamos por partes, como Jack, o Estripador:

    – Lula não é à acima das leis. Por mais sucesso e admiração que possa ter.

    – Perseguição política é inaceitável, seja para Lula, FHC, ou qualquer cidadão. Vivemos numa democracia e todos têm direitos e deveres.

    Se há o que ser investigado, processado, julgado, condenado ou absolvido, nenhum de nós está isento de responder.

    Seja, de novo, Lula, FHC, ou o servente de limpeza. Todos sao absolutamente iguais nesta hora.

    Ou então rasgamos tudo que conquistamos e voltemos para a barbárie de todas as ditaduras.

    Enviado via iPhone

  31. Edu said

    Quem está conspirando? É o PIG?

  32. Michelle said

    Edu

    Tudo isso é cortina de fumaça pra proteger lula.
    Terminou o Mensalão I do Banco Rural e agora chegou a vez do Mensalão II do BMG.
    Marcos Valerio vai abrir a boca.

  33. Jose Mario HRP said

    Concordo com aqueles que enxergam no resultado da ação 470 um sucesso politico da oposição.
    É sim uma conquista politica que começou como uma vingança de Bob Jeff contra quem ele achava serem os vilões que depuseram Collor e levaram , ele Bob Jeff, ao ostracismo e sua original pequenez, e tornou-se , depois de tres derrotas fragorosas em eleições presidenciais, última tábua de salvação de uma oposição sem propostas, sem opções economicas defendendo um programa de governo que não incluiu nem estende as oportunidades a todo o povo.
    Mas por enquanto é só isso, uma vitória que não teve todo aquele eco esperado, vão precisar de mais.
    O que será?
    Quem viver verá.
    A possivel derrota em São Paulo pode ser o estopim para tentativas mais destemperadas e inconsequentes .

  34. Zbigniew said

    Pax, neste ponto vou divergir de você (comentário # 30).

    O julgamento do STF há muito deixou de ser meramente técnico. Na realidade sempre foi escancaradamente político. E é tão óbvio que é só observar as manifestações dos Ministros sobre o julgamento, no que se refere às suas impressões pessoais.

    Aqui, volto a insistir, vou ter que concordar que não se pode deixar brechas de poder sob o risco do rompimento das instituições. Não que isto vá acontecer, mas a possibilidade existe, o que pode provocar um tensionamento das relações políticas no país.

    Se se quer fazer uma revisão e apuração de todos os atos de corrupção, comecemos desde antes, e não exclusivamente “de agora por diante”. Até porque a gênese de toda esta balbúrdia não está com o advento do PT no poder. E todos nós sabemos disso. Compactuar com outro entendimento é concordar com a tese da velha mídia e da velha oposição, que quer porque quer decretar que o PT inseriu tais práticas na vida política brasileira e que tudo antes eram rosas. Aceitar isto é adentrar por um caminho perigoso que pode trazer grandes prejuízos ao país.

  35. Zbigniew said

    Em outros países as oposições estão se fortalecendo com um discurso propositivo, bem diferente da nossa, que prefere o confronto e a desqualificação. Deveriam se inspirar nestes exemplos.

    “(…)
    A oposição ao PT é míope e inepta. Ela não incomoda – com novas ideias, projetos, o que for — o PT em seu ponto forte: a justiça social. Pelos próximos anos, talvez décadas, a questão da justiça social vai dominar a agenda política no Brasil e no mundo.

    Os votos – e o poder – vão ser dados, em escala mundial, aos líderes e partidos que trouxerem as melhores respostas para o drama da iniquidade. Na França, Sarkozy foi varrido na luta pelo segundo mandato porque seu adversário, o socialista François Hollande, foi julgado pelos franceses mais apto a redistribuir a riqueza nacional, tão concentrada em poucos.

    Na Venezuela, o adversário de Chávez, Caprilles, encampou o tema da justiça social. Não ganhou, mas deu a Chávez um calor que este jamais enfrentara em eleições presidenciais. Caprilles reconheceu os avanços sociais da Venezuela sob Chávez e disse, na campanha, se inspirar em Lula.

    Não ganhou porque Chávez é um adversário duríssimo de ser batido nas urnas, tamanha a sua popularidade entre os venezuelanos. Mas Caprilles pelo menos deu nexo à oposição a Chávez, que até ele se limitava a tramar golpes e a atacar ferozmente o governo.

    O PSDB poderia se inspirar em Caprilles. Mas não. O partido foi se encaminhando para a direita até se confundir com o malufismo. Os comentaristas políticos que o apoiam na mídia tratam a expressão “justiça social” com escárnio. Não se dão conta de que, com isso, afastam os eleitores e, portanto, apenas ajudam o PT.
    (…)”

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=14154 (via luis nassif)

  36. Otto said

    Edu:

    e há uma terceira opção: você que não sabe interpretar textos.

    E que feio um marmanjo rindo que nem a sem noção da Soninha…

  37. Otto said

    Zbigniew,

    é realmente um julgamento político, de exceção.

    Como Dreyffus, na França.

    Só não vê quem não quer.

    Ou é ingênuo, como o Pax.

  38. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Você afirma:

    O julgamento do STF há muito deixou de ser meramente técnico. Na realidade sempre foi escancaradamente político. E é tão óbvio que é só observar as manifestações dos Ministros sobre o julgamento, no que se refere às suas impressões pessoais.

    E eu repito pela enésima vez: até agora não lograram me provar isto.

    De novo, escrevi neste post, basta olhar o primeiro parágrafo, escrevi no post abaixo de “Hora e vez de Eduardo Azeredo” etc. Também acho que não podemos ficar somente neste julgamento, temos que julgar os crimes que a PGR já invocou o STF dos outros partidos.

    Compactuar com outro entendimento? Qual?

    Por mim, volto a insistir, levaram ou não dinheiro do Visanet? Pagaram ou não políticos com dinheiro vivo? Houve ou não empréstimos mega suspeitos? Marcos Valério foi ou não para Portugal em nome do PT?

    Se nada disso for verdade, temos um problemão. Se foi verdade, alguns petistas macularam o partido.

    Vou eu me estrebuchar para defender João Paulo Cunha? Delúbio? Seja quem for? Eu não. Defendo o partido.

    Vou me estrebuchar para defender o Eduardo Azeredo, queridinho do PSDB? Ou o Aécio (vide cometário do velho e infalível Chesterton em #6?

    Aliás, essa turma da histeria, do titio, Malafaia e outros quetais, tão iguais, não falham. Nem eu sabia que o mensalão tucano envolvia o Aécio. Obrigado, Chesterton, por trazer mais um dos inúmeros “Três Patetas” para nosso conhecimento. E pergunta lá para esse patetão do tal do Serrão, seja lá quem for este “gênio”, que acaba de nos informar que o provável candidato tucano de 2014 tem contas a prestar na gênesis do tal velerioduto que alguns irresponsáveis soberbos e burros do PT adotaram sem pensar nos enormes riscos que expunham todo um projeto da legenda partidária.

  39. Pax said

    off (+ ou -)

    Taí uma reportagem bem escrita, gostosa de ler…

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/10/26/data-venia

  40. Pax said

    Caro Otto,

    Se sou ingênuo ou não, pouco interessa ao assunto. O que importa é: você consegue provar que estamos vivendo um estado de exceção em face aos juízos que os ministros do STF estão proferindo?

    Caso consiga vencer este desafio, poderia me explicar como 8 juízes escolhidos por Lula e Dilma foram mobilizados para tal tarefa?

  41. Chesterton said

    Lula e Dilma nomeia 70% so STF, o PT é condenado e é perseguição política? Cadê a habilidade política do Lula? Escolheu então mal baragarai…

  42. Zbigniew said

    Pax,

    todos que tiveram suas condutas consideradas criminosas e foram condenados com base em PROVAS irrefutáveis estão fora daquilo que chamamos de julgamento de exceção.

    Voltar aos porquês de se classificar tal julgamento de exceção é repetir argumentos desnecessariamente.

    Apenas insisto na questão:

    Foi provado algo contra o José Dirceu afora conexões por ilações? Ele recebeu algo da Visanet? Algum parlamentar confessou ter recebido proposta do referido para votar a favor do governo? O mesmo em relação ao Genoíno. Ele enriqueceu com tudo isto?

    Concentremos-nos apenas no núcleo político. Há provas incontestáveis a ponto de podermos considerar a conduta dos condenados José Dirceu e José Genoíno como típica e ilícita?

    Se sim, quais provas? O Joaquim Barbosa foi capaz de encontrá-las?

  43. Michelle said

    A piada do dia:

    Defesa de Dirceu pede redução de pena por seu ‘relevante valor social’
    ????

  44. Chesterton said

    só rindo….

  45. Otto said

    Pax. a coincidência do julgamento com os dois turnos das eleições não lhe diz nada?

    O fato de que a maioria dos juízes foi indicada por Lula e Dilma mostra apenas que eles não aparelharam o Supremo.

    Que houve ilícitos, houve. E que os culpados sejam punidos por isso. Mas chegar ao ponto de condenar sem provas, só na base do “eles não podiam não saber”, aí está a suprema exceção.

  46. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Genoino não enriqueceu, Dirceu, ao que tudo indica, sim. Genoino é inocente e Dirceu culpado por conta disso?

    Não me parece argumento razoável.

    Vamos lá, por partes: Houve ou não houve desvios do Visanet? Houve ou não houve empréstimos fraudulentos do Banco Rural? Houve ou não houve assinatura do Genoino nestes empréstimos? Valério foi ou não foi a Portugal em nome do PT falar com o presidente da Portugal Telecom? Mais uma penca destas perguntas são reais, não suposições.

    Se para uma ou mais perguntas acima a resposta é sim, então vamos, de novo: Delúbio fez tudo sozinho? Falsificou a assinatura do Genoino? Tinha poder de decisão para enviar Valério a Portugal? Faz algum sentido que Valério tivesse poder de trabalhar a agenda de Dirceu na Casa Civil? Por que motivos?

    Há um somatório de coisas desse tipo, claro que listei somente algumas que me ocorrem agora, de chofre, que levaram os ministros do STF a concluirem que tanto Genoino e Dirceu participaram do esquema todo.

    Aqui é que mora a discussão. Alguns dizem que não se pode usar esse somatório de indícios para formar um juízo. Segundo tudo que vi de explicações sobre as fundamentações dos votos dos ministros nestes dois réus, sim, pode, é legal, constitucional. Em especial em crimes de corrupção onde não são passados recibos.

    Não tenho a menor competência para dizer se é legal ou constitucional, não sou do ramo.

    Você pergunta acima quais foram as provas. Basta ver o processo, há recibos às pencas, depoimentos às pencas, confissões às pencas, e chega-se neste ponto, que o somatório de todas estas provas e de todos estes indícios levam ao todo, o mosaico se forma e se extingue qualquer dúvida razoável que obrigaria a absolvição dos réus. Isso foi o que o STF fez. Não fui eu, ingênuo ou não, foi o plenário do STF, formado de gente escolhida pelos presidentes, confirmada em sabatinas e plenário do Senado etc. Se gosto de todos? É outra questão, mas não posso entrar nessa paranóia que todos se uniram para derrubar o PT. É forte demais para minha cabeça imaginar uma conspiração acontecendo à luz do dia, ao vivo e a cores nas transmissões do julgamento.

    O que tenho visto são afirmações, reclamações, ameaças etc mas não vejo quem, de forma objetiva, desmonte o tal mosaico. Cá entre nós me parece que faz bastante sentido, sim. Uma pena, mas faz, sim.

    É deste ponto que parto.

    Vamos discurtir porque Azeredo não foi julgado? Podemos. Vamos discutir porque Dantas foi solto? Podemos. Vamos discutir o que quer que seja? Podemos.

    O que não quero fugir é deste tal mosaico que se monta ao se juntar todas as peças, provas, assinaturas, recibos de saques na boca do caixa etc etc. Estas provas, você mesmo concorda, são irrefutáveis. Se a+b+c+d nos faz ver que houve um esquema, resta saber quem mandava no esquema, a quem interessava o esquema, quem fazia as tais reuniões com os tais envolvidos etc etc.

    O que não quero é entrar neste Fla-Flu histérico. Quero me ater aos fatos. Não a torcida. Por mais que tenha.

    Eu sinto muito, mesmo, mas os fatos não me deixam entrar em teorias da conspiração. E digo isso com pesar. Como já disse, o STF nos deve satisfação dos processos não julgados. Se ficar somente neste julgamento do mensalão petista podemos discutir isso mais à frente. Se julgarem os mensalões tucanos e do DEM de forma diferente, podemos e vamos reclamar, sim, claro que sim. Tudo isso estou de acordo.

    Podemos reclamar do tamanho das penas agora neste momento da dosimetria? Podemos também. Tudo podemos.

    Mas não fujamos do tal mosaico entendido pelos ministros.

  47. Elias said

    Rapidola, que estou correndo pro aeroporto.

    EDU DISSE:

    “Gostaria que o Elias tivesse aqui… Ia ser divertido ele ler: “acho que o STF vai operar com a mão pesada”… Huá Huá Huá.”

    Eu ESCREVI isso, Edu!

  48. Zbigniew said

    Caro Pax (#46).

    Entendo seu ponto de vista e o seu raciocínio não está incorreto. Na minha opinião está impreciso.

    O mosaico que você fala é utilizado como indício para que se chegue aos supostos chefes do esquema. E, por este raciocínio, não se poderia descartar o Dirceu e o Genoíno. O primeiro por ter sido o articulador político do Governo Lula. O segundo por ter assinado os cheques em nome do PT. Está certíssimo.

    Acrescento apenas que não há previsão constitucional ou mesmo legal para tal entendimento. É jurisprudência pura fruto de reiterados entendimentos esposados nos diversos juízos e cortes do país, bem como de doutrinadores que adotam a teoria do domínio do fato e que fizeram estudos sobre a mesma, mas que, até agora, JAMAIS havia sido adotada pelo STF.

    Também aqui não discuto a legitimidade das decisões do Supremo, mas os seus fundamentos com relação ao núcleo político do governo.

    O “gap” existente entre a certeza da autoria e as provas contra o Dirceu e o Genoíno, no meu sentir, não é superado com o mosaico de provas que formaram a convicção da Corte. Não porque não se possam fazer as ilações. Isto eu considero mais do que possível. Mas não, especificamente, por esta Corte Constitucional e para este julgamento, porque, ao valorá-las juridicamente não se está fazendo um julgamento técnico, mas político. E não político no seu sentido puro. No sentido de mudar os costumes no trato da coisa pública, o que seria legítimo ao STF. Mas político no sentido ideológico e partidário, contrário a uma agremiação e com o intuito de atingir a figura máxima da mesma, no caso, o Lula.

    É neste ponto que discordamos. O que sobra em mim por convicção, falta em você por credulidade, e vice-versa. Vai ser necessário que outros julgamentos cheguem àquela Corte para confirmarmos quem está com a razão. Por enquanto vai no lombo do PT.

    Só mais um coisa. Anote isto: Essa jurisprudência dificilmente será replicada em outros casos que não envolvam algum partido de esquerda, inclusive no caso do mensalão tucano se ou quando este caso chegar ao STF. E sabes por que? Porque, em regra, as vertentes do conservadorismo que estão envolvidas com casos de corrupção não são julgadas pelos seus pares (no sentido político-ideológico) nos colegiados brasileiros, ou se julgadas, não com o rigor e a espetacularização dispensadas a outros atores.

  49. Pax said

    Caro Zbigniew,

    A confirmar a notícia deste link, mesmo José Dirceu, através de seus advogados, admite que viveu ” um episódio único e infeliz em meio a toda uma vida pautada pelo respeito ao próximo”.

    http://g1.globo.com/politica/mensalao/noticia/2012/10/defesa-de-jose-dirceu-cita-luta-contra-ditadura-para-tentar-diminuir-pena.html

    Sobre nosso ponto de discordância, que sobraria em mim credulidade, meu caro, pode ser que sim. Prefiro a credulidade que adentrar em teorias conspiratórias neste momento. Ainda mais pouco convencido. O link que trago ainda reforça este meu pensamento.

    No fundo, no fundo, acho muito triste todo este julgamento. Mas não é por conta dessa tristeza que vou fugir das minhas tais crenças.

    O Elias voltou? Tomara que sim.

  50. Olá!

    E as viúvas mensaleiras continuam com o chororô. Chorem viúvas mensaleiras. Chorem viúvas do José Dirceu.

    É. . .

    Até!

    Marcelo

  51. Olá!

    Aliás, quase que passou desapercebido por mim, mas foi interessante notar que o julgamento do Mensalão pelo STF corroborou algo que venho afirmando há anos: O Mensalão foi um golpe. Ponto!

    Mais de um ministro colocou essa afirmação durante o julgamento.

    Há muito tempo afirmo que o Mensalão foi um golpe e sempre coloquei tal esquema de corrupção nos seguintes termos: O Mensalão foi o mais grave esquema de corrupção que este país já viu ao longo da sua história democrática recente. Um esquema onde um dos poderes da república subornava um outro poder para que este agisse segundo os caprichos do primeiro, mandando para o espaço um dos principais pilares que sustentam uma ordem social baseada na democracia: A separação entre os poderes. O Mensalão foi isso.

    Seria interessante se algum think thank e/ou acadêmico brasileiros fizessem um estudo sobre como o Mensalão seria tratado pela Suprema Corte dos países civilizados, bem como quais seriam as punições para os mensaleiros e os partidos envolvidos. Do pouco que pude apurar, em certos casos, seria até mesmo viável não apenas encarcerar os mensaleiros, mas também liquidar/extinguir da vida democrática os partidos que se envolveram no Mensalão. Afinal de contas, um partido que desfruta da democracia, mas não quer respeitá-la e busca destruí-la através de golpes institucionais ao estilo Mensalão, não tem razão nenhuma para existir dentro de uma ordem social democrática, pois, mais cedo ou mais tarde, tal partido voltará a buscar a destruição da democracia ou, no mínimo, tornar os mecanismos democráticos irrelevantes. Não é à toa, aliás, que alguns mensaleiros e petistas tenham voltado a implorar pelo tal do “Controle Social da Mídia” e tenham introduzido o tal do “Controle Social do STF”.

    Eis aí um ponto a ser pensado.

    Até!

    Marcelo

  52. Michelle said

    Outro apagão.
    A mulher tomate continua dando provas de sua competência.
    Culpa do STF!

  53. Michelle said

  54. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2012

    Duas perguntas aos militantes do PT

    1) Quando o PT irá expulsar de seus quadros os condenados no STF no escândalo do mensalão, entre eles José Genoino e José Dirceu?

    2) Não lhes incomoda ver o PT dando apoio a indivíduos condenados por FORMAÇÃO DE QUADRILHA e CORRUPÇÃO?

    Tenho ouvido alguns eleitores do PT argumentarem que o partido é maior do que os réus condenados no mensalão. Que agora terão que reconstruir o partido…

    Sempre no ensejo de ajudar, o Sachsida dá aqui uma dica aos petistas: se vocês são sérios, e tem vergonha na cara, expulsem os corruptos CONDENADOS PELO STF do PT.

    Na verdade o PT já deu vários exemplos de que irá apoiar seus políticos condenados no mensalão…. bom, se você é eleitor do PT explique isso para sua consciência.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  55. Michelle 2 said

  56. Michelle 2 said

    BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff quer explicações efetivas sobre o apagão que afetou, na madrugada de hoje, o Norte e o Nordeste do País. Segundo fontes do governo, a presidente foi informada logo cedo pelo próprio ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, sobre o ocorrido e ficou bastante “irritada”.

    De acordo com essas fontes, Dilma pediu ao ministro que cobrasse explicações das empresas envolvidas no episódio e Zimmermann, então, disse que já havia convocado a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para avaliar a situação. Dilma está monitorando o caso e recebendo notícias ao longo do dia sobre as providências tomadas e as investigações sobre o que teria provocado o apagão. O tema preocupa muito a presidente.

    A orientação dada ao Ministério de Minas e Energia é para que a população seja informada sobre o assunto e também sobre as soluções para que o apagão não volte a se repetir. O que surpreendeu o Planalto é que esse tipo de problema, ocorrido na linha de transmissão, normalmente é resolvido em uma hora e, no caso dessa madrugada, levou quatro horas para ser normalizado. No Planalto, ninguém está trabalhando com a hipótese de uma sabotagem.

    A presidente está neste momento no Palácio da Alvorada, onde recebe o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A previsão é de que no início da noite ela embarque para São Paulo para cumprimentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completará 67 anos amanhã. Dilma deve retornar em seguida a Brasília e amanhã viaja para Salvador.

    laughable

  57. Michelle 2 said

    Quando a Presidente da República se desloca de Brasilia a São Paulo, para festejar o aniversário de lula…quem paga a conta?
    O PT?
    Avião, segurança e demais custos? não é dinheiro de pinga.
    Isso é uma barbaridade…
    Quem é que disse que quase a metade dos eleitores brasileiros topa antecipar e financiar a viagem para “a posteriori” sermos reembolsados?
    A Presidente da República é presidente de todos os brasileiros e não apenas dos petistas.
    essa raça não tem limites!
    Viraram “donos da empresa petista” chamada Brasil.
    O resto que se foda!
    É muita falta de vergonha. É insano!

  58. Michelle 2 said

    É no mínimo falta de decoro. Falta de limites.
    Imagine o que aconteceria se lula resultasse réu no Mensalão 2 Banco BMG. – Assinou uma mala direta do Banco vendendo o crédito consignado em favor de um banco sem menor expressão diante de uam CEF ou Banco do Brasil.
    Nesse caso houve ato de ofício comprovado.
    Lula assinou.
    Marcos Valerio vai abrir a boca.

  59. Michelle 2 said

    Daqui a pouco o Collor “impedido” e que teve que renunciar da presidência por ter tido um arrecadador de campanha corrupto e que foi derrubado com o apoio maciço do PT, vai virar santo.
    Perto de lula, Collor é um mero assaltante de estrada.
    Um maluco onipotente chefe da Republica das Alagoas, O caçador de maracujás! que paga jardineiro da Casa da Dinda com dinheiro do Senado – TODOS NÓS.
    lula caso julgado e condenado pelo STF também terá que ir pra cadeia.
    Marcos Valerio vai abrir a boca.

  60. Pax said

    Este artigo parece que vai ao encontro (e não DE encontro) do que venho falando, sobre a necessidade de salvar/reforçar o PT e o PSDB como forma de sairmos desta lama política:

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1176148-sergio-davila-a-favor-da-polarizacao.shtml

  61. Pax said

    Josias de Souza

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/10/27/jose-serra-tinha-um-enorme-passado-pela-frente/

    – De um escorpião do PSDB federal: “A gente não percebeu. Mas as coisas começaram a se complicar para nós em São Paulo no instante em que o Kassab informou ao Lula que, por fidelidade ao Serra, teria de desistir de apoiar o Haddad. Nessa hora, ficou evidente que o Serra tinha um enorme passado pela frente. Ou um grande futuro por detrás.

  62. Patriarca da Paciência said

    “Marcos Valerio vai abrir a boca.”

    O que ainda de pior pode acontecer ao Serra e ao FHC?

  63. Patriarca da Paciência said

    “Depois, porque os caciques dos dois partidos majoritários sufocam jovens lideranças. O PT está renovando seus quadros em São Paulo com Fernando Haddad e Alexandre Padilha, mas à custa do dedaço de Lula. O PSDB vive há anos o psicodrama José Serra-Geraldo Alckmin.”

    Meu caro Pax,

    o que está acontecendo com a Folha?

    Será que o “suposto mensalão” a acordou?

    Enquanto o Lula trava uma luta heróica para renovar as lideranças do PT, o FHC é omisso em relação ao “psicodrama José Serra-Geraldo Alckmin.”

    Se não me engana, é o que já comentamos várias vezes!

  64. Patriarca da Paciência said

    Em homenagem ao ministro Marco Aurélio Mello, fiz uma pesquisa na Cabaza sobre as parcitularidades do nº 13.

    Em Cabala, valem apenas os algarismos, depois a soma dos números.

    O 13 equivale ao 4:

    É o número da dignidade, da consciência, da estabilidade, da honestidade.

    As pessoas nascidas sob a influência do número 4, são pacientes, sérias, honestas, fiéis e perseverantes. São muito organizadas e cheias de energia para realizar qualquer tipo de trabalho.

    Vibrações Positivas: Honestidade, disciplina, segurança.

    Vibrações Negativas: Trabalhar em excesso, autoritarismo, insegurança.

    http://www.tiaju.com.br/arcanos/numero/4.htm

  65. Patriarca da Paciência said

    Correção: Em homenagem ao ministro Marco Aurélio Mello, fiz uma pesquisa na Cabala sobre as partilcularidades do nº 13.

    Salve Oh pomposo, cabalístico e numerólogo ministro do STF!

  66. Jose Mario HRP said

    Patriarca, essa coisa do Marco Valério abrir a boca é o terrorismo básico da direita quanto ao PT, que não se confirmou , mas que repetido a enézima potencia , dizem, vira verdade.
    Seria ameaças ao Lula?
    Porque ao Serra e FHC não é, porque o Marco é muito mais PSDB do que esquerda.
    Jamais faria “mal” aos “cumpadres”!

  67. Patriarca da Paciência said

    Renovar as liderenças do PT.

    Eis aí o grande projeto de poder do PT.

    Projeto legítimo e louvável!

  68. Patriarca da Paciência said

    Meu caro HRP,

    não acho que seja o caso do Marcos Valerio, mas dedo duro não tem cor ou partido!

  69. Jose Mario HRP said

    Sobre renovação do PT, em várias cidades de São Paulo ela houve via forceps, parto difíceis pois os “velhinhos”! não querem largar o peixe.
    Aqui em Mogi, a turma é esforçada mas não deu ainda.
    Em Santos a velhota Telma de Souza quase destruiu o partido na cidade pois é como Serra, rainha da rejeição, e sufoca os novos.
    Uma grata surpresa na baixada é a prefeita jovem e competente reeleita, diga-se de passagem “una bela regazza”!
    O substituto de João Paulo Cunha outra bela performance que deu em vitória, novos ares e novas idéias e lideranças!
    E como disse o Saraiva no blog dele – “Haddad tem cara de presidente”.
    Quem sabe?

  70. Jose Mario HRP said

    Em tempo:
    “é a prefeita jovem e competente reeleita”, em Cubatão!
    Marcia Rosa.

  71. Pax said

    Caro Patriarca,

    Não sei o que aconteceu com a Folha. Sei o que vou afirmar. Todos sabem minha enorme dificuldades com link e o site da Folha é o mais rápido para quem tem um link de baixíssima qualidade. Por conta disso tenho lido a Folha na web, apesar de minhas enormes restrições a este veículo. Sempre achei o Estadão mais profundo, e diria até mais honesto, em especial quando declara abertamente suas preferências eleitorais etc. No fundo acho todos ruins. Respeito um bocado o editor chefe do Estadão, o Ricardo Gandour, um sujeito que me parece merecer o adjetivo de honesto, sim. Há quem diga – não posso passar disso – que Gandour chorou quando foi obrigado pelos acionistas a demitir a Maria Rita Kehl quando esta fez um post elogiando Lula, às vésperas das eleições presidenciais de 2010. Enfim…

    Voltando à Folha, de uns tempos para cá não só ela como vários analistas políticos que sempre foram – e continuam – muito críticos ao PT, alguns honestamente e outros nem tanto, passaram a criticar ferrenhamente o José Serra. Aqui que me parece merecer atenção.

    Serra adotou, ou chamou a si, ou ainda atraiu para si, o pior que há do jornalismo, seja o honesto ou ou desonesto. Mais que isso, adotou campanhas políticas que não fazem muito sentido, ao meu ver, ponteando e se baseando em baixarias e gente da pior qualidade as mensagens que quer passar. Dois bons exemplos foram a tal histeria do Kit Gay e as adesões do famoso pastor que quer expandir seus negócios em São Paulo e toda a jagunçada histérica da Veja. Não é de agora, vale lembrar que, no desespero, chegaram a afirmar que Dilma gostava de “matar criancinhas” na campanha de 2010.

    Não há ser com um pingo de inteligência que sustente tamanha falta de visão política por tanto tempo. Uma hora a casa cai.

    De outro lado temos Lula que “de poste em poste” afirma que via iluminar o Brasil. E aí a gente tem que ser frio e analisar o ex-presidente com rigor, seja para o bem ou para o mal.

    Para o bem temos que admirar a visão de Lula ao pinçar Dilma para a disputa de 2010. Conseguiu antever o desgaste dos quadros políticos do PT – sim, o mensalão fez uma devassa nos presidenciáveis do PT à época – e foi buscar em Dilma a opção para a disputa presidencial, mesmo que peitando uma fatia considerável do PT, em especial a tal Chapa Majoritária, atual Construindo um Novo Brasil, ou algo assim. Peitou sim, vi inúmeros petistas em absoluta crise existencial com a escolha de Lula. O ex-presidente só conseguiu emplacar sua escolha dada sua enorme aceitação e respeito dentro do partido como no país como um todo. Gostemos ou não, são fatos que não podemos negar.

    Neste momento, onde o segundo turno paulistano – e o primeiro também – trouxe o dualismo PT – PSDB de volta, de novo Lula foi buscar uma solução que não era do partido e sim dele. Pinçou Haddad e de novo peitou o partido.

    Até agora não sabemos quem ganha no domingo, mas Haddad está na frente nas pesquisas. Como sabemos o jogo só acaba quando o juiz, o povo, bravo povo brasileiro (neste caso paulistano) apita. Mas a se considerar a lógica, há uma forte possibilidade de Haddad ganhar.

    E a oposição? Voltando, trouxe Malafaia, trouxe a jagunçada da Veja, trouxe a histeria, trouxe o kit gay e, pior que tudo, trouxe o Serra que já é um nome desgastado localmente, em especial porque tem em seu curriculum a imagem que deixa a prefeitura no meio do caminho e porque tem sua imagem muito ligada ao Kassab, este que fez um voo de galinha e pousou logo ali, com péssima aceitação paulistana em geral.

    Os jornais e jornalistas, bons ou ruins, honestos ou desonestos, não são tão burros asssim.

    De uns dias para cá estão colocando mais e mais matérias sobre o exagero de dosimetria das penas do mensalão, criticando Serra dia sim e outro também etc etc. Parecem saber que Lula já se adiantou a todos, renova sem terremotos os quadros do PT e que o mensalão terá seu fim com vítimas sérias no quadro fundador do partido, mas ele e a sigla seguirão em frente. Parece que Lula aprendeu com os erros. Por burro ele não passa. O animal político Lula merece respeito. Nem tudo que ele fez merece, mas dizer que o cara não aprende com erros é uma falta de inteligência, no meu entendimento.

    Sei lá, livre pensar, mas acho que é algo por aí.

    Cá estou estudando um tanto este assunto, os conteúdos programáticos do PT e do PSDB, tentando entender da minha forma amadorística como se definiram originalmente e como se posicionam atualmente, como trabalham seus quadros atuais e sua necessária renovação etc etc. Insisto no meu ponto: acho que Brasil tende a ganhar se salvarmos o PT e o PSDB e os tivermos como os dois principais partidos nacionais.

    Não acredito no PSB do Eduardo Campos, que está no vai-da-valsa, ora com PT ora com PSDB, acho o PMDB uma colcha de retalhos sem sentido algum e, pior que isso, repositório de gente que gostaria de ver longe, aposentada da política, o maior partido de prateleira do país, nem preciso falar do defunto insepulto do DEM, nem preciso falar do PSD que não vai longe etc etc, sem esquecer do PP que tem um peso político importante apesar de toda imagem negativa do Maluf.

    Uma observação que não gostaria de deixar em branco: O PSDB fez uma tacada que me pareceu ruim, muito ruim. Ao acatar o Beto Richa no PR e tirar o Gustavo Fruet da disputa pela prefeitura de Curitiba, conseguiu tirar um dos melhores políticos do partido que migrou para o PDT, outro partido que merece ser analisado. O que o PT fez? Foi lá e apoiou o cara. Tem chance concreta de ganhar domingo a prefeitura desta importante capital deste importante estado. Pois é…

  72. Pax said

    Caros HRP e Patriarca,

    Se Marcos Valério abrir a boca quem perde?

    Se já há uma discussão sem fim sobre o julgamento de Dirceu e Genoino com base no tal “Domínio do Fato”…

    Agora temos a notícia que o nosso velho e bom Chesterton, infalível Chesterton, nos trouxe no seu comentário #6 acima: que o mensalão mineiro pode respingar em Aécio, indiretamente. É o que está escrito em boas letras acima, no artigo do tal Serrao (quem é esse cara?). Aqui:

    A petralhada pretende retaliar pesado. Exigirá que o STF tenha o mesmo rigor com o julgamento do chamado Mensalão Mineiro. Mas este contra-ataque pode se transformar em um Arakiri. Afinal, o escândalo não compromete apenas e diretamente o tucano Eduardo Azeredo e, indiretamente, o provável presidenciável Aécio Neves. Quem também dança, mais ainda, neste processo é Marcos Valério Fernandes de Souza. Já condenado a 40 anos, um mês e seis dias de prisão pelos crimes do atual Mensalão, será que Valério aceitará, passivamente, passar um mínimo de 6 anos e 8 meses preso em regime fechado, em silêncio obsequioso?

    Ou seja, voltando, quem tem mais a perder se Valério abrir o bico?

    Sei não.

    Todo caso, prefiro ficar na minha. Como não tenho vínculo algum, deixo que a histeria role solta. Do que tenho visto estes tiros mais saem pela culatra que à frente.

  73. Patriarca da Paciência said

    Concordo, caro Pax,

    muito bom o teu comentário 71.

    No final das contas, os detratores do Lula estão quebrando a cara.

    Como já dizíamos antes, o Lula é simplesmente o maior político já aparecido no Brasil!

    E espero que o PSDB também comece a prender com seus erros.

    Como comentamos várias vezes, juntamente com o caro Elias, uma boa oposição é um ótimo parceiro.

    O mal do Brasil é este sentimento primitivo de, em vez de aprender conviver e aprender com os adversários, lutar sempre pela destruição.

  74. Pax said

    Foi o caro Elias quem me alertou sobre o desastre que seria a união entre PT e PSDB, caro Patriarca. Muito bem lembrado. Imaginemos uma oposição formada por PMDB, DEM, PSD, PP etc vitoriosa contra uma eventual união petista e tucana? Barbaridade.

    Neste blog o conteúdo está na livre discussão. A coleção de notícias sobre corrupção, tema super importante, é mais pretexto que objeto em si.

    Aprendo muito por aqui e este é o motivo que mais me estimula a manter este espaço.

    E… Mais importante que tudo: aberto, democrático, estimulando a pluralidade de opiniões. Sem esquecimento que desestimulo, sim, as agressões pessoais.

    O campo das ideias já é farto o suficiente para o debate em educado nível.

    Muitos de vocês discordaram e discordam das minhas opiniões sobre este processo do mensalao. O que admiro é a educação com que permitem que eu defenda meus pontos.

    No fundo, no fundo, agradeço.

    Enviado via iPhone

  75. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    nesses anos todos de “convivência” todos nós temos aprendidos bastante, com exclusão do Chesterton e Michelle, os quais, como o “titio” tazem questão de nunca mudar!

    Eu, com todo o respeito, discordo profundamente de como o tal processo “mensalão” foi conduzido, a começar pelo relator, que sempre foi muito mais um promotor.

    Até o Merval começa a fazer críticas ao Barbosão:

    “Barbosa teve que explicitar seu ponto de vista, dizendo que era brasileiro, gostava do Brasil e que estava lutando justamente para melhorar a legislação. Mas não vai se livrar de críticas a seu voluntarismo por parte dos advogados dos reús, que se preparam para, nos embargos, acusá-lo de ter atuado com o intuito de condenar os réus. Quando ele critica nosso sistema penal e se põe claramente a favor de penas mais duras, dá margem a que acusados vejam nele um carrasco e não um juiz. Paralelamente, cresce na opinião pública a percepção de que Barbosa é um juiz em busca da Justiça.”

    Em suma, foi um julgamento que deixou mais dúvidas que certezas.

    E motivos para advogados entrarem com inúmeros embargos.

    O Barbosão mostrou que não tem ” notável saber judídico”.

    Seu talento mesmo é para promotor.

  76. Chesterton said

    Patriarca, você não aprende nada em uns 30 anos…..

  77. Pax said

    Caro Patriarca, bom colega destes anos…

    De novo, não tenho grandes críticas à condução deste processo. Se formos nos ater ao juízo escrito do relator, ministro Joaquim Barbosa, futuro presidente da mais alta corte, acho-o muito bem elaborado, por mais que muitos de vocês discordem disso, no que respeito, mas mantenho minhas opiniões.

    De outro lado não posso dizer a mesma coisa do comportamento do ministro relator. Em muitas ocasiões o vi perder a têmpera, o que não é bom. Também não comunguei nem compartilhei muita gente que elegeu o ministro Joaquim Barbosa o novo herói nacional. Nunca disse isso e não acho apropriado. Herói é bom ser declarado depois de morto. Enquanto vivemos somos passíveis de cometer nossos erros. E, quem sabe, erros até condenáveis e puníveis pelas nossas leis.

    Só acho que, de novo, no cerne da questão, que é o que está escrito nos votos do ministro Joaquim Barbosa, há muito pouca coisa a ser contestada. Até mesmo na dosimetria não vejo ele fugir do que está escrito na legislação vigente. Se está escrito nas leis, então cumpra-se. Ou, caso queiramos, vamos exigir que as leis sejam mudadas, através do Congresso (e sem compra de apoios, por favor).

    Essa história de agora, de muitos jornalistas críticos ao PT estarem reclamando do relator, sei não, me parece gente querendo fazer média com o seus leitores, querendo manter seu público.

    Cá, de novo, mantenho minhas opiniões.

  78. Chesterton said

    Só para nosso nórdico moderador, o Pax.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1443

  79. Pax said

    Caro Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Olha só uma parte do texto que você nos brinda, saca o absurdo…

    …Disso resulta que, se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhança de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevalecem os instintos mais primitivos e “comuns”. Isso não significa que a maioria do povo tenha padrões morais baixos; significa apenas que o grupo mais amplo cujos valores são semelhantes é constituído por indivíduos que possuem padrões inferiores. …

    O cara diz que “padrões inferiores” tem instintos mais primitivos e “comuns” e que nestas “camadas” os padrões morais e intelectuais são inferiores…

    Caramba, caro Chesterton. Acho que você traz essas coisas para que eu o alerte desses absurdos neofascistas. É isso?

    Deixa eu te fazer uma pergunta: você já foi ao interiorzão? Do Brasil e de outros países? As pessoas podem ter menos cultura, sim. Mas têm, de outro lado, padrões morais bem maiores que a grande maioria dos intelectuais que conhecemos. É onde se divide o resto do poço de água, o cadinho de feijão e o último bode para que ninguém morra de sede ou fome. É onde as portas se abrem com sorrisos, mesmo que desdentados e sem mesmo saber escrever seu nome em papel.

    Ou seja, desculpa aí, mas … o que este cidadão chama de “padrões inferiores” é exatamente o contrário, mesmo que ele tente corrigir no final do parágrafo acima o absurdo que baseia sua tese.

  80. Pax said

    Mais um mito paulista cai…

    José Simão ‏@jose_simao
    Secretário da Bagurança Pública de SP: “alta da violência é uma onda”. E o PCC é um bando de surfistas!

  81. Pax said

    Ibope de agora:

    SP – Haddad 59% Serra 41% – Dá-lhe Malafaia, dá-lha jagunçada da Veja…
    Curitiba – Fruet 58% Ratinho Jr 42

  82. Chesterton said

    Você, Pax, realmente acredita na superioridade moral do pobre em geral? Mas pelo menos você leu o texto.

  83. Chesterton said

    Aliás, você realmente acredita que o Reinaldão tem alguma influência nas eleições de SP, para o mal ou para o bem?

  84. Pax said

    O somatório desses ani-cabos-eleitorais têm influência, claro que sim.

    Mas o titio é segundão. Em primeiro lugar tem o pastor querendo o marketing share das almas paulistanas. Ele é ainda melhor que o jagunço da Veja. Para a oposição.

    Caro Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Não tenho dúvidas que a tal classe alta é bem mais canalha, na média, que as classes menos favorecidas.

    O que deu no surtado do desengonçado que vai parar de blogar? Será que foi influência do Olavão, o pseudofilósofo de quinta? Overdose?

  85. Otto said

    Pax:

    tiro o chapéu para o seu comentário #71

    Parabéns, velho Pax.

  86. Jose Mario HRP said

    Bom dia, a mais esperada eleição do segundo turno vai acontecer e seuy resultado pode ser mais e mais do mesmo ou o principio fim de uma dinastia de mais de 17 , de dominio de um único partido no Estado de São Paulo desde o fim do PRP.

  87. Pax said

    Bom dia a todos….

    Obrigado, caro Otto. Ainda lembrei de mais um ponto em que o Serra cometeu um deslize fenomenal: tratar mal os jornalistas. Há uma série de boatos que parecem se justificar que ele mantém relação próxima com os poderosos da comunicação. Mas esquece que jornalistas são, como em quase todas as profissões, corporativistas.

    Houve aquela questão com o Kennedy Alencar que teve reação imediata de muitos colegas do agredido. Ontem vendo o Fatos & Versões – edição especial – da Globonews, a Cristiana Lobo, o Ancelmo Gois e uma outra moça bonita, loira (esqueci o nome) comentaram um bocado da forma que Serra maltrata os jornalistas que tentam entrevistá-lo. Parece que ele pergunta de que jornal/veículo o cara é. Dependendo da resposta ele dá as costas. Se a resposta não for de jornal que ele desgosta disseram que ele aperta a mão, mas dá as costas do mesmo jeito. Vi e ouvi isso, não é invenção.

    Resultado: aquilo que falávamos sobre uma enorme parcela dos jornalistas não gostarem do cara.

    Ah, e quem o Serra trata bem? A jagunçada da Veja.

  88. Pax said

    Não dá para deixar em branco. Os jagunços da Veja (ou seriam do Cachoeira?) em ação:

    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/?p=1034421?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed&

    Pelo que lembro há uma gravação do Cachoeira indicando para plantarem uma notícia neste blog. Tem coisa que precisa ser apurada melhor.

  89. Jose Mario HRP said

    Aqui algo a se pensar:
    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84065/Ser%C3%A1-que-o-mensal%C3%A3o-teve-efeito-contr%C3%A1rio.htm

    E Se em Sampa a coisa “pode” estar feita, em Salvador se for confirmado isto:
    http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/125281-pesquisa-babesp-aponta-vitoria-apertada-de-nelson-pelegrino.html

    Teremos a maior derrota dos ACMs de todos os tempos.
    Quem diria ehin?
    Com ação 470 e tudo o mais!

  90. Pax said

    Caro HRP,

    Acho difícil em Salvador. Só mesmo com reza braba. Como lá esse assunto é forte (das rezas), podemos ficar na torcida. =)

    Falando em renovação do PT, acompanho muita gente no twitter. Esse abaixo, pra variar falando josta de sapato alto, deveria entrar na lista dos promovidos para oposição, no meu entender. É o tal do “nós samu teu…”, cavendishliano… Acho que o DEM ou o PSC seriam de bom tamanho para tamanho nonsense político.

    Cândido Vaccarezza ‏@vaccarezza
    Vamos ganhar as eleições.Vamos votar no 13 e nos partidos coligados. Peço a todos um esforço final nesse segundo turno

  91. Olá!

    O Pax não segue os próprios princípios que ele mesmo estabelece. Afinal de contas, jornalistas que nunca buscaram prejudicar ninguém pelo uso de dossiês falsos são considerados jagunços, mas gente como Fernando Rodrigues é tido como fonte bona fide pelo Pax.

    Vale lembrar que o Fernando Rodrigues foi o principal jornalista da grande imprensa que espalhou e usou o falso Dossiê Cayman para prejudicar pessoas que não tinham cometido os crimes listados em tal dossiê. Dossiê esse, aliás, feito por criminosos.

    Ao que parece, o tal jornalista nunca veio a público reconhecer o seu erro e nem mesmo procurou se desculpar com os seus leitores e com aqueles cujas carreiras profissionais e vidas pessoais poderiam sofrer profundos danos caso o tal dossiê falso tivesse sido tomado como verdadeiro pelos órgãos de justiça do país.

    É lamentável que jornalistas tenham de procurar fontes no mundo do crime. Mas, se assim não for e se isso causa incômodo aos mais puristas, é melhor não ler mais jornais, pois a maioria dos escândalos políticos revelados tiveram sua divulgação iniciada por alguma fonte do submundo criminoso.

    O problema não é a fonte em si, mas, sim, se o que a fonte revela é uma verdade factual ou não. Até onde se pôde apurar, não eram falsas as informações que o Cachoeira passou ao jornalista da Revista Veja.

    Já o Dossiê Cayman era falso do começo ao fim e foi feito por uma gangue de Cachoeiras e coube ao Fernando Rodrigues espalhá-lo por toda a imprensa. Mas, mesmo assim, o tal jornalista é bona fide na concepção de alguns.

    É o tal negócio: Um peso, duas medidas.

    Existem alguns jornalistas pelos quais não tenho nenhum respeito, pois considero que eles têm uma agenda político-ideológico-partidária que vai muito além daquilo que os fatos podem revelar. Eis alguns: Kennedy Alencar, Fernando Rodrigues, Ricardo Kotscho, Mônica Bergamo e a galera da imprensa governista.

    Chamar jornalista de jagunço é uma das coisas mais bolivarianas para alguém que vive dizendo ser a social democracia escandinava um exemplo a ser seguido.

    Até!

    Marcelo

  92. Olá!

    Correção no segundo parágrafo do meu comentário acima. Onde há:

    “Vale lembrar que o Fernando Rodrigues foi o principal jornalista da grande imprensa que espalhou e usou o falso Dossiê Cayman para prejudicar pessoas que não tinham cometido os crimes listados em tal dossiê. Dossiê esse, aliás, feito por criminosos.”

    Leia-se:

    “Vale lembrar que o Fernando Rodrigues foi o principal jornalista da grande imprensa que espalhou e usou o falso Dossiê Cayman que poderia prejudicar pessoas que não tinham cometido os crimes listados em tal dossiê. Dossiê esse, aliás, feito por criminosos.”

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  93. Patriarca da Paciência said

    “Existem alguns jornalistas pelos quais não tenho nenhum respeito, pois considero que eles têm uma agenda político-ideológico-partidária que vai muito além daquilo que os fatos podem revelar. Eis alguns: Kennedy Alencar, Fernando Rodrigues, Ricardo Kotscho, Mônica Bergamo e a galera da imprensa governista.”

    Eu concordo inteiramente com o Pax,

    Dizer que o Reinaldo Azevedo, Augusto Boçal Canalha Nunes e Lauro Erva Daninha são “jornalistas imparciais” é o cúmulo do contra-senso!

    Jamais uma pessoa se definiu tão bem com o Reinald Azeved (para usar de termo bem adequado) como no parágrafo de um dos seus últimos, longos, maçantes e aberrantes textos:

    “a declaração da véspera é sempre menos estúpida do que a do dia seguinte e mais do que a do dia anterior. Há uma escalada.”

    Jamais uma pessoa se definiu tão bem.

    É o retrato perfeito, fiel e acabado do Reinaldo Azevedo!

  94. Olá!

    Um simples busca no antigo site do Fernando Rodrigues pelo termo “caymannão retorna nenhum resultado.Já o termo “aloprados“, retorna apenas seis míseros resultados.

    No novo site dele, ambos os termos não retornam nenhum resultado.

    Interessante a atitude do jornalista perante o caso dos Aloprados, pois ele não fez nem mesmo 10% do barulho que fizera no caso do Dossiê Cayman, com a diferença de que o caso dos Aloprados é verdadeiro, enquanto que o caso Cayman era inteiramente falso.

    Um simples exercício conjectural: Fosse do PSDB o Escândalo dos Aloprados, o que o tal jornalista não teria feito?

    É. . .

    Até!

    Marcelo

  95. Chesterton said

    O que quebra os EUA

    – 1 trilhão de dolares em despesas “sociais”..

    Link

  96. Patriarca da Paciência said

    Coloquemo-nos, por um momento, na pele dos ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal. Tiveram que se confrontar com um processo de 60 mil páginas: a Ação Penal 470, chamado também de mensalão. Enfrentaram uma tarefa hercúlea. Após leitura e meditação do volumoso acervo, impõe-se à Suprema Corte a primeira e desafiadora tarefa: formar convicção sobre a condenação ou não dos incriminados e o tipo de pena a ser cominada. Mas quando se trata de tirar o dom mais precioso de um cidadão depois da vida – a liberdade – especialmente de políticos que ocupavam altos cargos de governo e que em suas biografias ostentam marcas de prisões, torturas e exílios por conta da reconquista da democracia, sequestrada pela ditadura militar, devem prevalecer rigorosamente a isenção e a independência; devem falar mais alto as provas nos autos que os meros indícios, ilações, a pressão da mídia e o jogo político. Para conferir ordem à argumentação fez-se mister criar uma narrativa coerente que, fundada nos autos, sustentasse uma decisão convincente e justa.

    Aqui tem seu lugar a subjetividade, que é o natural e inevitável momento ideológico, ligado à cosmovisão dos ministros, a suas biografias, às relações sociais que nutrem e à sua leitura da política nacional. Isso é livre de crítica.

    O sentido de crise

    É neste contexto que me veio à mente uma categoria fundamental da filosofia moderna, pelo menos desde Kierkegaard, Husserl e Ortega y Gasset: a crise. Para eles e para nós, a crise não é um mal que nos sobrevém; ela pertence essencialmente à vida. Onde há vida, há crise: de nascimento, de crescimento, de amadurecimento, de envelhecimento e a grande crise da morte. A pesquisa mostrou que o conceito de crise, em sua gênese filológica, é inerente à atividade do Judiciário e da medicina. Por isso, a abordamos no contexto do mensalão. Seu sentido vem do sânscrito, nossa língua originária, do grego e do chinês.

    Em sânscrito, crise vem de kri ou kir, que significa desembaraçar (scatter, scattering), purificar (pouring out) e limpar. De crise vêm as palavras acrisolar e crisol. A crise atua como um crisol (cadinho que purifica o ouro das gangas); acrisola (purifica, limpa) um processo vital ou histó­rico dos elementos que se lhe incrustaram a ponto de encobrir o seu cerne verdadeiro. Crise designa, portanto, o processo de liberação do núcleo central da questão, desembaraçada de elementos acidentais. Depois de qualquer crise, seja corporal, psíquica, moral, interior ou religiosa, o ser humano sai purificado, libertando forças para uma vida mais vigorosa e com novo sentido.

    Todo processo de purificação implica uma de-cisão que instaura uma cisão entre o verdadeiro e o falso, entre o substancial e o acidental. Daí seu caráter doloroso, não raro dramático. De crise vem ainda a palavra critério, que é a medida pela qual se pode discernir o autêntico do inautêntico e o correto do corrupto.

    Em grego crise (krisis, krínein) significa também a de-cisão num processo judicial. O juiz estuda as acusações, verifica as provas nos autos, processualmente pesa e sopesa os prós e os contras, e deixa cair a de-cisão. Introduz uma cisão entre a dúvida e a certeza, entre a prova e apenas os indícios. O mesmo ocorre com uma consulta médica. O médico examina os sintomas, conjuga os vários elementos e decide: o diagnóstico é esse.

    A todo este processo de amadurecimento de uma decisão ou diagnóstico os gregos chamavam de crise. Quando se tomou a de-cisão, acabou a crise. Reina a certeza e a tranquilidade da consciência. Quando um doente supera o “ponto crítico”, é sinal de que começou a cura, e o médico, em breve, decide dar-lhe alta do hospital.

    Efetivamente, na crise não se trata de opinar sobre algo mas de decidir sobre algo depois de um processo de criação de convencimento a partir de provas seguras.

    Em chinês, a palavra crise resulta de dois kanjis: um para perigo e outro para oportunidade. “Viver é perigoso” (G. Rosa) mas prenhe de oportunidades. É sempre perigoso lançar um juízo, seja pelo juiz, seja pelo médico. Mas todo juízo cria a oportunidade de tirar a limpo as incriminações, responder às dúvidas e, mediante uma decisão conforme à lei, consolidar a convicção.

    Politização do STF?

    O que expusemos designa o conceito ideal de crise (Max Weber), que possui uma função heurística (orientadora). Na prática, o tratamento da crise é aproximativo e não isento de ambiguidades. No caso da Ação Penal 470 cabe perguntar: fazer coincidir o julgamento com as eleições municipais não é entrar no jogo político, oferecendo uma poderosa arma a um lado dos contendores? Não há o sério risco de com isso se comprometer os princípios da isenção e da imparcialidade? Utilizar-se da polêmica teoria “do domínio do fato total” para enquadrar a maioria dentro de um raciocínio lógico-dedutivo, não empalidece o princípio básico da “presunção da inculpabilidade”? No furor condemnandi visível na linguagem adjetivada de alguns ministros, não ocorreu um excesso de imputação?

    A verdade é que réus foram e devem ser condenados por crimes e delitos que cometeram, irrefutavelmente comprovados, seja do PT, seja da base aliada, pouco importa a importância do cargo e da respectabilidade da biografia. A lei vale indistintamente para todos. Mas os delitos foram de várias naturezas e em circunstâncias diferenciadas. Pode-se colocar a todos num mesmo saco, o famoso “domínio do fato” apenas com diferenciações? Cabe à razão jurídica debruçar-se sobre esta questão crucial.

    Seguramente, o julgamento foi legal (segundo as leis) e mora (realizado por ministros conscientes e doutos). Mas ele foi suficientemente ético no sentido da irrestrita observância dos princípios da isenção, da independência e da presunção da inocência, livre da forte tendência a condenar? Caso se confirmar a suspeita de que a condenação de José Genoino e José Dirceu se fez apenas por indícios e por ilações sem provas suficientes nos autos e se por causa disso forem enviados à prisão, estes podem se considerar “prisioneiros políticos” — impossível num regime democrático de direito. Dificilmente, pode-se escapar da crítica de um tribunal de exceção e de possível corrupção ética no procedimento judicial. Há dúvidas a serem dirimidas. À história caberá a última palavra.

    Chamamento à conversão e à esperança

    Por fim, importa reconhecer que o PT que porfiou por ética na política (políticos responsáveis e honestos) e por ética da política (instituições e procedimentos segundo valores e princípios), com o mensalão de alguns de seus membros, abriu uma ferida que por muito tempo irá sangrar. Muitos, mesmo não inscritos no partido como eu, havíamos depositado confiança na séria dimensão ética das práticas políticas do PT. Nós, intelectuais, podemos ficar frustrados face aos delitos eventualmente cometidos, mas o povo confiante não merece sentir-se traído e ludibriado como tantas vezes na história.

    Quem caiu, sempre pode se levantar e recomeçar. É o que cobramos do PT, sem o que perde credibilidade e dificilmente pode mais se apresentar como alternativa a um tipo de política que incorpora em seus hábitos a corrupção e o uso indevido do poder público para garantir vitórias. Criou-se um vazio que clama por ser preenchido, pelo PT reconvertido ou por outros atores e partidos que levantem a bandeira da ética e orientem suas práticas políticas por princípios e valores éticos. Nisso nossa esperança não desfalece.

    *Leonardo Boff é professor emérito de ética da Uerj e membro da Comissão Internacional da Carta da Terra.

    http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2012/10/28/crise-originaria-mensalao-e-stf/

  97. Chesterton said

  98. Pax said

    Caro Chesterton, velho Chesterton,

    Tomei a liberdade de edirar o seu comentário #95 colocando o link na palavra LINK. Aqui destabulou totalmente o velho e bom MacBook.

    Mas o link está mantido. Espero que me perdoe.

    Caro Marcelo Augusto,

    Você tem toda liberdade de achar que o Fernando Rodrigues é um agente da KGB, ou do PT, ou qualquer coisa. A gente fica somente de expectador dessa tua viagem.

    E você tem, também, toda liberdade de achar que os jornalistas da Veja (ou do Cachoeira, sei lá) são os melhores do Brasil. Claro que tem. É um direito seu. Fique à vontade que aqui é livre. Democrático. Todas as vozes têm direito de opinião e expressão.

    Mas me permita discordar. Parece-me um direito meu.

  99. Pax said

    Caro Chesterton,

    Lendo o escrito na sua foto em #97 fica a pergunta: a jagunçada da Veja está fazendo a campanha do Mitt? Tem toda a cara. E aí a pergunta subsequente: importaram o pastor também? O cara tá de olho no mkt share dos EUA?

  100. Otto said

    Hoje é o dia H.

    H de Haddad!

  101. Otto said

    Oi, Pax,

    sobre o víamos conversando sobre o julgamento do “mensalão”, sobre se tratar de um julgamento exceção ou não, trago aqui mais uma contribuição:

    BARÕES DA MÍDIA JÁ TEMEM O MONSTRO QUE CRIARAM NO STF

    As elites já temem seu efeito no ordenamento jurídico do país dos excessos no julgamento da Ação 470. Não é para menos. O rol de barbaridades cometidas com a nossa Constituição põe a perigo garantias individuais. E a principal vítima, foi princípio da “presunção da inocência”. Agora, perante o STF, são todos culpados, sem provas em contrário.

    Talvez seja por isso que os barões da mídia, através da Folha de São Paulo, Valor Econômico e O Globo, começaram a reconhecer excessos cometidos pelo seu “herói”, o ministro Joaquim Barbosa, na dosimetria das penas dos réus do dito “mensalão petista” (outros, mensalões, como o do PSDB e o do DEM um dia, quem sabe, podem baixar naquela Corte).

    Começa assim o editorial “Para quem precisa”, publicado no dia 25/10 na Folha: “Penas de prisão deveriam, em tese, caber a criminosos violentos, para os demais, como no mensalão, conviriam severas penas alternativas”. Mas à frente, novo alerta: “As punições hão de ser drásticas, e seu efeito, exemplar, mas sem a predisposição vingadora que parece governar certas decisões (e equívocos) do ministro Joaquim Barbosa”.

    Na mesma linha, e o dia seguinte (26/10), matéria do Valor, com o título “Pena de Valério é maior que de Chico Picadinho”, alerta o Supremo Tribunal Federal para os exageros cometidos no julgamento do “mensalão”, ressaltando que a punição ao publicitário Marcos Valério equivale àquelas de criminosos que cometeram crimes hediondos como “Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato de seus pais a pauladas em 2002, enquanto dormiam, e do famigerado Chico Picadinho, condenado a 30 anos de prisão pelo homicídio e esquartejamento de duas mulheres nas décadas de 60 e 70”.

    ( http://migre.me/bnksB ).

    Finalmente, em O Globo de hoje(27/10), Merval Pereira, escreve em sua coluna o artigo: “O Voluntarismo de Barbosa” (http://migre.me/bnkL8 ), em que critica a sanha condenatória do ministro. “Quando ele (Barbosa) critica nosso sistema penal e se põe claramente a favor de penas mais duras, dá margem a que acusados vejam nele um carrasco e não um juiz”.

    Ficção e realidade

    O um dos diálogos que compõe uma das cenas do filme “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende, expõe parte do temor das elites, de perda do controle sobre os verdugos. Na cena o ator Jeromy Irons interpreta o senador Esteban Trueba. A conversa se dá na sede do Ministério da Justiça, entre Esteban e um coronel nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet. Esteban é um rico proprietário de terras, senador pelo Partido Conservador, ele apoiou o golpe, mas foi supreendido com a prisão da filha, Blanca Trueba (Winona Ryder), por seu romance com o líder de esquerda, Pedro Segundo (Antônio Banderas).

    Por que minha filha foi presa ontem a noite?

    – Responda! Onde está minha filha?

    – Dê-me a chave do seu carro.

    – Fechamos o Congresso. Fim dos privilégios dos congressistas.

    – Vocês estão todos loucos!

    – Quem acha que estabeleceu contatos com seus generais?

    – Quem estabeleceu o elo com os americanos?

    – Que dinheiro e reputação garantiu armas para vocês?

    – Sabe quem sou eu?

    – E você prende minha filha… e quer confiscar o meu carro?

    – Quero falar com o ministro.

    – Fale comigo.

    – O ministro!

    – Não há mais ministro!

    – Agora você fala comigo.

    – Entendeu?

    – Quer encontrar sua filha?

    – Preencha o formulário.

    – Você e seus amigos ainda têm o poder econômico.

    – Mas nós governamos o país.

    – Agora… dê-me a chave do carro.

    As elites do Chile que apoiaram o golpe contra o presidente Salvador Allende em 11 de setembro de 1973 talvez não acreditassem que o regime de Pinochet fizesse da brutalidade sua regra de governo. Números oficiais dão conta de 60 mil vítimas do regime, sendo 3.227 mortos. No Brasil as elites abriram a caixa de Pandora nove anos antes, em 1964. As consequências ainda estão em discussão através da Comissão da Verdade. A tortura ainda persiste como regra em nosso sistema policial e os números da violência em São Paulo demonstraram a falência da Polícia Militar (outra herança da ditadura), no combate à criminalidade.

    Mas, tal e qual o persongem Esteban Trueba, do romance de Isabel Allende, o que espanta mesmo as elites é a possibilidade de que um de seus filhos seja vítima do monstro que soltaram nas ruas para reprimir a plebe.

    Já pensou o STF pega gosto, e com apoio da opinião publica, engata uma quinta marcha e faz os personagens da “Lista de Furnas”, aqueles citados no livro “Privataria Tucana”, de Amaury Júnior, e também os envolvidos no “Mensalão do PSDB” e no “Mensalão do DEM”, passarem uma temporada no xilindró?

    Marcus Vinícius é jornalista, edita o jornal Onze de Maio, o blog: http://www.marcusvinicius.blog.br

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/84081/Bar%C3%B5es-da-m%C3%ADdia-j%C3%A1-temem-o-monstro-que-criaram-no-STF.htm

  102. Otto said

    Pax. mais uma contribuição, esta do decano da imprensa:

    247 – Pasmo. Assim se sente Janio de Freitas, um dos mais experientes colunistas da imprensa brasileira, diante da falta de método do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Penal 470. Leia:

    Horas de pasmo

    É incompreensível que a maioria do Supremo faça qualquer sentença com absoluta falta de método

    “VOSSA EXCELÊNCIA aumenta a pena-base em um ano, e sua proposta fica igual à do eminente ministro fulano de tal.” Ou então: aumenta ali, ou muda acolá, e pronto.

    Frases assim foram ditas inúmeras vezes, por vários ministros, nos dois últimos dias de sessão do Supremo Tribunal Federal, semana passada. Artifícios e manipulações sem conta. Foi por aí que se determinaram tantas das penas que, como todas, um tribunal deve compor de modo a serem justas e seguras. Ainda mais por se tratar do Supremo entre todos os tribunais.

    Mas o que parecia estar naquelas transações não eram dias, meses e anos a serem retirados de pessoas, pelo castigo da reclusão. Em uma palavra pessoal: fiquei horrorizado.

    As condições vigentes no país permitem aos juízes do Supremo a formulação das condenações mais apropriadas, sejam quem forem os réus e a extensão das penas. Por isso é incompreensível que a maioria do Supremo faça qualquer sentença sob balbúrdia de desentendimento, em absoluta falta de método e com o total descritério que se pôde ver, em sessões inteiras.

    “Ajustamos no final” foi expressão também muito utilizada. Está nela denunciado o desajuste de uma decisão que é nada menos do que condenação à cadeia. Com erros tão grosseiros, por exemplo, como o de precisarem constatar que davam a Ramon Hollerbach, sócio a reboque de Marcos Valério, pena de cadeia maior, como réu secundário, que a de seu mentor e réu principal nas atividades sob julgamento.

    Mas, outra vez em termos muito pessoais, não sei se foi mais chocante ver a inversão, tão óbvia desde que se encaminhava, ou a naturalidade com que quase todos os ministros a receberam, satisfeitos com o recurso à expressão “ajustamos no final”. Cuja forma sem excelências e eminências é “deixa pra lá, depois a gente vê”.

    Tudo a levar o ministro Luiz Fux, até aqui uma espécie de eco do ministro relator, a uma participação própria: “Precisamos de um critério”. Não pedia o exagero de um critério geral, senão apenas para mais uma desinteligência aguda que acometia quase todos. A proposta remete, porém, a outro caso de critério proposto. E bem ilustrativo das duas sessões de determinação das penas.

    O ministro Joaquim Barbosa valeu-se de uma lei inadequada para compor uma das condenações a quatro anos e seis meses. A “pena-base” de tal lei é de dois anos, e o máximo vai a 12. Logo, o ministro relator apenas multiplicara a “pena-base” por dois. Forçosa a conclusão de que a lei aplicável era outra, cuja “pena-base” é de um ano e a máxima, de oito, Joaquim Barbosa inflamou a divergência.

    Luiz Fux fez a proposta conciliatória. Os quatro anos desejados pelo relator (mais seis meses de aditivo) cabem nos limites das duas leis, não implicando a mudança de lei em diferença de pena. Ora, é isso mesmo, tudo resolvido para todos.

    Como assim? Na condenação proposta pelo duro relator, o réu merecia condenação a duas vezes a “pena mínima” da primeira lei, e, se mantidos os anos totais, passou a ser condenado a quatro vezes a “pena mínima” recomendada pela segunda lei, a aplicada.

    Não nos esqueçamos de dizer aos filhos ou aos netos que, por decisão do Supremo, o dobro e o quádruplo agora dão no mesmo.

    Por falar em proporções, Marcos Valério pegou 40 anos e Hollerbach, 14, já na inauguração de suas condenações, ainda incompletas. O casal Nardoni, acusado do crime monstruoso de maltratar e depois atirar pela janela a pequena filha do marido, foi condenado a 28 e 26 anos.

    Como os ministros do STF gostam também de outras duas palavras referentes a sentenças -as “razoabilidade e proporcionalidade” necessárias à Justiça-, aquelas penas sugerem algo de muito errado em um dos julgamentos citados. Ou no Judiciário e seus códigos. Ou no Supremo.

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/84073/Janio-se-diz-abismado-com-a-falta-de-m%C3%A9todo-do-STF.htm

  103. Otto said

    Só frisando uma declaração do artigo do Jânio:

    “Por falar em proporções, Marcos Valério pegou 40 anos e Hollerbach, 14, já na inauguração de suas condenações, ainda incompletas. O casal Nardoni, acusado do crime monstruoso de maltratar e depois atirar pela janela a pequena filha do marido, foi condenado a 28 e 26 anos.”

  104. Otto said

    Mais uma, Pax:

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/84021/No-botequim-do-STF.htm

  105. Otto said

    Programa de domingo:

    votar, comprar umas cervejas, ligar a TV na GloboNews e se divertir com os sorrisos amarelos da Cristiana Lobo, Merval Pereira e Gerson Camarott.

    Como diz o Edu, replicando a Soninha: Huá huá huá… (É assim?)

  106. Chesterton said

    Pax, o link 97 nada tem a ver com VEJA, que é Obama até o pescoço. Eu estou afzendo campanha contra o Obama , o pior presidente americano que já apareceu.

  107. Patriarca da Paciência said

    “Já pensou o STF pega gosto, e com apoio da opinião publica, engata uma quinta marcha e faz os personagens da “Lista de Furnas”, aqueles citados no livro “Privataria Tucana”, de Amaury Júnior, e também os envolvidos no “Mensalão do PSDB” e no “Mensalão do DEM”, passarem uma temporada no xilindró?”

    Concordo totalmente, meu caro Otto.

    A grande mídia já começa a se dar conta da esparela que fez e começa a tirar o corpo fora.

    O Savaronola Barbosão leva todo o jeito de condenar o FHC, mesmo com seis 80 anos, a uns 60 anos de prisão. Afinal se 153 milhões renderam 40 anos ao Valério, 1 bilhão e meio, somente para o Cacciola, apenas em um dos vários casos, levaria, pelo menos, 60 anos de reclusão em regime fechado.

    E o Serra, o cara de pau Serra, com toda a sua privataria, por parte do Savanarola Barbosão, é um forte candidato a 600 anos de prisão em regime fechado.

    Savanorala Barbosão, um Batman de forte opinião!

  108. Chesterton said

    Hard times, com a oposição que aí está (nula) a única oposição à Lula e sua quadrilha é: DILMA.

    (tamu fu, a guerrilheira é a única opção ao quadrilheiro)

  109. Otto said

    “Eu não participei da escolha do nome do partido. Acho que se poderia ter tido uma discussão um pouco maior…”, disparou o ex-presidente, antes de votar em São Paulo, por volta do meio-dia, numa crítica a José Serra; ele entregou os pontos; “Lula é o grande vitorioso destas eleições?”, perguntou uma repórter; “Em São Paulo, sim”, admitiu Fernando Henrique; Aproveitou, rápido, para elogiar Fernando Haddad, que ontem foi classificado como ‘delinquente’ pela campanha serrista; “Haddad é uma pessoa séria”, cravou.

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84086/Para-FH-Haddad-%C3%A9-s%C3%A9rio-Lula-venceu-e-Serra-j%C3%A1-era.htm

  110. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Savonarola Barbosão, um Batman de forte opinião!

  111. Michelle 2 said

    Do 247

    A comissão da ética tétrica

    No dia em que o STF condenou os mensaleiros, a Comissão do Planalto encampou a Bolsa-Consultoria de Pimentel

    JOSÉ PAULO Sepúlveda Pertence tem 74 anos, ralou durante a ditadura, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1985 e lá ficou até 2007, quando Lula colocou-o na direção da Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Repetindo: Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

    Enquanto o país assiste inebriado ao julgamento da quadrilha do mensalão, Pertence disse o seguinte ao repórter Fernando Rodrigues:

    “Não creio que isso vá transformar a história do Brasil. O que se passa para o leitor de jornal, o telespectador ou o leitor de revistas, é que é histórico porque se está condenando. Mas isso é relativo”.

    Põe relativo nisso. No final de setembro Pertence demitiu-se da presidência da Comissão de Ética. Por falta de quorum, ela não se reunia desde julho, pois a doutora Dilma não preenchia quatro vagas abertas. Quando a doutora nomeou dois conselheiros desconsiderando as sugestões de Pertence, ele foi-se embora. (Fica por conta da sua proximidade com os comissários o fato de terem-no passado na máquina de moer carne, atribuindo sua contrariedade a um pedido frustrado de nomeação de um filho.)

    No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal condenou 25 réus do mensalão, a nova Comissão de Ética reuniu-se e, por unanimidade, arquivou dois processos que tramitavam contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

    Numa denúncia mostrava-se que a partir de 2009, pouco depois de deixar a Prefeitura de Belo Horizonte, Pimentel recebera R$ 2 milhões ao longo de dois anos por serviços de consultoria. Um de seus clientes, a construtora Convap, desembolsou R$ 514 mil por sete meses de serviços contratados. (R$ 73,4 mil mensais). Outro freguês, a Federação da Indústrias de Minas Gerais, pagou-lhe R$ 1 milhão por nove meses de trabalho, ou R$ 111 mil mensais. Pimentel explicou que, descontados os impostos, sua Bolsa-Consultoria rendera-lhe R$ 50 mil mensais, “remuneração compatível com o mercado de executivos”. O doutor faturou cerca de US$ 550 mil da Fiemg. (A mais famosa consultoria do mundo, chefiada pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, em 1986 cobrava US$ 420 mil anuais aos seus maiores clientes.)

    A segunda denúncia era mequetrefe. Em outubro do ano passado Pimentel viajou na comitiva da doutora Dilma para a Bulgária e precisava comparecer a um seminário privado em Roma. À falta de um avião de carreira, recorreu ao empresário que patrocinava o evento e descolou um jatinho.

    A Comissão de Ética justificou os dois arquivamentos. Quanto ao avião, o doutor Américo Lacombe, seu presidente e relator do processo, disse o seguinte à repórter Luiza Damé:

    – Ele não tinha outra opção. Ou ia no avião ou não ia, faltava ao compromisso. Temos uma resolução da comissão dizendo que a autoridade pode usar aviões dos patrocinadores dos eventos, desde que eles não tenham interesse sob julgamento dessa autoridade. No caso, não havia. Então, arquivamos.

    Com a Bolsa-Consultoria, Lacombe foi mais radical:

    – A quantia que ele recebeu foi pequena, em dois anos, R$ 50 mil ao mês. Qualquer profissional liberal ganha isso.

    Não foram R$ 50 mil, e Lacombe sabe disso. Essa cifra, como diria o ministro Joaquim Barbosa, é advocacia da defesa. Nas palavras de Pimentel: “Não embolsei R$ 2 milhões. Entrou mesmo R$ 1,2 milhão, R$ 1,3 milhão que, dividido por 24 (meses), equivale a R$ 50 mil mensais. Estamos falando de uma remuneração absolutamente compatível com o mercado de executivos hoje no Brasil.” Pimentel subtraiu os impostos pagos. Que o acusado se defenda assim, tudo bem, mas o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República só pode endossar esse raciocínio se acha que o imposto devido não sai da renda.

    Isso é pouco diante do outro argumento. R$ 50 mil mensais não são uma “quantia pequena”, muito menos “qualquer profissional liberal ganha isso”. O doutor Lacombe é juiz aposentado. Enquanto trabalhou para a Viúva jamais viu um contracheque desse tamanho. Um advogado “qualquer” batalha para fechar o mês com R$ 5.000, um décimo da Bolsa-Consultoria líquida de Pimentel.

    O destino da quadrilha do mensalão só transformará o país se for o início de um processo de moralização. A conduta da Comissão de Ética mostrou que o espetáculo do mensalão pode vir a ser apenas um suspiro.

    Em 1969 três jovens queriam transformar o país. Américo Lacombe era um juiz federal de 32 anos. Passou um ano na cadeia e foi demitido por ter acolhido em sua casa militantes da Ação Libertadora Nacional. Um deles fora baleado durante um assalto a banco em São Paulo. (Esta informação está no livro “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”, do repórter Mário Magalhães, que começou a chegar às livrarias.) Outro jovem, “Jorge”, tinha 19 anos. Militava na VAR-Palmares e, em abril de 1970, tentou sequestrar o cônsul americano em Porto Alegre. A operação fracassou, mas num aparelho da organização havia um manifesto no qual narrava-se a confissão feita pelo diplomata no cativeiro que não houve. Em Belo Horizonte, “Jorge” era colega de movimento estudantil de “Vanda”, que também militara na VAR até ser presa três meses antes do sequestro fracassado. Se a operação tivesse dado certo, “Vanda”, aos 23 anos, talvez tivesse entrado na lista dos presos a serem libertados em troca do cônsul. Nesse caso, Dilma Rousseff só teria voltado ao Brasil em 1979, com a anistia. Sua carreira política teria sido outra, “Jorge” não seria ministro do Desenvolvimento e jamais conseguiria uma Bolsa-Consultoria de R$ 2 milhões, pois até 2009 seu patrimônio não chegava a R$ 1 milhão.

    Queriam mudar o Brasil e deu no que deu. Ou melhor: deu no que está dando.

    Elio Gaspari

  112. Otto said

    Do PML:

    A MALUQUICE DO DIA

    Se as pesquisas de opinião sobre a eleição estiverem corretas, só precisamos aguardar pela boca de urna, às cinco da tarde, para que alguns de nossos comentaristas muito badalados anunciem a a notícia do dia: Fernando Haddad ganhou a eleição em São Paulo mas Lula é o grande derrotado da campanha.

    Dirão também que o PT logo estará em agonia profunda, em função da luta interna, ampliada pela crise do mensalão agravada pelas longas penas de José Dirceu e José Genoíno – que logo vão estar brigando nos bastidores por um espaço no colchonete você sabe aonde.

    Também é preciso lembrar o conflito de gerações de militantes aliados de Dilma e aqueles aliados de Lula e que logo vai se manifestar na guerra de cargos da prefeitura. Sem falar nos sindicalistas, inconformados com a perda de espaço junto a Haddad.E nos intelectuais, que assinaram um manifesto de apoio a Haddad mas no fundo, no fundo, no fundo, não acreditavam que fosse chegar lá.

    É bom não esquecer que Haddad recebeu voto de eleitores conservadores e isso vai ter um peso na hora de montar o secretariado. Mais um motivo para brigar.

    Ainda é preciso considerar quem vai concorrer na eleição para governador em 2014. Nós sabemos que ali a disputa já está fora de controle.

    Outra crise é na eleição para o senado. Desta vez, teremos uma só vaga. Com o Ibope em baixa e tudo o mais, não haverá quem queira se candidatar.

    É bom lembrar, claro, que haverá um problema grave nos próximos meses. Inconformado com a vida de ex-presidente, cercado de ex-ministros desempregados, cansado de viajar para o exterior depois que se recuperou da doença, Lula irá mesmo desafiar Dilma para disputar o Planalto dentro de dois anos e aí, sim, os dois vão brigar para sempre pelo bem do país. A briga, todo mundo sabe, é quem vai ter o Eduardo Campos como companheiro de chapa.

    É delírio absoluto? É.

    Duvida que vão anunciar essas maluquices se a vitória de Haddad for confirmada?

    Eu não. Vamos aguardar.

    O único aspecto monótono de determinadas fantasias políticas é que são inteiramente previsíveis. A vantagem de quem não perdeu o contato com a realidade é que pode rir bastante com elas.

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

  113. Otto said

    Acho que o Serra vai ter até dificuldade pra se eleger senador daqui a dois anos: vai concorrer com o Russomano, 0 Chalita e o candidato do PT… E será uma vaga só.

    Quem sabe se ele se candidatar a deputado federal?

    Ou estadual, é mais fácil…

    Até o FHC, hoje, na hora de votar, jogou a toalha e disse que o Haddad é um homem sério.

    Não deu, Serra, foi mal aí.

  114. Chesterton said

    A saída de Serra do circuito favoreceria o PSDB? Parece ser o que FHC deseja…

  115. Pax said

    Caro Otto,

    Não acho nada de anormal os ministros do STF passarem por este momento confuso de ajuste do tamanho das penas. Alguns argumentos:

    1 – as penas estão ou não dentro do previsto na legislação?
    2 – tem que dar peso maior ou menor para as participações maiores ou menores (ex: Valério e Ramon)
    3 – tem-se ou não que respeitar a tal questão trifásica ao atribuir as penas
    4 – os ministros não vivem nesta prática, atuam mais em questões constitucionais
    etc

    Tudo me parece normal de um lado e, de outro um legítimo esperneio. Mas não sai disso, um esperneio.

    Dura lex, sed lex – A lei é dura, mas é a lei. E não foram os ministros que criaram as leis.

  116. Chesterton said

    Dura lex, sed lex

    chest- até quando?

  117. Pax said

    Caro Chesterton, em #114,

    Não sei, mas a luta fatricida dentro do PSDB já mostrou que não faz bem algum ao partido. Do que lemos por aí Serra não é um conciliador dentro do partido.

    Afora esses cabos eleitorais maravilhosos que vimos comentando esses tempos. Ajudam um bocado o outro lado. Só para não deixar passar em branco e te provocar um pouco.

    Ah, acaba de dar uma pesquisa nos EUA, deu 49 para Obama e 46 para o Little Mitt.

  118. Pax said

    G1 ‏@g1
    Obama tem 49% e Romney, 46% a nove dias da eleição, diz pesquisa http://glo.bo/U7AClK

  119. Pax said

    # 116 – Até quando?

    Até, ao menos, julgarem o mensalão do PSDB e o do DEM, pelo menos. Senão a turma da teoria da conspiração vai se encher de argumento.

    E tomara que dure. Muito. Aliás, quer saber, tomara que piore, que fique ainda mais dura lex, sed lex.

  120. Chesterton said

    The Underclass

    Anthony Daniels, who writes under the pen name Theodore Dalrymple, is a retired prison doctor and psychiatrist who tells of his experiences with his patients in “Life at the Bottom.” It’s an insightful book of essays about the self-destructive behavior and attitudes of the underclass.

    In one essay, “We Don’t Want No Education,” reprinted by City Journal (http://www.city-journal.org/html/5_1_oh_to_be.html), Dalrymple says that he cannot recall meeting a 16-year-old from the public housing project near his hospital who could perform simple multiplication operations, such as nine times seven. One 17-year-old told him, “We didn’t get that far.” This was after 12 years of attending school. One of Dalrymple’s patients took a drug overdose because of constant bullying from classmates. “She was stupid because she was clever.” What her peers meant by that was anyone who worked hard and performed well at school was wasting his time when truancy and wandering downtown were deemed preferable. The underlying threat was: If you don’t mend your ways and join us, we’ll beat you up.

    These weren’t simply idle threats. Dalrymple says he’s often met people in their 20s or 30s in his practice who gave up at school under such duress. Those who attend a school that has very high academic standards risk a beating if they venture into neighborhoods where the underclass live. He recalls treating two boys in the emergency room after they’d been beaten and two others who had taken overdoses for fear of being beaten at the hands of their neighbors.

    Dalrymple says that most of the young people whom he’s met in his practice cannot name a single writer and cannot recite a line of poetry. None of his young patients can give the dates of World War I, much less the second world war. Some patients never have heard of those wars, though one of his young patients who had heard of World War II thought it took place in the 18th century. In this atmosphere of total ignorance, Dalrymple says he was impressed that the young man had heard of the 18th century.

    The education establishment aids and abets this state of gross ignorance. Dalrymple tells of one case in which the headmaster allows teachers to make only five corrections per piece of work, irrespective of the actual number of errors present. This is done so as not to damage student self-esteem. There are many other examples, but Dalrymple concludes that “it is extremely difficult to overturn these educational (or anti-educational) developments” because “teachers and the teachers of the teachers in the training colleges are deeply imbued with the kinds of educational ideas that have brought us to this pass.”

    The reader may have been misled, with my help, into thinking that “We Don’t Want No Education” is about the black underclass, but it’s about the white underclass in Britain. We can’t use white racism and the legacy of slavery so frequently used to explain the black underclass to explain Britain’s underclass. The welfare state and the harebrained ideas of the public education establishment are a far better explanation for the counterproductive and self-destructive attitudes and lifestyles of both underclasses.

    A “legacy of slavery” surely cannot explain problems among blacks, unless we assume it skips whole generations. In my book “Race and Economics” (Hoover Press, 2011), I cite studies showing that in New York City in 1925, 85 percent of black households were two-parent households. In 1880 in Philadelphia, three-quarters of black families were composed of two parents and children. Nationally, in the late 1800s, percentages of two-parent families were 75.2 percent for blacks, 82.2 percent for Irish-Americans, 84.5 percent for German-Americans and 73.1 percent for native whites. Today just over 30 percent of black children enjoy two-parent families. Both during slavery and as late as 1920, a black teenage girl’s raising a child without a man present was rare.

    Dalrymple’s evidence from Britain shows that the welfare state is an equal opportunity destroyer.

    Walter E. Williams is a professor of economics at George Mason University. To find out more about Walter E. Williams and read features by other Creators Syndicate writers and cartoonists, visit the Creators Syndicate Web page at http://www.creators.com.

    COPYRIGHT 2012 CREATORS.COM

  121. Chesterton said

    Obama parece ter o objetivo explícito de quebrar a economia americana. Se vencer, violência virá ( e ele, Obama, já se preparou para isso).

  122. Pax said

    Ontem estava vendo o Globo News Painel do William Waak. É um jornalista bem preparado, apesar de suas tendências de direita braba.

    Falava da visão dos democratas e dos republicanos para política externa americana. Disse que os republicanos, nesta área, são abaixo de toscos.

    No que tenho que concordar, caro Chesterton, velho e infalível Chesterton.

  123. Chesterton said

    Concordo com você, William Wack odeia os republicanos, assim como todos os jornalistas da Rede Globo, que são Obama desde sempre. São socialistas fabianos. Nunca direita braba. Eu sou direita braba.

    Obama vai se complicar porque parece que deixou o diplomata americano morrer na Libia, podendo salvá-lo. Essa é a política externa que a RG apoia?

  124. Pax said

    Mas você, se parar de beber nas fontes das drogas pesadas, essas que você lê por aí, ainda pode virar um tucano, ou algo assim.

    A gente sempre torce pela melhora dos outros…

    =)

  125. Chesterton said

    Se eu melhorar, nunca vou virar tucano. veja como um reporter da Globo gagueja ao entrevistas um verdadeiro conservador

  126. Chesterton said

    Theodore Dalrymple: O politicamente correto é propaganda comunista em ponto pequeno. Durante o meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir ou convencer, mas humilhar, e desde logo, quanto menos estiver de acordo com a sociedade, melhor é. Quando as pessoas são forçadas a permanecer caladas quando lhes é dita a mais óbvia das mentiras, ou pior ainda quando são obrigadas a repetir elas mesmas a mentira, elas perdem o seu senso inquisitor. Concordar com mentiras óbvias é co-operar com o mal, e em menor escala, tornar-se também maligno. A capacidade da pessoa de resistir a qualquer coisa é corroída e até destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é mais fácil de controlar. Eu acho que se examinarmos o politicamente correto, ele tem o mesmo efeito e é suposto que tenha.

    Eu ouvi pessoas que cresceram em países comunistas a afirmar que nós, no Ocidente, somos tão doutrinados pelo multiculturalismo e pelo politicamente correto tal como eles o eram sob o comunismo, ou até mais. Mesmo nos tempos áureos do Bloco do Leste existiam grupos dissidentes nestes países. O mais assustador é que eu acho que ele tem razão.

  127. Pax said

    Tem uma turma que quer deixar a imagem do PT ainda pior. Quem acha que não precisa renovar ainda não entendeu nada.

    Folha Poder ‏@folha_poder
    Militantes do PT agridem jornalistas durante votação de Genoino em SP. http://folha.com.br/no1176751

  128. Pax said

    Estadao ‏@Estadao
    URGENTE: Fernando Haddad (PT) é eleito prefeito de São Paulo http://migre.me/boZum

    Se o Haddad não ligar para o Malafaia e pros jagunços da Veja será uma imensa ingratidão.

  129. Chesterton said

    1
    Dilma vê “parceiro importante” no ex-tucano Fruet; Richa fala em “vontade do eleitor”

    Rafael Moro Martins
    Do UOL, em Curitiba

    Postagem no “Blog do Planalto” informa que a presidente Dilma Rousseff telefonou no fim da tarde deste domingo (28) para parabenizar Gustavo Fruet (PDT), prefeito eleito de Curitiba.

    +2
    Entrevista
    Gustavo Fruet: ‘Negar o mensalão é tentar negar os fatos’

    O ex-deputado tucano hoje no PDT lembra os momentos de tensão que viveu como sub-relator da CPI dos Correios.

    =3. Dilma feliz com o resultado do mensalão?

  130. Michelle 2 said

    Linguagem de futebol
    Nada mais parecido com a aguerrida seleção argentina do que o pt.
    Perdem no tapetão…Dão chute no juiz.
    No jogo fazem gol com a mão e dizem que é a mão de Deus.
    No jogo, cospem na cara do adversário e quando sofrem revide acusam os outros de violência.
    Maradona deu no que deu. lula deu no que deu.
    Estão doentes. Ambos.
    Maradona cheirou o que não devia ( cocaína)
    lula bebeu o que não devia (o poder)
    Maradona era apenas um excepcional jogador.
    lula era apenas um excepcional presidente da república.

    Renovar é necessário. Mas não é preciso.

  131. Chesterton said

    É, Pax, 127, facismo explícito…agora aqui no posto 6, meu filho (17) sai com a prancha para pegas as últimas domingueiras ondas , passa por um grupo de pardos bem alimentados e ouve o comentário: ” playboy safado”…. a luta de classes chegou para ficar.

  132. Jose Mario HRP said

    Haddad, vencedor!

    Que chato?

  133. Michelle 2 said

    Se haddad administrar Sampa com a mesma competência que teve no MEC…os paulistanos estão fudidos.
    A conferir.

  134. Patriarca da Paciência said

    “Se o Haddad não ligar para o Malafaia e pros jagunços da Veja será uma imensa ingratidão.”

    Caro Pax,

    eu sempre achei ótimo que o Serra tenha escolhido seus cabos eleitorais tão bem.

    O próprio reinaldinho andou escrevendo em seu blog, “será que eu tenho alguma infuência na eleição de São Paulo?”

    Sinceramente, acho que tem, mas apenas sobre sua claque de 4% dos brasileiros.

    Acho até que ele tem um verdadeiro “curral eleitoral”, mas que, para sorte dos brasileiros, é de apenas 4% da população!

  135. Zbigniew said

    Mais um poste do Lula a iluminar o pais.
    Lula que não exita em renovar. Lula que demonstrou ser um verdadeiro democrata. Lula que é mestre na política, na sua natureza de composição e que, sim, sempre saiu na frente de seus principais adversários.
    Lula que cravou a funda no coração do conservadorismo e reacionarismo brasileiros, derrotando o extremismo e a política suja, feita com a bílis da mentira, prepotência e desonestidade.
    Lula amado e odiado, mas, antes de tudo, um vencedor.
    Parabéns Luis Inácio LULA da Silva.

  136. Michelle 2 said

    A piada pronta
    Teria lula “cravado a funda” em Salvador, em Manaus, em Campinas e na cidade simbolo Diadema ou lá ele teria “cravado a bunda”?

    Com a palavra os sabujos do pedaço

  137. Michelle 2 said

    Em São Paulo:

    3.387.720 eleitores votaram no pt
    5.231.450 eleitores não votaram no pt

    Do total de 8.619.170 eleitores cadastrados no TRE
    64,75 % dos eleitores não votaram no pt

    hehehe

  138. Michelle 2 said

    Edu.gov rsrsrs

    Sou a favor do voto facultativo.
    Decidir e vota ou não vota é um direito do cidadão.
    O comparecimento às urnas, especialmente em nações democráticas, dá uma maior ou menor legitimidade a um governante. O voto, neste caso, acaba tendo um peso maior.
    Os candidatos sabem da importância de convencer as pessoas não apenas a votarem neles, como também a irem votar.

    E você?

  139. Michelle 2 said

    Edu.gov

    É claro que há um mata-burro acima…vamos aguardar a tropa passar e ver o que acontece.

  140. Jose Mario HRP said

    “Mais um poste do Lula a iluminar o pais.
    Lula que não exita em renovar. Lula que demonstrou ser um verdadeiro democrata. Lula que é mestre na política, na sua natureza de composição e que, sim, sempre saiu na frente de seus principais adversários.
    Lula que cravou a funda no coração do conservadorismo e reacionarismo brasileiros, derrotando o extremismo e a política suja, feita com a bílis da mentira, prepotência e desonestidade.
    Lula amado e odiado, mas, antes de tudo, um vencedor.
    Parabéns Luis Inácio LULA da Silva.”

    Tá valendo espernear?

  141. Jose Mario HRP said

    Olha só o que é espernear, com direito a ampla choradeira:
    “Em São Paulo:

    3.387.720 eleitores votaram no pt
    5.231.450 eleitores não votaram no pt

    Do total de 8.619.170 eleitores cadastrados no TRE
    64,75 % dos eleitores não votaram no pt

    hehehe!

  142. Pax said

    Gostei da vitória do Fernando Haddad em São Paulo e de Gustavo Fruet em Curitiba.

    Lula se saiu muito bem nestas eleições. Reforça seu natural papel de liderança do PT e será decisivo na condução do partido para 2014. Tomara que continue com esse espírito de renovação.

    No Nordeste não foi tão bom assim para o PT, mas sem preocupar tanto.

    O três partidos que mais elegeram prefeitos foram, se não me engano, PMDB, PT e PSDB.

    Não gostei

    Das ofensas que fizeram ao ministro Lewandowski quando foi votar. O que é isso? Me admira sua postura de não mandar prender os ofensores, direito que lhe cabia. Chamaram o ministro de bandido e corrupto.

    Dos militantes do PT que acompanharam Genoino quando foi votar. Segundo noticiário agrediram todo mundo em volta. Nada mais natural que jornalistas o cercassem para entrevistas e parece que tem uma turma que acha que vai ganhar alguma coisa na porrada. Podem ganhar é cadeia, isso sim. Onde estamos?

    Na real

    O PSDB tomou um enorme tombo, sim, em São Paulo. Não é um partido unido, não sabe definir mensagens, não sabe renovar seus quadros e Serra é ruim de campanha, afora atrair para si uma jagunçada jornalística e religiosa que só o desmerecem. Se o PSDB continuar assim a tendência é de piorar sua parcela política, e não melhorar. Infelizmente FHC não tem o mesmo poder dentro do partido como Lula tem no PT. Basta repetir o que disse o ex-presidente: “Haddad é um homem sério”. Foi ouvido?

    A observar

    PSB (Eduardo Campos) fez um monte de prefeitos. Ainda não tem expressão nacional de peso, mas … já começa a chutar canela, sim.
    PSD (Gilberto Kassab) tende a migrar para a base de apoio do PT. Com que intenções? Ora… Partidinho sem cara e compromisso algum.
    PP (Maluf) deverá cobrar seu dízimo em São Paulo. Vamos ver quanto leva.

    Começou…

    A campanha para 2014. Provavelmente será uma disputa entre Dilma e Aécio, ao que tudo indica. Será?

    Continuo torcendo…

    Para que PT e PSDB sejam as duas mais importantes forças políticas brasileiras.

    Voltemos ao mensalão que está com uma semana de folga por conta do tratamento do ministro Joaquim Barbosa. Semana que vem reinicia. E não podemos esquecer de cobrar que os outros mensalões sejam imediatamente escalados na pauta do STF. Se é para mudar, que o remédio amargo venha logo inteiro de uma vez.

  143. Jose Mario HRP said

    Agora que terminou a eleição, voltaremos a ver, como no tempo de Luiza Erundina e Marta Sup l,. a tentativa de desconstrução do prefeito eleito.
    Como se diz na minha Santos: “É batata!”
    Até o uso do fator abstenção começou a ser usado para tentar ilegitimar a eleição do Haddad!
    É hilário ver a “estória” se repetindo como comédia e farsa!

  144. Pax said

    Boa análise do Alon no Twitter…tem que ler debaixo para cima.

    Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    Por enquanto é isso (ver tws anteriores)
    Expand

    4m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    Como são esses os partidos que têm líderes nacionais capazes de enfrentar uma eleição presidencial, trata-se de um dado relevante (segue)
    Expand

    6m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    O PT ganhou do PSDB, inclusive em SP, no quesito capacidade de fazer alianças. Mas perdeu nesse mesmo quesito do PSB (segue)
    Expand

    7m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    E Lula ganhou em SP pelos mesmos dois motivos, q ali jogaram a favor dele. Mas há uma conclusão geral q pode ser extraída da eleição (segue)

    Expand
    9m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    Lula perdeu em Recife, Salvador e Fortaleza pq bancou administrações mal avaliadas e os adversários estiveram mais articulados (segue)
    Expand

    10m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    As eleições deste ano decidiram-se com base em dois vetores: a avaliação das administrações e a capacidade de fazer alianças (segue)
    Expand

    12m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    Já q o prestígio d Lula é bem maior no NE e no Norte do q em SP. Mais provável é que a influência de Lula tenha sido mínima em geral (segue)
    Expand

    14m Alon Feuerwerker ‏@AlonFe
    Quem acha q Lula foi decisivo em SP precisa explicar o q mudou no BR para que o msm Lula ñ tenha sido decisivo no Nordeste e Norte (segue)

  145. Olá!

    Pax,

    “Você tem toda liberdade de achar que o Fernando Rodrigues é um agente da KGB, ou do PT, ou qualquer coisa. A gente fica somente de expectador dessa tua viagem.

    E você tem, também, toda liberdade de achar que os jornalistas da Veja (ou do Cachoeira, sei lá) são os melhores do Brasil. Claro que tem. É um direito seu. Fique à vontade que aqui é livre. Democrático. Todas as vozes têm direito de opinião e expressão.

    Mas me permita discordar. Parece-me um direito meu.”

    Faz-se necessário estabelecer critérios para considerar um jornalista bom ou ruim.

    Por exemplo, até onde se sabe, nunca os atuais e principais jornalistas da Revista Veja se meteram em um imbróglio tosco ao estilo Dossiê Cayman. Mas, mesmo assim, para você, eles são “jagunços”. Enquanto que, para você, o Fernando Rodrigues é uma fonte bona fide e ele foi um dos principais jornalistas, senão o principal, a espalhar e a fazer matéria em cima de matéria sobre um dossiê falso.

    Isso é muito grave para um jornalista, Pax, pois ele passou aos leitores informações sobre fatos que nunca aconteceram. É a inversão total dos valores jornalísticos, que prezam, em primeiro lugar, os fatos reais, aqueles que acontecem de verdade. Aliás, isso, que o Fernando Rodrigues fez, sequer poderia ser considerado jornalismo.

    Um jornalista que age dessa maneira não merece ser considerado como tal.

    O mesmo peso que você, Pax, utiliza para colocar o pessoal da Veja na classe dos “jagunços”, deveria, também, ser utilizado para avaliar os jornalistas que você gosta, pois, se assim não for, você cai na armadilha lógica do um peso, duas medidas. Ou seja: Desonestidade intelectual, pura e simples.

    Até!

    Marcelo

  146. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Continuo com minhas mesmíssimas opiniões:

    1 – Fernando Rodrigues é um dos melhores jornalistas políticos brasileiros.

    2 – A Veja trabalha com “jagunços” da profissão.

    3 – Tem “jagunço” do outro lado, também. Fernando Rodrigues, com certeza, não é um deles.

    Quem sifu nesta de adotar a jaguncice em Sampa foi Serra. A campanha de desconstrução se mostrou, mais uma vez, uma tremenda bola fora. Segundo gente de todos os lados foi o enterro político dele. Até acho que não, infelizmente acho que ainda vai trazer mais baixas para o PSDB que gostaria muito que melhorasse, como tenho insistido e justificado. Acredito que Serra vai perturbar a escolha do próximo candidato à presidência em 2014 e vai alimentar esses “jagunços” com toda sorte de desfavores ao que considero o processo de depuração natural e urgente que a política nacional precisa viver.

    Você me acusa de desonestidade intelectual. Fique à vontade. Mas traga algum argumento melhor para o feitiço não virar contra o feiticeiro.

  147. Jose Mario HRP said

    Alguns detalhes:
    Em Fortaleza a prefeita atual, estremecidada com o PT nacional e bancando seu candidato, a revelia do diretório nacional, não teve apoio maior como no Recife, onde o atual prefeito tem administração pouco elogiada, e que foi escanteado pelo PT nacional, para tentar eleger alguém diferente , desligado do atual prefeito.
    Na Bahia, as greves reprimidas por Jaques Wagner foram descisivas!
    Nem Lula deu jeito na marra do Wagner, ator menor no diretório nacional.
    Lula não faz milagres, mas em Sampa fez usar o óbvio e ululante:
    Haddad é paulistano, cosmopolita, refinado, professor e brilhante.
    E pra quem for lembrar do ENEM, lembro que a gráfica que deixou vazar o exame do ENEM é da Folha SP, que foi condenada em primeira instancia a ressarcir o Gov. . Federal em + de 70 milhões de reais a título de indenização.

  148. Zbigniew said

    Pax,

    Lula não é um deus. Lula é apenas um político com uma percepção genial de oportunidades, além de ter humildade, persistência e paciência para dar seus lances na prática da arte de fazer política. Neste ponto está acima da grande maioria dos políticos brasileiros.

    As pessoas não vão se alinhar automaticamente com o PT só porque o Lula quer. Isto não existe e ele sabe bem disso. O PT perdeu onde perdeu porque não soube administrar corretamente. E isto a população não vai mais perdoar. O mesmo serviu para o Serra em SP. E servirá para qualquer partido que ouse fazer más administrações e achar que pode tutelar vontades. Nem a grande e velha mídia tem mais esse poder.

    Verdade que o advento do julgamento do mensalão teve sua parcela de influência, mas quase foi anulado pela sensação de bem-estar que a população tem tido em virtude das políticas de inclusão social e econômica do PT no governo federal.

    O Lula é um vitorioso porque impôs ao PSDB a maior derrota no Estado de São Paulo, observando-se que tal agremiação governa este estado desde quando Covas venceu as eleições de 1994. E essa imposição vai forçar uma renovação na oposição, coisa que já vínhamos debatendo neste espaço há bastante tempo. O próprio FHC clamou por isso (obviamente que só agora). É uma questão de sobrevivência. E, com toda sinceridade, anseio por isto. E que o PSDB fique atento, porque já existem outros candidatos fortes à oposição. Um deles é o Eduardo Campos e seu PSB.

    Voltando ao SP, além de ser o QG da velha e conservadora mídia, deve-se constatar que o Haddad não teve voto apenas da periferia, ou dos menos letrados ou providos economicamente. O Haddad também teve votos no espectro mais conservador que não aceitou a política do Serra e que identificou no candidato petista uma possibilidade de renovação. Isto numa das cidades mais antipetistas do Brasil. Não é pouca coisa. Tanto é que esta vitória autoriza o PT em pensar seriamente no governo do Estado em 2014, além de fortalecer a musculatura política da presidenta Dilma para o pleito daquele ano.

    São Paulo mais que compensou as derrotas petistas em outras capitais importantes, Mas é bom que o PT aprenda com os próprios erros, tanto no que se refere à formação de alianças e administrações, quanto à forma de fazer política e o exercício do poder, principalmente depois do julgamento do mensalão.

    O PT sai vitorioso destas eleições porque teve no LULA um timoneiro que soube buscar a renovação dentro da arte de fazer política (a arte do possível). O PSDB, apesar de ter feito ou mantido importantes prefeituras, diminuiu, e perdeu seu bastião, porque não soube se renovar. O PSDB sai bem menor destas eleições, e o José Serra passa a ter um patrimônio político bem mais frágil e caminhando para a irrelevância. Os que a desejam uma oposição de qualidade agradecem penhoradamente.

  149. Jose Mario HRP said

    Quando se pensa eleição para prefeituras não podemos esquecer o caráter regional das mesmas, portanto partidos no poder federal nem sempre tem pessoas para criar uma especie de hegemonia nos tres níveis , graças a Deus!

  150. Pax said

    Boa análise, caro Zbigniew.

    Acrescentaria somente que a direção do PT tem que conter a truculência dos que estão perdendo a cabeça por conta deste julgamento. A continuar da forma que estão agindo uns poucos, podem, sim, no meu entender, macular um bocado a imagem do partido.

    Algumas cenas de selvageria que aconteceram por aí são imperdoáveis e motivos urgentes de atitudes concretas da direção do PT.

    Querem reclamar deste julgamento? Absoluto direito. Se quiserem apelar na OEA, ou qualquer outro fórum, que o façam. Mas na porrada a tendência é um desastre para o partido, sim.

    Há que se tomar enorme cautela neste momento. As eleições passaram, o mensalão voltará a tomar seu lugar e a truculência não é caminho democrático. E fora da democracia não existe futuro.

  151. Jose Mario HRP said

    Voces me desculpem , mas o mensalão já era.
    Talvez cause um frissozinho quando das penas do Dirceu e algum outro menos votado, depois já era.
    Se bem que a reação por parte do conjunto das esquerdas no congresso a respeito usurpação das prerrogativas do congresso por parte do STF não tardarão.

  152. Chesterton said

    Fim das Cotas Raciais

    Dilma estava lendo um novo projeto de lei petista, quando grita:

    – Ideliiiiiiiiiiiiiii…chama o Zé Eduardo aqui agoraaaaaaaaaaa!

    Quando o Ministro chega, ela esculacha logo:

    – Zéééééééééé…Que porra de projeto de lei para acabar

    com as cotas é esse? Quem foi o corno que redigiu essa porra?

    – Foi a Benedita. Mas por ordem do seu Ex.

    – Por ordem do Lula?
    – É por ordem do Lula.

    Ela levanta da mesa e enfia o dedo na cara

    do Ministro José Eduardo.

    – Ele tá maluco? Cancer dele foi na garganta ou na cabeça?

    Caceta Zé…isso vai desmoralizar a gente.

    – Ideliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii….liga pro Lula.

    Depois de uns 10 minutos, nos quais ela descascou

    no Zé, Ideli transfere a ligação.

    – Alô! Presidente? É a Dilma, tudo bem? Viajando muito?

    Tô ligando pelo seguinte: Tô com um projeto de Bené que

    acaba com as cotas nas faculdades. O Zé me disse que foi você

    que a mandou fazer; não estou entendendo nada.

    Ninguém me avisou nada. Assim não dá porra.

    Do outro lado o Lula suspira:

    – Carma companhêra. Tudo tem uma razão lógica. Você precisa

    ver mais na frente; precisa ver o Brasil daqui 5, 10, 20 anos.

    Pense comigo: Se um negão advogado hoje em dia faz um estrago desses…

    Imagina um monte deles daqui a alguns anos.

  153. Chesterton said

    Marcelo Augusto, não peça coerência ao Pax em se tratando de revista Veja.

  154. Zbigniew said

    Pax,
    creio que tenha sido um caso isolado. Não é do feitio do PT, na figura de suas lideranças, fomentar o ódio e o confronto. Que os militantes resposáveis paguem pelos excessos.
    Neste ponto a liderança do Lula sempre se demonstrou responsável por manter a tranqüilidade das relações políticas com os adversários, ao contrário do Serra e aqueles que o seguem.
    Quanto ao mensalão, é isso aí. Decisão judicial se cumpre. O regime democrático há de ser preservado, e deve estar acima do jogo de poder. Que o PT aprenda com seus erros, tanto no trato com a coisa pública, quanto no exercício do poder.

  155. Chesterton said

    Aguardem o desdobramento do mais novo intento petista: reforma do Judiciário e “regulação da mídia”. Pra não atrapalhar os planos de Haddad, a ofensiva foi programada para depois das eleições municipais.

    Informações do jornal Folha de São Paulo:

    Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares comemoraram ontem, num churrasco oferecido pelo comitê sindical da campanha, a eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo.

    No churrasco, também em homenagem ao aniversário do sindicalista Marcos Palmah, os convidados vibravam com as parciais da apuração de votos, que acompanhavam pela TV.

    Quando a vitória de Fernando Haddad foi confirmada, os convidados cantaram o jingle da campanha que martela “na minha casa todo mundo é 13″, além de gritarem e assobiarem.

    Entre os convidados, dois petistas que investiram contra jornalistas durante o voto de Genoino, entre eles o ex-presidente da comissão de ética do PT.

    Dirceu chegou pouco depois das 18h, recebido ao coro de “Zé, guerreiro do povo brasileiro”. Vestindo vermelho, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e Genoino chegaram horas antes.

    Ao perceber a presença da Folha, Genoino deixou a quadra do Sindicato dos Bancários pela porta dos fundos, por onde Dirceu entrou.

    Os dois se preparam para se lançar numa ofensiva pela reforma do Judiciário e a regulação da mídia a partir de amanhã.

    Por orientação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu e Genoino estavam se contendo para evitar danos a Haddad.

    A partir de agora, redesenham suas estratégias. Dirceu cogita até recorrer a tribunais internacionais contra sua condenação.

    Ontem, em meio ao tumulto que marcou o momento da votação, Dirceu afirmou que só falará “depois do resultado do julgamento”.

    Condenado pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, ele tem sido aconselhado a não atacar o Judiciário antes de definido o tamanho de sua pena.

    (…)

    Leia mais aqui.

    Semanas atrás publicamos a declaração de José Guimarães (PT-CE), irmão de José Genoino, que pregava o controle da mídia à força. Com o término das eleições, os corruptos e quadrilheiros do PT poderão defender livremente os seus objetivos.

    de O Implicante

  156. Pax said

    Caro Chesterton, velho e infalível Chesterton,

    Só não tiro teu comentário #152 porque:

    1 – No final a piada não me parece racista. A princípio me pareceu que sim, depois de refletir um bocado aqui entendi que não, que a piada não diz que negros têm menos inteligência, ou, em outras palavras, que as cotas são boas e qualquer um com oportunidade pode chegar ao topo. Mesmo assim peço que evite essas coisas por aqui.

    2 – Para mim o exercício de censura é só para quem não tem o menor compromisso com a democracia.

    De novo, meu caro, evite piadas deste tipo neste blog. É um pedido que lhe faço.

    Quanto à coerência com a revista Veja: você já me viu elogiando ou trazendo a “jagunçada” do outro lado aqui? Se existem? Claro que sim.

    Histeria e democracia não combinam muito, na minha forma de ver. Censura menos ainda.

  157. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não foi um só caso. Foi com uma turma que estava com Genoino. Parece que houve algo parecido com outra que estava com Dirceu.

    Houve algo no Espírito Santo que não vi direito quem foi, mas encheram de pancada jornalistas.

    Tem que ficar de olho. Esse tipo de comportamento não pode ganhar corpo.

  158. Pax said

    No ES parece que não tem nada com gente do PT. Vale conferir.

    http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/noticias/0,,OI6262242-EI20609,00-Reporteres+e+cinegrafista+sao+agredidos+por+cabos+eleitorais+no+ES.html

  159. Patriarca da Paciência said

    De minha parte fiquei satisfeito com os resultados das eleições municipais.

    O Virgilio ganhou no Amazonas? O netinho do vovô ganhou em Salvador?

    Demonstra que as eleições foram limpas e honestas.

    No final das contas:

    “247 – Feito o balanço final das eleições municipais, pode-se dizer, com segurança, que há dois vencedores: o Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma Rousseff.

    Com seis 636 municípios, o Partido dos Trabalhadores ficou atrás, do ponto de vista quantitativo, do PSDB (702) e do PMDB (1.032) em cidades administradas. Mas quando se avalia o orçamento que estará nas mãos de cada um dos partidos, o PT é claramente o vencedor, com R$ 77,7 bilhões, o que representa 22,8% do total. Além disso, o partido governará a maior parte do eleitorado brasileiro (19,9%).”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84161/No-fim-o-PT-levou-a-maior-parte-do-bolo-municipal.htm

    Ou seja, o povo continua a confiar mais no PT do que em qualquer outro partido.

  160. Patriarca da Paciência said

    Agora, levando-se em conta as coligações, o PT governa bem mais de 80% do eleitorado brasileiro!

  161. Patriarca da Paciência said

    Do mesmo link acima:

    “Isso significa que, do Oiapoque ao Chuí, a presidente Dilma terá, majoritariamente, prefeitos aliados, o que pode facilitar a implementação de políticas públicas. Além disso, com a provável entrada do PSD, de Gilberto Kassab na base governista, ela terá praticamente todo o Congresso nas mãos, reduzindo o poder de barganha dos partidos políticos.”

    E aí?

    A Dilma tem bem mais apoio político que o Lula.

    Agora vão alegar que ela também “compra apoio político”?

    O STF deu um tiro no escuro.

  162. Chesterton said

    A píada é boa

    outra que é séria

  163. Zbigniew said

    Neste vídeo dá pra perceber o Oscar Filho do CQC levando uns sopapos enquanto tenta fazer uma matéria com o Genoíno. Olha, com os ânimos exaltados e ainda com o parlamentar sofrendo uma marcação cerrada do programa, não era de se esperar outro desfecho. Toda violência deve ser codenada, mas se houvesse menos deboche situações como essas poderiam ser evitadas.

    -http://www.youtube.com/watch?v=LMpBHtYE_Us&sns=em

  164. Chesterton said

    Genoino é um criminoso condenado, mas o cara do CQC é dose de leão. Será que condenado agredir (proxy) um chato aumenta a pena?

  165. Pax said

    Caro Zbigbiew,

    Tomei a liberdade de colocar um traço “-” antes do link do vídeo que você colocou no #163. Não sei porque cargas d’água travou aqui. Peço perdão em nome da porcaria da Vivo.

    Obrigado por trazer a informação. Vamos lá.

    1 – ok, um bando de petistas gritando “Genoino, Genoino…”. Cá pra nós…

    2 – um bando de jornalistas querendo cobrir o voto do ex-presidente do partido, que acaba de ser condenado pelo STF e aguarda o tamanho da sua pena.

    3 – já há algumas manifestações de gente dizendo que Genoino, por não ter enriquecido e coisas do gênero, não merece pena condenatória neste julgamento. Direito das pessoas expressarem seus sentimentos. Dentro da lei. Até o limite dela.

    4 – o próprio Genoino, faz um tempo, não suporta qualquer crítica. Trata o CQC de forma errada, no meu entender. Muito antes deste julgamento.

    5 – veja o caso de Lula e Dilma, por exemplo. Ao contrário de Dirceu e Genoino, sabem lidar com essas questões de forma muito mais elegante. Anos luz mais inteligentes neste trato com a imprensa.

    6 – sim, também acho, como o Chesterton, velho e infalível Chesterton (quem diria) que os caras do CQC, muitas das vezes, passam do limite do razoável.

    7 – porém isto faz parte do jogo, quem quer ser figura pública está sujeito a ser assediado por bons, maus, dentro e fora dos limites, jornalistas.

    8 – um exemplo de quem não atura jornalista a não ser que o agrade é o José Serra. Se ferrou nesta. Genoino e Dirceu seguem o mesmo caminho.

    9 – no Congresso temos visto uma meia dúzia de péssimos congressistas fazendo o mesmo, agredindo essa turma do CQC.

    10 – entre coisas chatas do CQC e outras, este programa mais faz bem que mal, no meu entender. Essas chatices são um problema do Tas, da emissora, do diretor do programa, dos repórteres que querem escada para subir…

    etc etc

    Resumo: explica, jamais justifica. E volto com meu ponto, ou a direção do PT baixa a bola desses caras, ou quem mais vai pagar será a imagem do partido. E, para terminar: imprensa tem que ser absolutamente livre. Seja ela qual for. E tem que responder por crimes de injúria, calúnia e difamação quando for o caso.

    Até mesmo quando não aceitamos, quando ficamos muito incomodados com jornalistas, seja de que lado forem, o pior que podemos fazer é tentar impedir que eles atuem livremente. Todas as ditaduras justificam esta minha visão.

  166. Zbigniew said

    Caro Pax,

    Sim, a imprensa deve ser livre e responder pelos seus excessos. Assim como o Genoíno e o Dirceu são livres para não responder ou dar trela pra jornalista. E é o que eles normalmente fazem. O Dirceu até leva numa boa (pelo menos nas entrevistas que eu vi). Já o Genoíno, não. Esse realmente fica incomodado. Mas não a ponto de agredir os jornalistas. Aliás, nenhum dos dois agrediu ninguém.

    Digo que a truculência – naquele momento e em vista das circunstâncias – era mais do que previsível. Justifica? Não, não justifica. Mas era previsível e explica.

    No caso de programas da natureza do CQC, que pratica um humor que por vezes beira ao deboche e à falta de respeito – não há um risco inerente à provocação? Eu acho que eles forçam muito a barra (lembram do caso do Rafinha Bastos e do bebê da Wanessa Camargo?). No calor da refrega política, com o resultado do mensalão palpitando na cabeça dos personagens e seus militantes, esperar uma conduta mansa e pacífica talvez fosse querer demais.

    Em direito é previsto atenuantes quando o agente atua sob a influência de forte emoção em vista de injusta provocação. Até que ponto a própria presença do jornalista não passa a ser uma provocação, uma vez que useiros e vezeiros de expedientes que muitas vezes passam do limite do razoável com os personagens em evidência? Observando que é da natureza do programa e que eles têm a noção exata de que quem anda no limite corre o risco de passar deste.

    Exigir que as pessoas, por serem públicas, só respondam por intermédio de ações na justiça é esquecer que essas mesmas pessoas são humanas, e que, sim, podem também passar dos limites. Aí teremos excessos dos dois lados num jogo onde ninguém ganha.

  167. Edu said

    Também to em um entra-e-sai terrível de 1000 coisas

    Elias,

    Vc não disse nada disso! Só me lembro de vc dizendo que a Dilma quem iria operar com a mão pesada… to vendo… e o PIB lá. Eu acho que a Dilma deveria fazer uso de uma mão mais carinhosa e acariciar o PIB, quem sabe ele cresce…?

    Otto,

    É infantil, mas vc gosta, não gosta?

    Criação do Elias… dá pra ver.

    Ah, é é assim mesmo! Huá Huá Huá!

    Michelle,

    Não tenho opinião formada embora tenha pensado muito nisso.

    Por enquanto penso o seguinte: a questão “voto” se parece muito com a questão “droga”.

    1 – Da mesma forma que liberar o voto pode trazer bons resultados, liberar uma droga pode trazer maus resultados.

    2 – Para os dois temas, ilegalidades vão acontecer, independentemente do lado da lei que qualquer um deles esteja.

    3 – E para qualquer um dos 2 temas, tem 2 questões que acompanham: educação e conscientização.

    Estamos sem saída. Eu acho que, dada a situação, as coisas devem permanecer como estão, sem grandes revoluções. A sociedade se tumultua menos.

    A todos,

    Parabéns à militância. Comemorem que vcs merecem.

    Agora devemos acompanhar a prefeitura de Haddad com bastante proximidade.

    A Dilma está lá: com 60% de aprovação. Mas o primeiro poste de Lula, a gerente, está começando a demonstrar sinais de falta de energia… eu espero que eu esteja errado.

  168. Olá!

    Pax,

    “Continuo com minhas mesmíssimas opiniões:

    1 – Fernando Rodrigues é um dos melhores jornalistas políticos brasileiros.

    2 – A Veja trabalha com ‘jagunços’ da profissão.

    3 – Tem ‘jagunço’ do outro lado, também. Fernando Rodrigues, com certeza, não é um deles.”

    Apenas considero inconcebível que você tenha em boa conta um jornalista que produziu várias matérias jornalísticas tendo como base um dossiê que era falso do começo ao fim. Isto é, o tal jornalista entregou aos seus leitores matérias sobre fatos que nunca existiram e se colocou, voluntaria ou involuntariamente, a serviço de uma gangue de jagunços políticos que tinham como objetivo prejudicar pessoas que não haviam cometido os crimes listados em tal dossiê.

    É estranho, também, que você sequer pondere sobre a atuação do Fernando Rodrigues no Dossiê Cayman para, pelo menos, ter um certo grau de ceticismo quanto à qualidade do jornalismo que ele produz.

    Aqui vai um desafio: Aponte só um dos atuais jornalistas da Revista Veja que tenham atuado como o Fernando Rodrigues atuou no Dossiê Cayman.

    “Quem sifu nesta de adotar a jaguncice em Sampa foi Serra. A campanha de desconstrução se mostrou, mais uma vez, uma tremenda bola fora. [. . .]”

    Mais ou menos, Pax. Acho que o Serra foi até medroso demais durante a campanha e não quis travar a guerra de valores com o Haddad. Basta lembrar que, há alguns meses atrás, o pessoal que estava organizando a estrutura inicial da campanha do Haddad se pelava de medo que o kit-gay fosse trazido à baila para ser discutido e/ou utilizado contra o candidato petista. Foram alguns na imprensa que tomaram para si a tarefa de diluir os danos que o kit pudesse causar ao Haddad. O Serra, em nenhum momento, pôde contar com esse tipo de ajuda e sempre era confrontado com perguntas militantes de alguns jornalistas.

    Sem dizer que a imprensa nunca confrontou o Haddad com o tosco legado dele no Ministério da Educação. Assunto não faltou: Recorrentes vazamentos no ENEM; kit-gay; universidades de lata; greves nas federais; resultados desastrosos nos testes educacionais internacionais, como o PISA; a alarmante taxa de pessoas que têm algum tipo de analfabetismo, seja este analfabetismo total ou funcional; e etc. Por exemplo, quando que o Kennedy Alencar chegou até o Haddad e fez alguma pergunta capciosa tendo como base algum desses pontos acima listados? Nunca! E ele nunca faria, pois é um jornalista que tem lado.

    Outro ponto importante para ser destacado é a sistemática desconstrução que o Serra vem sofrendo na imprensa desde os idos de 2004, naquele episódio em que o Gilberto Dimenstein fez o Serra se comprometer a não abandonar a prefeitura para disputar outros cargos. Quando, em 2006, o Serra decidiu disputar o governo de São Paulo, o Dimenstein começou uma sistemática campanha para desconstruir a imagem do Serra. O Dimenstein é apenas um exemplo de jornalista entre tantos outros que fazem o mesmo em relação a alguns dentro do PSDB, mas que não usam o mesmo peso para notórios bandidos petistas.

    Desse jeito, fica difícil de competir, pois um dos candidatos tem estruturas e favores que o outro não tem. O que surpreenderia realmente não é a vitória do Haddad, mas, sim, caso ele perdesse.

    “Você me acusa de desonestidade intelectual. [. . .]”

    Não acuso você de ser um desonesto intelectual. Quando uma pessoa utiliza um peso e uma medida para avaliar uma dada situação e, em seguida, escolhe utilizar o mesmo peso, mas outra medida, para avaliar uma situação semelhante à primeira, então, aí, sim, há desonestidade intelectual. Tudo depende das escolhas que a pessoa faz.

    Só isso.

    Até!

    Marcelo

  169. Olá!

    Edu, se o crescimento do PIB brasileiro neste ano corrente for pífio, a culpa é dos estados e municípios, ora essa!

    Até!

    Marcelo

  170. Chesterton said

    Luiz Marinho. Este é o próximo “poste” no qual Luiz Inácio Lula da Silva irá investir pesado nos próximos anos. Mas a aposta de Lula no ex-sindicalista e atual prefeito de São Bernardo do Campo (reeleito facilmente no primeiro turno) não visa apenas à próxima eleição ao governo do Estado de São Paulo. Marinho será pessoalmente preparado por Lula para ser Presidente da República.

    Esta é a maior “novidade” do resultado pós-segundo turno eleitoral. Lula já fala claramente a amigos próximos que deseja fazer de Marinho seu sucessor político – inclusive preparando-o para uma futura candidatura presidencial. Não ainda em 2014, exceto por motivo de emergência política. Caso Dilma Rousseff, por algum motivo, abandone o barco petista ou o governo dela seja atropelado e desgastado por alguma crise econômica, o que é pouco provável no atual cenário.

    A aposta de Lula no “poste” Marinho tem a ver com “renovação” – expressão que virou moda na boca de quem venceu ou no lamento dos derrotados na eleição municipal. O proclamado investimento de Lula já vai colocá-lo em rota de colisão com José Dirceu de Oliveira e Silva. Aliás, Lula se aproveita do desgaste do capitão do time petista com a condenação no Mensalão, para já lançar prematuramente o nome de Luiz Marinho para a sucessão do governador Geraldo Alckmin – que só acontece daqui a dois anos.

    Na verdade, Lula quer neutralizar Dirceu e aqueles que o seguem. O candidato de Dirceu ao Palácio dos Bandeirantes é Emídio de Souza, ex-prefeito de Osasco. Numa só tacada, além de travar Dirceu, impondo Luiz Marinho como “novidade” imediata, Lula já neutraliza nomes desgastados como Aloísio Mercadante e Marta Suplicy – que também queriam disputar a sucessão estadual paulista. A vitória ontem do autoproclamado “poste” Fernando Haddad à estratégica e rica prefeitura de São Paulo só facilita a tática do técnico Lula.

    Claro que Lula venceu com Haddad. Mas a vitória dele não representa a maioria do eleitorado de São Paulo. Leitura fria e objetiva dos números do segundo turno deixam isto bem claro. Haddad recebeu 3.387.720 votos, 55,57% do total de votos válidos.José Serra: 2.708.768. Mas a soma de votos brancos, nulos e abstenções chegou a absurdos 31,59%. Ou seja, quase um terço do universo de 8.619.170 eleitores rejeitou o prefeito eleito e seu ultradesgastado concorrente José Serra. Aliás, se houve derrotados com a vitória do candidato dos mensaleiros foram o próprio povo de São Paulo e o vaidoso candidato tucano.

    A diferença de votos de Haddad para Serra (678.952) foi menor que o total de brancos (299.224) e nulos (500.578), que somaram 799.802 votos. Para complicar, o maior índice de abstenção desde a eleição de 1988. Exatos 1.722.880 cidadãos não apareceram para a dedada cívica na urna eletrônica. Tradução simples: grande parte do eleitorado não legitimou a escolha do “poste” de Lula.

    Até porque quem vai comandar São Paulo não é o PT. Fernando Haddad será obrigado a fazer um governo de alianças (leia-se negociatas). Até porque outro grande vencedor de ontem foi o prefeito Gilberto kassab. O cacique do PSD e seus alioados fiéis formam a maioria na “nova” Cãmara de Vereadores paulistana. Além disso, indo para a base governista federal e fundindo seu partido com o PP de Paulo Maluf, Kassab fica ainda mais forte e com poder real de interferência na gestão paulistana.

    Haddad venceu, Serra perdeu, Lula se deu bem, Maluf e kassab devem ficar melhores ainda e os cidadãos de São Paulo vão logo perceber que “o novo”, na verdade, representa um “de novo” – uma continuidade daqulo que não estava mesmo muito certo…

    Comemoração impagável do Maluf

    Ironia maior de ontem foi ver e ouvir o ex-inimigo e agora aliado íntimo dos petralhas, Paulo Salim Maluf, pulando e dançando no palco armado para a festa da vitória de Fernando Haddad.

    Tal como um militante petista histórico, de carteirinha, com sua voz de taquara rachada, Maluf entoava a inimaginável musiquinha:

    “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”…

    Desse jeito, não demora muito, os novos amigos petralhas até acabam chamando de “companheiro” o deputado federal pelo PP que é processado e condenado por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública.

    Serrão

  171. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Coloquei no Google “dossiê cayman fernando rodrigues”.

    Só veio um resultado com notícia. Do titio da veja que já provamos aqui, por (a) + (b) que mente. O que você quer mais? Se eu soubesse de alguma coisa falava.

    Sinceramente você me parecia melhor debatedor quando defendia as ideias liberais.

  172. Otto said

    “Das ofensas que fizeram ao ministro Lewandowski quando foi votar. O que é isso? Me admira sua postura de não mandar prender os ofensores, direito que lhe cabia. Chamaram o ministro de bandido e corrupto.

    Dos militantes do PT que acompanharam Genoino quando foi votar. Segundo noticiário agrediram todo mundo em volta. Nada mais natural que jornalistas o cercassem para entrevistas e parece que tem uma turma que acha que vai ganhar alguma coisa na porrada. Podem ganhar é cadeia, isso sim. Onde estamos?”

    Não dá pra confiar 100% na mídia. Hoje, no blog do Nassif, dois comentários:

    “comentário ao post “Turba que Celso de Mello açula agride Lewandowski”

    Essa reportagem é totalmente mentirosa. Por coincidência voto no mesmo local que o ministro e estava lá no mesmo horário. O ambiente estava tranquilo, na parte externa alguns jornalistas foram impedidos de entrar e faziam uma aglomeração na rua. As pessoas que reconheceram o ministro pediam autógrafos e fotos.

    Ninguém ofendeu o Ministro. Muito pelo contrário. Aliás se houve alguma ofensa deve ter partido do próprio grupo de jornalistas irritados por não poderem armar o circo dentro da seção eleitoral.

    Como de costume, a Folha mentiu.

    Os jornalistas não entraram na seção eleitoral, e essa história do mesário é totalmente ficcional. Se eles não entraram não viram o mesário, e se o mesário estava na rua, não era mesário, concordam?

    Reportagem estapafúrdia e escrita e editada na redação.

    Por Manoel Pinheiro

    Olha Nassif, acho pofundamente impossível um mesário ter cometido tal ação, uma vez que além dos TREs fazerem um trabalho sério, com treinamentos que visam procedimentos e posturas do pessoal que trabalha no dia da eleição, se sabe que todos os convocados que atendem o pedido da justiça eleitoral estão sob a tutela da lei, uma vez que estão exercendo função pública e por coseguinte são, mesmo momentaneamente, caracterizados como agentes públicos, respondendo por seus atos e ações perante a legislação eleitoral, principalmente, e sendo inclusive alcançados pela lei de improbidade. A justiça eleitoral, com toda certeza, não perdoaria uma ação dessas caso fosse cometida por um de seus agentes. Esse tipo de manifestação, ocorre sim, mas não dentro de uma seção eleitoral. Digo e repito, a justiça eleitoral não se calaria diante de um fato desses.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/nosso-comentarista-viu-nao-houve-agressao-a-lewandowski

    Da mesma maneira deve-se dar um desconto na matéria sobre o Genoíno.

    Um jornal que já estampou ficha policial falsa na capa…

  173. Patriarca da Paciência said

    Já começam a aparecer vários textos sobre os desdobramentos das “teses” utilizadas no famoso processo “mensalão”.

    “Já que decisão judicial é para ser cumprida (não obstante o direito dos condenados de continuar lutando para provar sua inocência tanto dentro quanto fora do campo judiciário), o PT, como partido líder da aliança governante, terá de aceitá-la, ajeitando por conta as instituições. Mas o partido, ele próprio ou outras entidades da sociedade civil, deveriam levar isso adiante, em nome de uma democracia limpa, à altura do Supremo. Como profundo ato de contrição pelos pecados que cometeu, deveria promover a anulação dos mandatos de todos os ministros do Supremo nomeados durante o governo Lula. É que seriam também viciados pela corrupção os votos majoritários que os respaldaram.

    Continuando nessa marcha, todas as sentenças proferidas pelo Supremo onde os votos de ministros nomeados por Lula tenham sido decisivos teriam também que ser anuladas por vício de origem. Inclusive os do processo do chamado mensalão. É claro que o país mergulharia no caos institucional, mas isso não pode ser levado em conta quando está em jogo a suprema vaidade da toga. No rescaldo disso tudo, a democracia brasileira dos ricos e dos poderosos sairia revigorada, e o homem que mudou o Brasil, segundo “Veja”, poderia acabar sendo o nosso primeiro presidente negro com o encargo da libertação dos brancos dessa escravatura que são governos voltados para a inclusão e o resgate dos pobres.”

    Gostei dessa:

    …”e o homem que mudou o Brasil, segundo “Veja”, poderia acabar sendo o nosso primeiro presidente negro com o encargo da libertação dos brancos dessa escravatura que são governos voltados para a inclusão e o resgate dos pobres.”

    Eu sempre achei esse processo “mensalão” algo surrealista.

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/10/os-mandatos-de-ayres-britto-joaquim.html

  174. Patriarca da Paciência said

    Esta também é ótima:

    “É claro que o país mergulharia no caos institucional, mas isso não pode ser levado em conta quando está em jogo a suprema vaidade da toga.”

    O pomposo, cabalístico e numerólogo ministro Marco Aurélio Mello que o diga!

  175. Olá!

    Pax, tente este link aqui. Há 16500 resultados para os termos “dossiê cayman” “fernando rodrigues”, ambos entre aspas.

    Descartando o primeiro resultado, que é o blog do Reinaldo Azevedo, há toda uma gama de outras fontes mostrando como o Fernando Rodrigues fez matérias em cima de um dossiê falso. Dois links para matérias escritas pelo próprio Fernando Rodrigues:

    Dossiê Caribe Exumado

    O Dossiê Que Nunca Acaba

    Tudo o que está escrito nessas duas matérias feitas pelo Fernando Rodrigues é falso do começo ao fim. Isso é bom jornalismo, Pax?

    É tudo uma questão de princípios.

    Até!

    Marcelo

  176. Chesterton said

    Marcelo mata a cobra e mostra a….cobra. (rs)

    http://obairrista.com/politica/2012/10/jose-dirceu-teria-entrado-em-contato-com-cirurgiao-plastico-nelson-heller/

  177. Elias said

    Alô, amigos e inimigos.

    I
    De volta a Belém e à caixa de comentários do Pax, depois de dar uma contribuição modestíssima, minimilimétrica mesmo, a mais uma vitória do PT sobre seu velho freguês, o PSDB, mais uma vez representado pelo nosso velho (em mais de um sentido) saco de pancadas: o nosso querido bicho Serra. (HUÁ! HUÁ! HUA!…)

    (Pax, acho que vou passar a chamar o bicho Serra de “Quarto de Milha”. O que tu achas disso?)

    Aproveito a oportunidade pra informar aos amigos e inimigos que aqui encerro (com chave de ouro, se me permitem… HUÁ! HUÁ! HUÁ!…) minha participação em campanhas eleitorais. Engavetei definitivamente a bandeira vermelha. Daqui pra frente vou só curtir da arquibancada…

    II
    EDU

    Eu escrevi, sim, que o Supremo ia operar com mão de chumbo no julgamento mensalão. Nisso discordei do Patriarca. Eu disse que o Supremo ia operar politicamente, porque ele estava muito desgastado. Os ministros estavam apavorados com a opinião pública…

    III
    Falar nisso, dia desses caiu nas minhas patas uma Veja com uma reportagem sobre o menino pobre que “mudou o país”…

    É por essas e por outras que a Veja não “inflói” e “contribói” cada vez menos. Qualquer catador de lixo semi-analfabeatle é capaz de sacar, em cima de bucha, que o Brasil não mudou porródia com o julgamento do mensalão. Jader Barbalho & caterva, minerva, reserva & entrantes vão continuar impunes. A Roubobrás vai continuar ativa como sempre.

    O resultado do julgamento do mensalão foi uma derrota política do PT. Foi isso, principalmente porque o partido não fez o que deveria ter feito em 2005, e agora é tarde demais pra consertar.

    Como crise é sempre igual a ameaças + oportunidades + desafios, dá-se que o julgamento do mensalão, de certa forma, facilitou o trabalho de rejuvenescimento do quadro partidário petista (algo que o PSDB não está fazendo, porque não quer ou porque não consegue…).

    Além disso, Dilma conseguiu, com tranquilidade, dissociar seu governo do mensalão (também, depois daquele festival de “desministrização” em 2011, seria de espantar que ela não conseguisse colocar um muro entre ela e o mensalão).

    Acontece que, em 2014, o PSDB vai disputar com ela, não com o Lula, ou com o Dirceu, ou com o Genoíno…

    Vai daí que, para este veterano de porrada eleitoral, parece que o PSDB mais uma vez entra na quadra jogando um volei maravilhoso, sem perceber que se trata de uma partida de basquete.

    Mais uma vez FHC já sacou tudo. E, mais uma vez, parece que o tucanato não lhe dará ouvidos.

    Impressionante!

  178. Michelle 2 said

    Zenaldo Coutinho ?

  179. Olá!

    “[. . .] A Roubobrás vai continuar ativa como sempre.”

    Essa é a estatal que o PT mais gosta e que o partido mais ajudou a expandir nos últimos 10 anos.

    Até!

    Marcelo

  180. Michelle 2 said

    Tio Pax

    F. Rodrigues…Lier..pants on fire!

  181. Michelle 2 said

    Onde vivo e ganho dinheiro trabalhando agora é a epoca do Haloween o que na TV significa centenas de filmes de terror “B” e que após o enredo costumeiro e derrotado o monstro ….todo mundo fica feliz mas….ao final ele renasce da podridão…(to be continued)

  182. Michelle 2 said

    Poste

    Nani sabe das coisas…hehehe

  183. Patriarca da Paciência said

    Bom retorno, caro Elias,

    todos nós sentimos sua falta.

    Concordo que o julgamento do “mensalão” foi essencialmente político e, terá vários desdobramentos políticos.

    O ministro Ayres Brito me pareceu particularmente apavorado, principamente com a “grande imprensa”.

    Um fato interessante já está acontecendo:

    “247 – Condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa, o ex-presidente do PT, José Genoino, se vê como eventual preso político, caso venha mesmo a ser privado de sua liberdade. Sua pena ainda não foi fixada e, dificilmente, será exectutada antes de janeiro de 2013, em função de todos os recursos cabíveis.

    Diante desse quadro, ele já prepara sua volta à Câmara dos Deputados. Suplente de Carlos Almeida, que se elegeu prefeito de São José dos Campos e toma posse em janeiro, ele voltará ser parlamentar. “O Genoino é o suplente e vai assumir. Sem problema nenhum”, diz o presidente do PT, Rui Falcão.

    De acordo com o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, não há nenhum impedimento legal para que ele assuma a vaga – até porque o acórdão da Ação Penal 470 não deve ser publicado em menos de seis meses. Enquanto esteve na Câmara, Genoino foi um dos parlamentares mais influentes da Casa, segundo aliados e adversários.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84220/Antes-de-ser-eventualmente-preso-Genoino-será-de-novo-deputado.htm

  184. Pax said

    Ok, caro Marcelo Augusto,

    Fernando Rodrigues errou no caso Cayman. Obrigado por me informar.

    Caro Elias,

    Seja bem-vindo de volta. Não entendi porque chamar o Serra de Quarto de Milha. Esses cavalos foram criados quando os europeus trouxeram os seus da europa que se misturaram com os selvagens da América do Norte. Tem esse nome porque correm muito bem essa distância, quarto de milha, aproximadamente 400 metros.

    Neste caso específico, das eleições municipais, acho o Russomano mais indicado para ganhar o apelido. Como a “corrida” foi longa, não houve fôlego para sustentar. Sei lá…

    Pelo que ouvi por aí Serra não queria disputar. O tucanato o impeliu. Aceitou achando que ganharia. Esqueceu que:

    1 – a rejeição a Kassab era alta demais.
    2 – a imagem dele, Serra, de largar o mandato de prefeito, ainda estava muito colada.
    3 – o paulistano queria muito mudanças.
    4 – a rejeição de Serra era alta (mais de 30% e passou para mais de 50% no segundo turno).
    5 – essas campanhas de descontrução não vão muito longe, o povo, bravo povo, enche o saco de fofocaria. Acaba achando que é igual a salão de beleza, fofoca de bairro, onde ninguém tem razão e todos estão corretos e incorretos ao mesmo tempo.
    6 – os cabos eleitorais, a jagunçada, foram os de sempre, os piores imagináveis (imagino que a turma da situação – que já pensa 2014 – espere que continuem os mesmos de sempre, com as mesmas histerias de sempre).
    7 – Serra é centralizador. Quem centraliza demais tem que olhar detalhes demais. Quem olha detalhes demais não consegue olhar mais longe. Nas campanhas é fatal, pelo que imagino. De tudo que ouço Serra cometeu esse erro em várias campanhas e não aprendeu.

    etc etc

    (análise de um amador, partindo de uma coleção de análises e infos…)

    Sim, ainda me parece que, mesmo o PSDB tendo êxito em várias cidades importantes (aliás, caro Elias, fale sobre Belém, por favor), está jogando volei enquanto o estádio está aberto para futebol.

    Vários líderes tucanos já sacaram esse descompasso, começando por FHC. Mas parece que o tricô interno é tão complexo que não conseguem mais mudar o ponto. Acho ruim. Gostaria que o PSDB encontrasse um programa, um discurso que representasse uma proposta boa para 2014. Nada melhor que uma boa eleição para aprimorar nossa infante democracia.

    Não gosto dessa história que a “Roubobrás vai continuar ativa como sempre”. Confesso que adoro minha utopia, a que move este blog.

  185. Chesterton said

    Fernando Rodrigues errou no caso Cayman.

    chest- isso não é erro, é crime.

    obs: o Elias, voltou!

  186. Pax said

    Quero ser convidado para a celebração desta união. Espero que não me convidem para ver as fotos das núpcias a posteriori.

    =)

  187. Pax said

    É que é um saco quando fazem isso, ficam mostrando os dois no embarque no aeroporto, na Torre Eifel, na praça de São Marcos, no trem, no restaurante etc em fotos super amadoras.

  188. Jose Mario HRP said

    Vejam só o que ligava a prefeitura paulistana a “aquele” grupo de pessoas tão nervosas com a eleição!
    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/10/veja-os-perdedores-em-sao-paulo-no-3.html

  189. Edu said

    Marcelo Augusto,

    Pois é cara! Havia me esquecido disso… são os estados e municípios ora essa! hehehe

    Elias,

    Vc voltou menos vermelho mesmo…

    Gostei dessa análise que fez sobre a oposição. Muito melhor que a que o Otto trouxe. Vc não quer escrever no lugar do LN não?

  190. Edu said

    Pessoal,

    Vcs viram esse raio-x das eleições do UOL?

    http://eleicoes.uol.com.br/2012/raio-x/analise-socioeconomica/visao-geral/

    Muito interessante.

    Dá pra ver quais partidos estão assumindo os maiores desafios de gestão:

    Por exemplo: Para as cidades com mais de 500 mil hab. o PT está com as 9 cidades cujo PIB per capita somados são 35% maior que a média nacional e está em primeiro lugar entre os partidos. E em termos de desemprego, está 10% abaixo da média nacional, figurando exatamente na mediana entre os partidos. Ou seja, o PT tende a ter menos problemas em gerenciar estas cidades sob seu comando, versus os demais partidos.

    E dá pra ver algumas coincidências curiosas:

    Por exemplo: Para as cidades entre 10 e 50 mil hab., entre os partidos que mais conquistaram cidades, o PSDB conquistou as cidades com taxas de analfabetismo menores que a média nacional. Já o PSB e o PSD conquistaram cidades com taxas de analfabetismo superiores à média nacional.

    Vale a pena dar uma olhada.

  191. Michelle 2 said

    Enquanto isso em Minas, o mensalão está correndo:
    http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?secao=DF&proc=78070820114013400

    1030801 – DANO AO ERÁRIO – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – ATOS ADMINISTRATIVOS – ADMINISTRATIVO
    Observação: ASSEGURAR O RESSARCIMENTO DOS DANOS CAUSADOS AO ERÁRIO NO MONTANTE DE R$ 9.526.070,64

    no link acima clique em PARTES

    e Marcos Valerio vai abrir a boca:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1177488-stf-recebe-fax-com-pedido-de-delacao-premiada-para-marcos-valerio.shtml

  192. Elias said

    Pax,

    Pois é… 400 metros…

    Passou disso… Nada!

    Tipo o Serra… Ele sempre vai bem nos primeiros 400 metros da corrida. Depois cansa… Termina a maratona devagar, quase parando, com palmo e meio de língua pendurada sobre o peito, resfoleganndo, babando,…

    …”Quarto de Milha”!

    E olha que o eleitorado paulistano é difícil pro PT… E é simpático ao PSDB. Se os tucanos tivessem um político mais jovem e menos manjado que o Serra, acho que levava fácil na capital paulista. Agora, em 2012, com um pouco mais de dinamismo, teria fisgado toda a evasão de preferência do Russomano.

    Pro PT, a campanha municipal em SP deve ter funcionado como um aprendizado. Tirando o Lula, nenhum dos antigos medalhões do partido em SP se envolveu pra valer na campanha para prefeito da capital. Quem não estava no triturador do mensalão estava agastadinho(a) pela escolha do candidato e fez corpo mole… Entrou em campo uma geração mais recente, que fez o dever de casa e acabou dando um banho, inclusive no corpo a corpo.

    Aí, quando a velha guarda sacou que dava pra jogar futebol sem ela, e até vencer a partida, acabou se chegando…

    De qualquer modo, deu pra ela…! A velharada tem que partir. Deve vestir o pijama e se divertir contando pros netos histórias sobre o que já foi, já passou, já passou e passou… Senão… Vai acabar como umas aves de bico grande que tem por aí, né?

    A prioridade do PT deve ser o rejuvenescimento do quadro de lideranças. Mesmo que isso custe um monte de derrotas eleitorais nos municípios.

  193. Pax said

    Opa, agora sim, caro Elias. Boas falas. Notícias alvissareiras.

    Renovação e aposentadoria da velha guarda.

    Vamos aguardar as eleições internas para confirmar o molho do novo cardápio.

    Quando mesmo vai acontecer? As chapas já estão montadas?

  194. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/10/30/hollande-quer-criar-imposto-sobre-google-na-franca-472701.asp

  195. Edu said

    Pô Elias,

    Desse jeito deixo de gostar de vc!

    Uma dúvida: Qual fator explica mais a derrota do Serra?

    a) A rejeição do Serra?
    b) A organização da nova geração?

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