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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Justiça: o sobe e desce de sua credibilidade

Posted by Pax em 04/03/2013

O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, arrumou briga séria com seus pares.

Afirmou numa entrevista concedida a correspondentes estrangeiros e divulgada pelo próprio Supremo Tribunal Federal:

Jornalista – Mas quais as reformas que precisam ser feitas?

Barbosa – Olha, são algumas muito simples. Fazer um sistema de Justiça penal mais consequente. Acabar com essas regras de, por exemplo, essas regras de prescrição absurdas. Eu conheço vários países em que só há uma forma de prescrição. E ela é contada não no curso do processo, mas antes. Ou seja: se o Estado não tiver condições de apresentar uma ação penal contra alguém que é acusado até, digamos, cinco anos, aí o Estado não tem mais direito. Eu acho perfeito esse tipo de prescrição. Mas não, aqui no Brasil foram inventando mecanismos ao longo dos anos. O próprio Judiciário! Foi se criando mecanismos para, no meio do processo, ocorrer a prescrição. Então basta que um juiz engavete um processo contra uma determinada pessoa durante cinco, seis anos… Esqueça daquele processo e quando ele se lembrar já estará prescrito.

Jornalista – Por outro lado não se pode fazer com que a Justiça seja mais célere, com que esses juízes não possam engavetar, por exemplo?

Barbosa – Foi o que eu disse. O Conselho Nacional de Justiça é o órgão que estabelece metas de cumprimento… Eu lembro que há dois ou três anos foram estabelecidas várias metas e boa parte dos tribunais cumpriram as metas. Antes não existia nada disso. E, por outro lado, ele tem o poder de punir. De investigar e punir práticas incorretas no meio do Judiciário.

Jornalista – Além dos casos das prescrições, teria alguma outra causa sistêmica?

Barbosa – Tem sim.

Jornalista – Quais são os pontos principais que precisavam reformar?

Barbosa – Uma reforma de mentalidades também eu acho que seria muito boa. Uma reforma de mentalidades da parte dos juristas.

Jornalista – Mas isso não vai obrigar os juízes a cumprir prazos e essas coisas…

Barbosa – Veja bem, vocês que já moram aqui no Brasil há algum tempo, vocês podem perceber: as carreiras jurídicas são muito parecidas. Por exemplo, as carreiras de um juiz ou de um procurador ou promotor de Justiça, são muito próximas. Os concursos são os mesmos, a remuneração é a mesma, o pessoal quase todo sai das mesmas escolas. Uma vez que se ingresse em uma dessas carreiras, as mentalidades são absolutamente díspares. Uma é mais conservadora, pró status quo, pró impunidade. E a outra rebelde, contra status quo, com pouquíssimas exceções. Então, há um problema, não apenas sistêmico, mas orgânico dentro da própria instituição judiciária. Nesse plano de mentalidades, eu estou dizendo.(Continua, veja a entrevista completa aqui, neste link do CONJUR: Barbosa diz que juízes têm mentalidade pró impunidade)

As associações dos magistrados reagiram imediatamente (A íntegra da notícia em O Globo de hoje aqui neste link: Associações de juízes criticam Barbosa)

“a Ajufe, a AMB e a Anamatra esperam do ministro Barbosa comportamento compatível com o alto cargo que ocupa, bem como tratamento respeitoso aos magistrados brasileiros, qualquer que seja o grau de jurisdição”.

O ministro Joaquim Barbosa, neste momento presidente do STF, vive entre dois mundos políticos. O mundo da situação, principalmente dos condenados do mensalão do PT e militância, o critica de todos os lados. O mundo da oposição chega ao cúmulo de indicá-lo a condidato à presidência do Brasil.

Recentemente, no Festival de Música de Trancoso, reduto de ricos e famosos, ao anunciarem a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, houve um princípio de vaias. Quando anunciaram a presença do ministro Joaquim Barbosa houve vários minutos de aplausos calorosos.

Resta saber o que a sociedade em geral acha. A mídia, atual oposição brasileira, a mesma que já elegeu um presidente que acabou deposto, fez o seu papel de criar um novo ídolo.

Melhor, neste caso, não haver ídolos nem crápulas. Melhor é que a Justiça funcione corretamente.

De um lado Joaquim Barbosa parece ter razão. Prisão no Brasil é para pobres. Quem tem dinheiro suficiente consegue protelar seus julgamentos com recusos e mais recursos através de advogados caríssimos, via de regra acabam encontrando brechas que os livram de seus crimes por prescrições absurdas.

De outro lado as Associações de Magistrados reclamam que o ministro tenha comportamento compatível e os trate com respeito.

Neste imbroglio parece que os dois lados têm suas razões e seus débitos. No julgamento da Ação Penal 470 observou-se, em vários momentos, que Joaquim Barbosa tem tendência ao destempero. Basta contrariá-lo. De outro lado as associações dos juízes se mostram corporativistas. Hoje mesmo há notícia que Simão Jatene, governador tucano do Pará, contratou uma lista de parentes de desembargadores do estado. E acontece não só no Pará, mas em todo território brasileiro. Corrupção e mordomia fazem parte da vida de muitos juízes e desembargadores, infelizmente. (coleção do blog sobre o assunto)

Nossa Justiça não distoa dos outros poderes. Também tem seu lado corrompido, que não é pequeno. Precisa ser reformada para acertar este rumo ruim.

Atualização: Notícia pescada neste momento no twitter do Ministério Público Federal

MP Federal ‏@MPF_PGR
Juízes federais teriam desviado mais de R$ 20 milhões em esquema que usava o nome de 157 magistrados. Entenda o caso: http://bit.ly/VuPoJr

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253 Respostas to “Justiça: o sobe e desce de sua credibilidade”

  1. Elias said

    Então Sua Excelência acha necessária uma “reforma de mentalidade”…

    Espantoso!

    E como é que se “reforma” um mentalidade?

    Seria por meio de uma cirurgia? Uma lobotomia?

    Poucas vezes alguém com tantas e tamanha responsabilidade no país deu uma entevista dizendo tanta asneira…

    Além do mais — claro! — os juízes do STF topam fazer reforma nas falhas alheias. Agora, tenta reformar as falhas deles, pra ver o que te acontece…

    Que tal a gente começar a coisa discutindo a estrutura do Judiciário brasileiro?

    Cadê as instâncias recursais para as Cortes Superiores, p.ex.?

    Ou vamos atribuir aos Tribunais Superiores a mesma “infalibilidade” que os católicos atribuem aos Papas? Isso é democrático?

    Um servidor público admitido por meio de concurso tem direito a um cargo vitalicio, certo? Depois de efetivado no cargo, ele só sai: (a) se quiser; (b) se morrer; (c) caso se torne física ou mentalmente incapacitado; (d) se cometer uma falta grave, apurada em processo administrativo disciplinar, no qual lhe é assegurado o amplo direito de defesa. É isso, certo?

    E é assim com o juiz? É!

    Mas… É justo que o servidor público concursado exerça um PODER da República em caráter vitalício? Claro que não! O cara não pode ser juiz pelo resto da vida. Daí pro “direito dinástico” é só um passo, que o Brasil já deu há muito tempo. É só dar uma olhada no quadro do Judiciário… Filhos, sobrinhos, netos, irmãos, irmãs…

    A vitaliciedade cria uma casta. A casta se protege a si mesma (um juiz que comete um ato ilícito, em princípio, conta com a condescendência de seus pares). A proteção dá a certeza da impunidade, que é o maior estímulo que a delinquência pode ter…

    Que o concursado tenha direito a estabilidadee como servidor público eu posso até concordar (meio a contragosto…). Mas não na condição de exercente de um Poder da República! Pra isso tem que ter limite de tempo. Esgotado esse período, o cara tem que sair. Ele pode até continuar como servidor público até completar o tempo de aposentadoria, por idade ou tempo de serviço… Mas não como juiz…

    E a remuneração do Judiciário brasileiro? Nos EUA um juiz ganha menos do que no Brasil…

    Etc, etc, etc, etc, etc…

    E o Ministério Público? Vai bem, obrigado. Tem crescido como uma metástese… Nos últimos 10 anos, o MP deve ter, no mínimo, triplicado de tamanho. Custa um dinheirão.

    Alguém já parou ora pensar o que os MPs têm dado em troca? Tirando a demagogia, tirando aquelas encenações, nas quais a TV sempre está presente (mesmo que seja de madrugada… deve ser advinhação…), e que, na maiorias das vezes, não dão em nada… Tirando tudo isso, o que sobra? Alguém já parou pra pensar?

    Falando em Ministério Público… Alguém já parou pra disciplinar claramente — e botar isso num papel — se a autonomia do MP deve ser técnica, finalística ou ambas?

    E, se o MP não tem autonomia finalística, a quem cabe definir a tal finalística?

    Porque, do jeito que a coisa está, simplesmente não dá, né?

    A estrutura do Judiciário brasileiro é uma coisa absolutamente monstruosa… E é algo sério demais, pra ser deixado nas mãos dos juízes e dos procuradores.

    É como pretender que os senadores brasileiros reconheçam que o Senado Federal é supérfluo, e acabem com ele, como se acabou, há décadas, com os senados estaduais… (se bem que esses foi por ato de força, né?).

    Ou como pretender que os deputados brasileiros reconheçam que tem deputados demais, e decidam reduzir o tamanho da representação popular…

    Vai acontecer? Claro que não!

    Agora mesmo, há no país uma discussão sobre o pagamento do 14º e do 15º “salário” aos deputados… (Sei como isso vai terminar: eles vão somar o 14º com o 15º, dividir por 12 e incorporar nos proventos mensais… Assim, mesmo: dividindo por 12 e multiplicando por 13, já que o 13º “salário” não será extinto… E, depois, apresentarão tudo à distinta platéia (patuléia, como diz o Gaspari), como se fosse uma medida “moralizadora”).

    Do mesmo modo, se vocês quiserem discutir seriamente uma reforma do Judiciário brasileiro… Esqueçam os juízes!

  2. Elias said

    E nem quero entrar nas miudezas do Judiciário, tipo férias de 2 meses pra cada 10 meses supostamnente trabalhados, os recessos (tem o “recesso de Natal e Ano Novo”, após o que vem o “recesso de Carnaval”, que é seguido do “recesso da Semana Santa”… E assim por diante.

    Depois de tanto recesso, só resta a Suas Excelências tirar 2 meses de férias para cada 10 meses trabalhados (São 12 meses só no primeiro ano de trabalho. A partir daí passa a ser 10 meses de “trabalho”, já que os 12 meses de contagem de do período aquisitivo incluem os 2 meses de férias, não trabalhados, portanto…).

  3. Zbigniew said

    Elias,

    há juízes sérios no Judiciário. Entretanto o “espírito de corpo” impede uma atuação que o oxigene o poder. Se assim não for o cara fica exilado lá no final da lista, só chegando na capital depois de um longo e tenebroso inverno. Daí o jogo de trocas entre desembargadores e juízes, incluindo políticos com boa ascendência entre os magistrados e as Cortes, sejam elas estaduais, sejam federais.

    Tem também os escritórios de advocacia. Sabe para onde muitos dos desembargadores aposentados vão após a carreira pública? Para os escritórios dos filhos, irmãos, mulheres, etc., etc.; filhos, irmãos, mulheres, estes que também faziam parte do staff dos cargos em comissão dos diversos tribunais pelo país a fora. Verdade que com o CNJ e o fim do nepotismo isso mudou um bocado, mas ainda tem muita situação neste sentido, só que maquiada por interesses que se revelam nas moedas de troca entre gabinetes do legislativo e judiciário, principalmente.

    E os assessores que fazem mercado de sentenças nas barbas dos magistrados, com sua conivência ou participação? E o desvio de verbas para festas de despedidas ou de boas-vindas, rituais cheios de “confetes e serpentinas”, onde se tecem loas à carreira do indivíduo e que deveriam ser restritos aos gabinetes presidenciais apenas para a assinatura do termo de posse, o que estaria de bom tamanho para um cargo que sequer tem a representatividade do voto popular.

    Lembro-me de uma caso contado por um professor de um cidadão que ao ser aprovado para o cargo de juiz, passou a usar uma capa preta na cidade em que foi exercer sua jurisdição. A mentalidade é a de uma intocabilidade e superioridade impressionantes! E olhe que eles são, em última análise, servidores públicos, diferenciados por estarem investidos de jurisdição decorrente da Constituição, ou seja, do próprio povo.

    Por fim vou repetir o link que deixei no comentário do post anterior sobre os ministros Fux e Alberto Direito que retratam bem a mentalidade que ainda permeia o nosso Judiciário:

    http://www.istoe.com.br/reportagens/12841_O+ESQUEMA+VIP+NO+JUDICIARIO

  4. Elias said

    Zbigniew,
    Há juízes sérios, assim como há comerciantes sérios, há professores sérios, há engenheiros sérios, etc, etc. E há juízes, comerciantes, professores, engenheiros, jogadores de futebol, garis, médicos, etc, que não são sérios.

    E daí?

    O problema não é esse.

    O Joaquim Barbosa, Ministro do STF, diz que, no judiciário brasileiro há uma “cultura da impunidade”. Ele diz que o próprio Judiciário criou mecanismo que possibilitam a prescrição já com o processo em trâmite. Ele chega ao extremo de dizer que é necessário uma “reforma da mentalidade”.

    São palavras dele, não minhas…

    Quando a coisa chega a esse ponto, meu caro, o problema não é com as pessoas. É com o sistema.

    O próprio Joaquim Barbosa, Ministro do STF, reconhece que o problema é sistêmico e que o Judiciário brasileiro necessita de uma reforma (embora ele seja extremamente econômico quando se refere às mazelas da própria Corte da qual ele faz parte…).

    Não tenho, porque não vejo, razões pra discordar dele (embora minha idéia de reforma do Judiciário, provavelmente, é bem diferente da dele).

    Aliás, repito: a meu pensar, a reforma do Judiciário brasileiro deve ser estruturada SEM a participação de juízes e de procuradores.

    Até porque boa parte dessa reforma deve tratar, exatamente, da extinção de privilégios indevidos de que hoje desfrutam juízes e procuradores…

  5. Elias said

    E Zbigniew,

    Não embarca nessa história de “mentalidade”.

    Isso é papo furado…

    Essa “mentalidade” existe há milênios, em qualquer parte do planeta. E ela, por si só, não causa problemas, onde não há um ambiente propício à sua manifestação.

    O Judiciário brasileiro na prática se auto-administra. Seus poderes vão infinitamente além da simples administração da Justiça. Daí à exorbitância é só um pequeno passo.

    Pega esse exemplo que tu linkaste. É uma coisinha mesquinha, mas… Serve como exemplo.

    Por que se concede ao Judiciário o poder de conceder “tratamentos especiais” em aeroportos? O que isso tem a ver com a administração da Justiça?

    Acontece que essa faculdade, que nada tem a ver com o poder judicante, foi concedida ao Judiciário.

    Isso, por si só, já é uma distorção. O mau uso dessa faculdade abastardada é só um agravante. Se o juiz não tivesse poder pra fazer isso — um poder que ele não tem por que ter, já que nada tem a ver com a administração da Justiça — ele não faria isso. Nem pra filha do juiz, nem pra ninguém…

    Foi exatamente a esse assunto que me referi — só que num contexto de muito maior gravidade — quando falei sobre “autonomia técnica” e “autonomia finalística” do Ministério Público.

    Naquele momento, estava me referindo à limitação do poder.

    É impossível “reformar a mentalidade” das pessoas. Mas é perfeitamente possível estabelecer mecanismos administrativos, penais, etc., inibidores de atos socialmente nocivos que uma mentalidade socialmente nociva eventualmente esteja disposta a praticar…

    Tenta, por exemplo, jogar lixo na rua em Singapura…

  6. Patriarca da Paciência said

    “Ou vamos atribuir aos Tribunais Superiores a mesma “infalibilidade” que os católicos atribuem aos Papas? Isso é democrático?”

    Meu caro Elias, muito bem observado.

    Parece que foi esse “personagem” que sua Excelência, ministro Barbosa parece ter incorporado.

    Lembra quando da polêmica com o Marco Maia e sua Excelência, ministro Barbosa apareceu na televisão, apontando o dedo para cima e afirmando que “não há nada acima do STF?”

    Pois é.

    Mas quem conhece um pouco do Judiciário sabe que a maioria dos juízes não pensa assim e é por isso que não aprova os rompantes do ministro.

    Vamos esperar para ver o que sua Excelência tem a dizer.

    Se ele continua achando que é “dono da verdade” e “infalível”.

  7. Elias said

    Patriarca,
    É uma pena que o brasileiro não esteja empenhado na realização das reformas institucionais de que o Brasil tanto necessita.

    É lamentável, porque delas poderia surgir um país muito melhor.

    Mais lamentável, ainda, porque, sem elas, alguns problemas tendem a se agravar, e, se a coisa degenerar para uma crise institucional, esta poderá parir um país muito pior…

    Tem um pessoal aí achando que “quanto pior, melhor”…

    Quando a gente olha as coisas mais de perto, o espanto com essa atitude é ainda maior… Porque, em muitas hipóteses, esse “melhor” não necessariamente será melhor pra quem torce pelo pior…

  8. Chesterton said

    O PT quer controle da imprensa e dos juizes…mas será que não tem um mania original?

  9. Chesterton said

    Tem um pessoal aí achando que “quanto pior, melhor”…

    chest- esta sempre foi a mentalidade dos revolucionarios de esquerda, e do PT, antes de eleger Mulla presidente..

  10. Jose Mario HRP said

    Os dois meses de férias a que tanto se referem é mais uma lenda.
    Já a responsabilidade para reformar ou retirar defeitos do judiciário não pode ser de JB ou do STF, e sim de nossos representantes legais que se reunem no Congresso Nacional.
    E para que se mantenha a independencia dos tres poderes é necessario que seja mostrado ao STF que suas frequentes intromissões em assuntos de competencia dos outros dois poderes não serão mais aturadas.
    Quanto ao discurso de JB ele é correto, mas tudo na boca dele JB tem viés autoritário.
    Faz pose para a história e esquece seus defeitos.
    Quanto a se moralizar nossa sociedade esse esforço ainda que elogiavel não pode se comprometer com o falso moralismo de ocasião e de conveniencia que assisto frequentemente nas hostes dos “indignados”.

  11. Pax said

    Tendo a concordar com o Elias, em #7.

    Só que fico remoendo uma dúvida enorme: quem deveria estimular esta pauta na sociedade?

    a) Esperar que a sociedade em si estabeleça a pauta das reformas (política, tributária e fiscal, educacional, judiciária etc) é real?

    b) Ou deveríamos esperar isto dos nossos representantes, o Congresso?

    c) Ou, ainda, poderíamos supor que o Executivo lançasse e estimulasse o assunto de forma clara para a sociedade e escutar o retorno, o eco dessas mensagens?

    d) soma de todas as forças acima?

    Confesso que não sei. Só sei que, concordando com o Elias, esta crise institucional detona uma série de conquistas.

    Hoje podemos achar o copo meio cheio ou meio vazio.

    Olhando o copo meio vazio podemos imaginar que já existe uma crise estabelecida. A sociedade confia pouquíssimo no Congresso, onde tem, pela lógica, sua voz.

    Este país que vivemos não está tão bom assim, ao menos para mim. O Executivo está recheado de gente que não me representa (basta ver os ministérios entregue para gangues). O Legislativo abriga uma coleção de canalhas muito maior que o que gostaríamos. E o Judiciário está, também, cheio de buracos por onde acontecem barbaridades.

    Melhoramos um bocado por um lado. Mas falta um outro bocado a fazer. Na situação que chegamos podemos muito bem progredir como regredir.

    (minha resposta acima: opção (d). Não vejo o Executivo, Legislativo e Judiciário fazendo sua parte. Vejo um ou outro movimento da sociedade que é logo politizado de forma ruim e desmobilizado na sequência)

  12. Chesterton said

    As mudanças necessárias devem atingir:

    1. burocracia (diminuir o poder do funcionario publico, diminuir o governo)

    2. tributos (diminuir os impostos, diminuir o governo)

    3. custo Brasil (direitos adquiridos, sindicatos, encargos)

    Alguem crê que um partido de esquerda vai fazer isto?

  13. Chesterton said

    ..o Egito parece estar a ponto de alugar as pirâmides….

  14. Chesterton said

    PT continua cruzada contra a Imprensa.
    O PT não quer que “meia dúzia” de famílias dominem a mídia. Quer que “meia dúzia” de mensaleiros tome o seu lugar. Eles querem fazer a “própria mídia”, como disse Lula. Assim como Fidel Castro, em Cuba, onde só existem dois jornais. Um que deixa a bunda vermelha. O outro que deixa a bunda azul. Os dois dominados pelo Partido Comunista, na ilha que não tem papel higiênico. A nota abaixo é da Folha de São Paulo.

    O presidente do PT, Rui Falcão, defendeu ontem a “democratização dos meios de comunicação” na abertura do congresso da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura): “Não podemos aceitar que apenas meia dúzia de famílias poderosas definam o que nosso povo pode ler, ouvir e assistir”. As críticas de Falcão aumentaram nas últimas semanas e culminaram com a divulgação de uma resolução aprovada na última sexta-feira pelo Diretório Nacional do PT. Nela a sigla conclama o governo Dilma a rever a decisão de postergar o envio ao Congresso de projeto que cria o marco regulatório da mídia. O PT vai apoiar uma campanha nacional para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular sobre o tema. (Folha de São Paulo)

    Leiam o que ocorreu com Merval Pereira (colunista de O Globo) e sua esposa, após o lançamento do livro “Mensalão”:
    Meu momento Yoani

    Na sexta-feira à noite, na inauguração do novo museu MAR na Praça Mauá, passei por rápidos instantes a mesma situação que enfrentou a blogueira Yoani Sanchez quando esteve no país recentemente. Havia diversas manifestações nos arredores do museu, onde participavam da inauguração a presidente Dilma Roussef, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. O barulho era insuportável dentro do museu, que, com seu lindo teto ondulado, criou um inesperado efeito acústico dentro do prédio.

    Uma era contra o fechamento dos teatros do Rio depois da tragédia de Santa Maria. Muitos teatros, que funcionavam sem as medidas de segurança necessárias, continuam fechados e os artistas estavam ali protestando. Mas protestavam contra o quê? Deveriam mesmo protestar contra o fato de terem passado todo esse tempo trabalhando e recebendo pessoas em lugares sem condições de segurança adequada. Deveriam protestar contra a Prefeitura, mas pelo que ela não fez, e não pelo que está fazendo, embora tardiamente.

    Havia um pequeno grupo reclamando casas prometidas e não entregues. E havia um terceiro grupo, mais barulhento e agressivo, que protestava contra a revitalização da zona portuária do Rio e também contra a Medida Provisória dos Portos, que em boa hora a presidente Dilma enviou ao Congresso. Aparentemente não havia no grupo nenhum estivador ou operário, eram todos jovens estudantes com máscaras e cartazes que alertavam: “Gestão mata” e “Choque mata” em referência ao Choque de Ordem da Prefeitura.

    O que esses jovens do PT, do PCdoB, da Juventude Socialista, do PDT, sei lá de onde, queriam dizer é que a revitalização do centro do Rio é uma modernidade que rejeitam. E o que dizer da nova legislação sobre os portos do país? O que está por trás dos protestos, no entanto, é uma nada estranhável, embora exótica, aliança entre órgãos sindicais e empresários que operam os portos sem competição, beneficiando-se de uma reserva de mercado tão ultrapassada quanto prejudicial à economia brasileira.

    Os jovens radicais estavam ali protestando contra a modernização da cidade e a possibilidade de os novos administradores de portos disputarem cargas com os terminais já existentes e contratarem mão de obra pelo regime da CLT, à qual estão subordinados todos os trabalhadores brasileiros. Sindicatos liderados pelo Paulinho da Força Sindical, deputado federal pelo PDT, querem impedir a modernização dos portos, obrigando os novos terminais a contratarem os estivadores pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). E têm o apoio de concessionários dos portos, que querem tudo menos competição para melhorar a produtividade.

    No entanto, dar competitividade ao setor portuário é fundamental para a retomada do crescimento, reduzindo o chamado custo Brasil. E lá estavam os jovens esquerdistas não apenas protestando, como seria normal em uma democracia, mas agredindo verbal e quase fisicamente as pessoas que passavam por uma espécie de corredor polonês que a polícia deixou que fizessem.

    As pessoas que saiam da festa de inauguração forçosamente tinham que passar pelos manifestantes para pegar seus carros, e houve momentos em que as agressões verbais chegaram às raias da agressão física. Uma senhora que ia à nossa frente foi chamada de “fascista” por um manifestante, que gritou tão perto do seu rosto que quase houve contato físico.

    Passei pelo grupo com minha mulher sob os gritos dos manifestantes, e um deles me reconheceu. Gritou alto: “Aí Merval fdp”. Foi o que bastou para que outros cercassem o carro em que estávamos, impedindo que saísse. Chutaram-no, socaram os vidros, puseram-se na frente com faixas e cartazes impedindo a visão do motorista. Só desistiram da agressão quando um grupo de PMs chegou para abrir caminho e permitir que o carro andasse.

    Foram instantes de tensão que permitiram sentir a violência que está no ar nesses dias em que, como previu o Ministro Gilberto Carvalho, “o bicho vai pegar”. É claro que o que aconteceu com a blogueira cubana Yoani Sanchez nem se compara, mas o ocorrido na noite de sexta-feira mostra bem o clima belicoso que os manifestantes extremistas estão impondo a seus atos supostamente de protesto.

    E é impressionante que jovens ditos revolucionários se empenhem em defender um sistema arcaico que só interessa às corporações sindicais que já estão instaladas nos portos e a empresários que se beneficiam de privilégios que emperram a economia brasileira. A presidente Dilma está certa ao não aceitar as pressões políticas para mudar a medida provisória dos portos, essencial para a revitalização da economia.

    blog do coronel

  15. Chesterton said

    Também isso tem história. Também isso obedece a uma gradação. Ao discursar para uma multidão no dia 10 de fevereiro de 1933, 11 dias depois de Hitler ter se tornado chanceler da Alemanha, Goebbels anunciou uma guerra contra a imprensa dos “judeus insolentes”. Em sua fala, fica evidente que a máquina difamatória contra os inimigos era apenas a primeira etapa do processo. E ele anunciava ali: “Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!” Quando “a paciência” dos nazistas acabou, a gente sabe bem o que fizeram.

    Então é isto:
    – a paciência de Gilberto Carvalho conosco acabou;
    – a paciência de Rui Falcão conosco acabou;
    – paciência da subimprensa a soldo conosco acabou.

    Agora é chegada a hora de calar, na porrada, a boca dos “judeus insolentes”, que somos nós.

    R Azevedo

  16. Jose Mario HRP said

    Blog do coronel não dá!
    KKK…
    Mas lendo o último comentário do Pax percebo que todos acabam entendendo a coisa de forma muito parecida.
    Sociedade é quem deve fazer as mudanças, e se o seu local de discutir mudanças pode ser as ruas, também o é no Congresso.
    Se tem defeitos que sejam corrigidos via voto e cobrança, como também com vigilância.
    E não via a pena dos juizes.

  17. Elias said

    “b) Ou deveríamos esperar isto dos nossos representantes, o Congresso?” (Pax)

    Pode ser, Pax… Pode ser…

    Que tal a gente esperar que “nossos representantes, o Congresso”, também estabeleçam um debate sobre a necessidade ou não de um Congresso bicameral?

    Quem sabe, talvez “nossos representantes, o Congresso”, acabem concluindo, também, que tem “representantes” demais no país, e reduzam a quantidade de vereadores, deputados estaduais e deputados federais…?

    Acho mesmo que “nossos representantes, o Congresso”, vão ser mais modestos, e equiparar seus proventos com os proventos dos parlamentares suecos… Mais: eles vão acabar de vez com o 14º e o 15º salário, em vez de criar o 16º e o 17º (aliás, por quê, mesmo, acabar com o 14º e o 15º salário dos deputados? Nada mais justo que eles recebam 15 meses de salário… Afinal, eles trabalham quase 9 meses por ano! Quem trabalha quase 9 meses por ano, tem todo o direiro de ganhar 15 meses de salários, notadamente se isso é pago com dinheiro público…).

    Indo por aí, que tal a gente entregar a reforma do Judiciário ao… Judiciário!?

    Afinal, é lá que estão os juízes, os desembargadores, os ministros de Tribunais Superiores… Quem, melhor do que eles, pra entender como funciona o Judiciário e do quê o Judiciário precisa, pra funcionar melhor?

    Sei que é lá no Judiciário que estão os juízes, desembargadores, ministros, etc., que, como o próprio ministro do STF reconhece, praticam uma “cultura da impunidade”…

    Mas… Sabecumé…? Na hora da reforma do Judiciário, a pomba do Divino Espírito Santo vai encher todos eles do gozo santificado da ética, da moral e dos bons costumes…

    Num passe de mágica, todos se tornarão honestos e trabalhadores… E, enfim, teremos um Judiciário de 1º Mundo (pelo preço de apenas dois… Ou de somente três… Ou — quem sabe? — não mais do que pelo preço de quatro…).

    Ora, Pax…

  18. Elias said

    “Quando “a paciência” dos nazistas acabou, a gente sabe bem o que fizeram.”

    Esse cara tinha que ser professor de história…

  19. Jose Mario HRP said

    Até quando nosso Congresso vai permitir que presidentes do STF avancem sobre os outros Poderes sem uma reação?

    Todos se lembram do vexatório episódio do grampo sem áudio que envolveu o àquela época presidente do STF Gilmar Mendes e o santinho do pau oco finalmente desmascarado Demóstenes Torres, quando Mendes se achou no direito de chamar o presidente Lula às falas.

    Agora, o novo presidente do STF atacou simplesmente a Constituição brasileira de que ele deveria ser o supremo defensor.

    Na entrevista, concedida a correspondentes da mídia internacional, o magistrado do STF criticou o sistema penal brasileiro. Para Barbosa, ele é “frouxo”, “garantista” e “totalmente pró-réu, pró-criminalidade”.
    Por suas opiniões, Barbosa foi duramente criticado:
    “O Judiciário é o sistema de defesa dos direitos fundamentais. Seu papel e o do Supremo Tribunal Federal é o de guarda da Constituição, e não o de transformar o Supremo em acusador geral da República. Isso está acontecendo claramente.” A opinião é de Luiz Moreira, jurista, doutor em Direito e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público. [Fonte: http://t.co/guAwaBvUZY%5D

    Se o ministro-presidente Joaquim Barbosa discorda da lei, ele só tem um caminho: renunciar ao cargo no STF e candidatar-se ao Congresso para modificá-la na Casa feita para isso.

    Usar o Supremo para fazer demagogia é o fim da picada

    Do Blog do Mello.

  20. Elias said

    “Tem um pessoal aí achando que ´quanto pior, melhor´… (Elias)

    “esta sempre foi a mentalidade dos revolucionarios de esquerda, e do PT, antes de eleger Mulla presidente..” (Chester)

    O chester tinha que estar dando consultoria política do PSDB…

  21. Pax said

    Parece que o titio do Chesterton não tem mais argumentos.

    Lei de Godwin

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    A Lei de Godwin conhecida também como A Regra das analogias Nazistas de Godwin (ou ainda em inglês Godwin’s law ou Godwin’s Rule of Nazi analogies, como é mais conhecida no meio virtual), tem por base uma afirmação feita em 1990 por Mike Godwin,[1] um advogado americano conhecido por formular essa “lei”,[2] que diz:

    “ À medida que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de um (100%). ”
    [3]

    Há uma tradição em listas de discussões e fóruns que, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou Hitler ou os nazis ficou sem argumentos.

    Tais comparações costumam aparecer em discussões políticas e religiosas.

    O tal titio se sente no direito de chamar todo mundo de canalha, petralha, ignorante, corrupto e daí pra frente. Ok, direito dele. Direito de todos, afinal. Dentro da lei. Injúria, calúnia e difamação já é outro capítulo. Mas acho que ele tem o direito de falar o que bem entender. Mais que isso, acho que se formos honestos e democratas, devemos estimular opiniões contrárias. Para mim é um princípio. É uma regra pétrea. Aqui no blog tento desesperadamente seguir este conceito.

    Ele, que fala tanto de relativismo moral, parece que quer esse direito só pros seus. Em seu próprio espaço/blog democracia, liberdade de opinião e expressao, são “relativos”.

    E o nosso infalível Chesterton, tem, sim, direito de idolatrá-lo.

    Ontem li que desafiaram o Merval a levar o carro dele que teria sido chutado no tal evento numa perícia. Segundo este dito parece houve um certo exagero do jornalista. Acho que foi no blog do Diário do Centro do Mundo, nem lembro mais.

    Não estou dizendo que concordo com essa turba que fez o desfavor de promover a blogueira cubana com demonstrações de pouca civilidade e nenhuma democracia. De novo, minha opinião sempre foi: deixa ela vir, falar, deixa ela servir a quem lhe interessar posso. Ora bolas. Cair na mesma armadilha moral de quem criticamos é um erro crasso. Só conseguiram promover mais e mais a tal blogueira.

    Todo mundo tem o direito de falar o que bem entender no mundo que quero para mim e entendo ser o melhor para o país.

    Todos, até mesmo quem eu discorde veementemente ou que ache um idiota completo.

    E, não, não gostaria de viver em Cuba. Não é o modelo que ache ideal. Aqui reclamamos que a imprensa é de meia dúzia. Lá é de uma só família. A dos Castro. Neste ponto chego a concordar com algumas das críticas que foram feitas.

    E este imbroglio todo nos remete, mais uma vez, à necessidade de uma Justiça que tenha credibilidade.

    Temos? No mais amplo sentido?

    Confiamos em todo magistrado brasileiro? Sentimos confiança que a Justiça é igual para todos? Os ricaços têm a mesma justiça que os menos remediados?

    Elias,

    O que rola, meu caro colega de tantos anos? Que mal lhe fiz?

    Eu fiz uma lista de opções, uma dúvida real que tenho. Afirmei que acho, achismo total, que deve ser um conjunto de todos os fatores, e você atribui a mim somente um dos itens da lista?

    Lembre-se, caro Elias, em 1988 tivemos uma constituinte. Quem gerou o movimento?

  22. Pax said

    Na verdade a Assembleia Constituinte foi formada em 1987. Em 1988 a nossa atual Constituição foi estabelecida.

  23. Zbigniew said

    Elias,
    a “mentalidade” tem a ver com privilégios. E isso se dá pela cultura de uma sociedade.
    É a mesma história dos carros oficiais para desembargadores. Pra quê?! De dois em dois anos são gastos milhões de reais na “modernização da frota”, pra que essas autoridades se desloquem do fórum para casa e de casa para o fórum (ou as respectivas madames deixar o totó na pet). Não ganham o suficiente para comprar um automóvel? Claro que ganham!

    Dou este exemplo para ilustrar que sim, existe uma mentalidade reinante nesta verdadeira casta, e que se direciona para a manutenção de privilégios arcaicos, como esses e outros mais, já bastante discutidos por aqui.
    Tenho que a sociedade precisar debater o Judiciário e concordo contigo que é necessário uma mudança estrutural neste poder.

    Entre outros aspectos entendo que a utilização do princípio da ampla defesa muitas vezes é deturpado para manter certos vícios do sistema como a indústria dos recursos, assim como o abuso do princípio que se refere à proibição de suprimir instâncias recursais. E por que?
    Para que escritórios de advocacia, que muitas vezes ganham milhões, dependendo das causas, possam protelar ao máximo em questões cuja prescrição ou decadência possam ser almejadas em conjunto com um magistrado, digamos…benevolente. Todos saem ganhando (magistrados, advogados e partes); todos menos a sociedade que vê o direito ser “alopoieticamente” estuprado na sua essência da busca da pacificação social.

    Há a questão dos precatórios e suas ordens de cobrança e a “cobrança por fora” (ver o caso do escândalo do TJ do RN: http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/stj-investiga-desembargadores-por-esquema-de-desvio-milionario-no-rn,348bdc840f0da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html), e tantos outros problemas que se concentram na relação poder econômico-político-Judiciário. Dá uma olhadinha no caso da desocupação do Pinheirinho e a especulação imobiliário naquela área.

    Por essas e outras é que um controle verdadeiramente externo deveria ser imposto a esse poder que não se submete ao escrutínio popular. O CNJ já foi um grande avanço, mas a maioria dos componentes são egressos do Judiciário, o que, de uma certa forma, conspira para a manunteção do status quo. Da mesma forma deveria ser retirada das mãos do Executivo a atribuição de indicar da lista tríplice desembargadores, ministros e sei lá mais o quê. Isto deveria ser atribuição dos pares, mas não de uma única instância. De todas as instâncias. Assim os nomes saíriam de um escrutínio enter eles próprios, mas não apenas da Corte específica. Todos os juízes deveriam estar envolvidos.

    Quanto à indústria de recursos tenho pra mim que a redução dos prazos de interposição deveria ser a tônica. O cara entra com um recurso, tem prazo de 15 dias para interpor, se estiver errado, tem mais tanto para emendar (corrigir), o juiz tem uns prazos denominados “impróprios” para julgar (na realidade julga quando quer) e tome mais tanto para entrar com mais recursos para instâncias superiores, cujos trâmites vão se repetir, isso se não tiver os adesivos, agravos e por aí vai. É mole?! Um advogado habilidoso e bem relacionado, se perder em baixo pode ganhar em cima, protelar e jogar par Corte Suprema o julgamento do roubo da galinha. O CNJ tem exigido metas, é verdade, e isso tem reduzido o âmbito de atuação dessa “mentalidade”. Mas não impedido, até porque a quantidade de recursos e prazos permanecem. A quem interessa esse “mondrongo”? Lógico que à indústria dos recursos que se locupleta da criatura para manter os vícios acima já indicados. Quem vai mexer neste vespeiro?

  24. Pax said

    Sem esquecer, caro Zbigniew (nem vou citar o caro Elias que pode ser que ele reaja errado), que:

    – quando uma excelência é milagrosamente condenada, o máximo que acontece é uma aposentadoria compulsória.

    A não ser em casos ultra, mega, hiper escandaloso como o Lalau em São Paulo. E tem outro que esqueci o nome. Já já lembro. Um magrelo e cabeludo. Alguém lembra?

  25. Pax said

    Off topic que me parece necessário (na verdade um bom post me parece necessário mas estou saindo em viagem por uns dias – com notebook)

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/03/05/antecipacao-de-2014-so-produziu-mediocridade/

    Josias reclama da antecipação da campanha e atribui isso ao Lula. Fiquei encafifado e tentando me lembrar. Será que não foi FHC quem antecipou quando provocou o próprio PSDB ao afirmar que era hora e vez do Aécio? Que o PSDB deveria ir às ruas para escutar a sociedade?

    Me parece que sim.

  26. Pax said

    Rocha Mattos, o nome do tal juiz. Pagou 8 anos de xilindró dos 24 que foi condenado.

    E agora quer voltar:

    http://www.conjur.com.br/2013-jan-20/cumprir-pena-prisao-rocha-mattos-advogar-area-penal

  27. Pax said

    Falando em Justiça, a Dra Eliana Calmon ensaia sua entrada na política.

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/3/5/eliana-calmon-descarta-candidatura-em-2014

  28. Chesterton said

    Pax, a lei de Goodwin, ou a falacia ” ad hitlerum” tem uma exceção. Quando um projeto fascista está em curso.

  29. Chesterton said

    Elias,

    O que rola, meu caro colega de tantos anos? Que mal lhe fiz?

    chest- esqueceu o beijinho.

  30. Chesterton said

    Querer acabar com o Supremo ( a última instância) é enxugar gelo. Uma vez que se cria outra instancia acima, essa passa a ser “supremo”.

  31. Chesterton said

    petr4 à 16,50…Elias perde já 25%.

  32. Edu said

    Caros,

    1 – Se não conseguimos nem identificar se a corrupção, que é pauta permanente na mídia, é pauta da maioria dos cidadãos, como é que vamos identificar em qual lugar da lista deles as reformas política, do legislativo e do judiciário estão? O JB no fim das contas prestou um favor à população chamando a atenção para o fato de talvez haver a necessidade de uma reforma. Já está bom para um começo, não?

    2 – A administração pública, embora tenha os processos muito bem descritos na forma de leis, parece não ter os processos mapeados. Se não há processos mapeados, como identificar os responsáveis por cada atividade do processo? Como cobrar decisão de quem tem que decidir? Como cobrar resultados sobre indicadores de eficiência desses processos? Afinal, se há processos mapeados, por que não se identifica exatamente quem está fugindo de suas responsabilidades, não cumprindo com o que é obrigado, etc, etc?

    3 – Sobre o ponto de quem deve realizar a reforma do judiciário. Volto ao ponto de governança. Em governança, teoricamente, um administrador não deve decidir a sua remuneração. Ele pode até apresentar uma proposta, porém os conselheiros e, eventualmente, os acionistas devem aprová-la. Porém, a opinião dos administradores é levada em consideração, pois quem sabe dos detalhes de suas atividades são eles mesmos. Da mesma forma acredito que uma eventual reforma no judiciário possa até ser discutida com membros do judiciário, o próprio judiciário pode até argumentar sobre como deve ser remodelado, porém nunca deveria aprovar as propostas. Isso é coisa para o executivo ou para o legislativo.

  33. Chesterton said

    Projeto Fascista do PT

    O Estado de S.Paulo
    O que significa, exatamente, “democratização” dos meios de comunicação, que o Partido dos Trabalhadores (PT) tão insistentemente reclama? O Brasil é um país livre e democrático, principalmente quando comparado a regimes totalitários como os de Cuba e do Irã, que o PT apoia mundo afora e onde não existe liberdade de imprensa e de expressão. A presidente Dilma Rousseff já cansou de repetir que restrições à liberdade de imprensa estão fora de cogitação em seu governo. Mas o PT insiste, como fez mais uma vez na última sexta-feira, por meio de resolução aprovada por seu Diretório Nacional reunido em Fortaleza, sob o título “Democratização da mídia é urgente e inadiável”. Com base nessa resolução o PT vai aderir a uma campanha nacional de coleta de assinaturas para a apresentação de projeto popular que defina um novo marco regulatório das comunicações.

    A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final do governo Lula, foi uma das mais audaciosas tentativas dos radicais petistas de impor a mordaça aos veículos de comunicação que não se alinham ao lulopetismo. Planejada pelo ex-ministro Franklin Martins com a indispensável aprovação de Lula, a Confecom foi realizada com a participação de pessoas e entidades escolhidas a dedo para elaborar o projeto de um novo marco regulatório das comunicações à moda da esquerda petista – da qual o ex-ministro é um dos luminares, ao lado de José Dirceu e de Rui Falcão. Pouco tempo depois, já na Presidência, Dilma Rousseff engavetou o tal projeto, declarando que preferia “o barulho da democracia ao silêncio das ditaduras”.

    Mas o PT não toma jeito e continua insistindo, contra a opinião também de seu maior aliado no governo, o PMDB. Na convenção nacional realizada no último fim de semana, o partido do vice-presidente da República, Michel Temer, aprovou, em resposta ao documento petista divulgado horas antes, uma moção de “defesa intransigente da liberdade de imprensa”. Numa demonstração clara de que não são apenas as “elites” ou a “mídia oligopolizada e conservadora” que enxergam a intenção petista de censurar a imprensa, declarou o deputado federal Lúcio Vieira Lima, responsável pelo anúncio da moção: “Não podemos permitir que uma agremiação defenda o cerceamento da liberdade de imprensa. (…) Essa moção é em defesa do Brasil”.

    Mais uma vez, deliberada e maliciosamente o PT embaralha a questão do marco regulatório das comunicações com o controle da mídia, ou seja, a censura. Um novo marco regulatório das comunicações é necessário e urgente, principalmente porque o marco em vigor, anterior ao advento da internet, está há muito tempo defasado. E há questões que precisam ser regulamentadas, especialmente no campo das telecomunicações. Mas a ambição do PT de fazer aprovar o controle da mídia, embutido no novo marco regulatório das comunicações, já se transformou em obstáculo às intenções do Palácio do Planalto de promover a necessária atualização do estatuto em vigor.

    No documento divulgado por seu Diretório Nacional, o PT afirma que o “oligopólio” que controla a mídia no Brasil “é um dos mais fortes obstáculos, nos dias de hoje, à transformação da realidade do nosso país”. Na verdade, o grande obstáculo à transformação da realidade, principalmente a das questões fundamentais da política, tem sido o PT. Em matéria de organização política, há 10 anos no governo o PT faz questão de deixar tudo exatamente como está, pois é o que interessa a seu plano de perpetuação no poder.

    Quem escamoteia os fatos e só divulga o que é de seu interesse é o próprio PT, que deu uma demonstração patética disso ao montar um grande painel fotográfico no Congresso Nacional. As fotos que ilustram a trajetória do partido ao longo de 30 anos pulam 2005, o ano do mensalão. Mas os criminosos condenados José Dirceu e José Genoino aparecem com destaque em fotos relativas, respectivamente, aos anos de 1992 e 2000. É um exemplo daquilo que os petistas entendem por “democratização” da informação.

  34. Michelle 2 said

    #28 Chesterton
    Ficamos assim, alguém é submetido a um “corredor polonês” mas ninguém, ao comentar o ocorrido, pode se lembrar de Hitler, pois aí viola a “tradição virtual” oriunda da Lei de Godwin. E ponto final!

    É risível !

  35. Elias said

    Pax,
    E o pior é que, antes de ser “castigada” com a aposentadoria, a Excelência togada costuma ser promovida.

    Aqui em Belém, tem o caso da juíza que meteu a mão em alguns milhões de depósitos judiciais sob sua guarda.

    Respondeu PAD, foi declarada culpada.

    Punição? Uma gostosa aposentadoria. Antes, porém, foi promovida ao desembargo (senão, a aposentadoria não seria tão gostosa quanto pode ser).

    Aí chegou o comento da coisa ser resolvida do ponto de vista penal.

    A ex-juíza, agora desembargadora aposentada alegou que retirou o dinheiro que não era seu por não estar em pleno gozo de suas faculdades mentais (agora, que recobrou a razão, devolveu o dinheiro? Não!).

    Aí ela botou o Judiciário numa sinuca de bico: se aceitar a alegação, terá que anular todas as sentenças que a então juíza proferiu no tempo em que ele, digamos, loucamente, meteu a mão no alheio…

    Já pensou no tamanho da encrenca? Gente que foi presa, gente que pagou indenização, gente que recebeu indenização… Tudo vai ter que voltar atrás…

    E se não aceitar? Bem aí a ex-juíza, hoje desembargadora aposentada, inevitavelmente será condenada, já que, na esfera administrativa, provou-se, sem sombra de dúvida o cometimento e a autoria do crime.

    Aceitar ou não aceitar a alegação da ré? Entre essas duas hipóteses, o Judiciário preferiu a terceira… E a terceira foi… Nada!

    Cada juiz para quem o processo foi sorteado passou alegar “questões de foro íntimo” pra não assumir o processo. E a coisa foi rolando, rolando, rolando…

    Há coisa de uns 6 anos, o presidente do TJE decidiu simplesmente despachar o processo para um juiz. Aí ele foi informado — não sabia, tadinho… — que o processo não pode ser simplesmente despachado para um juiz. Ele tem que ser sorteado. SORTEADO, entendeu, Excelência.

    Aí ele continuou a ser sorteado… E cada juiz continuou a alegar “razões de foro íntimo” (a intimidade entre juízes deve ser enoooorme, né?). A essa altura, o crime já deve estar prescrito.

    Que bom, né?

  36. Elias said

    E, Pax,
    Que mal há numa boa briga entre dois bons amigos? (Não vale chutar no saco nem meter mãe no meio…!)

  37. Edu said

    Off tópic:

    O que é isso? Significa que aquele desconto milagroso na conta de luz para a população já vai ser desfeito, substituindo o desconto por algumas linhas de “outros serviços prestados”?

    Alguém sabe me dizer o que está acontecendo?

    Da FSP

    Querem incluir outras cobranças na conta de luz
    Por Maria Inês Dolci

    “Não vejo vantagem nenhuma para o consumidor a cobrança de produtos e serviços de terceiros por meio da fatura de energia elétrica, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer permitir. Caso ocorra a cobrança de múltiplos produtos e serviços na fatura , maior é a probabilidade de questionamentos sobre valores referentes a um ou outro item, o que poderá dificultar o pagamento correspondente à energia elétrica, levando ao corte da prestação do serviço. E isso contraria o princípio da continuidade nos serviços públicos essenciais, como é o caso da energia elétrica. A forma de resolver isso é a emissão de códigos de barra independentes para o serviço de energia elétrica e para os demais serviços que forem cobrados por meio da conta de luz.”

  38. Pax said

    Caro Edu,

    Como o Patriarca alertou, a fala do min Joaquim Barbosa e a reação das associações dos magistrados ficou como “nota de rodapé” no noticiário geral. Não fez cócegas na pauta nacional.

    Não acho que o Executivo deva aprovar reforma alguma. Executivo tem que executar. Pode propor mas não pode aprovar legislação alguma. Quem tem essa atribuição é o Legislativo.

    E aí entram as minhas dúvidas que listei em #11.

    De onde devemos esperar e cobrar as iniciativas?

    Me parece que de todos os lados. Da Sociedade, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

    Tento me lembrar – e me falha a memória – como foi o processo do estabelecimento da Assembléia Constituinte de 1987. Vou tentar pesquisar alguma coisa sobre o assunto.

    Caro Chesterton,

    Temos um projeto fascista em andamento é? Puxa, achei que tivesse mais bem informado.

    Tem uma meia dúzia de três ou quatro falando besteira. Como sempre.

    Reclamar da concentração dos meios de comunicação não é um projeto fascista. A proposta de meia dúzia de três ou quatro pode ser. Mas está bem longe, vou repetir, BEM longe de se chamar um “projeto em andamento”.

    Eu gostaria, sim, de saber as regras para distribuição de rádios e tvs. Pelo que sei, todos os governantes usam e abuso de uma falta de regras. PSDB fez isso, PT faz isso.

    Procure, por exemplo, as notícias sobre Romero Jucá neste blog, sobre este assunto. Um tal laranjal… https://politicaetica.com/category/romero-juca/

    Será que tem alguma coisa com ele ter sido lider do governo no Senado? E sua “grande atuação na área da Saúde, FUNASA etc…? Sei lá, dúvidas que tenho cá com meus botões e alfarrábios.

    Caro Elias,

    Chute no saco vale, sim. Dedo no olho, também. Mãe no meio é que fica chato.

    =)

  39. Pax said

    Essa me parece 98% acertada:

    http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/280095_O+JOGO+REAL+DA+SUCESSAO+

  40. Chesterton said

    Caro Chesterton,

    Temos um projeto fascista em andamento é? Puxa, achei que tivesse mais bem informado.

    chest- é, você não está bem informado.

  41. Pax said

    Caro Chesterton,

    Temos movimentos radicais em andamento. Tanto à esquerda quanto à direita. E alguns confusos, religiosos. Tem, também, movimentos ilegais. Carecas de Sto André foi um exemplo passado. Sempre existirão. Tem também os movimentos pró-Meio Ambiente, que também tem lá seus radicais. E assim vai.

    Os movimentos radicais, à esquerda e à direita, ou fascistas se quiser, são minorias irrisórias.

    Eu também acho que o PT deveria chamar a si a responsabilidade de colocar alguns limites em alguns (ALGUNS) de seus militantes. Nem sei se isso é possível. Mas alguns poucos acabam fazendo um barulho qualquer que pode ser explorado. E deve mesmo. Uma coisa é vaiar, outra, se é que aconteceu, é chutar um carro, agredir as pessoas. São limites que precisam ser respeitados, acho eu.

    Da mesma forma que acho que existem movimentos à direita, um exemplo é o Endireita Brasil, que Alckmin deu uma pasta em seu governo. Talvez nem façam tanto barulho. E também acho que o PSDB deveria prestar atenção para que sua pecha de direitista não fique mais e mais forte. É duro. Aliança com o DEM fica difícil de não rotular.

    Mas…

    Preste a atenção, que agora vou brigar com você, Elias, Edu, Patriarca, Zbigniew, Otto, Michelle, HRP, todo mundo:

    O governo PT é absolutamente CONSERVADOR.

    Diga-me, aponte-me, onde Lula fez qualquer movimento para destituir os poderes políticos e financeiros vigentes?

    Um único movimento para que a discussão fique realmente boa, por favor, aponte.

    Se isto é fato, que não houve qualquer um, onde mesmo está o tal movimento fascista em andamento?

    A não ser que você prove que nos últimos 10 anos tivemos alteração nas reais forças apontadas (política e financeira). Acho difícil você nos provar isso.

    Somos um país de classe média que é, a priori, conservadora. E é este país classe média conservadora que aprova o governo que aí está.

    Para o bem, para o mal, para todos os fins.

    Não se baseie somente nas histerias alheias, caro Chesterton. Finque suas opiniões em dados, fatos, opiniões equilibradas, mesmo que veementes, mas não em histerismos. Já te falo isso faz mais de 50 anos cara. Se é que eu possa dar alguma opinião… ou então chute no saco e dedo no olho mesmo.

  42. Elias said

    Pax,
    Vais brigar comigo por outras razões.

    Claro que o projeto político do PT é conservador.

    O mestre Raymundo Faoro já dizia que a esquerda brasileira, poderia, por muito favor, e nos momentos mais extremados, ser classificada como centro-esquerda…

    Vou além: a sociedade brasileira é conservadora. Qualquer projeto político mais radical é, de pronto, rejeitado.

    Os grupamentos políticos situados nas extremidades do espectro político — seja à esquerda, seja à direita — em princípio não contam com a simpatia do eleitor brasileiro.

    Não é por acaso que um direitopata brasileiro nunca assume que é de direita. Ele diz: “eu sou liberal”, “eu sou conservador”…

    Isso se ele for da platéia…

    Se ele estiver na ribalta, ou seja, se for político profissional, nem isso dirá. Ele se dirá “de centro”. Lembra do “Centrão”?

    E o PT é “centro-esquerda”, por assim dizer… Tem aquele negócio do “projeto social”, etc e tal…

    Um bom deputado do Partido Democrata americano está decididamente à esquerda da média do PT. Lá os caras vivem propondo aumentar o imposto sobre grandes fortunas (com o apoio de notórios extremistas comunistas, como Bill Gates e Warren Buffett, sócios fundadores e mantenedores do Foro SP…).

    Aqui, se alguém tocar nesse assunto, vai ser queimado em praça pública, assim como os livros de escritores anametizados pelos nazistas alemães, que… Iiihhh!!!!….

    Desculpa, Chester… Esqueci que esse tipo de argumento é pra teu uso exclusivo…

  43. Elias said

    “Eu gostaria, sim, de saber as regras para distribuição de rádios e tvs.” (Pax)

    Taí as regras:

    + * + = +
    + / + = +
    Ou seja: o amigo de meu amigo é meu amigo

    – * – = +
    – / – = +
    Ou seja: o inimigo de meu inimigo é meu amigo

    + * – = –
    + / – = –
    Ou seja: o amigo do meu inimigo é meu inimigo

    – * + = –
    – / + = –
    Ou seja: o inimigo de meu amigo é meu inimigo

    Se nada disso der certo, tenta assim:

    Qualquer coisa * {[(3,1416 / raiz enésima de 37 pendendo pro infinito) – 2,343536373839] * 0,3456789} – 1 = ou parecido

  44. Zbigniew said

    Pax, isso e muito mais, você não faz idéia. Olhe, pra quem um dia já foi um idealista, é uma tristeza. Mas ainda acredito na melhoria das instituições.

    O Edu falou um negócio certo: a governança.
    No Judiciário o CNJ e os TCs da vida têm tentado estabelecer padrões para a melhoria do serviço. No esforço de um bom quadro de técnicos e algumas autoridades abnegadas (entre conselheiros e ministros).

    Assim é que, principalmente nos Tribunais Federais (porque nas cortes estaduais há ainda muito atraso), as assessorias de planejamento se multiplicam, exigindo – eu disse EXIGINDO – dos magistrados ordenadores de despesas, em regra os presidentes, obediência às metas do CNJ com emissão de resultados para avaliação através de relatórios de gestão a cada fim de ciclo.

    Além disso, a estrutura interna de cada Tribunal é obrigada a ter um acompanhamento de procedimentos, naquilo que se conhece por modelagem de processos aplicada a cada especificidade. Tudo com o objetivo de se entregar as metas cumpridas. Isso foi um avanço sem precedentes nestas instituições.

    Entretanto são avanços (olha aí, Elias, autoridades e sociedade de mãos dadas!) que, embora palpáveis na estrutura interna dessas instituições, pouco influenciam no exercício da jurisidição, atributo constitucional de um magistrado. O ato de julgar estará sempre atrelado a uma idéia de justiça e ao juízo de um ser humano, que podem ser sensíveis a ingerências de toda à ordem, em especial ao poder político e econômico.

    De modo que no próprio CNJ, após a passagem da valente Eliana Calmon, vimos as coisas se assentarem e se acomodarem, como o recuo do atual Corregedor no que se refere à vedação de patrocínios a eventos de juízes para a admissibilidade de percentuais de verbas privadas. Melhor do que nada. E é assim, devagar e sempre.

  45. Elias said

    Zbigniew,
    O que de melhor o CNJ faz, o faz exorbitando de suas atribuições. A finalística do CNJ é administrativa e financeira. Já mostrei isso ao Pax, transcrevendo os artigos da lei.

    Pax,
    Vê só o que é uma intervenção da sociedade nas esferas pública e empresarial.

    Lembra do Wolfgang Sauer? Aquele executivo da Bosch que foi aliciado pela Volks, e se tornou o presidente da montadora no Brasil?

    Pois é… Ele sonhava ser presidente mundial da Volks, e achou que a porta pra isso seria tocar um mega projeto de carne aqui no Brasil: Fazenda Vale do Rio Cristalino, aqui no Pará, com 140 mil hectares, às proximidades da fronteira com Mato Grosso e norte de Goiás (atual Tocantins). A fazenda ia criar e abater zebuínos nelore, e industrializar a carne, pra colocação no mercado europeu.

    Wolfgang deu partida no negócio com 60 mil cabeças. Pra ampliar rapidamente o plantel, tascou fogo na floresta. O Skylab identificou e fotografou. Os cientistas da Nasa concluíram que aquilo era o maior incêndio já feito pelo ser humano. Informaram o pessoal do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de São Paulo. Rapidinho a coisa se transformou num escândalo internacional.

    Foi então que entrou em campo a sociedade civil alemã. Teve início, na Alemanha, um boicote contra os carros da Volks. Quando sentiu a barra no tilintar da caixa registradora, a montadora mijou pra trás: mandou Wolfgang Sauer parar com a brincadeira. E lá se foi o projeto de pecuária e indústria de alimentos da Volks. Junto com ela, as pretensões de Sauer, de um dia se tornar presidente mundial da Volkswagen…

    Depois da queda, o coice: a Volks mandou Sauer vender a fazenda. Ele vendeu. Pra mostrar que o Brasil não é pra principiantes, o comprador — brasileiro, claro!– pagou só a primeira parcela, tirou todo o gado e passou o calote na Volks… Que ficou chupando o dedo… Afastando Wolfgang Sauer ainda mais, da meta política que ele jamais alcançou: a presidência mundial da montadora. Deu tudo errado…

    Essa história está contada pelo próprio Sauer, em seu livro “O Homem Volkswagen — 50 anos de Brasil”, que o Lúcio Flávio Pinto resenhou, recentemente.

    No Brasil? Ah, aqui os índios mansos tavam achando ótimo o projeto da Volks… Iniciativa privada, liberdade de empreender… Essas coisas…

  46. Edu said

    Zbig,

    Bom que vc tenha conhecimento de perto para falar mais sobre o que está acontecendo. Eu vejo isso tudo muito de longe, só conheço de metodologia.

    Segue apenas um resumo.

    Para mim são 2 coisas distintas, porém que em algum ponto se cruzam (em C).

    A) A governança diz respeito ao papel de cada um no processo decisório e responsabilidades. Accountability é a palavra correta, para a qual acredito que não haja uma boa tradução para o português.

    B) Os processos dizem respeito à falta de objetividade na burocracia desenvolvida. Quando se analisa processos, 2 fatores básicos devem ser levados em consideração:

    1 – A eficácia dos processos: significando atingir determinado objetivo com uma qualidade adequada. Quais são os objetivos de um tribunal? Julgar, por exemplo? Pois bem, qual é a qualidade que se espera de um tribunal ao julgar?
    2 – A eficiência dos mesmos: significando alcançar a eficácia estabelecida com o menor uso de recursos e/ou tempo.

    C) Quando estes dois fatores são bem analisados e os processos são estabelecidos a partir dos mesmos, definir metas, controles e responsáveis aí encontramos o cruzamento entre a governança e os processos. Neste ponto se estabelece accountability de uma pessoa sobre um processo, que deve ser acompanhada.

    —X—

    Além disso há um ponto extra levantado pelo Pax e pelo Elias, sobre quem deveria ser responsável por formular e aprovar outras questões, que tem menos a ver com os processos e a governança destes e mais com a governança de definições da estrutura administrativa do judiciário (cargos, remuneração, fiscalização, etc). Esse é outro lado da governança. Para mim não faz diferença quem decida sobre as alterações a serem realizadas no judiciário, desde que não seja o próprio judiciário. Agora, as propostas de alteração e as discussões devem aceitar membros do judiciário. Isso faz parte dos princípios de boas práticas de governança corporativa aplicadas às empresas.

  47. Chesterton said

    Diga-me, aponte-me, onde Lula fez qualquer movimento para destituir os poderes políticos e financeiros vigentes?

    chest- mensalão.

  48. Chesterton said

    Um bom deputado do Partido Democrata americano está decididamente à esquerda da média do PT. Lá os caras vivem propondo aumentar o imposto sobre grandes fortunas (com o apoio de notórios extremistas comunistas, como Bill Gates e Warren Buffett, sócios fundadores e mantenedores do Foro SP…).

    chest- é muita ignorância sobre o que se passa acima da linha do Equador….

  49. Pax said

    Caro Chesterton, em #47,

    Não. Esse papo de comprar apoio no Congresso é antigo. Os poderes políticos são os mesmíssimos.

    Foi uma vergonha? Foi. Minha opinião.

    Mas não foi inédito e muito menos podemos dizer que tenha sido uma “revolução” no poder político. Só chafurdou como chafurdaram todos.

    Mais, menos? Sei lá. Sei que não foi aquela “coisinha” que querem dizer ou tentar justificar. Muito menos caixa 2 de campanha. Foi jogar com o Legislativo como o Legislativo (enorme parte dele) joga.

    Emenda para reeleição te lembra de alguma coisa?

  50. Pax said

    Off topic: Exemplo de como uma sociedade pode regredir.

    Ônibus reservados a palestinos incendiados em Israel
    (AFP) – Há 8 horas

    JERUSALEM — Dois ônibus das novas linhas israelenses para os trabalhadores palestinos foram “aparentemente incendiados” na segunda-feira à noite na localidade árabe-israelense de Kfar Qasem, ao norte de Israel.

    “Ao que parece, dois ônibus foram incendiados. Estudamos todas as pistas”, afirmou à AFP a porta-voz policial Luba Samri.
    Segundo fontes policiais, os veículos foram incendiados em sinal de protesto contra a criação das linhas.

    Israel implementou na segunda-feira um serviço de ônibus destinado aos trabalhadores palestinos, o que rendeu acusações de “segregação” nos meios de transporte.

    As linhas ligam Eyal, perto de Qalqiliya, norte da Cisjordânia, com Tel Aviv e foram criadas depois que colonos se queixaram de ter que compartilhar os meios de transporte com os palestinos, alegando riscos de atentado.

    O ministério dos Transportes israelense respondeu às acusações de segregação com a afirmação de que as novas linhas foram criadas para substituir os ônibus piratas que transportam os trabalhadores a preços muito altos.

    Copyright © 2013 AFP.

    Volta, no mínimo, uns 45 anos atrás, quando mataram Martin Luther King Jr, em 4 de abril de 1968.

    Na verdade voltam muito antes disso. No fundo, boa parte da sociedade israelense e israelita, essa que vota na direita reacionária em Israel, nunca saiu da época do escravagismo. E essa parte dessa sociedade está se tornando maioria. Já é maioria.

    Onde vai parar essa histeria?

    Alguma dúvida que mais cedo ou mais tarde vão explodir um ônibus cheio de judeus em Jerusalém ou Tel Aviv (lá é bem mais difícil)?

    E, pior, acabarão matando gente da parte boa daquela sociedade, esta que está se tornando minoria, já é minoria.

    pqp

  51. Zbigniew said

    Edu,

    no Judiciário temos o problema de metodologias, hoje parcialmente sanado pela exigência de metas do CNJ. Vou dar como exemplo a Meta 4 do relatório finalístico de 2010 (porque para os outros anos essa meta transformou-se em indicador estratégico por um motivo de aprimoramento da nomenclatura, mas não faz muita diferença). Para esse indicador o tempo de publicação de um acórdão a partir do julgamento em uma sessão de tribunal ou da prolação de uma sentença é de, no máximo, dez dias. Do mesmo modo o tempo para a digitalização do acórdão, relatório e voto (e notas taquigráficas) e disponibilização para arquivamento digital e jurisprudência para consulta do público em geral (clientes em potencial) nos sítios da internet é de, também, 10 dias. Esses são apenas dois indicadores de mais de cem que são exigidos pelo CNJ para a melhoria dos trabalhos e dos serviços judiciários no país. A implantação de uma metodologia científica de acompanhamento e aferição tem contribuído para uma verdadeira mudança de cultura, que vai influir na tramitação de um processo (mas não na forma como ele é conduzido e julgado).

    Assim, pela primeira vez foi possível entender o conceito de “stakeholders” aplicado ao Judiciário. Obviamente a questão cultural pesa, mas mesmo assim os gestores de unidades não puderam se eximir da aplicação de processos modelados para a melhoria da gestão em cada unidade específica. Foi necessário e trouxe eficiência e padrão para muitos tribunais.

    Quanto às questões processuais e de política judiciária temos que enxergar o problema pela ótica do sistema como um todo. E aí não entra só o Judiciário. Tem que ver o MP, a OAB, os Tribunais de Contas, as diversas Procuradorias (da República, de Justiça, dos Estados), as Defensorias Públicas e os próprios cursos jurídicos. A cultura dessas instituições ainda está muito impregnada com o legalismo e positivismo que (em umas mais, em outras menos) engessa iniciativas mais afinadas com a humanística e os princípios das ciências sociais. Até porque o direito também é uma ciência social, no campo das que são classificadas como humanas. Principalmente nos tribunais superiores que são cortes mais afeitas a tais assuntos. E aí concordo com o Nassif quando ele diz que: “As últimas manifestações do STF (Supremo Tribunal Federal) demonstram uma pobreza intelectual acachapante, em qualquer outro campo fora do campo do direito. Diriam: a função do Juiz é conhecer as leis. Na cúpula, tem que ser muito mais. Tem que ter visão refinada de um cientista social, formação humanística ampla para interpretar adequadamente as leis à luz das mudanças ocorridas na sociedade. No meio jurídico há uma brilhante geração de jovens juristas, professores capacitados, juízes e procuradores com nível intelectual diferenciado. Mas esses ventos novos ainda não encontraram o campo adequado para conquistar visibilidade e ser fator de mudanças.” (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-crise-das-elites-em-tempos-de-mudanca).

    A sociedade exige mudanças, principalmente no que se refere à oferta dos serviços jurídicos, e isso já está sendo feito, de uma forma ou de outra. Mas a mudança de paradigmas mais densos e complexos, como o das linhas ideológicas que prevalecem nos tribunais e nas diversas instituições como um todo não tem acompanhado o ritmo que a sociedade deseja. E por que não?

    Porque segue a mesma receita da perpetuação de lideranças nos partidos políticos brasileiros. Há renovação neles? Muito tímida. No caso do Judiciário, se existe uma liderança em um determinado tribunal ela, com certeza, fará um sucessor e esse cooptará tantos outros desembargadores (ou juízes) para manter o status quo, repetindo o modus operandi daquele que o colocou lá, na posição de destaque. E, normalmente essa lideranças trazem valores que pouco ou nada mudaram durantes as últimas décadas no que se refere à forma de se exercer o poder e instrumentalizá-los para a consecução de fins, principalmente particulares. Isto reflete a certeza da manutenção de uma mentalidade que termina por se perpetuar, inclusive no que se refere a mudanças nos procedimentos judiciais (aqui entendidos como inerentes ao processo civi ou penal e suas variações nas leis especializadas). Assim os vícios também tendem a se perpetuar. E isso se repete nas demais instituições.

    Aqui a mudança é bastante lenta porque a situação não é facilmente perceptível pela sociedade.

  52. Pax said

    Xi, marquinho…

    No post escrevi, com todo cuidado

    No julgamento da Ação Penal 470 observou-se, em vários momentos, que Joaquim Barbosa tem tendência ao destempero. Basta contrariá-lo.

    E hoje temos essa notícia:

    ‘Vá chafurdar no lixo’, diz presidente do STF a jornalista

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1240991-va-chafurdar-no-lixo-diz-presidente-do-stf-a-jornalista.shtml

  53. Pax said

    Acho que agora não há mais expectativas para melhora de Chávez. Até as filhas pediram orações para o pai.

    Parece que vai-se.

    A mim deixa um exemplo. A não ser seguido. Fez meia dúzia de movimentos populistas, mas o resto… desculpem-me os amigos, me permito uma baita crítica.

  54. Pax said

    Caro Zbigniew.

    1 – gosto sobremaneira destes teus relatos, verdadeiras aulas,

    2 – sei bem o que é a frustração de idealismos,

    3 – de outro lado a maturidade nos coloca um pouco mais próximo da realidade, e nos deixa mais covardes, triste verdade,

    4 – se que deixemos (ao menos no meu caso) de apoiar e estimular que as novas gerações produzam mudanças através de seus idealismos… que hoje, por vezes, criticamos.

  55. Edu said

    Pax,

    Concordando com o Elias, eu não acho que o PT se arriscaria a botar na pauta política nada mais progressista do que já foi colocado. E nem tentar destituir os poderes políticos vigentes! Seria ridículo!

    É muito mais fácil usar o sistema a favor de si mesmo! Como é que o PT poderia ser mais arrojado do que foi? Aliás, pra que consertar uma máquina, se o seu emprego depende justamente da máquina quebrada?

    Afinal, o que poderia ser mais arrojado que o mensalão?! E convencer o Brasil inteiro de que distribuir dinheiro pela a título de renda mínima resolveria o problema da miséria eternamente?! E rifar cargos públicos para minimizar os efeitos dessas políticas?! E atacar a imprensa antes que a imprensa ataque, em vez de melhorar a transparência interna?! E a polêmica sobre os blogues militantes e governamentais?! E, depois disso tudo, a nomeação de juizes notoriamente fracos, só por segurança, para que se desse problemas, como de fato deu no caso do mensalão, para que eles pudessem salvar toda a estrutura montada para permanência no poder?!

    Isso tudo pra vc é ser conservador Pax? Eu não entendo muito dessa escala de conservadorismo político. O fato é que o PT usou a máquina pública ao seu favor de maneira muito mais eficiente do que qualquer outro partido. Se a resultante dentre as forças movidas é mais ou menos conservadora é irrelevante.

    Aparentemente, o brasileiro médio não está se sentindo roubado; não está se sentindo estagnado; não está se sentindo mal conduzido e não está se sentindo atrasado. Muito pelo contrário, o brasileiro anda com o rei na barrigal, se achando melhor que Cremogema! E como sabemos, ninguém “parte pra ignorância” no sentido do radicalismo sem um motivo muito bom, talvez que vá além da justiça ou da ética, e que pese na moral ou nos valores de um grupo de indivíduos.

    Agora, é óbvio que há os que acreditam que o PT foi longe demais, e os que acreditam que o PT foi longe de menos. Nesse caso é possível de entender que haja pequenos movimentos radicais: idiotas úteis acreditando em revolução e reação por causas que nem são deles, para uma realidade que nem bem entendem. Mas e daí? Não muda absolutamente nada. São poucos e pequenos.

  56. Elias said

    “Um bom deputado do Partido Democrata americano está decididamente à esquerda da média do PT. Lá os caras vivem propondo aumentar o imposto sobre grandes fortunas (com o apoio de notórios extremistas comunistas, como Bill Gates e Warren Buffett, sócios fundadores e mantenedores do Foro SP…).” (Elias)

    “chest- é muita ignorância sobre o que se passa acima da linha do Equador….”

    É, sim, ignorância…

    Os três: o deputado, o Bill Gates e o Warren Buffett deram entrevista no Charlie Rose Show (exibido no Brasil pelo ManagemenTV), defendendo, com todas as letras, o aumento da tributação sobre grandes fortunas.

    Os três querem mais impostos DIRETOS sobre ganhos líquidos dos portadores de grandes fortunas.

    Ah, sim: segundo o Charlie Rose, o Obama concorda com isso…

    São todos uns ignorantes.

    Só quem não é ignorante é Chester…

    Napoleão de hospício!

  57. Pax said

    Caro Edu,

    Alguns pontos que discordo do que falas:

    1 – quem iniciou a distribuição de dinheiro, com meu aplauso, foi … Ruth Cardoso.

    2 – o PT usou a máquina pública a seu favor… ora, quem não usou? É errado usar? Não é para isso que os políticos batalham, para ter a máquina às mãos? E seria para autodestrução? Ok, vamos aliviar, para autocomiseração? Claro que não. Quem ganha usa o que ganhou para continuar ganhando. É a lei e nem acho que seja errada. Só acho que qualquer um, PSDB que compra o Congresso para reeleição, ou PT que compra o Congresso sei lá porque, devem responder pelo que fazem, e devem fazer o que for melhor para a maioria. Simples pacas. E dentro das leis. Complicado pacas. Fizeram dentro das leis? Ora, só carochinha pra … bem, deixa pra lá.

    3 – estou nos que acham que o PT foi longe demais. E não apresenta menor sinal que quer mudar o rumo.

    4 – E o resto? PSDB? DEM? PPS? PDT? PR? PSC? PP? PV? REDE? PSB? PSB? etc etc etc.

    Hoje a situação está dura.

    É por isso que estamos falando em reformas, política, judiciária, tributária, fiscal, educacional etc. Pena que, como disse ao caro Zbigniew, meu tempo de idealismo e de tomar porrada às ruas passou. Hoje sou um militante fraco, velho, digital (se é que posso me atrever a dizer isso), esperando que a juventude faça o que eu gostaria de fazer.

    Ah, que saudades dos tempos de 68… de 78… as gerações posteriores serão lembradas por várias conquistas. Mas não por sua coragem política.

  58. Elias said

    Zbigniew,

    Se tua formação é na área de humanidades, deves ter estudado Introdução à Sociologia.

    Deves ter estudado a diferença entre “folkway” e “mores”.

    Sem o poder coercitivo, a norma de conduta se torna mera proposição moral.

  59. Pax said

    Parece que Joaquim Barbosa soltou nota se desculpando da burrada que disse/cometeu. Vejamos mais tarde.

    Criaram um ídolo agora estão desconstruindo o ídolo.

    A idade, caro Edu, nos faz não cair mais nestas armadilhas infantis.

  60. Edu said

    Zbig,

    Uma dúvida: qual a margem existente, na legislação brasileira, para a jurisprudência? Eu nem sei se há um índice ou um indício que permita colocar isso em perspectiva ou escala.

    Veja se estou correto no raciocínio: quanto maior a liberdade jurisprudencial, mais uma decisão judicial pode adquirir roupagens que extrapolam a característica do judiciário de simplesmente julgar, podendo até assumir uma roupagem ideológica.

    Do pouco que conheço de leis, no Brasil, as leis são bastante específicas, cujas margens de interpretação são bastante reduzidas.

    Até concordo que o STF deve estar atento às mudanças sociais, além, simplesmente do legalismo e positivismo, como por exemplo a como aplicar a lei para situações inovadoras ou desconhecidas, como um crime de internet, etc.

    O problema que eu vejo é que isso é uma linha tênue, e que o STF pode tropeçar em ideologia, e isso sim é perigoso.

    Imagine se essa preocupação com as mudanças sociais leva um o juiz do STF a ser mais condescendente com um tipo de pessoa do que com outro tipo, onde está a justiça nesse caso?

    Talvez para evitar que a justiça penda para um lado ou para outro, as leis foram e devem continuar a ser feitas de maneira bastante específica, e se há problemas com isso, não é do judiciário, e sim do legislativo. O legislativo que se preocupe bastante com o humanismo e com os objetivos das leis que criaram e sejam bastante responsáveis com seus atos.

    Agora há, pelos relatos do Elias, e até de conhecimento próprio, juízes corruptos; corporativistas; com privilégios desnecessários; impunes; idolatrados simplesmente pelo status. Para isso sim eu acredito que seja necessária uma reforma no judiciário.

  61. Edu said

    Pax,

    Estou concordando com vc. Concordando agressivamente (como dizem aqui no trabalho).

    Só estou tentando responder à sua pergunta: “Diga-me, aponte-me, onde Lula fez qualquer movimento para destituir os poderes políticos e financeiros vigentes?”

    Resposta não, ele fez o que todo mundo fez, só que melhor (ou pior).

    Para mim, o que passou passou. Para mim o importante era identificar onde o Lula efetivamente acertou e melhorar, assim como precisamos identificar onde o Lula efetivamente errou e consertar.

    Minha bronca sempre foi o fato de haver um mundo de gente que achava que o Lula tinha feito tudo certo.

    Eu estou satisfeito com a mudança: hoje pelo menos alguns já acham que houve erros, que alguns dos erros foram maiores do que as pessoas conseguiam enxergar, e que isso pode prejudicar o futuro político do PT, e que talvez possa prejudicar o futuro político do país. Isso não trará resultados agora, nem em 2014, eu acho. Talvez mais para frente.

    Pronto, não to discutindo se o PMDB, PSDB, DEM, e o raio que os parta fez, deixou de fazer, se vou votar ou não neles.

    E eu sei que a ideia é incentivar de alguma forma as reformas política, judiciária, tributária, fiscal, educacional etc. Isso não é pauta do cidadão. O cidadão quer saber de gastar o que ganhou, o governo encheu a barriga dele, encheu a casa dele de móveis das casas Bahia, Lojas Marabraz etc; o cidadão ainda está se divertindo com o período de bonança.

    A última coisa que o governo vai mexer é na bonança do cidadão. Educação? As pessoas estão ficando mais ricas sem necessariamente estarem mais educadas! Pra que investir mais nisso?! Reforma política?! Que tal reforma na novela das 9? Dizem que ela está uma porcaria versus a anterior… Reforma judiciária?! O STF não prendeu os mensaleiros? Reforma pra que mesmo?

    Sinto muito Pax. Outro dia estava passando lá na paulista e estava havendo uma manifestação do pessoal das filas do INSS, aqueles que devem ter sido atingidos pelas novas normas de aprovação de benefícios da Dilma. Não dava 100 pessoas. Nem o INSS tá na pauta do cidadão.

    Os tempos são outros, e, sinceramente, eu acho que os tempos não são mais daqueles que saem as ruas, são tempos daqueles que se organizam por aqui mesmo. Veja o caso do Renan. Aparentemente não virou nada, mas o Renan fez a pior coisa que um político poderia ter feito: respondeu. Disse que se esforçará. Agora todo mundo sabe que petições pela internet chamam atenção dos políticos.

    No facebook existe uma página que chama Quero o Fim da Corrupção. São 250.000 membros. Acho que com participação mto mais ativa que o Votenaweb, que deveria ser mto mais interessante. Enfim teremos que aguardar mais.

  62. Elias said

    “Do pouco que conheço de leis, no Brasil, as leis são bastante específicas, cujas margens de interpretação são bastante
    reduzidas.” (Edu)

    Não é assim, Edu… Nem de longe!

    É exatamente o oposto.

    Pega, p.ex., uma única lei, cuja aplicação vive gerando confusões a dar com os pés: a Lei Federal 8.666 (lei das licitações).

    Essa lei tem artigos TAXATIVOS (é o caso do disciplinamento da dispensa de licitação), e artigos EXEMPLIFICATIVOS (caso da inexigibilidade).

    Quando a redação é exemplificativa, mesmo na dimensão administrativa as pessoas são obrigadas a se referenciar em DOUTRINA e JURISPRUDÊNCIA.

    Se, notadamente na jurisprudência, já há um ou mais casos exatamente iguais, tudo bem. Caso contrário… Barata voa!

    Ainda na mesma lei 8.666. Na parte referente à proibição do trabalho infantil (nas condições para habilitação preliminar), a lei 8.666 exige que se faça prova de fato negativo, o que é tecnicamente impossível.

    E assim por diante…

    No caso da contratação de empresas de publicidade, a coisa piora, porque há o cruzamento de 3 leis, cujos termos não são, exatamente, coerentes entre si.

    Enfim, o que caracteriza as leis brasileiras é, exatamente, o desmazelo, a má redação, a incoerência, etc. O que abre espaço para as mais estapafúrdias interpretações.

    Em matéria penal, p.ex., o quadro é desalentador. Não é por outra que o Joaquim Barbosa fala, na entrevista que o Pax reproduziu parcialmente, do abastardamento do conceito de prescrição, dentro do próprio Judiciário.

    De qualquer forma, o conflito de opiniões ocorre mais no plano da DOUTRINA do que no da JURISPRUDÊNCIA.

    Até porque a jurisprudência só se estabelece quando pacificado um determinado entendimento (ou seja, se e quando o entendimento se estabeleceu repetidamente).

  63. Pax said

    Bem, o audio do destempero do ministro Joaquim Barbosa de hoje

    http://radio.estadao.com.br/audios/audio.php?idGuidSelect=50E2242F7651490288FD0EC72C4945AC#

    Leandro Fortes, nos comentários, foi implacável. “Quem pariu Mateus que o embale…”.

  64. Jose Mario HRP said

    Viva Hugo Chavez!
    Viva a Venezuela!
    Viva o Brasil!
    Viva ao povo pobre!

  65. Pax said

    É, foi-se. O Chávez.

    Ajuda um pouco esta saia justa de Joaquim Barbosa. A imprensa vai focar na Venezuela.

  66. Jose Mario HRP said

    Desculpem-me os tradicionais membros desse blog, Hugo Chvez nos deixa num vácuo…………………
    E o capitalismo é outro vácuo, esse de decencia e igualdade!

  67. Edu said

    Elias,

    Obrigado pelos esclarecimentos. Eu realmente entendo muito pouco de leis. Acreditava que a maior parte, como vc disse, seria constituída de texto TAXATIVO.

    Mas daí a pergunta muda então:

    Estamos discutindo o que?

    1 – A Doutrina?

    2 – As leis?

    Se for a primeira, estamos discutindo o judiciário.

    Se for a segunda, estamos discutindo o legislativo.

    Certo?

  68. Edu said

    Vai saber se a morte de Hugo Chavez nos deixará como legado uma ditadura ou uma fechadura…

  69. Pax said

    Hugo Chávez deixa um legado, sim.

    Como era antes? Como é agora? Houve acertos e erros.

    O povo de lá o adora. E isso merece respeito. Aqui pode-se apontar a maioria dos acertos.

    Na economia acredito que há erros. Principalmente nas estatais. Mas é orelhada. Não é bem minha pauta.

    Na política, bem, aí a discussão vai longe.

  70. Pax said

    “Brasília, 05 de março de 2013

    Em nome do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Joaquim Barbosa, peço desculpas aos profissionais de imprensa pelo episódio ocorrido hoje, quando após uma longa sessão do Conselho Nacional de Justiça, o presidente, tomado pelo cansaço e por fortes dores, respondeu de forma ríspida à abordagem feita por um repórter. Trata-se de episódio isolado que não condiz com o histórico de relacionamento do Ministro com a imprensa.

    O ministro Joaquim reafirma sua crença no importante papel desempenhado pela imprensa em uma democracia. Seu apego à liberdade de opinião está expresso em seu permanente diálogo com profissionais dos mais diversos veículos. Seu respeito pelos profissionais de imprensa traduz-se em iniciativas como o diálogo que iniciará no próximo dia 07 de março, quando receberá em audiência o Sr. Carlos Lauria, representante do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), ONG com sede em Nova Iorque.

    Wellington Geraldo Silva
    Secretário de Comunicação Social – SCO
    Supremo Tribunal Federal”

    ——

    Data vênia Excelência

    Tenho dores nas costas desde os 21 anos quando esmaguei (acunhamento) as vértebras L1 e L2 num acidente de moto.

    E tenho cansaço desde o dia em que me mandaram acordar cedo e ir para a escola.

  71. Elias said

    Edu,
    O problema do Judiciário, em princípio, não tem a ver com a qualidade das leis.

    Tem a ver com a estrutura do poder. Qual deve ser essa estrutura, como ela deve funcionar, até onde deve ir o poder o juiz, como esse poder deve ser controlado, etc.

    O disciplinamento do Judiciário não deve ser meramente propositivo, p.ex. Vê, acima, o que o Zbigniew escreveu sobre os assessores de planejamento estarem EXIGINDO determinadas coisas dos juízes.

    Isso é o rabo abanando o cachorro! Assessor existe pra assessorar. Proporcionar apoio técnico.

    E se o juiz não cumprir a exigência do assessor, o que acontece? Pode o assessor punir o juiz? Não!

    Então, não funciona. Não é por aí… Nem pode ser.

    Dá pra concordar que alguém exerça um PODER quase que em regime de vitaliciedade? Isso se coaduna com a democracia? Isso favorece ou não a corrupção?

    Se não se coaduna com a democracia, e se favorece a corrupção, então é o caso de reexaminar, né?

    Se a estrutura do Judiciário aponta para a formação de castas, isso subverte o processo democrático. Em tais circunstâncias, o Judiciário passa a ser uma ameaça ao cidadão. Nos Estados, isso já está acontecendo.

    O Pax postou um texto do Lúcio Flávio Pinto que aborda exetamente essa questão. Ele mostra que o caso dele não é um caso isolado. São milhares de ocorrências em todo o país.

    O Ministério Público vai pelo mesmo diapasão. Nele, a questão central é estabelecer se a autonomia deve ser apenas técnica ou também finalística. E aí vai outra enorme discussão…

  72. Pax said

    Não me parece ruim esta “biografia”

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1241227-chavez-o-militar-socialista-que-transformou-a-venezuela.shtml

  73. Elias said

    Edu,
    O Judiciário estabelece a jurisprudência.

    A doutrina quem estabelece são os juristas, os estudiosos, os especialistas.

    Podem ser juízes, mas não necessariamente.

    No Direito Administrativo Brasileiro, p.ex., o maior de todos os formuladores de doutrina foi o genial Hely Lopes Meirelles.

    Ninguém consegue escrever nada sério em matéria de Direito Administrativo Brasileiro, sem citá-lo.

    Mestre Hely não era juiz. Salvo engano, jamais foi.

  74. Pax said

    Marcelo Semer ‏@marcelo_semer
    RT @zerotoledo Hugo Chávez acaba de salvar Joaquim Barbosa. Transplante de manchete.

    Mesma coisa que disse em #65.

    Salvo pelo gongo, ou pela manchete mais forte.

  75. Zbigniew said

    Caro Edu,
    vc tem toda a razão quando fala em se pender julgamentos para um determinado lado, quando envolvido algum tipo de ideologia. Um exemplo foi a diferença de tratamento dada aos mensalões petista e tucano pelo STF. Ao tucano até agora lhufas.

    Quanto à questão da jurisprudência, sabendo tratar-se de decisões reiteradas de tribunais, podemos encontrá-las em duas manifestações: as vacilantes e as pacificadas. Estas são as que são, não só aceitas de forma geral, mas mantém-se no decorrer do tempo e inserem-se no ordenamento de tal forma que promovem a segurança jurídica em relação ao tema que lhe é objeto. As vacilantes, não. Mudam ao sabor das Cortes e são erigidas justamente quando o embasamento legal adotado não consegue contribuir suficientemente para que a lógica empregada seja reconhecida para garantir a segurança jurídica. Nestes casos outros argumentos costumam ser utilizados, como no emprego do Domínio do Fato para se condenar o José Dirceu. Sabe quando essa jurisprudência vai ser utilizada de novo? Aí vai depender de algumas variantes que têm muito menos a ver com as leis e mais com a ideologia.

    Mas é bom que se diga que o que só obriga um Tribunal ou uma Corte inferior, ou um magistrado (seja ele juiz de primeira instância, desembargador ou ministro) são as súmulas vinculantes, de observância obrigatória. Nos demais casos que envolvam súmulas e jurisprudências, em tese não obrigam, mas o caminho poderá ser árduo para o argumento conflitante.

  76. Elias said

    Nicolás Maduro não tem o carisma de Chavez.

    Provavelmente vai adotar um estilo mais moderado…

    Estou curioso pra ver como é que o Brasil vai se encaixar nos próximos passos venezuelanos.

    Com Chavez, as exportações brasileiras para a Venezuela quase quadruplicaram. O Brasil entrou no espaço vazio deixado pelo esfriamento das relações com os EUA. Produtos brasileiros acabaram substituindo produtos americanos.

    Por isso é que as entidades patronais brasileiras nunca engrossaram o coro antichavista da direita verde-amarela. A Venezuela chavista passou a comprar muito do Brasil e sempre pagou bem…

    Será que esse namoro vai acabar?

  77. Edu said

    Elias e Zbig,

    Obrigado novamente.

    Então separando novamente os problemas:

    1 – Processo – que pelo jeito já está sendo descrito e mapeado, apesar de estar um pouco torto. Processo mapeado de maneira decente nunca permitiria que um assessor exigisse nada de juízes. O processo pode estar mapeado, mas não segue hierarquia nenhuma…? Tá estranho isso.

    2 – Leis – apesar de permitirem margens para interpretação, o problema aparentemente não está aí. Ok, redigir melhor as leis seria ótimo para evitar problemas posteriores…

    3 – Estrutura de poder – “Qual deve ser essa estrutura, como ela deve funcionar, até onde deve ir o poder o juiz, como esse poder deve ser controlado, etc.” – este é o tema central do problema do Judiciário, que eu concordo com os pontos feitos.

  78. Patriarca da Paciência said

    Lembram quando surgiu o surrealismo de lançar o ministro Barbosa como candidato a Presidente da República e eu cantei a pedra de que assim ficaria muito fácil e não teria graça, pois na primeira coletiva com repórteres dos mais variados matizes o Barbosa mostraria todo o seu autoritarismo, sua arrogância, sua vaidade desmedida e automaticamente ficaria mais antipático ainda que o Serra?

    Pois nem precisou de uma coletiva! Um só repórter bastou.

  79. Patriarca da Paciência said

    Depois da nota das Associações de Juízes, a nota do Sindicatos dos Jornalistas.

    Sua excelência, ministro Barbosa, se torna cada vez mais uma unanimidade:

    “Nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, cometeu um despautério totalmente incompatível com o posto que ocupa na mais alta corte do país. Quando abordado pelo repórter Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo, o ministro de forma grosseira o chamou de palhaço e mandou o jornalista ir “chafurdar no lixo”.
    Este comportamento é totalmente inaceitável. Nenhuma autoridade tem obrigação de dar entrevistas, embora seja mais do que desejável que toda autoridade conceda à imprensa as explicações necessárias para garantir a transparência no Poder Público. No entanto, a negativa a uma entrevista ou declaração não pode se dar de forma grosseira e desrespeitosa.
    É dever dos jornalistas buscar as notícias e questionar as autoridades sobre os mais variados assuntos. Integra a rotina da ocupação de cargos de destaque o entendimento sobre a relevância do serviço prestado pelos jornalistas, mesmo que em determinadas situações isso signifique solicitar reparações ou realizar questionamentos.
    Neste sentido, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF repudia o comportamento do presidente do Supremo Tribunal Federal e cobra respeito no tratamento com os profissionais de imprensa que cobrem diariamente o cotidiano desta importante corte. Reconhecemos como importante a retratação feita em nota oficial do STF e esperamos que atitudes como a registrada hoje não se repitam dentro do tribunal.
    Brasília, 5 de março de 2013
    Diretoria do SJPDF”

  80. Zbigniew said

    Pax,
    quando vc, bem tenro na profissão, vê seu trabalho ser mudado a pedido do magistrado por interesses outros que não o da justiça no seu estado puro, ou seja, de acordo com os fatos e a lei, você passa a ter dificuldades em acreditar nessa mesma justiça. O esforço para não se deixar abater é grande e eu sempre procurei pensar que temos bons juízes e boas decisões (sim, eles também existem). Obrigado pelos elogios.

    Elias,
    confesso que estudei esses conceitos já há um bom tempo. Maneiras de agir de um povo (cultura popular) e maneiras destacadas, valoradas. A norma trata de uma conduta valorada pela sociedade e que passa aos planos do ordenamento jurídico (existência, validade e eficácia). Bem, isso vai longe.
    Quanto à coercitividade da norma, devo dizer que nem todas têm esta força, podendo ser de mero aclaramento de outras ou mesmo complementares ou de caráter programático (entre outras de natureza constitucional). Verdade que as de conduta não coercitivas encerram um apelo de ordem moral. Realmente é uma parte fascinante do direito o estudo da natureza das normas.

  81. Michelle 2 said

    Chavez morreu. Antes ele do que eu.

  82. Chesterton said

    Dia de festa.

  83. Chesterton said

    O fim de um ditador populista deixa 2 sentimentos. O primeiro de frustração. Seus seguidores sentem que seus privilégios vão acabar, O segundo é a falsa esperança, pois sempre aparecerá alguem para dizer que se ele não tivesse morrido, as coisas seriam diferentes.

    Esse negócio dos americanos estarem envolvidos no câncer do Chaves ( e Arafat…) hein? Que coisa de idiota. Se eles pudessem já tinham matado o Fidel há muito tempo.

  84. Chesterton said

    A mim deixa um exemplo. A não ser seguido. Fez meia dúzia de movimentos populistas, mas o resto… desculpem-me os amigos, me permito uma baita crítica.

    chest- Pax, estou emocionado.

  85. Jose Mario HRP said

    O imbroglio está armado:
    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/barbosa-irritado-chama-jornalista-de-palhaco-e-o-manda-chafurdar-no-lixo/587861/

  86. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/03/chavez-somos-todos.html

    Não sou profeta, tampouco dono da verdade, mas não acredito que a obra de Chavez será destruída com sua morte.

    Acho muito justo que sejam feitas novas eleições e que os resultados sejam respeitados.

    As torcidas furiosas e irracionais da direitona brasileira pouco influenciará no destino dos venezuelanos.

    Será que 1% dos venezuelanos está interessado nos blogueiros da “óia” ?

  87. Jose Mario HRP said

    O que me atemoriza é que aqui no Brasil, como pode acontecer na Venezuela depois da morte de Hugo Chavez, com a perda de força de Lula, lá e cá quem ficar com o poder na Venezuela e aqui a Dilma, caiam nos braços do pior ramo do capitalismo de nossos países, aqui representados por gente como Gerdau, Ike Batista, grandes construtoras, estrangeiros predadores, Daniel Dantas, como agora com essa nefasta MP dos Portos!, onde milhares de trabalhadores portuários avulsos terão seu ganho arrochado e ou perderão seu campo de trabalho!
    Temos que ficar em alerta , pois os capitalistas, seus sabujos e essa raça do PSDB/PPS/DEM e seus filhotes, estão de garras para fora , para atacar os direitos dos trabalhadores.
    E Lula está fora do poder!

  88. Patriarca da Paciência said

    Neste vídeo dar para perceber bem a diferença entre um bom político e um prepotente tipo Serra ou Barbosa.

    Vejam como Chavez responde ao provocativo repórter!

  89. Patriarca da Paciência said

    Meu caro HRP,

    quem governa mesmo o mundo é o “espírito da época”.

    Líderes são apenas pessoas que representam aquilo que a maioria deseja.

    Se algo é de profundo interesse da sociedade, nada extermina.

    A Rússia passou 70 anos proibindo religiões e, as religiões resistiram!

    Roma praticou as maiores crueldades contra os cristãos e, foram os cristãos que venceram Roma!

  90. Jose Mario HRP said

    Concordo Patriarca.
    Torço para que isso não mude.

  91. Pax said

    No meu entender:

    O lado bom de Chávez

    – política social – a redução da miséria, das desigualdades, na Venezuela, merece muita atenção. Não à toa que conseguiu se eleger tantas vezes. Teve resultados importantíssimos, sim. Negar é tentar criticar sem ao menos saber o que se passou.

    – políticas na educação e saúde, segundo o que leio até de críticos, foram positivas. Os venezuelanos passaram a ter serviços que jamais tiveram. Não consigo criticar negativamente quem faça algo neste sentido.

    O lado ruim de Chávez

    – Principalmente nas estatizações e intervenções na economia acabou criando barreiras demais nos investimentos privados e nas estruturas de produção. O resultado foi estagnação, desabastecimento, inflação etc. Algo como dizer que para as tais conquistas acima ele teve que sacrificar a galinha que colocava os ovos de ouro que sustentava os bons programas.

    – Na questão política há questionamentos que devemos analisar mais com a cabeça que com o coração. O seu populismo exacerbado, chegou na demagogia. Acabou num caminho que não gosto, menos democrático, onde as liberdades foram muitas vezes ameaçadas no meu entender. Dois bons exemplos são o controle da Justiça e a forma como lidou com os canalhas da imprensa de lá.

    Temos algumas semelhanças e diferenças. Merece, no mínimo, observar onde deu errado por lá para evitarmos por aqui.

    Minha opinião não é lá grandes coisas, não é uma pauta que acompanho amiúde.

  92. Jose Mario HRP said

    Aproveitando o comentário do Pax, , penso que Chavez é um divisor de aguas.
    Antes dele a Venezuela andava em círculos, numa democracia sem força para reformas, alimentada pela fartura do petróleo, agora existe a consciência de que sem ou com socialismo, a opressão da concentração de renda e a falta de inclusão social são inaceitáveis.

  93. Pax said

    Blairo Maggi como presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle no Senado

    Marco Feliciano provável novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara.

    O rei da motosserra e o pastor com sérios indícios de homofobia e racismo.

    Engatamos a marcha à ré.

  94. Michelle 2 said

    # 89

    “Roma praticou as maiores crueldades contra os cristãos e, foram os cristãos que venceram Roma!”

    Essa afirmação não procede.
    Totó por favor citar a fonte histórica de onde vc tirou tal informação.

  95. Pax said

    Muito bom o artigo do Marcelo Semer, no Terra.

    Discurso populista de Barbosa flerta com autoritarismo

    http://terramagazine.terra.com.br/blogdomarcelosemer/blog/2013/03/06/discurso-populista-de-barbosa-flerta-com-autoritarismo/

  96. Otto said

    “Ironicamente, no momento em que veículos de comunicação elaboravam um discurso sobre as tentativas do PT de amordaçar e calar a imprensa, a partir do caso Yoani, quem se nega a responder uma pergunta pertinente de um jornalista, o repórter Felipe Recondo, é justamente o personagem mais cultuado pelos meios de comunicação nos últimos anos: o ministro Joaquim Barbosa; agredido, Estadão se acovarda e, na edição desta quarta-feira, não pública um mísero editorial a respeito; a questão é: Recondo prosseguirá nas suas apurações sobre Barbosa, em que “chafurdava no lixo” do STF, ou será amordaçado?”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/95378/E-quem-bateu-na-m%C3%ADdia-foi%E2%80%A6-n%C3%A3o-o-PT-mas-seu-her%C3%B3i.htm

  97. Pax said

    Caro HRP,

    É inegável que Chávez foi um divisor de águas. Só por isto já merece respeito.

    Sem reservas às críticas que podemos fazer.

  98. Jose Mario HRP said

    Não foi na net nem qualquer outro lugar que consegui a informação sobre a irritação agressiva em que anda JB!
    No rádio!
    Joaquim Barbosa, atual presidente do Supremo, soube que o jornalista do grupo “O Estado” colhe informações para publicar matéria bomba sobre os altissimos custo que tem a reforma total de todos os gabinetes dos senhores excelentissimos ministros do Supremo!
    Tocou na ferida purulenta do JB(e de todos os outros “santos” do Supremo diga-se de passagem!)

  99. Chesterton said

    – política social – a redução da miséria, das desigualdades, na Venezuela, merece muita atenção. Não à toa que conseguiu se eleger tantas vezes. Teve resultados importantíssimos, sim. Negar é tentar criticar sem ao menos saber o que se passou.

    chest- Chavez destruiu a economia venezuelana, se manteve no poder fazendo agrado a adversarios com petrodolares que julgava seus. Fora

    – políticas na educação e saúde, segundo o que leio até de críticos, foram positivas. Os venezuelanos passaram a ter serviços que jamais tiveram. Não consigo criticar negativamente quem faça algo neste sentido.

    chest- Chaves morreu por acreditar em medicina bolivariana, esperto é o Lula que procurou a “direita” para se curar do câncer; encheu a Venezuela de médicos cubanos sustentados por petrodolares que nio final acabaram matando-o.

  100. Chesterton said

    Dois bons exemplos são o controle da Justiça e a forma como lidou com os canalhas da imprensa de lá.

    chest- fechou jornais , perseguiu jornalistas opositores e você acha isso bom…ai, ai, ai;

  101. Chesterton said

    http://www.semana.com/Especiales/chavez-conquistando-america/index.html

  102. Chesterton said

    controle da Justiça ..

    chest- apárelhou o judiciario que lhe dizia amen em todas as questões…ficou doido, Pax? Na tua visão é assim que o judiciario tem que se comportar, se alinhando ao executivo automaticamente? My God!

  103. Patriarca da Paciência said

    besta desvairada, só você não sabe que os cristãos venceram Roma.

    Fontes históricas?

    besta desvairada, você já abriu algum livro de história?

  104. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você anda tão “desregulado” pelo que lê de lixo que nem presta atenção.

    Leia, de novo:

    O lado ruim de Chávez

    – Principalmente nas estatizações e intervenções na economia acabou criando barreiras demais nos investimentos privados e nas estruturas de produção. O resultado foi estagnação, desabastecimento, inflação etc. Algo como dizer que para as tais conquistas acima ele teve que sacrificar a galinha que colocava os ovos de ouro que sustentava os bons programas.

    – Na questão política há questionamentos que devemos analisar mais com a cabeça que com o coração. O seu populismo exacerbado, chegou na demagogia. Acabou num caminho que não gosto, menos democrático, onde as liberdades foram muitas vezes ameaçadas no meu entender. Dois bons exemplos são o controle da Justiça e a forma como lidou com os canalhas da imprensa de lá.

    Ou seja, aparte minhas observações sobre o lado bom, tem o lado RUIM, Chesterton.

    Controle da Justiça e a forma como lidou com os canalhas da imprensa (sim, canalhas) não me pareceu nada bom. Este é o lado RUIM, Chesterton.

    Fica lendo lixo e desaprende o pouco que sabia de interpretação.

  105. Michelle 2 said

    Totó

    EDWARD MCNALL BURNS – História da Civilização Ocidental – 2 volumes.

    Usava este texto básico para dar aulas de História Geral na década de 70.

    Qual é a sua fonte, idiota?

  106. Jose Mario HRP said

    Quando o Imperador Romano adotou o cristianismo como religião deu-se a vitória dos ensinamentos de Deus através do profeta Jesus de Nazaré.
    Vitória nem sempre significa esmagar o inimigo, pode ser abraça-lo e ganhar novos amigos..
    Mentes menos obtusas conseguem entender equação tão simples.

  107. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro HRP,

    mas os idiotas, por terem uma mente completamente confusa, sempre julgam que “os outros” é que são idiotas”

  108. Chesterton said

    Você que é confuso e ambiguo, mistura bom e ruim num mesmo parágrafo.

  109. Chesterton said

    Minha gente, o imperio romano foi destruído pelas invasões bárbaras.

  110. Jose Mario HRP said

    Vamos lá…..Roma nunca foi destruida.
    O Cristianismo se impôs pelo seu conteudo.
    O resto é história.
    Aliás estão elegendo mais um padreco lá em Roma , nessa caricatura de igreja de Pedro

  111. Edu said

    Nossa mãe…

    É inacreditável que pessoas que supostamente tiram suas convicções políticas da ditadura militar compactue com Chavez ou Fidel.

    É óbvio que o legado do Chavez não desaparecerá tão cedo.

    O legado da ditadura militar também não desapareceu cedo.

  112. Edu said

    A propósito, eu acho que quem deveria assumir a Venezuela é o Nicolás, afinal, acho que ele está bastante maduro politicamente…

  113. Jose Mario HRP said

    Enquanto a presa politica de Fidel passeia mundo afora(fora os tempos de Suiça) Assange(que só falou e expalhou verdades) está preso dentro de uma embaixada por desmascarar a “maior( e mais mentirosa) democracia do mundo”!
    Aqui a imagem do bem tratado Bradley:

    Apagado por mim… deu pau o link — Pax

  114. Michelle 2 said

    1.Religião não se discute. Mas confundir história com religião é prova de insanidade total. Ou de burrice.

    2. “Para Dilma, Chávez deixará nas lutas da América Latina um vazio.”
    Um vazio que preenche uma enorme lacuna.

    3. “Pouco importa o tipo de câncer de Chávez, suas chances teriam sido evidentemente maiores no Brasil, nos EUA e em alguns países europeus. Mas isso, para a sua mística, seria entendido como uma espécie de rendição. Médicos brasileiros e um grande hospital chegaram a ser sondados. O ditador queria, no entanto, a garantia de que poderia ter aqui a cortina de silêncio que lhe foi assegurada em Cuba. Ao saber que não seria possível porque a democracia brasileira não permite, restava-lhe escolher, deixem-me ver, entre Cuba e a Coreia do Norte…”
    …”A fidelidade à própria farsa obrigou Chávez a experimentar o fel”.

  115. Patriarca da Paciência said

    “Minha gente, o imperio romano foi destruído pelas invasões bárbaras.”

    Minha gente, como é que alguém diz uma barbaridade desta?

    Aliás, quem eram os tais “bárbaros”, os romanos, que se divertiam atirando pessoas para serem devoradas por leões ou crocodilos, enquanto uma platéia enlouquecida urrava de prazer?

    Esses mesmo romanos que enfileiravam centenas de pessoas crucificas ao lado das estradas?

    Esses mesmos romanos que colocavam pessoas para se matarem em estádios, a título de “diversão pública”?

    Aliás, a história registra algumas batalhas ganhas pelos povos europeus do norte, mas nenhuma vitória definitiva contra Roma.

    O Império Romano se cristianizou e resistiu até quase o fim da Idade Média, quando, aí sim, foi dominado pelos povos árabes, não pelos europeus do norte, “bárbaros” para as mentes romanas.

  116. Zbigniew said

    Certamente que o Chavez errou e acertou, mas os acertos foram, como aqui no Brasil, quebra de paradigmas importantes, em especial para o povo mais humilde.

    Queria entender o que foi feito com o Judiciário da Venezuela. Procurando na internet verifiquei que lá é proibido o associativismo e os juízes podem ser destituídos, ao que parece, por um processo não muito transparente, em que um magistrado que possua cinco denúncias contra si perde o cargo. A autonomia deste Poder é bem restrita. Este vídeo é bem esclarecedor quanto a este fato naquele país: http://www.ajuris.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1918:judiciario-venezuelano&catid=75:sala-de-audiencia&Itemid=60

    Esse fato é desabonador para o governo venezuelano, que, supostamente, cooptou o Judiciário para garantir e exercer o seu poder sem ser importunado por algum tipo de combinação, como o que ocorreu aqui, com o STF e a mídia. Não importa, não é democrático e ponto final.

    Em relação à mídia e à liberdade de expressão na Venezuela é interessante o que diz o seguinte texto:

    “O mais escandaloso, na atual campanha difamatória, é a pretenção de que a liberdade de expressão esteja restrita na Venezuela. A verdade é que o setor privado, contrário a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. Qualquer um pode comprovar isso. De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofônicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo.”
    (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-razoes-do-odio-a-chavez)

    Quanto à economia, a despeito da falta de iniciativas de empreendimentos e investimentos domésticos e cada vez mais dependência do petróleo, bem como da alta inflação que ronda a casa dos 30% ao ano, ainda assim existem dados positivos para serem apresentados como o aumento do PIB e a diminuição do desemprego (http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/governo-chavez-melhorou-pib-mas-aumentou-dependencia-do-petroleo.html).

    Entretanto não podemos deixar de reconhecer avanções significativos, em especial na área social, durante o governo Chavez:

    “O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O analfabetismo foi erradicado. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil). O país apresenta o maior corficiente de Gini (que mede a desigualdade) da América Latina. Em um informe em janeiro de 2012, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal, uma agência da ONU) estabelece que a Venezuela é o país sulamericano que alcançou (junto com o Equador), entre 1996 e 2010, a maior redução da taxa de pobreza. Finalmente, o instituto estadunidense de pesquisa Gallup coloca o país de Hugo Chávez como a sexta nação “mais feliz do mundo”.”
    (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-razoes-do-odio-a-chavez).

    Obviamente que para os investidores, rentistas, liberais e quetais, o Chavez não foi um personagem simpático, até pelo seu comportamento muitas vezes jocoso e direto (como no caso da referência à Globo ou no seu discurso na ONU quando debochou do ex-Presidente estadunindense George Bush, o júnior), e sempre vão carregar nas tintas nos seus defeitos (que foram muitos). O Chavez, assim como o Lula, a Dilma e o PT, priorizaram os mais necessitados nos seus respectivos países e isso, até um certo ponto, mudou a forma de governar. Foram criados ativos de Estado, no caso dos programas assistenciais, que dificilmente sairão da pauta daqueles que almejam, um dia, chegar ao poder. Na equação de perdas e danos eu diria que o Chavez fez um bem danado ao povo venezuelano.

  117. Elias said

    Pax,
    A Venezuela é o 5º maior exportador de petróleo.

    A partir dos anos 1970, ela passou a faturar os tubos com a exportação de petróleo.

    Vinte anos depois, nos anos 1990, como estavam os venezuelanos?

    Compare com os emirados árabes, com a Arábia Saudita, até mesmo com a Líbia. Nesses países, a riqueza continuou concentrada, sim, mas os caras investiram os tubos em educação, saúde, habitação, saneamento (várias construtoras brasileiras faturaram os tubos no Oriente Médio). Com toda a irresponsabilidade do Kadafi, a Líbia zerou o analfabetismo e reduziu a pó seu déficit habitacional. Na maior parte dos países árabes, multiplicaram-se iniciativas consistentes no sentido de estender os benefícios do petróleo a toda a população.

    Já na Venezuela…

    O empresário, hoje senador pelo PSDB, Fernando Flexa Ribeiro, quando era presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará dizia que a elite econômica latino-americana é tão obtusa politicamente, doentiamente gananciosa e socialmente insensível, que, se deixada a si mesma, se encaminhará sozinha ao suicídio. Ela simplesmente não consegue perceber que é impossível enriquecer indefinidamente, num mar de miséria. Que, é preciso acabar com a miséria, para poder viabilizar o enriquecimento permanente. Segundo Flexa Ribeiro, a elite econômica latino-americana acha que pode botar pressão no caneco indefinidamente. Não percebe que, se fizer isso, o caneco explode…

    Meu pai dizia algo assim como “Deo impeditio esuritori nullus”, ditado romano que significa, mais ou menos, “Nem Deus consegue parar um homem faminto” (a propósito: anos depois esse ditado seria o título de um dos episódios da série “Roma”; exatamente o episódio que trata dos problemas sociais daquele país).

    Hugo Chavez é produto de circunstâncias históricas.

    A existência dele pode ter incomodado um monte de gente. Mas, quem se sente incomodado com a presença de Hugo Chavez no mundo, deveria parar um pouco pra refletir, principalmente se puder passar pelo menos uma semana na Venezuela…

    Não terá dificuldade em concluir que: (a) poderia ter sido pior; (b) poderá ser muito pior…

  118. Chesterton said

    Quando Chaves assumiu o poder o barri de petroleo estava a 14 dólares, o que deixou os países produtores numa situação muito difícil. o AVGAS estava no Brasil a R$ 0,85.

  119. Chesterton said

    barril…

  120. Chesterton said

    Aliás, quem eram os tais “bárbaros”

    chest- eram o povos germanicos do norte da Europa e asiáticos vindos do leste, como o hunos. Eram chamados de bárbaros pelos romanos porque não compreendiam sua língua, que lhes parecia blábla´bla-bla. Seria como se chamássemos as gentes de blabaros, ou blablavaros.

    Patriarca, tu não sabes xongas de imperio romano.

  121. Chesterton said

    Roma nunca foi destruida.

    chest- hein?

  122. Elias said

    Chester,
    Tu estás falando de ROMA. O Patriarca se referiu ao IMPÉRIO ROMANO.

    Tu confundiste barafunda com furabunda, quando disseste que “…o imperio romano foi destruído pelas invasões bárbaras.”

    Não foi. As invasões bárbaras destruíram ROMA, mas não o IMPÉRIO ROMANO.

    “Roma” e “Império Romano” são duas coisas diferentes, Chester.

    O IMPÉRIO ROMANO continuou existindo DEPOIS das invasões bárbaras.

    A sede do império foi transferida de Roma para Bizâncio (depois chamada Constantinopla), onde continuaria por vários séculos. SÉCULOS Chester (não esquece que um século tem 100 anos…).

    Tal como disse o Patriarca, o Império Romano continuou existindo até o fim da Idade Média.

    Aliás, Chester, um dos marcos do início da Idade Moderna é, exatamente, o fim do Império Romano.

    E quem detonou com o Império Romano foram os islâmicos, cuja presença maciça no continente europeu durou novecentos anos. Aliás, foram os árabes que fizeram de Córdoba a primeira metrópole européia depois da destruição de Roma.

    Os islâmicos só seriam definitivamente expulsos da Europa por Fernando, rei de Aragão, e Isabel, rainha de Castela, no processo de formação da atual Espanha. No século XVI, eles expulsaram os islâmicos do reino de Granada, última possessão árabe na Europa Ocidental.

  123. Jose Mario HRP said

    O comentário do Elias, embora correto em quase tudo, tem um pequeno defeito:
    Roma jamais deixou de existir.
    Só mudou quem a governava, mas seu espírito de cidade internacional e cosmopolita jamais acabou, numa nova fase em que tornou-se o centro do cristianismo.Esse sim vitorioso, mas perdendo sentido por causa da deturpação de que foi vítima.

  124. Elias said

    José Mário,
    “Destruição” de Roma é um termo usado em muitos livros de história.

    Roma era, por excelência, a metrópole da Europa. O centro do mundo ocidental. Com as invasões bárbaras, foi transformada num pardieiro.

    As melhores partes da cidade, no antigo “Palatino”, foram reduzidas a ruínas. Nada restou do antigo cosmopolitismo.

    Impressionante é que, depois da destruição de Roma, e por muitos séculos, os europeus continuaram considerando os italianos fonte de instabilidade no continente. Manter a Itália dividida, com várias de suas partes em poder de outros países, parece ter sido uma preocupação quase obsessiva dos governantes europeus.

    A propósito, estou relendo “O Príncipe”, de Maquiavel, numa edição que minha mãe me deu, há várias décadas. É uma edição de 1943, que contém observações de Napoleão Bonaparte e Cristina, da Suécia.

    Como se sabe, no fim do livro, e referindo-se à Itália, Maquiavel reproduz um trecho do “Cancioneiro”, de Petrarca: “Virtú contro a furore / Prenderá l´arme; e fia il combatier corto / Chè l´antico valore / Negl´italici cuor è ancor morto.” (A virtude empunhará armas contra a fúria; e a luta será breve, porque o antigo valor ainda não se extinguiu nos corações italianos).

    Nota do Bonaparte a esse trecho: “Hoje, graças a mim, revive quase por completo. Mas não deixarei que se reúnam em uma só nação, porque isso equivaleria à destruição da França, da Alemanha e da Europa inteira.”

    Lendo essa nota de Napolão, já no início do Século XIX, dá pra pensar no contexto em que “O Príncipe” foi escrito, com pedaços da Itália passando de uma para outra cabeça coroada da Europa, e o Papa fazendo toda sorte de acordos espúrios pra tentar valer sua autoridade sobre os “Estados Pontifícios”, região que, em tese, estavam sob sua jurisdição…

    Três séculos depois, as opiniões pouco haviam mudado.

    No mais, a partir do Século VIII, a designação “metrópole européia” só é aplicável à Córdoba, sob a dinastia islâmica omíada (que, por sinal, se proclamara independente do sultanato de Constantinopla).

    Essa situação permaneceria por uns bons 250 anos. Aí vieram os almorávidas, bérberes também islâmicos, que acabaram ferrando com tudo… E, depois deles, ainda viriam os almôedas (também bérberes, e também islâmicos), pra demonstrar que, naquela época, e naquela parte do mundo, assim como no Brasil, nada era tão ruim que não pudesse ser piorado…

  125. Michelle 2 said

    Em primeiro lugar, de qual Imperio Romano estamos falando: o do Ocidente ou o do Oriente? O Elias já sacou a diferença.

    Em segundo, Elias data vênia, a hipótese que os islâmicos ( otomanos) seriam responsáveis pela queda do I.R. do Ocidente embora atraente também não procede.

    Embora um pouco simplista e inexata, a versão um pouco mais aproximada do que ocorreu pode ser encontrada para consulta neste link da Wikipédia:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Queda_do_Imp%C3%A9rio_Romano_do_Ocidente

    Essa discussão está parecendo a “parábola” dos cegos tentando definir um elefante.

  126. Otto said

    Do Blog do Mello:

    A declaração da advogada, escritora e apresentadora de TV Eva Golinger foi ao ar no canal russo Actualidad RT. Golinger é uma admiradora do chavismo e do agora ex-presidente Hugo Chávez, que produziu dois livros sobre ele: “El Código Chávez: Descifrando la Intervención de Estados Unidos en Venezuela (2005)” e “Bush vs. Chávez: la Guerra de Washington contra Venezuela (2006)”.

    Há evidências concretas de que EUA contam com a tecnologia necessária para atentar contra a vida do presidente venezuelano Hugo Chávez, assim o assegurou a advogada e escritora Eva Golinger.

    “Há informação que desde os anos 70 tentavam assassinar por exemplo ao presidente cubano naquele momento, Fidel Castro, com radiação, além de outros métodos. Isso não é nenhum segredo, tudo isso foi revelado em milhares de documentos desclassificados. Podemos imaginar agora a capacidade destas armas que possuem hoje em dia EUA, que têm empregado diferentes armas biológicas contra seus adversários”, acrescentou Golinger.

    Washington “tem alta capacidade científica e biológica. Houve também outras tentativas de atentado contra a vida de Chávez nos últimos anos. Muitos meios de comunicação, figuras políticas de EUA e seus aliados tentaram desfigurar esta informação, manipulá-la, distorcê-la e fazer de quem os denunciam como se fossem loucos ou como se se tratasse de ficção científica. No entanto, é uma realidade, há evidências de que esta capacidade existe”, assegurou.

  127. Michelle 2 said

    Putz..agora “mellou”de vez!
    Eu bem que desconfiava que lula tinha sido contaminado por armas dusamericanu em suas viagens ao paraíso castrista.
    hehehee!
    quanto mais eu rezo mais aparece assombração!

  128. Zbigniew said

    Otto,
    para uma afirmação como essa a advogada precisaria trazer provas irrefutáveis. Se ficar no campo das suposições vai parecer mais um desejo ou uma paranóia contra os estadunindenses (que não são santos de forma alguma). Soa como palavras ao vento, ou como ela mesma aformou no final, ficção científica ou loucura.

    Lembro-me do caso do Arafat e da suspeita que o Mossad estaria por trás de uma contaminação que provocou a morte do líder palestino. A diferença aqui é que o serviço secreto israelense já teria utilizado tóxicos para eliminar inimigos políticos (ver o caso do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, em 2006, que, segundo dados da política britânica, foi morto envenenado por polônio).

  129. Michelle 2 said

    E essa agora…a petralhada está triste com a morte do caudilho venezuelano e ainda toma este “fogo amigo”. hehehe

    A raiz do mensalão é malufista, por Genival Tourinho

    Genival Tourinho

    Não foi o PT nem o PSDB que criou o mensalão, foi o deputado Paulo Maluf. Esta teoria está registrada no livro que recém publiquei “Baioneta calada e baioneta falada”, onde relato as minhas memórias sobre o período em que exerci dois mandatos de deputado federal (1984-1992), tendo perdido meus direitos políticos no regime militar pela Lei de Segurança Nacional por ter denunciado a Operação Cristal (na qual militares realizavam atentados para acusar a esquerda). O STF aceitou, em julgamento secreto, denúncia contra mim feita a pedido do ministro do exército.
    Essa história do mensalão nasceu há muitos anos, engendrada pelo então governador de São Paulo, Paulo Maluf, tendo sido praticada pela primeira vez contra a candidatura de Djalma Marinho, que, derrotado para o Senado em 1974, voltaria em 1978 como deputado federal.

    leia completo em:

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=488663&ch=n

  130. Michelle 2 said

    Qual é afinal o Chavéz real:

    o que morreu ontem(?) ou o de 1998, que chamava FHC de “Mi Maestro”?

    Veja o video:

  131. Chesterton said

    Tu estás falando de ROMA. O Patriarca se referiu ao IMPÉRIO ROMANO.

    chest- ai, ai, ai…..até tu, Elias!!!!!!!

  132. Chesterton said

    Vamos concordar numa coisa, para manter a sanidade mental.
    1. O câncer de Chavez não poderia ser “inoculado” pelos gringos.
    2. Arafat era um gayzasso e morreu de AIDS em decorrência de anos de sodomia passiva.

  133. Elias said

    Tá doendo, darling?

    Eu tiro um pouco…

  134. Chesterton said

    QUARTA-FEIRA, 6 DE MARÇO DE 2013

    Chavez, um ditador que morreu pois cometeu o pior dos erros de um mentiroso: acreditou na própria mentira

    Chavez foi um ditador tal qual Hitler. Ser eleito pelo povo não é condição suficiente para chamá-lo de democrata. Democracia é o respeito às minorias e ao estado de direito, coisas que Chavez abominava.

    Chavez deixa a Venezuela pior do que a encontrou: encontrou uma democracia e deixou uma ditadura.

    Para a infinita sorte dos venezuelanos, Chavez cometeu o pior dos erros que um mentiroso pode cometer: acreditou na própria mentira. Mentiu tanto sobre as benesses do regime bolivariano que acabou acreditando na própria mentira, e foi tratar de sua doença em Cuba. Cuba, outra ditadura chegada a uma mentira, divulga as maravilhas de sua medicina há tempos. Infelizmente para os cubanos Fidel nunca acreditou nessa cascata. Quando Fidel precisou de ajuda tratou logo de chamar um médico espanhol (que trouxe equipamentos da Espanha para tratar do valente ditador).

    Tivesse Chavez o bom senso de não acreditar em suas mentiras e ainda estaria vivo. Tivesse feito como Fidel, e chamado médicos espanhois para seu tratamento, aidna estaria vivo.

    A Venezuela piorou com Chavez. Cuba piorou com Fidel. Você é daqueles que acredita nas maravilhas do sistema de saúde cubano? Então sugiro que, para seu próprio bem, você nunca pague para ver…

    Adolfo Sachida

  135. Chesterton said

    Olha o nivel…

  136. Chesterton said

    Por exemplo, 124, alto nivel.

  137. Elias said

    Michelle # 125

    Indo lá, na consulta que linkaste:

    “Em geral, a expressão queda do Império Romano refere-se ao fim do Império Romano do Ocidente, ocorrido em 476 d.C., com a tomada de Roma pelos hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla. A queda do Império Romano do Ocidente foi causada por uma série de fatores, entre os quais as invasões bárbaras que causaram a derrubada final do Estado.”

    Michelle, lê com cuidado.

    Observa que, no texto acima, está dito que “…a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla.”

    Qual foi o ano, Michelle? 1.453.

    Exatamente no momento em que a Idade Média exalava os últimos suspiros, e o mundo entrava na Idade Moderna. Trinta e nove anos depois, Colombo chegaria à América. Mais 8 anos, Cabral chegaria ao Brasil… IDADE MODERNA, Michelle.

    E o que eu disse, Michelle? Eu disse: “A sede do império foi transferida de Roma para Bizâncio (depois chamada Constantinopla), onde continuaria por vários séculos. SÉCULOS Chester (não esquece que um século tem 100 anos…).Tal como disse o Patriarca, o Império Romano continuou existindo até o fim da Idade Média.”

    Presta atenção, Michelle. Presta atenção, mulher!!

    A invasão dos bárbaros é um evento da ANTIGUIDADE.

    A tomada de Constantinopla é um evento do FIM DA IDADE MÉDIA.

    Entre um e outro evento, Michelle, tem quase 1.000 anos. DEZ SÉCULOS.

    Juntar num mesmo balaio a invasão dos bárbaros com a tomada de Constantinopla, como se fossem eventos associados, é demência. Há 1000 anos entre as duas coisas.

    TE ORIENTA, MICHELLE!

  138. Edu said

    Pô, to chateado pq morreu o chorão.

  139. Chesterton said

    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    O sistema capimunista na Venezuela, batizado ideologicamente de “socialismo bolivariano”, dificilmente será enterrado após o sepultamento do coronel Hugo Chávez – cuja morte foi finalmente confirmada ontem, mas já era especulada desde o fim do ano passado. Dificilmente haverá mudanças, em curto prazo, no modelo econômico populista – baseado em demagogias promovidas com fortes gastos do governo, aproveitando o dinheiro farto do petróleo.

    Não há motivos para comemorar a morte de ninguém – muito menos a do militar-militante Hugo Chávez. Até porque o mito bolivariano tem tudo para ficar ainda mais vivo na conjuntura política post mortem. Certamente haverá disputas internas de poder no seio do “chavismo” – tecnicamente um regime gerenciado de forma centralizada e autoritária, baseado em muita propaganda ideológica mentirosa, mas com o respaldo do voto popular – doado facilmente pelos pobres da periferia beneficiados diretamente pelos programas de compensação de renda oficiais.

    Ao contrário do que alguns analistas internacionais equivocadamente afirmam, a morte de Chávez não representa um duro golpe para os demais governos populistas do continente, que operam segundo a ótica do Foro de São Paulo (entidade que regula a estratégia esquerdista na América Latina), para consolidar o modelo capimunista: governos centralizadores, com verniz ideológico de “socialismo-comunismo”, que aparelham a máquina do Estado para beneficiar seus líderes políticos e familiares, tornando-os sócios ocultos de grandes empreendimentos privados promovidos com dinheiro público direcionado de forma aparentemente legal ou pela descarada via da corrupção.

    Na Venezuela, a previsão mais concreta é uma briga de poder entre os herdeiros chavistas. A quebra do Estado de Direito já acontece por lá, com Nicolas Maduro assumindo o poder, ao arrepio da Constituição, para promover uma eleição dentro de um mês. Maduro é o favorito para o pleito. Até porque, desde dezembro, já está armado, no mínimo, um esquema para uma fraude eleitoral. Dificilmente o oposicionista Henrique Capriles pode se dar bem. Perderá de novo, legitimando os vitoriosos previamente programados.

    A morte de Chávez afeta o Brasil em nada. Soam como inúteis os votos de pesar de Lula, Dilma, Dirceu, Marco Aurélio Garcia et caterva. Chávez bem lhes servia de bom exemplo. O caudilho venezuelano tinha um estilo claramente ofensivo na tomada e consolidação do poder. Suas viúvas brasileiras são mais dóceis, covardes e incompetentes. Chávez partia para o embate e conquistava o que queria – como bom militar. Já os militantes tupiniquins – para sorte nossa – preferem o delicado modelo gramscista, para tomada gradual do poder, via aparelhamento do Estado e muita propaganda ideológica, com apoio dos intelectualóides orgânicos e seus discursos nacionaissocialistas construídos com doses de bom whisky 18 anos… Como Chávez era uma sombra indesejável para os esquerdistas idiotas daqui, a morte dele, na realidade, representa um alívio…

    Cuba é quem pode sofrer grande prejuízo com a morte de Chávez – caso ocorra alguma improvável mudança de poder na Venezuela, nas eleições que serão marcadas para daqui a 30 dias. Os irmãos Castro – Fidel e Raúl – já não têm mais saúde para comandar o comunismo na Ilha das ilusões perdidas. O capimunismo de Chávez fazia com que a PDVSA subsidiasse Cuba com o envio de US$ 5 bilhões anuais em Petróleo. Se tal ajuda cessar, o regime cubano ficará mais agonizante que o paciente Chávez no tratamento feito lá contra o câncer.

    Chávez morreu prematuramente – na avaliação de especialistas em oncologia. Sua vida foi encurtada pela crença no milagre comunista. Em vez de ter se tratado nos melhores hospitais de São Paulo, onde a alta tecnologia e a vivência médica de verdade poderiam lhe prolongar a existência, preferiu confiar na enganadora lenda sobre a medicina cubana. Durou menos do que poderia ter durado. Aliás, é impressionante como Chávez foi abduzido pelo “comuno-socialismo” – uma doença mental ideológica degenerativa do caráter, da honestidade e do bom senso.

    No começo, Chávez era um coronel do Exército, claramente patriota, que não se conformava com as injustiças e desigualdades na Venezuela – que não usava os petrodólares para um real desenvolvimento. Tentou dar golpes, acabou preso, deu a volta por cima e, nas urnas, conseguiu chegar à Presidência da Venezuela 14 anos atrás. Ao assumir o poder em 1999, o coronel Chávez sofreu uma metamorfose. O caudilho abandonou seus valores militares, anti-comunistas, e foi seduzido – sabe-se lá como – pela ideologia socialista.

    Depois que Chávez entrou para o time do Foro de São Paulo, tornou-se um dos maiores aliados de Fidel Castro e virou o maior propagandista do socialismo na América Latina – gerando inveja em Lula da Silva – sempre tido como um “socialista envergonhado”, nunca convicto. Mas o sarcoma comunista acabou fatal para Chávez. Agora, de forma idiota, seu herdeiro Nicolas, que de maduro só tem o sobrenome, tenta vender até a conspiratória tese de que o câncer de Chávez foi engendrado pelos seus inimigos norte-americanos. Ontem, na bravata, até expulsou o adido militar dos EUA.

    Chávez já foi desta para uma melhor. Mas demagogos, corruptos e pretensos socialistas como Cristina Kirchner, Evo Moralles, Rafael Correa e outros idiotas muito bem votados pelas massas ignorantes continuam no poder. No Brasil, se a economia não desandar, Dilma Rousseff se reelege em 2014 – no pleito em que Lula da Silva ainda pode sair consagrado das urnas como Senador pelo Estado de São Paulo. Aécio Neves não representa ameaça concreta ao esquema PT-PMDB. O netinho de Tancredo Neves perdeu seu timming e não é ofensivamente convincente para se vender como alternativa ao atual governo, apesar do apoio que tem da Oligarquia Financeira Transnacional. Eduardo Campos e Marina Silva na disputa apenas atrapalham e tiram uns votinhos à esquerda.

    Ou seja, Chávez morreu. Será enterrado de maneira mítica e cultuado como um semideus. Mas o inferno capimunista continuará dirigindo os destinos da América Latina. O capimunismo parece eterno. O sistema híbrido, combinando a promessa socialista no discurso de progresso para todos e o emprego do Estado intervencionista para controlar e beneficiar uma minoria de aliados econômicos locais e transnacionais, parece perfeito para uma América Latina sem oposição com massa crítica e projeto claro, realmente democrático e defensor da livre iniciativa, para ocupar o poder.

    Derrotado pelo câncer, Chávez foi-se. Mas a foice e o martelo – sarcomas do cínico capimunismo em metástase – continuam em alta na cotação das massas ignorantes e cada vez mais imbecilizadas que elegem os representantes dos Governos do Crime Organizado para comandar os diferentes países.

    O capimunismo é uma realidade sem volta – pelo menos no curto prazo. O Tio Sam torce o nariz para o sistema. Mas os EUA (cuja soberania sofre constante ataque da Oligarquia Financeira Transnacional) não têm mais a mesma capacidade interventora do passado, para influir nos rumos políticos da América Latina.

  140. Michelle 2 said

    Elias
    Acho que você não leu o link. E inventou “abobrinhas islâmicas”.
    E caiu no meu mata-burro. hehehe
    Eu NÃO DISSE o que vc diz que eu disse.
    Aliás eu nem disse hehehe…eu enviei o link e fiquei esperando vc morder a isca.
    Eu poderia ter dito que os seus “islâmicos precoces” ( Maomé morreu ~ 632 DC) em que só foram invadir a Peninsula Ibérica em ~ 711DC , só o fizeram porque Roma (Imperio do Ocidente) já havia acabado em ~476 D.C . A tal Roma que teria sido destruída pelo cristianismo, como alguns babacas aqui juraram por Deus que era verdade.
    Usei a expressão “islâmicos (otomanos)” para atiçar a sua eterna sabedoria que criou “islâmicos precoces” invadindo Roma- o Império Romano do Ocidente pelo menos ~200 anos antes da existência de Maomé e do Alcorão. Aí você mordeu a isca. Os islâmicos otomanos só apareceram ~600 anos depois de Maomé, como até o Totó jura que sabe..
    Constantinopla (Império Romano do Oriente) foi tomada pelos turcos otomanos (islâmicos) ~ mil anos depois da queda de Roma. Portanto falar em cristianismo ou islamismo derrubando Roma (Império Romano do Ocidente) e/ou também, apontar o cristianismo derrubando Constantinopla (Império Romano do Oriente) que era cristã, é uma profunda cretinice. E ignorância. E você sabe disso.
    Mas inventa “islâmicos precoces”. É o vicio. hehehe
    ________________
    Elias está precisando tomar maracujina? – Receita: é só ler um discurso da dilma até o fim e ficarás calmo.

  141. Otto said

    Zbigniew: de toda forma, esta prática é bem própria dos americanos.
    Em 50 anos saberemos…

  142. Pax said

    prezados

    desculpem-me a ausência, estrada e teclado só em emergência.

    O que rolou hoje com JB? Estou por fora.

    Na estrada, num posto que sempre abasteço, um frequentado por muita gente, bombou de uns tempos pra cá, tem restaurante, posto de gasolina, loja de conveniência, tudo que se precisa… e 4 caixas eletrônicos.

    Esta noite foram lá, renderam todo mundo, umas 4 da matina e explodiram todos os caixas. O frentista que já conheço pelo nome me disse que foi uma montanha de dinheiro. Quando cheguei, passado do meio dia, achei estranho mesmo, um monte de cacos de vidro no chão e o lugar dos caixas cobertos com essas lonas plásticas de construção.

    Do que eu lembro, assim de chofre:

    Os romanos dominavam toda aquela região, mais um bom pedaço do oriente médio e norte da áfrica. Mas temiam os godos que temiam os visigodos que viviam ao norte e mais ao norte. Eram estes que os romanos chamavam de bárbaros.

    Os hunos vieram do Leste, com técnicas totalmente diferentes, seus arcos atiravam flechas que alcançavam 150 metros enquanto os da região só chegavam nos 50 metros. E tinham a tal carga avassaladora. Talvez a precursora da blitzkrieg (não sei como escrete e to com preguiça de googlar). Não deixavam viva alma em pé, somente o que queriam comer, incluindo animais, vegetais e as mulheres da região.

    Detonaram os godos, foram mais pro norte, detonaram os visigodos e se voltaram para o Sul.

    Não lembro quem era o imperador romano à época, mas lembro que ele foi astuto pacas. Ao invés de confrontar, convenceu os hunos que o império era tão farto que nem precisava briga, era só se instalar e pegar o que quisessem. Se submeteram por décadas. Na minha memória fraca acho que foram 2 ou 3. E neste período aprenderam as técnicas militares dos hunos e acabaram os expulsando de volta.

    Ninguém sabe exatamente de onde os hunos vieram e nem onde mesmo foram parar.

    Mas não confiem na minha memória, ela é fraca pra caramba.

    E, não esqueçam, o Império Romano durou até o século V (cinco, Chesterton).

    Um abraço que vou me dedicar a outras coisas esta noite.

  143. Michelle 2 said

    Vai mal. Não há dor nas costas, excesso de trabalho nem pedido de desculpas por intermédio da assessoria de comunicação que justifique ou amenize a gravidade da atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

    Não quis nem ouvir a pergunta do repórter do Estado que, junto com outros profissionais o abordava em local público, sobre assunto de interesse público inerente à sua função de funcionário público: chamou o jornalista de “palhaço” e o mandou ir “chafurdar no lixo”. É de se parafrasear Fernando Gabeira e indagar: o que é isso, excelência?

    Tão festejado nas ruas, reconhecido pelo trabalho como relator no processo do mensalão, Joaquim Barbosa demonstra, assim, não estar à altura da notoriedade. Desqualifica o Supremo.
    DK
    ______________
    Concordo.

    A “gazela negra” escolhida por lula e que está presidente do STF se transformou no “viado preto” ( pra quem lembra de Paulo Borges?)

  144. Elias said

    Michelle,
    Ou tu és doida, ou tu não sabes ler (ou as duas coisas).

    Onde foi que escrevi que “islâmicos precoces” invadiram Roma, doidinha?

    Quem falou em invasão de Roma foi o Chester, sua maluca!

    Eu disse que islâmicos TOMARAM CONSTANTINOPLA, NO FIM DA IDADE MÉDIA.

    EDU: qualquer aluno de Ensino Fundamental sabe que a tomada de Constantinopla (e o consequente fim do Império Romano) é um marco da passagem da Idade Média para a Era Moderna.

    Foi isso que eu e Patriarca da Paciência escrevemos, caceta!

    E isso aconteceu em meados do Século XV, EDU.

    O CHESTER, bobinha, é que ficou insistindo em que as invasões bárbaras detonaram o Império Romano.

    Eu deixei bem claro, e em caixa alta, que:

    I – Invasão dos bárbaros é um evento da IDADE ANTIGA;

    II – Fim do Império Romano é um evento do FIM DA IDFADE MÉDIA.

    Patriarca e eu sustentamos que o Império Romano sobreviveu às invasões bárbaras, e só seria extinto quase mil anos depois.

    Por islâmicos.

    Que história é essa de “islâmicos precoces”, EDU?

    Estás alimentando fantasias sexuais com o ectoplasma do Osama Bin Laden, SUA TARADA?

    Que espécie de mulher doida és tu, EDU?

    A queda do Império Romano, no fim da Idade Média (“islâmicos precoces” é o cacete!), também implicou o ingresso do islamismo na Europa.

    Já numa discussão com o HRP, eu disse que no Século VIII (ou seja nos 700 da Era Comum), os OMÍADAS chegaram à Península Ibérica e fizeram de CÓRDOBA a primeira metrópole européia depois da destruição de Roma.

    Mas isso já era outro papo, EDU, sua bruaca!

    Estávamos falando de cidades cosmopolitas, sua quenga.

    Caceta, EDU! Essas coisas fazem parte do conhecimento básico de história geral (tomada de Constantinopla / fim do império romano / fim da Idade Média / início da Idade Moderna / ingresso maciço do islamismo na Europa).

    Estás pagando um mico enorme. Todas as pessoas que estão lendo esta lista já sacaram que esse é um assunto com o qual não tens nenhuma familiaridade.

    Insiste, se quiseres… Mas vais levar pau!

    EDU, já estás na menopausa sua pervertida?

  145. Otto said

    “Mas os EUA (cuja soberania sofre constante ataque da Oligarquia Financeira Transnacional) não têm mais a mesma capacidade interventora do passado, para influir nos rumos políticos da América Latina.”

    Graças a Deus!

    As viúvas de 64 vão continuar caquéticas e viúvas.

    (Interessante é que o Serrão reconhece a existência de uma “Oligarquia Financeira Transnacional”. Deve ser a franco-maçonaria associada ao sionismo internacional.)

  146. Chesterton said

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Queda_do_Imp%C3%A9rio_Romano_do_Ocidente

    Isto é o que todo mundo acha, mas se a história esquerdo-bolivariana-marxista-chavista prefere outras denominações é só combinar antes.

  147. Chesterton said

    Logo, os cristãos nada tem a ver com a queda do imperio romano. Bizancio é outra história.
    Se vocês discordam, paciência.

  148. Chesterton said

    A tentativa de responsabilizar o cristianismo pelos fortes problemas vividos em Roma durante os séculos II e III fica bastante enfraquecida quando se percebe que mesmo no início do século IV apenas cinco a sete por cento dos romanos tinham se tornado cristãos; quase todos eles na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecera mais forte e estruturado durante a crise.

  149. Chesterton said

    O CHESTER, bobinha, é que ficou insistindo em que as invasões bárbaras detonaram o Império Romano.

    chest- Em geral, a expressão queda do Império Romano refere-se ao fim do Império Romano do Ocidente, ocorrido em 476 d.C., com a tomada de Roma pelos hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla. A queda do Império Romano do Ocidente foi causada por uma série de fatores, entre os quais as invasões bárbaras que causaram a derrubada final do Estado.

    chest- o bobinho sou eu e as enciclopédias.

  150. Chesterton said

    Lideranças como Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa podem até chegar ao poder sem o apoio das chamadas “elites”, contra as quais vituperam em palanque, diga-se, mas só se mantêm no topo se conseguem conquistar apoios expressivos das camadas que antes hostilizavam. Ainda que com outra retórica e com um projeto de poder distinto, mas não necessariamente virtuoso, foi o que os petistas fizeram no Brasil. A suposição de que esses “esquerdistas” governam sem o apoio do que antes chamavam “direita” é uma tolice.

    O ditador se vai, e sua herança já começa a ser avaliada. Em que resultou o “modelo alternativo” de Chávez, no qual se ancoram, por exemplo, Bolívia e Equador? O que ele deixou de virtuoso? Uma economia organizada? Não! Instituições democráticas? Não! Paz social? Menos ainda. Pegue-se um exemplo dramático: Caracas é hoje uma das cidades mais violentas do mundo, com mais de 100 homicídios por 100 mil habitantes.

    O estado em que Chávez deixa a Venezuela ilustra e antecipa o que acontecerá, mais dia, menos dia, com o Equador e com a Bolívia, com o agravante de que são países ainda mais pobres. Está demonstrado, mais um vez, que não existe alternativa viável ao pluralismo democrático. A Argentina, como se sabe, caminha igualmente para o caos. Ollanta Humala, agora presidente do Peru, que se lançou na política no rastro da retórica chavista, parece — vamos ver — ter operado uma guinada no discurso. Talvez não queira se confundir com a turma do hospício.

    A morte de Chávez, como a de qualquer ser humano, não tem de ser comemorada. E muita gente sabe como isso pra mim é caro. Para a democracia e para os povos da América Latina, a sua saída de cena é positiva, sim! A sua obra é a prova mais evidente de que estava errado e de que não representa uma alternativa aceitável à democracia representativa.

    Deixa muitas viúvas, inclusive no Brasil. Não são poucos, por aqui, os que queriam que Lula e Dilma o tivessem como inspiração. Felizmente, o PT herdou instituições democráticas sólidas — não quer dizer que não possam ser abaladas — e teve de se comportar dentro das regras do jogo que o elegeu. O partido está permanentemente mobilizado para mudá-las, tentando adaptá-las às suas necessidades e à sua vocação para partido único. Até agora não logrou seu intento.

    Com Chavez morto, tem uma inspiração a menos.

    Por Reinaldo Azevedo

  151. Michelle 2 said

    Meus caros
    Cuidado tem uma falso Elias se passando pelo falso Elias:
    #122 E quem detonou com o Império Romano foram os islâmicos, cuja presença maciça no continente europeu durou novecentos anos (sic). Aliás, foram os árabes que fizeram de Córdoba a primeira metrópole europeia depois da destruição de Roma.
    Os islâmicos só seriam definitivamente expulsos da Europa por Fernando, rei de Aragão, e Isabel, rainha de Castela, no processo de formação da atual Espanha. No século XVI, eles expulsaram os islâmicos do reino de Granada, última possessão árabe na Europa Ocidental.

    Tá vendo: O falso Elias cita a todo momento o continente europeu e a Europa Ocidental (na verdade apenas parte da Península Ibérica) e aí pra continuar a mentir depois, incluí Constantinopla (na Asia Menor) que não faz parte da Europa. Surpresa!
    Eis o Elias falso.
    Elias (o falso ou o falso), o Totó e o JMRHP nunca falaram do Império Romano do Oriente. Falaram de Roma. Essa informação é acima do nível de informação deles. São apenas petralhas de baixo calão. Falaram de Roma na Península Itálica. Falaram de papas e de costumes romanos. Não falaram de costumes bizantinos. Nunca ouviram falar na Catedral de Santa Sofia, presumo. Nem sabem qual era a religião dos árabes, antes de Maomé.
    ___________________________
    Por isso eu disse outro dia disse que se Marx estivesse vivo definiria Elias (o falso ou o falso) como “um caos de ideias claras” – inteligente e bem articulado, ele quase sempre acerta no varejo, mas no atacado (conjunto) é caótico.
    É o vicio petista!

  152. Michelle 2 said

    reti-rati

    Por isso eu disse outro dia disse que se Marx estivesse vivo definiria Elias (o falso ou o falso) como “um caos de ideias claras” – inteligente e bem articulado, ele quase sempre acerta no varejo, mas no atacado (conjunto) é caótico.
    É o vicio solitáriopetista!

  153. Chesterton said

    Michelle, o que ele acha que é esperteza, é demonstração de ignorância. Se vê claramente que é ne´[ofito no assunto, nunca discutiu o assunto com alguem que o conhecesse de verdade.
    Eles acham que descobriram uma “pegadinha”, mas para variar demonstraram a confusão mental do raciocínio raso, que julga ter descoberto pelo em ovo.

    Ei, Pax, a queda do |Imperio Romano foi no século 5, e causada pelo quê? Alterações climáticas! Que coisa, né? será culpa do Buxi ou do FHC?

    http://news.discovery.com/earth/weather-extreme-events/climate-change-ancient-rome-110113.htm

  154. Michelle 2 said

    Putz Chest

    Ai,ai,ai,ai … concordo integralmente com a matéria da Discovery, no caso do Brasil.

    Voce também notou como o “clima” no Brasil mudou desde 2002/2003?

  155. Chesterton said

    Mas vamos ver as demais causas da queda do Imperio Romano no século 5 da era cristã:

    1. Homossexualismo? Deve ser culpa do Gabeira e do Zé de Abreu….

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/8438210/Fall-of-Roman-Empire-caused-by-contagion-of-homosexuality.html

  156. Olá!

    Elias,

    “No mais, a partir do Século VIII, a designação ‘metrópole européia’ só é aplicável à Córdoba, sob a dinastia islâmica omíada (que, por sinal, se proclamara independente do sultanato de Constantinopla).”

    Caramba! Então quer dizer que, pelos idos do ano 750 AD, já havia domínio islâmico em Constantinopla? Até onde se sabe, os livros de história afirmam que, nessa época, Constantinopla era capital do Império Bizantino e só seria conquistada uns 700 anos depois pelos otomanos.

    Caramba de novo! Naqueles tempos, o líder do mundo islâmico não era chamado de sultão, mas, sim, de califa. O termo sultão é de origem árabe também, mas, nos livros, o termo mais frequente é mesmo califa.

    E o califa daqueles tempos não ficava em Constantinopla. Com os Omíadas, antes destes se instalarem na Península Ibérica, ele ficava em Damasco e depois ficou em Bagdá, com os Abássidas.

    “Essa situação permaneceria por uns bons 250 anos. Aí vieram os almorávidas, bérberes também islâmicos, que acabaram ferrando com tudo… E, depois deles, ainda viriam os almôedas [. . .].”

    Você deveria ter logo dito almôndegas! Daria quase na mesma, Elias.

    Almôndegas é a nova designação que o Elias criou para os Almóadas

    Nem o Google conseguiu encontrar uma página onde alguma pobre alma tivesse utilizado o termo almôedas.

    almôndegas, tem um monte!

    Almôndegas!

    Até!

    Marcelo

  157. Chesterton said

    Mas quem realmente derrubou o Imperio Romano foram os HÉRULOS. Povo de origem na Scandinavia, enfim, noruegueses , suecos e alemães derrubaram o Imperio Romano. Eu sabia que esta merda de socialismo escandinavo sempre dava em merda, só não sabia que faziam tanta merda desde tão cedo.

    Mas não custa perguntar ao Gibbon:

    “Thesis

    Gibbon offers an explanation for why the Roman Empire fell, a task made difficult by a lack of comprehensive written sources, though he was not the only historian to tackle the subject.[8]
    According to Gibbon, the Roman Empire succumbed to barbarian invasions in large part due to the gradual loss of civic virtue among its citizens.[9] They had become weak, outsourcing their duties to defend their Empire to barbarian mercenaries, who then became so numerous and ingrained that they were able to take over the Empire. Romans, he believed, had become effeminate, unwilling to live a tougher, “manly” military lifestyle. In addition, Gibbon argued that Christianity created a belief that a better life existed after death, which fostered an indifference to the present among Roman citizens, thus sapping their desire to sacrifice for the Empire. He also believed its comparative pacifism tended to hamper the traditional Roman martial spirit. Finally, like other Enlightenment thinkers, Gibbon held in contempt the Middle Ages as a priest-ridden, superstitious, dark age. It was not until his own age of reason and rational thought, it was believed, that human history could resume its progress.[10]
    Gibbon sees the Praetorian Guard as the primary catalyst of the empire’s initial decay and eventual collapse, a seed planted by Augustus at the establishment of the empire. He cites repeated examples of the Praetorian Guard abusing their power with calamitous results, including numerous instances of imperial assassination and incessant demands for increased pay.”

    Resumindo
    1. barbaros
    2. viadagem
    3. cristianismo – indiferença pela vida terrena (discutível)
    4. A guarda pretoriana abusada

    Cada um tire seu gosto.

  158. Chesterton said

    156, você foi mais rápido, já ia examinar isso.

    ELIAS CONFUNDIU QUEDA DO IMPERIO ROMANO COM QUEDA DE CONSTANTINOPLA!!!

    (“só” 10 séculos de confusão…mas isto é uma eternidade)

  159. Chesterton said

    Olha o Gibbon “digrátis”

    http://www.gutenberg.org/ebooks/731

  160. Otto said

    Chester:

    a esquerdo-bolivariana-marxista-chavista também acredita na existência de uma “Oligarquia Financeira Transnacional”.

  161. Chesterton said

    Praga de Cipriano, provavelmente varíola, ano de 270 dizimou a população do imperio romano, prejudicando a agricultura, a formação de exercitos e a arrecadação de impostos.

    E depois tambem podemos perguntar a Sophia Loren, que atuou no filme A Queda do Imperio Romano, e se passsa lá no século 3.

  162. Chesterton said

    160, ótimo, aumenta a popularidade do Principe Charles.

  163. Chesterton said

    Hugo Chávez, a pior distância entre duas crises

    Hugo Chávez assumiu o poder na Venezuela em 1999 para um mandato de cinco anos. Acabou ficando 14. Já havia anunciado a pretensão de ficar no poder até 2031 — modestos 32 anos…

    Chávez venceu a eleição presidencial de 1998 à esteira de uma profunda crise econômica e política, o que abriu espaço para sua pregação virulentamente populista, nacionalista, socializante e anti-imperialista — um coquetel de coisas ruins, de atrasos. Não houve solução fácil e errada para problema difícil a que não tenha aderido.

    Recorreu aos instrumentos que a democracia fornece — eleições, por exemplo — para instaurar o que pode ser chamado, sem exagero, de ditadura, ainda que ela não obedeça ao molde conhecido na América Latina em décadas passadas ou em vigor em vários países do mundo. Existe uma ativa oposição no país, sim — e isso não é o corriqueiro nas ditaduras convencionais. Mas ela está, na prática — e vamos ver por quanto tempo —, impedida de chegar ao poder porque só o “governo bolivariano” tem acesso, por exemplo, às TVs e às rádios. Chávez estatizou a radiodifusão, e a imprensa escrita vive sob severa vigilância.

    O coronel morre com as instituições em frangalhos. Foi a pior distância entre duas crises. A economia do país está destruída e depende hoje exclusivamente do petróleo. O estado venezuelano foi ocupado por uma súcia e existe com o propósito de atender aos interesses do chamado grupo bolivariano. O Poder Judiciário está corrompido e é parte desse movimento. Só isso explica o fato de Nicolás Maduro ter se mantido na Presidência. A solução foi escancaradamente inconstitucional — mesmo para os padrões de uma “Constituição Bolivariana”.

    Ao longo de 14 anos de poder, em vez contribuir para emancipar boa parte da população dos rigores da pobreza e da miséria, Chávez fez o contrário: cevou os miseráveis com seu assistencialismo agressivo e manteve intocado o ciclo de reprodução da exclusão — só que agora sob o manto protetor do estado.

    A pantomima, inclusive a legal, que cercou sua doença e morte denuncia o desastre. O ditador se vai, e o país terá de se ocupar de reconstruir os espaços da interlocução democrática, com as quais ele acabou. Não deixa como herança nem mesmo um partido organizado. Ao contrário: o chavismo é um “movimento”, a que não faltam, prestem atenção!, nem mesmo as milícias armadas.

    Em menos de um mês, haverá eleições na Venezuela. É quase certo que Nicolás Maduro, tão carismático quanto uma caixa de isopor, seja eleito. A comoção com a morte do coronel se encarregará de lhe garantir os votos. Aí será a hora e começar a contagem regressiva para o esfacelamento do chavismo — na verdade, já começou.

    Será a hora, então, de a oposição entrar em cena, aprendendo a fazer política sem ter mais o ditador como polo aglutinador às avessas. Os que se opõem ao governo terão de buscar o diálogo com as frações que forem se desgarrando do que restar do chavismo para reconstruir o espaço da política, que ele destruiu. A morte do ditador também serve de alerta à América Latina. Trato desse assunto em particular em outro post.

    Por Reinaldo Azevedo

  164. Otto said

    Do Miguel do Rosário:

    “A mitologia antichavista, essa falsa teoria democrática que vem deseducando milhões de leitores no continente, à esquerda e à direita, tenta estigmatizar o fenômeno da liderança. É a acusação do personalismo. Mas a doutrina democrática não é contra o personalismo. Muito ao contrário. A democracia é um regime eminentemente personalista. Não elegemos nunca um conselho anônimo de sábios para nos dirigir, como talvez tenha existido na Antiguidade, mas uma liderança cujo rosto é divulgado em cartazes, santinhos, exposto diariamente no horário eleitoral. Isso em todas as democracias, dos EUA à França, da Islândia à Bolívia. Claro que há variações, a depender da tendência cultural de cada povo. No aeroporto de Washington, por exemplo, eu vi nas lojas todo o tipo de bugiganga com a cara de Obama: camisas, canecas, broches, bandeirolas, bonequinhos de Obama. No Brasil, isso seria considerado insuportavelmente cafona.”

  165. Otto said

    Mais:

    “Um terceiro equívoco, talvez o mais grave, porque fundamenta a denúncia de que a democracia foi aniquilidada na Venezuela, é a acusação de que o chavismo dominou todos os poderes: Legislativo, Judiciário, Executivo. Não é bem assim. A democracia não proíbe, antes até estimula, que uma nova corrente de ideias, uma nova visão de mundo, atravesse todas as instituições. Nem a democracia proibe a luta política ou ideológica, ou seja, que as forças partidárias trabalhem para disseminar esta nova visão de mundo. É natural. Tem seus aspectos negativos, positivos, e tem seus exageros. Mas ainda é democracia. Além disso, é curioso constatar que as forças conservadoras da América Latina insuflam os judiciários a se insurgirem e confrontarem os Executivos, mas quando estes Executivos reagem, como é natural, e até mesmo necessário, então eles acusam um golpe contra a democracia! Se o Legislativo e o Executivo tem prerrogativas constitucionais de demitirem e nomearem membros do Judiciário, então devem fazê-lo e isso é democracia. A busca maior de todo regime político é a estabilidade: em todo o mundo democrático, ou mesmo não-democrático, há uma luta para trazer um mínimo de homogeneidade entre a Justiça e o Executivo. Isso já ocorreu na Europa e nos EUA há cinquenta anos, ou mesmo antes, muitas vezes de forma violenta (em meio a guerras). Ou alguém duvida que Abraham Lincoln e seu partido hesitaram em nomear juízes amigos para os principais cargos do Judiciário?”

  166. Otto said

    Mais:

    “Por último lugar, temos a questão da imprensa. Chávez é acusado de inimigo da liberdade de expressão e verdugo da mídia. É talvez a maior mentira de todas, desmentida diretamente pela simples leituras dos principais jornais venezuelanos e dos canais privados. Ele fechou um canal de TV porque este participou de um golpe de Estado. Se fosse nos EUA, os donos desse canal estariam na cadeia, talvez em Guantanamo. Se fosse em qualquer ditadura árabe pró ou anti americana, estariam numa masmorra infecta, ou já teriam sido fuzilados há tempos. A leviandade com que a nossa mídia tratou o golpe de Estado contra Chávez em 2002 não encontra outra explicação senão em seu espírito antidemocrático. Todos nós nos lembramos muito bem dos primeiros atos de Pedro Carmona, o golpista que assumiu o poder enquanto Chávez permanecia preso numa ilha: fechar o Congresso, fechar o Supremo Tribunal Federal, decretar Estado de Sítio. Tudo com apoio da mídia local.”

  167. Otto said

    Link:

    http://www.ocafezinho.com/2013/03/06/chavez-intelectualismo-vendido-e-falsos-dogmas-democraticos/

  168. Jose Mario HRP said

    O tirano Chavez venceu tres eleições limpas, com observadores internacionais e da ONU.
    Isso é que é tirano!
    Estamos precisando de uma lei dos médios aqui, já, agora.

  169. Jose Mario HRP said

    Um depoimento bacana e que mostra quem era o cara, sem lendas e preconceitos:

  170. Otto said

    O Discurso Proibido de Hugo Chávez na Cop-15:

  171. Otto said

    Sobre o piti do JB e o editorial do Estadão hoje sobre o assunto:

    Agora que o capitão-do-mato, Joaquim Barbosa, já cumpriu o serviço expedido pela Casa Grande, de prender aqueles que sempre lutaram pela libertação dos escravos da tirania oligárquica, vem os senhores escravocratas pedir para que Barbosa volte para sua senzala. Eles jamais admitiriam um negro como Presidente, assim como jamais engoliram um operário.

  172. Patriarca da Paciência said

    É verdadeiramente muito engraçado!

    Se o cristianismo não venceu Roma, por que será que até hoje há o provérbio, “é como ir a Roma e não ver o papa”, ou seja, a personalidade mais importante de Roma continua sendo o papa!

    Negar que o catolicismo dominou totalmente Roma é algo totalmente alienado, como o é, aliás, toda a direitona brasileira!

  173. Otto said

    Exemplo de valores, democracia e civilização:

    Do The Guardian

    Revealed: Pentagon’s link to Iraqi torture centres

    Exclusive: General David Petraeus and ‘dirty wars’ veteran behind commando units implicated in detainee abuse

    See the full-length documentary film of the 15-month investigation

    Link to video: US special forces veteran links General Petraeus to torture in Iraq

    The Pentagon sent a US veteran of the “dirty wars” in Central America to oversee sectarian police commando units in Iraq that set up secret detention and torture centres to get information from insurgents. These units conducted some of the worst acts of torture during the US occupation and accelerated the country’s descent into full-scale civil war.

    Colonel James Steele was a 58-year-old retired special forces veteran when he was nominated by Donald Rumsfeld to help organise the paramilitaries in an attempt to quell a Sunni insurgency, an investigation by the Guardian and BBC Arabic shows.

    After the Pentagon lifted a ban on Shia militias joining the security forces, the special police commando (SPC) membership was increasingly drawn from violent Shia groups such as the Badr brigades.

    A second special adviser, retired Colonel James H Coffman, worked alongside Steele in detention centres that were set up with millions of dollars of US funding.

    Coffman reported directly to General David Petraeus, sent to Iraq in June 2004 to organise and train the new Iraqi security forces. Steele, who was in Iraq from 2003 to 2005, and returned to the country in 2006, reported directly to Rumsfeld.

    The allegations made by US and Iraqi witnesses in the Guardian/BBC documentary, implicate US advisers for the first time in the human rights abuses committed by the commandos. It is also the first time that Petraeus – who last November was forced to resign as director of the CIAafter a sex scandal – has been linked through an adviser to this abuse.

    Coffman reported to Petraeus and described himself in an interview with the US military newspaper Stars and Stripes as Petraeus’s “eyes and ears out on the ground” in Iraq.

    “They worked hand in hand,” said General Muntadher al-Samari, who worked with Steele and Coffman for a year while the commandos were being set up. “I never saw them apart in the 40 or 50 times I saw them inside the detention centres. They knew everything that was going on there … the torture, the most horrible kinds of torture.”

    Additional Guardian reporting has confirmed more details of how the interrogation system worked. “Every single detention centre would have its own interrogation committee,” claimed Samari, talking for the first time in detail about the US role in the interrogation units.

    “Each one was made up of an intelligence officer and eight interrogators. This committee will use all means of torture to make the detainee confess like using electricity or hanging him upside down, pulling out their nails, and beating them on sensitive parts.”

    There is no evidence that Steele or Coffman tortured prisoners themselves, only that they were sometimes present in the detention centres where torture took place, and were involved in the processing of thousands of detainees.

    The Guardian/BBC Arabic investigation was sparked by the release ofclassified US military logs on WikiLeaks that detailed hundreds of incidents where US soldiers came across tortured detainees in a network of detention centres run by the police commandos across Iraq. Private Bradley Manning, 25, is facing a prison sentence of up to 20 years after he pleaded guilty to leaking the documents.

    Samari claimed that torture was routine in the SPC-controlled detention centres. “I remember a 14-year-old who was tied to one of the library’s columns. And he was tied up, with his legs above his head. Tied up. His whole body was blue because of the impact of the cables with which he had been beaten.”

    Gilles Peress, a photographer, came across Steele when he was on assignment for the New York Times, visiting one of the commando centres in the same library, in Samarra. “We were in a room in the library interviewing Steele and I’m looking around I see blood everywhere.”

    The reporter Peter Maass was also there, working on the story with Peress. “And while this interview was going on with a Saudi jihadi with Jim Steele also in the room, there were these terrible screams, somebody shouting: ‘Allah, Allah, Allah!’ But it wasn’t kind of religious ecstasy or something like that, these were screams of pain and terror.”

    The pattern in Iraq provides an eerie parallel to the well-documented human rights abuses committed by US-advised and funded paramilitary squads in Central America in the 1980s. Steele was head of a US team of special military advisers that trained units of El Salvador’s security forces in counterinsurgency. Petraeus visited El Salvador in 1986 while Steele was there and became a major advocate of counterinsurgency methods.

    Steele has not responded to any questions from the Guardian and BBC Arabic about his role in El Salvador or Iraq. He has in the past denied any involvement in torture and said publicly he is “opposed to human rights abuses.” Coffman declined to comment.

    An official speaking for Petraeus said: “During the course of his years in Iraq, General Petraeus did learn of allegations of Iraqi forces torturing detainees. In each incident, he shared information immediately with the US military chain of command, the US ambassador in Baghdad … and the relevant Iraqi leaders.”

    The Guardian has learned that the SPC units’ involvement with torture entered the popular consciousness in Iraq when some of their victims were paraded in front of a TV audience on a programme called “Terrorism In The Hands of Justice.”

    SPC detention centres bought video cameras, funded by the US military, which they used to film detainees for the show. When the show began to outrage the Iraqi public, Samari remembers being in the home of General Adnan Thabit – head of the special commandos – when a call came from Petraeus’s office demanding that they stop showing tortured men on TV.

    “General Petraeus’s special translator, Sadi Othman, rang up to pass on a message from General Petraeus telling us not to show the prisoners on TV after they had been tortured,” said Samari. “Then 20 minutes later we got a call from the Iraqi ministry of interior telling us the same thing, that General Petraeus didn’t want the torture victims shown on TV.”

    Othman, who now lives in New York, confirmed that he made the phone call on behalf of Petraeus to the head of the SPC to ask him to stop showing the tortured prisoners. “But General Petraeus does not agree with torture,” he added. “To suggest he does support torture is horseshit.”

    Thabit is dismissive of the idea that the Americans he dealt with were unaware of what the commandos were doing. “Until I left, the Americans knew about everything I did; they knew what was going on in the interrogations and they knew the detainees. Even some of the intelligence about the detainees came to us from them – they are lying.”

    Just before Petraeus and Steele left Iraq in September 2005, Jabr al-Solagh was appointed as the new minister of the interior. Under Solagh, who was closely associated with the violent Badr Brigades militia, allegations of torture and brutality by the commandos soared. It was also widely believed that the units had evolved into death squads.

    The Guardian has learned that high-ranking Iraqis who worked with the US after the invasion warned Petraeus of the consequences of appointing Solagh but their pleas were ignored.

    The long-term impact of funding and arming this paramilitary force was to unleash a deadly sectarian militia that terrorised the Sunni community and helped germinate a civil war that claimed tens of thousands of lives. At the height of that sectarian conflict, 3,000 bodies a month were strewn on the streets of Iraq.

    CV: James Steele

    Vietnam

    Jim Steele’s first experience of war was in Vietnam, where from 1965 to 1975 US combat units were deployed against the communist North Vietnamese government and Viet Cong. 58,000 Americans were killed, dealing a blow to the nation’s self-esteem and leading to a change in military thinking for subsequent conflicts.

    El Salvador

    A 1979 military coup plunged the smallest country in Central America into civil war and drew in US training and funding on the side of the rightwing government. From 1984 to 1986 Steele – a “counterinsurgency specialist” – was head of the US MilGroup of US special forces advisers to frontline battalions of the Salvadorean military, which developed a fearsome international reputation for its death-squad activities. Prof Terry Karl, an expert at Stanford University on El Salvador’s civil war, said that Steele’s main aim was to shift the fight from so-called total war, which then meant the indiscriminate murder of thousands of civilians, to a more “discriminate” approach. One of his tasks was to put more emphasis on “human intelligence” and interrogation.

    Nicaragua

    He became involved in the Iran-Contra affair, which saw the proceeds from covert arms sales by senior US officials to Iran used to fund the Contras, rightwing guerrillas fighting Daniel Ortega’s leftwing Sandinista government in Nicaragua. Steele ran operations at El Salvador’s Ilopango airport, from where Lieutenant Colonel Oliver North illegally ran weapons and supplies to the Contras.

    Iraq

    Soon after the 2003 US-led invasion of Iraq, now retired Colonel James Steele was in Baghdad as one of the White House’s most important agents, sending back reports to Donald Rumsfeld and acting as the US defence secretary’s personal envoy to Iraq’s Special Police Commandos, whose intelligence-gathering activities he oversaw. Drawn mostly from violent Shia militia, the commandos developed a reputation for torture and later for their death-squad activities directed against the Sunni community.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-crueldade-americana-no-vietna

  174. Patriarca da Paciência said

    Paulo Moreira Leite:

    “Não teve direito a contar sua própria versão dos fatos. Não foi ouvido nem pôde explicar-se. Foi explicado, analisado e julgado – por adversários e inimigos.

    Num continente onde a elite política convive com a má consciência de quem nada fez de relevante pela melhoria das condições de vida do povo, mas nem por isso abre mão de 100% do conforto que só um imenso egoísmo social permite, o combate a toda liderança nascida fora de seu berço é uma necessidade permanente.

    Se ainda em 2012, 58 anos depois daquele tiro no peito, ainda se publicam livros em que Getúlio Vargas é chamado de fascista, salazarista, franquista…

    Sabemos o que se faz com Lula. Imagine-se o que será feito com Chávez.

    Embora um de seus antecessores estivesse na lista de autoridades pagas pela CIA, Chávez é chamado de inimigo da democracia.

    Embora tenha sido vítima de um golpe de Estado articulado por empresários e militares conservadores e com apoio imediato de Washington, foi chamado de autoritário. Fez um governo que pela primeira vez enfrentou um ambiente de desigualdade social histórica e foi chamado de populista. Melhorou a saúde pública, especialmente os índices de mortalidade infantil, para patamares aplaudidos pela OMS. Foi chamado de demagogo.

    A retórica é conhecida. Para se recordar que há muito a ser feito — o que é certíssimo –, tenta-se minimizar o pouco que conseguiu ele realizar, ainda que este seja essencial para quem não tinha nada.

    É um problema de ponto de vista. É assim na história daqueles que não conseguiram o direito de narrá-la.
    Mas algo está mudando e Chávez, com suas qualidades e seus defeitos, é parte dessa novidade.

    Sempre se evitará comparar Hugo Chávez com seus adversários, por uma razão muito simples.

    Na soma de qualidades e defeitos, acertos, erros e desastres, seus antecessores foram muito piores. E é por isso que, mesmo com inflação alta, crescimento baixo e até falta de comida em determinados momentos, nunca deixou de vencer eleições, cuja legitimidade sempre foi reconhecida por observadores isentos, como Jimmy Carter.

    A falta de espelho permite grandes atrocidades – morais, políticas, históricas – sem que seja possível corar de vergonha.”

  175. Edu said

    Vixe…

    Pro Elias estar chamando a Michelle de Edu, quenga e bruaca a coisa deve estar feia mesmo!

    Se vcs quiserem continuar discutindo a morte da bezerra, acho melhor vcs referenciarem melhor o que caracteriza a queda de um império. Algumas sugestões: é o fim do mandato político de um imperador, rei, etc? É o fim da influência política em determinada região? É o fim da influência/domínio econômico de uma região? É o fim do domínio cultural de um povo em uma região?

    Na verdade, acho que a discussão é interessante, etc, mas e daí? Se o Império Romano caiu no século V ou no século XV? Qual é a diferença? É preciso comprovar isso ou aquilo para esfregar na cara do Totó ou do HRP que eles não fazem a menor ideia do que falam?

    Poxa… pra que tanto esforço? É só lembrar que quando perguntei ao Totó o que ele já havia lido qualquer coisa a respeito de algum tema que eu nem lembro mais, obtive a seguinte resposta: “Eu sou um grande leitor, leio Nietzche”.

    Ele deve ter fome de conhecimento mesmo… vou sugerir uma dieta pra ele à base de Almôndegas.

    E o pior: Estávamos falando civilizadamente de reformas aqui no Brasil.

    Agora que vcs passaram a falar em civilizações, a conversa ficou bárbara… irônico, não?

    É que vcs são húnicos!… hehe

    Todo dia morre gente no mundo…. sinceramente, o Chorão foi uma grande perda ao Rock nacional, e teve aquela grande perda do Rock internacional também: o guitarrista do Ten Years After, o Alvin Lee.

    Sobre o cenário internacional, o desemprego na França, está batendo recordes… Agora me digam: isso é problema do Hollande, do Capitalismo, ou do presidente da Espanha, cujas taxas de desemprego também estão altíssimas?

  176. Patriarca da Paciência said

    “Poxa… pra que tanto esforço? É só lembrar que quando perguntei ao Totó o que ele já havia lido qualquer coisa a respeito de algum tema que eu nem lembro mais, obtive a seguinte resposta: “Eu sou um grande leitor, leio Nietzche”.

    Desafio a claque do rola-bosta 100% idiota a transcrever esse comentário que fiz.

    Ao que me lembro, disse que gosto muito de ler, inclusive filosofia, desde Platão e Aristóteles, até os filósofos atuais, como Heiddeger, por exemplo.

    Mas a claque do-rola bosta só sabe o que está pensando depois que lê o rola-bosta 100% idiota.

    E só mesmo a claque do rola-bosta 100% idiota não sabe que os cristãos venceram os romanos, assim como Gandhi venceu o Império Britânico, sem disparar um só tiro e usando a mesma tática cristã.

  177. Patriarca da Paciência said

    E sobre essa história da claque do rola-bosta 100% idiota ficar me chamando de cachorro, não tem o menor problema. Como já ficou provado inúmeras vezes e em muitas ocasiões, os cachorros tiveram gestos bem mais nobres que os humanos.

    E falando pelo lado filosófico, como dizia Diógenes, “sou irmão de todos sim, não só dos reis, como também dos cães.”

  178. Zbigniew said

    Aos direitobas empedernidos que hoje urram de prazer com a morte do Chavez o texto a seguir. Acho que aqueles que defendem que torturas e assassinatos de Estado se diferenciam quando se trata de democracia ou ditadura deveriam refletir melhor sobre esse argumento absurdo e bizarro.

    “Da BBC Brasil

    Lucas Mendes: Se mexer, mate

    Lucas Mendes

    De Nova York para a BBC Brasil

    No meio da entrevista, o veterano do Vietnã foi atrás do enorme alto-falante, tirou um maço de Marlboro, abriu e nos ofereceu. Meu colega, da revista Stern, e eu acendemos os cigarros e levamos um susto. Pelo maço ou pelo cigarro, era impossível distinguir. Maconha vietnamita. Para um primário como eu, parecia da melhor qualidade e potência. Isto foi em 71 ou 72.

    A entrevista foi inútil e não por culpa da maconha. Os depoimentos do veterano que mais tarde se tornou amigo íntimo e professor de vinho – era um provador profissional – não tinham sido testemunhados por ele. Não estava envolvido em combate. As histórias pavorosas foram contadas a ele por outros soldados que participaram e viram chacinas no chão ou dos helicópteros: “fuzilavam tudo que mexia”, conforme ordens dos comandantes.

    Um dos massacres mais chocantes foi o de My Lai, onde entre 347 e 504 vietnamitas, na maioria crianças, mulhers e velhos, foram fuzilados por soldados do Exército americano comandados por um tenente, William Calley. O jornalista que levantou a história, Seymour Hersh, bateu de porta em porta na grande imprensa. Rejeição em massa. Quem teve coragem de publicar a matéria foi uma nova e ainda obscura agência de notícias, Dispatch News Service – 32 jornais publicaram. Uma bomba.

    Houve até punições, mas a máquina de propaganda do Exército era poderosa. O massacre, na versão oficial, foi uma atrocidade isolada: “Infelizmente, acontecem”.

    Nick Turse, escritor e jornalista, quase por acaso, tropeçou em uma coleção de documentos no porão do Arquivo Nacional. Eram casos encerrados. Na época, ele era um estudante escrevendo uma tese de pós-graduação sobre o Vietnã e já estava na página 200 quando encontrou as pastas. Todo dinheiro que tinha, mais o que o professor deu a ele, gastou copiando páginas às pressas. Dormia no carro no estacionamento, era o primeiro a entrar e o último a sair, com medo que fossem recolhidas. E sumiram das estantes quando publicou o primeiro artigo.

    O resultado é o livro Kill Anything That Moves: The Real American War in Vietnam. Enquanto o país ainda está chocado com as cenas de tortura do filme Zero Dark Thirty (no Brasil, A Hora Mais Escura) e debate se os Estados Unidos perderam a liderança moral no mundo, a história da desumana crueldade americana no Vietnã é uma leitura repugnante que Hollywood jamais vai colocar nas telas.

    A estratégia, ditada pelo secretário (de Defesa, Robert) McNamara, era a “contagem de corpos”.

    Pela lógica empresarial dele, se os vietnamitas vissem diariamente os números de mortos comparados com os americanos, perceberiam que estavam perdidos.

    Para o secretário americano, quanto maior o número, melhor. Um comandante no Delta do Mekong era o campeão da contagem. Seus comandados saíam de helicópteros e sobrevoavam as plantações de arroz cheias de camponeses nas colheitas. Os helicópteros baixavam até apavorar os vietnamitas que corriam em busca de abrigos. Eram metralhados com a justificativa: “guerrilheiro tentou ação evasiva”. Mexia, morria.

    No final do dia, centenas de vietnamitas mortos. Armas capturadas: uma dúzia.

    A matança de civis deixou mais de 2 milhões de mortos, 5,3 milhões de feridos, 11 milhões de refugiados e mais de 4 milhões expostos ao agente tóxico desfolhador laranja.

    Dezenas de americanos denunciariam a violência e centenas foram investigados pelo Exército, mas arquivados. Foram as pastas que Nick Turse encontrou no porão.

    Quase na mesma semana do lançamento do livro sobre a violência e o fracasso americano no Vietnã, foi lançado The Insurgents: David Petraeus and the Plot to Change the American Way of War, do escritor e jornalista Fred Kaplan, que escreve a coluna War Stories para o siteSlate.

    O foco é no general hoje em desgraça por conduta imoral quando dirigia a CIA e teve um affair com uma biógrafa. Kaplan acompanha o general da guerra na Bósnia, as guerras do Iraque e Afeganistão. Enquanto os americanos enfrentavam insurreições diárias em quase todo país, o território comandado por Petraeus, um dos mais perigosos, estava pacificado e próspero. Ele reabriu as escolas, a universidade e a fronteira com a Síria. A população apoiava o Exército e apontava os terroristas.

    Mais tarde, no comando de toda a operação no Iraque, teve resultados excepcionais que permitiram a saída dos americanos, mas a situação já voltou à instabilidade. Petraeus estava conseguindo resultados parecidos no Afeganistão quando foi chamado de volta para dirigir a CIA.

    A fórmula dele, ao contrário dos americanos no Vietnã e nos primeiros anos no Iraque, não era capturar e/ou matar insurgentes. O importante era mudar as condições sociais, o que agora se chama “nation building”, construir nação, que exige sensibilidade cultural, convivência com as pessoas no território ocupado, proteção e conquista da confiança da população. Os comandantes que sucederam Petraeus não tiveram o mesmo talento de liderança e administração. O futuro é incerto e perigoso nos dois países.

    Como em todas situações de conflitos, há oportunistas e empreendedores do bem e do mal como o fabricante do Marlboro com maconha que pode voltar a qualquer momento. Pouco depois daquele encontro com o veterano do Vietnã, levei um maço de Marlboro para o Brasil com um cigarro vietnamita que dei, sem prevenir, para meu pai. Estávamos num restaurante e depois da primeira tragada, ele olhou o cigarro, cheirou a fumaça: “Marlboro diferente este, tem um cheirinho gostoso de mato”. Algumas pessoas na mesa sacaram e começaram a rir. A querida velha, muito esperta, percebeu algo errado e jogou o cigarro fora. Pena.

    Anos depois, ele ainda perguntava se ainda existia aquele Marlboro especial.

    Como contraponto ao artigo de Lucas Mendes e sua opinião sobre o general Patraeus, a revelação do The Guardian sobre os centros de tortura montados no Iraque. Notem que James Steele, um dos organizadores da tortura sistemática, veio de experiências em El Salvador e Nicarágua. Os governos dos EUA nem mudam, nem aprendem.”
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-crueldade-americana-no-vietna

  179. Michelle 2 said

    Edu

    1.Não se avexe o Elias adora me elogiar.hehehe

    2.Eu admiro o Totó: Ele não tem os dilemas morais próprios da maturidade. Continua pueril até quando ataca quem discorda de suas “verdades inquestionáveis”. Vide o comentário #172

    Não é lindo?

  180. Otto said

    Esse epsódio ilustra Ironicamente como a liberdade de expressão e de imprensa na Venezuela é utilizada, pela oposição, para dizer que não existe liberdade de imprensa no país.

    O que não é dito pela imprensa burguesa é que a gestão de Chávez mudou a face da Venezuela, um dos paises onde a elite era conhecida por seu alto consumo de champanhe e caviar, perdendo apenas para a burguesia francesa. Com a nacionalização da empresa estatal de petróleo, a PDVSA, a renda petroleira antes utilizada para atender a interesses americanos, passou a ser utilizada para pagar a dívida contraída contra o povo venezuelano durante décadas, e para diminuir a desigualdade social como um todo.

    Os resultados são visíveis: a Venezuela de hoje é “Território Livre do Analfabetismo”, conforme reconhecimento oficial da UNESCO, conquista que teve a participação solidária de educadores cubanos e de um método simples e revolucionário de alfabetização, batizado de “Sim, eu posso”, que alcança seu objetivo em poucas semanas.

    Recentemente, a ONU reconheceu que a Venezuela é o país que melhor cumpre, na América Latina, as metas de desenvolvimento do milênio, com registros importantíssimos na redução da mortalidade infantil, na oferta de água potável à população, que já supera os 90 por cento do país. Chávez tirou cerca de 3 milhões de pessoas da miséria e permitiu a outros tantos ascenderem na escala da renda. Num país com 29 milhões de habitantes, fez da Venezuela a sociedade menos desigual da América Latina, segundo a ONU.

    CHICO VIGILANTE

    http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/95497/Hugo-Ch%C3%A1vez-um-l%C3%ADder-latino-americano.htm

  181. Edu said

    Poxa gente,

    Pra que dar tanta atenção ao Chavez? Tanta coisa mais importante acontecendo no mundo…

    Vamos mudar de assunto?

    Por exemplo: acho que a conversa sobre o JB era muito mais importante.

  182. Michelle 2 said

    Edu
    Que tal um mix?

    JB não permitiu que ZD fosse ao enterro do Chavéz…
    hehehe

  183. Edu said

    Michelle,

    kkkk

    Aliás, que vergonha para o Brasil. Cuba permite a vinda da “revolucionária” Yoani para cá e o Brasil não permite a ida do revolucionário ZD para a Venezuela.

    Acho que é capaz de a novela das 9 influir mais na realidade do Brasil do que isso aí.

    Esse assunto deveria ser enterrado.

  184. Edu said

    Bandido é bandido, quem cuida é a justiça.

    O MST invade a fazenda da Kátia Abreu.

    Segundo o MST, a fazenda foi embargada pelo IBAMA.

    Segundo a Kátia Abreu, a fazenda é produtiva e emprega 48 funcionários.

    O que o MST é mesmo?

    1 – De quem é a responsabilidade de avaliar corretamente a fazenda: o MST, o INCRA ou o IBAMA?

    2 – Além disso, mesmo que a fazenda da senadora fosse improdutiva, quem delegou ao MST o poder de tomar as providências necessárias para desapropriação?

    Se o MST não tem nenhuma competência dessas, está agindo na ilegalidade?

    Vamos ver aguardar para ver, à luz da justiça, quem está cometendo ilegalidades.

  185. Elias said

    Marcelo Augusto # 156 (só agora tive tempo…)

    Tu nasceste assim ou foste adestrado?

    ALMÓADAS?

    Na grafia de Portugal: “Almóadas” ou “Almóedas” (com “a” ou com “e”, mas com acento AGUDO.

    Na grafia brasileira: “Almôadas” ou “Almôedas” (com “a” ou com “e”, mas com acento CIRCUNFLEXO.

    Assim como:

    Na grafia de Portugal: “electrónico” (com acento AGUDO).

    Na grafia brasileira: “eletrônico” (com acento CIRCUNFLEXO)

    Entendeu, aprendiz de Chesterton?

    Sei o que aconteceu: fostes na Internet, e, na pressa, nem te tocaste que se tratava de um texto com grafia lusa.

    Muito apressadinho… Teu adestrador precisa ter mais cuidado…

    Ah, sim: antigamente também admitia-se ALMÔVEDAS (em Portugal, Almóvedas). Nos livros mais recentes, essa fórmula desapareceu, não sei por quê.

    Volto já pra outras respostas.

    E my donkey ainda concordou contigo (que vergonha, alfacinha…).

  186. Elias said

    Michelle, rapaz!

    Por que se avexar? Vou mandar uma resposta pra ti, também.

    Afinal, EDU, eu não deixaria uma mulher como tu sem resposta.

    Tenho todo o respeito por ambos os sexos.

    Logo, uma aberração como tu, que tem dois sexos, merece duplo respeito.

  187. Elias said

    Onde está:
    “Sei o que aconteceu: fostes na Internet, e, na pressa, nem te tocaste que se tratava de um texto com grafia lusa.”

    Leia-se:
    “Sei o que aconteceu: foste na Internet, e, na pressa, nem te tocaste que se tratava de um texto com grafia lusa.”

  188. Edu said

    Totó,

    Lembre-se: longo prazo…. longo prazo…

    Ou vc já esqueceu?

    Vc foi carinhosamente apelidado assim, não pela fidelidade ou pela nobreza canina, mas porque o seu comportamento padrão é exatamente repetir: blogueiros, filósofos, o Elias, sem ressalvas ou críticas. E, baseado nesse padrão, uma discussão contigo para chegar a algum lugar, dependerá de muita paciência e repetição sobre o foco do tema tratado, já que vc tende a desviar.

    Aí mistura longo prazo econômico com longo prazo contábil, fundamenta sua opinião no blog do zé da esquina, e quando se desespera, lança uma frase aleatória de um filósofo.

  189. Michelle 2 said

    Elias

    Diga a verdade. Só entre eu e você, sweetheart.
    Ninguém mais precisa saber.
    Você gostaria que eu fosse homem?

  190. Michelle 2 said

    Edu…
    desculpe voltar ao tema mas…
    Nicolás Maduro informou que o corpo de Chávez será embalsamado, “para que possa ser visto eternamente em uma urna de cristal”.
    _____________
    Declaro que quero uma urna de cristal para abrigar o corpo vivo de lula, desde já(e com balinhas Juquinha, caso o morto, desista).

    Por que esperar ele morrer?

    “Perca” de tempo!hehehe

  191. Michelle 2 said

    Eu fiz e estou fazendo tudo, só não saímos vestidos de baiana.

    Dilma Rousseff, sobre os esforços do governo para redução da miséria e crescimento do país.
    _______

    Recomendo “sair vestida de baiana”.
    Por que não?
    Talvez a solução esteja na fantasia.
    Vender acarajé quentinho no Pelourinho.
    Fazendo o diabo na eleição.
    Né não?

  192. Pax said

    Uma parte do dia conversando com um inglês, Steve, 57. Primeira vez que o vi. A filha mora atualmente em Teresópolis, fez curso aqui e pirou, está trabalhando numa comunidade de permacultura. Já vi esse filme inúmeras vezes.

    Contando do Brasil. Explicando o momento, nossa nova democracia, nossos problemas e nossas soluções. Corrupção e pleno emprego. Democracia e felicidade do povo.

    Chegamos na mesma óbvia conclusão. O próximo passo é Educação.

    Óbvio, ululante.

  193. Patriarca da Paciência said

    “Lembre-se: longo prazo…. longo prazo…

    Ou vc já esqueceu?”

    Só mesmo alguém pertencente à claque do rola-bosta 100% idiota para ficar repetindo um termo que faz parte do cotidiano de qualquer aluno do ensino médio, como se fosse uma equação de física quântica.

    O que lembro mesmo é que você deu uma tremenda bola fora ao comentar os juros da poupança e, até hoje, fica com desculpas esfarrapadas.

    Disse e volta a repetir – você parece um adolescente. Ou será um pré-adolescente de cabelos brancos ?

  194. Michelle 2 said

    “Chegamos na mesma óbvia conclusão. O próximo passo é Educação.”

    E cabe perguntar…o que foi feito no Brasil do PT, depois de FHC, sobre Educação de qualidade? Aumentar o numero (prounis da vida) só gerou “escolinhas mercenárias” pelo Brasil afora.
    Educação sem qualquer qualidade (vide estatísticas).
    Tem neguinho em “universidades” que mal sabe escrever português.
    Resultado: a espantosa dispensa do conhecimento dos idiomas dos países onde pretendem estudar os candidatos do agigantado programa Ciência sem Fronteiras, para agregar à clientela eleitoral da presidente a classe média monoglota.

    Este governo, criou escolas “vendedoras de diplomas”, e inúteis no mercado de trabalho.

    Já na época de FHC era uma josta…Paulo Renato se esforçou paca, mas Haddad e 12 anos depois só fez piorar!

    Lamentável !

  195. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    a Dilma ainda não perdeu as esperanças de colocar todo o dinheiro do pré-sal na educação.

    De qualquer forma, a educação brasileira tem evoluído bastante!

    Quem convive com estagiários, atualmente, percebe uma tremenda evolução.

  196. Michelle 2 said

    reti-rati (retificação-ratificação)

    Este governo, criou centenas/milhares de escolas “vendedoras de diplomas”, e inúteis no mercado de trabalho.
    Mas úteis pra ‘propaganda” – no real sentido do termo.
    _________________

    Já na época de FHC era uma josta…Paulo Renato se esforçou paca, mas Haddad (e) o governo do PT -12 anos depois- só fizeram piorar!
    É muita incompetência. Só propaganda.
    Tá na hora de parar de se comportar como Poliana, ou Carolina na janela, meu caro Pax.
    Estamos perdendo tempo precioso.
    Seja sincero. Estou errada?

  197. Michelle 2 said

    O Totó nada convivendo com estagiários e percebendo uma tremenda evolução.

    não é lindo? Um fofo.

  198. Olá!

    Elias,

    “[. . .]

    ALMÓADAS?

    Na grafia de Portugal: ‘Almóadas’ ou ‘Almóedas’ (com ‘a’ ou com ‘e’, mas com acento AGUDO.

    Na grafia brasileira: ‘Almôadas’ ou ‘Almôedas’ (com ‘a’ ou com ‘e’, mas com acento CIRCUNFLEXO.”

    Isso é pura enrolação para fugir pela tangente e não responder as outras caneladas que você deu naquele comentário mais acima: Uma Constantinopla muçulmana em pleno século VIII; um sultanato nessa mesma cidade nos idos do mesmo século e coisas tais. Mas, ainda assim, vejamos o seu ponto meramente acessório e puramente diversionista.

    O problema é que o Dicionário Michaelis não tem um verbete sobre almôadas e nem sobre almóadas. O único outro dicionário gratuito na Internet que tem essa palavra é o Priberam e, segundo este, a grafia brasileira é almóadas.

    E outra: O corretor ortográfico do meu navegador não apontou erro quando escrevi almóadas. Já quando escrevo almôedas, a palavra fica em vermelho.

    Por isso que utilizei almóadas.

    “Sei o que aconteceu: fostes na Internet, e, na pressa, nem te tocaste que se tratava de um texto com grafia lusa.”

    Não, não foi isso o que aconteceu. O Dicionário Priberam tem duas grafias: A lusa e a brasileira. De acordo com ele, a grafia brasileira é almóadas. Isso está no terceiro link.

    Assim posto, há uma explicação lógica e bem fundamentada para eu ter utilizado a palavra almóadas. Pelo menos eu consultei o dicionário e não cometi a burrice de utilizar uma palavra que sequer existe (almôedas) e cujo termo mais próximo é almôndegas.

    E outra: Eu fui ao Google para ver se ele conseguiria encontrar alguma outra anta que tenha escrito almôedas. Mas parece que, até o momento, esse mérito é só seu.

    Almôndegas!

    Até!

    Marcelo

  199. Otto said

    Não é um assunto fácil de tratar.

    Mas, ao mesmo tempo, não posso deixar de enfrentá-lo.

    Começo, então, com uma digressão.

    Uma das coisas notáveis que o ativista negro Malcom X fez pelo seu povo foi, em suas pregações, elevar-lhe a auto-estima.

    Malcom X, com seu poder retórico extraordinário, dizia aos que o ouviam que deviam se orgulhar de sua aparência.

    Os lábios grossos de vocês são lindos, bem como o cabelo crespo, bem como as narinas dilatadas – bem como, sobretudo, a cor de sua pele.

    Os negros americanos tinham sido habituados a se envergonhar de sua aparência, e a buscar tudo que fosse possível para aproximá-la da dos brancos.

    O próprio Malcom X, na juventude, alisou os cabelos.

    Não foi por vaidade que um dos seguidores de Malcom X, Muhammad Ali, dizia que era o homem mais bonito do mundo. Ali estava na verdade dizendo aos negros que eles eram bonitos.

    Ali casou algumas vezes, sempre com negras. Era mais uma maneira de sublinhar a beleza dos negros. Se Ali, no apogeu, tivesse casado com uma loira a mensagem não poderia ser pior.

    Pelé, no Brasil, teve uma atitude bem diferente – e não apenas ele. Era como se na ascensão dos negros no Brasil estivesse incluída a mulher branca.

    Falta de consciência? Alienação? Deslumbramento? Compensação? Alpinismo social? A resposta a esse fenômeno é, provavelmente, uma mistura de todos estes fatores.

    Pelé casou com uma branca, Rose, há meio século. Depois, passou para uma Xuxa adolescente. É uma bênção para as negras brasileiras que seu orgulho nunca tenha estado na dependência de estímulos de celebridades como Pelé.

    Quanto mudou o cenário nestes cinquenta anos fica claro quando se olha a fotografia da namorada de Joaquim Barbosa.

    Não mudou nada.

    Quando falaram que JB fora fotografado dias atrás em Trancoso numa pizzaria com uma namorada, imediatamente pensei: branca e com idade para ser sua filha.

    Ao ver a foto, ali estava ela, exatamente como eu antecipara para mim mesmo.

    Não sou tão inteligente assim. Mas observo as coisas.

    Seria esperar demais que JB, por tudo que já mostrou, agisse diferentemente. Que estivesse mais para Ali do que para Pelé.

    Os traços de personalidade já estavam claros. Numa entrevista à Veja, ele se gabou dos ternos de marca estrangeira que estão em seu guarda-roupa. Não é uma coisa pequena senão por ser grande na definição de caráter.

    A partir desse tipo de coisa, você pode montar os dados básicos do perfil da pessoa. Ou alguém imagina, para ficar num personagem dos nossos dias, um Pepe Mujica falando de grifes a repórteres?

    De Pelé a JB, o Brasil sob certos aspectos marchou para o mesmo, mesmíssimo lugar.

    Racismo não faltou, neste tempo todo. Faltou foi gente do calibre de Malcom X e de Muhammad Ali.

    http://diariodocentrodomundo.com.br/de-pele-a-joaquim-barbosa-a-historia-e-a-mesma/

  200. Pax said

    #196 Cara Michelle,,

    Sim, estamos perdendo um tempo precioso. Concordo.

    E discordo de todas as tentativas em justificar que os governos tucanos ou petistas tiveram foco em Educação.

    Não tiveram. Ponto.

    Podemos elencar uma enorme lista de justificativas para chegar a mesmíssima concluão: Os governos democráticos brasileiros foram incapazes de estabelecer a prioridade mais básica.

    Ah, mas com fome não se estuda: essa é a melhor de todas as desculpas. E aí eu questiono: e comprar tv, geladeira, picanha, moto e carro é realmente passar fome?

    Quando a ditadura se estabeleceu, em 1964, já lá se vão 50 anos, a Educação básica era incomparavelmente melhor.

    De lá pra cá…?

    A ditadura destruiu e a democracia não consegue reconstruir. Simples assim.

  201. Michelle 2 said

    Caro Pax
    Não sou de direita e nunca fui a favor da ditadura, ao contrário…apanhei da PM em 68 por greve na USP, em Sampa, e fui detida em 70 em Natal e Fortaleza, pelo fato de ser loira (segundo o milico coronel encarregado…havia um bando de assaltantes de bancos chefiados por uma loira alta. E eu me encaixava no perfil).
    Tive que dormir nos QGs locais e depois acabei sendo liberada, pois era inocente e estava apenas passeando nas praias nordestinas, com meu namorado baiano.
    Não fui maltratada, mas fiquei anos deprimida e revoltada contra esses abusos morais. Muito medo de ser estuprada. Barra pesada.

    Mas Pax, eu não entendi porque você disse que “a ditadura destruiu a Educação básica e a democracia não consegue reconstruir”.
    Eu acho que durante anos e anos a lerda continuou a mesma lerda. Baixo investimento. E depois da ditadura com os presidentes seguintes – democráticos – a inflação e a corrupção arrasaram com tudo.
    Sarney e Collor foram canceres crônicos de atraso que só pioraram ainda mais o atraso educacional do povo brasileiro.
    E o que a ditadura tem a ver com isso? A ditadura acabou em 84, há quase 30 anos atrás.
    Alguma coisa que eu não sei? O que aconteceu? Alguma fonte de informação confiável? Alguma estatística comparativa?
    Da ditadura, só lembro do porra do Mobral e dos acordos MEC-Usaid que criticados, acabaram não dando em nada.

    PS. Sou loira e burra, rsrsrs e… curiosa.

  202. Pax said

    Bem, se já andava estranhando os caminhos e especulando sobre as decisões de Eduardo Campos, se essa notícia do Josias se confirma, que ele está tricotando com o Alckmin, pra mim já há uma enorme decisão (de novo, se confirmar a notícia):

    Eduardo Campos é carta fora do baralho.

    E se seguir este rumo, será sempre fora do baralho. Estará tomando o rumo da direita e aí já sabemos os resultados.

  203. Zbigniew said

    Pax,

    no meu sentir o fato das pessoas, hoje, terem acesso a bens de consumo não invalida, de maneira alguma, o argumento que coloca a questão de se resolver o problema da fome como a prioridade de uma nação. Principalmente porque ainda tem pessoas em situação de miséria no país. Tampouco acho que o governo tenha utilizado este mote, o da fome, para negar investimentos em educação.

    Creio que o que falta, na realidade, é um melhor gerenciamento e planejamento da utilização dos recursos financeiros distinados à educação básica, que está sob a responsabilidade dos municípios, na divisão forçada que foi estabelecida entre os entes federativos pela constituição de 1988 (art. 211, § 2º da CF/88).
    Neste ponto acredito que o governo federal peca por não criar um um plano agressivo com estabelecimento de metas e acompanhamento dos processos que levem à consecução de indicadores, através de sistemas de aferição que poderiam ser, como exemplo: percentual de crianças que conseguem realmente se alfabetizar, índices de evasão e aprovação, formação de corpo docente, cursos de aperfeçoamento, entre outros fatores. E como diz o próprio § 1º do citado artido, é faculdade da União exercer atividade redistributiva e supletiva em matéria educacional, de modo a grantir padrão mínimo de qualidade do ensino mediante ASSISTÊNCIA TÉCNICA e FINANCEIRA.

    A União sob o comando do PT criou o FUNDEB (EC nº 53/2006) em substituição ao FUNDEF (do governo tucano) e que vincula valores transferidos ao estado obrigatoriamente para a educação básica, correspondente a 10% desse montante.

    Na internet encontrei os seguintes dados:
    “A principal mudança em relação ao antigo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) é que ele cobre todas as matrículas da Educação Básica – desde a creche até o ensino médio. O Fundeb não é uma conta única, mas 27 fundos – um para cada estado e o Distrito Federal. É composto por nove impostos e transferências (veja quadro). Cada ente federado é obrigado a depositar 20% dessa arrecadação em uma conta específica para o fundo. A União complementa quando esse repasse não atinge o valor mínimo estabelecido para cada aluno ao ano – em 2010 foi de R$ 1.414,85. Hoje, nove entes federados recebem essa complementação: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.” (http://revistaescolapublica.uol.com.br/textos/18/por-dentro-do-fundeb-246407-1.asp)

    Aí, caro Pax, o “bicho pega” é no gerenciamento dos recursos desse fundo pelos municípios. O que é que aparece? Os casos de corrupção que não deixam o Brasil se aperfeiçoar neste aspecto tão importante para nossa sociedade. Tem que ver a relação prefeituras e conselheiros do FUNDEB. Onde está a fiscalização dos que fiscalizam?

  204. Zbigniew said

    Veja, Pax, que interessante.
    Cascavilhando na internet encontrei esse documento da Controladoria Geral da União que trata, justamente, da prevenção da corrupção nester programa. O link é este:

    http://www.cgu.gov.br/Publicacoes/CartilhaOlhoVivo/Arquivos/Fundeb2012.pdf

    Interessantíssimo. Traz informações sobre os Conselhos de Acompanhamento e Controle Social, sua composição, sistemas de planejamento e execução das ações, orientações quanto a aplicação dos recursos. Tem tudo ali.
    O problema é realmente com as prefeituras. Mais uma vez a União vai ter que pegar pela mãozinha e ensinar como fazer.

  205. Michelle 2 said

    Meus caros, o gato está subindo no telhado

    Inflação da baixa renda, acima do teto da meta, sobe mais

    A inflação das famílias de baixa renda, medida pelo INPC, que já tinha estourado o teto da meta, subiu ainda mais em fevereiro. No acumulado em 12 meses, passou de 6,63% para 6,77%. Mas em algumas regiões do país está bem acima disso, ultrapassando 9%, como é o caso de Belém (9,14%) e Fortaleza (9,24%).

    O INPC também superou o teto da meta em Belo Horizonte (6,55%), Goiânia (6,99%), Salvador (7,52%) e Recife (7,74%).

    Esse indicador, que mede a inflação das famílias com rendimento entre um a cinco salários mínimos, tem um peso maior dos alimentos, cujos preços vêm subindo.

    Valeria Maniero

  206. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, caro Pax,

    o Serra vem confirmando tudo que se falava dele, ou seja, é mesmo profundamente arrogante e desagregador e o FHC, que muito vinham reclamando que mostrasse uma liderança mais firme, ao tentar fazer isso, com seu apoio declarado ao Aécio, acho que vai se agastar de vez da política.

    E o Campos? Ah… o Campos! Demonstrou que não tem estrutura para voos mais altos.

    vai morrer na casca!

  207. Edu said

    Totó,

    Discordo: infelizmente, no ano passado foi a primeira vez que eu vi um estagiário ser mandado embora.

    E sobre o rendimento da poupança X a inflação para os mais pobres, veja o comentário 205 da Michelle. Eu acho que o rendimento real é baixo, e vc?

  208. Edu said

    Zbig,

    Em 203, concordo contigo, especificamente no ponto que vc se refere à gestão de recursos.

    Do alto da minha ignorância, o problema nunca foi a quantidade de dinheiro distribuída, mas o controle sobre esse dinheiro.

  209. Michelle 2 said

    Edu

    1. concordo com vc e Zib – quem fiscaliza o fiscal?
    $ não é o problema. É a execução do projeto – (uso do $…) tem muito “rato comilão”. Nos últimos anos…ratazanas !

    2. Delfim Netto também parece estar pessimista, nem tanto com a economia em si. Ainda existem fatores animadores segundo ele. O problema, segundo ele, chama-se CONFORMISMO.
    Difícil discordar.

    leia o artigo completo em :
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/97044-conformismo.shtml

    Eu acrescento ainda esse apego a “economia de puxadinhos” – desonera isso e aquilo, para aumentar o consumo de automóveis , linha branca, cesta básica, etc.
    Mas o setor de serviços – o “vilão” de sempre continuará a complicar a vida do comissariado petista na Fazenda e arredores palacianos.
    Programas eleitoreiros de apelo popular – fim da miséria- e o escambau. Só na TV.
    Dilma, a “mi competenta presidenta” perdidaça…entre raposas políticas famintas, etc.

    3.Ainda é cedo para prever o que acontecerá nas eleições de 2014. Mas se na eleição saírem 2 candidaturas fortes – PSDB (com Aecio) PSB+outros partidos- (com Campos) a situação do PT (Dilma) ficará muito fragilizada e num 2o. turno pode ser derrotada.Principalmente se a economia permanecer andando de lado.
    Se o cenário acima se configurar…não duvido que lula descarte dilma, o poste – problemas de saúde- para tentar manter o poder, a qualquer custo.

    não te parece?
    Pax parece não concordar, mas opinião e bunda cada um tem a sua, né? .

    Menos o Totó… o fofo.

  210. Michelle 2 said

    Inflação encosta no teto da meta e governo se preocupa AGENCIA bRASIL

    Redução da tarifa de energia elétrica evita alta da inflação em fevereiro A

    A queda média de 15,17% nas tarifas de energia em fevereiro deste ano foi a principal responsável pela redução da taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo dados divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA, que é a inflação oficial do país, caiu de 0,86% em janeiro para 0,6% em fevereiro.

    Os maiores impactos da redução das tarifas de energia em fevereiro foram sentidos pelos moradores de Goiânia, onde houve uma queda de 15,97% na energia elétrica, e Belém, onde os preços das tarifas caíram 16,57%.

    Nos dois primeiros meses do ano, as tarifas de energia acumularam queda de 18,49% nos preços em todo o país. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, como a redução se concentrou em janeiro e fevereiro, os consumidores não sentirão mais o impacto direto dessa política governamental.

    Apesar disso, de acordo com a pesquisadora, como a queda das tarifas de energia também afetou o setor produtivo nacional, os consumidores poderão sentir o impacto indireto dessa política, por meio da redução do custo dos produtos e do repasse dessa queda para o preço final ao consumidor.

    Por outro lado, o aumento de 4,1% no preço da gasolina em fevereiro evitou um impacto maior da redução do custo da energia elétrica no bolso do consumidor. A alta do combustível contribuiu para que a inflação de fevereiro deste ano ficasse acima da taxa de fevereiro de 2012, que foi 0,45%.

    No acumulado dos 12 meses, a inflação oficial chega a 6,31%, taxa acima dos 6,15% acumulados até janeiro. Na inflação acumulada, os alimentos e serviços têm impacto importante, com inflações de 12,48% e 8,65%, respectivamente.

    “Os [aumentos de preços dos] alimentos têm como causa principal os problemas climáticos. E os serviços estão tendo uma demanda grande, principalmente por serviços mais sofisticados, como cabeleireiros, e são resultado da renda do consumidor”, disse Eulina dos Santos.

    Entre os grandes vilões da inflação dos alimentos estão a farinha de mandioca, que teve aumento de preços de 16,15% em fevereiro e acumula alta de 141,33% em 12 meses, e o tomate, com alta de 20,17% no mês e 89,4% em 12 meses.

    Comentários ?

  211. Jose Mario HRP said

    Dilma ganhou um inimigo sem ter feito nada para isso!

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/03/09/royalties-inadimplencia-no-rio-e-acao-pouco-efetiva-diz-especialista.htm

  212. Zbigniew said

    Edu,
    as modernas técnicas de administração científica têm muito a contribuir com a mudança de cultura e mentalidade que tanto se almeja no serviço público e na elaboração de políticas públicas. Também é uma ferramenta poderosa para coibir os chamados “malfeitos”, ou seja, a corrupção. Não vai acabar, mas pelo menos vai transformar aquilo que hoje é considerado regra em exceção. É aquela história de um ambiente limpo e bem cuidado; se um desavisado joga algo no chão é logo notado e repreendido.

    Verdade que não basta ter as ferramentas, tem que haver treinamento dos gestores e fiscalização. O documento da CGU, apesar de importante como informativo de métodos e conceitos, deveria vir acompanhado de uma capacidade efetiva do Estado em exigir o cumprimento de metas, tanto na aplicação dos recursos do FUNDEB, quanto na consecução dos resultados. Inclusive com a possibilidade de enquadramento de autoridades na Lei de Improbidade Administrativa e inclusão num rol não exauriente da Lei de Inelegibilidades. A autoridade (prefeitos, secretários, o escambau) que fosse pego desviando recursos desse fundo levava logo um processo nas costas, num rito sumário, pra ficar pensando que não poderá concorrer às próximas eleições (político se pela de medo de inelegibilidade e se digladiam quando o assunto é esse). Além de alcançar o patrimônio do indigitado de modo a ressarcir o Erário. Por mim colocava até no rol dos crimes hediondos porque atenta contra a dignidade da pessoa humana no que se refere ao direito de ter acesso a uma educação de base e de qualidade, o que vai refletir no resto da vida da pessoa. Assim a autoridade poderia ser presa sem poder apelar em liberdade. Isso evitaria certos pudores do Judiciário que se torna muito benevolente e estranhamente lento quando algumas autoridades, defendidas por “bons advogados” estão envolvidas.

  213. Michelle 2 said

    ESTADO.COM.BR – Internacional
    /Opinião
    Educação reprovada
    09 de março de 2013 | 2h 10
    O Estado de S.Paulo

    Criado por educadores, pesquisadores, empresários e gestores públicos com o objetivo de elevar a qualidade do sistema de ensino do País, o movimento Todos pela Educação desenvolveu vários mecanismos de avaliação para saber se as políticas educacionais estão surtindo efeito. Além de identificar escolas com bom desempenho para verificar se os métodos pedagógicos por elas adotados podem ser disseminados para toda a rede ensino, o movimento estabeleceu metas de produtividade para 2022, ano do bicentenário da Independência, e periodicamente divulga relatórios sobre a situação de cada uma delas.

    Uma das metas prevê que todas as crianças estejam na escola em 2022. Uma segunda meta estabelece que toda criança esteja alfabetizada até os 8 anos. Uma terceira meta estabelece que todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos estejam matriculados na série mais adequada à sua idade. Uma quarta meta é de que os alunos concluam as três séries do ensino médio até os 19 anos. A quinta meta está relacionada aos investimentos e fontes de financiamento do setor educacional. O objetivo das cinco metas é garantir uma educação básica de qualidade para toda a população, no ano em que o Brasil comemorar dois séculos de Independência.

    Elaborado com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC) e do IBGE e intitulado De Olho nas Metas, o último relatório do movimento apresenta mais um retrato desolador da educação brasileira, especialmente no ensino médio. Segundo o estudo, 92% das crianças e jovens de 4 a 17 anos estavam estudando em 2011 – a expectativa era de que 94,1% estivessem matriculados. Isso significa que cerca de 3,8 milhões de crianças e jovens se encontravam fora da escola.

    O relatório informa que um em cada dez alunos da terceira série do ensino médio – a última antes do ingresso na universidade – teve desempenho adequado em matemática em 2011. O resultado ficou muito abaixo da meta prevista pelo Todos pela Educação para esse ano. No caso dos estudantes da rede escolar pública, o quadro é ainda pior: apenas 5,2% sabem o que deveriam de matemática no ensino médio. Em português, o índice foi de 29,2% – abaixo da meta de 31% prevista pelo movimento. Na 9.ª série do ensino fundamental, a situação não é muito diferente. Só 16,9% dos estudantes apresentaram nível de aprendizagem adequado em matemática – bem menos do que os 25,4% da meta fixada para 2011.

    O levantamento também aponta grande variação no desempenho dos alunos de Estado para Estado. Alagoas e o Maranhão são os Estados com os piores indicadores de desempenho escolar no ensino fundamental e no ensino médio. Minas Gerais e Santa Catarina foram os Estados que mais se destacaram no cumprimento das metas.

    O relatório do movimento Todos pela Educação evidencia as dificuldades que o Brasil enfrenta para se manter entre as maiorias e mais prósperas economias, diante de competidores empenhados em investir em ampliar os investimentos em educação, ciência e tecnologia. Mostra, também, que um ensino de má qualidade continua limitando o acesso dos jovens a empregos de qualidade na economia formal e condenando as novas gerações à ignorância. “Isso é uma tristeza. Quer exclusão maior do que aluno não saber o que deveria ter aprendido? Eles vão ter problemas com emprego e com continuidade do estudo no acesso ao ensino superior. Ou seja, estamos fazendo um funil. Se o aluno não aprende matemática, tem uma série de coisas que ele não vai conseguir fazer depois”, diz Katia Smole, doutora em educação.

    Para os dirigentes do movimento Todos pela Educação, a falta de um currículo nacional é um dos fatores que têm impedido o ensino médio de melhorar sua qualidade. Já o MEC alega que está discutindo com as Secretarias Estaduais da Educação medidas para reestruturar esse ciclo de ensino.

    Essa tem sido a sina da educação brasileira: por mais que os dirigentes governamentais dialoguem, as políticas educacionais continuam marcadas por prioridades erradas e, mais grave, orientadas por interesses demagógicos.

  214. Otto said

    Fernando Henrique Cardoso tem que tomar cuidado para não repetir a trajetória de Carlos Lacerda.

    Fernando Henrique Cardoso está diminuindo com o correr dos anos. Não na mesma velocidade de José Serra, é certo, mas com constância.

    Dona Rute faz falta? É possível. Talvez ela mitigasse a dificuldade com que a vaidade de FHC enfrenta a vantagem que Lula vai levando no combate pelo tamanho na história do Brasil diante da posteridade.

    A despeito da mídia em seu ultraconservadorismo, forma-se um consenso segundo o qual entre FHC e Lula foi este último quem realmente inovou no combate ao que é claramente o maior mal do Brasil: a miséria, decorrente da abjeta distribuição de renda.

    FHC acabou com a inflação, e isso é uma conquista gigantesca. Mas em políticas sociais suas realizações foram pequenas, até porque ele estava cercado de economistas que as desprezavam.

    Eram economistas profundamente influenciados pela Universidade de Chicago, dominada pelas ideias do Nobel Milton Friedman, um economista de grande influência mundial nos anos entre os anos 1970 e 2000.

    Friedman demonizava as políticas sociais como esmolas, e defendia um Estado mínimo e desregulamentado. Reagan, nos Estados Unidos, e Thatcher, na Inglaterra, foram os maiores propagandistas do ideário de Friedman.

    Vista na época de FHC como uma receita infalível para fortalecer economias, a doutrina friedmaniana se revelaria, com os anos, um fracasso colossal. Ela está na origem da crise econômica mundial que castiga a humanidade desde 2007.

    Um pequeno grupo se beneficiou do friedmanismo, o chamado 1% para usar a memorável expressão do Ocupe Wall St. E os 99% restantes, como dizia meu Tio Lau, se estreparam.

    FHC é filho de seu tempo. Ele estava engaiolado, como era tão comum nos dias em que foi presidente, dentro da crença de que o friedmanismo era infalível. Nem os trabalhistas britânicos sob Tony Blair ousaram contestá-lo, e consequentemente se movimentaram para a direita.

    Lula chegou em outro momento. No início da década de 2 000 o modelo de Friedman começava já a estertorar. A iniquidade social se revelou insustentável. A maioria pilhada começou a protestar de forma cada vez mais intensa.

    FHC não pecou lá para trás, porque o cenário era muito diferente.

    Mas peca agora, ao não entender – ou ao fingir não entender – o mundo que está aí. E então ele parece querer ser maior que Lula no grito. Alinha-se ao conservadorismo nacional para tentar recriar o cínico “Mar de Lama” que tanto contribuiu para o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954.

    FHC fala agora em “crise moral”, como se não tivesse feito coisas como se outorgar por meios obscuros um segundo mandato não previsto na Constituição.

    A direita gosta, naturalmente. Mas isso não impede que FHC vá se aproximando de Carlos Lacerda, o mentor celerado do “Mar de Lama”, e mais tarde um personagem central no golpe militar de 1964.

    Lacerda foi para a lata de lixo da história, merecidamente. Faça uma estátua para ele e ela será prontamente esculachada.

    FHC ainda tem chance de não repetir a trajetória de Lacerda. Mas tem que se mexer.

    http://diariodocentrodomundo.com.br/fhc-x-fhc/

  215. Pax said

    Hum…. sei não

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/3/9/provas-contra-cunhado-de-ministro-do-stj-sao-anuladas

  216. Pax said

    Esta história do pastor, deputado, acusado (responde por estelionato e racismo), Marco Feliciano, está rendendo. Incomodando mesmo.

    Olha só este vídeo do cidadão

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1242189-video-mostra-pastor-marco-feliciano-pedindo-senha-de-cartao-de-fiel.shtml

    Sinceramente, agora, depois do almoço, é difícil não regurgitar o que comi.

    Os seguidos escárnios do Congresso terão limites?

    Esse cara disse em seu twitter

    “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”.

  217. Pax said

    Complementando… se o líder do PMDB nega que houve acordos com ruralistas e evangélicos, bem…

    É bem provável que tenha havido o acordo.

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/3/9/lider-do-pmdb-nega-acordo-de-evangelicos-com-bancada-ruralista

  218. Michelle 2 said

    Mas, voltando ao assunto incompetência

    Colapso e caos – MIRIAM LEITÃO
    O GLOBO – 09/03

    É preciso reconhecer: o Brasil está vivendo o caos na prestação dos serviços públicos e um colapso regulatório. Isso é resultado direto da falta de compreensão do que faz o Estado no seu papel de regulador. O governo desprezou as agências como se fosse “terceirização” dos seus poderes, tirou delas autonomia, nomeou apadrinhados, desvirtuou processos.

    Hoje, as agências, seja em que área for – água, transporte aéreo de passageiro, energia elétrica, petróleo, telecomunicação -, alternam períodos longos de inação e omissão com fases de fúria arrecadatória. Multam as empresas e ameaçam. Mas o dinheiro acaba virando um novo imposto, que enche os cofres do governo e não resolve o problema de quem consome os serviços.

    No domingo à noite, dia 24 de fevereiro, o aeroporto de Brasília viveu uma situação bizarra. Todo o sistema caiu. Os cartões de embarque foram preenchidos à mão. As televisões estavam apagadas e ninguém sabia onde era seu portão. Na sala de embarque, os passageiros tinham que conferir em cartazes pregados em cada portão os números dos voos. Nos dias seguintes, houve mais três quedas de energia no mesmo aeroporto.

    No começo, era só equívoco ideológico. O PT achava que o PSDB quando criou novos marcos regulatórios para setores privatizados queria acabar com o Estado. O Estado moderno precisa ter agências que regulem setores. A não regulação é perigosa porque entrega às empresas o mercado como sesmaria. A regulação só governamental já criou muita distorção no passado.

    As agências precisam ser independentes, não podem ter diretores nomeados pela chefe da regional paulista do gabinete da Presidência, com poderes que exorbitavam as suas funções. Há empresas privadas dividindo mercado com empresas públicas, autonomia e neutralidade das agências é fundamental.

    Há momentos que a gente sente é que o país parou de funcionar. Falo de casos reais: uma conversa precisou de cinco ligações e mesmo assim terminou inconclusa. Uma empresa provedora de internet não consegue há dias explicar aos usuários – que pagam o maior preço para terem a maior velocidade – porque não entrega a mínima estabilidade de conexão. A luz acaba a qualquer chuva e demora tempo inexplicável para voltar. Quem nunca viveu situação kafkiana com as prestadoras de serviço tem muita sorte. A sucursal do GLOBO em São Paulo, ontem, antecipou fechamento porque corria risco de ficar sem luz depois do temporal que caiu à tarde. Só seria possível trabalhar enquanto houvesse diesel nos geradores do prédio. À noite, ainda não chegava energia da concessionária.

    As empresas aéreas estão extorquindo viajantes. Trocar passagem mesmo que seja para voo em data futura tem custo tão alto quanto um novo bilhete. O passageiro é induzido a comprar outra passagem e pedir reembolso. As companhias só devolvem quando querem. Pode chegar a 90 dias. Pode levar um ano. Como se chama ficar com o dinheiro alheio sem autorização e sem remunerá-lo? Minha sugestão é que seja usada a palavra furto. Vende-se tarifa a um preço altíssimo para quem tem uma emergência, mas o consumidor pode ser surpreendido com o cancelamento do seu voo.

    O Rio – mais de 40 graus – sofreu dias com falta de água em alguns bairros porque a estatal de água culpou a empresa de energia pelos picos de falta de luz que desorganizaram o fornecimento. E não apareceu governo que avisasse às duas litigantes que concessionário tem que prestar o serviço. E ponto final.

    A nós consumidores cabe pagar as contas, e isso temos feito. Mas estamos todos fartos dos maus serviços e da completa omissão das agências reguladoras aparelhadas que viraram caixa registradoras do governo. Ou coisa pior. Esqueçamos Copa e Olimpíada, o problema é urgente: a incompetência está se espalhando como metástase pelos serviços públicos.
    ——————–
    Comento: Não há como discordar.

  219. Patriarca da Paciência said

    Sua Excelência, ministro Joaquim Barbosa, tal como o Serra, confirma sua arrogância e prepotência:

    “Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez chegar à direção do jornal a informação de que a publicação não tem mais interlocutores no STF; gesto foi interpretado como uma sugestão para que o jornal indique um outro repórter para a cobertura da suprema corte; antes de Felipe Recondo, acusado por Barbosa de “chafurdar no lixo”, o ministro isolou a jornalista Mariângela Galucci, também do Estadão, que fez reportagem mostrando que o ministro ia a bares, em Brasília, enquanto estava de licença médica; gesto causou extremo mal-estar entre jornalistas.”

    Será que a “grande” imprensa ainda vai insistir em lançá-lo candidato a presidente da república?

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/95729/Barbosa-quer-a-cabe%C3%A7a-de-rep%C3%B3rter-do-Estad%C3%A3o.htm

  220. Michelle 2 said

    Mas, continuando o assunto incompetência, acrescentaremos má-fé e abuso dos mais pobres

    Dilma se apropria na tevê de proposta do PSDB

    Dilma Rousseff voltou a entrar na casa dos brasileiros em rede nacional de rádio e tevê veiculada na noite desta sexta (8). A pretexto de homenagear as brasileiras no Dia Internacional da Mulher, a presidente anunciou como bondade pessoal uma proposta do PSDB que ela própria vetara há menos de seis meses. Zerou os tributos federais que incidem sobre os produtos da cesta básica.

    “Isso mostra como o instituto do veto presidencial, republicano e necessário, pode ser desvirtuado quando está a serviço dos interesses político-partidários e eleitorais”, disse o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), autor do artigo que Dilma passara na caneta. “Não há nada que justifique a presidente ter vetado um dispositivo legal há poucos meses e agora anunciar a mesma coisa como iniciativa sua.”

    Deu-se numa sessão noturna de 16 de julho do ano passado a aprovação da desoneração da cesta básica na Câmara. Bruno Araújo, à época líder do PSDB, enfiou a novidade dentro de uma medida provisória baixada por Dilma para instituir o programa Brasil Maior, de estímulo à indústria. No mês seguinte, em 7 de agosto, a medida provisória foi aprovada também no Senado.

    Em 18 de setembro, Dilma mandou ao Diário a medida provisória do programa Brasil Maior. Vetou tudo o que deputados e senadores haviam pendurado no texto original enviado ao Congresso pelo Planalto –inclusive o artigo que zerava os tributos da cesta básica. Agora, apropria-se da iniciativa e faz média com as mulheres –ou com as eleitoras.

    Dilma modificou a composição da cesta básica. Incluiu, por exemplo, produtos de higiene e limpeza. Nem isso justificaria o veto. Ouça-se novamente Bruno Araújo: “O texto que o Congresso tinha aprovado tirava os impostos federais e dava poderes à presidente para definir, por decreto, qual seria a composição da cesta básica. Não queríamos criar problemas para o governo, mas oferecer soluções ao consumidor.”

    Um detalhe injeta ironia no episódio: Bruno Araújo inspirou-se num projeto de lei de um grupo de deputados petistas, liderados por Paulo Teixeira (PT-SP). A proposta previa o alívio tributário da cesta básica. Para não constranger o governo, descera às gavetas da Câmara. Ressuscitada pelo tucano e injetada na MP de Dilma, a coisa terminou virando verniz para a imagem da presidente.

    O veto visava, percebe-se agora, apenas eliminar as digitais tucanas impressas na iniciativa. Na semana passada, a presidente dissera que, em época de eleição, “a gente faz o diabo”. Como se vê, falava sério. Em nota, o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, disse que Dilma deveria “se desculpar” pelo veto.
    ________________

    Nem preciso comentar. Josias falou tudo.

  221. Patriarca da Paciência said

    “Tucanos afirmam em site do partido que foram eles que zeraram impostos sobre a cesta básica de alimentos; base é emenda de deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), de abril de 2012; mas petista Paulo Teixeira (PT-SP) mostra que projeto de lei dele e outros deputados do partido, de fevereiro do ano passado, fora “plagiado” pelos adversários; presidente Dilma quer redução de até 9,25% no preço da carne, café e manteiga – e todos querem ser os autores desse gol.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/95748/Trunfo-de-Dilma-abre-nova-guerra-PT-X-PSDB.htm

  222. Patriarca da Paciência said

    “Embora os estilos sejam diferentes, jornalista Zuenir Ventura lembra que Hugo Chávez foi aconselhado por Fidel Castro a seguir os passos do ex-presidente brasileiro; “esse é o homem”, disse Fidel.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/95743/Zuenir-diz-que-Ch%C3%A1vez-aprendeu-pol%C3%ADtica-com-Lula.htm

    Quem diria?

    O Obama estava apenas repetindo o Fidel Castro quando apontou para o Lula e falou:

    “Este é o cara!”

    E a turma do rola-bosta 100% idiota, que vive apregoando que o Lula era “subordinado” do Chavez, agora conhece a verdade!

  223. Michelle 2 said

  224. Olá!

    Ei, pessoal, alguém viu por aí o Elias para explicar como havia um sultão em Constantinopla em pleno século VIII AD e também como ocorreu a conquista islâmica de tal cidade durante essa mesma época?

    Enquanto a explicação não vem, fiquem com estes sultões.

    E não se esqueçam das almôndegas!

    Até!

    Marcelo

  225. Pax said

    Em #218

    Realmente é difícil discordar.

    De fato estamos vivendo um caos nos serviços públicos. Onde moro, supondo que esquecesse a questão das telecomunicações, tem a questão da energia elétrica. De um ano pra cá virou simplesmente o caos.

    Basta ter uma brisa, um suspiro, uma fofoca de esquina e fica-se sem luz. Tive prejuízos sérios este ano. Papo de comprar uma moto nova ou trocar de carro de prejuízo.

    A ANEEL? Parece piada. É tanta proteção invertida que desisti de recorrer e correr atrás do meu prejuízo. A ANEEL, como a ANATEL só servem para proteger as empresas. Fazem o oposto do que deveriam estatutariamente fazer.

    Aí a gente se lembra do Ministério das Minas e Energia, do Lobão, filhotinho do Sarney e realmente não tem como não se aborrecer.

    Neste momento estou na tal comunidade que falo com frequencia. E… tá pior que em casa. Muito pior.

    As agencias regulatórias viraram um inferno, um atraso de vida, um lixo completo. E sem elas o modelo das privatizações vai para o vinagre. Não há como não ir. Neste artigo Míriam Leitão acertou a mão.

    Resta uma única dúvida. Seu artigo deixa todas as culpas para os governos PT (Lula 2 e Dilma, 0,7).

    Será que é culpa exclusiva? Confesso que não sei esta resposta.

    Quando lembro da Rosemary Nóvoa Noronha chego a achar que sim. Por pequenas bocas, boquetes, coisas enormes aconteceram. Foram-se diretorias daqui, dali e de acolá. Fato triste. Fato.

    Não havia antes? Esta é a pergunta que me incomoda. Foram montadas e iniciadas exemplarmente? Nunca houve cabidação com boquetação? Sei não. Juro, estou colocando o tema porque não sei responder. Fico em dúvida.

    Mas que os governos Lula e DIlma não resolveram este problemão eu tenho absoluta certeza.

  226. Michelle 2 said

    Meus caros

    Segue link de entrevista do Weffort que, acredito, merece ser lida:
    Francisco Weffort: “O PT se desnaturou completamente”
    O ex-ministro da Cultura e ex-secretário-geral do PT, Francisco Weffort, diz que o partido “deu um passo a mais no descaminho” e foi engolido pelo corporativismo getulista

    http://revistaepoca.globo.com//Brasil/noticia/2013/03/weffort-o-pt-se-desnaturou-completamente.html

  227. Michelle 2 said

    #225

    Frase copiada do Josias, sobre outro assunto.

    Serve para reflexão:

    Quem acredita demais apenas no que convém crer, acaba estimulando os outros a não acreditar senão na crença de descrer

  228. Jose Mario HRP said

    Nosso Obama/Pinochet:

    Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez chegar à direção do jornal a informação de que a publicação não tem mais interlocutores no STF; gesto foi interpretado como uma sugestão para que o jornal indique um outro repórter para a cobertura da suprema corte; antes de Felipe Recondo, acusado por Barbosa de “chafurdar no lixo”, o ministro isolou a jornalista Mariângela Galucci, também do Estadão, que fez reportagem mostrando que o ministro ia a bares, em Brasília, enquanto estava de licença médica; gesto causou extremo mal-estar entre jornalistas
    247 – A crise entre o Supremo Tribunal Federal e o jornal Estado de S. Paulo ainda não foi superada. Longe disso. Na semana passada, um gesto do presidente do STF, Joaquim Barbosa, tornou a situação ainda mais delicada. Por meio de assessores, o ministro fez chegar à direção do jornal da família Mesquita a mensagem de que a publicação não tem mais interlocutores na suprema corte. Esse movimento foi interpretado como um pedido para que o jornal entregasse a cabeça do jornalista Felipe Recondo, que cobre o Poder Judiciário para o Estadão e que foi acusado por Barbosa de “chafurdar no lixo”, além de ser chamado de “palhaço”. Recondo produzia uma reportagem sobre gastos do STF com reformas de apartamentos e de gabinetes, além das despesas com viagens dos ministros ao exterior – daí a expressão “chafurdar no lixo”.
    A mensagem do STF ao Estadão repercutiu muito mal internamente. Lembrou tempos autoritários, em que autoridades pediam a cabeça de jornalistas aos chefes de redações. No caso do Estado, não é a primeira vez que Barbosa tenta isolar um profissional de imprensa. Antes do caso Felipe Recondo, ele colocou na geladeira a repórter Mariângela Galucci, desde que, em 2010, ela publicou uma reportagem – verdadeira, diga-se de passagem – mostrando que o ministro ia a bares, enquanto sua licença para tratamento de dores nas costas, que durou quase um ano inteiro, paralisou diversos processos (leia mais aqui). No STF, Barbosa chegou a interromper entrevistas ou conversas em off com jornalistas, sempre que Mariângela, casada com o colunista Fernando Rodrigues, da Folha, se aproximava.
    Depois do julgamento do mensalão, Barbosa anda mais irritadiço do que de costume e suspeita que todos os seus passos estejam sendo monitorados de perto. Recentemente, ele passou férias em Miami, nos Estados Unidos. Como há muitos brasileiros vivendo e passando férias na cidade, ele foi abordado e distribuiu autógrafos, como costuma fazer também no Brasil. Depois disso, fotos suas foram postadas na internet e circularam rumores de que ele teria comprado um imóvel de alto padrão na Flórida. A reportagem ainda não publicada de Recondo, sobre as mordomias no STF, também passou a ser motivo de preocupação.
    Posted 14 hours ago by René Amaral

  229. Patriarca da Paciência said

    “Quem acredita demais apenas no que convém crer, acaba estimulando os outros a não acreditar senão na crença de descrer” (Josias).

    Pois não é que o Josias realizou um auto-retrato perfeito?

    E retrata também toda a turma do rola-bosta 100% idiota!

    Parece que o Josias está aprendendo alguma coisa!

  230. Patriarca da Paciência said

    Acaba de ser anunciado pelo Globo Rural, “Brasil se torna o maior exportador de milho da Terra”. Como o Brasil já é também o maior exportador de carne de frango, soja, carne de boi, minério de ferro etc.etc.etc., o Brasil deve mesmo estar atravessando uma grande crise!

    Bendita crise!

  231. Patriarca da Paciência said

    http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/03/10/cesta-basica-tucanos-plagiam-petistas-e-querem-ser-pais-da-desoneracao/

  232. Jose Mario HRP said

    Vejam só quem está dando exemplo de sociedade multicultural, multi religiosa e de respeito as diferenças!

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/brasil-destino-dos-novos-excluidos-do-planeta-veja-neste-domingo.html

  233. Jose Mario HRP said

    Mesmo com esse STF de m*******!!

  234. Otto said

    Sensacional esta lavada. Assistam:

  235. Zbigniew said

    Hehehehe. E o boyzinho ainda ficou balançando a cabeça.
    O cara repete o que os outros querem e não se informa, é nisso que dá. Levou uma lavagem na frente de todo mundo.
    Muito bom o vídeo, Otto.

  236. Edu said

    Zbig e Michelle,

    Infelizmente, o poder público parece que descobriu muito tarde a teoria de administração científica.

    Como eu sou da turma que acredita no “antes tarde do que mais tarde”, se há alguma mudança nesse sentido, já fico satisfeito.

    Só que não adianta nada a própria máquina pública querer controlar melhor se há permissividade legal (como bem atentou o Zbig).

    Eu acredito que há uma outra forma, relativamente menos punitiva de fomentar o bom uso de alocação de recursos pela máquina pública: transparência (desculpem insistir nesse ponto).

    Acredito que a transparência faça toda a diferença: ter que apresentar publicamente resultados com frequência deixa todos os stakeholders envolvidos muito mais alertas e preparados, principalmente porque evita distorções e desalinhamento na hora de passar uma informação. Isso facilitaria o trabalho, tanto da imprensa, quanto o trabalho do povo ao entender objetivamente se determinado funcionário público realmente está fazendo um bom trabalho ou não.

    —X—

    Essa conversa sobre execução de políticas públicas, quaisquer que sejam pode ser muito bem ilustrada pela eficiência das agências reguladoras.

    De fato, a ideia foi excelente, e novamente, a execução foi uma porcaria

    A ANEEL está ruim? A Dilma não foi Ministra de Minas e Energia? Caraca… devia realmente ter muita coisa pra mudar lá, porque se compararmos o Antes e o Depois, para mim, aqui de casa, não mudou nada.

    No meio de São Paulo, não há iluminação no meu quarteirão há quase 1 mês. Deve ser porque moro próximo da Paulista e, como eu sou de classe média, o Haddad prefere tirar a minha iluminação para colocá-la lá na periferia.

    —X—

    Sobre a inflação… lá vamos nós…

    Quero só ver onde isso vai parar.

    A Dilma-mão-pesada-neoliberal-ornitorrinca-guarani-kaiowá está lá, quietinha. O BC está dando sinais de que terá que subir novamente a taxa de juros.

    E o crescimento da economia, hein? Como é que fica…?

    —X—

    Corrupção:

    Ontem houve uma passeata na Av. Paulista contra a corrupção. Ao que parece, Pax, a corrupção está na agenda das pessoas de São Paulo. Infelizmente, parece que a classe mais baixa não está afim de participar disso: não me levem a mal, a intenção não era julgar ninguém. Eu estava lá e acompanhei a passeata até a r. Consolação. Aparentemente a maioria das pessoas era de classe média.

    Esse pastor aí não havia apoiado o PT? Por que o PT não defende ele? Será que é porque a esquerda não defende os seus?… eu achei que fosse só a direita…

  237. Otto said

    Por que o mensalão tucano, a lista de Furnas e os processos contra Aécio no STF não andam?

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/03/por-que-o-mensalao-tucano-lista-de.html

  238. Michelle 2 said

    Edu

    Veja a administração “científica” da Dilma, a mi competenta presidenta
    Edu e Zib

    Esia administração “científica” da Dilma, mi competenta presidenta

    Algo de podre no reino do petróleo – PAULO BROSSARD
    ZERO HORA – 11/03

    Repito a sentença do Padre Vieira, “a omissão é um pecado que se faz não fazendo”

    No início de 2005 a refinaria Pasadena Refining System, de Pasadena, no Texas, foi adquirida pela empresa belga Astra Oil Company, pela quantia de US$ 42,5 milhões; em setembro de 2006 a Astra alienou à Petrobras 50% da refinaria mediante o pagamento de US$ 360 milhões, ou seja, vendeu metade da refinaria por mais de oito vezes o que pagara pela refinaria inteira, um ano e meio antes. Não seria de estranhar, por conseguinte, que a Astra Oil Co. pretendesse vender os 50% que permaneciam no seu patrimônio. Ocorre que, por desentendimentos cuja natureza ignoro, a Astra ajuizou ação contra a Petrobras e nela a Petrobras teria sido condenada e, mercê de acordo extrajudicial, pagou à Astra US$ 820 milhões, pondo fim ao litígio.
    Somadas as duas parcelas, US$ 360 milhões em setembro de 2006 e US$ 820 milhões em junho de 2009, a Astra Oil Co. embolsou da Petrobras US$ 1,180 bilhão por uma refinaria que em 2005 lhe custara US$ 42,5 milhões.
    Este o resumo do caso, do começo ao fim, havido entre a Astra Oil Co. e a Petrobras. Inépcia? Leviandade? Gestão temerária? Prevaricação? Outras causas? Não sei, o que sei é que o insólito fenômeno rompe todos os critérios atinentes a qualquer negócio e particularmente em relação a uma empresa que, embora de natureza privada pertence à nação, sua maior acionista.
    Ora, não é de supor-se que o representante de uma das maiores empresas do país, afeita a lidar com milhões e bilhões, pudesse ser um parvo, um bonifrate, um pateta. No entanto, os números são constrangedores. De uma refinaria adquirida por US$ 42,5 milhões, em 2005, 50% dela no ano seguinte foi alienada por US$ 360 milhões e os outros 50% também transferida à Petrobras mediante o pagamento de US$ 820 milhões; somados os dois pagamentos, vale a repetição, atingem a US$ 1,180 bilhão. Dir-se-á que para zerar todos os litígios, teria entrado o “valor estratégico”… capaz de assegurar a duplicação da capacidade da refinaria, e revelar os segredos do fundo do mar no Golfo do México, mas sabe a chacota. Não surpreende que quando se conheceram os números do negócio, estes como o valor “estratégico” passavam a ser contestados.
    Este o caso até onde sei e o que sei é o que tem sido divulgado. Com efeito, ele vem sendo abordado pelos meios de comunicação e até agora não se sabe de nenhuma providência que tivesse sido tomada. O assunto não é agradável, mas nem por isso pode ser mantido sob o comodismo do silêncio. Repito a sentença do Padre Vieira, “a omissão é um pecado que se faz não fazendo”. É evidente que a senhora presidente da República tem todas as condições para o cabal esclarecimento da singular operação. Entre nós quando se fala em comissão esta terá de ser de “alto nível” e quando se trata de inquérito ele há de ser “rigoroso”. Ora, quando o substantivo precisa da bengala do adjetivo o remédio é outro. Sempre entendi que os inquéritos não podem nem devem ser “rigorosos”, nem flácidos; respeitadas as garantias de defesa, a diligência, a isenção, a tempestividade e a obediência aos prazos legais, substituem com vantagem o rigor. Nada de rigorismo ou lassidão, bastam legalidade e pontualidade; em uma palavra: a exação

  239. Michelle 2 said

    Luiz Dulci lançou um novo livro:

  240. Pax said

    http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/o-deboche-a-palhacada-e-o-jogo-de-interesses/

    13 dos 18 integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias são pastores evangélicos como Marco Feliciano

    Jair Bolsonaro está mais feliz que pinto em lata de lixo

    A Realpolitik brasileira passou dos limites faz tempo.

  241. Pax said

    Hoje, neste exato momento, o maior adversário de Dilma em 2014 se chama INFLAÇÃO.

  242. Pax said

    O que está ruim vai piorar. Tudo indica que sim.

    Os ladrões estão disputando a tapa as Agências Regulatórias.

    Não há como não terminar num lixo sem fim.

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/3/12/partidos-disputam-cargos-em-6-agencias-reguladoras

  243. Michelle 2 said

    Edu

    “Esse pastor aí não havia apoiado o PT? Por que o PT não defende ele? Será que é porque a esquerda não defende os seus?… eu achei que fosse só a direita…”

    Comento
    Na Veja:

    “Um grupo de deputados, a maioria de esquerda, claro!, decidiu recorrer ao Supremo para tentar cassar a nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Querem tirá-lo de lá porque ele é evangélico, porque ele não segue a pauta considerada “correta”, porque não gostam do que ele pensa. E eles têm o direito de não gostar e de conduzir uma luta política. Mas não o de acusá-lo de cometer crimes que não cometeu. Mais grave ainda: não têm o direito de tentar encontrar uma justificativa técnica para resolver uma divergência que é de natureza política”.
    ___________

    Comento:

    Depois os deputados reclamam da interferência do STF( Judiciário) no Legislativo…
    Estamos de acordo que esse cara não deveria ter sido eleito. Mas foi.
    Agora recorrer ao STF para cassar a nomeação (eleição interna) é muita sem vergonhice.

    “Tenham a coragem de encarar a democracia e de seguir as suas regras. Nada impede os descontentes de se organizar e de expressar a sua opinião; nada os impede de debater as suas teses no âmbito da própria comissão. Decidir, no entanto, que só pode integrar aquele grupo quem está comprometido com a pauta “x” não é democracia, mas violência institucional.”

    E os outros?
    incluindo Genoino e Cunha …entre outros “causos cabeludos”, pergunto eu?

  244. Michelle 2 said

    Pax

    “Hoje, neste exato momento, o maior adversário de Dilma em 2014 se chama INFLAÇÃO”.

    Dilma,la endiablada, es mi competenta presidenta…y el pueblo, el bravo pueblo brasileño…que se fueda en 2013!

    A JOGADA DA CESTE BÁSICA
    12 de março de 2013 | 2h 12
    O Estado de S.Paulo

    Só não se diga que ela não avisou ou foi incoerente. Na última sexta-feira, apenas quatro dias depois de dizer – em um daqueles comícios disfarçados de solenidades tão a gosto de seu mentor Lula – que em tempos de campanha “podemos fazer o diabo”, a presidente Dilma Rousseff se permitiu uma dupla diabrura eleitoral. Numa bem produzida fala de 11 minutos em cadeia nacional em que apareceu sobriamente trajada de cinza, no lugar do costumeiro vermelho-PT, anunciou a isenção dos impostos federais que incidem sobre os produtos da cesta básica. Plagiou, assim, com a maior naturalidade, uma proposta do PSDB, apoiada pelo DEM e o PPS, que vetara em setembro do ano passado. A oposição, por sua vez, havia aproveitado uma idêntica iniciativa petista – aparentemente desestimulada pelo Planalto -, reproduzindo-a sob a forma de uma emenda acoplada a uma medida provisória em tramitação no Congresso.

    Recorde-se, em primeiro lugar, que a presidente, ao liberar o vale-tudo na conquista das urnas, retoricamente fingira preservar disso as ações de governo. Segundo a sua argumentação um tanto tortuosa, titulares de cargos eletivos, ainda quando adversários, deveriam se respeitar, “pois fomos eleitos pelo voto direto”. Como se aquelas ações, sobretudo numa campanha sucessória desencadeada com extravagante antecipação por um sôfrego Lula em favor de sua pupila, já não nascessem contaminadas pela gana da reeleição ou, simplesmente, não tivessem sido concebidas em razão disso. “Nunca vi quem está no governo precipitar uma eleição”, comenta o ex-presidente Fernando Henrique, “já que atrapalha a governabilidade.” Atrapalharia, é o caso de atalhar, se a governabilidade importasse mais, para a dupla Lula-Dilma, do que o crasso cálculo eleitoral. Para eles tanto faz que “tudo que a presidente fizer daqui por diante será atribuído a intenções eleitorais”, na observação de Fernando Henrique.

    A maioria do eleitorado, decerto acreditam, não está “nem aí” para o achincalhe da governança – desde que isso a faça sentir-se beneficiada. Tampouco sabe, para ficar no exemplo da hora, que poderia estar usufruindo da bondade da cesta básica há seis meses, não fosse o veto eleitoreiro da presidente petista à emenda da oposição nesse sentido. Depois, para salvar a face, ela criou um grupo de trabalho incumbido de apresentar uma alternativa até 31 de dezembro. Por desorientação, incompetência, ou porque o grupo de trabalho não era para valer, o prazo foi descumprido. Mas, diante da escalada da inflação nos dois primeiros meses do ano e, de quebra, para tirar do centro do noticiário político a construção da candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB da base parlamentar do Planalto, Dilma antecipou o anúncio do corte de impostos, previsto inicialmente para o 1.º de Maio, Dia do Trabalho.

    A desoneração privará o erário este ano de R$ 5,5 bilhões em receitas. Em 2014 poderá alcançar R$ 7,3 bilhões. Para as contas públicas trata-se de um mais um baque. À falta até mesmo de um indício de intenção do Executivo de cortar os seus enxundiosos gastos, o governo não tem de onde repor os recursos de que acabou de abrir mão – e que se somam a tantos outros fúteis soluços de renúncia fiscal para aquecer o consumo e degelar a atividade industrial. Ainda assim o PIB de 2012 não cresceu nem 1%. Além do mais, a jogada eleitoral constitui uma transgressão da Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a autoridade de promover isenções tributárias sem a prévia definição da fonte de onde virá o dinheiro para cobrir o rombo da receita dispensada.

    Na manifestação da sexta-feira, Dilma procurou apresentar a desoneração da cesta básica como uma decisão de impacto sobre a alta do custo de vida, cobrindo-se de créditos por isso. “Não descuido um só momento do controle da inflação”, assegurou.
    Palavras.
    O retrospecto de 2012 comprova que o governo deixou a inflação avançar antes de sair atabalhoadamente em seu encalço.
    Se cuidasse dos preços como cuida da reeleição, não teria perdido um semestre inteiro para isentar a cesta básica – só para não dar o braço a torcer à oposição.
    ________

    Este governo é uma bosta!

  245. Michelle 2 said

    Pax

    “Hoje, neste exato momento, o maior adversário de Dilma em 2014 se chama INFLAÇÃO”.

    Dilma,la endiablada, es mi competenta presidenta…y el pueblo, el bravo pueblo brasileño…que se fueda en 2013!

    ESTADO.COM.BR –
    /Economia
    O EFEITO BONDADE,
    12 de março de 2013 | 2h 10
    Celso Ming – O Estado de S.Paulo

    As primeiras avaliações sobre o impacto da desoneração de impostos federais da cesta básica sobre a inflação estão prejudicadas. Não há segurança de que essa redução dos custos tributários será mesmo repassada para os preços. Na edição de domingo, esta coluna apresentou uma análise inicial. Há novas observações a fazer.

    Até mesmo o atendimento do objetivo principal dessa nova bondade da presidente Dilma Rousseff pode ser contestado. O projeto da desoneração da cesta básica deveria entrar em vigor apenas a 1.º de maio, no contexto das festividades do Dia do Trabalho. Pretendia manter ou até melhorar o apoio popular à atual administração, portanto, mantinha no foco o calendário eleitoral de 2014.

    O que precipitou a desoneração anunciada na sexta-feira para ter vigência imediata foi a disparada da inflação. Os números de fevereiro vieram altos demais e bastante disseminados. As projeções apontam para inflação anual da ordem de 6,6%, acima do teto da meta anual (de 6,5%), já incluída aí a margem de tolerância de 2 pontos porcentuais.

    A presidente imaginou que a antecipação da desoneração poderia ajudar a conter a inflação, à medida que derrubaria em 0,6% ponto porcentual a inflação anual – conforme cálculos preliminares da área econômica.

    Aparentemente a previsão de que houvesse essa queda de preços se baseou no precedente da redução e isenção de impostos federais a veículos e aparelhos domésticos, quando uma certa queda de preços de fato aconteceu. E, ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou os dirigentes de supermercados para assegurar que repassariam a isenção de impostos para os preços ao consumidor. O diabo é que o principal imposto pago pelos supermercados é o ICMS, cobrado pelos Estados.

    Sobram dúvidas de que esse repasse acontecerá. Desta vez, o problema não é de falta de demanda nem de excesso de estoques. Ao contrário, a demanda está exacerbada – como o próprio Banco Central vem apontando.

    A decisão não contribui para controlar a demanda. É, sim, mais um estímulo ao consumo. Desse ponto de vista, pode ser analisada como uma recaída da política econômica, que parecia entender que o fim das distorções da economia passou a depender mais do empurrão aos investimentos do que ao consumo.

    Explicando melhor: caso consiga conter a escalada de preços, a renúncia fiscal (redução da arrecadação) injetará R$ 7,5 bilhões na veia do consumo. Assim, contribuirá para puxar ainda mais a demanda. Se não conseguir eficácia e o repasse não acontecer ou vier apenas em parte, contribuirá somente para reforço do caixa das empresas. Em outras palavras, a isenção de impostos à cesta básica pode se tornar irrelevante enquanto providência destinada a controlar a inflação. E, nessas condições, tende a não ser sentida pela população. Assim também poderá ter efeito limitado inclusive como medida eleitoral.

    Sobra sem solução a questão de fundo, que é conter a demanda forte demais. Aparentemente, o quadro pouco mudou do ponto de vista do Banco Central, que terá de combater a inflação com o instrumento disponível: a política monetária. Se a isenção de impostos ajudar a segurar os preços, o aumento dos juros pode ser menor. Talvez seja esse o efeito esperado.

    _________________

    Este governo é uma bosta!

  246. Michelle 2 said

    Ooops!

    O PT fica medroso com o “mentiroso” e…

    Governistas derrubam pedido para ouvir Marcos Valério no Senado

    Afinal…seria uma excelente oportunidade para desmascarar o “mentiroso”.
    hehehe

  247. Michelle 2 said

    Há homofóbicos canalhas,como aquele pastor,e homofóbicos do bem, como Ahmadinejad e Maduro.
    SV

  248. Pax said

    No que tange às agências regulatórias torço que Dilma tenha a mão forte e sente o cacete.

    Será? Tomara.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2013/03/11/dilma-anuncia-na-6a-novas-acoes-pro-consumidor/

    Sobre Sérgio Cabral: nunca me convenceu muito. Ainda mais depois dos guardanapos na cabeça ao lado do Cavendish.

  249. Pax said

    Que maravilha de decisão Judicial.

    A favor da censura. Pedida por nada menos que Marconi Perillo

    Governador de Goiás obtém liminar que proíbe jornalista de citar seu nome http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=2395

    Faz um bem danado à imagem do PSDB.

  250. Edu said

    Michelle,

    Esse ano eu comecei mais light. Resolvi tentar enxergar o lado bom da coisa, tentei ser mais otimista… mas aí está: não tem jeito! Não dá pra ficar confortável com uma atuação presidencial tão oportunista e mal planejada quanto essa….

  251. Edu said

    Nossa…

    E essa do senado impedir o Marcos Valério de falar?! Que história é essa?!

    hahahahaha

    Quem tem medo tem que se esconder mesmo!

  252. Michelle 2 said

    Edu

    Não canso de lamentar a situação do povo venezuelano.
    As últimas de Maduro:

    1.Chavez não será mais uma eterna múmia. Já apodreceu.
    2.Estão investigando se os US inocularam cancer no ex-presidente.
    3.Chavez “conversando com Jesus Cristo”, no céu, teria influido na escolha de um Papa sul americano.

    Precisa mais?

  253. percocet vitamin b overdose side effects

    Justiça: o sobe e desce de sua credibilidade « políticAética

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