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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Nosso modelo republicano

Posted by Pax em 09/12/2012

Esta semana teremos na pauta nacional o relatório da CPMI do Cachoeira, as definições finais no julgamento do mensalão petista, a Operação Porto Seguro e o encaminhamento sobre os royalties do pretróleo. Afora a esquecida discussão sobre regulação para que não tenhamos impunidade na mídia quando ela se torna criminosa.

Três dos principais assuntos em questão estão diretamente envolvidos com corrupção, crimes contra o povo. O quarto quase chega lá. E o último também.

Já faz um tempo que o Brasil vive esta pauta de escândalos de todos os partidos. Corrupção é unanimidade nacional. Todos reclamam para si o papel de mais limpos e as oportunidades para aventureiros – salvadores da pátria criados e produzidos para o imaginário popular – estão sempre presentes. Sem excluir culpas de quem quer que seja, ao centro de tudo vemos uma velharia política que permanece forte e determinante.

Alguns exemplos nos confirmam que tais salvadores não só inexistem como usualmente produzem efeitos absolutamente nocivos quando a imprensa ultrapassa certas barreiras naturais de investigação e informação atuando como força política pouco saudável. Basta lembrarmos do último presidente expulso do Planalto e de outros exemplos recentes como a gênese do modelo de desvios através das empresas de marketing de Marcos Valério, o mal encaminhado e atrasado julgamento do mensalão tucano em MG, conduzido por Eduardo Azeredo (segundo o Ministério Público), a fartura de imagens do governo Arruda no DF, à época do DEM, com políticos enfiando dinheiro em bolsas, meias, paletós e orando em agradecimento pelos desvios conquistados. Nossa memória nem consegue manter a lista atualizada de tantos escândalos que produzimos cotidianamente.

Precisamos recordar de Antonio Carlos Magalhães nos palanques de Fernando Henrique Cardoso, de José Sarney induzindo Lula a uma de suas maiores gafes morais (“não pode ser julgado como uma pessoa qualquer”) para que entendamos o modelo republicano que desagrada, que chega a enojar.

Os velhos coronéis continuam ditando rumos e preservando o patrimonialismo geral que assalta o dinheiro público. Seus interesses se sobrepõem aos interesses dos reais donos do país, os cidadãos que pagam impostos e sustentam esta máquina e modelo que pesam e cobram demais.

Hoje em dia a mídia, também forjada neste meio de cultura, comete mais um de seus crimes contra a nação criando heróis do Judiciário. Chega ao ponto de provocar a nação para uma eventual candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, elevado ao panteão dos salvadores nacionais. A sociedade é enganável neste aspecto. Já foi e pode ser novamente ultrajada. Não há aqui questionamento sobre o resultado deste julgamento histórico e o comportamento de seu plenário, mas um alerta para que não queiramos que um dos poderes seja induzido a resolver a equação republicana como um todo. O que devemos exigir é que o mesmo tratamento deste caso seja imediatamente aplicado nos atrasados casos passados, para que o Judiciário, ele próprio, não crie a situação de se tornar réu da acusação de fazer justiça dirigida e seletiva.

De outro lado seria injusto não reconhecer avanços, conquistas destas poucas décadas que vivenciamos o estado democrático. As liberdades fundamentais estão asseguradas, temos um modelo político-econômico-financeiro mais responsável que a grande maioria das nações em crise, reduzimos um bocado a miséria e atingimos o patamar das maiores economias do planeta.

Foram acertos, erros e correções que nos trouxeram até aqui. Mas temos que admitir que o modelo impele a tantos erros e desvios que o custo se torna insuportável e nos obriga repensar nosso modelo republicano. Na verdade exige este exercício.

Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma não são coronéis patrimonialistas. Em suas essências estão léguas de distância de personalidades venais. Mas infelizmente foram fracos, não conseguiram mudar o modelo. Precisaram render-se aos caprichos do coronelato e de máfias infiltradas na máquina estatal, muitas vezes travestidas em partidos que se vendem ao maior preço. E é este o modelo que atrapalha, que atrasa, que freia e dificulta um desenvolvimento mais fácil, mais rápido e, como resultado final, uma sociedade mais justa, onde as oportunidades estariam melhor resolvidas e distribuídas para todos.

Que a CPMI do Cachoeira produza todos os inquéritos necessários. Queremos saber se a imprensa passou dos limites à além dos crimes apontados para figurões como Demóstenes Torres, Marconi Perillo, Fernando Cavendish e o bicheiro-mafioso preso novamente.

Pedindo vênia ao presidente Joaquim Barbosa, não há pressa alguma para terminar o julgamento do mensalão petista. Há, sim, a exigência que seus juízos condenatórios e penas aplicadas sejam consistentes, que assegurem a Constituição e nossos códigos processuais e que tenhamos garantidos todos os direitos dos réus, quaisquer que sejam eles.

A operação Porto Seguro aponta um gravíssimo aparelhamento das Agências Regulatórias e outros órgãos federais e esta infiltração de criminosos produz parte significativa da insatisfação nacional. Da saúde a necessária infraestrutura de estradas, portos e aeroportos, as comunicações, etc., estas agências demonstram que precisam de investigações profundas e outra solução que melhore suas eficácias. Basta nos focarmos na atuação de Valdemar da Costa Neto nos portos nacionais para entendermos quanto precisamos mudar.

A questão sobre a regulação da mídia não pode ser escanteada e a CPMI do Cachoeira indica que devemos expor esta pauta à discussão nacional. Criminosos da imprensa não podem se tornar inimputáveis.

Por fim o Congresso, o mais desgastado dos poderes republicanos, precisa referendar a excelente decisão de Dilma Rouseff que propõe que os novos contratos da exploração do nosso petróleo produzam riqueza destina à Educação.

Teremos uma semana importante à frente. Porém esta pauta desvia a atenção sobre necessárias reformas estruturais no nosso modelo republicano. Impossível que todos estes escândalos deixem tranquilas as consciências sabendo que as reformas política, eleitoral, tributária, etc estão relegadas ao segundo plano.

Dilma Rousseff tem conseguido sobreviver nesta selva. Há fortes indícios que não pertence e não aceita o conjunto de malfeitores que impregnam a máquina. Ao mesmo tempo parece não ter força para conduzir as reformas mais que necessárias. O modelo republicano que precisa ser alterado parece tê-la capturado, infelizmente.

Não há heróis à vista, não existem salvadores da pátria, caçadores de marajás e juízes que resolverão nossas vidas e nosso futuro.

A solução possível está nas mãos corretas. Na sociedade. O alento é que as urnas continuam soberanas. E a imprensa, neste aspecto, e que me desculpem os amigos profissionais da área, está longe de conseguir ajudar na pauta mais que necessária.

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66 Respostas to “Nosso modelo republicano”

  1. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    bom texto, sensato e equilibrado.

    O que eu acrescentaria?

    “Não há heróis à vista, não existem salvadores da pátria, caçadores de marajás e juízes que resolverão nossas vidas e nosso futuro.”

    Nem à vista, nem no passado, nem no futuro. Acho que essa história de ficar esperando “salvadores do pátria” é fruto da colonização cultural norte-americana, através daqueles famosos filmes “B”, onde um heroizão sozinho resolve tudo, contra tudo e contra todos.

    Um líder é apenas alguém que representa a opinião dominante de determinado momento histórico.

    A opinião dominante brasileira está apontado que deseja uma sociedade mais limpa e mais honesta.

    Aí já vem a mídia articulando os famosos “salvadores da pátria”. O último é o ministro Joaquim Barbosa – o menino pobre que “mudou o Brasil”.

    É mesmo muito triste e lamentável!

    Espero que o povo brasileiro já esteja bastante escaldado para não cair mais nessa esparrela!

  2. Chesterton said

    …de José Sarney induzindo Lula a uma de suas maiores gafes morais (“não pode ser julgado como uma pessoa qualquer”)

    chest- pqp, você não percebe a própria gafe moral quando imputa a Sarney as merdas que Lulla diz?

  3. Chesterton said

    Os velhos coronéis continuam ditando rumos e preservando o patrimonialismo geral que assalta o dinheiro público.

    chest – aqui fala do mulla….

  4. Patriarca da Paciência said

    “247 – Depois do episódio Niemeyer, a questão transitou em julgado: Reinaldo Azevedo é 100% idiota. Veja, que dedicou capa ao 100% gênio Oscar Niemeyer, nem tanto. Mas o porta-voz do ódio e do preconceito, que deveria se calar, prossegue com os insultos.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/87443/Veja-não-é-tão-idiota-quanto-Reinaldo.htm

  5. Chesterton said

    A operação abafa está em andamento. Semana passada, advogados de Rose procuraram a Polícia Federal para reclamar que a intimidade da cliente deles estava sendo indevidamente devassada. A tática é clara: impedir que eventuais elementos investigatórios sejam usados como provas de alguma forte ligação entre ela e Lula. O objetivo é impedir que a Justiça leve em conta o conteúdo de 122 ligações captadas entre Rose e Lula pelo sistema “Guardião” da Polícia Federal. Outras ligações “pessoais” de Rose para José Dirceu ou demais dirigentes petistas também se tornariam anuláveis como provas para um futuro julgamento.
    SERRÃO

  6. Chesterton said

    DECRETADO O FIM DO ROMANCE

    http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/12/08/ninguem-deveria-se-preocupar-se-o-parceiro-transa-com-outra-pessoa-diz-psicanalista.htm

  7. Pax said

    Obrigado, caro Patriarca,

    Pois é, este lançamento de Joaquim Barbosa me lembra, e muito, a história recente que acabou tirando um presidente antecipadamente do planalto central.

    Caro Chesterton,

    Você mantém uma hipótese diagnóstica que não é a minha.

  8. Michelle 2 said

    2
    Para alegria dos RA e AN-dependentes

    Direto ao Ponto
    Augusto Nunes

    A confissão em quatro palavras

    Em Berlim, um jornalista quis saber se a Operação Porto Seguro surpreendera o ex-presidente Lula. O autor da pergunta já se preparava para anotar a repetição da lengalenga sobre a facada nas costas quando foi surpreendido pela resposta: “Não, não fiquei surpreso”. Grávido de irritação, Lula encerrou a conversa e foi cuidar dos problemas do mundo. Não tinha tempo a perder com um caso Rose.

    Nem precisou: já dissera o suficiente. Quem não fica surpreso com um traiçoeiro ataque pela retaguarda não pode surpreender-se com nada. Não se espantou com o que fizeram a antiga parceira e os quadrilheiros que apadrinhou por conhecer intimamente a vigarista indiciada por corrupção, tráfico de influência, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

    Com uma frase de quatro palavras, o colecionador de tapas na cara do Brasil decente confessou que sabia de tudo.
    Sempre soube.
    Ou é cúmplice ou é comparsa.

  9. Chesterton said

    Sei, Pax, Lulla não é responsável pelas palavras que profere….

  10. Pax said

    Onde eu disse isso, caro Chesterton?

  11. Chesterton said

    quando diz que lulla foi “induzido” por sarney a dizer que Sarney (“não pode ser julgado como uma pessoa qualquer”)

  12. Pax said

    Chesterton, infalível Chesterton,

    Até poderia mudar a frase, sim. Entendi teu ponto. Mas o que está escrito, apesar de permitir alguma ambiguidade, diz que Lula cometeu a gafe moral.

    Sabemos como foi o caso, dos escândalos dos atos secretos, do então diretor Agaciel Maia, somados ao parlamenturismo que quase derrubaram o presidente do Senado. E o PMDB cobrou seu preço, foi lá e exigiu reciprocidade no apoio. Foi ou não foi? São fatos, caro Chesterton. Há uma memória, registros. Aqui mesmo no blog você pode pesquisar.

    Você acha que Lula e o PT são a origem de todo o mal. Repete esta afirmação ad nauseam. Esta é sua hipótese diagnóstica sobre o assunto do post.

    Eu já acho que não, acho que Lula e o PT se renderam ao modelo que precisa ser mudado. Não só se renderam como passaram a integrar, a participar ativamente.

    Mas não advogo para eles e nem mesmo quero defendê-los. Fizeram o que fizeram porque quiseram. Lula disse a frase infeliz porque quis. Ficou marcado em sua biografia. Este é um outro fato. Tanto que nos lembramos dele constantemente.

  13. Chesterton said

    O PT é a origem de todo mal, e olha que não aplicaram (ainda? ) a pior parte….

  14. Chesterton said

    A República da Vassoura, de Erenice a Rosemary

    10:59, 9/12/2012 GMFIUZA GERAL
    (ÉPOCA – edição 759)

    O Brasil que aprova Dilma Rousseff quis esquecer Erenice Guerra. Quis esquecer a pessoa que Dilma preparou para comandar o seu governo – e que caiu antes da hora, ao transformar o Ministério da Casa Civil em bazar de interesses particulares. O Brasil quis esquecer que Erenice era braço direito de Dilma, ou mais que isso, era o estilo Dilma de administração pública. Mas de nada adiantou o esquecimento, porque o espírito está em Dilma – e se não é Erenice, é Rosemary.

    Chega a ser patético o sobressalto dos brasileiros com o escândalo na representação da Presidência da República em São Paulo. O gigante adormecido, decididamente, não presta atenção no filme. Rosemary Noronha, chefe de gabinete de Dilma na capital paulista, protegida da presidente, de Lula e de Dirceu, é apanhada com a boca na botija. O que fazia Rosemary? Exatamente o mesmo que Erenice, e também que Dirceu e mensaleiros associados: tráfico de influência. Uso do palácio para a montagem de negócios privados.

    Mas a ficha ainda não caiu. O público continua meio confuso, já querendo aplaudir a presidente pela demissão da delinquente. Chegará o dia em que Dilma demitirá solenemente a si mesma, e chegará aos 100% de aprovação popular.

    Lula criou a representação da Presidência em São Paulo, e Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, nomeou Rosemary como chefe de gabinete. Eleita presidente, Dilma manteve Rosemary no cargo. Alto zelo com a titular de um gabinete que, segundo o líder do governo no Senado, Eduardo Braga, “não é usado”. Por que a proteção por tantos anos a uma funcionária de uma repartição que não serve para nada?

    Aí está o engano. O tal gabinete era muito útil. Ali se fechavam excelentes negócios particulares. A venda de pareceres das agências reguladoras para empresários, por exemplo, ampliou a função desses órgãos técnicos. Como se sabe, eles foram criados no governo Fernando Henrique para acabar com a interferência política dos ministérios nas decisões sobre infra-estrutura. No governo Lula, as agências se tornaram importantíssimas para abrigar companheiros e seus afilhados. Ou seja: criadas para acabar com a politicagem, elas se tornaram a própria politicagem. Continuaram seguindo estritamente critérios técnicos – a técnica do cabide.

    A venda de pareceres – R$ 300 mil um laudo da Agência Nacional de Aviação Civil – tornou esses órgãos técnicos ainda mais lucrativos. Por coincidência, Erenice também intermediava bons negócios com a Anac, onde seu filho trabalhara. A filha de Rosemary também estava empregada nessa agência, dirigida por um comparsa da chefe de gabinete da Presidência, segundo a Polícia Federal. Dilma está demitindo todo mundo, horrorizada. Ela nem podia imaginar quantas maldades essa turma andava fazendo. É bem verdade que Rosemary falava quase diariamente com Lula. Mas Dilma nem se lembra direito quem é Lula.

    Não se lembra que nomeou Rosemary, nem que a manteve no cargo, assim como o Brasil não se lembra de Erenice. A memória dos brasileiros só alcança o momento em que Dilma resolveu extinguir a representação da Presidência em São Paulo. Afinal, ela não servia para nada mesmo. Quase nada.

    No embalo, a faxineira poderia extinguir também a Advocacia-Geral da União, cujo sub-chefe está entre os suspeitos no caso Rosemary. Quem sabe, Dilma não devesse extinguir também o Ministério do Desenvolvimento, cuja principal finalidade hoje é abrigar Fernando Pimentel, o consultor fantasma? Pimentel arrecadou R$ 2 milhões por seus belos olhos de amigo da presidente, e estava em reuniões intermediadas por Rosemary no gabinete fantasma. A única coisa palpável entre tantos fantasmas é o lucro privado dos guerrilheiros estatais.

    A demissão do diretor da Anac, flagrado no esquema de Rosemary, mostra como o governo Dilma está preparando bem os aeroportos para a Copa do Mundo, daqui a um ano e meio. Pode-se imaginar a festa que foram as concessões para as empresas que administrarão o setor. Mas Dilma não tem nada com isso.

    De Erenice a Rosemary, o governo do PT é repleto de parasitas por um acidente natural, uma espécie de furacão Sandy do fisiologismo. A República só não desmorona porque o Brasil tem Dilma, vassoura, pano de chão e memória de protozoário.

  15. Otto said

    O novo apelido do Reinaldo Azevedo: o “ROLA-BOSTA”.

    http://leonardoboff.wordpress.com/2012/12/09/oscar-niemeyer-a-veja-online-e-o-escaravelho/

  16. Chesterton said

    REVISTA ÉPOCA

    O crescimento irrisório da economia transformou o ministro da Fazenda em anedota – e não demoveu Dilma de sua visão ideológica ultrapassada

    Herdeira de uma economia em expansão em 2010, a presidente Dilma Rousseff chega à metade de seu mandato numa situação medíocre. Embora o desemprego esteja baixo e a massa de salários continue em alta – fatos que explicam a alta aprovação popular de Dilma – nossa economia está em situação de risco.

    O índice de crescimento tem rotineiramente sido acompanhado do adjetivo “pífio”. No terceiro trimestre de 2012, foi de 0,6%, metade do que o governo esperava. Isso sepultou as esperanças de uma virada antes do fim do ano. Numa iniciativa destinada a transformar-se em anedota, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugeriu que o IBGE modificasse as regras de cálculo do PIB – uma tentativa de manipulação tão estapafúrdia quanto inábil. Sua demissão foi recomendada por ninguém menos que a revista britânica The Economist- leitura de cabeceira de Dilma, publicação que não cansou de publicar artigos favoráveis a seu governo nos últimos anos.

    duzira a previsão de crescimento anual de 2% para 1,5%, Mantega reagiu com brutalidade: “É uma piada”. Agora, uma análise do Itaú, nem de longe a mais pessimista, anuncia 0,9% em 2012.

    Esses índices são preocupantes. Dilma enfrenta dificuldades que seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, não teve de enfrentar: a queda no valor das commodities, o esgotamento do modelo de crescimento à base de consumo e crédito barato, e a incapacidade de incorporar mais força de trabalho a uma economia que funciona virtualmente a pleno emprego. Some-se a isso a dificuldade das autoridades econômicas para enxergar o que acontece no Brasil real. O índice de 0,6% veio após meses de ativismo febril, quando, semanalmente, eram lançados em média dois pacotes de estímulo, segundo o economista Armando Castellar, da Fundação Getulio Vargas.

    Nossa economia não voltará a crescer sem aumentar sua produtividade e seus níveis de investimento – hoje eles estão em torno de 19% do PIB, ante 30% no Peru e 27% no Chile e na Colômbia. Para isso, é preciso acabar com os entraves que emperram qualquer negócio: impostos extorsivos, burocracia infernal, infraestrutura precária e leis trabalhistas e previdenciárias anacrônicas.

    Nesse ponto, Dilma tem uma desvantagem em relação a Lula. Enquanto ele era pragmático para tomar suas decisões econômicas – agradava a pobres e banqueiros -, Dilma tem convicções ideológicas paralisantes. Seu dirigis- mo econômico não favorece o diálogo com os auxiliares nem negociações produtivas com os empresários, que não mostram a indispensável disposição de arrriscar nas atuais condições de temperatura e pressão.

    Da redução da taxa de juros, em agosto de 2011, à desoneração da folha de salários da construção civil, na semana passada, é possível elaborar uma lista de boas intenções do governo. Mas a falta de diálogo impede o resultado esperado. No maior exemplo, o Planalto fracassou num projeto que deveria agradar a 100% dos brasileiros: reduzir a conta de energia elétrica em 20%. A dificuldade de diálogo com os empresários deriva da dificuldade que Dilma tem para entender que apenas se lucrarem as empresas investirão. E, sem empresas lucrando e gerando riqueza, não há como o país crescer mais. Ao mesmo tempo tão simples – e tão difícil…

  17. Patriarca da Paciência said

    “A dificuldade de diálogo com os empresários deriva da dificuldade que Dilma tem para entender que apenas se lucrarem as empresas investirão. E, sem empresas lucrando e gerando riqueza, não há como o país crescer mais. Ao mesmo tempo tão simples – e tão difícil…”

    Muito simples mesmo!

    As telefônicas tem lucrado horrores há décadas… e investimentos? Nada.

    É mesmo muito simples.

    Não fazer nada e deixar que o país volte ao tempo de feudalismo.

    Acontece que a grande maioria do povo brasileiro não quer isso.

    E quando o povo não quer, as coisas não acontecem!

  18. Patriarca da Paciência said

    Ah, e por que as telefônicas não investem?

    Mais do que simples.

    Mandam todo o lucro e mais alguma coisa para a Espanha, que está em situação bem pior que o Brasil.

    Aliás, bem poucos países estão melhor que o Brasil.

  19. Jose Mario HRP said

    Promete muito essa fase final da ação 470.
    Provavelmente o STF vai peitar o Congresso retirando-lhe a prerrogativa de só ele , congresso, retirar dos cargos deputados e senadores como explicita o art. 55 da constituição.
    A certeza da inércia do Congresso, o apoio da mídia burguesa e a “terceiro turnisse” com que agem os derrotados em 2010 dão ao STF a sensação de intocabilidade.
    Triste Brasil! agora sem independencia dos tres poderes!

  20. Pax said

    Mais uma vez gosto do artigo do Kotscho

    O link: http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/12/09/dois-anos-de-governo-dilma-em-seu-labirinto/

    Aqui o trecho que destaco:

    Já que 2013 é um ano sem eleições, a presidente Dilma poderia tomar a iniciativa de promover o debate sobre as tão esperadas reformas política e tributária para desonerar a produção e conter a sangria de recursos públicos que dão origem a tantas crises, criando um clima desfavorável aos investimentos tão necessários ao país.

  21. Pax said

    No post escrevi:

    Basta nos focarmos na atuação de Valdemar da Costa Neto nos portos nacionais para entendermos quanto precisamos mudar.

    Parece que tenho razão. O Valor Econômico hoje publica sobre a questão. Aqui vai:

    Acionistas pedem devassa na Codesp
    Autor(es): Por Fernanda Pires | Para o Valor, de Santos
    Valor Econômico – 10/12/2012

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/12/10/acionistas-pedem-devassa-na-codesp

    Um trecho:

    Apesar de uma tentativa inicial da Secretaria de Portos de esvaziar as indicações políticas das companhias docas, o projeto não vingou totalmente na Codesp. Parte do primeiro escalão da estatal ainda tem padrinhos políticos, como o diretor financeiro Alencar da Costa, indicado do PDT, e o diretor de infraestrutura, Paulino Vicente, do DEM. O superintendente jurídico, Manuel Luís, é da safra do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

    Condenado no mensalão, Costa Neto teve grande ascensão na estatal nos últimos anos. Indicou o ex-presidente da Codesp José Carlos do Mello Rego, pelo antigo PL. Em 2005, Mello Rego e o então presidente do conselho de administração, Danilo Camargo (PT), tentaram aprovar uma negociação da dívida com a Libra que perdoava quase 85% dos débitos da arrendatária, então orçados em R$ 125 milhões. A diretoria executiva da época, loteada entre PT, PTB e PL, rachou e o acordo não saiu. Paulo Vieira era presidente do conselho fiscal na ocasião.

    São só barbaridades apontadas no artigo, do início ao fim. Agora estendam o raciocínio para as outras agências reguladoras e podemos entender porque andamos de lado em muitas questões.

  22. Patriarca da Paciência said

    Depoimento de uma professora de arte e avó, sobre uma criança de seis anos

    (Do programa da TV Escola, “Salto Para o Futuro’, exibido hoje)

    Uma certa professora de arte tinha um neto de seis anos que pregava muito susto em sua família, ou seja, saia de bicicleta a passear pelo trânsito não demonstrando o menor receio de ser atropelado.

    Os pais morriam de medo e sempre repreendiam a criança porém a criança não mudava em nada.

    Um dia os pais saíram e deixaram a avó, professora de arte, cuidando do menino.

    Travaram então o seguinte diálogo:

    – Meu filho, por que você sempre faz isso, pegar a bicicleta e sair por aí sem tomar o menor cuidado? Assim você deixa os seus pais desesperados, porque você pode morrer, sabia?

    – Não vó, eu não vou morrer. Se um carro me atropelar eu simplesmente me levanto e saio andando!

    A avó pensou um pouco e lembrou que o menino sempre via desenhos animados na televisão e que é isso que acontece nos desenhos animados.

    Creio que a historinha reforça bem o vídeo do Bagulhinho.

    O Bagulhinho nada mais é que um adolescente que passou a juventude vendo a imprensa dizer que todos os governantes são ladrões e corruptos. Para o Bagulhinho, roubar é um trabalho como outro qualquer.

  23. Patriarca da Paciência said

    “247 – Se é que haverá uma crise institucional no País a partir de um confronto entre os poderes Judiciário e Legislativo, ela pode ter o primeiro passo nesta segunda-feira 10. Os ministros do Supremo Tribunal Federal devem finalmente dar andamento na discussão sobre a perda de mandatos dos deputados condenados na Ação Penal 470, ato que a Câmara dos Deputados enxerga que é ela que deve decidir. Na última sessão, da quinta-feira 6, o relator do processo e presidente do STF Joaquim Barbosa pediu a cassação de três parlamentares: João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

    Tanto Joaquim Barbosa quanto o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), se baseiam no artigo 55 da Constituição Federal para a interpretação de que são eles os responsáveis por tomarem a decisão final no caso. Maia defende que só o Congresso pode tirar o mandato de um parlamentar e que o STF não tem esse poder, mesmo baseado em sentença criminal. Já para Barbosa, após o Supremo bater o martelo, caberia à Câmara apenas declarar a decisão.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/87508/Choque-de-poderes-confronta-Joaquim-e-Maia.htm

    Meu caro HRP,

    acho que a coisa não está tão tranquila assim para o STF.

    Quase todos os grandes juristas estão ao lado do Congresso.

    Acho que o Bat Barbosão vai começar a baixar a bola um pouco e deixar de ser um poço de arrogância!

  24. Pax said

    Prezados,

    Vou pedir que mantenham cuidado com o tratamento com terceiros. Com certeza não teria condições de pagar um bom advogado para me defender, caso venha a ser necessário.

  25. Jose Mario HRP said

    Patriarca, tendo a concordar contigo, mas sei lá, aquele ambiente do STF parece que tem alguma coisa contaminando a turma, parecem estar com os cérebros lavados.
    Pax, espero não ter agido de forma a prejudicar o espaço.
    Tenho me patrulhado e fujo das furadas!
    Abs a todos.

  26. Michelle 2 said

    Para facilitar o trabalho dos petralhas passo o link do “Jornal Sensacionalista” para que outros vídeos (além do “Bagulhinho”) sejam devidamente analisados e comentados, neste rico espaço de cultura que mistura ficção e realidade:

    http://www.sensacionalista.com.br/

    Sirvam-se à vontade…hehehe

  27. Elias said

    “…Por fim o Congresso, o mais desgastado dos poderes republicanos…” (Pax)

    O que não significa que ele seja o mais corrupto…

    A decadência moral e técnica do Judiciário, p.ex., está na raiz de boa parte da corrupção existente no Legislativo, no Executivo e, por tabela, daquilo que de mais deplorável se critica na imprensa.

    A questão é que é mais fácil — e, sobretudo, menos perigoso — criticar o Legislativo e o Executivo. Isso qualquer um faz…

    Já criticar o Judiciário é perigoso. Os caras não têm mandato, não prestam contas a ninguém e dispõem de todo um sistema de proteção mútua que faz a “máfia de branco” parecer coisa de adolescente.

    As pessoas têm medo de criticar abertamente o Judiciário, como fazem com o Legislativo e o Executivo. E a pior parcela do Judiciário administra muito bem esse medo, como faz a Máfia (não mais a “de branco”, que, por justiça, deve ser grafada em minúscula, mas sua congênere siciliana).

    Desde criança vejo e ouço falar em casos de compra de sentença, manipulações judiciais, etc. O Brasil é famoso em todo o mundo por ser um país em que rico não vai pra cadeia, porque pode comprar a decisão judicial (o próprio fato de se usar a expressão “comprar a decisão judicial” já é um eufemismo meio covarde e meio: só quem pode vender essa decisão é o juiz; logo, quem foi comprado foi o juiz; a decisão veio junto, fez parte do pacote…).

    Adulto, por dever de ofício, vi e sigo vendo boi voar e fazer pirueta no ar insalubre do Judiciário brasileiro: juiz sacando fortunas dos depósitos judiciais e recebendo, como “punição”, uma promoção ao desembargo seguida da gorda aposentadoria paga com dinheiro público; juiz proferindo sentença sobre processo envolvendo grande valor em dinheiro, ANTES do processo ser distribuído; juiz(s) de tribunal superior procrastinando desfecho do processo até o objeto se esgotar (absolvendo o réu sem julgamento); juiz assumindo interinamente uma vara por 24 horas e, nesse período concedendo e fazendo cumprir habeas corpus para o chefe de uma quadrilha de traficantes de droga, cuja prisão custara vários anos de trabalho a equipes especiais da polícia de pelo menos três Estados brasileiros; e assim por diante. Sem fazer nenhuma consulta a arquivos, e me restringindo a apenas 3 ou 4 anos, poderia citar dezenas de exemplos. Se eu for pros arquivos, passo de cem, fácil.

    Agora, faça-se um levantamento pra se saber, em todo o Brasil, quantos juízes foram punidos nos últimos 10 anos… Ou nos últimos 20 anos… Ou nos últimos 30 anos…

    Dos casos que citei, p.ex., rigorosamente ninguém foi punido. A menos que se queira considerar como punição a aposentadoria (depois da promoção ao desembargo…).

    No caso dos saques milionários feitos nos depósitos judiciais, os cofres públicos estão tendo que pagar dobrado. É que os proprietários desses depósitos estão sacando os valores que lhes cabem, encerrados os respectivos processos. Eles não têm culpa desse dinheiro ter sido sacado por uma pessoa desonesta.

    Como fiel depositário, o Judiciário têm que entregar o dinheiro aos seus legítimos proprietários, acrescidos de juros e correção monetária da CP.

    E de onde o Judiciário tira dinheiro pra fazer isso? Fácil… Do mesmo lugar que ele tira dinheiro pra pagar a confortável aposentadoria de alguns de seus membros, cuja impunidade ele serenamente garante.

    Nós pagamos.

    Assim como nós pagamos salário de juiz americano, pra ter produção de juiz haitiano.

    Para um brasileiro comum, simples mortal, é difícil até ter onde ler sobre isso… Só sabe pelas frestas…

    A “grande” imprensa silencia… Em troca, dificilmente um órgão da “grande” imprensa perde alguma demanda na Justiça, que, em troca…

    No Brasil, os três poderes estão corrompidos. O Judiciário é o pior deles, porque nele a impunidade é maior.

    P.S.: Para quem quiser saber de detalhes sobre os casos escabrosos que citei aqui, recomendo uma olhada no site “Jornal Pessoal”, do Lúcio Flávio Pinto.

  28. Pax said

    Boa, Elias,

    Este ponto que colocas não é abordado devidamente no post. Somente porque não tenho informações mais precisas e não acompanho esta pauta maldita dos nossos problemas com o judiciário.

    Mas é bem lembrado, sim. Este blog deveria achar boa fonte para esta questão importantíssima sobre os problemas de corrupção do Brasil.

  29. Patriarca da Paciência said

    http://www.sensacionalista.com.br/2012/12/07/joaquim-barbosa-vai-virar-brinquedo-do-mc-lanche-feliz/

  30. Chesterton said

    Para o Bagulhinho, roubar é um trabalho como outro qualquer.

    chest- sua burrice é comovente.

  31. Chesterton said

    Aparentemente ainda há juizes em Buenos Aires…

    http://oglobo.globo.com/tecnologia/governo-kirchner-recusa-magistrados-no-processo-do-grupo-clarin-contra-lei-de-meios-6937208

  32. Chesterton said

    SEGUNDA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2012

    Quadrilha de Rose foi responsável por fogo amigo que quase destruiu o consultor Palocci em 2011
    Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Leia também o site Fique Alerta – http://www.fiquealerta.net
    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    Exclusivo – O consultor Antônio Palocci Filho foi uma das principais vítimas de um jogo de intrigas armado pela poderosa “doutora” Rosemary Nóvoa de Noronha, em maio de 2011. Por ter contrariado interesses da quadrilha que queria hegemonia no negócio de concessão de aeroportos – operada por Rose e Paulo Vieira -, Palocci acabou detonado da Casa Civil da Presidenta Dilma Rousseff, graças ao vazamento de denúncias sobre o patrimônio por ele obtido em consultorias dadas após deixar o Ministério da Fazenda na gestão Lula.

    Foi o fogo nada amigo da turma de Rose quem quase desgraçou Palocci. Foi ela quem teria liderado o vazamento da informação de que Palocci multiplicou o patrimônio pessoal em 20 vezes, com sua empresa Projeto Consultoria, Planejamento e Eventos Ltda arrecadando R$ 7,4 milhões, desde 2006. Palocci contrariou interesses de Paulo Vieira, Rose e, por extensão, do “melhor amigo íntimo” dela, Luiz Inácio Lula da Silva. A queda de Palocci também serviu para tentar imobilizar Dilma – que nunca engoliu Rose – uma nomeação imposta por Lula para a chefia do gabinete presidencial em São Paulo.

  33. Pax said

    De duas uma, ou este tal de Serrão mereceria um Pulitzer ou um processo forte.

    Por enquanto confio na fonte tanto quanto no Wimar Cascata, conhecido de muitos anos que tem o apelido que tem por motivos óbvios.

  34. Edu said

    Pax,

    Eu gostei desse trecho aqui dessa do Kotscho que vc mandou:

    “Dona de ampla maioria tanto na Câmara como no Senado, teoricamente com o apoio da quase totalidade dos 30 partidos nacionais, com a exceção de dois ou três, mesmo assim Dilma não consegue impor a sua marca porque precisa contemplar os interesses difusos do balaio de gatos que forma sua base de sustentação parlamentar.”

    A Dilma-mão-pesada, a gerenta, é reativa e fraca. Daqueles gerentes que sentam lá no trono e só fazem alguma coisa quando a água bate na bunda. Passou dois anos fazendo o que mesmo? E agora sai feito uma besta desgovernada tentando fazer alguma coisa. E, claro, como é característica de um gerente fraco: fazendo as coisas na pressa, sem planejamento, sem conseguir se coordenar politicamente, mesmo contando com apoio de quase todos os partidos.

    Felizmente, para a Dilma, a imprensa teve que ocupar seu espaço com o mensalão e a CPI do cachoeira.

  35. Edu said

    Pessoal,

    O Patriarca vai gostar dessal:

    Continuando com o processo de Kirchnerização do Brasil:
    -http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21094

    Como diria o outro: ah se essa moda pega.

  36. Elias said

    Também podemos tirar nossos cavalinhos da chuva, quanto às reformas política, tributária, etc.

    Pra isso, Dilma já perdeu o trem, e há muito tempo…

    Um negócio assim só sai se colocado em pauta no primeiro ano de mandato. No terceiro não dá de jeito nenhum…

    Ano que vem, no plano político, Dilma deverá fazer o tricô pra 2014.

    Mesmo com essa oposição lambe-lambe, ninguém tem fôlego pra segurar uma barra assim junto com reforma tributária ou política, que todos dizem querer, mas cada micro-grupo tem uma opinião diferente a respeito: tem até doido achando que a reforma tributária deve reduzir a carga tributária (esse pirado tem mais chance de receber de presente uma viagem ao Polo Norte, com direito a um pernoite na cabana de Papai Noel e um passeio de trenó puxado pelo próprio Rudolf cantando uma canção natalina…).

    Se a Dilma realmente estiver pensando em fazer alguma reforma estrutural (coisa que hoje duvido), ela provavelmente está pautando essa assombração pra 2015… O que dependerá, obviamente de sua reeleição.

    Ela vai penar um bocado nos próximos 2 anos. Vai comer o pão que o diabo amassou com os pés… Não é fácil governar com uma perspectiva “social”, quando os elementos dominantes na sociedade são ferozmente conservadores. Dizem acreditar que a miséria é produto do “darwinismo social”, e que, sendo assim, deve-se deixar como está pra ver como é que fica.

    No fim do século IXX, essa gente considerava que a liberdade de empreender incluía a liberdade de explorar o trabalho escravo. Descontente com a abolição da escravatura, esse pessoal se aliou aos republicanos, tornando-se oposição à monarquia. Acontece que, por causa disso, os republicanos se tornaram impopulares. Foram perdendo voto, perdendo voto… Em 1889 foram reduzidos a 2 deputados no parlamento…

    Aí, o que fizeram? Deram um Golpe de Estado e proclamaram a República na marra.

    Em 1945, na eleição para a Câmara Federal, o PSD teve 52,8%; a UDN 29,0%; o PTB 7,7% (nesse ponto, o PTB, mais à esquerda, era uma simples força auxiliar do conservador e hegemônico PSD).

    Em 1950, o PSD havia caído pra 37,0%; a UDN caíra pra 24,4% e o PTB subira pra 16,8%.

    Em 1962, o PSD despencou ainda mais pra 30,3% dos votos; a UDN pra 23,4% e o PTB subiu ainda mais pra 29,8% (agora o PTB, mais a esquerda, havia deixado a UDN pra trás e já estava disputando a hegemonia da aliança de centro-esquerda com o PSD).

    Qual era a tendência? E aí, o que aconteceu?

    Essa turminha tende a desistir de disputar o poder nos marcos da democracia, até porque ela não leva jeito nesse jogo. Perde todas.

    Aconteceu antes e está acontecendo agora. Certa de que não tem chance na disputa eleitoral, a canalha vai fazer o possível pra demonstrar que o país está se tornando “ingovernável”, e que “é necessário romper com a legalidade pra restabelecer a moralidade” (o julgamento do mensalão vale como um ensaio).

    Na América Latina, essa escrita e tão antiga quanto a posição de fazer cocô…

    Neste momento, o Brasil está cevando o bode que periga espestar a sala de visitas do país, no futuro próximo.

    O pior de tudo é que o PT, com seus ladrões, se esforça em dar o máximo de colaboração à canalha, como o PTB fez no passado…

    Não há choque ideológico. Não há disputas de propostas. Não há confronto de concepções e rumos. Não há choque de idéias.

    Há, apenas, uma disputa pelo poder, travestida de um cínico apelo à moralidade. Um apelo que, de tão cínico, nem faz concessão à hipocrisia: ouve-se no Brasil discursos “em defesa da moralidade”, proferidos por Mário Couto — um bicheiro!!! — na tribuna do Senado (que, por causa disso, acaba parecendo mais inútil e dispensável do que por si já é…).

    Um bicheiro pregando a moralidade é tão coerente e respeitável quanto uma prostituta se proclamnando virgem…

    É a mesma velha história: o confronto é inevitável. Pode, apenas, ser adiado. E, quem adia o confronto quando pode vencê-lo, faz isso em benefício de seus inimigos…

    ==========
    P.S.: As taxas sobre a evolução eleitoral dos partidos políticos de 1945 a 1962 podem ser encontradas em “Estado e Partidos Políticos no Brasil — 1930 a 1964”, de Maria do Carmo Campello de Souza, 1983, página 144. As taxas referentes aos republicanos, ao fim da monarquia brasileira, podem ser encontradas num porrilhão de fontes, inclusive na Wikipedia.

  37. Edu said

    A Dilma que se cuide… do jeito que anda o PT, é perigoso ela não receber apoio interno para disputar 2014.

  38. Chesterton said

    Dilma vai acabar no PDT…

  39. Chesterton said

    Elias, um estado-de-bem-estar-social tem uma duração de 70 anos antes de quebrar irremediavelmente, e geralmente tem apoio popular até cair de maduro. \As ideias liberais não são nunca populares entre o o povaréu deseducado. Qual a solução então a seu ver? (é séria a pergunta, sem pegadinha).

  40. Pax said

    Caro Chesterton,

    Começo questionando esta tua afirmação:

    Elias, um estado-de-bem-estar-social tem uma duração de 70 anos antes de quebrar irremediavelmente

    De onde você tirou essa verdade, premissa?

  41. Michelle 2 said

    1.“O socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros”
    Margareth Tatcher

    Os ingleses conhecem o socialismo.hehehe

  42. Elias said

    Chesterton,

    Também respondendo a sério:

    Acho pura imbecilidade casar fichas em tal ou qual ortodoxia (tipo “liberalismo”, “marxismo” & outros ismos que tem por aí…).

    Minha militância social-democrata tem como ponto de partida, exatamente, a rejeição a ortodoxias. Acho que a saída está no meio-termo. Na combinação da iniciativa privada com a ação estatal (hoje, até os liberais “modernos” ou “neoliberais” tendem a esse entendimento, embora numa intensidade vários graus abaixo do social-democrata mais moderado do mundo — isto significando que mesmo os liberais de hoje podem ser resgatados para a racionalidade…).

    Defendo com unhas e dentes a iniciativa e a propriedade privadas, mas não como vacas sagradas do sistema; como se fossem detentoras de uma finalidade em si mesmas. Empresa e propriedade privadas devem existir em função de sua utilidade social.

    A meu ver, postos numa balança em lados opostos, o lado da utilidade social pesará sempre mais que o da empresa e da propriedade privadas. Mas também entendo que essa uma oposição dispensável. A experiência histórica do ser humano mostra que é perfeitamente possível combinar empresa e propriedade privadas com prosperidade crescente e miséria decrescente. Por diferentes caminhos, vários países estão chegando ou já chegaram a esse ponto.

    O centro da questão é a sociedade. Estado e empresa são criaturas do ser humano. Algo que o ser humano criou pra fazer funcionar melhor a associação dele com outros seres humanos. A meu pensar, a sociedade está acima do Estado e da empresa. Estado e empresa existem para a sociedade, não o inverso.

    Também acho que não há um caminho único para isso. São várias as alternativas, com muitas variáveis interferindo na escolha de cada povo (geopolítica, história, cultura, etc.).

    Acontece que, no Brasil, há uma direita absolutamente irracional. Absolutamente destituída da mais leve sobra de sensibilidade social. Uma direita que fica apavorada e nem consegue dormir direito, só de imaginar a possibilidade da patuléia ter acesso aos supermercados, a uma casa própria, a uma motocicleta 125cc, a um televisor LCD.

    Qualquer mínima posibilidade de ascensão social dos ferrados é vista, pelo conservador brasileiro, como uma ameaça.

    Burrice dele. Não é. Quanto maior a quantidade de pessoas na classe média, maior o mercado consumidor. Maior a demanda por produtos. Maiores as possibilidades de lucro pra quem produz e pra quem intermedia a relação produtor/consumidor.

    Só que o conservador brasileiro se compraz na diferença social. Ele se aferra ao tal “darwinismo” de botequim, pra se sentir mais capaz (mesmo que sua condição social tenha uma herança com base). Quando ele tem muito, ele se sente bem tendo muito, onde tantos têm tão pouco ou nada têm.

    Esse tipo de mentalidade tende a ser autodestrutiva. O problema é que, ao mesmo tempo em que se autodestroem, essas pústulas destroem os outros também.

    Daí porque necessitam ser contidas.

    Vivo numa cidade que já foi a terceira mais rica e a mais bem urbanizada do País. Era a “Paris n´América”. Tinha iluminação elétrica pública, trem urbano de superficie e rede de esgoto sanitário, quando a capital do país — na época, o RJ — nem sonhava com isso. Companhias de ópera européias vinham a Manaus e Belém e, daqui, retornavam à Europa, sem tomar conhecimento do RJ ou SP. Isso nos primeiros anos do Século XX.

    Acontece que a mesma elite política e econômica que construiu essa realidade cenográfica, contratava empregadas domésticas francesas, prostitutas alemãs, polonesas e austríacas, mandava lavar suas roupas na Europa, onde, aliás, alguns de seus filhos estudavam, e onde também compravam a água que bebiam em suas casas, aliás palacetes de tabique e mármore italiano, decorados com imagens tão presunçosas quanto imbecis, de deuses gregos, fadas e faunos saltitando alegremente em plena floresta amazônica.

    Essa elite instalou alguma universidade na Amazônia? Nem pensar! O “povo” não precisava chegar à educação superior. O “povo” tinha que aprender “artes & ofícios”, para bem servir aos seus patrões. Com educação superior bastariam uns poucos filhos da elite, e, pra formar essa elite da elite, a Europa estava bem ali, ao alcance do bolso… Pra quê universidades na Amazônia? A Amazônia já produz o que se quer dela, sem a necessidade de doutores. Basta estender a mão tirar dela o que se quer…

    E, depois, o Estado tinha que ser mínimo… Nada de exagerar nesse negócio de escolas públicas, universidades, hospitais, etc.

    O resultado foi uma queda brutal, com o colapso da economia borracheira. E, depois da queda, o coice bem aplicado pelo varguismo, e, mais adiante, pelo regime militar (que, no NE/NO, atendia pelos mesmos nomes que bem serviram ao varguismo, inclusive ao Estado Novo: Juarez Távora, etc, etc, etc).

    Junto com a queda e o coice, o crescimento feito rabo de cavalo: quanto maior, mais perto do chão.

    Hoje, Belém consegue ser a 10ª cidade do mundo em violência (ela divide com Maceió — 3ª colocada — a desonra de estar entre as 2 cidades brasileiras ranquadas nos 10 primeiros lugares de violência urbana). Belém é isso, mas não é só isso. É muito mais que isso. É, também, lixo nas ruas; esgotos sem tratamento despejados nos cursos dágua, que, rapidamente, se transformam em valas negras; mendicância; crianças vivendo nas ruas; bairros inteiros tomados por gangues de delinquentes e miséria pra qualquer lado que se olhe. Uma espécie de Nova Deli, sem o lado rico de Nova Déli.

    E aquela elite — pelo menos a maior parte dela — acabou se ferrando. Tiroteou a própria cabeça, espalhando m… no chão.

    Liberalismo tupinambá?

    Não, obrigado. Já sei mais do que gostaria saber, no que isso vai dar…

  43. Pax said

    Interessante resposta do caro Elias ao caro Chesterton,

    Mas ainda insisto na minha pergunta: de onde o Chesterton tira a premissa que todo estado-de-bem-estar-social é fadado a quebrar irremediavelmente em 70 anos?

    Para uma afirmação desta natureza é necessário estabelecer uma tese econômica concreta, uma numerologia enorme. E não uma opinião qualquer.

  44. Michelle 2 said

    José Genoino terá nova crise de choro: STF vai cassar (cassou) mandatos de parlamentares mensaleiros.
    De quebra botou o Marco Maia no devido lugar.

    A petralhada do blog vai chorar junto.
    Pax já comprou lenços?

  45. Chesterton said

    Setenta anos, 3 gerações, é o tempo que leva uma familia sem -cabeça para ficar pobre. Pai rico, filho nobre e neto pobre já diz o ditado. Uma sociedade que fica rica com liberdade econômica e capitalismo se torna nobre (passa a distribuir dinheiro para os não produtivos que são os nobres- recebem sem ter trabalhado para tanto) e na próxima geração descobre que as reservas acumuladas acabaram e se tornam pobres, isto é, sem poupança. A próxima geração, já esperta, se recusa a sustentar a teceira geração que sustentou os nobres porque ainda está fresquinho o resultado do golpe, um sistema de pirâmides considerado crime se praticado por um indivíduo. Não, não fui eu que inventei esse numero, 70, ele já existe em discussões acadêmicas na lingua inglesa.

  46. Chesterton said

    Interessante e reveladora a resposta de Elias, contraditória e reveladora. Substiuta a palavra empresa por individuo:
    -Empresa e propriedade privadas devem existir em função de sua utilidade social.
    -O individuo deve existir em função de sua utilidade social.

    isso é puro coletivismo. Não é possível defender a empresa privada com unhas e dentes num sistema coletivista, ou é uma coisa ou outra.
    A empresa privada de verdade, para existir, tem que ter um fim só: lucro dentro da lei. Um país que cobra 30% de impostos sobre o lucro da empresa (logo é sócio em 30%) e ainda quer que a empresa atenda seus interesses (utilidade social) nunca vai ser capitalista. A empresa nesse sistema nunca vai ser livre (free enterprise) e por isso o país não vai crescer. Isso é nacional-socialismo.

    A experiência de Belem do Pará deixou marcas profundas e ressentimento no Elias, o que parcialmente é responsavel pela visão distorcida que tem da realidade. A primeira pergunta que faço é a seguinte: a tal elite belenense(?) era capitalista? A elite saiu perdendo tanto quanto a cidade e seu povo com a queda do ciclo da borracha?

    A borracha era explorada de modo extrativista e os capitalistas eram os consumidores da borracha, não os fornecedores. O que faltou aos brasileiros foi justamente a visão empresarial para superar a perda do monopólio para empresas capitalistas europeias que se instalaram no sudeste asiático, muito mais eficientes. Visão EMPRESARIAL! CAPITALISMO! O Brasil saído do império até hoje não sabe ser capitalista, os governos da esquerda como PSDB e PT (e os militares estatizantes) têm os mesmo ranços dos tempos do Império Brasileiro.

    “Quanto maior a quantidade de pessoas na classe média, maior o mercado consumidor. Maior a demanda por produtos. Maiores as possibilidades de lucro pra quem produz e pra quem intermedia a relação produtor/consumidor.”

    chest- essa é a lógica capitalista. Não é o capitalista que luta contra a ascensão dos pobres, seus potenciais clientes, mas os patrimonialistas, que sugam o erário sem perdão. Aqui Elias me surpreende misturando sarneys com capitalistas. Desde quando um Sarney é capitalista? Sarney é o príncipe do povo, aquele que protege o povo dos capitalistas malvados (e dê-lhe voto). O capitalismo é a verdadeira revolução, a liberdade econômica (contra a burocracia, impostos impeditivos, regulações, sindicatos) é a redenção.

    O indivíduo é um fim em si mesmo. essa é a antítese do coletivismo, que prescrevia que ” o individuo existe para fins sociais”. Como dizia a filha do dono da casa do vinho: NO, NO, NO…….

  47. Chesterton said

    Pois é… A revista britânica The Economist escreveu um texto com algumas críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, demonstrando que certas intervenções que ela vem fazendo na economia são contraproducentes. Destaca o baixo crescimento do PIB brasileiro, o menor dos Brics, e o esgotamento do modelo ancorado no crédito e no consumo. Informa ainda que as medidas implementadas por Guido Mantega não têm dado resultado. E faz uma indagação retórica, num abordagem de pura ironia à inglesa: se Dilma é mesmo tão pragmática, por que não demite Mantega? Não chegava a ser uma sugestão.

    Dilma, como se sabe, ficou furiosa. Reagiu como se a revista estivesse, sei lá, indo além dos limites aceitáveis, o que é uma tolice. Abaixo, segue texto publicado na VEJA.com. A Dilma que não aceita crítica de um veículo jornalístico, ficamos sabendo, está empenhada em mudar a política econômica da Zona do Euro e decidiu fazer carga contra as decisões da primeira-ministra alemã, Angela Merkel…

    Então fica combinado: quando uma revista estrangeira critica a política econômica do Brasil, trata-se de um atentado à nossa soberania. Quando Dilma decide contestar a política econômica alemã, estamos diante da manifestação da Razão Pura. O que Dilma quer ensinar a Merkel? Como não crescer, torrar uma fábula de dinheiro público, derrubar o valor em Bolsa de algumas empresas e ainda influenciar pessoas? Tendo a achar que isso vai contra tanto o idealismo como o racionalismo alemães…
    reinaldão

    chest- eu não sei o que é mais engraçado….aliás, não sei se é engraçado ou triste…peraí, eu sou brasileiro…minha presidente não é a Merkel…..vou sair para chorar. Buááááááá´!!!!!!

  48. Chesterton said

    Ah, achei que o MST finalmente tivesse promovido uma ação verdadeiramente virtuosa, talvez uma das poucas realmente justas de sua história. Li na Folha o seguinte título: “Grupo ligado ao MST tenta invadir escritório da Presidência em SP”. Pensei cá comigo: “Vejam os sem-terra invadindo uma área realmente improdutiva”. (RA)

    chest- ?

  49. Patriarca da Paciência said

    “Elias, um estado-de-bem-estar-social tem uma duração de 70 anos antes de quebrar irremediavelmente, e geralmente tem apoio popular até cair de maduro”

    Isto é coisa de cabalista, numerólogo ou de cartomante?

    Acho que deve ser a “ciência Chesterton”.

    Tua “inteligência” é comovente!

  50. Chesterton said

    “(…) living as I do amongst so many lazy people, that the diligent man becomes necessary, that they cannot do anything without him”.

    “(…) vivendo como eu vivo entre tantos vagabundos, um homem diligente se faz necessário, pois essa ralé não consegue fazer nada sem ele”.

    Samuel Pepys, Diary, 1/11/1665

  51. Michelle 2 said

    Lula não sabia? Só idiota acredita que não.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1199349-valerio-diz-que-pagou-despesas-pessoais-de-lula-segundo-jornal.shtml

    Valerio chantageando lula e ameaçando botar a boca no trombone.
    Vai morrer? Se depender de alguns petistas..vai.

  52. Michelle 2 said

    Reinaldo Azevedo

    10/12/2012
    às 23:07
    Que pitoresco! Quantas divisões militares tem Marco Maia para fechar o Supremo?

    Que pitoresco! O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), está pensando – tá, pessoal? – se vai ou não cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal. Ahhh… E se ele decidir não cumprir, acontece o quê? Deixem-me ver se entendi. O petista José Dirceu é condenado, por oito votos a dois, por corrupção ativa e formação de quadrilha e dá início a uma campanha de satanização do tribunal. Os ministros, por maioria, decidem que cabe ao Supremo dar a palavra sobre a cassação dos mandatos, e Maia, igualmente petista, sabem como é…, está pensando se cumpre ou não…

    Os petistas perderam a noção da lei.
    Os petistas perderam a noção do decoro.
    Os petistas, por último, estão perdendo a noção do ridículo.

    Terei de lembrar a pergunta que Stálin (que os petistas conhecem bem) teria feito a um interlocutor quando lhe disseram que o papa não havia gostado de uma decisão sua: “Quantas divisões [militares] tem o papa? É isto: quantas divisões têm a Câmara para ocupar o Supremo e dar um golpe, extinguindo o Poder Judiciário?

    Há coisas que a gente sente vergonha de ler, embora eles não tenham vergonha de falar (*).

    leia inteiro:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/que-pitoresco-quantas-divisoes-militares-tem-marco-maia-para-fechar-o-supremo/
    ___

    Na minha opinião já perderam a noção do ridículo faz tempo!

    (*) O Pax não deve ler as mentiras do RA…Eu não recomendo.
    hehehe

  53. Michelle 2 said

    Lula corrupto?
    Agora a noticia completa e o comentário do Noblat:
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/12/11/mensalao-pagou-despesa-pessoal-de-lula-diz-valerio-478470.asp

    * Valério contou que depositou quase R$ 100 mil de uma vez na conta da empresa de Freud Godoy pouco tempo depois de Lula ter tomado posse como presidente da República pela primeira vez. O dinheiro era para pagar despesas de Lula, segundo Valério. A CPI dos Correios, ao quebrar o sigilo fiscal de uma das empresas de Valério, descobriu o depósito feito na conta de Freud – R$ 98.500,00 em 21 de março de 2003.

    (Comentário meu: Caso se prove que Valério disse a verdade no seu recente depoimento à Procuradoria Geral da República, o chefe do esquema do mensalão não foi José Dirceu, mas Lula. Porque Lula sabia o que se passava e autorizara. Mais: chegou a se reunir com alto executivo da Portugal Telecom interessado em arranjar dinheiro para o PT.)

  54. Jose Mario HRP said

    Valério contou que pagou pelos presentes de Natal para os netos de Lula!
    E esteve com papai noel para isso!
    E junto com a Xuxa jantou com os duendes!
    KKK…..
    Fala sério!

  55. Patriarca da Paciência said

    “(…) vivendo como eu vivo entre tantos vagabundos, um homem diligente se faz necessário, pois essa ralé não consegue fazer nada sem ele”.

    Samuel Pepys, Diary, 1/11/1665

    1665?

    Acho que você está bem mais atrás! Afinal você achou o máximo quando o “olavaço” escreveu que a intenção de Newton, ao descobrir a Lei da Gravidade era, no fundo, destruir o “Cristianismo Trinitário”, seja lá o que signifique isso!

    Uma ciência dessa é ainda pré-alquimista, lá pelos anos 700, talvez!

  56. Patriarca da Paciência said

    O pensador rola-bosta, 100% idiota, precisa ter os seus seguidores!

    É justo, muito justo, justísssimo!

    Tudo tem a sua utilidade, principalmente para estabelecer comparações.

  57. Patriarca da Paciência said

    “Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.

    A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.”

    (Leonardo Boff)

  58. Patriarca da Paciência said

    Esta merece reprise!

    Um exemplo acabado da ciência dos napoleões de hospício!

    “esse é o Olavão

    Newton não concebeu sua teoria gravitacional só para explicar determinados fatos da natureza, mas como parte de um projeto abrangente de destruir o cristianismo trinitário e substituí-lo por uma religião da “unidade absoluta” de inspiração esotérica. É preciso ser muito sonso para não notar aí o alcance da ambição totalitária subjacente.”

  59. Pax said

    A notícia, no original (a Folha diz que o Estadão diz) está aqui:

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,lula-deu-ok-a-emprestimos-do-mensalao-e-recebeu-de-esquema-diz-valerio-,971944,0.htm

    É grave. Chegaram quase no destino. Se fosse num trem deveria ter a chamada do condutor: “Penúltima parada”. O destino final é Dilma em 2014.

    E aí cabe a pergunta: neste caso, a imprensa está errada ou certa?

    Minha resposta: certa. Absolutamente certa.

  60. Patriarca da Paciência said

    Pois olha, Pax,

    eu acho que realmente o Lula deve ser processado.

    Deve ser processado e contar tudo, tudo mesmo que sabe.

    Aí sim, teríamos alguma verdade!

  61. Chesterton said

    Paulo Okamotto: ‘Ou você se comporta ou você morre’

    Por Flávio Morgenstern

    Marcos Valério é, de longe, a pessoa que o PT mais odeia em todo o Sistema Solar. Muito mais do que Serra ou FHC – Maluf, Collor e Sarney, então, nem se fala. Valério é o operador financeiro e elo de pagamento do maior esquema de corrupção e atentado à democracia e á separação dos poderes no Brasil desde o golpe militar de 64.

    Valério já ameaçou contar algumas coisas que sabe sobre Lula durante o julgamento do mensalão. Na ocasião, blefou: seu truque era tentar escapar da condenação e evitar voltar para a cadeia, onde teria sofrido “experiências traumáticas”, que alguns presos conhecem bem. Ele já afirmou, á boca pequena, que prefere morrer a ser preso novamente.

    Dessa vez, Marcos Valério ligou para Rodrigo Gurgel, Procurador Geral da República, para contar parte do que sabe sobre Lula. Não há mais razão para blefe: as penas já foram dadas e computadas. Valério, hoje, só tem uma razão dupla para falar não para o MPF, mas para o próprio Procurador Geral. Vendo que não foi protegido pelo partido que ajudou a não apenas colocar no poder, mas concentrar o poder no Executivo central, poderia vingar-se e, desesperadamente, conseguir proteção. Tornando a história pública, como qualquer ameaçado sabe, manterá sua vida em maior segurança..

    Fato é que ninguém desconhece que Valério sabe de algo sobre Lula, e a bem da verdade também conhecemos o que sabe: Mas, claro, é preciso ter provas (a lei é mais lenta do que a Justiça sempiterna). Dessa feita, Valério não ameaçou, e nem sinalizou que poderia ter informações: elas foram declaradas. E há razão para pedir proteção.

    A primeira parte do que Valério revelou atinge diretamente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Em reportagem com título absolutamente eufemismático (um verdadeiro zênite na História dos Eufemismos), o Estadão revela: Mensalão pagou despesa pessoal de Lula, diz Valério.

    Para o primeiro ataque direto ao presidente de um figuração que há anos (e várias eleições) segura as informações que tem contra o Homem do Carisma™, que garante a continuidade do petismo, é mesmo um título bem levinho. O que segue na reportagem só não arrepia a alma pois, afinal, quem conhece o PT não esperaria coisa muito diferente. Segue o clipping:

    Empresário relatou em depoimento à Procuradoria ter feito dois depósitos, em 2003, para a empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Ele afirma ainda que Lula deu “ok” a empréstimos do PT

    Mensalão/Exclusivo

    O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse, em depoimento de 3h30 e 13 páginas, prestado em 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República, que o esquema do mensalão ajudou a bancar despesas pessoais de Lula em 2003, quando já ocupava a Presidência. O Estado teve acesso à íntegra do depoimento, dado após o empresário ter sido condenado pelo STF. Segundo ele, os recursos foram depositados na conta da empresa do ex-assessor da Presidência Freud Godoy. Valério afirma ainda que o ex-presidente deu “ok”, em reunião no Planalto com a presença do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para os empréstimos que serviriam de pagamentos a deputados da base aliada. Dirceu teria dito que Delúbio, quando negociava, falava em seu nome e no de Lula. O advogado de Dirceu repudiou a acusação. Em viagem a Paris, Lula não falou. (Págs. 1 e Nacional A4 a A6)

    Marcos Valério
    Operador do mensalão
    Dirceu o teria autorizado a pegar R$ 22 milhões para pagar

    PT teria pago R$ 4 mi a defesa de empresário

    No mesmo depoimento, Marcos Valério afirma que os R$ 4 milhões pedidos por seus advogados para defendê-lo no processo foram pagos pelo PT. Segundo ele, essa foi a única “contrapartida” por sua participação no mensalão. O julgamento do caso mostra, porém, que o esquema lhe garantiu lucro milionário. (Págs. 1 e A5)

    Fiel escudeiro: O ‘faz-tudo’ de Lula

    Assessor da Presidência no 1º mandato de Lula, Freud Godoy era identificado por petistas como o “faz-tudo” do ex-presidente e fiel escudeiro desde os anos 1980. Frequentava o gabinete presidencial e foi coordenador de segurança nas campanhas. (Págs. 1 e A4)

    ‘Ou você se comporta ou você morre’

    Diretor do Instituto Lula e amigo do ex- presidente, Paulo Okamotto teria ameaçado Marcos Valério de morte, caso ele “contasse o que sabia”, afirmou o empresário. Segundo Valério, Okamotto o teria procurado por ordem de Lula. “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você”, teria dito Okamotto. A assessoria do diretor informou que ele responderá às acusações “quando souber o teor do documento”. (Págs. 1 e A6)

    Repasse para campanha

    Valério afirma que repassou R$ 512.337 do esquema para financiar a campanha de Humberto Costa (PT) ao governo de PE, em 2002. O senador nega. (Págs. 1 e A6)

    – – – – –

    * Valério contou que depositou quase R$ 100 mil de uma vez na conta da empresa de Freud Godoy pouco tempo depois de Lula ter tomado posse como presidente da República pela primeira vez. O dinheiro era para pagar despesas de Lula, segundo Valério. A CPI dos Correios, ao quebrar o sigilo fiscal de uma das empresas de Valério, descobriu o depósito feito na conta de Freud – R$ 98.500,00 em 21 de março de 2003.

    (grifos nossos)

    Ainda falta explicar, talvez até mesmo aos jornalistas, o que foi o mensalão. A corrupção e o roubo de dinheiro dos trabalhadores foram a parte do esquema que poderia ser julgada no Tribunal de Pequenas Causas, mesmo com o inédito montante surrupiado (e ainda querem comparar com a corrupção da oposição…).

    A idéia, devidamente levada a cabo, foi, sim, acumular o poder nas mãos do Executivo central. Uma oclocracia em que tudo gira ao redor da quantidade de carisma eleitoral de Um Homem.

    Aquele que tentou impedir a privatização da Ultrafértil, hoje avaliada pela Vale em R$ 5 bilhões, garantindo comida mais barata para todo um país continental, mas que sonha com um “Nobel da Paz” por sua “luta contra a fome” no mundo com um fracassado Fome Zero (aquele dos tributos em gorjetas em restaurantes).

    Aquele que empresta seu carisma para seus cupinchas, que simplesmente “negam” até o que a PF, o MPF ou uma CPI já tenha investigado, e sua “negação” se torna notícia – não pela mentira, mas por amabilidade jornalística em apresentar “o outro lado” depois de uma gravação probatória.

    Aquele que fala pelos cotovelos sobre qualquer tema, mas até o momento não proferiu um monossílabo sobre o Rosegate ou o destino dos mensaleiros além do recauchutado “fui traído”.

    Aquele cujo braço direito recebe dinheiro do povo para pagar suas contas, e cujo companheiro de sindicância aparentemente pode ameaçar de morte um ex-aliado “traidor”, e, com essa bomba em mãos, seu “instituto” (igualmente alimentado de dinheiro público) ainda precisa conhecer o “teor” do argumento para comentar.

    Possivelmente, o Instituto precisará averiguar se Valério usou a ordem correta das palavras que ouvira antes que o Instituto responda a uma imputação de ameaça de morte a mando de Lula vinda de seu diretor.

    Estranho que, com tal magnitude dos fatos, ainda estejam mesmo preocupados com as despesas pessoais de Lula na primeira manchete da primeira página do jornal tido como “conservador”. Uma ameaça de morte em uma conversa que pode ter sido arquitetada por Lula é coisa que não causaria impeachment em um Nixon, um Bush, um Reagan ou mesmo um Clinton: causaria uma guerra civil. É coisa que precisa ser investigada como a mais urgente do país.

    Antes que Valério pegue a mesma gripe do Celso Daniel, resta saber se a Justiça do país tomará uma coragem ineditíssima: quebrar o sigilo telefônico do Lula pode, Arnaldo?

  62. Pax said

    Pelo que consta nas investigações da PF na Operação Porto Seguro, se colocarem um camburão na saída do camarote do Grupo Libra no carnaval carioca, a lotação vai completa e pode faltar transporte suficiente:

    http://blogs.estadao.com.br/julia-duailibi/o-carnaval-de-rosemary/

    Mas, claro, nada que um perdão de R$ 120 milhões de dívida com o governo não sustente facilmente.

    Quantas escolas poderiam ser construídas com este rico dinheirinho que Valdemar ajudou a sonegar/perdoar?

  63. Jose Mario HRP said

    O problema é o Valério não tem provas para certificar suas basófias.
    Caso existissem certamente apareceriam nas investigações do 470.
    É só usar um pouco de lógica.
    Mas…….até lá, a constatação de que tudo é mentira iremos ver esaa sacanagem via PIG, dia e noite, até enjoar!

  64. Chesterton said

    Lula se configura como chefe do mensalão, maior esquema de roubo de erário público até hoje realizado no mundo inteiro. O PT, origem de todo mal, se provou uma organização dedicada ao crime. Sua cúpula está metida até o pescoço. E aquele silêncio se faz…….cadê todo mundo? Cadê os revoltados de plantão?

  65. Chesterton said

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2012/12/reportagem-bomba-marcos-valerio-envolve.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

  66. Chesterton said

    Exclusivo – O Ministério Público Federal vai cobrar do governo por que motivo José Dirceu de Oliveira e Silva se aproveita de benesses oficiais, mesmo não sendo servidor público. Uma das cinco divisões dentro da Polícia Federal flagrou Dirceu sendo transportado, constantemente, em um luxuoso Chevrolet Ômega blindado, com placa não oficial, cedido à Presidência da República em regime de comodato pela General Motors.

    Tão grave quanto a mordomia ao ilustre condenado no Mensalão é o fato de ele se comportar, em orgãos públicos, como se ainda fosse membro do governo. O MPF já tem detalhes de um episódio abafado, ocorrido uns sete meses atrás, no setor reservado ao embarque de autoridades do Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos. Dirceu cometeu o equívoco de tentar viajar levando, sem declarar oficialmente, 35 mil Euros. Acabou barrado por um servidor da Receita Federal – que apreendeu o dinheiro. Como Dirceu ainda tem poder, o funcionário que o prejudicou foi “promovido” com a transferência de Cumbica para o Aeroporto dos Guararapes, em Recife.

    O cerco a Dirceu só não está pior que os ataques fatais a Luiz Inácio Lula da Silva. Agora o Procurador-Geral da República tem todos os motivos do mundo para convocar o ex-Presidente para um amplo depoimento sobre vários assuntos relacionados aos crimes de corrupção, formação de quadrilha e tráfico de influência nos escândalos do Mensalão e no Rosegate. Vazou para o Estadão o bombástico depoimento de 3h 30min, com cabalísticas 13 páginas, dado por Marcos Valério Fernandes de Souza ao Ministério Público Federal, em 24 de setembro.

    Valério confirmou que Lula era mesmo o chefe do Mensalão. Revelou que Lula deu o ok pessoal para os empréstimos que o PT pegou nos bancos BMG e Rural, com a finalidade de repassar grana aos corruptos da base aliada. Valério garantiu que o encontro com Lula aconteceu no Palácio do Planalto, na presença de José Dirceu e do tesoureiro Delúbio Soares. Valério também colocou o então ministro da Fazenda no meio, confidenciando que Lula e Antonio Palocci negociaram com a Portugal Telecom (por ironia, tem a sigla PT) o repasse de recursos para o PT (Partido dos Trabalhadores).

    Para piorar – se é que dá -, Valério garantiu que o esquema do Mensalão pagou despesas pessoais de Lula, em 2003, quando o mito já era Presidente. Valério relatou que a grana era depositada na conta da empresa de um “laranja” da maior confiança de Lula: Freud Godoy. Conhecido como o “faz-tudo de Lula”, Godoy foi assessor presidencial e sempre cuidou da coordenação da segurança das campanhas de Lula. Valério relatou pelo menos dois depósitos em favor de Lula, via Godoy.

    Tão ou mais grave que a revelação de que Lula não só comandava o Mensalão, como também se beneficiava da grana que rolava no esquema de corrupção, foi a séria denúncia contra um dos maiores amigos e principais homens de confiança de Lula. Valério contou ao MPF que sofreu uma ameaça de morte feita por Paulo Okamotto, hoje diretor do Instututo Lula e ex-presidente nacional do Sebrae. Valério relatou que Okamotto o procurou por ordem de Lula, fazendo a grave advertência, caso o publicitário contasse o que sabia: “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você”. Só faltou Valério completar a frase: a exemplo do que aconteceu com Celso Daniel e outros menos votados…

    Hoje Lula e a Presidenta Dilma Rousseff terão uma reunião de extrema tensão em Paris, na França. Lula já sabe que, no retorno ao Brasil, pode ter surpresas desagradáveis. Roberto Gurgel, cuja compleição física lembra o Jô Soares e o Papai Noel, tem tudo para dar o presente mais amargo que Lula nunca antes recebeu em toda a história deste País de Tolos e Corruptos. Gurgel vai botar Lula para falar sobre o Mensalão e sobre o batom na cueca do Rosegate. Provavelmente, por causa do depoimento de Marcos Valério e das safadezas reveladas sobre a atuação de Rosemary Nóvoa Noronha na chefia do gabinete presidencial paralelo de São Paulo, Lula, familiares e amigos mais próximos podem ter seus sigilos bancário, telefônico e fiscal quebrados. Já detonado no Mensalão, Dirceu também deve entrar no mesmo rolo.

    Se Gurgel agir como tem o dever de fazê-lo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fica em plenas condições de fazer andar o Processo Investigatório 2.474 que expõe as relações de negócios entre o PT, o Banco BMG, e o mito Lula. Diante de tantos fatos novos e graves, Barbosa tem mais que nunca a obrigação de tirar do segredo tal processo, com 77 volumes, que hoje é a maior preocupação de Lula. O caso dormita desde 2007 no Supremo. A decisão de Barbosa deve ficar para o ano que vem.

    O mito Lula vive seu momento mais infernal. Até hoje nunca foi seriamente investigado por nada e, milagrosamente e por conveniências político, econômicas e conjunturais, foi poupado de envolvimento no Mensalão. agora, como Lula nada mais é que um ex-Presidente, sem foro privilegiado ou imunidade parlamentar, terá de se acertar com a Justiça – aquela que, infelizmente, tarda e falha no Brasil. Pelo menos para Lula e a cúpula do PT, parece que a famosa Profecia Maia sobre o “fim do mundo” já é uma realidade mais que concreta.

    serrão

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