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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Muito imposto para muito desvio

Posted by Pax em 07/11/2013

Se somarmos a quantidade de desvios praticados em todos âmbitos chegamos a conclusão que poderíamos pagar menos impostos e receber mais do Estado. Os escândalos não param, todos os dias temos novos e de vulto. Aqui vão mais dois.

Polícia prende funcionários do Serpro envolvidos em fraude de R$ 1 bilhão

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Operação da Polícia Federal prendeu hoje (6) 11 pessoas de um grupo criminoso especializado em fraudes contra a Fazenda Nacional. Entre os presos estão três servidores públicos e quatro funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda. Mais três acusados são procurados pela polícia. Foram feitas prisões nos municípios de São Paulo, Matão, Bauru e Bragança Paulista.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema criminoso “vendia” abatimentos em impostos devidos, e pode ter gerado prejuízo de até R$ 1 bilhão. “Empresários eram abordados pelos membros da organização criminosa, que ofereciam, por exemplo, que uma dívida de R$ 1 milhão seria quitada com o pagamento de R$ 250 mil a R$ 300 mil. Eles prometiam que a dívida sumiria do sistema e não seria mais cobrada”, explicou o superintendente adjunto da Receita Federal de São Paulo, Fábio Ejchel.

Para “abater” a dívida com o Fisco, a quadrilha inseria ilegalmente dados falsos no sistema da Fazenda Nacional para eliminar ou reduzir dívidas tributárias. Eles usavam senhas de outros funcionários, que nada tinham a ver com o esquema. Cerca de 300 empresas participaram do golpe. Com a descoberta da fraude, a Fazenda Nacional recuperou as informações sobre os impostos não pagos e agora poderá cobrá-los com juros e multa.

“Quem acaba tendo a grande perda são os empresários que compraram um tipo de solução milagrosa que não existe, e que agora acabam pagando duas vezes. Eles pagaram erradamente [para a quadrilha] e agora vão pagar de novo de forma correta, inclusive com multa e juros”, destacou Ejchel. Além disso, os empresários poderão responder criminalmente por corrupção ativa. As multas podem chegar a 150% do valor do tributo devido.

Os participantes da quadrilha, que agiam desde março de 2011, responderão por crime de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva, corrupção ativa, inserção de dados falsos em sistema de informações. A pena pode chegar a 54 anos de prisão.

TCU recomenda paralisação de sete obras e retenção de recursos para oito empreendimentos

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou hoje (6) a paralisação de sete obras e a retenção parcial de recursos para oito empreendimentos. A recomendação está no relatório Fiscobras 2013, que consolida a fiscalização das obras pelo TCU neste ano. Depois de aprovado, o relatório será enviado ao Congresso Nacional e as informações nele contidas servirão para subsidiar a Comissão Mista de Orçamento (CMO) na distribuição de recursos orçamentários para o ano que vem.

As obras com recomendação de paralisação são: Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins; construção da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; esgotamento sanitário em Pilar, em Alagoas; Avenida Marginal Leste, no Rio Poty, no Piauí; construção da Vila Olímpica Parnaíba, no Piauí; pavimentação da BR-448, no Rio Grande do Sul; e ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, no Tocantins.

As obras com recomendação de retenção de valores são a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás; a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; o Canal do Sertão, em Alagoas; o terminal fluvial de Barcelos, no Amazonas; os trens urbanos de Salvador; os trens urbanos de Fortaleza; a construção de Adutora Pirapama, em Pernambuco; e as obras de melhoria do Complexo Esportivo Canarinho, em Roraima.

O relatório encontrou 84 obras com indícios de irregularidades graves. O Congresso Nacional vai avaliar a conveniência de fazer o bloqueio preventivo de recursos. Segundo o TCU, em razão do Fiscobras, foram realizadas 136 auditorias em obras públicas, com dotações orçamentárias de mais de R$ 34,7 bilhões.

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37 Respostas to “Muito imposto para muito desvio”

  1. Patriarca da Paciência said

    Essa história do TCU mandar paralisar obras se iguala, em tudo, ao provérbio, “emenda pior que o soneto”, ou ainda, àquela história do “grande imperador” que não comprou capacetes suficientes para todos os soldados e resolve o problema mandando cortar as cabeças do soldados excedentes.

    Paralisar obras é o mesmo que jogar dinheiro público na lata de lixo. É a verdadeira suruba dos incompetentes.

    Funcionários do TCU são muito bem pagos, principalmente os ministros. Então, que fiscalizem corretamente, apurem as irregularidades, punas os responsáveis e exija que as obras sejam entregues no prazo certo e com bom qualidade.

    Mas infelizmente os ministros do TCU tem o pior modo de seleção possível, o seja, são promovidos por “merecimento”, ou seja, são aqueles que merecem a total e incondicional “confiança” dos políticos que estão no poder.

    Assim fica muito difícil mesmo!

  2. Patriarca da Paciência said

    Correção: “punam os responsáveis pelos desvios, não a população”

  3. Patriarca da Paciência said

    “Publicado em 06/11/2013
    PML E LARA RESENDE:
    MODERNINHO E COLONIZADO
    Esses economistas da Bláblá e do Dudu são de tirar o sapato”
    (PHA)

    Álvaro Dias então, não tira só o sapato, vai lambendo o chão até chegar com o rosto aos pés do Tio Sam !

  4. Patriarca da Paciência said

    Ocorreu-me uma ótima definição para a tal “meritocracia”, ou seja, meritocracia é o sistema que, na prática, beneficia sempre aqueles que merecem a total e incondicional simpatia dos seus chefes.

  5. Pax said

    Caro Patriarca, em #1,

    Veja o caso da Ferrovia Norte-Sul, potentado do bigodão, como sabemos. Já são 27 anos e nenhum trem viajou do Norte até o Sul, ou vice-versa. É um desvio contínuo, sem paralização.

    Onde o povo foi beneficiado eu não sei.

  6. Otto said

    Temos mais escândalos de corrupção?

    Não, temos mais escândalos de corrupção sendo investigados e denunciados.

    Graças a uma PF que foi reaparelhada desde 2003.

    Quer que a corrupção vá pra debaixo do tapete? Vote em tucano que o De Grandis enfia no cano.

  7. Otto said

    Exemplo do bravo e infatigável combate tucano contra a corrupção:

    “O teatrinho de indignação do governador Geraldo Alckimin, quando surgiu a confissão da Siemens que havia pagado propinas para conseguir contratos com o governo paulista, foi definitivamente pro brejo.

    A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, mandou Alckmim refazer a ação, incluindo outras empresas acusadas de conluio, entre elas a famosa Alstom, a francesa de bico grande junto aos tucanos.

    É a Folha quem diz que o pedido do governo “foi tratado como piada” nos meios jurídicos por só citar a Siemens. “Advogados diziam que a Procuradoria-Geral do Estado criara com a ação uma anomalia semelhante à quadrilha de um homem só: era o cartel de uma empresa só”, diz a matéria.

    Só faltaram a Alstom e outras dez: Bombardier, CAF, Mitsui, Tejofran, IESA, Temoinsa, Ttrans, MPE, Hyundai-Rotem e Adtranz. Destas, a Tejofran, pertencente ao “Português” do tucanato, Antonio Dias Felipe,desde o tempo de Mario Covas, é a de maior potencial explosivo: tem contratos com o governo em praticamente tudo: de faxina a reforma de trens, passando por diversos pedágios.”

    http://tijolaco.com.br/index.php/juiza-passa-pito-em-alckmin-esqueceu-da-alston-governador/

  8. Zbigniew said

    A interrupção é necessária para que se evite a continuidade da sangria. Prejudica a população? Lógico! Mas, como bem apontou o Pax, não dá pra admitir uma obra se arrastar por décadas e políticos se locupletarem com o desvio das verbas. Virou um vício como uma droga qualquer. E aí o prejuízo para a sociedade é bem maior.

    Antes de atacarmos o órgão que mandou paralisar (e existem realmente muitas críticas ao TCU, principalmente a forma de nomeação de ministros), temos que levar em conta que existem irregularidades a serem combatidas e que os quadros técnicos daquele tribunal são de extrema competência e capacidade.

    É importante que se aponte, nestes casos, onde o TCU agiu de forma errada. Um exemplo: recomendou-se a paralisação das obras da Refinaria Abreu e Lima, terra da mãe do governador de PE e que, por coincidência, é Ministra do TCU.

  9. Pax said

    A refinaria Abreu e Lima tende a ser uma nova ferrovia Norte-Sul, assim como a transposição do São Francisco…

    neste caso vou ter que concordar com o velho e bom Chesterton, querem matar o carteiro porque as notícias são ruins.

    Ah, o caro Otto quer que eu acredite que desde 2003 as coisas melhoraram é?

    Depende para quem. Para o povo, no que se refere à corrupção, duvido e não boto fé.

  10. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    O minério de Carajás, faz algumas décadas, é transportado por um trecho da Ferrovia Norte-sul.

    E o trecho da ferrovia que vem mais ao Sul, foi embargado pelo governo Collor, logo que assumiu a presidência, simplesmente para não “continuar uma obra do Sarney”, dizendo que era uma estrada que ligava “o nada a lugar nenhum”, embora todos os estudos apontassem que a ferrovia é uma das obras mais importantes que se pode realizar no Brasil.

    Depois vieram anos de turbulência, inflação nas alturas, governo do PSDB com foco em outra direção, TCU, etc.etc.etc.

    Culpar o Sarney pelo mal desempenho na Ferrovia Norte-Sul não faz o menor sentido!

    É exatamente o grande mal que castiga o povo brasileiro por anos, ou seja, não continuar obras de adversários e adversários ficarem procurando o mínimo motivo para embargar obras !

    Não sei como o povo brasileiro resolverá esses embrulhos, mas acredito que apenas o povo tem condições de resolvê-los.

    Acredito muito em fiscalização de voluntários das igrejas, todas elas, católicas, evangélicas, espíritas e demais e também das associações de classes, advogados, médicos, engenheiros, contadores, professores e demais.

  11. Zbigniew said

    E aqui, o PT cada vez mais ao centro, cada vez mais pragmático, cada vez menos… PT:

    “Marco Civil da Internet muda para atender demanda da Rede Globo

    A pressão da Rede Globo levou o relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a flexibilizar em seu relatório as regras para reprodução de conteúdo da emissora de televisão em sites sem autorização autoral. A emissora articulou a mudança do artigo 20 do marco, que ganhou um parágrafo transferindo para a Lei de Direitos Autorais (LDA) a criação de regras para punir sites que reproduzirem, por exemplo, capítulos de novelas sem autorização. Planalto vai esticar prazo da votação até o final de novembro.

    A mudança, que ocorre após uma bateria de conversas de agentes da Globo com parlamentares de diversos partidos, incluindo o relator, ganhou corpo depois que Dilma Rousseff tomou conhecimento da reivindicação da emissora. A presidente pediu para que fosse encontrada uma solução. Outra contrapartida oferecida por Dilma foi a abertura de espaço para que a Globo participasse da elaboração da LDA, projeto costurado pelos ministérios da Cultura, da Justiça e da Casa Civil, onde está em fase final de redação.
    (…)”

    http://www.defesanet.com.br/seguranca/noticia/12963/Marco-Civil-da-Internet-muda-para-atender-demanda-da-Rede-Globo/

    O que me pergunto é: de onde vem essa força tremenda de uma emissora de televisão que dobra a tudo e a todos que passam pelo seu caminho? Não entro nem no mérito da questão, de que o pleito é ou não justo. Entro na questão da atenção que os poderes dispensam a essa empresa. É tratada com um verdadeiro poder.

  12. Elias said

    “Essa história do TCU mandar paralisar obras se iguala, em tudo, ao provérbio, “emenda pior que o soneto”…” (Patriarca)

    Há anos venho dizendo isso.

    Participei diretamente de uma negociação, com o objetivo de retomar obras do malfadado “Projeto Alvorada” (um festival de corrupção e incompetência, que atirou no lixo uma quantidade até hoje não inteiramente dimensionada de milhões de reais).

    A proposta consistia em aproveitar as parcelas já executadas das obras (poços para captação de água já perfurados, linhas de distribuição já lançadas, etc.), e completá-las.

    O TCU vetou a proposta. Teríamos que fazer novos projetos, e começar tudo do zero, como se nada até então houvesse sido feito.

    Justificativa do TCU: o aproveitamento das parcelas já executadas “contaminaria” os nossos projetos. Além do mais, “destruiria as evidências e provas” dos atos impróprios e/ou ilegais praticados pelo gestor do Projeto Alvorada (um tucano de primeira hora, e, até o passado recente, membro da alta hierarquia bicuda, simpaticíssimo pessoalmente — gente fina, mesmo! –, porém desastroso como administrador, que acabou condenado pelo TCU, junto com o Paulo Lustosa, e impedido de exercer cargo público por 6 anos — não sei se houve outras penalidades).

    Quase não acreditei no que ouvi… Como “destruiria as evidências e provas”?

    Estávamos em 2007, e as obras haviam sido paralisadas desde 2002! Estavam sendo saqueadas e vandalizadas por vagabundos das mais variadas procedências. Além disso, estavam se deteriorando rapidamente, porque expostas à ação do tempo. Se, nos 5 anos já passados, a Funasa e o TCU, cada qual de sua parte, não haviam concluído as apurações que lhes competiam fazer, não seria agora, com as obras em adiantado estado de ruína, que iriam fazer isso.

    Porém Brasil é Brasil, e mandam os que mais podem! As “ordis” do TCU foram para esquecer os remanescentes das obras do Alvorada, e o jeito foi obedecê-las, até porque, se não fora assim, a Caixa Econômica ficaria impedida de aprovar os nossos projetos.

    Por conta disso, o prejuízo ao erário, que já era grande, ficou ainda maior.

    Foram perdidas perfurações de mais de 100 metros de profundidade, que são caríssimas. Pior, com os recursos disponíveis, tornou-se possível executar menos da metade dos projetos que poderiam ser concluídos, caso fossem aproveitadas as parcelas já executadas do Projeto Alvorada.

    Um quadro revoltante, quando se tem em mente dezenas de localidades sem abastecimento de água potável — em plena Amazônia, o sertão das águas! — nas quais se verificava altíssima incidência de morbidade e mortalidade relacionadas à veiculação hídrica (cólera, tifo e o escambal a quatro!).

    A gente ficava olhando aqueles caras engravatados (nós também estávamos engravatados, para a ocasião), folheando pilhas e mais pilhas de papel, a milhares de quilômetros de distância do barro da vida (e da morte!), cagando regras imbecis e danosas ao interesse público, e, ao mesmo tempo, encenando uma pose de grandes magistrados…

    De minha parte, ficou a certeza cada vez maior de que, preso a uma burocracia paralisante e burra, o TCU está navegando na contramão de sua própria missão institucional.

    Ás vezes, o Brasil é um país digno de pena…

  13. Patriarca da Paciência said

    É bem isso aí, Elias,

    o Projeto Alvorada é um exemplo bem concreto do que acontece nesse nosso Brasilzão, de norte a sul, de leste a oeste.

    E se por acaso tivermos o azar do próximo presidente ser do PSDB, o Projeto São Francisco será apenas mais um Projeto Alvorada, mas se o PT continuar no governo, no máximo em 4 anos, as obras estarão terminadas. O Pax deu uma boa idéia para a próxima companha eleitoral no Nordeste, ou seja, “não vote em tucano, senão as obras do São Francisco entram pelo cano”. .

  14. Pedro said

    “não vote em tucano, senão as obras do São Francisco entram pelo cano”.

    Não acho que seja uma boa idéia….

    Que a água entre pelo cano e saia nas casas de quem precisa é o que todos querem.
    Prometido para 2010, até agora não entrou água nem no canal principal.

    Tiro no pé, Patriarca. Acho bom vc não ter idéias para a campanha. Atenha-se a seguir as orientações do zé desceu. :-)

  15. Otto said

    Quer roubar e não dar bandeira?

    Seja tucano. Ministério Público e a grande mídia enfiam no cano.

    Mídia de SP culpa PT por corrupção no PSDB e no DEM

    Vamos simplificar a questão: durante a gestão demo-tucana na prefeitura de São Paulo (2005-2012) surgiu um esquema de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais (!). Servidores públicos da Subsecretaria da Receita nomeados a cargos de confiança pelos ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab foram presos, acusados de integrar esquema de cobrança de propina.

    O esquema funcionou durante a gestão de um grupo político que chegou à prefeitura paulistana em 1º de janeiro de 2005, com o tucano José Serra à frente. Ele governou até 30 de março de 2006, quando se demitiu do cargo para disputar o governo do Estado de São Paulo, deixando o Executivo municipal nas mãos do então vice-prefeito, Gilberto Kassab.

    O esquema funcionou dentro da prefeitura em salas contíguas à do prefeito, fosse ele Serra ou Kassab. Este, diz simplesmente que “não sabia” de nada. Quanto a Serra, não diz nada porque, até o momento, o setor da imprensa que tem acesso a ele não lhe perguntou nada (?!).

    Até aí, tudo bem. Serra, Kassab, enfim, qualquer chefe do Poder Executivo pode dizer que “não sabia” de um esquema de corrupção surgido em uma administração sob seu comando e, até prova em contrário, tem direito ao benefício da dúvida.

    O que espanta, o que chega a chocar é que, além de uma imprensa que tenta se passar por “isenta” aceitar bovinamente a alegação de um dos dois ex-prefeitos sob os quais surgiu o esquema de corrupção de que “não sabia” de nada e de nem ao menos perguntar nada ao outro, acusa os adversários deles pela corrupção que ocorreu enquanto governaram.

    E o que é pior: quem acusa a oposição ao governo sob o qual surgiu o esquema de corrupção são ninguém mais, ninguém menos do que envolvidos naquele esquema de corrupção.

    A auditora fiscal da prefeitura de São Paulo Paula Sayuri Nagamatique deu declarações à imprensa levantando suspeitas sobre o atual secretário de Governo do prefeito Fernando Haddad, o vereador Antonio Donato. Ela o acusa de estar envolvido no esquema que desviou cerca de de R$ 500 milhões e que ocorreu no setor em que ela trabalhava à época dos crimes.

    Quem é Paula Sayuri Nagamatique? Simplesmente a ex-chefe de Gabinete de Mauro Ricardo Costa, que foi secretário municipal de Finanças na gestão do então prefeito José Serra. Costa também é suspeito de integrar o esquema.

    Além da acusação de Paula, que atuava na Secretaria da Prefeitura onde foi montado o esquema de corrupção à época em que aquele esquema funcionou, outra mulher faz acusações ao mesmo secretário do prefeito Fernando Haddad. Vanessa Alcântara é mulher de um dos auditores fiscais presos no âmbito das investigações desencadeadas pela atual administração e acusa Donato – sem provas – de ter recebido doação do grupo criminoso para a sua campanha eleitoral, ano passado.

    A acusação da mulher de um dos criminosos ao secretário do prefeito Haddad foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo. Já a Folha de São Paulo, além de comprar a acusação da mulher do servidor corrupto, ainda diz que o prefeito Fernando Haddad “Saiu em defesa do secretário de Governo e atacou as duas mulheres que não são investigadas”.

    Uma dessas mulheres que a Folha diz que “não são investigadas” é “companheira” de um dos bandidos presos recentemente; a outra, foi chefe de gabinete de outro suspeito, o ex-secretário de Finanças da gestão de Kassab e Serra. Mauro Ricardo é suspeito porque em 2012 mandou arquivar denúncia de corrupção de fiscais, segundo reportagem do portal R7.

    Como se vê, o comando da Prefeitura durante a gestão Serra-Kassab foi alertado para um esquema que só foi desbaratado neste ano pela administração Haddad, que criou a Controladoria Geral do Município, a qual denunciou a roubalheira.

    Além das acusações do Estadão e da Folha aos adversários dos dois ex-prefeitos sob os quais surgiu o esquema de corrupção, a Veja acusa o atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, por sua mulher figurar no contrato social de um estacionamento cujo dono é o auditor fiscal Moacir Fernando Reis, envolvido no esquema de corrupção.

    Eis um bom momento para lembrar a famosa teoria do “domínio do fato”, usada para condenar sem provas políticos envolvidos no escândalo do mensalão. Quem detinha o controle da administração paulistana não deveria responder pelo esquema de corrupção desbaratado? Para Estadão, Folha e Veja, não. Quem aparece em suas páginas é a oposição ao governo sob o qual surgiu o esquema.

    Pela tese dos dois jornais e da revista, Tatto e Donato, inimigos políticos de Serra e Kassab, forçaram esses dois a nomearem os auditores fiscais que montaram o esquema de corrupção e obrigaram Kassab a arquivar investigação do esquema.

    Além disso, o mesmo Ministério Público de SP ao qual pertence o procurador Rodrigo De Grandis – aquele que arquivou o escândalo Alstom “numa gaveta” – afirma que a mulher de um dos corruptos presos e a chefe de gabinete do secretário de Finanças que mandou arquivar investigação que tentaram abrir ano passado “não são investigadas”.

    Segundo petistas consultados pelo Blog – e que não quiseram falar publicamente sobre o caso –, porém, seria “questão de tempo” para essas versões caírem por terra. Segundo disseram, membros do Ministério Público paulista estão seguindo o mesmo caminho do procurador De Grandis, de acobertamento de escândalos envolvendo o PSDB. E serão desmascarados.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/midia-de-sp-culpa-pt-por-corrupcao-no-psdb-e-no-dem/

  16. Otto said

    Fedeu geral pros tucanos em Sampa:

    “CHAMA O SECRETÁRIO E OS PREFEITOS QUE EU TRABALHEI. ELES TINHAM CIÊNCIA”

    Frase foi dita pelo suposto chefe da máfia dos fiscais de São Paulo, Ronilson Bezerra Rodrigues; sim, suposto, porque a fala indica que talvez houvesse gente graúda acima dele; o fiscal trabalhou com o secretário Mauro Ricardo, indicado por José Serra para comandar as finanças da capital paulista; em outra gravação, Ronilson foi ameaçado pelo fiscal Luis Alexandre Cardoso Magalhães; “eu não vou sozinho nessa porra… eu te dei muito dinheiro… não vou ser bode expiatório”; grampos indicam que o escândalo ainda irá muito mais longe.

    Conversas gravadas entre os fiscais envolvidos no ninho de corrupção da prefeitura de São Paulo, que desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos revelam grande tensão entre eles ao tomar conhecimento de que a Controladoria do Município estava investigando as fraudes. Os principais áudios foram divulgados nesta quinta-feira (7) no Jornal Nacional. Em um deles, o fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, chefe da máfia, faz uma afirmação extremamente grave: “Chama o secretário e os prefeitos com que eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo”. Ele disse isso na conversa com Paula Sayuri Nagamati, a chefe de gabinete da secretaria de Assistência Social que era amiga do fiscal.

    Em outra troca de conversa entre os fiscais Luis Alexandre, Di Lallo e Ronilson, eles se acusam e um deles afirma que não irá assumir a culpa sozinho. “Eu não vou sozinho nessa porra. Eu te dei muito dinheiro”, afirma. Em depoimentos dados à polícia, eles negaram participação na máfia. Eles conversam, em um clima de muita tensão, sobre dinheiro – e sobre as possíveis consequências da investigação da Prefeitura. Foi no apartamento do fiscal Luís Alexandre Magalhães que os investigadores descobriram a prova mais importante até agora contra Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-chefe de Luis Alexandre e ex-subsecretário da Receita Municipal, responsável por zelar pela arrecadação de impostos. Ronilson foi flagrado em uma conversa, gravada pelo próprio Luis Alexandre. Um encontro entre os dois e o fiscal Carlos Augusto di Lallo Amaral, também investigado por cobrança de propina. Não se sabe ainda onde se deu essa reunião entre os três fiscais.

    Segundo os promotores, foi depois de março deste ano, quando o grupo descobriu que a Controladoria da Prefeitura de São Paulo estava investigando todos eles por suspeita de enriquecimento ilícito. Luis Alexandre sentiu que poderia sobrar só para ele e começou a gravar reuniões do grupo e fazer cópias do material para se proteger. O Ministério Público confirmou que as vozes são de Luiz Alexandre Magalhães e Ronilson Bezerra Rodrigues.

    Abaixo trecho completo da conversa:

    Luis Alexandre – Eu não tava nessa sozinho. Eu tenho todos – todos – os números de certificado. Eu não vou ser bode expiatório.
    Ronilson – Isso aí pra mim é uma ameaça.
    Luis Alexandre – Não, é um aviso. Eu não vou sozinho nessa porra.
    Ronilson – Não vai. Porque eu vou estar contigo.
    Luis Alexandre – Eu, o Lallo e o Barcellos não vamos pagar o pato nessa porra toda.
    Di Lallo – Não vai, não vai.
    Ronilson – Você não vai precisar me entregar. Sabe por quê?
    Luis Alexandre – Eu levo a secretaria inteira. Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro.
    Ronilson – Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá.
    Luis Alexandre – Isso. Então tá todo mundo junto.

    Ligados à Secretária de Finanças na gestão do prefeito Gilberto Kassab e do secretário Mauro Ricardo, oriundo da equipe do prefeito anterior José Serra, os fiscais são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter desviado mais de R$ 500 milhões dos cofres municipais por meio do abatimento irregular de dívidas de ISS – Imposto Sobre Serviço, o principal tributo do município.

    Segundo investigação com origem em março na Controladoria Geral do Município, criada pelo atual prefeito Fernando Haddad, o grupo concedia “habite-se” para grandes construtoras de imóveis por meio de recebimentos pessoais por fora dos meios normais. Num dos casos apurados, uma construtora com dívida de R$ 480 mil de ISS conseguiu liberar a construção e entrega de um prédio recolhendo apenas R$ 12 mil aos cofres públicos. No dia anterior à concessão do documento liberatório, um dos presos hoje recebeu depósito de R$ 407 mil em sua própria conta corrente.

    http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/120206/Chama-o-secret%C3%A1rio-e-os-prefeitos-que-eu-trabalhei-Eles-tinham-ci%C3%AAncia.htm

  17. Jose Mario HRP said

    O `Pedro simplesmente esperneia.~.~.~.~.~.~
    Vai acabar tendo um AVC!

  18. Jose Mario HRP said

    AH!, a Norte Sul não existe!
    Assim Carajas idem!
    E seu minerio .~.~.~.~.~.

  19. Jose Mario HRP said

    Policia Federal pede o bloqueio de bens e contas de varias pessoas envolvidas no Trençalão Alston/Siemens!
    Olha o Cerra entrando no troço!

  20. Jose Mario HRP said

    Justiça obriga Alckmin a refazer ação contra cartel
    Juíza aponta falhas em processo aberto contra empresa que revelou conluio em licitações de trens em São Paulo
    Governador terá que reapresentar pedido de indenização incluindo empresas postas sob suspeita pela Siemens
    MARIO CESAR CARVALHO
    JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
    Folha de S. Paulo

    Se quiser receber alguma indenização das empresas acusadas que formar um cartel para fraudar licitações do Metrô e da CPTM, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) terá que refazer a ação proposta em agosto contra a multinacional alemã Siemens.
    Em decisão tomada na terça-feira, a juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, mandou o governo refazer a ação, incluindo outras empresas acusadas de conluio.
    O pedido original do governo só citava a Siemens e foi tratado como piada nos meios jurídicos. Advogados diziam que a Procuradoria-Geral do Estado criara com a ação uma anomalia semelhante à quadrilha de um homem só: era o cartel de uma empresa só.
    Cartel é a ação de um grupo de empresas para combinar o resultado –e os valores– de uma concorrência.
    “As sociedades que integram o cartel ou consórcios empresariais e que agiram em diversas licitações levadas a cabo pela CPTM e Metrô deverão integrar o polo passivo”, escreveu a juíza em sua decisão. “A integração de todas é indispensável, sob pena de se dar brecha a decisões conflitantes, caso haja propositura de futuras ações.”
    A decisão manda o governo corrigir várias falhas apontadas na ação inicial. Ela não apontou os valores dos contratos sob suspeita, por exemplo, e sem isso é impossível calcular o eventual sobrepreço e a indenização devida.
    A juíza também determina que o governo atribua valor mais realista à causa. Originalmente, ele dera à ação o valor de R$ 50 mil, quase nada se comparado aos bilhões de reais dos contratos que estão sob investigação no Cade.
    A juíza diz ainda que o governo talvez tenha sido precipitado: “A falta de prova do envolvimento de cada um no suposto esquema de fraude-licitação sugere que tenha sido a ação prematuramente ajuizada, como bem sustentou o Ministério Público”.
    O Ministério Público pediu que a Justiça rejeitasse a ação por inépcia. Segundo a Promotoria, não faz sentido pedir indenização à Siemens sem antes investigar as responsabilidades de cada empresa participante do cartel.
    Em nota, a Procuradoria Geral do Estado disse que vai cumprir a decisão da Justiça, mas defendeu a ação. A Procuradoria argumenta que somente a Siemens é ré confessa no caso até agora, e afirma que outras medidas judiciais “serão propostas conforme a produção de provas” nas investigações sobre o cartel.
    ÀS 11:50 LINKS PARA ESTA POSTAGEM
    MARCADORES: ALCKMIN, CARTELÃO, CORRUPÇÃO, PROPINODUTO NENHUM COMENTÁRIO:

    DO BLOG O ESQUERDOPATA.

  21. Pax said

    Eu convido os amigos do blog a pegar um trem no RS e chegar até o Pará, seu projeto. Ah, mas é muito grande, são mais de 4.000 km… pois sim, 27 anos não são suficientes para fazer… como 27 anos?

  22. Pax said

    E continuo um tanto intrigado com a empresa da mulher do Jilmar Tatto com o fiscal do ISS. Mas é que sou chatinho mesmo. Desses que ficam com a pulga atrás da orelha.

    Só à guisa de curiosidade. Saca?

  23. Pax said

    Já tem novo post da acusação do chefe da quadrilha que diz que Kassab e o secretário sabia de tudo.

  24. Pax said

    E, só pra complementar um pouco meu sentimento, aproveitando que tenho um pouco de internet essa hora, não custa lembrar que o Kassab montou o partido PSD, que levou uma enorme parcela do DEM, aquele partido de direita que teima em não ser enterrado.

    Mas….

    Onde mesmo o PSD foi parar? Base de qual governo?

    do NeoPT.

    Chato isso, né?

  25. Patriarca da Paciência said

    As obras com recomendação de paralisação (pelo TCU) são: Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins; construção da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; esgotamento sanitário em Pilar, em Alagoas; Avenida Marginal Leste, no Rio Poty, no Piauí; construção da Vila Olímpica Parnaíba, no Piauí; pavimentação da BR-448, no Rio Grande do Sul; e ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-153, no Tocantins.
    (blog 247)
    Viu aí, Pax, quem não deixa que as obras públicas sejam concluídas e quem vive fazendo de tudo para emperrá-las?

    Felizmente a presidenta Dilma pensa como eu e o Elias:

    8 Nov (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que considera um “absurdo” e “extremamente perigoso” paralisar obras que estão em andamento no Brasil, porque não há ressarcimento em caso de erro dos órgãos fiscalizadores que determinam as paralisações.
    (blog 247)

  26. Patriarca da Paciência said

    Então o sócio da mulher de um ex-deputado do PT anda metido nas tramóias de São Paulo?

    Pois não é?

    Uma prova robusta também da corrupção do PT é aquele caso da ex-mulher do José Dirceu, a qual conseguiu financiar um apartamento num banco. Coisa que a maioria dos brasileiros consegue e nunca foi considerada corrupção!

  27. Pedro said

    Jose Mario, pirou?
    Quem esperneia? Onde? Como? Quando? Porquê?

    Comento aqui, como cidadão.
    Ao contrario da maioria, que encara os fatos com um partidarismo exagerado. Eu diria, uma partidarismo cego, surdo e burro.

    Senso crítico faz bem pra cabeça e pro coração.

  28. Elias said

    NeoPax,
    Até as falecidas seringueiras da Amazônia sabem — “de cor e salteado” — porque a ferrovia Norte-Sul até agora ainda não chegou ao Pará.

    Ela se integra aso mega-projetos da Amazônia, que, na época da ditadura, eram reunidos sob a sigla PGC (Programa Grande Carajás).

    Em outras palavras, a ferrovia serviria para escoar produtos da cadeia mínero-metalúrgica.

    Escoar até que lugar? Até um grande porto, de onde os produtos partiriam para o exterior (a economia paraense é totalmente voltada ao mercado externo; o Pará responde pelo segundo maior saldo líquido da balança comercial brasileira, logo abaixo de Minas Gerais).

    Acontece que foram construídos dois megaportos às proximidades: o de Itaqui, no Maranhão, e o de Vila do Conde, no Pará.

    O de Vila do Conde fica dentro da mega-planta alumínica (Albrás, Alunorte e, agora, CAP) de Barcarena. Não necessita de ferrovia, porque porto e unidades produtoras fazem parte do mesmo complexo. Já a chegada ao berçário de Vila do Conde da bauxita alumínica vinda do Baixo Amazonas não poderia se servir da ferrovia Norte-Sul, por motivos óbvios. Ela é transportada pelo modal fluvial.

    De seu lado, o transporte de minério de ferro, ferro gusa, aço e cobre da região do Tocantins (Serra dos Carajás & adjacências), é feito pela ferrovia dos Carajás, que sai do platô 4 da Serra Norte e vai até o porto maranhense. Ela opera a maior composição ferroviária do mundo, com mais de 4 Km de extensão, fazendo 9 viagens por dia (a linha é singela, mas já fizeram tantos desvios, pra segurar a barra das 9 viagens diárias, que isso praticamente duplicou a ferrovia; ao que parece, dentro de mais alguns meses, a linha continuará singela somente na ponte rodo-ferroviária do Tocantins, na fachada de Marabá).

    Mesmo a instalação da megaplanta de aços laminados da ALPA, em Marabá (iniciada pelo Lula), praticamente não demandará a ferrovia. A maior parte da produção da Alpa vai sair por outro megaporto, na margem esquerda do Tocantins, dentro do complexo industrial da aciaria. Isso se tornou possível por causa das eclusas do Tocantins, também concluídas e inauguradas pelo Lula.

    Ou seja, também aqui será privilegiado o modal fluvial, há décadas recomendado pelos especialistas em transporte, ecologistas & outros bichos, como o modal mais indicado para a Amazônia, por motivos mais que óbvios.

    No caso, as principais demandas ferroviárias se limitam à construção de um viaduto ferroviário e de uma pera ferroviária em Marabá, para não prejudicar ainda mais o trânsito daquela cidade, que já periga se tornar quase tão caótico quanto o de Belém — cidade mais conhecida como Nova Déli — se é que se pode dizer que em Belém tem trânsito (minha tese é de que Belém não tem trânsito; tem engarrafamento de trânsito…).

    E a josta da ferrovia Norte-Sul?

    Agora, a “pernada” paraense passou a se fazer necessária. É que entraram em operação as jazidas de caulim e bauxita alumínica da região de Paragominas, que fica no caminho que liga Belém ao Brasil central. Essa bauxita só pode ser beneficiada na Alunorte ou na CAP (a planta maranhense — Alumar — não transforma bauxita em alumina; transforma alumina em alumínio). Daí que se fez necessária uma ligação entre a região de Paragominas e o complexo Barcarena/Vila do Conde.

    Além do mais, se as exportações mínero-metalúrgicas paraenses continuarem a crescer como têm crescido nos últimos anos, quase que certamente será necessário tirar do papel outro megaporto: o da Ponta do Espadarte, em Curuçá, também no Pará. Mais uma ramificação para a ferrovia…

    Alguém poderá perguntar: então a parte norte da porra dessa ferrovia foi concebida só pra minério e metal? Por que ela não leva em conta a população dessa região, e seu potencial produtivo? Como é que fica o povo nessa história?

    E eu responderei: o povo? Ora, o povo…

  29. Elias said

    Se as exportações mínero-metalúrgicas não houvessem evoluído como evoluíram, a pernada paraense da ferrovia Norte-Sul continuaria no papel por mais 27 anos… Ou 54. Ou 81. Ou…

    O futebol é outro…

  30. Elias said

    Patriarca,

    O TCU é uma carcaça.

    Ao longo dos últimos anos a corrupção aumentou absurdamente no Brasil. E isso se deve, em grande medida, à incapacidade do TCU de exercer um acompanhamento eficaz.

    A vetusta & augusta Corte de Contas vive afundada até o pescoço numa burocracia paralisante e ineficaz, angustiando-se com detalhes formais, engasgando-se com microscópicos carapanãs, enquanto engole boiadas inteiras sem mastigar.

    Nos últimos anos, das dezenas de eventos de corrupção que foram descobertos e denunciados no Brasil, a maioria não o foi graças ao TCU, e sim apesar dele.

    Tal como o Judiciário brasileiro, o TCU necessita ser totalmente reestruturado, não só em termos de composição e constituição, mas, também e sobretudo, em termos de métodos e processos de trabalho.

    A politicalha sabe disso, e sabe o que deve ser feito. O problema é que a canalha reluta em importunar o TCU, porque sabe que isso pode resultar na volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar…

    Ou, como se diz na rua: quem tem c…, tem medo!

    E olha que o TCU é um órgão AUXILIAR do Congresso…

    Imagina se não fosse!

  31. Elias said

    Correção: o porto maranhense não se chama Itaqui. Chama-se “Ponta da Madeira”.

    Estou com “Itaqui” na cabeça por causa de um trabalho que estou concluindo.

    Putz!

  32. Pax said

    Caro Patriarca, em #26

    Onde você viu a notícia que o Jilmar Tatto não está mais no PT? Juro que não sabia dessa.

  33. Pax said

    Caramba!!!

    http://www.apublica.org/2013/11/bndes-trabalhadores-refens-em-obras-bilionarias-na-amazonia/

  34. Chesterton said

    O que chama a atenção no balanço trimestral da Vale privatizada não é o lucro ou as expectativas de crescimento. É a redução de 42% nas despesas gerais e administrativas. Por sua vez, a Petrobras estatal e aparelhada reduziu em apenas 3% as despesas operacionais no mesmo período. A Vale privatizada pode cortar custos. A Petrobras estatal e aparelhada só sabe aumentar preços. Vem aí aumento da gasolina da Dilma, baby.
    POSTADO POR O EDITOR CORONEL

    CHEST- e a inflação.

  35. Patriarca da Paciência said

    Pax, 32, realmente não me expressei bem, Jilmar Tatto é um “deputado licenciado do PT”, não um “ex-deputado do PT”. É claro que ele continua no PT, mas está licenciado!

    Quanto ao raciocínio continuo achando que está absolutamente correto, visto que se a mulher de Jilmar é sócia de um corrupto não implica, em hipótese alguma, que o Jilmar também seja corrupto.

  36. Patriarca da Paciência said

    Pax, 32, realmente não me expressei bem, Jilmar Tatto é um “deputado licenciado do PT”, não um “ex-deputado do PT”. É claro que ele continua no PT, mas está licenciado, como deputado !

  37. Patriarca da Paciência said

    Um verdadeiro tratado de filosofia em poucas palavras:

    “A vida fez de mim um homem bem familiarizado com as decepções. Aos 23 anos, tentei um cargo na política e perdi. Aos 24, abri uma loja que não deu certo. Aos 32, tentei um negócio de advocacia com amigos, mas logo rompemos a sociedade. Ainda naquele ano, tive um grande colapso nervoso e passei um bom tempo no hospital. Com 45 anos, disputei uma cadeira no Senado e não ganhei. Aos 47, concorri à nomeação pelo Partido Republicano para a eleição Geral e fui derrotado. Aos 49, tentei o Senado e fracassei novamente. Mas aos 51 anos, finalmente, fui eleito presidente dos Estados Unidos da América.

    Por isso, não venha me falar de dificuldades, tropeços ou fracassos. Não me interessa saber se você falhou. O que me interessa é se você soube aceitar o tropeço. Todos os infortúnios que vivi me tornaram um homem mais forte, me ensinaram lições importantes. Aprendi a tolerar os medíocres; afinal, Deus deve amá-los, porque fez vários deles.

    Se você está vivendo um momento temporário de fracasso, posso afirmar, com a certeza da minha maturidade, ou dolorida experiência, que você jamais falhará se estiver determinado a não fazê-lo. Por mais que você encontre dificuldades pelo caminho, não desista. Pois saiba que o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.”

    Abraham Lincoln

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