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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Propinoduto tucano

Posted by Pax em 22/07/2013

A revista IstoÉ publicou reportagem contundente sobre o esquema tucano de desvios de fortunas que abastecem o partido em São Paulo e acusa os governadores Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin de omissão, no mínimo. Sabiam e nada fizeram para conter a roubalheira desenfreada.

Se adotarmos o mesmo conceito de “domínio do fato” utilizado julgamento do mensalão petista talvez se possa acusar os governadores não só de omissão, mas de coordenação do esquema que envolve multinacionais, offshores e até o Tribunal de Contas do Estado.

Impressiona a omissão das maiores empresas de comunicação – O Globo, Folha de São Paulo e Estadão – que fazem vista grossa a um dos maiores escândalos de corrupção no Brasil, como se nada houvesse.

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas – IstoÉ

PROTEÇÃO GARANTIDA

Os governos tucanos de Mario Covas (abaixo), Geraldo Alckmin e José Serra (acima) nada fizeram para conter o esquema de corrupção

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa.

SUSPEITOS
Segundo o ex-funcionário da Siemens, Ronaldo Moriyama (foto menor),
diretor da MGE, e Décio Tambelli, ex-diretor do Metrô, integravam o esquema

As provas oferecidas pela Siemens e por seus executivos ao Cade são contundentes. Entre elas, consta um depoimento bombástico prestado no Brasil em junho de 2008 por um funcionário da Siemens da Alemanha. ISTOÉ teve acesso às sete páginas da denúncia. Nelas, o ex-funcionário, que prestou depoimento voluntário ao Ministério Público, revela como funciona o esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos e fornece os nomes de autoridades e empresários que participavam da tramoia. Segundo o ex-funcionário cujo nome é mantido em sigilo, após ganhar uma licitação, a Siemens subcontratava uma empresa para simular os serviços e, por meio dela, realizar o pagamento de propina. Foi o que aconteceu em junho de 2002, durante o governo de Geraldo Alckmin, quando a empresa alemã venceu o certame para manutenção preventiva de trens da série 3000 da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos). À época, a Siemens subcontratou a MGE Transportes. De acordo com uma planilha de pagamentos da Siemens obtida por ISTOÉ, a empresa alemã pagou à MGE R$ 2,8 milhões até junho de 2006. Desse total, pelo menos R$ 2,1 milhões foram sacados na boca do caixa por representantes da MGE para serem distribuídos a políticos e diretores da CPTM, segundo a denúncia. Para não deixar rastro da transação, os saques na boca do caixa eram sempre inferiores a R$ 10 mil. Com isso, o Banco Central não era notificado. “Durante muitos anos, a Siemens vem subornando políticos, na sua maioria do PSDB, e diretores da CPTM.

A MGE é frequentemente utilizada pela Siemens para pagamento de propina. Nesse caso, como de costume, a MGE ficou encarregada de pagar a propina de 5% à diretoria da CPTM”, denunciou o depoente ao Ministério Público paulista e ao ombudsman da empresa na Alemanha. Ainda de acordo com o depoimento, estariam envolvidos no esquema o diretor da MGE, Ronaldo Moriyama, segundo o delator “conhecido no mercado ferroviário por sua agressividade quando se fala em subornar o pessoal do Metrô de SP e da CPTM”, Carlos Freyze David e Décio Tambelli, respectivamente ex-presidente e ex-diretor do Metrô de São Paulo, Luiz Lavorente, ex-diretor de Operações da CPTM, e Nelson Scaglioni, ex-gerente de manutenção do metrô paulista. Scaglioni, diz o depoente, “está na folha de pagamento da MGE há dez anos”. “Ele controla diversas licitações como os lucrativos contratos de reforma dos motores de tração do Metrô, onde a MGE deita e rola”. O encarregado de receber o dinheiro da propina em mãos e repassar às autoridades era Lavorente. “O mesmo dizia que (os valores) eram repassados integralmente a políticos do PSDB” de São Paulo e a partidos aliados. O modelo de operação feito pela Siemens por meio da MGE Transportes se repetiu com outra empresa, a japonesa Mitsui, segundo relato do funcionário da Siemens. Procurados por ISTOÉ, Moriyama, Freyze, Tambelli, Lavorente e Scaglioni não foram encontrados. A MGE, por sua vez, se nega a comentar as denúncias e disse que está colaborando com as investigações. (continua na IstoÉ…)

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167 Respostas to “Propinoduto tucano”

  1. Patriarca da Paciência said

    ” esqueceste do maior escândalo de todos, acima de todo e qualquer escândalo porventura praticado na face da terra desde tempos imemoriais. Esse que será lembrado daqui a milhares de anos: a privataria tucana.”

    Zbigniew, post anterior!

    É Pax, o propinoduto de São Paulo é escandaloso, mas apenas um filhote do verdadeiro escândalo tucano, como bem disse o Zbigniew.

    Afinal, só a Vale, segundo já li em alguns artigos, à época da venda, valia 96 bilhões de reais e foi vendida por 13 bilhões. Temos aí um prejuízo de 83 bilhões de reais. Afora outras inúmeras estatais, todas vendidas a preço de laranja, visto que a banana hoje está bem mais valorizada que a laranja.

    Mas a propinoduto de São Paulo tem tudo para oferecer um processo judicial robusto. Afinal é uma grande empresa que está acusando e mostrando provas.

  2. Zbigniew said

    E o sítio da IstoÉ na internet sofreu ataques de hakers que direcionavam quem queria acessar a matéria para o sítio da… Veja. Pois é, as famílias se protegem.

    Façamos uma reflexão:

    – O Relator da AP 470, cantado em versos e prosas pela mídia nativa, tendo sido merecedor de uma alta “comenda” concedida pelas Organizações Globo (os iguais realmente se atraem), que atestou ser este o catão da vez, devendo ser incluído no rol dos presidenciáveis; além de seus rompantes de intolerância contra tudo e contra todos que se posicionassem diferentemente de suas convicções (que o diga o Lewandowski); de sua relações próximas com um funcionário da emissora Globo que emprega o filho do referido magistrado, e que possui um pai que é advogado e que atua no STF. O magistrado, talvez impressionado pelas luzes da ribalta aplica, num movimento magistral, a Teoria do Domínio do Fato, para alcançar aquela que era a principal meta da mídia nativa: a condenação do José Dirceu, custasse o que custasse. E hoje o dito Catão busca um arranjo fiscal para adquirir um imóvel no exterior sem passar pelo fisco. Pode isso Arnaldo?

    – a dita emissora, protetora dos fracos e oprimidos (claro que antes vem seus interesses), também num arranjo fiscal, foge da Receita e sonega alguns milhõezinhos, que se transformam em mais de meio bilhão de reais, mas cujo processo simplesmente some pela obra e graça de uma funcionária da própria Receita e que é capaz de contratar os melhores advogados do país para defendê-la no STF, tendo conseguido um habeas corpus sabe de quem? Ganha um doce quem adivinhar. Nisto as demais famílias silenciam, destoando apenas a emissora do Bispo que não vai deixar de tirar sua lasquinha, claro! Essas as empresas que se posicionam como guardiãs da moral e da ética, dando vozes aos Jabores e Mervais a gritar aos quatro cantos que não agüentam mais tanto roubo do PT. Quanto aos milhõezinhos, silenciam, assim como o MPF. Porque aí é diferente: no Brasil os corruptores não existem.

    – Aí estoura um escândalo desses envolvendo a alta cúpula tucana (e eles são profissionais, não se contentam com valores irrisórios), o que está mais para a velha e boa sabotagem entre os emplumados. Qual o comportamento da nossa democrática mídia nativa? Boca de siri. Cara de paisagem.

    Percebam que toda a parafernália política-econômica-jurídica que age no intuito de reconquistar o poder pela desmoralização da classe política e do PT está viciada. A diferença é que se protegem e se combinam. Mas, será que isto será suficiente para essa retomada?

  3. Jose Mario HRP said

    Decididamente Joaquim Barbosa além de não ser bom juiz também não é cavalheiro!
    A falta de educação com Dilma foi mais que desrespeito para com a autoridade primeira do pais, mas sim uma grande mostra do minimo ou nenhum saber como tratar uma dama.
    Eu tenho vergonha de Jaquim Barbosa, como juiz, como ministro e como comandante do Supremo Tribunal Federal.
    Um cafajeste de primeira.

  4. Pedro said

    Pax, dá um desconto. Falando em grande mídia x blogs companheiros , um pouco de humor pra “quebrar o gelo”.

    Meteorologistas progressistas culpam a grande mídia por frio em Santa Catarina.

    O frio que atinge Santa Catarina, com registro de neve em mais de 80 cidades e chuva congelada em outras dezenas, pode não estar acontecendo. Pelo menos é o que defende o sociólogo e meteorologista Ernesto Noam, do blog Tempo 247. “As pessoas estão felizes e não sentem frio, mas acabam dizendo que o tempo não está bom pela forte influência da mídia, que manipula as informações”, afirma. Para ele, é importante que a meteorologia e as previsões sejam democratizadas, com a entrada dos movimentos sociais.

    Na mesma linha de Noam, León Vladimir, do blog Conversa Resfriada, aponta que a percepção do cidadão comum acaba enviesada pelo posicionamento hegemônico e claramente tendencioso da grande mídia. “Quem garante que está frio? Quem define o que é frio? Por que temos que receber esses conceitos da TV Globo e da revista Veja?”, questiona, sem oferecer respostas. O integrante do MST (Meteorologistas Sem Televisão) acredita que a verdade está na mídia alternativa, em blogs patrocinados pela Caixa Econômica Federal.

    Nas ruas, o sentimento parece ser contrastante. A população sai encasacada, enquanto moradores de rua e periguetes que não têm acesso a roupas quentes morrem de frio. Para Noam, é mais uma prova da visão dominante que precisa ser combatida. “Não há moradores de rua no Brasil, isso foi erradicado junto com o frio”, brada, sem tocar em nenhuma periguete. Como prova, Noam acaba de postar uma foto sua pegando sol em um beach club de Jurerê Internacional, com a legenda “CHUPALSKI, TUCANADA!”

  5. Otto said

    Ó Edu, você tem razão, a treta tá feia:

    “Foram abertos 123.836 postos formais de trabalho no mês passado, quase 72% a mais do que o volume de maio, que teve saldo positivo de 72.028 empregos; resultado de junho também foi melhor que o do mesmo mês um ano atrás, com 120.440 vagas criadas; mídia tradicional não acreditou quando presidente Dilma Rousseff, em abril, rechaçou propostas tresloucadas de cortar empregos como forma de baixar a inflação; naufraga também agora torcida para apear da Fazenda o ministro Mantega.”

    Do 247.

  6. Pax said

    Porque o PT ainda não deu um chega pra lá no Vaccarezza, confesso que não sei.

  7. Pax said

    Aldo Rebelo, um comunista engraçado, no mínimo…

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1315713-ministro-levou-familia-a-cuba-em-jato-oficial.shtml

  8. Jose Mario HRP said

    LULA disparou bem ontem!
    Chamou seus partidários as falas exigindo união em apoio a Dilma!
    Já deveria ter feito isso há mais tempo!

  9. Jose Mario HRP said

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/07/onu-solta-comunicado-atestando.html

    É a opinião da ONU.

  10. Elias said

    “…talvez se possa acusar os governadores não só de omissão, mas de coordenação do esquema que envolve multinacionais, offshores e até o Tribunal de Contas do Estado.” (Pax)

    1 – Modestamente, falei antes que os governadores tucanos estão na cena do crime do metrô paulista. Mas deveria ter citado o TCE/SP e a AL-SP… Omissão imperdoável! (Um amigo fala pra eu não esquecer o TJE-SP, mas os documentos que li até agora — e, pra mim, supreendentemente! — isentam o judiciário paulista de participação na farra metrotucana. Aliás, isentam também o MPE-SP, embora também não louvem a competência deste último).

    2 – E quem julgaria quem, pela abertura de off shores? O STF? E quem seria o primeiro a ser julgado pelo STF, por ter criado off shores? O Barbosão?

    3 – Muita gente critica o Barbosão a pretexto de qualquer coisa, só porque o moço tem o hábito de fazer cocô na sala de visitas. Na verdade, esse magistrado realiza uma tarefa hercúlea e necessária. Ele demonstra como ninguém, que:

    a – o Poder Judiciário brasileiro necessita ser reorganizado de alto a baixo, desde a estrutura geral (que padece da ausência de Corte de Apelação na mais alta instância), até a forma como são escolhidos os ministros dos tribunais superiores, passando pela duração da permanência dos juízes no cargo e pela própria competência dos colegiados (zilhões de monopólios — vários dos quais, aliás, só existem no Brasil — p.ex., necessitam ser definitivamente expurgados da estrutura judicial);

    b – o Poder Judiciário brasileiro necessita ser reorganizado, de alto a baixo;

    c – o Poder Judiciário brasileiro necessita ser reorganizado, de alto a baixo;

    d – o Poder Judiciário brasileiro necessita ser reorganizado, de alto a baixo;

    e – o Poder Judiciário brasileiro necessita ser reorganizado, de alto a baixo;

    f – o Poder Judiciário brasileiro…

    Com o Barbosão, isso ficou mais claro do que nunca. É a grande contribuição dele para a modernização das estruturas brasileiras… Se isso algum dia acontecer, né?

  11. Zbigniew said

    Vivemos uma crise política sem precedentes. Diria mais: uma crise civilizatória. Isso porque o novo pede passagem.

    O Brasil precisa resolver essa situação uma vez que necessita urgentemente de instituições corretas e atuantes, capazes de promover o desenvolvimento de todos, o bem-estar e a segurança.

    Quando observamos empresas, políticos, magistrados envolvidos em falcatruas e irregularidades que, se não chegam às raias da ilegalidade são moralmente reprováveis, exclamamos, perplexos: a que ponto chegamos!

    É latente na sociedade brasileira o profundo descontentamento com esta situação. Não dá mais para aceitar tal padrão de comportamento. Não dá mais para aceitar políticos que acham normal utilizar da coisa pública com se sua fosse, magistrados ludibriando o fisco com objetivo de pagar menos impostos, empresas de comunicação sonegando impostos e posando de promotoras da moral e da ética, tampouco a corrupção institucionalizada pelas doações de grupos econômicos a políticos sem nenhum tipo de controle e, finalmente, tudo isto aceitar em nome da tal governabilidade. Já basta!

  12. Elias said

    Zbigniew,
    Concordo com quase todo o teu comentário # 11.

    Mas discordo quando dizes que “É latente na sociedade brasileira o profundo descontentamento com esta situação”.

    Infelizmente o descontentamento não é tão profundo, assim… Quem dera que fosse…!

    A maior parte da grita moralista, é, na verdade, uma grita — melhor diria: uma claque — partidária. É um monte de gente berrando contra a corrupção dos adversários, enquanto faz vista grossa pra corrupção dos amigos… Ou pior: enquanto camufla ou tenta camuflar a própria corrupção (Demóstenes, infelizmente, não é um caso isolado…).

    Se a gente descontar esse tipo de grita, não sobra nem metade do coro dos descontentes.

    Infelizmente, no quesito “corrupção”, o que caracteriza a sociedade brasileira não é o “profundo descontentamento”, e sim a “profunda apatia”.

    Uma apatia meio cínica, que acha que o problema não tem solução. Que acha que, quando se tira um corrupto da política, é só pra dar o lugar a outro vigarista, corrupto tanto quanto ou mais.

    Há tempos vivo dizendo isso… O Pax discorda, mas o Pax reflete sobre política montado numa pilha de ingenuidade…

    Há algum tempo, li um pequeno artigo num jornal americano. O articulista — um cientista político e professor universitário — chegou a essa mesma conclusão e, assim como eu, estranha esse fenômeno num país como o Brasil, onde a liberdade de opinião é livremente exercitada, e há décadas.

    É um treco pra lá de estranho, mas… O fato é que o Brasil sempre foi um país esquisitão, né?

  13. Pax said

    Ora, caro Elias, eu vejo política como um brasileiro que nunca fez política partidária. Se estou montado em uma pilha de ingenuidade, diga-me, por favor, algumas delas.

    E, veja bem, a ótica deste blog é corrupção. É o mote, o tema central. E continuo achando que este é um dos maiores problemas da política nacional, sim.

    Foi, por exemplo, a porta por onde o PT entrou e parece não querer sair mais, ao contrário. Sinceramente me parece um desejo enorme de peemedebização.

    Paciência, se é assim que me parece, assim é, até prova em contrário.

  14. Zbigniew said

    Elias,
    há sim um profundo descontentamento. A questão da apatia se dá muito pelo sentimento de impotência perante a institucionalização do irregular, do ilegal, do imoral e da esperteza, esta aqui entendida como a genuína Lei de Gérson. Enquanto éramos difusos nos nossos sentimentos e apelos a lei era a de cada um por si. Na verdade tínhamos apenas uma pequena noção dos malfeitos, sentíamos (como continuamos sentindo) na pele pelo dia-a-dia, mas não vislumbrávamos tais problemas em todos os seus contornos.

    Hoje há um movimento via internet em que as pessoas começam a sentir a diminuição dessa difusão. Porque podemos ter acesso a informações que antes eram de exclusividade da velha mídia. Daí o seu imenso poder. Observe que este caso da compra de um imóvel no exterior pelo Joaquim Barbosa mal foi veiculado pelos grande conglomerados. Só muito timidamente é que começam a falar alguma coisa, sempre com o viés de normalidade da operação. Foi necessário um pequeno blog para dar o furo em cima de documentos públicos (pasmem!!). Daí para outros blogs e outras redes sociais foi rápido. Pode até não levar as pessoas às ruas, mas vai levar às mesmas a informação precisa de que o Relator do mensalão petista pratica, no mínimo, algo moralmente reprovável.

    O fenômeno das redes sociais não pode ser desprezado, conforme se viu nos casos das primaveras árabes, da revolta na Turquia, dos levantes de junho aqui no Brasil e por aí vai. O que podemos discutir é a continuidade ou não de tais movimentos e a sua politização. Se não continua não quer dizer que morreu, quer dizer que está latente se os objetivos não foram atingidos.

    A questão de fundo, para mim, é a da politização de tais movimentos. Isso sim já é um outro patamar que, por hora, o brasileiro terá dificuldade de alcançar, exceto em casos pontuais como o MPL. Porque terá que vencer não só a apatia, mas também a capacidade de cooptação das forças políticas seculares, tanto de direita como de esquerda. Não que seja mal se deixar cooptar… digamos melhor… associar. Mas terá que ter maturidade para saber escolher o melhor lado. E aí é um jogo de mão dupla, que, por enquanto, neste aspecto, ninguém está ganhando.

  15. Otto said

    EMPREGO: UM SEMESTRE DE DILMA É MELHOR QUE OITO ANOS DE FHC

    Existem diversos problemas no Brasil. A cada problema que se resolve, outros surgem. Isso faz parte da dialética da vida real. As demandas surgem a partir das situações concretas. De dez, onze anos para trás, a grande pauta reivindicatória era o emprego. A questão da qualidade e das garantias por vezes eram secundarizadas. Afinal, não se tinha nem emprego, então como cobrar qualidade e direitos? A partir de 2003 essa lógica começou a mudar.

    Com uma política econômica de viés desenvolvimentista, o gráfico do desemprego caiu consideravelmente na última década. Para o desespero da direita, da grande mídia, dos especuladores e dos “mamãe eu sou reaça” em geral, no governo Dilma atingimos o chamado pleno emprego. Claro que pleno emprego nos marcos do capitalismo. Nossa taxa de desemprego gira em torno dos 5%.

    Os últimos dados revelados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram uma elevação da taxa de emprego, para o ambiente de crise do capital, especialmente na Europa, excepcional. De maio para junho foram criados 123.836 empregos formais, com carteira assinada. Aumento de 0,31%. A soma do primeiro semestre de 2013 é de 826.168. E nos últimos 12 meses 1.016.432.

    Ao todo o governo Dilma, segundo dados do Caged, criou 4.428.220 empregos. Se compararmos com o terceiro ano do primeiro governo Lula, foram criados, de janeiro de 2003 até maio de 2006, 4.191.033. O número de empregos criados até maio de 2006 eram mais de cinco vezes maior que o registrado nos oito anos do governo anterior. E adivinhem quem era o presidente!

    O saldo real dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) ficou em 770.936. Portanto, abaixo do semestre de 2013 de Dilma que gerou mais de 800 mil.

    Vale lembrar que os dados de Lula são ainda do início da implantação da política econômica desenvolvimentista no Brasil.

    Outro destaque do Caged é que o salário inicial teve aumento real, acima da inflação, de 1,70%. Passou de um valor médio de R$ 1.072,33 em 2012 para R$ 1. 090,52 em 2013. Infelizmente ainda é presente a diferença salarial entre homens e mulheres. O aumento de salário de admissão obteve aumento real de 1,94% e 1,50%, respectivamente.

    Segundo Francisco Lafaiete Lopes, PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC), em artigo publicado no Valor Econômico, o Brasil cresce a uma média de 4% ao ano. Ele utiliza dados do Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR. O Valor online permite a leitura completa apenas para assinante, mas ele pode ser acessado aqui.

    E você que é pautado pela Miriam Leitão – aquela que não acerta uma – ou em qualquer outro “analista” da nossa inescrupulosa “grande imprensa”, que defende na rua e vocifera as distorções de realidade que ela propaga por aí, deve estar com vontade de cortar os pulsos. Não faça. A cada dia o Brasil é um lugar melhor para se viver. Apenas pare de assistir a Globo, ler a Veja, Estadão e Folha. Você vai perceber a diferença.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/109458/Emprego-um-semestre-de-Dilma-%C3%A9-melhor-que-oito-anos-de-FHC.htm

  16. Patriarca da Paciência said

    R o Barbosão cada vez mais enrolado:

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/109558/Barbosa-recebeu-ap%C3%AA-em-Miami-como-doa%C3%A7%C3%A3o.htm.

    Como diz a charge, “mas Joaquim, assim fica muito fácil te detonar!”

  17. Elias said

    Zbigniew,
    O que eu quero dizer é que uma parcela expressiva — eu diria majoritária — das manifestações políticas que se vê nos blogs, redes sociais e o escambáu a quatro, é proveniente de militância partidarizada.

    As mesmas pessoas que bradam contra a corrupção petista, p.ex., no mínimo fazem cara de paisagem para a corrupção dos opositores do PT.

    E vice-versa.

    São manifestações políticas legítimas? Sim, claro que são!

    Agora, elas contribuem minimamente para o amadurecimento político do Brasil? Duvido!

    No frigir dos ovos, chega-se, no máximo, àquela velha história de dizer: “meu ladrão é menos ladrão que o teu…”.

    Veremos isso no ano que vem. Vamos ver em que medida o eleitor brasileiro se dispõe a retirar de cena pelo menos aquelas figuras mais escabrosas da política nacional, por exemplo.

    E vamos ver se algumas das figuras mais escabrosas serão ou não substituídas por figuras ainda mais escabrosas, de modo que as primeiras possam dizer, com carradas de razões: “depois de mim, virá quem bom me fará…”.

    E que ninguém diga: “Ah, é porque o eleitor não sabia, coitadinho… Foi enganado…”.

    Uma ova! Na maior parte dos casos, com mais que raríssimas exceções, o deputado estadual ou senador que hoje pratica suas escabrosidades no plano federal já vinha barbarizando como deputado estadual ou como vereador…

    Não só não foi castigado, como até foi promovido…

    E, se o eleitor se deixa enganar assim, tantas vezes e tão facilmente…

    E sem aquele papo de dizer que eu estou afirmando que “brasileiro não sabe votar”, tentando traficar com o caráter anatemizado da afirmação.

    Claro que o brasileiro vota mal! Se não fosse assim, não elegeria tanta ratazana…

    Ter medo de reconhecer isso, e não falar isso abertamente, não ajuda em nada. Ao contrário, contribui pra piorar…

    E o remédio pra isso não é banir o voto. O remédio pra isso é colocar a educação política na agenda nacional.

    Algo que não aconteceu… E que parece não estar com vontade de acontecer tão cedo.

  18. Elias said

    Patriarca,
    Eu venho cantando a pedra do Barbosão há mais de um ano…

    Ele brinca de roleta russa mirando a própria cabeça… Tendência incontrolável à autodestruição.

    No mundo todo, o que não falta é gente assim. Um dos casos recentes envolvendo uma celebridade foi o do Tiger Woods.

    O interessante é que, quanto mais essas pessoas são prevenidas para a ameaça que a conduta delas representa, para si mesmas, mais elas insistem em manter um comportamento de risco…

    Os psicólogos devem ter uma explicação pra isso.

    Pra mim, essas pessoas são, simplesmente, piradas… E a coisa mais fácil do mundo é identificar esse tipo de tendência numa figura pública.

  19. Zbigniew said

    Elias,
    não acho que sejam apenas de militância partidarizada. Não há como aferir isto.
    Sinceramente, já acho o contrário. Até porque a internet é uma forma mais imediata das pessoas “externarem” o seu descontentamento sem se exporem de imediato. Com isso não quero dizer que não haja movimentos partidarizados e organizados a espalharem boatos e inverdades na rede, ou apenas a fazer proselitismo. A verdade é que há de tudo um pouco, até mesmo a militância.

    Quanto a contribuir para o amadurecimento político de um país, eu concordo que está longe de ser a panaceia para a problemática que é de uma complexidade inserida na ideia de valores civilizatórios de um povo. Querer que se mude do dia pra noite um sistema viciado que, como você bem colocou, promove o vereador até Deputado Federal ou senador, mesmo o cara sendo um crápula, é desconhecer o sistema político, brasileiro, o grau de politização do povo e o seu nível educacional. Mudanças na forma de votar talvez não, embora o percentual de brancos e nulos seja alto em cada eleição, mas as opções também não ajudam. Entretanto mudanças ocorreram e quis o destino que um movimento tipicamente de esquerda (protestos de rua) fosse incrementado e exercido por uma parcela conservadora da sociedade, injustamente apelidados de “coxinhas” pela militância de esquerda, não sem uma pitada de inveja ideológica.

    O que reconheço é que as redes sociais ajudam a propagar idéias independentemente da agenda dos grande meios de comunicação, ou de militâncias. Ou seja, fora da alçada de controle do sistema. Na verdade há espaço para tudo. Aqueles, como instrumentos de dominação de uma determinada classe, não têm mais a iniciativa exclusiva da conscientização. É tanto que movimentos como o Cansei ou outros contra a corrupção não lograram qualquer êxito. Os de junho, inicialmente sob o comando do MPL em São Paulo, mas depois espontâneos e difusos, representam um início, um chacoalhar que há muito se esperava.

    Muitos desdenham, dizendo que foi um movimento restrito à velha classe média, descontente por estar perdendo valor político, por não se reconhecer beneficiária das políticas implementadas por um governo trabalhista, e que por isso mesmo acentuou investimentos para a valorização dessa classe: a dos trabalhadores; bem como a dos grandes grupos econômicos, desde o ruralista até o banqueiro. Ela ficou de fora, desde que se estabilizou a inflação. Manter a estabilidade não parece mais ser suficiente. Por que o SUS é só pra pobre ou a escola pública? E se for isso mesmo, qual o problema? Se eles, fracos ou rasos nos seus reclames, facilmente cooptáveis pela agenda conservadora típica da elite burra brasileira, foram capazes de assustar a classe política o que falta para os movimentos politicamente mais organizados e considerados mais conscientes fazerem a sua parte?

    É como no caso da corrupção. Não podemos esperar que ela seja aceitavelmente controlada ou diminuída para investirmos no país. Do mesmo modo não podemos esperar que se implementem definitivamente políticas educacionais ou de reformas para se conscientizar um povo. Nem que todo um povo resolva ir para as ruas ou votar corretamente. Na realidade a lógica é contrária, por mais que pareça ilógica. E a internet não vai esperar. Ainda bem…

  20. Elias said

    Zbigniew,
    Meu critério de aferição é a qualidade da representação.

    Não creio que essa qualidade tenha se elevado, nas últimas eleições. Ao contrário, em todo o Brasil, nota-se uma tendência à queda da qualidade.

    Nossos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, hoje, são muito mais medíocres e corruptos que os de há alguns anos.

    Na periferia do sistema, a situação é de estarrecer! Em estados como Rondônia, p.ex., a coisa chegou ao paroxismo. Executivo, Legislativo e Judiciário, todos, a um só tempo, envolvidos com o tráfico de drogas, e daí pra pior… Em vários outros Estados o quadro não é muito melhor: o que melhora é a qualidade da camuflagem…

    A chave da questão, creio, está na sociedade civil. Nossa sociedade civil é frágil e desorganizada. Por causa disso, as instituições se tornam presas fáceis para pessoas inescrupulosas, em especial se e quando essas pessoas se organizam erm quadrilhas políticas.

    Essa é a mesma conclusão a que têm chegado alguns estudiosos estrangeiros. A análise já foi até quantificada por uma instituição (ligada à revista “The Economist”, salvo engano), que mede o “índice de democracia” dos países.

    Segundo essa instituição, o “índice de democracia” do Brasil é baixíssimo.

    Quando esse índice é decomposto, verifica-se que um dos fatores que “puxa” o resultado para baixo é a fragilidade da sociedade civil. Em outros componentes, como “liberdade de imprensa”, “liberdade de organização”, “liberdade de opinião”, e sei lá mais o quê, o desempenho do Brasil não fica a dever em relação a algumas das principais democracias européias. Quando a análise começa a enfocar a organização da sociedade civil e a participação política, o desempenho brasileiro despenca.

    Acho que a organização “Consulta Popular” teve seus 15 minutos, em 2013, ao deflagrar essas manifestações em boa parte do país. Mas, do ponto de vista político, o saldo de tudo isso é pífio.

    Na maior parte dos casos, as manifestações nem tangenciaram os problemas estruturais do país. Em não poucas oportunidades, o mérito foi muito mais tático. Vi, por exemplo, umas 100 pessoas fecharem o tráfego numa rodovia federal. Aí criou-se um engarrafamento monstruoso, que deu à manifestação uma dimensão que, no frigir dos ovos, ela não tinha. Aliás, se alguém fosse aferir o que as pessoas presas no engarrafamento achavam de tudo aquilo, provavelmente teria como resposta modal uma grande irritação com os manifestantes.

    Ainda não li nenhuma pesquisa sobre o saldo político das manifestações. Falo apenas pelo que vi. E, pelo que vi, acho que o saldo é quase zero.

    O nível médio de consciência política do brasileiro não se moveu um único milímetro, por obra e graça dessas manifestações.

    E mais: dificilmente a “Consulta Popular” vai capitalizar politicamente em cima disso. Seus líderes continuarão não tendo votos em 2014.

    Exatamente como não tinham em 2012, em 2010…

  21. Jose Mario HRP said

    Mais inferno astral do Serra:
    Extraiu um tumor benigno, mas ficou no hospital por conta de uma veia do coração entupida.
    A eleição do ano que vem será a caixa de Pandora?

  22. Patriarca da Paciência said

    Pois não é? Primeiro foi o reinaldo rola-bosta que ficou a papagaiar que já tinha polemizado com o Vaticana e, foi o vaticano que reconheceu que estava errado!

    Agora vem o merval (que de Capitão Marvel só tem o fato de ser capenga, quando não está na pele do super-herói), pois bem, o merval dando conselhos ao papa!

    Como diria o Papa Francisco, bem aventurado os pobres de espírito, eles são felizes porque se acham!

    “A religião tem um patrimônio e o põe a serviço do povo, mas, se começa a se misturar com politicagem e a impor coisas por baixo do pano, transforma-se em um mau agente de poder”, disse o colunista do Globo sobre o discurso do pontífice na favela da Varginha, no Rio
    (Blog 247)

  23. Jose Mario HRP said

    Cabral em inferno astral total!
    E o “Pezão” dando by by para sua candidatura!
    Aqui uma lembraça dum passado legal:

  24. Elias said

    E, Zbigniew,

    Neu eu, nem os cientistas políticos, pesquisadores, analistas, enfim, de que tenho tido notícias, queremos que as coisas mudem radicalmente do dia para a noite.

    Façamos as contas: de 1982 (quando o processo de redemocratização avançou substancialmenmte, com as eleições diretas para governador, até 2013, onde nos encontramos, lá se vão 31 aninhos… Mais de 3 décadas.

    Tempo pra caramba, né? A maior parte do eleitorado atual nem havia nascido, quando a redemocratização começou a deslanchar.

    E, nessas 3 décadas, em que medida pode-se dizer que o nível de consciência política do brasileiro se elevou? Ou que o nível de organização e a qualidade da participação política da sociedade civil brasileira aumentaram?

    Não é uma questão de tempo, Zbigniew. Se fosse só isso, bastaria esperar… Dar tempo ao tempo…

    Isso só teria sentido se o país tivesse um direcionamento, e estivesse se deslocando ao longo desse vetor. Nesse caso, sim, os avanços iriam acontecendo ao longo do tempo…

    Não é o caso. Infelizmente, o problema é mais complexo.

  25. Pax said

    Uma hora conto dessa viagem de agora. Acabei de chegar no hotel. Imagine a cena de uma carteira com todos documentos e cartões caídos no meio de um BR cheia de carros e caminhões, documentos, dinheiro,cartões voando na pista, voltando na contramão pelo acostamento,juntando as coisas… no ultimo posto antes de chegar, cansado, paguei a gasolina e o café e deixei o bolso do casaco aberto. O vento, a moto, a carteira no chão… Depois conto melhor.

    Enviado via iPhone

  26. Zbigniew said

    Caro Elias, sobre esses aspectos é interessante o que ocorre:

    “Na Caros Amigos deste mês o professor da USP Lincoln Secco faz uma observação interessante. A revista publica:

    Secco enxerga o caldo de insatisfação generalizada ingredientes do pensamento da direita que durante anos martelou que a corrupção é o maior problema do Brasil, e talvez seja mesmo um dos principais, só que a indignação que se vê nos jornais, na TV e nas ruas é seletiva. corrupto é todo político do PT e da base aliada, opina. “Dou um exemplo: Chalita era o queridinho das elites paulistas quando estava no PSDB. Quando aderiu ao governo federal tornou-se do dia pra noite corrupto. Só que a suposta corrupção está na sua gestão de secretário da Educação no Governo Alckmin. Mas a imprensa não associa as duas coisas.” para Secco, as pessoas combinaram as manifestações pelas redes sociais, mas parte do conteúdo é o mesmo roduzido pela revista Veja há vários anos.”

  27. Zbigniew said

    A pergunta é pertinente:

    “Nas duas últimas semanas, a revista Istoé dedicou capas ao escândalo do metrô de São Paulo. Na primeira, obteve o depoimento de um ex-funcionário da Siemens, que revelou como era paga a propina nos governos tucanos. Na mais recente, revela o superfaturamento de R$ 425 milhões. Sabe quantos segundos esse assunto mereceu no Jornal Nacional? Ou quantas linkhas ganhou no Estado de S. Paulo ou mesmo na Folha, a primeira a revelar o caso Siemens? Zero. Por que será?”
    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/109780/Por-que-Alckmin-é-tão-blindado-pela-m%C3%ADdia.htm#comments

  28. Jose Mario HRP said

    Dilma a cabeça dura…………………………..

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/dilma-teima-em-manter-ministerio-e-pede-a-lula-para-enquadrar-o-pt/630799/

  29. Jose Mario HRP said

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/dilma-teima-em-manter-ministerio-e-pede-a-lula-para-enquadrar-o-pt/630799/

  30. Jose Mario HRP said

    http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3118755

    É sábado,reflexão……………….

  31. Zbigniew said

    Belíssimo texto, HRP. Não conhecia esta história.

  32. Jose Mario HRP said

    http://noticias.uol.com.br/album/2013/07/22/protestos-durante-visita-do-papa-francisco-ao-brasil.htm?abrefoto=55#fotoNav=8
    Enquanto milhões tentam melhorar, alguns cultivam a flor do ódio…….

  33. Jose Mario HRP said

    Zbi, publiquei sem confirmar, mas acho dei furo errado!
    Dizem que é apenas uma lenda…..uma linda lenda!

  34. henry said

    Then much more friends can easily talk about this concern
    henry http://www.kiwibox.com/swampoil93/blog/entry/108210117/industry-secrets-relating-to-nephropathy-that-amazed-me/?pPage=0

  35. Elias said

    Zbigniew,
    Sei que muita gente associa essas manifestações a uma iniciativa política da direita. Há até quem tente estabelecer uma semelhança entre as manifestações de 2013 e as do imediato pré-1964.

    Bobagem! Pura flatulência…

    É só olhar em torno… A direita ficou tão surpresa quanto o resto. E, tanto quanto o resto, não soube o que fazer pra capitalizar politicamente as manifestações. Tanto que não capitalizou. Como o resto…

    Demais disso, as manifestações não foram direcionadas contra o PT, especificamente. A mídia é que tenta fazer crer que foi (inutilmente). Em vários Estados, a insatifação foi direcionada a questões relativas aos governos estaduais e municipais, exercidos pelo PSDB e seus aliados.

    Aqui no Pará, no dia da primeira manifestação, o governador Simão Jatene (PSDB), discretamente liberou os servidores públicos DEPOIS de iniciado o expediente…

    Esperteza, né? Se houvesse liberado de véspera, a maior parte nem teria saído de casa… Ele deixou que os barnabés comparecessem ao trabalho, para só então liberá-los, na expectativa de que eles fossem engrossar a manifestação.

    Não sei se foram ou não. Só sei que os manifestantes baixaram o pau no Simão Jatene, e no prefeito da capital, Zeno Veloso, também do PSDB (e que também havia liberado os servidores municipais DEPOIS de iniciado o expediente…).

    Aí, nas manifestações seguintes, nem Zeno nem Jatene liberaram seus funcionários…

    Por fim, tá na cara que, sem a “Consulta Popular”, essas manifestações simplesmente não aconteceriam. E dizer que a “Consulta Popular” é uma organização de direita, é uma soberba demonstração de analfabetismo político.

    Aliás, o fato das manifestações estarem sendo associadas a uma iniciativa política da direita, deve estar dando panos pras mangas, nos debates internos da “Consulta Popular”…

    Isso tudo deve estar demonstrando ao pessoal da “Consulta” que as próximas jornadas terão que ter um grau de politização muito maior.

    Do contrário, vai dar em nada, como agora…

  36. Patriarca da Paciência said

    “Presidente do STF aponta suposto racismo nas críticas que recebe, mas se nega a dar explicações sobre seus atos. O apartamento de R$ 1 milhão em Miami, comprado por uma offshore? Invasão de privacidade. “O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos”. O ataque ao jornalista Felipe Recondo, do Estado de S. Paulo, a quem acusou de chafurdar no lixo? Ele seria um “personagem menor”. As críticas que recebe na internet? “Eu me permito o direito de aguardar o momento oportuno para desmascarar esses bandidos”, ameaça. É o Brasil que não está pronto para BatBarbosa ou “o menino pobre que mudou o Brasil” que não está pronto para ser presidente da República? ”

    (site 247)

    Elias, é o Barbosão se enrolando cada vez mais! Como disse o Romário, quando fica calado, Barbosão é um ótimo poeta!

    Também acho que as manifestações não tem nada a ver com o PT. Foram muito mais contra a mídia manipuladora e, principalmente, contra a rede Globo!

    Mas é claro que a mídia manipuladora vai tentar manipular os fatos, é da natureza dela.

    As manifestações contra a Globo foram fortes e contundentes.

    Inclusive os “líderes” das manifestações fizeram um vídeo para esclarecer que nada tinham contra os partidos políticos e, muito pelo contrário.

  37. Elias said

    Patriarca,
    Há mais de ano que venho dizendo: o Barbosão é um suicida… É só deixá-lo entregue a si mesmo, que ele ferra com tudo…

    Só que, pra mim, Barbosão é um “personagem menor”, como ele mesmo gosta de dizer.

    Tá mais que na cara que Barbosão é menor que o cargo que ele ocupa, e infinitamente menor do que o mínimo que se esperaria de alguém na posição dele, num momento como o atual.

    O problema não é o Barbosão. Pra mim, o problema é o sistema que permite que alguém coloque alguém como o Barbosão no lugar onde ele está.

    Não há a menor chance deste país melhorar, se esse sistema não for mudado.

    Mete-se dentro do STF alguém como o Gilmar. Aí, quando todo mundo pensa que Gilmar é o fundo do poço, descobre-se que o fundo do poço tem um porão, que atende por Barbosão.

    Mantido o sistema, Barbosão pode se vingar de todos nós, que não o aprovamos como magistrado, dizendo, simplesmente: “Depois de mim virá quem bom me fará…”.

    Se disser isso, provavelmente Barbosão estará coberto por toneladas de razão…

  38. Patriarca da Paciência said

    Concordo, Elias,

    Também faz alguns anos, ainda nos tempos do Pedro Doria, fiz um comentário sobre essa forma totalmente absurda de escolher ministros do STF.

    É um cargo de extrema responsabilidade!

    Nomes como Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, somente deixam as pessoas perplexas e a Justiça confusa!

    Certamente este é um dos grandes prolemas que o nosso querido Brasil tem que se livrar!

  39. Jose Mario HRP said

    “Mete-se dentro do STF alguém como o Gilmar.” (frase do Elias)
    Frase perfeita, enfia-se uma adaga do peito do povo, e ainda envenenada!
    Outro grupo de anormais é o dos médicos, absolutamente contra assumirem suas responsabilidades sociais e para com a nação!
    Roubalheira da quadrilha do Mário Covas?
    Bem, desde 2005 , eu venho escrevendo sobre a Alstom e Siemens!
    Agora, sabe-se lá porque , elas mesmas dão com a lingua nos dentes!

  40. Jose Mario HRP said

    O ROLO grosso em que o JB se meteu!

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/07/barbosa-poderia-ser-destituido-por-uso.html

  41. Elias said

    Jovem JM HRP,

    Para sua reflexão:

    LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 (que Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais.)

    CAPÍTULO II: DAS PROIBIÇÕES
    Art. 117. Ao servidor é proibido:
    OMISSIS
    X – participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;

    CAPÍTULO V: DAS PENALIDADES
    Art. 127. São penalidades disciplinares:
    I – advertência;
    II – suspensão;
    III – demissão;
    IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
    V – destituição de cargo em comissão;
    VI – destituição de função comissionada.
    OMISSIS
    Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
    OMISSIS
    XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

    ACRESCENTO:

    1 – A transgressão que se supõe tenha sido cometida pelo Barbosão (violação ao que estabelece a Lei 8.112, artigo 117, inciso X), É PUNÍVEL EXCLUSIVAMENTE COM DEMISSÃO. Não há previsão de advertência ou suspensão, para esse delito.

    2 – A ADVERTÊNCIA (artigo 129 da lei 8.112) é aplicável somente aos casos de violação de proibição tipificada no artigo 117, incisos I a VIII e XIX (ou seja, o inciso X está fora de jogo pra advertência), e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.

    3 – Já a SUSPENSÃO (artigo 130 da Lei 8.112), que não pode exceder a 90 dias, se aplica apenas aos casos REINCIDÊNCIA das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias.

    4 – No embrulho em que o Barbosão se meteu, uma vez PROVADA A CULPA (ou seja, não vale fazer o que ele fez com os mensaleiros), caberia EXCLUSIVAMENTE a pena de DEMISSÃO. Creio que ele pode evitá-la, NO CASO DESSE DELITO, se houver arranjado um testa-de-ferro pra assumir formalmente a direção da empresa. Isso feito, ele aparecerá como COTISTA, ou ACIONISTA, etc., mas não como GERENTE ou DIRETOR da empresa. Se ele tomou essa providência, não caberá nenhum tipo de punição administrativa. A censura a ele terá caráter exclusivamente moral, já que se trata de um membro de Tribunal Superior adotando subterfúgios típicos de contraventores (ou coisa pior). Barbosão estaria moralmente impedido de julgar alguém que respondesse por delitos cujo cometimento envolvesse prática similar ou análoga a que ele próprio adotou (mas, no Brasil, quem liga pra isso?).

    5 – Há, finalmente, o fato dele ter usado indevidamente o endereço de instituição pública. Esse ilícito está tipificado no inciso XVI do artigo 117: “XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares”. Trata-se de outro delito punível EXCLUSIVAMENTE com demissão, como estabelece claramente o inciso XIII do artigo 132, que transcrevi acima. Pra isso, não tem testa-de-ferro que dê jeito (o quê, aliás, mantém a tradição do ordenamento jurídico brasileiro: engole um boi e se engasga com um mosquito…).

    6 – Ou seja: se o STF fizer o que deve (o que raramente acontece, né?), Barbosão está metido numa confusão de bom tamanho…

  42. Chesterton said

    Mas “genti”, quem foi que empurrou o JB para o Supremo?

  43. Elias said

    Foi u Chunda, uai!!!

    Quié qui tem a ver u buracu di baixu cum as pantalona?

    Falar nisso, Chester, já pensou se o STF aplicar os conceitos de “fato sabido” e de “livre convicção da autoridade julgadora” no uso (e abuso) indevido, pelo Barbosão, de próprio da União?

    Se bem que no caso dele, já não é nem “fato sabido”. É “fato sobejamento sabido, público e notório”…

    Lá se foi mais um herói da direita, descendo pelo duto do esgoto, rumo ao nada…

    E, desta vez, vocês não podem se queixar do Dom Ináfio. Ele deu de bandeja pra vocês, o herói de que vocês precisavam.

    Aí vocês deixaram o herói de vocês na mão da Veja… E os dois — Veja e Barbosão — acabaram fazendo cocô na sala de visita.

    2013 ainda nem acabou, e a direita já tá se esfrangalhando…

    Assim não dá, pessoal! Não vale fazer cera, nem amolecer o jogo!

    Quero uma eleição disputada em 2014…

  44. Chest said

    É fato admitido. O que eu queria mesmo ver o STF dar para trás e liberar os mensaleiros. Ja pensou.

    Precisa mais que colocar o Dirceu em cana para ser heroi-da-direita, mas ja ajuda :)

  45. Chest said

    Incompetência e ideologia do governo travam a economia, diz economista

    ÉRICA FRAGA
    DE SÃO PAULO

    José Alexandre Scheinkman, um dos mais respeitados economistas brasileiros, concorda com o diagnóstico de um amigo seu: a incompetência explica tanto parte das ações equivocadas quanto a falta de atitudes importantes por parte do governo.

    Esse problema, somado à ideologia das administrações recentes contrária a reformas que poderiam aumentar a baixa eficiência da economia, ajuda a compreender as causas da desaceleração da atividade no país, segundo ele.

    Leo Pinheiro – 6.jun.05/’Valor’
    O economista José Alexandre Scheinkman, que deixará Princeton rumo à Universidade Columbia
    O economista José Alexandre Scheinkman, que deixará Princeton rumo à Universidade Columbia
    Scheinkman, que vive nos EUA e virá ao Brasil nesta semana para participar de seminário do Insper sobre produtividade, falou à Folha na sexta-feira por telefone.

    O economista, dono de vasta produção acadêmica, deixará em setembro a Universidade de Princeton, onde se tornará professor emérito, rumo à Universidade Columbia.

    *
    Folha – Que fatores têm se mostrado mais importantes para aumentar a produtividade do trabalho?

    José Alexandre Scheinkman – Todos os fatores têm importância, mas a evidência mostra um papel muito importante da educação. Para cada ano a mais de educação, a produtividade do trabalhador aumenta muito.

    Obviamente, um trabalhador com mais capital à sua disposição também vai produzir mais. Mas há menos variação de capital por trabalhador entre os países do que de quantidade de educação.

    Também sabemos que a qualidade da educação importa, mas temos dificuldade de medir essa qualidade.

    A saúde também é muito importante. Nos países que têm melhores indicadores de saúde, os trabalhadores são mais produtivos.

    Há outro aspecto da produtividade que não conseguimos explicar pela quantidade de fatores.

    Se você pega duas firmas da mesma indústria, usando trabalhadores com o mesmo nível de educação e o mesmo tipo de capital, essas empresas produzem quantidades diferentes.

    Isso é explicado pela eficiência no uso dos fatores, a chamada produtividade total dos fatores?

    Exatamente. Há hoje muita atenção nos EUA para tentar entender quais são os fatores que tornam as empresas mais produtivas.

    Como a eficiência da economia brasileira tem evoluído?

    A produtividade total dos fatores, que pode ser traduzida como grau de eficiência, está estagnada ao menos desde 1989 para a economia como um todo. Mas há setores da economia brasileira que tiveram grandes ganhos de eficiência. Um é a agricultura.

    Obviamente há fatores que influenciam todos os setores e toda a economia. Mas, para entender a eficiência, é importante olhar o que está acontecendo com cada setor e com as firmas de cada setor.

    Um fenômeno interessante brasileiro é a existência de empresas pequenas que muitas vezes são informais, muito ineficientes e só sobrevivem por não pagar impostos. Elas trazem a produtividade média do setor em que atuam para baixo.

    Mas a informalidade entre as empresas menores diminuiu.

    Sim, e essas empresas melhoram ao se tornar formais. Mas, como há um tamanho máximo de faturamento para ficar dentro das faixas de tributação no Brasil, há um desestímulo na busca por crescimento por parte dessas empresas e isso prejudica a eficiência da economia.

    O ideal seria diminuir os impostos para as firmas maiores e trazê-las mais perto das outras.

    Quais são as outras causas da baixa eficiência da economia brasileira?

    Há os casos de proteção setorial. As pessoas esquecem que a política setorial dificulta a vida das indústrias que usam o insumo do setor protegido. Elas acabam não podendo se tornar tão eficientes quanto as de países que têm acesso ao mesmo insumo a preço relativamente menor.

    A outra questão importante é o investimento em pesquisa e desenvolvimento. O Brasil tem uma estrutura científica bastante razoável se olharmos os números de doutorandos, as publicações em revistas científicas. Ainda não conseguimos criar uma estrutura de produção de pesquisa e desenvolvimento.

    Esse assunto já foi muito bem estudado pelos economistas. A taxa de retorno, ou seja, o aumento de produtividade gerado pelo investimento nessa área, é enorme. E isso ocorre porque quem investe em pesquisa e desenvolvimento e recebe o retorno não é a única pessoa a lucrar.

    Boa parte dos ganhos vai para outras empresas, concorrentes, outros setores que começam a se beneficiar da tecnologia desenvolvida.

    Até a absorção da tecnologia vinda de fora em um país onde você já tem toda uma estrutura de pesquisa e desenvolvimento é maior. E os governos têm papel fundamental no investimento em pesquisa e desenvolvimento.

    Se há tanta evidência desses benefícios, por que não se investe mais em pesquisa e desenvolvimento no Brasil?

    Um amigo meu diz –e eu concordo– que um dos grandes problemas do governo brasileiro é a incompetência. Eu não consigo explicar isso por malevolência, por um pensamento de que o governo quer um país atrasado.

    Às vezes as políticas são extremamente prejudiciais ao país por incompetência –por exemplo, quando o governo controla o preço da gasolina. Isso levou ao aumento do congestionamento e da poluição e prejudicou uma das poucas tecnologias importantes criadas no Brasil, a da indústria do etanol.

    Não imagino que o governo decidiu gerar essas consequências. Mas alguém teve a brilhante ideia de, entre aspas, controlar a inflação mantendo o preço da gasolina estável e não pensou nas consequências.

    Há uma estagnação no processo de reformas importantes para o desenvolvimento econômico no Brasil?

    As reformas começam no início do governo Collor com a abertura comercial. Depois houve um período de paralisia. E voltaram a acontecer com Itamar, o Plano Real. Em seguida, outras reformas importantes foram feitas. Esse processo foi freado a partir do segundo governo Lula.

    Há seis, sete anos poucas coisas importantes estão sendo feitas. O governo tem se concentrado muito mais em políticas industriais, em intervir nos preços, em diminuir impostos setoriais e menos em resolver as grandes questões que poderiam melhorar a eficiência no Brasil, como as que eu já mencionei, e outras, como o investimento em infraestrutura.

    Essa letargia tem a ver com a questão da competência que o sr. mencionou?

    Há uma questão também de ideologia. Há reformas que precisavam ser feitas, mas que não atendiam à ideologia do governo. Acho que agora o governo entendeu que precisa trazer mais investimento privado para áreas como ferrovias, portos etc.

    Outro problema importante é a baixa taxa de poupança. Então, o governo cobra muito imposto, mas tem gastos enormes e pouca capacidade financeira para investir, além da falta de capacidade que eu já mencionei de competência do setor público.

    Esses fatores explicam a desaceleração econômica dos últimos anos?

    Acho que há várias causas. Em 2008 e em 2009 a resposta à crise com política fiscal mais solta fazia sentido. O que não fez sentido foi achar que isso poderia ser permanente mesmo depois de a economia ter começado a se recuperar.

    A outra é o excesso de intervenção, como o controle do preço da gasolina. Cada uma dessas intervenções, de forma isolada, pode passar a impressão de que seus efeitos não são tão graves, mas, se você junta todas, começa a ter efeito na economia. E isso é parte do que estamos vendo agora.

    Além disso, também estamos sentindo o efeito da desaceleração da China, que, no entanto, não deve ser exagerado.

    FSP

  46. Patriarca da Paciência said

    “Maior partido da base aliada depois do PT, PMDB estressa ao limite relacionamento com presidente; um dia depois de Dilma Rousseff declarar que quer manter 39 ministérios, líder Eduardo Cunha apresenta proposta para reduzir ministros a 20; trombada de frente; chamado de “sabotador” pela esquerda do PT, vice Michel Temer não desmente rumor de que vai procurar chefe do Executivo para ameaçar rompimento; Dilma pode se adiantar a ele e ser a primeira a escapar do cerco dos leões do partido?; risco de base aliada menor pode ser compensado por oportunidade de fazer governo sem compromisso de dar centenas de cargos ao PMDB; mas ruptura viabilizaria presidenciável Eduardo Campos, do PSB, e tiraria precioso tempo da presidente no horário eleitoral gratuito, em 2014; como salvar Dilma?”
    (blog 247)

    Parece que o sonho do Pax vai se realizar!

    Eu também estou na maior torcido para que a “dissolução” aconteça logo. Eu sempre fui a favor de uma “dissolução consensual”, mas no ponto em que as coisas chegaram, até mesmo uma “dissolução litigiosa” é aceitável!

    Com o estrago que o PMDB tem feito, a Dilma só tem a lucrar!

    Que venham os touros!

  47. Patriarca da Paciência said

    “Nas últimas duas décadas, o Brasil quase dobrou seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), passando de 0,493, em 1991, para 0,727, em 2010, um número que representa alto desenvolvimento humano, conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013; País registrou crescimento de 47,8% no IDHM; em 1991, 85,5% das cidades brasileiras tinham IDHM considerado muito baixo; em 2010, o percentual passou para 0,6% dos municípios; “Brasil mostrou que é possível acabar com desigualdades históricas em pouco tempo”, disse membro da ONU”

    Parece que a ONU não concorda com você, Chest!

    E em 2013 o índice já está bem melhor!

  48. Zbigniew said

    Essa é uma pergunta que a sociedade deve exigir ser respondida:

    “Dilma suspenderá anúncios da Globo?

    A TV Globo, que abocanhou mais de R$ 500 milhões em anúncios em 2012, foi denunciada pela blogosfera por ter sonegado milhões em impostos

    Altamiro Borges, do Blog do Miro

    Pela legislação em vigor no Brasil, empresas que sonegam impostos não podem receber dinheiro público. Elas praticam crime fiscal, prejudicando os investimentos na educação, saúde, transporte e outros serviços. Neste item, a publicidade oficial dos órgãos do governo e das estatais pode ser encarada como um tipo de subsídio. A TV Globo, que abocanhou mais de R$ 500 milhões em anúncios em 2012, foi denunciada pela blogosfera – a partir de Miguel do Rosário, do blog Cafezinho – por ter sonegado milhões em impostos. Até hoje, a poderosa emissora não mostrou o Darf, o comprovante do pagamento. Fica, então, a pergunta: o governo Dilma suspenderá a publicidade na Rede Globo?”

  49. Elias said

    Zbigniew,
    Dá pra detalhar um pouco mais essa informação sobre a Globo?

    Explico: é que as emissoras de TV, no Brasil, têm quase imunidade tributária. Praticamente não pagam impostos: ISSQN, IR, CSLL, etc.

    A quase totalidade dos impostos recolhidos pelas emissoras de TV é formada de RETENÇÕES, ou seja, impostos que ela descontou de empregados ou fornecedores, cabendo-lhe recolher esses tributos a quem de direito.

    Só que, por lei, deixar de recolher impostos retidos de outrem não é sonegação. É roubo! (ou, no eufemismo da legislação brasileira: “apropriação indébita”).

    Daí a minha curiosidade: quais os impostos que a Globo sonegou?

  50. Elias said

    Sobre a roubalheira do metrô paulista, diz o Pax:

    “Impressiona a omissão das maiores empresas de comunicação – O Globo, Folha de São Paulo e Estadão – que fazem vista grossa a um dos maiores escândalos de corrupção no Brasil, como se nada houvesse.”

    Impressiona? Quem está impressionado? Quem nunca viu isso acontecer?

  51. Elias said

    “Obviamente, um trabalhador com mais capital à sua disposição também vai produzir mais. Mas há menos variação de capital por trabalhador entre os países do que de quantidade de educação.

    Também sabemos que a qualidade da educação importa, mas temos dificuldade de medir essa qualidade.

    A saúde também é muito importante. Nos países que têm melhores indicadores de saúde, os trabalhadores são mais produtivos.

    Há outro aspecto da produtividade que não conseguimos explicar pela quantidade de fatores.

    Se você pega duas firmas da mesma indústria, usando trabalhadores com o mesmo nível de educação e o mesmo tipo de capital, essas empresas produzem quantidades diferentes.

    P – Isso é explicado pela eficiência no uso dos fatores, a chamada produtividade total dos fatores?

    Exatamente. Há hoje muita atenção nos EUA para tentar entender quais são os fatores que tornam as empresas mais produtivas.”

    PUTZ!

    O cara descobriu que onde há mais capital há mais produtividade do trabalho!

    Impressionante! Por que será?

    Será que é porque onde há mais capital há mais tecnologia, que, por seu turno, aumenta a produtividade das pessoas?

    Mistério….

    Há séculos que um porrilhão de gente — Smith, Ricardo, Marx, etc — vêm dizendo isso, caceta!

    “Trabalhador com mais capital à sua disposição”? Tu tá doido, doido?

    Adondiéquiéqui o capital fica “à disposição do trabalhador”? Na URSS? Na Albânia?

    Então “temos dificuldade” de medir a qualidade da educação… É mesmo? E a boneca teve que ir a Princeton pra descobrir isso?

    Aí veio a jóia da coroa.

    O doidim sacou um acontecimento pra ele misterioso: “…duas firmas da mesma indústria, usando trabalhadores com o mesmo nível de educação e o mesmo tipo de capital, essas empresas produzem quantidades diferentes.”

    Isso só surpreende a panacas com a cabeça empanturrada de ideologia, que acham que a concentração de capital dá resposta pra qualquer questão.

    Há mais de quatro décadas, dizia um professou meu, já falecido: “…em cada ponto ao longo da curva tecnológica, cabe um universo.”

  52. Patriarca da Paciência said

    “Depois, nova esperança com o impeachment; depois, mais esperança com o Plano Real, vitória da razão reformista com FHC, com o Brasil no tetra, céu azul, esperança sem inflação. Nunca acreditei tanto na vida.

    Mas, hoje, estou aqui, com medo e tristes pressentimentos.”

    Ora, ora, quem diria?

    Depois da “apavoradinha do Brasil”, temos o “Veinho Pirado do Brasil!”

    É o “Jaborçal” se superando!

    Como disse o Elias, quando pensamos que alguém é o fundo do poço, esse alguém se supera e prova que ainda tem bem mais de fundo do poço para ser atingido!

  53. Zbigniew said

    Elias,

    a coisa se deu tendo como “fato gerador (ou geradores)” as operações financeiras envolvendo a Copa do Mundo de 2002. Um processo na Receita Federal foi aberto onde ficou comprovada a dívida com o fisco de mais de cento e cinquenta milhões, que, com juros e multas passou de meio bilhão de reais.

    Quem primeiro levantou essa lebre foi o Miguel do Rosário, do blog “o Cafezinho”, o que mereceu uma nota protocolar da Globo afirmando que não tinha dívidas mas que empresas como ela sempre têm dívidas (ou dúvidas) com o fisco. Agora até o Amaury Jr. entrou na investigação.

    Uma outra questão é a do sumiço do processo da Receita (modus operandi utilizado também nos casos dos diversos propinodutos tucanos em São Paulo) envolvendo uma técnica da receita que foi defendida pelos melhores advogados do país lá em Brasília. Ela diz que não sabe de nada, que nada viu ou ouviu. A Globo continua fazendo cara de paisagem e o governo a colocar verba na conta da mesma através das propagandas oficiais.

    Aqui tem uns links que levam às primeira matérias. Como já debati aqui com o Pax, infelizmente não são reverberadas em muitos blogs (na velha mídia até entendo), porque não são os cartórios como os grande portais que a veiculam. E se não veiculam, ainda que verdadeiras, não existirão porque não têm a referida fé de ofício (serem veiculadas nos grandes portais). Se você quiser dar uma averiguada, são esses os links:

    http://www.ocafezinho.com/2013/06/27/bomba-o-mensalao-da-globo/

    http://www.ocafezinho.com/2013/07/13/globogate-e-uma-aula-do-azenha/

  54. Elias said

    Zbigniew,

    Notei que se debate muito o cancelamento da aposentadoria da funcionária da Receita que retirou o processo da Globo.

    O artigo 117 da Lei 8.112 (estatuto do servidor público federal) diz:

    “Art. 117. Ao servidor é proibido:
    ………
    II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;”

    Já o artigo 129 da mesma lei, estabelece:

    “Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.”

    Não vai além da advertência, portanto, a penalidade a ser aplicada ao servidor público federal que surrupiar documentos de sua repartição.

    Nessas circunstâncias, a cassação da aposentadoria só caberia se ela houver sido concedida fraudulentamente. Nesse caso, porém, seria necessário instaurar um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra a servidora que concedeu a aposentadoria.

    Agora, se ficar provado que a servidora cometeu crime contra a administração pública ou qualquer outro dos delitos previstos no artigo 132, ela terá que ser demitida. Se já estiver aposentada, a aposentadoria terá que ser cassada.

    Eis os delitos tipificados no artigo 132 da Lei 8.112: I – crime contra a administração pública; II – abandono de cargo; III – inassiduidade habitual; IV – improbidade administrativa; V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; VI – insubordinação grave em serviço; VII – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem; VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos; IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional; XI – corrupção; XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; XIII – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.

    De qualquer modo, causa nojo ver uma empresa que lucra milhões de dólares por ano, e que é isenta de tributação sobre o lucro, ainda assim se valer de artifícios marginais para escapar ao pagamento de uma das raras tributações incidentes sobre a híper-lucrativa atividade que exerce.

    Que moral tem uma empresa como essa, para criticar a corrupção de outras pessoas, físicas ou jurídicas?

  55. Zbigniew said

    O pior é a passividade do governo (talvez conluio?) em relação a uma empresa que exerce um verdadeiro poder contra o… governo. Acobertar um desvairio destes é atentar contra a sociedade. Não sei quais as forças que essa empresa consegue mover dentro do próprio governo, mas aí já é demais.

    O Pax tem suas razões. Esse negócio de governabilidade a qualquer custo já deu.

  56. Pax said

    Opa,

    Pois é, em outras palavras, caro Zbigniew, no dito popular, quem muito se abaixa acaba mostrando as calcinhas.

    O problema é que (agora me ferrei) às vezes o Elias também tem lá suas razões. Temos uma questão histórica cultural muito complicada.

    Se acontecer um acidente (acabo de chegar de uma viagem de moto de alguns mil km, nem tanto assim, mas 2,5 mil) com um ônibus de passageiros, o povo vai saquear as carteiras da vítima, talvez até antes de socorrer as vítimas. Se for um caminhão de cerveja, com certeza o motorista será prioridade 2 e será socorrido depois que a carga de brejas estiver esgotada, totalmente saqueada.

    E aí? O que fazemos? Aceitamos isso de bom grado? Me parece que não. Eu não aceito que estamos fadados à essa realidade ad eternum, per secula seculorum.

    Então o que fazer? Bem, eu tentaria apostar em Educação. E Justiça. Através da Educação criar um povo mais culto me daria mais esperança que um dia essa índole mudasse de rumo. Tenho certeza? Não, não tenho.

    A outra medida me parece ser acuar mesmo a Justiça. Hoje somos o país da impunidade que começa com os próprios membros do Judiciário. Falamos de Executivo, falamos de Legislativo e está aí o Barbosa empregando o filho com o canalha do Huck e adorando receber retroativos inventados para encher o rabisteco de dinheiro e comprar apto em Miami.

    Se pudéssemos atacar essas duas frentes, haveria alguma esperança de mudar de rumo? Ou, mudando a forma de perguntar, existe alguma outra proposta?

  57. Pax said

    Ah, sim, tive uma longa conversa com um amigo da mídia. Teve a ousadia de me dizer que o propinoduto tucano não é prioridade de pauta.

    É fogo. Ao mesmo tempo que esta mídia tradicional ainda vai fazer seus estragos, ela própria está inexoravelmente condenada à falência. O que vai surgir depois? Também não sei, mas será algo que surgirá depois que o esqueleto desta mídia já tiver virado pó.

    Nós veremos somente uma parte desse processo.

  58. Zbigniew said

    E não é prioridade, caro Pax, porque os grandes conglomerados de comunicação nacionais são eminentemente conservadores, de direita. Não existem conglomerados de esquerda. Não existe um contraponto na mídia de mercado. Sendo assim, não temos um sistema democrático, mas um que age conforme seus interesses, concentrado, oligárquico, quase plutocrático. E eles não estão dispostos a falar mal dos seus sócios, a não ser que se vejam forçados a isso. Mas quem forçará no jogo de mercado? A blogosfera? Em raríssimas exceções e de forma, ainda, bem limitada.

    Porém, isso nem me deixa mais tão perplexo. O que me impressiona é como os poderes constituídos e as instituições são tão dóceis a essas empresas. Realmente é um negócio cultural que, no mínimo, vai pro campo do atavismo, sei lá.

    Por isso que a democratização das comunicações é tão combatida, sob o argumento de que implicará no controle de conteúdo do que viria a ser veiculado. Balela!

    Eles não querem qualquer tipo de providência que implante a variedade de fontes ou de possibilidades de informação. Querem reinar sozinhos e terem o controle. Conseguiram até derrubar a Lei da Imprensa sob o argumento de ser anacrônica, fruto de um período ditatorial que eles mesmos defenderam e se associaram e sequer queriam que terminasse. Foi só pressionar um pouquinho o Presidente do STF de então (o Ayres de Britto) e a lei foi pro espaço. Não ficou nada no lugar. E o governo a comer poeira.

    Ah! Mas tem o Judiciário. Sabe por que o Judiciário puro e simples? Eles preferem o Judiciário porque podem criar chincanas jurídicas para sufocar os hipossuficientes economicamente, ou porque podem ter magistrados, legisladores e tantas autoridades quantas forem necessárias nas mãos. Para isso eles têm o poder econômico e a possibilidade de atingir reputações de quem quer que seja, pagando pouco em relação ao que arrecadam. Por isso os assassinatos de reputações por preços irrisórios, já que a nossa jurisprudência, muita afeita às teorias de domínios de fato quando lhe der na telha, prestigia a idéia do enriquecimento ilícito nos danos morais, tendo pejos moralistas para aplicar penas duras contra os abusos cometidos principalmente pelos grandes conglomerados de comunicação. Por isso ainda vale a pena o achincalhe. E a classe política se acovarda, até porque tem o rabo preso mesmo, e se deixa cooptar pelas chantagens. Pois é, os semelhantes se merecem.

    Mas o problema é que, no meio de todo esse furdunço, está o povo. E aí somos diretamente atingidos pelo jogo.

    Concordo contigo, Pax. Apenas uma sociedade educada poderá exigir mudanças. Como já debati aqui, entendo que tais mudanças já começaram, principalmente com o advento das redes sociais. Mas há muito a ser avançado. E estamos bastante longe do ideal.

  59. Elias said

    Pax
    Engano teu pensar que te ferras quando eu tenho razão. Mais ferrado estás quando TU tens razão!

    Até mesmo por uma questão de conteúdo das teses…

    Zbigniew
    A conduta do governo com relação à bandalheira tributária da Globo pode não ter lhufas a ver com governabilidade.

    Pode ter mais a ver com eleições.

    Já imaginaste uma Rede Globo em 2014 com uma espada de muitos milhões de dólares pendurada sobre sua cabeça?

  60. Zbigniew said

    Mas Elias,

    um poder não pode se curvar a outro estranho à tripartição de Montesquieu, exceção ao Constituinte Originário ou a não ser que queira entregar o seu espaço e se retirar. Pode-se conviver com outros poderes, mas estes têm que estar submetidos. Inclusive o Estado tem o monopólio da força, dentro dos ditames constitucionais e em obediência aos valores democráticos. Há situações que precisam ser dobradas sob pena da perda de autoridade. O que vivemos hoje é o poder dos poderes para a população, e o poder econômico sobre os poderes tripartites. Há uma cooptação ideológica com base num conservadorismo estúpido que se alojou e não sai mais do sistema político brasileiro, em face da fragilidade ética e moral de nossas instituições republicanas. E tem como um dos comandantes (e o mais ostensivo) os conglomerados de mídia. Se o governo acha que pode mudar o comportamento de tais grupos colocando uma espada sobre a cabeça deles em 2014, só posso acreditar que tem forças suficientes para colocar a máquina para trabalhar nesse sentido. Dentro da linha da legalidade. Mas sabendo fazer a pressão política necessária. Entretanto isso já devia estar sendo feito. Mas com processo sumido, fica difícil, embora acredite que haja registros suficientes na Receita Federal. Quem sabe o divórcio com o PMDB não ajude o PT a rever seus conceitos e se aproximar de suas origens e banque esta parada! Já está mais do que na hora! Suicídio eleitoral?!

  61. Elias said

    Zbigniew,

    I
    O sumiço do processo é um furo dentro d´água…

    As análises, os relatórios, etc., elaborados pela Receita Federal estão, todos, armazenados no sistema. Pra sumir com eles, alguém teria que ter acesso aos servidores do órgão, back up inclusos.

    Restam, os documentos obtidos junto à própria investigada. Isso é galho fraco, porque, como se sabe, o processo foi escaneado, e se a investigada sumir com eles vai, apenas, se complicar ainda mais.

    Com o episódio já chegado ao conhecimento público, então…

    Não, cara. Não será por aí. A saída tem que ser técnica e isso envolve uma porção de outras variáveis.

    Acho que a Rede Globo vai meter o rabo entre as pernas. Vai ficar quietinha por algum tempo. A alternativa é partir pra porrada, mas isso implicará o risco imenso de um dano ainda maior.

    Coisa de casa grande. Eu, cá na senzala, vou só urubusservar… E me divertir, com certeza…

    II
    Conservadorismo? O brasileiro é conservador, cara!

    O PT só se tornou alternativa de poder depois que se afastou das origens. Se houvesse permanecido fiel às origens, o PT jamais teria se tornado a máquina de ganhar eleições que se viu depois.

    O problema, aliás, está exatamente aí, nas “origens”.

    As “origens” do PT têm muita coisa boa, em especial os princípios éticos, o rigor moral para consigo mesmo e para com seus militantes e simpatizantes. Mas também têm muita coisa ruim, como um pseudo-radicalismo superficial e babaca de pseudo-esquerda, com um monte de proposições inexequíveis e, por isso mesmo, desonestas no seus estreitos limites.

    Se fosse possível — e sei que não será — pegar alguma coisa do que ficou pra trás, pra mim seriam os princípios éticos e morais. Fora isso, a maior parte do que compôs as “origens” do PT é perfeitamente descartável.

    Sei que é um pouco cruel dizer isso, mas… Fazer o quê?

  62. Pax said

    Em outras palavras, caro Elias, o que gostaria é que o PT do B (PT da boquinha) não tomasse a dimensão que tomou.

    OU seja, hoje tem mais petista parecido com peemedebista ou similar, que só quer saber de política pra encher os burros com ouro e prata.

    Só que, como tu mesmo admites, essa turma já tomou conta da banda, dominam a cozinha, batera e baixo, dão o ritmo.

    E não vai mais voltar a ser samba político e sim o maracatu da maracutaia.

  63. Pax said

    Gosto do PT do Tarso Genro… mas ele perde feio para o PT do Zé Dirceu/Sarney/Maluf/Kátia Abreu, infelizmente.

    http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/tarso-genro-quem-esta-ganhando-e-o-centrao.html

  64. Zbigniew said

    Aí cabe uma avaliação sobre o comportamento dos partidos quando alcançam o poder. Em especial o PMDB, o PSDB e o PT. É interessante observar a postura de suas lideranças enquanto oposição e enquanto governo e se os conteúdos programáticos são modificados, atendidos ou simplesmente desprezados.

    No caso do PMDB costuma-se afirmar tratar de um saco de gatos, cada um por seus interesses, cujo amálgama está no poder pelo poder, no fisiologismo puro e simples, sem ideologia, sem projeto de país ou nação. Estou falando aqui da instituição partidária e não em casos individuais de per si, porque até em situações como essas despontam lideranças com sensibilidade social. O PMDB é um caso interessante de sempre estar no governo e na oposição concomitantemente, a depender das tendências do partido e da situação da aliança com quem está no comando do país (Estados e municípios). Consegue se dar ao luxo de tal postura por ter a maior bancada do Congresso nas duas casas, e o maior número de prefeituras, e ainda, um maior tempo de exposição nos programas que veiculam propagandas eleitorais durante as eleições. Um patrimônio político e tanto, o que o faz um partido poderoso e cobiçado pelas diversas alianças. É o exemplo extremo do oportunismo político reforçado pela herança representativa construída desde antes da ditadura. Está em todos os recantos do país e, junto com o DEM, mantém os redutos coronelistas mais atrasados do Brasil. Embora tenha dado ao país lideranças como o Ulisses Guimarães, são casos raros de retidão e preocupação com a res pública que, infelizmente, tornou-se matéria escassa na agremiação. Hoje está no governo através de diversos ministérios e da Vice-Presidência, mas também está na oposição, principalmente depois da votação da Lei dos Portos, quando o sócio Daniel Dantas saiu prejudicado, e das recentes pesquisas eleitorais que apontaram para a queda de popularidade da presidente Dilma Roussef. Momento propício para o que sabe fazer de melhor, a chantagem política, até que, dependendo da maré, ou joga fora o bagaço, ou é obrigado a engolí-lo.

    O PSDB foi uma dissidência do PMDB. Firmou-se através da implantação definitiva do Plano Real. Este sim tem ideologia definida baseada no que entendiam como modernização do Estado, visto como um Estado mais enxuto, capaz de induzir o desenvolvimento capitaneado pela iniciativa privada e não atrapalhar os movimentos do mercado. Neste ponto adotou a importante Lei de Responsabilidade Fiscal, de matriz neozelandesa, e um programa bastante polêmico (para dizer o mínimo) de privatizações de estatais. Teve o mérito de estabilizar a política monetária e controlar a inflação. Entretanto deixou-se dominar pela ideologia neoliberal, manifestação extrema do liberalismo, e que defendia o Estado mínimo, vassalo dos interesses do mercado financeiro. As idéias rentistas sufocaram o ideal do desenvolvimentismo, taxado convenientemente de nacionalismo, provinciano e próprio de mentes atrasadas, que não tinham conhecimento suficiente para entender a complexidade dos movimentos de modernização adotados pelo partido enquanto no poder. A palavra “acionistas minoritários”, utilizada por muitos economistas neste período para justificar a busca e manutenção de lucros por empresas, inclusive estatais estratégicas, em detrimento de investimentos estruturais que se reverteriam em prol da sociedade, é um dos exemplos máximos da ideologia adotada. Pra quê construir plataformas de petróleo ou petroleiros aqui no Brasil se podemos comprá-los mais baratos em Cingapura? Os acionistas agradeciam penhoradamente. O controle inflacionário foi alcançado trazendo alívio para a população mais pobre, o que rendeu a reeleição do Presidente FHC, não sem antes terem que dobrar parlamentares através do voto de cabresto, com pagamento em dinheiro, para que a emenda da reeleição fosse aprovada, inclusive com confissão de parlamentares na imprensa, o que não foi suficiente para que o zeloso engavetador… ooops … Procurador da República, se interessasse em investigar. Nem chegou ao conhecimento do STF. E fomos em frente. No seu segundo mandato, sem conseguir estender para toda população os benefícios do controle inflacionário pela falta de uma política mais efetiva de distribuição de renda e com a crise do setor elétrico com a falta de investimentos na área, o PSDB foi alijado do poder dando lugar ao PT, na figura do LULA, sindicalista do ABC paulista, da classe trabalhadora, conciliador por natureza. O PSDB foi para a oposição com a certeza de que o governo do PT seria um desastre. Para isso contava com o apoio dos grandes conglomerados de comunicação, pontas-de-lança do sistema financeiro no país (e no mundo, evidentemente), e de um discurso calcado no combate à corrupção e na competência da gestão tucana.

    E então o Lula foi eleito, com a missão de resgatar a dignidade das práticas políticas, ou pelo menos enquadrá-las já que o PT se reconhecia como ético e probo, e era o que passava para a sociedade enquanto na oposição. O Lula precisou garantir o mercado de que nada seria mudado, de que os “avanços” alcançados nos dois governos tucanos seriam mantidos e de que não haveria revanchismos (leia-se: investigações de irregularidades), daí a Carta ao Povo Brasileiro, que é um conservador nato. Nada de aventuras. Se tiver que mudar que seja dentro do espaço admitido pelo stablishment, mas sem a quebra do status quo. E foi exatamente o que o PT fez no poder, durante os governos Lula, que teve a incessante postura de “vigilância” da zelosa e prestativa velha mídia, atuando como braço político-midiático da oposição, até que se tornou força política mais efetiva que a própria oposição, por ausência de idéias desta. Com isto, sem a blindagem fornecida durante os governos tucanos, o PT viu-se em maus lençóis no momento em que abraçou as mesmas práticas que condenava quando estava na oposição sob o argumento da necessidade das alianças e da continuidade de seu projeto de poder. Qualquer passo em falso era potencializado pela velha mídia que tinha como objetivo a retomada do poder pelos seus sócios, doesse em quem doesse. Mas não contavam com o desempenho econômico do governo que, além de manter a política de estabilização e de controle inflacionário implantadas pelos tucanos, soube aproveitar a valorização das commodities no mercado internacional, bem como ampliar o mercado de consumo internamente com base nos programas de transferência de renda e na política de valorização do salário mínimo, além da capacidade de geração de empregos. Com isso o PT tornou-se uma máquina de angariar votos, da parcela da população diretamente beneficiada (a sua grande maioria), e de parcelas da classe média e alta que reconheceram a quebra de paradigma. Aí não tem apelo midiático que surta efeito, porque não se pode brigar contra fatos da realidade tão extremos, escudados pela melhoria efetiva do padrão de vida das pessoas mais pobres, e do reconhecimento daqueles socialmente mais sensíveis a tais fatos. E o PT foi ganhando as eleições, entabulando o “poste” Dilma Rousseff, primeira mulher a presidir o país, e deixando a oposição tucano-midiática cada vez mais refém do discurso anti-corrupção e dos lance de um Judiciário conservador e reacionário, que culminou com o julgamento do chamado mensalão, convenientemente programado para se dar às vésperas das eleições municipais. O resultado todos sabemos: um DESASTRE para a oposição tucano-midiática que perdeu a cidade de São Paulo para o PT, muito mais pela sua própria incompetência gerencial do que pelo apelo eleitoral do Partido dos Trabalhadores, embora possamos contar com a astúcia do Lula ao fazer aliança com o Maluf. Hoje o PT se vê às voltas com a necessidade de rever sua postura perante o poder, as alianças e a sociedade como um todo. Ao que parece, após quase doze anos no poder o modelo parece dar sinais de fadiga, a uma porque os mais sensíveis socialmente começam a exigir uma postura mais aguerrida do partido para mexer com o status quo corrupto brasileiro; a duas porque o povo começa a sentir os efeitos da crise externa se abater sobre seu orçamento. As chances do PT de emplacar mais quatro anos é a do não recrudescimento da crise e a da ausência de quadros qualificados na oposição. Ainda assim o lulismo conquanto conciliador e co-participante das alianças espúrias deve abrir espaços para uma nova maneira de fazer política. Quem sabe assim o PT não encerra o seu ciclo com chave de ouro?!

  65. Pax said

    Belíssima análise, caro Zbigniew.

    A questão é saber se o PT quer continuar com seu rumo de apodrecimento ou não.

    Tudo indica, infelizmente, que sim. Que não vai sair deste caminho.

    (por mais que o caro Elias ache que eu só veja política com ingenuidade…)

  66. Elias said

    Zbigniew,
    Sendo o PMDB o que ele é, por que ele tem a maior bancada, tem mais prefeitos, etc.?

    Porque tem votos, certo?

    E por que, sendo o que ele é, tem tantos votos assim?

    Ora, amigos… Precisa explicar?

    O PT só passou a ter chance na disputa pelo poder depois que se reinventou, tornando-se um partido mais conservador. Saiu da esquerda para a centro-esquerda. Fez o que o eleitorado exigiu que fizesse, pra ter voto.

    Isso é jogo jogado, pessoal. Está registrado em detalhes, nos milhares de pesquisas que o PT contratou, em todo o Brasil. Só faltou definir o penteado que os/as candidatos/as do PT deveriam usar, e pra que lado guardar o pingolim, depois de dar as três balançadinhas.

    Se o PT não fizesse isso, jamais teria os votos que teve e jamais chegaria ao poder. CQD!

    Isso trouxe benefícios e malefícios.

    O principal benefício foi o descarte do lixo político-ideológico. Do ponto de vista político-ideológico o partido ficou mais consistente, como um partido de centro-esquerda (mais ou menos alinhado com a social-democracia europeia). Só mesmo uns porraloucas irresponsáveis poderiam conceber o PT como o partido revolucionário que ele nunca foi, nunca pretendeu ser e nunca será. Fora esses porraloucas, só quem dizia isso era a Veja, que afirmava ser o PT um partido “leninista”, quando, pra qualquer semialfabetizado no assunto, salta aos olhos que, de saída, o PT é o oposto de um partido leninista (pra início de conversa, o leninismo prega um “partido de quadros”, e não um “partido de massas” que o PT sempre foi e continua sendo).

    Já o principal malefício da guinada político-ideológica foi o abandono dos princípios morais e éticos que caracterizaram o PT nos primeiros anos de existência. Foi aí que o partido se desnaturou.

    Infelizmente, as pessoas que analisam o PT tendem a meter tudo dentro de um balaio só, tornando a análise confusa, frágil e marcadamente idealista e espontaneísta. Ingênua.

    O PT bem poderia ter se tornado — como de fato se tornou — um partido de centro-esquerda, sem abrir mão dos princípios éticos e morais, os tais “princípios fundantes” do partido. É um absurdo colocar um sinal de igualdade entre a social-democracia e a corrupção.

    O abandono dos “princípios fundantes”, a meu pensar, tem mais a ver com a crise de valores que existe no Brasil. Tanto que a corrupção está longe de ser monopólio do PT. Ela existe rigorosamente em todos os partidos brasileiros e em intensidade exatamente igual.

    Daí, aliás, porque também acho hipocrisia se deblaterar contra a aliança do PT com o PMDB, como se este fosse o culpado da corrupção petista.

    Isso é flatulência pseudomoral! A corrupção petista é de inteira responsabilidade do PT. Assim como o PMDB, o PSDB, e a turma do rodapé têm suas respectivas bandalheiras, roubalheiras e demais sacanopoliticagens.

  67. Zbigniew said

    Pax,
    quem define para onde o partido vai, em última análise, é o Lula. E Lula é antes de tudo um pragmático. Foi assim que o PT alcançou o poder e até hoje o mantém. A leitura que ele fizer do quadro político é que vai revelar se ele será obrigado a conciliar tal pragmatismo com os anseios por mudanças no status quo, ou se isso não será necessário. Neste último caso fica tudo como dantes no quartel de abrantes. É sinal que o PMDB engoliu o bagaço.

    Elias,
    você tem razão da necessidade de alianças do PT para alcançar o poder. Mas o que verifico é que a idéia de que a sociedade é a timoneira das mudanças não exclui nem anula a atuação de indivíduos como elementos importantes para impulsionar tais mudanças. Assim é que, por exemplo, um Meiji liderou uma mudança de mentalidade no Japão feudal do final do século XVIII através de investimentos maciços em educação. Tudo bem, tratava-se de uma civilização milenar, mas não podemos esquecer que imersos, na época, numa tradição feudal. Pois bem, porque o PT, já veterano no exercício do poder, não empreende a quebra de um novo paradigma, começando por uma profunda reforma política, e ainda, um programa radical de incremento de educação básica? Sei que seria pueril acreditar que o PT teria o mesmo poder que o imperador Meiji tinha para impor as mudanças que ele acreditava melhor para o Japão daquela época. Que o Brasil é bem diferente no seu sistema político, que vivemos uma democracia participativa cujos nacos de poder são compartilhados entre os partidos que formam uma aliança, e que nem todos têm os mesmos interesses. Mas, a política sendo a arte do possível, porque não começarmos a fazer um possível nestes aspectos? Seria assim tão ingênuo e impossível? Não creio. De fato estou mais para acreditar numa acomodação do PT que se verá forçado a uma nova postura, dependendo das demandas da sociedade. Se o que aconteceu em junho voltar a se repetir e o PT tiver dormido no ponto, pode ver seus planos de manutenção do poder ruir. Tanto mais quanto mais próximo das eleições do próximo ano.

  68. Pax said

    Gostaria de saber onde o caro Elias vê essa tal centro-esquerda onde diz que o PT está…

    Na Kátia Abreu?
    No Maluf?
    No Kassab?
    No Maluf?
    No Sarney?
    No Renan?
    No Henrique Alves?
    No Valdemar Costa Neto?
    No Garotinho?
    No Cabralzinho?

    Ah, talvez seja no Vaccarezza! Pode ser…

    O PT foi com tudo para a centro-direita. Bancos nunca ganharam tanto dinheiro como nestes últimos 10 anos.

    Mas é que sou ingênuo… sei.

  69. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Tenho lá minhas dúvidas se o Lula sozinho ainda conduz o PT. Na verdade tenho certeza que a chapa que hoje comanda o PT (Lula, Dirceu, Falcão etc) faz alguns mandatos arrumou um rumo que a mim desagrada um bocado.

    Mas, como diz o Elias, é jogo jogado.

    Gostaram do maracatu das maracutaias…

  70. Otto said

    RELEMBRAR É VIVER:

    “”Entre 2001 e 2002, a Globo Comunicações e Participações Ltda. (Globopar) operou um esquema financeiro para adquirir os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 que terminou sendo considerado fraudulento e criminoso pela Receita Federal, que a autuou.

    A Globopar adquiriu uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas que cerca de um ano depois foi dissolvida, e os recursos apurados na operação foram usados pela Holding da família Marinho para pagar por aqueles direitos de transmissão.

    A Receita representou com fins penais por aquela operação ter gerado evasão do pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), entre imposto principal devido, correção e multa. No total, a autuação somou mais de 600 milhões de reais.

    Tudo isso ocorreu em uma época em que as notícias sobre os problemas financeiros das Organizações Globo se espalhavam pela imprensa brasileira e mundial.

    Em outubro de 2002, a Globopar, então acionista da operadora de TV a cabo Net – da qual, futuramente, venderia a participação, para o grupo de comunicação mexicano Telmex – anunciou que iria renegociar novos prazos para quitar dívidas geradas por aquela participação societária.

    À época, especialistas do mercado consideraram a medida como uma espécie de “concordata branca” da Globo. O anúncio de suas dificuldades ocorreu no primeiro dia de operações do mercado financeiro após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

    Naquele mesmo mês, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ainda presidente do PT, deputado José Dirceu, tratou da situação financeira dos grupos de mídia, incluindo a imprensa escrita.

    Naquela entrevista, Dirceu afirmara que, apesar de a situação da imprensa nacional ser “preocupante” e merecer “ser analisada com cautela pelo novo governo” – o qual, pouco depois, passaria a integrar como chefe da Casa Civil -, não se pretendia utilizar recursos do BNDES para prestar socorro nem à Globo nem a outros veículos da mídia eletrônica ou impressa que se endividaram em dólar durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que, com a maxidesvalorização do real, haviam ficado em situação econômica “preocupante”.

    Eis, assim, a razão pela qual o governo Lula se tornaria “inaceitável” para esses grandes grupos de mídia: por se recusar a ajudar Globo, Folha, Veja, Estadão e companhia limitada a saírem do buraco em que FHC os meteu ao promover, no primeiro mês de seu segundo governo, a desvalorização do real que garantira, durante a campanha eleitoral de 1998, que não faria.

    Parece difícil entender por que esses grupos de mídia defendem tanto um político que os meteu em uma fria como a descrita acima – FHC. A explicação é simples: se José Serra tivesse vencido Lula em 2002, o BNDES teria sido muito mais generoso com a Globo.

    Isso sem dizer que as manobras do grupo empresarial da família Marinho para sair do buraco – as quais, tudo indica, passaram pela fraude fiscal – não teriam sido coibidas pela Receita, caso o PT não tivesse sido eleito e abandonado os barões da mídia à própria sorte.”

    Eduardo Guimarães

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/07/a-epoca-da-fraude-fiscal-globo-anunciava-dificuldades/

  71. Otto said

    Entre PT e PSDB, PT toda vida!

    Comparem:

    http://mariafro.com/2013/07/30/dados-do-idh-por-municipio-mostram-escala-das-mudancas-no-brasil-nos-ultimos-10-anos/

  72. Pax said

    Mas, caro Otto, o PSDB seria opção?

    Creio que não.

  73. Jose Mario HRP said

    Cobre Já!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/07/oab-cobra-investigacao-contra-barbosa.html

  74. Pax said

    Off topic…

    Acabaram de sair daqui dois vizinhos que acabaram virando amigos. Vieram trazer o convite do seu casamento.

    Ele agora tem uma serralheria e é eletricista. Sou cliente. A família faz vinho bem razoável. Também sou cliente.

    Ela é auxiliar de enfermagem e trabalha no hospital municipal da cidade. Seu pai é meu amigo e faz alguns serviços de pedreiro aqui.

    Enfim, dois amigos que gosto muito.

    Perguntei para ela como estava o hospital. Adora o que faz, trabalha na UTI cardiológica.

    A prefeitura mudou de mãos, após 20 anos de PSDB assumiu um candidato que já tinha sido do PT mas conseguiu se eleger agora pelo PCdoB.

    Pois bem, mudou o governo e a diretoria do hospital. Eram 8 diretores e passaram a 16 diretores vindos de Cubatão (não sei bem porque).

    E o hospital virou um caos, uma roubalheira generalizada. Antes, pelas notícias, roubavam mas o hospital tinha tudo, é referência da região. Só na emergência tem 90 leitos e mais 35 macas que ficam nos corredores pois vem gente de 8 municípios da região para atendimento.

    Com a nova diretoria passou a faltar tudo, de lençol a papel higiênico. Tudo desviado pela tropa do PCdoB que veio de Cubatão.

    Ao ponto que fizeram uma greve geral, deixaram a emergência funcionando mas fizeram greve, passeata etc. O povo da cidade apoiou.

    O problema foi parar na Justiça e a promotoria deu um ultimatum para o novo prefeito. Os reajustes dos funcionarios que tinham sido anunciados em 7% para os faxineiros e 9% para a enfermagem foi todo de 13% para todo mundo.

    A diretoria ladra do PCdoB de Cubatão foi toda removida, alguns funcionários foram promovidos à diretoria e antigos diretores voltaram.

    O abastecimento do hospital está em processo de normalização e as coisas voltam a andar como andavam. Já estive várias vezes neste hospital levando gente, visitando amigos acidentados etc. E é bom, sim. Diria que muito bom para os padrões brasileiros que conheço. Todo mundo é atendido, independente de morar ou não na cidade. Para emergências é melhor que bom. É ótimo. Até o serviço de oncologia funciona super bem, acompanhei um conhecido com câncer que se curou com quimio e rádio neste hospital.

    Agora imaginem como funciona o resto do Brasil onde as máfias se instalam. Aqui é do lado de São Paulo, cidade rica, cheia de indústrias e serviços, cidade de 350 mil habitantes.

    Nos rincões a coisa fede.

  75. Zbigniew said

    Terrível, Pax. É o que venho dizendo. De forma tímida as pessoas começam a exigir mudanças e já não suportam mais tantos desmandos.

    A mesma coisa se dá com este caso da Globopar e da Rede Globo, envolvendo sonegação fiscal e tráfico de influências. É o poder econômico cooptando o poder constituído, em favor de seus interesses e em detrimento da sociedade.

    http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/edicao/?idmedia=51f9a6280cf26c5058b3281b

  76. Zbigniew said

    Olha aí o porquê do nosso IDH não ter melhorado como devia. No entanto tudo é colocado naconta do governo federal. E os Estados e municípios.

    “Principal entrave para a melhoria do índice de desenvolvimento humano dos municípios (IDHM) no Brasil, a qualidade da educação tem sido afetada por desvios e malversação de recursos destinados pelo governo às escolas. Levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que 73% das prefeituras fiscalizadas em 2011 e 2012 fraudaram processos de licitação para a compra de serviços e materiais de uso na rede pública de ensino.”

    http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/07/31/interna_politica,430015/cgu-descobre-irregularidades-no-fundeb.shtml

  77. Pax said

    Ou seja, caro Zbigniew, dinheiro do hospital, dinheiro da escola, dinheiro da infraestrutura, tudo desviado aos borbotões.

    Este país precisa ser desmontado e remontado.

    Se a sociedade saqueia o caminhão de bebidas acidentado antes de atender o motorista preso nas ferragens, então o caminho é longo. E é mesmo.

    Mas com o rumo que temos, com o andar da carruagem, o rumo continua igual.

    Independente de termos melhorado o IDH, independente do salário mínimo hoje representar em dólares 4 vezes mais que representava tempos atrás.

    Ou educamos a sociedade e guilhotinamos essa ladroagem que impera no campo político, ou continuaremos na mesmíssima toada, com umas melhoradinhas aqui e outras acolá, mas elegendo e sustentando a mesma classe política coronelista e as mesmíssimas estruturas de poder econômico.

    Neste imbroglio nem FHC, muito menos Lula ou Dilma meteram a mão. Só se ajustaram ao existente.

    E a militância acha que não, que as coisas estão melhores.

    Não estão.

    A atualidade pode até nos gerar alguma esperança, que o povo tenha acordado. Mas é um amanhecer sonolento, pífio diria, e o tal do status quo conseguiu rapidamente desmobilizar.

    Agora temos o tal movimento Black Bloc às ruas que, no fundo, reagem contra a estrutura de poder, a estrutura econômica, o modelão mundial existente (e atacam seus símbolos, bancos, lojas de marca, governos etc) mas ninguém, ou quase ninguém, se identifica com essa galera.

    Não sei no que vai dar.

    Minha esperança é que algum movimento pegue, como o Passe Livre pegou, e gerou algumas pequenas mudanças. Coisa pra inglês ver.

    Mas gerou, sim, uma preocupação danada, eleitoral. Ninguém sabe bem como vai se colocar nas próximas eleições.

    O provável, acho eu, é que continuem não entendendo e fazendo as mesmíssimas campanhas idiotas prometendo ética, moral, obras e melhores hospitais e escolas.

    O que o povo vai decidir vendo os mesmos contando as mesmas lorotas?

  78. Patriarca da Paciência said

    Parece que as minhas previsões vão se confirmar!

    PT E PMDB, UM CASAMENTO QUE JÁ CHEGOU AO FIM

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/110283/PT-e-PMDB-um-casamento-que-j%C3%A1-chegou-ao-fim.htm.

    Só que eu continuo achando também que nunca houve um casamento de verdade. No máximo um “ajuntamento” e o nome certo mesmo seria uma uma dissolução.

  79. Zbigniew said

    As coisas rumam para a mudança, caro Pax. Entenda tempo como algo que não é para amanhã, mas para alguns anos, ou mesmo para além de uma geração. Não podemos afirmar com certeza. Mas para amanhã, definitivamente, não. E sim, não descarte a possibilidade de retrocessos, pois somos demasiadamente humanos! Mas sejamos otimistas.

    Digo isto porque já não temos mais o sistema de controle de informações como era antes. E informação é poder. Hoje temos a internet, que consegue fazer um certo contraponto aos oligopólios de mídia.

    Repito que não é a panaceia para todos os problemas de consciência de uma sociedade, mas acredito que já é alguma coisa.

    Um exemplo? Esse assunto que trouxe aqui sobre o TCU ter identificado que em 73% dos municípios fiscalizados houve irregularidades nos processos licitatórios. Não saiu em nenhum dos grandes portais (que é o oligopólio na internet) ou se saiu não permaneceu por muito tempo na página. Saiu num sítio menor de um jornal de MG e outro de PE (onde pesquisei o assunto), e foi reverberado por blogs menores, citando a agência Estado como fonte que por sua vez foi beber do TCU. Deveria ter sido veiculado em todos os jornais do país; ter tido chamada do JN; do plantão com aquela musiquinha sinistra; nas headlines dos megaportais; mas, não, ficou em segundo plano. Interessante que se fala tanto em IDH, falta de investimentos em educação, que a educação vai mal, mas mal se publica algo sobre esse tal de FUNDEB e os processo licitatórios das prefeituras. Parece que os oligopólios têm medo de melindrar algum partido, ou preferem “não queimar cartuchos”, sei lá.

    Voltando ao tempo das mudanças elas só podem ser efetivadas de acordo com o ritmo de uma determinada sociedade. Se estivéssemos parados, uma chacoalhada é sempre bem vinda, como foram as manifestações de junho, mas um processo lento e gradual é melhor do que um revolucionário que expurgue um status quo para colocar outro no lugar talvez pior do que o primeiro. Este, hoje, é o ritmo da sociedade brasileira. Necessitamos de educação, sem sombra de dúvida. Mas também precisamos de um amadurecimento político. Nós, os brasileiros, fomos acostumados à análise rasa e imediata, própria das matérias apresentadas pelos telejornais espremidos entre duas novelas, ou de viés único, em especial a Revista Veja do final da década de 80 e anos 90. Esses órgãos, por sua vez, já traziam no DNA a linha editorial e o modus operandi muito próximos dos adotados pelo outrora poderoso Diários Associados de Assis Chateaubriand. Foi assim que foi formada a consciência política, principalmente da velha classe média. E é o que temos hoje.

    Precisamos de tempo. Por isso vejo os “coxinhas” – como os que se acreditam politizados (e muitos o são mesmo) chamam jocosamente os mauricinhos e patricinhas que saíram às ruas para protestar contra o “estado de coisas” – como uma grata surpresa numa sociedade que muitas vezes permaneceu atônita e inerte porque a realidade teimava em destoar do que dizia o Jornal Nacional e os grandes jornalões e revistas, uma vez que é bem mais complexa do que as análise feitas pelos sagrados articulistas de então. Chega um ponto que tem que haver algum tipo de mudança.

    O PT no poder já foi uma grande mudança, com todas as acomodações que o partido teve que empreender para chegar lá. Agora que houve uma institucionalização que o empurrou para o centro na forma de fazer política as primeiras vozes por mudanças do próprio PT começam a ser ouvidas. Não é um processo simples, tampouco rápido, mas é preciso acreditar e fortalecer tais movimentos, até porque a sociedade é a principal interessada nestas mudanças.

  80. Elias said

    Disse o Pax: “Gostaria de saber onde o caro Elias vê essa tal centro-esquerda onde diz que o PT está…Na Kátia Abreu? No Maluf? No Kassab?No Maluf?No Sarney?No Renan?No Henrique Alves?No Valdemar Costa Neto?No Garotinho?No Cabralzinho?Ah, talvez seja no Vaccarezza! Pode ser…”

    Que eu saiba, excluindo o Vaccarezza, nenhuma das ilustres figuras citadas pelo distinto Pax está no PT.

    Ademais, fulanizando assim… Fica danado!

    Fugindo um pouco da fulanização — o Lacerda, sim, era um craque nisso! — eu diria que o conteúdo de centro esquerda das administrações petistas se reflete, dentre outras coisas, na redução das desigualdades sociais; na redução da miséria; na elevação do índice de desenvolvimento humano; no achatamento da pirâmide social.

    Alguém poderá dizer: só isso?!

    Sei que é pouco, mas… Que tal dar uma olhadinha nos 50 anos anteriores, ou nos 75 anos anteriores, ou nos 100 anos anteriores… Pra ver quando ocorreu algo pelo menos parecido?

    Sem a corrupção desenfreada (e, cá pra nós, BURRA!), que se instalou firmemente em certos setores do PT, teria sido um trabalho e tanto.

    Agora, sei que é mais fácil, mais simpático, mais popular, mais… brasileiro, enfim!, ficar fulanizando, colocar um tapa olho num dos lados, ver uma coisa e fingir que só existe isso.

    E, Pax: se me disseres que sempre ressalvaste os avanços das administrações petistas no enfrentamento das desigualdades sociais, eu te direi, então, que, por isso mesmo, não cabe dizer que não vês conteúdo de centro-esquerda nessas administrações.

    Ou seja: o conteúdo de centro-esquerda do PT está no PT, caramba!

    Também vale a pena lembrar que as altas taxas de lucro dos bancos não começaram a existir nas administrações petistas.

    Durante todo o período da megainflação as taxas de lucros dos bancos se mantiveram na estratosfera, a ponto do Walter Moreira Salles, banqueiro, declarar publicamente que era uma vergonha os bancos brasileiros terem lucros tão altos, com o país envolto em tantas dificuldades. Walter Salles disse que nem as organizações criminosas, dedicadas ao narcotráfico, e que não pagam impostos, lucravam mais que os bancos brasileiros. O jornalista Joelmir Betting escreveu uma série de artigos sobre essas declarações do banqueiro brasileiro.

    Quando a inflação foi debelada, as taxas de lucros dos bancos continuaram altas tanto quanto ou mais, por causa das taxas de juros.

    Fingir que esqueceu essas circunstâncias, também não contribui muito para um debate honesto…

    E, se queremos ter moral para criticar a desonestidade alheia, temos que ser honestos em nossas colocações. Mesmo que, para isso, não sejamos muito simpáticos junto a pessoas de quem gostamos, e que, a bem da verdade, estão bastante próximas da gente, em termos de convicção política e ideológica.

    Agora poderás dizer: “mas por que, então, o PT não reduziu as taxas de lucro dos bancos?”

    Se disseres isso, levarás o debate para um outro nível, totalmente diferente daquele em que se encontra a declaração que transcrevi acima.

    Quanto a isso, só posso dizer que, ao longo das administrações petistas, a taxa básica de juros caiu. Hoje, ela é bem menor do que era, quando Lula assumiu, certo?

    Agora, se os bancos continuam lucrando muito porque aumentaram seu volume de negócios, o que se há de fazer? E tu consideras isso um coisa ruim?

    Sei não…

  81. Otto said

    Pax, claro que o PSDB não é opção nem aqui nem no condomínios de Higienópolis.

    Mas, por enquanto, todas as demais posições, são como tucanos travestidos; Eduardo Campos, Marina et caterva.

  82. Otto said

    A bomba tucana está perto de estourar:

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/08/ocultacao-dos-escandalos-globo-e-psdb-siemens-foi-longe-demais-2/

  83. Zbigniew said

    E aí saímos às ruas para defender a derrubada da PEC 37. Queriam retirar do MP poderes mas… vale a pena a concentração de poderes nas mãos desse MP? E por que a Globo não foi denunciada? Isto tem que ser apurado!

    ““A ré ocultou (o processo de sonegação da Globo) com o evidente propósito de obstar o desenvolvimento da ação fiscal que nele se desenvolvia, cujo montante ultrapassava 600 milhões de reais”

    A afirmação está escrita e assinada pelo procurador Fernando de Oliveira, do Ministério Público Federal, no processo que condenou Cristina Maris Meirick Ribeiro, ex-servidora da Receita Federal.

    A revelação da matéria de Luís Carlos Azenha, no jornal da Record, esta noite, deixa evidente que houve leniência em relação a Rede Globo no processo.

    E o que fez o MP? Nada!

    Se o objetivo foi obstar a cobrança de R$ 600 milhões à Globo, Cristina teria roubado o processo por que?

    Por que é fã das novelas?

    Mas a Globo sequer foi intimada a depor.

    É um escárnio o que o Ministério Público do Rio de Janeiro está fazendo.

    Se Cristina obstou o processo para obstar a ação fiscal contra a Globo, fez isso por que? Porque viu duendes que diziam para fazer isso?

    E o MP está consternado porque isso foi revelado?

    Ora, consternada está a sociedade por ver seu representante legal agir desta maneira.

    O beneficiário do crime escapa ileso e imune de uma falcatrua que leva uma mulher a quatro anos e 11 meses de cadeia?

    Isso não choca nenhum dos senhores promotores?

    Estamos diante de um escândalo terrível, que não apenas atinge a Rede Globo, mas a República.

    O ex-goleiro Bruno poderia pedir isonomia, neste caso. Se o “Bola” e o “Macarrão” mataram aquela pobre mulher, ele pode dizer que não sabia de nada.

    Ver o mais importante fiscal da lei reduzido a este lixo investigatório só não repugna aos canalhas.

    Arranje um laranja e você pode fazer o que quiser, não é.

    Suas mãos estão limpas.”

    http://www.tijolaco.com.br/index.php/caso-globo-se-e-assim-que-o-mp-age-bruno-pode-mandar-matar-elisa/

  84. Zbigniew said

    Elias,

    talvez esse texto consiga jogar algumas luzes no porquê do PT ter tido a necessidade de costurar as alianças com partidos como o PMDB e não exclusivamente com partidos de esquerda, e assim ter caminhado para o centro como caminhou. Tem muito a ver com a natureza da “extrema-esquerda” brasileira que assimilou o lixo político-ideológico que atuava nos seus quadros. Verdade que o texto fala mais das esquerdas em si e dos movimentos sociais, mas dá pra ter uma idéia da difícil missão de um partido como PT governar um país como o Brasil e ter sucesso.


    Por Diogo Costa

    SOBRE O PARTIDO DOS TRABALHADORES, A ESQUERDA E AS MASSAS – Volta e meia surgem vozes do senso comum a dizer que o PT se “divorciou” dos movimentos sociais, estudantis, dos sindicatos, das ruas e das massas, etc. É mesmo? Vejamos.

    -O PSTU existe há vinte anos, disputou três eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,08% dos votos.
    -O PCO existe há dezoito anos, disputou três eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,01% dos votos.
    -O PSOL existe há oito anos, disputou duas eleições presidenciais e na última, em 2010, fez 0,87% dos votos.
    -O PCB existe há noventa e um anos, depois da briga com o oportunista, renegado e quinta-coluna Roberto Freire (PPS), nos anos 90, disputou uma única eleição presidencial, em 2010. Fez 0,04% dos votos.

    O PSTU, o PCO e o PCB até hoje não conseguiram eleger um mísero deputado federal sequer. O PSOL hoje conta com a “imensa” bancada de três deputados federais… É o PT que se “divorciou” das ruas ou são os outros partidos de esquerda aqui citados que infelizmente só convencem as paredes de seus próprios quartos?

    Quem está dissociado das massas populares, é o PT? Não foi por acaso o PT que fez em 16% dos votos no primeiro turno da disputa em 1989? E 24% em 1994, e 32% em 1998, bem como conseguiu fazer 46% em 2002, 48% em 2006 e 47% em 2010? E uns e outros ainda tem coragem de dizer que o Partido dos Trabalhadores “se afastou das massas”!Quem sabe vamos lutar para eleger o Zé Maria do PSTU, em 2014, e cobrar dele que faça todas as reformas que a esquerda defende desde sempre! Não seria uma beleza? Lembro apenas que o PSTU não tem um único parlamentar no Congresso Nacional, talvez consiga fazer as reformas com uma varinha mágica de condão!

    O PT (que alguns pensam equivocadamente ter a força do PSUV), infelizmente não tem sequer 1/6 dos parlamentares no Congresso Nacional! Como não ter um governo de coalizão dentro deste cenário?

    Esse é o dilema!

    Quando o PSOL, o PSTU, o PCO e o PCB elegerem uns 20 ou 25 deputados federais cada um, aí a correlação de forças no parlamento começará a mudar… Aliás:

    -Porque cargas d’água o PSTU, que existe há 20 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
    -Porque cargas d’água o PCO, que existe há 18 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
    -Porque cargas d’água o PCB, que existe há 91 anos, não consegue eleger um único deputado federal?
    -Porque cargas d’água o PSOL, que existe há 08 anos, não consegue eleger mais do que a “imensa” bancada de 03 deputados federais?
    -Porque estes partidos de esquerda não conseguem se aproximar das massas?

    Lamentavelmente, urge constatar que tirando o PT, que é um partido de massas, os outros partidos de esquerda no Brasil infelizmente não falam às massas, não alcançam as massas e não tem base social real. Somados, são menores do que o PT era em 1982, há incríveis 31 anos já passados!

    Sabendo que o PT tem apenas 1/6 do parlamento, forçosamente isso quer dizer que os outros 5/6 do parlamento estariam, em tese, em disputa para os outros partidos de esquerda. No entanto, esses partidos não conseguem aumentar a sua base social e, somados, elegem apenas 03 deputados federais. Isso é um sintoma incontestável de que a tática e o discurso desses partidos culmina, ao fim e ao cabo, em sectarismo e principismo, logo, não dialogam com a vida real do povo brasileiro.

    Na prática, vislumbra-se o quão equivocada é a tática atual do PSOL, do PSTU, do PCO e do PCB. Essa tática de bater violentamente no PT, para tentar ficar com nacos de suas bases, é contraproducente e infantil. Primeiro, porque com essa tática não disputam os já famosos 5/6 dos votos que os brasileiros não conferem ao PT para o parlamento. Segundo, porque obviamente essa tática apenas fraciona (ou tenta fracionar) os já parcos 1/6 de votos parlamentares que o PT tem.

    O problema das esquerdas em Pindorama, infelizmente, segue sendo o sectarismo pueril. O PSOL chama o PT de traidor. O PSTU chama o PSOL de pelego. O PCO chama o PSTU de renegado. E o PCB diz que todos esses são burgueses e que somente ele é que representa a vanguarda do proletariado! Enquanto isso, o PT segue sendo o único partido de esquerda de massas no Brasil e os outros continuam brigando entre si, sem base social real e cada vez mais principistas, dogmáticos e sectários!

    Enquanto ficarem só na crítica e elegerem, em conjunto, a “imensa” bancada de três deputados federais, pouca coisa vai avançar! Esses partidos não são a ‘vanguarda’ da classe operária no Brasil? Porque em 2010, somados, fizeram somente 01% dos votos na eleição presidencial?

    Enfim, lamento ter que repetir isso pela milésima vez. Muitos certamente não irão gostar. Paciência… O Partido dos Trabalhadores é o único partido de massas no Brasil atual, gostem ou não os seus habituais detratores!

    Entendem agora o porquê da luta inglória do PT contra as forças que sempre dominaram este país? Onde está a esquerda que “não se divorciou” das massas para ajudar o PT a fazer as transformações sociais? A verdade nua e crua é que temos partidos de esquerda que não alcançam a grande massa da população brasileira, eles é que precisam encontrar e convencer a massa, não o PT!

    Quanto ao PT, segue a sua luta desigual, onde tem apenas 1/6 dos parlamentares no Congresso Nacional. Onde é a cabeça de um governo de coalizão, eivado de contradições, justamente porque a esquerda que se pretende revolucionária elege, em conjunto, a “imensa” bancada de três deputados federais…

    Finalmente, constata-se que entre o sonho e a realidade vai um longo caminho a ser percorrido. Espero que os protestos do mês de junho de 2013 se traduzam em algo de concreto para 2014, no que tange ao parlamento nacional.

    As ruas são importantíssimas, mas, para desespero de alguns, ainda continuam sendo necessários os votos de 50% dos deputados e senadores para se aprovar um simples projeto de lei. E 60% de votos no Congresso Nacional para se aprovar Emendas Constitucionais.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-o-pt-a-esquerda-e-as-massas

  85. Elias said

    Zbigniew,

    1 – O sujeito que critica as coalizões políticas em uma democracia, é um cretino ou um analfabeto político.

    2 – Num país como o Brasil, onde nenhuma força política tem maioria absoluta, a aliança política é absolutamente inevitável. E se faz aliança política com quem é DIFERENTE politicamente (que é igual já está no mesmo barco; não há necessidade de se aliar).

    3 – TODOS os partidos políticos brasileiros tem um passivo de corrupção. Mesmo o PSOL, o PSTU, o PCB, etc. Se, em algum deles, esse passivo é ligeiramente menor, isso se deve, apenas, ao fato de que, para esses “menos” corruptos, as oportunidades é que foram menores. Em termos proporcionais, tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar…

    4 – Vai daí que, para um partido no governo, como o PT e o PSDB, fazer aliança política com outro partido significará, sempre, fazer aliança com organização marcada pela corrupção, seja ela qual for.

    5 – O artista que critica a aliança do PT com o PMDB, só diz isso porque não tem responsabilidade nenhuma no processo. É como o motorista de táxi que, durante uma corrida longa, formula sua abalizada opinião sobre a seleção brasileira, sobre a política econômica, sobre a administração municipal, etc. Bota ele lá, pra ver o que ele faz…

    6 – Então tá… O PT chuta o PMDB no plano federal. E aí? Vai governar com quem? Com o PSDB? E, diante da improvável hipótese do PSDB topar, ele é menos corrupto que o PMDB?

    7 – Falar contra a “governabilidade” — e assim mesmo, entre aspas — é galho fraco pra quem não tem a responsabilidade de governar…

    8 – O PT só se tornou realmente um partido de massas quando ele realizou uma inflexão político-ideológica. Deslocou-se para a centro-esquerda e tornou suas propostas exequíveis e inteligíveis para as grandes massas, que se viram contempladas no discurso e nas ações concretas do partido. A escalada começou com programas tipo “bolsa-escola”, estruturas de micro-crédito, e evoluiu desses balões para projetos mais abrangentes, que acabaram incidindo fortemente sobre a distribuição de renda, a pirâmide social e o escambal a quatro.

    9 – Não é aí que está a falha do PT. A falha do PT está no fato do partido ter se desnaturado.

    10 – E o PT se desnaturou não porque inflectiu para a centro-esquerda, nem porque fez alianças com outros partidos. O PT se desnaturou porque, ao realizar as inflexões e os movimentos políticos que lhe foram impostos pela realidade e pela sociedade brasileira, ele abandonou seus mais relevantes princípios fundantes, no caso, os princípios éticos e morais.

    11 – Isso não era inevitável. Não era necessário fazer isso, mas ele fez. E, por ter feito o que não deveria nem necessitava fazer, está pagando e vai continuar a pagar o preço.

    12 – Tentar ignorar isso é bobagem. Ninguém no Brasil é tão burro que não tenha percebido onde está o nó da questão. O negócio é partir daí para uma nova etapa. Ou, então, se render ao material fatigado e ter o mesmo destino de todo partido político que, numa democracia, padece de fadiga de material…

  86. Zbigniew said

    Realmente, Elias. Essa inflexão foi necessária. E o PT no poder foi importante para um salto de qualidade das políticas públicas do país.

    O que me preocupa é o tal do desnaturamento do partido que você mesmo reconhece. Nesse ponto discordo de você quando diz que a aliança não tem nada a ver com esse processo. Como o próprio termo indica, aliança pressupõe identidade e unidade de interesses, até porque, ainda como você mesmo afirmou, não se governa sozinho. Em última análise a aliança também influenciou o PT. Mesmo que o PT não praticasse qualquer ato irregular, a simples omissão em “sacrifício” pela manutenção das alianças já o torna parte do esquema. Não tinha como o PT evitar tal situação no momento que desejou e aceitou a aliança.

    Entendo que sua crítica deve se concentrar na reprovação da condenação da formação de alianças para a governabilidade. Realmente não havia como evitar.

    E agora? Com o PMDB querendo mais e mais nacos de poder, no jogo jogado? É uma encruzilhada porque ao que parece não há como mudar esse estado de coisas se a aliança não implodir. Digo isto porque não vai adiantar só o PT mudar. Um PT probo só vai poder assim se manter se exigir probidade de seus parceiros para o governo, senão permanece ímprobo, ainda que casto. Sei que não é tão simples assim, mas me refiro às boas práticas de governança e do trato com a coisa pública. Ou se é honesto ou não. Não há meio termo.

    Entretanto implodir a aliança é perder tempo de televisão, é colocar o doce na boca do inimigo, é mexer com o projeto de poder do partido. E o PMDB sabe muito bem disso. Pela lógica de manutenção do poder o PT não tem o que fazer. O PT vai continuar fazendo o possível dentro de um sistema político viciado e corrupto. E aí vai ficar cada vez mais difícil segurar o processo de desnaturamento ou desfiguração. Os movimentos são bastante limitados no sentido de uma melhora ética ou moral do sistema.

  87. Patriarca da Paciência said

    Eu concordo, tanto com o comentário do Elias, 85, quando do Zbigniew, 86. Realmente seria uma grande ingenuidade achar que o PT poderia governar sem o suporte de um grande partido. Basta analisar os “governos” Jânio e o Collor. Não tinha como fugir da situação e o Lula é realmente um grande político, talvez o maior que já apareceu em nossa querida Pindorama!

    Mas o panaroma político mudou bastante e talvez não seja mais interessante manter a aliança com o PMDB.

    No momento, na minha modesta opinião, se a Dilma conseguisse emplacar o Campos como vice, creio é que o eleitor aceitaria bem melhor que o Temer.

    Torço para que isso aconteça, já que a aliança com o PMDB caminha cada vez mais para o desgaste.

    É apenas torcida, mas vejo também alguma lógica na coisa.

  88. Elias said

    Zbigniew e Patriarca.

    Também é preciso verificar quais as alternativas de que o PT dispunha, pra fazer aliança.

    Se não fosse com o PSDB, com quem seria?

    Em tese, p.ex., o partido mais próximo do PT, do ponto de vista político e ideológico, seria o PSOL.

    Mas, em termos práticos, pra que serviria uma aliança com o PSOL?

    No mais, é possível, sim, fazer aliança com o PMDB sem chafurdar na corrupção. A Dilma está mostrando que isso é possível.

    Aqui no Pará, a Ana Júlia Carepa foi eleita em aliança com o PMDB e, nem por isso, se comprometeu com a corrupção. (Depois o PT rompeu com o PMDB e acabou perdendo o governo do Estado para o PSDB, que, para isso, se aliou ao mesmo PMDB, com o qual acaba de romper, o que fez com que esse partido já esteja abanando o rabo pro PT, de novo. O PMDB é como uma prostituta da política brasileira: ora dorme com um, ora com outro…).

    Acho que não há mais o que se dizer a respeito dos episódios de corrupção envolvendo petistas.

    A corrupção praticada por petistas é de inteira responsabilidade dos petistas que a praticaram. Nenhum outro partido tem nada a ver com isso.

    E o que o PT fez ou deixou de fazer com petistas envolvidos em lances corruptos é de inteira responsabilidade do PT. Nenhum outro partido tem nada a ver com isso.

    Mas, nesse negócio todo, o que mais me diverte é a imprensa rabo sujo que temos.

    O pobre diabo, corrupto bunda mole, ladrão de galinha, que escondeu alguns dólares na cueca, mereceu manchetes de primeira página e reportagens de capa dos principais órgãos de comunicação do Brasil.

    Já os ladrões do metrô paulista, e o gangsterismo tributário da globo, cada um deles envolvendo o desfalque de centenas de milhões de dólares de dinheiro público, não merecem uma única linha, quanto mais manchetes e chamadas de capa…

    Até mesmo os “moralistas” de ocasião que costumam pontificar no PolíticAética… Sumiram!

    É disso que eu falava, Zbigniew.

    Muito da grita anticorrupção que existe no Brasil, é grita militante. Só critica a corrupção dos adversários.

    É tão honesta quanto uma cédula de 25 reais…

  89. Elias said

    CORREÇÃO:

    Onde está escrito: “Se não fosse com o PSDB, com quem seria?”

    LEIA-SE: “Se não fosse com o PMDB, com quem seria?”

    ATO FALHO!

  90. Pax said

    O caro Elias está sem o Chesterton, velho e bom Chesterton, para amar/brigar e resolveu que a coisa é comigo agora.

    Vamos lá, meu caro Elias…

    Fulanizar?

    Como assim?

    Sarney, Renan, Collor, Maluf, Katia Abreu representam o que para você?

    Quer mudar para PMDB, PR, PP, PSD, etc? Ok, troque os nomes pelos partidos.

    Mas seria o mesmo que dizer que todo o PT é a cara do Vaccarezza. E não é.

    Quando fulanizei foi para mostrar claramente que o PT, ao adotar seu modelo de governabilidade, adotou parceiros de direita, sim, coronelistas, sim, ladrões, sim.

    Não que a esquerda represente algum muito mais sério e menos corrupta. Basta o exemplo que dei acima do PCdoB na cidade onde moro, os caras entraram no governo somente para desviar.

    Você afirma que só o que o PT fez foi em direção à redução das desigualdades sociais. E isso não é verdade. O FHC também apontou esse caminho, de certa forma. O PT/Lula/Dilma (partidos e fulanos) seguiram o rumo, aprofundaram etc. Mas endireitando-se, com certeza.

    Hoje eu diria que há um misto de posicionamentos, sejam eles de centro-esquerda corrupta ou centro-direita corrupta.

    E uma esquizofrenia econômica, querendo o estado de bem-estar social ao mesmo tempo que quer ter o estado como determinante.

    Ou se faz uma coisa bem feita ou duas mal feitas.

    Se o estado é de bem-estar social (como eu gostaria que fosse), há que se deixar a economia fluir pelo empresariado, com regras e controles bastante bem definidos.

    Se o estado é desenvolvimentista, é ele, Estado, quem aponta os rumos da economia e o empresariado vai atrás, se adapta e coloca seus investimentos sabendo que o maior player é o Estado mesmo.

    Hoje em dia temos um misto esquizofrênico que está nos atrapalhando um bocado.

    Não, caro Elias, não é fulanização. É constatação.

    É de uma amador? Claro que sim. Alguma vez disse diferente?

    Qual a solução? Bem, quem sou eu para dizer, só tenho cá minhas opiniões.

    Mas bem que o PT poderia ter um plano que passasse de umas poucas semanas. A oposição atual, a que realmente existe, PSDB+DEM, realmente de centro-muito-direita, não tem nada. E o PT, então, não se acha capaz nem acha necessário ter. E isso me parece um tremendo erro estratégico. Há que se ter e há que se lutar por um plano de longo prazo que aposte, como todos estamos carecas de saber, no capital humano (educação) e na infraestrutura necessária para o país.

    Como? Ora, como falei acima, o estado de bem-estar social cuida das desigualdades e define as regras onde o empresariado deve atuar (telecom, estradas, portos, aeroportos etc etc).

    Só que com regras, com agencias regulatórias competentes, independentes, atuantes etc.

    E o que vemos acontecer?

    Lula desde o início nunca apostou nas agencias regulatórias. Deu no que deu. Hoje são antros de corrupção que não funcionam, só atendem à bandidagem estabelecida que ferram os consumidores e o país.

    É ou não é?

    Fulanização? Ora, caro Elias, vamos argumentar com mais vontade que somente criticar os comentários que te incomodam, meu caro e bom Elias.

    Você é bem melhor que isso. Vamos lá…

  91. Elias said

    Pax,

    “Fulanizar” é ficar com esse papo de “Sarney”, “Collor”, “Vaccarezza” e sei lá o quê.

    Se o Sarney morrer agora, neste momento, o PMDB e/ou a política brasileira vão ficar diferentes, nem que seja só um pouquinho?

    Não… Né Pax?

    Então… Pára de fulanizar, Pax! O problema não é fulano, ou sicrano! A questão é muito maior…

    Pára de fulanizar, Pax!

    Tu consegues fazer melhor… É só tentar!

    Tu me perguntaste onde estaria o conteúdo de centro-esquerda do PT. Perguntaste se estava no Maluf, no Collor, no Sarney… Tá escrito aí acima, né?

    Eu te respondi que não. Que não estava no Maluf, nem no Collor, etc. Eu te disse que o conteúdo de centro-esquerda do PT está no PT. E se reflete nos avanços que as administrações petistas conseguiram, no combate à miséria.

    Aí tu vens com esse papo de FHC, como se isso anulasse o que afirmei…

    Não anula, Pax.

    Em primeiro lugar, porque o PSDB TAMBÉM é um partido de centro-esquerda. Tal como o PT.

    Em segundo, porque os avanços mais significativos no combate à miséria aconteceram nas administrações petistas, e não nas gestões tucanas. Há, aí, um monte de instituições estrangeiras — e algumas delas nada têm de esquerda! — dizendo isso.

    É jogo jogado, Pax. Não dá mais pra alterar. Já aconteceu… Fim!

    Eu TAMBÉM disse que, se certos setores do PT não houvessem se rendido à corrupção, o partido estaria, agora, com um portfólio e tanto…

    Aí tu vens com essa história da corrupção nas agências reguladoras…

    CARAMBA, PAX! Tu estás repetindo o que eu disse, ainda não percebeste?

    Apenas eu falei de modo geral, e tu estás citando um detalhe. Se a corrupção existisse apenas nas agências reguladoras, estaríamos no melhor dos mundos. Além da corrupção nas agências reguladoras, tem a corrupção na Funasa, teve o mensalão, etc, etc, etc, etc, etc… Teve até dólar na cueca, lembra?

    Outra coisa que eu disse — e aí o papo já era mais com o Zbigniew — é que a corrupção no PT é de total responsabilidade do PT e dos petistas que a praticaram. Que a corrupção no PT nada tem a ver com aliança com o PMDB.

    É perfeitamente possível fazer aliança com o PMDB sem se tornar corrupto.

    O que aconteceu é que o PT — como organização… como um todo… — se afastou de alguns dos seus mais importantes princípios fundantes: os princípios ÉTICOS e MORAIS.

    É o que eu chamo de “desnaturamento” do partido (e não é de hoje que digo isso…).

    Isso era inevitável? Não!

    O PT poderia ter inflectido para o centro-esquerda, sem abrir mão desses princípios.

    O PT poderia ter feito alianças com partidos à sua direita, sem abrir mão desses princípios.

    Afastar-se dos princípios éticos e morais não era um determinismo histórico. O PT não precisava ter feito isso. Mas fez. Isso tem um preço, que o partido está pagando e vai continuar a pagar. Se vai sobreviver a isso, é outro papo…

    Foi isso que eu disse, Pax.

    Nada a ver con Fulano, Sicrano, Beltrano, FHC ou sei lá quem mais…

  92. Elias said

    Aí, acima, citei a hipótese de Sarney morrer hoje…

    Amigo meu me telefona pra dizer que, ontem, à noite, Sarney foi internado numa UTI. Infecção respiratória aguda, parece.

    Espero que ele saia dessa…

    Depois do que eu já disse, detestaria que Sarney se fosse, mesmo que isso tornasse mais fácil mostrar pro Pax que um bom debate político não comporta fulanização.

    Porque, sem Sarney, a política brasileira e, principalmente, o PMDB, vão continuar tal e qual…

  93. Pax said

    Caro Elias,

    quem derrubou o Sarney foi o Aedis Aegypti…

    pena que não é mortal.

    mas pode ser… torçamos.

    (pára e para…. não se acentua mais o tal do pára)

    Centro-esquerda pra você é o que chamo de centro-direita.

    Mas fiquemos assim que vou fulanizar um pouquinho ali na esquina.

  94. Pax said

    parece que a tal mídia viciada se rendeu…

    deu na manchete maior da Folha (site) hoje de manhã…

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1320457-siemens-diz-que-governo-de-sao-paulo-deu-aval-a-cartel-no-metro.shtml

  95. Pax said

    e agora no O Globo,…

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/08/siemens-afirma-que-governo-de-sp-deu-aval-cartel-do-metro-diz-jornal.html

  96. Zbigniew said

    Sentiu como é que eles cobrem os escândalos dos sócios, Pax?

    Vou tomar emprestado um dos comentários no próprio sítio da Folha:

    “Um texto ainda vaselina. Caso fosse os malvados vermelhos estaria estampado em negrito na capa o Nome dos envolvidos o partido e os valores. Com uma mídia dessas e melhor votar na situação porque neles a mídia senta o sarrafo e devagar vai melhorando. No caso dos malvados azuis todo mundo almoça e janta no mesmo prato ai sabe como é. Acontece aquela aliviada.”

  97. Zbigniew said

    Aí o cara vem e se sai com esta (hehehehe):

    “Parece que muitas pessoas não sabem o que é um cartel. A empresas fornecedoras se reúnem e dividem o mercado entre eles, elevando o preço. O comprador é a vítima. Geralmente sabe do cartel mas não tem opção. Agora, querem fazer uso político da informação para condenar a vítima pq sabem que muitos não tem idéia do que é um cartel. Com certeza isso acontece em todos os estados e não só com o metrô mas tbm com as construtoras. Veja os estádios da copa.”

    Ou seja, o governo de São Paulo é… vítima…
    F A N T Á S T I C O!

    Não se espantem se esta for a linha de defesa a ser adota pelos sócios na imprensa.

  98. Elias said

    Isso, Pax.

    Vai fulanizar na esquina.

    Aqui não! Faz do teu blog uma casa de respeito.

    Não fulaniza! Pára! (ou para, para que paremos com esse papo).

  99. Pax said

    Off Topic (continuação da novela do hospital da cidade…)

    nunca é bom ouvir só um lado da história, então resolvi assuntar aqui e alhures, fulanizando nas esquinas (pro caro Elias ficar nervoso um pouco, a vida tá muito mansa pra ele depois que saiu da política)

    pois bem, uma outra versão diz que, na verdade, já havia uma máfia instalada do PSDB (que governou a cidade por 20 anos) e que esta máfia foi destituída para instalação da nova máfia do PCdoB.

    o que fizeram? deram uma grana pro sindicado que promoveu a tal greve, fizeram operação padrão pro hospital parar de funcionar, instigaram o aumento maior que o anunciado pelo atual prefeito, ou seja, barbarizaram geral e o hospital teve sua primeira greve em mais de 100 anos de existência.

    e a plataforma do novo governo foi exatamente priorizando Saúde, sendo este hospital a referência, com já disse, da região inteira, atendendo uns 8 municípios ao redor.

    a transformação dos postos de saúde em unidades de pronto atendimento 24 horas, prometido na campanha, não saiu do papel.

    existe uma máfia dos médicos que aqui ganham, salário inicial, R$ 14 mil por 6 horas de atendimento nos postos.

    o que fazem? trabalham uma, no máximo 2 horas e picam a mula, fazendo com que quase todos os atendimentos sejam encaminhados para o tal hospital que vive lotado.

    enfim, as questões da Saúde, fulanizando ou partidarizando, são um imbroglio maior que as versões apresentam.

    e sabemos que há uma versão, outra e a verdade ainda mora numa terceira ou quarta localização.

  100. Chest said

    ECONOMIA
    Em busca de culpados
    Rogério Furquim Werneck, O Globo

    O PT anda alvoroçado com as dificuldades da economia e a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff. Teme que o projeto de poder do partido esteja prestes a descarrilar e que os acontecimentos dos últimos dois meses sejam só o início, em câmara lenta, de um acidente ferroviário de grandes proporções. E está em busca de culpados.

    A quem culpar pelo possível malogro de um projeto de poder que, até há pouco tempo, parecia tão promissor?

    Em desastres ferroviários de verdade, a atribuição de culpa tende a ser mais simples. No terrível acidente ocorrido na Espanha, na semana passada, não foi nem preciso investigação mais profunda. Numa curva em que o trem não deveria ter entrado a mais 80 km por hora, o maquinista se permitiu conduzir a composição a 190 km por hora. Mas, na análise que aqui se faz, o descarrilamento é só uma metáfora. Apontar culpados já não é tão simples.

    A dedução fácil, com livre trânsito no PT, é a que a culpa é do governo Dilma. A narrativa um tanto superficial é que tudo vinha excepcionalmente bem até 2010, quando o PIB chegou a crescer nada menos que 7,5%. A partir daí, as coisas começaram a desandar.

    O novo governo acabou metendo os pés pelas mãos e não conseguiu manter o dinamismo da economia. O PIB cresceu apenas 2,7% em 2011 e míseros 0,9% em 2012. E, em 2013, talvez não cresça o suficiente para que a taxa média anual de crescimento do triênio 2011-2013 chegue a 2%.

    Essa narrativa omite parte importante da história. Para começar, ao se permitir entrar na curva do ano eleitoral de 2010 com o PIB crescendo à irresponsável taxa de 7,5% ao ano, Lula legou um problema de estabilização espinhoso à sucessora. Problema que seria agravado, é verdade, pela fantasia do novo governo sobre a desaceleração do crescimento que se fazia necessária. O que se anunciava no início de 2011 é que a economia passaria a manter uma expansão “mais moderada” da ordem de 5 ou 6% ao ano.

    Levaria algum tempo para que o novo governo percebesse que a economia estava restrita pela expansão da oferta. Mas é importante ter em conta que boa parte das dificuldades enfrentadas pelo governo Dilma, para deslanchar investimentos e tentar remover restrições ao crescimento pelo lado da oferta, decorreram de heranças do governo anterior.

    A corrupção em órgãos como o Dnit, para a qual o governo vinha fazendo vista grossa em nome da coesão da base aliada, acabou fugindo ao controle e exigindo desmantelamento de boa parte da cadeia de comando que acionava os programas de investimento público. E a verdade é que, até hoje, apesar de todos os PACs, o governo não conseguiu fazer o investimento público deslanchar.

    A exploração do pré-sal — a melhor oportunidade de investimento com que o País contava — ficou entravada por regulamentação impensada, que alijou investidores privados, acirrou inoportuna disputa federativa pela receita de royalties e sobrecarregou a Petrobras com exigências de investimento absurdas, num momento que a empresa já vinha sendo mal gerida e fragilizada pelo controle de preços.

    Veio também do governo anterior a resistência a investimentos privados em infraestrutura, que pudessem sugerir contemporização com a ideia de privatização. Muito tempo foi perdido até que o novo governo se rendesse às evidências e, afinal, aceitasse licitar concessões para tentar dinamizar investimentos na área de transporte.

    Não é verdade, portanto, que tudo vinha muito bem até 2010. Muitas das dificuldades que redundaram na crise atual provêm do governo anterior. E isso deveria atenuar a culpa que o PT tenta atribuir ao governo Dilma. Mas, é importante notar, em nada atenua a culpa que pode ser atribuída a Dilma Rousseff.

    Como esclareceu a presidente, na entrevista de 28/7 à “Folha de S.Paulo”, ela e Lula são “indissociáveis”. “Eu estou misturada com o governo dele total. Nós ficamos juntos todos os santos dias, do dia 21 de junho de 2005 [quando ela assumiu a Casa Civil] até ele sair do governo.”

    Não poderia ter sido mais clara.

    Rogério Furquim Werneck

  101. Pax said

    Voltei a viver sem internet em casa. A Vivo 3G parou de funcionar e o atendimento enlouquecedor diz que a culpa é minha.

    Esse Paulo Bernardo é um incompetente. Se é que nao tem coisa pior no meio. Que, infelizmente, é bem provável.

    Enviado via iPhone

  102. Zbigniew said

    Êita! É a turma do meio bilhão! Globo e tucanos, tudo a ver!

  103. Jose Mario HRP said

    Bem, agora parece que o reinado amarelo e azul em Sampa pode estar acabando!
    Ontem e hoje a tradicional radio Bandeirantes no seu famoso jornal da tosse, das 08 AM, abriu espaço avantajado para o escandalo Siemens/Covas/Alston/Serra/Alckimin!
    Comparando-o ao mensalão!
    Será que a batata assa desta vez?

  104. Elias said

    Deu na FSP:

    ************************************************************************

    “A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem lei que endurece as regras para punição de empresas envolvidas em atos contra a administração pública. O texto cria novos mecanismos de responsabilização de pessoas jurídicas, nas esferas civil e administrativa, mas não altera, contudo, a legislação criminal.

    As normas, já chamadas pelo governo de “lei anticorrupção”, também atingem empresas, fundações e associações estrangeiras.

    As companhias ficam passíveis de multas de até 20% de seu faturamento bruto (ou de até R$ 60 milhões, caso o faturamento não possa ser calculado), dependendo da gravidade e dos valores envolvidos nas infrações.

    A lei estabelece novos atos lesivos à administração pública, passíveis de punição direta da empresa, além das eventuais responsabilizações de seus dirigentes.

    Entre eles: oferecer vantagem indevida a funcionário público ou pessoas a ele relacionada, como parentes; uso de laranjas; e fraude em licitações, incluindo acordos prévios com concorrentes.

    A lei também cria o “acordo de leniência”, uma espécie de delação premiada a empresas que identificarem outros envolvidos nas ilegalidades e ajudarem no fornecimento de documentos que ajudem a acelerar a investigação.

    Caso cooperem, as empresas ficam livres da possibilidade de terem seus bens bloqueados ou mesmo de terem suas atividades suspensas. Além disso, a multa é reduzida em dois terços.

    A lei sancionada por Dilma cria, ainda, o Cadastro Nacional de Empresas Punidas, que dará publicidade às pessoas jurídicas enquadradas na lei.

    Atendendo recomendações da CGU, a presidente vetou três pontos do texto aprovado pelo Congresso depois de alterações de parlamentares.

    Todos os vetos evitam brechas para punições mais brandas a empresas envolvidas em irregularidades.

    O principal deles derruba um dispositivo que impedia a aplicação de multas acima do valor do serviço contratado. Assim, uma empresa poderia cometer série de irregularidades em um contrato de R$ 100 mil, e a multa não poderia exceder esse valor. Com a derrubada do veto, fica garantida a possibilidade de multa equivalente a 20% do faturamento bruto da empresa.

    A presidente também derrubou pontos que exigiam a comprovação de dolo da empresa, que é incoerente com o espírito de responsabilização objetiva da lei. Para comprovar o dolo, teria que ser provado a intenção de pessoa jurídica, o que é impossível.

    Outro ponto vetado possibilitava atenuar sanções contra a empresa, dependendo do grau de contribuição do servidor público para a fraude.”

    *********************************************************************

    Isso sim, um bom avanço!

    Vamos ver se essa lei realmente será aplicada ou se vai virar letra morta, como tantas outras.

    De qualquer modo, ainda ficaram devendo. No mínimo, essa lei deveria implicar uns dois ou três artigos no CPB…

    Se o servidor público corrupto, que recebe suborno, pode ser punido com cadeia, o marginal que paga esse suborno também deve ser passível da mesma punição.

    Afinal, trata-se de um crime só, lesivo ao erário. De um lado, alguém provoca danos ao erário, recebendo, em troca, o suborno; do outro lado, o pagador do suborno se beneficia com o próprio dano ao erário.

    Havendo dois partícipes do mesmo crime, não há por que só um deles ser responsabilizado na esfera penal.

  105. Jose Mario HRP said

    A Rede da Marina:
    Panaceia ou tudo igual?

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-08-03/rede-tenta-blindar-marina-apos-aliado-ser-envolvido-em-depredacao-do-itamaraty.html

  106. Zbigniew said

    Comparando-o ao mensalão?! Mas são muito caras-de-pau mesmo. Gostam de tratar as pessoas como idiotas.

  107. Zbigniew said

    Importante iniciativa da Dilma, Elias. Nem tanto pela esperança de sua efetiva aplicação pelos órgãos competentes (embora só por estar no ordenamento já é suficiente para, pelo menos, a ocorrência de uma decisão coerente) mas principalmente pelo simbolismo da iniciativa. Ótimo que isto tenha ocorrido no momento em que os tucanos se vêem às voltas com um escândalo dessa magnitude e mídia amiga se veja forçada a veicular as safadezas dos sócios.

  108. Patriarca da Paciência said

    Estou achando que agora a coisa vai:

    “Partido decide entregar os cargos na administração estadual e reafirmar seu apoio à candidatura do senador Lindbergh Farias.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/110504/PT-abandona-o-barco-de-Sergio-Cabral.htm.

    Espero que a “dissolução” aconteça de modo consensual, sem escândalos ou disparates.

    Depois de reduzir os juros, seria outro grande ato de coragem da presidente Dilma. Estou na maior torcida!

  109. Otto said

    Qual é mesmo o maior escândalo de corrupção da história?

    “Deu no jornal Estadão que no escândalo do propinão tucano no metrô, o dinheiro surrupiado dos cofres públicos através do superfaturamento chegou a R$ 1,925 bilhão (em valores atualizados), somando os rombos em São Paulo (governos Alckmin e Serra) e no Distrito Federal (governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda).”

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/08/propinao-tucano-no-metro-surrupiou-r-19.html

    QUASE DOIS B!!!

  110. Pax said

    Essa tal base aliada…

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,nove-partidos-deixam-nucleo-duro-do-governo-e-expoem-fragilidade-da-base,1060280,0.htm

    no fundo é aliada da boquinha, como todos sabemos faz muito tempo.

  111. Jose Mario HRP said

    Uma dica para todos, até mesmo para o Edu, que contrariado, exilou-se em Moçambique!
    KKKKKK….

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/08/quatro-funcoes-secretas-que-existem-em.html

  112. Jose Mario HRP said

    Logo logo em todos os cinemas da vida, o novo filme sobre São paulo:
    “Assalto ao trem do bom pagador”(Eu ,Tu, Ele(?), Nós, Vós, “eles” não!”)

  113. Jose Mario HRP said

    Um dia depois do outro……….

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/08/triste-fim-do-prevaricador.html

  114. Pax said

    Eita nóis… pelas asas do Turis-Justiça

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1321354-ministro-fez-164-viagens-com-verba-do-stj-sem-justificativa.shtml

  115. Pax said

    Aqui já falávamos do propinoduto tucano desde 2009…

    https://politicaetica.com/2009/10/13/alston-calcanhar-de-aquiles/

  116. Elias said

    Deu agora há pouco, no noticiário da ADVFN:

    “Um grupo de investidores minoritários da OGX Petróleo (OGXP3) está se preparando para processar Eike Batista por uso de informação privilegiada, após o controlador vender ações da companhia antes do anúncio da parada na produção de seus três poços, afirma reportagem do jornal Financial Times. O grupo, composto por aproximadamente 60 investidores, ainda pretende processar três ex-diretores independentes da companhia: os ex-ministros Pedro Malan, Rodolpho Tourinho Neto e Ellen Gracie.”

    Como pano de fundo pra mais essa embrulhada do Baby Batista:

    1 – A necessidade de uma reestruturação completa na Lei 6404 (a Lei das S/A).

    2 – A necessidade de uma reestruturação completa na regulamentação da CVM.

    O que o Eike fez foi aplicar o velho truque: (a) a companhia formula um novo “plano de negócios”; (b) o novo “plano de negócios”, na verdade, é o encolhimento da companhia, com a paralisação de unidades e projetos bichados; (b) não se torna pública a decisão de paralisar unidades e projetos bichados, mas que continuam sendo apresentados ao distinto público como empreendimentos absolutamente viáveis e altamento promissores (quando, na verdade, já bateram as botas há muito tempo); (c) amplia-se a venda de ações, sob a falsa expectativa de que a empresa caminha para a recuperação; (d) depois da venda de ações, coloca-se em andamento o verdadeiro “plano de negócios”, fechando as unidades e projetos xexelentos.

    É como vender apartamentos de um prédio, e, logo depois, anunciar que os alicerces desse prédio estão brocados, se desfazendo…

    São coisas assim que fazem do mercado acionário brasileiro essa esculhambada casa da noca…

    Qual o pequeno ou médio poupador que mete a cara nesse ninho de cobras?

    E, sem a grana do pequeno e médio poupador, o mercado acaba ficando muito menor do que poderia ser… O que faz com que a maioria das empresas dependa quase que exclusivamente do mercado financeiro: ou cavam um acesso a um desses balcões de compadre (tipo BNDES, FINOR, FINAM…), ou abrem as perninhas pro esquema lápide dos juros escorchantes.

    Botar a tranca na porta depois que o ladrão já tirou o que queria, nunca foi a melhor solução, né?

    Além do mais, processar Eike Batista, Pedro Malan, Rodolpho Tourinho e Ellen Gracie? Na Justiça brasileira?

    Então, tá…!

    Mais chance terá o Pindoba Roxo, um velho comediante anão que vi ontem, na rua, se desafiar toda a família Gracie pra porrada (Não a família Gracie da ex-ministra… Os Gracie da MMA…).

  117. Otto said

    Pro Edu (que deve estar nos acompanhando de Marte) e pra todos os interessados em política:

    http://www.tijolaco.com.br/index.php/mais-brucutus-tucanos-agora-na-economia/

  118. Otto said

    Pela segunda vez, a Ombudswoman da Folha, Suzana Singer, dá a este Tijolaço a honra de ser citado em sua coluna.
    A primeira vez foi quando revelamos a extensão criminosa do vazamento do Campo de Frade, provocada pela multinacional Chevron.
    A segunda, agora, quando diz que lançamos uma “palavra de ordem” na blogosfera:
    “O blog “Tijolaço” lançou outra frase de efeito para ser repassada pelos “guerrilheiros”: a Folha inventou a corrupção sem corruptor.”
    Lamentavelmente, é preciso fazer uma correção à diligente corregedora da Folha, ao mesmo tempo em que elogia sua atenção sobre o que se passa na blogosfera.
    O que escrevemos foi que a Folha inventou a corrupção sem CORRUPTO.
    Justamente pelo que a matéria faz, e ela reconhece, ao não mencionar que há beneficiários da jogada empresarial ao contratar com as administrações tucanas.
    Os corruptores estão lá, mencionados no texto: Siemens, Alstom, Bombardier, CAF… Estes, o jornal nominou sem outra prova que não a informação colhidas por seus repórteres, aliás profissionais que sei serem da maior competência.
    Quem não existe na matérias são os corruptos.
    O secretário de transportes de Covas, na reportagem, diz que não houve competitividade nas licitações.
    Eu, a Ombudswoman e qualquer jornalista sabe que um repórter, diante de uma declaração assim, continua a perguntar.
    Os repórteres da Folha certamente não pararam, mas matéria nem mesmo menciona a sua eventual recusa de apontar a razão daquela frase.
    Não vou fazer reparos à precipitação que ela vê na Istoé em apontar os dirigentes tucanos como os corruptos, embora o momentoso “domínio do fato”, em um negócio desta monta, deixe óbvio que não foram os canários ou os pintassilgos que ganharam dinheiro nisso. Aliás, quanto a estimar o valor, deveria ter criticado também o Estadão, que ontem estimou o rombo em R$ 577 milhões. Ou dez mensalões, se quisermos facilitar a métrica de corrupção tão ao gosto da Folha.
    Nem vou, porque seus repórteres sabem isso melhor do que eu, que há um sem número de pontas a serem puxadas nesta história, desde o incêndio criminoso de papéis do metrô até a insólita demissão do presidente brasileiro da Siemens, acusado publicamente de violações éticas e de ter uma conta em Luxemburgo, um paraíso fiscal.
    Fossem os adversários políticos da Folha os personagens desta história, haveria dezenas de matérias já, a essa altura.
    Como são tucanos, o jornal adota a “dupla cautela”, como diz em seu editorial de ontem:
    “Há que considerar a investigação com dupla cautela. Os detalhes ainda são nebulosos, mas o que transpirou até aqui indica um conluio entre fornecedores para repartir encomendas e elevar seus preços de 10% a 30%, sem provas de envolvimento das autoridades.”
    Perfeito, desde que isso fosse a prática da Folha para todos. E não é.
    Mas gostaria de pedir à diligente corregedora uma reflexão sobre as expressões que usa para falar dos leitores da Folha, a quem lhe compete defender.
    Chamá-los de guerrilheiros virtuais parece um menoscabo da sua condição de leitores, de pensantes e, em última análise – quando a imprensa passa a ser uma atividade comercial, onde a venda é o que importa – de clientes da empresa.
    Certamente não é essa a sua intenção, até porque o espaço de sua coluna é um dos poucos em que se coloca algum reparo na parcialidade do jornal, embora com as limitações de, digamos, uma “auditoria interna”.
    A nós, blogueiros, não ofende, porém. O jornal já fez pior, quando chamava de facínoras os opositores do regime ao qual emprestava suas peruas para conduzi-los ao cárcere, à tortura e, por vezes, à morte. bacuriA reprodução aí ao lado mostra o militante Eduardo Collen Leite, conhecido como Bacuri, assassinado em dezembro de 1970, numa farsa que o jornal legitimou. Aliás, registre-se que confessadamente, quando narra ter entregue a redação da Folha da Tarde a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais).
    De certa forma, até, a condição de guerrilheiros nos orgulha, porque acabamos, com nossa ação, forçando jornais como a Folha a cumprir, mesmo a contragosto, a sua obrigação de publicar fatos.
    Ou não foi assim que o jornal da Barão de Limeira dignou-se a noticiar o fato de que a Globo foi autuada por sonegar milhões em impostos na compra de direitos de transmissão da Copa e, depois, o fato de que houve a condenação criminal da ex-servidora da Receita que surrupiou o processo onde se cobrava esta sonegação?
    E, também, porque ao acusar-nos de “guerrilheiros cibernéticos” também admite, implicitamente, que há uma opressão a ser combatida.
    Aquela que grita diante de suspeitas e silencia diante de evidências, dependendo de que é o personagem.

    http://www.tijolaco.com.br/index.php/do-tijolaco-a-ombuswoman-da-folha-e-corrupcao-sem-corrupto/

  119. Pax said

    Se vocês não assistiram a entrevista da Mídia Ninja no RodaViva de hoje, aconselho.

    Mesmo porque acho que o Roda Viva vai virar Roda Morta com o Augusto Nunes no comando.

  120. Pax said

    Jilmar Tatto tem cara de burro, orelha de burro, nariz de burro, olhos de burro e cérebro de burro.

    Conseguiu ferrar ainda mais o trânsito de SP decretando o fim dos engarrafamentos por decreto.

  121. Pax said

    Pra quem não viu o Roda Viva, aqui vai.

    http://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M

  122. Jose Mario HRP said

    Que bonitinho!
    O Serra/Alckimin/GhostCovas não sabiam da grande truta dostrens/Netros!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    São vítimas, foram enganadinhos!
    As Ilhas Caymans que o digam!!!!!!!!!!

  123. Jose Mario HRP said

    Pouca vergonha a la SP!
    Folha retorce as palavras para mitigar a roubalheira e seus comandantes do governo de São Paulo!

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_manchete_diversionista

  124. Jose Mario HRP said

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1322080-justica-nega-acesso-a-investigacao-sobre-cartel-para-o-governo-de-sp.shtml

    Governo de São Paulo entrando em desespero!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    KKKKKKKK…..

  125. Jose Mario HRP said

    Os tucanos estão ó……

    lhttp://4.bp.blogspot.com/-t4pgf-3rtYA/Uf6JXb2tOwI/AAAAAAABC0k/AwdBKvzKIKc/s400/fhc-toptop%5B1%5D.gif

  126. Pax said

    o único discurso tucano nestes últimos 10 anos foi sobre a corrupção do PT

    em 2014 vão ter que achar alguma coisa diferente

    talvez falar de jogo de bola de gude

    de outro lado, isso aqui é assustador

    http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2013/08/06/sp-pms-sao-executados-e-a-policia-prende-grupo-de-exterminio-da-pm/

  127. Jose Mario HRP said

    JB vai ter que aguentar essa também, provavelmente calado!
    JB é como era Zé Dirceu……Uma arrogância sem fim!

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1322271-magistrados-farao-consulta-ao-cnj-para-constranger-barbosa.shtml

  128. Pedro said

    Lendo o caso Siemens/Metrô em São Paulo, quando se fala de formação de cartel, cabe a pergunta: Qual a fronteira entre formação de quadrilha e de cartel?

  129. Zbigniew said

    Excelente a entrevista com os dois representantes do Mídia Ninja. No meio de medalhões se saíram muito bem.
    O melhor de tudo foi no finalzinho quando colocaram o Augusto Nunes e a Suzana Singer no bolso. Não tem preço.
    Percebemos o quanto a mídia tradicional distanciou-se da nova realidade.
    Muito bom.

  130. Pax said

    nem toda quadrilha faz parte de um cartel, mas acho que todo cartel tem suas quadrilhas organizadas, caro Pedro.

  131. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Mas o Augusto Nunes não estava no Roda Viva de ontem. Não entendi.

  132. Zbigniew said

    Tens razão, Pax. Foi o Mário Sérgio Conti.

  133. Pax said

    Pedro Doria explicando a compra/venda do Washington Post.

    http://oglobo.globo.com/tecnologia/a-historia-se-repete-no-post-9367876

    Não concordo muito com o artigo. O modelo da velha mídia é fadado à morte. O que virá não se sabe. A Mídia Ninja ensaia uma das possibilidades.

  134. Zbigniew said

    A entrevista do Roda Viva com o Mídia Ninja foi uma grata surpresa. Principalmente por revelar uma nova postura diante da velha mentalidade, ali representada pelos jornalistas da imprensa tradicional, exceção do velho e bom Dines, mais objetivo e preocupado com as verdadeiras mudanças na forma de fazer jornalismo apresentada pelos entrevistados.

    É aquilo que dizia ao Elias, as redes sociais podem não ser a panaceia para os problemas da nossa sociedade, mas já estão iniciando um processo de mudança que deixará a todos perplexos, como deixou os entrevistadores do Roda Viva. A Singer ficou bastante atordoada com a resposta do Pablo Capilé e o Conti teve o seu argumento totalmente destruído pelas considerações do Bruno Torturra que emplacou o episódio da demissão do Heródoto Barbeiro da TV Cultura, quando o antigo defendia que a mídia tradicional costuma dar voz a todas as correntes de pensamento, misturando concessão pública com empresas de origem privada.

    Foi aí que o Capilé apresentou aquilo que considero o ponto de ruptura, o que separa o velho do novo. A questão do mosaico de parcialidades que deve ser apresentado pela nova mídia, em resposta aos anseios de um público que já não admite um filtro que traga uma informação decupada (nas suas próprias palavras). P2P!! Opina-se e recebe a informação. A partir daí é que o público escolhe qual a parcialidade que melhor atende a seus anseios, às suas crenças e convicções. Sagaz!

  135. Pax said

    Boa análise, caro Zbigniew.

    O que está por vir assusta quem vive de um status quo que tem medo de mudar. Seja na pol;itica como no jornalismo, na medicina, na agricultura, na engenharia etc.

    As pessoas se apegam às suas zonas de conforto.

  136. Pax said

    Olha a ideia que o cara dá…

    Só podia ser ele.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1322711-serra-defende-candidatura-de-joaquim-barbosa-ao-planalto.shtml

  137. Elias said

    Jose Mario HRP,

    Nem um magistrado, nem qualquer servidor público, pode ser diretor de empresa.

    Assim como nenhum servidor público, muito menos um magistrado, pode registrar empresa em seu nome, usando o endereço do órgão em que trabalha como se de sua empresa fosse.

    A lei é tão clara a esse respeito, que ninguém precisa ser advogado ou juiz, pra saber disso.

    O fato do Joaquim Barbosa se enquadrar nas duas situações, é mais uma clara demonstração do seu despreparo e de sua inadequação para o alto cargo que ocupa.

    É, também, mais uma evidência da situação de decadência em que se encontra o aparelho Judiciário brasileiro.

    Por fim, é um veemente apelo que o Brasil está fazendo a si mesmo, no sentido de que a reforma do Judiciário seja feita, com máxima urgência…

  138. Pax said

    Olha, caro Elias, Reforma do Judiciário já começo a achar que é papo de séculos passados.

    Sinceramente não vai ter nunca essa reforma.

    Dentro do meu amadorismo acho que reformas são essas que vimos no Movimento Passe Livre, com essa rapaziada do Midia Ninja, dos Occupyes etc. Coisa que não vai ser rápida.

    Essa turma mofada da política nacional vai continuar suas barbaridades por um tempo, mas algumas surpresas vão acontecer pelo caminho. Acho eu.

  139. Jose Mario HRP said

    Joaquim Barbosa tripudia sobre suas trutas em Miami, chamando de politiqueiros aqueles que exigem sua punição!
    Nosso país , com esse maluco na presidencia do STF, não passa de um grande LIXO!
    As hienas governam melhor, e a certeza de impunidade do JB é a mostra de o que aconteceu no mensalão!

  140. Elias said

    No próprio “Globo Tecnologia”:

    “Os jornais americanos têm sido avaliados em 3,5 a 4,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), de acordo com Reed Phillips, sócio do banco de investimentos em mídia DeSilva e Phillips.”

    “O analista da Morningstar Liang Feng estimou que a divisão de jornal do Washington Post tenha apresentado um Ebitda de US$ 15 milhões no ano passado…” (2012).

    “Com base nessas estimativas, Bezos pagou cerca de 17 vezes o Ebitda de 2012…” (J. Bezos terá pago US$ 250 milhões pelo Post, cujo valor, a julgar pelo que diz a DeSilva & Phillips, não chegaria a US$ 75 milhões).

    Valor de mercado de 3,5 a 4,5 vezes o Ebitda é um treco de arrepiar qualquer brasileiro!

    ****

    Claro que, nos próximos anos, a imprensa continuará a ser totalmente redesenhada. O processo já está em curso há muito tempo, e, a bem da verdade, ninguém parece ter a menor idéia no que isso vai dar.

    Uma coisa é certa: as redes sociais, os blogs, etc., terão enorme influência no que será a imprensa, no futuro, mas… menos, né?

    As redes sociais, os blogs, etc., atuam num nicho, dentro do universo da comunicação… O nicho opinativo.

    Mas, pra desempenhar seu papel, e pra fazer funcionar o negócio, um órgão de comunicação necessita ir muito além disso… Aliás, pra fazer algum sentido, o próprio nicho opinativo precisa do nicho informativo…

    Sempre achei que, no redesenho da imprensa, teriam mais chance os grupos integrados — TV/rádio/jornal. É que a internet integra tudo: informação escrita, falada e por imagem. Quem opera um sistema integrado, acho, tem mais flexibilidade pra diluir o custo da manutenção de equipes de profissionais bem pagos em várias partes do mundo, ao mesmo tempo.

    Por isso, sempre achei estranho que alguns jornais americanos conseguissem sobreviver, sendo apenas — ou principalmente — jornais (como o Post), nestes tempos difíceis de transição, e no meio de uma crise econômica que atravanca o caminho de todo mundo há mais de 5 anos, e que torna a transição terrivelmente mais difícil.

    Agora, com empresários da web comprando jornais (a mesma coisa está acontecendo na Inglaterra, Alemanha, Holanda, etc), a coisa começa a fazer sentido…

    Lá na frente, esses empresários provavelmente vão engolir a redes de TV e rádio… Ou ser engolidos por elas…

    De qualquer maneira, parece a desconcentração econômica dos primeiros tempos da Web também agora é coisa do passado. Daqui pra frente a lógica será a fusão ou a incorporação. Estamos ingressando num novo período de gigantismo, outra vez…

    De qualquer maneira, agora o processo começa a tomar um rumo inteligível, no mundo que conta.

    Aqui, provavelmente, o jogo vai ser muito mais embolado…

  141. Elias said

    Serra defende a candidatura de Joaquim Barbosa?

    Na cúpula do PT, aproximadamente 195 em cada 5, também defenderiam publicamente, se pudessem…

    Aliás, creio que, no Judiciário, 45 juízes em cada 2, de igual modo adorariam se Barbosa deixasse o STF para se candidatar a presidente do Brasil, ou prefeito de Itaquaquecetitumbatininga de Mato Dentro ou governador de Garrotal de Mierda. Pra eles, qualquer coisa serve, desde que o vasto e vistoso bode seja retirado da sala de visita…

    Claro que Barbosa não fará isso.

    Ele sabe que, se sair da sombra do guarda chuva do STF, ele será transformado no protozoário que infesta o intestino da mosca que sobrevoa o cocô do cavalo do bandido morto…

    Isso antes que ele consiga dizer 10 vezes, rapidamente, sem se atrapalhar: “Quando eu disser — fala, arara loura! — a arara loura falará.”

  142. Jose Mario HRP said

    Voce conhece o gigantesco condominio fechado de Riviera de São Lourenço, na praia de São Lourenço, Bertioga, litoral norte do estado de São Paulo?
    Bem, lá está, no luxuoso local, que tem shoppings, vilas de casarões e mansões, com sofisticado sistema de esgoto, visando não poluir a linda praia, segurança fortissima, a mansão do Mario Covas, uma das inúmeras propriedades deixadas por ele as herdeiros!
    Detalhe, até 85, Covas era um politico cassado!

    Será que tem Alston e Siemens aí?
    KKKKKKKKKKKK………

  143. Patriarca da Paciência said

    “Membros da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) vão questionar ao Conselho se um juiz pode ser diretor de empresa no exterior e usá-la para comprar um imóvel, no intuito de constranger presidente do STF. ‘Magistrado não pode ser diretor de empresa, e um ministro do STF é um magistrado’, afirma Nino Toldo.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/110734/Ju%C3%ADzes-levam-caso-do-ap%C3%AA-de-Barbosa-em-Miami-ao-CNJ.htm

    Elias, eu também não acredito que o Barbosa se torne candidato. Como já antecipou o próprio Serra, difícil é encontrar alguém que “embarque” na candidatura dele, com o “terrível faro político” do Barbosão.

    O homem arrumou briga com as três classes de juízes, ou seja, federais, estaduais e trabalhistas!

    Eu, desde o começo dessa história toda, sempre falei que seria uma total tragédia uma coletiva do Barbosão com repórteres provocativos. Imagina alguém perguntando ao Barbosão “se é verdade que o senhor aplicava “corretivos” na sua ex-esposa?

    Barbosão é tão antipático quanto o Serra elevado ao quadrado.

    Mas eu também não acredito que 90% dos juízes brasileiros, que antipatizam com o Barbosão, vão dar vida fácil para ele.

    Acho que os parafusos vão apertar cada vez mais, como a notícia acima.

  144. Jose Mario HRP said

    Afinal, vendeu ou não vendeu?

    http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/presidente-do-tse-diz-desconhecer-repasse-de-dados-de-eleitores-%c3%a0-serasa

  145. Pax said

    Estes caras assustam o velho que tem medo de perder sua zona de conforto.

    …..https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=M4VmRH55JMo

  146. Pax said

    José Serra fazendo o que faz de melhor: detonando o PSDB

    http://g1.globo.com/platb/cristianalobo/2013/08/07/decisao-e-enigma/

  147. Pax said

    Mais José Serra, agora com indícios fortes de seu envolvimento no cartel.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1323289-executivo-afirma-que-serra-sugeriu-acordo-em-licitacao.shtml

  148. Jose Mario HRP said

    Já colocaram o Serra na mesa de centro da sala!
    KKKKKKKK…..
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1323289-executivo-afirma-que-serra-sugeriu-acordo-em-licitacao.shtml

  149. Jose Mario HRP said

    Contribua para que se resolva esse caso, repassando a outros blogs:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/dce-da-unifesp-quer-saber-quem-matou-o-ricardo.html

  150. Patriarca da Paciência said

    “A sétima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que o país deve produzir 187,9 milhões de toneladas este ano, volume que representa um crescimento de 16,1% em relação às 161,9 milhões de toneladas obtidas em 2012. A previsão de julho também é 1,2% superior à estimativa do mês anterior, de 185,7 milhões de toneladas.”

    http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/08/safra-de-graos-deve-ser-161-maior-que-de-2012-preve-ibge.html

    E a famigerada “crise brasileira”, como é que fica?

    Assim não pode, assim não dar ?

  151. Jose Mario HRP said

    Tá esquentando!

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/08/08/caso-alstom-pf-ve-pagamentos-de-propina-e-indicia-10.htm

  152. Elias said

    Jose Mario HRP
    Sinceramente, não consigo pensar no Covas como um político desonesto.

    Eu estive em algumas reuniões com poucas pessoas, das quais ele participou, quando a redemocratização engatinhava.

    Covas era sincero, à beira da rispidez. Na verdade, tinha o pavio curto. Não fazia esse jogo remelento “duas caras”, típico do político brasileiro (de direita, centro e esquerda). Era transperente. Dizia o que pensava. Gostei dele, de cara! E continuei a gostar quando PSDB e PT, de aliados que sempre foram, se converteram em adversários figadais.

    Mais à frente, já no fim da vida, Covas apoiou a candidatura de Marta à Prefeitura de São Paulo, arguindo coerência política: quase toda a carreira política dele foi feita combatendo Maluf e/ou o que este representa(va). Por isso, achou que não tinha como se declarar neutro, naquela disputa.

    Covas fez isso poucos dias depois de ter sido covardemente agredido por uns marginais que, infelizmente, militam (ou militavam,à época), no PT. A meu ver, naquele momento, quase à beira da morte, Covas conseguiu demonstrar que era ainda maior do que sempre parecera… Em nenhum momento ele cedeu à tentação — se é que a tentação existiu — de se rebaixar ao nível de seus agressores (a tentação pode não ter existido, mas o que não faltou foi pressão tucana para que Covas NÃO apoiasse Marta…).

    Se ficar provado, agora, que Covas teve algum envolvimento pessoal, com qualquer esquema desonesto, isso, pra mim, será motivo de uma grande tristeza… E de uma grande decepção.

    Patriarca,
    E tem a da Petrobrás!

    Só neste ano, o Petrossauro superou três vezes o próprio recorde de produção!

    E o Chester torrou as ações dele… Tsk, tsk…

    Será que ele aplicou nas Xx? Se foi isso o que ele fez, tá explicado porque ficou sem tempo de deixar seus “ctrl C/ctrl V” por aqui…

    Deve estar correndo atrás…

  153. Pax said

    Caro Elias,

    creio que você ficará triste e decepcionado, assim como muitos ficaram com o PT de hoje

    procure saber sobre a Tejofran, pra começar

  154. Jose Mario HRP said

    lias, lamento, mas Não ponho fé em n inguém do PSDB, e por ser santista sou mais um dos que ouvem há muitos anos coisas e loisas sobre a “famiglia” Covas.
    O tempo, ou o absolvera ou mostrará quem é quem.

  155. Jose Mario HRP said

    Ivo Cassol condenado no STF, porque?
    Porque seus assessores praticaram crime!
    Ele, nada de provas!
    Mas…..impressionante, diferente do mensalão , os srs. ministros “deram” o direito ao congresso de tirar ou não os mandatos do condenado Cassol!
    Não é do PT, então pode?
    KKKKKK….
    Esse “Supremo” é mesmo “surpreendente”!!!!!

    Frase da Semana:
    Não dou explicações a ninguém!
    Um doce gostoso para quem adivinhar quem disse!

  156. Otto said

    A coisa está cada vez mais feia no ninho tucano. Até as penas de FHC correm o risco de saírem chamuscadas:

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/111101/Piv%C3%B4-do-caso-Siemens-pode-explicar-reelei%C3%A7%C3%A3o-de-FHC.htm

  157. Jose Mario HRP said

    Pax e colegas, deem uma lida:

    CÁRMEN LÚCIA TINHA “DOMÍNIO DO FATO” NO TSE?
    :
    Ministra do STJ Nancy Andrighi rebate acusação de ser a responsável pela decisão que liberou dados dos eleitores para a Serasa e culpa a presidente do tribunal pelo episódio. Declaração foi confirmada pela corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, que disse que a Presidência da corte tinha ciência do repasse de informações pessoais de 141 milhões de eleitores à empresa privada

    9 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 06:37

    247 – A versão da ministra do STF Cármen Lúcia, de que não estava ciente sobre o acordo firmado entre o TSE e a Serasa, foi confrontada pela ministra do STJ Nancy Andrighi. Ela encaminhou ontem ofício a todos os ministros do Tribunal Superior Eleitoral para rebater acusação de ser a responsável pela decisão que liberou dados dos eleitores para a empresa de proteção ao crédito. Indiretamente, culpa a presidente do tribunal, Cármen Lúcia, pelo episódio.

    No texto (leia abaixo na íntegra), Nancy diz que parecer dado por ela, quando na corregedoria-geral, “se limitou a uma estudo quanto à viabilidade legal do pedido” e que adotá-lo ou não era “atribuição exclusiva da presidência”. “Infere-se a existência, no mínimo, de falha de comunicação entre o diretor-geral e a presidente”.

    A declaração foi confirmada pela corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Laurita Vaz, que disse nesta quinta-feira, 8, que a Presidência da corte, ocupada pela ministra Cármen Lúcia, tinha ciência do repasse de informações pessoais de 141 milhões de eleitores à empresa privada que gerencia os dados sobe a situação de crédito dos consumidores do País.

    Pelos termos do documento assinado pelo TSE e Serasa, o tribunal passaria os dados à empresa em troca de certificados digitais, que são uma espécie de CPF eletrônico que permite acesso a processos judiciais.

    “A Diretoria-Geral, diretamente subordinada à Presidência desta corte, é o órgão administrativo responsável pela formalização de acordos”, afirmou Laurita no despacho de ontem. “Depois de obter decisão favorável da então corregedora-geral (Nancy Andrighi), minha antecessora, o sr. diretor-geral efetivou a cooperação técnica com a referida empresa, em vigor desde 23/7/2013.”

    Veja abaixo a íntegra da nota divulgada por Nancy Andrighi:

    “Tornou-se público, no dia 23 de julho último, o Acordo de Cooperação Técnica entre o Tribunal Superior Eleitoral – TSE e a SERASA S/A, que atingiu grande repercussão social, sendo objeto de inúmeras manifestações de Órgãos de Imprensa e autoridades – inclusive alguns magistrados do TSE –, quanto à sua legalidade e conveniência, que vincularam, indevidamente, a celebração desse acordo à minha atuação como Corregedora-Geral.

    Cabe então esclarecer, para a perfeita configuração das responsabilidades na questão, que o pedido formulado pela SERASA S/A, de acesso aos documentos, foi a mim submetido, na condição de Corregedora-Geral da Justiça Eleitoral, tão somente para avaliação de sua adequação técnica, às possibilidades de acessos e compartilhamento de dados já definidos pelo pleno do TSE, por meio da Resolução 21.538/2003.

    Assim, tanto em 30/06/2011 – quando analisei e apontei a inviabilidade do primeiro pedido formulado pela SERASA S/A de compartilhamento de dados –, quanto em 25 de outubro de 2012, quando verifiquei a adequação de novo pedido àquela Resolução, não determinei a celebração de convênio ou acordo, mas apenas avaliei sua possibilidade legal, sob a ótica dos limites firmados pelo próprio TSE, em 2003.

    Cito o teor do que decidi:
    “dado o exposto, considerando os termos da pretensão firmada pela requerente e os permissivos legais, entendo que não existe óbice ao fornecimento de relação contendo o nome do eleitor, número de inscrição e informações a respeito de óbitos, desde que sem ônus para a Justiça Eleitoral.

    Reitero, portanto, os fundamentos assentados na decisão por mim proferida relativamente ao documento de protocolo 14.016/2011-TSE, de interesse da mesma peticionária, sem prejuízo da realização de procedimento inverso, qual seja, cruzamento de dados previamente fornecidos pela interessada como o cadastro eleitoral e retorno das informações sobre eventual óbito do titular e registro de CPF.

    Forte nessas razões, remeta-se o expediente à Diretoria-geral, para os encaminhamentos devidos.”. (sem grifos no original).
    Como se vê, o parecer considerou legal o compartilhamento, apenas e tão somente, do nome e do número de inscrição dos eleitores. Já o número do CPF e óbitos seriam objeto de procedimento inverso, vale dizer: mediante prévia consulta, o TSE se limitaria a confirmar a veracidade dos dados, sem no entanto, corrigir eventuais inconsistências.

    A conveniência quanto à celebração de acordos de cooperação técnica é competência exclusiva da Presidência do TSE, por meio de procedimentos administrativos por ela fixados, enfeixando-se, nessa competência, inclusive, a possibilidade de consulta ao Pleno do TSE.

    Destaco, também, que as tratativas necessárias à implementação desse acordo foram todas realizadas sem minha participação ou mesmo consulta quanto ao seu alcance. E, quanto a esse, releva evidenciar que extrapolou os limites da opinião legal fixada em minha manifestação, porquanto o acordo firmado permite a validação de nome da mãe do eleitor e data de nascimento, matérias não tratadas em minha avaliação técnica, bem como não sujeitando ao procedimento inverso de validação, as informações sobre óbitos.
    Como magistrada, por quase quarenta anos, cumpro, então, o dever de informar ao povo, a verdade real dos procedimentos judiciais que deram ensejo à celebração desse acordo de cooperação técnica.

    Nancy Andrighi
    Ministra do Superior Tribunal de Justiça – STJ e ex-Corregedora-Geral da Justiça Eleitoral”

  158. Elias said

    José Mário,
    Em dois comentários teus, mais duas razões monumentais para que o Judiciário brasileiro seja reestruturado… Do teto ao subsolo!

    Do jeito que as coisas estão, os juízes brasileiros — em todas as instâncias! — são uma gravíssima ameaça, a eles mesmos, à instituição da qual fazem parte e ao país.

    Uma tentação para aventureiros de plantão — direitopatas hidrófobos ou esquerdossaurus thyranus — meterem os pés pelas mãos, sob a alegação de que é necessário arrumar o desarrumado.

    E lá voltaremos nós, a viver naquela modalidade de vida dita dura…

  159. Pax said

    Consegui concordar com nosso caro e dileto Elias.

    Reforma no Judiciário, já!

    Talvez seja menos utópico que pensar na Reforma Política que, pelo andar da carruagem, não vai sair. Pior ainda, se sair uma reforma com essa turma que hoje habita a casa de meretrício, pode ser que fique ainda pior.

    Juro, acabo de pensar nessa proposta: e se, ao invés de ficarmos discutindo reforma política, discutíssimos a reforma do Judiciário?

    Temos um modelo que funciona mal, que cria foro privilegiado, que não pune etc etc. Mudaremos para um modelo melhor? Ninguém tem essa certeza.

    E se nosso modelo passasse, realmente, a punir os descaminhos? E se desengavetassem todos os processos, julgassem e condenassem, caso as provas fossem suficientes e inequívocas?

    Não mudaria um bocado?

    Quem sabe a josta não passasse a funcionar?

    Boa, caro Elias.

  160. Zbigniew said

    Bem off topic.

    Que o PT no governo foi pro centro, isso já foi aqui constatado em diversas discussões, inclusive da necessidade desta postura para a conquista e manutenção do poder.

    Entretanto o partido, enquanto no governo, conseguiu manter uma certa ideologia de esquerda, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de políticas públicas na área social, além de uma mudança na política externa que deixou muitos descontentes, principalmente os que sempre se alinharam a um Itamaraty mais político e propenso a não melindrar os países europeus e os EUA, embora procurando sempre resguardar os princípios constitucionais que regem as relações externas do Brasil, isto é fato.

    Observamos que, no que se refere a esses aspectos, tivemos a questão iraniana (e aqui não entro no mérito de se certa ou não), o descarte da ALCA e o fortalecimento do MERCOSUL e UNASUL, bem como do G20, além do arranjo dos BRICs e a liderança na OMC. Ou seja, o Brasil passou a buscar uma postura nas relações internacionais mais proativa e bem mais afeita aos seus interesses como uma potência regional, e não mais como um eterno observador isento, o que só serviria para qualificá-lo como um possível mediador de conflitos, do que mesmo um líder ou co-líder de um bloco de nações.

    Aí temos, agora, a questão da base de lançamentos de Alcântara no Maranhão. Há um interesse dos EUA em alugá-la para lançamento de satélites. O Brasil que, em tese, deveria ser um adversário direto dos americanos nesta indústria, já que detém uma vantagem comparativa que baratearia seus lançamentos em até 30% em relação a países como Rússia, China, França e os próprios EUA, em virtude da proximidade com a linha do Equador, vai alugar essa vantagem? E o PT, bem como a presidente Dilma vai aceitar essa proposta, tendo em vista a próxima viagem ao país do norte? Espero que seja uma mera especulação pois não traria qualquer benefício ao país, já que nem se poderia falar em transferência de tecnologia nessa área, principalmente de uma nação que busca sempre impedir que outras nações se desenvolvam nessa seara.

  161. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não consigo concordar com a visão que o Brasil tenha investido corretamente no sentido de ser um lider ou co-líder de um bloco de nações.

    O Mercosul não está fortalecido. Muito ao contrário. Está enfraquecido. Outro ponto que tendo a discordar.

  162. Elias said

    O Mercosul só poderia estar enfraquecido.

    As principais economias que dele fazem parte estão dando nó em trilho e escondendo as pontas pra se segurarem. Logo…

    O Brasil, principal pilar do Mercosul, em termos de mercado externo, está muito mais ligado à China do que a qualquer outro país sul americano.

    E, nas circunstâncias atuais, não dá nem pra sonhar com outra coisa.

    Com a economia brasileira deslanchando, é possível prestar maior ajuda aos vizinhos menores. Aí são só flores no Mercosul. Agora, quando sua própria economia começa a tremelicar, o Brasil naturalmente passa a ter outras prioridades.

    E, Zbigniew, não creio que o Brasil deva competir com os EUA no campo aeroespacial.

    Temos coisas muito mais urgentes a fazer.

    Algum investimento nessa área sempre será necessário, num país do tamanho do nosso (em termos territoriais e econômicos), por causa das comunicações, da agricultura etc.

    Mas exatamente por isso, os investimentos brasileiros na área aeroespacial devem ter finalidade utilitária. Algo a ser feito pra dar retorno imediato a esse ou aquele setor da economia. E, de preferência, esses investimentos devem ser consorciados com outros países, com os quais o Brasil mantenha um mínimo de confluência de interesse.

    Caso contrário, nem pensar!

    Não tenho a menor simpatia pelo programa de investimento aeroespacial da ditadura militar, p.ex., que só servia pra dar emprego bem remunerado a uns e outros apadrinhados — civis e, principalmente, militares.

    São conhecidas as gozações que então se fazia, a respeito dos “lançamentos” brasileiros feitos em Alcântara, na época da ditadura: “A NAVE ESPACIAL BRASILEIRA — SACY PERERÊ I — POUSARÁ NUM OCEANO, PROVAVELMENTE O ATLÂNTICO, ENTRE QUINTA E DOMINGO, SE NÃO CHOVER…”.

    E daí pra baixo…

    A meu pensar, é mal menor que se alugue aquela josta, em Alcântara. Pelo menos vai gerar alguma receita, em vez de só dar (muita) despesa…

  163. Zbigniew said

    Pax. É diferente.
    O Mercosul foi “reforçado” pelo governo petista. Se está em crise é outra história.
    O que vale é a idéia das relações sul-sul como uma nova e importante possibilidade num mundo em que a multipolaridade será a tônica, não querendo diminuir o papel dos EUA, que continuarão a ser militar e economicamente fortes por muito tempo, além da Europa, mas com novos e bem-vindos atores, como os BRICS, o G20, e por aí vai.

    Elias, estou surpreso com essa sua postura quanto ao programa espacial brasileiro. É uma importante indústria, ponta de ponta, e que, em conjunto com outros países como a Ucrânia, pode trazer grandes avanços, não só na iniciativa privada, mas, inclusive e principalmente na academia. Não podemos e não devemos abrir mão de nossa vantagem comparativa. Os EUA querem usar a base? Só em parceria, e de preferência num projeto conjunto. Mas, é óbvio que eles não vão criar cobra pra morder o calcanhar. Pergunta por que eles não usam o Kazaquistão ou a Guiana nesses termos. Porque França e Rússia não deixam, exceto em casos de parceria. A China, a Índia e, por óbvio, a Rússia, investem maciçamente em programas espaciais. Por que o Brasil não? Temos capacidade total para isso. E, para mim, é um setor estratégico. Se tivéssemos uma indústria aero-espacial razoavelmente desenvolvidas não estaríamos na dependência dos outros para a produção de satélites, inclusive militares, e nem sob o manto da espionagem dos EUA, como recentemente revelado pelo Snowden. O Brasil não pode cair nessa esparrela.

  164. Zbigniew said

    Precisamos acreditar no Brasil.

    O aeromóvel, projeto desenvolvido por um brasileiro, foi inaugurado em Porto Alegre, ligando o aeroporto à estação do metrô. Já tinha sido implantado em Jacarta, na Indonésia, e agora algumas outras cidades brasileiras têm interesse no projeto. Iniciativas como essa são importantes para começarmos a mudar a lógica e a cultura da mobilidade urbana no país. A tecnologia é 100% nacional.

  165. Elias said

    Zbigniew,
    Tomei conhecimento desse VLT gaúcho em 2002.

    Pelo que vi dele, foi concebido pra complementar sistemas de transporte público do tipo “tronco-alimentador”. Os troncais são feitos por metrô, ou, em alguns casos, por ônibus biarticulados, trafegando em calhas exclusivas (tipo BRTs), ficando os VLTs responsáveis pelas linhas alimentadoras (uma espécie de “transporte de vizinhança”).

    Isso barateia a passagem e reduz a quantidade de ônibus nas ruas. Os ônibus são os maiores responsáveis pelo atravancamento das vias públicas. Em boa parte do dia, trafegam praticamente vazios, porém ocupando espaço e gerando custo de combustível, depreciação, mão-de-obra, etc. (custo sem receita que, evidentemente, é incorporado ao preço da passagem). Em suma: ônibus é coisa do passado. Está para o transporte público assim como a carroça está para o automóvel…

    Com uma boa estrutura de VLT, os ônibus passam para o terceiro nível do sistema, apenas para garantir a capilaridade (mesmo assim, com perspectiva de substituição futura, pelo VLT).

    Infelizmente, pode ser que isso demore a emplacar neste país tropical… As empresas de ônibus, por motivos óbvios, não tem muito interesse nisso…

    De qualquer modo, isso sim, é pesquisa aplicada de interesse para o país!

    Talvez por ter visto Alcântara muito de perto, não levo fé naquele elefante branco.

    Com Alcântara ou sem Alcântara, os EUA sempre estiveram anos-luz à frente do Brasil em engenharia aeroespacial. Não creio que seja uma boa o Brasil competir com os EUA nesse campo. Isso seria o mesmo que colocar a valorosa equipe do Travancão das Brenhas Futebol Clube, pra disputar o campeonato nacional.

    A prioridade do Brasil deve ser a de fazer com que o povo fique rico. Pra isso, é necessário encarar os problemas da educação, da saúde, da habitação, do transporte público de grandes massas, do emprego, etc.

    Se o povo enriquecer, o país também se tornará rico e forte.

    E, nem tenha dúvida, Zbigniew: as armas, os mísseis, as naves espaciais e o escambal a quatro, acabam, sempre, nas mãos de quem tem dinheiro.

    Sempre!

  166. Zbigniew said

    Elias,
    informação e dinheiro, eu complementaria.

    Sim, os EUA estão anos-luz à nossa frente, mas, e daí? A indústria espacial foi importante para a inovação tecnológica que vai dos microprocessadores aos aparelhos sem fio, da biotecnologia aos semicondutores. Por que o Brasil não pode entrar nesta seara? Fabricar seus próprios satélites e enviar outros, de outros países, colocando-os em órbita. Por que não?
    O que tem isso a ver com enriquecer primeiro o seu povo? Pelo contrário, uma coisa não impede a outra. Eu diria que estimula a outra.

    Precisamos parar de nos olharmos como impedidos de desenvolver determinadas tecnologias como se fossem nichos exclusivos de países por estarem à nossa frente ou terem alcançado a excelência dos seus produtos nestas áreas.

    Quanto a Alcântara, se teve erros e percalços deveria se corrigir sua estratégia, com pessoas que realmente queiram investir e produzir ciência pura e de ponta, aplicada ao mercado de satélites e às outras áreas, tão vastas suas aplicações. Deixemos os americanos com seus avanços, e, se pudermos fazer parcerias, ótimo. Senão, procuremos outros parceiros. Agora, entregar de mão beijada por alguns milhões para eles ganharem bilhões, é até um contrassenso, afora a perda de oportunidades de desenvolver novas tecnologias, formar cientistas, fomentar empresas e empregos nesta área.

  167. Elias said

    Zbigniew,

    Infelizmente, não acredito em elefantes brancos tipo Alcântara.

    Com certeza, o desenvolvimento nessas áreas que citaste chega mais rápido com os Centros Tecnológicos.

    Aqui mesmo, às proximidades de Belém, posso te mostrar um exemplo. Um projeto que começou com biotecnologia da reprodução bubalina, e que, com um pouco mais de investimento, se transformou num centro de biotecnologia da reprodução animal… E que já está mostrando serviço! (E como!).

    Entre as duas alternativas de estratégia, cravo seco nos centros tecnológicos. Não tenho uma única dúvida. É por onde o Brasil realmente está avançando…

    E é por aí que esses avanços são rapidamente internalizados na sociedade, seja por meio da disponibilização dos benefícios diretos que os CTs proporcionam, seja pelo impacto positivo que eles produzem no nível de qualidade do ensino, nas IES às quais eles são vinculados.

    Insisto: CTs sim. Alcântara não!

    Não concordo com quem defende a desativação de Alcântara, principalmente por causa de toda a dinheirama que já se enterrou e queimou (literalmente, inclusive) lá (e sei que, dizendo isso, estou correndo o risco de morder a língua. Meu pai me ensinou que não há pior desperdício de recurso, do que o recurso que se desperdiça tentando consertar o que não tem conserto…).

    Mas, defintivamente, não considero que Alcântara seja uma prioridade para o Brasil. Não é. Nem de longe.

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