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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Descrédito das instituições e oportunismo da imprensa

Posted by Pax em 06/12/2012

Em pouco menos de duas semanas tivemos duas versões sobre eventuais ligações telefônicas entre Lula e Rosemary grampeadas pela Operação Porto Seguro. A imprensa noticiou que houve 122 conversas entre os protagonistas e o ministro da Justiça afirma que Rosemary não teve ligações monitoradas.

Onde reside a verdade?

Este é um dos múltiplos exemplos que podemos trazer à discussão sobre a credibilidade das nossas instituições e o oportunismo perigoso de uma imprensa populista que não quer se controlar. Neste caso das tais ligações não sabemos a verdade. Não é uma questão de opinião, é bem mais simples: houve ou não houve grampos nos telefones de Rosemary Nóvoa de Noronha durante a Operação Porto Seguro?

O pano de fundo nos leva à reflexão sobre a credibilidade que a sociedade tem nas instituições fundamentais do Estado, o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e o papel que a imprensa exerce no contexto geral.

Neste momento vale observar o atual cenário inglês que discute abertamente a questão sobre regulamentação da mídia a partir de um evento de inacreditável atuação criminosa da imprensa local. Em julho do ano passado o jornal The Guardian acusou corretamente o tablóide News of the World de ter invadido o celular da menina assassinada Milly Dowler de 13 anos e emitido mensagens por seu aparelho que enganaram sua família e a própria polícia. Depois descobriu-se que o jornal criminoso mantinha em sua folha de pagamento investigador que invadia ilegamente a intimidade de vítimas de crimes e de famosos suspeitos de adultério.

Tudo pela notícia canalha que traz a audiência que paga suas contas.

O tablóide foi fechado, várias pessoas presas, autoridades de vários escalões apontadas em relações para lá de suspeitas e a imprensa britânica passa por enorme discussão se deve ou não ser regulamentada, controlada e, principalmente, por quem. Esta discussão está pautada pelo relatório do Inquérito Leveson conduzida pelo juiz que batizou o que hoje se discute mundo afora.

No Brasil o resultado deste inquérito e a discussão sobre tal relatório foi fracamente divulgado pela imprensa tupiniquim. Somente o Observatório da Imprensa deu a devida importância sobre o tema: quem controla e quem deve controlar o quarto poder?

O juiz inglês Leveson chega à conclusão que a única solução possível é a auto-regulação da mídia. As próprias empresas devem estabelecer seus códigos de conduta e se fiscalizar. A discussão está posta. New York Times discorda, a maioria dos jornais ingleses concorda e no Brasil a discussão está colocada a escanteio. Excetua-se o já mencionado Observatório da Imprensa.

Quem hoje tenta pautar o assunto é o PT. Justamente o PT que reclama a divulgação e acusa o Judiciário de ser influenciado pela mídia quando seus líderes são condenados por crimes de corrupção. Não há momento mais impróprio para o partido empunhar esta bandeira, esta pauta. Antes de mais nada precisa explicar o inexplicável. Como o partido que pregava a moral e ética como fundamentos para uma boa governabilidade hoje se envolve em tantos escândalos?

Independente do PT a discussão é boa, necessária.

No julgamento da Ação Penal 470 vimos um exagero de referências dos ministros da nossa Suprema Corte sobre o noticiário geral. Até aqui poderíamos somente ficar com as orelhas atentas. Julgamentos não devem satisfazer a opinião pública, mas obedecer a legislação vigente. E onde se discute a legislação é no Legislativo e não no Judiciário. Mas os links se sucederam até a última entrevista de um dos mais novos ministros relatando não só sua vaidade como o calvário perseguido para sua indicação à uma das cadeiras do plenário mais importante da nossa Justiça.

Começamos a chegar perto de uma conclusão.

A imprensa livre é melhor que qualquer outra opção. Mesmo a imprensa criminosa, protegida por um corporativismo atávico de seus membros e por uma legislação fraca, é melhor que esteja livre que qualquer opção de controle estatal, governamental. Já vivenciamos imprensa censurada. Aqui e alhures os exemplos cansam de nos mostrar que este caminho é o sepultamento de qualquer democracia.

De outro lado nossas leis sobre a direito de resposta, difamação, injúria, etc são muito mal aplicadas. Aqui podemos e devemos pensar em como melhorar. Como endurecer crimes cometidos por uma imprensa irresponsável e, em instância ainda mais perigosa, uma imprensa criminosa?

Basta nos lembrarmos do caso Escola Base e da complacente pena imposta aos jornais que difamaram os empresários e o pobre motorista que transportava as crianças. Uma vergonha que pesa para nossa Justiça e um crime jornalístico que não pode ser esquecido.

O relatório Levenson está em discussão mundo afora. E aqui?

Na Inglaterra discute-se alguma auto-regulação que funcione. A mídia deve inventar uma forma de controlar erros da própria mídia. Nada à além disso seria aceitável se não quiserem derrubar as liberdades fundamentais. Tudo que existe por lá não funciona. Os dois organismos ingleses de hoje jamais aplicaram qualquer censura ou pena para quem quer que seja.

Segundo a proposta de Leveson, não há outra solução senão manter dois pontos básicos como premissas, cláusulas pétras:

(a) continuar a imprensa livre, absolutamente livre e;

(b) que ela mesmo implante uma forma de inibir que seu poder seja criminoso.

Aqui podemos juntas os cacos e perguntar: houve ou não grampos nos telefones de Rosemary? Se é uma invenção da imprensa, que tal cobrar caro este seu erro ou crime? Caso contrário, quem sabe uma boa CPMI não seja mesmo necessária?

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84 Respostas to “Descrédito das instituições e oportunismo da imprensa”

  1. Edu said

    Sabem quando um Deus morre?

    Quando ele perde todos os crentes.

    —X—

    Assim como a existência de um Deus depende da fé, a existência da notícia ruim só depende de quem lê.

    Regulação leva ao excesso de fiscalização, que pode levar à censura.
    Desregulação deixa a imprensa sujeita à lei de mercado: vende o que há demanda.

    O problema não é a imprensa, o problema é a demanda.

    —X—

    Outro setor que passa por situação semelhante é o fumageiro.

    Quanto mais o setor fumageiro é regulado, mais as empresas arrumam brechas para atuar, e mais produtos falsificados aparecem no lugar. A desculpa do governo é a saúde da população, mas na verdade, é uma questão de dinheiro de impostos.

    Por outro lado há uma guerra que alguns setores da sociedade estão travando contra esta indústria por interesses diversos: wallet share do consumidor (enquanto um fumante compra um maço de cigarro, deixa de comprar outros produtos); ONGs que enchem os bolsos com doações de pessoas de boa vontade a pretexto da salvação de vidas; há até mesmo os que entram na onda por legítima preocupação com a saúde da humanidade.

    O resultado é uma queda (pequena) no consumo de cigarros no Brasil, porém paira a dúvida sobre qual das ações responde mais por esta queda: a regulação e os preços ou a conscientização.

    Eu aposto na conscientização.

  2. Chesterton said

    Edu, me parece o mais sensato e é o oposto do que o PT quer. Logo, deve ser o caminho certo.

    O PT é a origem de todo mal.

  3. Chesterton said

    Oscar Niemeyer, uma grande enganação

    :: Como arquiteto, um eterno repetidor de uma nota só; como pensador político, um dinossauro. Por Sérgio Vaz
    Oscar Niemeyer, na minha opinião, é um gigantesco blefe. Uma imensa enganação.

    O Brasil parece adorar blefes, enganações. Nesse sentido, o Brasil e o Niemeyer se merecem.

    Em grande parte, Niemeyer foi uma invenção de Juscelino. Criou algumas coisas ao redor da Pampulha, o lago artificial que JK fez em Belo Horizonte. Ai, JK, presidente, inventou Brasília, e botou Niemeyer para desenhar os prédios.

    A memória, o entendimento dos fatos dos brasileiros, é tudo tão frágil que de repente virou verdade que Brasília é criação de Niemeyer.

    Nada mais falso.

    Quem criou Brasília – para o bem ou para o mal – foi o urbanista Lúcio Costa. Foi ele que projetou tudo, o desenho do avião, os traçados das avenidas, a existência das superquadras.

    Niemeyer desenhou os prédios. Apenas os prédios.

    Executou uma idéia brilhante, é verdade: a de que o prédio mais alto era o Congresso. Mais altos são os poderes do povo.

    A idéia de que o edifício do Congresso Nacional tinha que ser o prédio mais alto da nova capital é de fato brilhante. Não sei se há prova documentada de que tenha sido de Niemeyer, ou de Lúcio Costa. Lúcio Costa foi o cara que de fato fez Brasília. Niemeyer entrou com os projetos dos prédios.

    Niemeyer era um sujeito que sabia se vender. Embora comunista, gostava de um bom marketing de si mesmo.

    Vendeu o próprio comunismo como se fosse uma mercadoria brilhante. Quanto mais se dizia comunista, mais contratos milionários ganhava, no mundo todo, ou melhor, nos países que admiravam a beleza de um arquiteto que se professava comunista – a França cheia de culpas por seu período de colonialismo, e o Terceiro Mundo mesmo, tipo a Líbia do companheiro Kadáfi.

    Espalhou pelo mundo inteiro a sua “arte”: formas curvas (ah, o elogio à mulher…), concreto e vidro (o que leva necessariamente a muito gasto com ar-condicionado), concreto e vidro… e concreto e vidro.

    Em São Paulo, contratado pelo bandido Quércia (o que se orgulhava de ter quebrado o Estado mas ter feito seu sucessor), criou o Memorial da América Latina. Essa é uma de suas obras-primas. No coração da maior metrópole do país, uma selva de pedra doida, o genial arquiteto criou um pátio cimentado de não sei quantos quilômetros quadrados. Sem sequer um centimetro de grama. Árvore, então, nem pensar.

    O Oscar Niemeyer que o País chora hoje é um defensor dos crimes de Stálin, um dos maiores criminosos que já pisaram na superfície deste planeta.

    É o autor de algumas das maiores imbecilidades que jamais foram criadas no mundo.

    É um idiota político que defendeu até a morte o que as pessoas de esquerda de alguma inteligência foram capazes de rejeitar.

  4. Patriarca da Paciência said

    “Assim como a existência de um Deus depende da fé, a existência da notícia ruim só depende de quem lê.”

    Seria cômico, se não fosse trágico!

    Os nazistas levaram toda a Alemanha ao abismo através de maciça propaganda ideológica!

    E olha que a Alemanha sempre foi o país mais avançado da Europa!

    E as crianças? E os adolescentes? E as pessoas de boa fé?

    Nem todo mundo é gato escaldado!

    Dizer que uma imprensa mentirosa e falsa não faz nenhum mal chega a ser uma infâmia!

  5. Patriarca da Paciência said

    As idéias do Chesterton sobre o Oscar Niemeyer não merecem sequer ser levadas em consideração.

    São apenas as idéias do reinaldinho cabeção e sua claque.

  6. Chesterton said

    essas ideias são do sergio vax, as minhas são terríveis….

    _____________________________________

  7. Chesterton said

    ARQUITETO BOLCHE CADUCA *

    Abomino stalinistas. Mas quando leio algum artigo de Oscar Niemeyer, às vezes me pergunto se o abomino ou admiro. Explico. Enquanto velhos bolches como Roberto Freire e Tarso Genro preferem esquecer seus passados vergonhosos, Niemeyer não tem pudor algum. Continua ostentando orgulhosamente seu obscurantismo. É o que chamo de coragem intelectual.

    Na Folha de São Paulo de hoje, o medíocre arquiteto comunista – responsável em boa parte por este monstrengo urbano que se chama Brasília – faz uma defesa entusiástica do narcotráfico e do terror. Define as Farc como “um grupo de revolucionários que, instalados no território da Colômbia, vem-se opondo há décadas ao governo reacionário ainda existente naquele país”. Os próprios militantes das Farc admitem seu envolvimento com o tráfico de drogas e o velho bolche insiste em ignorar este envolvimento. O grupo terrorista mantém setecentos reféns em condições subhumanas, e o velho bolche ignora o fato.

    Em sua defesa, Niemeyer cita outra múmia da mesma estirpe, Eric Hobsbawm, que ainda goza de grande prestígio no mundo acadêmico brasileiro. “O combate ao terrorismo, ao longo dos últimos anos, por parte das autoridades colombianas, tem superado, em muito, a violência política desses guerrilheiros”, escreve o bolche britânico. Manifesta pelo menos mais lucidez que o arquiteto: situa as Farc como terrorismo. E se acha que o combate ao terrorismo pelas autoridades colombianas supera a violência política desses “guerrilheiros”, está admitindo que o Estado colombiano está sendo eficaz na luta contra o terror.

    Para justificar seu obscurantismo, Niemeyer mente descaradamente: “sem possuir a força para eliminar o movimento político já instalado no país, o governo reacionário de Bogotá passou a acusar a direção das Farc de ser conivente com o narcotráfico em crescente expansão na Colômbia”. Não é que as Farc sejam coniventes com narcotráfico, nem Bogotá fez tal acusação. As Farc são o narcotráfico.

    Só Niemeyer, centenário e já caduco, não vê.

    * 16/03/08
    Janer cristaldo

  8. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/12/reinaldo-azevedo-e-metade-idiota-e.html

  9. Patriarca da Paciência said

    D link acima:

    reinaldo azevedo é metade idiota e metade canalha!

  10. Delta Martins said

    O Relatório Leveson,ao contrário do que afirma o articulista.não propõe a autoregulação da midia impressa-que já existe eo escândalo que o oeriginou demonstra que não funciona. O que nele se propõe é a regilação dessa midia-TV e Rádio lá já são regulados-por um órgão independente SEM A PARTICIPAÇÃO DAS EMPRESAS DO RAMO..o que,evidentimenté,é o contrário que é afirmado na matéria.

  11. Pax said

    Bem-vinda ao blog, Delta Martins,

    Acho que você está correta. Vou revisar o texto.

    Obrigado pelo alerta.

  12. Elias said

    “Oscar Niemeyer, uma grande enganação” (por Sérgio Vaz, citado por… Chesterton, claro!)

    “Como arquiteto, um eterno repetidor de uma nota só…” (P.Q.O.P.!… Além de doido, esse diabo é cego!)

    Realmente, o que é a obra do Niemayer, diante da produção intelectual do Sérgio Vaz, que fez o… que fez a… que escreveu o… e compôs a…

    Tá certo, tá certo! Já sei! Ninguém precisa me dizer nada. Esse Sérgio Vaz não fez merda que se compare a um peido do Niemayer, mas…

    …Mas não seria muito pior ver um merda com ele elogiando o Niemayer? E o Niemayer, lá onde estiver, matutando: “Que merda eu fiz de errado, pra merecer um elogio da merda desse Sérgio Vaz?”

  13. Pax said

    Para ser sincero, não fica claro onde estará a auto-regulação proposta.

    Aqui um trecho do artigo de Alberto Dines:

    Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/lt_i_gt_areopagitica_lt_i_gt_368_anos_depois

    O escândalo comprovou a precariedade, indecência e a complacência do sistema de autorregulação da imprensa até então vigente no Reino Unido. O objetivo do magistrado Leveson sempre foi o de reforçar a autorregulação colocando-a efetivamente na esfera pública e em condições de atuar com agilidade, rigor e livre de qualquer interferência política ou governamental.

    E aqui um outro trecho, agora de Rodrigo Russo e Bernardo Mello Franco

    Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed723_relatorio_pede_controle_da_midia_britanica

    Em relatório divulgado na quinta-feira (29/11), a comissão oficial que investigou o escândalo de grampos ilegais da imprensa britânica pediu a criação, por lei, de um órgão independente para regular os veículos de comunicação no país.

  14. Jose Mario HRP said

    Mesmo lucrando com o Mensalão o Grupo Abril Cultural mandou embora , levantou o bilhete azul, para 150 jornalistas e profissionais correlatos.
    Crise braba!
    Um dia atrás do outro, é assim que as coisas acontecem.

  15. Chesterton said

    O arquiteto parece uma unanimidade, e como toda unanimidade é burra…….

  16. Chesterton said

    O Reinaldo está enganado, ele acha que as ideias dele são ruins e as obras geniais. Pois eu acho tudo ruim. Está certo que não entendo nada de arquitetura, daí que minha opinião não deve ter valor algum. Mas como esse blog é de opiniões livres, aqui vai: o que o Oscar N. faz é muito feio, os prédios são inabitáveis, é tudo opressor, parece igreja de estado.

  17. Jose Mario HRP said

    Pois se o Chest não gosta é sintoma de que coisa boa há!
    Sorry Chesterton!

  18. Edu said

    Patriarca,

    “E as crianças? E os adolescentes? E as pessoas de boa fé?”

    Por que crianças?
    No que as crianças participam da política?

    De resto eu mantenho minha modesta opinião: se vc gosta de Cidade Alerta, Pânico, Programa do Ratinho e dá Ibope a isso, vc está financiando o pior tipo de mídia. Só existe porque tem quem compra.

    E as pessoas de boa fé? De boas intenções o inferno está cheio, caro Patriarca. Ou vc acha que quem acreditou nos nazistas eram mal intencionados?

  19. Elias said

    Chesterton,

    Não estás a sacaire o alcance que certas formulações implicam.

    Por exemplo: se todo mundo achaire que “toda unanimidade é burra”, isso será uma conclusão unânime, logo, burra.

    Verdade ou não?

    O que seria, então a contrafação disso aí?

    Seria dizeire que nem toda unanimidade é burra, certo? E, ao procedeire assim, estaríamos fazendo uma proposição não unânime, que, como tal, não se confrontaria com a proposição de que toda unanimidade é burra.

    Estás a entendeire até aqui?

    Em resumo: pra tornair eválida a proposição de que “toda unanimidade é burra”, é necessário validaire a contrafação dela, ou seja, a de que “nem toda unanimidade é burra”.

    Mas, ao validaire a proposição de que “nem toda unanimidade é burra”, estaríamos a invalidaire a proposição de que “toda unanimidade é burra”.

    Então me diz lá, ó gajo: ainda acreditas que toda unanimidade é burra?

    Chester,

    Burrice é pautar “raciocínio” com frase feita.

    Qualquer pessoa com o mínimo de capacidade de manejo do idioma, é capaz de enrolar e dar nó cego com qualquer merda de frase feita.

    Frase feita se faz pra divertir, não pra pautar raciocínio.

    A gente sabe que, na maior parte dos casos, a frase feita é sandice, mas a gente gosta só porque é frase feita (quando é bem feita).

    Manda outra…

  20. Pax said

    Infelizmente mais um político do PT foi afastado por conta de corrupção. Neste caso o prefeito de Porto Velho.

    Segundo consta, participava de um esquema de fraude em licitações.

    Como justificar a enxurrada?

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/12/7/prefeito-de-porto-velho-e-afastado-do-cargo-por-suspeita-de-fraudes

  21. Pax said

    E um bom artigo do Mino Carta.

    O final é que mais interessa: chega a insinuar que a artilharia da imprensa começa a fazer mira em Dilma.

    http://www.cartacapital.com.br/politica/aonde-eles-pretendem-chegar/

  22. Pax said

    Vocês dão trela pro Chesterton, velho e infalível Cheserton, quando ele faz este papel?

    P{erda de tempo.

    Melhor tentar algum diálogo quando o Chesterton produz algum raciocínio de sua própria lavra. É raro, mas acontece, sim. De resto, na boa, passar por cima é ganho de tempo.

  23. Edu said

    Pax,

    Por que o medo? A Gerenta Dilma-mão-pesada tem algo a esconder?

  24. Elias said

    Não sei de nenhum país civilizado, democrático, cuja regulação da imprensa não seja feita pela própria imprensa.

    No Brasil já existe a auto-regulação, que é a maneira correta de se fazer a coisa.

    É de boa qualidade? Não! Funciona? Não!

    E daí? Isso é problema da própria imprensa… Como cidadão, não creio que eu tenha alguma coisa a ver com isso.

    Se eu acho que uma publicação é ruim, simplesmente não a compro. Não a leio. E isso é tudo. Se muita gente achar o mesmo, essa publicação vai perder leitores e, com eles, também perderá anunciantes que a sustentam.

    Não creio que seja esse o problema do Brasil.

    O problema não está na imprensa, e sim no que acontece quando órgãos da imprensa se conduzem levianamente.

    Foi o caso, p.ex., já citado aqui, dos proprietários daquela escola paulista, irresponsavelmente acusados de pedofilia.

    No afã de fazer dinheiro, de tirar o máximo de proveito de uma circunstância escabrosa, a imprensa destruiu a vida daquelas pessoas.

    E o que aconteceu com a imprensa? Nada. Pelo menos, nada que a desestimulasse a proceder daquele modo. Tanto que ela continua a proceder daquele modo…

    Problema da imprensa? Não! Problema da (in)Justiça brasileira: legislação irresponsavelemente mal feita, e aparelho judiciário lento, corrupto e ineficaz.

    Se e quando o aparelho judiciário brasileiro funcionar adequadamente, certo que terá meios e modos para tratar adequadamente um órgão da imprensa que se coduzir levianamente.

    Se e quando isso acontecer, é certo que os mecanismos de auto-regulação serão aperfeiçoados, e passarão a funcionar, exatamente pra evitar punições no Judiciário.

    É assim que a coisa funciona nos países civilizados…

    P.S.1 — Na expressão “aparelho judiciário”, incluo todas as instância de juízo e o “essencial à justiça”, ou seja, o MP, que, tanto quanto o Poder Judiciário propriamente dito, necessita ser totalmente reestruturado. Olhem em torno, nas cidades em que vocês moram, e não terão dificuldade em concluir: o MP está se tornando uma metástese… Paqjuidérmico, gastador incontrolável e incontrolado de dinheiro público, e que, em troca, quase nada produz seriamente (por favor, nem me venham com essas pirotecnias midiáticas que o MP — federal e estaduais — de vez em quando arma, pra enganar otário e fingir que está fazendo alguma coisa útil).

    P.S.2 — Essa história de “4º Poder” é outra frase feita. Imprensa é negócio! É um ramo de atividade econômica, como a produção de sandálias de dedo ou de remédio pra chulé. Imprensa é negócio, dá dinheiro pra caramba, e é assim que tem que ser tratada. Como qualquer outro negócio. Tem que pagar imposto, como todo mundo. E tem que se conduzir dentro da lei, como qualquer outra empresa, de qualquer outro ramo de negócio.

  25. Edu said

    Elias,

    Por que o judiciário aparenta ter medo da imprensa?

  26. Patriarca da Paciência said

    “E as crianças? E os adolescentes? E as pessoas de boa fé?”

    Cranças,

    Vou usar aqui um pensamento de Machado de Assis, ” o menino é o pai do homem”.

    O que será que isso quer dizer, hein Edu?

    Adolescentes,

    são os seres mais impressionáveis que existem e são capazes de fazer as maiores loucuras se acreditam em alguma coisa.

    Nada a ver mesmo, hein, Edu?

    Pessoas de boa fé,

    São as melhores pessoas do mundo, ou sejam, os avós, as mães, os pais, as professoras, os professores etc.

    E são também pessoas que tem uma incontrolável tendência em acreditar na boa índole das pesssoas.

    Nada a ver mesmo?

    No que as crianças participam da política?

    Você sabia que as crianças crescem?

    De resto eu mantenho minha modesta opinião: se vc gosta de Cidade Alerta, Pânico, Programa do Ratinho e dá Ibope a isso, vc está financiando o pior tipo de mídia. Só existe porque tem quem compra.

    As Tvs. que normalmente assisto, TVs Educativas, Câmara e Senado.

    E as pessoas de boa fé? De boas intenções o inferno está cheio, caro Patriarca. Ou vc acha que quem acreditou nos nazistas eram mal intencionados?

    Se o Inferno está cheio de pessoas de boa fé, imagina só a lotação das pessoas de má fé!

  27. Chesterton said

    Qualquer pessoa com o mínimo de capacidade de manejo do idioma, é capaz de enrolar e dar nó cego com qualquer merda de frase feita.

    chest- isso é demonstração de domínio do idioma….

    ———————————–

    17 magoei (rs)

    Nienmayers virou religião no Brasil, parte do ufanismo século 60-70. Não faz meu estilo.

  28. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    em auto-regulação eu discordo, creio mesmo que não exista uma só pessoa que seja capaz de se auto-regular.

    Tanto é verdade que existem as Constituições para regular os governantes.

    A Inglaterra está vendo que esse negócio de auto-regulação não funciona na imprensa.

    Creio mesmo que o grande problema do Judiciário brasileiro seja a auto-regulação.

    Creio que é também o grande problema do Legislativo.

    Minha idéia é que o povo, através das mais diversas associações de classe, religiosos, médicos, advogados, empresários, professores etc. etc.etc. fiscalizassem tudo, desde o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, a Imprensa, as escolas etc.etc.etc.

    É uma coisa meio utópica, mas acho que funcionaria!

  29. Chesterton said

    Vocês dão trela pro Chesterton, velho e infalível Cheserton, quando ele faz este papel?

    chest- são como patinhos amestrados, Pax.

  30. Chesterton said

    E o que aconteceu com a imprensa? Nada. Pelo menos, nada que a desestimulasse a proceder daquele modo. Tanto que ela continua a proceder daquele modo…

    chest- nem deveria, assim como nada aconteceu ao conjunto das escolas. Quando jornalistas praticam o crime eles devem ser julgados individualmente ( e de modo severo) pelo poder judiciário. Esse sim, que sendo hábil, ligeiro e objetivo pode dar uma satisfação à sociedade.

    A imprensa livre não pode ser do agrado de ninguem, jornalismo é escreve alguma coisa que vai desagradar um monte de pessoas, senão vira publicidade. O Dines (razoável pessoa) e o Carta (irrazoável pessoa) podem ficar dando “chiliquíneos” e “pulíneos” à vontade.

  31. Pax said

    Caro Edu, em #23,

    Até onde eu saiba, não, muito pelo contrário.

    A questão é essa que vimos discutindo aqui no post: uma imprensa criminosa, dessas que se associa com máfias e encomenda grampos etc, é capaz de inventar, mentir, etc. E não é tão incomum assim.

    No post mesmo faço a provocação: afirmaram que há 122 gravações de conversas telefônicas entre Lula e Rosemary. E o ministro da Justiça, junto com delegados da PF afirmaram que Rosemary não foi grampeada.

    Qual, afinal, é a verdade?

    Como disse no post, caso haja tais gravações, no meu entender o ministro deve cair, os delegados da PF devem ser convidados a se retirar e até pensaria em apoiar uma CPI dessa história toda. Se – veja bem – se houve tais ligações e alguma indicação que Lula participou das ações da suposta máfia com má fé etc.

    Caso contrário como fica? Suponha que tenha sido uma invenção, uma mentira da imprensa?

    O que temos hoje é uma legislação fraca sobre a questão. No máximo os injuriados, difamados e caluniados podem mover uma ação que vai demorar um século, os culpados serão condenados a pagar uma multa irrisória e – quem sabe – o veículo será obrigado a soltar uma notinha desmentindo o mentido.

    E é aí que mora o perigo da imprensa quando ela passa do jornalismo ao crime. Não é uma questão simples, não. É uma questão que precisa ser enfrentada e mesmo democracias super consolidadas não resolveram a questão de forma, digamos, final, satisfatória.

    É o que aponta o tal Inquérito (e relatório) Leveson, na Inglaterra.

    A proposta é que exista uma regulação. Pelo que entendi deveria ser uma auto-regulação sem que os editores pudessem participar. E este organismo teria força de lei, poderia aplicar multas pesadas e sei lá mais o quê.

    Agora vamos ao nosso momento. A tal CPMI do Carlinhos Cachoeira apontou, segundo informações, que as ligações entre jornalistas e a máfia goiana, eram muito à além das aceitáveis entre fonte e jornalista. Segundo afirmado pelo Dr Rosinha, havia encomendas de grampos feitas pelos jornalistas. Não posso afirmar mais nada porque não vi o reltório. Posso me fiar, e desconfiar, do que afirmou o deputado Dr Rosinha, que merece meu respeito até o momento.

    Se houve tal encomenda de grampo, não vejo diferença do caso em discussão na Inglaterra onde os jornalistas envolvidos foram em cana, o jornal fechou e um monte de gente está sob investigação, que eu saiba.

    E aí chegamos num ponto que não abordei no post (ficou mal escrito, infelizmente): porque cargas d’água o Michel Temer, vice-presidente do Brasil e manda-chuva do PMDB, interferiu, segundo o noticiário, para que este item da CPMI fosse retirado? E, ainda pior, porque o PT aceitou?

  32. Pax said

    Chesterton,

    Qual o chilique que o Dines fez? Pode apontar onde, quando, qual?

    No caso da Escola Base houve, sim, consequências. Se não me falha a memória, Folha, Estadão e Globo (acho que foram estes, não tenho certeza, mas foram mais de um e dos grandes) foram condenados a pagar algo como R$ 1,5 milhão para os infelizes empresários donos da escola e o motorista da Kombi que transportava as crianças.

    Uma multa de nada. Este caso era para quebrar e fechar veículos, prender os irresponsáveis com cana braba, como no caso do News of the World, de tão grave. Ferraram as pessoas, acabaram com a vida delas e as empresas estão por aí, serelepes e faceiras. Isto é justo? Não me parece.

  33. Chesterton said

    Pax, a culpa é do CGC ou do CPF?

  34. Edu said

    Patriarca,

    Faça um favor a si mesmo: releia o que eu escrevi com atenção.

  35. Pax said

    Chesterton,

    Pode ser de um, ou de ambos. Não conhecemos o caso. Michel Temer, segundo o noticiário, não quer que saibamos.

  36. Edu said

    Pax,

    O texto vai sair meio confuso pq não vou ter tempo de revisar. Espero que entenda o que eu quero dizer:

    Isso é puro rabo preso. Se o estrago for muito grande e afetar esferas de poder demais ou partidos demais, voa pano quente pra tudo quanto é lado.

    Hoje o sistema anti-corrupção brasileiro funciona apenas quando um grupo político ou relacionado ao governo possui benefícios exclusivos em detrimento de outros grupos grandes. Essa “diferença” de tratamento leva a embates que chegam rapidamente aos olhos e ouvidos da imprensa, que sabe que vai ganhar dinheirinho publicando qualquer indício.

    A imprensa é como se fosse o tiro de alerta. Se o grupo político não agir rápido incluindo ou apaziguando ($$$) os “injustiçados”, aí começam as movimentações: PF, investigações, CPIs, etc.

    A imprensa não é o fim dessa história, é um meio de pressão política. Hoje ela se beneficia da própria desorganização e da assimetria de informações existente dentro dos poderes públicos, e, como nessa brincadeira ninguém é santo, ela vai jogar com as cartas (perdão pelo trocadilho) que tem na mão.

    Na teoria, eu disse que a conscientização é a melhor maneira de combater isso, mas existem outras 2 possibilidades pra isso desaparecer:

    1 – Os políticos se organizarem cada vez mais e as falcatruas se tornarem cada vez mais invisíveis.
    2 – Os políticos começarem a evitar as falcatruas e serem mais transparentes em seus atos, evitando rabos-presos.

    A Dilma tem falado bastante em transparência, e tem tentado apresentar de maneira clara os números do seu governo, atitude que eu aplaudo. No entanto transparência não é apenas uma porção de números. Transparência tem a ver com comunicação adequada, justamente para evitar assimetrias.

    Eu sei que comparar Estado com empresa não é o mais adequado, mas o trabalho do IBGC e da Bovespa está mudando a maneira das empresas se comunicarem com seus investidores. As empresas aprenderam que não basta publicar um balanço com números maquiados ou soltar 1 ou 2 comunicados importantes por ano; elas estão investindo em relações com investidores, se preparando e se aproximando cada vez mais dos investidores que, em última análise, são seus donos.

    Tudo isso é muito lindo na prática, mas e a teoria? Há alguma saída?

    Minha opinião é de que na prática, a maior chance que temos de ver isso se desenrolar ao nosso favor (dos eleitores e do bravo povo brasileiro) é algum ente político se sentir mais prejudicado que os outros no sentido de pagar o pato por alguém ou levar menos dinheiro que acredita que deva levar. Da maneira como as coisas funcionam, só assim uma denúncia se sustenta, uma CPI vai até o fim e a caça à bruxa da vez permanece ativa.

    É necessário interesses excusos, é necessário inveja escandalosa, é necessário disputa barata, é necessário uma rixa braba e todos os componentes de uma novela Mexicana daquelas bem rasas. Aí a coisa fica profunda.

  37. Pax said

    Os tentáculos de Valdemar… barra pesada é pouco para o corrupto.

    http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2012/12/diretor-geral-da-antaq-favoreceu-quadrilha-dos-pareceres.html

  38. Edu said

    Pax,

    Errata: onde se lê: “Tudo isso é muito lindo na prática, mas e a teoria? Há alguma saída?”

    Leia: “Tudo isso é muito lindo na teoria, mas e a prática? Há alguma saída?”

  39. Chesterton said

    Arrastão político

    A pretendida eliminação dos contratos vigentes para a exploração do petróleo, e respectivos royalties, é uma nova modalidade de ação política por parlamentares, governadores e partidos, inspirada pela mentalidade que se dissemina no Brasil atual.
    Agrupar-se em maioria para tomar bens e direitos de minoria surpreendida e indefesa é – na política, na praia, na rua – arrastão. O lugar, a ocasião e o que é tomado (ou pretendem tomar) não faz diferença. Não mais do que a diferença entre o genérico e o remédio de marca, ou seja, o reduzido às suas condições verdadeiras e o protegido pelo facilitário das leis privilegiantes.
    Foi fundamental para a sustentação do governo Lula, nos seus primórdios, a garantia de respeito integral a todos os contratos deixados pelo antecessor. A submissão aos contratos foi repetida ao longo do governo como uma ladainha. E transferiu-se como parte do mandato a Dilma Rousseff, passando, nesta etapa, a ser visto também como princípio pessoal da presidente.
    Na praia e nas vias públicas, a horda atira-se ao arrastão sem meio de defesa das desavisadas vítimas, que se supõem protegidas pelo direito legal de estar onde estão. Da praia ao mar: o que dois ou três Estados produtores e retribuídos pelos royalties, com tal direito supostamente assegurado pela legislação, podem fazer em defesa desse direito se mais 23 ou 24 Estados agrupam-se para tomar-lhe a retribuição?
    Não faz diferença se a arma para tanto é o voto na Câmara e no Senado e, na praia e na via pública, é outra. O voto parlamentar, por si só, não confere moralidade nem legitimidade. Durante 21 anos – para não discutir possíveis exemplos menos distantes -, os votos de Câmara e Senado consagraram indignidades por motivos, eles mesmos, os mais sórdidos.
    Compete à União transferir em verbas ou serviços, aos Estados não produtores, a sua quota de recebimento pela exploração de bens nacionais.
    O fato sem precedente, em tempo algum, de negar-se a um Estado o domínio do patrimônio natural de seu território, para transferir os benefícios a outros, nega a própria federação que define a ordem institucional do país. Até no nome República Federativa do Brasil.
    Os arrastões pré-políticos levam os bens e o direito da pessoa. O arrastão político leva também a Constituição.
    ,
    Janio de Freitas

  40. Chesterton said

    Até tu?

  41. Chesterton said

    NIEMEYER E A INTERNET

    Que o homem mereça cadernos em sua homenagem na imprensa nacional, entende-se. Marcou o século com sua arquitetura. Daí a transformá-lo em santo vai uma grande distância. Não vamos negar-lhe talento. Mas como ser humano, Niemeyer era vil. E isto a imprensa não diz. Sempre acontece quando morrem ilustres canalhas. Aconteceu com Darcy Ribeiro, aconteceu com Jorge Amado.

    Niemeyer morre em uma época interessante, das comunicações internéticas e das comunidades virtuais. O leitor deve lembra-se de que, há pouco, Chico Buarque dizia ter descoberto que era detestado por muita gente. Só descobriu graças à Internet, onde todo cidadão sem voz adquire voz. Não tivéssemos Internet, até hoje seria um ser angelical para a grande imprensa. O mesmo aconteceu com o arquiteto. Se os jornais insistem em mostrar o gênio, nas comunidades virtuais vemos o homem e sua miséria.

    continua

    http://cristaldo.blogspot.com.br/

  42. Elias said

    Chester,

    Eu disse:

    “Por exemplo: se todo mundo achaire que ´toda unanimidade é burra´, isso será uma conclusão unânime, logo, burra.”

    Desconstrói isso (e o que escrevi depois), se fores capaz.

    Não saberias nem como começar (e, no entanto, poucas linhas depois, eu dei a dica pra isso).

    Domínio do idioma, Chester… Domínio do idioma.,.

    Bobinho…

  43. Elias said

    Patriarca,

    A “auto-regulação” é o confeito do bolo. É o que, nos países civilizados, os barões da imprensa usam pra evitar o mal maior (que, pra eles, é se submeter ao jogo duro do Judiciário).

    O que eu estou dizendo é:

    1 – Imprensa livre! Se a imprensa quiser se auto-regular, tudo bem. Se não quiser, problema dela…!

    2 – Legislação severa quanto à proteção dos direitos e garantias individuais, o que inclui, necessariamente, a reputação das pessoas.

    3 – Judiciário digno desse nome.

    Os Judiciários estaduais — exatamente o local onde deságua a maior parte das questões relacionadas à liberdade de imprensa — estão caindo de podres.

    Enquanto essa josta não for reorganizada e moralizada, o Brasil terá dificuldade em lidar com a liberdade de imprensa, que é essencial ao regime democrático).

    Impossível interferir na liberdade de imprensa, seja a que título for, sem colocar em risco o regime democrático.

    Pela mesma razão, não se pode submeter a imprensa a uma legislação específica (tipo “Lei de Imprensa” da ditadura militar), nem mesmo a procedimentos específicos.

    O órgão de imprensa é uma pessoa jurídica como qualquer outra. Essa é a questão básica.

    Nada de leis, regulamentos ou procedimentos diferenciados, patrocinados pelo Estado.

    Se regulamento ou procedimento diferenciado houver, que seja de iniciativa e domínio exclusivo da própria imprensa. Como didadão, faço questão de nem tomar conhecimento disso. Problema dela, imprensa.

    A lei pela qual se deve julgar um órgão de imprensa — pelo que ele fizer, evidentemente — deve ser a mesma pela qual se julga qualquer outra pessoa, física ou jurídica.

    Essa lei tem que ser bem feita (o que não é o nosso caso), e é necessário um Judiciário apto e disposto a aplicá-la (o que também não é o nosso caso).

    Mas é pura burrice, ou enrolação, tentar curar, via regulação da imprensa, as perebas e pústulas geradas por uma legislação vagabunda e um Judiciário que consegue ser mais vagabundo e pustulento que a legislação.

    Por outro lado, assim como a imprensa não deve ser alvo de RIGORES específicos do Estado, de igual modo não deve ser beneficiária de FAVORES específicos do mesmo Estado.

    Tu, Patriarca, ou o Pax, ou o Zigbniev, algum de vocês, teria uma razão MORAL, ÉTICA, pra justificar o fato de que a Rede Globo, a FSP e o Estadão não pagam um centavo de Imposto de Renda, apesar de seus lucros enormes?

    Algum de vocês teria uma razão de ordem moral, ética, pra justificar por que o dono de uma pequena mercearia paga impostos sobre o lucro (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), enquanto a Rede Globo, a Bandeirantes, a FSP, o Estadão, etc., que lucram muito mais, são isentos de impostos?

    O que defendo é isso: nas relações da sociedade com a imprensa, nada de rigor especial, nada de favor especial.

  44. Chesterton said

    Por exemplo: se todo mundo achaire que ´toda unanimidade é burra´, isso será uma conclusão unânime, logo, burra.”

    Desconstrói isso (e o que escrevi depois), se fores capaz.

    chest- “se” é o rei dos loucos. Ninguem acha isso. Só meia dúzia.

  45. Chesterton said

    “se” na verdade é o deus do loucos.

  46. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    acho que foi você que não entendeu o que escreveu!

  47. Michelle 2 said

    Essa discussão sobre porra nenhuma me deixa com sono.
    Até!

  48. Patriarca da Paciência said

    “Tu, Patriarca, ou o Pax, ou o Zigbniev, algum de vocês, teria uma razão MORAL, ÉTICA, pra justificar o fato de que a Rede Globo, a FSP e o Estadão não pagam um centavo de Imposto de Renda, apesar de seus lucros enormes?”

    Neste ponto concordo totalmente, Elias.

    Mas concordo também com o Pax,

    “O que temos hoje é uma legislação fraca sobre a questão. No máximo os injuriados, difamados e caluniados podem mover uma ação que vai demorar um século, os culpados serão condenados a pagar uma multa irrisória e – quem sabe – o veículo será obrigado a soltar uma notinha desmentindo o mentido.”

    Eu acho que o Judiciário, o de primeira instância, tem melhorado muito. Intelizmente as primeiras instâncias atinda dependem muito das instâncias superiores. E como a coisa por esse lado tende a andar muito devagar, o mais viável é melhorar a legislação.

    Uma lei clara, sem contradições, que diga claramente – quem fizer isso, pagará isso!

    O que não pode é continuar essa esbórnia de total inimputabilidade!

  49. Patriarca da Paciência said

    Um exemplo de total irresponsabilidade e inimputabilidade da imprensa:

    “Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma produziu mais lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu lixo. E ampliou extraordinariamente a imensidão de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra. Apesar das evidências de que a faxineira do Planalto não sabe viver sem lixo por perto, comunicou à nação no discurso de posse, sem ficar ruborizada, que combateria “permanentemente” a corrupção.”
    (Augusto Nunes)

    Como que uma pessoa pode dizer uma coisa desta sobre a maior autoridade da República e ficar impune?

    Acho que a Dilma está sendo tolerante demais.

    Como diz o Elias, “evitar confronto é fortalecer o inimigo”.

    Acho que o confronto é inevitável!

  50. Patriarca da Paciência said

    O link do boçal!

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-faxineira-que-odeia-vassouras-faz-de-conta-que-mal-conhece-a-vigarista-que-nomeou/

  51. Patriarca da Paciência said

    O que o augusto boçal faz, para mim, é um claro desacato às autoridades constituídas, um claro incitamento à desobediência civi. Um bom advogado encontra, pelo menos, umas dez leis para enquadrar essa figura.

  52. Patriarca da Paciência said

    O que o augusto boçal faz, para mim, é um claro desacato às autoridades constituídas, um claro incitamento à desobediência civil. Um bom advogado encontra, pelo menos, umas dez leis para enquadrar essa figura.

  53. Jose Mario HRP said

    Enquanto o PSDB + Globo + PIG tramam um golpe , aqui um pouco de pilhéria:

  54. Jose Mario HRP said

    O endereço acima foi encontrado no “Esquerdopata”!

  55. Chesterton said

    O que o augusto boçal faz, para mim, é um claro desacato às autoridades constituídas, um claro incitamento à desobediência civil. Um bom advogado encontra, pelo menos, umas dez leis para enquadrar essa figura.

    chest- se assim fosse, já teria sido feito….eu não ouvia a expressão “autoridades constituídas” desde os governos militares….

  56. Patriarca da Paciência said

    Vamos ver, Chesterton, vamos ver!

    Até agora o PT e o governo tem sido tolerantes demais!

    Mas acho que tudo tem o seu limite!

  57. Elias said

    “chest- “se” é o rei dos loucos. Ninguem acha isso. Só meia dúzia.”

    Assim e fácil: “meia dúzia” quem acha é um meio luso/meio alemão meio louco e meio varrido, devido à exposição intensa e extensa aos escritos e escarros patológicos do Reinaldo Azevedo.

  58. Jose Mario HRP said

    Vejam só o que segundo JB era claro como a água, límpido como o ar da manhã!
    No país do jeitinho a máscara cai mas o cara jamais dá o braço a torcer!

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-12-08/stf-dependera-de-arranjo-juridico-para-cassar-mandatos-de-reus-do-mensalao.html

    “Arranjo jurídico”?????
    Como são amadores esses feiticeirinhos!

  59. Pax said

    O bicheiro-mafioso volta para a cadeia.

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-07/cachoeira-e-condenado-mais-de-39-anos-de-prisao-e-volta-ser-preso

    Só que, pegando o gancho do post, acredito que a sociedade tem o direito de saber quem fazia parte de sua máfia-quadrilha criminosa. Segundo o artigo do deputado Dr Rosinha, que leu a íntegra do relatório da CPMI, há indícios que o mafioso manteve uma relação muito acima das leis com a imprensa.

    Segundo o que li, e acho que não deveríamos esquecer deste ponto fundamental, houve encomendas de grampos e notícias. Ao ponto de parecer que o mafioso editava parte do veículo.

    É fato ou não é fato? É verdade ou não é verdade que houve as 122 ligações grampeadas entre Lula e Rosemary?

    Na Inglaterra criminosos são presos. E no Brasil?

    Um trecho da notícia do link acima é:

    Cachoeira foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha (cinco anos e dez meses), corrupção ativa (20 anos e oito meses), violação de sigilo funcional (sete ano e nove meses), advocacia administrativa (nove meses e dez dias) e peculato (quatro anos e oito meses). O réu iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, conforme a sentença.

    Os negritos são meus.

    Quem fazia parte da quadrilha? Quem violou sigilos funcionais?

    Porque não podemos saber da história por completo?

    Confesso que gostaria. Confesso que no embalo da discussão inglesa, que inclui a discussão argentina (o caso Clarín), a gente pode e deve discutir a imprensa. Se discutimos Executivo, Legislativo, Judiciário, porque mesmo não podemos discutir imprensa?

    Já adianto que discordo da iniciativa do governo argentino. Me parece um tremendo retrocesso e intervencionismo acima do aceitável. Ainda mais que lá, antes do Clarín apontar erros do governo de Cristina, a Lei de Meios nem aparecia na pauta.

    Não estou dizendo que não podemos discutir a questão das concessões. De forma alguma. Claro que podemos. Mas tudo tem hora. Aqui no Brasil concessões de rádios e tvs são moeda de troca da pior forma. O próprio governo atual, segundo o noticiário, já utilizou destas formas de “engraxamento”. Caso não esteja enganado Romero Jucá é um destes amaciados e tem muito mais por aí. Basta procurarmos que achamos aos quilos.

    Mas insisto que o que mais me move na discussão é a mesma que move os pagos britânicos: como aprimorar mecanismos para que crimes cometidos pela imprensa sejam severamente punidos e, desta forma, fortemente desestimulados.

    Simples, necessário, sem criar um clima como o argentino em que mais parece que o governo não quer uma imprensa que o critique. Neste ponto sou totalmente desfavorável a qualquer iniciativa. Acho que a imprensa tem mais é que sentar o pau em quem quer que seja. Quando critica governos só faz bem quando faz este papel.

    Desde que de forma responsável e sem que cometa crimes.

  60. Patriarca da Paciência said

    “pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dependerá de uma espécie de arranjo jurídico. Teoricamente, segundo especialistas em direito constitucional, o Supremo precisará ligar artigos distintos da Constituição para não cometer qualquer tipo de incoerência penal.”

    Do link postado pelo HRP.

    Meu caro HRP, acho que ninguém tem mais dúvidas que o Bat Barbosão não é detentor de “notável saber jurídico”.

    A especialidade do Bat Barbosão parece ser mesmo os arranjos jurídicos e inovações teóricas.

    O que não combina muito para ser aplicado em julgamentos.

    Acho que daqui paa a frente o Bat Barbosão baixará a bola!

  61. Elias said

    Patriarca,

    Há uma enorme quantidade de jornalistas — quase todos ligados à grande mídia — que atua partidariamente. Procuram dar o máximo de repercussão às bandalheiras dos políticos de esquerda, enquanto silenciam sobre as bandalheiras de seus aliados.

    Isso é péssimo jornalismo? É!

    É crime? Não!

    Qualquer pessoa tem o direito de ser um péssimo profissional. Se, mesmo assim, arranja emprego e até mesmo uma boa remuneração… Melhor pra essa pessoa. Parabéns!

    A coisa começa a mudar de figura quando o indivíduo, na ânsia de bem servir aos seus patrões políticos, parte pra ofensa pessoal.

    Aí, sim, é o momento em que o ofendido deve buscar a devida reparação, nos fóruns civil e criminal.

    Isso não tem a ver com liberdade de imprensa. Tem a ver com os direitos e garantias individuais, o que inclui a reputação de cada um. Se o ofensor não fosse jornalista, deveria ser processado, do mesmo jeito.

    E é nesse momento que é imprescindível ter leis adequadas e um Judiciário decente.

    O Brasil não tem nem uma coisa nem outra.

    Aqui em Belém, uma senhora a quem conheço, ex-presidente de uma empresa estatal, foi caluniada num blog.

    O que ela fez?

    Primeiro, teve que acionar o blogueiro, no sentido de identificar o autor dos comentários (o sujeitinho usava pseudônimo, claro…).

    Aí obteve uma liminar, determinando que o sujeito se abstivesse de fazer comentários a respeito dela, enquanto não se chegasse a uma decisão nas instâncias cível e penal.

    Claro que isso custou dinheiro. Aquela senhora teve que pagar advogados, etc. e tal.

    Na semana passada, deu-se o primeiro desfecho na esfera penal. Aos costumes, o MP (na pessoa do promotor) e uma juíza, ajustaram, para o ofensor, a penalidade da doação de duas cestas básicas a uma instituição de caridade, mais 50 horas de trabalho comunitário.

    A lenga-lenga é sempre a mesma: o f.d.p. ofende e, na hora do vamos ver, em vez de apresentar provas daquilo que disse, o cretino faz cara de choro, diz que é pobre, não tem com que pagar uma reparação mais alta… E a coisa acaba ficando em 2, ou 3, ou, no máximo, 10 cestas básicas.

    Claro que a ofendida vai recorrer dessa decisão! Nada contra, nesses casos, substituir a pena de prisão por cestas básicas. Mas penalizar um f.d.p. desses com duas cestas é estimular o hábito à ofensa. O cara sai rindo… No caso, ele chegou a esboçar um sorriso… Que cessou no momento em que se revelou que a demanda iria prosseguir em outras instâncias, até que a ofendida considerasse o ofensor adequadamente punido.

    O pior é que, nesses casos, o pólo ativo, o ofendido, o maior prejudicado, nem é ouvido. O juiz ouve o réu. Quer saber das condições de vida dele, se ele pode pagar uma reparação mais alta… Claro que, invariavelmente, o réu diz que não pode — coitadinho! — ganha pouco, não tem com que pagar… O ofendido, por si mesmo e/ou por seus advogados, nem direito de contra-argumentar.

    O jornalista Lúcio Flávio Pinto disse que se sentiu um idiota num desses processos. Ele foi agredido fisicamente pelo Ronaldo Maiorana, proprietário de uma rede de grande porte de rádios/jornais/tevês. A agressão aconteceu num dos mais badalados restaurantes de Belém, e contou com a participação de praças e oficiais subalternos da PM, que, paralelamente (e ilegalmente), trabalhavam como guarda-costas do empresário.

    Na esfera penal, tal como a senhora a quem me referi, o LFP não foi ouvido. MP-Juiz-Réu ajustaram uma indenização de 5 cestas básicas para uma instituição de caridade que, coincidentemente, é mantida pela fundação da família do próprio réu. Juiz, MP e réu trocaram apertos de mãos e sorrisos, e…

    …E ficou o Lúcio Flávio com o rosto cheio de um ar vazio…

    Casos como esses acontecem aos milhares, no Brasil. O tempo todo.

    Dá pra ferrar com o ofensor? Dá! Essa senhora a quem eu conheço bem, montou uma estratégia de longo prazo. Uns três ou quatro anos, no mínimo. Durante esse período, o ofensor terá que gastar o que ele não tem, pra se defender. Como advogado que é, ele pode defender-se a si mesmo, mas… É lá como se diz: “todo advogado que defende a si mesmo tem um cliente imbecil…”.

    De qualquer modo, isso é problema dele. Nos próximos 3 ou 4 anos, ela vai ficar catando o péssimo, até ele pedir o penico. Ou até que se tenha o sacana por muito bem e exemplarmente punido (agora mesmo, ele terá que se virar na primeira instância cível, onde a indenização cabe ao ofendido, agora sem a intromissão do MP).

    Só que, pra fazer isso, ela terá que gastar os tubos também. E o ofensor não é nenhum potentado.

    Não queira saber o trabalho que dá, quando o ofensor é alguém rico, ou tem a proteção de uma grande empresa… Nesse caso, dificilmente o ofendido tem alguma chance.

    Insisto, Patriarca: ficar debatendo sobre liberdade de imprensa é perda de tempo. E isso ainda desvia a atenção para o verdadeiro núcleo do problema.

    O problema deve ser resolvido: (a) com uma legislação mais bem feita; (b) com uma boa reforma do Judiciário e do Ministério Público.

  62. Patriarca da Paciência said

    “Mas insisto que o que mais me move na discussão é a mesma que move os pagos britânicos: como aprimorar mecanismos para que crimes cometidos pela imprensa sejam severamente punidos e, desta forma, fortemente desestimulados.”

    Concordo, caro Pax.

    Acho que todo mundo já está cheio desta esbórnia que a imprensa brasileira se transformou.

    Essa história de criminalizar TODOS os políticos resulta naquilo que vimos no vídeo postado pelo Otto – um ladrão sendo sendo roubado e prestando queixa na delegacia por ter sido roubado.

    E o Bagulhinho diz, na maior cara de pau, que “não se pode nem mais levar a vida desonestamente”.

    “Como não é meu? Eu roubei é meu!”

    “Comprar? como comprar? Eu roubei ontem mesmo, um carro novinho! É meu”

    E por aí vai!

    Quem ler muito o reinaldinho cabeção e o augusto boçal acaba pensado como o Bagulhinho.

  63. Patriarca da Paciência said

    “Insisto, Patriarca: ficar debatendo sobre liberdade de imprensa é perda de tempo. E isso ainda desvia a atenção para o verdadeiro núcleo do problema.

    O problema deve ser resolvido: (a) com uma legislação mais bem feita; (b) com uma boa reforma do Judiciário e do Ministério Público.”

    Concordo totalmente, caro Elias,

    mas concordo também que a Dilma deve processar o boçal do augusto nunes. Deixar que ele continue escrevendo essas barbaridades é estimular outros imbecis iguais a ele!

    Acho que a Dilma deve agir exatamento como o caso da empresária que você relatou.

    A Dilma tem todas as condições para fazer isso!

    E os advogados do PT também! Quantos advogados o PT tem entre os seus filiados?

    Essa turma tem que começar a agir!

  64. Patriarca da Paciência said

    Enganei-me e pelo desculpas.

    o vídeo foi postado pelo Pedro.

    E é tão didático que merece ser reprisado:

    .http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=eyaGVvf1WkY#!

  65. Michelle 2 said

    Parece que os petralhas acreditam que o vídeo é real.
    Mandem uma ambulância equipada com camisas de força.
    hehehe

  66. Chesterton said

    té agora o PT e o governo tem sido tolerantes demais!

    chest- patriarca, patriarca, se pudesse o PT já tinha tomasdo providências. porque não faz? Porque as denúncias são a pura manifestação da verdade.

  67. Chesterton said

    Patriarca, esse video é armação?

  68. Chesterton said

    Dois pesos, duas medidas fsp

    Os resultados frustrantes do PIB parecem ter elevado a temperatura da luta de classes em Brasília. Nesta semana, enquanto o empresariado, reunido no 7º Encontro Nacional da Indústria, aproveitou a maré baixa para pressionar em favor de mudanças na legislação trabalhista, as centrais sindicais foram ao Planalto bater o pé em torno da emenda que prevê a redução do fator previdenciário.

    Por hora, o capital levou a melhor. Antes mesmo de comparecer à reunião dos industriais no Auditório Ulysses Guimarães, a presidente Dilma Rousseff resolveu ampliar o número de setores desonerados de contribuir com a Previdência sobre a folha de pagamento. Atendeu, assim, como ocorre desde abril, ao ponto 55 das “101 propostas para modernização trabalhista”, preparadas pela CNI para a recém-encerrada conferência. Desta vez, foi beneficiada a construção civil, a um custo previsto de quase R$ 3 bilhões para o Tesouro em 2013.

    chest- como assim custo? Esse dinheiro não seria arrecadado com a regra de antes da desoneração.

    O tratamento dispensado ao trabalho foi menos generoso. Recebidos na Secretaria-Geral da Presidência, os sindicalistas, que pretendiam pressionar Dilma a apoiar o projeto em favor dos aposentados, saíram do palácio de mãos vazias. Pior: por influência do governo, o presidente da Câmara, Marco Maia, decidiu adiar o assunto para 2013, frustrando o movimento, que defendia a votação ainda neste ano.

    chest- não tem dinheiro, é aposentado demais para economia de menos.

    O pomo da discórdia é, como quase sempre, o destino dos fundos públicos. Ao diminuir a carga que pesa sobre as empresas, aumenta-se o mal denominado “rombo” da Previdência. Para evitá-lo, o Tesouro arca com a diferença, ou seja, a sociedade paga para que os empresários economizem, como argumentou a CUT em 2011.

    chest- fundos públicos? Que nada, é dinheiro do contribuinte, dinheiro que o contribuinte colocou lá. O rombo da previudência não vem de desonerações (o dinheiro não existe) mas vem do excesso de bondades em uma economia que não suporta (os contribuintes já dão o sangue)

    Mas também o pleito dos assalariados –revogação, mesmo que parcial, da medida que, em 1999, reduziu o valor de aposentadorias– acarreta acréscimo no gasto previdenciário. A conta, em última análise, cairia igualmente nas costas do Estado. Em resumo, cada um puxa a brasa para a sua sardinha. No caso dos sindicatos, entretanto, a equipe econômica argumenta que o buraco produzido nas finanças do INSS seria insuportável.

    chest- cairia na conta do contribuinte, estado não tem dinheiro que não seja do contribuinte. Acaba copm o sindicato que resolve o assunto.

    Na prática, o Executivo age como se tivesse incorporado o argumento capitalista de que é necessário reduzir o custo da mão de obra para desbloquear os investimentos no Brasil.

    chest- argumento capitalista nada, é argumento da lógica de uma economia que deve competir globalmente. Os empregados da China e dos tigres asiáticos ( e nem da Alemanha) se aposentam tão cedo. Ora, ou o operariado brasileiro se cpomporta como o operariado desses países ou as indústrias brasileiras se mudam para esses países ( que é o que está acontecendo há anos)

    É em nome do mesmo raciocínio que os meios empresariais retomaram a perene tentativa de flexibilizar as disposições trabalhistas de modo a dar ao investidor maior “segurança jurídica”. Em outras palavras, diminuir as restrições que a lei brasileira impõe no trato com o trabalhador. Os próximos rounds prometem.

    chest- protemetem choradeira de sujeitos que querem se aposentar integralmente aos 42 anos de idade.

    ANDRÉ SINGER escreve aos sábados nesta coluna.
    avsinger@usp.br

    André Singer

    chest- bicho teimoso.

  69. Patriarca da Paciência said

    “Patriarca, esse video é armação?”

    Não tenho a menor idéia, Chesterton,

    mas para mim é bastante didático.

    É o que pode acontecer com essa história de considerar que todo político é ladrão.

  70. Chesterton said

    Bem, Lula dizia que havia 300 picaretas no congresso….

  71. Pax said

    Ricardo Boechat Band ‏@BoechatBandNews
    Um tal blogueiro canalha Recalcado Azedo e mau caráter(amigo do Cachoeira na CtrlC+Ctrl Veja). Não merece resposta, apenas um belo desprezo!

  72. Patriarca da Paciência said

    É Pax, o tal blogueiro está conseguindo descontentar gregos e troianos!

    Já faz algum tempo que ele anda comprando briga com os colegas. Parece que endoidou de vez!

    Mais uma tragédia causada pela irresponsabilidade da imprensa:

    A tragédia da enfermeira

    “Em Londres, na terça-feira 4 a princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, foi internada no Hospital Rei Eduardo VII, com náuseas, decorrentes da gravidez. Dois radialistas australianos – Mel Greig e Michael Shristian – ligaram para o hospital e fingiram, imitando sotaque britânico, ser a rainha Elizabeth e o príncipe Charles, pedindo notícias de Kate. A ligação foi atendida pela enfermeira Jacintha Saldanha, às 5.30h, porque não havia telefonistas no horário. A seguir, passou a ligação para uma colega que deu as informações.

    Qual não foi a surpresa dos radialistas, quando o trote deu certo, e a enfermeira passou a dar notícias de Kate como se fosse para os membros da família real. “Pensávamos que eles desligariam assim que ouvissem nossos sotaques terríveis”, afirmaram os jornalistas em nota. A enfermeira informante caiu no trote e forneceu detalhes sobre o estado de saúde da princesa, como se fosse para a família, que acabaram divulgados pela rádio e tiveram repercussão internacional.
    ….
    O problema do trote teria sido superado, talvez com alguma advertência à enfermeira pelo descuido, não tivesse terminado em tragédia. Na sexta-feira 7, pela manhã, o corpo da enfermeira Jacintha Saldanha foi encontrado numa rua de Londres. O desenlace, que chocou a tradicional sociedade britânica, está sendo investigado como suspeita de suicídio. Jacintha trabalhava no hospital há quatro anos e era uma excelente profissional, segundo a direção. Nenhuma represália havia sido tomada contra ela, diz o hospital.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/87423/A-foto-e-o-trote-a-mídia-no-banco-dos-réus.htm

  73. Chesterton said

    boechat? hahaha, esse é um palhaço do radio.

  74. Michelle 2 said

    Helio Bicudo: O MITO LULA, A ERA DO FASCISMO NO BRASIL

    .http://www.youtube.com/watch?v=MKhSKE3FkDA

  75. Jose Mario HRP said

    Caros colegas de blog, aqui um pouco de humor nessa nossa politica brasileira.
    Se olhar matasse, esse mataria o cara!

    http://amoralnato.blogspot.com.br/2012/12/a-foto-de-dilma-e-barbosa-no-velorio-de.html

  76. Pax said

    Sugestão de leitura:

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed723_um_principio_esperanca_para_o_impresso

  77. Ajax said

    Concordo com o Pax, quando diz que a única solução, mesmo que precária, passa pela auto-regulação, como existe (mais ou menos) para a publicidade no Brasil, já de algum tempo.

    Mas acho também que a vigilância do público, ao mesmo tempo denunciando e relegando ao ostracismo a imprensa canalha, é decisiva. Para isso a web é (ou pode ser) poderosa. Faltam ainda mais e melhores mecanismos de debate. Os blogs são importantes, mas tenho a impressão que eles vão evoluir em público e forma, e que outros mecanismos surgirão. Aí vem outro problema, o poder da execração pública voltada para a intolerância. Neste caso, a imprensa e o próprio público terão que regular-se… Enfim, é um contexto muito complexo, que, no fim, envolve os velhos temas: interesses, vaidades, ignorâncias, civilidade, tolerância e intolerância…

  78. Pax said

    Bem-vindo ao blog, Ajax.

    Blogs e similares já exercem um certo papel, sim. Mas o poder da grande mídia é infinitamente maior.

    Foi uma TV que criou o caçador de marajás, por exemplo. Tenho uma quase certeza que hoje ainda teria o poder de repetir a façanha.

  79. Elias said

    Onde a auto-regulação existe e funciona, não é por bom mocismo dos proprietários de jornais, rádios e emissoras de tevê.

    Onde a auto-regulação existe e funciona, ela existe e funciona porque a legislação é séria e o judiciário é respeitável.

    Aí os caras ficam com medo de dar com os burrros n´água, i.é., nos tribunais, e botam as barbas de molho, elaborando e operando uma auto-regulação eficaz. Pra eles, a auto-regulação é o mal menor.

    Para a sociedade, o nó da questão é uma legislação séria e bem feita, e um Judiciário respeitável.

    Pra se ter um judiciário respeitável, é preciso ter regras diferentes das que existem no Brasil, seja para compor os tribunais, seja para regular seu funcionamento.

  80. Pax said

    Aqui mais um excelente post do Alberto Dines em seu Observatório da Imprensa. Desdobramentos da discussão que no Brasil é jogada a escanteio. Uma verdadeira vergonha para a imprensa brasileira que não quer se discutir.

    Bem, vamos lá, Alberto Dines não deixa quieto e tem meu enorme respeito exatamente pela coragem de provocar a discussão.

    Segundo Dines, são os Editores – funcionários de alto escalão – que mais apoiam as recomendações do tal relatório Leveson. Quem reage são os proprietários dos jornais.

    Vale muito a leitura, em minha opinião:

    Os editores não se curvaram, insurgiram-se
    Por Alberto Dines em 10/12/2012 na edição 723

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/os_editores_nao_se_curvaram_insurgiram_se

    Um trecho que destaco:

    Bom sinal

    Os editores concordaram em introduzir um mecanismo capaz de reagir rapidamente às queixas de cidadãos, criar um colegiado para nomear os dirigentes da entidade autorreguladora e um serviço independente para arbitrar reclamações no caso de difamação. A mesma turma concordou com a sugestão de Leveson para a criação de um corpo independente que acompanhará o andamento dos trabalhos na entidade autorreguladora.

    Os editores não abrem mão do direito de participar de um novo código de imprensa (press code) para consagrar o que é certo ou errado em matéria de jornalismo.

    Por que bufaram tanto os senhores empresários de mídia se os seus mais qualificados funcionários adotaram livre, espontânea e velozmente a essência do Relatório Leveson?

    De novo, sugiro a leitura do artigo por completo. E, de novo, confesso o enorme incômodo de ver como a imprensa nacional esquece dessa pauta. Uma vergonha.

  81. Chesterton said

    http://www.adamsmith.org/blog/economics/out-innovate-the-state

  82. Zbigniew said

    Ía colocar o texto do Dines, Pax.

    Muito boa a iniciativa lá pelas bandas da terra da Rainha. E, ora vejam, os editores têm se incomodado bastante com o comportamento dos barões.

    Mas, e aqui?! Se nem o partido do poder foi capaz de convocar jornalistas comprovodamente envolvidos em esquemas criminosos, teríamos uma cultura de bater de frente com os barões midiáticos? De uma categoria corporativa que faz questão de se comportar como um poder em constante confronto com os demais?

    Aqui, como lá, ao que parece, a iniciativa ou vem da sociedade civil organizada ou não vai dar qualquer resultado, haja vista a intrincada relação entre legislativo, executivo, judiciário e mídia.

    Só um adendo: gostei muito do Boff ter colocado a alcunha de “Rola-Bosta” no chapeleiro maluco. Foi certeiro.

  83. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Já eu confesso que a colocação do Boechat me parece mais relevante. Em outras palavras, para quê mesmo dar importância ao que escreve? Passo batido. De histeria em histeria, de mentirinha em mentirinha, a gente coloca de lado, dá tanto crédito quanto a idoneidade moral de um Valdemar da Costa Neto.

    E confesso que do outro lado também, tem gente que nem leio mais.

    Essa moeda, dos que não valem a pena, tem dois lados.

  84. Zbigniew said

    Esses caras terminam na vala comum da irrelevância, embora o referido jornalista utilize a vitrine do panfleto racista. Se realmente tivessem a importância que se atribuem teriam eleito o “nosferatu”. Pelo contrário, terminou por queimar o filme do gajo. Acabou. Agora é a vez do bebum. Eita oposiçãozinha fajuta.

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