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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Ministro Jorge Hage: Mensalão e os novos paradigmas no Judiciário

Posted by Pax em 08/11/2012

O Ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, afirmou que o julgamento da Ação Penal 470, o mensalão petista, será uma “enorme ajuda no combate à corrupção”.

Na sessão de ontem houve novo bate boca entre os ministros e a liturgia anda abalada na Suprema Corte brasileira. Não é o melhor caminho. Os ministros, em especial o relator, precisam encontrar paz de espírito para enfrentar as divergências dos pares que nem são tão grandes a ponto de justificar as discussões que pouco engrandecem o STF.

Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, já tem pena de quase 26 anos de prisão definida.

Julgamento do mensalão criou novos paradigmas no Judiciário, diz controlador da União

Thais Leitão e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, criou novos paradigmas no Poder Judiciário brasileiro, ao inovar em critérios para condenação de réus, mas é preciso esperar para ver se as mudanças decorrentes dele serão ampliadas e atingirão as práticas dos tribunais, permitindo maior celeridade na apreciação dos processos. A avaliação é do ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage.

Segundo Hage, que participou hoje (7) da abertura da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, se isso ocorrer, principalmente no que diz respeito à rapidez com que a ação penal está sendo julgada, será uma “enorme ajuda para o combate à corrupção”. “Os juízes brasileiros não estavam acostumados com determinadas posturas e orientações que a Suprema Corte assumiu agora”, disse o controlador da União.

No entanto, ainda não se sabe em que medida isso vai se espraiar por todo o Judiciário, com que rapidez vai ocorrer e em que medida se conseguirá alterar a legislação de modo que os processos comuns, que começam no primeiro grau, cheguem ao fim, ressaltou o ministro. “Temos que esperar para ver.” Para ele, o julgamento deste processo reforçou a independência do Judiciário.

Uma das “inovações” citadas por Hage é a validade de provas obtidas na fase pré-processual. “Embora alguns tenham pretendido fechar os olhos a isso, não há como negar que o Supremo [Supremo Tribunal Federal] inovou em uma série de teses, como na do domínio do fato, e em questões que se referem à validade da obtenção de provas na fase pré-processual, isto é, nas investigações policiais ou parlamentares”, ressaltou.

Hage, que é juiz aposentado, disse que mudanças na composição da Corte nos últimos anos, associadas à evolução da sociedade brasileira no debate público sobre a corrupção, podem explicar as inovações observadas, que ainda serão alvo de muitas discussões nos meios jurídicos. “Já ouvi comentários de alguns ex-colegas, juízes, nos seguintes termos: ‘se eu desse uma sentença assim, ela seria reformada no dia seguinte pelo meu tribunal.’”

O ministro enfatizou que o período de sete anos desde o início do julgamento da Ação Penal 470 é recorde no país. Para ele, isso só foi possível por causa do foro privilegiado de alguns dos acusados, que restringiu a apreciação a apenas uma instância. Hage alertou, porém, que a “rapidez” deste julgamento não deve criar ilusões exageradas e defendeu mudanças no sistema processual brasileiro, que considera “um dos piores do mundo”, principalmente por causa das inúmeras possibilidades e variedades de “recursos e de apelos, que nenhum outro país tem”. De acordo com Hage, tal situação “eterniza os processos no Brasil”.

O controlador destacou também o papel da imprensa livre no combate à corrupção: “Ela é tão fundamental quanto órgãos de controle e de investigação”.

Em discurso na abertura da conferência, o ministro disse que a corrupção é um tema desafiador, que exige ações e instrumentos diversificados. Ele ressaltou que o Brasil optou por uma abordagem ampla, “que investe tanto na prevenção, a começar pela transparência e visibilidade das ações de governo, quanto na investigação e nas medidas repressivas.”

O Brasil vem, além disso, implementando todo o instrumental de medidas recomendadas pelas convenções internacionais de que é signatário, como a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, acrescentou.

A Conferência Internacional Anticorrupção é considerada o mais importante evento sobre o tema, reunindo chefes de Estado, representantes de governos e da sociedade civil. O debate ocorre em um país diferente a cada dois anos e conta com a participação de 1,5 mil representantes de mais de 130 países, em média, e é promovido pela organização não governamental (ONG) Transparência Internacional.

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194 Respostas to “Ministro Jorge Hage: Mensalão e os novos paradigmas no Judiciário”

  1. Zbigniew said

    Caro Pax,
    em suma, o dr. Hage fica na torcida para que o Judiciário aplique a nova jurisprudência.
    Para isso ficar mais solidificado, mais claro para a grande maioria da população, nada melhor que dar o mesmo tratamento ao mensalão tucano. A mesma rapidez e o mesmo empenho pela moralização dos costumes políticos. A mesma cobertura pela mídia… bom… ficaria surpreso… aí já é pedir demais, não é?

  2. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Acho que vale a pena:

    1 – entender a CGU – aqui: http://www.cgu.gov.br/CGU/

    2 – entender suas competências – aqui: http://www.cgu.gov.br/CGU/Competencias/index.asp

    Isto posto, vale nos lembrarmos que sempre consideramos tanto a CGU quanto o ministro Jorge Hage como bons. Não lembro de criticarmos ambos em qualquer momento. Concordas?

    Não é competência da CGU, ao menos não estou a par disso, promover a agenda do STF. Esta é uma questão do STF, da PGR, sei lá, não entendo como funciona esta agenda.

    O que me parece importante nesta notícia:

    a – a agenda de Dilma me parece apartada da agenda que o PT (ou os réus do mensalão?) quer impor.

    b – temos a CGU e me parece muito apropriado que ela funcione bem, de certa forma ajuda a questão que preocupa, da judicialização nacional. A CGU é do executivo, do Governo Federal e nada mais apropriado que o próprio governo tome conta dos cofres públicos que toma conta. O governo é responsável por isso. Só casos extremos devem chegar ao STF, como no do mensalão, onde o fórum privilegiado levou à nossa suprema corte esta questão que nem é sua maior atribuição. Do pouco que entendo, o STF tem que cuidar, zelar, para que nossa constituição seja respeitada acima de tudo.

    c – sim, acho que o melhor a extrair deste limão é a limonada de assustar um tanto a gatunagem encastelada em Brasília e todos os cantos nacionais, nos estados e municípios. Nossa corrupção já passou dos limites faz um bom tempo e não consigo ver quem não concorde com isso.

    d – estou completamente de acordo que o STF nos deve o julgamento do mensalão tucano. Nesta fileira eu entro fácil, aliás, basta ver os posts recentes para constatar.

    e – não quer dizer que o mensalão petista esteja fora da lei, que seja uma conspiração articulada entre partidos da oposição e os juízes do STF etc como muitos querem “provar”. Aqui, meu caro, não consigo concordar e acho um erro tremendo a cúpula do PT querer que a sociedade entre nessa. Chego ao ponto de chamar mesmo de burrice.

    Ou o PT entende que precisa expiar suas culpas, ou vai ficar neste papel pouco louvável e inteligente de querer que a sociedade fique do lado dos réus do mensalão.

    Os réus que se defendam, dentro das leis. Este é um problema deles, não da sociedade brasileira.

    A sociedade espia, mas quem tem que expiar é o partido. E não, na minha opinião, as recentes eleições municipais não absolveram os réus. A sociedade soube separar bem as questões.

    Viva Jorge Hage! Sem que o coloquemos em papel de herói. Só acho que deve ser aplaudido por tudo que fez, que faz e pela opinião que emitiu. Cá do meu canto acho que o ministro honra e valoriza a CGU, que me parece muito apropriado que aconteça.

    Em nome dos proprietários dos tais cofres públicos, o povo, bravo povo brasileiro.

  3. Zbigniew said

    E o Barbozão tá precisando de férias.

    “Jornalista luiz Fara da \record news foi perguntar pro barbosa se coluna estava melhor. levou um tremendo esporro e foi chamado de “espírito de corvo” Transcrevo;

    “Pergunto a J. Barbosa se ele está melhor de saúde depois do tratamento. Ele responde que não interessa e diz que tenho “espírito de corvo”.

    “Repliquei afirmando que interessa ao público a saúde do futuro ministro do Supremo. Barbosa não deu bola e me deu as costas.”

    “Como resumiu um colega agora há pouco aqui no STF: tive meu dia de Ricardo Lewandowski. Senti na pele a fúria do ministro Joaquim Barbosa.” E , ainda no tweeter do Fara; “Tóffoli: “se a condenação vai prescrever ou não é problema da lei, não do julgador”. Barbosa: “é sim, ministro, é sim””

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/barbosa-e-o-tratamento-da-coluna

  4. Pax said

    De novo, nada melhor que o Google, segundo o Millor, o “conhecimento Prêt-à-Porter” (muito boa essa).

    Aqui estão as atribuições do STF: – http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=sobreStfConhecaStfInstitucional

    Institucional Imprimir
    O Supremo Tribunal Federal é o órgão de cúpula do Poder Judiciário, e a ele compete, precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição Federal.
    O Supremo Tribunal Federal é composto por onze Ministros, brasileiros natos (art. 12, § 3º, IV, da CF/88), escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 da CF/88), e nomeados pelo Presidente da República, após aprovação da escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.
    O Presidente do Supremo Tribunal Federal é também o Presidente do Conselho Nacional de Justiça (art. 103-B, inciso I, da CF/88, com a redação dada pela EC nº 61/2009).
    O Tribunal indica três de seus Ministros para compor o Tribunal Superior Eleitoral (art. 119, I, a, da CF/88).
    Entre suas principais atribuições está a de julgar a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual, a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal, a argüição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da própria Constituição e a extradição solicitada por Estado estrangeiro.
    Na área penal, destaca-se a competência para julgar, nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República, entre outros.
    Em grau de recurso, sobressaem-se as atribuições de julgar, em recurso ordinário, o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão, e, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição.
    A partir da Emenda Constitucional n. 45/2004, foi introduzida a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal aprovar, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, súmula com efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 103-A da CF/88).
    O Plenário, as Turmas e o Presidente são os órgãos do Tribunal (art. 3º do RISTF/80). O Presidente e o Vice-Presidente são eleitos pelo Plenário do Tribunal, dentre os Ministros, e têm mandato de dois anos. Cada uma das duas Turmas é constituída por cinco Ministros e presidida pelo mais antigo dentre seus membros, por um período de um ano, vedada a recondução, até que todos os seus integrantes hajam exercido a Presidência, observada a ordem decrescente de antiguidade (art. 4º, § 1º, do RISTF/80 – atualizado com a introdução da Emenda Regimental n. 25/08).

    Veja que a primeira atribuição listada abaixo do negrito (meu) é a do zelo pela Constituição.

    Depois que tem a outra, chata, de julgar presidente, vice, membros do Congresso etc…

    Depois as questões de habeas corpus, mandatos de segurança etc.

    E, por fim, a tal questão das “súmulas vinculantes”. E aqui que me atrevo a dizer que, depois de anos e com base neste julgamento de agora, podemos mudar um pouco o rumo da gatunagem que tomou de assalto o Brasil.

    Aos poucos, temos que ter paciência infinita. Provavelmente morreremos antes disto acontecer, mas estamos vivenciando, quiçá, uma mudança de rumo que, lá na frente, os herdeiros da nação serão beneficiados.

  5. Zbigniew said

    Pax, com todo o respeito ao Dr. Hage, não compartilho do seu otimismo. É claro que ele como representante de uma instituição tão distinta não poderia agir de outra forma.

    Entendo que se o mensalão tucano não for julgado ou for adotada a tese do caixa 2, você há de convir que teremos, para o mensalão petista, a confirmação do julgamento de exceção. Ou a gênese de todo o mensalão no país não foi o dos tucanos? E a ação está lá. Só se espera a chancela do STF. Ou não? Há dúvidas?

    Mas se se disser que isso via depender do que está nos autos, ou do entendimento de S. Exas. os Ministros do Egrégio, eu direi: o subjetivismo vai vencer a jurisprudência. E mais uma vez será confirmada a tese da exceção.
    Sabe o que vai acontecer? Nos demais tribunais e instâncias inferiores a jurisprudência será sempre direcionada, e, aí, teremos julgamentos e julgamentos.

    Quanto à posição do PT e de Dilma, mais do que normal. A Dilma é Presidente de República que tem no PT um dos partidos (do qual é egressa) de sustentação do seu governo. Não há nenhum problema em terem visões distintas sobre o julgamento. Há que se verificar se o PT vai ou não oficializar sua posição de que o julgamento foi político. Acho sim que deveriam esperar a postura do STF quanto ao mensalão do PSDB. E sim, pressionar o Tribunal para que julgue, como o mesmo foi pressionado pela mídia partidarizada,.É lícito e democrático.

    Em relação à renovação do PT, acho salutar e mais do que necessário. Mas constato que a idéia de alijar Lula deste processo já se perfaz natimorta, porque foi precisamente ele que deu início ao mesmo.

    Aqui um vídeo feito pela GloboNews na PUC. O vídeo é só pra demonstrar que o Lula… bom, o Lula… é o Lula…

    -http://youtu.be/N3LKWbkBEWA

    ** obs do moderador: coloquei um “-” antes do link por conta dos problemas de link do blog, mas o vídeo merece ser visto. Peço desculpas ao comentarista Zbigniew por esta intervenção em seu comentário e, de novo, aconselho verem o vídeo.

  6. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Veja, vamos por partes, como o tal Jack que estripava:

    1 – e se todas as provas levarem à conclusão que o caso mineiro for de caixa 2? Não é melhor “espiarmos” as provas primeiro?

    2 – julgamento de exceção na AP 470 – de novo, ninguém conseguiu lograr meu convencimento até o momento.

    3 – quem disse que Lula tem que ser alijado do processo de renovação do PT? É ele quem está fazendo este processo acontecer (Dilma, Haddad etc).

    4 – muito bom o vídeo, desculpe-me pela pequena edição acima.

  7. Patriarca da Paciência said

    “Uma das “inovações” citadas por Hage é a validade de provas obtidas na fase pré-processual. “Embora alguns tenham pretendido fechar os olhos a isso, não há como negar que o Supremo [Supremo Tribunal Federal] inovou em uma série de teses, como na do domínio do fato, e em questões que se referem à validade da obtenção de provas na fase pré-processual, isto é, nas investigações policiais ou parlamentares”, ressaltou.”

    Caro Pax,

    Acho que quase ninguém tem mais dúvidas que o STF tem inovado bastante nesse julgamento.

    Faz parte da lei de regulamentação das competências dos juízes que, “não cabe ao juíz inovar”.

    Agora, imagine-se inovar durante um julgamento!

    Dessa forma, os membros do STF estão contrariando o próprio regulamento dos juízes.

    A coisa está muito confusa mesmo!

    Principalmente o ministro Barbosa!

  8. Zbigniew said

    Sem problemas, Pax.

    Quanto às provas. É mais do que certo que devemos nos ater ao que está nos autos, e é aí que questiono: sabendo que as provas trazidas no mensalão petista não eram suficientes para imputar responsabilidade criminal ao núcleo político do governo – tanto é assim que foi necessário adotar a teoria do domínio do fato – não seria de se esperar o mesmo tratamento no que se refere ao mensalão tucano? Sim, porque fica muito difícil acreditar que não haja indícios suficientes para a aplicação da teoria, mormente quando se tem relatos tão detalhados no livro do Amaury Jr., e também do próprio Marcos Valério (este que busca desesperadamente se agarrar a uma delação premiada). Aí entra o trabalho da PGR. Por isso a importância do PT fincar o olho nos autos do processo. Porque tem que trazer para a sociedade as provas ali colacionadas. Até porque o STF já permitiu a espetacularização do julgamento. Fiquemos atentos.

  9. Pedro said

    Patriarca, se a coisa está confusa, vale lembrar que:

    “O próprio Lula perfilou-se entre os primeiros a admitir a natureza criminosa dos fatos. Lembro muito bem disso porque o reconhecimento se deu em cadeia nacional de rádio e televisão. Resultou inesquecível a cena, tendo como palco o ato de abertura da reunião ministerial do dia 12 de agosto de 2005.
    Nessa fala, o ex-presidente disse: a) que se sentia traído por práticas inaceitáveis; b) que nunca teve conhecimento dessas práticas; c) que por ser o primeiro mandatário da nação, era seu dever zelar pelo Estado de Direito; d) que o Brasil tinha instituições democráticas sólidas e que o Congresso e o Judiciário estavam cumprindo a sua parte; e) que a Polícia Federal estava investigando a fundo todas as denúncias; f) que determinou, desde o início, que ninguém fosse poupado, pertencesse ao PT ou não; f) que não tinha qualquer vergonha de dizer ao povo brasileiro que “nós temos que pedir desculpas” e explicitou esse “nós” afirmando que o PT tinha que pedir desculpas e que o governo, onde errou, tinha que pedir desculpas; h) que o povo brasileiro não podia estar satisfeito com a situação que o país estava vivendo.”

    O processo está seguindo o curso natural, só isso.

    obs. Este entre aspas é comentario extraído de um blog local.

    http://wp.clicrbs.com.br/cacaumenezes/2012/11/07/alerta-total/?topo=67,2,18,,38,67#comments

  10. Patriarca da Paciência said

    Caros Zbigniew e Pax,

    Além do regulamento dos magistrados, pelo qual os juízes só podem levar em consideração as provas contidas nos autos do processo, inovações só podem ser realizadas através de leis elaboradas pelo Legislativo.

    Fica cada vez mais claro que estamos diante de um julgamento político!

    Como já disse antes, o ministro Barbosa criou um embrulho monumental!

  11. Patriarca da Paciência said

    Caro Pedro,

    Então que o PGR realizasse investigações até que os fatos ficassem cabalmente comprovados nos autos.

    Agora, apelar para teses e inovações durante um julgamento é inaceitável.

  12. Pedro said

    Como já disse antes, o choro é livre.

    Para certas religiões é inaceitável que a terra gire ao redor do sol. Fazer o quê?

  13. Elias said

    Zibgniev e Pax,

    Se vocês lerem nas entrelinhas, verão que, de fato, o ministro Hage está desafiando o STF a continuar usando a teoria do “domínio do fato” nos próximos julgamentos.

    Já pensou se isso acontecer?

    Eu duvido! Por isto mesmo, acredito que o STF caminha pra uma situação de desgaste maior ainda que aquela em que ele se encontrava, antes do julgamento.

    Insisto: tomado como um todo, e com as exceções de praxe, o colegiado é medíocre, fraco e vulnerável a pressões da mídia.

    No mais, o comportamento de Suas Excelências confirma o que eu disse. Vivem dando vexame, protagonizando episódios que, se ocorressem entre donas-de-casa da Favela do Macaco Prego, já seria desagradável de ver… Imagina entre juízes de um Tribunal Superior.

    Falta… Compostura, né?

    Quanto ao Joaquim Barbosa, eu avisei… Ele não pode deixar de ser ele mesmo…

    Imagina o que ele não fará (pior: o que ele fará…!) como presidente da Casa…

  14. Pax said

    Pois bem, curtas…

    1 – Irmã do Silvinho Land Rover
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/8/irma-de-silvio-pereira-e-acusada-de-improbidade

    2 – PV na “atividade”
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/8/micarla-desviava-propina-para-gastos-pessoais-diz-mp

    3 – A oposição joga a isca… quem morde?
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/8/para-dirceu-pedido-para-investigar-lula-judicializa-embate-politico

    4 – E ela sai por cima.
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/11/8/discurso-anticorrupcao-nao-deve-se-confundir-com-antipolitica

    Sim, caro Elias, me preocupa um pouco estes destemperos do min Joaquim Barbosa. Mas ao observar o julgamento, há uma separação entre seus rompantes e seu julgamento.

    Nada que umas maracujinas não resolvam. Assim espero.

  15. Zbigniew said

    Patriarca,

    você tem toda razão. Inovar só o povo através de seus representantes no parlamento.

    Entretanto não é raro o Juidicário atuar onde o Legislativo devia ter atuado e não atuou. Isso porque há clamores da sociedade para que determinado assunto seja regulamentado ou normatizado através de lei e os legisladores terminam por se furtar ao que se espera deles, ora por interesse próprio, ora por corporativismo, ora por desídia e por aí vai.

    Um exemplo foi a resolução do TSE que estabeleceu o número de vereadores para as câmaras pelo país a fora. Lembra-te deste caso? Foi o suficiente para que os legisladores modificassem a constituição.

    É assim: onde há vácuo de poder, ele será preenchido. No caso do STF o julgamento é eminentemente político, porque o PT não soube administrar as relações de poder. Isto está para ser provado para alguns, se e quando e como o julgamento do mensalão tucano vier a ser julgado. Observe que muitas são as condicionais colocadas antes deste fato. Isto significa que o poder exercido pela oposição junto ao Judiciário foi e é bem mais forte e eficiente do que o do PT. Por isso o PT precisa tomar as rédeas deste poder, lógico, dentro do sistema democrático, mas sempre numa atitude pró-ativa, sem essa de ficar sempre na defensiva. Ou será que as demais forças políticas que compõem nossa República estão isentas de culpa pela corrupção no país?

  16. Edu said

    Pessoal,

    Sobre as cotas: em algumas situações, já disse que eu detesto estar certo, mas eu estava.

    Sobre as viúvas: se serve de consolo, eu tenho lido atentamente a todos os textos com a ladainha chorosa tentando justificar o injustificável.

    Sobre o STF: Elias, o q vc define como um STF forte?

    Sobre o JB: Elias, por que vc não emite sua opinião sobre o Lewandowski? Só pra gente entender os critérios que vc usa pra julgá-lo. (sim, vc constantemente emite o seu juízo sobre ele)

    Sobre a oposição: são mto patetas, quem mais sofrerá será o povo, bravo povo brasileiro

  17. Patriarca da Paciência said

    “Elite começa a descobrir o monstro criado no STF”

    “Incensado e tratado como herói pelos meios de comunicação no início do julgamento, Joaquim Barbosa começa a perder popularidade. E a dúvida é que impacto isso causará numa personalidade já marcada pelo destempero e pela falta de inteligência emocional, seduzida por aplausos fugazes.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/84854/Elite-começa-a-descobrir-o-monstro-criado-no-STF.htm

  18. Patriarca da Paciência said

    Caro Zbigniew,

    Espero que o Legislativo acorde logo para o “vácuo de poder” e assuma suas responsabilidades.

    Do jeito que as coisas vão, acho que nossa jovem democracia está realmente correndo perigo!

  19. Edu said

    Patriarca,

    Não entendi direito o que vc está sugerindo em #18.

    Vc quer que o Legislativo assuma as responsabilidades do Judiciário? É isso?

  20. Elias said

    Edu,

    I
    Pra mim, um judiciário “forte” não se deixa pautar pela mídia. É o caso, p.ex., da Suprema Corte dos EUA. Em mais de uma oportunidade, ela aprovou entendimentos antipáticos à opinião dominante na mídia, à época (decisões referentes aos negros, p.ex.).

    II
    Já disse aqui, e repito: juiz e holofote são coisas que não combinam.

    O cara tem que decidir se quer ser juiz, político, astro pop, ator de novela, destaque de escola de samba, etc. Se ele quer ser juiz, o máximo que ele pode ser, concomitantemente, é professor. E discreto!

    Político, p.ex., adora holofote. Em Brasília, quando um político está sendo entrevistado pela TV, ficam pelos menos uns 10 outros, borboleteando em torno, na expectativa de que sejam também entrevistados, mesmo que não tenham nada a dizer sobre o assunto da entrevista.

    Tem cara que enche o saco! É só ele saber que o deputado Fulano vai ser entrevistado pela tevê Sicrana, que o sujeitinho gruda no outro e não larga do pé, às vezes atrapalhando a preparação do cara que será entrevistado. Se este for ao toalete, tirar água do joelho, o sacana só falta pedir pra ir junto e dar as tres balançadinhas…

    Houve época em que pensei em recomendar pra alguns deputados que, numa manhã de domingo, na hora da missa, fossem à Catedral de Brasília (para isso, evidentemente, teriam que estar em Brasília no domingo, o que já seria um evento…). Lá chegando, tirariam a roupa, enfiariam no fiofó o cabo de um espanador de penas de avestruz e, assim paramentados, entrariam na catedral dançando e cantando uma legítima cúmbia colúmbia cubana.

    Se fizessem isso, certo como 2 e 2, que, por algum tempo, esses deputados estariam no topo das pautas da mídia, satisfazendo, assim, seu insaciável apetite por exposição pública.

    Só não fiz essa recomendação por uma questão de respeito à diocese e por não querer colocar sob ameaça a população mundial de avestruz.

    A Catedral de Brasília, tão linda, não merece ficar, todas as manhãs de domingo, congestionada por um porrilhão de deputados federais, nus, com um espanador de penas de avestruz enfiado no rabo…

    Imagina ter que dizer isso pra um juiz… Não dá, né?

    Esses caras têm mais é que se mancar, parar de dar vexame e… Traballhar, pra variar…

    III
    Quanto ao Joaquim Barbosa, falo dele porque é o ministro do STF que mais casos constrangedores tem protagonizado. Não é o único, claro, mas é o que mais frequenta o noticiário por esse motivo.

    Ele é o símbolo da absoluta ausência de simancol do colegiado.

    No quesito “faltas ao trabalho”, p.ex., o Joaquim Barbosa é imbatível. É o maior coeficiente de absenteísmo do STF, sem chance pra concorrência.

    Tem um cara em Brasília que fez um levantamento, e concluiu que as faltas ao trabalho do Joaquim Barbosa superam, em número, a soma do 2º, 3º e 4º lugar no STF. Parece que ele falta por ele e mais 3!

    Consequentemente, produz por 0,25…

  21. Zbigniew said

    Elias #13,

    Num primeiro momento, dependendo da posição adotada pelo STF – e em havendo provas suficientes contra os mensaleiros tucanos – se este mesmo tribunal vacilar em condenar os réus, o PT tem que meter a boca no trombone e fazer chegar à sociedade que o que está havendo é um julgamento político e de exceção.

    Assim o fato político estaria posto e não haveria como deixar de se discutir o assunto. Como você bem disse, o Judiciário não goza de grande prestígio junto à sociedade, que sempre teve a impressão de que a Justiça só funciona pra quem tem dinheiro, é um poder muito elitizado, só presta contas a si mesmo, etc. Em verdade, sob o ponto de vista da representatividade popular, é o poder menos legítimo.

    Se a população ficará contra o STF, nesta hipóstese, é do jogo de poder, e assim nada pior do que a desmoralização daquele Tribunal. O caminho estará aberto para que providências sejam tomadas pelo parlamento, logicamente afastando-se aventuras que possam levar a atos de violência ou de exceção. O jogo é democrático e, se a oposição tem uma mídia amiga, o PT tem o governo federal. Mas o jogo tem que ser jogado e o PT saiu atrás com todo esse teatro.

  22. Edu said

    Elias,

    I

    Vc consegue ver uma relação de causa e efeito entre o que a mídia pautou e as sentenças proferidas?

    II

    Concordo plenamente.

    Mesmo políticos, como pessoas públicas, deveriam tomar bastante cuidado com isso.

    Só que não vejo o JB como um fanfarrão da mídia. De fato ele tem uma postura diferente dos demais integrantes do STF e argumenta de maneira mais agressiva, mas seus argumentos não são ruins. Não me parece que um juiz, com o conhecimento que tem, assuma uma postura agressiva como essa para aparecer bonito na foto.

    III

    Sobre faltas no trabalho, paciência, qualquer trabalhador que tenha um problema de saúde tem o seu cargo garantido durante o período de tratamento.

    São 2 coisas bastante distintas: faltar por preguiça e faltar por tratamento de saúde.

    —X—

    E o Lewandowski? A postura dele tem sido correta? Algum desvio? Ele também é um juiz fraco e influenciável pela mídia?

  23. Chesterton said

    Quando acabar o mensalão talvez eu conte algumas informações das internas sobre alguns juízes, ainda não.

  24. Otto said

    Conheça o maior “mensalão” da história brasileira e saiba por quem e a quem ele foi pago:

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/o-mensalao-ianque/

  25. Michelle 2 said

    O maluco do megafone tem seguidores…e irresponsáveis fofoqueiros.
    Vide # 318

  26. Elias said

    Zbigniew,

    Aí é que está…!

    A teoria do “domínio do fato” prescinde da materialidade da prova.

    O domínio do fato é opinativo. É algo que a gente usa muito em PAD. No relatório, a gente separa o que se acha respaldado por provas materiais, daquilo que a gente acredita que seja, independentemente das provas coletadas.

    Na maior parte dos casos, a gente usa elementos circunstanciais. Não são provas. São circunstâncias que nos convencem de uma determinada coisa, a favor ou contra o respondente.

    Só que quem está conduzindo um PAD não está julgando. Está, apenas, coletando elementos para o julgamento, embora opine quanto à decisão julgadora. Mas quem vai julgar é a autoridade instauradora, a quem compete, com exclusão de qualquer outra, a 5ª e última fase do PAD..

    Levar a teoria do domínio do fato para um tribunal (ou mesmo para a fase do julgamento, no PAD), pra mim é uma novidade novidadeira, esquizóide, escalafobética e arrombante da legalidade.

    Daí o que disse alguém com a experiência do Jorge Hage, como juiz: “Já ouvi comentários de alguns ex-colegas, juízes, nos seguintes termos: ‘se eu desse uma sentença assim, ela seria reformada no dia seguinte pelo meu tribunal.’”

    Creio que a maior parte dos juízes da maior parte dos países civilizados diria o mesmo.

    Uma coisa é a gente querer que os corruptos sejam punidos. Outra, é apelar pra ilegalidade pra obter esse resultado.

    Porque aí… Barata vôa, né? E acho que nem preciso explicar.

    Quem reage a uma coisa assim somente como militante ou simpatizante político, além de ser desonesto, pode estar brincando de roleta russa… Ou então, é galera. E galera não pensa, né?

  27. Elias said

    Edu,

    Pra encerrar esse viés da discussão, gostaria que tu entendesses meu posicionamento:

    1 – Quando me refiro ao uso da teoria do “domínio do fato”, não estou me referindo apenas ao Joaquim Barbosa, mas a todo o STF. Trata-se de uma divergência técnica, de resto, compartilhada com uma expressiva quantidade de juristas, juízes e, até mesmo, com ministros do próprio STF.

    2 – Quando me refiro à ausência de compostura, também não estou me referindo apenas ao Joaquim Barbosa (embora aí ele já se revele, digamos… Excessivo, né?). Mas o fato é que estou me referindo a vários outros ministros e juízes. Em especial àqueles que antecipam o entendimento sobre questões que ainda não foram julgadas. A esse respeito, até falei um pouco sobre “consulta em tese”, etc, etc.

    3 – Sobre as faltas ao trabalho do Joaquim Barbosa, eu acredito que haja excesso. Não só eu acredito. Vários ministros do próprio STF também acreditam. O assunto já foi motivo de bate-bocas, no plenário em em reuniões administrativas. O fato é que o cidadão falta tanto ao trabalho, que atrapalha o funcionamento da Corte, porque os processos sob a responsabilidade dele simplesmente não andam. Isso é o que dizem os próprios ministros do STF, e já foi amplamente publicado na imprensa.

    Ora, se a saúde dele é tão precária, assim, que o impede de trabalhar e atrapalham o funcionamento do tribunal, deve o ministro Joaquim Barbosa solicitar seu afastamento. Se a saúde dele não vai tão mal assim, nem o impede de trabalhar, deve o ministro Joaquim Barbosa deixar de faltar tanto ao trabalho, sob alegação de que necessita tratar de sua saúde.

    Simples assim.

    Uma outra questão é que, por uma enorme e estranha coincidência, as doenças do ministro Joaquim Barbosa só podem ser tratadas no exterior. Mas nem vou me deter muito nesse assunto, porque, pra mim, é coisa menor. Ele está faltando muito ao trabalho, a ponto de atrapalhar o funcionamento da Corte a que pertence? Sendo assim é fato acessório se, durante as suas muitas, recorrentes e demoradas faltas ao trabalho, ele esteja no país ou no exterior. Faltou e pronto!

    Só estou comentando sobre isso, porque trata-se de algo que, há muito tempo, vem sendo publicamente tratado como escândalo e, de repente, parece ter sido (CONVENIENTEMENTE, diga-se) esquecido por certas pessoas…

    Mas a verdade é que não gosto de fulanizações. Tô nem aí pro Levandowsky, pro Trazendowsky e pro Trocandowsky…

    Se prestares atenção nos meus comentários, verás que eu tô a fim de aprofundar um pouco mais, tecnicamente, no debate sobre a teoria do “domínio do fato”.

    Nada, não… É que gostaria de aprender um pouco mais sobre isso…

  28. Michelle 2 said

    Lula é um incompetente ou um mentiroso?

    Noto um medo esquizoide ao analisar a tal teoria do domínio do fato.
    A meu sentir como diria um Ministro do STF, tal medo decorre do “fato” de que quem detinha realmente o domínio do fato…nada fez para impedir a continuação de métodos espúrios do ex-chefe da Casa Civil,
    ficou na moita e só depois do escândalo ter sido noticiado é que o embusteiro resolveu demitir o ZD (e que foi posteriormente cassado pela Câmara dos Deputados, cassado por seus pares).
    Lula covardão pediu desculpas e falou em traição…

    Toda essa cortina de fumaça é para impedir que a verdade seja revelada.
    Lula sabia e nada fez para impedir!
    No mínimo.

    Aproveitando o espaço…lembro que ZG não foi reeleito, na eleição passada.
    Seus eleitores não gostaram de seu comportamento no Mensalão.
    Sua antiga voz ativa no Congresso virou um mar de lamentações e amargura. (até eu quando morava no Brasil, prestava atenção no deputado ZG e lamento a sua situação presente).

    Daqui a pouco os “malucos do megafone” vão inventar o Mensalão do Império na guerra do Paraguai, onde centenas de milhares de paraguaios foram mortos no Chaco, pelas forças melhor equipadas do Império financiadas pela Inglaterra.

    E haverá fofoqueiros (#318) que o citarão – o maluco- como fonte.
    – O mensalão começou no século XIX e o PT apenas usou os mesmos métodos dos mensaleiros imperiais.

    Se isto não é o samba do crioulo doido…o que seria?

  29. Chesterton said

    Tem mais, Elias, tem mais….

  30. Chesterton said

    A Função Social do Empresário

    Por Alceu Garcia
    Abril de 2002

    Resolvi me apropriar, para ilustrar o tema deste artigo, de dois
    episódios da experiência pessoal do ilustre escritor e jornalista Janer Cristaldo narrados em algumas de suas saborosas crônicas publicadas no site http://www.baguetediario.com.br

    No primeiro episódio, Cristaldo relata a alegria dos habitantes do povoado gaúcho em que nasceu e vivia quando dois mascates de origem turca apareciam por aquelas paragens, montados em bicicletas atulhadas de traquitanas inexistentes na localidade.

    No outro “causo”, o escritor conta suas infrutíferas peripécias para conseguir beber cerveja em um movimentado balneário na Romênia comunista. Praia cheia, sol à pino, o sedento Cristaldo dirige-se a um quiosque próximo em busca do precioso líquido para molhar a garganta. O barraqueiro público – pois tudo era estatal na Romênia -, porém, frustra o turista brasileiro ao informar que não dispunha de cerveja. Refrigerante? Não
    tinha. Água mineral? Também não. Não havia nada para vender e pronto. E o que o sujeito fazia ali então, indagou Cristaldo? O zeloso funcionário público – pois todos eram funcionários públicos na Romênia – respondeu, indignado, que estava cumprindo regularmente seu horário de trabalho. Não
    era problema dele se não havia mercadorias disponíveis para os banhistas.

    A badalada praia romena, em que não havia nada para comprar, e o obscuro rincão gaúcho, onde havia, simbolizam duas ordens sociais radicalmente diferentes: na primeira, a função empresarial é proscrita; na segunda ela é permitida. Em suma, uma é socialista e a outra é capitalista. O socialismo presume que a atividade empresarial, que se funda na propriedade privada e nas trocas voluntárias, é a priori nefasta e espoliadora. O empresário (ou capitalista burguês, na terminologia de Marx) é um parasita cuja erradicação é um imperativo de justiça social. A supressão da propriedade privada e do motivo do lucro são condições sine qua non para que o egoísmo execrável seja banido da face da Terra e uma nova era de solidariedade e humanismo seja inaugurada. É claro que nada disso aconteceu onde essas idéias “brilhantes” foram levadas às suas últimas consequências, muito pelo contrário. E não havia nada para comprar nas barracas públicas das praias nem em lugar nenhum. Porquê?

    A resposta é simples: onde a função empresarial é proibida, a escassez artificial de tudo está garantida. Mas que raio de função é essa afinal? Malgrado sua importância fundamental pareça instintivamente evidente aos leigos, é lastimável constatar que o que é ensinado sob o rótulo de Economia nas universidades, com raras exceções, raramente ou nunca aborda
    esse tema. Nas faculdades os alunos trabalham basicamente com dois paradigmas: a microeconomia walrasiana, na qual a figura do empresário é reduzida a uma abstração numérica e metida em equações matemáticas simultâneas tão garbosas quanto cientificamente estéreis; e a macroeconomia keynesiana, onde a função empresarial simplesmente não existe.

    Quem procura embasamento teórico sobre esse assunto vital tem que estudar os obscuros economistas da Escola Austríaca, como L. von Mises, F. Hayek (esse ao menos ganhou o Nobel), M. Rothbard e Israel Kirzner, cujas teorias não são ventiladas nos centros acadêmicos. Mas não é difícil entender o conceito e correlacioná-lo com a realidade circundante. Como vivemos um um mundo imperfeito, em que o futuro é incerto e as nformações de que cada um dispõe sobre o que se passa ao redor são sempre incompletas e fragmentadas, a verdade é que somos todos de certa forma empresários. Isso mesmo, leitor! Se você é socialista, sinto muito; só lhe resta cometer suicídio pelo bem do “proletariado”.

    Cada indivíduo traça seus planos à luz de objetivos de qualquer
    natureza que estipula para si, correndo o risco inafastável de fracasso. Atingir os objetivos, sejam quais forem, significa que o “empresário” teve “lucro”.

    Assim é a vida.

    No plano mais restrito da economia, empresário é basicamente aquele que compra barato para vender mais caro, fenômeno denominado no jargão econômico de arbitragem. Isso vale tanto para o comerciante que compra a mercadoria pronta do produtor para revendê-la ao consumidor, quanto para o
    industrial que adquire os serviços dos fatores de produção (trabalho, capital e recursos naturais) para transformá-los em bens de consumo. Mas isso não seria exploração? Não. O que acontece é que os consumidores raramente sabem onde estão e quanto custam os produtos pelos quais possam vir a se interessar. Em muitos casos, os consumidores ignoram até a
    própria existência de muitos bens e serviços, daí a função social da propaganda comercial, que é a de prover informação sobre a existência, preço, qualidade e locais onde se pode encontrar isso ou aquilo. Por outro lado, mesmo quando o consumidor sabe o que quer e pode pagar o preço, nem sempre o produto está disponível. É preciso fazer com que ele chegue ao consumidor.

    As oportunidades de obter lucro satisfazendo os desejos dos
    consumidores estão sempre por aí, no ar, por assim dizer. Descobrir e aproveitar essas oportunidades é o que chamamos de função empresarial. Algumas pessoas possuem mais do que outras o sentido de vigilância e perspicácia para divisar essas ocasiões e a energia para aproveitá-las, ou seja, o talento
    empresarial, naturalmente correndo o risco do erro de avaliação e do prejuízo monetário. São esses indivíduos os empresários, do camelô da praça até o Roberto Marinho.

    No episódio da infância de Janer Cristaldo, os tais comerciantes
    turcos, evidentemente empresários natos, carregavam suas bicicletas de mercadorias adquiridas na cidade grande e corriam para os vilarejos para revendê-las, onde encontravam consumidores prontos para comprar seus produtos sem o
    custo de se deslocar até outros lugares. Alguém explorava alguém? Não, pois as transações eram voluntárias e as partes se davam mutuamente por satisfeitas. Todos obtinham lucro pois, voltando ao jargão, maximizavam suas respectivas utilidades.

    E o que ocorre quando a função empresarial é proibida tout court sob pena de prisão, como nos regimes coletivistas, ou gravemente turbada e obstruída, como em economias mercantilistas tipo a brasileira? Ocorre o que Cristaldo testemunhou na Romênia e o que presenciamos diariamente em
    nosso país: escassez desnecessária e pobreza. Naquele país comunista, as oportunidades empresariais não podiam ser exploradas. Embora houvesse milhares de consumidores ávidos por uma “loura gelada” na praia, não havia quem se dispusesse a fornecê-las por iniciativa própria. E ai de quem o fizesse! Que contraste com as praias brasileiras, onde a livre iniciativa
    e a função empresarial são permitidas (até certo ponto)! É uma profusão de vendedores de todo tipo de coisas. E a tradicional cervejinha nunca falta.

    Mas em países como o Brasil a função empresarial é estorvada de mil formas pelo Estado, sobretudo entre os mais pobres, o que resulta em pobreza desnecessária (e, logo, imoral). O economista peruano Hernando de Soto vem pesquisando há anos os processos pelos quais os governos embaraçam os
    empresários, e os efeitos desastrosos dessas políticas. O resultado desse brilhante trabalho está disponível para o público, leigo inclusive, em dois livros. No primeiro, “El Otro Sendero”, de Soto investiga os fatos em seu próprio país, enquanto que no segundo livro, “Los Misterios del
    Capital” (ambos traduzidos e publicados por aqui) ele amplia sua perspectiva para o mundo todo. No Peru, como no Brasil e alhures, as leis e regulamentos ininteligíveis e contraditórios de um lado e os tributos e encargos “sociais” extorsivos de outro geram obstáculos artificiais quase intransponíveis à atividade empresarial, principalmente entre os empresários humildes, que não têm como pagar os custos de operar legalmente, e ocasionalmente nem as propinas para funcionar ilegalmente. A
    consequência é a formação de vastos “setores informais” nas economias desses países, nos quais se trabalha e produz à margem da ordem jurídica. Sem esses mercados negros aliás, dezenas de milhões de pessoas simplesmente não teriam como trabalhar e seriam condenados à fome. Os empresários e proprietários pobres ficam impedidos de negociar no mercado
    formal, abrindo contas bancárias e regularizando suas empresas no registro comercial, por exemplo, pois não possuem títulos de propriedade nem licenças e que tais. Assim, empreendimentos e empresários promissores são mantidos desnecessariamente na clandestinidade e impedidos de produzir, crescer e se desenvolver. Produzindo-se menos, consome-se menos também. E as consequências de ordem moral são terríveis, pois o sentimento difuso de opressão e injustiça resultante só pode produzir uma ordem social viciada e instável. Como a nossa.

    Para variar, é o Estado e os grupos – sobretudo os intelectuais – que se servem dele para explorar os incautos, o culpado por essa situação. O governo é uma espécie de Midas ao avesso, pois onde quer que se meta a atuar na economia, proibindo no todo ou em parte a função empresarial, transforma abundância potencial e maximização da satisfação individual em escassez e insatisfação permanentes. Quem se preocupa sinceramente com a dolorosa pobreza de grande parte dos brasileiros deve lutar para que a função empresarial seja desonerada e libertada das cadeias estatais. Não há outra saída.

  31. Pax said

    Caro Elias,

    Os ministros fundamentaram bastante a tal teoria do domínio do fato ao justificarem as condenações de Dirceu e Genoino. Já que você quer se dedicar ao assunto, procure no próprio julgamento que lá você encontrará o que precisa. Eles citaram vários autores, uma penca deles.

    E chegaram na tal questão do mosaico. Que tira qualquer dúvida razoável, como você bem sabe.

    Não quer aceitar. Direito seu, dos réus e de quem mais quiser.

    Só que até o momento ninguém conseguiu me convencer que vivemos uma excepcionalidade que ameace qualquer coisa republicana.

    Cá tô tranquilão, sem qualquer dúvida razoável sobre o que quer que seja.

    Na verdade assustei um pouco ao ler isso aqui:

    http://revistaforum.com.br/blog/2012/11/so-o-pcc-ameaca-sao-paulo/

    off: Vocês não tem a menor ideia do que é viver com o link “Marcos Valério”. E está piorando a cada dia. Inacreditável.

  32. Pax said

    Pra quem entende um pouco do comando de rede ping, saca só. Dados reais, de agora.

    729 packets transmitted, 498 packets received, 31.7% packet loss
    round-trip min/avg/max/stddev = 423.967/47015.440/147989.582/44243.244 ms

    quase 32% dos pacotes perdidos

    o tempo mínimo de 423 milisegundos – dá pra viver, mal mas dá
    o tempo médio de 47 segundos… nem em Papua Nova Guiné deve ser tão lento
    o tempo máximo de 147 segundos, mais de 2 minutos –> significa que é melhor mandar sinais de fumaça que chega mais rápido

    E a ANATEL? Tá nem aí, nem os 40 anos de cadeia do Marcos Valério incomodam essa turma encastelada por lá. Imagina só quantos advogados essas operadoras podem pagar pra não se coçarem.

  33. Otto said

    A FOLHA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO: FAÇA O QUE EU FALO, NÃO O QUE EU FAÇO

    “Vejo, na Folha, um ataque a Cristina Kirchner, presidenta da Argentina. Ela estaria, mais uma vez, ameaçando a “mídia independente”.

    Bem, vamos deixar claro. Ninguém é a favor de ameaças à “mídia independente”, assim como ninguém é a favor da miséria e do câncer.

    Mas de que independência a Folha está falando? Do governo? Certo: é importante. Vital. E, a rigor, a mais fácil: em democracias como a brasileira, você pode demonstrar coragem, aspas, facilmente com violentas críticas aos governantes.

    E a outra independência, a que o leitor não vê? Reportagens da Folha que tenham algum tipo de delicadeza financeira – que envolvam, por exemplo, um credor da empresa – estão longe de serem independentes.

    Dentro da Folha, elas são chamadas de “Operação Portugal”. Quem me contou foi o jornalista Nelson Blecher, que editou o caderno de Negócios da Folha. Quando havia reportagens complicadas, Nelson era um dos convocados para fazer as sempre bem-comportadas Operações Portugal. Nelas, o rabo da Folha estava devidamente preso, mas fora da vista do leitor.

    Há anos aprendi que a verdadeira independência editorial de uma publicação em regimes democráticos, a real prova de bravura e destemor, está não nas páginas de política – mas nos cadernos de economia.

    Repare a diferença no tom. Os artigos políticos são quase sempre contundentes. Rugem. As colunas de negócios são invariavelmente cor de rosa. Miam. Todas pertencem à mesma categoria da Operação Portugal.

    O que motivou a ira da Folha foi uma cláusula que o governo argentino pretende colocar numa nova lei para regular a mídia.

    Só para registrar: na Inglaterra está em curso uma nova legislação para a mídia. O escândalo do tabloide News of the World, de Rupert Murdoch, precipitou um debate sobre quais são os limites da mídia. O NoW invadia caixas postais de milhares de pessoas para obter furos e, com isso, vender mais.

    Pode? Não. O que se viu na Inglaterra é que a auto-regulação da mídia simplesmente não funcionou. Interesses econômicos – vender mais, ter relevância a qualquer preço – podem se sobrepor aos interesses públicos. Empresas jornalísticas são negócios com fins lucrativos, e não instituições filantrópicas.

    Ninguém, na Inglaterra, ousou dizer que o que estava em curso era uma tentativa de “calar a mídia independente”. A mídia está subordinada à sociedade, e não acima dela. Não poucos notaram, na Inglaterra, o baixo nível de muitas publicações – que deseducam em vez de educar, com uma massa sinistra de fofocas de celebridades e fotos de beldades seminuas.

    No Brasil, a mídia não paga imposto no papel em que publica revistas de fofocas como Caras, Contigo e Quem, que fazem seus leitores crer que o importante é saber que ator de novela está saindo com que atriz.

    É o chamado “papel imune”, isento de imposto pelo caráter supostamente educativo da publicação. Faz sentido? Talvez para jornais e revistas sérios. Mas para tudo?

    O objeto específico do ataque da Folha a Cristina Kirchner é um trecho da nova legislação em que é afirmada a “questão de consciência”. É mais ou menos o seguinte: imagine que um jornalista receba uma ordem para escrever uma coisa que lhe cause repugnância. Ele poderia se recusar.

    Em situações normais, a “questão de consciência” seria supérflua. Os jornalistas poderiam trabalhar em jornais e revistas com os quais se sintam identificados. Na Inglaterra, um jornalista de esquerda vai trabalhar no Guardian. Um conservador, no Times de Murdoch.

    Mas e quando você tem uma brutal concentração de mídia como na Argentina? O grupo Clarín, fora o jornal do qual extraiu o nome, é dono de 240 emissoras de tv a cabo, 10 estações de rádio e quatro canais de televisão.

    Tenho uma história pessoal a contar, neste campo. Por coincidência, ela ocorreu na própria Folha.

    Em meados dos anos 1960, meu pai era editorialista da Folha. O Brasil vivia uma ditadura militar. Presos políticos iniciaram uma greve de fome em São Paulo.

    O dono da Folha, Octavio Frias de Oliveira, mandou que meu pai escrevesse um editorial no qual fosse dito que não havia presos políticos. Todos eram presos comuns. Meu pai recusou. O editorial saiu, escrito por um grande jornalista que a cada dia passava por meu pai e dizia, aflito: “Emir, já são x dias. Minha mulher tem muitos amigos entre os grevistas.” Meu pai foi colocado na geladeira imediatamente por Frias.

    Jornalista, para servir ao interesse público, tem que ser mais que uma máquina de escrever o que o dono pensa. Não é o que julgava o jornalista Evandro Carlos de Andrade, que ganhou de Roberto Marinho o posto de editor do Globo com uma infame declaração de que era “papista”, um servo do Papa Roberto Marinho, mas é o que motiva qualquer profissional que veja mais que cifrões pela frente.

    Definitivamente, o ponto levantado por Cristina Kircher, o da “questão de consciência”, é mais complexo do que a Folha gostaria que fosse.”

    PAULO NOGUEIRA

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=15520

  34. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/mundo/argentinos-fazem-novo-panelaco-contra-cristina-kirchner-6678936

    chest- parece que os Argentinos estão perdendo a paciência com a perua….

  35. Elias said

    Pax, # 29

    É isso aí! Uma questão de aceitar ou não. Mas aceitar não significa demonstrar, nem provar.

    Não acho nem um pouco saudável juiz pronunciar sentença com base no que NÃO consta no processo.

    É tão fácil assim provar? Então por que diabos a droga do PGR não fez isso. Em 7 anos, porque diabos a droga do PGR não fez isso? O que faltou? Faltou competência? Faltou dedicação ao trabalho? Faltaram meios e/ou modos?

    Quem pensa assim? Só eu e os petistas inconformados? Não, Pax. Eu, os petistas inconformados, um porrilhão de juízes e — olha lá… — até mesmo ministros do próprio STF!

    Quer dizer… A coisa não é pacífica. Não é serena. Não é nem civilizada.

    Duvido que, num país civilizado, alguém seja condenado sem que, o respectivo processo judicial contenha as provas que respaldam a condenação.

    Num país civilizado, Pax, isso não acontece. Acontece numa “banana republic”. Aí é questão de saber o que cada um de nós quer.

    Se tu achas que o Brasil vai melhorar, com sua mais alta corte condenando sem provas, e, depois, esgrimindo uma série de exercícios retóricos vazios, para explicar o inexplicável e justificar o injustificável, me perdoa, cara, mas tu estás errado, embora carregado de boas intenções (que, como se sabe, pavimentam o caminho prum lugar quente).

    O que acontece, Pax, é que um monte de gente confunde a justeza POLÍTICA da decisão com sua consistência técnica.

    Do ponto de vista POLÍTICO, do ponto de vista das aspirações pela punição de corruptos, claro que a decisão foi justa.

    Difícil imaginar, p.ex., que Zé Dirceu estivesse na completa ignorância do que estava ocorrendo. Só um doido acreditaria nisso!

    Quanto ao Genoíno, duvido que ele tenha tirado proveito pessoal de dinheiro ilícito. Pra mim, ele foi desidioso, omisso, inconsequente e irresponsável. É aquele cara que se liga nos aspectos “políticos” da gestão partidária, recusando-se terminantemente em se envolver nas questões “administrativas”, que ele considera “menores”, indignas de sua (dele) excelsa atenção. Aí ele delega tudo, não acompanha, não cobra e acaba fazendo m…

    Do ponto de vista JUDICIAL, entretanto, depois de sete anos — SETE ANOS! — de apuração, o órgão investigador tem a obrigação — OBRIGAÇÃO! — de expor, delimitar e provar — NO PROCESSO! — a exata participação de cada acusado na malfeitoria que lhe é imputada.

    Não expôs no processo? Não delimitou no processo? Não provou no processo? Então não tem base material pra acusar.

    Ou seja, do ponto de vista da consistência técnica, a decisão do STF é um castelo de areia, como admitem vários de seus membros.

    Ela apenas satisfez — pelo menos em parte — uma expectativa pela punição de corruptos, ao mesmo tempo em que livrou a cara do órgão que tem — e não cumpriu — a obrigação de investigar e apurar adequadamente as malfeitorias, reunir as provas devidas e apresentá-las no tribunal.

    O STF foi fraco. Não teve a coragem moral de assumir uma decisão antipática, embora juridicamente correta, e de botar o dedo no peito de quem não fez o trabalho direito, no caso, a PGR.

    Se ele fizesse isso — aí, sim! — talvez o Brasil começasse a mudar. A esta altura, a PGR estaria sendo incisivamente cobrada, e haveria pelo menos uma chance dela ser induzida a fazer um trabalho melhor.

    Bem, fico por aqui, na condição de minoria absoluta.

    A galera petista fica p… da vida comigo, porque digo em alto e bom som que não acredito nem um pouco na inocência dos condenados. Pra mim, são todos culpados e deviam ser punidos.

    Também não agrado o outro lado, porque, em consonância com minhas convicções democráticas, não aceito que um tribunal condene sem provas, por mais repugnante que seja o réu.

    Ou seja: tô como o diabo gosta… E prefiro assim.

    Até a próxima.

  36. Jose Mario HRP said

    Formação de quadrilha?
    Associação para o tráfico de influencia?
    Máfia?
    O que será isso?

  37. Pax said

    Mais 22 baleados em SP, 11 mortos.

    Terra Notícias ‏@TerraNoticiasBR
    SP: ao menos 22 pessoas são baleadas e 11 morrem durante a noite http://bit.ly/TdZJF8

    Caro Elias,

    Entendo teus pontos, respeito tuas opiniões. Também me preocupa o ingresso em qualquer situação de insegurança jurídica.

    O que tenho visto e ouvido é que o STF promete o endurecimento para casos de corrupção política e se vê obrigado a produzir um modelo que atenda as duas variáveis expostas: endurecer e não criar a tal insegurança.

  38. Chesterton said

    analisando friamente, a culpa da conbdenação do Dirceu é do Lula. Foi a TV pedir desculpas pelo mensalão 9então ele existiu), tirando o dele da reta. Aí sobrou pro 02 da quadrilha.

  39. Chesterton said

    Dirceu critica decisão de apreender
    passaportes dos réus do mensalão

    Condenado do processo do mensalão, o ex-ministro José Dirceu criticou nesta quinta (8) a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de apreender os passaportes dos demais condenados. Ele afirma que é puro populismo jurídico e uma séria violação aos direitos dos réus ainda não condenados. “É tentativa de intimidar os réus, cercear o direito de defesa e expor os demais ministros ao clamor popular”, atacou. Dirceu escreveu no próprio blog que acha “exagerada” a medida, uma vez que “todos os réus estão presentes por meio de seus advogados legalmente constituídos”. Os condenados, inclusive o ex-ministro, terão 24 horas após a intimação para entregar os documentos e estão impedidos de sair do País.

    chest- ééééééé? Não diga….

  40. Zbigniew said

    Elias,

    ao que parece (não me aprofundei no assunto) o domínio do fato “toma emprestado” de um outro ator ou atores envolvidos no ilícito as provas necessárias para alcançar aquele ou aqueles sobre os quais o tipo penal só poderia incidir por ilações. E no final são as ilações que serão usadas para a condenação.

    Essa jurisprudência teria uma enquadramento perfeito em situações que envolvem o Direito Administrativo, onde aparecem os atos de ofício, de superiores em relação a prepostos (subordinados), cuja cadeia de ações não podem admitir o descarte de responsabilidades a título de não saber ou não se interessar pelo bom trato da coisa pública (função principal deste agente). Aí trata-se de responsabilidade objetiva do agente público, sobre quem deve recair o ressarcimento à Administração em face do interesse público. A lógica jurídica aqui empregada é irreparável.

    Não que isso não possa se aplicar (não a teoria, mas as ilações) ao Direito Penal. Não raro, no júri, um advogado ou um promotor habilidosos na arte de manipular os fatos, constroem uma cadeia de idéias e eventos capazes de impressionar o júri, mas que, se se resumisse à análise das provas dos autos, não seriam suficientes para formar a convicção do juiz. Aqui aplicar-se-ia o “in dubio pro reo”. Mas no caso dos crimes dolosos contra a vida, a sabedoria do júri e a supremacia dos veredictos substituem o princípio (embora nem sempre, principalmente quando o presidente do conselho de sentença, o juiz, verificar algum vício na formação deste “colegiado popular”).

    Ora, novamente, ao que parece (segundo meu juízo) o STF trouxe para esse julgamento essa teoria que, ainda segundo meus limitados conhecimentos jurídicos, não tinha uma aplicação pacífica (se é que já teve alguma aplicação como tese vencedora) no ramo do direito penal brasileiro. Ramo este que, por cassar a liberdade, além de atribuir a pecha de criminoso a um réu, toma todas as cautelas para que se evite condenações viciadas por decisões apressadas e mal fundamentadas (isso na lógica do sistema penal adotado pelo ordenamento jurídico brasileiro).

    É legítimo ao STF adotar tal teoria? Enquanto instituição, sim. Pode adotar a teoria que quiser. Entretanto, enquanto poder, é temerário, porque a adoção desta revela uma mistura de resposta à pressão da mídia (neste ponto concordo contigo) e da imposição de um conservadorismo decorrente de uma vertente política (ver as manifestações de alguns Ministros fora dos autos, notadamente contra o PT) a se chocar frontalmente contra uma outra corrente política. Por isso que acredito se tratar de um choque de poderes, por envolver o partido principal da base do governo, por ter sido forçado a velocidade do julgamento, pela espetacularização do mesmo, pela coincidência das decisões com as eleições municipais, por envolver um PGR sobre quem recai a suspeita de atuar fora da ética que a função exige, e, principalmente por ter dado um tratamento diferenciado a outro julgamento de mesma natureza jurídica, só que envolvendo atores pertencentes a uma corrente politica que representa a oposição no país e o mesmo conservadorismo identificado na Corte Suprema.

    Assim sendo, até agora, considero o julgamento de exceção. Só seria diferente se tivéssemos a certeza de que de agora em diante essa jurisprudência seria forçosamente aplicada em todos os tribunais do país. Mas aí teria que ser uma decisão sumulada e vinculante (e ela ainda nem transitou em julgado). Por isso, para uma lado e para o outro, convém aguardar os próximos passos daquela Corte. Claro, cada uma com sua opinião.

    .

  41. Jose Mario HRP said

    Sobre São paulo e as chacinas diárias por parte de policiais e PCCs só um comentário:
    Nunca dantes nesse país um governo estadual foi tão ruim como esse nosso!
    Nem Quercia nem Fleury foram tão refinados para incompetencia.

    Em tempo:
    Até a Eliane Catanhede tirou uma onda com essa conversa fiada do Marco Valério!

  42. Olá!

    A viuvada mensaleira chora e não quer mais parar! As viúvas estão inconformadas!

    Podem chorar, viúvas mensaleiras! O chororô é livre e gratuito!

    Aliás, viúvas, sigam o exemplo daquela personagem da novela Tieta, a Perpétua, e também façam uma caixa branca para o negócio do marido falecido de vocês, o José Dirceu.

    É com vocês, viuvada!

    Até!

    Marcelo

  43. Jose Mario HRP said

    Por conta da teoria do domínio do fato provavelmente Gurgel, o prevaricador, estará obrigado a pedir o indiciamento de Jesus Cristo e lá em cima Deus!
    Será
    KKK…..
    É lógica pura!

  44. Pax said

    Me lembrei que o blog tem um post sobre o momento em que Dirceu e Genoino foram condenados.

    Aqui: https://politicaetica.com/2012/10/09/ze-dirceu-condenado/

    Todas as notícias foram extraídas da Agência Brasil. Neste caso todo só usei esta fonte aqui. Principalmente para não trazer noticiário tendencioso que existe para os dois lados. Neste post há mais links da própria Ag.Brasil onde os votos dos ministros estão mais detalhadamente expostos. No post fiz um condensado de seus pronunciamentos com as justificativas para as condenações. Acho que vale a leitura para aprofundarmos a discussão que o Elias propõe.

    Zé Dirceu, em seu blog, diz que nunca ofendeu a Justiça… será?

    Faz tempo que disse que achava um erro a linha que adotaram, de sentar o pau na PGR e no STF. E discordo do Elias neste ponto que parece querer que a PGR encontre um vídeo ou um documento de quem quer que seja, algo como “Contrato de Corrupção entre fulano e beltrano”, com assinatura e reconhecimento de firma. A gente sabe muito bem que não é assim que a coisa funciona. Será que um cara como Valdemar da Costa Neto, conhecido atuante na área, passa recibo? Entra governo e sai governo e o cara está lá, rodeando os portos, fazendo seus “negócios”.

    Uma hora a gente colhe o que planta.

    Ninguém está à acima das leis. Não é porque fez isso ou aquilo, que lutou contra a ditadura ou sei lá o quê mais, que tudo pode.

    Seria o mesmo que achar que se você é contra maus tratos de animais pode-se esperar que um tubarão branco ou um leão esfomeados não vão atacá-lo.

    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como dizia minha bistataravó, aquela safada.

  45. Pax said

    Corrupção pode destruir o partido…

    .
    .
    .
    .
    .
    Estadao ‏@Estadao
    Corrupção pode destruir Partido Comunista Chinês, diz Hu Jintao: http://migre.me/bHFD3

  46. Otto said

    Engraçado, Pax, no caso do Demóstenes (e que o demo o tenha!), estava cheio de provas — gravações, presentes, troca de favores — e o sósia do Jô sentou em cima por dois anos.

    No caso do Dirceu e Genoíno, na falta de provas saca-se da cartola o “domínio do fato”, nunca dantes usado no Brasil (poderiam ter inaugurado com Serra, já que ele tinha o domínio do fato do surpreendente enriquecimento de familiares próximos).

    E o Pax acha que tá mudando — quando não vê que o mensalão tucano, já desmembrado, está sendo colocado embaixo do pano…
    E os 79 do Valério? Por que este silêncio?

    A mesma imprensa que incentivou, apoiou e se locupletou com o golpe de 64 está aí, e não faz outra coisa…

  47. Olá!

    O chororô é livre, viúvas mensaleiras!

    Até!

    Marcelo

  48. Jose Mario HRP said

    Vejam só!
    Dum editorial do Estado de São Paulo, via “Esquerdopata”, analisando o que haverá quando “Barbozão” virar o arbitro supremo:

    “O estilo, digamos assim, do relator deve preocupar por outra razão ainda. A partir do próximo dia 18, quando o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, deixar o cargo e a Corte por ter completado 70 anos, Barbosa o substituirá por um biênio. E de forma alguma é descabido perguntar se ele sabe que terá de domar o seu temperamento para conduzir o tribunal com a paciência e o comedimento demonstrados por Ayres Britto – duramente testados, aliás, nos “barracos” que teve de acalmar no curso deste julgamento. O presidente do tribunal incumbido de dar a última palavra também em demandas que envolvem a conduta alheia deve ser o primeiro a vigiar o próprio comportamento.”

    Leia mais em: O Esquerdopata

  49. Olá!

    Aí, viúvas! Na opinião de vocês, será que a Procuradoria Geral da República vai ser considerada um antro de canalhas prevaricadores depois dessa daqui? Excerto:

    Investigação sobre negócios de filho de Lula é arquivada

    O Ministério Público e a Polícia Federal arquivaram investigações sobre suspeitas de tráfico de influência nos negócios do filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fabio Luis, sete anos depois de iniciadas.

    Em 2005, a Gamecorp, uma pequena empresa criada um ano antes por Lulinha, como é conhecido Fabio Luis, recebeu um aporte de capital de R$ 5 milhões da antiga Telemar, a empresa de telefonia que depois se fundiu com a Brasil Telecom para criar a Oi.

    Após o aporte, o governo Lula alterou as regras do setor de telecomunicações para viabilizar a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, com o argumento de que era necessário criar uma grande empresa nacional no setor.

    [. . .]

    Até!

    Marcelo

  50. Edu said

    Elias,

    Se a sua vontade era de aprofundar a questão do domínio do fato, vc poderia ter sido mais direto ao ponto, não?

    Mas fique à vontade, como disse: estou lendo atentamente.

    —X—

    Patriarca,

    E a Argentina? A elite argentina nada nervosa, né? Ou seria o PIG argentino?

    Se eu pudesse daria uma sugestão à madame: usar os resultados da YPF para dar aquele empurrãozinho na economia… Será que a argentina que tem alguma coisa a mais para estatizar?

  51. Patriarca da Paciência said

    “O estilo é o homem!”

    “Até agora, Barbosa desfilou diversas qualidades reprováveis num juiz, num julgamento transmitido ao vivo para todo o País: arrogância, desrespeito com os próprios colegas, deboche em relação aos réus e prepotência. Em breve, essas qualidades estarão encarnadas também no comando do Poder Judiciário.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/84965/O-estilo-é-o-homem.htm

    Será possível?

    Será que tal pesadelo se concretizará?

    Um julgamento que torna-se cada vez mais surrealista !

  52. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    acho que os argentinos tem todo o direito de se manifestarem !

  53. Otto said

    52# …nas ruas e nas urnas.

  54. Otto said

    Pax. com efeito nada mudou:

    “A absolvição da advogada Carla Cepollina, acusada de haver assassinado o coronel e ex-deputado Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006, conta uma história exemplar de como não funciona a Justiça no Brasil.

    A loira alta, magra, de olhar firme e voz segura, soube como ninguém interpretar a alma nacional e, ao lado da mãe, também advogada, mostrou como se pode explorar a verdadeira natureza do sistema judiciário cuja redenção vem sendo alardeada pela imprensa ao longo do julgamento da Ação Penal 470, aquela do caso conhecido como “mensalão”.

    Os autos diziam que Cepollina matou friamente o ex-amante enquanto ele dormia, alcoolizado. Mas sua defesa conseguiu explorar a carência de provas, seu desempenho diante do júri tornou consistentes as dúvidas e, principalmente, pesou na decisão a figura emblemática de sua suposta vítima.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-absolvicao-de-cepollina-e-a-trajetoria-de-ubiratan

  55. Chesterton said

    Uma coisa que os governantes de esquerda não dizem a seus eleitores e correligionários ( que palavrinha dificil…) é o seguinte. Toda vez que anunciam que vão aumentar impostos dos ricos, estã na verdade preparando o terreno para aumentar os impostos dos pobres. É batata.
    Imposto sobre ricos ou é imposto cobrado uma única vez ou fica só na ameaça. Porque? Em primeiro lugar porque rico é rico ou não fica pobre principalmente porque não é financeiramente idiota, sabe e conhece dinheiro. Rico sabe se defender e hoje em dia com um click ele transfere seus ativos para lugares mais amigáveis.. Segundo, não há tantos ricos assim para cobrir o caixa do governo, necessariamente os pobres vão acabar marchando. Por exemplo, mesmo se cobrar 100% de IR nos EUA sobre os que ganham mais de 200 mil dólares, isto é, confisco generalizado, dá para pagar a dívida. E se confiscarem 100% os pobres morrerm de fome na semana seguinte. E em terceiro lugar porque transformar ricos em pobres nunca, mas nunca mesmo, ajudou algum pobre. O rico é rico não só em dinheiro, mas em saber, conhecimento prático, tem habilidades que o pobre não tem, habilidades sociais, de relacionamento, enfim, tem “know how”.
    Por isso aconselho aos jovens do pedaço: tentem ficar ricos honestamente (a política está descartada por definição). Se não conseguirem pelo menos terão aprendido alguma coisa que preste.

  56. Pax said

    Caro Otto,

    E eu com o DEM? Tô nem aí para partido de direita. Eles que se resolvam, como querem ser enterrados etc…

    Ao menos expulsaram seus criminosos pegos… mas continuam sendo o que são, para mim, um atraso e de confiança abaixo de ânus de cobra.

    Sei lá os porquês da PGR não processá-los.

    O que você tem me inspirado com os frequentes links de gente que mais parece torcida organizada que partido político é o sentimento que talvez o PT não tenha mesmo mais jeito, que teimo em aceitar a tese.

    Mas se a turma quer mesmo detonar o partido para preservar Dirceu e Genoino, incluindo Delúbio e – quem sabe – até trazendo o Silvinho “Land Rover” de volta, o João Paulo que mandou a mulher buscar seu agrado de 50 contos e… e… e… é um direito absoluto.

    E eu, com essa insistência, talvez use o meu de passar a entender que o todo foi-se ao vinagre de vez. Que não há qualquer possibilidade de retorno. Que perverteram completamente o sentido da expressão Realpolitik camuflando-a de “vamos lambuzar que agora é nossa vez e, como lutamos contra a ditadura etc.. temos todo o direito de borrar um projeto que …”. Enfim, não quero entrar nessa bílis. Prefiro preservar minha calma, e o que acho ser um olhar mais isento, que me faz mais bem que mal.

    Não querem expiar suas culpas, tudo bem, mas deixa a sociedade espiar à vontade, ora bolas. Dirceu quer falar o que quiser em seu blog? Direito dele, morro para que ele tenha direito à opinião e expressão. Mas não queiram que eu assine embaixo com o que não concordo. E sempre a mesma “coincidência” de levantarem o assunto de “regulação da mídia” nestes exatos momentos. Nem disfarçar disfarçam mais, é assim: Julgamento de exceção, pressão da mídia … implica que: precisamos regulamentar a mídia. Caramba, estão achando que todos são idiotas como uma parte significativa desses militantes pau-mandados que nem param para pensar e só sabem repetir os bordões definidos?

    Me reservo o direito de não ser religioso, de não seguir seitas, de não fazer parte de torcidas organizadas e de entender o julgamento do mensalão da forma que melhor me convencer, sem ser influenciado nem por um lado nem por outro.

    E eu tive a pachorra de ler os relatórios da PF sobre o caso, de pesquisar, de esperar como julgariam Dirceu e Genoino porque que realmente não tinha papel passado de “Acordo de Corrupção” com firma reconhecida etc. E de ver uma maioria de ministros nomeados por Lula e Dilma serem obrigados a julgar segundo suas consciências. Ninguém, nem de longe nem muito menos de perto, me convence que há uma trama, uma conspiração, um julgamento de exceção.

    Também lutei contra a ditadura e não me sinto no direito de passar por cima das leis, quaisquer que sejam.

    Mesmo que uma renca de gente – hoje viúva do poder – tenha cometido todos os crimes que possamos listar.

    Só o que peço: não patrulhem a minha consciência. Ela é minha e de ninguém mais.

  57. Edu said

    Patriarca e Otto,

    O que o povo está fazendo é atitude de desespero.

    Vcs acham que se a política da argentina estivesse estável o povo teria que sair às ruas?

    Vcs acham que democraticamente, se o congresso argentino fosse dotado de uma oposição minimamente atuante o povo teria que gritar para ser ouvido?

    Qual será o próximo passo da madame? A terceira re-eleição? Já não vimos isso antes em algum lugar da América Latina? Vcs concordam com isso?

  58. Chesterton said

    Hoje não se pode mais falar em reunificação da Alemanha, pura e simplesmente, com fundamento tão somente na língua e história comuns. (…) Não se pode, todavia, afastar a hipótese de, num futuro mais ou menos remoto, vir a ocorrer a unificação (como aconteceu no Vietnã). Esta hipótese, porém, só pode ser considerada se na chamada Alemanha Federal — RFA — passar a existir também um regime socialista.

    Uma das maiores bobagens veiculadas no Brasil sobre o Muro de Berlim é que ele foi erguido para evitar as fugas de alemães da RDA para a parte oeste de Berlim. Esta asneira é veiculada até por pessoas que gozam de alguma credibilidade no Brasil, e por órgãos de comunicação, que se apresentam como veículos fiéis à verdade.

    Todos os epítetos lançados contra o muro — afronta à liberdade, vergonha, etc., etc. — escondem apenas o ressentimento e a frustração dos fazedores de guerra que, naquela linha de fronteira, viam o começo da terceira guerra mundial por que tanto sonham, e para cujo deflagrar tudo fazem, com vistas a salvar o capitalismo da crise irreversível em que está mergulhado.

    É natural que na RDA e nos demais países socialistas a tendência seja a diminuição do índice de criminalidade, de vez que as infrações penais que têm origem na miséria, numa vida difícil e atormentada, com dificuldades econômicas e financeiras, tendem a desaparecer por completo nos países socialistas, e muito particularmente na RDA.

    Mas, decorridas quatro décadas, essa mesma Alemanha Ocidental — eis a grande verdade — não resolveu problemas vitais do povo alemão que vive na região ocidental. Mais do que isso. Hoje a República Federal da Alemanha — RFA- , como todo mundo capitalista, é um país atormentado por uma crise de vastas proporções, crise política, econômica, social e moral.

    A realidade alemã ocidental hoje reflete a crise que avassala o sistema capitalista. Na RFA a situação social também vem se agravando. Progressivamente aumenta a pobreza.

    Os sindicatos da RFA estão prevendo que até 1990 cerca de 100 mil pessoas perderão seus empregos, atualmente, por força da automação. Afora, evidentemente, o desemprego resultante da crise do capitalismo que existe na RFA e em todo o ocidente capitalista, e que vai continuar.

    Os meios de comunicação de massa do Ocidente já “decretaram” que nos países socialistas não há liberdade para os cidadãos e que, especialmente, inexiste liberdade de imprensa. Também “decretaram” que os direitos humanos não são respeitados no mundo socialista.

    Daqui cinco anos, na RDA, não haverá mais desconforto habitacional — todas as famílias terão sua casa.

    Antônio Pinheiro Machado Netto (1985)

  59. Edu said

    E a Copa?

    -http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2014/noticias/0,,OI6289247-EI18776,00-Custo+da+Copa+esta+maior+que+previsto+aponta+TCU.html

    Custo 14,7% maior que o previsto e obras atrasadas…

    Sendo que entre os maiores responsáveis pelo acréscimo e pelos atrasos estão os aeroportos (problema do governo federal)

    Dá-lhe gerentona!

  60. Edu said

    E o PIB?

    Essa semana o Guido – o ministro que não sabe fazer contas – disse que está cada vez mais difícil cumprir a meta de superávit primário.

    Além de não saber fazer contas, o Guido também prova que ou não tem controle sobre o resto, ou não tem memória sobre o que precisa controlar: porque a inflação, embora dentro da meta, foi agravada, o PIB não cresceu como previsto, e a taxa de empregos estabilizou e chegou a cair um pouco.

    Dá-lhe ministro-que-não-sabe-fazer-contas!

    Patriarca, lembra do que eu dizia sobre o longo-prazo? Pensa nessa tendência a longo-prazo, e imagine a economia em que seus filhos e netos podem ter que enfrentar…

  61. Elias said

    Zbigniew,

    No Direito Administrativo existiu, por algum tempo, e nas legislações estatutárias de alguns estados, o conceito da “Verdade Sabida”.

    Foi o caso, por exemplo, do Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo (artigo 271, Parágrafo Único).

    Mas, aí, cabem quatro observações:

    1 – O conceito da “Verdade Sabida” prescinde do julgamento. Trata-se de rito sumaríssimo, que dava à autoridade administrativa o poder de punir seu subordinado, independentemente de sindicância, PAD, etc. Ou seja, sem contraditório e sem direito à ampla defesa. O cara punia e pronto!

    2 – Por isto mesmo, a legislação paulista, ao mesmo tempo que concedia poder discricionário e de arbítrio à autoridade administrativa, limitava o alcance desse poder: a aplicação de pena pela “Verdade Sabida” se limitava à REPREENSÃO ou à SUSPENSÃO.

    3 – A legislação federal — mesmo durante a vigência do AI-5 — jamais previu a aplicação de pena pela “Verdade Sabida”.

    4 – O conceito da “Verdade Sabida” caducou com a vigência da Constituição de 1988 (artigo 5º, LV).

    A decisão do STF não está baseada, portanto, em nenhuma prática do Direito Administrativo. Neste, o conceito da “Verdade Sabida” permitia punir sem julgamento. No STF, trata-se de realizar o julgamento, porém condenando sem provas no processo.

    São coisas diferentes…

  62. Edu said

    E o crack no Rio? Pode?

    Em SP a esquerda queria matar o Kassab por causa do mesmo tipo de ação.

    -http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1182938-operacao-de-combate-ao-crack-recolhe-42-usuarios-de-droga-no-rio.shtml

  63. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1182720-medico-receita-cadeados-para-mulher-conseguir-emagrecer-na-ba.shtml

    chest- hilário!

  64. Olá!

    Edu, lembre-se que se o PIB crescer pouco esse ano e as obras da Copa e das Olimpíadas atrasarem, a culpa é dos estados e municípios.

    Isso é claro!

    Até!

    Marcelo

  65. Chesterton said

    A Selva da Impunidade: Investigação Sobre o Ronaldinho da Bandidagem é Arquivada
    Se tem pilantragem petista na parada, o BNDES tem que participar! O Ministério Público e a Polícia Federal arquivaram investigações sobre suspeitas de tráfico de influência nos negócios do filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fabio Luis, sete anos depois de iniciadas. Em 2005, a Gamecorp, uma pequena empresa criada um ano antes por Lulinha, como é conhecido Fabio Luis, recebeu um aporte de capital de R$ 5 milhões da antiga Telemar, a empresa de telefonia que depois se fundiu com a Brasil Telecom para criar a Oi. Após o aporte, o governo Lula alterou as regras do setor de telecomunicações para viabilizar a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, com o argumento de que era necessário criar uma grande empresa nacional no setor. Como a empresa é concessionária pública e tem o BNDES como sócio, o Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e para averiguar se a transação deu prejuízo para os sócios da operadora de telefonia.
    POSTED BY SELVA BRASILIS AT

  66. Olá!

    Ei, Chesterton, onde é que você encontra textos dessas antas esquerdistas?

    Até!

    Marcelo

  67. Michelle 2 said

    Ministro Gilmar Mendes no Estadão:

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 9, em São Paulo, que o conteúdo da ação penal do mensalão revela apenas uma pequena parte do alcance da atuação dos mensaleiros. Segundo ele, “a dimensão das provas nos autos da ação penal 470 (mensalão) dá uma ideia da ousadia dos acusados”.

    “Não esqueçamos, o que está judicializado, submetido ao Supremo, é talvez um pequeno porcentual do que ocorreu. Temos aí vários processos em tramitação, talvez 14, 15, sei lá, processos ou ainda inquéritos, investigações, algumas ações iniciadas, nas várias instâncias. Tudo isso forma esse conjunto. O que dá a dimensão da ousadia”, afirmou Mendes.

    Virão aí o Mensalão 2, 3, 4 …etc.

    Por isso eles andam tão apavorados.

  68. Elias said

    Zbigniew e Pax,

    Uma questão de simetria: sendo possível condenar sem provas no processo, seria admissível, reciprocamente, absolver com provas no processo?

  69. Michelle 2 said

    #68

    É possível sim. Duda Mendonça foi absolvido.
    Porque foi esperto e abriu a conta Dusseldorf no Caribe. Pagou multa à Receita Federal e se livrou.
    Usufruiu do Mensalão e foi absolvido.

  70. Otto said

    Pax: “E de ver uma maioria de ministros nomeados por Lula e Dilma serem obrigados a julgar segundo suas consciências.”

    Pax, não estou defendendo falcatrua de ninguém mas apenas querendo — é pedir muito? — equidade no julgamentos e que todos sejam julgados pelos autos, com base no direito, e não por suposição ou implicância. Na verdade este julgamento é um justiçamento, uma catarse para aqueles que não têm voto.

    Não discordo que o Valério seja um delinquente — como o Dantas, que o FHC no entanto acha brilhante –, mas seu crime é mais grave do que atirar a filha pela janela, como os Nardone, ou matar os pais a pancadas, como aquela Suzane?

    Tudo bem se esta nova mão pesada fosse aplicada a todos os partidos. Mas, pelo jeito do PGR, não é isto o que está acontecendo.
    Para os amigos da Casa Grande, o garantismo e o “In dubio pro reu”. Para os inimigos o “domínio do fato”. Na dúvida crau e cana no réu, ainda mais se ele ajudou na construção de um governo de retirou 30 milhões da pobreza. Aonde já se viu uma coisa dessas, isso aqui é Brasil ó, coisa pra pouco, não pra esta patuleia parda e inculta!

    No mais, eles estão julgando segundo suas consciências ou sob o látego — na verdade um verdadeiro bullying — da mídia?

    Edu #57: tem certeza que é o “povo” que está saindo às ruas na Argentina? Aquilo ali pra mim parece mais a versão portenha do Cansei.

    Sobre a segunda reeleição, nós já vimos este filme sim, e há tempos.

    Nos EUA, com Roosevelt…

  71. Michelle 2 said

    Pax e o porrete de aroeira (já aposentado):

    Preparando a pizza da CPMI do Cachoeira.

    Odair Cunha resolveu falar sobre o relatório da CPI do Cachoeira. Quer dizer, fazer propaganda. E admitiu que está mesmo preparando uma pizza. Ele pediu à assessoria de imprensa que emitisse a seguinte nota: “Irritado com as declarações de que estaria preparando uma pizza, o deputado Odair Cunha, relator da CPMI do Cachoeira, avisa que irá colocar bastante pimenta para queimar a língua de quem está dizendo isso”, diz o texto.

    O Brasil dá desânimo.
    E a Delta? e o Cabral ( nós somos teu e você é nosso?)
    O PT nivela por baixo. Sempre.

  72. Michelle 2 said

    E agora para delírio dos circunstantes…a opinião de Ricardo Kostcho:

    Vitória de Obama deixa triste Tea Party tupiniquim

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/11/08/obama-deixa-triste-tea-party-tupiniquim/

    Pode ser mais inadequado? Mais pirado? Mais inconsequente?

    Ele não aprendeu nada e não esqueceu de nada

  73. Zbigniew said

    Elias,

    aí vai depender do réu.

  74. Michelle 2 said

    Enviado por luisnassif, sex, 09/11/2012 – 21:44

    Pessoal

    caímos na pegadinha de um perfil fake do Estadão. Notícia falsa.

    Pedimos desculpas.

    a culpa é do outro…Nassif nunca erra…hehehe

  75. Patriarca da Paciência said

    “No mais, eles estão julgando segundo suas consciências ou sob o látego — na verdade um verdadeiro bullying — da mídia?”

    Caro Otto,

    quem elabora leis é o Legislativo e é também quem tem o poder de exigir que o judiciário as cumpra.

    O que me espanta muito é essa passividade do nosso Legislativo.

    Aceita ser criminalizado, debochado, tudo o mais e ninguém reage?

    A atividade política no Brasil vai mesmo aceitar ser rotulada de criminosa, como já vem fazendo a mídia, e agora também o judiciário?

    Acho que já está mais que na hora de esboçarem alguma reação.

    Nenhuma voz “ousa” erguer-se?

  76. Patriarca da Paciência said

    “O rico é rico não só em dinheiro, mas em saber, conhecimento prático, tem habilidades que o pobre não tem, habilidades sociais, de relacionamento, enfim, tem “know how”.”

    Realmente! Realmente! Tem certo raciocínios que são profundamenti hilários!

    É isso aí, Chesterton, João Alves, o famoso chefe dos anões do orçamento, tinha tudo isso que você está falando.

    O homem era mesmo muito prendado!

    Já Sócrates era pobre, São Pedro, fundador da Igreja Católica e primeiro papa, era pobre, Beethoven era pobre etc.etc.etc.

    Se formos avaliar as pessoas pela capacidade de ganhar dinheiro, os curruptos, como João Alves, (que além de tudo tinha muito sorte, ganhou duzentas vezes na loteria), são muito superiores aos gênios!

  77. Michelle 2 said

    #75

    Estou proibida de comentar.

  78. Michelle 2 said

    Sobre o tema do blog:

  79. Pax said

    Off: duro de ver as obras de transposição do São Francisco abandonadas.

    A parte entregue ao Exército andou, boa parte entregue para as empreiteiras estancou.

    Dinheiro jogado fora ou ainda tem como resolver?

  80. Pax said

    Caro Patriarca,

    Também acho que o Legislativo deva se pronunciar. Endurecendo ainda mais as leis contra a corrupção. Vai ser difícil de ver, mas não custa torcer.

    E também poderiam (causa própria) abrir uma CPI para investigar as operadoras, a ANATEL e todos estes contratos em andamento.

    Alguém tem coragem de dizer que está funcionando bem?

  81. Pax said

    Aí eu me lembrei, caso não esteja enganado, da pergunta do caro Zbigniew sobre a que tantas anda o Plano Nacional de Banda Larga (seria de bunda larga?).

    E a gente acaba se lembrando de cada coisa, de cada um que meteu a colher neste ensopado.

    Papo de Telebras, Star Overseas, consultoria, dinheirama no bolso, enfim.. É duro quando a memória fica nos catucando.

  82. Pax said

    Duro saber que sabiam que PMs de SP seriam alvos. E negam.

    Esta história está precisando de holofote e lupa. Mesmo porque parece que de um lado tem problemas, e de outro há fortes indícios que mandaram passar o rodo.

    Não vai dar em boa coisa.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1183597-pf-avisou-governo-de-sp-sobre-acoes-do-pcc.shtml

  83. Patriarca da Paciência said

    Cara Pax,

    João Alves foi um corrupto escancarado e nunca sofreu sequer um comentário por parte dos ministros do STF.

    João Alves, o homem que ganhou 200 vezes na loteria e nunca foi atingido pelal “lei do domínio do fato”.

    Corrupto é a pessoa que corrompe as instituições visando ganhos pessoais. Chamar José Dirceu e José Geoino de corruptos e chefe de quadrilha, como diz o próprio José Dirceu, é uma ignomínia.

    Comparar José Dirceu ao PCC!

    É algo pra lá de surrealista.

    Realmente estamos vivendo tempos assombrosos!

  84. Pax said

    Ignomínia foi contratar os serviços do Marcos Valério et caterva. Quem teve a muar ideia?

    Ignomínia foi mandar Marcos Valério em nome do PT negociar telecomunicações em Portugal. Quem teve a irresponsabilidade deste ato?

    Afinal, a grande desonra, a tal ignomínia, é por conta dos nomes envolvidos ou por conta de uma agremiação maculada por atos que realmente afrontam o partido?

    Agora, se quiserem que entendamos que Delúbio tomou todas as decisões sozinho, então que se colecionem tais provas aos autos.

    Caro Patriarca, desculpe-me. Tenho que discordar.

    (O que tem o João Alves ver com as calças? não precisamos nos lembrar que o marujo Pedro de Alcântara Silva da Costa Ensaboada era um degredado que limpava o pinico de Cabral e roubou um naco de bacalhau para justificar que Marcos Valério transitava com desenvoltura pelos palácios brasileiros do século XXI e nem a postura do STF na ditadura militar para absolver João Paulo de levar os tais 50 contos de troco ou inocentar quem quer que seja)

    Ingomínia é ferrar um partido e um projeto e agora convocar todos para enterrá-los de vez.

    Data maxima venia.

  85. Zbigniew said

    Patriarca #83,

    Nessa mesma linha de raciocínio (porque simplesmente não podemos deixar o passado de lado), o Marcos Coimbra traz em seu texto argumentos interessantes sobre a parceria mídia-STF (aqui já destacada pelo Elias), que merecem nossa atenção. Aqui alguns excertos:

    “(…)
    A chamada “grande imprensa” é formada por basicamente quatro grupos empresariais. Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. É coisa demais na mão de gente de menos.

    Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma “conversa de petista”.

    Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem “(…) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada”.
    (…)”

    “(…)
    A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos argumentos. Vão se alimentando reciprocamente, como se compartilhassem as mesmas intenções.

    A pretexto de “sanear as instituições”, o que desejam é atingir adversários.

    O julgamento do “mensalão” é tão imparcial e equilibrado quanto a cobertura que dele faz a “grande imprensa”. Ela se apresenta como objetiva, ele como neutro. Ambos são, no entanto, essencialmente políticos.

    As velhas raposas do jornalismo brasiliense já viram mil vezes casos como o do “mensalão”, mas se fingem escandalizadas. Vivendo durante anos na intimidade do poder, a maioria dos ministros presenciou calada esquemas para ganhar mais um ano de governo ou uma reeleição, mas agora fica ruborizada.

    O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.

    E agora que se descobriram aliados, o que mais vão fazer juntos?
    (…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-midia-e-os-juizes-por-marcos-coimbra

    Mesmo que possamos afirmar que todas as decisões foram tomadas com base em elementos encontrados nos autos do processo (embora o STF tenha tido a necessidade de sacar o “domínio do fato” para alguns réus), não se pode negar que a cobertura da mídia tem “massageado” o ego de muito ministro por aí, colocando-o, sem sombra de dúvida, acima da necessidade pura e simples de fazer justiça respeitados os princípios constitucionais inerentes ao processo penal.

  86. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    eu acredito, sinceramente, que o José Dirceu estivesse disposto a pagar o preço de ter caído em tentação e se utilizado de velhas práticas da política brasileira, como aliás fez o FHC… e não recebeu nenhuma punição.

    No máximo, o José Dirceu é um contraventor!

    Agora, dizer que o José Dirceu é mais criminoso do que alguém que planejou e participou do assassinato dos próprios país, dizer que o José Dirceu é mais criminoso do que pais que atiram uma filha de quatro anos pela janela de um apartamento do 11º andar, dizer que o José Dirceu é mais criminoso que o maluco da Noruega, o qual assasinou friamente 70 pessoas, etc.etc.etc. é algo prá lá de surrealista!

    Só a cabeça do Barbosão para conceber tal lógica!

    E, caro Pax, sinceramente, acho que o PT não se sente traído pelo José Dirceu e pelo Genoino, muito pelo contrário.

    Os dois continuam com ótimo conceito!

    Então você acha que o João Alves não tem nada a ver com o caso? Pois eu acho que tem muito a ver. João Alves, como o Roberto Jefferson, são dois dos maiores expoentes do que há de pior na política brasileira!

    As punições do José Dirceu e do José Genoino tem como único fundamento as declarações do Roberto Jefferson!

    Um político que representanta o que há de pior política brasileira!

  87. Patriarca da Paciência said

    “O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.”

    Meu caro Zbigniew,

    principalmente esta declaração acima, é para deixar as pessoas de bom senso muito preocupadas.

    Afinal, o Barbosão faz questão de dizer que ler e concorda com o New York Times, além de pronunciar vocábulos da língua inglesa de modo impecável, ou seja, o Barbosão está claramente mandando a mensagem, “eu sou um de vocês”.

    Meu caro Barbosão, eu tamabém sei onde Vossa Excelência quer chegar!

  88. Zbigniew said

    Há que se destacar que, embora deva ser assegurado o sagrado direito à liberdade de expressão, não podemos fechar os olhos ao fato de que essa mesma mídia que hoje tece loas à atuação do STF, outrora já se preocupou em desencorajar qualquer iniciativa de apurações sobre fatos bastante semelhantes aos do mensalão petista e outros, bem mais escabrosos, envolvendo o processo de privatização. É certo que o governo era outro (será que foi por isso?).

    Mais um questionamento: devemos separar a atuação da mídia dos esquemas de corrupção? Ao desinformar não estaria a mesma contribuindo para a perpetuação de um “status quo” em favor de um determinado grupo político, caracterizando aí uma co-participação nos ilícitos?

    “(…)
    Um best seller intitulado A Privataria Tucana expõe em detalhes, e com provas irrefutáveis, o processo criminoso da desestatização da telefonia e da energia elétrica. Letra morta o livro, publicado em 2011, e sem resultado a denúncia, feita muito antes, por CartaCapital, edição de 25 de novembro de 1998. Tivemos acesso então a grampos executados no BNDES, e logo nas capas estampávamos as frases de alguns envolvidos no episódio. Um exemplo apenas. Dizia Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do banco, para André Lara Rezende: “Temos de fazer os italianos na marra, que estão com o Opportunity. Fala pro Pio (Borges) que vamos fechar daquele jeito que só nós sabemos fazer”.

    Afirmavam os protagonistas do episódio que, caso fosse preciso para alcançar o resultado desejado, valeria usar “a bomba atômica”, ou seja, FHC, transformado em arma letal. Veja e Época foram o antídoto à nossa capa, divulgaram uma versão, editada no Planalto e bondosamente fornecida pelo ministro José Serra e pelo secretário da Presidência Eduardo Jorge. O arco-da-velha ficou rubro de vergonha, aposentadas as demais cores das quais costuma se servir.
    (…)”

    http://www.cartacapital.com.br/politica/o-mensalao-tucano/

  89. Patriarca da Paciência said

    Outra coisinha que dar o que pensar!

    O Barbosão fala em “crime hediondo” de corroper parlamentares!

    Ora, Vossa Excelência, hediondo é corromper criancinhas ou incapazes !

    O “crime” de Dirceu, muito pelo contrário, foi aceitar o jogo sorrateiro de velhas raposas felpudas!

  90. Patriarca da Paciência said

    Outra coisinha que dar o que pensar!

    O Barbosão fala em “crime hediondo” de corromper parlamentares!

    Ora, Vossa Excelência, hediondo é corromper criancinhas ou incapazes !

    O “crime” de Dirceu, muito pelo contrário, foi aceitar o jogo sorrateiro de velhas raposas felpudas!

  91. Elias said

    I
    Claro que a mídia substitui a oposição. Alguém tem dúvida sobre quem realmente dirigiu e pautou a campanha do Serra em 2010?

    O problema é que a oposição é medíocre. Ela se dispõe a defender determinados interesses, mas está se tornando cada vez mais incompetente ao fazer isso.

    Aí os titereiros têm que assumir o controle…

    Para o PT, isso nunca foi novidade. O problema é que uma ala petista resolveu dar o brioco pra passarinho beliscar…

    Na minha modesta, o partido deveria ter esmagado a curriola. Se houvesse feito isso, ficaria muito mais à vontade pra fazer o mesmo — ou até pior, como eu, pessoalmente preferiria — com carinha da oposição com culpa no cartório. Quando a canalha chiasse, o bordão seria: “Ora, neném… Se eu fiz isso com os amigos, por que não farei com inimigos?”

    Em pouco tempo, várias questões pendentes seriam devidamente equacionadas…

    Só que…

    II
    Concordo com o Chesterton, com relação aos ricos.

    Além do mais, rico tem bom gosto. Pobre, não!

    Compare-se, por exemplo, uma cobertura na Barra da Tijuca com um barraco de qualqiuer favela carioca.

    Parece que os favelados nunca ouviram falar de decoração de interiores…! Gente sem nenhuma classe… O que esse pessoal espera da vida, meu Deus? Será que eles não entendem que é muito melhor viver num condomínio fechado do que se amontoar daquele jeito, feito animais?

    E que história é essa, dessas mulheres andando por aí, de sandália de dedo, sacola plástica, roupa comprada em bazar da pechincha e óculos escuros de camelô do Largo da Carioca?

    Por que não uma Dudalina, que não custa tão caro assim? Uma Chow de Friburgo, que não sai por mais do que uns 600 paus? Um vestidinho da Carla Cavendish pro sábado à noite…

    Em vez da sacola de plástico, por que não uma bolsa Portfólio, ou mesmo uma Macadamia, que é bem mais barata?

    Ser minimante elegante não custa tão caro assim… Eu mesmo, que não entendo lhufas do assunto, com mais ou menos R$ 30,0 mil arrumo direitinho o guarda roupa de qualquer mulher…

    O problema é que, comprovadamente, pobre não tem nem resto de senso estético…!

    É por essas & outras que dificilmente os principais problemas sociais do Brasil possivelmente não poderão ser resolvidos por via pacífica…

    Provavelmente terá que correr sangue… (Aí, o que se vai ter que ouvir de chororô não está no mapa!).

  92. Elias said

    Lembrei da Maria Antonieta.

    Aquela do brioche…

  93. Zbigniew said

    Que tal o Haddad dá uma olhada nas OSs paulistanas? Passou da hora do PT jogar o jogo, não?

  94. Chesterton said

    É por essas & outras que dificilmente os principais problemas sociais do Brasil possivelmente não poderão ser resolvidos por via pacífica…

    Provavelmente terá que correr sangue… (Aí, o que se vai ter que ouvir de chororô não está no mapa!).

    chest- ui, que meda. Elias está ameaçando com banho de sangue…não é isso que vai acontecer, os marxistas “hard-core” perderam, os fabianos ganharam. Se houvesse banho de sangue , os conservadores teriam alguma chance, com os fabianos, nunca mais os conservadores terão voz ativa. lentamente, mas constantemente, iremos em direção a um autoritarismo de esquerda, um fascismo de esquerda, onde a classe, a raça, os amigos terão mais valor que o mérito. Brave New World (para quem viu o filme ou leu o livro).
    Para nós, conservadores, é até engraçado. É como ligar o “foda-se” e assistir de camarote e quebradeira. A Argentina, por exemplo, está uma comédia. Já países “índios”, como Bolivia e Equador, estão um marasmo.
    Parece que de 30 em 30 anos a humanidade resolve deixar a racionalidade econômica para trás e embarca em aventurasque levam ao caos e à ruína. O próximo ato da comédia é o “fiscal cliff” do Obama, que em vez de cortar gastos públicos quer mais dinheiro emprestado. E vai conseguir…mas até quando? Até quando oc chineses vão bancar a doação de telefones celulares para os eleitores de Obama?

    Aqui o petismo “eliasiano” instalado nos EUA
    Boa sorte

    -http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tpAOwJvTOio

  95. Chesterton said

    Comparar José Dirceu ao PCC!

    chest- be, ZD é pior, pois quis roubar um congresso inteiro e terrorizar o país inteiro. O PCC está só começando. Assim é numa democracia burguesa, as instituições funcionam e não devem ser tocadas. Claro que vocês não gostam das instituições “burguesas” e tentam à toda hora destruí-la. Mas parece que não tem competência para tanto.

  96. Chesterton said

    Ode à capacidade gerencial da esquerda…

    http://www.elnuevoherald.com/2012/11/09/1340382/brasilena-odebrecht-firma-convenio.html

  97. Pax said

    Amigo acaba de sair aqui de casa. Acha, como vocês, que o julgamento é político.

    Vou acabar sozinho na minha teimosia.

  98. Michelle 2 said

    Vocês quem? cara pálida

    A hora do ‘cara’

    Em vez de José Dirceu, setores do PT se articulam para criar um movimento de “defesa” de Lula, começando nas redes sociais, diante do possível filme “queimado” do ex com o julgamento do mensalão.
    ch

  99. Otto said

    Pax,

    muita gente “normal”, isto é, quem não acompanha a política como a gente, também começa a achar o julgamento político…

  100. Zbigniew said

    Chesterton #94,

    Faz um certo sentido.
    O PT no poder só foi possível com um discurso moderado. Dilma e Haddad (ao que parece), são moderados. O próprio Lula é de uma tradição conciliadora, proveniente do sindicalismo de composição.

    Realmente para a oposição seria mais interessante o confronto (já que não tem nada a perder, nem se interessa em apresentar boas propostas). Mas o PT insiste em ser moderado (beirando à desídia), ou seja, contra os “fabianos” os conservadores nunca terão chances. E parece que nem com uma forcinha de tribunal. A coisa tá feia pro lado desse pessoal.

  101. Zbigniew said

    Pax,

    O mensalão tucano responde, no STF, pelo nome de AP 536 (INQUÉRITO 3530).
    Ao que parece o Marcos Valério já começou a falar. Vamos ver até onde isso vai. Vamos ver como o Barbozão (se é que vai comparecer) e o Gurgel vão se comportar nesta ação. Será que o Marco Aurélio tem a mesma opinião sobre o PSDB, como teve com o PT? Será que o Azeredo vai ser considerado um chefe de quadrilha comparada ao PCC? E o FHC? Será que sabia desse esquema? Sim, porque o esquema pagou a emenda da reeleição, ou não?

    “(…)

    Para o advogado, o acordo de Marcos Valério para obter vantagens jurídicas com a ‘delação premiada’ não está no âmbito da AP 470, que julga o ‘mensalão petista’, mas na AP 536, da qual Barbosa também é relator.
    – O Marcos Valério está entregando todo mundo do PSDB. O esquema todo, para se livrar das penas que deverá receber quando esta ação for julgada. Quanto ao ‘mensalão petista’ não há mais muito o que fazer, mas na ação contra os tucanos, ele está contando tudo o que sabe. Minas está em polvorosa, porque a AP 536, após a juntada do inquérito 3530, transforma-se em um vendaval, capaz de revelar em detalhes toda a corrupção e demais crimes cometidos pelo alto escalão da República, na época do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso – relata Miraglia.”

    http://correiodobrasil.com.br/valerio-entrega-lideres-tucanos-para-escapar-de-processo-no-stf/543195/#.UJ69S3y9KSN

  102. Chesterton said

    Bem, Zbg¨%$#@, Lula ao trair o PT (o programa partidário) sequestrou o programa econômico do PSDB, junto com o Meirelles. Os conservadores ficaram com nada após o “golpe” do Lula.
    O PT aderiu a globalismo (lembra quando criticava) de uma maneira total, aderiu aos fabianos brasileiros (rede globo e suas novelas), aderiu aos europeus ecochatos (no c.. dos outros), ao aquecimentismo, ao abortismo, ao gaysismo, a qualquer ismo que aparecesso com alguns votinhos. Bem, a medio prazo o resultado é sempre um desastre (ainda que os conservadores torçam que não, pois desastres são ruins para os negócios). Assim com os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais dependentes do governo, a classe intermediaria segue ludibriada pelo discurso otimista. A coisa tá feia mesmo é para os pobres, pois continuam a não saber pescar, aliás, nem a mastigar estão sendo ensinados, na primeira crise a fome bate à porta. E ela virá, pode apostar, os EUA (40% dos nascimentos são de mãe solteira, estão virando um país de bastardos) estão à beira de um colapso. Se fosse você guardava 2 caixas grandes de biscoito em casa (brincadeira).

  103. Zbigniew said

    “A coisa tá feia mesmo é para os pobres, pois continuam a não saber pescar, aliás, nem a mastigar estão sendo ensinados, na primeira crise a fome bate à porta.”

    Preocupação legítima, caro Chesterton. Entretanto, com o desemprego em baixa (pelo menos aqui no Brasil), não teríamos uma situação mais confortável, inclusive para os pobres, que se vêem numa condição de vida melhor do que a uns dez ou doze anos atrás? Embora possamos destacar o problema do endividamento das famílias de baixa renda, esse fenômeno pode até ser utilizado como reflexo da inserção de milhões de pessoas num mercado de consumo outrora bastante restrito.

    Não teríamos aqui uma situação em que pobres e ricos estão ganhando, ainda que tenhamos um crescimento pequeno num cenário de crise econômica mundial duradoura?

  104. Chesterton said

    Mas é exatamente esse o risco desse crescimento baseado em endividamento…a crise mundial que bate à porta. Bolha, sub-prime, bail-out, + dívida. No que os pobres estão gastando, em investimentos produtivos? Em educação? Não, em LCD, DVD, Iphone, LED, Lady gaga, enfim, fantasias de carnaval. Enquanto isso eu invisto o que posso e o que não posso em educação de meus filhos e mantendo condições financeiras estáveis para que possam frequentar as melhores escolas (as cotas talvez tornem a entrada deles em universidades públicas impossível). Você já parou para pensar o efeito dessas atitudes na igualdade pretendida pela ala “progressista”? Vai piorar imensamente!!! De um lado meus filhos bem alimentados, bem educados, capazes, produtivos, competitivos em nível global, dominando línguas, e do outro, uma massa de pardos, índios, negros e sei lá que outras minorias beneficiadas por vantagens ilegítimas acostumadas a receber favores do estado, dependentes dos favores do estado e acostumadas aos salários medíocres do estado, ensinadas a colocar a culpa de suas mazelas nas “elites” (seja lá o que isso significar). A DESIGUALDADE SERÁ ABISSAL.

  105. Chesterton said

    Por isso, para incômodo perpétuo do Elias, os pobres precisam mais dos ricos que os ricos dos pobres, assim como os burros precisam dos inteligentes, os preguiçosos dos diligentes, os incultos dos cultos, ainda que sejam em número 90% menor (10 idiotas para 1 não idiota, +-, ). Não foi por outro motivo que Stalin mandou matar a nata da sociedade polonesa.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Katyn_massacre

  106. Chesterton said

    Danem-se os doentes pobres

    Interessante acompanhar o debate sobre a obrigatoriedade do exame, que ocorre amanhã em São Paulo, aos alunos que estão saindo das faculdades de Medicina.

    Estudantes prometem boicote, estimulados pelas direções de várias escolas e até pelo Ministério da Saúde. Em síntese, é o seguinte: danem-se os doentes.

    Estudantes dizem que a avaliação é falha e deveria ser feita por vários anos, avaliando também as faculdades. Certo. Diretores de faculdades dizem que o exame é teórico. Certo.

    Outros dizem que a prova deveria ser feita não por uma entidade de classe (Cremesp), mas pelo poder público. Certo.

    Tudo isso pode estar certo, mas o fato é que os exames passados mostraram resultados terríveis de despreparo –e isso ninguém pode negar. É gente que vai direto para o pronto-socorro sem saber detectar uma virose ou tuberculose.

    E o que temos até agora é só esse exame. É pouco, admito. Mas mesmo assim querem acabar. Façam testes melhores e, depois, tirem esse.

    Ou seja, danem-se os doentes. Quem paga no final são os mais pobres, que vão cair nas mãos dos piores médicos.

    Gilberto Dimenstein, hoje na Folha….

    chest- mas é muito engraçado, 12 anos de governo petista e mais 8 de governo social-democrata e os caras que plantam melancias querem colher maçâs? Cadê a HONRA AO MÉRITO!?? Desprezaram os inteligentes, desvalorizaram suas opiniões, deixaram a turba irada ditar regras, agora se fodem de verde e amarelo! Claro vão chamar médicos cubanos para resolver o problema, Chaves sabe bem na pele (alías, no períneo) o que é médico cubano….

  107. Chesterton said

    Há uma batalha política na questão de formação de médicos e profissionais de saúde há bem uns 30 anos. De um lado querem cursos rápidos, acessíveis aos pobres, para pagarem salários baixos e terem atendimento de massa. De outro cursos exigentes, mais longos, e portanto inacessíveis ao estudante pobre e que formariam profissionais exigentes que não aceitariam trabalhar em condições SUS.
    Vamos acabar em separação real de medicina para pobres e medicina para ricos. Aqui não tem mágica.

  108. Zbigniew said

    Nisto você tem razão. Precisamos educar o nosso povo. A inserção efetiva se dará apenas quando tivermos um nível educacional satisfatório.
    Observamos que países que investiram pesado na educação encontram-se em patamares civilizatórios bem elevados.

    Entretanto, Chesterton, corrija-me se estiver errado. Percebo que vc divide a sociedade em ricos-educados-produtivos x pobres-ignorantes-dependentes do Estado. Não há a possibilidade de um meio termo entre essas categorias? Seria impossível encontrarmos histórias de sucesso entre aqueles que adentraram nas universidades por cotas, ou terminarm os estudos através de um crédito educativo e hoje são excelentes profissionais nas suas áreas? E ainda que não ganhem rios de dinheiro, o fato de terem uma existência digna (ainda que possamos até categorizá-la de medíocre sob o ponto de vista de realizações materiais e intelectuais), não seria um motivo a mais para aplaudirmos iniciativas do Estado que distendam esses gargalos sociais atrelados à miséria de um povo?

    Claro que essas políticas não devem se eternizar (embora sejam uma tentação para os profissionais do voto de má-fé), e é certo que devem trazer em si as famosas “portas de entrada e saída”, tão propaladas pelos tucanos. Mas descartá-las pura e simplesmente em nome do “cada um por si” não seria uma temeridade, principalmente numa sociedade historicamente tão desigual e concentradora de riquezas como a nossa?

  109. Chesterton said

    Zig, você não precisa de universidade para uma vida digna, alías, a universidade é a certeza de que não ficará milionário (pelo menos as nossas). Não sou eu quem divide a sociedade, mas os proponentes da luta-de-classes. Os resultados “divisórios” vêm de políticas aplicadas por essa turma (afirmative actions).
    Quando você diz”precisamos educar nosso povo” certamente está pensando em aumentar o investimento em educação, mais grana, mais PIB…Sorry man, wont work. Não adianta colocar dinheiro em algo que não funciona porque aí mesmo é que nunca funcionará. Até uns 40 anos atrás, uma pessoa pobre (e tenho exemplos para dar, meu avô, que órfão aos 14 anos de idade saiu de casa no interior para trabalhar numa farmacia a noite e se formou médico) que tivesse uma boa orientação (no caso dele, católica) teria uma vida digna.
    As ações estatais afirmativas (lembre-se, sempre que o estado se mete a consertar alguma coisa, estraga outras 5 coisas) que tiveram o resultado em desorganizar a sociedade baseada em familia patriarcal causaram dano permanente na cabeça das pessoas. (Nos EUA , como já disse, 40% dos nascimentos são “out-of-the-wed-lock”, isto é, estã se formando um país de gente bastarda, o que é definitivamente uma merda (Brave New World, Aldous Huxley chegando). A contracultura dos anos 60 está cobrando o preço. Se você gosta de ler em ingles, posso sugerir o T darlymple que escreve sobre o que ocorre no reino unido.

    http://www.city-journal.org/author_index.php?author=47 (não deixo de ler)

    A tendencia dessas ações é corromper a moral dos beneficiados e compromteer seu julgamento, até que uma crise os force a ver a realidade. mesmo assim, nos países da europa que sofrem da crise há pessoas que não percebem, ou não querem perceber, a realidade. É como o alcoolismo, uma vez que o alcoólatra beba um gole, já se foi a garrafa, é um vício, uma dependência extrema. Ninguem sai desse círculo vicioso de forma atraumática.
    Agora, é possível um meio termo? Eu não sei, nunca aconteceu espontaneamente, o estado garnde vai envolvendo todo mundo até o totalitarismo. Como disse creio que uma vez que o processo inicie, vai num plano inclinado morro abaixo. Não acredito, só numa indesejável crise muito grave.
    Para finalizar, uma palavra sobre o que v. chama de cada-um-por-si. cada um por si, e todos pelo estado é justamente o que ocorre num totalitarismo progressista, que é o que vivemos. Como o estado substitiu as relações e dependencias familiares por bolsas et caterva (ver o darlymple) o sujeito fica realmente na kafkiana situação de solidão. É no sistema de liberdade econômica e relações familiares que o sujeito tem realmente em quem confiar (claro que não é perfeito, mas é sempre possível uma saída). Como nos contam os habitantew da antiga URSS, nem amigos tinham, pois podiam ser espiões do estado. Um exemplo é as santas Casas e hospitais de utilidade publica, que ao perder as isenções fiscais simplesmente fecharam. Se o estado suga tudo do individuo, a primeira coisa que desaparece é a caridade espontanea. Você acha que eu faria algum favor aquela eleitora do Obama (rs)? Ela que vá se catar, e certamente se catou.

  110. Chesterton said

    Eu sou fã do estilo dele, olhe o que escreve sobre Hobsbawn

    Ele era um estilista talentoso na prosa, e muito culto. Sua principal característica entretanto era a desonestidade intelectual típica da era em que ficou adulto. Ele fez a escolha pela URSS, talvez por compreensíveis razões pessoais aos 14 anos de idade, e permaneceu fiel à sua escolha por 81 anos, muito tempos depois que acabaram quaisquer desculpas por essa fidelidade. Ao menos ninguem pode acusá-lo de vira-casaca: ele apoiou uma forma radical do Mal desde a adolescência até à senescência.

    Claro que um homem de sua inteligência teria que admitir que as coisas não deram o resultado esperado na urss, mas ele nunca foi capaz de tirar a lição ou conclusão mais óbvia de seu fracasso. As fotografias frequentemente mostram sua boca torta como seu raciocínio, como se ele fosse incapaz de falar diretamente dos dois lados de sua boca ao mesmo tempo……(continua)

    chesterton- é simplesmente genial!

  111. Zbigniew said

    Relações familiares, orientação religiosa e liberdade econômica, valores da base do liberalismo, da tradição da ética protestante (Weber), pilares da sociedade estadunidense. Formaram aquele grande país e sua crença no “self made man”. Partiram do nada, como todos em geral, uma sociedade mais igualitária, uma colonização bem menos patrimonialista. As circunstâncias específicas de sua história não inviabilizaram os princípios dos “Found Fathers”, tão profundamente arraigados nas instituições daquela nação. Acho que essa herança foi muito importante para erigir a identidade dos EUA. Não está no Estado, mas nos princípios que o regem. Por isso o federalismo.

    Sim, o Estado não deve e nem pode ser um fim em si. Mas nem todos têm a história de um EUA. Em verdade as histórias variam bastante ao sabor das vicissitudes do tempo e suas circunstâncias. Há lugares em que o Estado atuou mais; em outros menos. No Brasil o patrimonialismo foi desgraçadamente prejudicial ao nosso desenvolvimento. Ainda se encontra muito presente na tradição de nossas instituições. O escravagismo, as monoculturas da era colonial, a industrialização tardia e a cultura bacharelesca. Os valores importados mal adaptados à nossa realidade. O provincianismo que nos alcança até hoje. A falta de cuidado com a educação do nosso povo.

    Talvez por tudo isso a necessidade de um Estado mais interventor, embora não considere o atual estado brasileiro hipertrofiado. Afora os programas sociais (existentes mesmo nos EUA, ainda que não da envergadura dos daqui – até porque não precisam), o governo federal tem feito parcerias com a iniciativa privada em vários setores da economia, inclusive para tentar superar os gargalos de infra-estrutura que tanto prejudicam o nosso desenvolvimento. O que noto é que, infelizmente, essa nossa tradição patrimonialista tem formado um muro de corrupção difícil de ser controlado. Falta-nos essa identidade, esses princípios mais rígidos, mas nossos, particulares, específicos da nação brasileira, capazes de superar os nossos limites e de proteger nossas instituições de interesses mesquinhos que se sobrepõem aos de todos.

  112. Chesterton said

    A tradição patrimonialista vem do tamanho do estado. Historicamente não dá para fugir desta contestação.

  113. Pax said

    Bom artigo do Fabiano Angélico sobre corrupção e financiamento de campanhas.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/77348-ingenuo-achar-que-isso-resolve-o-problema.shtml

  114. Pax said

    E a opinião do Chesterton, alhures… =)

    André Trigueiro ‏@andretrig
    Não foi o mundo que piorou.As coberturas jornalísticas é que melhoraram muito (G.K.Chesterton)

  115. Pax said

    E algumas visões sobre o julgamento em andamento:

    Ver – Avanços Democráticos – no blog do Merval

    http://oglobo.globo.com/blogs/blogdomerval/posts/2012/11/10/avancos-democraticos-474394.asp

    Ver – Participação no comando de esquema precisa ser provada – da Folha que vi na dica do Morona no twitter

    http://leiturasmarona.blogspot.com.br/2012/11/participacao-no-comando-de-esquema-tem.html

  116. Zbigniew said

    E aqui uma visão interessante sobre as eleições americanas:

    “(…)
    A cultura política norte-americana é liberal e autonomista. Baseia-se no princípio da liberdade individual e no direito à livre escolha.

    Vota quem quer, do modo que quiser. Se preferir, vota antes dos outros ou pelo correio. Qualquer cidadão pode se inscrever candidato a presidente (este ano, foram 417).

    Para um americano, não faria sentido que recursos públicos fossem utilizados para ensiná-lo a votar. Uma campanha caríssima de “Vote Limpo!”, por exemplo, seria considerada ridícula.

    Aqui, temos um liberalismo de fachada, usado na hora de defender privilégios e preconceitos. Mas uma cultura política fortemente baseada na noção de tutela.

    As elites brasileiras não acreditam no povo e em sua capacidade de discernir. Daí que inventaram e mantém instituições para “protegê-lo”.

    Não pode isso, não pode aquilo. Campanha, só depois da hora marcada.

    Criamos até um braço especializado do Judiciário para “tomar conta” das eleições.

    O grande problema de nossa cultura é que os monopólios e o paternalismo são faces da mesma moeda. É muito difícil enfrentar um sem cuidar do outro.

    O certo é que, se não os resolvermos, ficaremos sempre aquém do que podemos ser como democracia.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-licoes-da-democracia-americana-por-marcos-coimbra

  117. Otto said

    Pax 115#:

    pois é, Pax, até o teórico do domínio do fato repreendeu o STF, como você mostrou no link do Marona.

    Aqui outro link com outros comentários sobre a mesma entrevista:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/teorico-do-dominio-do-fato-repreende-stf

  118. Otto said

    De um comentarista do post acima:

    “Essa entrevista foi feita há 2 semanas e publicada apenas hoje?

    Depois do começo da desconstrução do “herói” Joaquim Barbosa, agora que os réus foram condenados, a Folha avisa que o Domínio do Fato” foi usado de forma leviana pelo STF?

    Parece que o mensalão tucano está preocupando muito a nossa mídia. Muito.”

  119. Pax said

    Wálter Maierovitch sem meias palavras.

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/alckmin-perde-para-o-pcc/

    Preocupante.

    Caro Otto, #117,

    Então o que temos que considerar é (isto é uma pergunta):

    a – “Ok, Dirceu e Genoino participaram de tudo, mas não deixaram rastros, então não podem ser condenados”?

    ou

    b – “Não, Delúbio fez tudo absolutamente sozinho e Dirceu e Genoino são perseguidos políticos”?

    Qual das duas?

  120. Pax said

    Preocupante…

    Terra Notícias ‏@TerraNoticiasBR
    Violência na madrugada deixa ao menos 14 feridos e 5 mortos em SP: http://bit.ly/ToGEAb

  121. Otto said

    Caro Pax:

    “Ok, Dirceu e Genoino participaram de tudo, mas não deixaram rastros, então não podem ser condenados”?

    Ninguém pode ser condenado com base em indícios, suposições. Esta é a base do direito ocidental, conquistada com tanta dificuldade.

    “Não, Delúbio fez tudo absolutamente sozinho e Dirceu e Genoino são perseguidos políticos”?

    Tudo o quê?

    Mesadas para políticos não foram provadas — tanto que este assunto saiu da mídia.

    Não foi provado o uso de dinheiro público. Não vem que não tem. O dinheiro foi da Visanet.

    O que se sabe foi o uso de empréstimos — que foram saldados — para despesas de campanha.

    Ora, o Delúbio pode muito bem ter feito isto sozinho, ainda mais que já havia um operador que desenvolvera esta técnica com os tucanos.

    Sim, Dirceu e Genoino são perseguidos políticos.

    Como aconteceu às pencas no macartismo sob a democracia americana.

  122. Chesterton said

    140% do eleitorado do estado do Colorado votaram nos EUA para presidente…..acho que não é tão simples assim.

  123. Otto said

    É longo, Pax, mas o post que segue, do PML, resume o que eu e outros aqui temos dito:

    TODO MUNDO É SALAFRÁRIO?

    “Editorial do Estadão, na sexta-feira, fez observações duras sobre o comportamento de Joaquim Barbosa, o ministro relator do julgamento do mensalão.

    Observou que “desde as primeiras manifestações de inconformismo com o parecer do revisor Ricardo Lewandovski” a atuação de Joaquim Barbosa “destoa do que se espera de um membro da mais alta Corte de Justiça do país.”

    O jornal, o mais influente nos meios jurídicos, explica que, em vez de “serenidade” o ministro “como que se esmera em levar um espetáculo de nervos `a flor da pele, intolerância e desqualificação dos colegas.”

    Lembrando que Joaquim Barbosa exibiu um sorriso debochado diante de um colega que declarava discordâncias –parciais — em relação a um de seus votos, o jornal lamenta o “desdém estampado na face do relator” e registra a queixa de Marco Aurélio Melo: “não admito que Vossa Excelência suponha que todos aqui sejam salafrários e só Vossa Excelência seja uma vestal.”

    Acho que em algumas situações o STF tem agido como se fosse possível supor “que todos aqui sejam salafrários”.

    Exigir passaportes de quem ainda não foi condenado definitivamente – o julgamento não acabou, gente! – é uma decisão desnecessária. O mesmo vale para a decisão de incluir os réus na lista de procurados.

    São medidas com amparo legal.

    Mas a questão não é essa.

    Estamos tratando de pessoas que jamais se recusaram se a atender a um chamado da Justiça.

    Se hoje os brasileiros podem defender seus direitos no Supremo – e não submeter-se a coronéis e generais da Justiça Militar – é porque se travou uma luta por isso. No banco dos réus, hoje, encontramos vários lutadores que participaram da democratização do país.

    Quando se recusaram a obedecer a lei, não eram elas que estavam erradas mas a Justiça, inclusive o Supremo da época, que, vergonhosamente, se curvou à ditadura, omitiu-se diante da tortura e da perseguição política, deixando a Justiça Militar tratar de crimes considerados políticos.

    Quem considera que o STF é exemplo para o país, poderia se perguntar: depois de torcer abertamente para que o julgamento influenciasse as eleições para prefeito, agora se quer que os réus sejam hostilizados quando saem à rua?

    Queremos humilhação? Vamos ampliar aquele teatro, estimulado artificialmente pelos adversários, como se sabe, de agressividade e ofensas?

    Eu acho indecoroso lhes dar o tratamento de criminosos comuns, de bandidos.

    Sabe por que? Porque eles não são. Têm projeto para o país, defendem ideias, já lutaram de forma corajosa por elas. Pode-se falar o que se quiser dessa turma. Mas não há prova de enriquecimento suspeito de Dirceu nem de Genoíno. Nem de Delúbio Soares, nem de João Paulo Cunha. Nem de Henrique Pizzolato, condenado como maior responsável pelo desvio de recursos do Visanet.

    E é porque têm ideias e projetos que essas pessoas foram levados a julgamentos no STF e não para um juiz de primeira instância.

    E é só porque este projeto tem apoio da maioria da população que este julgamento tem importância, não sai dos telejornais nem das manchetes. A causa é política. Pretende-se deixar o Supremo julgar estas pessoas, quando este é um direito da população.

    E é um julgamento político, vamos combinar.

    Pretende-se usá-lo como exemplo.

    E é pelo receio de que o exemplo se repita, e condenações sem provas, sem demonstrações inquestionáveis de culpa dos réus, que mesmo quem apoia as decisões do STF começa a ficar preocupado. Por que?

    Porque é injusto. E teme-se que a injustiça desta decisão contamine as próximas decisões.

    Imagine se o mensalão mineiro obedecer ao mesmo ritual, da lei do “sei que só podia ser dessa forma”, do “não é plausível” e assim por diante. Vamos ter de voltar a 2000, quando, seguindo a CPI dos Correios, o dinheirinho do PSDB começou a sair do Visanet.

    Vamos ter de chegar lá e apontar quem era o responsável por liberar a grana que, conforme escreve Lucas Figueiredo, no livro O Operador, chegou a 47 milhões de reais apenas no mandato de Aécio Neves no governo de Minas Gerais.

    É assim que se vai fazer a campanha presidencial da grande esperança anti-Dilma em 2014? Parece que não, né, meus amigos.

    É certo que há uma visão política por trás disso. Essa visão é seletiva e ajudou a deixar o mensalão PSDB-MG num tribunal de primeira instância, medida que favorece os réus.

    Essa visão é acima de tudo distorcida e tem levado a criminalização da atividade política. Confunde aliança política com “compra de votos” e “pagamento de propina.” E estamos condenando sem serenidade, no grito, como se todos fossem “salafrários.”

    As provas são fracas. O domínio do fato é um argumento de quem não tem prova individual. Você pode até achar uma jurisprudência válida. Você pode até achar que “não é possível” que Dirceu não soubesse, nem Genoíno.

    Mas a Folha de hoje publica uma entrevista com um dos autores da teoria do domínio do fato. Basta ler para concluir que, falando em tese, ele deixa claro que é preciso mais do que se mostrou no julgamento.

    Mas não vamos esquecer que o domínio do fato referia-se a uma hierarquia de tipo militar, onde funciona a lei de obediência devida, onde o soldado que desobedece a cadeia de comando pode ir a julgamento.

    É disso que estamos falando? De um bando de manés que o Dirceu dominava, todo poderoso?

    Que Genoíno comandava porque acabara de virar presidente do PT e tinha de assinar documentos em nome do partido? De generais e soldados?

    Alguém ali era menor de idade, não fora vacinado? Alguém não sabia ler ou escrever? Não tinha vontade própria?

    Outro ponto é que faltam testemunhas para sustentar a tese da acusação. O mensalão que “todo mundo sabe que existia” continua mais invisível do que se pensa.

    Roberto Jefferson é volúvel como prima donna de ópera.

    Faltam até heróis neste caso.

    Sabe aquela publicitária tratada como heroína por determinados órgãos de imprensa, porque denunciou os desvios no Visanet? Pois é. Embora tenha sido mencionada no tribunal por Roberto Gurgel e também por Joaquim Barbosa, a Polícia Federal encontrou 25 000 reais em sua conta, depositados por uma agência subcontratada pela DNA que é de…Marcos Valério. Teve um outro, o câmara que filmou a denuncia dos correios. O cara trabalhava para o bicheiro Cachoeira.

    Coisinhas mequetrefes, né…

    A acusação de que o mensalão “está na cara” é complicada quando se lê uma resolução do Tribunal de Contas da União que sustenta o contrário e diz que as despesas fecham. Por esta resolução, não houve desvio.

    Você precisa achar que “todo mundo é salafrário” para acreditar em outra coisa. O texto está ali, fundamenta o que diz e assim por diante. E lembra que testemunhas que dizem o contrário de são inimigas notórias de quem acusam.

    Falamos em “desvio de dinheiro público”mas não temos uma conta básica. Assim: quanto saiu dos cofres públicos, quando foi entregue para quem deveria receber — agencias de publicidade, meios de comunicação que veiculam anuncios — e quanto se diz que foi desviado. Há estimativas que, às vezes, apenas são o nome elegante de “chute.”

    O fato é que não sabemos, de verdade, qual o tamanho disso que se chama de “mensalão.”

    É curioso que, mesmo com estimativas, o Supremo fale em pedir aos réus que devolvam o dinheiro desviado. Mas como, se não se sabe, exatamente, o quanto foi. Devolver estimativa?

    Então, conforme o TCU, não houve desvio. Você pode até contestar essa visão mas não é uma questão de opinião, somente. Precisamos mostrar os dados, os números, as datas. Não posso entrar no banco e dizer que o dinheiro sumiu de minha conta sem mostrar os saldos e extratos, concorda? E o banco tem de mostrar para onde foi o dinheiro que eu disse que estava lá, certo?

    Nós sabemos que os ministros do TCU são indicados por razões políticas e muitos deles são ex-deputados, ex-ministros. Até posso achar que é “todo mundo salafrário” mas não se pode tomar uma decisão com base nessa opinião sem tomar uma providência – como denunciar os supostos salafrários na Justiça, concorda? Vamos cassar os ministros que sustentam a lisura dos contratos?

    Sei que você pode discordar do que estou dizendo. Tudo bem. É seu direito. Concorda? Também.

    Eu só acho que desde Voltaire, um dos pioneiros do iluminismo, posso não concordar com nada do que dizeis mas defenderei até a morte o direito de fazê-lo.

    O nome disso é democracia.

    E é em nome disso que não entendo por que o relator Joaquim Barbosa declarou-se ofendido com uma crítica de José Dirceu ao julgamento. Dirceu falou em populismo jurídico.

    Barbosa considerou isso uma “afronta.” É engraçado. Embora o populismo tenha virado xingamento depois de 1964, existem cientistas políticos renomados que dizem que é um sistema de ação político válido, que envolve, claro, o argentino Peron, o turco Kemal Ataturk e muitos outros.

    Mas essa é outra discussão. O que importa, aqui, é lembrar que juiz julga e fala pelos autos, mesmo quando o julgamento é televisionado.

    Não pode ficar ofendido. Ou melhor, pode. É humano.

    Mas não pode manifestar isso num julgamento. Não pode ter uma opinião pessoal. Não pode falar que gosta de um partido, ou que tem desprezo por outro. Tem de ser inteiramente impessoal, e por isso usa uma toga negra. Seu símbolo é uma balança, os olhos vendados.

    Um juiz pode até ficar indignado com os métodos que se faz política no Brasil desde os tempos de Pedro Alvares Cabral.

    Mas não pode enxergar corrupção por trás de toda aliança política que não entende nem consegue explicar. Não pode achar que todo pacto entre partidos é feito de roubo e de propina. Porque é esta visão que domina o julgamento. E ela é errada.

    Vou me candidatar ao troféu de frasista do domingo ao lembrar que se não houvesse divergência nem traição nunca haveria aliança em política.

    É só perguntar à velha guarda do PMDB o que ele achou da aliança do Tancredo Neves com o Sarney e do abandono das diretas-já.

    Aos tucanos, o que eles acharam do acordo com ACM para eleger Fernando Henrique Cardoso. Até dona Ruth se enfureceu.

    Aos petistas, o que acharam dos novos-amigos que apareceram em 2002, a começar por um empresário que ficou vice, o PTB do Jefferson, da Carta ao Povo Brasileiro e assim por diante…

    Se todo mundo pensasse igual não era preciso fazer aliança.

    Aliança se faz com adversários e aliados distantes. Se não fossem, entravam para o partido, certo?

    Alianças envolvem partidos diferentes e, as vezes, muito diferentes. Podem ser um desastre ou uma maravilha, mas são legítimas como instrumento de governo. Claro que, pensando como o PCO, o PSTU, a LER, o MNN, é possível achar que não dá para fazer aliança com quem é salafrário, categoria que na visão dessa turma inclui mais ou menos 200% dos políticos – aqueles que estão em atividade e todos os outros que ainda não entraram na profissão.

    Alianças se compra com dinheiro? Não. É suborno? Não.

    Mas inclui dinheiro porque a política, desde a invenção do capitalismo e da sociedade burguesa, é uma atividade que deixou de ser exclusiva da nobreza, chegou ao cidadão comum e se profissionalizou. O dinheiro pode sair do Estado, recursos que permitem um controle real e uma distribuição democrática. Ou pode vir dos interesses privados, que assim colonizam o Estado conforme seus interesses. Os adversários da turma que está no banco dos réus sempre se opuseram a uma reforma que permitisse esse controle maior. Dá para imaginar por que.

    Os “políticos-salafrários” só pensam numa coisa: ganhar a próxima eleição. A vida deles é assim. Contaram os votos, começam a pensar na campanha seguinte. É normal. Você pode achar muito oportunismo. Eu não. A democracia não para.

    Por isso as verbas de campanha são sua preocupação permanente

    Por isso, os mais velhos contam que o movimento democrático que derrubou a ditadura militar tinha uma caixinha clandestina que ajudou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Era imoral? Não. Era ilegal? Devia ser.

    Os grandes financiadores da luta no colégio eleitoral foram grandes empreiteiras.

    Em 1964, quando até Juscelino foi humilhado por um IPM infamante, se dizia que o mundo se dividia entre subversivos e corruptos.

    Mas estávamos numa ditadura, quando se espera que seus adversários políticos sejam tratados como inimigos morais. Este recurso favorece decisões arbitrárias.

    Numa democracia, todos são inocentes – até que se prove contrário.”

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

  124. Pax said

    PML escreveu bonito.

    Mas ficou longe de me convencer. Bem longe. Aliás, quer saber, sinceramente, piorou.

    Parece defender o vale-tudo. Exatamente o contrário do que penso.

  125. Pax said

    Na verdade o que quero é ver o mensalão tucano, o mensalão do dem, julgados com o mesmo rigor.

    E que gente como Valdemar da Costa Neto e similares sumam da política nacional. Fazem algum bem ao país? Não que eu saiba.

    E os réus do mensalão, os agora considerados culpados? Aqui vou de latim: vacilastes sum, enrabadus est.

    Sorry. Até agora não me convenceram que há uma conspiração e que os réus são inocentes.

  126. Patriarca da Paciência said

    “Gaspari crava: Barbosa será candidato em 2014”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/85075/Gaspari-crava-Barbosa-será-candidato-em-2014.htm

    Eis aí algo mais surrealista que o julgamento do “mensalão”!

    Imiagine-se o Barbosão como como candidato, numa coletiva com os mais variados repórteres!

    Seria o Serra elevado à décima potência!

    Agora, que ele dá todas as indicações que vai tentar, isso fica evidente!

    A Excelência Barbosão, ao que tudo indica, ainda ficará um bom tempo nas manchetes!

  127. Elias said

    “… Elias está ameaçando com banho de sangue…” (Chester)

    Eu, Chester? Estás a diliraire…! Antes do mundo começar a acabar, eu me mando pra Portugal!

    O banho de sangue já começou há muito tempo, artista… E pode te pegaire a qualquer momento, num sinal de trânsito, p.ex. O modo “foda-se” já está ligado há um tempão, e quem tem mais a perdeire sempre acaba perdendo mais. É pimba na tarraqueta…!

    Ainda não percebeste isso?

    Pois é… Maria Antonieta — aquela do brioche… — também era assim… Demorava a percebeire as coisas…

    Quando percebeu, ficou desesperada… Perdeu a cabeça…

  128. Patriarca da Paciência said

    Isto é que é falar de maneira clara, objetiva e irrepreensível:

    do link postado pelo Otto, 117.

    “É possível usar a teoria para fundamentar a condenação de um acusado supondo sua participação apenas pelo fato de sua posição hierárquica?

    Não, em absoluto. A pessoa que ocupa a posição no topo de uma organização tem também que ter comandado esse fato, emitido uma ordem. Isso seria um mau uso.

    O dever de conhecer os atos de um subordinado não implica em co-responsabilidade?

    A posição hierárquica não fundamenta, sob nenhuma circunstância, o domínio do fato. O mero ter que saber não basta. Essa construção [“dever de saber”] é do direito anglo-saxão e não a considero correta. No caso do Fujimori, por exemplo, foi importante ter provas de que ele controlou os sequestros e homicídios realizados.

    A opinião pública pede punições severas no mensalão. A pressão da opinião pública pode influenciar o juiz?

    Na Alemanha temos o mesmo problema. É interessante saber que aqui também há o clamor por condenações severas, mesmo sem provas suficientes. O problema é que isso não corresponde ao direito. O juiz não tem que ficar ao lado da opinião pública.”

    Suas Excelências, ministros do STF, ingeriram mas não digeriram a teoria do “domínio do fato”.

    Alías, fizeram uma interpretação bem simplória da teoria.

    Pela teoria aplicada por alguns ministros, César deveria ser condenado pelo próprio assassinato!

    Afinal Brutus, um dos principais articuladores do assassinato de César, era seu filho adotivo!

  129. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    por falar em Maria Antonieta, conforme registra a História, Nicolau II da Rússia, falava tão bem a língua inglesa quanto um lord inglês. O Barbosão, segundo parece, fala tão bem o inglês quanto qualquer universitário de Harvard!

    Certas pessoas nunca aprendem mesmo!

  130. Chesterton said

    123, e agora que os subversivos se mostraram corruptos?

    Elias, engano seu, o foda-se ainda não começou, isso que está aí é fichinha. Parece ue usted não conhece a história….

  131. Chesterton said

    No caso de Lula (se a tese de dominio do fato realmente fosse para valer ele estaria preso) o sistema judiciário acabou indo atrás da opinião pública.

  132. Chesterton said

    Luiz Inácio Lula da Silva está calado. O que é bom, muito bom. Não mais repetiu que o mensalão foi uma farsa. Também, pudera, após mais de três meses de julgamento público, transmitido pela televisão, com ampla cobertura da imprensa, mais de 50 mil páginas do processo armazenadas em 225 volumes e a condenação de 25 réus, continuar negando a existência da “sofisticada organização criminosa”, de acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seria o caso de examinar o ex-presidente. Mesmo com a condenação dos seus companheiros – um deles, o seu braço direito no governo, José Dirceu, o “capitão do time”, como dizia -, aparenta certa tranquilidade.

    Como disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), Lula é “um sujeito safo”. É esperto, sagaz. Conseguiu manter o mandato, em 2005, quando em qualquer país politicamente sério um processo de impeachment deveria ter sido aberto. Foi uma manobra de mestre. Mas nada supera ter passado ao largo da Ação Penal 470, feito digno de um Pedro Malasartes do século 21.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tempos-sombrios–tempos-petistas-,958666,0.htm

  133. Chesterton said

    O ex-presidente quer se vingar do resultado do julgamento do mensalão. Nunca aceitou os limites constitucionais. Considera-se vítima, por incrível que pareça, de uma conspiração organizada por seus adversários. Acha que tribunal é partido político. Declarou recentemente que as urnas teriam inocentado os quadrilheiros. Como se urna fosse toga. (idem)

  134. Chesterton said

    Denunciado neste blog em 2008, esquema dos comunistas que roubam merenda de criancinhas tem novas revelações.
    Em março de 2008, este blog publicava um post intitulado “Se fosse só tapioca”, denunciando as ONGS comunistas que compravam merenda podre para as crianças do programa Segundo Tempo, embolsando boa parte do dinheiro público. Leia aqui. O ministro Orlando Silva conseguiu ficar comendo o lanchinho das crianças até 2011, quando foi demitido. O blog fez uma sequência de denúncias sobre o assunto, envolvendo o Instituto Contato de Florianópolis: “Praças da juventude”, em novembro de 2008; ” Uma na foice, outra no martelo”, em abril de 2009; “Novas denúncias de corrupção contra ONGs comunistas”, em fevereiro de 2011. Pois não é que hoje surgem mais provas contra esta qudrilha, que já deveria estar presa? Leiam matéria do Estadão, abaixo.

    O dono de uma empresa subcontratada para fornecer alimentos a crianças atendidas por um programa de esportes do governo federal diz que cerca de 90% dos R$ 4,65 milhões que recebeu dos cofres públicos entre 2009 e 2010 foram desviados para políticos de Brasília, Santa Catarina e Rio. “Era tudo roubo. Vi maços de dinheiro serem distribuídos”, afirma o dono da JJ Logística Empresarial Ltda., João Batista Vieira Machado, em entrevista exclusiva ao Estado.

    Machado diz que foi usado em um esquema montado para fraudar o Segundo Tempo, programa do Ministério do Esporte que atende crianças em atividades físicas em horário extraescolar.A microempresa sediada no município de Tanguá, na região metropolitana do Rio, foi subcontratada pelo Instituto Contato, entidade sem fins lucrativos dirigida por integrantes do PC do B de Santa Catarina que mantinha dois convênios com o Ministério do Esporte. Machado tinha de fornecer lanches para as crianças.

    O dono da JJ Logística, porém, afirmou ao Estado ter fornecido alimentos cujo valor atingiu apenas R$ 498 mil. Os outros R$ 4,15 milhões saídos dos cofres públicos federais que teriam de ser usados para o fornecimento de lanches para as crianças acabaram desviados “para fins políticos”, segundo as palavras de Machado.

    Irregularidades no Programa Segundo Tempo já custaram o cargo do então ministro do Esporte Orlando Silva, demitido pela presidente Dilma Rousseff em outubro do ano passado – a pasta hoje é comandada por Aldo Rebelo, também do PC do B. No último dia 7 de outubro, Orlando não conseguiu se eleger para o cargo de vereador de São Paulo.

    O dono da JJ Logística aponta como responsáveis pelos desvios a ONG catarinense que a subcontratou e o empresário José Renato Fernandez Rocha, o Zeca, ex-assessor parlamentar do deputado federal Dr. Paulo Cesar (PSD-RJ). “O dinheiro vinha do Ministério do Esporte para a ONG de Santa Catarina, que passava para cá. Daqui sacava o dinheiro e mandava de volta para Brasília e Santa Catarina. Retornava o dinheiro todo”, afirma o empresário.

    “O José Renato (Fernandez Rocha) sacava o dinheiro, colocava numa sacola e levava tudo embora para Brasília e Santa Catarina”, diz o dono da JJ Logística, que alega não saber exatamente para quais políticos o dinheiro era encaminhado. Um terceiro personagem, identificado pelo denunciante como Wellington Monteiro, era o articulador entre as pontas do esquema no Rio, Brasília e Santa Catarina.

    Em fevereiro de 2011, o Estado revelou as primeiras irregularidades envolvendo o Instituto Contato. Além de problemas formais e de prazo na execução dos projetos, a reportagem mostrou que a entidade promovia aulas de tênis na rua e com raquetes de plástico e fornecia suco fora do prazo de validade. Procurado na época, Machado confirmou que fornecia lanches para a ONG catarinense, mas citou os desvios. “Fui orientado pelo José Renato a mentir naquela ocasião”, diz Machado.

    O dono da JJ Logística afirma ter sido “laranja” do esquema. Ele diz que se apresentará amanhã à Polícia Federal para prestar depoimento. Machado também promete levar documentos para as autoridades: notas fiscais, contrato social e alterações e cópias de cheques emitidos. A documentação, a qual o Estado teve acesso, mostra que a JJ Logística pagou no período em que recebia repasses do Programa Segundo Tempo contas de condomínio em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, faturas de lojas de material de construção, oficinas mecânicas e lojas de tinta. Todos os cheques são assinados por Fernandez Rocha, que também usou as folhas para sacar quase R$ 2 milhões.

    O contrato social mostra que foi Fernandez Rocha quem fundou a JJ Logística em abril de 2005. Mesmo depois que a transferiu para João Machado em fevereiro de 2008, continuou assinando os cheques da companhia. Além de atuar na JJ Logística, Fernandez Rocha também é sócio da MLH Comercial Ltda. A empresa recebeu R$ 1,35 milhão da ONG ligada ao PC do B.

    Machado diz ter decidido denunciar o esquema por ter sido enganado por Fernandez Rocha. “Éramos amigos, mas quero botar eles na cadeia. Peguei empréstimos de R$ 280 mil e agora me viraram as costas”, diz o empresário. “O Segundo Tempo é complicado. É por isso que decidi falar. Para me livrar ou para me enterrar mais. Porque depois que você entra numa dessas, você fica vulnerável com esses caboclos e pode tomar um tiro a qualquer momento.”
    POSTADO por coronel

  135. Zbigniew said

    O Lewandowski já havia alertado sobre a distorção do pensamento de Roxin.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/teorico-do-dominio-do-fato-repreende-stf#comments

  136. Chesterton said

    El primer cuidao del hombre
    es defender el pellejo;
    lleváte de mi consejo,
    fijáte bien lo que hablo:
    el diablo sabe por diablo
    pero más sabe por viejo.

    Hacéte amigo del juez,
    no le dés de qué quejarse;
    y cuando quiera enojarse
    vos te debés encojer,
    pues siempre es güeno tener
    palenque ande ir a rascarse.

    Nunca le llevés la contra
    porque él manda la gavilla;
    allí sentao en su silla
    ningún güey le sale bravo:
    a uno le dá con el clavo
    y a otro con la cantramilla.

    No andés cambiando de cueva,
    hacé las que hace el ratón:
    conserváte en el rincón
    en que empesó tu esistencia:
    vaca que cambia querencia
    se atrasa en la parición.

    Y menudiando los tragos
    aquel viejo como cerro,
    “No olvidés, me decía, Fierro,
    que el hombre no debe crer,
    en lágrimas de muger
    ni en la renguera del perro.”

    “No te debés afligir
    aunque el mundo se desplome:
    lo que más precisa el hombre
    tener, sigún yo discurro,
    es la memoria del burro,
    que nunca olvida ande come.”

    A naides tengás envidia;
    es muy triste el envidiar;
    cuando veás a otro ganar
    a estorbarlo no te metas:
    cada lechón en su teta
    es el modo de mamar.

    Si buscás vivir tranquilo
    dedicáte a solteriar;
    mas si te querés casar,
    con esta alvertencia sea:
    que es muy difícil guardar
    prenda que otros codicean.
    m. fierro

  137. Chesterton said

    Empresa dirigida pelo marido de Erenice será vendida por uma fortuna

    ERENICE GUERRA
    A Nextel pretende pagar cerca de R$ 370 milhões pela Unicel, operadora de celular ligada ao marido de Erenice Guerra, que deixou a Secretaria-Executiva da Casa Civil em 2009 sob a acusação de favorecer empresas (inclusive a própria Unicel). O problema é que a empresa, conhecida comercialmente como Aeiou, está para ser cassada pela Anatel, por causa de uma dívida de cerca de R$ 500 milhões. Se isso ocorrer, a frequência que ela operava terá que ir a novo leilão. Ao governo, no entanto, interessa que a empresa seja vendida para a Nextel, porque ele pretende, por meio da nova companhia, forçar Vivo, TIM, Claro e Oi –as quatro maiores– a baixar seus preços. A ideia é repetir a estratégia adotada em março pela presidenta Dilma Rousseff para baixar os juros. Com a resistência dos bancos privados, o governo usou o Banco do Brasil e a Caixa para dar início aos cortes. Quando começaram a tomar clientes, a concorrência decidiu acompanhá-los. Segundo a Folha de SP. a maior parte dos R$ 370 milhões pagos irá para os credores, incluindo a Anatel e o governo, a quem a empresa deve R$ 270 milhões. Ainda não se sabe quanto ficará com os controladores, se ficar. Entre os executivos do setor e os funcionários da Anatel, o marido de Erenice é tido como o real proprietário da Unicel.

    chest- e o que acontece? Nada…..

  138. Patriarca da Paciência said

    Comentarista Sollo, do blog do Nassif:

    “O “Domínio de Fato Brasuk a” também poderia ser aplicado ao Joaquim Barbosa, pois ele declarou que votou no PT em 2002, em 2006 e no PT em 2010, portanto sabendo de “tudo” desde 2005 votar no PT também é crime. Cana nele.”

  139. Otto said

    De outro comentarista do Nassif:

    “Estamos há meses falando na teoria do domínio do fato, nada melhor do que ler as palavras de Claus Roxin, o maior conhecedor dessa teoria. Ayres Britto deveria sentir vergonha até o seu último dia de vida pelas imbecilidades que falou no julgamento farsesco… E isso vale para tantos outros ministros que venderam suas consciências por quinze minutos de fama, se valendo de forma totalmente absurda da teoria em questão. O STF, nesse julgamento farsesco, escreve uma das páginas mais vexaminosas e repugnantes de toda a história do Brasil. Conseguiram até mesmo distorcer a própria teoria do domínio do fato, tamanho era o ódio de classe que sentiam contra os réus do PT! Lamentável, mas a história vai registrar essa podre vilania dos verdugos togados de hoje…E as Polianas de plantão, onde estão agora?!”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-stf-e-o-vexame-teorico

  140. Otto said

    Mais:

    “Comentários ao post “Teórico do domínio do fato repreende STF”

    Por Marco St.

    Só reforçando um detalhe da reportagem: Essa entrevista foi concedida há 2 semanas. Estava na prateleira da Folha. Foi publicada somente agora. Há 2 semanas atrás as condenações estavam sendo feitas e as eleições municipais estavam acontecendo. Outra coisa é que o teórico do tema jurídico do momento no Brasil estava no país e a imprensa, (de esquerda ou de direita), e inclusive blogs especializados, não perceberam? Só a Folha sabia?

    Por edson z

    É Marcos, concordo com você que um jornal do porte da Folha publicou somente depois do julgamento, mas publicou. Devemos ler a contrapelo e o que concordo mais uma vez com você, que a inquietação do “domínio de fato”, teoria que busca julgar os réus do mensalão, está aqui particular, totalmente desmascarada. É um julgamento totalmente político, inquisitorio em todos os sentidos, que visa criminalizar a “política”, vista como algo criminoso, corrupto e que deva-ser banida da vida pública. O que é mais importante é que caia os moralistas de plantão, a direita esquizofrênica. E mais ainda, os juízes que um dia se preocuparam com os direitos legalistas e individuais dos cidadãos e que seguiram o caminho diametralmente oposto, a fim de “status” de celebridade. Vergonhoso! Vergonhoso! Vergonhoso!”

  141. Otto said

    Edu, tu que te interessas pelo sucesso da Escandinávia.

    Aqui vai uma contribuição á discussão, do Paulo Nogueira:

    QUEREMOS SER O MÉXICO OU A ESCANDINÁVIA?

    “Algumas considerações sobre a carga tributária e a campanha das empresas de mídia pela diminuição.

    A carga tributária brasileira é alta. Cerca de 35% do PIB. Esta tem sido a base de incessantes campanhas de jornais e revistas sobre o assim chamado “Custo Brasil”.

    Tirada a hipocrisia cínica, a pregação da mídia contra o “Custo Brasil” é uma tentativa de pagar (ainda) menos impostos e achatar direitos trabalhistas.

    Notemos. A maior parte das grandes empresas jornalísticas já se dedica ao chamado ‘planejamento fiscal’. Isto quer dizer: encontrar brechas na legislação tributária para pagar menos do que deveriam.

    A própria Folha já faz tempo adotou a tática de tratar juridicamente muitos jornalistas – em geral os de maior salário – como PJs, pessoas jurídicas. Assim, recolhe menos imposto. Uma amiga minha que foi ombudsman era PJ, e uma vez me fez a lista dos ilustre articulistas da Folha que também eram.

    A Globo faz o mesmo. O ilibado Merval Pereira, um imortal tão empenhado na vida terrena na melhora dos costumes do país, talvez pudesse esclarecer sua situação na Globo – e, transparentemente, dizer quanto paga, em porcentual sobre o que recebe.

    A Receita Federal cobra uma dívida bilionária em impostos das Organizações Globo, mas lamentavelmente a disputa jurídica se trava na mais completa escuridão. Que a Globo esconda a cobrança se entende, mas que a Receita Federal não coloque transparência num caso de alto interesse público para mim é incompreensível.

    A única vez em que vi uma reprovação clara em João Roberto Marinho, acionista e editor da Globo, foi quando chegou a ele que a Época fazia uma reportagem sobre o modelo escandinavo. Como diretor editorial da Editora Globo, a Época respondia a mim. O projeto foi rapidamente abortado.

    Voltemos ao queixume do editorial da Folha.

    Como já vimos, a carga tributária do Brasil é de 35%. Agora olhemos dois opostos. A carga mais baixa, entre os 60 países que compõem a prestigiada OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, é a do México: 20%. As taxas mais altas são as da Escandinávia: em redor de 50%.

    Queremos ser o que quando crescer: México ou Escandinávia?

    O dinheiro do imposto, lembremos, constrói estradas, portos, aeroportos, hospitais, escolas públicas etc. Permite que a sociedade tenha acesso a saúde pública de bom nível, e as crianças – mesmo as mais humildes — a bom ensino.

    Os herdeiros da Globo – os filhos dos irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto – estudaram nas melhores escolas privadas e depois, pelas mãos do tutor Jorge Nóbrega, completaram seu preparo com cursos no exterior.

    A Globo fala exaustivamente em meritocracia e em educação. Mas como filhos de famílias simples podem competir com os filhos dos irmãos Marinhos? Não estou falando no dinheiro, em si – mas na educação pública miserável que temos no Brasil.

    Na Escandinávia, a meritocracia é para valer. Acesso a educação de bom nível todos têm. E a taxa de herança é alta o suficiente para mitigar as grandes vantagens dos herdeiros de fortunas. O mérito efetivo é de quem criou a fortuna, não de quem a herdou. A meritocracia deve ser entendida sob uma ótima justa e ampla, ou é apenas uma falácia para perpetuar iniquidades.

    Se quisermos ser o México, é só atender aos insistentes apelos das grandes companhias de mídia. Se quisermos ser a Escandinávia, o caminho é mais árduo. Lá, em meados do século passado, se estabeleceu um consenso segundo o qual impostos altos são o preço – afinal barato – para que se tenha uma sociedade harmoniosa. E próspera: a qualidade da educação gera mão de obra de alto nível para tocar as empresas e um funcionalismo público excepcional.

    A Escandinávia é um sonho muito distante? Olhemos então para a China. À medida que o país foi se desenvolvendo economicamente, a carga tributária também cresceu. Ou não haveria recursos para fazer o extraordinário trabalho na infraestrutura – trens, estradas, portos, aeroportos etc – que a China vem empreendendo para dar suporte ao velocíssimo crescimento econômico.

    Hoje, a taxa tributária da China está na faixa de 35%, a mesma do Brasil. E crescendo. Com sua campanha pelo atraso e pela iniquidade, os donos da empresa de mídia acabam fazendo o papel não de barões – mas de coronéis que se agarram a seus privilégios e mamatas indefensáveis.”

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=15782

  142. Michelle 2 said

    Medeus

    Otto parece desesperado.Não é pra menos.
    Sabe que o próximo será o embusteiro ex-presidente e quer desconstruir o STF preventivamente.
    Publicar comentaristas anônimos do Na$$if como se fossem “verdades”é um dos sintomas da psicose petista.
    Otto, Genoíno foi condenado até pelo Dias Tofolli, pela teoria do domínio do fato. Condenado disse que não entregaria companheiros nem num pau de arara.
    Entregar companheiros? Quem?

  143. Otto said

    Michelle, leia a entrevista do teórico do domínio do fato antes de falar asneiras.

    Meu Deus, antigamente os direitistas eram educados, cavalheirescos cultos etc.

    Agora são um bando de vociferantes histéricos, que trocam argumentos por xingamentos…

    Será culpa do Cabeção?

  144. Otto said

    Não sei se alguém já postou este artigo. Mas vai aí, pela sua agudeza.

    Artigo de Marcos Coimbra: “A mídia e os juízes”
    11 de novembro de 2012 – 18:22 –
    por Marcos Coimbra*

    Sociólogo Marcos Coimbra.
    Ainda há quem duvide quando ouve que a mídia brasileira é partidarizada. Que tem posição política e a defende com unhas e dentes.
    Por opção ideológica e preferência político-partidária, ela é contra o PT. Desaprova os dois presidentes da República eleitos pelo partido e seus governos. Discorda, em princípio, do que dizem e fazem seus militantes e dirigentes.

    A chamada “grande imprensa” é formada por basicamente quatro grupos empresariais. Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. É coisa demais na mão de gente de menos.

    Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma “conversa de petista”.

    Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem “(…) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada”.

    Disse isso em março de 2010 e nunca se retratou ou foi desautorizada por seus pares ou empregadores. Pelo contrário. Cinco meses depois, foi reconduzida, “por aclamação”, à presidência da ANJ. Supõe-se, portanto, que suas palavras permanecem válidas e continuam a expressar o que ela e os seus pensam.

    A executiva falava de maneira concreta. Ela não defendia que a mídia brasileira fizesse uma oposição abstrata, como a que aparece no aforismo “imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Propunha que atuasse de maneira tipicamente política: contra uns e a favor de outros.

    O que dizia é que, se a oposição partidária e institucionalizada falha, alguém tem que “assumir a responsabilidade”.

    O modelo implícito no diagnóstico é o mesmo que leva o justiceiro para a rua. Inconformado com a ideia de que os mecanismos legais são inadequados, pega o porrete e vai à luta, pois acha que “as coisas não podem ficar como estão”.

    Se os políticos do PSDB, DEM, PPS e adjacências não conseguem fazer oposição ao PT, a imprensa toma o lugar. Proclama-se titular da “posição oposicionista deste País”, ainda que não tenha voto ou mandato.

    Enquanto o que estava em jogo era apenas a impaciência da mídia com a democracia, nenhum problema muito grave. Por mais que seus editorialistas e comentaristas se esmerassem em novas adjetivações contra o “lulopetismo”, pouco podiam fazer.

    Como dizia o imortal Ibrahim Sued, “os cães ladram e a caravana passa” – entendendo-se, por caravana, Lula, Dilma, o PT e sua ampla base na sociedade, formada por milhões de simpatizantes e eleitores.

    Aí veio o julgamento do “mensalão”.

    A esta altura, devem ser poucos os que ainda acreditam que a cúpula do Judiciário é apolítica. Os que continuam a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma corte de decisão isenta e razoável.

    Desde o início do ano, seus integrantes foram pródigos em declarações e atitudes inconvenientes. Envolveram-se em quizílias internas e discussões públicas. Mostraram o quanto gostavam da notoriedade que a aproximação do julgamento favorecia.

    Parece que os ministros do STF são como Judith Brito: inquietos com a falta de ação dos que têm a prerrogativa legítima, acharam que “precisavam fazer alguma coisa”. Resolveram realizar, por conta própria, a reforma da política.

    O STF não é o lugar para consertá-la e “limpá-la”, como gostam de dizer alguns ministros, em péssima alusão a noções de higienismo social.

    Mas o mais grave é a intencionalidade política da “reforma” a que se propuseram.

    A mídia e o STF estabeleceram uma parceria. Uma pauta o outro, que fornece à primeira novos argumentos. Vão se alimentando reciprocamente, como se compartilhassem as mesmas intenções.

    A pretexto de “sanear as instituições”, o que desejam é atingir adversários.

    O julgamento do “mensalão” é tão imparcial e equilibrado quanto a cobertura que dele faz a “grande imprensa”. Ela se apresenta como objetiva, ele como neutro. Ambos são, no entanto, essencialmente políticos.

    As velhas raposas do jornalismo brasiliense já viram mil vezes casos como o do “mensalão”, mas se fingem escandalizadas. Vivendo durante anos na intimidade do poder, a maioria dos ministros presenciou calada esquemas para ganhar mais um ano de governo ou uma reeleição, mas agora fica ruborizada.

    O que ninguém imaginava era quão simples seria para a mídia ter o Supremo a seu lado. Bastavam algumas capas de revista.

    E agora que se descobriram aliados, o que mais vão fazer juntos?

    *Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.

    http://www.esmaelmorais.com.br/2012/11/artigo-de-marcos-coimbra-a-midia-e-os-juizes/#more-85182

  145. Patriarca da Paciência said

    Segue a advertência que o Revisor, Ministro Ricardo Lewandowski, fez na Sessão Plenária de 4/10/2012:

    “Para finalizar, Senhor Presidente, eu trago o depoimento insuspeito do próprio Claus Roxin, que foi fazer uma conferencia inaugural na já famosa Universidade de Lucerna na Suíça. Aliás, tive a honra e o privilégio de proferir uma palestra agora em maio, tanto na Universidade de Berna quanto na de Lucerna, a convite do Governo Suíço. É um lugar onde se cultiva um pensamento crítico do Direito. Claus Roxin, 40 anos depois de ter idealizado essa teoria, no ano de 1963, ele vai lá na Universidade de Lucerna, na aula inaugural, porque essa Universidade é recém-criada, e diz o seguinte: começou a manifestar preocupação com o alcance indevido que alguns juristas e certas cortes de Justiça, em especial o Supremo Tribunal Federal alemão, estariam dando a sua teoria, especialmente ao estendê-la a delitos econômicos ambientais. Sem atentar os pressupostos essenciais de sua aplicação que ele mesmo havia estabelecido. Dentre os quais a fungibilidade dos membros da organização delituosa (…) Nesse caso (da AP 470) não há fungibilidade, porque os réus são nominados, identificados, eles têm nome, RG, endereço. Não há uma razão, a meu ver, para se aplicar a teoria do domínio do fato. Não há, porque nos não estamos em uma situação excepcional, nós não estamos em guerra, felizmente. Então, Senhor Presidente, eu termino dizendo que não há provas e que essa teoria do domínio do fato, nem mesmo se chamássemos Roxin, poderia ser aplicada ao caso presente”.

    (Blog do PHA)

  146. Patriarca da Paciência said

    É realmente impressionante!

    As Excelências do STF, ao que tudo indica, fizeram uma grande lambança nesse julgamento do tal “mensalão”.

  147. Otto said

    Patriarca:

    isto vai entrar nos anais da história do STF, como uma de suas páginas mais vexaminosas…

  148. Patriarca da Paciência said

    Vejam que engraçado. Aquilo que alguns vem dizendo que irá “destruir” os Estados Unidos (vide famosa declaração do Partido Republicano) já é direito fundamental no Canadá!

    “Se Obama fosse canadense e decidisse seguir carreira política sua plataforma de campanha não soaria tão revolucionária por aqui. A grande verdade é que ele não teria muito a fazer no Canadá.

    Saúde pública, educação e economia estável (sabe-se lá até quando) são pilares da plataforma do reeleito presidente dos Estados Unidos que aos canadenses soam mais como direitos fundamentais.

    O direito à saúde pública de qualidade, por exemplo, é tido por aqui como parte da identidade cultural do país e qualquer ameaça ao sistema gera reações imediatas.”

    (Blog do Noblat)

  149. Otto said

    Putz. de lascar:

    247 – Criminalista de renome, o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira cunhou uma frase lapidar num artigo que escreveu sobre o julgamento da Ação Penal 470 (leia aqui). “Não pode passar sem registro um outro aspecto extraído ou confirmado pelo julgamento do mensalão: o poder da mídia para capturar a vaidade humana e torná-la sua refém”, disse ele.

    Transmitido ao vivo, o julgamento deu ao povo brasileiro a oportunidade rara de conhecer a personalidade de cada um dos ministros, ao mesmo tempo em que ofereceu aos juízes uma janela para que construíssem frases de efeito para as câmeras e para os telejornais – especialmente para o Jornal Nacional, da Globo, que dedicou 18 minutos ao tema, às vésperas do segundo turno.

    Aos poucos, no entanto, o próprio julgamento começa a ser julgado por pessoas de carne e osso e não pelos supostos intérpretes da “opinião pública”. E como já não há mais uma eleição na próxima esquina, o interesse dos meios de comunicação em relação ao julgamento não é o mesmo de antes. Outro especial de 18 minutos no JN não haverá. Os 15 segundos de fama já passaram.

    Diante disso, o que resta para os juízes que conduziram o espetáculo? Como eles serão lembrados no futuro, agora que estão descobrindo que a história não se encerra no Jornal Nacional?

    Ayres Britto se aposenta no dia 18. Sai frustrado. Não com uma “pontinha de tristeza”, mas com um iceberg de melancolia (leia mais aqui) por não ter conseguido proclamar a sentença e mandar seus antigos companheiros de partido – sim, Ayres Britto já foi o “Carlim do PT” – para a cadeia. Será lembrado, no máximo, pela sua poesia de qualidade duvidosa.

    Celso de Mello, o próximo a se aposentar, aproveitou os 15 segundos no Jornal Nacional para comparar o PT a duas organizações criminosas: o PCC e o Comando Vermelho. Mas teve o dissabor de ver lembrada a passagem do livro de Saulo Ramos, responsável por sua indicação ao STF, sobre um voto que deu por pressão da Folha de S. Paulo (leia mais aqui). Como consolo, ganhou de presente o movimento “Fica, Celso”, para que não se aposente, lançado pelo insuspeito Augusto Nunes.

    Marco Aurélio Mello também aproveitou seus 15 segundos no Jornal Nacional para cunhar uma frase sob medida: a do “sintomático 13”, que indicaria o número de integrantes da quadrilha que era julgada pelo STF. Mas demonstra um mal-estar crescente com o tribunal que emerge deste julgamento.

    Gilmar Mendes, que cultivava a imagem de um juiz destemido, sem jamais se curvar à chamada opinião pública, terá o dissabor de ver um novo STF se consolidar, não à sua imagem, mas à de Joaquim Barbosa, que representa justamente a corrente do “direito achado na rua” – votando em função daquilo “que a sociedade espera de nós”.

    Joaquim Barbosa, por sua vez, já vê seus dias de glória ficarem para trás. Seu estilo irascível – e o estilo é o homem (leia mais aqui) – só é aceito pela elite brasileira quando atinge seus adversários ideológicos. Jamais seria aceito, por exemplo, no julgamento do mensalão mineiro ou de casos que envolvam representantes da aristocracia brasileira.

    Já o carioca Luiz Fux será lembrado como representante máximo das soluções de improviso – Fux era aquele que em meio a um conflito qualquer na dosimetria sugeria que se fizesse uma média entre as penas. E jamais será esquecida, em Brasília, uma história que corre à boca pequena. “Mensalão? Ah, isso eu mato no peito”, teria dito um ministro durante o processo seletivo.

    Dias Toffoli foi aquele que inocentou José Dirceu, mas condenou José Genoino.

    Rosa Weber e Carmen Lúcia souberam, ao menos, ser discretas.

    E Ricardo Lewandowski teve a coragem de ser juiz. Foi o único que alertou para o equívoco que vinha sendo cometido em relação à doutrina do “domínio do fato”. Em importante entrevista publicada neste domingo, o autor da teoria, Claus Roxin, afirma que essa doutrina não elimina a necessidade de provas e que julgamentos não devem ser conduzidos pelos meios de comunicação, como verdadeiros espetáculos.

    Pois o show está chegando ao fim, as cortinas estão se fechando e, agora, cada ministro terá que lidar com sua própria consciência.

    Para quem assistiu de fora, fica a questão: ainda há juízes em Brasília?

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/85128/Julgamento-do-mensal%C3%A3o-j%C3%A1-come%C3%A7a-a-ser-julgado.htm

  150. Michelle 2 said

    “Michelle, leia a entrevista do teórico do domínio do fato antes de falar asneiras”.

    Eu li e percebi que você não leu…e não entendeu.
    José Dirceu e José Genoíno foram condenados por “crime de lesa pátria” e agora os idiotas apelam para um alemão controverso pra desqualificar o Brasil.

    Eles vão do banheiro à cozinha sem lavar as mãos.
    O STF – Celso de Mello desqualificou e humilhou o Lewandoski nesse assunto e condenou como criminosos os ex-chefes do PT.
    Até Dias Tofolli condenou.
    ZG foi condenado por 9 a 1.
    O fato:
    A cúpula do PT cometeu peculato, corrupção ativa e formação de quadrilha.E foram condenados.

    Só idiotas insistem que o STF julgou errado.
    Até porque o fato já aconteceu e ZD, ZG e Delubio vão dormir na prisão. No mínimo.
    Chora carpideira.

    Chegará a vez de lula, o embusteiro.
    O fantasma de Celso Daniel está de novo assombrando o partido. Assassinato.
    Você é idiota?

  151. Chesterton said

    Vamos deixar uma coisa clara para os “escandinavistas”. Vemos o exemplo sempre citado da Noruega, que possui um PIB per capita de mais ou menos 60 mil dólares é classificada em terceiro lugar pelo Banco Mundial, enquanto o brasil, com uns 12 mil dólares per cápita está em no septuagésimo quinto (75) lugar. Até vocês reconhecem que uma alta carga tributária provoca crescimento baixo ou até estagnação. A Noruega é um reino, uma monarquia constitucional, como a Inglaterra, e tem uma população de 5 milhões de habitantes.
    São paulo, a cidade, tem mais de 11 milhões de habitantes. A grande São Paulo chega a 20 milhões.
    A Noruega não tem dívidas, aliás, é credora. Mais de 57% de suas exportações são petróleo e derivados, é como se no Kwait nevasse, e correspondem a 20% do PIB. Quando acharam petroleo no mar do Norte foi como se o Roberto marinho ganhasse 5 vezes seguidas na megasena.

    ” Norway has obtained one of the highest standards of living in the world in part by having a large amount of natural resources compared to the size of the population. In 2011, 28% of state revenues were generated from the petroleum industry. ”

    http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/3421.htm
    Aí o Pax aparece e diz: ” ah, eu queria muito que o brasil fosse “quinenqui” A Noruega….”
    Pax, então faz buraco aí no seu latifúndio e vê se acha petróleo.

    30% da força de trabalho trabalha para o governo (porra, que moleza)
    22% está no welfere (encostado, como se diz aqui), mais moleza
    13% são aposentados por invalidez, o maior nível no mundo inteiro.

    -CARALHO, 65% da população economicamente ativa não trabalha!!!!!

    Não entraram para o Mercado comum Europeu (espertinhos, hein, sabiam que era uma fria…)
    Em vez de gastar as reservas de dinheiro juntam, acumulam, juros , dividendos, royalties, tudo a favor deles, e não contra eles
    O fundo de pensão tem hoje em caixa 600 bilhoes de dólares (equivaleria ao INSS brasileiro ter 40 vezes mais = 24.000 bilhoes de dólares, ou 24 trilhoes de dólares ) de RESERVA, porque a grana continua entrando. São só 6 PIB brasil aplicados em empresas produtivas no mundo inteiro. Todos nós brasileiros temos que trabalhar 6 anos só para produzir o que 5 milhões de noruegueses tem em caixa para o caso de alguma coisa der errado, em termos per capita.

    E tem mais, é o maior exportador de peixe, depois da China, a energia hidrelétrica supre 95% das necessidades do país, o que permite vender o petroleo para queimar bem longe deles.
    E eles não são bonzinhos não, nem são trouxas, é o sexto maior exportador de armas mundial e a indústria bélica é bem sólida caso algum malandro resolva ter a idéia de invadir o país deles.

    Aí chega um amigo do Elias e diz: “ah, eu não quero mais que o brasil fique como Cuba, eu quero que fique como a Noruega….” (buá, buá, eu quero ser a Noruega…) tóing!!!! Non sequitur

    Tem mais noruegueses nas Américas que na Noruega (ué, saíram do paraíso?) Alguns são descendentes…

    Com essa grana toda, a Noruega fica cagando regras para o mundo inteiro….ai, ai, ai…

  152. Chesterton said

    A Noruega patrocina guerras no mundo inteiro

    http://theforeigner.no/pages/news/explosion-in-norwegian-arms-trade/

  153. Michelle 2 said

    Várias pessoas em torno de José Dirceu estão chocados com a sua conduta doentia. Arrogante e em pleno surto de megalomania, ele prepara em detalhes a cerimônia da sua prisão. Quer ser arrancado de casa, algemado, jogado no camburão. Quer chocar e gerar comoção entre a militância petista. O chefe da quadrilha do Mensalão acredita, piamente, que será um novo Nelson Mandela. E que, da cadeia, comandará uma revolução que salvará o Brasil desta injusta e ímpia democracia. Que sairá da prisão nos braços do povo aclamado como o grande líder da esquerda, pronto para tomar o poder pelo voto ou pelas armas. Com a sua biografia, a sua índole e o seu caráter, no entanto, é mais fácil José Dirceu se transformar não em Mandela, mas sim em Marcola, liderando o crime organizado no país.
    Fiquem de olho nos gestos do bandido.
    Ele pirou de vez.

  154. Chesterton said

    José Dirceu quer encarnar Mandela. Mais fácil virar um Marcola.
    Várias pessoas em torno de José Dirceu estão chocados com a sua conduta doentia. Arrogante e em pleno surto de megalomania, ele prepara em detalhes a cerimônia da sua prisão. Quer ser arrancado de casa, algemado, jogado no camburão. Quer chocar e gerar comoção entre a militância petista. O chefe da quadrilha do Mensalão acredita, piamente, que será um novo Nelson Mandela. E que, da cadeia, comandará uma revolução que salvará o Brasil desta injusta e ímpia democracia. Que sairá da prisão nos braços do povo aclamado como o grande líder da esquerda, pronto para tomar o poder pelo voto ou pelas armas. Com a sua biografia, a sua índole e o seu caráter, no entanto, é mais fácil José Dirceu se transformar não em Mandela, mas sim em Marcola, liderando o crime organizado no país. Fiquem de olho nos gestos do bandido. Ele pirou de vez. (coronel)

  155. Zbigniew said

    Os caras brigaram em alemão? Mas é muita parvonice.

    “Autor: Luis Nassif
    Do grande magistrado se espera a sabedoria, não a erudição desenfreada e vazia dos que cultivam citações fora do contexto. Espera-se a simplicidade, não a empáfia dos pobres de espírito. Espera-se a responsabilidade dos que sabem estar tratando com o destino de pessoas; não a insensibilidade dos indiferentes ou o orgasmo dos carrascos.

    O grande magistrado faz-se ao longo de sua história, e não através de um grande momento, da bala de prata, do discurso rebuscado e irresponsável que acomete os vaidosos quando expostos aos holofotes da mídia. Espera-se a coragem verdadeira, dos que enfrentam até os ataques ao caráter sem abrir mão de suas convicções ; e não a coragem enganadora dos berros, dos gritos de quem quer se fazer notar pelo escândalo.

    A coragem do grande magistrado se manifesta quando exposto ao clamor da turba, quando não perde a calma ao enfrentar o populacho; e não quando cede ao jogo de cena que fabrica linchamentos e compromete a isenção.

    O Ministro Ricardo Lewandowski fala alemão desde criança, filho de suiços que é. Jamais alguém assistiu embates ridículos de erudição, como esse desafio vazio de Spy x Spy, Barbosa x Gilmar, para saber quem domina mais o alemão. Não pretende chocar, como Marco Aurélio de Mello, mas tem a coragem de investir contra a maioria, apenas para seguir sua consciência.

    Com seu ar de lente, está longe da esperteza de praia de Luiz Fux, do ar melífluo de Ayres Britto, da falsa solenidade de Celso de Mello ou do ar de presidente de Diretório Acadêmico de Toffoli.

    O Ministro aplicou penas severas, sim, tão severas quanto as de qualquer juiz não afetado pelas pressões externas da turba. Mas não cedeu um milímetro em suas convicções. Nem quando foi cercado pelos colegas, ao tentar demonstrar o erro de interpretação na teoria do domínio do fato.

    Se um dia esse Supremo for dignificado, será pelo Ministro simples, cordato, sensível que tentou trazer a noção de humanidade e de justiça a um grupo embrigado pelas luzes de neon da cobertura jornalística.

    Clique aqui para assinar o Manifesto de Desagravo a Lewandowski, preparado pelo Blod da Cidadania.”
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-desagravo-a-lewandowski

  156. Patriarca da Paciência said

    “José Dirceu e José Genoíno foram condenados por “crime de lesa pátria” e agora os idiotas apelam para um alemão controverso pra desqualificar o Brasil.”

    Realmente! Realmente!

    É a velha linguagem da UDN perdendo a vergonha de aparecer.

    São os moralistas hipócritas de sempre.

    É o velho corvo caniceiro Carlos Lacerda, aquele que era ao contrário de Jesus, ou seja, Jesus dava peixes aos pobres, Carlos Lacerda dava pobres ao peixes, recolhia todos que alcançava e os atirava em alto mar, ao mesmo tempo em que ficarava a grasnar – Mar de lama! Mar de lama!

    Mas boa parte dos brasileiros já estão acordando para a lambança do STF.

    Logo o Legislativo vai acordar também!

  157. Pax said

    O problema em colecionar notícias é que elas ficam… digamos… colecionadas.

    https://politicaetica.com/2010/02/26/abre-o-contrato-ze-dirceu/

    Não é que se esteja tornando alguém mártir, ou herói, ou bandido. A questão é não perder a memória. Outra questão é esta sobre fundamentos ou não de julgamentos em que, do dia para a noite, aparecem pós doutores em direito. Uma terceira questão é sobre a existência de uma conspiração entre a mídia e os ministros do STF – sempre lembrando que uma maioria foi indicada por Lula e Dilma – sem que se saibam onde estão estas provas.

    Alhures a diretoria da BBC foi para o brejo. Esconderam que um de seus ícones gostava de pegar, de quando em vez, uns adolescentes para umas farrinhas sexuais. Depois levantaram suspeitas sobre outro sem que houvesse provas concretas.

    O brejo na imprensa não está só aqui, está em todo lugar. E mesmo assim é melhor ter uma imprensa livre, mesmo que no brejo, que uma imprensa controlada por quem quer que seja.

    Ter um projeto para o país não autoriza ninguém a passar por cima das leis. Nessa balela, desculpem-me, não entro.

    Em São Paulo as chacinas são de quem mesmo? Começo a ficar em dúvida.

  158. Elias said

    Ora, Chester,

    A Noruega não entrou pra zona (falar nisso, tá uma zona, mesmo, fedida e mal pega…) do Euro, porque não precisa.

    Se ela entrasse, ia acabar tendo que torrar uma parte da grana que tem de reserva pra financiar a ilusão lusitana de fazer parte do 1º mundo. O pessoal melhorzinho de vida nasoropa tem que gastar uma baba pra manter nossos irmãos lusitanos dentro da própria casa, ou seja, em Portugal. Caso contrário, quando um alemão levantasse a tampa do vaso sanitário, para lá depositar um pedaço do mais profundo de seu ser, daria com uma mulher de bigode, saindo do vaso, a dizeire: “Pois não, dotoire…! Schifaizfavoire…!”

    A Noruega é uma “economia de funcionários públicos”? Pois que seja, gajo…!

    E daí…?

    Tá em situação melhor — muito melhor, aliás! — do que qualquer economia de mercado que há por aí…

    Qual o problema, cachopa?

    Tu estás a pensaire que só há um jeito de se daire certo?

    Pois estás enganado, puto! (no idioma lusitano, “puto” significa “garoto”).

  159. Chesterton said

    E as putas, perguntei em coimbra ao Antonio meu colega..As putas são as putas mesmo.
    Pois é Elias, ser funcionário público sem precisar trabalhar é ótimo para frequentadores de um estado petroleiro que ainda por cima não tem que conviver com areia por todo lado. Mas antes de fazer comparações com o Brasil, achar que o modelo é compatível com o Brasil, primeiro encontrem petroleo (40 vezes mais que a Noruega) e aprendam a administrar o petroleo como a Noruega.
    É impressionante como você não se dá conta disso, confesso que esperava um pouco mais de você. Acho que está convivendo muito com o Patriarca.

  160. Chesterton said

    Bernard Lewis aos 95

    Bernard Lewis, um dos meus heróis intelectuais, escreveu finalmente as suas memórias. Aos 95 anos. Intitulam-se “Notes on a Century: Reflections of a Middle East Historian” (notas sobre um século: reflexões de um historiador do oriente médio, W&N, 400 págs.) e raros foram os livros que me deram tanto prazer intelectual em 2012.

    Li Lewis devagar, como quem tem medo que o livro acabe depressa. E quando cheguei ao fim, voltei ao início com a mesma cadência lenta.

    A palavra que se aplica ao senhor é coragem: durante mais de 70 anos, Lewis foi “primus inter pares” dos historiadores do Oriente Médio. Leu tudo, escreveu sobre tudo, conheceu meio mundo, viajou por outro meio. E nunca se refugiou nas piedades politicamente corretas que contaminam o discurso sobre a matéria.

    Um “orientalista”, como lhe chamou pejorativamente Edward Said, interessado em construir representações falaciosas sobre o outro para melhor o dominar?

    Aos 95 anos, Lewis não perde tempo com latidos menores e Said é destruído em duas linhas: o Orientalismo, ensina o prof. Lewis sem levantar a voz, não começou com a colonização do islã pela cristandade. Curiosamente, começou antes: com a colonização da cristandade pelo islã. Se Said tivesse passado sete décadas a comer pó em arquivos, saberia disso. Adeus, Said.

    Eis o ponto: para Lewis, o Ocidente é um fato cultural e civilizacional, não uma plataforma de guerrilha, a favor ou contra. E é tão arrogantemente absurdo atribuir ao Ocidente a culpa pelos males do mundo como era fazer do Ocidente o centro incomparável do mundo. Será preciso chegar aos 95 anos para escrever o óbvio? Para escrever que imperialistas e anti-ocidentalistas partilham o mesmo tipo de mentalidade eurocêntrica? Suspiros.

    Até porque o Ocidente, na pena de Lewis, não ganha favores especiais, sobretudo quando os vícios superam as virtudes. Um exemplo: durante a Segunda Guerra Mundial, com a falta de comida no Norte de África, os soldados americanos enviaram produtos enlatados para a região. Como presunto e carne de porco. As populações locais, indignadas com a ofensa às mais basilares regras da dieta muçulmana, recusaram violentamente a generosidade de Washington. Os americanos não entenderam porquê.

    Lewis conta episódios desses com a naturalidade de quem esteve lá: como soldado inglês e testemunha da ignorância dos ocidentais sobre uma civilização antiga, rica, complexa. E, como todas as civilizações, falível por definição.

    Algumas das melhores páginas das memórias de Lewis lidam com o tema arcano da escravatura no mundo muçulmano. Sim, eu sei: falar da escravatura é falar uma vez mais do Ocidente, sempre do Ocidente, apenas do Ocidente, como se esse crime fosse propriedade exclusiva de homens brancos, cristãos e europeus.

    Não é, não: a escravatura no Islã começou antes dos europeus e continuou depois dos europeus. Na Arábia Saudita, a prática foi abolida em 1962. Ontem, com a café da manhã.

    E, a respeito da ignomínia, conta Lewis um episódio sobre o tráfico negreiro: aconteceu em Espanha, durante uma conferência sobre o tema. Lewis conversava com Patrick Harvey, outro “orientalista” célebre e um especialista na Espanha moçárabe.

    Então surgiu em cena um estudioso afro-americano que resolvera rebatizar-se com um nome muçulmano. Lewis quis saber porquê. O outro disse-lhe: “Para renunciar aos nomes daqueles que nos compraram.” Patrick Harvey, que escutava a conversa, comentou apenas: “E adotar os nomes daqueles que vos vendiam?”

    A pena de Lewis é assim: pedagógica, breve e fulminante. Trata de pequenas coisas (o mandamento bíblico “não matarás” é, numa tradução mais rigorosa do hebraico, “não assassinarás”, uma importante diferença) e trata das grandes coisas. Como as polêmicas contemporâneas sobre as guerras do Iraque, o conflito israelense-palestino e, “last but never least”, a chamada “primavera árabe”.

    Lewis não se furta a nenhuma delas e aproveita o embalo para esclarecer os incréus. Sim, ele apoiou Bush (pai) na primeira guerra do Iraque. Não, ele não apoiou Bush (filho) na segunda guerra do Iraque. Em 1991, depois de libertarem o Kuwait, os americanos deveriam ter terminado o serviço em Bagdad. Não o fizeram. Esse “Kuwait Interruptus”, como lhe chama Lewis, foi a causa dos desastres posteriores.

    Como o desastre de 2003, quando Bush (filho) voltou a marchar contra Saddam Hussein. Em 2003, o caminho deveria ter sido outro: apoiar e reconhecer um “Governo Livre do Iraque” que, a partir do norte, trataria de derrubar Saddam por dentro. E apontar as baterias diplomáticas e até militares para o Irã, a maior ameaça para a paz na região.

    Há quem discorde. E a discórdia bate sempre no mesmo argumento: se o Irã chegar à bomba, existe no regime iraniano uma “racionalidade” qualquer que o faria portar-se condignamente e evitar a destruição de Israel e a inevitável retaliação americana contra o Irã.

    Eu próprio assisti várias vezes a esse debate: apesar de possuir armamento químico e biológico, Teerã nunca o usou contra Israel. Nem permitiu que o Hezbollah, no Líbano, ou o Hamas, em Gaza, o fizessem.

    Infelizmente, arsenal nuclear altera as regras do jogo. E é precisamente pela natureza fulminante de um ataque nuclear que as comparações passadas com a “racionalidade” do regime não colhem para Bernard Lewis. Se o Irã chegar à bomba, escreve ele, os confortos da “destruição mútua assegurada”, que aguentaram os cavalos durante a Guerra Fria, não funcionarão para um regime fanatizado e messiânico.

    E Israel? E sobre o intratável conflito israelense-palestino? Uma vez mais, Bernard Lewis não se refugia em argumentos gastos. Prefere contar uma história sobre a história: em 1974, Yasser Arafat preparava-se para o seu discurso triunfal na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

    Mas, a caminho de Nova York, o líder da OLP fez uma paragem em Túnis, capital da Tunísia, onde o presidente Habib Bourguiba o recebeu com um jantar. Depois do repasto, o líder tunisino ter-lhe-á dito: vá a Nova York e surpreenda tudo e todos ao aceitar a resolução 181 da ONU (informação: a resolução 181 recomenda o estabelecimento de um estado judaico e de um estado árabe na Palestina; foi com base nesta resolução que o estado de Israel foi proclamado em 1948).

    Aceitar a resolução, explicou Bourguiba, obrigaria a ONU, os americanos e até os israelenses a aceitar um estado palestino independente.

    Arafat recusou enfaticamente a sugestão. Ou era toda a Palestina, ou não seria Palestina nenhuma. Todos conhecemos o resto dessa história sangrenta. Foi Palestina nenhuma. Até hoje.

    E hoje? Lewis, aos 95 anos, com sete décadas de estudo sobre o Oriente Médio, não poderia ficar em silêncio com a “primavera árabe”, sobre a qual se escreveram longos tratados de analfabetismo histórico e sentimentalismo pueril.

    Como escreveu o filósofo John Gray há uns tempos, faz parte da “fé progressista” acreditar nas virtudes terapêuticas de uma qualquer revolução. Acreditar, no fundo, que o derrube de um ditador acabará sempre por trazer a aurora de um regime decente e livre.

    Lewis, tal como Gray, não compra essa versão dos fatos: sem o fortalecimento de uma sociedade civil digna desse nome e sem instituições políticas capazes de garantir direitos e liberdades fundamentais para a dignidade da pessoa humana, a “primavera” será tomada de assalto por radicais islâmicos interessados em parar, com violência e obscurantismo, qualquer processo de modernização do Islã.

    Porque o Islã, explica Lewis, está ainda nos alvores de um caminho –social, cultural, econômico e religioso– que a Europa já trilhou há mais de cinco séculos. O que significa que a religião tem uma importância pública e social –como fonte de autoridade, lealdade e definição de identidades– como já não se vê na Europa depois das sucessivas vagas de modernidade que aportaram ao Velho Continente: do Renascimento à Reforma, do Iluminismo à Revolução Industrial.

    E o Islã não beneficia de nenhum preceito religioso que, à semelhança do que sucedeu na Cristandade, seja capaz de dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.

    O caminho será longo. Se a “primavera árabe” falhar, e ela tem tudo para falhar, será um caminho interrompido.

    Agora que os Estados Unidos reelegeram Barack Obama, alguém deveria enviar para Washington uma cópia das magistrais memórias de Bernard Lewis. Para que o presidente reeleito aprenda que, às vezes, o pior ainda pode estar por vir.

    João Pereira Coutinho

  161. Jose Mario HRP said

    UAU!
    Claus Roxin, o juiz e jurista alemão que inventou a tal “dominio do fato” declara aos meios de comunicação que nosso STF deturpa a tal teoria!
    KKKK…..
    Eu bem que avisei que passaríamos por mais esse mico!
    Mais uma vez nossas instituições s~çao ridicularizadas no exterior por nossa incapacidade e incompetencia!
    Prabens STF!
    O velho catedrático desancou nossos “paladinos”!

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/jurista-alemao-repreende-o-stf-pelo-mau-uso-de-sua-teoria-do-dominio-do-fato.html

  162. Chesterton said

    URSS

    he six contradictions of socialism in the USSR:

    * There is no unemployment – yet no one is working.

    * No one is working – yet the factory quotas are fulfilled.

    * The factory quotas are fulfilled – yet the stores have nothing to sell.

    * The stores have nothing to sell – yet people’s homes are full of stuff.

    * People’s homes are full of stuff – yet no one is happy.

    * No one is happy – yet the voting is always unanimous.

    USA

    The six contradictions of socialism in the United States of America:

    * America is capitalist and greedy – yet half of the population is subsidized.

    * Half of the population is subsidized – yet they think they are victims.

    * They think they are victims – yet their representatives run the government.

    * Their representatives run the government – yet the poor keep getting poorer.

    * The poor keep getting poorer – yet they have things that people in other countries only dream about.

    * They have things that people in other countries only dream about – yet they want America to be more like those other countries.

  163. Pax said

    Só recorrendo a todos os santos do meu ateismo para entender o nosso velho e infalível Chesterton.

    Ele e suas fontes (aliás, cite-as, por favor) estão piores a cada dia.

    Haverá cura? Caso contrário, haverá, ao menos, um estancamento de tamanha piora?

    Oremos.

  164. Chesterton said

    ad hominem…para de reclamar, tudo tem link.

    Ateista recorrendo a santos, só no Brasil do PT….

  165. Elias said

    Mas, Chester,

    Duvido que exista alguém com um mínimo de inteligência — e sóbrio! — acreditando que, um dia, o Brasil vai se tornar pelo menos parecido com a Noruega de hoje.

    Com essa elitezinha vagabunda que a gente tem, gananciosa, desonesta, avarenta e socialmente insensível, o Brasil já tem sorte em não ser como o Haiti…

    Eu tava falando da Noruega, mesmo…

    Aliás, falar em petróleo, a Noruega tem planos pra reduzir substancialmente o consumo do fósseis por lá. Vi por lá, em pleno andamento (e lá se vão mais de dois anos…), um projeto pro carro que queima hidrogênio. A emissão é zero e, de acordo com o que me disseram, eles pretendem sintetizar hidrogênio a partir da água do mar…

    Parece que os funcionários públicos de lá não só produzem, como também pensam…

    Os daqui, coitados… Continuam mantendo a velha tradição do funcionalismo lusitano…

    Raios!!!

  166. Pax said

    Tem um projeto brasileiro – que conheço um pouco – para conseguir, através da energia solar, produzir hidrigênio líquido.

    Hoje se gasta mais na produção que no resultado energético deste combustívvel.

    Ainda é um projeto pequeníssimo, uns poucos tostões, nas universidades. De olho neles e a pronto para aportar um porrilhão, o Eike.

    Mas o Chesterton acha que os empreendedores, esses que querem o lucro rápido, bom e barato, disponibilizarão suas guaiacas recheadas para investir em conhecimento público.

    Como se nos EUA, a pátria amada, do nosso velho e infalível, não fossem as forças armadas, pagas com dinheiro do estado, que produzissem a maior parte do conhecimento que move o mercado.

    Como, por exemplo, a nossa internet, negociada pelo Marcos Valério em nome de… bem, aí é outro assunto.

  167. Chesterton said

    Elias
    1. Quem fala muito em Noruega aqui é o Pax
    2. Você é elite, não se faça de desentendido.
    3. A Noruega não queima petroleo, vende petroleo.

  168. Edu said

    Elias,

    #165: “Duvido que exista alguém com um mínimo de inteligência — e sóbrio! — acreditando que, um dia, o Brasil vai se tornar pelo menos parecido com a Noruega de hoje.”

    Essa pessoa existe:o Pax!

    É que o pessoal aqui fica nervosinho quando usamos exemplos como a grande Cuba, ou a grande Koréia do Norte para representar o ideal de um país governado pelo PT do futuro. Esse pessoal começa a dizer que o PT do futuro tem que ser IGUALZINHO à Noruega: a nova utopia socialista, ou social-democrata.

    —X—

    “Parece que os funcionários públicos de lá não só produzem, como também pensam…

    Os daqui, coitados… Continuam mantendo a velha tradição do funcionalismo lusitano…”

    Ué… então explique-me como o PT vai fazer a transição dessa velha tradição do funcionalismo lusitano para um novo funcionalismo pensante – como o da Noruega – se o próprio PT não consegue enterrar de uma vez por todas os criminosos recém condenados?

  169. Edu said

    Otto,

    Eu gosto da Noruega. Mas, sem querer decepcioná-lo, a Noruega, em muitos aspectos é muito mais capitalista do que vc imagina.

    Acho que o Chesterton apresentou alguns fatos, até onde eu sei, esses fatos que o Chest apresentou conferem.

    Pessoalmente eu não acharia ruim de viver em um país capitalista como a Noruega. O que me preocupa é justamente o que disse ao Elias acima: como é que será a transição? Em que o PT está ajudando a conduzir o Brasil a essa realidade?

    – As agências reguladoras mal cumprem seus papéis
    – As empresas estatais não são usadas de maneira inteligente e capitalista: são usadas para fins políticos
    – As obras públicas carecem de gestão e são antros de corrupção
    – O assistencialismo que compra votos é de controle do Estado, o assistencialismo que não compra votos é controlado pelas ONGs (empresas que não precisam prestar contas ao todo poderoso Estado)

    Conte-me: administrando o país da maneira como faz, como é que o PT vai conduzir o Brasil a níveis noruegueses?

  170. Pax said

    Caro Edu,

    Não sou o único que sonha com a social democracia nórdica. Há uma penca. E nosso velho e infalível interlocutor faz contraponto com um exemplo baseado numa única economia singular. Os nórdicos são formados por vários exemplos. Não só o Brasil é capaz de não viver de uma única fonte como acredito que se alocarmos todas as verbas para Educação, em médio espaço de tempo, 2 a 3 décadas, mudamos os rumos para um futuro muito desejável. Há nórdicos que vivem, essencialmente, de inovação, de inteligência, de conhecimento e capacidade de produção.

    Que mal há de sonhar com isso?

    Estados fortes, atuantes no sentido de igualar condições competitivas, promotores de igualdades, principalmente em Educação e Saúde, pedindo vênias ao nosso infalível Chesterton, são meus objetos de desejo político.

    Sim, confesso. Mesmo sob tortura intelectual, confesso que sim.

    Mas que não sejam produzidos e geridos por agentes como Marcos Velério e similares. Não acho necessários. Ao contrário, do que temos da História, pior emenda que soneto. Melhor irmos devagar, mas republicanicamente.

    As penas anuciadas sem a presença dos advogados de defesa, data venia, não me parecem muito legais.
    a

  171. Elias said

    “Ué… então explique-me como o PT vai fazer a transição dessa velha tradição do funcionalismo lusitano para um novo funcionalismo pensante – como o da Noruega – se o próprio PT não consegue enterrar de uma vez por todas os criminosos recém condenados?” (Edu)

    Sei lá, Edu. Não faço a mínima idéia. Aliás, nem acho que isso seja possível, ou que esteja sendo buscado, seja lá por quem diabos for…

    Apenas o Chester colocou algumas características — verídicas — da Noruega, e eu o lembrei que, tendo feito como faz, a Noruega tem se dado bem.

    Se ela houvesse aderido à UE, p.ex., teria sido péssimo pra ela (aliás, a Dinamarca também não aderiu, né?).

    E acho tens razão noutra coisa: “…o próprio PT não consegue enterrar de uma vez por todas os criminosos recém condenados”.

    Já escrevi sobre isso, acima. Se dependesse de mim, o PT já teria ferrado com esse pessoal há vários anos.

    E não só com eles. Se dependesse de mim, já teríamos ferrado com um bando de vagabundos da oposição, também. Inclusive vagabundos que gostam de tirar onda com a gatunagem dos adversários políticos, quando eles próprios não passam de ladrões da pior espécie.

    Lembra do Demóstenes, e daquele Virgílio amazonense, ambos incensados pela oposição como campeões da moralidade, quando não passam de marginais?

    Pois é… Se dependesse de mim, essa raça ordinária seria tratada toda no pau!

    Tenho uma pequena esperança de que, em 2013 e 2014, a Dilma mexa um pouco nesse balde de m…, e faça cair a máscara de pelo menos uns 10 ou 15 integrantes dessa corja de falsas vestais… Vestais de himen arrombado… Ou complacente…

    A meu pensar, deve-se pegar, ao longo de 2013 e 2014, uns 10 ou 15 significantes, “representativos”, para que recebam o tratamento que merecem, e, assim, sirvam de exemplo pra arraia miúda…

    Evidentemente que nada disso fará o Brasil se aproximar da Noruega.

    Mas, se ele se afastar um pouco mais do Haiti, já estará de bom tamanho…

    Com essa elitezinha que nós temos, não vai ser fácil…

  172. Chesterton said

    Os colegas socialistas esquecem que é tudo uma questao de administrar recursos escassos. Uma vez que os recursos deixem de ser escassos, não precisa de capitalismo.

    Elias, vamos começar a colocar os petistas na CADEIA?

  173. Chesterton said

  174. Olá!

    Alguns pontos. Ei-los:

    Edu,

    “#165: ‘Duvido que exista alguém com um mínimo de inteligência — e sóbrio! — acreditando que, um dia, o Brasil vai se tornar pelo menos parecido com a Noruega de hoje.’

    Essa pessoa existe:o Pax!”

    De fato, o Pax considera que o melhor modelo de ordem social para o Brasil seria a social-democracia escandinava. Nenhum problema com isso. Toda e qualquer pessoa gostaria de viver em um país assim e o próprio Pax já reconheceu, aqui mesmo no próprio site dele, que tal modelo depende de medidas economicamente liberalizantes para ser sustentado. Afinal de contas, recursos/dinheiro/verbas não nascem em árvores e nem caem do céu. Precisam ser gerados.

    Só falta o Pax se dar conta de que o PT não tem nenhuma prioridade de fazer as reformas estruturais que colocariam o Brasil nesse caminho mais social democrata. O que o PT gosta mesmo é de sem-terra, sindicato e estatal.

    “Eu gosto da Noruega. Mas, sem querer decepcioná-lo, a Noruega, em muitos aspectos é muito mais capitalista do que vc imagina.”

    Uma coisa que muitos esquerdistas não sabem é que a Noruega está entre os países mais capitalistas de todo o mundo. Apenas para terem uma singela idéia disso, eis alguns dados sobre liberdade econômica, corrupção e competitividade desse país (há dados sobre o Brasil apenas para comparação):

    Colunas:

    #01: Anos
    #02: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    #03: Índ. de Percepção da Corrupção (Tranparency International)
    #04: Qtd. de Procedimentos P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #05: Qtd. de Dias P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #06: % Usada do PIB Per Capita P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #07: Nome do País

    Noruega

    2004 . . . 66.2 . . . 8.50 . . . 5.0 . . . 18 . . . 3.5 . . . Norway
    2005 . . . 64.5 . . . 8.80 . . . 5.0 . . . 18 . . . 2.9 . . . Norway
    2006 . . . 67.9 . . . 8.90 . . . 5.0 . . . 08 . . . 2.7 . . . Norway
    2007 . . . 67.9 . . . 8.90 . . . 4.0 . . . 07 . . . 2.5 . . . Norway
    2008 . . . 68.6 . . . 8.80 . . . 5.0 . . . 07 . . . 2.3 . . . Norway
    2009 . . . 70.2 . . . 8.70 . . . 5.0 . . . 07 . . . 2.1 . . . Norway
    2010 . . . 69.4 . . . 7.90 . . . 5.0 . . . 07 . . . 1.9 . . . Norway
    2011 . . . 70.3 . . . 8.60 . . . 5.0 . . . 07 . . . 1.8 . . . Norway
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 68.1. . . 8.64 . . . 4.9 . . . 9.9 . . . 2.5

    Brasil

    2004 . . . 62.0 . . . 4.00 . . . 17.0 . . . 152 . . . 13.1 . . . Brazil
    2005 . . . 61.7 . . . 3.90 . . . 17.0 . . . 152 . . . 11.7 . . . Brazil
    2006 . . . 60.9 . . . 3.90 . . . 17.0 . . . 152 . . . 10.1 . . . Brazil
    2007 . . . 56.2 . . . 3.70 . . . 17.0 . . . 152 . . . 09.9 . . . Brazil
    2008 . . . 56.2 . . . 3.30 . . . 18.0 . . . 152 . . . 10.4 . . . Brazil
    2009 . . . 56.7 . . . 3.50 . . . 18.0 . . . 152 . . . 08.2 . . . Brazil
    2010 . . . 55.6 . . . 3.50 . . . 16.0 . . . 120 . . . 06.9 . . . Brazil
    2011 . . . 56.3 . . . 3.70 . . . 15.0 . . . 120 . . . 07.3 . . . Brazil
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 58.2. . . 3.69 . . . 16.9 . . . 144 . . . 09.7

    Vejam a diferença atroz em dois pontos: Corrupção (3a coluna) e na quantidade de dias para se abrir uma empresa (5a coluna). Em termos de quantidade de dias, o Brasil progrediu muito pouco desde 2004 e ainda é necessária mais de uma centena de dias para se começar um negócio por aqui.

    O que a esquerda que atualmente está no poder fez para melhorar a situação do Brasil nesses pontos acima?

    “Pessoalmente eu não acharia ruim de viver em um país capitalista como a Noruega. O que me preocupa é justamente o que disse ao Elias acima: como é que será a transição? Em que o PT está ajudando a conduzir o Brasil a essa realidade?

    Há uma frase do Elias que é lapidar, ela é o exemplo fundamental de como os petistas vêem os valores liberais. Ei-la:

    ‘Liberdade de empreender’ é potoca!

    E eis a razão mais básica pela qual o PT dificilmente irá se movimentar em direção ao tão sonhado modelo social-democrata escandinavo que o Pax tanto admira e a razão para isso é mais do que óbvia: O PT repudia com todas as suas forças as medidas econômicas que tornam possível a existência de um verdadeiro Welfare State ao estilo escandinavo.

    Uma coisa que a esquerda brasileira não entende é que os países escandinavos só conseguem ser o que são pelo fato de terem fortes estruturas de livre mercado, pois são essas estruturas que geram os recursos que bancam o Welfare State da Escandinávia. Nunca que estruturas econômicas socialistas seriam capazes de fazer o mesmo.

    Mas tenta explicar isso para a galera da esquerda local. . .

    Até!

    Marcelo

  175. Olá!

    Hehehehehehehehe. . .

    E aí, viuvada mensaleira?! É melhor irem ao supermercado para comprar uma estoque de lenços de papel, pois as lágrimas irão rolar torrencialmente depois dessa:

    Dirceu é condenado a quase 11 anos de prisão por crimes no mensalão

    Mas, meninas, não se preocupem! O marido de vocês não morreu, ele será apenas encarcerado. Portanto, aproveitem que vocês irão ao supermercado e comprem todo o material para preparar um Kit-Presidiário para dar ao marido de vocês. Lembrem-se: Pão com mortadela é o staple food do presidiário.

    Eita que vai ter viúva que não vai dormir essa noite! Vai ter chororô até o Sol raiar!

    Até!

    Marcelo

  176. Chesterton said

    http://jorgeifraim.blogspot.com.br/2012/10/video-profetico.html

  177. Chesterton said

    Quando o escândalo do mensalão abalou a vida política do país e, particularmente, o governo Lula e seu partido, alguns dos petistas mais ingênuos choraram em plena Câmara dos Deputados, desapontados com o que era, para eles, uma traição. Lula, assustado, declarou que havia sido traído, mas logo acertou, com seus comparsas, um modo de safar-se do desastre.

    Escolheram o pobre do Delúbio Soares para assumir sozinho a culpa da falcatrua. Para convencê-lo, creio eu, asseguraram-lhe que nada lhe aconteceria, porque o Supremo estava nas mãos deles. Delúbio acreditou nisso a tal ponto que chegou a dizer, na ocasião, que o mensalão em breve se tornaria piada de salão.

    Certo disso, assumiu a responsabilidade por toda a tramoia, que envolveu muitos milhões de reais na compra de deputados dos partidos que constituíam a base parlamentar do governo.

    Embora fosse ele apenas um tesoureiro, afirmou que sozinho articulara os empréstimos fajutos, numa operação que envolvia do Banco do Brasil (Visanet), o Banco Rural e o Banco de Minas Gerais, e sem nada dizer a ninguém: não disse a Lula, com que privava nos churrascos dominicais, não disse a Genoino, presidente do PT, nem a José Dirceu, o ministro político do governo.

    Era ele, como se vê, um tesoureiro e tanto, como jamais houve igual. Claro, tudo mentira, mas estava convencido da impunidade. A esta altura, condenado pelo STF, deve maldizer a esperteza de seus comparsas. Mas os comparsas, por sua vez, devem amaldiçoar o único que, pelo menos até agora, escapou ileso do desastre –o Lula.

    Pois bem, como o tiro saiu pela culatra e o partido da ética na política consagrou-se como um exemplo de corrupção, Lula e sua turma já começaram a inventar uma versão que, se não os limpará de todo, pelo menos vai lhes permitir continuar mentindo com arrogância. O truque é velho, mas é o único que resta em situações semelhantes: posar de vítima.

    E se o cara se faz de vítima, tem o direito de se indignar, já que foi injustiçado. Por isso mesmo, vimos José Genoino vir a público denunciar a punição que sofreu, muito embora tenha sido condenado por nove dos dez ministros do STF, quase por unanimidade.

    A única hipótese seria, neste caso, que se trata de um complô dos ministros contra os petistas. Mas mesmo essa não se sustenta, uma vez que dos dez membros do Supremo, oito foram nomeados por Lula e Dilma.

    Reação como a de Genoino era de se esperar, mesmo porque, alguns dias antes, a direção do PT publicara aquele lamentável manifesto em que afirmava ser o processo do mensalão um golpe semelhante aos que derrubaram Getúlio Vargas e João Goulart. Também a nota posterior à condenação de José Dirceu repete a mesma versão, segundo a qual os mensaleiros estão sendo condenados porque lutam por um Brasil mais justo. O STF, como se sabe, é contra isso.

    Não por acaso, Lula –que reside num apartamento duplex de cobertura e veste ternos Armani– voltou a usar o mesmo vocabulário dos velhos tempos: “A burguesia não pode voltar ao poder”. Sim, não pode, porque agora quem nos governa é a classe operária, aquela que já chegou ao paraíso.

    Não tenho nenhum prazer em assistir a esse espetáculo degradante, quando políticos de prestígio popular, que durante algum tempo encarnaram a defesa da democracia e da justiça social em nosso país, são condenados por graves atentados à ética e aos interesses da nação. As condenações ocorreram porque não havia como o STF furtar-se às evidências: dinheiro público foi entregue ao PT, mediante empréstimos fictícios, que tornaram possível a compra de deputados para votarem com o governo. Tudo conforme a ética petista, antiburguesa.

    Mas não tenhamos ilusões. Apesar de todo esse escândalo, apesar das condenações pela mais alta corte de Justiça, o PT cresceu nas últimas eleições. Tem agora mais prefeituras do que antes e talvez ganhe a de São Paulo. Nisso certamente influiu sua capacidade de mascarar a verdade, mas não só. Com a mesma falta de escrúpulos, tendo o poder nas mãos, manipula igualmente as carências dos mais necessitados e dos ressentidos.

    Não vai ser fácil acharmos o rumo certo.

    Ferreira Gullar

  178. Chesterton said

    http://www.implicante.org/pig/paulo-henrique-amorim-e-condenado-a-indenizar-mais-um-jornalista/

  179. Edu said

    Pax,

    Acho que todos os brasileiros gostaríamos utopicamente que o país seguisse o mesmo modelo de capitalismo desenvolvido na Noruega.

    Eu só não consigo entender, de maneira nenhuma, como que o PT dá rumo ao Brasil para chegar a essa utopia.

    Com servidores públicos que só pensam quando é em benefício próprio?
    Com obras que atrasam?
    Com obras superfaturadas?
    Com empresas públicas usadas quase que exclusivamente para fins políticos?
    Com agências reguladoras que só conseguem regular a vida dos consumidores?
    Com sistemas de cotas de ensino que no lugar de universalizar a educação provocam no final das contas gastos 2 vezes mais elevados para aqueles que foram “contemplados” com o prêmio de uma cota?
    etc…
    etc…

    É essa a ideia que vc tem de um estado forte?

    Elias,

    Eu também entendo que a Noruega seja o único exemplo. E concordo totalmente que a Noruega fez bem em não entrar na UE. Eles podem ser um exemplo de social-democracia, mas é um exemplo muito bom de capitalismo, como disse o Marcelo Augusto.

    Aliás, acho que vc deveria repetir essa mesma frase para o Otto, Patriarca e Zbig, que insistem que a Venezuela é uma ótima “aquisição” para o Mercosul. Quem sabe vindo de vc, eles entendam o que eu quero dizer…

    Sobre os criminosos recém condenados, concordo plenamente: o PT deveria se livrar deles de uma vez por todas. E se o PT conseguisse se livrar dessa escória que habita a oposição, melhor ainda. Se for a Dilma a fazer isso, recuperarei o pouco que resta de fé na gestora que não consegue gerenciar uma obra pública.

    Marcelo Augusto,

    Será que vc tem estatísticas de outros países nórdicos, pelo menos 1 outro pra gente poder confirmar a teoria?

  180. Olá!

    Edu, eis aqui os dados de todos os países escandinavos:

    Colunas:

    #01: Anos
    #02: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    #03: Índ. de Percepção da Corrupção (Tranparency International)
    #04: Qtd. de Procedimentos P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #05: Qtd. de Dias P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #06: % Usada do PIB Per Capita P/ Abrir Uma Empresa (Banco Mundial)
    #07: Nome do País

    Dinamarca

    2004 . . . 72.4 . . . 9.50 . . . 5.0 . . . 7.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2005 . . . 75.3 . . . 9.50 . . . 5.0 . . . 7.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2006 . . . 75.4 . . . 9.50 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2007 . . . 77.0 . . . 9.50 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2008 . . . 79.2 . . . 9.50 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2009 . . . 79.6 . . . 9.40 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2010 . . . 77.9 . . . 9.30 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    2011 . . . 78.6 . . . 9.30 . . . 4.0 . . . 6.0 . . . 0.0 . . . Denmark
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 76.9 . . . 9.44 . . . 4.2 . . . 6.2 . . . 0.0

    Finlândia

    2004 . . . 73.4 . . . 9.70 . . . 3.0 . . . 31.0 . . . 1.1 . . . Finland
    2005 . . . 71.0 . . . 9.70 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.2 . . . Finland
    2006 . . . 72.9 . . . 9.70 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.2 . . . Finland
    2007 . . . 74.0 . . . 9.60 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.1 . . . Finland
    2008 . . . 74.6 . . . 9.60 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.0 . . . Finland
    2009 . . . 74.5 . . . 9.40 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.0 . . . Finland
    2010 . . . 73.8 . . . 9.00 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 0.9 . . . Finland
    2011 . . . 74.0 . . . 8.90 . . . 3.0 . . . 14.0 . . . 1.1 . . . Finland
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 73.5. . . 9.45 . . . 3.0 . . . 16.1 . . . 1.1

    Islândia

    2004 . . . 72.1 . . . 9.40 . . . – – . . . . . – – . . . – – . . . . Iceland
    2005 . . . 76.6 . . . 9.60 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 3.1 . . . Iceland
    2006 . . . 75.8 . . . 9.50 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 2.8 . . . Iceland
    2007 . . . 76.0 . . . 9.70 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 3.0 . . . Iceland
    2008 . . . 75.8 . . . 9.60 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 2.7 . . . Iceland
    2009 . . . 75.9 . . . 9.20 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 2.6 . . . Iceland
    2010 . . . 73.7 . . . 8.90 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 3.0 . . . Iceland
    2011 . . . 68.2 . . . 8.70 . . . 5.0 . . . 5.0 . . . 2.3 . . . Iceland
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 74.3 . . . 9.32 . . . 4.4 . . . 4.4 . . . 2.4

    Noruega

    2004 . . . 66.2 . . . 8.50 . . . 5.0 . . . 18 . . . 3.5 . . . Norway
    2005 . . . 64.5 . . . 8.80 . . . 5.0 . . . 18 . . . 2.9 . . . Norway
    2006 . . . 67.9 . . . 8.90 . . . 5.0 . . . 08 . . . 2.7 . . . Norway
    2007 . . . 67.9 . . . 8.90 . . . 4.0 . . . 07 . . . 2.5 . . . Norway
    2008 . . . 68.6 . . . 8.80 . . . 5.0 . . . 07 . . . 2.3 . . . Norway
    2009 . . . 70.2 . . . 8.70 . . . 5.0 . . . 07 . . . 2.1 . . . Norway
    2010 . . . 69.4 . . . 7.90 . . . 5.0 . . . 07 . . . 1.9 . . . Norway
    2011 . . . 70.3 . . . 8.60 . . . 5.0 . . . 07 . . . 1.8 . . . Norway
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 68.1. . . 8.64 . . . 4.9 . . . 9.9 . . . 2.5

    Suécia

    2004 . . . 70.1 . . . 9.30 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.7 . . . Sweden
    2005 . . . 69.8 . . . 9.30 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.7 . . . Sweden
    2006 . . . 70.9 . . . 9.20 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.7 . . . Sweden
    2007 . . . 69.3 . . . 9.20 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.7 . . . Sweden
    2008 . . . 70.8 . . . 9.20 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.6 . . . Sweden
    2009 . . . 70.5 . . . 9.30 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.6 . . . Sweden
    2010 . . . 72.4 . . . 9.30 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.6 . . . Sweden
    2011 . . . 71.9 . . . 9.20 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.6 . . . Sweden
    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
    Média. . . 70.7 . . . 9.25 . . . 3.0 . . . 15.0 . . . 0.6

    Eis a média geral entre todos os países escandinavos:

    Índice de Liberdade Econômica. . . . . . . . . . . . . . . . . . 72.7
    Índice de Percepção da Corrupção. . . . . . . . . . . . . . . .9.22
    Qtd. de Procedimentos P/ Abrir Uma Empresa. . . . . . 3.90
    Qtd. de Dias P/ Abrir Uma Empresa. . . . . . . . . . . . . . . .10.3
    % Usada do PIB Per Capita P/ Abrir Uma Empresa. . . 1.3

    Os países escandinavos são bastante homogêneos em termos de liberdade econômica, corrupção e competitividade. Ficam bem próximos.

    Até!

    Marcelo

  181. Michelle 2 said

    Pequena pausa para humor:

    espero não continuar censurada

    Mensalinho
    Ontem descrevi minha experiência pessoal ao morar na Suécia por ~6 meses.
    Tenho parentes lá e a nova geração – meus sobrinhos, muito inteligentes e preparados…vivem de cheques do governo e pra descolar $, cruzam a fronteira e trabalham sem registro em outros países…
    Mas voltam regularmente pra verificação de vida e presença no país. Burocracia estatal.
    Continuam a receber um mensalinho, enrolando os funcionários de acordo com a Lei (e advogados especializados).

    Um inferno gelado. Ninguém gosta…mas como o governo financia…eles fingem que gostam.

    O comentário sumiu.

    Hoje mais cedo falei sobre o STF e sobre Lewandoski

    sumiu também…
    Deve ter sido a Anatel.

  182. Michelle 2 said

    MENSALÃO DO LULA

    A sessão do dia de hoje teve um início inflamado, com mais um embate entre os Ministros Relator e Revisor da Ação Penal 470, que julga o caso do Mensalão.

    Ao iniciar a dosagem das penas dos réus do chamado núcleo político do esquema, ao invés do núcleo financeiro, seguindo a lógica da votação e como se esperava, Joaquim Barbosa surpreendeu a todos e causou a inexplicável e exagerada ira do Ministro Revisor, que chegou a se retirar do Plenário sob os brados do Ministro Relator, que o acusou de tentar obstruir o julgamento.

    A ideia de Barbosa era a de inverter a pauta, julgando primeiro o núcleo político, o mais importante de todos, e assim permitindo a participação, sempre muito bem-vinda e equilibrada do Ministro Ayres Britto, cuja última sessão no STF será a de quarta-feira.

    Ou seja, Barbosa jogou certo e além de permitir uma bela e merecida homenagem ao Ministro Ayres Britto, fez valer a presença de um Ministro a mais para fundamentar e legitimar a condenação sobre as mais importantes e coroadas cabeças do Partido dos Trabalhadores.

    O Revisor não tem direito a votar na dosimetria de José Dirceu e José Genoíno pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, já que votou pela absolvição dos réus. Há alguns julgamentos, decidiu-se que quem absolveu determinado réu não poderá dosar a respectiva pena, eis que essa, na opinião de quem absolveu, seria teoricamente inaplicável.

    Assim, tecnicamente, a presença de Lewandowski no Plenário não era imprescindível, mas seu ato foi deselegante, descortês e só serviu para conturbar o julgamento.

    A bem da verdade, a mudança na ordem do julgamento já estava prevista desde que foi debatida pelos Ministros a questão de ordem relativa ao fatiamento. Logo, é perfeitamente admissível a inversão dos tópicos em função de melhor metodologia considerada pelo Relator que, devido à quantidade reduzida de crimes desse núcleo político – apenas seis – preferiu dosar primeiro suas penas ao invés de passar para o núcleo financeiro.

    José Genoíno teve a pena mais branda entre os réus do núcleo político, sendo condenado pelos Ministros a cumprir 6 anos e 11 meses em regime inicial semiaberto. José Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, o que significa que a pena será inicialmente cumprida em regime fechado. Delúbio Soares foi condenado a 8 anos e 11 meses, que também deverão ser cumpridos no regime fechado.

    Apenas para rememorar, cumpre lembrar que o Código Penal determina que as penas iniciais acima de 8 anos, regra geral, devem começar a ser cumpridas em regime fechado, na cadeia.

    Contudo, a Lei também diz que após o cumprimento de 1/6 da pena Dirceu poderá requerer a progressão do regime. Ou seja, em aproximadamente um ano e nove meses após recolhido a um estabelecimento prisional, o ex Ministro forte de Lula poderá deixar a prisão.

    Apesar de o momento ser de apenas dosagem da pena, o Ministro Ayres Britto relembrou a gravidade do crime de corrupção ativa, em que um funcionário público oferece ou promete vantagem indevida para realizar, retardar ou omitir um ato de ofício.

    De fato, comprar votos de parlamentares prejudica a representação e a própria democracia, uma vez que o eleito prestará contas a quem lhe concedeu algum tipo de vantagem. Suas ações, então, deverão ser orientadas por esse interesse particular, e não pelo interesse público, do seu país e daqueles que o elegeram.

    O Ministro Presidente, muito sabiamente, relembrou dos tristes tempos dos eleitores de cabresto, coagidos pelos homens de poder a votar em quem era por eles determinado, ao invés de seguirem suas consciências. Muito mais lamentável, segundo o Presidente, são os atuais “eleitos de cabresto”, levados por interesses particulares a romper sua lealdade para com o povo, além de afrontarem suas próprias consciências, como o faziam também aqueles eleitores de antigamente.

    Ainda mais, lembrou que esses mesmos parlamentares ainda violam a confiança neles depositada por seus eleitores, cujos interesses não defenderão.

    Quando do retorno do Ministro Lewandowski ao Plenário, na segunda parte da sessão, o Ministro Ayres Britto ressaltou que as discussões, embora aparentemente muito surpreendentes e inflamadas, são a prova de que, entre os Ministros, nada está previamente combinado, nada está certo, e cada um age da maneira que considera mais adequada.

    Resumindo, salve o Supremo pelas discussões. Salve a liberdade de convicção dos Ministros.

    Marina Bertucci Ferreira, do escritório Lira Rodrigues, Coutinho e Aragão, Brasília/DF

  183. Patriarca da Paciência said

    “As penas anuciadas sem a presença dos advogados de defesa, data venia, não me parecem muito legais.”

    E de maneira totalmente inesperada. Alguém sabia que o STF ia “dosimetrar” as penas do núcleo político hoje? Não sei não, mas o casuísmo ficou escancarado!

    Minha impressão é que alguns ministros estavam caindo em si e houve pressão para resolver a coisa rapidamente antes que a maioria se arrependesse!

  184. Chesterton said

    Os ungidos
    DE SÃO PAULO

    Pelo amor de Deus, não confie em intelectuais pedindo emprego em órgãos executivos. Não estou enterrando meu próprio time, estou apenas dizendo onde devemos jogar.

    A função do intelectual é ler, escrever, dar aula, orientar pesquisas, participar do debate público, mas não assumir funções executivas porque somos obcecados por nossas visões de mundo, corretas ou não, somos monstruosamente vaidosos e pouco democráticos, pelo contrário, adoramos o poder, e nos achamos superiores moralmente.

    Qualquer um sabe o escândalo de como os intelectuais compactuaram com todo tipo de violência (criadora ou não… risadas?) desde o século 18.
    O último lugar onde se deve olhar quando buscarmos líderes é um departamento de humanidades.

    As ciências duras geram produtos técnicos, testáveis e que quando erram são mais facilmente identificáveis. E se nem sempre o são, a causa é aquilo que o epistemólogo Imre Lakatos chamava de conteúdos exteriores ao “rational belt”, ou cinturão racional, ou seja, componentes exteriores ao próprio método científico, como fatores políticos, econômicos, morais, psicológicos.

    Nas ciências humanas se pode dizer tudo, porque nada é testável, e normalmente quando se erra, se inventa alguma hipótese “ad hoc” (basicamente, neste caso, desculpas chiques) para justificar.

    Tanto no marxismo quanto no cristianismo, hipóteses “ad hoc” funcionam porque ambas são especulações e nada mais. No cristianismo se diz “a igreja traiu Cristo”, no marxismo se diz “a União Soviética traiu a causa da liberdade”.

    Quando um de nós assume cargos de gestão, começa a inviabilizar qualquer iniciativa que não reze na cartilha de suas teorias salvacionistas.

    Torquemada, o grande inquisidor espanhol do século 15, patrono dos intelectuais em ministérios ou secretarias, se sentia moralmente superior queimando hereges.

    Concordo com isso tudo que escrevi acima, mas esta crítica não é minha. Ela está na obra de um intelectual americano negro quase desconhecido no Brasil. Friso que ele é negro porque quase todo mundo, devido a nossa atávica ignorância com relação ao pensamento norte-americano que não seja o blá-blá-blá do Partido Democrata e da “new left”, pensa que conservador americano em política é sempre branco babão e estúpido.

    A razão desta ignorância é porque nossos alunos só podem ler o que achamos que está certo, e sonegamos o resto.

    Thomas Sowell é praticamente desconhecido entre nós, apesar de termos a excelente tradução de sua obra capital “Intelectuais e Sociedade”, pela É Realizações.

    “Ungidos”, título da coluna de hoje, é um termo usado por Thomas Sowell no seu “The Vision of The Anointed, Self-Congratulation as Basis for Social Policy”, Basic Books, 1995 (a visão do ungido, autocongratulação como base para política social). Esta obra é uma excelente “entrada” para conhecer seu pensamento. Uma das vantagens é que ela é bem menor e menos complexa do que “Intelectuais e Sociedade”.

    Nela, Sowell mostra como esta classe de ungidos (a esquerda que tem formado a maior parte das políticas públicas nos EUA e Ocidente em geral) falou besteiras nos últimos anos, principalmente em três áreas: 1. “Guerra à pobreza” (suas ideias apenas pioraram a miséria), 2. “Educação sexual” (destruíram a família, os laços afetivos e a relação entre homens e mulheres) e 3. “Justiça e combate ao crime” (criaram um blá-blá-blá que o criminoso é criminoso porque é vítima da sociedade e, portanto, se você é assaltado, a culpa é sua, e não dele, o que só piorou muito a segurança pública).

    O padrão de funcionamento deles é basicamente dizer/fazer o seguinte: 1. Catástrofes vão acontecer e não percebemos, só eles. 2. Ação urgente necessária que só eles sabem qual é. 3. Necessidade de medidas drásticas, criadas por eles, uma minoria ungida e mimada, para uma maioria ignorante. 4. Desprezo por todo argumento contrário, acusado de ser coisa de gente malvada, desinformada, irresponsável e motivada por interesses duvidosos (eles, claro, são movidos pela pureza de coração).

    Você reconheceu o padrão?

    ponde.folha@uol.com.br

    Luiz Felipo Ponde

  185. Patriarca da Paciência said

    Sobre essa discussão sobre países escandinavos, nunca é demais relembrar o quadro que nos deixou o grande escritor, Henrik Pontoppidan, ganhador do Pêmio Nobel de literatura, da Dinamarca já quase entrando no século XX.
    “Que triste espetáculo, em numerosos lugares, ver como viviam esses trabalhadores. Em geral suas culturas reduziam-se a capoeiras, alguns cereais de longas hastes e campos de capim na maior parte das vezes miseráveis. As criações não podiam ser de outro modo: uma vaca, duas no máximo, quase sempre magérrimas, um porco, raramente dois e algumas galinhas. A alimentação dos animais era de má qualidade, razão por que não se desenvolviam nunca. Provavelmente, com o passar do tempo, semelhante sistema conduziria à ruína do solo. Acrescente-se que a pouca manteiga e os poucos ovos que a mulher do colono punha de lado para levar ao mercado, eram em geral pessimamente remunerados.”
    Eis aí a Dinamarca já quase entrando no século XX. Alguma diferença do Brasil rural de pouco tempo atrás, pois, diga-se, esta realidade já tem mudado e bastante.

  186. Michelle 2 said

    Exclusivo:
    “Dirceu, o guerreiro do povo brasileiro”:

    http://veja1.abrilm.com.br/assets/images/2012/11/109203/photo-1352745000641-2-0-size-460.jpg?1352754369

    justa homenagem

  187. Chesterton said

    Não anda

    BRASÍLIA – Dilma deixou o Congresso soltinho para discutir a distribuição dos royalties do petróleo e aprovar uma lei com dispositivos claramente inconstitucionais, que projeta longas batalhas na Justiça e ameaça o cronograma de leilões. Isso quando a Petrobras já tinha problemas mais que suficientes.

    No setor elétrico, a opção foi pela truculência. Medida provisória mudou as regras radicalmente e exigiu adesão dos concessionários antes de definidos os critérios de remuneração. Nem todos, óbvio, toleraram a pancada. O impasse deverá forçar a reabertura de prazos e a revisão de termos. Dificilmente a presidente cumprirá a promessa de baixar em 20% a tarifa de luz em fevereiro.

    A frustração com a licitação dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília nem o Planalto disfarça. Já no dia seguinte começou a estudar como reestruturar os consórcios que ganharam o direito de operar esses terminais. O plano de privatização de Galeão e Confins teve de ser colocado em banho-maria.

    O governo reavalia seu modelo de concessão de rodovias. A cada semestre, ajusta o edital do trem-bala. Do pacote de mobilidade da Copa-2014, nem 10% saiu do papel.

    Não espanta, daí, a baixa expectativa em torno do plano logístico para os portos, que em princípio seria anunciado amanhã. O mercado antecipa os embaços, as fragilidades técnicas, as incertezas jurídicas.

    Dilma partiu de diagnósticos certos: os gargalos de infraestrutura precisam ser enfrentados e o quadro de depressão econômica reduz a resistência a mexidas regulatórias. Mas, não tendo até agora encaixado uma bola, ela corre risco de ficar carimbada como a presidente que não produz e não deixa produzir.

    Não à toa, empresários fazem fila para conversar com o governador Eduardo Campos (PSB-PE), num ensaio precipitado, antes de perspectivas eleitorais mais definidas, da busca de “alternativa de poder”.

    Melchiades Filho

  188. Patriarca da Paciência said

    Ao contrário do que imagina o Marcelo, eis como A. Joliviet, professor honorário de línguas e literatura escandinava na Sorbone, descreve as mudanças que provocaram o progresso da Dinamarca.

    “Em 1872 houve na Câmara Baixa uma maioria de esquerda e exigência que a maioria dos ministros fosse escolhidos pela Câmara Baixa. O governo reagiu com truculência e os parlamentares mantiveram-se firmes. Só em 1901 o governo concordou em escolher os ministros entre a maoria de esquerda. Foram criadas boas escolas primárias dirigidas por mestres competentes, cuja qualidade sempre melhorava. E foram criadas também escolas superiores.
    Grundtvig concebeu um tipo de instrução feita para o povo, de caráter histórico nacional, banhado de espírito cristão, não aquele cristianismo de dogmas e hierarquias rígidas, mas da palavra viva, que fala ao coração e que comove. Fundaram-se numerosas escolas segundos o espírito indicado por Grundtvig e o sucesso que alcançaram continua um século depois.
    Os camponeses adquiriram espírito político, com jornais próprios e praticando reuniões onde discutiam seus interesses ou estabeleciam diretrizes. Todo vilarejo tinha sua casa de reunião e, nas grandes ocasiões, organizavam-se assembléias.”

    Tentei resumir ao máximo para não ficar cansativo.

    Mas pode-se ter uma boa idéia do que realmente modificou a Dinamarca.

    Certamente não foram tabelas de números ou gráficos mirabolantes.

  189. Otto said

    Caro Edu 169#

    de toda forma, o PT administra o país mil vezes melhor que o PSDB.

    O PSDB vendeu a rodo patrimônio público e entregou o país quebrado, de quatro pro FMI e Banco Mundial. Hoje o Brasil é credor do primeiro. E “apenas” 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, enquanto com FHC esta só aumentou.

    Outro exemplo do choque de gestão tucano: depois de 20 anos de administração tucana, vide o a guerra civil em São Paulo.
    Aliás, hoje estive em Sampa, e tive o (des)prazer de testemunhar um dos maiores engarrafamentos da história!

    Além disso, fui fazer minha inscrição para um concurso numas desas universidades que vocês dizem que não existem, a Unifesp.
    Só na minha área, — Letras –, 21 vagas! Imagina se existisse!

  190. Patriarca da Paciência said

    “Ou seja, Barbosa jogou certo e além de permitir uma bela e merecida homenagem ao Ministro Ayres Britto, fez valer a presença de um Ministro a mais para fundamentar e legitimar a condenação sobre as mais importantes e coroadas cabeças do Partido dos Trabalhadores.”

    Patético! Profundamente patético!

    Onde está a seriedade do julgamento?

    Prestar homenagem ao Ayres Brito?

    Alavancar sua eleição para senador?

  191. Patriarca da Paciência said

    Uma prova de que a jornalista não leva a sério o STF – “Barbosa JOGOU certo.”

    Então o Barbosão está jogando ou julgando?

  192. Elias said

    Repito:

    LIBERDADE DE EMPREENDER É POTOCA!

    A empresa privada não é um fim em si mesma. A finalidade é a sobrevivência, o bem estar e o progresso da coletividade.

    Quando a ação da empresa privada prejudica essa finalidade (o que quase sempre acontece), dane-se a empresa! Dane-se o empresário e o escambáu da Bahia.

    Para que a empresa privada não se torne um câncer, destruindo a sociedade por dentro, ela tem que ser conduzida no cabresto curto. Sob severa fiscalização. Deve ser submetida a uma legislação dura e inflexível. Notadamente em países como o Brasil, onde a elite econômica se caracteriza pela ganância, avareza, desonestidade e insensibilidade social.

    Aí é que o cabresto deve ser curto, mesmo, e complementado com enforcador de aço…

    Dois exemplos (aliás, contra-exemplos!), ocorridos no Brasil:

    1 – Mercado financeiro sem cabresto curto, na década de 1970: venda de letras de câmbio sem lastro. Estouro! Centenas de milhares de poupadores (principalmente pequenos poupadores) perdendo dinheiro. Crise no setor. Intervenção estatal metendo dinheiro público pra salvar instituições financeiras. Desmoralização total do papel.

    2 – Relações do trabalho sem cabresto curto nas décadas de 1990 e 2000: trabalho escravo (ou análogo).

    Se deixar a canalha entregue a si mesma, a barbárie volta com tudo!

    Principalmente no Brasil, LIBERDADE DE EMPREENDER É POTOCA!

    TEM QUE BOTAR A CANALHA NO CABRESTO! E CABRESTO CURTO!

    Sem esse papo de empresário brasileiro se portar como chefe de gangue da Nigéria, e querer ser tratado como filantropo sueco.

    Chefe de gang tem que ser tratado como chefe de gangue.

  193. Edu said

    Elias,

    Poderíamos começar a limpa pelos políticos-empresários….aqueles consultores… da elite econômica, avarenta, desonesta e insensível, esses são a pior laia.

    O que vc acha?

  194. Jose Mario HRP said

    E falando de politica e ética essa do Alckimin dizer que “Há uma campanha contra São Paulo” por conta da guerra civil que vivemos em nosso estado é simplesmente ridículo!
    Na verdade ele está empareedado e não sabe o que fazer.
    E lá na Faixa de Gaza mais um grande massacre vai começando!

    Como faziam os nazistas, para cada Israelense ferido ou morto dez mulheres, crianças e velhos palestinos massacrados!
    Tudo em nome de Deus, mesmo que ele não tenha nada a ver com esse nosso brutal e rancoroso carater de seres humanos.

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