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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Prefeitura de SP: paraíso do enriquecimento ilícito

Posted by Pax em 05/11/2013

A prefeitura de São Paulo parece ser o paraíso do enriquecimento ilícito no país. A maior cidade, as maiores fraudes contra os cofres de seus munícipes.

A pergunta que fica no ar: Como só agora estes notáveis sinais de patrimônio incompatível com os cargos ocupados pelos meliantes subiram à tona e quais os porquês dos prefeitos anteriores não investigarem atentamente tamanhas discrepâncias?

MP investiga 40 auditores fiscais da Prefeitura por enriquecimento ilícito – Estadão

Entre os servidores paulistanos na mira dos promotores estão pessoas já citadas na investigação sobre fraudes no ISS

Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta, Fabio Leite, Marcelo Godoy e Monica Reolom – O Estado de S. Paulo
O Ministério Público Estadual (MPE) investiga atualmente 40 auditores fiscais da Prefeitura de São Paulo por enriquecimento ilícito. Alguns nomes, enviados pela Controladoria-Geral do Município (CGM), aparecem nas investigações sobre a fraude do Imposto sobre Serviços (ISS), que levou à prisão de servidores na semana passada.

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social fez um pente-fino em 84 nomes sugeridos pela CGM, que levaram a 40 inquéritos. Entre os servidores citados está o auditor Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral, um dos três que continuam presos. O advogado dele afirmou que não falaria com a imprensa.

Também aparece o nome de Amilcar José Cançado Lemos. Na apuração da Promotoria sobre ISS, ele aparece como o criador do esquema de fraude. No entanto, teria sido afastado da quadrilha e, segundo a investigação, passou a denunciar Amaral e os outros três suspeitos: Ronilson Bezerra Rodrigues, Eduardo Horle Barcellos e Luis Alexandre Cardoso Magalhães. A reportagem do Estado ligou para a casa de parentes de Lemos, mas não obteve retorno.

Entre os investigados por enriquecimento ilícito pelo Ministério Público está Vladmir Varizo Tavares, do setor de comércio e indústria, um dos maiores pagadores de ISS da cidade. Ele prestou depoimento no dia 23 na CGM, no mesmo processo de fraude do tributo.

Outros dois auditores, que não aparecem como investigados, também foram ouvidos pelo controlador-geral, Mário Vinícius Spinelli, no mês passado sobre o suposto esquema de pagamento de propina para sonegação de imposto. Um deles, Arnaldo Augusto Pereira, ex-subsecretário da Receita, seria responsável por levar Ronilson Rodrigues, que depois seria o chefe da quadrilha, para o departamento de arrecadação.

Ele foi secretário de Planejamento de Santo André entre 2009 e 2012, na gestão do ex-prefeito Aidan Ravin (PTB). Em 2009, levou Rodrigues para ser secretário adjunto na prefeitura da cidade do ABC, cedido pela Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo. Pereira não foi localizado na segunda-feira. (continua no Estadão…)

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13 Respostas to “Prefeitura de SP: paraíso do enriquecimento ilícito”

  1. Elias said

    A melhor tática ainda é seguir o dinheiro.

    E o dinheiro grita…

  2. Otto said

    E então, gente?

    “Troque um José por outro.

    Em vez de Serra, Dirceu.

    Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.

    São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.

    Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.

    Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.

    Enfim.

    Você faz conta do que aconteceria o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.

    Mas como o José é Serra não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.

    Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?

    Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “O implacável braço direito de Serra”.

    Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.

    Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.”

    leiam o resto em:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-implacavel-braco-direito-de-serra-e-o-caso-de-corrupcao-em-sp/

  3. Pax said

    Caro Otto,

    Então admite-se que houve um mensalão de R$ 100 milhões?

    Já é um primeiro passo. Sem prejuízo de enfrentarmos os 500 milhões de quem quer que seja.

  4. Otto said

    Pax, o assunto não é se houve mensalão petista — o próprio PML escreveu um livro, que você deveria ler, provando que não, pelo menos não segundo a narrativa construída pela mídia –, mas sim o de mostrar a extrema seletividade da mídia.

    Até agora já estamos em um bilhão (500 mi da Alaston + 500 mi da pref. SP), e cadê as meninas do Jô para discutir o problema?

    Pessoal: façam um bem pelo país: deixem o PSDB morrer à mingua!

    NÃO ENTRE PELO CANO. NÃO VOTE NUM TUCANO.

  5. Chest said

    Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
    O auditor fiscal Moacir Fernando Reis, um dos servidores da prefeitura de São Paulo investigados pela Controladoria-Geral do Município (CGM) por desvio de recursos, é sócio da mulher do secretário municipal de Transportes, o deputado federal licenciado Jilmar Tatto (PT), um dos principais quadros da gestão petista. Reis prestou depoimento à CGM no último dia 24 de outubro, às 10 horas, no âmbito de um processo administrativo.

    Ao lado de Adli Tatto, mulher do secretário, o auditor fiscal é um dos quatro proprietários do estacionamento Samepark, na Vila Mariana. Segundo a Junta Comercial de São Paulo, o Samepark é uma microempresa constituída em 2010, com capital social declarado de 20 000 reais. A sede fica no mesmo endereço da residência de Jilmar Tatto. Reis também é namorado de uma das irmãs da mulher do secretário.

    A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes afirmou que Tatto “conhece” Reis, mas “não sabia” que ele era investigado pela CGM. Disse ainda que o secretário não faria comentários sobre a conduta do servidor, que recebe remuneração bruta de 19.607,61 reais da prefeitura.

    Além de Adli Tatto e de Moacir Reis, também são sócios do estacionamento Jamile Osman e Salah Ali Osman. Ambos possuem uma clínica médica em Cidade Dutra, na Zona Sul, região de influência política dos Tatto. Salah é médico otorrinolaringologista. Já fez diversas menções ao PT nas redes sociais e aparece como doador de pequenas quantias — geralmente pagamento por convites para eventos de campanha — ao próprio Jilmar Tatto (1 500 reais nas eleições de 2006) e ao irmão dele, o vereador Arselino Tatto (1 600 reais, em 2008), também do PT. Dentista, Jamile aparece como doadora de 600 reais a Arselino em 2008.

  6. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Esta revista não tem a menor credibilidade. Opinião minha firmada por diversos motivos, o principal pelo seu absoluto desequilíbrio. Basta ver as nulidades que mantém como analistas políticos baseados em uma histeria sem fim.

    Mas….

    A notícia acima merece atenção e explicação. Claro que sim.

    Mesmo sendo a revista o lixo que é.

  7. Chesterton said

    Sei que você não gosta do carteiro, mas a carta existe, é parte da realidade dos fatos. “infugível”.

    E essa, você tambem implica com o carteiro?

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-alucinante-fiasco-fiscal-,1093703,0.htm

  8. Chesterton said

    link

    O estado babá com o dinheiro dos outros…..(já que o seu não existe e o arrecadado não é suficiente). Aí, Pax, contrata uma mulher jovem com namorado no teu sítio.

  9. Chesterton said

    A presidente Dilma Rousseff assinou nesta terça um projeto de lei que reserva 20% das vagas em concursos públicos a “afrodescendentes”, este nome cretino inventado pelo discurso politicamente correto. Nota: entre os afrodescendentes, estão os mestiços, que são, como se sabe, também eurodescendentes. Já entro no mérito. Antes, algumas considerações.

    Não há forma mais desonesta de debater do que transformar uma opinião contrária à sua numa caricatura. Ai o bobo grita: “Chamar o sujeito de petralha, por exemplo!”. Não! “Petralha” é um tipo específico, cuja definição está em livro e já em dicionário: é o sujeito “que justifica o roubo de dinheiro público em nome da causa ou da construção do partido”. E se o cara roubar só para si? Ora, é um ladrão sem qualificação especial. Não é nem melhor nem pior do que o outro. O debate no país está viciado. Palavras como “direita” são usadas como xingamento, e xingamentos como “fascista” são pau para toda obra. Aprendemos que defender o uso de animais como cobaias em laboratórios é coisa de… fascistas! Os fascistas alemães, também conhecidos por “nazistas”, preferiam usar gente em suas experiências. Mas preservavam borboletas. Tinham grande apreço pela natureza.

    “Você é contra cotas raciais? Ah, eu sabia! Então defende a exclusão dos negros, a discriminação e se incomoda de vê-los nos aeroportos”. Entende-se, assim, que a defesa de cotas raciais não é mais a escolha de uma política pública, mas um dever moral. Se negros, e os há aos montes, forem contra cotas, das duas uma: a) ou não são dignos da pele que têm; b) ou ainda não despertaram para a verdadeira consciência, o que implicaria que ser negro é, antes de mais nada, não poder, em certas circunstâncias, ser livre para escolher. Há outras implicações. Um branco pode, se decente, ser a favor das cotas; se detestável, contra. Um negro que as defenda está apenas sendo coerente com a cor de sua pele; um que se oponha não seria digno nem da pele que tem; é um nada: não é branco porque não é e não é preto porque não quer. Trata-se de um juízo intelectualmente delinquente.

    blog do Reinaldão, maior jornalista brasileiro.

  10. Pax said

    Caro Chesterton,

    O problema não é o carteiro. É o remetente.

    Esse, por exemplo, que você linka acima, não é aquele que gosta de mentir de vez em quando?

    Então…

    (poderia parar de mandar esses links do tamanho do rio Nilo? se você soubesse o drama que é navegar aqui, ainda mais editar comentário que desconfiguram o blog…)

  11. Elias said

    “…Reinaldão, maior jornalista brasileiro.” (Chester)

    Por outro lado, sem conhecer o Chester, mas qualificando aquilo que o Chester diz pensar, o Reinaldão diz que seu admirador, Chester, é um pensador de bobagens.

    O (mais) engraçado é que ele próprio, o Chester, é que trouxe pra caixa de comentários do blog do NeoPax, a opinião desairosa sobre ele próprio, o Chester, exteriorizada por aquele a quem ele próprio, o Chester, acha que é o maior jornalista brasileiro…

    O que dá ao Reinaldo, pelo menos por essa vez, toneladas de razão…

    Ou, talvez, credencie aquele conceituado portador crônico do Mal de Convergência em estágio terminal, a fazer jus a um honoris causa em Psicologia…

    Ou melhor: talvez indique para ambos, RA e Chester, a conveniência de uma boa temporada no manicômio mais próximo…

  12. Pax said

    Pois é, Jilmar Tatto…. alguém acha que é só uma pura coincidência?

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1367966-investigado-em-esquema-e-socio-de-mulher-do-secretario-dos-transportes.shtml

  13. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton, em #7.

    Não é questão do carteiro, você errou na metáfora, a questão é do remetente.

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