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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Câmara absolve Natan Donadon

Posted by Pax em 29/08/2013

Era só o que faltava.

Plenário da Câmara absolve Natan Donadon do processo de cassação do mandato

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O plenário da Câmara acaba de absolver o deputado Natan Donadon do processo de cassação de mandato. Foram 233 votos a favor do parecer do relator, Sergio Sveiter (PSD-RJ), 131 votos contra e 41 abstenções.

Para que Donandon perdesse o mandato, o parecer de Sveiter precisaria de, no mínimo, 257 votos. Faltaram 24 votos para que o deputado fosse cassado e perdesse o mandato parlamentar.
Em função do resultado da votação, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou que, enquanto estiver na presidência da Casa, nenhum processo de cassação será em votação secreta. Prometeu trabalhar para aprovar o mais rápido a proposta de emenda à Constituição (PEC), que institui o voto aberto nos processos de cassação de mandato.
Alves disse que tendo vista a rejeição do parecer de Sveiter, a presidência da Câmara acatava a decisão do plenário. “Todavia, uma vez que, em razão do cumprimento de pena em regime fechado, o deputado Natan Donadon encontra-se impossibilitado de desempenhar suas funções, considero-o afastado do exercício do mandato e determino a convocação do suplente imediato, em caráter de substituição, pelo tempo que durar o impedimento do titular”.

Segundo Henrique Alves, enquanto Donadon estiver preso ele não terá direito a salário e nem a moradia funcional. O suplente é o ex-senador Amir Lando, que deverá assumir o mandato enquanto o titular estiver preso.

No final da tarde, Natan Donadon deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para fazer a propria defesa no plenário da Câmara. Por mais de 30 minutos, ele tentou convencer os deputados de sua inocência e das perseguições do Ministério Público (MP) de Rondônia, que fez as denúncias contra ele de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa do Estado, onde exerceu o cargo de diretor financeiro.

Donadon também falou que está passando por serias dificuldades, inclusive financeiras, pois está há mais de dois meses sem receber salário da Câmara. Citou, inclusive, as dificuldades que sua família está encontrando para alugar uma casa em Brasília. Ele criticou o parecer do relator do processo, deputado Sergio Sveiter (PSD-RJ). Segundo Donandon, o parecer está repleto de “absurdos e asneiras”.

Por diversas vezes, disse que é inocente e que nunca fez nada de ilícito. “Nunca desviei um centavo da Assembleia Legislativa”. Declarou que todos os pagamentos feitos por ele na diretoria financeira foram atestados pelo controle interno da instituição e feitos de acordo com os parâmetros legais. Donadon disse ainda que assumiu a diretoria financeira com contratos já feitos.

Natan Donadon acompanhou toda a votação do processo sentado no plenário ao lado dos parentes. Ao ser proclamado o resultado da votação, Henrique Alves determinou a retirada do parlamentar do plenário. Durante a votação, Donadon pediu que as autoridades melhorem a qualidade da alimentação do presídio da Papuda. “A gente tem dificuldade na alimentação. Eu tenho síndrome do estômago irritável”, disse.

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117 Respostas to “Câmara absolve Natan Donadon”

  1. Patriarca da Paciência said

    Eu considero a atual situacao do Brasil como a historia do EMBOLOU O MEIO DE CAMPO. Ta tudo muito confuso. Acho que e hora de seguir a filosofia de D. JOAO Vi, ou SEJA, QUANDO VOCE NAO SABE EXATAMENTE O QUE FAZER, O MELHOR E NAO FAZER NADA. FHC, AECIO, SERRA, DILMA, estao todos dando chutoes. Alem do mais meu computador deu pau de novo e estou no notebook.

  2. Zbigniew said

    Patriarca,
    é que essas coisas não vinham à tona com tanta intensidade e rapidez.
    Você acha que os políticos estão dando chutões? É isso mesmo! E isso é bom! É sinal que a sociedade, de alguma forma, está pressionando por mudanças. E eles não querem largar o osso. Desde a Dilma até o Alckmin, ninguém está a salvo. É sinal que podemos estar migrando para um novo patamar de exigências e modos de exercê-las. E isso incomoda o “status quo”. O PT não quis mexer com o tal, taí a sociedade fazendo a sua parte. Tudo bem, é tudo muito incipiente, mas pelo menos o processo começou e, no meu entender, não vai mais parar.
    Hoje podemos acompanhar as sessões plenárias do STF pela TV ou pela internet, assim como as do parlamento. Hoje temos o site da transparência, da CGU e até dos TCs (União e Estados, e alguns municípios). Tem político no meio? Tem. Mas tem também excelentes funcionários que querem ver essas joças darem certo.
    Aqui mesmo, no Pax. Notícias sobre corrupção e debates intensos. Quem imaginaria que isso poderia ser feito há alguns anos atrás? Pode não parecer nada, mas para quem viveu uma ditadura é muito. Pra mim é um novo momento, ainda que, em alguns momentos, pareça que tudo está do mesmo jeito.

  3. Pax said

    Renan Calheiros, corrupto de marca segundo farto noticiário, foi capaz de produzir esta pérola hoje… só guilhotinando mesmo. Ele e a casa que preside. Não serve pra nada nos moldes que está.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1333822-para-renan-calheiros-congresso-nao-sai-desgastado-em-absolvicao-de-donadon.shtml

  4. Anrafel said

    O Congresso, sinalizando para o STF, revogou a Lei da Ficha Limpa. O presidente da Câmara, por iniciativa própria, suspendeu o deputado e deu o mandato ao suplente. Mas, se a prisão for convertida em domiciliar, podendo o cujo trabalhar durante o dia? Enfim, esse episódio lamentável serviu para o presidente Henrique Alves se impor: “Eu assumo isso … Isso outro é da minha inteira responsabilidade”. Pois é.

  5. Elias said

    Anrafel,

    Nada obsta que o apenado trabalhe, estando em prisão domiciliar ou em regime fechado (alguns presídios brasileiros são famosos pela qualidade do artesanato que produzem).

    A questão do Natan Donadon é outra. Quem é condenado por crime contra o patrimônio público não pode exercer cargo público. Se o crime foi cometido no exercício de cargo público, então, nem se fala…

    Nesses casos, mesmo os servidores públicos concursados — ou seja, os que dispõem de estabilidade no cargo público — são, obrigatoriamente, demitidos a bem do Serviço Público.

    Por isso, a decisão da Câmara Federal, além de, mais uma vez, desapontar do ponto de vista moral, também surpreende e causa estranheza, do ponto de vista técnico.

    À primeira vista, essa decisão não tem base legal.

    Gostaria de saber a opinião de alguns desses juristas peso pesados que tem por aí… Acho que a partir de amanhã essas opiniões começam a pipocar…

    Acho que os defensores da decisão do legislativo vão arguir com o fato de que, embora o ilícito tenha sido cometido no exercício de cargo público, isso aconteceu em época anterior à data em que o réu foi investido no cargo público que ocupa atualmente. Vão alegar que ele poderia ser destituído do cargo que exercia quando cometeu o crime, mas não do cargo que exerce atualmente.

    Acho que será por aí. Vou esperar pra ver…

  6. Pax said

    Caros,

    A mim parece que a atitude dos “nobres” deputados tem certa semelhança com essa turma dos black blocs. Estes segundos quebram os símbolos que encontram pela frente que possam representar alguma de suas insatisfações com o modelo de vida atual, quebram agências bancárias, lanchonetes do McDonald’s e coisas do gênero, marcas do tal capitalismo selvagem, enfim, é assim que leio essa turma. Sem fazer juízo de valor, se acho bom ou ruim, não entro nesse ponto aqui, neste momento.

    Já os deputados parecem querer quebrar a possibilidade de um modelo que exija dos mesmos qualquer atitude que envolva a velha discussão sobre ética, moral, decência, responsabilidade etc no trato da coisa pública.

    Outro dia estava conversando com um amigo sobre violência que cresce assustadoramente no Brasil, desenfreadamente. E falávamos sobre o sentimento dos meliantes. Este amigo disse ter lido um ponto de vista interessante, que é a visão do meliante no momento do crime, do assalto ou roubo. Segundo este estudo o meliante já se sente dono do bem que vai roubar e fica muito incomodado com qualquer coisa que ameace ou perturbe esse seu sentimento de propriedade. É uma inversão. Ele gosta do seu relógio ou de seu carro e este teu bem já é dele, em sua cabeça. E se você tem qualquer reação, é uma ofensa, como se você, proprietário, estivesse tirando dele o bem que ele já assumiu como seu.

    Nossos deputados parecem ter esse comportamento. Ao assumirem seus mandatos se sentem investidos de todos os direitos de cometerem quaisquer crimes contra o patrimônio público. A velha visão que “se é público não é de ninguém”. E como eles, deputados, senadores, vereadores etc atuam em nome do povo, são eles os detendores dos “direitos” de fazer o que bem lhes vier à cabeça com esse patrimônio.

    E me parece que este sentimento é bastante generalizado, não fica só nos legislativos e se estende para o judiciário e o executivo, em todos os âmbitos, municipai, estadual e federal.

    Assim vejo, com muita tristeza, o quadro político e jurídico brasileiro, majoritariamente. Claro que vejo, também, exceções. Cada vez mais raras.

    off topic, para quem tem muito estômago, este vídeo é chocante. Aviso, de novo, é para quem tem muito estômago, uma reportagem sobre um ataque que parece ser com armas do tipo napalm, fósforo ou algo que queime muito, pessoas, homens, mulheres e crianças, queimadas, ainda vivas, na Síria. Carnificina total

    http://www.bbc.co.uk/news/world-23892594

  7. An said

    O sujeito foi condenado em última instância por crime contra o Erário e 131 deputados o defendem e 41 se abstêm. Fico imaginando a exposição de motivos do presidente da Câmara, Henrique Alves:

    ” … Retiro-lhe o mandato por encontrar-se preso após condenação pelo STF, apesar desta Digníssima Casa ter votado contra a sua cassação …”

  8. Anrafel said

    O comentário nr. 7 é de Anrafel

  9. Anrafel said

    Sobre o off-topic: quem usa (já usou e vai continuar a usar, a não ser que seja detido de alguma maneira) um tipo de armamento desse, e contra civis, pode ser alternativa a alguma coisa?

  10. Elias said

    Não tenho nenhuma simpatia pelo Renan Calheiros, mas a maneira como certos órgãos de imprensa se portam em relação a eles & outros adversários políticos é repulsiva.

    Aí, acima, o Pax linkou uma notícia da Folha, que trata do pronunciamento do Renan sobre a decisão da Câmara.

    Na verdade, a Folha “editou” a fala do cara, retirando a parte em que ele critica a decisão e diz que “…não dá mais para o Congresso compatibilizar prisão com exercício de mandato…”.

    A Folha publicou apenas aquilo que pode (e deve) ser usado contra Renan, dando a entender que o dito cujo é contra a cassação de Natan Donadon, quando o certo é o inverso.

    Ou seja: Renan Calheiros não é flor que se cheire, mas a Folha fede tanto quanto… Ou mais!

  11. Pax said

    Creio que não, Anrafel (prazer em tê-lo por aqui). Cabe nos lembrarmos que nem todos que parecem mocinhos o são. Os aliados (principalmente Inglaterra e EUA) promoveram o massacre de Dresden com bombas incendiárias que mataram 50.000 civis, alegando alvos militares. Há quem diga que, na verdade, foi uma vingança contra o longo bombardeamento de Londres. Enfim.

    E o napalm no Vietnam, bombas de fósforo que, segundo algumas fontes, foram usadas na faixa de Gaza, enfim, nem todos que parecem mocinhos deixam de ser, na verdade, os “bad guys” que atacam os “bad guys” do outro lado. Ou seja, todos são “bad”.

    Alvo civil é sempre covardia acima de qualquer aceitabilidade, me parece.

  12. Pax said

    Sem esquecermos de Hiroshima e Nagasaki… justificáveis?

  13. Anrafel said

    O vídeo da BBC é o ‘horror’ conrad-coppoliano.

    Elias,

    Henrique Alves não seria mais sensato esperando algumas sessões para cassar o mandato de Donadon por excesso de faltas? Fica difícil acreditar que ele tenha esquecido dessa possibilidade.

  14. Pax said

    Uma fonte de informação… para quem quiser questionar os deputados de seu partido que se omitiram e/ou se ausentaram na votação da tal cassação

    http://www.implicante.org/noticias/o-que-nao-teve-de-secreto-na-votacao-que-nao-cassou-o-mandato-de-donadan/

  15. Pax said

    Caro Anrafel,

    O Henrique Alves, assim como o Renan Calheiros, são substratos do pior que possa existir no Congresso. Não por menos são os presidentes das casas. O Henrique Alves é o terceiro na linha de comando do país, na falta de Dilma e Temer é ele quem assume. E o Renan é o presidente do Senado e do Congresso, como sabemos. Eleitos pelos seus pares. Ou seja, partidos, senadores e deputados queriam a corja no comando da corja.

    Há fartíssimo noticiário que ambos são extremamente corruptos.

    É este o estado da “coisa”.

    E agora estão no noticiário, se dizendo revoltados com a decisão de seus pares deputados. É para se acreditar?

    Confesso que não consigo. Não há a mínima chance destes caras fazerem qualquer coisa que, em seu objetivo final, seja para o país, para o bem comum. É só para a manutenção deste status quo que os mantém lá. Se uma pequena palha é movida é para que o todo não seja alterado.

    E aí volta uma velha discussão entre o Elias e mim. Sobre o ovo e a galinha, sobre o Congresso representar o povo, em outras palavras, é o povo quem colocou esses marginais na casa do povo.

    Em muitos momentos reclamo que transformamos as vítimas (o povo) em vilões. E o Elias não gosta muito deste ponto de vista. Algumas vezes consegue até me convencer de alguns pontos que eu resumiria como um amigo disse nesta mesma discussão: os brasileiros saqueiam as vítimas de um acidente antes de socorrer as vítimas. E é verdade, sim.

    De outro lado, o modelo político nacional tem um mecanismo de sobrevivência forte, o establishment eregiu catedrais – ou fortificações – que parecem inabaláveis. Basta vermos todas as tentativas, honestas e desonestas de uma reforma política. Nada, absolutamente nada, acontece. Nada – que possa alterar as benesses e salvo-condutos da marginália que tomou de assalto a política nacional – acontece.

  16. Otto said

    O livro bomba do ano:

    http://geracaoeditorial.com.br/blog/livro_bomba_do_ano/

  17. Elias said

    Anrafel,

    Bem que eu gostaria que o presidente da Casa (da Mãe Joana) fizesse isso… Cassasse o marginal por faltas. Poderia até não dar certo, mas eu me divertiria pra caramba.

    Imagina só: comprovadamente, o cara rouba milhões de dinheiro público e… Não perde o mandato. Aí ele tem umas faltinhas por motivo de força maior (e que força!)… E dança!

    Não seria engraçado?

    Pax,

    Eu apenas digo que o povo vota maciçamente nesses pilantras… Parece até que, quanto mais ladrão o cara for, mais voto ganha!

    E que ninguém me diga que esses eleitores “não sabem” quem é ou não é corrupto…

    Talvez seja melhor a gente parar com essa frescura de fingir que acha que esses eleitores são uns “coitadinhos”. Que foram enganados. Que não sabiam que as figuras tais, tais e tais são corruptos…

    Enganados coisa nenhuma…!

    Eles sabem sim, quem são esses marginais. Mesmo assim, votam neles, em troca de uma churrascada, uma garrafa de cachaça, uma consulta médica, uma camiseta, umas passagens de ônibus ou coisa parecida.

    Temos que ter a coragem de dizer a verdade, por mais desagradável que ela seja (aliás, por isso mesmo). Voto é coisa séria. Quem não vota com seriedade é tão cretino quanto o marginal que elege.

    É vítima? É! Mas também tem culpa no cartório…

  18. Elias said

    “os brasileiros saqueiam as vítimas de um acidente antes de socorrer as vítimas”

    Em maio de 1983 (uma 6ª feira,13), tive um acidente de carro. O motorista do carro em que eu estava, entrou com tudo na lateral de uma Caravan, que, imprudentemente, atravessou a rodovia pra entrar numa fazenda.

    Os ocupantes da Caravan se mandaram…. Por alguns momentos o motorista do meu carro me julgou morto . Ele me estendeu na pista e me cobriu com uns jornais. Aí ele também meio que apagou. Por muita coincidência, uma amiga parou e, me vendo estendido no chão, tirou os jornais e me abraçou. Aí ela viu que eu estava espumando sangue pelo nariz… (Isso foi o que me contaram. Não lembro de nada, e só acordei mais de 24 horas depois, num hospital).

    Enquanto eu estava estendido no asfalto, tiraram a minha carteira levaram o dinheiro e jogaram meus documentos na vala do acostamento. Fizeram o mesmo com o motorista, que estava semi-inconsciente. O carro foi depenado (toca fitas, alto falantes, frutas, peixes, carne, ferramentas do carro, estepe, e o escambal…).

    …E não socorreram ninguém. Minha amiga teve o maior trabalho pra me colocar no carro dela. Só conseguiu porque o motorista — mesmo grogue, como estava — ajudou-a a me arrastar pra dentro do carro. Aí ele entrou, também, e, de novo, apagou. Acordou no hospital. Ela disse que a carteira dele foi roubada quando ele a ajudava a me colocar no carro.

    É aquela história de levar vantagem… É o mesmo “valor” que faz com que se trate com condescendência quem rouba e se dá bem… Aquele papo de achar que roubar não é feio… Feio é ser apanhado roubando, porque isso é coisa de otário, perdedor, vacilão…

    A crise brasileira, antes de ser uma crise política, é uma crise de valores…

  19. Pax said

    Há crise de valores? Claro que há.

    Mas o ponto é: o que estamos fazendo para melhorar esta crise?

    Educação da sociedade seria um bom caminho? Parece que sim. Onde estamos neste ponto? Destruímos o sistema educacional mais básico e não vejo, sinceramente, qualquer movimento de retomada de rumo. A escola pública de hoje e nada são quase iguais. As pessoas saem da formação básica sem saber interpretar um texto, quanto mais escrever um, não sabem bem fazer as quatro operações, quanto mais imaginar uma regra de três… imagina ter a audácia de querer que mais de 80% da população falasse outra língua? Aí já seria o absurdo do absurdo de querer demais né?

    Leis apropriadas e justiça adequada seria outra parte desta solução? Parece que sim, também. Pois bem, o que estamos fazendo neste sentido? Quantos crimes são esclarecidos? Quem comete os maiores crimes na nossa sociedade? Aqueles crimes que detonam a própria sociedade, como os desvios de recursos das escolas e hospitais?

    E por aí vai…

    Agora, vejamos, o ovo ou a galinha. Quem, efetivamente, deveria tomar a decisão, definir o rumo, o caminho para que ambas as questões acima fossem encaminhadas? Achamos que estas questões sairão espontaneamente da sociedade ou quem quer governar deveria colocar isso numa plataforma de campanha, prometer que este será seu maior empenho para o futuro, afora as questões imediatas de infraestrutura, da saúde pública etc?

    O povo ou quem quer governar o povo?

    O ovo ou quem que faz o ovo?

    Permaneço incomodado com a questão de culpar as vítimas.

  20. Pax said

    Este blog fez 5 anos… caramba. Obrigado a todos que o fazem.

  21. Zbigniew said

    Parabéns, caro Pax.
    Pela iniciativa e pela paciência.
    Nem todo mundo tem esse altruísmo de dedicar parte do seu tempo para manter um blog.
    Encontro aqui boas informações e a oportunidade de exercer a dialética e a argumentação. Além de ótimos comentaristas, que, percebo, estão realmente preocupados com a questão da corrupção entre outros assuntos.
    Que você possa mantêm-lo por muito mais tempo.
    Obrigado.

  22. Elias said

    I
    Educação é uma boa?

    Sim, é. Sempre foi e sempre será.

    Mas crise de valores é outro papo. Tem que ir mais fundo…

    Pelo que sei, em cada sociedade a “taxa de delinquência” é mais ou menos a mesma, em todas as classes sociais e em todos os níveis culturais.

    O que muda, de uma classe para outra, é a forma de delinquir.

    Os delinquentes das classes sociais mais elevadas costumam adotar modos mais sofisticados de delinquir, enquanto que os das classes sociais mais baixas, por não terem acesso a esses modos mais refinados, adotam formas mais primitivas de delinquência.

    Pessoas como esse Natan — e mais os juízes, empresários, deputados, delegados de polícia, advogados, economistas, economistas, médicos, engenheiros, etc., aos quais ele se associou, pra assaltar os cofres públicos, em Rondônia –, não são analfabetos. Muitíssimo pelo contrário…

    É por isso que, nos países civilizados, a sonegação de impostos ou o desvio de recursos públicos são ilícitos penalmente equiparados ao assalto à mão armada.

    No Brasil, só agora estamos, timidamente, nos aproximando desse entendimento…

    …Estamos nos aproximando, mas ainda não chegamos perto.

    Há coisa de uns 4 anos, tive a oportunidade de visitar várias dezenas de estabelecimentos de ensino, particulares e da rede pública. Em praticamente todos, havia painéis e cartazes, dizendo que aquele estabelecimento formava “vencedores”. No colégio onde meus filhos estudam, isso é uma obsessão. Como o colégio está em acelerada ascensão na classificação do Enen, a coisa virou uma monomania. O que é ser “vencedor”, segundo essas escolas? É “subir na vida”, ganhando muito dinheiro.

    Nas escolas onde estudei era um tanto diferente. Os modelos eram pessoas que haviam contribuído para o bem estar da humanidade.

    Lembro que um dos mais festejados, destaque em um imenso painel, era George Washington Carver, nascido escravo, e órfão de pai e mãe antes de completar um ano de idade, que foi o primeiro negro a se tornar professor de uma universidade americana (em Iowa, salvo engano).

    Carver desenvolveu mais de 300 produtos a partir do amendoim, mais ou menos uns 100 produtos (inclusive a borracha sintética), a partir da soja (antes dele, a soja era considerada imprópria para o consumo humano, sendo usada apenas como ração animal) , criou uma metodologia de cultura rotativa, etc, etc. Seus inventos e descobertas constituem, até hoje, a base da indústria de alimentos em todo o planeta.

    Carver se tornou amigo de Henry Ford e de Thomas Edison, que lhe ofereceram os tubos pra ele trabalhar na Ford ou na GE (Ford dedicou a ele um dos laboratórios de sua companhia).

    Carver jamais aceitou essas propostas. Preferiu continuar, como diretor de uma escola do interior, dedicada a proporcionar ensino a jovens negros (ele largou o cargo de professor universitário pra assumir a direção dessa escola).

    Morreu pobre.

    Carver jamais seria um exemplo de “vencedor”, nas escola que visitei.

    Questão de valores…

    II
    Parabéns pelos 5 anos!

    Blogs como o teu — é o único no qual eu comento — cumprem uma função social absolutamente necessária, no Brasil de hoje.

  23. Patriarca da Paciência said

    Muito bom, Elias, desde que tomei conhecimento, muitos anos atras, da historia de George Washington Carver, tenho grande admiracao pelo grande norte-americano Realmente ilustra bem a crise de valores do mundo atual. E parabens pelos cinco anos, Pax, faco votos para ainda termos longos anos de bons papos e boa dialetica. “‘Os delinquentes das classes sociais mais elevadas costumam adotar modos mais sofisticados de delinquir, enquanto que os das classes sociais mais baixas, por não terem acesso a esses modos mais refinados, adotam formas mais primitivas de delinquência. ” E bem o que penso tambem, Elias.

  24. Otto said

    Não merecia um post exclusivo, Pax?

    “Mas, quantos votos foram comprados para que FHC pudesse se reeleger?

    Nos cálculos do senador Pedro Simon, citado no livro, 150. A 200 mil reais por cabeça, por baixo, R$ 300 milhões!

    Narciso acha que foram mais.”

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/palmeriodoria.html

  25. Pax said

    Caro Otto,

    Há algum link nas fontes utilizadas aqui? Prefiro manter o compromisso do blog desde sempre.

  26. Otto said

    Pax, o Viomundo não é fonte? Só porque é blog?

    Eis outras:

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/08/livro-diz-que-fhc-vendeu-o-pais-para-comprar-sua-reeleicao/

    http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/08/barao-lanca-o-principe-da-privataria.html

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/113470/Folha-confirma-garganta-profunda-contra-FHC.htm

    Agora não espere que a mídia velha dê manchete.

    Que tal lermos o livro?

    Abraços!

  27. Otto said

    Outra:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-essencial/#p2

    O Palmério Dória é jornalista gabaritado. Ou só vale quando ele escreve sobre o Sarney?

  28. Pax said

    Caro Otto,

    Vou reproduzir o texto escrito em agosto de 2008, quando o blog foi criado. Em especial coloco em negrito a parte que se refere ao teu questionamento:

    “Este blog não cria notícias. Este blog coleciona notícias vinculadas com a corrupção, desvios ou anomalias no tratamento da coisa pública. Tece alguns comentários sobre algumas das notícias colocadas. Sobre os comentários sou responsável. Sobre as notícias colecionadas aqui não. A responsabilidade é dos jornais que as publicaram. Em todos os posts há os links de onde a matéria selecionada foi colhida.

    Este blog procura, de toda forma, não privilegiar nenhum partido político, ou seja, as notícias que são dadas pela mídia, no tempo que disponho de olhá-las pela internet, são colecionadas sem isentar qualquer entidade ou cidadão. Aqui admito reclamações ou alertas pertinentes que porventura possam surgir. Mais que isso, sinceramente ficarei agradecido sobre qualquer observação que venha a contribuir para que o blog se mantenha nessa posição de isenção.

    Também são evitadas notícias de sites e blogs extremados, pelos mesmos motivos acima. As preferências são para notícias vinculadas nos grandes jornais e entidades respeitadas pela sociedade brasileira.

    Este é o ponto.

    Se eu colocar um destes blogs como fonte daqui, porque alguém não poderia me cobrar que colocasse o titio da Veja, ou outro histérico de direita, como fonte? Qual moral eu teria para dizer que este blog pretende algum equilíbrio?

    É por esta razão, caro Otto. Espero ter respondido.

    Confesso que prefiro manter o blog da forma como está. Se for mudar, não terei tempo nem estômago para continuar.

  29. Pax said

    Mea culpa da Globo sobre seu apoio ao golpe de 64:

    http://oglobo.globo.com/pais/apoio-editorial-ao-golpe-de-64-foi-um-erro-9771604

    pois bem, a pergunta que fica é: aprenderam?

    quando lembro do Arnaldo Jabor falando que as pessoas não valiam 20 centavos tudo me faz crer que não aprenderam muito, não.

  30. Elias said

    Não só não aprenderam com o erro, como até mesmo, ao reconhecer que erraram, o fazem de maneira desonesta.

    Ao narrar o desastrado episódio do qual participou o almirante Cândido Aragão, o “Globo” o faz de maneira tendenciosa, deixando espaço, nas entrelinhas, para supor que João Goulart era uma ameaça à liberdade de imprensa e, por extensão, à democracia.

    Isso é mentira! É só dar uma olhada nos jornais da época — que existem em qualquer biblioteca razoável — pra se constatar que O Globo, o JB, o Estadão, a FSP, a Tribuna da Imprensa, etc., desfrutavam da mais ampla liberdade de imprensa, opinião e o cacete…

    …E usavam e abusavam dessa liberdade.

    O jornal do Lacerda (“Tribuna da Imprensa”), p.ex., entrou para a história do Brasil com o tristemente célebre episódio da “Carta Brandi”, em que ele forjou a “notícia” de que Jango teria contrabandeado armas da Argentina para o Brasil, a fim de desfechar um golpe de Estado no início do governo Juscelino Kubitschek.

    Na verdade, o golpista era o próprio Lacerda. Essa falsificação tinha o propósito de “justificar” o golpe de Estado que Lacerda & adjacências estavam tramando e realmente tentaram, e que foi abortado pela ação firme do marechal Henrique Teixeira Lott. Lacerda acabou fugindo do país, depois do episódio do “Tamandaré”… Foi parar em Cuba, tirando férias sob as asas de Fulgêncio Batista…

    Quando Cândido Aragão tentou empastelar “O Globo” (em 31-3-1964), o golpe militar já havia sido desfechado. As tropas de Olympio Mourão Filho já estavam em movimento, e Amaury Kruel (que comandava o II Exército, sediado em SP) já se articulara com Adhemar de Barros pra apoiar os golpistas, traindo a confiança pessoal do Presidente da República, a quem devia e jurara lealdade, e de quem era amigo (pelo que sei, Jango jamais perdoou o ex-amigo). Se o II Exército não houvesse apoiado o golpe, provavelmente a história teria tomado um curso bastante diferente…

    Tentar se contrapor a um golpe militar como o de 1964, empastelando um jornal como “O Globo” é… Digamos… Excessivo!

    A desastrada tentativa de Cândido Aragão não foi, assim, uma tentativa de golpe de Jango, até porque isso nunca existiu.

    Foi, muito mais, uma canhestra e incompetente tentativa de contragolpe, feita por Aragão, que, aparentemente, nunca fez o dever de casa. Compare-se, a propósito, o genial deslocamento de tropas sob o comando de Machado Lopes, milimetricamente perfeito, em 1961, na “Crise da Renúncia”, tendo, do lado oposto, Cordeiro de Farias, outro supermestre no deslocamento de tropa… Machado Lopes e Cordeiro de Farias jogaram um xadrez que, até hoje, é estudado com admiração e respeito. Foram dois chefes militares geniais se entestando (o que me faz respirar aliviado pelo fato de não ter sido disparado o primeiro tiro, ficando a coisa naquele “jogo de guerra” mais dramático…).

    Abre parênteses. Pouco tempo depois, Adhemar de Barros e Amaury Kruel receberiam a retribuição que fizeram por merecer. Adhemar tentou interferir na sucessão de Castelo e, imediatamente, os golpistas de 1964 lembraram que ele era corrupto. Mandaram Amaury defenestrá-lo, o que o comandante do II Exército fez com prazer, até porque queria sentar na cadeira de Adhemar (Castelo Branco considerava a sucessão presidencial um assunto “estritamente militar”, segundo suas próprias palavras).

    Acontece que Amaury também já estava rifado, desde sua participação no episódio do batismo do novilho “Kruelino”, em uma das fazendas do Assis Chateaubriand. “Kruelino” era uma homenagem a dois generais: o próprio Amaury Kruel, que queria ser governador de São Paulo, e Justino Bastos, que queria ser governador do Rio Grande do Sul. Foram, ambos, mandados para o pijama por Castelo Branco, chefe do “Sistema” que não queria generais de 4 estrelas nos governos estaduais. Aí, no máximo, cabia coronéis, para deixar clara a subordinação dos governadores ao Presidente da República, este sim, cargo privativo de Generais de Exército. Um “quatro estrelas” num governo de estado, seria tentado a falar de igual pra igual com o Presidente da República, algo absolutamente impensável para o sistema.

    Amaury Kruel e Justino Bastos acabaram juntos, no nome do bezerro, no pijama e numa marchinha de carnaval que dizia: “Macaco que muito pula / Quer chumbo! Quer chumbo!” (“macaco” era como os oposicionistas se referiam aos chefes militares…).

    Amaury ficou magoadíssimo. Saiu exercitando o “jus esperneandi”, por se sentir usado e, depois, descartado por seus colegas de farda. Ele era amigo de Castelo desde a juventude, no Colégio Militar… Para um militar, o custo moral de uma quebra de lealdade, como no caso dele com Jango, é elevadíssimo. Quase insuportável! Mas a verdade é que ele foi politicamente ingênuo. Aquele pessoal de 1964 jogava pesado…

    E o Justino Bastos? Não tinha nada de justo, foi o primeiro general em comando de tropa a qualificar o regime militar como uma “ditadura de direita”, e, por via oblíqua, gerou um episódio do qual participou o advogado Justo Rangel, medalhão das ciências jurídicas e bisavô do Pedro Dória… Mas isso já é outra história… Fecha parênteses.

    Os sindicalistas baixavam o pau n´O Globo, em suas manifestações? Sim, verdade. Como no final dos anos 1970 (“O povo não é bobo / abaixo a Rede Globo”, lembram?), e agora.

    Até o Juca Chaves tirava um sarro com o anticomunismo extremado do jornal: “Enquanto o feijão dá sumiço / E o dólar se perde de vista / O Globo diz que tudo isso / É culpa de comunista” (“Dona Maria Teresa”).

    Dizer que isso é ameaça a liberdade de imprensa — convenhamos — também é… Excessivo! O Globo tá mais é jogando com a ignorância e/ou a memória curta das pessoas.

    Mas numa coisa ele está certo: boa parte da população brasileira apoiou, sim, o golpe militar. Isso está tão bem documentado, que é estranho ter quem ainda ignore isso.

    Parece que não é só O Globo que não aprende com os erros…

    Putz!

  31. Otto said

    Ô Pax, linkei a Folha, confirmando a identidade do delator do mensalão da reeleição tucana!!!

    Confira aí em cima!

  32. Jose Mario HRP said

    Dilma pede explicações ao embaixador americano sobre a espionagem de suas comunicaçõies!
    Resposta dele :
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!
    Essa Dilma está ficando hilária!
    Primeiro puxa o saco do Evo, agora istro?
    Nem Charles Chaplin me faz dar tantas risadas!

  33. Pax said

    “com a brocha na mão…”

    a mídia fez uma tremenda campanha contra a vinda dos médicos cubanos, muita gente comprou a história e saiu reproduzindo histericamente o caso…

    agora a mídia muda de opinião, e deixou muita gente com a brocha na mão, tiraram a escada dos bobalhões.

    parece o Francois Hollande que afirmou estar pronto pra ação na Síria e agora os EUA estão questionando a afirmação do Obama, a coisa vai pro Congresso etc

    Francois Hollande está sem escada pra baixo. Sifu.

  34. Pax said

    Caro Otto,

    Desculpe-me, mas não uso resenha de livro como fonte aqui. Estou errado? Pode ser. Porém confesso que prefiro continuar no rumo que tomei faz tempo.

    Não tenho dúvidas, cá com meus botões, que houve um “estrago” danado na tal emenda da reeleição. Mas o blog afirma que é:

    “Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.”

    Tá lá em cima, no canto esquerdo.

    Sei que incomoda um bocado, que você gostaria que eu colocasse, assim como também me dedicasse ao livro Privataria Tucana etc etc. Mas já há inúmeros blogs fazendo este papel e não vejo nenhuma necessidade de ser “mais um” neste caminho.

    Continuo achando que o posicionamento deste blog é o que deve ser, é o que me deixa confortável etc.

    E também confesso que alguns dos blogs que exercem este papel que cito já não tem tanta credibilidade para mim. Alguns ficaram pendidos demais, como há os pendidos do outro lado. Não quero entrar nesta seara, não consigo estímulo para me posicionar assim.

    Espero ter te respondido com o respeito que tenho por você, que o merece, sim.

  35. Zbigniew said

    Mas esse Hollande é um pateta, mesmo.
    O Obama tá com um problemão.
    Tem que provar que foi o governo sírio que jogou o gás e já sinalizou que o fará ao argumento de que aquele país estoca tal armamento. É isso?!
    E os mercenários que dão apoio à oposição e que vinha perdendo terreno para as forças governamentais? Ele acha que as pessoas são estúpidas o bastante para não perceberem que o negócio ali é outro e que manda os direitos humanos para as cucuias?! Que vai das armas ao petróleo, bem como ao controle geopolítico do Oriente Médio? E que um governo que estava ganhando terreno não se aventuraria em fazer uma estupidez destas, ainda que se trate de um títere sanguinário? Vocês sabem da valorização de um avião de guerra quando sai de um projeto para um teatro de operações? E de como é importante para o cluster de petróleo estadunindense dominar a rota de energia que vai dar lá no sudeste asiático, sem precisar depender de Ormuz ou do Mar Cáspio? Acabou, não existe mais essa de blindagem do stablishment midiático. Não convenceram a opinião pública inglesa, tampouco a francesa, embora o bobalhão de lá esteja arrotando em nome da indústria bélica, em especial a Dassault e seus Rafales encalhados ou envolvidos em casos de corrupção como nos dos contratos assinados com a Índia. É só podridão.

  36. Pax said

    Por outro lado, caro Otto, este post do tal Cafezinho, parece matador. Desbanca a Folha com dados e fatos.

    http://www.ocafezinho.com/2013/08/30/desmontando-a-pegadinha-da-folha/

    Não teria competência de fazer um post assim. Parabéns ao blog.

  37. Zbigniew said

    Pois é, Pax.
    E tava tudo na internet.

  38. Pax said

    Pois é, caro Zbigniew… vergonhosa a posição da Folha.

  39. Elias said

    Peguei no JB:

    I
    “O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.”

    Vai ver, alguém esperava que ele dissesse: “Puxa vida, gente! Desculpa o mau jeito. É que nós, da grigolândia não resistimos a uma arapongagem. Mas nossa espionagem em cima (epa!) da dona Dilma foi inocente, embora maliciosa (e relevem o contradictio in termini…). A gente só queria saber se ela namora, com quem transa, se cospe ou engole… Coisas assim, entende?”

    II
    “Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.”

    Ah, bom! Com a Anatel verificando eu já fico mais tranquilo… Com a Anatel na jogada, eu sei que posso dormir sem sobressaltos.

    Fico no aguardo de uma notícia assim: “Depois de exaustiva investigação, finalmente a Anatel não conseguiu descobrir que ela própria é vítima de arapongagem realizada por organismos de espionagem dos EUA, da França, do México, da Inglaterra, do Haiti, de Uganda, de Honduras e de 46 outros países”. Ou então: “Tão logo iniciaram seus trabalhos, os analistas da Anatel imediatamente não descobriram coisa nenhuma. Uma minuciosa varredura realizada por eles, rapidamente não detectou que órgãos de espionagem de aproximadamente 52 países vivem arapongando a própria Anatel…”

    III
    “Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.”

    CLARO…! Nada como uma lei do “marco civil” pra resolver o problema da espionagem militar…

    Evidentemente que, depois de aprovada essa lei, a arapongagem dos estrangeiros vai acabar. Os chefões da espionagem de mais de 50 países vão dizer: “Lamento, pessoal, mas, com a lei do ´marco civil´ em vigor no Brasil, teremos que desarmar nossas barracas naquele país. Acabou! Foi bom enquanto durou, mas, agora, teremos que parar. Com a lei do “marco civil”, simplesmente não dá… É a vida… Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…”.

    Óbvio! Tão óbvio como colocar um auditor contábil pra analisar um grave problema diplomático…

    Falar nisso, reapareceu um problema de unha encravada no meu pé esquerdo. Acho que vou marcar consulta com um pneumologista…

  40. Elias said

    Além da moeda falsa cunhada pela FSP, a discussão sobre o “Mais Médicos” oferece uma porção de pontos pra reflexão. Vou ver se consigo destacar alguns:

    1 – A proporção “médicos/mil habitantes”, no Brasil, é bem MAIOR que no Chile. Quase o dobro (1,8 contra 1,0). Mas o sistema chileno de proteção à saúde dá de goleada no sistema brasileiro. A conclusão inevitável é de que não basta aumentar a quantidade de médicos. Tem muito mais coisa rolando no pedaço…

    2 – Nas cidades do interior-do-cafundó-da-baixa-da-égua do Brasil, os prefeitos têm que dar nó em trilho e esconder as pontas, pra pagar uma remuneração bem acima da média de mercado, se quiser “segurar” um médico por 15 ou 20 dias/mês. É comum que os médicos só aceitem trabalhar no município se, além do salário mais elevado, ele também tiver casa mobiliada, supermercado, água, luz, telefone, empregados domésticos, etc., pagos pela prefeitura, com regime de trabalho de 20 dias ativos por 10 de folga.

    3 – Esse é o caldo de cultura onde proliferam as “cooperativas médicas”, espécie de organização borderline que viabiliza o pagamento de remuneração mais elevada para os médicos, nas cidades do interior. Se os médicos forem contratados diretamente pelas prefeituras, isso vai gerar reivindicações de outras categorias funcionais (reivindicações que as prefeituras não poderiam atender, nem em sonho!). Esse problema é “resolvido” pelas “cooperativas”, que, aproveitando a dinheirama que rola, pagam remunerações milionárias para seus dirigentes, que atuam como “gigolôs de médicos” (há todo um esquemão de tráfico de influência, pra indicação, definição de remuneração, regime de trabalho, etc.).

    4 – Sendo “cooperativados” e não “empregados”, os médicos não têm direitos trabalhistas. A maioria não faz questão disso. Prefere receber a remuneração mais elevada e cuidar, por si mesmo, de sua futura aposentadoria, seja providenciando sua contribuição como autônomo, seja criando fundos pessoais ou aderindo a fundos já existentes.

    5 – Os que contribuem como autônomos para o sistema previdenciário, estão, na realidade, colocando em prática uma outra esperteza. É que o obsoleto, injusto e podre sistema de cálculo da aposentadoria do Brasil, leva em conta apenas as 36 contribuições imediatamente anteriores à solicitação da aposentadoria. Quem está distante de se aposentar, portanto, procura contribuir pelo mínimo possível, deixando pra aumentar a base de cálculo somente quando se aproxima dos 35 anos de contribuição (homens) ou 30 anos (mulheres). Na verdade, é uma burla à legislação brasileira, induzida e convalidada pela própria legislação brasileira, altamente vagabunda.

    6 – No fim, quem se ferra é o cidadão. Nas cidades do interior, acaba se pagando meio médico pelo preço de dez. No país, de modo geral, os muitos truques pra burlar o sistema previdenciário acabam como despesa na conta dos assalariados que contribuem corretamente, e, depois de passar décadas sustentando marginais, têm que se contentar com uma aposentadoria merreca…

  41. Zbigniew said

    Hehehehehe. É isso aí, Elias.

    Só tem competente.

    É o que te dizia. Sem um programa próprio de desenvolvimento de satélites fica difícil.

    A Rússia tem o seu já faz tempo (assim como a China), e ainda o seu próprio sistema de rastreamento e posicionamento por satélite como alternativa ao GPS. É provável que também desenvolva seu próprio “echelon” e por aí vai. A China deve também estar providenciando suas alternativas (não conheço quais).

    Os demais vão ficar sendo espionados. Mas aí concordo contigo. Com um marco regulatório e a nossa eficientíssima ANATEL, não tem tecnologia que prevaleça.

  42. Pedro said

    Elias, a título de curiosidade, esta regra de levar em conta apenas as 36 contribuições imediatamente anteriores à solicitação da aposentadoria, ainda está valendo?

  43. Pax said

    Buenas, mais uma notícia sobre o tema do post, agora o STF entra em conflito com a Câmara dos Ratos, quer dizer, dos deputados federais (não todos são péssimos, alguns são apenas ruins, não todos são assaltantes, alguns apenas cometem desvios menores…)

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-02/ministro-do-stf-suspende-decisao-da-camara-que-manteve-mandato-de-donadon

  44. Elias said

    Pedro,
    Infelizmente, a regra está valendo, sim. E não há perspectiva de ser mudada.

    Só pra ilustrar: eu contribuí mais da metade de meu período aquisitivo, pelo teto de 20 salários mínimos. Num dado momento, esse teto foi reduzido para 10 salários mínimos. Minha aposentadoria foi calculada por esse teto.

    E as décadas em que contribuí pelo teto de 20 SMs? Viraram pó! Não entraram no cômputo da minha aposentadoria, nem me foi devolvido o que eu contribuí a mais. Essa sobre-contribuição simplesmente sumiu no buraco negro do fundo de previdência.

    Depois de aposentado, continuei trabalhando. E contribuindo. Pra quê? Pra nada! Os quase 10 anos de contribuições adicionais que recolhi até aqui — e sempre pelo teto! — não me dão direito a p… nenhuma. Se eu adoecer, p.ex., não teria direito a auxílio-doença, porque o INSS não paga dois “benefícios” (benefícios???) à mesma pessoa. E esse tempo adicional de contribuição jamais aumentará minha aposentadoria em um mísero centavo, já que, segundo as leis brasileiras, essa aposentadoria já é o máximo de “benefício” que o INSS pode pagar a alguém.

    A distorção é tamanha que minha aposentadoria “complementar” se tornou, na prática, uma aposentadoria “complementada”. O que eu recebo da “complementar” é mais do que me paga a “principal”.

    A previdência social brasileira é uma josta!

    E isso é o melhor que eu consigo dizer dela…

  45. Elias said

    Pax, # 43

    Na verdade, o PSDB entrou com a inicial com os olhos postos no pessoal do mensalão…

    Pode ser uma cuspida pro alto…

  46. Elias said

    Zbigniew,

    Não é o satélite…

    É o software!

    Aquele software israelense é o cão em figura de gente…

    Se alguém com aquele software resolver te grampear, estarás grampeado. Não tem diabo que te livre dele…

    Mas já serviu pro bem, também. Vou só entregar o milagre, sem revelar os santos nem as rezadeiras.

    Soube-se que um cara, aí, estava em vias de ser assassinado… Quem contratara o passamento dele para a 3ª instância, fora um militar, oficial superior, cuja mulher estaria tendo um caso com o candidato a defunto.

    Graças ao software israelense, a trama foi descoberta e desmantelada. O Ricardão continua vivo e gozando (em mais de um sentido, presumo) da mais perfeita saúde.

    Essa foi a parte boa da história.

    A parte ruim é que a trama foi descoberta por outros oficiais superiores, colegas do contratante inconformado e desesperado… E também arapongado.

    Quer dizer: um monte de gente tem aquele software, e o está usando pra arapongar até mesmo os colegas de farda…

    Imagina quem não é colega…

  47. Pax said

    Caro Elias, em #45,

    Pouco importa se foi uma ação inicial do PSDB (foi, sim), ou de quem quer que seja. O que importa é que a Câmara gerou um estrupício de manter deputado um cara condenado, transitado e julgado etc.

    Ou seja, a Câmara criou, como estão dizendo por aí, a Bancada da Papuda.

    pra não perder a viagem, parece que o PT fez questão de não ir à votação de cassação, confirmando seu atual modus operandis e modus vivendis, ou até seu processo sincero e firme de se peemedebeizar à galope.

    tudo em nome da tal governabilidade… claro.

  48. Elias said

    Pax,

    Não é modus vivendis.

    É modus corruptandis.

    Só estou dizendo que nem a Câmara, nem o PT, nem o PSDB, nem o Rede, nem o PMDB, nem o DEM, nem o STF, nem o TSE… São flor que se cheire…

    Cada um deles sempre se move tendo em vista algo muito distante do que se convencionou chamar “interesse público” ou “bem comum”.

  49. Anrafel said

    O ex-obscuro deputado Donadon talvez se sinta nos píncaros. Em torno deli giram as preliminares para a votação sobre os mandatos parlamentares dos envolvidos com o mensalão e mais uma provável crise entre Legislativo e Judiciário.

    Já repararam que, Joaquim Barbosa no posto mais alto da ribalta, Marco Aurélio Melo deixou um pouco de lado aquele seu jeito de irmão mais velho de Deus?

  50. Anrafel said

    Cacilda!

    “.. em torno dele giram …”

  51. Jose Mario HRP said

    Bem, são 06:07 minutos , e pode ter começado o bombardeio da Síria?

  52. Pax said

    tomara que não!

  53. Jose Mario HRP said

    Dilma ameaça não ir a Washington!
    Os EUA tremem de medo!
    KKKKKK….
    Fala sério!

  54. Pax said

    parece que a Russia detectou dois lançamentos de mísseis do Mediterrâneo, mas ainda não caíram na Síria…

    Breaking News ‏@BreakingNews 2m
    No sign of missile attack or explosions in Damascus after detection of Mediterranean Sea ballistic launches – ITAR TASS via @Reuters

    Breaking News ‏@BreakingNews 18m
    Russian defense ministry says it has detected 2 ballistic objects fired toward eastern Mediterranean – RIA via @Reuters, @RT_com

  55. Jose Mario HRP said

    E a deputada estadual do RJ que tomava os salários dos assessores?
    Ela é do PSOL!

    Que feio!

  56. Jose Mario HRP said

    Voces lembram do fim do Nominimo?
    E dessa música que foi a ultima postada no blog musical do portal?

    Saudades!
    Dissoe do Lula!
    Saudades do presidente governando e desprezo pela sua estalinista sucessora!

  57. Anrafel said

    Espionagem é política de estado, não de governo. Espiona-se tudo, se possível for, aliados, inimigos e até a si próprio. Na época do general Figueirêdo, descobriram um aparelho de escuta dentro do gabinete presidencial.

    A intensidade da espionagem será proporcional à presença, militar e econômica, daquele país no mundo. Com o grau de exposição que a internet possibilita, seria impensável não bisbilhotá-la, daí a cara de paisagem que John Kerry fez e fará da próxima vez que tentar ‘explicar-se’.

    Portanto, a solução de proteção é tecnológica, está nos softwares. Os cavalos-de-Tróia serão sempre uma realidade permanente. Um imenso Sivam.

  58. Zbigniew said

    Há uma constatação a ser feita nestes dois episódios, o da espionagem estadunindense e a questão síria: o de que o poderio militar-econômico-tecnológico se impõe acima das leis e do direito internacionais, e acima das instituições multilaterais, como no caso, a ONU.

    Sim, ainda não podemos dizer que temos um equilíbrio nas relações entre as nações. Hoje, o bloco ocidental representado pela aliança da OTAN e Israel, e ainda, os clubes supranacionais de ordem econômica, como o “Bilderberg” e os clusters de petróleo, notadamente a relação EUA – Arábia Saudita, e os pequenos emirados encravados no Oriente Médio (especificamente na península arábica), e de armamentos, podem, a seu bel prazer, tomar iniciativas como essas, no que se refere à Síria, como foram também em relação ao Iraque, Afeganistão e Líbia (para citar os principais exemplos mais recentes).

    Não há mais um Pacto de Varsóvia para contrapor tais movimentos, tampouco a Rússia detém poderio militar e econômico suficientes para promover um confronto contra a referida aliança. Só ogivas não são suficientes para proteger seus interesses, uma vez que ameaças nucleares contrárias equilibrariam o jogo, elevando-o a um nível perigoso de impasse que facilmente poderia desembocar numa catástrofe humanitária sem precedentes na história do nosso planeta. Estaria a Rússia disposta a pagar esse preço para defender seus interesses naquele país? Dificilmente. É muito provável que os EUA invadam a Síria, satisfazendo os interesses de todos esses atores já citados, hoje força política invencível sob qualquer ângulo que se queira abordar. Exceto, talvez, em caso de uma pressão interna muito intensa nos países que a compõem, o que é bem difícil de acontecer. Observem que já há sinais de uma nova postura da Inglaterra.

    Quanto à nossa Presidente, embora o Brasil possa (e deva) protestar contra a espionagem, por uma questão de posicionamento político, o mais importante é providenciar uma política de independência tecnológica no que se refere aos sistemas de comunicação e monitoramento e colheita de dados, sem os quais ficaremos sempre a mercê dessa vigilância estrangeira (que, certamente não se limita aos EUA). Até porque a espionagem continuará, enquanto utilizarmos sistemas estrangeiros, independentemente dos protestos do Brasil. É a lei do mais forte, e ponto.

  59. Anrafel said

    A Arena pediu registro do seu estatuto. Farsa ou tragédia?

  60. Anrafel said

    Exatamente, Zbigniew, tem que ser feito o protesto, a exigência de explicação porque em política e diplomacia manter as aparências é fundamental para dar alguma digeribilidade à lei do mais forte, à realpolitik. O que importa mesmo é a independência tecnológica.

  61. Zbigniew said

    Sim, Anrafael, a independência tecnológica.

    Mas para isso teremos que dar um salto cultural que elimine de vez as improvisações utilizadas para gerir nossos interesses.

    Por muito tempo agindo a reboque dos fatos, o Brasil precisa encarar que estamos num outro patamar, que exigirá uma nova postura, uma ação mais contundente na defesa da nossa sociedade. Não dá mais para ficar utilizando Windows na governança pública. É o fim da picada! Tampouco nos contentarmos com sistemas de vigilância de matriz estadunindense ou francesa. É dar a chave do galinheiro à raposa.

    Faço coro ao que disse o Artur Scavone no Brasil 247, quando ressaltou que:

    “Além desses aspectos estruturais de gestão, a segurança da informação é o outro item que agora tem os holofotes sobre si. Todos sabemos que o gestor mundial dos endereços da internet é norte-americano, que os esquemas de comunicação de dados da rede mundial passam do Brasil para grandes servidores nos EUA em direção à Europa e outros continentes. Assim como é sabido que cabos submarinos são monitorados por embarcações norte americanas que “sugam” dados e os interpretam. Some-se a isso que a grande maioria dos computadores e servidores é baseada em sistemas Windows, que têm – agora com a mais absoluta certeza – uma “back door” para uso dos arapongas norte-americanos. Como proteger os dados estratégicos de governo? É preciso dizer alto e claro: o país tem todas as condições para desenvolver estruturas de segurança governamentais para se defender. Mas é preciso dizer, também, que essas soluções não podem vir a ser, como foram até agora, improvisos que não se fundam em um sólido planejamento estratégico.

    Qual a solução?

    O Estado brasileiro não pode continuar refém de sistemas privados para gerir seus negócios e seus interesses, trate-se das prefeituras, das comunicações ou qualquer outro setor. Nem pode prescindir de um sistema de comunicação sobre o qual tenha segurança e privacidade. É preciso que o governo crie um órgão central que seja um planejador e executor estratégico de sistemas de governo, um órgão capaz de abrigar cabeças altamente capazes e comprometidas com uma política de Estado. Dessa instituição devem nascer o planejamento, o controle do desenvolvimento e a propriedade intelectual dos sistemas, tendo em vista uma perspectiva de longuíssimo prazo. Não se trata de subtrair da iniciativa privada sua atividade e competência, mas usar dos seus recursos em parceria de tal forma que o conhecimento, a essência da técnica em uso, as diretrizes de desenvolvimento, sejam posse do Estado.”
    (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/113720/%C3%89-preciso-agir-estrategicamente-contra-a-arapongagem-do-imp%C3%A9rio.htm)

    Isto, definitivamente, requer uma mudança de cultura.

  62. Pax said

    Caro Zbigniew,

    A questão é criar mais uma “órgão central que seja um planejador e executor estratégico de sistemas de governo…” como dito pelo tal Artur Scavone.

    Nem conseguimos fazer qualquer órgão nacional funcionar direito, quem dirá tendo mais um com estes poderes todos.

    Basta ver algumas questão altamente estratégicas nacionais e onde elas estão neste momento. Alguns exemplos:

    – Energia – bem, precisa dizer mais alguma coisa além da constatação que o ministério das Minas e Energia estar nas mãos da máfia do Sarney e hoje capitaneado pelo, segundo farto noticiário, incompetente e corrupto Edison Lobão?

    – Estradas – temos alguma dúvida que virou um naco nacional nas mãos do Valdemar da Costa Neto? Alguém tira o Min dos Transportes, a ANTT, o DNIT das mãos destes cara? Achamos que algo vai acontecer de bom com eles no comando destas pastas?

    – Telecomunicações – bem, agora chegamos no ponto, espionagem, telecom, telefonia, internet etc etc. Se houve alguma esperança de colocar o incompetente Paulo Bernardo à frente do Ministério creio que já temos provas suficientes que este ministro é um fraco, que a ANTEL é ajoelhada e subordinada das teles, os maiores grupos empresariais atuantes no Brasil e que temos o que temos, uma porcaria de telecom, ruim, cara e altamente corrupta segundo fortes indícios (basta lembrar que Daniel Dantas navega neste área, sem prejuízo de lembrar que nosso Zé Dirceu também militou por lá (continua?)).

    E aí criaremos mais um órgão altamente estratégico… que vai acabar caindo nas mãos do Sarney, ou do Collor, ou do Romero Jucá, ou mesmo de mais um destes petistas que acabam se entregando ao prazer de suas nulidades e dos confortos que os cargos lhes garantem.

    Sinto muito, mas coloco aqui toda minha desesperança. Criar mais órgãos, neste caso – e não vejo onde seria diferente – seria criar mais um cabidão de empregos. Se este tal órgão tomar vulto, aí sim que o cabidão será bem gordo e farto.

    Triste realidade.

    (sem prejuízo do esquecimento: e a ABIN serve mesmo para quê? Cabide de emprego de antigos milicos cuja mais alta tecnologia que devem conhecer deve ser o fax-símile)

  63. Elias said

    Desenvolvimento científico e tecnológico não se faz com “órgão de planejamento central ou descentralizado”.

    Desenvolvimento científico e tecnológico se faz com boas universidades (que dão a base), e com bons centros tecnológicos (que partem pros finalmentes).

    Um exemplo: Israel. País nanico, organizado há apenas 65 anos, com população também pequena, cercado de inimigos por todos os lados…

    Bem feitas as contas, Israel tem apenas uma boa universidade. Não três, nem dez, mas UMA única boa universidade.

    Só que, com essa única boa universidade, Israel já faturou mais de 4 prêmios Nobel, nos últimos15 anos. Bem mais que todos os países da América do Sul, juntos, com suas muitas universidades, que já existiam muito antes do tempo em que os fundadores do Israel moderno apenas sonhavam com isso e, a bem da verdade, tinham poucas chances de sobreviver ao dia seguinte.

    Hoje, é praticamente impossível alguém viver um único dia, em qualquer cidade do mundo, sem usar pelo menos um produto desenvolvido por cientistas ou técnicos israelenses, da telefonia celular ao protocolo IP.

    (E ainda tem a praga daquele software arapongonojento, que, neste momento, deve estar chafurdando a vida de um monte de políticos, ministros de Estado, presidentes da república, juízes, e o raio que o parta, ao redor do mundo… Daqui a pouco, será impossível alguém viver um único dia, em qualquer parte do mundo, sem ser arapongado por algum instrumento de bisbilhotice criado por algum cientista israelense, maluco e pervertido…).

    Só que o pessoal do pudê daqui tem preferido jogar pra galera…

    Saiu-se da cretinice da “reserva de mercado” dos militares, para o “ficar de quatro, aberto e arreganhado” do FHC, substituído pelo “deixacumutá-pra-ver-cuméquifica” do PT.

    Nada disso dá em nada, como os fatos demonstram fartamente, ao longo de décadas…

    De um lado, a reserva de mercado serve, apenas, pra perenizar um mercado brechó, de bugingangas obsoletas. De outro, participar do mercado tecnológico apenas como consumidor, somente pereniza a dependência e a subserviência.

    Um país precisa disso e daquilo tanto quanto seus habitantes precisam de um tiro na cabeça…

  64. Patriarca da Paciência said

    “”E a única pessoa que sabe mentir bem e “explicar” isso tudo é o Lula. Assim, o homem que, com alianças e narcisismo, trouxe de volta os piores erros do passado vai oferecer “unidade e sentido”. O restaurador do passado será a esperança de futuro.” (Arnaldo Jabor) O que sera que o veinho apavoradinho do Brasil quis dizer? Sera isso uma nova equacao quantica? Ou sera apenas que ele se tornou um discipulo do promissor filosofo juridiques quantico Ayres Britto? Grande enigma! Fortes emocoes!

  65. Elias said

    A ABIN não é diferente do SNI. Talvez um pouco pior…

    O problema é que, já na sua infância, o SNI adotou como modelo o NKVD soviético. Um órgão centralizando a espionagem interna e externa.

    A insignificância do Brasil no cenário externo, aliada à paranoia anticomunista, deu no que deu: um órgão muitíssimo bem equipado, porém improdutivo. Boa parte da capacidade produtiva do SNI era desperdiçada espionando o movimento estudantil nas Universidades (como se sabe, o que de melhor o movimento universitário fez, foi organizar shows artísticos pra arrecadar grana pra financiar encontros nacionais, onde se decidia aumentar a quantidade de shows artísticos pra arrecadar grana pra…).

    Mas o SNI necessitava justificar a grana que ele gastava… Então, fazia o quê? Mentia! Forjava relatórios, aumentando espetacularmente o poder de fogo de quem, no frigir dos ovos, não tinha mais do que uma dúzia de velhos revolveres e espingardas do tempo da Guerra do Paraguai…

    Durante a fase mais aguda da repressão, o SNI foi pouco mais que uma cangalha nas costas de quem realmente fez o trabalho sujo (observem que, entre os meliantes acusados de torturar e matar prisioneiros, poucos foram do SNI, cuja participação efetiva nas atividades foi, quase sempre, secundária). No fim do regime, o SNI era pouco mais que uma piada interna… (Sabe-se que o Figueiredo, que, aliás, chefiara o Serviço, era quem mais tirava sarro com a inutilidade daquela josta…).

    A ABIN herdou os piores vícios do SNI. Como não tem movimento estudantil pra ela espionar, aquele traste não serve nem pra mentir.

    Só pra constar: nos EUA, o Serviço Secreto e o FBI atuam apenas no plano interno, sendo-lhes vedado atuar no cenário externo; já a CIA atua somente no exterior, sendo-lhe vedado atuar dentro do território americano.

    Pode ser um caminho, embora não falta quem diga que foi exatamente essa estrutura que tornou possível o 11 de setembro. Diz-se que, se a CIA houvesse repassado ao Serviço Secreto e/ou ao FBI algumas informações que ela dispunha, muita coisa poderia ter sido evitada…

    Uma coisa é certa: do jeito que está, a ABIN é tão inútil quanto o Senado brasileiro…

  66. Pax said

    provável diálogo na ABIN de hoje…

    – Sargento, datilografe este relatório e envie imediatamente para a presidência?
    – Sim senhor.
    – Imediatamente, sargento, prioridade máxima!
    – Sim senhor.
    – Sargento, é tão importante que envie de duas formas: por telégrafo e, por garantia, mande um desses mensageiros que agora atuam no Brasil.
    – Mensageiro, senhor?
    – É, esses que usam motos, como é o nome mesmo?
    – Motoboy, senhor?
    – Isso, isso. Soube por um relatório que eles costumam chegar no mesmo dia.
    – Sim senhor, providenciarei pelos dois envios.

    A milicada brasileira não está muito distante deste cenário.

  67. Zbigniew said

    Pessoal,

    acho que o que o articulista quis dizer (e ele ressaltou que não se podia abrir mão da parceria com a iniciativa privada) é que o Estado tem que, nestes casos de estratégias de poder e tecnologia, ser o agente indutor e planejador, fomentador, e não como produtor.

    Não dá para uma universidade ou uma empresa privada promover estratégias de Estado. Podem até pensar sobre. Isto passa necessariamente pela política e pelo ator de Direito Público, porque de sua própria natureza (interna e internacional). Não é da natureza das universidades ou das empresas privadas implementar tais políticas. É da natureza delas (ou devia ser) fazer justamente o que o Elias disse: produzir conhecimento e novas tecnologias. O Estado vai utilizá-las para seus interesses, que passa por abrir oportunidades para suas empresas e conhecer os pontos fracos de seus inimigos (ou parceiros, como fazem os EUA e outros países), e por aí vai. Isso traz vantagens de natureza estratégica que pode refletir no bem-estar de uma sociedade, entendendo-se aqui segurança e desenvolvimento econômico. Abstenho-me de tratar da isonomia das relações uma vez que no âmbito internacional estamos muito longe disto, apesar de alinhar-me com a postura do “softpower” adotada pela atual diplomacia brasileira.

    Quando falo do salto cultural é justamente a libertação das amarras dos vícios que mantém o Brasil na mediocridade, incapaz de desenvolver um projeto mínimo de desenvolvimento de sua infra-estrutura sem esbarrar numa cultura de corrupção aguda que conseguiu criar monstrengos como a Lei de Licitações e, assim mesmo, ludibriá-la sem a menor cerimônia. Não sem razão que um diplomata chinês citou essa lei para justificar seu ponto de vista sobre a incapacidade do Brasil de se torna um player de respeito no cenário mundial. Sem romper com isso não teremos condições de reverter essa situação. Hoje só podemos exercer o “jus esperniandi”. E só.

    O articulista fala da nossa capacidade de produzir conhecimento e tecnologia. É verdade. O Brasil, via TSE, conseguiu produzir um sistema como o do voto eletrônico baseado no Linux em rede fechada. Funciona muito bem e é único no mundo, embora possa-se falar em trojans e malawares. Mas é um sistema com segurança bastante forte. A EMBRAER e a EMBRAPA são outros exemplos de empresa privadas e públicas que produzem e exportam tecnologia.

    Sim, temos a capacidade. O que falta é a energia certa para promover um novo paradigma.

  68. Pax said

    Caríssimo Zbigniew,

    A energia certa para promover o novo paradigma já nasce, no território brasileiro, corrupta. Você acha que o Sarney vai ficar de fora de uma iniciativa dessas? O Renan? Você acha que o PT vai peitar esses e seus pares quando eles quiserem seus lotes para desviarem o que bem entenderem? Mesmo depois destes 11 anos de provas e contra-provas?

    Desculpe-me por compartilhar minha atual crença. Qualquer novo órgão público já nasce neste velho paradigma e não vejo qualquer possibilidade de ser diferente.

  69. Zbigniew said

    Exatamente, Pax.
    Esse é o nosso grande problema. E o nosso grande desafio.
    Sem grandes pressões não vamos nos mover tão facilmente.
    Esse fato talvez produza algum efeito benéfico. Quem sabe?
    Como exemplo, certa ou errada a estratégia de defesa criou uma estatal em parceria com empresas privadas para a produção de submarinos modernos, incluindo submarinos nucleares (PROSUB). O Estado está comandando as ações através da Marinha e tem contrato com o estaleiro frances DCNS e ainda a Odebrecht e a Nuclep (que desenvolverá o casco e o sistema de propulsão). O projeto está em andamento depois de muitos e muitos anos de adiamento (como aconteceu com o FX-2, que corre um sério risco de ser encerrado sabendo-se que a Dilma estava se inclinando em comprar os Hornets antes desse episódio de espionagem dos EUA).
    Talvez setores do Brasil já estejam percebendo que não dá pra compactuar com tamanha corrupção.

  70. Pax said

    Gostaria de compartilhar essa esperança que “certos setores do Brasil…” gostariam de menos corrupção. A realidade é um tanto diferente.

    Nos EUA, século XiX, contruíram aquela passagem do meio oeste para o oeste, através daquela cadeia de montanhas (não sei mas acho que são as Rochosas) em 4 anos. Morreram mais de 1.000 na construção, fizeram uma competição entre empresas, algo assim. Se procurar no Google acha a história bem contada. Enfim, quase 1.000 km de ferrovias, em 4 anos estava pronta, operando.

    Pois bem, aqui temos 26 anos que entregamos a Norte-Sul para o Sarney e até hoje nenhum trem passou da origem ao destino.

    Sem falar na Abreu e Lima, a tal refinaria que tanto precisamos neste momento que já está há décadas em “construção”.

    São dois pequenos exemplos de centenas. Isso mesmo, centenas. Obras e mais obras, super necessárias, super estratégicas que acabam com seus orçamentos quintuplicados ou mais (Transposição do São Francisco, lembrei agora) e ficam anos e anos sangrando verbas públicas, enchendo os burros da coronelada e uma boa parte delas acaba abandonada, sucateada. Aí inventam uma outra obra pra suprir a demanda da obra que continuará sem acabar, mas sangrando mais e mais verbas. E, claro, a nova obra será mais uma fonte para a mamação geral.

    Agora digam-me, por favor: estou mentindo? Exagerando? Faltando com a verdade? Inventando? Perseguindo politicamente (a) ou (b)?

    Não, é isso. São caminhões, trens, navios de dinheiro público jogados fora, no lixo, ou nos banquetes da tal coronelada.

    O resultado final é que partidos que se diziam melhores acabam adorando os mesmos banquetes e se fartando…

  71. Elias said

    Cá pra nós, pessoal: a corrupção brasileira não é maior que a italiana. Ou a israelense (esses sim, verdadeiros craques quando se fala em saquear os cofres públicos…).

    A corrupção é um problema grave? Claro que é!

    Agora, achar que todo e qualquer problema brasileiro só pode ser enfrentado se, antes, se eliminar a corrupção, ou, por outras palavras, achar que a corrupção inviabiliza o enfrentamento de todo e qualquer problema brasileiro… É pular uma passagem, né?

    O Brasil não tem projeto para o futuro. É um país sem rumo. Essa a questão.

    Os governos brasileiros: no âmbito federal, estadual e municipal, vivem correndo atrás do prejuízo… Tapando buracos. Governam para o passado, não para o futuro.

    Há algum tempo, estive numas palestras de juristas, promotores e juízes italianos, que passaram algum tempo analisando o Brasil. Foram unânimes em dizer isso: o Brasil é um país que tenta andar pra frente com a cara virada pra trás…

    Lembraram, p.ex., a legislação trabalhista feita por Getúlio Vargas. Foi uma legislação URBANA, criada num tempo em que a população do Brasil ainda era predominantemente RURAL.

    Acontece que Getúlio Vargas — em que pesem seus muitos defeitos — era um estadista. Ele governava com os olhos postos no futuro. Se Getúlio houvesse criado uma legislação trabalhista RURAL, ela rapidamente teria se tornado obsoleta. Como criou uma legislação URBANA, ela se mostrou mais adequada ao país no qual o Brasil rapidamente se transformaria, e é a base da legislação trabalhista em vigor ainda hoje, mais de meio século depois da morte de Getúlio.

    Ou seja: Getúlio tinha uma visão de trajetória, e procurou estruturar o país segundo as demandas que essa trajetória imporia.

    A falta de visão (e de um projeto) para o país, atrapalha muito mais que a corrupção.

    O que é pior é que, com a corrupção, ainda tem uns gatos pingados se indignando… Já com a falta de projeto, nem pensar… A maior parte das pessoas age como se isso não tivesse a menor importância.

  72. Pax said

    Opa, caímos de novo na questão de como medir o tamanho da corrupção.

    Qual o tamanho da corrupção do PSDB? Qual o tamanho da corrupção do PT? Qual o tamanho da corrupçào de Israel? Da Itália? Dos EUA? Da Russia? Da China? Do Zé Dirceu? Do Genuíno? Do Collor? Do Renan? Do Sarney? Do Natan Danadão?

    Eu não conheço uma régua oficial. Alguém pode me apontar uma?

    Projeto para o país? Eu tenho um, faz tempo. Começa assim:

    1 – Combater a Corrupção generalizada, desenfreada e impune.

    2 – Fazer qualquer coisa depois…

    Basta nos lembrarmos dos poucos exemplos que dei, Abreu e Lima, Ferrovia Norte Sul, Transposição do São Francisco e por aí afora.

    De que adianta ter um projeto para o Brasil, ter visão de longo prazo se no curto e médio prazo o dinheiro público aplicado sai pelo ralo?

    De que adianta pensar qualquer plano se não começarmos pela punibilidade dos nossos atuais corruptos, que incluem governantes, legisladores, juízes etc etc?

    Estou provocando, sim.

    Vamos lá, qualquer um que queira um país com futuro realmente bom começaria a pensar na tal “única universidade boa de Israel” que produziu 4 premios Nobel. Certo?

    Claro, sem dispensar um mínimo para a Saúde (saneamento básico pra início de conversa e tudo mais), Segurança Pública, infraestrutura para o país rodar, energia, telecom etc etc.

    Tudo isso já existe no país, certo? Sim, claro que existe. Em que condições? Com quanto desvio de verbas, má gestão, incompetência, cabidagem de emprego?

    Quanto se poderia fazer mais e melhor se o quadro fosse um pouco diferente?

    De novo, estou provacando, sim.

    Plano pro Brasil: reduzir a corrupção e fazer um plano para o Brasil. Simples…

  73. Olá!

    Foi um ato de muita decência da Globo ter reconhecido que deu seu apoio ao Golpe de 1964. Mas também há uma coisa a se lamentar sobre tal reconhecimento.

    Em primeiro lugar, a Globo fez isso perante uma considerável pressão de arruaceiros que odeiam a liberdade e de uma esquerda retrógrada que há décadas vem usando e abusando desse apoio para justificar todo tipo de crítica destinada à emissora.

    Os energúmenos que o tempo inteiro lembram do apoio global aos militares, são exatamente os mesmos que promovem quebradeiras nas ruas; jogam esterco na porta de jornais; incendeiam veículos de reportagem; ameaçam espancar jornalistas que decidem cobrir as manifestações; já agrediram jornalistas (aqui vale lembrar uma moça da Folha de São Paulo foi agredida e xingada durante um evento do PT); e são ferozes defensores do tal “controle social da mídia” (leia-se controle e censura estatal da imprensa livre).

    Essa é a parte lamentável.

    Um ponto mal colocado nesse reconhecimento é a conjuntura histórica sob a qual o Golpe de 1964 aconteceu. A esquerda e sua típica inteligência de capivara gostam de descrever a situação como se fosse algo idílico, no qual malvados militares, latifundiários, oligarcas e afins tivessem decidido tomar o poder para impedir o desenvolvimento que as toscas e mal ajambradas Reformas de Base do Jango iriam trazer. Reformas essas, aliás, que ele só foi propor aos 47 minutos do 2o tempo.

    A esquerda deixa de lado todo o contexto da Guerra Fria e de que havia apoio soviético-cubano a grupos esquerdistas brasileiros cujo objetivo era implantar através da violência uma ditadura comunista. Os soviéticos já haviam tentado isso na década de 1930 e, com o avanço obtido em Cuba, eles viram nisso uma oportunidade renovada de exportar o seu tosco regime comuno-socialista para a América Latina.

    Adicione-se a isso a perigosa aproximação do Jango aos regimes comunistas mundo afora, as declarações de gente como Leonel Brizola e o vândalo Luís Carlos Prestes. O primeiro queria substituir o congresso por uma junta formada por sindicalistas e camponeses. Já o segundo afirmava que eles, os comunistas, ainda não estavam no poder, mas já estavam no governo.

    Sem dizer também que de 1965 em diante, a esquerda se radicaliza ainda mais e parte abertamente para violência contra alvos civis, o que apenas deu uma justificativa a mais para os militares ficarem no poder e diminuir os já parcos direitos que ainda existiam.

    Essa é apenas uma parte daquilo que a esquerda se “esquece” ao comentar o Golpe de 1964.

    No mais, muito nobre a atitude da Globo. Ela colocou on-line um site no qual explica episódios polêmicos em que se envolveu.

    Talvez, um dia, a esquerda também coloque on-line um site para explicar suas polêmicas e partidos políticos como o PT, que, por décadas, não hesitou em apontar a sujeira dos outros, terá a oportunidade de esclarecer suas próprias sujeiras, coisas como o Caso Celso Daniel, o Caso Toninho do PT, o recente rombo bilionário na Petrobras, o Dossiê dos Aloprados, o Mensalão e etc.

    Até!

    Marcelo

  74. Olá!

    Pax,

    “Sem esquecermos de Hiroshima e Nagasaki… justificáveis?”

    Não podem esquecer também isso daqui.

    Até!

    Marcelo

  75. Olá!

    Hehehehehehe. . .

    Nada como um dia após o outro.

    O ministro Toffoli, do STF, está relatando ações para um banco do qual recebeu vantagens de financiamento que lhe permitirão fazer uma economia de mais de R$ 500 mil caso tivesse de pagar os juros normais.

    E aí, cadê os esquerdistas para reclamar disso agora? Por menos do que isso, houve esquerdola dizendo que o ministro Joaquim Barbosa só fazia cagar no recinto e coisas tais.

    É a famosa indignação seletiva: Só há indignação se ela for favorável a certo grupo político.

    Até!

    Marcelo

  76. Elias said

    “Projeto para o país? Eu tenho um, faz tempo. Começa assim: 1 – Combater a Corrupção generalizada, desenfreada e impune. 2 – Fazer qualquer coisa depois…” (Pax)

    Essa história é velha. Em 1960, um indivíduo casparento e doidão foi eleito dizendo isso. Em 1989… Precisa repetir?

    O “qualquer coisa” do Jânio consistiu em proibir briga de galo e o uso de biquini na praia… E uma tentativa muito doidona de imitar seus ídolos de então, Fidel Castro e Gamal Nasser, dois mestres na manipulação política da renúncia…

    Collor fez mais: além de um plano econômico tão doido quanto ele próprio, Collor se tornou um ás do humor involuntário, catando lixo num terreno baldio próximo à Casa da Dinda, enquanto cantava: “Pensa em mim, pensa em mim / Não liga pra ele…”.

    Não sei se esse musak tinha alguma coisa a ver, mas nosso presidente ficou uma graça quando a mulher dele anunciou que estava grávida, sem se tocar para o fato de que ele já havia declarado, publicamente, que fizera vasectomia. No dia seguinte, ele exibiu a mão esquerda, sem aliança e mandou vazar que queria se divorciar. Dias depois, ela apareceu na tevê, chorando na missa de seu aniversário.

    Quem restabeleceu a ordem no galinheiro (sem duplo sentido, por favor…), foi o pai dela, que, numa entrevista ao “Fantástico”, deu a sugesta: “Estou agoniado com essa história de divórcio. Na minha família não tem mulher divorciada. Só tem solteira, casada e… Viúva!” Collor captou a mensagem e não se divorciou até que o sogrão partisse deste vale de lágrimas….

    E tudo se resolveu com a retirada do Luiz Mário de Brasília (disse dona Roseane: “Ah, o Luiz Mário… É… Que Luiz Mário? Não conheço nenhum Luiz Mário…!”).

    Foi o “qualquer coisa” mais engraçado, brega e miguelito que este país já teve…

    Parecia obra de um produtor doido da PelMex, que resolvera encenar um drama de Shakespeare com o elenco de Chaves… Ao vivo e sem roteiro… Pena que o Glauber já tinha morrido… Ele seria o diretor ideal.

    O combate à corrupção é a bandeira preferencial do aventureiro, que, com ela, esconde a ausência de projeto para o país.

    O aventureiro da vez, aliás, já tem nome e é mulher: chama-se Marina Silva.

    Tal como Jânio e Collor, ela não tem nem partido. Tem um escritório eleitoral que se estruturou não a partir de uma concepção ideológica e uma proposta política, mas sim em torno de uma candidatura: a dela (mais artificial do que isso só sorvete de morango de plástico…).

    Não tenho a menor dúvida de que Marina vai tentar traficar com o combate à corrupção.

    Suas debilidades são: (a) ausência de carisma (é o picolé de chuchu do Norte); (b) só ter rompido com a corrupção do PT depois que foi demitida do ministério (onde sua atuação não se destacou, propriamente, por iniciativas da ministra em fazer qualquer coisa); (c) ter saído do PT pra entrar no PV, partido que não se destaca, propriamente, pela lisura de seus próceres.

    Mesmo assim, acho que ela vai tentar essa vigarice.

    Tudo bem. Tem quem compre esse produto…

    Putz!

  77. Pax said

    Caro Elias,

    Você levou para o lado partidário… enquanto eu falava do lado concreto.

    Não acredito em vassourinhas e caçadores de marajás. Acredito que a sociedade possa, um dia, sei lá quando, nem sei se vai mesmo, cobrar que a impunidade seja reduzida.

    No andar da nossa carruagem mantenho alguma esperança, sim. Lá para o século XXXII.

    Agora mesmo o canalha do Henrique Alves pede desculpas porque seus pares, que são iguais ou mais limpos que ele, votaram pela não cassação do Natan Danadão. Talvez, muito talvez, isso resulte na aprovação do fim das votações secretas. Ou seja, um avanço. Em 30 anos, damos um passo, pequeno, bem pequeno, mas damos um passo à frente. Quer dizer, se é que o Henrique Eduardo Alves, aquele que tem como funcionário da empresa que recebe verba do governo um bode na porta da fachada, colocar mesmo a tal emenda em votação e se seus pares aprovarem a tal emenda.

    Como disse, no século XXXII, talvez no XXXIII teremos menos corrupção e o país um projeto de futuro. Pode ser que em Marte ou Saturno, mas um futuro.

  78. Elias said

    Pax,

    O “lado partidário” não é uma abstração. Faz parte da realidade concreta.

    É por meio dos partidos políticos que são eleitos o Presidente da República, os deputados, os senadores, etc.

    Quem materializa a formulação e a execução de projetos para o país são os partidos políticos.

    Inútil falar em projetos para o país sem levar em conta os partidos políticos.

    Fazer isso, sim, é que seria abandonar a realidade concreta e partir pra abstração…

    Mas gostei de ler o que escreveste: “Acredito que a sociedade possa, um dia, sei lá quando, nem sei se vai mesmo, cobrar que a impunidade seja reduzida.”

    É isso aí! A sociedade é que tem que resolver esse problema, não um “salvador da Pátria” (que, no fim, é apenas um vigarista…).

    Se a sociedade partir pros finalmente, ela vai se tornar mais exigente e seletiva ao votar, e a própria fisionomia dos partidos políticos vai começar a mudar, sem prejuízo para seus posicionamentos ideológicos.

    A honestidade e a desonestidade não são monopólios de nenhuma ideologia. Há ladrões e pessoas honestas na esquerda, no centro e na direita.

  79. Pax said

    Assistindo aqui o Jornal da Band…

    1 – pegaram uma máfia no ministério do trabalho, que já tinha sido pega no flagra, derrubou o ministro bobalhão Carlos Lupi (“Dilma, eu te amo”). Pois bem, a sesmaria do PDT continuou, as mesmas ONGs, os mesmos contratos, os mesmos diretores, os mesmos desvios…

    2 – agora a Band está fazendo uma série especial sobre a máfia das transportadoras e redes de postos de gasolina. Agora pulamos para a sesmaria do PR, do Valdemar da Costa Neto. Pois bem, os caras têm moeda paralela, altamente ilegal, fazem e desfazem, aprontam pra todo lado e quem deveria controlar a parada é a ANTT – Agencia Nacional de Transportes Terrestres. Precisa continuar?

    Projeto para o país?

    Acaba com essas sesmarias, prende uma meia dúzia de uns 200 do PDT e PR, mais empresários e diretores da transportadoras e máfia dos postos e… e faz estrada de ferro de norte a sul, de leste a oeste. Muito menos R$ por tonelada transportada.

    Mas aí a gente bate na máfia das montadoras e, de outro lado, com o rei Sarney, que faz 26 anos que toma conta da Ferrovia Norte Sul. É tão eficiente, mas tão eficiente que nunca teve um único acidente nesta ferrovia. Mesmo porque nunca passou um trem por ela e fica difícil ter acidente sem o bendito trem.

    Projeto para o país?

    Quando vamos falar de presídios e mais presídios pra essa massa de corruptos que está instalada em todos os âmbitos, municipais, estaduais e federais? Se aqui discutimos um bocado as questões federais, algumas estaduais… imagina o que acontece nos municípios. Vai faltar presídio pra tanto corrupto.

    Só que, claro, pra contrabalancear essa corrupção toda, corrompeu-se o judiciário que em 30 anos prendeu 1 deputado, num índice de produtividade que chega a impressionar.

    Projeto para o país? Neste bendito blog?

    Só tem um caminho: reduzir a corrupção e impunidade e, depois, pensar num projeto para o país.

    Como reduzir corrupção e impunidade já foi bandeira de tanto canalha, como o caro Elias diz acima, quem acredita mesmo nisso?

    Nem minha bistataravó, aquela safada.

  80. Pax said

    Caro Elias,

    Não tinha lido teu #78 quando postei o #79.

    A sociedade vai partir para os finalmente? Bem, em junho/julho até pareceu que ia, sim. E?… Ora bolas, o status quo, o establishment foi muito mais competente. Dividiu as forças antagônicas, colocou uns contra os outros e mudou o cenário para que todo o contexto não fosse alterado.

    Agora mesmo (desde manhã que acompanhei o momento do problema) noticiaram, também, mais um transtorno da Super Via (Odebrecht), a privatização dos trens metropolitanos cariocas. O povo, puto da cara, tacou fogo no trem. Em dois instantes o povo passa a ser o vilão, vândalo etc. E o noticiário ainda mostra a Odebrecht já pagou R$ 5 milhões em multas. Dinheiro que nem chega a ser de pinga pra eles.

    Pra mim o povo realmente se indignar, na atual conjuntura, é invadir o Congresso, tirar o Renan e o Henrique Alves de lá, levar pro gramado e deixar o povo descarregar todas suas satisfações em afagos calorosos com os caras. Logo depois dar o tom, um toque geral, que é pra fazer o mesmo em todas as Assembléias estaduais e Câmaras municipais. Tirem os corruptos à força, levem pra rua e encham-os de afagos.

    Se o tom pegar, ótimo, pode ser que começe a mudar alguma coisa.

    Isso vai acontecer? Não.

  81. Pax said

    Voltando a real, a tal proposta que talvez, quem sabe, acabe com voto secreto no Congresso, já tem 12 anos de gaveta, sendo 7 destes depois de aprovada em primeiro turno, segundo informação da Cristina Lemos no twitter.

  82. Elias said

    Pax,

    1 – Nem de longe, imagino teu blog fazendo um projeto para o país. Lembra que eu disse que são os partidos políticos, etc.,etc,etc.?

    2 – “Jornadas de junho/julho”? Lembra quando eu disse que aquilo tinha a profundidade de um pires? Tá por aí, escrito, numa dessas caixas de comentários. Não vou repetir.

    3 – Quando falo em “projeto para o país”, tô pensando em outras coisas. Vou dar um toque:

    3.1 – Há mais ou menos uns 25 anos, dizia-se que a exploração do minério de ferro da Serra dos Carajás — o melhor minério de ferro do planeta! — iria durar 400 anos. Pois bem, agora, 25 anos depois, os platôs da Serra Norte já exauriram, e deu-se início à exploração dos platôs da Serra Sul (onde o minério é ainda melhor que o da Serra Norte). Em comunicado público, a Vale informou que a exploração da Serra Sul vai levar 40 anos. Quer dizer: em 40 anos acaba-se a farra.

    3.2 – Sabe por que o programa brasileiro de expansão ferroviária parou? Não? Por falta de trilhos, Pax. O Brasil importa trilhos da China. Acontece que a empresa chinesa que venceu a concorrência mandou trilho vagabundo (vai ver, eles não usam o minério brasileiro, quando fabricam trilhos pro Brasil). Os trilhos foram devolvidos e a empresa chinesa foi declarada inidônea. Aí fizeram outra licitação, que travou quando se descobriu que a vencedora era a mesma empresa chinesa declarada inidônea, por meio de uma testa de ferro.

    3.3 – Tendo o melhor minério de ferro do mundo, o Brasil não conseguiu desenvolver uma aciaria capaz de atender suas necessidades mais básicas. E quando esse minério acabar, daqui a 40 anos?

    3.4 – Praticamente o mesmo pode ser dito da cadeia alumínica (as duas maiores jazidas brasileiras de bauxita alumínica já começaram a ser dilapidadas, sem que o país avance minimamente além do lingote…). Nem vou falar da produção de energia, falando… E, já que estou falando nisso, também embolou a instalação das linhas de transmissão de Jirau e Santo Antônio (Rio Madeira, RO). Erro técnico dos mais brabos! Custo adicional que alguns estimam em R$ 100 milhões, outros em R$ 500 milhões e outros mais em R$ 1,3 bilhões! E durma-se ao som desse barulho…

    4 – O Brasil está desperdiçando o que talvez sejam suas últimas chances de se tornar um país próspero e socialmente justo.

    5 – Quando esses recursos naturais se exaurirem — e, pelo que se vê, isso não vai demorar muito –, a coisa vai ficar muito mais difícil. Se o país não consegue fazer agora, quando é mais fácil, imagina quando ficar mais difícil…

    6 – Quando falo num “projeto para o país”, estou pensando em matriz energética, cadeia do ferro, cadeia do alumínio, proteína animal… Por aí…

    7 – Não é que coisas como esse Donadon, metrô tucano, mensalão, etc, não sejam importantes. É só que tem coisas ainda mais importantes que essa rolando e… Nada, né?

    8 – Já me ocorreu pensar que tem gente interessada exatamente nisso. Ficamos todos nós perdendo nosso tempo com o circo do Barbosão & adjacências, enquanto o país escoa pelo ralo…

  83. Pax said

    Capital Humano, caro Elias, capital humano…. uma hora você lembra, noutra esquece.

    Acredito que todo e qualquer investimento para o futuro tem que considerar como prioridade absoluta o capital humano. É ele que vai suprir o país depois de acabarem com nosso pau brasil (ops, esse já acabou), nosso ouro (ops, também) e outras riquezas.

    No século XXXII o que vai importar mesmo é quem tem água, ar e gente capaz de desenvolver tecnologia.

    Lembra da tal única universidade de Israel?

  84. Pax said

    Essa é pra chorar… entrevista com Valdemar da Costa Neto, um dos donos do PR (nem sei se não é “O” dono) partido que é “proprietário” dos portos, rodovias etc do Brasil. A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) foi criada na tentativa de tirar os portos das garras deste cidadão. Claro que não deu certo, pelo noticiário que temos disponível.

    Enfim, confesso que me incomoda um bocado vê-lo livre durante os dias para só dormir com a bancada da Papuda.

    Durante os dias continuará a comandar DNIT, ANTT, ANA, ANTAQ etc etc.

    Este cidadão, voltando na boa discussão com o caro Elias, este cidadão, sim, tem projeto para o Brasil.

    O Brasil que é dele, a fatia que o governo (não é de hoje) lhe ofereceu em troca da apoio político.

    Cabe-nos, no meu entender, perguntar: valeu a pena?

  85. Pax said

    Ainda não sei se é fato, mas vamos acompanhar….

    Durante os protestos, o governador de São Paulo, envolvido, segundo farto noticiário, em muitos casos de corrupção (Rodoanel, Propinoduto com Alston, Siemens et caterva etc) e… os famosos pedágios, anunciou que este ano não haveria aumento dos pedágios, mesmo porque saiu noticiário que haviam cobrado a mais cerca de R$ 2 bilhões…

    Aqui a notícia do xuxu falando que não ia aumentar:

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,pedagios-das-rodovias-de-sp-nao-terao-reajuste-neste-ano-anuncia-alckmin,1046329,0.htm

    Aqui a notícia que o xuxu deixou as empresas faturarem uns caraminguás a mais:

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/07/1313376-auditoria-diz-que-concessionarias-de-sp-tiveram-ganho-indevido-de-r-2-bilhoes.shtml

    Bem, agora de manhã fui surpreendido pelo seguinte email (estou copiando e colando da minha caixa inbox)

    “Informamos que o reajuste anual dos valores relativos ao serviço Sem Parar, previsto para o dia 1º de julho de cada ano conforme Cláusula 7.5 do Termo de Adesão, não foi realizado naquela oportunidade, estando previsto para ocorrer no dia 1º de Setembro. Em razão disso, o Termo de Adesão firmado com V. Sa. está sendo aditado a partir de 1º de Setembro, para que a Cláusula 7.5 passe a ter a seguinte redação: “7.5. Os valores relativos aos serviços da CONTRATADA são vigentes na data da assinatura do presente instrumento e serão reajustados anualmente no dia 1º de setembro, de acordo com a variação do IGP-M (FGV), no período de agosto a julho. Em caso de criação, extinção ou alteração de tributos, os valores dos serviços serão aumentados ou reduzidos na mesma proporcionalidade da alteração ocorrida.”

    Dentro em breve vou ligar para lá para saber se vale já para este ano. Caso a resposta seja afirmativa… o que nos resta é colocar a boca no trombone. Vai adiantar alguma coisa, supondo que o golpe que suspeito esteja em andamento?

    Sei não, mais provável que não, talvez um processo contra mim.

  86. Zbigniew said

    E então?
    Esse caso Donadon, mesmo.
    Agora temos a derrubada do voto secreto.
    Foi ou não pressão, ainda que turbinada por meios de comunicação comprometidos com a causa “Dirceu”?

    Sendo assim não se pode dizer que os movimentos de rua foram superficiais ou desimportantes. Foram desorganizados, difusos e caóticos. Mas foram movimentos de pressão que incomodaram aquilo que vinha há muito tempo sendo poupado de cobranças mais veementes: o status quo. Sequer, pela sua natureza, conseguiram ser cooptados de forma efetiva, nem pela esquerda, tampouco pela ideologia de direita. Por reflexo fizeram até a ABIN começar a funcionar decentemente e colocaram em foco a violência das diversas polícia militares espalhadas pelo país! Vejam o Cabral e o Alckmin. Você acham que o capital político desses dois não foi afetado?

    Mas, pensemos bem. Quem acreditaria que os “coxinhas” sairiam de sua zona de conforto para ir às ruas protestar? Isso numa sociedade anestesiada e de caráter conservador, formado “entre duas novelas da Globo”? E digo: é algo bem diferente do que aconteceu na redemocratização, que teve como atores principais os movimentos sindicais e outras entidades de classe, lógico, com o apoio da classe política. Interessante que, agora, não é incomum ver pessoas, de uma comunidade, de um bairro, irem às ruas para protestar, ainda que em menor número e de forma pontual. Alerto para que não desprezem esses movimentos. Eles não são, de modo algum, inócuos.

    Sim, temos problemas enormes, de caráter civilizatório e teremos ainda um bom tempo para equacioná-los e resolvê-los ou pelo menos minorá-los. Não é algo irreversível ou sem solução. Isto simplesmente não existe!

    O Elias trás a questão dos minérios. E isso é um exemplo claro do despreparo do Estado em controlar a sanha predatória sobre riquezas minerais por parte do capital. Não houve uma estratégia, não houve uma política voltada para o desenvolvimento da sociedade quando das privatizações neste setor. Não se prestigiou a ideia de que o que está no subsolo é do Estado (mais precisamente da União) e, por dedução lógica, do seu povo. Se o empresário vai enriquecer com a exploração tem que dar um retorno bem robusto para a sociedade, e não é só na forma de impostos ou empregos. Tem que está inserido na lógica de estratégia econômica e tecnológica do país. É como aquele cara dono de um terreno supervalorizado que recebe metade de uma torre de apartamentos para que a construtora possa ali construir e auferir seus lucros. Os dois têm que ganhar, mas, no caso, proporcionalmente, o dono do terreno ganhará mais que o empresário, levando-se em conta aquela única obra (observando-se que o empresário tem outras, em outros lugares).

    Pois bem, a Petrobrás, com todos os problemas da ingerência estatal que lhe são inerentes, é um exemplo de sucesso nesta seara e da capacidade da sociedade brasileira em gerar tecnologia de ponta em prol de todos, com o estímulo ao (re)surgimento de outras indústrias, como a naval. Sim, temos problemas de sobrepreços na construção de refinarias (como no caso da Abreu e Lima em PE), de vazamentos (lembram como eram comuns na época dos tucanos?), e de alguns péssimos negócios. Mas a sociedade, definitivamente, não está investindo num elefante branco.

    Aliás, não acho que o país dependa exclusivamente do minério ou de qualquer jazida escondida no subsolo para ser próspero e socialmente justo. O que se prova pelo que foi dito pelo Elias. O que gera riqueza é conhecimento e tecnologia, e será cada vez mais assim.

    Observem o caso das “terras raras” utilizadas para a confecção de produtos de alta tecnologia e cujas maiores jazidas estão nas mãos dos chineses que controlam o preço no mercado internacional. Tenho um conhecido, um físico experimental muito conceituado, e que foi convidado para fazer pesquisa num laboratório nos EUA. Eles chamam todos bons cientistas do mundo para isso. Pois bem. Lá estão sendo feitas pesquisas para gerar produtos artificiais que venham a substituir as “terra raras” e não se espantem se conseguirem algo até melhor.

    Esse é o caminho: o conhecimento. Que passa pela educação, compreendida aqui num sentido bem mais amplo que a educação de caráter meramente formal (mas, logicamente incluindo esta).

    Porque foi o conhecimento, em uma de suas diversas expressões, mais precisamente aquele gerado no âmbito das redes sociais, esse mesmo, superficial mas real, espontâneo e não manipulado pelos meios tradicionais (na sua gênese), que levou pessoas às ruas e será esse mesmo conhecimento que vai mudar nosso jeito de não ter jeito. O resto virá por acréscimo.

  87. Pax said

    É… liguei lá. Não é um reajuste do valor do pedágio. É um reajuste da mensalidade do serviço SEM PARAR.

    Então vamos lá. Este é um serviço vergonhosamente cobrado. Você tem um aparelho pra passar direto pelas cancelas de pedágio, isso significa que eles tiram o operador, o cobrador das cabines. Reduzem seus custos. E ainda faturam mais cobrando pelo serviço.

    Só por esta condição, um conluio com o governo do estado (não é só em SP que eu saiba), você deveria ter uma redução da tarifa do pedágio e não ainda pagar para que eles reduzam custo.

    E agora, claro, como perderam faturamento, arrumaram um jeito de tirar um pouco mais do contribuinte.

    Mudaram o contrato, por conta deles mesmo… mudaram a data de reajuste, por conta deles mesmo.

    E ferrem-se as vítimas, vulgarmente chamados de clientes.

  88. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Concordo com você, o futuro está sim, no investimento no capital humano. Para isso precisamos todos colocar as fichas em Educação. Assim aconteceu na Finlândia que acaba de vender (infelizmente) a Nokia para a Microsoft (aposto a cabeça do Chesterton que a Nokia vai pro vinagre), assim aconteceu com a Coreia do Sul e vários outros exemplos que podemos elencar.

    Também concordo com você que os movimentos de junho/julho trouxeram, no mínimo, um pouco de gosto pela política para o povo brasileiro, este mesmo cidadão que é tão despreparado que reclama da corrupção do Estado mas não se incomoda em tirar vantagem seja não pagando algum imposto ou dando uma propina para não ser multado.

    Ao menos este cara, que nem sabe que é corrupto, fala dos outros corruptos, os engravatados que estão nos palácios das cidades, estados e municípios. É, sim, um pequeno passo que, se continuar, pode fazer alguma diferença. Pode. Mas, também, pode ser um tiro pela culatra, caso o establishment mostre para este mesmo cidadão que não adianta espernear que o modelo é mais forte que a vontade do povo.

    E, sinceramente, apesar das minhas eternas discordâncias com o caro Elias, gosto de dar murro em ponta de faca. Insisto que a corrupção está entre os maiores males que tiram as esperanças que tenhamos um Brasil bem melhor.

  89. Jose Mario HRP said

    OAB CUIDA DE POR PARA ESCANTEIO OS IXSPERTOS !

    http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/2013/09/para-frear-ex-ministros-oab-aumenta.html?view=classic

  90. Elias said

    Pax,
    Em nenhum momento esqueço o “capital humano”.

    Tanto que vivo insistindo em universidades, centros tecnológicos, etc.

    Quanto a isso, eu apenas ressalvo que Educação não é, simplesmente, um problema técnico.

    Quem leu o que escrevi, acima — como o Patriarca, p.ex. — há de ter notado que vinculei a educação ao aperfeiçoamento dos valores cultivados pela sociedade (até citei o George W. Carver, etc e tal).

    Encarar a educação apenas como uma questão técnica, sem balizamento de valores, poderá resultar na preparação de delinquentes mais cultos, mais hábeis e mais difíceis de serem apanhados e punidos.

    Analise com atenção o Brasil de hoje, e veja se isso já não está acontecendo. Converse com qualquer pessoa que tenha se dedicado ao estudo da sociologia da educação e veja se a opinião dessa pessoa não passa por aí…

    Além disso, Pax, a própria política educacional se liga, subordinadamente, a um projeto de país.

    Imagina, p.ex., que um projeto para o país conclua que a exploração das espetaculares jazidas de minério de ferro do Brasil deve beneficiar o país como um todo, e não apenas dar lucro para uma única empresa.

    Segue-se, daí, que a instalação de novas universidades, ou a expansão das universidades já existentes, privilegiará cursos como Engenharia de Minas, Engenharia Metalúrgica, etc. Ou seja: vai preparar o capital humano necessário à verticalização da cadeia produtiva do ferro.

    Se outro for o entendimento, o país continuará a estimular a instalação de cursos de Direito, que aumentam rapidamente a oferta de ensino superior, sem a necessidade dos elevados investimentos (e dos elevados custeios) que um curso de engenharia metalúrgica inevitavelmente demanda.

    A decisão macro, Pax, o guarda chuva, é o projeto para o país.

    Com todas as restrições que podem e devem ser feitas a eles, Getúlio e JK tinham, cada qual, um projeto de país. As chamadas “grandes decisões” de Getúlio, foram, todas, direcionadas ao projeto de país que ele tinha. Ele criou leis e instituições não para a sociedade rural que havia então, mas para a sociedade urbana que estava a caminho, até porque suas próprias ações a fomentariam. JK fez algo parecido, com seu projeto industrializante…

    São coisas assim que cavam um abismo entre um estadista e um simples político que venceu uma eleição.

    Sacou? Até mesmo esse negócio de ficar falando “educação”, “educação”,”educação”… Se desvinculado de uma visão mínima de trajetória futura — ou seja, de um projeto para o país –, soa como conversa de camelô, vendendo uma panaceia que, segundo ele, cura resfriado, sarampo, bexiga, catapora, unha encravada, filariose, tuberculose, amarelão, barriga d´água…

    É preciso ir mais fundo.

    Investir em novos cursos de Direito é investir em educação, certo?

    Se eu criar 100 novos cursos de Direito, e apenas 2 de Engenharia Metalúrgica, tudo bem pra ti?

  91. Elias said

    Se um dia, um projeto para o Brasil concluir que a exploração de suas fantásticas províncias minerais deve beneficiar todo o país, e não apenas dar lucros estratosféricos para uma única empresa, especializada em cavar buracos e exportar matéria prima barata (até porque subsidiada com financiamentos de compadre — leia-se, BNDES –, com absurdas isenções fiscais e com o mais absurdo ainda subsídio da energia elétrica, descarregado nas nossas contas e costas), isso vai alterar por completo o perfil da educação, nesta Pátria que me pariu.

    Mas isso também seria só um pedacinho do todo, né?

    Se o Brasil verticalizasse as cadeias alumínica e do ferro, p.ex., a matriz energética mudaria por completo. Além disso, a implantação e o direcionamento dos linhões de transmissão mudariam da água pro vinho… O direcionamento das linhas de crédito do BNDES necessariamente teriam que ser outros. A política de incentivos fiscais, creditícios e de insumos dificilmente continuaria a fomentar a exportação de matérias primas.

    A própria política de exportação seria afetada. Quem quisesse comprar lingote de alumínio, p.ex., teria que levar, junto, um porrilhão de produtos acabados…

    Se a China se submeteria? É só ligar “a” com “b”, depois com “c”… A China não tem como produzir alumínio, porque não tem energia elétrica, nem tem como gerar energia pra esse fim. A super usina que ela está construindo no Rio Amarelo implica o remanejamento de milhões de pessoas. Cidades imensas estão sendo remanejadas… O custo disso é absurdamente alto e, no fim, a maior parte da energia gerada pelo mastodonte vai ser consumida com iluminação doméstica e pública (e ainda tem o problema da “potência firme” (ou seja, a capacidade de geração no período da seca), ser bem menor que a “potência nominal” (capacidade de geração durante a enchente do rio).

    E isso é o fim. Daqui pra frente, a China só vai poder construir usinas bem menores (prevendo isso, ela está investindo os tubos no aproveitamento da energia solar e da energia eólica).

    Isso implica abrir mão de toda e qualquer possibilidade de produzir eletrointensivos. Resultado: a China vai ter que importar.

    Do outro lado do balcão, dentre todas as economias de grande porte que existem no planeta, só duas são capazes de produzir eletrointensivos em grande escala: o Canadá e o Brasil.

    O Canadá administra isso muito bem. Já nós…

    O Canadá tem um projeto para si mesmo. Sabe perfeitamente para onde quer ir.

    Já nós…

  92. Olá!

    Zbigniew,

    [A questão dos minérios] “é um exemplo claro do despreparo do Estado em controlar a sanha predatória sobre riquezas minerais por parte do capital. [. . .]”

    Parece que tais palavras saíram diretamente de algum manual de economia marxista-leninista.

    Zbigniew, isso que você afirmou acima já aconteceu no Brasil. Houve uma época em que o Estado tinha total controle da exploração dos minérios em solo brasileiro. Nesses tempos, era comum a Vale do Rio Doce ter prejuízos atrás de prejuízos, sem dizer que a corrupção rolava solta e era frequente o Estado ter de desembolsar uma vultuosa soma de dinheiro para cobrir esses rombos, o que resultava em menos recursos aplicados na formação e desenvolvimento de capital humano, como educação.

    Na década de 1980, esses déficits provenientes das estatais trouxeram consequências ainda piores, pois o governo decidiu que não havia mal nenhum em cobrir tais rombos simplesmente mandando imprimir dinheiro, o que contribuía para mandar os índices inflacionários para a estratosfera. A Petrobras e a Vale eram as duas mais célebres estatais que contribuíam para que esse tipo de coisa acontecesse. Eram as mais corruptas também.

    Uma informação interessante: Nos idos dos anos de 1980, o Brasil tinha 425 estatais! Agora, imaginem todas essas estatais funcionando de maneira ineficiente; sendo controladas por políticos corruptos; a corrupção, o nepotismo, o coronelismo, o patrimonialismo rolando soltos; gerando rombos atrás de rombos; e índices inflacionários estratosféricos! É uma receita para o desastre.

    E o desastre realmente aconteceu: O Brasil perdeu toda a década de 1980 por causa dessa intromissão do Estado na economia e sua sanha de querer controlar os recursos minerais/petrolíferos/etc., impedindo que instituições de livre mercado fossem estabelecidas e melhoradas.

    “[. . .] Não houve uma estratégia, não houve uma política voltada para o desenvolvimento da sociedade quando das privatizações neste setor. [. . .]”

    Há uma certa ironia histórica nisso, pois, antes de privatizarem certas empresas que eram consideradas “estratégicas”, os estatistas afirmavam algo muito semelhante a isso, isto é, que apenas o planejamento estratégico do Estado seria capaz de converter em desenvolvimento social os benefícios materiais provenientes daquilo que as estatais exploravam. O resto é história, já que, mesmo quando havia estatais, tal desenvolvimento nunca apareceu.

    “[. . .] Não se prestigiou a ideia de que o que está no subsolo é do Estado (mais precisamente da União) e, por dedução lógica, do seu povo. [. . .]”

    Eis o adágio preferido de 10 em cada 5 brucutus populistas e corruptos. E essa preferência não é à toa, porque esses brucutus sabem exatamente qual é o significado prático de tal adágio: Pelo fato de pertencer a todo mundo (do povo), não pertence a ninguém e eles podem impunemente praticar todo tipo de roubalheiras, maracutaias e afins para beneficiar a si mesmos.

    Há um tempo atrás, o Villarnovo me falou que, nos EUA, se um cidadão encontra uma jazida mineral ou uma reserva de petróleo dentro da sua propriedade, tal recurso pertence de fato a ele, ao cidadão. Essa é uma abordagem que difere profundamente dessa ideia bananeira de que recursos minerais/petrolíferos são do “povo”.

    As consequências que essas diferentes abordagens trazem são gritantes. Peguem o caso do engenheiro americano George Mitchell, responsável por tornar economicamente viável a extração de gás de xisto através do método de fracking. Esse engenheiro investiu recursos próprios para aperfeiçoar e viabilizar tal técnica, não foi necessária nenhuma estrovenga dinossáurica e corrupta como a Petrobras, não foram necessários rombos bilionários nos cofres públicos para tornar isso possível.

    Com isso, os americanos estão prestes a entrar no que alguns analistas chamam de a “Revolução do Gás de Xisto”, cujas reservas poderão durar mais ou menos uns 100 anos.

    O pessoal aqui do site está comentando sobre a formação de capital humano. A história do engenheiro George Mitchell é bem ilustrativa sobre como formar esse tipo de capital: Ele se formou em engenharia de petróleo pela Texas A&M University. Depois, abriu sua própria empresa de exploração/extração de petróleo e, a partir da década de 1980, começou a investir na pesquisa do método de fracking, que tornou possível a obtenção de gás de xisto.

    Ele se tornou uma das 500 pessoas mais ricas do mundo e não se conformou apenas em pagar impostos e gerar empregos, sendo o maior doador individual da universidade na qual estudou e onde patrocina a construção de um telescópio para estudar a Grande Nuvem de Magalhães.

    Façam, agora, um breve paralelo entre pessoas como o George Mitchell e os típicos “empreendedores” brasileiros extensamente bancados pelo BNDES, gente como o Eike Batista. O primeiro nunca teve acesso a monopólios cedidos pelo governo do seu país e não pode contar com financiamentos camaradas bancados pelo contribuinte americano. Já os “empreendedores” brasileiros investem dinheiro público em monopólios cedidos pelo governo e conseguem a proeza de ter prejuízo e falir. É um troço ridículo.

    A questão que eu levanto aos esquerdistas daqui do site é a seguinte: Vocês estariam dispostos a implementar e/ou apoiar reformas que tornassem o nosso país mais próximo da realidade institucional que tornou possível o surgimento de pessoas como o engenheiro George Mitchell?

    Aposto que vocês não dariam apoio a esse tipo de coisa, até porque vocês não acreditam nos valores que permitem o surgimento de pessoas como esse engenheiro. O que a esquerda brasileira gosta, realmente, é de estatal, sobretudo se quem for comandá-la pertencer ao partido político que o esquerdista apoia.

    Não faz tanto tempo assim que um esquerdista afirmou que a causa da riqueza das nações nada tem a ver com a liberdade de empreender. O caso desse engenheiro americano é uma boa resposta a esse tipo de retórica tosca.

    Até!

    Marcelo

  93. Zbigniew said

    Caro Marcelo,

    juro que é desestimulante travar qualquer tipo de discussão numa boa base de argumentação quando entra o ranço ideológico de direita que te é bastante peculiar. Fica difícil.

    Mas tudo bem. Vamos lá. Entendo que o modelo estadunindense de negócios, a livre iniciativa, o liberalismo, a forma como o Estado se relaciona com a iniciativa privada, o trato com a coisa pública, tudo isso tem aspectos positivos que devem ser utilizados para adaptação à nossa realidade. Sim porque os EUA são uma coisa e o Brasil outra.

    De forma alguma desprezo o exemplo que você trouxe, e entendo que o “self made man” deva ser até admirado e imitado, mas não como princípio sobreposto à solidariedade e dignidade humanas. Quando se prestigia apenas aquele em detrimento dos últimos é impossível se entender o Estado provedor de políticas assistenciais, mormente numa sociedade tão concentradora de riquezas como a nossa.

    É nesse ponto que só posso atribuir à má-fé essa fixação que vocês direitistas têm em aplicar de forma homogênea e cegamente princípios de uma sociedade bem mais avançada do que a nossa no que se refere ao desenvolvimento econômico e educacional para desqualificar todo e qualquer modelo que coloque o Estado como indutor, ainda que o modelo traga avanços que, aplicando-se os princípios que você tanto admira, da forma como vocês já tentaram, não teria como dar certo (vide os anos FHC).

    Sim, a iniciativa privada deve ser estimulada, deve ser colocada em parceria, como um dos agentes indutores do desenvolvimento, mas de maneira alguma deve se resumir o Estado brasileiro, no estágio em que vivemos, como gerente de interesses privados. Isso foi tentado por vocês e deu no que deu.

    Pense um pouco, afinal de contas você vive no Brasil e não nos EUA.

  94. Elias said

    Zbigniew,

    O Estado não surgiu por acaso. Ele é a ferramenta mais eficaz que, até o momento, a sociedade humana encontrou para se proteger e buscar sua subsistência e sua prosperidade.

    Tem milhões de defeitos, mas nunca se inventou coisa melhor.

    As fantasias dos liberais e dos marxistas, sobre a futura desnecessariedade do Estado, até aqui não tem passado do que efetivamente são: fantasias dos liberais e dos marxistas, irmãos siameses que, por sinal, se detestam (talvez por isso mesmo, quem há de saber?).

    Bobagem pensar que os EUA não intervêm — e pesadamente! — na economia. Para citar dois exemplos recentes, basta lembrar as mega-intervenções de Alan Greenspan (que, elevando rapidamente a taxa de juros, estourou a bolha pontocom, e, assim, evitou que mais dinheiro fosse torrado nela), e de Henry “Hank” Paulson, este último comprando, à força, trilhões de dólares do capital votante dos 9 principais bancos americanos (ou seja, do mundo).

    Hank Paulson convocou os presidentes dos “9 grandes” para informá-los da decisão (do governo americano). Narrando o episódio, num documentário do ManagemenTV, o presidente do Wells Fargo disse que nem deixaram os participantes escolherem o lugar pra sentar; todos os lugares estavam marcadinhos… E só havia um microfone, na cabeceira da mesa. Paulson entrou na sala, sentou à cabeceira da mesa, ligou o microfone e comunicou a decisão. O presidente do Wells Fargo, segundo suas próprias palavras, ensaiou resistir. Ele teria dito que o Fargo não participara da farra imobiliária, não estava com a corda no pescoço e dispensava o dinheiro do governo. Paulson matou a pau, dizendo que não havia convocado aquela reunião pra perguntar a opinião de quem quer que fosse, mas para comunicar uma decisão de governo. A todos os presentes, restava ouvir e se submeter. Em seguida, encerrou a reunião…

    Depois, Paulson faria uma extensa e severa autocrítica, por ter, durante décadas, ajudado a alimentar a crença nas fantasias da teoria econômica liberal…

    Há algum tempo, o Delfin Netto publicou um artigo (na Carta Capital), demonstrando, em poucas palavras, mas com precisão cirúrgica, porque o capital financeiro deve ser controlado com cabresto curto. Delfin lembra que — tal como o escorpião da historinha famosa, e por motivo análogo — o capital financeiro é sempre uma ameaça, inclusive para si mesmo.

    Numa noite de sábado, estava em casa, num papo molhado com amigos. Estávamos lembrando nossa primeira viagem à Europa, em mil novecentos e Roberto Carlos. Lá pelas tantas, alguém lembrou que, na Paris histórica, existe apenas uma torre… Que nunca deveria ter sido construída. Mas os franceses rapidamente aprenderam a lição. Aprovaram uma lei que proíbe, terminantemente a construção de torres na Paris histórica. As torres são permitidas apenas no La Defense, fora dos limites de Paris, onde o gabarito é de 20 metros (mais ou menos 6 pavimentos).

    Resultado: Paris é o que é, enquanto que os centros históricos das cidades brasileira viram lixo. Literalmente.

    Sabe qual a principal queixa dos “liberais” brasileiros, em relação a D. Pedro I e José Bonifácio?

    Era que ambos interferiam na “liberdade de empreender”, ou na “liberdade dos negócios”, ou termo equivalente.

    E, sabe por que interferiam? Porque Pedro I e José Bonifácio eram contrários à escravidão.

    Dessa matéria repugnante é feito o “liberalismo” brasileiro.

    Por fim, Zbigniew, convém sempre lembrar: o liberal não é de direita.

    O direitopata brasileiro é que trafica com o discurso liberal, pra enganar trouxa. Tão logo chega ao poder, a primeira coisa que o direitopata brasileiro faz é atirar o liberalismo no lixo… Notadamente aquela parte do liberalismo que tratada das liberdades políticas, dos direitos humanos…

  95. Jose Mario HRP said

    Mais um rombo azul amarelo vem aí!
    Alckimin mandou terceirizar o 190 em SP!
    Assim abre-se licitação para contratar call centers!
    KKKKKKKKKKK, lá vem um novo propinoduto!
    Não basta a roub……do Metro e do trem metrpolitano!
    As eleições vem aí e haja grana para campanha!
    E o mensalão tucano ficou para 2015!
    Quem sabe com prescrições de montão!
    18 anos desse cancro azul/amarelo!

  96. Zbigniew said

    Elias,

    O Estado estadunindense tornou-se gerentão de interesses privados. Desde Reagan a desregulamentação foi a tônica para a maximização de ganhos, finalizando o ciclo com o crash de 2008 e um rombo mundial de mais de 20 trilhões de dólares. E de onde vieram Greespan e Poulson, Presidente do FED e Secretário do Tesouro, respectivamente, no período mais agudo do neoliberalismo (governos Reagan – Bush pai – Clinton)? Não eram eles “insiders” de Wall Street, íntimos do mercado financeiro?

    O Greespan segurou a onda até o fim e conseguiu, em suma, substituir a bolha de ações pela bolha habitacional. Não foi assim? Não é dele a famosa afirmativa que dizia, “ipsis litteris”:
    “Regulations of derivatives transactions thar are privately negotiated by professionals is unnecessary.”(?) Para no final, cinicamente, reconhecer: “Cometi um erro ao confiar que o livre mercado pode regular-se a si próprio sem a supervisão da administração” (http://www.publico.pt/economia/noticia/greenspan-livre-mercado-e-incapaz-de-se-autoregular-1347333#/0)

    O Poulson, ex-Presidente do Goldman Sachs, chegou ao ponto de bater na mesa e pedir ordem. Mas aí a casa já tinha caído. O que não importava tanto porque, quem tinha ganho, ganhou, ainda que alguns bancos tivessem que ser estatizados (para depois serem devolvidos ao mercado). Sabe quem perdeu nessa historinha toda? Pois é.

    O ponto alto do neoliberalismo, propagador da ideologia em que não cabe um Estado que não seja vassalo do indivíduo, ideologia esta adotada com todo o entusiasmo pelos nossos direitistas. Se o Estado serve à sociedade, ao coletivo, ele se deteriora, porque corrupto na sua essência, e porque assistencialista com o dinheiro alheio. Entretanto, é tolerável um Estado corrompido pelos interesses de um grupo econômico, porque em sua análise oblíqua a geração de riquezas para um grupo pequeno de indivíduos encerra a ideia do individualismo que lhe é estranha na ideia de um coletivismo abstrato, representado, não por um grupo econômico, mas por um conjunto de pessoas que, em sua maioria, são dependentes do Estado.

    Quem está mais próximo do indivíduo que se fez por si só? Os grande bancos ou grupos econômicos ou o conjunto de uma sociedade formado pelos desvalidos e hipossuficientes?

    Para reforçar tal ideologia eles apontam o Estado brasileiro nas suas características mais depreciativas, desqualificando desde o início qualquer discussão que leve em conta a importância da intervenção estatal, ainda que em situações bem diferentes daquelas encontradas nos EUA e em outros países que se encontram em patamares civilizatórios semelhantes.

    O que temos é uma verdadeira mistura, confusão de conceitos e situações para justificar um estado patológico de desqualificação da intervenção estatal com base numa noção muito particular do liberalismo, que, na sua essência, imita o que Wall Street fez com a sociedade estadunindense, e, por consequência, com o resto do mundo.

  97. Jose Mario HRP said

    G 20 garante:
    Assad pode continuar a matar e torturar!!!!!
    É isso aí!
    O importante é discutir a espionagem e os black Blocs!
    Aliás, todo mascarado será desmascarado em 07 de setembro!
    Os mascarados uniram coisas tão diferentes com o Geraldo, o Cabral e a Presidanta!
    Aliás unidos no fascismo e no estalinismo!
    Porque em 2014 tem eleição!
    Tudo pelo poder!
    Eles podem tudo nessa hora,…..até rasgar a constituição!!!!!!!!!!!!!
    KKKKKKKKKKKKKKK….
    Estamos voltando a ser a mesma “República de Mierda”!

  98. Elias said

    Zbigniew,

    No Brasil, a “desqualificação da intervenção estatal” é só um discurso propagandístico para enganar trouxa, que alguns otários e um porrilhão de espertalhões propagam.

    Os espertalhões porque ganham com isso. Os otários porque são otários, mesmo, e fazem parte da ordem natural das coisas. Sem otários, de que adiantaria ser esperto?

    O Estado está para o capitalismo brasileiro, assim como o oxigênio está para a vida.

    Tira da conversa balcões como o FINOR, o FINAM, o BNDES & quejandos, e o capitalismo brasileiro desmorona em um mês. Talvez menos…

  99. Zbigniew said

    Não adianta, Elias.
    São filhos da Escola Exegética, aquela lá dos idos de 1850.

    São cegos para o que foi erigido como princípio básico das relações privadas no país, e que prestigia os fins sociais e as exigências do bem comum.

    Não somos uma sociedade de iguais. Somos, ao contrário, extremamente desiguais, e, muito mais, somos injustos na distribuição de riquezas e de oportunidades.

    Se fôssemos mais iguais teríamos os valores do liberalismo mais bem definidos, e, aí sim, poderíamos ter uma Estado menor, ou não.

    Acho válida a crítica à forma como a Administração trata da coisa pública. Mas esse discurso com cheiro de mofo de que há um viés stalinista, trotskista ou sei lá mais o quê, quando já estamos discutindo direitos de 5ª geração, num momento em que o princípios fundantes do Estado brasileiro passam a ter força de dispositivo de lei, é de torrar a paciência de qualquer um. Depois não sabem porque não conseguem voltar ao poder pelas vias democráticas.

    E não é só isso. É só ver o que o liberalismo levado ao extremo fez em 2008 pra se perceber que, até numa sociedade mais igualitária como a dos EUA, o Estado precisa intervir de alguma forma.

  100. Elias said

    Zbigniew,

    Quase sempre, também, os otários propagandistas do neo-liberalismo não passam de parlapatões.

    Vivem reclamando das “dificuldades” de se abrir uma empresa no Brasil, quando, na verdade, nunca tentaram empreender coisa nenhuma na vida. Nunca tentaram montar um negócio… Uma barraca de feira que fosse…

    Tempos atrás, uns doidos começaram a dizer que, em menos de uma semana, se consegue autorização para abrir uma empresa no Chile.

    Mentira! Em lugar nenhum essa autorização é concedida tão rapidamente (pode ser que seja no Haiti, quem sabe?).

    No mínimo, é necessário cumprir o período de espera para que a denominação da empresa (tanto a razão social quanto o nome de fantasia), seja contestada por algum outro interessado. Em quase todo o planeta — Chile incluso — essa “quarentena” é de 15 dias. Só depois disso é que a abertura da empresa é autorizada.

    Há algum tempo atrás, fiquei sabendo — por puro acaso — a identidade de um cara que fazia a defesa radical do neo-liberalismo, nas caixas de comentários de um blog (eu só lia o blog, sem comentar).

    Na verdade, o tal sujeito era professor de Ensino Médio, em escolas particulares. Era, também, aquilo que se convencionou chamar “concurseiro”… Aquele cara que vive se inscrevendo em concursos públicos em todo o país. O cara é classificado, convocado, e vai morar em Manaus. Daqui a pouco ele é aprovado em outro concurso e vai viver em Fortaleza. Dali a mais um tempo a gente encontra esse homem sem rumo em Natal… Ou Maringá… E por aí afora…

    Uma espécie de cigano do serviço público…

    A diferença entre esse concurseiro do qual eu falo, e os demais, é que ele nunca havia sido aprovado. Se houvesse um campeonato nacional de tentativas frustradas de ingresso no serviço público, o carinha com certeza estaria no páreo. Nisso ele era competitivo…

    Não sei se, de lá pra cá, ele finalmente conseguiu realizar o sonho de ser barnabé, e se, tendo aliviado um pouco suas frustrações, isso terá afetado as opiniões que ele tão raivosamente exteriorizava.

    No final das contas, o carinha era mais um problema médico… Um doente…

  101. Pax said

    Hackearam o Twitter do Jornal O Globo… a galera da direita…

    Vejam só:

    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 11m
    QUEREMOS A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA QUE PARTICIPOU DO GOLPE DE 64 E APOIOU A DITADURA!
    #DEMOCRACIA REAL JÁ!!!
    Expand
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 13m
    Entendam que vocês querendo ou não nós iremos continuar lutando pelo nosso país., A manipulação nojenta dessa “grande” mídia não funciona +!
    Expand
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 14m
    E FODA-SE o jornalismo mais nojento,corrupto e despresível do mundo!
    Expand
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 14m
    A forma mais fácil de dominar uma nação é a desinformação, ou informação manipulada pic.twitter.com/loRUKq9C1g
    View photo
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 22m
    Restrição de uso de máscaras em manifestações é inconstitucional e é bom que isso seja revogado logo…
    @AnonManifest
    Expand
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 24m
    A pior ditadura é aquela disfarçada de democracia! #DEMOCRACIA REAL JÁ!!!
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 26m
    Convoco a todos para os atos em 7 de setembro,todos os movimentos sociais vamos mostrar o nosso poder….
    Expand
    Jornal O Globo ‏@JornalOGlobo 27m
    Sorry! Mais um perfil desses porcos invadido!!! @AnonManifest #Anonymous

  102. Jose Mario HRP said

    Nosso Sul Reaça!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Os meninos que vieram no porão cheio de lixo agora são os tais!
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/09/1338128-florianopolis-e-blumenau-sao-suspensas-do-mais-medicos-apos-decretos.shtml

  103. Jose Mario HRP said

    Se voce achava que os EEUU não iriam mais atacar a Síria leia isto aqui e depois…..
    http://internacional.elpais.com/internacional/2013/09/06/actualidad/1378476521_132640.html

  104. Elias said

    Agora já se sabe quem é o PC Farias do PSDB.

    Ele se chama JOSÉ AMARO PINTO RAMOS, empresário, cujo maior negócio é uma extensa folha corrida. Delinquência é com ele mesmo: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção, pagamento (e recebimento de propina), e um variadíssimo etc.

    José Amaro Pinto Ramos está intimamente ligado às bandalheiras bilionárias promovidas pela Alstom e pela Siemens, ao longo de mais de duas décadas de roubalheira tucana… Mas suas malfeitorias vão mais longe: remontam aos governos Montoro, Fleury e sei lá quem mais…

    Uma espécie de PC Faria bem sucedido, porque, até aqui, sem a mesma visibilidade.

    Agora que foi posto na ribalta, é de se saber se continuará vivo, ou se será expulso deste vale de lágrimas, a exemplo do que ocorreu com seu infeliz modelo…

  105. Jose Mario HRP said

    Vai começar a “parte II” do inferno astral do PSDB!

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/09/1338955-promotores-e-ex-executivos-da-siemens-negociam-acordo-para-tentar-evitar-punicoes.shtml

  106. Elias said

    Deu no noticiário da ADVFN de hoje:

    “Após as ações da OGX Petróleo (OGXP3) registrarem alta de 26,8% no último pregão da semana passada, uma avalanche de notícias envolve as ações da companhia nesta segunda-feira. Diversos veículos de notícias estão reportando que Eike Batista não cumprirá a obrigação de injetar US$ 1 bilhão na OGX, mesmo após os diretores da companhia manifestarem na sexta-feira passada o exercício das opções de venda doadas pelo empresário no ano passado. Ainda segundo as reportagens, Eike estaria até mesmo avaliando entrar com um pedido de recuperação judicial da OGX, já que ainda mantém o controle da companhia, com 50,16% de participação. Após vendas sucessivas de ações que detinha, Eike afirmou que não tem mais interesse em reduzir sua participação acionária na OGX. Segundo analistas, ao invés do processo de falência, a maior probabilidade é o acerto de uma recapitalização da OGX através dos credores da companhia e a saída de Eike do controle.”

    É o Eike, em plena “Fase 3″…

    Passou a “Fase 1” (NEGAÇÃO, ou seja, a época dos seguidos desmentidos: “está tudo bem; as dificuldades iniciais já estão sendo superadas com a entrada em operação dos poços tais e tais,etc.”).

    Aí veio a “Fase 2” (RAIVA, i.é., momento em que se cruza cabra com binóculo, pra tirar bode expiatório: “o mercado de capitais brasileiro é imaturo” — só agora o rapaz descobriu isso?; “foi um erro ter aberto o capital das minhas empresas”, etc.)

    Agora entrou na “Fase 3” (BARGANHA: “Ingresso de novo sócio que aumente o capital da empresa sem a participação de Eike; “pagar” dívidas com ações da companhia; “recuperação judicial” — então, tá…!)

    Aos costumes, na “Fase 3” ele será pisoteado, estapeado, esmurrado, cuspido, escarrado e chutado por um monte de gente. Inclusive (talvez até principalmente) gente que, até há algum tempo atrás, babava adoidada, embevecida e prazerosa, em seus (dele) testículos.

    Vendo-se sozinho — que, afinal, é como todo mundo morre — Eike Batista entrará na “Fase 4”: DEPRESSÃO.

    Depois dela, ainda terá a “Fase 5”, que é a ACEITAÇÃO da morte inevitável.

    Ou seja: o sofrer de Eike pode ainda estar longe o fim. Ele ainda vai penar pra caramba!

    Sabe-se que todo mundo morre, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra. Mas, quando chega a NOSSA hora, a gente sempre acha que poderia ter um tempinho a mais, né?

  107. Elias said

    A FSP, linkada pelo HRP, diz que 6 ex-executivos da Siemens e do Metrô-SP negociam delação premiada com o MP, pra evitar punições.

    Punições?

    Ora, crianças, se pendurar na deduragem pra evitar punição é coisa de bandido pé-de-chinelo…

    No Brasil, bandido que é bandido, de alto nível, evita a punição se coçando… Usando o livro de cheque, livrando-se de parte do excesso de peso em dinheiro vivo, pedras preciosas ou barrinhas de ouro, tudo estocado em segurança, mas ao alcance da mão, ou movendo na direção certa uma parte da baba grossa que tem lá fora…

    Pelo tamanho da roubalheira tucana em SP, não é preciso ter bola de cristal pra saber que ninguém será punido.

    Já em alguns paraísos fiscais do planeta, o que vai ter de grana mudando de dono, não está no almanaque (como se dizia em mil novecentos e antigamente…).

    Sem problemas… Daqui a mais uns meses, estaremos todos comentando outra roubalheira, e quase todo mundo já terá esquecido desta… Que ficará conservada em tanques de hidrogênio, para uso na campanha eleitoral de 2014… Agora não convém usar muito, porque isso vai acabar ajudando o Aécio, que, vendo o caldo engrossar, vai começar a chutar seus desafetos paulistas, matando dois coelhos com uma só caixa d´água…

    É assim que se escreve a história do Brasil, a Pátria que me pariu…

  108. Patriarca da Paciência said

    Finalmente o técnico me trouxe o computador.

    Estou tão adaptado ao teclado “normal” que o notebook, para mim, é uma espécie de castigo.

    Já estava sentindo falta da minha rotina. Percebi claramente que o computador, hoje em dia, faz parte do meu cotidiano.

  109. Patriarca da Paciência said

    É Elias,

    o nosso Bill Gates saiu pela culatra.

    o Eike dos milagres virou o “Eita Diacho”. Coisa para louco! Quero ver a Veja publicando várias capas com o “capitalista moderno”.

  110. Elias said

    Patriarca,

    Pode apostar na base de 10 teus contra 1, como a Veja vai dizer que Eike é cria do PT…

    E, ao dizer isso, embora mentindo, a quitanda milionária dos Civita não estará muito longe da verdade…

    O governo petista pode não ter criado Eike, que vem de priscas eras… Mas, grande parte do que ele conseguiu fingir ser, o fez pendurado nas tetas fartas do BNDES sob gestão petista, que entupiu-lhe as largas burras com montes de dinheiro público.

    É só ver o tamanho da “dívida” de Eike com o BNDES…

    Falar nela, até o astrólogo da Veja é capaz de “prever” que essa dívida jamais será paga…

    Logo (mas não já, pra não dar muito na vista, né?), a dívida de Eike será debitada à conta dos créditos de liquidação duvidosa, que, mais tarde, serão devidamente convertidos em prejuízo (não dele, Eike, mas do BNDES, ou seja, desta imensa nação Tupinambá, aculturada e mansa, da qual todos fazemos parte…).

    O que que significa dizer que Eike NÃO vai ficar pobre. Antes, pelo contrário…

    Até porque, segundo estabelecem as normas naturais que regulam a equaminidade das equinoláceas, qualquer coisa somada ao duplo produto da raiz cúbica de lâmbida pelo inverso de Pi à quinquagésima potência, é igual ou parecido…

    E nos termos da lei!

  111. Elias said

    Alguém poderá dizer: “A dívida de Eike no BNDES certamente está segurada”.

    Ao que eu responderei: “Sim, com certeza estará segurada. E, estando segurada, mais certamente, ainda, estará ressegurada, o que equivale a passar a conta pro bolso de todos nós, por outros caminhos, com a diferença que, por este, a conta fica ainda maior, porque acrescida dos custos do seguro e do resseguro…”.

  112. Pax said

    Prezados,

    Estou num inferno astral com a tal empresa Vivo/Telefonica. Melhor seria chamá-la de Morto/TeleAfonica. Meu sinal internet foi ficando pior e pior e pior. Depois de vários chamados na Vivo, na Ouvidoria da Vivo, na ANATEL etc etc chega a informação que todo o aparato 3G da região onde moro está esgotado, passou do limite. Venderam muito mais aparelhos que tem capacidade de atender. Pior: continuam com permissão e vendendo mais e mais planos 3G na região.

    Pois bem, uma das fabulosas atedentes da área que se disse “Sou da Engenharia da Vivo” chegou a propor que eu me mudasse da minha casa, pois meu aparelho, um modem que aceita antena externa, é movel… isso mesmo, ao invés deles colocarem o que venderam em operação a solução proposta é que eu me mude para uma região onde a infraestrutura não esteja esgotada.

    Pois bem, a ANATEL, depois de fechar minhas reclamações diversas vezes, me diz que não tem mais o que fazer.

    Esta é a inclusão digital prometida pela Dilma, este é o Ministério das Comunicações do ministro petista Paulo Bernardo, ou Paulo do B, do PT do B, PT da Boquinha, que anda em festas e mais festas patrocinadas pelas operadoras e ANATEL, felizes da vida com o resultado geral do butim que gera cotidianamente caminhões de milhões que calam a boca de ministros, partidos e tudo mais.

    Isto posto, o blog continua ativo por conta de vocês, porque, pela Dilma, Paulo Bernardo, João Resende (presidente canalha da ANATEL) e operadoras, euzinho aqui fico fora por um tempo. De novo.

    Este governo tá de mal a muito pior que eu imaginava. E o pior de tudo é que a alternativa é ainda pior do que o pior que se tornou o pior igual ao pior do pior.

    Hora de rever a ideia que o melhor para o Brasil é tirar um passaporte e sair fora desta porcaria. Mesmo porque não tenho mais 18 anos e se sair por aí quebrando vidraças e sentando o cacete em gente dos governos, não vou ter mais fôlego pra correr como corri de tiros da ditadura.

    A de agora é disfarçada, é a da corrupção, com vestes de democracia, onde os policiais defendem os corruptos, sejam eles do governo que forem.

  113. Pax said

    Ah, sim, tento colocar este comentário acima desde sábado de manhã, só pra vocês terem uma ideia do estrago que o Paulo Bernardo do B, do PT do B, está fazendo na imagem deste governo.

  114. Zbigniew said

    Pax,
    Surreal. Bizarro. Revoltante.
    E isso se repete em outras agências, como no caso das reguladoras responsáveis pelos planos de saúde.
    Não entendo como esse governo não atenta para tamanho descaso.
    Ou talvez… até entendo… para quem até pouco tempo “dava todo o serviço” pruszamericanu (com licença da expressão utilizada pelos empedernidos).
    Não sei porquê isso me lembrou uma modinha muito difundida no período da ditadura que dizia mais ou menos assim:

    http://www.youtube.com/watch?v=MX6zjrCwwac

  115. Pax said

    Alguns petistas, caro Zbgniew, dizem que quem fala mal do governo é coxinha. Pois bem, eu já acho que manter um Paulo Bernardo como ministro das Comunicações pode ter um nome parecido: coxinha 2.

  116. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    acho que o problema do Eike foi o mesmo de muitos brasileiros, o deslumbramento e o consequente desbundamento.

    O Eike é bem aquele cara que “poderia ter sido”.

    Ele ia muito bem até que deslumbrou. Começou a sair na capa da Veja, na lista da Forbes, comprou jatinho, começou a dar carona a governadores, festas em Paris etc.etc.etc.

    Aí o baque veio rapidinho, rapidinho.

    Por incrível que pareça, muita gente de grande potencialidade cai nessa história de que “depois de fazer a fama, pode se deitar na cama”.

    Aí logo a vaca vai pro brejo.

  117. Elias said

    Patriarca,

    Lendo teu comentário, achei a explicação científica para as mazelas do Eike.

    Ele foi elogiado pela Veja.

    Ser elogiado pela Veja é o caminho mais rápido pra caldeirinha do tinhoso.

    A Veja elogiou… O cara se ferra.

    Há anos que venho dizendo: a Veja tem pava!

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