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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Úbere fora do Planalto

Posted by Pax em 04/12/2012

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que o úbere onde os bebês de Rosemary se alimentam não se encontra na atual administração do Palácio do Planalto.

Os gulosos irmãos Vieira, que segundo informações do noticiário podem ser os chefes da bandidagem que atuava em diversos interesses, muitos deles no Porto de Santos, não recebem qualquer guarida da equipe presidencial, segundo Cardozo. E parece que Dilma não tolera esse tipo de funcionário público.

Difícil será a tarefa de garimpar dentre os 22 mil cargos de confiança outros similares aos Vieira.

Melhor começar logo antes que outros escândalos entrem na pauta eleitoral de 2014. A oposição não tem mais nada a apresentar e tudo indica que exercerá seu legítimo direito de procurar a única bandeira que tem a oferecer: a desconstrução do governo PT pelos escândalos de corrupção.

Investigação não indica que quadrilha tenha atuado “no seio” da Presidência, diz Cardozo

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o inquérito da Polícia Federal relativo à Operação Porto Seguro não aponta para atuação da quadrilha investigada “no seio” da Presidência da República, mas disse que entende que o fato esteja sendo usado politicamente pela oposição.

“Não é resultado da investigação que a quadrilha esteja no seio da Presidência da República. Claro que no campo político acabe sendo colocado [argumentado]”, disse Cardozo durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Ele acrescentou que a decisão da presidenta Dilma Rousseff de exonerar os envolvidos dos cargos públicos foi tomada após uma conversa entre os dois. “Quando reportei o resultado [da operação] a Dilma, apresentei minha opinião pessoal, mas não cabe aqui apresentá-la para não cometer prejulgamentos. O fato é que, no dia seguinte, ela exonerou todos os indiciados pela Polícia Federal”, disse o ministro.

A presidenta determinou também que a Advocacia-Geral da União (AGU) fizesse uma análise de todos os pareceres feitos pelo ex-advogado-geral adjunto José Weber Holanda Alves que pudessem estar sob suspeita. “Ela [Dilma] não tem a menor complacência com essas pessoas”, acrescentou. Cardozo acrescentou que não existe qualquer interceptação telefônica envolvendo o ex-presidente Lula com a então chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha.

“Há critérios técnicos para fazer interceptações telefônicas. Elas não existem para apurar a vida das pessoas, mas para cumprir objetivos claros e para pegar situações em curso”, disse o ministro. Como, segundo ele, não houve decisões judiciais nesse sentido, “não há diálogos gravados entre ela e terceiros”, disse.

O superintendente da Polícia Federal de São Paulo, Roberto Troncon, confirmou que essas gravações não foram feitas. “Não grampeamos porque não havia justa causa nem motivo plausível para isso. Caso houvesse [justificativa para as interceptações], certamente o Ministério Público teria se manifestado”, disse o delegado.

Para o ministro da Justiça, a Operação Porto Seguro só foi possível graças à determinação do governo em dar autonomia à Polícia Federal.

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63 Respostas to “Úbere fora do Planalto”

  1. Michelle 2 said

    Homenagem do Adriano ao seu post:

  2. Patriarca da Paciência said

    E agora?

    Todos aqueles comentários?

    Os rios de dinheiro? As trocas de e-mails íntimos? As trocas de telefonems íntimos?

    E ninguém vai ser responsabilizado por isso?

    A “grande” mídia continua inimputável?

  3. Michelle 2 said

    lula arrependido por não ser um político de direita?

    O GLOBO – 04/12

    Ancelmo Gois
    De Lula, 67 anos, “descontraído”, a um grupo de amigos, sobre suas relações intimas
    com Rosemary Noronha, 57:
    — Se eu fosse político de direita, iam inventar uma namorada mais jovem, 18 anos.
    Como sou de esquerda, sobrou uma mais velha.
    ________________________

    Aguardem a entrevista de D. Marisa Leticia à Monica Bergamo, qualquer dia desses.
    Buñuel vai se revirar no túmulo.
    hehehe

  4. Otto said

    O desmonte da mais uma farsa (Pax, por favor, não pule este link):

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/87049/Retrato-desmonta-desvio-de-R$-77-mi-na-Visanet.htm

  5. Michelle 2 said

    Pelo que eu entendi, a Rose mamava num dos uberes…da dilma, que agora foi cortado.
    Jura o Cardozão , ministro. Ex-porquinho.

    Pelas minhas contas ainda faltam mais 7.
    Estou errada?

  6. Patriarca da Paciência said

    “247 – Uma auditoria feita por 20 técnicos especializados do Banco do Brasil mostra que a principal tese que sustenta a existência do chamado “mensalão” foi fabricada pela acusação. O trabalho resultou em 20 mil páginas, produzidas em quatro meses, de 25 de julho a 7 de dezembro de 2005, depois estendido com interrogatórios de pessoas envolvidas e documentos coletados ao longo de 2006.

    A auditoria é revelada na nova edição da revista “Retrato do Brasil”, do jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. Ela sustenta que, ao contrário do que julgou o Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, a tese de que o dinheiro pago à agência de publicidade DNA (de Marcos Valério) não foi indevido – ou seja, não foi por um trabalho afinal não entregue.”

    De um lado ma auditoria elaborarada por 20 técnicos especialiados do Banco do Brasil.

    Do outro lado uma teoria!

    Realmente estarrecedor!

  7. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    De um lado uma auditoria elaborarada por 20 técnicos especializados do Banco do Brasil.

    Do outro lado uma teoria!

    Realmente estarrecedor!

  8. Zbigniew said

    Aí é de se perguntar: que raios de governo é este que, com toda essa farsa sendo fabricada, aposta na manutenção desta aliança com o PMDB? Não há possibilidade de vitória sem implodir esse partido?

  9. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Zbigniew,

    democracia é governo da maioria.

    Quer queira, quer não, o PMDB é nosso irmão.

    Os imaculados é que são muito poucos.

    A cada milênio, a quantidade pode ser contada nos dedos.

    Estou falando dos imaculados verdadeiros!

    Alguém já disse que a vida é uma comédia dirigida por um louco (parece que foi Shakespeare)

    Agora, se começarmos a acreditar que reinaldinho cabeção, augusto boçal, merval e outros, são imaculados, aí a coisa desgringola de vez.

  10. Pax said

    Caro Otto,

    Li, confesso que fiquei bem pouco convencido e com uma dúvida pra lá de grande: que raios de advogados o Pizzolatto constituiu para sua defesa? Não é para se questionar?

    Na boa, não me convenceu. De tudo que vi, e li – esta parte está fartamente documentada no relatório Zampronha – a “coisa” não foi bem assim.

    Caro Zbigniew

    Como?

    Caro Patriarca

    Irmãozinho indigesto, diria eu. Mas, de novo, como fazer? Sarney, Renan, Jucá, Geddel, Lobão… eita irmandade. Todos irmãos que migrariam para qualquer futuro governo mediante … bem, deixa pra lá.

    ——-

    Hoje teremos um dia quente em Brasília.

  11. Chesterton said

    Ze Dirceu, Genoino, Dilma….que irmandade armada….PMDB é criança perto do PT.

  12. Chesterton said

    Dilma Rousseff, sedizente especialista em energia, juntou seus mágicos em torno do caldeirão e inventou um modelo de intervenção no setor elétrico que resultaria numa queda de 20% no valor das tarifas. A Soberana foi à TV e anunciou a novidade à tigrada. O dado nada irrelevante, nesse caso, é que a presidente deveria ter negociado o seu pacote com geradoras estaduais de energia, como Cesp (São Paulo), Cemig (Minas) e Copel (Paraná). Eu sei que não parece, mas ainda estamos numa federação. Não houve negociação. A “especialista” Dilma não quis conversar com ninguém.

    Essas empresas negociam ações na Bolsa de Valores; têm investidores. Só isso recomendaria cuidado. Os maiores acionistas são os respectivos governos estaduais. O prejuízo que seria imposto à CESP, por exemplo, seria gigantesco: da ordem de R$ 5 bilhões. Há mais: o faturamento da empresa despencaria e seria inferior a seu custo operacional. As três empresas não aderiram ao programa. A redução de tarifa tende a ficar abaixo dos 20% (pode ficar em 16,7%), e o governo federal, sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa, já encontrou os culpados: os respectivos governos tucanos de São Paulo, Minas e Paraná. Não por acaso, as ações da CESP, que haviam despencado quase 40%, a exemplo do que aconteceu com as demais elétricas, subiu mais de 9% diante da recusa.

    reinaldãozinho

  13. Pax said

    A questão que pega, aqui, do post, é:

    Porque raios Lula fez tanta força para que Paulo VIeira ocupasse o cargo que ocupou, mesmo com a reprovação do mesmo?

    Foi mesmo Lula que insistiu? Por conta da Rosemary?

    Há questões que ficam em aberto. Podem não estar no úbere do Planalto atual. Mas, afinal, que vacas de divinas tetas promoveu essa lambança ora em evidência?

    Tá na hora de Lula explicar essa “punhalada” que recebeu nas costas.

    E não, não quero saber de assuntos que não interessam ao seio republicano. Tô pouco me importando. Aliás, a oposição, leia-se a parte News of the World da imprensa nacional, só se queima com esse foco.

    Falando nisso ontem assisti o programa Observatório da Imprensa na TV Brasil. Dines convocou 3 jornalistas para falar do tal relatório Levingson da Inglaterra, sobre o caso. Bom pra caramba.

    O resumo: acham que regulamentação da mídia não dá certo se não for feito pela própria mídia. Se colocar governo no meio só piora. O que falta? Cultura para que a mídia faça. A brasileira – através da ANJ – disse que não tem vocação para isso, que cada veículo deve cuidar de si. E aí todos não fazem nada, se quisermos rigor na visão realidade atual brasileira. Um ou outro coloca seus ombundman que funcionam mais ou menos. O sumo do resumo é: sinuca de bico.

    Gilberto Miranda e o porto de Sagres nos levam ao Porto de Santos. Nada mais apropriado que sugerir um aprofundamento na questão aos últimos detalhes. Dívidas perdoadas, envolvimento de Valdemar, novos licenciamentos, enfim, parece que lá se cavocar sai fantasma para todo lado. E se não cavocar temos um problemão. É por lá que entram e saem a maior parte das riquezas nacionais que fazem parte da nossa economia.

    Não pode ficar sob o jugo de um Valdemar. Desculpa aí, mas não dá.

  14. Chesterton said

    não precisa pedir desculpaS, pAX.

    ——-

    esse é o Olavão

    Newton não concebeu sua teoria gravitacional só para explicar determinados fatos da natureza, mas como parte de um projeto abrangente de destruir o cristianismo trinitário e substituí-lo por uma religião da “unidade absoluta” de inspiração esotérica. É preciso ser muito sonso para não notar aí o alcance da ambição totalitária subjacente.

    Darwin e Marx foram bem mais explícitos quanto às consequências previsíveis das suas teorias: o primeiro aceitou o genocídio como fato normal da natureza, o segundo como instrumento indispensável para a instauração do paraíso socialista.

    A deleitação utópica com que tantos cientistas sonham com a “teoria final” e se esmeram em aprimorar os instrumentos lógicos para fundamentá-la não parece ser um prenúncio de dias melhores para a espécie humana.

  15. Patriarca da Paciência said

    por Mauro Santayana

    Vamos deixar a um canto o julgamento da Ação 470. Trata-se de um fato consumado. Ao julgar os réus daquele processo, o Supremo Tribunal Federal passou a ser julgado – não pelos meios de comunicação, que o têm aplaudido; não pelos setores da classe média do Sul e do Sudeste, que se sentem ressarcidos moralmente, com a condenação de correligionários de um apedeuta nordestino, operário metalúrgico, que conseguiu eleger-se e governar o país. Para todos esses, o Supremo foi o Areópago dos tempos míticos, com os juizes sob a presidência, invisível, mas infalível, da deusa Atena. Mas há quem examine as a situação com outros olhos.

    O jornalista mineiro José das Dores Vital acaba de publicar um ensaio delicioso, “Como se faz um bispo”, mostrando o jogo que se esconde na escolha de um novo prelado na hierarquia católica. As revelações do Ministro Luis Fux, publicadas no fim de semana pela Folha de S. Paulo, sobre os seus esforços a fim de se tornar Ministro do STF, sugerem um best-seller, como o de Vital.

    Seria muito interessante mostrar como se escolhem alguns dos mais elevados magistrados da República. Muitos deles, pelo que andam anunciando, pretendem ser os arcontes do Estado Nacional, e pairar sobre todos os seus poderes, assentados no monte de Ares (ou de Marte, em latim), dedicado ao deus da guerra.

    Fux conta como pediu a Deus, e a todo mundo, que o indicassem para ocupar uma vaga no Supremo: de João Pedro Stédile, do MST, a Delfim Neto, incluindo José Dirceu e outros réus da Ação 470 que ele, Fux, julgaria. Segundo a Folha de S. Paulo, um seu emissário, em seu nome, solicitou ao jornal que ele fosse ouvido. E foi muito bem entrevistado, por uma das mais argutas e ferinas jornalistas brasileiras, Mônica Bérgamo.

    Diz o juiz que ficou “estarrecido” com as provas contra Dirceu e os outros e, assim, votou pela condenação dos réus. Estarrecidos estamos todos nós, com as suas revelações. Fosse ele um juiz de tempos mais antigos, é provável que se declarasse suspeito e se eximisse de participar do julgamento. Não por se sentir tentado a absolver, por gratidão; mas, sim, por se sentir tentado a condenar exatamente por ter sido ajudado. Há uma desconfiança universal e muito antiga de que muitos, ao receber um favor, passam a odiar quem os ajuda. Não se trata de uma regra, mas, sim, de exceções. Não para Ulysses Guimarães que dizia: o dia do benefício é a véspera da ingratidão.

    Há dois mecanismos mentais que explicam esse paradoxo. Um deles é a soberba do favorecido, sobretudo nas indicações políticas. O outro é o de compensação do sentimento de humilhação do imaturo ao pedir o favor ao poderoso – tão mais forte a ponto de lhe conceder o pedido. No primeiro caso, o ajudado passa a acreditar que não foi escolhido como um favor, mas sim, pelo reconhecimento de seus méritos. “Ele só podia me ter escolhido, porque, dentre todos os outros, só eu sou capaz”.

    Assim também poderia pensar Fux, embora seu confessado pranto de regozijo, junto ao Ministro da Justiça, não sugira essa espécie de sentimento. Resta o outro – o do constrangimento pela súplica do apoio. Se o juiz Fux condenou os réus com a convicção de julgador, ou não, importa pouco, nesta fase do processo. O que qualquer cidadão pode condenar é a forma pela qual ele e outros foram escolhidos. Que um candidato a qualquer cargo peça apoio, é natural – mas deve preservar um pouco de decoro em sua postulação. Lula, submetido a duras provas pessoais nos últimos meses, ao aprovar o nome de Fux junto a Dilma, não soube desconfiar de quem trazia indicações tão amplas, que provinham de todas as direções ideológicas. Em Minas, a idéia é a de que aquele que tem a recomendação de todos não tem recomendação alguma.

    O passado de um candidato ao STF deve ser examinado ao microscópio. Os juízes do Supremo Tribunal são a última instância na defesa das pessoas contra o Estado e na defesa do Estado contra seus inimigos. Eles devem ser personalidades de indiscutível probidade, mas, da mesma forma, mostrar o saber necessário para atuar com toda a isenção possível. Os juízes não são anjos vingadores, celebridades do showbusiness, nem cúmplices dos criminosos. São, ou devem ser, cidadãos acima dos interesses e das paixões, para assegurar a todas as pessoas justas o direito à vida, na segurança da paz. É preciso encontrar critérios mais rigorosos, transparentes e universais, para a indicação e aprovação, pelo Senado, dos Ministros do STF.

  16. Patriarca da Paciência said

    “esse é o Olavão

    Newton não concebeu sua teoria gravitacional só para explicar determinados fatos da natureza, mas como parte de um projeto abrangente de destruir o cristianismo trinitário e substituí-lo por uma religião da “unidade absoluta” de inspiração esotérica. É preciso ser muito sonso para não notar aí o alcance da ambição totalitária subjacente.

    Darwin e Marx foram bem mais explícitos quanto às consequências previsíveis das suas teorias: o primeiro aceitou o genocídio como fato normal da natureza, o segundo como instrumento indispensável para a instauração do paraíso socialista.

    A deleitação utópica com que tantos cientistas sonham com a “teoria final” e se esmeram em aprimorar os instrumentos lógicos para fundamentá-la não parece ser um prenúncio de dias melhores para a espécie humana.”

    Dessa vez o Olavão se superou.

    pregou claramente o retorno à Idade Média!

  17. Zbigniew said

    Patriarca,

    Que tal o PT implodir esta aliança, ou melhor, descartar o PMDB. Suicídio político?

    Sim, seria. O que me pergunto é: até quando vamos agüentar esse partido fisiológico que atravanca, atrasa e mesmo impede a melhoria do sistema político brasileiro em conjunto com outras agremiações que se deixam cooptar e tomam gosto pelo jogo, num “moto perpétuo” prejudicial ao país?

  18. Jose Mario HRP said

    Patriarca, ótimo texto de Santayana!
    O decano está melhor do que nunca!
    Grande brasileiro.

  19. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Difícil essa discussão sobre divórcio com o PMDB.

    Alguns itens que aparecem:

    – Reforma política, reforma eleitoral, financiamento de campanha, voto distrital e/ou distrital misto, voto obrigatório, cláusula de barreira etc etc.

    – Cargos comissionados, inchaço do estado (nestes cargos, ao menos), meritocracia etc.

    – Ficha Limpa, impunidade, redução das mordomias e depuração da classe – para tentar reduzir interesses não políticos etc.

    – Processo de indicação para STF, impunidade na classe, nepotismo, etc.

    – Auto regulação da mídia, leis de direito de resposta, endurecimento das leis de injúria, calúnia e difamação etc.

    Assunto complexo e urgente pacas.

  20. Zbigniew said

    É isso, Pax.

    O comportamento do PT é o de jogar o jogo, sem ser o protagonista de mudanças profundas no sistema político. Para isso abre mão do exercício do poder, aqui entendido como o Príncipe no manejo das “armas” necessárias para minar, diminuir o poder do inimigo, que pode sim está na sua base de sustentação.

    Neste ponto eu nem digo que o partido (o PT) se apequena. Ele na realidade sequer quer equilibrar o jogo. Acredita na equação que combina a vitória nas urnas somada às políticas sociais e econômica e o apoio do PMDB, capaz de mantê-lo no governo ainda por muito e muito tempo. Essa equação não admite reforma política, regulação de mídia, ou qualquer outro avanço que possa afetar os esquemas de corrupção que agem nos bastidores da nossa querida República. Tolera o mesmo e é capaz até de sacrificar seus próprios filiados ou líderes, aceitando bovinamente ser taxado de “partido mais corrupto do país” diuturnamente pela imprensa partidarizada, chancelada por um Judiciário conservador, “inovador” e influenciado, bem como por um PGR de ação duvidosa, sobre quem recaem seríssimas acusações que em qualquer país civilizado jamais seriam deixadas de lado.

    Acontece que ao admitir este jogo corre um sério risco de por ele se engolido (como está acontecendo) ou terminar por se posicionar na vala comum dos partidos fisiológicos e eleitoreiros como o próprio PMDB. Até quando a ideologia que outrora foi a característica marcante da agremiação vai suportar tantos revéses em nome da manutenção de parcela do poder e governo?

  21. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Que fique claro: concordo e muito com a discussão que vi ontem no Observatório da Imprensa. Que chega a conclusão que se o governo se meter na regulação da mídia será pior a emenda que o soneto. Mas que há de ter, há, e há de se cobrada, uma auto regulação, pela própria mídia. Talvez tenhamos um exemplo nas empresas de publicidade que se controlam. E falaram muito da impropriedade temporal deste assunto estar na pauta.

    Um lance que citaram e exploraram no programa foi que, na Inglaterra, os jornalistas e executivos foram presos. Isso mesmo, presos. E quase o primeiro ministro foi indiciado. Tenho vontade de dar uma lida em alguma análise do tal relatório Livengson (acho que é esse o nome do juiz).

    Outra coisa que falaram é de multas pesadas. Na Inglaterra estão falando em multa de 1 milhão de libras esterlinas, uns 3 milhões de reais para determinados crimes cometidos, como esses de grampos ilegais e sei lá mais o quê. Disseram que este tipo de punição é realmente eficiente.

    Sobre o PT neste momento, meu caro, a decepção é grande de boa parte de simpatizantes e até de militantes. É assunto corrente de uma galera que conheço que o processo de peemedebização do PT não só está em curso como o partido em adiantado estado de decomposição.

    A questão que fica é se vai ou não haver alguma mudança de rumo. Os sinais que recebemos não são lá muito claros. De um lado fala-se em renovação de quadros – mesmo porque uma grande parte dos quadros de alto escalão estarão impedidos ou estão queimados – mas, de outro nota-se um acovardamento para enfrentar questões importantes, como você menciona acima.

    Este caso agora, da Rosemary, seus bebês, essa relação esquisitíssima com Valdemar e os interesses no Porto de Santos, essa questão da Ilha dos Bagres e o empreendimento do Gilberto Miranda, a questão do segundo principal posto na Advogacia Geral da União etc, leva a deduzir que houve, em determinado momento, um certo vale-tudo nas indicações para cargos de todos os escalões.

    Com 22 mil cargos de confiança a coisa fica incontrolável. Até o momento, acreditando-se nas colocações de José Eduardo Cardozo, o que sabemos é que nesta administração essa turma não tem encontrado conforto. Mas até aí o partido fica numa situação complicada pois qualquer novo escândalo será tratado da mesma forma e não dá para dizer que a oposição está ilegítima neste aspecto, ela tem mais é que botar a boca no trombone. O PT faria igual ou mais se estivesse na oposição. Não só faria como fez.

    A questão não é a oposição apoiada numa certa mídia questionável. A mim parece que a questão tem origem na fragilidade que canalhas como estes que agora surgem expõem o partido que facilitou sua entrada nestes postos. De uma forma ou de outra, nem estou julgando que queriam colocar os corruptos nos postos, isso precisa ser apurado. Estou, sim, expondo a fragilidade que a situação evidencia.

  22. Pax said

    Caro Patriarca,

    Em #9 você diz: Quer queira, quer não, o PMDB é nosso irmão.

    Pois bem, dê uma lida nesta notícia, por favor.

    PMDB-MG ameaça debandada pró-Aécio

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/12/5/pmdb-mg-ameaca-debandada-pro-aecio

  23. Zbigniew said

    Caro Pax,

    nesta questão de regulação de mídia concordamos da sua necessidade premente. Também temo que isto fica a cargo de um governo. Talvez um órgão fiscalizador com representantes de toda a sociedade (inclusive, lógico, jornalistas e patrões).

    Entretanto, para mim autoregulação, com a mídia partidarizada que temos, não vai funcionar. Isso porque tal imprensa se comporta como um poder. E só quem regula um poder é outro poder.

    Podemos discutir como isso se dará. Acho um ponto importantíssimo que se combata a concentração de propriedade e as concessões nas mãos de políticos (e por conseqüência, partidos).

    No mais, caro Pax, não espere qualquer movimento para a autoregulação, não com essas empresas que aí estão.

  24. Pax said

    Então, como disse acima, caro Zbigniew: sinuca de bico.

    Tem horas que é melhor não fazer nada. Acho que é isso. A não ser investimentos no Congresso para apertar leis de direito de resposta, multas e crimes de injúria, calúnia e difamação.

    Sobre o PSDB vale a leitura

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandorodrigues/1195958-uma-oposicao-atonita.shtml

  25. Pax said

    Um exemplo? Onde estão os 120 grampos de conversas entre Lula e Rosemary?

    Existem? Ok.

    Não existem? Exemplo de rigor: Multa braba para quem inventou, desmentido com o dobro do espaço no mesmo veículo, triplo do tempo, em destaque e, quem sabe, uma cadeia básica para o jornalista mentiroso e seu editor.

  26. Otto said

    Olha a razão para o “aumento” da corrupção nos últimos 10 anos:

    Por Stanley Burburinho

    A partir de informações fornecidas pelo site da Polícia Federal, fiz um levantamento de todas as operações da Polícia Federal de 2003 até 2012. Não encontrei no site da Polícia Federal informações sobre operações entre 1994 e 2002.

    Segundo a Senadora Ângela Portela(PT-RR), em pronunciamento na Tribuna do Senado, durante os oito anos da administração de FHC, foram registradas apenas 48 operações da Polícia Federal. Ela também trouxe a informação de que a Justiça Federal, que, em 2003, tinha cerca de 100 Varas em todo o País, chegou a 513 Varas, em 2010. Ou seja, 413 novas Varas da Justiça Federal, com um juiz titular e um substituto, foram criadas nesse período, no período do Governo Presidente Lula.

    http://www.ptnosenado.org.br/angela-portela/pronunciamentos/404-fortalecimento-da-policia-federal-comecou-no-governo-lula-afirma-angela-portela

    A corrupção não cresceu, os instrumentos de combate a ela é que aumentaram, afirma Humberto Costa.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-estatisticas-das-operacoes-da-pf

    Quando se acendem a luzes numa casa é que se veem os ciscos e sujeiras acumulados.

  27. Chesterton said

    Sanatório Geral
    Assim não dá

    “Não dá para avançar no Brasil sem uma reforma do Estado que pegue a questão da mídia monopolizada e o Judiciário conservador”.

    Rui Falcão, ex-jornalista, professor de novilíngua companheira e presidente do PT, confessando que, se a imprensa independente continuar denunciando assaltantes de cofres públicos e o STF continuar aplicando a lei, os militantes do partido só vão avançar quando estiverem jogando no time do presídio.

    Augusto Antunes

  28. Pedro said

    Pax, é off…..mas, qualquer semelhança com a politica nacional, não é mera coincidencia.

    .http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=eyaGVvf1WkY#at=11

    O choro da ladroagem é o mesmo.

  29. Zbigniew said

    Pax,

    congresso = mídia. O pacto é de sangue. Algumas figuras do próprio PT não resistiriam às páginas amarelas da Veja, ou a um tête-a-tête com a Fátima Bernardes no Encontros. Outros são useiros e vezeiros a serem ridicularizados no CQC, etc.

    Mudanças por aí? Infelizmente, duvido muito. Viveremos ainda por um bom tempo (sabe-se lá quanto) sob a ditadura da mídia, esta sim, apesar dos revezes nas urnas (dos grupos que apóia), agindo como um verdadeiro poder, com a maioria dos políticos brasileiros ali, na coleira, balançando o rabinho.

  30. Chesterton said

    a única regulação da mídia deve ser o código penal. Aliás, se assim não fosse, nenhum jornaleco vermelho existiria.

  31. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não vejo outro caminho a não ser o Congresso para qualquer iniciativa. E aí tenho que concordar com o Chesterton (inacreditavelmente) que qualquer alteração deveria ser feita em cima do código penal.

    De outro lado, a auto-regulação. Como as empresas de marketing praticam. Elas cuidam de si contra propagandas falaciosas e outras querelas.

    Outras iniciativas, como a de restringir poder de determinados grupos, me parecem tentativas de nos igualarmos, ou nos aproximarmos, a quem retrocedeu e não a quem avançou.

    Não vou citar exemplos dos que considero que retrocederam, há inúmeros, fico com a agenda positiva, de quem evoluiu. Acho que podemos olhar para o caso inglês como fonte de inspiração.

    Lá a questão da liberdade (opinião, expressão etc) é levada ao extremo, para felicidade da sociedade deles.

    Sinceramente aconselho a procurarem o programa de ontem exibido na TV Brasil, do Observatório da Imprensa, sobre essa questão. É um excelente ponto de partida para a discussão em questão.

  32. Zbigniew said

    Pax,

    premita-me, não dá para comparar as empresas de marketing com os conglomerados de imprensa. São dimensões econômicas e de poder distintas.

  33. Pax said

    Que outro caminho seria possível, caro Zbigniew?

    Caminho da Argentina, Venezuela e quetais? Já adianto que para mim são retrocessos vinculados a governos com questões democráticas que sinceramente não gostaria de aportar aos nossos pagos.

    Recentemente o jornalista William Waack ganhou causa contra uma tv (acho que a Record). Alguém desse veículo o acusou de ser expião da CIA ou algo parecido. Foi um enorme transtorno para o jornalista e familiares. Foram atacados por todos os lados.

    O julgamento foi a seu favor, multa de R$ 50 mil mais custos processuais. Aconteceu não tem 2 semanas.

    No meu entender, multa levíssima para uma calúnia e difamação desta ordem.

  34. Chesterton said

    Tolera o mesmo e é capaz até de sacrificar seus próprios filiados ou líderes, aceitando bovinamente ser taxado de “partido mais corrupto do país” diuturnamente pela imprensa partidarizada,

    chest- epa, Zig, pela imprensa não partidarizada da esquerda você quer dizer?

    chancelada por um Judiciário conservador, “inovador”

    chest- epa, uma coisa ou outra.

    e influenciado, bem como por um PGR de ação duvidosa, sobre quem recaem seríssimas acusações que em qualquer país civilizado jamais seriam deixadas de lado.

    epa- essa acusação vai dar cana para o PAX, dono do blog. Prove ou cale.

  35. Chesterton said

    Um exemplo? Onde estão os 120 grampos de conversas entre Lula e Rosemary?
    Existem? Ok.
    Não existem? Exemplo de rigor: Multa braba para quem inventou, desmentido com o dobro do espaço no mesmo veículo, triplo do tempo, em destaque e, quem sabe, uma cadeia básica para o jornalista mentiroso e seu editor.

    chest- aqui eu concordo, pois assim obrigaria quem tem provas mostrar. Pode sair pela culatra do Lulla, mas seria uma coisa boa a sair de um lugar que só sai M….

  36. Chesterton said

    Recentemente o jornalista William Waack ganhou causa contra uma tv (acho que a Record). Alguém desse veículo o acusou de ser expião da CIA ou algo parecido.

    chest- você sabe que foi o Amorim, a ameba falante.

  37. Zbigniew said

    Regular a mídia, em última análise, é aperfeiçoar a sua função. E isso quem tem todo o direito de fazer é a sociedade

    Aí eu pergunto: é melhor uma mídia superconcentrada capaz de influenciar nos poderes da República visando apenas seus próprios interesses, ou uma mídia mais diversificada, onde a diferença econômica entre um e outro órgão não seja tão grande? É melhor a concentração ou a pulverização, o que não quer dizer que as regras de mercado não sejam observadas, mas admitindo-se que a sociedade, por intermédio de seus representantes, estabeleça regras claras para que a disputa pela audiência, pelas assinaturas, pelos acessos, se dê de modo a evitar a cartelização das informações? O que é melhor?

    Quanto ao Código penal, digo que é código de conduta da sociedade.
    O problema não é de pena ou de tipo penal, é de celeridade e aplicação.

    Ocorre com a imprensa o que ocorre com qualquer pessoa que tenha dinheiro e poder neste país: o acesso a ministros, desembargadores, juízes, conselheiros, bons e caros advogados, ou seja, a uma “boa” jurisprudência, é bem mais amplo, se não exclusivo, do que para pobre, pretos, putas, e petistas.

    Há um projeto de aperfeiçoamento do CP que trata de penas e ritos. Por esse lado talvez seja possível algum avanço, mas para que uma nova cultura jurídica se instale no país, lá se vão décadas e décadas. Enquanto isto a imprensa vai fazendo o seu jogo e peitando toda a classe política brasileira, sem exceção, até porque se eles quiserem também queimar os udenistas, eles assim o farão. Mas aí é o castigo para quem sair da linha.

  38. Pax said

    Não, Chesterton, não sabia que tinha sido o PHA. Não acompanhei o caso. Fiquei sabendo pelo Twitter. Depois me informei um pouco, amigos deles me falaram recentemente sobre os problemas que surgiram na família.

    Mídia super concentrada ou não super concentrada é coisa para o CADE, acho eu. Se não funciona, que funcione. E aí a gente fica cabreiro quando o próprio BNDES estimula uma JBS e concentrar o poder dos abatedouros e frigoríficos…

  39. Zbigniew said

    Poderia ser por aí, pelo CADE. Mas quem está à frente do CADE, porque quem mais se dá bem naquele órgão é o poder econômico.

  40. jésus da silva said

    Patriaca:
    Mas diga por favor, o que faz a Abin que náo ve a ronda desavergonhada de um verme, buscando cartas de apresentação
    para um emprego de juiz no STF.

  41. Otto said

    Estou espantado diante da naturalidade com que se debate a possibilidade do Supremo cassar os mandatos de 3 deputados cassados pelo mensalão. Parece a coisa mais natural do mundo. Parece uma questão de opinião.

    José Genoíno, um suplente de mais de 90 000 votos, também pode perder seus direitos. Como os demais, seu mandato vai até 2014.

    Não é natural. Nem é uma questão de opinião.

    Está lá, no artigo 55 da Constituição que, após ampla defesa, por maioria absoluta, cabe ao Congresso decidir o que acontece com o mandato dos parlamentares. A Câmara resolve, no caso dos deputados. O Senado, quando se trata de senadores.

    É tão claro como o artigo que define o voto direto para presidente ou o caráter federativo da República.

    É ainda mais curioso que se queira também queimar uma outra etapa, cassando os deputados antes mesmo que os recursos tenham sido julgados. Aliás: as sentenças sequer foram escritas nem publicadas.

    Isso não é uma formalidade. Na hora de redigir uma sentença, pode-se descobrir uma incongruência e mesmo uma incorreção. Uma coisa é a frase oral. Outra, o texto escrito.

    É uma garantia da acusação, de que terá seus motivos bem explicados e compreendidos.

    Também é uma garantia para a defesa, que pode ter motivos claros e bem definidos para enfrentar.

    Por fim, e mais importante: é uma garantia para a democracia, pois assegura a transparência da Justiça. Qualquer cidadão, a qualquer momento, pode saber exatamente por que uma pessoa foi condenada e outra, absolvida.

    O procurador Roberto Gurgel voltou a insistir para que o Supremo decrete a prisão imediata dos condenados. Gurgel já havia recolhido seus passaportes e colocado seus nomes na lista de pessoas que não podem deixar o país.

    Referindo-se ao plano de prisão imediata, o constitucionalista Pedro Serrano, professor da PUC de São Paulo, afirma: “É um absurdo.” O professor lembra a necessidade de se cumprir um ritual indispensável: “Ninguém pode ser preso sem que todos os recursos sejam julgados e respondidos.”

    O risco é habituar o país a golpes — mesmo pequenos — contra a democracia. Fatos que deveriam ser vistos como estranhos e até escandalosos passam a ser vistos como naturais A ideia é aceitar que nem sempre os direitos do cidadão precisam ser respeitados e que a Justiça é a principal garantia que ele possui.

    O nome disso, ensinou Hanna Arendt, é banalização do mal.

    Ela se obtém quando as consciências foram anestesiadas.

    Estamos assistindo a banalização de ataques contra cidadãos que, lamentavelmente ou não, receberam o voto popular em 2010.

    Aplicar a palavra “poderosos” no caso específico destes réus é um esforço retórico. Num país horrorizado com a impunidade e a corrupção, que são problemas reais, a ser enfrentados e combatidos, este discurso ajuda a alimentar a ira, a dar um conteúdo “exemplar”, “redentor”, “simbólico” ao julgamento São palavras que ajudam a encobrir fatos reais e questionáveis. Você fica debatendo o “significado” do fato e esquece do próprio fato.

    Falar em poderoso, concretamente, é uma falsificação.

    Estamos falando de pessoas que foram despossuídas do direito a uma ampla defesa. Não foram condenadas por provas robustas nem individualizadas. Os ministros assumiram, explicitamente, a perspectiva de flexibilizar garantias oferecidas aos réus. A forma do julgamento, fatiado, já colocou a defesa em desvantagem, o que é uma situação estranha, num universo que deve funcionar como uma balança — e cega.

    Mas há uma questão democrática essencial aqui.

    Candidatos apontados como réus no mensalão, a espera de julgamento, receberam o voto de milhares de brasileiros. O voto dessas pessoas não tem valor?

    O STF E O RISCO DE BANALIZAR O MAL

    Paulo Moreira Leite

    Não deve ser pesado, julgado, examinado, pelos representantes do povo? Eu acho que sim. E foi por esse motivo que o constituinte de 1988 não deixou a decisão para a Justiça. Trouxe para o Congresso. É o que está escrito.

    Tá vendo como é bom ter leis escritas?

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/

  42. Otto said

    Não se encontram colunistas com este verve na velha e decrépita mídia:

    O JAB DE DILMA NO QUEIXO TUCANO

    A presidente Dilma conseguiu aplicar poderoso jab no queixo do PSDB, nesta quarta-feira. Seu plano para reduzir o preço da energia foi aceito pela maioria das empresas do setor, com exceção das três controladas por governadores tucanos. Não vou entrar no mérito da MP, que alguns engenheiros acusam de ser nociva à saúde das estatais. Em termos de embate partidário, contudo, Dilma deu um drible nos adversários que devem tê-los deixado com a cara de quem passou algumas horas discutindo com Mike Tyson. A medida, que é populista na acepção positiva do termo, ganhou apoio, naturalmente, dos que mais vão lucrar com ela: os industriais.

    Confira esse trecho de matéria publicada hoje no site do Estadão:

    “Vamos realizar uma das ações mais importantes para reduzir o custo de produção do Brasil, a redução das tarifas de energia elétrica”, disse a presidente, sob muitos aplausos, em discurso na abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília.

    A presidenta, que já tem a seu lado o povão, via Lula; que conquistou a classe média com seu jeitão de gerente séria, exigente e implacável com “malfeitos”; agora se tornou o xodó dos industriais. O Pib pode estar meia-bomba, mas:

    Juros e spreads caíram.
    Dólar subiu.
    Hoje o Guido Mantega liberou mais R$ 100 bilhões para empresas investirem.
    Preço da energia pode vir a registrar uma saudável queda a partir de 2013.
    Nada disso significa que os problemas acabarão. O mundo hoje é terrivelmente competitivo, e há empresas que, infelizmente, vão quebrar mesmo com juros, câmbio, crédito e energia em situação mais favorável. No mínimo, porém, as medidas do governo amenizam a crise e retardam um pouco o fechamento de alguns negócios. Note que estou tentando ver a coisa pelo lado negativo, por precaução.

    Até mesmo o plano para baratear a energia, ainda vai depender de fatores imponderáveis, inclusive a quantidade de chuvas nos próximos meses. Tomara que dê certo, e que a gente receba uma conta mais amiga no ano que vem.

    O que gostaria de comentar é a armadilha em que tropeçou o PSDB. Os tucanos estão queimados com o povão, por seu estilo aristocrático e pedante. A classe média, mesmo festejando o julgamento do mensalão e atribuindo a Joaquim Barbosa qualidades de herói de revista em quadrinho, foi seduzida pela presidente. E agora, os donos da indústria, estarrecidos em face da decisão dos governos de Minas, São Paulo e Paraná, de não aderir ao plano federal para reduzir os custos da energia, olham para o partido com um sentimento misto de raiva, pena e decepção.

    Leia esse trecho de nota publicada hoje no site da Fiesp:

    De acordo com Paulo Skaf, estatais (Cemig, Copel e Cesp) que se recusam a aderir ao desconto vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros.

    Para os tucanos, portanto, sobrou apenas a mídia, que parece cada vez mais biruta em sua cruzada contra o presidente Lula.

    Quando achamos que a mídia atingiu o ápice da histeria antipetista, que ela chegou ao fundo do poço, eis que topamos com um novo alçapão.

    Merval Pereira se tornou uma espécie de caricatura de si mesmo. Vai vendo só o título da sua coluna de hoje:

    A sisudez novecentista de Merval, porém, não evita que ele abrace alegremente, como de resto toda a grande mídia, a baixa fofoca política:

    Agora mesmo temos o exemplo da Polícia Federal agindo de maneira autônoma e investigando nada mais nada menos que a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, tida por todos como “a namorada do Lula”.

    Não se espante com o elogio de Merval à PF. Mais adiante ele explicará que o aprimoramento da PF não deve ser atribuído à Lula, e sim à Constituição de 88!

    Algo me diz, porém, que a tática de explorar a vida pessoal do presidente dará resultados opostos àqueles esperados pela oposição midiática: Lula vai ganhar ainda mais carisma.

    Entretanto, não deixa de ser lamentável que as pessoas acreditem em histórias sem pé nem cabeça como essa do Garotinho, de que Rosemary Noronha saltou do avião presidencial, na cidade do Porto, num vôo em que também estava Lula, e registrou junto às autoridades locais uma mala com mais de 25 milhões de euros. Concordo com o Rovai, de que Lula deveria processar Garotinho.

    Inconsistências da história:

    1 – Não cabem 25 milhões de euros numa “mala diplomática”. Rose teria que saltar do avião carregando um carro forte.

    2 – Se Lula e Rose quisessem roubar dinheiro fariam uma transferência eletrônica.

    3 – Qual o sentido em registrar, na âlfandega do país da União Européia onde há rígidas leis contra crimes financeiros, uma quantia de dinheiro de origem ilegal.

    Francamente, já se mentiu melhor…

    De resto, o artigo de Merval, assim como o editorial do Globo hoje, tem como objetivo defender Fux de si mesmo. A agoniada retórica do colunista para blindar o ministro, e atribuir sua entrevista desastrada à Mônica Bergamo à uma tentativa de se blindar contra fofocas petistas, revela o grau de engajamento da mídia em proteger seus “aliados”.

    http://www.ocafezinho.com/2012/12/05/tucanos-levam-drible-da-vaca/

  43. Chesterton said

    Zig, midia concentrada é melhor que midia regulada.

  44. Chesterton said

    porque quem mais se dá bem naquele órgão é o poder econômico.

    chest- Zig, vou te explicar uma coisa. Maior que o poder econômico é o poder de acabar com o poder econômico. E quem tem poder para acabar com o poder econômico é o governo (inflação, pacotes, expropriações, nacionalizações, e ao infinito e além). Geralmente quando o governo acaba com um poder econõmico é sempre para colocar outro (mais simpático ao governo) poder econômico, o que dá na mesma “distorção” que você critica.

    Logo, é melhor deixar o mercado decidir que é que vai ter poder econômico que deixar o governo decidir quem vai ter poder econômico. Mérito, competência, ambição, olho grande é sempre melhor que governo e seu poder totalitário, avassalador.

  45. Chesterton said

    José Genoíno, um suplente de mais de 90 000 votos

    chest- voto em eleições não absolve ninguém numa democracia.

  46. Chesterton said

    Regular a mídia, em última análise, é aperfeiçoar a sua função. E isso quem tem todo o direito de fazer é a sociedade

    chest- sim, comprando ou não jornais e revistas.

  47. Chesterton said

    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    Exclusivo – O Rosegate é a prova de que o Mensalão não acabou e parece eterno como os diamantes. Investigações sigilosas da Polícia Federal e de setores de inteligência das Forças Armadas descobriram que é de 25 milhões de Euros a generosa contribuição trimestral “doada” à cúpula de petistas por empresas européias beneficiadas com negócios no Brasil. A grana pesada (100 milhões anuais) rola por fora da contabilidade oficial, em depósitos feitos no exterior. Se tal descoberta não for abafada e ficar de fora do inquérito da Operação Porto Seguro, o titanic do PT vai afundar.

    Um descuido (ou aposta na impunidade) fez com que viesse à tona o informe, que circula pela internet, de que, numa viagem de Lula a Portugal, Doutora Rosemary Nóvoa Noronha teria levado, na “mala diplomática”, 25 milhões de Euros. O valor, que teria sido declarado à receita portuguesa, seguiu em carro forte para depósito na agência central do Banco Espírito Santo, na cidade do Porto. A PF sabe que vários condenados no Mensalão – e um dos milagrosamente absolvidos – têm movimentadíssima conta corrente no BES português.

    A imperícia foi que Rose mandou fazer o depósito tendo Luiz Inácio Lula da Silva como o possível beneficiário de um seguro que fora feito para evitar “algum sinistro” com tanto dinheiro. Se os dados da Aduana do aeroporto internacional Francisco de Sá Carneiro forem confirmados oficialmente, o bebê de Rosemary vai sofrer um aborto político. O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, já pensa em pedir a prisão preventiva de Rosemary e intimar seu amigo Lula para dar explicações oficiais sobre tudo que envolve o Rosegate.

    Um outro descuido, cometido por outro amigo de Rosemary, também detectado pela Polícia Federal, é guardado em estranho sigilo. Sete meses atrás, mesmo usando indevidamente as facilidades da “área reservada a autoridades”, o consultor e advogado José Dirceu de Oliveira e Silva teve um probleminha no embarque internacional do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Um servidor da Receita Federal resolveu apreender 35 mil Euros que ele levaria a uma viagem à Europa. O preço pago pelo ousado funcionário foi ganhar uma promoção: acabou transferido para o Aeroporto dos Guararapes, em Recife. Dirceu só ficou sem a grana em excesso que levava.

    O fato mais grave de todos é que a Presidenta Dilma Rousseff – mesmo não envolvida ou beneficiada por tais maracutaias – têm pleno domínio de todos estes fatos sigilosos. Tanto que uma das cinco facções com poder na Polícia Federal já vaza que a Operação Porto Seguro estava programada para acontecer em setembro. Mas a cúpula da PF recebeu “uma ordem de cima” para nada fazer naquele momento, porque tumultuaria a situação política eleitoral. Torna-se ridícula a tentativa de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negar que a quadrilha atuasse na Presidência da República. Rosemary era chefe de gabinete da PR em São Paulo por indicação do bem amado Lula e por conveniência (ou conivência) da Presidenta Dilma Rousseff.

    Rosemary não teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal, na deflagração da Operação Porto Seguro, simplesmente porque houve um movimento – que falhou – para que seu nome nem viesse à tona nesta primeira fase de investigações. Ficaria no famigerado “segredo judicial”. Mas como a operação envolveu também agentes de informação das Forças Armadas, ficou impossível esconder quem era Rosemary e o que ela representava, de verdade, para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Rosemary terá de explicar como utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula. Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.

    Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior, para “passeios de negócios”. O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos, aconteceram de navio – de acordo com a inteligência militar brasileira. Tais informações sigilosas sobre o Rosegate não aparecem nas 600 páginas do inquérito da Operação Porto Seguro.

    O temor petralha é que o destino deles está nas mãos do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel – a quem os “gênios” do PT tentaram indiciar na CPI do Cachoeira, mesmo sabendo que o procurador nada tem com o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos. Gurgel tem tudo para decidir que a Operação Porto Seguro será mais um caso para o Supremo Tribunal Federal, por envolver autoridades com prerrogativa de foro privilegiado. De imediato, Gurgel deve pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula & família, mesmo sabendo que nem tudo deve ser descoberto.

    Gurgel tem tudo para pedir a prisão preventiva de Rosemary – que só os íntimos amigos petistas sabem por onde anda. Rose só não foi presa inicialmente por sua intimidade com o poderoso Lula. Exatamente por isso, agora, ele deve prestar contas à Justiça. Gurgel já tem documentos que confirmam como a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo agia com respaldo de Lula, principalmente nas viagens internacionais que fazia em companhia dele ou não, portando passaporte especial privativo de autoridades diplomáticas. E, também, como Rose ainda atuava em sintonia com José Dirceu, José Genoíno e demais figuras de proa condenadas na Ação Penal 470 do Supremo Tribunal Federal.

    A imagem do governo Dilma será afetada diretamente pelo Rosegate. No teatro, até agora, ela tem se saído bem. Seus marketeiros venderam a falsa imagem de que ela demitiu Rose – quando, na verdade, o Diário Oficial da União publicou a conveniente expressão “exoneração a pedido” (da própria exonerada). Mas Dilma só terá mesmo problemas sérios se a economia atrapalhar. Governos suportam denúncias de corrupção, mas não resistem em tempos de agravamento de crise econômica.

    Luiz Inácio Lula da Silva também tem um fim de carreira tenebroso. E a desgraça dele começa em casa. Mesmo que Marisa Letícia venha a público com a conversa de que ele é um sujeito família e que nada houve entre ele e Rosemary, o casamento fica, no mínimo, estremecido com a midiática fofocagem – inclusive internacional – sobre a relação Lula-Rose. Mas o grande temor dos amigos de Lula é com a saúde dele. Tratamento pós-câncer não combina com pressões psicológicas como as que ele vem sofrendo agora.

    O mito Lula vive seu momento mais infernal. E tudo pode ficar ainda pior se o Procurador-Geral da República cumprir o dever… O que não ocorreu no processo do Mensalão, porque não convinha às ocultas forças internacionais que controlam o Brasil de verdade. Mas agora, como Lula nada mais é que um ex-Presidente, sem foro privilegiado ou imunidade parlamentar, a casa do mito tem tudo para ruir.

    Pelo menos para a cúpula do PT, parece que a famosa Profecia Maia sobre o “fim do mundo” já é uma realidade bem concreta.
    ,

  48. Jose Mario HRP said

    Morreu o grande Oscar Niemeyer.
    Manchetes nos New York Times, El País, Le Figaro e The Times mostram quão forte é seu legado!
    As colônias mestre!
    E Fica com Deus.

  49. Pax said

    Foi-se um brasileiro de dar orgulho. A melhor definição: “poeta da curva”

  50. Pax said

    Cá leio um balaio de análises sobre o tal relatório Leveson. É assunto que discutimos aqui e quero me inteirar melhor.

    Introdução ao tema: Ano passado, em julho, o jornal britânico The Guardian detonou o tablóide, também britânico, News of the World, do Murdoch, que tinha hackeado o celular da Milly Dowler, de 13 anos.

    A menina tinha sido morta e o tablóide enviava mensagens enganando a polícia e seus familiares que ela estaria viva etc. Tudo para dar notícia lixo.

    News of the World foi fechado. Mantinha um detetive em sua folha de pagamento que vigiava e grampeava vítimas de crime e suspeitos de adultério. E o tablóide, assim, produzia seu conteúdo repugnante. Na real cometia crimes brabos mesmo.

    Foi montada a Comissão Leveson, chefiada pelo juiz que a batizou, e agora o relatório que produziram sugere mudanças. Na Inglaterra tem dois órgãos de regulamentação da mídia que não funcionam, o Press Council e o Press Complaints Committee. Traduzindo, Conselho da Imprensa e Comité de Reclamações da Imprensa.

    Não funcionam porque os gigantes da mídia e o corporativismo dos jornalistas abafaram estes organismos. Nunca produziu uma condenação sequer.

    Pois bem, este relatório Leveson (alguns citam Levenson), é o assunto de 10 entre 10 analistas da mídia.

    Claro, o Observatório da Imprensa, melhor veículo que critica a própria imprensa tupiniquim, mantém foco no assunto. É árduo.

    Aqui as análises que já li hoje de manhã:

    http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/lt_i_gt_areopagitica_lt_i_gt_368_anos_depois

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed723_um_documento_com_lugar_na_historia

    http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_vespeiro_do_controle_externo

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed723_matando_os_mensageiros

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed723_um_pesadelo_para_a_velha_guarda_da_midia

  51. Patriarca da Paciência said

    “Basta olhar para o céu e ver que ser arrogante e vaidoso é ridículo demais!”

    Grande Niemeyer! Não só um dos maiores artistas de todos os tempos, como também um homem maior ainda!

  52. Patriarca da Paciência said

    Leandro Fortes

    “Esse tipo de abordagem, hipócrita sob qualquer prisma, era o fruto que faltava ser parido desse ventre recheado de ódio e ressentimento transformado em doutrina pela fracassada oposição política e por jornalistas que, sob a justificativa da sobrevivência e do emprego, se prestam ao emporcalhamento do jornalismo.”

    Retrato acabado do reinaldinho cabeção, augusto boçal, merval etc?

    O reinaldinho cabeção destratou o Niemeyer no dia da sua morte e foi execrado por seus próprios comentaristas!

    E o dito cujo teve a coragem de dizer que “não precisava deles”!

    É realmente um alienado!

  53. Patriarca da Paciência said

    40.jésus da silva disse
    05/12/2012 às 19:55
    Patriaca:
    “Mas diga por favor, o que faz a Abin que náo ve a ronda desavergonhada de um verme, buscando cartas de apresentação
    para um emprego de juiz no STF.”

    Meu caro jésus da silva,

    não tenho certeza, mas tenho uma hipótese – creio que a Abin, atualmente, também é dominada pela “grande” mídia.

  54. Patriarca da Paciência said

    “Em #9 você diz: Quer queira, quer não, o PMDB é nosso irmão.

    Pois bem, dê uma lida nesta notícia, por favor.”

    Caro Pax,

    não seria novidade.

    Em Santa Catarina o atual senador Luiz Henrique da Silveira, postulante ao cargo de presidnete do Senado, elegeu-se no primeiro mandato com apoio do PT e do Lula (dizem até que só se elegeu por causa do apoio do PT) e, na reeleição, aliou-se ao PSDB.

    Como já disse alguém, a reforma política é a mais urgente do Brasil!

    Políticos tem que defender princípios e não apenas seus cargos!

  55. Edu said

    A Dilma iniciou a Kirschnerização do Brasil.

    Primeiro o petróleo.

    Depois as montadoras.

    Agora a energia elétrica.

    Vamos aguardar os próximos passos.

    Viva la nación! Viva Bolívar!

  56. Edu said

    Em reposta ao Otto,

    Que gentilmente postou a besteira ideológica pelo Cafezinho.

    -http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/1196903-o-sucesso-do-fracasso.shtml

    Agora entramos na corrida de 2014. Dilma está com sangue de poder nos olhos e corre o risco de colocar o crescimento de longo prazo do Brasil em risco.

    Onde a Dilma na verdade está dando um chute no saco do lulismo, e se aproximando, na verdade, perigosamente do PSDB, observe com atenção a passagem:

    “É notável nesse desenvolvimentismo tropi-keynesiano como o governo dos sindicalistas enxuga o dinheiro dos trabalhadores para dá-lo aos grandes empresários do país a uma taxa de juros negativa, abaixo da inflação. O dinheiro do BNDES em boa parte é dinheiro do trabalhador, oriundo do FGTS recolhido compulsoriamente dos salários. Se esses recursos sequestrados fossem investidos no (desculpem o palavrão) mercado, renderiam muito mais do que rendem sob a administração do governo.”

  57. Jose Mario HRP said

    A justa coincidência:
    Todas as geradoras envolvidas e contra os valores oferecidos pelos investimentos são de estados governados por tucanos.
    Tucano és e sempre serás!
    Mesmo que para isso eu leve o país ao caos!

  58. Elias said

    Zbgniev (#8), Patriarca (#9), Pax (#22)

    As alianças do PT e do PSDB com o PMDB fazem parte dos sintomas da crise de representatividade política que existe neste país.

    A crise de representatividade se torna mais ostensiva quando, cumulativamente: (a) existem mais de duas forças políticas com potencial quase equivalente; (b) nenhuma força política se mostra capaz de conquistar a hegemonia sozinha (o que implica a realização de alianças com outras forças políticas); (c) as alianças não obedecem a nenhuma lógica ideológica (ou seja, convivem numa mesma aliança, forças políticas que, do ponto de vista ideológico, não são apenas diferentes: são antagônicas).

    O ponto “c” é crucial pra caracterizar a crise de representatividade. Os blocos políticos formados num quadro assim, tendem a não representar nada. Não representam, p.ex., correntes de pensamento existentes na sociedade, não representam classes sociais, etc. Representam, apenas, os interesses e as ambições das pessoas e grupelhos que os dirigem.

    Esse tipo de ambiente costuma produzir o caldo de cultura onde proliferam os aventureiros políticos. Os “salvadores da Pátria” que, via de regra, acabam mergulhando o país em crises institucionais, cuja solução pode ou não se dar democraticamente.

    Infelizmente, essa parece ser a sina da América Latrina. E, mais infelizmente, ainda, o Brasil nunca foi exceção.

  59. Elias said

    Ófitópique:

    I
    “Guido Mantega, ministro da Fazenda, mantém a projeção de crescimento do PIB nacional em 2% para 2012, acima da previsão do mercado de 1,3%”

    É isso aí: estonteantes e estratosféricos 2%. Mais parece uma taxa fernandohenriquista cardosamente melando o horizonte de dona Dilma…

    II
    “O governo anunciou ontem a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo para 5% ao ano a partir de janeiro do ano que vem”

    Modestamente previ algo assim num comentário ofitopicado no post anterior. E já tomei as devidas providências pra cuidar de minhas 2 ou 3 merrecas…

    Sei que quando derramam dinheiro público do lado de lá do Atlântico, as barraquinhas do lado de cá sentem tremer as paredes de taipa, madeira e papelão, e os tetos de zinco enferrujado e pinicado, que salpicam de estrelas o chão de cimento…

    Isso é inevitável, mas… Dá pra apostar em juros de longo prazo a 5% a.a.?

  60. Olá!

    Só faltou dizerem que a baixa performance da economia brasileira é culpa dos estados e municípios.

    Até!

    Marcelo

  61. Chesterton said

    Só faltou dizer que é herança da ditadura.

  62. Elias said

    A baixa performance da economia brasileira é culpa do PT.

    Mais especificamente: é culpa do Lula.

    Como todos sabem, foi o Lula que mergulhou o mundo todo numa baita crise econômica.

    Não satisfeito, o Lula predispôs a China, o Japão, os EUA e a União Européia contra o Brasil. Como consequência, esse pessoal reduziu drasticamente a importação de produtos brasileiros.

    Por causa disso, uma boa parte da indústria nacional levando farelo.

    Só para que se tenha uma idéia do impacto da ação negativa do Lula sobre a economia mundial, a Vale já anunciou que, em 2013, ela reduzirá seus investimentos em aproximadamente 25% da projeção original (isto significando que uma das duas mega-plantas — ALPA ou CAP — vai virar pó…).

    É que, por causa do Lula, está acontecendo um fenômeno terrível no mercado mundial: a demanda pelo ferro está caindo dreasticamente e, com ela, os preços estão despencando.

    Ninguém sabe ao certo como o Lula conseguiu fazer isso. Só se sabe que ele fez.

    Decidido a demolir por completo a economia brasileira, Lula também promoveu uma vasta redução do consumo no Brasil, o que fez o setor industrial se retrair cada vez mais. Como consequência, está ocorrendo uma permanente redução do nível de emprego no setor industrial, que repercute negativamente sobre os demais setores da economia, os quais passam a vender menos, em decorrência do quê também se veem obrigados a reduzir sua produção, demitir empregados, etc.

    Enfim, depois de ferrar com a economia mundial, Lula está enfiando o Brasil numa recessão paquidérmica.

    E… Ah, sim: não é verdade que os dois comentaristas acima são doidos varridos!

  63. Patriarca da Paciência said

    É bem isso aí, caro Elias.

    Não é à toa que a direitona considera o Lula o cara mais poderoso do planeta!

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