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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalão: STF decide decretar as penas

Posted by Pax em 14/11/2013

Maioria do STF decide pela prisão imediata de condenados no mensalão

Da Agência Brasil

Brasília – Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (13) que réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, terão as penas decretadas imediatamente. A decisão foi tomada após os ministros rejeitarem os segundos embargos de declaração apresentados pelos réus condenados no processo. Dessa forma, os ministros determinam o fim do processo para alguns réus e a execução imediata das penas. Caberá ao juiz de Execução Penal do Distrito Federal executar as prisões.

Na decisão, os ministros seguiram o voto divergente de Teori Zavascki. O ministro entendeu que todos os réus podem ter as penas executadas, exceto nos crimes em que questionaram as condenações por meio dos embargos infringentes, recurso previsto para os réus que obtiveram pelo menos quatro votos pela absolvição.

Esses recursos também valem para os réus que não obtiveram quatro votos pela absolvição. Como o voto divergente foi vencedor, o STF ainda está fazendo levantamento dos reús que serão presos imediatamente.

O relator da ação penal, Joaquim Barbosa, foi voto vencido e posicionou-se pela execução da pena dos 21 réus condenados no processo.

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236 Respostas to “Mensalão: STF decide decretar as penas”

  1. Patriarca da Paciência said

    Minha impressão é que as coisas vão ficar assim mesmo, ou seja, Dirceu, Genoíno e alguns outros vão cumprir as penas em regime semi-aberto, visto que é totalmente impossível ao STF retroagir do que já fez.

    No final das contas, o Bob Jeff vai levar uma pena quase igual ao do Dirceu, apesar dos apelos desesperados do reinaldo rola-bosta e do PIG para que o Bob fosse “perdoado”.

    E o Brasil não vai acabar, nem o PT e José Dirceu, José Genoíno e demais petistas , não serão “abandonados à beira da estrada”. Isto é coisa do PSDB!

    Também tenho a impressão de que aqueles que pensam que “as coisas acabam por aqui” estão muito enganados.

    Agora é que as trutas enormes e gordas vão começar a aparecer por baixo do angu!

  2. Jose Mario HRP said

    Vejam só…….
    Que reação a do procurador geral!
    Possivelmente iinstado pela linha dura do PSDB, o Janota pediu a prisão imediata da turma do PT, e assim o Gigantesco incendio dos trens, metro e fiscais do PSDB/PFL/DEM/PPS fica fora do foco!
    O skema da prefeitura de São Paulo, sob a direção do PSDB/PFL fica escondido!
    Mas haverá esconderijo para roubalheiras que passam do BILHÂO????????
    O povo está sendo manietado via Globo, Bandeirantes e seus comparsas Estadão e Folha, mas em algum momento Cerra, Kassab, Covas, Alckimin vão desmascarados!
    KKKKKKKKK….

  3. Pax said

    Patriarca e HRP são os madrugadores do blog… (off topic).

    Não tenho opinião sobre a notícia acima. Só colecionei. Estava na estrada e não acompanhei. Com certeza a oposição vai comemorar.

    Qual será o impacto nas eleições de 2014? Melhor que estas execuções das penas sejam agora que depois?

    Enfim, mais dúvidas que qualquer opinião.

  4. Jose Mario HRP said

    Pois é…. queimaram cartucho antecipadamente! Porque?
    Tá na cara, obscurecer o fogo de labaredas que queima nos trens e na gang do ISS e IPTU!

  5. Jose Mario HRP said

    Sensacional, 08 militares carregando o caixão de Jango, homenageado com o hino nacional e a indefectivel marcha fúnebre!
    Parabens Jango, Parabens Dilma e minhas homenagens a viúvas e seus filhos!
    Faltava essa página em nossa história!
    O BRASIL está melhor hoje!

  6. Otto said

    O VINHO AMARGO QUE SERÁ TOMADO PARA FESTEJAR A PRISÃO DE DIRCEU

    Colunistas da mídia estão festejando com sua habitual hipocrisia estridente a decisão do Supremo de ontem de mandar prender boa parte dos réus.

    Dirceu preso era o sonho menos deles do que de seus patrões.

    Num momento particularmente abjeto da história da imprensa brasileira, dois colunistas chegaram a apostar um vinho em torno da prisão, ou não, de Dirceu.

    Você vai ler na mídia intermináveis elogios aos heróis togados, aspas, comandados pelo já folclórico Joaquim Barbosa.

    Mas um olhar mais profundo, e menos viciado, mostra que o Mensalão representou, na verdade, uma derrota para a elite predadora que luta ferozmente para conservar seus privilégios e manter o Brasil como um dos campeões de desigualdade social.

    Por que derrota, se a foto de Dirceu na cadeia vai estar nas manchetes?

    Porque o que se desejava era muito mais que isso. O Mensalão foi a maneira que o chamado 1% encontrou para repetir o que fizera em 1954 com Getúlio e 1964 com João Goulart.

    Numa palavra, retomar o poder por outra via que não a das urnas. A direita brasileira, na falta de votos, procura incansavelmente outras maneiras de tomar posse do Estado – e dos cofres do BNDES, e das mamatas proporcionadas por presidentes serviçais etc etc.

    A palavra mágica é, sempre, “corrupção” – embora nada mais corrupto e mais corruptor que a direita brasileira. Sua voz, a Globo, sonegou apenas num caso 1 bilhão de reais numa trapaça em que tratou a compra dos direitos de transmissão de uma Copa como se fosse um investimento no exterior.

    Foi assim como o “Mar de Lama” inventado contra Getúlio, em 1954. Foi assim com Jango, dez anos depois, alvo do mesmo tipo de acusação sórdida e mentirosa.

    E foi assim agora.

    Por que o uso repetido da “corrupção” como forma de dar um golpe? Porque, ao longo da história, funcionou.

    O extrato mais reacionário da classe média sempre foi extraordinariamente suscetível a ser engabelado em campanhas em nome do combate – cínico, descarado, oportunista – à corrupção.

    A mídia – em 54, 64 e agora – faz o seguinte. Ignora a real corrupção a seu redor. Ao mesmo tempo, manipula e amplia, ou simplesmente inventa, corrupção em seus adversários.

    Agora mesmo: no calor da roubalheira de um grupo nascido e crescido nas gestões de Serra e Kassab na prefeitura, o foco vai se desviando para Haddad. Serra é poupado, assim como em outro escândalo monumental, o do metrô de São Paulo.

    Voltemos um pouco.

    A emenda que permitiu a reeleição de FHC passou porque foi comprado apoio para ela, como é amplamente sabido. Congressistas receberam 200 000 reais em dinheiro da época – multiplique isso por algumas vezes para saber o valor de hoje — para aprová-la.

    Mas isso não é notícia. Isso não é corrupção, segundo a lógica da mídia.

    O caso do Mensalão emergiu para que terminasse como ocorreu em 1954 e 1964: com a derrubada de quem foi eleito democraticamente sob o verniz da “luta contra a corrupção”.

    Mas a meta não foi alcançada – e isso é uma extraordinária vitória para a sociedade brasileira. No conjunto, ela não se deixou enganar mais uma vez.

    O sonho de impeachment da direita fracassou. Ruiu também a esperança de que nas urnas, sob a influência do noticiário massacrante, os eleitores votassem nos amigos do 1%: Serra conseguiu perder São Paulo para Haddad, um desconhecido.

    O que a voz rouca das ruas disse foi: estão tentando bater minha carteira com esse noticiário.

    O brasileiro acordou. Ele sabe que o que a Globo — ou a Veja, ou a Folha – quer é bom para ela, ou elas, como mostram as listas de bilionários brasileiros, dominadas pelas famílias da mídia. Mas não é bom para a sociedade.

    E por estar acordado o brasileiro impediu que o Mensalão desse no que o 1% queria – num golpe.

    Por isso, o vinho que será tomado pela prisão de Dirceu será extremamente amargo.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-vinho-amargo-que-sera-tomado-para-festejar-a-prisao-de-dirceu/

  7. Otto said

    PRETO, POBRE, PROSTITUTA E PETISTA

    “Num tempo

    Página infeliz da nossa história

    Passagem desbotada na memória

    Das nossas novas gerações

    Dormia

    A nossa pátria mãe tão distraída

    Sem perceber que era subtraída

    Em tenebrosas transações”

    Vai Passar (Chico Buarque)

    O Brasil amanheceu pior do que ontem. A partir de agora, torna-se oficial o que, até então, era uma tenebrosa possibilidade: cidadãos brasileiros estão sendo privados de suas liberdades individuais apenas pelas ideologias político-partidárias que acalentam.

    A “pátria mãe tão distraída” foi “subtraída em tenebrosas transações” entre grupos políticos partidários e de comunicação e juízes politiqueiros.

    Na foto que ilustra este texto, o leitor pode conferir o único patrimônio de um político que foi condenado pelos crimes de “corrupção ativa e formação de quadrilha” pelo Supremo Tribunal Federal em 9 de outubro de 2012.

    Junto com ele, outros políticos ou militantes políticos filiados ao Partido dos Trabalhadores, todos com evoluções patrimoniais modestas diante dos cargos que ocupavam na política.

    José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato tiveram suas prisões decretadas com base em condenações por uma Corte na qual, ao longo de sua existência secular, jamais políticos de tal importância foram condenados.

    A condenação desses quatro homens, todos de relevância político-partidária, poderia até ser comemorada. Finalmente, políticos começariam a responder por seus atos. Afinal, até aqui o STF sempre foi visto como a principal rota de fuga dos políticos corruptos.

    Infelizmente, a única condenação a pena de prisão que aquela Corte promulgou contra um grupo político foi construída em cima de uma farsa gigantesca, denunciada até por adversários políticos dos condenados, como, por exemplo, o jurista Ives Gandra Martins, que, apesar de suas divergências com o PT, reconheceu que não houve provas para condenar José Dirceu, ou como o formulador da teoria usada para condenar os réus do mensalão, o alemão Claus Roxin, que condenou o uso que o STF fez de sua revisão da teoria do Domínio do Fato.

    Dirceu e Genoino foram condenados por “formação de quadrilha” e “corrupção ativa” apesar de o primeiro ter estado infinitamente mais distante dos fatos que geraram o “escândalo do mensalão” do que estão Geraldo Alckmin e José Serra dos escândalos Alston e Siemens, por exemplo.

    Acusaram e condenaram Dirceu apesar de, à época dos fatos do mensalão, estar distante do Partido dos Trabalhadores, por então integrar o governo Lula. Foi condenado simplesmente porque “teria que saber” dos fatos delituosos por sua importância no PT.

    Por que Dirceu “tinha que saber” das irregularidades enquanto que Alckmin e Serra não são nem citados pelo Ministério Público, pela Justiça e pela mídia como tendo responsabilidade direta sobre os governos nos quais os escândalos supracitados ocorreram?

    O caso Genoino é mais grave. Sua vida absolutamente espartana, seu microscópico patrimônio, sua trajetória ilibada, nada disso pesou ao ser julgado e condenado como um “corruptor” que teria usado milhões de reais para “comprar” parlamentares.

    O caso João Paulo Cunha é igualmente ridículo, em termos de sua condenação. Sua mulher foi ao banco sacar, em nome próprio, com seu próprio CPF, repasse do partido dele para pagar por uma pesquisa eleitoral. 50 mil reais o condenaram por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

    O caso mais doloroso de todos, porém, talvez seja o de Henrique Pizzolato, funcionário do Banco do Brasil, filiado ao PT e que, por ter assinado um documento que dezenas de servidores da mesma instituição também assinaram sem que contra eles pesasse qualquer consequência, foi condenado, também, por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

    Isso está acontecendo em um país em que se sabe que dois governadores do PSDB de São Paulo, apesar de ter ocorrido em suas administrações uma roubalheira de BILHÕES DE REAIS, não são considerados responsáveis por nada.

    Isso está acontecendo em um país em que um político como Paulo Maluf, cujas provas de corrupção se avolumam há décadas, jamais foi condenado à prisão.

    Isso está acontecendo em um país em que um governador como Marconi Perillo, do PSDB, envolveu-se até o pescoço com um criminoso do porte de Carlinhos Cachoeira, foi gravado em relações promíscuas com esse criminoso e nem acusado foi pelo Ministério Público.

    Isso está acontecendo, finalmente, no mesmo país em que os ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab toleraram durante anos roubalheira dentro da prefeitura e quando essa roubalheira de MEIO BILHÃO de reais vem à tona, a mídia e o Ministério Público acusam quem mesmo? O PT, claro.

    Já entrou para o imaginário popular, portanto, que, neste país, cadeia é só para pretos, pobres, prostitutas e, a partir de agora, petistas.

    No Brasil, as pessoas são condenadas com dureza pela “justiça” se tiverem mais melanina na pele, parcos recursos econômicos, se venderem o que só pertence a si (o próprio corpo) para sobreviver ou se tiveram convicções políticas que a elite brasileira não aceita.

    A condenação de alguém a perder a liberdade por suas convicções políticas, porém, é mais grave. É característica das ditaduras, pois a desigualdade da Justiça com os outros três pês deriva de falta de recursos para se defender, não de retaliação a um ideário.

    Agora, pois, é oficial: você vive em um país em que se deve ter medo de professar e exercer suas verdadeiras convicções políticas, pois sabe-se que elas expõem a retaliações ditatoriais como as que levarão para cadeia homens cuja culpa jamais foi provada.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2013/11/preto-pobre-prostituta-e-petista/

  8. Pax said

    O cara diz:

    cidadãos brasileiros estão sendo privados de suas liberdades individuais apenas pelas ideologias político-partidárias que acalentam

    Caramba, assim já é um tanto demais pra minha cabeça.

    e ainda insiste:

    O caso mais doloroso de todos, porém, talvez seja o de Henrique Pizzolato, funcionário do Banco do Brasil, filiado ao PT e que, por ter assinado um documento que dezenas de servidores da mesma instituição também assinaram sem que contra eles pesasse qualquer consequência, foi condenado, também, por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

    O cara esquece que esse réu, por acaso, embolsou R$ 326 mil a título de uma pequena molhadinha em suas mãos.

    de novo: é demais pra minha cabeça.

  9. Otto said

    Pax: tudo o processo do mensalão foi viciado. O Pizzolato não embolsou nada. Pelo jeito você não leu os posts do Cafezinho que eu coloquei aqui.Pensei que você era uma pessoa de boa vontade.

  10. Otto said

    Pax, só pra recordar:

    http://www.ocafezinho.com/2013/11/13/perguntem-a-globo-o-que-fez-com-o-dinheiro-da-visanet/

  11. Olá!

    [. . .] “Pelo jeito você não leu os posts do Cafezinho que eu coloquei aqui.” [. . .]

    Claro, claro. . . Vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal, pela Procuradoria Geral da República, pelo Superior Tribunal Federal e instituições afins, vamos trocar tudo isso pela postagem de um blog chapa-branca e petista chamado de Cafezinho.

    Que ridículo isso. . .

    Até!

    Marcelo

  12. Otto said

    O Superior Tribunal Federal e outras instituições afins apoiaram o golpe de 64.

  13. Otto said

    “Quis o destino que 49 anos depois do golpe de 64, quando a versão falsificada daquele período é desmentida pelo desagravo solene do Estado brasileiro a Jango, um novo ataque disfarçado contra os mesmos objetivos se configure.

    É pedagógico e inquietante.

    As mesmas forças, os mesmos interesses, os mesmos veículos e o mesmo linguajar que levaram Vargas ao suicídio e violentaram a democracia em 64, agora se unem abertamente para golpear o esforço progressista de retomar a construção interrompida de um Brasil mais justo e soberano.

    Contra Vargas, ergueram-se as manchetes do ‘mar de lama’.

    Contra Jango, ‘o ouro de Moscou, ‘a República sindicalista’, ‘o naufrágio dos valores cristãos’, ‘falência do abastecimento’.

    Nos dias que correm, ‘o mensalão’, ‘a companheirada’, o ‘intervencionismo estatal’, a ‘gastança’, o ‘abismo fiscal’, a implosão iminente da economia.”

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Getulio-Jango-e-os-dias-que-correm/29521

  14. Olá!

    Otto,

    O Superior Tribunal Federal e outras instituições afins apoiaram o golpe de 64.

    Otto. . . Hehehehehehehehehehehehehe. . . isso é ridículo, rapaz. . . ridículo mesmo. . .

    O quê o Golpe de 1964 tem a ver com a condenação dos mensaleiros?

    Mas admitindo que tal apoio do STF ao golpe tenha acontecido, você acha que se os mensaleiros tivessem sido absolvidos pelo STF a justiça teria sido feita? Isso mudaria e/ou amenizaria um trágico evento de quase 50 anos atrás?

    Otto, o STF condenou à prisão bandidos de alta periculosidade. É uma gente mais perigosa do que marginais como Marcola, Fernandinho Beira-Mar, Elias Maluco e Marcinho VP juntos, pois estes não assaltam os cofres públicos e nem desviam verbas que iriam bancar serviços públicos importantes, sobretudo para as camadas mais pobres da sociedade.

    Neste ano que passou, houve, no Brasil, mais de 50 mil homicídios. Isso é resultado de muito bandido à solta por aí. Otto, você deveria se sentir feliz e mais seguro pelo fato de marginais de alta periculosidade como os mensaleiros terem sido mandados para o xilindró. Afinal de contas, menos ladrões à solta é mais segurança para o cidadão honesto.

    Otto, uma pergunta: Você não se sente mais seguro quando bandidos de alta periculosidade são mandados para a prisão?

    Até!

    Marcelo

  15. Pax said

    Caro Otto,

    O que tem o post do O Cafezinho com o caso do Pizzolato, vergonhosamente, ter embolsado R$326 mil reais vindos das empresas e do esquema do Marcos Valério?

    Nada. Não entendi teu ponto.

    Você está dizendo que o cara não embolsou a tal grana? Ou quer justificar essa “molhadinha” com algum arrazoado aceitável.

    Diz aí que a gente discute.

  16. Olá!

    Um ponto importantíssimo que as autoridades brasileiras devem tomar, quando os mensaleiros forem em cana, é mantê-los afastados dos bandidos comuns, até por uma questão de segurança.

    Mas, nesse caso, é pela segurança dos bandidos comuns, obviamente, já que tais marginais lidam com crimes leves se comparados ao Mensalão. Enquanto que os mensaleiros são marginais de alta periculosidade cuja habilidade criminosa não se resume ao furto, ao assassinato, ao roubo e coisas tais, mas vai muito mais além disso, sendo até mesmo capaz de destruir toda a estrutura democrática de um país (objetivo principal do Mensalão).

    Outro lembrete importante: Da última vez em que bandidos da esquerda foram postos nas mesmas celas dos bandidos comuns, o resultado foi o Comando Vermelho e todo aquele desastre do crime organizado.

    Até!

    Marcelo

  17. Pax said

    Caro Marcelo Augusto:

    você diz: Otto, o STF condenou à prisão bandidos de alta periculosidade. É uma gente mais perigosa do que marginais como Marcola, Fernandinho Beira-Mar, Elias Maluco e Marcinho VP juntos, pois estes não assaltam os cofres públicos e nem desviam verbas que iriam bancar serviços públicos importantes, sobretudo para as camadas mais pobres da sociedade.

    Menos, Marcelo, menos….

  18. Olá!

    Mas, caro Pax, onde é que está o exagero nisso que foi escrito?

    Até!

    Marcelo

  19. Zbigniew said

    O Marcelo exagera pela postura dos contrários às prisões. Vá lá.
    Mas não devemos esquecer que TÃO OU MAIS PERIGOSOS estão os tucanos (inclusive de altas patentes) que se locupletaram por anos no governo do estado de São Paulo e durante os anos FHC. Estes ainda estão devendo. E muito.

  20. Otto said

    Pax, quando o Pizzolato,recebeu R$326 mil reais?

    Você está se referindo ao pagamento dos serviços da Visantet?

    E se o Pizzolato era apenas UM dos diretores do BB, cadê os outros diretores que assinaram junto com eles?

  21. Otto said

    Pra te relembrar, Pax (se bem que eu acho que você não leu nada, apenas repete como papagaio a narrativa da mídia/Joaquim Barbosa):

    “Pizzolato foi enfiado à fórceps na peça de Gurgel porque havia necessidade imperiosa de amarrar a trama ficcional do mensalão com “dinheiro público”. A única coisa que encontraram para incriminar o PT, depois de várias CPIs, devassas, sigilos quebrados, foi o elo entre a Visanet, um grupo privado, no qual o Banco do Brasil é um entre centenas de acionistas, e a DNA propaganda, agência de Marcos Valério, na época a principal agência de publicidade em Minas Gerais, onde operava as campanhas de estatais mineiras e do governo do estado. Um dos principais clientes de Marcos Valério, além disso, era Daniel Dantas, que controlava as contas bilionárias de fundos de pensão e telefônicas.

    A Visanet celebrou contrato com a DNA para veicular propaganda de seus produtos, que são as maquininhas de cartões de crédito.

    Para dar fundamento à denúncia do mensalão, que vinha sem pé nem cabeça, e dar satisfação à “opinião publicada”, ou seja, à sanha de vendetta de segmentos políticos poderosos, Gurgel e Barbosa pescaram Pizzolato lá de baixo, onde ele figurava pacatamente como um réu de segunda ou terceira categoria. Elevaram-no a um papel central no sinistro esquema que descreveram: ele forneceria o elo entre mensalão e “uso de dinheiro público”, ou seja, haveria um pagamento de propina aos parlamentares com dinheiro do Banco do Brasil. E a presença de dinheiro público era a chave para destruir a tese de Caixa 2. Só que a teoria aceita pelo STF não está suportando o debate e está se desmanchando. Não houve dinheiro do BB e sim da Visanet, empresa privada sobre a qual Pizzolato não tinha ingerência, além de uma assinatura num documento, junto com outros quatro outros diretores do BB.

    Estão aparecendo as provas, concretas e lógicas, que levam o crime para o outro lado: para o STF, que se curvou vergonhosamente ao espírito linchatório da mídia conservadora.

    A defesa de Pizzolato, por esta razão, entrou com um embargo declaratório extremamente duro, inspirado pelo mais profundo sentimento de indignação contra uma arbitrariedade odiosa. Pizzolato se tornou objeto descartável no joguinho de sacrifícios humanos que mídia e STF promoveram para se auto pintarem como justiceiros políticos e obterem uma aprovação efêmera e demagógica.

    Alguns pontos que desmascaram as mentiras do STF:

    1. O dinheiro não era do Banco do Brasil, mas da Visanet. Era privado.

    2. Os serviços foram prestados. Há registros de todas as campanhas publicitárias realizadas pela DNA, com o dinheiro privado da Visanet.

    3. Pizzolato não assinou sozinho o documento. Outros diretores o fizeram. O fato de apenas citarem Pizzolato, por ser o único petista, revela má fé na investigação.

    3. Os BVs pagos à DNA Propaganda são tradição no mercado publicitário brasileiro.

    Voltamos inclusive à maior ironia de todas. O mensalão de Gurgel na verdade era o Bônus de Volume que a Globo e outras gigantes da mídia pagaram às agências de Marcos Valério, assim como pagam a todas as agências. Bônus de Volume, é sempre bom explicar, já que a mídia sonegou a informação durante o julgamento, quando ela faria diferença no debate de ideias e no julgamento paralelo que se fazia na mídia, Bônus de Volume é um prêmio que os veículos de comunciação pagam às agências de publicidade pelas campanhas de marketing que estas fazem em seus jornais, canais de rádio, TV, revistas. Por exemplo, a Chevrolet tem conta na DNA Propaganda. A DNA escolhe a Globo para veicular a propaganda dos carros da Chevrolet. Então a Globo paga à DNA como forma de “agradecer” ou “fidelizar” a DNA. Como a Globo é gigante financeira, ela paga os BVs no início do ano para uma campanha que a agência apenas ao final do ano irá veicular nos meios de comunicação. Antes de receber seu pagamento, a Globo adianta a gorjeta para a agência, que é na verdade um intermediário entre a mídia e as grandes empresas. Essa é a principal estratégia da Globo para concentrar um percentual tão absurdamente elevado de todos os recursos publicitários circulantes no país, privados e públicos.

    A informação, se fornecida, desmancharia a aura de crime e mistério que Barbosa criou ao mencionar as cifras movimentadas por Marcos Valério. E saberíamos que o valerioduto foi alimentado, principalmente, com BVs pagos pela Globo.

    A ficção de Gurgel e Barbosa, todavia, deixou inúmeros buracos. Talvez o aspecto mais difícil na defesa de Pizzolato seja escolher por qual ângulo atacar as arbitrariedades. Por todos os lados, a denúncia se esfuma a um leve toque.

    Por exemplo, a denúncia tem uma falha estrutural: Pizzolato não assinou sozinho o documento de autorização para publicidade da Visanet (como o BB é sócio importante da Visanet, seus diretores de publicidade tem voz nas campanhas de marketing do grupo privado). Outros diretores – todos nomeados no governo FHC – também assinaram. Eles pinçaram apenas o petista. Por quê? Ora, a resposta é simples. Porque ele era petista! Pior ainda: sindicalista! Todo o preconceito ideológico exacerbado pela vitória de Lula, inclusive interno-corporativo, já que talvez a maior parte do alto funcionalismo público brasileiro, por questão de classe, seja conservador e pró-tucano, se voltou contra Pizzolato.

    Pizzolato trabalhava no Banco do Brasil há uns 30 anos, onde ingressou via concurso ainda jovem, e onde jamais foi acusado de nada. Não importa: a ordem era “delenda PT” e ele acabou sendo vítima no mesmo tsunami.”

    http://www.ocafezinho.com/2013/05/04/a-defesa-de-pizzolato/

  22. Otto said

    Vou te postar aqui, Pax, mais alguns post do Miguel do Rosário.

    Leia-os inteiro, pelo menos.

    Acusações contra Pizzolato lembram Dreyfus e Kafka

    A história de uma farsa – Capítulo 1

    Pizzolato, o único ”judeu” na diretoria do BB

    Para melhor entender um acontecimento que envolve pessoas, façamo-lo a partir do ponto-de-vista individual. Talvez possamos nos comunicar mais produtivamente se começarmos nossa história a partir de um personagem menos visado, como Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Iniciar uma abordagem sobre os erros no julgamento do mensalão a partir de Pizzolato tem a vantagem de evitarmos, por enquanto, a furiosa politização provocada pelos nomes de Dirceu e Genoíno, os mais graduados na hierarquia petista. E as falhas inúmeras encontradas na denúncia contra Pizzolato tem o potencial de fazer ruir um edifício acusatorio cada vez mais condenado por suas deficiências estruturais.

    A história de Pizzolato lembra a saga do tenente francês Albert Dreyfus, pintada com tintas kafkianas. Dreyfus era o único judeu entre os oficiais suspeitos de uma traição a um governo estrangeiro, e por isso foi apontado, com base em provas falsas e ilações enviesadas, como culpado de espionagem. Era inocente, mas virou um símbolo máximo do ambiente de guerra midiática que tomara conta da França ao final do século XIX, quando políticos e donos de jornais disputavam a primazia de quem melhor manipulava a opinião pública. O ódio profundo nascido das lides entre dryfusards e antidreyfusards, e o proselitismo político que se fazia em torno da questão, nos remete à deliberada campanha udenista deflagrada por setores da mídia e da oposição quando se percebeu o uso político que se poderia dar aos escândalos de caixa 2 protagonizados por Marcos Valério e PT.

    O nosso Dreyfus é Henrique Pizzolato. Era o único petista numa diretoria só de tucanos, todos indicados para seus cargos na era FHC, numa instituição antes e hoje controlada e presidida por executivos identificados com o PSDB. Foi capturado a dedo. Era o único “judeu” no grupo. A maneira como tudo acontece, por sua vez, lembra uma trama de Kafka: um suceder frenético, galopante, ininterrupto de acusações vagas, mal formuladas, confusas, embora invariavelmente pesadíssimas porque expostas com grande sensacionalismo midiático.

    Como se um procurador e um juiz tivessem o poder de dizer que você é chinês, e provar isso, independentemente de seu passaporte ser brasileiro, você ter cara de brasileiro e falar português fluentemente como só um brasileiro poderia fazer. Não importa, você é chinês e pronto, decreta o juiz, batendo o martelo. Os jornais todos divulgam no dia seguinte, em manchetes garrafais, que ficou provada sua origem chinesa. E ai de você se quiser protestar.

    A acusação contra Pizzolato é simplesmente surreal. Diferentemente de Dirceu e Genoíno, que ao menos incorporam fantasmagóricas responsabilidades políticas pelo “esquema” de compra de apoio político, contra Pizzolato há uma acusação bem direta: de ter sido o responsável pelo desvio dos R$ 73,8 milhões que a Visanet pagou a DNA Propaganda. A denúncia serviria para caracterizar os recursos que Marcos Valério, um dos sócio da DNA, distribuiu a parlamentares, como dinheiro público, com isso enfraquecendo a tese de caixa 2 defendida pelos réus.

    Entretanto, os documentos comprovam quatro erros crassos na denúncia. A Visanet é privada; Pizzolato não tinha qualquer ingerência no contrato entre a empresa e a DNA Propaganda; ele nunca foi o responsável pela relação entre o banco e o fundo de publicidade da Visanet; os serviços de publicidade foram realizados.

    A DNA Propaganda, hoje praticamente destruída, não era uma agência fictícia. Era a maior agência de publicidade de Minas Gerais, detendo praticamente todas as contas das estatais mineiras, da Telemig (então controlada por Daniel Dantas); havia crescido à sombra do tucanato. Vinha ganhando mercado, obtendo prêmios locais e internacionais, incomodando grandes firmas de São Paulo.

    O contrato entre a Visanet e a DNA era perfeitamente legal. Uma empresa que opera no mercado de cartões de crédito contrata uma das maiores agências do país para realizar campanhas publicitárias. As campanhas são realizadas. As auditorias não encontraram nenhuma irregularidade nas campanhas. Há gravações e documentos que comprovam a sua realização.

    Quanto aos bônus de volume pagos pelos meios de comunicação à DNA Propaganda, os quais foram considerados, irresponsavelmente, por Joaquim Barbosa, como uma transferência indevida de recursos pertencentes ao BB, também não houve irregularidade. O pagamento de bônus de volume, apesar de eticamente questionável, é uma prática regulamentada no país, e configura uma relação totalmente privada entre meio e agência. Ou seja, entre uma empresa como a Globo, por exemplo, e a DNA. O BB ou o Visanet sequer são informados sobre seus valores.

    “Eles estatizaram a Visanet”, ironiza Pizzolato, que vive hoje um período de recuperação moral e emocional.

    O lendário jornalista Raimundo Pereira comprou a briga de Pizzolato e vem usando a sua revista Retrato do Brasil para fazer uma denúncia duríssima, embasada em documentos, contra os erros flagrantes de Joaquim Barbosa quando analisa o caso Visanet. Alexandre Teixeira, combativo blogueiro carioca, faz o mesmo através do blog MegaCidadania.

    O acordo entre a Visanet e os bancos parceiros sugeria que estes indicassem um gestor com responsabilidade para propor campanhas publicitárias da Visanet e apontar nomes de agências. Aí temos outro intolerável erro de Joaquim Barbosa, porque ele sempre teve em suas mãos, e o ignorou, um laudo com os nomes dos gestores do fundo de 2001 a 2005. Todos “tucanos”. Pizzolato não estava entre eles. Durante o período em que se celebra contrato com a DNA, o gestor era Léo Batista, que assumiu o cargo em 2002, ainda no governo FHC, e ficou até abril de 2005. Trata-se do laudo 2828, mais um entre inúmeros documentos que, apesar de comprovarem a inocência de Pizzolato, foram sistematicamente ignorados, omitidos e até mesmo ocultos pela acusação.

    Por onde se olhe a denúncia de Barbosa contra Pizzolato no caso Visanet, se vê apenas um despudorado falseamento da realidade, e a única explicação para isso seria a tentativa de ajustar a realidade à teoria.

    Pizzolato, que há mais de sete anos vive um terrível pesadelo moral, acusado por um crime do qual não apenas é inocente, mas que seria impossível de cometer, procura transparecer serenidade e até um pouco de bom humor quando analisa os primeiros trovões que anunciaram a tempestade.

    Para a oposição udenista, Pizzolato foi uma vítima útil, uma peça importante no jogo para derrubar o governo. Mesmo no campo da esquerda, as preocupações sempre se voltaram apenas para Dirceu e Genoíno. Mas Pizzolato também era um quadro importante no partido, com uma bela história no processo de luta que culminou na vitória de Lula em 2002. Um dos fundadores do PT no Paraná, Pizzolato foi presidente do sindicato de bancários, da CUT e candidato a governador em seu estado.

    Pizzolato testemunhou muita coisa em 2002, e seu depoimento ajuda a esclarecer uma série de pontos obscuros quando se procura entender o aparecimento de Marcos Valério.

    http://www.ocafezinho.com/2013/05/12/a-historia-de-uma-farsa-capitulo-1/#sthash.m6zcfc5u.dpuf

  23. Otto said

    Pizzolato é inocente, já a Globo…

    O pior conselheiro da justiça é o ódio. Quantos livros e filmes não foram feitos sobre a injustiça de condenar um inocente? Eu me lembro, por exemplo, de um belíssimo filme do Clint Eastwood, com Sean Penn e Tim Robbins nos papéis principais. Trata-se de uma parábola que se repete a todo momento na vida real. Em português, o título do filme é Sobre meninos e lobos (Mystic River, no original). Baseado no excelente romance homônimo de Dennis Lehane, conta a história de três rapazes criados na mesma vizinhança classe média baixa de Boston. Um deles é sequestrado ainda criança por um grupo de tarados, sofre abusos, e consegue fugir. Mas fica marcado para sempre. Jamais será um “lobo”.

    Os outros se desenvolvem emocionalmente. O personagem de Sean Penn chama-se Jimmy. É um sujeito autoconfiante, casado com uma mulher bonita e com três filhas fortes e saudáveis. Tem quarenta e poucos anos e, após aventuras delinquentes na juventude, torna-se dono de um pequeno mercado no bairro. A trama começa com o assassinato da filha de Jimmy. Depois de algumas horas de busca, a polícia encontra seu corpo numa vala de um parque. Jimmy, que saía da cerimônia de primeira comunhão de suas outras filhas, do segundo casamento, reconhece o carro da filha e se dirige ao parque para saber o que houve. A cena em que o policial lhe comunica, apenas com o olhar, a morte de sua filha é uma das mais dramáticas que já assisti. Vários policiais seguram o pai desesperado, que se debate e grita de dor.

    Jimmy não tem paciência para esperar a polícia fazer a investigação e prender o assassino. Tomado de ódio, quer vingança imediata, e as suspeitas recaem sobre o personagem de Tim Robbins, o frágil Dave Boyle, o garoto que fora sequestrado e estuprado na infância. Jimmy mata Boyle, mas pouco tempo depois descobre que cometera uma injustiça. O assassino era o irmão ciumento do namorado da sua filha. Um garoto surdo e com problemas mentais.

    Mas Jimmy é um “lobo” e o filme termina com ele ao lado de suas filhas e esposa, novamente seguro de si, forte e feliz.

    No julgamento da Ação Penal 470, temos uma situção similar. De um lado, temos um imenso ódio social acumulado, contra a corrupção, contra a classe política. Parte deste ódio é legítimo, em virtude de séculos de opressão e desvios sistemáticos de dinheiro público.

    Aí entra o maquiavelismo sem limites dos donos do poder. Cientes de que este ódio atingiu um nível perigoso, precisam encontrar bodes expiatórios. A sociedade precisa viver uma catarse! Com um pouco de sorte, os bilhões desviados do escândalo do Banestado, da privataria, sonegados via paraísos fiscais, serão esquecidos por um tempo. Todo mundo só pensará no “mensalão”. Os exageros são constantes. Será chamado de “o maior escândalo de corrupção da história”, mesmo que movimente valores muito inferiores a qualquer outro escândalo.

    O golpe principal, contudo, é atribuir-lhe um valor simbólico libertador. Pela primeira vez, o Brasil verá poderosos sendo condenados! O fato destes poderosos serem pessoas sem posses, ou seja, sem poder real nenhum, não interessa. A ficção se impõe sobre a realidade. O Brasil não pode mais voltar atrás. Foram anos de investimentos numa determinada narrativa, enterrando-lhe bem fundo na mente de milhões de brasileiros.

    Só que há um problema. A denúncia é inepta. A mídia brasileira jamais deu espaço para que os réus defendessem seus pontos de vista; se o fizessem, todos ficariam chocados com a desonestidade gritante da Procuradoria e do relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa.

    Entretanto, é um processo grande, deliberadamente bagunçado, discutido no meio de uma atmosfera de intolerância. Os protestos de rua agora estão sendo usados para acentuar o clima de linchamento. Em editoriais, ou disfarçadamente via publicação de cartinhas neste sentido, os jornais fazem ameaças veladas aos STF, dizendo que as “massas” chegarão às suas portas caso haja revisão das penas ou anulamento de alguma condenação. Voltamos à barbárie.

    Por outro lado, nem todos são massa de manobra. Nem todos aceitam o destino de rebanho obediente que a mídia tenta nos impor. As ruas também protestaram contra os meios de comunicação. Os mesmos meios que pretendem pressionar o STF a cometer uma das maiores injustiças de sua história.

    O trabalho de debate e contraponto que milhares de internautas vêm fazendo há algum tempo, tentando oferecer à sociedade uma visão alternativa sobre o processo do mensalão produziu também uma massa crítica. Nunca um processo penal foi tão estudado, de forma tão coletiva. Além disso, o fator tempo nos beneficiou, pela primeira vez. Tivemos a oportunidade de examinar os documentos, alguns deles disponibilizados apenas há pouco tempo. Tivemos tempo de raciocinar.

    Mais que nunca, está claro que o mensalão é uma abominável ficção, em que se pegam alguns casos de caixa 2 nas eleições de 2002 e 2006, juntam-se com outros fatos que não tem nada a ver, e se cria uma história onde já não importa a verossimilhança. Manda quem é dono da bola e do campo. Um conluio ideológico e político, que ainda está por ser esclarecido pela história, entre a Procuradoria Geral da República, membros do STF e a mídia, produz as condições ideais para criar uma realidade paralela e condenar os réus.

    A denúncia toda, porém, tem uma falha estrutural. Há um ponto no casco que ficou desguarnecido e pode ser rompido a qualquer instante. Na verdade, já foi rompido pela blogosfera, e um dia vai chegar à massa. Um dia, o gigante vai descobrir que foi enganado, e aí quero ver quem vai segurar a sua fúria contra quem o enganou. O caso de Henrique Pizzolato é esta falha. É onde se pode romper o casco do navio e afundá-lo.

    Qualquer estudante de direito que tiver acesso aos documentos entenderá que Pizzolato é inocente. E no entanto, foi condenado por unanimidade por todos os ministros do STF.

    A denúncia contra Pizzolato é totalmente absurda. Diz o relator, Joaquim Barbosa, em seu voto, onde seguiu integralmente a orientação da Procuradoria:

    Quanto a esses recursos, o Procurador-Geral da República apontou quatro repasses principais, que somam quase R$ 74 milhões de reais, sem que houvesse sido prestado qualquer serviço (…)

    Mentira! Os serviços da DNA foram prestados. A revista Retrato do Brasil apresentou provas de todas as campanhas de publicidade realizadas pela agência. A DNA prestava serviços ao Banco do Brasil desde 1994. Era a principal agência de publicidade em Minas Gerais. Sua ascensão se dá na era tucana. A última sequência de contratos da DNA com o BB começa em 2000. Alguns meses antes de Pizzolato assumir a diretoria de marketing do BB, uma diretoria inteiramente composta por funcionários nomeados no governo FHC, sem nenhuma ligação com o PT (muito pelo contrário) decide pela renovação do contrato. A DNA recebe as melhores notas dos altos executivos do BB, incluindo Claudio Vasconcelos, gerente de Propaganda e Marketing, o único com poder real para interferir na transferência de recursos de marketing do BB para o Fundo Visanet e deste para as agências de publicidade. Quando Pizzolato assume o cargo de diretor de marketing, no dia 17 de fevereiro, recebe em sua mesa toda a documentação contendo a decisão favorável de seus superiores para renovação do contrato. A ele coube apenas assinar, dias depois, um simples parecer sobre o tema, como lhe competia.

    Os documentos mostram, ainda, que o Fundo Visanet jamais foi público. Tinha sido criado na era FHC por uma das maiores empresas do mundo no ramo de cartões, e contava com a colaboração dos principais bancos do país. Mas o seu controle final, por regulamento, pertencia à Visanet.

    O BB participava do fundo Visanet como acionista e não fazia aportes financeiros – toda verba vinha de uma porcentagem sobre cada compra realizada com os cartões Visa. A gestão do fundo era feita por um comitê independente e o representante do Banco do Brasil nesse comitê era o funcionário Léo Batista dos Santos, jamais citado na Ação Penal 470.

    A afirmação da Procuradoria, chancelada pelo relator, é absurda:

    O Procurador-Geral da República salienta que “O valor que compõe o Fundo de Incentivo Visanet é público, de propriedade do Banco do Brasil”

    A mídia jamais discutiu ou ofereceu aos leitores um debate minimamente equilibrado onde pudéssemos apontar esses erros grosseiros para o grande público.

    Outro trecho do relatório de Joaquim Barbosa:

    Segundo o Procurador-Geral da República, “o crime consumou-se mediante a autorização, dada por HENRIQUE PIZZOLATO, de liberação para a DNA Propaganda, a título de antecipação, do valor acima referido de R$ 73.851.000,00. HENRIQUE PIZZOLATO, pessoalmente, assinou três das quatro antecipações delituosas (…). Os recursos foram transferidos para a DNA Propaganda sem a comprovação, entretanto, dos serviços que teriam justificado tão vultoso pagamento.

    Mais mentiras. Os três documentos assinados por Pizzolato não são “antecipações delituosas”, e sim pareceres internos sem nenhum poder deliberativo. E Pizzolato assinou junto com outros três diretores, cujos nomes sequer são citados na Ação Penal 470. Tudo é absurdo. O dinheiro da Visanet NÃO era público e Pizzolato não tinha acesso a ele. Os únicos executivos do BB com algum poder sobre o Fundo Visanet era a vice-presidência do Banco e a gerência de Propaganda e Marketing.

    A procuradoria e Joaquim Barbosa não se preocuparam sequer em evitar contradições lógicas. Pizzolato é acusado pelo desvios do “bônus de volume” para a agência de Marcos Valério.

    Os desvios teriam sido praticados de duas maneiras. Primeiramente, através de violações a cláusulas do mencionado contrato, que teriam permitido a apropriação, pela DNA Propaganda, de valores correspondentes ao bônus de volume, que supostamente deveriam ter sido devolvidos ao Banco do Brasil. O réu HENRIQUE PIZZOLATO, na condição de Diretor de Marketing do Banco do Brasil, teria permitido as mencionadas violações contratuais (…)

    Ué? Se Joaquim Barbosa diz que os serviços da DNA não foram prestados, como então foram pagos bônus de volume?

    O casco do mensalão está furado. A Ação Penal 470 envergonha a Justiça Brasileira. Pizzolato é inocente, mas ele não é um “lobo”. Não é um cara agressivo, astuto e maquiavélico como tantos outros, que hoje sorriem, autoconfiantes, sem ligar para a assombrosa injustiça que ele e sua esposa vem sofrendo há anos. Quanto à Globo, bem.

    http://www.ocafezinho.com/2013/08/06/pizzolato-e-inocente-ja-a-globo/#sthash.i99x9j0w.dpuf

  24. Otto said

    Cai a última acusação contra Pizzolato (para ver os documentos vá ao link)

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não estarão julgando apenas os réus. Há dois réus ocultos, muito mais importantes sendo julgados nestes últimos momentos da Ação Penal 470. Os próprios ministros e a mídia. Ao condenar inocentes, pressionados pela mídia, os ministros estarão escrevendo seus nomes nos anais da história da corrupção judiciária. E a mídia, igualmente, terá protagonizado mais um ataque ao Estado de Direito e à democracia, depois de tantos que já fez na história política do Brasil. O povo brasileiro perdoou o apoio que a mídia deu à ditadura. Mas esse perdão não é eterno. Ele está condicionado à reconstrução de nossa memória e ao grau de consciência política do povo. O golpe conceitual e político dessa farsa chamada “mensalão” apenas acrescenta um capítulo triste à biografia de nossos principais grupos de mídia. Já escrevi diversas vezes sobre o caso de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Acredito que o caso dele é a primeira grande ruptura no casco da farsa. Pizzolato foi condenado a 12 anos por ter desviado R$ 74 milhões do Banco do Brasil para a DNA Propaganda. Em troca, Pizzolato teria recebido, diz a acusação, uma propina de pouco mais de 300 mil reais. Hoje apresentamos, porém, a prova definitiva da inocência do petista. A acusação de desvio foi derrubada e soterrada com enorme quantidade de documentos:

    Pizzolato não tinha poder para transferir nenhum recurso do BB à nenhuma agência de publicidade. Essa responsabilidade cabia a seus superiores, como Claudio Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Mídia.
    Os três pareceres assinados por Pizzolato, usados para incrimá-lo, também foram assinados por outros três executivos, que misteriosamente não foram indiciados na mesma Ação Penal, o que revela perseguição política inadmissível num Estado de Direito.
    Os pareceres assinados por Pizzolato não eram deliberativos. Há documentos deliberativos não assinados por Pizzolato autorizando Visanet e DNA propaganda a darem sequência às campanhas de marketing.
    As campanhas de marketing pelas quais a DNA Propaganda recebeu da Visanet foram realizadas. As provas estão aí. Por isso mesmo, a diretoria jurídica do BB jamais processou a DNA para exigir o dinheiro de volta.
    O contrato da DNA Propaganda com o Banco do Brasil era antigo, e sua última renovação foi aprovada antes da entrada de Pizzolato.
    Os recursos do Visanet, usados para pagar a DNA Propaganda, são privados. Todos os documentos mostram isso. Há auditorias, relatórios, todos concluem que os recursos eram privados. A assertiva contrária, usada pela acusação, é inepta, equivocada e tendenciosa. Houve má fé por parte dos acusadores e juízes, porque a definição dos recursos visanet como públicos interessava à manutenção de uma narrativa política.
    O Cafezinho teve acesso à defesa da DNA Propaganda, onde consta a relação do uso dos R$ 74 milhões que, segundo a Procuradoria, foram “desviados”. Não foram desviados. Foram efetivamente usados em propaganda. A Globo e os principais grupos de mídia sempre souberam disso, porque receberam a maior parte dessa verba. Há documentos e notas fiscais para tudo isso. Como sempre a Globo ficou com a maior parte. Ironia suprema desse imbróglio todo: o “mensalão” na verdade foi parar nos bolsos da família Marinho. Enquanto Pizzolato pode ser preso sem ter feito nada, os Marinho embolsaram R$ 5,5 milhões dos recursos que, segundo a acusação, teriam parado nas mãos de mensaleiros. O dinheiro distribuído a políticos e diretórios partidários em 2004 veio dos empréstimos do PT e de Marcos Valério; não tem nada a ver com os R$ 74 milhões que o BB/Visanet pagou para a DNA veicular campanhas publicitárias.

    Principais grupos de mídia que receberam os recursos da campanha do BB/Visanet no ano de 2004:

    A DNA também levantou todos os funcionários do BB que assinaram documentos autorizando a agência a fazer pagamentos a veículos de mídia, ainda no âmbito da campanha BB/Visanet que, segundo a acusação, não teria sequer existido:

    Observe que Pizzolato está em 20º lugar no número de autorizações da DNA. Em primeiríssimo lugar, estão os seguintes servidores do BB: Rogério Sousa de Oliveira, Claudio de Castro Vasconcelos e… Roberto Messias. Sim, ele mesmo, o homem forte da Secom que agora quer a prisão de Pizzolato. Nas autorizações do BB para DNA pagar fornecedores e mídias, constam 279 assinaturas de Roberto Messias, e apenas 19 assinaturas de Pizzolato. Mais uma vez, está patente o caráter vicioso, discriminatório, politicamente orientado, da acusação.

    E agora caiu por terra também a acusação de que Pizzolato teria recebido propina. Tivemos acesso a documentos comprobatórios que mostram que o envelope com R$ 326.660,67 foi realmente destinado ao diretório do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro. O relatório elaborado pela Polícia Federal, Inquérito Policial nº 002/2007-DFIN/DCOR/DOF, assinado pelo Delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, mostra que esta quantia exata foi sacada por um funcionário da DNA, Robson Ferreira Pego, na agência do Banco Rural em Brasília, e entregue à Marcos Valério, que por sua vez a repassou ao diretório do PT no Rio. Este documento foi escondido no inquérito 2474, que Joaquim Barbosa mantém em sigilo até hoje, porque reúne documentos que comprometem a verossimilhança do “mensalão”.

    Em depoimento à Polícia Federal, Marcos Valério entrega a planilha com a distribuição dos recursos que ele, em parceria com Delúbio, repassou a diretórios do PT, para financiar campanhas ou pré-campanhas eleitorais. Esses foram os recursos que Valério arrecadou, via empréstimo, no Banco Rural, para emprestar ao PT.

    Aí segue uma lista com os recebedores individuais do PT em todo país, que recebiam dinheiro do Marcos Valério (na verdade, dinheiro do PT, pois o acordo entre Delúbio e Valério era que o PT iria pagar) para suas respectivas campanhas. No Rio, constam as seguintes entregas:

    O dinheiro entregue no Rio seguiu para Manoel Severino, que era o controlador financeiro das despesas eleitorais do partido no estado. Um do valores foi entregue via Henrique Pizzolato, que nem chegou a abrir o envelope. Estava no trabalho, mandou alguém pegar o envelope, e depois um representante do PT no Rio foi buscá-lo em seu apartamento.

    Observe que os valores batem até nos centavos. No auge do escândalo, acusou-se Pizzolato de ter comprado seu apartamento com esse dinheiro. Pizzolato imediatamente abriu todos os seus sigilos fiscais e bancários, ao contrário de Joaquim Barbosa, que até hoje não explicou a compra de seu apartamento em Miami. Pizzolato teve sua vida fiscal e bancária vasculhada pelo período de mais de 20 anos e nunca se encontrou nada. E provou que adquiriu seu apartamento com recursos próprios, obtidos de maneira transparente e honesta.

    Esperamos que o STF não se dobre a uma mídia delinquente, sonegadora de impostos, historicamente golpista, e defenda os valores democráticos e humanistas que norteiam a nossa Constituição e guiam nossos ideais mais profundos!

    http://www.ocafezinho.com/2013/08/14/cai-a-ultima-acusacao-contra-pizzolato/#sthash.RjKPcnTr.dpuf

  25. Otto said

    Quem pagará pelos erros judiciários contra Pizzolato? (para ver os documentos vá ao link)

    Os argumentos da defesa de Pizzolato, neste segundo embargo de declaração, podem ser compreendidos por uma criança. É incrível que o Supremo Tribunal Federal tenha chegado a este ponto. Nem o ministro que mais ousou enfrentar a mídia, Ricardo Lewandowski, escapa do festival de arbitrariedades, incongruências, contradições e omissões que caracterizou toda a Ação Penal 470. A peça chegou viciada da Procuradoria Geral da União, e assim permaneceu durante todo o julgamento.

    O escândalo que se fez em torno da simples aceitação da admissibilidade dos embargos infringentes foi porque se interpôs um grão de racionalidade num processo que se caracterizava como um turbilhão de arbítrio. Mas foi só um grão. O arbítrio continua lá, intocável, ferindo a democracia, a Constituição e a jurisprudência da suprema corte.

    Enquanto isso, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, eminente presidente da Assas JB Corporation, afirma que recurso da OAB não pode mudar julgamento da Lei da Anistia. Ou seja, ele julga antes do auto, e sempre na contramão do interesse popular.

    Vamos ao caso de Pizzolato e ao segundo embargo que sua defesa interpôs à condenação. A íntegra do documento pode ser lida ao final do post. É tão simples, e redigido de maneira tão clara, que nem precisaria convertê-lo em texto jornalístico. Mas façamo-lo mesmo assim.

    A defesa se concentra em dois pontos. Há mil contradições em sua condenação, mas é preciso focar em alguns pontos mais facilmente inteligíveis a juízes, comunidade jurídica e opinião pública.

    O primeiro ponto é o seguinte: quatro diretores do Banco do Brasil assinaram as notas técnicas pelas quais Henrique Pizzolato foi condenado. Essas notas são a única prova material apresentada pela acusação para condenar Pizzolato, apesar de serem apenas notas técnicas, ou seja, pareceres internos sem poder deliberativo. Nelas, os quatro diretores avalizam o aporte de recursos do Fundo Visanet na empresa que tinha vencido a licitação para gerir a publicidade dos cartões do Banco do Brasil que levavam a bandeirinha Visanet.

    Importante ressaltar que esses recursos eram privados, pertenciam à empresa Visanet, não ao BB, mas pelo regulamento, o BB escolhia a agência de publicidade que cuidaria da campanha de marketing e avalizava a transferência dos recursos do Fundo para a agência. Os recursos não eram apenas para a agência, mas principalmente para pagar a inserção dos anúncios nos veículos de comunicação. Por isso, a maior parte dos recursos do Fundo Visanet que, segundo a acusação, teriam sido desviados (acusação falsa), na verdade foram parar nas mãos de empresas de mídia, sobretudo a Globo.

    O questionamento da defesa de Pizzolato é o seguinte. Se quatro diretores assinaram as notas técnicas, porque somente Pizzolato foi “pinçado” para integrar a Ação Penal 470? Por que os outros três diretores estão sendo investigados em inquérito em separado, em primeira instância e com direito a sigilo, num processo que ainda mal começou?

    O advogado de Pizzolato, Dr. Mathius Savio Cavalcante Lobato explica, didaticamente, que não se pode julgar autores do mesmo crime em separado, sobretudo se a prova material usada para condená-los é a mesma, e o crime do qual são acusados é o mesmo. Isso agride frontalmente vários códigos do processo penal, a começar pelos artigos 76 e 77.

    Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

    I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;
    II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;
    III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.

    Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

    I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
    (…)

    Pela legislação brasileira, portanto, não se pode abrir dois inquéritos diferentes para réus acusados da mesma infração e contra os quais se aponta a mesma prova material, a qual, no caso em questão, são as quatro notas técnicas do BB que tratam de pagamentos à agência DNA Propaganda. Sendo que a assinatura de Pizzolato consta em apenas três das notas e ele é condenado pelas quatro.

    Porque os outros três diretores que assinam as notas estão sendo julgados em primeira instância, em inquérito em separado?

    A própria CPMI dos Correios, em seu relatório final, acusou os quatro diretores do BB. Mas a Procuradoria pegou apenas Pizzolato porque ele era o único petista, e serviria, portanto, para fechar a trama que se queria montar.

    Os outros diretores que assinaram as notas técnicas eram Fernando Barbosa de Oliveira, Claudio de Castro Vasconcelos e Douglas Macedo.

    Dr.Savio, advogado de Pizzolato, observa que a atitude do STF agrediu ainda o artigo 29 do Código Penal, pois a existência de co-autoria num crime pode mudar substancialmente a qualidade do mesmo.

    Se Pizzolato fosse julgado conjuntamente com outros três diretores que assinaram as notas técnicas, isso ajudaria tremendamente a sua defesa, porque o crime de co-autoria enseja uma substancial redução da pena.

    O ministro-revisor não aceitou esse argumento alegando que a questão não foi abordada antes pela defesa do réu. Ora, não foi porque os inquéritos que investigam os outros diretores estavam sob segredo de justiça. A Ação Penal 470 foi caracterizada, desde sua origem, por esses vícios. Os réus só tiveram acessos a documentos e informações relevantes para sua defesa quando já era tarde demais.

    O advogado de Pizzolato apenas teve conhecimento de que os outros diretores do BB eram réus de inquérito em separado, em primeira instância judicial, através da imprensa, no dia 31 de outubro de 2012, ou seja, após a sustentação oral da defesa.

    O argumento do ministro-revisor, portanto, de que a defesa está sendo “intempestiva”, a saber, usando só agora um argumento que deveria ter usado antes, não procede, porque antes a defesa não tinha conhecimento do fato, justamente porque o Judiciário manteve em segredo o inquérito que trata dos outros três diretores que assinaram as mesmas notas técnicas.

    E aí ficamos sabendo, pelo próprio ministro revisor, que a denúncia contra os outros três diretores do BB ainda não foi sequer recebida pela Justiça em primeiro grau, estando ainda em “frase instrutória”. O advogado se insurge particularmente contra essa desculpa, com todo respeito, esfarrapada.

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    Aí vemos o cúmulo do arbítrio que marcou a Ação Penal. Quatro diretores assinaram a mesma nota técnica. Um deles foi levado ao Gólgota, torturado por sete anos de exposição pública, até ser condenado sumariamente pelo STF, sem direito sequer aos infringentes. Os outros três, acusados pela mesma infração, ainda não tiveram sequer sua denúncia recebida pela Justiça, além de terem direito pleno à segunda jurisdição, pois serão julgados em primeira instância e poderão apelar em seguida ao STF; e foram por todo este tempo protegidos pelo segredo de justiça. Por que Pizzolato foi tratado de forma diferente, se a única prova contra ele era a assinatura das mesmas notas técnicas? Por causa de sua posição política? Por que ele era peça fundamental para a Procuradoria e depois o STF montarem a sua “historinha”?

    Na segunda parte do embargo, a defesa mostra que houve erro do STF em condenar Pizzolato por ter assinado uma nota técnica pela qual se autorizou o adiantamento de recursos à agência DNA, responsável então pela campanha dos cartões BB com bandeira Visanet.

    Entretanto, esse tipo de adiantamento já havia ocorrido em gestões anteriores à entrada de Pizzolato no cargo de diretor de marketing. O adiantamento era regular, diz a defesa, com base em abundantes provas.

    A condenação de Pizzolato está eivada de contradições do início ao fim. É uma peça de ficção. A DNA atuava junto ao BB desde 1994. O seu mais recente contrato havia sido aprovado pelo BB antes da entrada de Pizzolato, que assinou um memorando burocrático favorável à DNA dois dias após assumir o cargo porque todos os requisitos da DNA haviam sido aprovados por seus superiores, nas semanas anteriores. E o cargo de Pizzolato, apesar do nome (diretor de marketing), era subalterno em se tratando de transferência de recursos para agências ou gestão do fundo Visanet. Quem tinha responsabilidade direta sobre essas questão era a vice-presidência do BB e a diretoria de Varejo, além do presidente do banco. Nenhum desses foi responsabilizado por nada.

    O que a Procuradoria, o STF e a mídia fizeram com Pizzolato foi um crime. Torturaram por sete anos um inocente, um cidadão brasileiro que tinha uma história de vida sem máculas. Depois o condenaram sumariamente. Em momento algum, se permitiu a Pizzolato se defender perante o Brasil. Quando a mídia o abordava, era sempre para ferrá-lo ainda mais.

    Pior, documentos que ajudariam a esclarecer sua inocência foram sistematicamente ocultados pelas autoridades, e só liberados depois de esgotados os prazos legais para sua defesa. Tudo porque a sua presença e condenação eram cruciais para sustentar toda a Ação Penal 470.

    Algum dia, isso terá que ser revisto, e os responsáveis por esse crime terão que pagar por ele.

    Abaixo, a íntegra do segundo embargo da defesa de Pizzolato.

    http://www.ocafezinho.com/2013/10/23/quem-pagara-pelos-erros-judiciarios-contra-pizzolato/#sthash.kESKxTbU.dpuf

  26. Elias said

    Otto,

    Digno de pena, pra mim, é o Genoíno.

    Ele tinha uma trajetória impecável, do ponto de vista ético. Sem ser cacique, era um dos mais influentes deputados na Câmara Federal. Os piores adversários caíam de pau nele pelas ideias que ele defendia, porém respeitando-lhe a conduta pessoal.

    Jogou tudo fora…!

    A certa altura do depoimento do Genoíno, na CPI do mensalão, o Pedro Simon disse a ele que estava triste e magoado por vê-lo naquela situação.

    Sempre abominei o sentimentalismo barato de canastrão da PelMex que o Pedro Simon adora cultivar, mas, dessa vez, tive que concordar com ele. Fiquei lembrando de um sujeito que conheci em Campinas, no jardim do Ginásio do Taquaral, magro, mal vestido, com as unhas da mão arrebentadas de porradas na tortura, se referindo à ditadura militar sem mágoa nem raiva. Parecia um rabino, um padre ou algo assim, falando em reconstrução, entendimento e perdão… Tentei estabelecer um elo entre aquele guru maltrapilho e o depoente na CPI. Em vão. Pareciam duas pessoas completamente diferentes entre si.

    Irônico é que Genoíno sempre foi pobre… E continua pobre.

    Não tinha por que colocar a assinatura dele naquele papel bichado…

  27. Chest said

    Presos do regime militar, presos da democracia petista.

  28. Otto said

    Elias #26:

    Ora, ir pra cadeia porque assinou um papel sobre um empréstimo feito pelo partido, que foi quitado ao longo desses anos e considerado legal pelo TSE na prestação de contas do partido?

  29. Pax said

    Caro Otto,

    Você jura que quer que eu dê mais valor a tua fonte “O Cafezinho” que a Agência Brasil?

    Desculpa, boa tentativa, mas não dá.

    Procura na Agencia Brasil, fonte de onde tirei as informações do blog, e acharás os tais R$ 326 mil que caíram “milagrosamente” na conta do Pizzolato.

    Cada coisa que vejo por aqui. Caramba.

    O neoElias até que acerta. Também acho uma pena o Genoíno ter assinado os contratos fraudulentos. Sinto por ele. Sifu nessa.

  30. Otto said

    Não, Pax, eu quero apenas que tu leias e tire tuas conclusões.

    Mas leia mesmo, com atenção. Aproveita o feriado. Não descarte dizendo: ah, mas é só um cafezinho chapa-branca.

    Lembra que em 64 toda a grande a garrida imprensa esteve ao lado do golpe, com exceção da Última Hora, que afinal era uma jornaleco chapa-branca.

    Não foi só o Miguel que escreveu isso, mas um monte de gente, entre eles, o Nassif, o Jânio da Freitas (na Folha), o Leandro Fortes, o Paulo Moreira Leite, quando estava inclusive na Época (ah, esta você pode também replicar, é da grande e garrida imprensa!).

  31. Otto said

    O apequenado STF deu a senha: inscreva-se na UDN (ops…PSDB) e jamais vc será denunciado pelo ministério público, portanto nunca será levado a julgamento, se for julgado será absolvido, se condenado o inquérito será declarado irregular (Satiagraha) ou o julgamento será anulado.

  32. Pax said

    Caro Otto,

    Nem o ministro Ricardo Lewandowski, que fez um excelente trabalho neste julgamento, absolveu o Pizzolato.

    O cara enfiou no bolso R$ 326 mil e um monte de blogs que apoiam o governo dizem que foi “por engano”. Direito deles, claro. Assim como é meu direito não fazer este blog através de blogs com “bandeira” conhecida. Imagina se eu tivesse que colecionar posts de todas as cores por aqui onde mesmo que isso iria parar.

    No caso da AP 470 eu fixei uma única fonte: Agência Brasil. Para evitar exatamente essas informações que olham somente o que querem olhar.

    Veja aqui a notícia na Agência Brasil (há muitas outras na mesma fonte).

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-22/revisor-do-processo-do-mensalao-considera-pizzolato-culpado-pelo-crime-de-peculato

    Quer discutir se os recursos eram públicos ou não, se os contratos eram fajutos ou não, etc etc, pode-se até adentrar por esta seara. Confesso que já virei esta página. Mas o cara recebeu um soborno considerável, dinheiro na mão, ou seja, tal como o STF e a Agência Brasil eu o considero um corrupto mesmo. Que foi flagrado e condenado.

    E agora vai cumprir pena.

  33. Jose Mario HRP said

    Otto:
    O STF como um todo sempre se vergou as ditaduras!
    Medo, Fear, cagaço, paúra, incontinencia urinária endemica!
    KKKKKKKKKKKKKKKK…..
    O único Homem que rebelou-se contra o arbitrio dos genelralecos foi Evandro Lins e Silva, nordestino porreta como meu pai!
    Não se vergou e foi cassado!

  34. Otto said

    É isso aí, José Mario, o oder judiciário, por sua formação, é o mais conservador da república.

    Pax, o Lewandowski foi engambelado nesse quesito.

    Digamos que o dinheiro destinado à publicidade tenha sido desviado (o que não foi), mesmo assim o Pizzolato não podia autorizar sozinho, sem os outros diretores. Por que só ele foi arrolado no inquérito? Por que era o único petista. Me explica isso. Só isso.

  35. Pax said

    Otto,

    Todos receberem R$ 326 mil? Envelopinho do Marcos Valério?

    Cara, forçar a barra até o limite adianta alguma coisa? O sujeito é um corrupto, leva uma bola de R$ 326 mil e o neoPetismo acha que é um coitadinho injustiçado. Ah, o quê é isso?

    Agora receber bola pra vocês é a coisa mais normal do mundo? Coisa pouca? R$ 326 mil reais. Caramba.

    Caramba, onde foi parar o PT… engambelaram o Lewandowski? Putz. Caro Otto, não caia nestas esparrelas meu amigo. O cidadão embolsou um belo de um suborno pra aprontar, nem foi dinheiro pra caixa2, pra partido, pra porcaria nenhuma dessas – que também são crimes brabos. Foi mesmo pra encher o rabisteco de dinheiro. Me admira que consigam defender um cidadão corrupto desses.

    Isso é o que dá aparelhar a máquina, mamar, receber suborno etc.

  36. Jose Mario HRP said

    Otto, Pizzolato já teve seu drama todo exposto, a injustça da tortuosa via em que se trilhou essa canalhice contra ele, omissão de provas e não aceitação delas por parte de voce sabe quem , só é algo valido para aqueles que tem muito pouco apreço pelo estado democratico.
    Ser do PT, foi a gota d’agua.
    O tempo dirá quem tem razão, mas a força das urnas é a soberana força, por isso, sendo neo ou não, as forças de esquerda sairão vitoriosas em 2014, “duela a quiennn duela”(ARGH), como já o disse o “presidente”Collor de Melo!
    KKKKKKKKKK,,,,…….

  37. Chest said

    http://www.implicante.org/noticias/justica-pede-bloqueio-de-bens-do-ministro-pimentel/

    chest- a quadrilha petista vai ter que devolver o que roubou e pagar por seus crimes….será que o chefão vai ficar impune?

  38. Chest said

  39. Pax said

    Caro Otto, caro HRP,

    O Pizzolato não é corrupto porque é petista, culpado porque é petista ou petista porque é corrupto e culpado. Vocês estão invertendo a lógica das coisas, o raciocínio está invertido.

    O Pizzolato é corrupto porque aceitou e embolsou R$ 326 mil reais de um esquema de corrupção que já foi fartamente investigado, provas e indícios ajuntados, denúncia feita, julgamento realizado e não há o que justifique o cara ter molhado a mão dessa forma.

    Querem discutir se o Genoino é corrupto ou não? Claro que podemos, eu sinto muito pelo cara ter se ferrado por ter posto sua assinatura em malditos contratos. Mas chamar o cara de corrupto, dizer que Genoino se locupletou, que embolsou grana, que comprou carros, apartamentos, fazendas etc, isso está longe da verdade.

    Agora o Pizzolato? Ah, tenham a santa paciência.

    Caro HRP

    Não tenho menor dúvida que o PT ganha as eleições ano que vem. Se olharmos a foto de agora não há o que discutir. Não há proposta melhor colocada em jogo. E acho muito bom. Imagina voltar esse tucanato de trens, metrôs etc ao poder, embalado pelas forças mais reacionárias que possam existir, o defunto insepulto do DEM. Seria, para mim, um desastre muito maior.

    Acontece que me parece um enorme de um erro não querer que o PT refaça suas considerações sobre como governar. O caminho é de um avinagramento aceleradíssimo. Basta ver Kassab e Kátia Abreu junto com DIlma. Fato ou invenção minha? Basta ver Maluf, Garotinho, Valdemar da Costa Neto e toda essa turma que conhecemos muito bem. Basta ver o que acontece com o Ministério dos Transportes, a roubalheira e incompetência que não termina e só piora entregando essa área para o PR do Valdemar e sua patota, agora com esse energúmeno do Cezar Borges. Enfim, de exemplos eu passaria o feriado teclando.

    É isso que o PT quer para seu destino?

    Lembrem da História, ela ensina pacas. Vamos por partes.

    1 – No fim da ditadura e começo dessa época “democrática” que vivemos, o que existia era o MDB, depois PMDB, do Ulisses Guimarães e tantos outros. O país saiu da ditadura, refez sua Constituição, acabou com eleições indiretas e assim por diante. Na sequência o PMDB foi se acabando moralmente, hoje é o PMDB do Sarney, do Renan, do Temer etc etc etc.

    2 – Com a fadiga do material, principalmente a fadiga moral do material PMDB, quem assumiu o poder foi o PSDB que promoveu algumas reformas interessantes, a meu ver algumas muito necessárias, enfim, e, tal como o PMDB, na sequência o PSDB foi se acabando moralmente, Mario Covas, Serra, Alckmin, Aécio etc. Hoje é esse PSDB que tem aí, que só tem como discurso acusar o PT do que ele, PSDB, é.

    3 – Aí entra Lula que promove outra mudança estrutural, inserção social, salário mínimo forte, renda, consumo etc etc. E acabou tomando o mesmo rumo do PMDB que depois foi o rumo do PSDB e agora, tudo indica, é o rumo que o PT escolheu.

    Essa é minha visão.

    Quando esperneio, esperneio porque não gosto do que vejo. Esse neoPetismo não me agrada nem um pouco.

    Caro Chesterton,

    Aquela foto do Bicudo dizendo o que diz, qual é a fonte? Parece um hoax. Traga a fonte.

  40. Chest said

  41. Chest said

  42. Chest said

  43. Chest said

  44. Chest said

    será que o Bicudo se “hoaxeou”?

  45. Chest said

    Você ainda duvida que o PT é uma quadrilha, Pax? Sim, ou não?

  46. Otto said

    Pax, quando o Pizzolato recebeu 326 mil em um envelopinho, como você disse, do Marcos Valério?

    Você pode me provar que foi ele que recebeu? Foi filmado? O dinheiro foi pra conta dele?

    Pelo jeito, você não leu os textos que eu postei aí em cima.

    Por favor, leia-os, se você é uma pessoa de boa vontade, pois toda essa armação foi desmontada aí.

  47. Otto said

    Me explica esta Pax:

    Se os recursos do Visanet foram inteiramente desviados, conforme afirma Joaquim Barbosa, como é que a DNA recebeu Bônus de Volume? O BV é um prêmio que os veículos de mídia pagam às agências de publicidade, e corresponde a um percentual sobre os recursos que os veículos recebem. Ou seja, se os veículos de mídia deram BV à DNA Propaganda é porque eles receberam, devidamente, recursos de uma campanha de publicidade.

  48. Pax said

    Caro Otto,

    Não sou eu quem tem que provar. Quem tem que fazer isso é a polícia. E fez. Tanto provou que os juízes, incluindo Lewandowski, acatou as provas e o juízo do relator.

    Caro Chesterton,

    Não duvido que o modelo político brasileiro é formado por quadrilhas que se dizem partidos. Basta ver o PSDB, o DEM, o PMDB, o PT, o PR, o PP, o PSD e todos os outros. Verdadeiras quadrilhas, sim.

  49. Chest said

    Apesar do disfarce, entendo que você tenha respondido: “sim, o PT é uma quadrilha”.

  50. Chest said

  51. Patriarca da Paciência said

    Wanderley Guilherme dos Santos

    “Ao bem afamado Péricles, o ateniense, é atribuída a opinião de que, embora sendo certo que nem todos têm sabedoria para governar, a capacidade de julgar um governo em particular é universal. A observação parece valer com razoável generalidade. Por exemplo: nem por faltar um diploma em medicina está um adoentado impedido de avaliar a competência do profissional que o assiste. Assim, ainda que não portadaor de títulos ou conhecimentos para ocupar assento no Supremo Tribunal Federal, tenho como direito constitucional e recomendação de um clássico grego inteira liberdade para opinar sobre a Ação Penal 470.

    Posso dispensar a cautela de não me indispor com aquele colegiado, pois não tenho licença para advogar oficialmente ou não a causa de quem quer que seja. E contrariando desde logo o juízo de algumas pessoas de bem, não enxergo qualquer efeito pedagógico nesse julgamento e não desejo em hipótese alguma que se repita em outros processos. Falacioso em seu início, enredou os ministros em pencas de distingos argumentativos e notória fabricação de aleijados fundamentos jurídicos. Não menciono escandalosos equívocos de análise com que a vaidade de alguns e a impunidade de todos sacramentaram, pelo silêncio, o falso transformado em verdadeiro por conluio majoritário. Vou ao que me parece essencial.

    A premissa maior da denúncia postulava a existência de um plano para a perpetuação no poder arquitetado por três ou quatro importantes personagens do Partido dos Trabalhadores. Até aí nada, pois é aspiração absolutamente legítima de qualquer partido em uma ordem democrática. Não obstante, é também mais do que conhecido que o realismo político recomenda, antes de tudo, a busca da vitória na próxima eleição. Não existe a possibilidade logicamente legítima de extrair de uma competição singular, exceto por confissão dos envolvidos, a meta de perpetuação no poder de forma ilegal ou criminosa. Pois o procurador-geral da República pressupôs que havia um plano transcendente à próxima eleição, a ser executado mediante meios ilícitos.

    A normal aspiração de continuidade foi denunciada como criminosa, denúncia a ser comprovada no decorrer do julgamento. E aí ocorreu essencial subversão na ordem das provas. Ao contrário de cada conjunto parcial de evidências apontar para a solidez da premissa era esta que atribuía a frágeis indícios e bisbilhotices levianas uma contundência e cristalinidade que não possuíam. Todos os ministros engoliram a pílula da premissa e passaram a discutir, às vezes pateticamente, a extensão de seus efeitos. Dizer que a mídia reacionária ajudou a criar a confusão, que, sim, o fez, não isenta nenhum dos ministros da facilidade com que caíram na armadilha arquitetada pelo procurador geral e pelo ministro relator Joaquim Barbosa.

    Era patético, repito, o espetáculo em que cada ministro procurava nos textos legais quer a inocência, quer a culpabilidade dos acusados. Em momentos, fatos que eram apresentados por um ministro como tendo certa significação, derivada da premissa, e por isso condenava o acusado pelo crime supostamente cometido, os mesmos fatos eram apresentados como significando o oposto e, todavia, servindo de comprovação da culpabilidade do acusado. Exemplo: a ministra Carmem Lucia entendeu que o fato de a mulher de João Paulo Cunha ter ido descontar ou receber um cheque em gerência bancária no centro de Brasília comprovava a tranqüilidade com que os acusados cumpriam atos criminosos à luz do dia, desafiadoramente. Já a ministra Rosa Weber interpretou o mesmo fato como uma tentativa de esconder uma ação ilegal e, portanto, João Paulo Cunha, seu marido, era culpado. Uma ação perfeitamente legal, note-se, o desconto de um cheque, sofreu dupla operação plástica: uma transformou-o em deboche à opinião pública, outra o encapotou como um pioneiro ato blackbloc. Dessas interpretações contraditórias, seguiu-se a mesma conclusão condenatória, pela intermediação da premissa maior, segundo a qual qualquer ato dos indiciados estava associado àquele desígnio criminoso.

    Estando os acusados condenados conforme tal rito subversivo, o julgamento de outras acusações (sendo o julgamento “fatiado” como bem arquitetou o relator Joaquim Barbosa, enfiando-o aos gritos pela goela de nove dos 11 ministros) se iniciava assim: tendo ficado provado que o réu cometeu tal e tal crime, lá se ia nova acusação como se se tratasse de um reincidente no mundo do crime em momentos diferentes no tempo. E mais, como se a condenação já estabelecida houvesse confirmado a veracidade da premissa maior sobre a existência de um plano político maligno. Pois assim foi até o fim: a premissa caucionando indícios frágeis – e até mesmo a total ausência de indícios como na fala da ministra Rosa Weber explicando que aceitava a culpabilidade de José Dirceu justamente pela inexistência de provas – e os indícios frágeis, convertidos em condenações, emprestando solidez a uma estapafúrdia premissa.

    Foi igualmente lamentável o espetáculo da dosimetria. Como calcular penas segundo a extensão e intensidade do agravo, se a existência do agravo pendia de farrapos de indícios? E como calcular se o que sustentava os indícios era uma conjetura dialeticamente tornada plausível por esses farrapos e para a qual não há pena explícita consignada?

    Todos os ilícitos comprovados, e vários o foram, se esclarecem e adquirem sentido terreno quando se aceita o crime confesso de criação e utilização de caixa dois.
    Esta outra acusação foi desvirtuada pela mídia e pelos ressentidos de derrotas eleitorais, apresentando-a como tentativa de inocentar militantes políticos.

    Notoriamente, buscou-se punir de qualquer modo os principais nomes do Partido dos Trabalhadores. A seguir, sucederam-se os contorcionismos para a montagem de um roteiro em que se busca provar o inexistente.”

    Não há nada a copiar neste julgamento de exceção – a Ação Penal 470.

    Para mim esta é a opinião da maioria das pessoas de bom senso e que tem, pelo menos, uma básica noção de Direito.

  52. Otto said

    Quem não tem drone, cassa com STF.

  53. Otto said

    GENOINO NA POLÍCIA FEDERAL

    O deputado José Genoíno acaba de receber o mandado de prisão e dentro de alguns minutos estará se apresentando a Polícia Federal, no bairro da Lapa, em São Paulo. “Estou de cabeça erguida, pronto para a luta,” me disse Genoino, quando saía de casa. O deputado foi condenado sem provas. O único indício que havia contra ele eram os empréstimos do PT que, após tanta fanfarra inicial, a Polícia Federal reconheceu que eram verdadeiros e nada tinham de ficção ou fraude.
    Sobraram então aquelas deduções, ilações só permitidas pela vontade absoluta de condenar de qualquer maneira.

    O deputado divulgou uma nota, que reproduzo na íntegra:

    Com indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado porque estava exercendo a presidência do PT. Do que me acusam, não existem provas. O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado.

    Fui condenado previamente numa operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram num processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado democrático de direito.

    Por tudo isso, considero-me preso político.

    Aonde for e quando for defenderei minha trajetória de luta permanente por um Brasil mais justo, democrático e soberano.

    http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE

  54. Jose Mario HRP said

    Escalaram um mulato para anunciar as prisões da ação 470 no JN!
    Um negro subserviente a diireita como algoz, asinando o mandado de prisão…………….
    Viva a lei áurea, dos subservientes a direita!
    E viva a cruz d Pizzolato!!!!!!!!!!!!!!!!!
    E viva a zorra dos hipócritas…….
    Azul e Branco!
    Dá nojo como a morte do Herzog……………….

  55. Jose Mario HRP said

    Pax, a policia fez nada, mas……voce acredita.
    Revenge?

  56. Chest said

    http://www.zedirceu.com.br/carta-aberta-ao-povo-brasileiro/#comment-6210

  57. Otto said

    “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, era o que se ouvia quando o Jornal Nacional, apresentado por Heraldo Pereira e Alexandre Garcia, noticiava, nesta sexta, a prisão de José Dirceu; o ex-ministro da Casa Civil se apresentou espontaneamente à Polícia Federal e, assim como José Genoino, cerrou os punhos antes de entrar nas dependências da instituição; “a maior injustiça é aquela que a Justiça comete”, disse ele, neste sábado.”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/120972/Dirceu-preso-no-JN-A-Rede-Globo-apoiou-a-ditadura.htm

  58. Otto said

    Genoíno se declara um preso político
    Enviado por Miguel do Rosário on 15/11/2013 – 6:13 pm 6 comentários
    Lendo esta nota de Genoíno e assistindo ao vídeo que está em seu blog, não posso deixar de pensar numa coisa. Que um campo político inteiro se aferre a sentimentos pequenos de vendeta que não prejudicam um partido. Prejudicam seres humanos. O sadismo da mídia e seus acólitos contra José Genoíno não machucam significativamente o PT, que vem crescendo e pode ganhar agora São Paulo e Minas Gerais. Machucam pessoas.

    É triste ver, sobretudo, pessoas que festejam a desgraça dos outros. Ironicamente, é a mesma classe de pessoas cujo único motivo de júbilo é anunciar dados negativos sobre a economia brasileira. Sempre que há qualquer boa notícia, escondem e distorcem. Mas quando o governo deles aumentou os juros em 45%, aí disseram que estávamos “no caminho certo”.

    Ou seja, apenas se rejubilam diante da miséria humana, coletiva ou individual. Essa falta de humanismo acaba lhes gerando derrotas eleitorais, que eles tentam compensar com mais e mais domínio dos meios de comunicação, com os quais podem promover linchamentos que, bem trabalhados politicamente, podem resultar em ações públicas reais.

    São golpes em versão moderna. O golpe de 64 foi assim também. Cooptaram agentes públicos e políticos: militares, governadores, juízes e deputados ligados à oposição, uniram-se sob a batuta da mídia e dos EUA, e derrubaram um presidente eleito e (agora sabemos) amado por seu povo.

    Agora prendem um homem público dotado de grande integridade moral, um dos nossos maiores heróis da luta antiditadura e, após lhe castigarem com sete anos de tortura midiática (que Genoíno reputa ainda pior que a tortura física de que foi vítima), mandam-lhe para a prisão.

    Isso é obviamente um absurdo, uma injustiça, e reitero o argumento que desenvolvi em outro post. Isso se voltará contra eles, contra a direita e a mídia.

    http://www.ocafezinho.com/2013/11/15/genoino-se-declara-um-preso-politico/#sthash.LmILiqmX.dpuf

  59. Otto said

    Recordar é viver:

    Com Jango ainda em território nacional, o STF deu posse ao golpe militar, aceitando a declaração de vacância do cargo proferida por um senador golpista, com as luzes do Congresso apagadas.

    O STF não é o guardião da Constituição: é o guardião do poder econômico das elites ultra-retrógradas.

  60. Jose Mario HRP said

    E com tudo isso, esse mau uso do direito, ainda assim, a esquerda vai levar a taça!
    Zé Dirceu e Genoino presos vão dar mais trabalho do que livres…….
    tipo Mandela.
    E Joaquim Barbosa viverá e morrerá como sempre foi:
    exemplo tosco dum candidato a caudilho!
    E nas próximas eleições, mais uma vez a direita surtará, sem voz, sem propostas, sem soluções e sem o povo ao seu lado.
    E o velho discurso moralista se esfarrapará ao léu……

  61. Jose Mario HRP said

    Acabada a ópera bufa do Quinzim( o cara é patético), agora pista livre para destrinchar as roubalheiras na Prefitura de Sampa, do Trensalão e do Metro!!!!!!

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/11/1372316-suica-condena-ex-executivo-da-cptm-por-lavar-dinheiro.shtml

  62. Pax said

    Caro HRP

    Não entendi o teu comentário #55. Vou repetir pra guisa de lembrança:

    Pax, a policia fez nada, mas……voce acredita.
    Revenge?</b?

    Confesso que não entendi.

    É sobre o Pizzolato?

    —-

    Confesso que estou profundamente incomodado com a prisão do Genoino. Diacho de assinatura naqueles malditos empréstimos.

  63. Pax said

    Off Topic

    Meu sobrinho que estuda na USP e é filiado ao PSTU foi “fichado” pela polícia, ontem. Eu nem discuto mais política com ele, apesar de admirar seu idealismo. Pensamos muito diferente, eu social-democrata e ele trotskista militante.

    Mas nunca, NUNCA, promoveu quebra-quebra. Não faz parte desse grupo. E foi investigado, assim como outros 60 (? não tenho certeza do número) como black bloc.

  64. Zbigniew said

    Infelizmente aconteceu.
    Mas não podemos deixar passar em branco a postura desses grupos de mídia que tranformaram um triste fato num espetáculo farsesco e hipócrita.
    E isto ele vêm fazendo desde sempre.
    São um atraso para o amadurecimento das discussões políticas no país e co-partícipes desse sistema corrupto que se incrustou na civilização brasileira.
    Mas já estão começando a pagar a conta.
    Pensam que só existem idiotas capazes de acreditar nas suas palavras ou imagens sem um pingo de crítica. Vão perder mais uma vez.

  65. Patriarca da Paciência said

    A gaveta do procurador Rodrigo De Grandis é mais profunda do que se imaginava. Além dos ofícios do Ministério da Justiça com pedidos da Suíça para a apuração de contratos suspeitos envolvendo a multinacional Alstom, ele engavetou uma lista secreta com nomes de autoridades públicas, lobistas e empresários que deveriam ter sido investigados desde 2010. O que mais chama a atenção na lista suíça, a qual ISTOÉ obteve com exclusividade, é a presença de quatro ex-executivos da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que, até agora, não haviam aparecido no enredo do escândalo do Metrô e do propinoduto tucano em São Paulo. Poupados por De Grandis, esses personagens comandaram o setor de energia durante seguidos governos tucanos e, hoje, ganham a vida em consultorias privadas, algumas com estreito vínculo com a cúpula do PSDB paulista. São eles: Julio Cesar Lamounier Lapa, Guilherme Augusto Cirne de Toledo, Silvio Roberto Areco Gomes e Iramir Barba Pacheco. Os quatro foram nomeados por Covas. Mas, enquanto Lapa deixou o governo tucano ainda em 2001, os outros três permaneceram intocáveis na cúpula da Cesp por mais de uma década.

    Lapa, que foi presidente da Comgás na gestão Mario Covas e diretor financeiro e de relações com investidores da Cesp, é sócio de Bolívar Lamounier na Augurium Análise Consultoria e Empreendimentos Ltda. Bolívar, velho amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem até escreveu um livro em parceria, é considerado um dos principais intelectuais tucanos. Outro integrante da lista dos poupados por De Grandis, Toledo foi o que permaneceu na Companhia Energética de São Paulo por mais tempo – 12 anos no total. Ele assumiu a presidência da Cesp em 1998 no lugar de Andrea Matarazzo, quando este virou secretário de Energia. Como já se sabe, Matarazzo responde a inquérito por suspeita de receber propina do grupo Alstom em contratos superfaturados. Além da Cesp, Toledo acumulou a presidência da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), que também assinou contratos milionários com a Alstom. Ele deixou o governo apenas em janeiro de 2010, sob ataque de sindicatos do setor contra o plano de privatização da companhia. Em novembro daquele ano, o MP suíço pediu que Toledo fosse ouvido dentro do processo EAI 07.0053-LENLEN. Além da oitiva, os promotores pediram medidas de busca e apreensão, além de quebra de sigilo bancário. Os dados seriam fundamentais para a instrução de mais seis processos em curso naquele país. Assim como Lapa, Toledo hoje vive de consultorias no setor.

    A estatal também abrigou, de Covas a José Serra, o engenheiro Silvio Areco Gomes, outro protegido por De Grandis. Ele só deixou a direção de geração da Cesp em 2008, ano em que eclodiram as primeiras denúncias do esquema de propinas da Alstom. Assim como Toledo, Gomes virou consultor. Abriu a Consili Consultoria e Participações. Pacheco é o quarto na lista engavetada pelo procurador De Grandis. Ele foi nomeado em 1999 como diretor de planejamento, engenharia e construção da Cesp e lá ficou até o início do segundo governo de Geraldo Alckmin. Foi substituído no cargo por Mauro Arce, que acumulou a função com a de presidente da estatal. Pacheco responde no Tribunal de Contas do Estado, junto com Toledo, por contrato suspeito com a empresa Consbem Construções, responsável pela reforma dos edifícios-sede I e II da Cesp. A 2ª Câmara do TCE considerou irregulares o contato de R$ 37 milhões e seus cinco aditivos. Os réus recorreram da decisão no ano passado e o caso foi parar justamente nas mãos do conselheiro Robson Marinho, já denunciado por receber propina da Alstom.

    Sem avançar nas investigações, o MP suíço ainda não aprofundou o envolvimento dos quatro executivos da Cesp no esquema de propinas tucano. Serão necessários um pente-fino nos atos administrativos e uma devassa nas contas das consultorias identificadas. No mesmo processo suíço que arrola os protegidos do procurador, também estão citados outros 11 nomes. No Brasil, apenas cinco deles foram incluídos no inquérito que a Polícia Federal concluiu em 2012 e que levou ao pedido de quebra de sigilo bancário solicitado por De Grandis em setembro. Entre eles, os tucanos José Geraldo Villas Boas e José Fagali Neto.

    LOGO ELE
    Apuração de irregularidades no setor de energia foi parar nas mãos do
    conselheiro Robson Marinho, denunciado por receber propina da Alstom

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/11/uma-parceria-de-sucesso-tucanos-roubam.html

  66. Zbigniew said

    Agora, vamos ver se é pra valer: se o mensalão tucano não for julgado, se as investigações sobre o propinoduto tucano em São Paulo não prosperarem, se as investigações sobre as máfias incrustadas na prefeitura de São Paulo não forem em frente, se as irregularidades praticadas pela Globo em relação à Receita Federal não forem devidamente apuradas e PRINCIPALMENTE, se o DOMÍNIO DO FATO for solenemente esquecido quando próceres da direita estiverem sob julgamento, teremos a prova inconteste de que o Judiciário permanece sob o domínio de um reacionarismo e conservadorismo criminosos e de que o STF agiu com intenção política, ainda que tecnicamente os princípios do direito tenham sido observados.

  67. Jose Mario HRP said

    http://maureliomello.blogspot.com.br/2013/11/o-documento-que-falta-mostrar-na-tv.html

    Precisarei desenhar?

  68. Olá!

    Zbigniew,

    “[. . .] Mas não podemos deixar passar em branco a postura desses grupos de mídia que tranformaram um triste fato num espetáculo farsesco e hipócrita.
    E isto ele vêm fazendo desde sempre.
    São um atraso para o amadurecimento das discussões políticas no país e co-partícipes desse sistema corrupto que se incrustou na civilização brasileira. [. . .]”

    O STF acabou de condenar ao xilindró uma grupo de criminosos de alta periculosidade que armou um esquema de corrupção e suborno do Congresso Nacional e cujo resultado inescapável, caso tal esquema não tivesse sido descoberto, teria sido a destruição das instituições democráticas brasileiras, a começar pelo princípio fundamental da separação entre os poderes, existente em qualquer país civilizado. Mas o carinha acha que a culpa disso tudo é da imprensa independente.

    Isso parece coisa daquela gente fanática que nega que o Holocausto tenha existido de verdade. São os Holocaust Deniers. Com o Mensalão já tendo a sua existência reconhecida/comprovada pelo STF e pelas demais instituições democráticas do Brasil, com provas a rodo e os mensaleiros já mandados para a prisão, surgem, agora, os Mensalão Deniers, mas podem também chamá-los de viúvas mensaleiras.

    Sinceramente, não dá para compreender o motivo de tanto desespero pelo fato de alguns bandidos terem sido encarcerados. É muito lamentável que algumas pessoas joguem na lata de lixo a sua auto-estima e amor próprio por causa de ladrões do dinheiro público.

    Até!

    Marcelo

  69. Olá!

    Pax, qual é o curso do seu sobrinho na USP?

    Até!

    Marcelo

  70. Jose Mario HRP said

    O bom moço da direita está no Rio, quem sabe ao choppinho, mas mandou reunir os presos em Brasilia!
    Quem sabe para expô-los numa jaula a patuléia embevecida com sua nobre postura!
    AH, quanto somos medíocres!
    Enquanto isso, vão passando os trens e metros em Sampa, sem punição e os guiches do ISS vazios vazios tal os desvios da turma dos dois prefeitos anteriores!

  71. Otto said

    Ainda que tenham sofrido uma derrota jurídica, José Dirceu e José Genoino colheram ontem uma vitória, do ponto de vista político e estético. Por mais que Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, tenha se apressado em determinar prisões em pleno feriado, como se o Brasil estivesse à caça de bandidos de alta periculosidade, ambos puderam transformar a derrota num gesto político. Com os punhos cerrados, apresentaram-se ao público – e aos militantes que os apoiavam – como vítimas de um julgamento de exceção e como “presos políticos”. E com a vantagem de terem evitado as algemas.

    A imagem histórica, de duas lideranças petistas presas na noite de ontem, não foi, portanto, a de marginais algemados, como seus opositores desejariam, mas a de dois políticos que se veem como vítimas de uma violência – e que prometem continuar lutando. E que contam com o apoio de militantes, que fizeram a Rede Globo passar por um constrangimento histórico. O repórter Tonico Ferreira mal conseguia noticiar as prisões. O que se ouvia era: “a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Uma ditadura, aliás, combatida por Dirceu e Genoino.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/120975/Eles-eram-bandidos-ou-m%C3%A1rtires-na-televis%C3%A3o.htm

  72. Olá!

    Zbigniew,

    “Agora, vamos ver se é pra valer: se o mensalão tucano não for julgado, se as investigações sobre o propinoduto tucano em São Paulo não prosperarem, se as investigações sobre as máfias incrustadas na prefeitura de São Paulo não forem em frente, se as irregularidades praticadas pela Globo em relação à Receita Federal não forem devidamente apuradas e PRINCIPALMENTE, se o DOMÍNIO DO FATO for solenemente esquecido quando próceres da direita estiverem sob julgamento, teremos a prova inconteste de que o Judiciário permanece sob o domínio de um reacionarismo e conservadorismo criminosos e de que o STF agiu com intenção política, ainda que tecnicamente os princípios do direito tenham sido observados.”

    Só há uma coisa a dizer sobre isso:

    Chooooooooooora, coração. . .
    Chooooooooooora, coração. . .
    Passarinho na gaiola,
    Feito gente na prisão

    Até!

    Marcelo

  73. Zbigniew said

    Marcelo,
    Deixa de ser menino, rapaz!

    Não se trata de torcida, de pegar A porque pegou B.
    Trata-se de JUSTIÇA.

    Estás satisfeito porque os “altamente periculosos” José Dirceu e José Genoíno foram para trás das grades? Realmente a oposição se apequenou.

    Sabes o que vcs vão ganhar? Mais nada. Aliás, graças a Deus que entreguistas como vcs não vão mais voltar ao poder.

  74. Jose Mario HRP said

    Vem aí o Trensalão!
    Nova novela da Record!
    E Miami Heat, nova série policial coma acaça aos fiscais da prefeitura paulistana, mostrando seus bens duramente roubados nos guiches da casa de favores do Cerra e Kassayb!
    KKKKKKK…..

  75. Otto said

    A MANEIRA MAIS SEGURA DE MEDIR O CARÁTER DE UM HOMEM É NAS ADVERSIDADES.

    Há dois séculos, quase, Victor Hugo escreveu, em seu “Os trabalhadores do Mar”:

    “A pressão da sombra atua em sentido inverso nas diferentes espécies de almas. O homem, diante da noite, reconhece-se incompleto. Vê a obscuridade e sente a enfermidade. O céu negro é o homem cego. Entretanto, com a noite, o homem abate-se, ajoelha-se, prosterna-se, roja-se, arrasta-se para um buraco, ou procura asas”.

    Dois josés, Dirceu e Genoíno, são destes que arrostam as dores da batalha que escolheram.

    Estão sendo presos como símbolos, não como criminosos.

    Este país sempre foi e é generoso com os corruptos de verdade.

    Busque em sua memória e veja se os malufes, os ademares, os tantos que se tornaram crônicos reincidentes por desvio de dinheiro público tiveram este tratamento. Aos que engordaram nas tetas da ditadura, como muitos dos “capitães da mídia” jamais sequer acusaram.

    E aos dois josés, jamais acharam ou sequer alegaram cofres ou contas suspeitas.

    Condenaram-os dispensando prova objetiva, com base no “domínio do fato”, de forma inédita no Judiciário brasileiro.

    O STF, tão cioso da interpretação rigorista das leis – ao ponto de absolver, em nome de uma lei da anistia editada na ditadura, o assassinato, a tortura, a mutilação de seres humanos – entrou para o perigoso terreno do “clamor público”, na verdade o clamor que se publica, expresso numa campanha de mídia de proporções gigantescas.

    Despejou-se sobre os josés a treva e não se admitiu nada que não fosse a confirmação do julgamento antecipado pela culpa.

    Mais, exacerbaram-se ao máximo as punições, porque era preciso expor como criminosas não suas figuras pessoais , mas a causa e o projeto a que serviram em toda a sua vida adulta.

    Prisão não é novidade para eles, mas as da ditadura – exatamente por isso – foram mais fáceis de entender e, apesar da tortura, de suportar.

    Ambos deram sua juventude pela restauração da democracia e descobrem, na hora em que seu outono chega, que a democracia serviu-se, contra eles, de um ódio sofisticado, mais cruel que o dos ditadores.

    Não se os absolve, aqui, porque não é possível sem um julgamento justo, dizer se há ou não culpas a expiar.

    E não houve julgamento justo.

    Mesmo quando se tratou de um recurso de límpido e claro direito, como o dos embargos infringentes, tentou-se manipular para que fosse negado, o que por muitíssimo pouco não ocorreu.

    Os ministros cuja convicção pessoal apontava pela absolvição foram expostos como se fossem cúmplices do alegado crime e pressionados até a execração pública.

    Já os que se dispunham ao papel de algozes,estes foram tratados como heróis pela mídia.

    Este processo, que teve o evidente propósito de atingir Lula, pessoalmente,não alcançou este objetivo.

    Mas teve um efeito terrível, do ponto de vista político e humano.

    No político, privou seu partido -e, em parte, o seu projeto – de dois de seus melhores quadros, tanto da negociação política quanto da visão estratégica. O PT, sem seus josés, perdeu consistência e protagonismo.

    No humano, faz cada homem de bem deste país sentir – enquanto as bestas-fera comemoram – a dor de ver pessoas serem submetidas a uma pena que – se no máximo é dado pelo que é universal na política brasileira, sem o financiamento públicos que jamais aceitam adotar – é certamente desproporcional e revestida do que mais ofende o sentimento de Justiça: a vingança, o interesse político e a crueldade.

    Os dois josés foram lançados sob a noite do banimento, mais que da prisão.

    Porque nada é capaz de prender o pensamento, a vontade, a dignidade humana.

    Que cria, como disse Hugo, asas e voa por sobre qualquer muro com que se a queira encarcerar.

    Estamos diante de um momento raro: aquele em que as vítimas se agigantam e os algozes murcham sob o peso da vergonha.

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/16/tijolaco-os-dois-joses-e-suas-asas/

  76. Chest said

    Meu sobrinho que estuda na USP e é filiado ao PSTU foi “fichado” pela polícia, ontem. Eu nem discuto mais política com ele, apesar de admirar seu idealismo. Pensamos muito diferente, eu social-democrata e ele trotskista militante.

    chest- mas que coisa, ele não tem salvação?

  77. Jose Mario HRP said

    Detalhes da chegada da PF(Prato Feito) a suposta residencia do Pizzolato:
    A PF chegou gritando para abrir a porta(Puliça!!!!), recebendo de resposta memorável “Banana da Terra” por parte do adevo do réu!
    O cara está há mais de 45 dias na Itália!
    Policia Federal chinfrim, Justiça vergada a direita e seus “empresários do crime”!!!!!
    Chupa Joaquim!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Próxima atração: Trensalão e o crime do Guiche do ISS/IPTU!!!!

  78. Chest said

    Um petista fugiu!!!

  79. Chest said

  80. Zbigniew said

    Excelente texto do Nassif:

    “sab, 16/11/2013 – 13:00 – Atualizado em 16/11/2013 – 13:25

    Luis Nassif

    A democracia se consolida nos grandes processos bem conduzidos de inclusão social e política.

    Em determinados momentos da história, emergem novas forças políticas, inicialmente em estado bruto, ganhando espaço com a radicalização do discurso contra o status quo.

    Em todos os tempos, as democracias passam por processos de estratificação nos quais os grupos que chegaram antes ao poder levantam um conjunto amplo de obstáculos – políticos, econômicos e legais – para impedir a ascensão dos que chegam depois.

    Trava-se, então, uma luta feroz, na qual os grupos emergentes radicalizam o discurso, enfrentam as leis, as restrições e vão abrindo espaço na porrada.

    É a entrada definitiva no jogo político que disciplina esas forças, enriquece a política e reduz os espaços de turbulência. Todos ganham. Rompe-se a inércia dos partidos tradicionais, amaina-se o radicalismo dos emergentes; abre-se mais espaço para a inclusão; permite-se uma rotatividade de poder que derruba a estratificação anterior.

    Sem essas lideranças, as disputas políticas iniciais enveredam para o conflito permanente, deixando o legado de nações conflagradas, como na Colômbia e no México.

    Daí a importância essencial dos líderes que unificam a ação, impedem a explosão das manadas e montam estratégias factíveis de tomada do poder dentro das regras do jogo.

    Acabam enfrentando duas espécies de incompreensão. Dos adversários políticos, a desconfiança sobre suas reais intenções, manobrando o receio que toda sociedade tem em relação ao novo. Dos aliados, a crítica contra o que chamam de “acomodamento”, a troca do sonho por ações pragmáticas.

    Em seu estudo sobre Mirabeau, Ortega y Gasset define bem o perfil do estadista e de outros personagens clássicos da política: o pusilânime e o intelectual. O estadista só tem compromisso com a mudança do Estado. É capaz de alianças com o diabo, desde que permita a suprema ambição de mudar um país, um povo. Já o intelectual se vale todos os argumentos do escrúpulo como álibi para a não ação.

    Aliás, nada mais cômodo que o niilismo de um Chico de Oliveira, do bom mocismo de Eduardo Suplicy, dos homens que pairam acima dos conflitos, como Cristovam Buarque, dos apenas moralistas, como Pedro Simon. Para não se exporem, não propõem nada, não se comprometem com nada, a não ser com propostas genéricas de aprovação unânime que demonstrem seus bons sentimentos, sua boa índole, sua integridade intelectual – e que quase nunca resultam em mudanças essenciais.

    As mudanças no PT
    É por esse prisma que deve ser analisada a atuação não apenas de Lula, mas de José Dirceu e José Genoíno.

    Ambos passaram pela luta armada. Com a redemocratização, ingressaram na luta política e das ideias. E ambos foram essenciais para a formação do novo partido e para a consolidação do mito Lula.

    Na formação do PT, cada qual desempenhou função distinta.

    José Genoíno sempre foi o intelectual refinado. Durante um bom período dos anos 90 tornou-se um dos mais influentes formadores de opinião do Congresso e do país, com suas análises sobre regimento da Câmara, sobre reforma política, sobre defesa.

    Já José Dirceu era o “operador”, trabalhando pragmaticamente para unificar o PT em torno de um projeto de tomada do poder e, a partir daí, de reformas.

    A estratégia política do PT passava por sua institucionalização, por um movimento em direção à centro-esquerda, ocupando o espaço da socialdemocracia aberto pelo PSDB – devido à guinada neoliberal conduzida por Fernando Henrique Cardoso e à ausência de lideranças sindicais.

    Não foi um desafio fácil. O PT logrou juntar em torno de si uma multiplicidade de movimentos sociais, a parte mais legítima do partido mas, ao mesmo tempo, a parte menos talhada para a tomada de poder. Foram movimentos que surgiram à margem do jogo político, desenvolvendo-se nos desvãos da sociedade civil e sem nenhuma vontade de se sujar com a política tradicional.

    Por outro lado, o papel unificador de Lula o impedia de entrar em divididas. Tinha que ser permanentemente o mediador.

    O papel do operador Dirceu
    Sobrava para Dirceu o papel pesado de mergulhar no barro. De um lado, com o enquadramento das diversas tendências – o que fez com mão de ferro -, dando ao PT uma homogeneidade que tirava o brilho inicial do partido, mas conferia eficiência no jogo político tradicional trazendo-o para o centro.

    E o jogo político exigia muito mais do que enquadrar os grupos sociais do PT.

    As barreiras eram enormes. Passava por montar formas de financiamento eleitoral, pela aproximação com o status quo econômico, pelos pactos com os grupos que atuam na superestrutura do poder, com os operadores dos grandes interesses de Estado, pelo mercado, pelo estamento militar, pela mídia.

    Dirceu foi essencial para essa transição, tanto para dentro como para fora.

    Um retrato honesto dele, mostrará a liderança inconteste sobre largas faixas do PT, o único a se ombrear com Lula em influência interna e com uma visão do todo que o coloca a léguas de distância de outros pensadores do partido.

    Mas também era dono de um voluntarismo até imprudente.

    Lembro-me de uma conversa com ele em 1994 em Brasília, com Lula liderando as pesquisas. Falava do projeto popular do PT e do projeto de Nação das Forças Armadas, sugerindo um pacto não muito democrático.

    Não por outro motivo, em diversas oportunidades Lula confessou que, se tivesse sido eleito em 1994, teria quebrado a cara.

    Com o tempo, o voluntarismo foi sendo institucionalizado. Internamente, no governo, Dirceu exercia uma pressão similar à de Sérgio Motta sobre FHC. Queria avançar mais, queria menos cautela na política econômica, queria um projeto de industrialização.

    Sua grande obra de arte política, nos subterrâneos do poder, no entanto, foi ter mapeado os elos da superestrutura que garantia FHC e inserido o PT no jogo.

    Esse mapeamento resultou na viagem aos Estados Unidos, desarmando as desconfianças do Departamento de Estado, dos empresários e da mídia; a ocupação de cargos-chave no Estado, que facilitaram negociações políticas com grupos de influência. Nada que não fosse empregado pelos partidos que já haviam chegado ao poder e que precisaram garantir a governabilidade em um presidencialismo torto como o nosso.

    O veneno do excesso de poder
    Assim como Sérgio Motta, no entanto, as demonstrações de excesso de poder tornaram-no alvo preferencial da mídia.

    Trata-se de uma regra midiática clássica, que não foi seguida por ambos. Quando a mídia sente alguém com superpoderes, torna-se um desafio derrubá-lo. Com exceção de ACM e José Serra – a quem os grupos de mídia deviam favores essenciais e, em alguns casos, a própria sobrevivência -, todos os políticos que exibiram musculatura excessiva – de Fernando Collor ao próprio FHC (no período de deslumbramento), de Sérgio Motta a José Dirceu – terminaram fuzilados.

    No auge do poder de Dirceu, creio que foi o Elio Gaspari quem o alertou para o excesso de exibição de influência. Foi em vão.

    O reinado terminou em um episódio banal, a história dos R$ 3 mil de propina a um funcionário dos Correios. Tratava-se de uma armação de Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, visando desalojar o grupo de Roberto Jefferson para reabilitar os aliados de Cachoeira (http://bit.ly/19sMvtX).

    O que era claramente uma operação criminosa midiática, de repente transformou-se em um caso político, por mero problema de comunicação. Roberto Jefferson julgou que a denúncia tinha partido do “superpoderoso” Dirceu, para amainar sua fome por cargos. E deu início ao episódio conhecido por “mensalão”.

    E aí Dirceu – e o próprio Genoíno – sentiram o que significa ter chegado tardiamente ao jogo político, não dispor de “berço” e de blindagem contra as armadilhas institucionais do Judiciário e da mídia.

    A cara feia da elite
    É uma armadilha fatal. Para chegar ao poder, tem que se chegar de acordo com as regras definidas por quem já é poder. Mas, sem ter sido poder, não se tem a mesma blindagem dos poderosos “de berço”.

    O episódio do “mensalão” acabou explodindo, revelando – em toda sua extensão – a hipocrisia política e jurídica brasileira, o uso seletivo das denúncias, o falso moralismo do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Nos anos 40, Nelson Rockefeller tinha um diagnóstico preciso sobre o subdesenvolvimento brasileiro: havia a necessidade de um choque de modernidade, de criação de uma classe média urbana que superasse o atraso ancestral das elites brasileiras, dominada pelo pensamento de velhos coronéis.

    Uma coisa é a leitura fria dos livros de história, as análises de terceiros sobre a República Velha, sobre o jogo político dos anos 30, 40, 50. Outra, é a exposição dos vícios brasileiros em plena era da informação.

    Para a historiografia brasileira, o “mensalão” é um episódio definitivo, para entender a natureza de certa elite brasileira, a maneira como o conservadorismo vai se impondo, amalgamando candidatos a reformadores de poucas décadas atrás, transformando-os em cópias do senador McCarthy. E não apenas no discurso antissocial e na exploração primária ao anticomunismo mais tosco, mas na insensibilidade geral, de chutar adversários caídos, de executar adversários moribundos no campo de batalha, de abrir mão de qualquer gesto de grandeza.

    Expõe, também, de maneira definitiva as misérias do STF.

    Aliás, Lula e o PT foram punidos pela absoluta desconsideração pelo maior órgão jurídico brasileiro. Só o desprezo pelo STF pode explicar a nomeação de magistrados do nível de Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa e Dias Tofolli, somando-se aos inacreditáveis Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, à fragilidade de Rosa Weber e Carmen Lucia e ao oportunismo de Celso de Mello.

    O resultado final do julgamento foi o acirramento da radicalização, o primado da vingança sobre a justiça, a exposição do deslumbramento oportunista de Ministros sem respeito pelo cargo.

    No plano político, sedimentam no PT a mística de Genoino e Dirceu.

    Se deixam ou não o jogo político, não se sabe. Mas, com sua prisão, fecha-se um ciclo que levou um partido de base ao poder, institucionalizou um novo jogo político e, sem o radicalismo dos sonhadores sem compromissos, permitiu mudar a face social do país.

    Não logrou criar um projeto de Nação, como pensava Dirceu. Mas deixou sua contribuição para a luta civilizatória nacional.

    A democracia brasileira deve muito a ambos.”
    http://jornalggn.com.br/noticia/com-a-prisao-de-dirceu-e-genoino-fecha-se-um-ciclo

  81. Olá!

    Zbigniew,

    “Deixa de ser menino, rapaz!

    Não se trata de torcida, de pegar A porque pegou B.
    Trata-se de JUSTIÇA. “

    E a Justiça foi feita, Zbigniew. Ou você teria a desonestidade intelectual de afirmar que seria mais justo que os mensaleiros estivessem à solta por aí? Bandidos devem ser presos.

    “Estás satisfeito porque os ‘altamente periculosos’ José Dirceu e José Genoíno foram para trás das grades? Realmente a oposição se apequenou.”

    Os mensaleiros são, sim, bandidos de alta periculosidade. Quando que um Marcola, um Fernandinho Beira-Mar, um Elias Maluco ou um Marcinho VP deixaram rombos milionários nos cofres públicos e todo um rastro de uma desastrosa corrupção que se espalhou pelos demais setores do governo (sobretudo as estatais)? Esses bandidos comuns são peixes pequenos se comparados à gangue do Mensalão.

    E, caramba! Uma gangue de ladrões do dinheiro público acabou de ir em cana, mas quem se apequena é a “oposição”? Aliás, qual oposição?

    “Sabes o que vcs vão ganhar? Mais nada. Aliás, graças a Deus que entreguistas como vcs não vão mais voltar ao poder.”

    Eita! Momento esquerda jurássica. Isso apenas mostra como os esquerdistas não estão sabendo lidar com a prisão da gangue dos mensaleiros.

    Zbigniew, não existe entreguismo maior e pior do que corrupção, pois, de acordo com o que a esquerda brasileira sempre propagou, no entreguismo tradicional o dinheiro envolvido vem dos supostos conglomerados internacionais interessados em adquirir as riquezas do país para si. Enquanto que, no Mensalão, do começo ao fim, só rolou dinheiro público. Era um dinheiro que deveria ter ido para a construção de escolas, hospitais, estradas, creches e afins, mas acabou sendo utilizado para implementar um tosco esquema anti-democrático de corrupção.

    E já que você tocou no assunto entreguismo, depois do leilão de libra, nenhum esquerdo-petista deveria acusar os outros de ser entreguista. Os petistas fizeram uma coisa que sempre condenaram, colocaram até o exército nas ruas para tocar o terror para cima dos manifestantes que eram contra o leilão.

    Até!

    Marcelo

  82. Chest said

    Hoje não se pode mais falar em reunificação da Alemanha, pura e simplesmente, com fundamento tão somente na língua e história comuns. (…) Não se pode, todavia, afastar a hipótese de, num futuro mais ou menos remoto, vir a ocorrer a unificação (como aconteceu no Vietnã). Esta hipótese, porém, só pode ser considerada se na chamada Alemanha Federal — RFA — passar a existir também um regime socialista.

    Uma das maiores bobagens veiculadas no Brasil sobre o Muro de Berlim é que ele foi erguido para evitar as fugas de alemães da RDA para a parte oeste de Berlim. Esta asneira é veiculada até por pessoas que gozam de alguma credibilidade no Brasil, e por órgãos de comunicação, que se apresentam como veículos fiéis à verdade.

    Todos os epítetos lançados contra o muro — afronta à liberdade, vergonha, etc., etc. — escondem apenas o ressentimento e a frustração dos fazedores de guerra que, naquela linha de fronteira, viam o começo da terceira guerra mundial por que tanto sonham, e para cujo deflagrar tudo fazem, com vistas a salvar o capitalismo da crise irreversível em que está mergulhado.

    É natural que na RDA e nos demais países socialistas a tendência seja a diminuição do índice de criminalidade, de vez que as infrações penais que têm origem na miséria, numa vida difícil e atormentada, com dificuldades econômicas e financeiras, tendem a desaparecer por completo nos países socialistas, e muito particularmente na RDA.

    Mas, decorridas quatro décadas, essa mesma Alemanha Ocidental — eis a grande verdade — não resolveu problemas vitais do povo alemão que vive na região ocidental. Mais do que isso. Hoje a República Federal da Alemanha — RFA -, como todo mundo capitalista, é um país atormentado por uma crise de vastas proporções, crise política, econômica, social e moral.

    A realidade alemã ocidental hoje reflete a crise que avassala o sistema capitalista. Na RFA a situação social também vem se agravando. Progressivamente aumenta a pobreza.

    Os sindicatos da RFA estão prevendo que até 1990 cerca de 100 mil pessoas perderão seus empregos, atualmente, por força da automação. Afora, evidentemente, o desemprego resultante da crise do capitalismo que existe na RFA e em todo o ocidente capitalista, e que vai continuar.

    Os meios de comunicação de massa do Ocidente já “decretaram” que nos países socialistas não há liberdade para os cidadãos e que, especialmente, inexiste liberdade de imprensa. Também “decretaram” que os direitos humanos não são respeitados no mundo socialista.

    Daqui cinco anos, na RDA, não haverá mais desconforto habitacional — todas as famílias terão sua casa.

    Antônio Pinheiro Machado Netto in Berlim: Muro da Vergonha ou Muro da Paz?, Porto Alegre, L&PM, 1985

    – Enviado por Janer

  83. Olá!

    Esse tal de Antônio Pinheiro Machado Netto é um idiota.

    É interessante como ele propagava (propaga?) bovinamente cada um dos clichês inventados nas agências de desinformação do antigo bloco comuno-socialista.

    O Muro de Berlim foi levantado por esquerdistas para que os alemães da Berlim Oriental não tivessem em primeira-mão as mais claras evidências do quão fracasso é o sistema econômico comuno-socialista.

    Até!

    Marcelo

  84. Chest said

    é tudo uma comédia

    olha essa:

    Venezuela em apuros
    Na Venezuela, a inflação em 12 meses é quase dez vezes a do Brasil. Há tabelamento de preços e faltam produtos da cesta básica e dólares. As filas para compra de alimentos racionados, como açúcar e leite em pó, são de até duas horas. Muitos estão endividados. Diante de tudo isso, o governo Maduro tirou da cartola medidas que não resolvem o problema. Baixou por decreto os preços dos eletrodomésticos. Não vai adiantar.

    A inflação está em 54% pela taxa anualizada, mas como a de alimentos é ainda maior, de 72,2%, os mais pobres são os mais prejudicados. Segundo o economista venezuelano Pedro Palma, que conversou com a coluna, o poder de compra das remunerações dos trabalhadores é hoje quase 20% menor do que há 15 anos. Os venezuelanos não tinham visto os preços dos produtos subirem tão rápido nesse período como agora, de acordo com a imprensa local. O site do jornal “El Nacional” informava que, enquanto os preços de alguns eletrodomésticos tinham sido reduzidos, o racionamento de alimentos continuava. E que dois tipos de filas eram vistas pelas ruas de Caracas: uma para a compra de TVs, por exemplo; nas outras, diante dos supermercados, donas de casa aguardavam para comprar dois quilos de leite em pó, dois de açúcar e quatro quilos de farinha. Produtos racionados.

    Em meio a essa crise na economia e a proximidade das eleições municipais, que serão uma prova de fogo para o governo, o que Maduro quer mesmo é poder governar por decreto, ter superpoderes. E continua lançando mão de medidas que podem até aliviar um pouco a situação no curto prazo, mas não corrigem de forma efetiva os desequilíbrios da economia. Nesses últimos dias, além da redução de preços, Maduro fez novos anúncios, como a criação de um órgão para administrar as divisas para as importações e fomentar as exportações. É o terceiro desse tipo desde fevereiro.

    — As medidas absurdas que o governo está implementando, que ordena redução dos preços e fixação de margens de lucro “justas”, podem gerar um efeito transitório de redução da inflação, mas não vão se traduzir em um abatimento exitoso das pressões inflacionárias. Pelo contrário, com o controle, o que vai acontecer é um represamento da inflação, que depois voltará com mais força. É pão para hoje e fome para amanhã. As perspectivas não são boas — disse Palma.

    Mirian Leitoa hoje no O Globo. Todo socialismo acaba assim.

  85. Chest said

    Talvez Pax se salve com esse livro, mas não há garantia:

  86. Patriarca da Paciência said

    4. Número de políticos cassados por Unidade da Federação

    No quadro abaixo são apresentados os números dos atingidos por UF e o percentual
    que representam no cenário total de 623 cassações.

    UF N° de atingidos Percentual
    MG 71, 11,39%
    RN 60, 9,63%
    SP 55 8,82%
    BA 54, 8,66%
    RS 49, 7,86%
    CE 37 5,93%
    PB 36, 5,77%
    GO 33, 5,29%
    SC 25, 4,01%
    PI 22, 3,53%
    MT 20, 3,21%
    RJ 18, 2,88%
    MS 18, 2,88%
    RR 17, 2,72%
    PR 16, 2,56%
    PE 14, 2,24%
    PA 14, 2,24%
    MA 14 2,24%
    RO 13, 2,08%
    SE 10, 1,60%
    AP 9, 1,44%
    ES 7 1,12%
    AL 4, 0,64%
    TO 3, 0,48%
    AM 2, 0,32%
    DF 1, 0,16%
    AC 1, 0,16%
    Total 623. 100,00%

    Vejam que interessante, o Maranhão do Sarney teve apenas 14 políticos cassados ou 2,24% do total, enquanto a Minas Gerais do Aécio Neves teve 71 políticos cassados ou 11,39% do total, ou cinco vezes mais corruptos.

    Dossiê completo:

    http://www.prpa.mpf.mp.br/institucional/prpa/campanhas/politicoscassadosdossie.pdf

  87. Patriarca da Paciência said

    Do MCCE – Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000. O DEM, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de apuração, sendo o campeão. Os dados foram computados em 2007 e publicados em 2009.

    Veja, abaixo, o ranking da corrupção COMPROVADA em cada partido e clique aqui para acessar o dossiê na íntegra.

    http://camaraempauta.com.br/portal/artigo/ver/id/2463/nome/MCCE_divulga_ranking_da_corrupcao_por_partido

  88. Patriarca da Paciência said

    6. Ranking dos partidos

    Os atingidos pelas medidas estão distribuídos por 21 diferentes partidos políticos. No caso
    das eleições majoritárias (para o Executivo e para o Senado), foram considerados apenas
    os partidos políticos dos “cabeças de chapa”, ou seja, não houve menção aos partidos dos
    vices e suplentes.

    Partido Freqüência Percentual
    DEM 69 – 20,4 %
    PMDB 66 – 19,5 %
    PSDB 58 – 17,1 %
    PP 26 – 7,7%
    PTB 24 – 7,1%
    PDT 23 – 6,8%
    PR 17 – 5%
    PPS 14 – 4,1 %
    PT 10 – 2,9 %
    PPB 8 2,4
    PSB 7 2,1
    PSL 3 0,9
    PTC 3 0,9
    PMN 2 0,6
    PRTB 2 0,6
    PSC 2 0,6
    PHS 1 0,3
    PRONA 1 0,3
    PRP 1 0,3
    PSD 1 0,3
    PV 1 0,3
    Total 339 – 100%

  89. Patriarca da Paciência said

    O PPS do Roberto Imaculado Freire, que não representa sequer um quarto do PT, tem quase o dobro, em percentual, de políticos cassados comparando ao PT.

    O PSDB, que é bem menor que o PT, tem quase seis vezes mais políticos cassados que o PT.

    Ou seja, em todas as análises, o PT é um dos partidos mais honestos do Brasil!

  90. Otto said

    É isso aí, Patriarca, o NeoPT, com todos os seus defeitos, ainda é mil vezes melhor, que o velho PSDB.

  91. Chest said

    http://www.implicante.org/blog/quadrilha-do-iss-teria-comecado-a-agir-quando-o-secretario-de-financas-era-o-proprio-haddad/

  92. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/11/proclamacao-suprema.html

    Muito bom. O Barbosão como “rei sol” está ótimo!

  93. Pax said

    Caros,

    1 – 1.000 vezes zero é igual a zero. 1.000.000 vezes zero é igual a zero.

    2 – esse link que diz que a quadrilha do iss teria começado a agir quando o secretário era do governo do fraquinho Haddad nem dá pra abrir, são essas drogas pesadas que o Chesterton, velho e viciado Chesterton, costuma usar.

  94. Patriarca da Paciência said

    8. Este ato fica consignado na lista de julgamentos históricos do STF, ao lado de decisões como as que negaram “habeas corpus”, durante as ditaduras de 1937 e 1964, a cidadãos acusados sem provas, com base apenas em testemunhos de desafetos; junto ao ato chancelado pelo STF que extraditou a senhora Maria Prestes (mais conhecida como Olga Benário) para a Alemanha Nazista, em 1936; junto também à decisão que ratificou o golpe de 1964 e a deposição do presidente João Goulart; entre tantos outros que estão à disposição para a leitura dos brasileiros na página do Supremo Federal, na internet.

    Já o link do 92 abre que é uma beleza! O “artigo” acima é do texto!

  95. Pax said

    Agnelo Queiroz, do PT, sim, do PT, deteve 50 manifestantes e indiciou 15 por formação de quadrilha.

    Seus crimes: protestarem contra o desaparecimento de Antonio, detido pela PM de Planaltina (do Agnelo) há mais de 5 meses e… sumiu.

    Agora, que é uma tremenda injustiça o que rola, ah, é mesmo, essa aqui:

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-06-07/assassinatos-de-indigenas-no-brasil-crescem-269-nos-governos-dilma-e-lula.html

  96. Jose Mario HRP said

    Nós sabemos que essas prisões só vieram para abafar a obrigação da m idia em cobrir a roubalheira tucana pefelenta na Prefeitura paulistana e a outra roubalheira de bilhões nos trens , metros e estradas aqui no tucanato paulista há 18 anos mamando nas tetas de Sampa!
    Mas é inexorável.
    Virá o dia em que essa malta será desmascarada e o JN, Estado, Folha e Bandeirantes terão que noticiar e mostrar!
    E fica mais dificil de provocar factóides para prejudicar a reeleição da Dilma.
    As prisões já ocorreram, as bolinha de papel não colam, a justiça suiça vem sendo inclemente com os brasileiros do trensalão/metro, o promotor federal que estava no bolso do Cerra(e do tucanato) foi desmascarado, e o inferno astral do Kassab e de Cerrra/Alckimin/Covas só começou!
    Que vengam los toros!
    Em tempo:
    O STF é um monstro mutante, logo logo muda sua opinião, por conveniencia, por politica ou por medo(costumeiramente, até por estar comprado, então……foi bom ter acontecido agora, pois o que vem pela frente porá muito mais do que hoje em perigo a nossa ordem intitucional:
    Bulir com os privilégios da direita, bulir com os nossos pseudo empresário e desacostumados em serem desmascarados e ou presos.
    Serão capazes de tudo para se manter com o mesmo status.

  97. Zbigniew said

    Não há relato mais cru e verdadeiro do que foi, politicamente, o julgamento do mensalão. Discordo apenas no que se refere a uma possível ingenuidade do PT. O PT sempre esteve muito preocupado com o projeto de poder e, atribuo a esse projeto a ocorrência de tais reveses, uma vez que impede que o partido instrua o governo a desmontar as bases no MP, Judiciário e PF que sempre conspiraram contra o trabalhismo.

    “Por M.A.
    (via Jornal GGN)

    Nenhum governo pode se escusar por ingenuidade no Poder. O PT cometeu erros em sequencia, a fatura desses erros chegou agora no martirio desse processo de Kafka, uma catarse para os reus e uma tragicomedia felliniana pela

    absurdidade do conjunto da obra, exaltada pela transmissão ao vivo, algo inédito no mundo juridico do planeta.

    1.Nomear um “”amigo”” sem ideal politico para o Ministerio da Justiça, uma pessoa “nefasta”, vocacionada apenas pelo ego, pela vaidade e pelo ambição de ter ligações para inflar seu papel de advogado criminalista mais caro do Pais.

    Quando chegou a Ministro disse que “estava adorando ser Ministro”, frase vulgar e frivola, ninguem é Ministro para “adorar” o usufruto do cargo e sim para prestar serviços ao Pais. Depois disse que estava aposentado e não iria mais advogar, disse publicamente. Mal deixou o cargo voltou a advogar até para o Carlinhos Cachoeira e para quem mais lhe pagasse. Depois do estrago que legou para o PT continua desfilando por festas, coqueteis, etc. como se nada houvesse acontecido e como se o mensalão não fosse come ele, que já faturou direta ou indiretamente seus honorarios que são estratosfericos.

    2.Por ter um Ministro da Justiça sem visão e muito menos estrategia politica, esse personagem essenciamente negativo para o projeto do PT deixou passar frangos inacreditaveis para cargos chaves da governabilidade, dois Procuradores Gerais e tres Ministros do STF que só agiram contra o PT, nunca a favor, nem para disfarçar.

    Um dos Ministro sem vida pregressa conhecida, cheio de cursos no exterior mas sem experiencia de juiz, de perfil incognito e sem que alguem conhecesse mesmo superfilciamente sua personalidade nebulosa.

    Roosevel nomeou 7 juizes da Suprema Corte de sua absoluta confiança, frequentadores de sua casa de campo em Hyde Park, como Felix Frankfurter. Foi inacreditavel Lula nomear Ministros do STF sem que ele nunca tivesse conversado com eles, quer dizer sem ao menos ve-los face a face, o que uma patroa faz até antss de contratar uma

    cozinheira.

    Pior ainda foram os Procuradores Gerais, os maiores carrascos do PT, a manobra de juntar 37 sem foro privilegiado a 3 com foro foi uma rasteira que o PT (a partir do Ministro da Justiça) deixou passar batido. È esse o DNA da condenação. Naquele momento o “”Deus”” (só se for de confraria de vinhos) tinha força politica para impedir essa loucura e não o fez. Mais ainda, depois do Procurador Geral montar a arapuca inda foi reconduzido ao cargo.

    Na bisecular democracia americana o Procurador Geral é de ABSOLUTA confiança do Presidente, que pode demiti-lo a qualquer instante, não só ele como qualquer um dos 75 Procuradores Fderais. Bush demitu 8 em um só dia e quando lhe perguntaram porque respondeu “”Porque eu quis. Posso nomea-los e demiti-los”” E ninguem contesta que os EUA são uma democracia, de tal forma solida que elegeu um fulano filho de muçulmano do Kenia e não branco.

    3.O PT chegou ao poder em 2003 sem conexões ou relações do meio juridico. Se tivesse não teria feito essas nomeações sem logica, fiou-se exclusivamente nesse MTB que levou os melhores lideres do PT para um alçapão.

    O PT tinha que noemar Procuradores Gerais e Ministros do STF alinhados com o PT, como fazem todos os Presidentes dos Estados Unidos e da França. É prerrogativa de governos preencherem esses cargos com nomes de sua confiança MAS o inefavel homem das meias de seda suiças, sua marca registrada (e que recomendou a Lula) inventou uma bobageira de que ele se orgulhava “”o republicanismo” para nomear titulares de cargos-chaves como Diretor da PF, Procuradores e Ministros de Tribunais Superiores, ” ah, eu sou republicano” se gabava enquanto preparava a corda para o PT com o tal republicanismo fajuto de surfadores da “Democracia da Constituição de 88”, aquela que impede o Brasil de ter governabilidade e que saiu dos corredores da OAB( que ele presidiu) em combinação com o MDB.

    NÃO EXISTE REPUBLICANISMO, isso é uma falacia. Governo existe para governar, não para escolher gente sem compromisso algum com quem o nomeou, em homenagem de um teórico REPUBLICANISMO, de que se orgulhava esse Zé Colmeia sem noção e que inventou os personagens que crucificaram o PT com prisão de seus maiores lideres.

    4.A conta dos erros chegou, com um julgamento-show de péssimo gosto onde poucos se salvam, alguns por papeis

    de carrascos, outros por omissão e falta de coragem para enfrentar aberrações juridicas.. E o show vai continuar mesmo na execução das penas, a Globo passando horas a fio sobre o embarque dos presos em um avião, uma coisa de virar o estomago pela estupidez e mau gosto, convocando “”professores de direito”” sempre os mesmos dois para falar obviedades, a linha-merval é de sempre domonizar o PT e nunca contestar o absurdo das penas e da destruição de pessoas laterais como Simone Vasdconcelos e Katia Rabelo, esta uma fragil bailarina condenada a pena muito pior do que o assassino Pimenta Neves, mas será que ninguem vê o absurdo disso? Qual o imenso perigo que Simone Vasconcellos e Katia Rabelo representam para a sociedade? Katia passou a dirigir o banco pela morte trágica da irmã Junia, que foi estraçalhada pelas pás de um helicoptero, precedida pela morte do pai, Sabino Rabelo, um respeitado empresario. Qual imenso erro ela praticou?Dirigentes dos bancos que provocaram a crise de 2008 não tiveram esse tipo de pena.

    Simone é uma funcionaria da agência, nem sócia menor é, condenada a uma pena que nem Stalin daria a um personagem secundario, como passou batido por 11 sumidades do Direito? Traficantes, estrupadores, contrabandistas, receptadores de carga, assaltantes a mão armada, não tem penas tão longas, como isso não ressalta aos olhos? Ou será que o meda de enfrentar o bullying forense foi maior? Quando TODOS foram chamados de chicaneiros, porque não individuado o xingamento, porque ficaram todos quietos? Essa questão é muito maior e muito mais grave do que o proprio julgamento do mensalão, em que mãos o PT nos colocou?

    E o processo-simbolo vai servir como exemplo para ACABAR COM A CORRUPÇÃO? Aonde? Na India? Francamente.”

    http://jornalggn.com.br/noticia/a-ingenuidade-petista-e-o-fator-marcio-thomaz-bastos

  98. Zbigniew said

    E aqui, um comentário ao post acima, bastante esclarecedor.

    “Diogo Costa
    A César o que é de César
    sab, 16/11/2013 – 22:01

    Esse post é muito bem intencionado, mas erra o alvo e simplifica até não poder mais os acontecimentos tidos e havidos em 2005 e 2006. É necessário repetir o comentário feito anteriormente:

    DEVAGAR COM O ANDOR – Márcio Thomaz Bastos foi peça chave, fundamental, de grande valia e de grande abrangência para barrar as inúmeras tentativas de golpe que houveram contra Lula em 2005 e 2006.

    Foi uma das mais destacadas figuras do governo federal, atuando ao lado de Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Luiz Inácio Lula da Silva e do próprio José Dirceu para impedir, por exemplo, que um pedido de impeachment contra Lula vingasse no Congresso Nacional.

    A não inclusão de Lula na denúncia do MPF, feita em abril de 2006, teve a ingerência direta de Márcio Thomaz Bastos. Se Lula fosse incluído naquela denúncia, seu governo acabaria ali mesmo e sua reeleição restaria deveras prejudicada.

    Também é bom sempre relembrar que a OAB teve uma reunião tensa e decisiva para o futuro da democracia brasileira, em maio de 2006. Nesta reunião foi arquivado o pedido de impeachment que alguns de seus integrantes solicitaram contra o presidente Lula. E porque foi arquivado?

    Justamente porque a denúncia feita pelo MPF, menos de um mês antes, não tinha o nome do presidente! Mais uma vez Marcio Thomaz Bastos se utilizou de todas as suas ferramentas, enquanto Ministro da Justiça, para abortar a tentativa de golpe. Isto sem falar da Câmara…

    A oposição e a mídia venal elegeram Severino Cavalcanti (PP-PE) presidente da Câmara em 2005, com a articulação direta e decisiva de FHC. Derrotaram o então candidato do PT, Luiz Eduardo Grennhalg, da seção paulista.

    Pois bem, quando estourou o “mensalão”, a oposição se viu diante do quadro mais maravilhoso do mundo! Todos sabemos que qualquer processo de impeachment só tem sequência com a anuência do presidente da Câmara dos Deputados, que pode arquivar ou dar sequência a qualquer pedido desta natureza.

    Acontece que Severino Cavalcanti, eleito pela oposição, traiu a oposição e cerrou fileiras em apoio ao presidente Lula logo em seguida (na negociação o PP recebeu o Ministério das Cidades, que comanda até hoje…).

    O que fizeram os fracassados oposicionistas diante da mudança de posição de Severino, que eles mesmos elegeram presidente da casa contra o candidato do PT?

    Logo arranjaram um jeito de destituí-lo da presidência, com aquela história do “mensalinho” do Severino, relativo à cantina da casa!

    A oposição então tratou de bancar a eleição de José Thomaz Nonô (PFL-AL) para a presidência da casa, esta era a última esperança da oposição para entrar com o pedido de impeachment de Lula.

    Ocorre que o vencedor, por escassa margem, foi Aldo Rebelo (PC do B-SP), e ali se abortou definitivamente (no Congresso Nacional) mais uma tentativa de golpe.

    Abortado o golpe no Congresso, FHC, cínico como sempre, surge com a ‘tese do sangramento’, ou seja, quando viu que o golpe que pretendia fazer contra Lula fracassou, saiu pela tangente dando uma de “magnânimo”…

    O que pretendo dizer com tudo isso?

    Pretendo dizer que o governo federal, Lula e o PT fizeram o que era possível ser feito naquela altura dos acontecimentos. As pessoas não se dão conta de que a interrupção do governo Lula esteve por um fio!

    Não foi feita por detalhes minúsculos, não foi feita porque todas a máquina do governo federal se movimentou para barrar o impeachment de Lula e a tentativa de golpe branco. É uma falácia, uma rotunda mentira dizer que o governo federal e o PT não se mobilizaram naquela época para defender o governo. Isso não é verdade!

    Foi mobilizado meio mundo para garantir a não inclusão de Lula na denúncia do MPF (poderosíssimos setores oposicionistas pressionaram para que isto acontecesse), foi mobilizado meio mundo para que a presidência da Câmara não caísse nas mãos da oposição em 2005, foi mobilizado meio mundo para que a OAB não entrasse com um pedido de impeachment contra Lula em maio de 2006, etc, etc e etc.

    É uma sonora e rematada bobagem dizer que as pessoas do governo federal e do PT ficaram vendo a banda passar quando da eclosão desses acontecimentos. E, por tudo isto que acabei de escrever, repito mais uma vez, Márcio Thomaz Bastos foi peça fundamental, crucial para que o governo Lula pudesse sobreviver àqueles intensos bombardeios de 2005 e 2006.

    Por fim, cumpre destacar que traição não vem de fora, vem de dentro. Se viesse de fora, não seria traição! Esqueceram-se de Augusto Pinochet e de Salvador Allende?

    Ninguém em sã consciência poderia imaginar, até o início do julgamento farsesco da AP 470, em agosto de 2012, que estaria prestes a assistir a um circo de horrores fraudulento de tamanha monta.

    Ninguém imaginava isso, nem mesmo a quadrilha máfio-midiática!

    A “sacada” de Barbosa, ao defender o estupro da nazista teoria do “domínio do fato” para estiolar réus sobre os quais não pesava nenhuma prova esculhambou com todo mundo, pegou todo mundo de surpresa.

    O mundo jurídico brasileiro jamais esperava que o STF fosse se afastar de sua jurisprudência majoritária e nunca imaginaria que a sanha condenatória dos verdugos togados os levasse até mesmo a torturar a nazista teoria do “domínio do fato” para fazê-la ‘confessar’ que alguns dos réus eram culpados!

    O Tribunal de Exceção esmerou-se para que todos os que tem mais do que dois neurônios pudessem chamá-lo de Tribunal Inquisitorial, de Exceção e Medieval.

    Valeria bem mais a pena estudar o mundo das traições na história da política do que centrar fogo, erroneamente, em Márcio Thomaz Bastos. Os traidores geralmente estão próximos, muito próximos daqueles que um dia, mais cedo ou mais tarde, irão trair.

    Antes de tudo, os traidores traem as suas próprias consciências, alguns por dinheiro, outros por fama, poder, etc… Existe, por exemplo, alguém que tenha sido mais traidor nessa história toda do que Carlos Ayres de Brito?”

  99. Patriarca da Paciência said

    Realmente, caro Zbigniew, concordo com o Nassif, o calcanhar de aquiles do PT foi a inexperiência junto aos tribunais. Tal como naquele poema de Dostoieveski, “O Grande Inquisidor”, no qual o “juiz” acusa Jesus de ter supervalorizado o homem, dando-lhe nobres sentimentos que ele não possui. “O ser humano é fraco e lamentável, diz o juiz, não se pode exigir dele aquilo que está acima das suas forças. Então és culpado”. O arrivismo do Fux, o deslumbramento do Barbosão, o oportunismo do Ayres Britto, não levar isso em consideração, realmente, foi uma grande ingenuidade.

    Mas agora não se pode chorar sobre leite derramado!

    O PT tem agora a dura missão de assumir um enorme erro e tirar grandes lições desse erro enorme.

    Mas acredito que a jovem democracia brasileira não será abalada e a vida retornará à normalidade!

  100. Otto said

    Alguém mais notou? A ‘grande’ imprensa evitou citar ou publicar a íntegra e as partes mais incisivas das notas de Genoíno e Dirceu.

    vestiram a carapuça.

  101. Pax said

    o erro do PT foi não nomear quem não o pudesse punir?

    hum…

    o erro do PT foi não querer mudar as regras do jogo, fazer tudo exatamente igual a todos que apodreceram a olhos vistos

    me parece uma análise mais apropriada

    nem mesmo o esquemão, as empresas mineiras, o aparelhamento, enfim, tudo exatamente como sempre foi

    e as mesmas alianças de outrora, os mesmos coronéis, tudo exatamente igual aos antecessores

  102. Zbigniew said

    Pax e Patriarca,
    O erro do PT foi ser “republicano”. Isso só é possível quando as instituições também o são. Por hora abstraiamos a questão técnica, ressaltando apenas que, olhando mais detidamente, JURIDICAMENTE é relevante a natureza do fundo Visanet e aqui resta sim uma dúvida importante que, ao meu ver, não foi devidamente enfrentada pelos ministros. Fica parecendo que o STF contentou-se em aplicar a Teoria da Katchanga (acredite, ela existe!). Abstraiamos também a simplificação da afirmação pois, como bem ressaltou o D.C. No comentário ao post do M.A no GGN, as coisas não são tão simples quanto gostaríamos que fossem.

    Mas, voltando ao republicanismo, não é segredo para ninguém que nossas instituições padecem do mal da ingerência política de forte conotação conservadora. É só observar os caminhos por que passaram as ações penais do PSDB e do DEM, bem como a atuação dos procuradores paulistas na questão do propinoduto tucano e o descarado engavetamento confessado com todas as letras pelo De Grandis, que também já tinha ajudado a melar a Satiagraha. Sabemos também que isto é só uma palhinha de como todo esse sistema corrompido funciona. Quer ir a fundo? O próprio Barbozão deu a deixa. É só investigar as relações Judiciário-escritórios de advocacia.

    Sabendo disto o PT, em nome do velho e conhecido pragmatismo (talvez até com uma pitada de ingenuidade), acolheu a tese do Márcio Thomaz e ACREDITOU no funcionamento de nossas instituições, inclusive numa adesão por gravidade. Deu no que deu.

    É duro para aqueles que querem mudanças aceitar esse jogo, mas ele é real e está em voga. E acredite: todos os presidenciáveis que aí estão (os principais e virtuais cabeças de chapa) sabem desse jogo e que (mesmo contrariados) terão que jogar, pelo menos por enquanto.

  103. Chest said

    Tente abrir de novo que o problema não é no link, mas na conexão que você tem aí. Hoje o Reinaldão está “afiadíssimo”..

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-pouco-de-historia-em-2004-diogo-denuncia-pizzolato-em-2005-explode-o-mensalao-em-2007-petista-perde-processo-que-moveu-contra-colunista-em-2013-ex-diretor-do-bb-foge-do-pais/

  104. Chest said

    Alguém mais notou? A ‘grande’ imprensa evitou citar ou publicar a íntegra e as partes mais incisivas das notas de Genoíno e Dirceu.

    chest- não é correto dar muita importancia a opinião dois condenados. A justiça já decidiu que a tese deles não tem fundamento.

    o erro do PT foi não querer mudar as regras do jogo, fazer tudo exatamente igual a todos que apodreceram a olhos vistos

    chest- não, o erro do PT foi MUDAR as regras do jogo APARELHANDO o Estado.

  105. Zbigniew said

    Excelente este, também. Textos que se complementam.

    “Bom dia Nassif e Amigos. Tendo em vista a natureza deste espaço, mais racional e menos emocional, gostaria de colocar meus pontos acerca do PT no poder e o Mensalão.

    Com relação à análise do Diego, nada a acrescentar. Recortou e organizou muito bem os fatos, por isso não pretendo me estender a respeito. O ponto é que o PT também pecou. Pecou em certo deslumbre, pecou em suas articulações e pecou, fundamentalmente, na fé de alguns de seus caciques de que poderiam fazer parte do “clube” ou do establishment, particularmente o midiático, se eles fossem “bonzinhos”com seus atuais algozes.

    E neste contexto, alguns episódios merecem ser discutidos: por exemplo, a famosa CPI do Banestado, que apanhou grão-tucanos e outros com a boca na botija. E a grande pergunta que se faz é por que o PT recuou? Em nome da República, em nome do “não revanchismo”? Sei…

    E nestes 10 anos temos assistido uma série de trombadas, faltas de articulação e medidas estranhas: exemplos? O PT sempre preservou Maluf, inclusive na CPI do Banestado. Outro, a Globo quebrou e houve aportes do BNDES. Por que? Palocci capa da Veja. Abafamento geral e irrestrito da Operação Satiagraha e depois dinheiro do BNDES – sempre ele – para patrocinar a estapafúrdia fusão Oi-Brasil Telecom.

    Seguindo na série de deslizes, temos ainda a bizonha nomeação de Joaquim Barbosa e a cereja do bolo, Fux. Sim, o Fux!!! Além disso, tome-se a CPI do nosso amigo Carlinhos Cachoeira. Chance de desmoralizar de vez o bantitismo de certa mídia e ainda colocar na mesa uma discussão madura acerca dos limites empresariais do jornalismo e regulamentar o direito de resposta. E o que foi percebido foi outro recuo.

    Tendo em vista tais aspectos, pode-se até inferir que a militância Petista também foi traída com tais atos. Pa ulistano de classe média de centro-esquerda cresceu combatendo o Malufismo, criticando aparelhamentos e privilégios e defendendo a ética. E neste sentido o PT burocrata falhou. Ok, tivems ganhos em outras frentes, como a social, mas enquanto valores e projeto de País o PT está devendo. E muito.

    A burocracia Petista foi para a Alemanha e hoje não fala nem Português tampouco Alemão. E o julgamento do Mensalão corou este descasamento entre os recuos que no fundo eram uma maneira de ser aceito no “clube” e uma elite despreparada e com traços fascístas que não quer nem ouvir falar no PT. E nunca vai querer. ”
    http://jornalggn.com.br/noticia/o-pt-no-poder-e-o-mensalao

  106. Chest said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/imposturas-1-por-que-paulo-henrique-amorim-nao-suporta-ver-um-negro-numa-posicao-de-destaque-por-que-as-entidades-de-defesa-dos-negros-sao-tao-covardes-por-que-a-cef-patrocina-difamacao-achincalh/

  107. Pax said

    Chesterton, velho e bom CHesterton,

    não é o link, basta ver o título… eu não leio histeria.

    nem de um lado, nem de outro

  108. Pax said

    Caro Zbigniew,

    O PT adotou os mesmos métodos de tudo que sempre ouve. Pragmatismo é um eufemismo pra corrupção.

    Caiamos na real, o PT corrompeu-se. Pragmatismo, governabilidade etc, tudo desculpa esfarrapada para cair na prática mais antiga do país dos coronéis: meter a mão nos cofres públicos.

    o resto é balela.

  109. Chest said

    O Mainardi era histérico, lembra? Agora “Pizzolato” fugiu e o histérico é você.

    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    No Brasil da Prostituição Generalizada, tem batom de bosta na cueca! A peça masculina, já simbolicamente maculada por ter ficado cheia de dólares do mensalão, agora ostenta aquela fétida manchinha do pneu. Eis a marca registrada do cagaço das prisões pós-condenações de mensaleiros. “Quem tem” – como prega aquele famoso ditado – nunca sentiu tanto medo. Ainda mais com a surpreendente hospedagem no Presídio da Papuda. Uma das cinco bandas da PF sacaneou os mensaleiros impiedosamente!

    A sujeira pode piorar. Antecipada pela edição de 3 de outubro de 2012 do Alerta Total, a previsível fuga para a Itália de Henrique Pizzolato – um dos cérebros financeiros do Mensalão – só confirma que o famoso crime realmente existiu. Embora nem todas as provas tenham vindo à tona para o justo e perfeito ato condenatório no STF, como seria desejável, a tal Ação Penal 470 parece um roubo de galinha do vizinho, se comparada a outros escândalos ainda ocultos ou impunes. Vide as maracutaias no Ministério da Fazenda, na Petrobras, na Eletrobras, Rosegate e por aí vai…

    Os petralhas têm um temor concreto. A Justiça italiana pode aproveitar um suposto asilo a Henrique Pizzolato para dar o troco no Brasil – e, particularmente, em Luiz Inácio Lula da Silva – por causa do asilo ao ex-terorista Cesare Battisti. Pizzolato pode ser “convencido” a falar em tribunais italianos o que não teve condições de revelar aos promotores e juízes brasileiros. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, agora procurado pela Interpol, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Pizzolato deve ter pouco a perder…

    Outro medo ainda maior. E se Marcos Valério aqui dentro (na onda de Pizzolato lá fora) resolver contar mais do que realmente sabem sobre o Mensalão Petista e sobre o Mensalão Tucano (lá das Minas Gerais)? Muitos dos condenados parecem ainda ter muito a perder. Tanto que José Dirceu nem se arriscou a dar uma de Pizzolato, apelando para sua velha amizade (quase uma cidadania ideológica) com Cuba.

    Aliás, na Ilha dos Irmãos Castro, o hoje “Zezinho da Papuda” daria um grande Presidente. Cargo que a deduragem de Roberto Jefferson o impediu de postular no Brasil. Para Dirceu, pior que ser preso, sem direitos políticos, deve ser aturar a Dilma sentada no trono que poderia ser seu… Shake and Bake, Pedro Caroço! Agora dando consultoria na Papuda…

    “Sacode e assa” (expressão de um filme norte-americano sobre o mundo da velocidade) pode ser uma expressão boa para a turma de Bruzundanga – um País de prostituição generalizada. Tanto é verdade que, pela conjuntura atual, muita gente acreditou que poderia ser verdade a notícia sobre Dilma Saramandaia sancionar uma Bolsa Garota de Programa de R$ 2 mil supostamente proposta por uma senadora petista. O negócio foi fake, lançado como piada pelo blog do Joselito Muller. Mas parece bem verossímil… Vide as safadezas contidas nos variados mensalões em vigor.

    Alguém já escreveu e poderíamos endossar com uma assinatura de político profissional brasileiro. A prostituição é uma prática de transação comercial que visa ao lucro tanto quanto a de qualquer empresa capitalista ou capimunista (como é o nosso caso).

    Por tal motivo, igualzinho á politicagem bruzundanguense, nossa prostituição merece incentivos e precisa se modernizar, constantemente. Pois não é exatamente assim que trabalha a turma do Governo do Crime do Organizado? Os bandidos da vida pública se igualam escatologicamente a da privada como verdadeiros craques na arte da sujeira.

    Ainda é cedo para prever que a prisão dos mensaleiros, simbolicamente, representa o começo do Crepúsculo da Petralhada. Por enquanto, a Oligarquia Financeira Transnacional, que controla o Brasil e tem os petralhas e demais comparsas como marionetes corruptas, ainda não tem substituto claramente definido para eles.

    Mas o começo de uma curta temporada na cadeia, começando pela Penitenciária da Papuda, não indica bons presságios para a petralhada…

    O BOI tem tudo para ir para o brejo! Por enquanto, igual numa musiquinha caipira, o Boi só espalha merda…

  110. Chest said

    Por Guilherme Fiuza

    Discursando no Senado, em comemoração aos 25 anos de promulgação da Constituição, Lula disse que a imprensa “avacalha a política”. E explicou que quem agride a política propõe a ditadura. Parem as máquinas: para o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, a imprensa brasileira atenta contra a democracia. É uma acusação grave.

    O Brasil não tinha se dado conta de que os jornais, as rádios, a internet e as televisões punham em risco sua vida democrática. Felizmente o país tem um líder atento como Lula, capaz de perceber que os jornalistas brasileiros estão tramando uma ditadura. Espera-se que a denúncia do filho do Brasil e pai do PT tenha acontecido a tempo de evitar o pior.

    No mesmo discurso, Lula cobriu José Sarney de elogios. Disse que o senador maranhense, então presidente da República, foi tão importante na Constituinte quanto Ulysses Guimarães. Para Lula, Sarney sim é, ao contrário da imprensa, um herói da democracia. É compreensível essa afinidade entre os dois ex-presidentes. Sarney e seu filho Fernando armaram a mordaça contra O Estado de S. Paulo. Proibiram o jornal de publicar notícias sobre a investigação da família Sarney por tráfico de influência no Senado, durante o governo do PT. Isso é que é democracia.

    A imprensa é mesmo um perigo para a política nacional. Ela acaba de espalhar mais uma coisa horrenda sobre o governo popular – divulgou um relatório do FMI que denuncia a “contabilidade criativa” na tesouraria de Dilma. Contabilidade criativa é uma expressão macia para roubo, já que se trata de fraudar números para esconder dívidas e gastar mais o dinheiro do contribuinte. Assim, a imprensa avacalha a política petista, cassando-lhe o direito democrático de avacalhar as contas públicas.

    Lula faz essa declaração no momento em que manifestantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, numa epidemia fascista, depredam e incendeiam carros da imprensa, além de agredir jornalistas. Luiz Inácio sabe o que faz. Sabe que suas palavras são gasolina nesse fogo. E não há nada mais democrático do que insuflar vândalos contra a imprensa – já que o método Sarney de mordaça é muito trabalhoso, além de caro.

    Do fundo do mar, onde desapareceu há 21 anos, Ulysses Guimarães deve estar quase vindo à tona para tentar entender como Lula conseguiu exaltar a Constituição cidadã e condenar a imprensa num mesmo discurso. Ulysses morreu vendo a imprensa expor os podres de um presidente que seria posto na rua. Ulysses viu a imprensa ressurgir depois do massacre militar contra a liberdade de expressão. Ele mesmo doou parte de sua vida nessa batalha contra o silêncio de chumbo. Ao promulgar a Constituição cidadã, jamais imaginaria que, um quarto de século depois, um ex-oprimido descobriria que o mal da democracia é a imprensa. E estimularia jovens boçais a fazer o que os tanques faziam contra essa praga do jornalismo.

    Lula saiu de seu discurso no Senado e foi almoçar com Collor – cujo governo democraticamente conduzido pelo esquema PC também foi avacalhado pelos jornalistas. A união entre Lula e Collor é uma das garantias do Brasil contra a ditadura da imprensa, essa entidade truculenta e abelhuda. E o país se tranquiliza ainda mais ao saber que Lula e Collor estão unidos a Sarney. Com esse trio, a democracia brasileira está a salvo.

    Chegará o dia em que a televisão e o rádio servirão apenas aos pronunciamentos de Dilma Rousseff em nome de seus padrinhos, poupando os brasileiros de assuntos ditatoriais como mensalão, contabilidade criativa, tráfico de influência, Rosemary Noronha e outras avacalhações.

    Infelizmente Collor se atrasou e não pôde comparecer ao almoço. Lula pôde celebrar seu discurso com outros democratas, como o seu anfitrião, o senador Gim Argello (PTB-DF) – a quem a imprensa golpista também vive avacalhando, só porque ele responde a vários processos e a inquérito no STF por apropriação indébita, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Com a mídia avacalhando a política desse jeito, não dá nem para almoçar em paz com um amigo do peito.

    A Argentina e a Venezuela, que Lula e o PT exaltam como exemplos de democracia, já conseguiram domesticar boa parte da imprensa. Com a reeleição de Dilma, o Brasil chega lá.

    Guilherme Fiúza é Jornalista. Originalmente publicado na revista Época em 14 de novembro de 2013.

  111. Otto said

    O Fiúza não é aquele cocainômano?

  112. Patriarca da Paciência said

    http://www.prpa.mpf.mp.br/institucional/prpa/campanhas/politicoscassadosdossie.pdf

    2. Metodologia

    Não existe no âmbito da Justiça Eleitoral um sistema de acompanhamento estatístico.
    Assim, a pesquisa foi realizada pelo juiz Márlon Reis, que desenvolve atualmente tese de
    doutorado sobre o tema na Universidade de Zaragoza, Espanha. Também presidente da
    Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (ABRAMPPE)
    e integrante do Comitê Nacional do MCCE.

    A pesquisa foi feita a partir dos dados processuais de cada caso, com base nas
    informações disponíveis nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) e do Tribunal
    Superior Eleitoral (TSE).

    Algumas informações foram obtidas através de consulta direta aos tribunais e zonas
    eleitorais. Muitas vezes, notícias veiculadas na imprensa permitiram a descoberta da
    cassação. Nestes casos, a informação foi checada à luz dos dados da Justiça Eleitoral.

    Vários dos processos mencionados ainda se encontram em andamento. Portanto, alguma
    decisão pode ter sido revertida.

    (Os dados foram atualizados em 07/09/2007)

    artido Freqüência Percentual
    DEM 69 – 20,4 %
    PMDB 66 – 19,5 %
    PSDB 58 – 17,1 %
    PP 26 – 7,7%
    PTB 24 – 7,1%
    PDT 23 – 6,8%
    PR 17 – 5%
    PPS 14 – 4,1 %
    PT 10 – 2,9 %
    PPB 8 2,4
    PSB 7 2,1
    PSL 3 0,9
    PTC 3 0,9
    PMN 2 0,6
    PRTB 2 0,6
    PSC 2 0,6
    PHS 1 0,3
    PRONA 1 0,3
    PRP 1 0,3
    PSD 1 0,3
    PV 1 0,3
    Total 339 – 100%

    Caro Pax,

    o que não dá para engolir é o que está demonstrado aí, ou seja, que o PT é um dos partidos mais honestos, senão o partido mais honesto do Brasil e foi o único punido.

    Se todos tivessem sido punidos, aí seria diferente, mas apenas o PT como bode expiatório é demais.

    Sem dúvida nenhuma o PIG e a direitona gozaram de uma grande vitória levando o Barbosão, o Fux e o Ayres Britto para o lado deles. Mas não acredito em vitória definitiva. O que diferencia o PT é justamente o fato de que o partido aprende com seus erros. Acredito que muito em breve haverá o “reverterium”.

  113. Patriarca da Paciência said

    Essa “estória” do Mainardi, (109) (aquele rato fujão, que fugiu para a cidade dos ratos para não pagar dívidas) ainda engana trouxas, ou seja, “O Marcos Valério vai falar, o Marcos Valério vai falar, etc.etc.etc.”

    E o Marcos Valério não fala nunca!

    Agora é o Pizzolato que vai falar.

    O Pizzola tem mais é que falar mesmo. E que fale bastante. E que seja ouvido pelo mundo todo.

    E se o Marcos Valério resolver falar também, que fale bastante.

  114. Patriarca da Paciência said

    Eu continuo com a firme opinião que a condenação do Genoino é uma grande infâmia!

  115. Otto said

    Patriarca, a condenação e Genoino constará sem dúvida entre as mais hediondas páginas de nossa história.

  116. Chest said

    Dizem que Genoino está passando mal, a Dilma vai mandar um médico cubano. Esse daqui passou comer casca de banana para um idoso com insuficiência cardíaca:

  117. Jose Mario HRP said

    E quando o Mensalão acabar?
    O que será da oposição?
    Qual a próxima “jogada”?
    Quartelada?
    Um novo “Collor” tipo JB?
    Caçando “marajás”?
    Ou caçando o de sempre….petistas????
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…..O Brasil que não muda nunca.

  118. Pax said

    Caro Patriarca, em #112 você diz que o PT aprende com seus erros.

    Não consigo ver essa afirmação na prática. Ao contrário. Basta ver os últimos movimentos, como por exemplo dar um ministério para o Kassab para engordar a base, Lindbergh ir beijar o saco do Silas Malafaia, Lula ir ao MS e MT fazer acordos com os ruralistas para as questões indígenas etc.

    Isso te parece aprender com os erros? Confesso que não consigo ter a mesma opinião.

    O caro HRP pergunta acima qual será a próxima jogada. Pois bem, haverá, sim. Nisso concordo. E não sei a resposta. Sei que o PT abre tanto a guarda que há um leque de opções para a imprensa e oposição escolherem.

    Se eu fosse oposição focaria em algumas áreas que afetam boa parte da sociedade, por exemplo: as máfias das agências regulatórias (telecom, saúde, transportes, aviação etc). Se investigarem a fundo me parece que acharão muitos ratos nos porões destes navios e o povo vai gostar um bocado. Todo mundo acaba afetado por esse desgoverno.

    Mas não tenho certeza que vão trilhar esse caminho onde pegariam muitos petistas desvirtuados (caso Rosemary é típico). Mesmo porque há tantas áreas onde deixam brechas que as opções são muitas, como disse.

    Agora é esperar. Governo da vez é sempre alvo e isso é assim desde que o homem urina para frente. Governo que deixa brechas é um prato cheio.

    De novo, não vejo nada dessa afirmação que o PT aprende com seus erros. Infelizmente.

  119. Jose Mario HRP said

    Do conversa:
    O engenheiro Nelson Branco Marchetti, ex-diretor técnico da divisão de transportes da Siemens, relatou à Polícia Federal ter sofrido “pressão” de setores do governo de São Paulo, em 2008, para que a multinacional alemã desistisse de recurso administrativo e de medidas judiciais contra a escolha da espanhola CAF na licitação de 320 vagões para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

    (…)

    “No edital havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador do Estado (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”, afirma o ex-executivo da Siemens, em depoimento de 5 de novembro.
    Ele disse que José Luiz Portella, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos na época, “determinou que os concorrentes tentassem solução de subfornecimento” para demover a Siemens do plano de contestar a qualificação da CAF.
    O engenheiro afirma que Portella “sugeriu que a Siemens desistisse dos recursos e, como forma de se beneficiar de parte da licitação, passasse a buscar um acordo com a CAF para ser subfornecedora de peças”.

    Aos poucos a turma vai soltando a lingua………………

  120. Pax said

    Talvez o melhor comentário que tenha lido por aí seja o do Bob Fernandes.

    Aqui está, tomo a liberdade de colocar o link e reproduzir in totum.

    http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/08/21/o-julgamento-do-mensalao-a-farsa-e-os-farsantes/

    “Há quem diga ser uma farsa o julgamento do chamado “mensalão”. Não, o julgamento não é uma farsa. É fruto de fatos. Ou era mesada, o tal “mensalão”, ou era caixa dois; essa que (quase) todo mundo faz e usa. Mas não há como dizer que há uma farsa. E quem fez, que pague o que fez. A farsa existe, mas não está nestes fatos.

    Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para se aprovar a reeleição em 98 -Fernando Henrique Cardoso-, mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras que agora estão em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

    Farsa é fazer de conta que em 1998 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo de então não foi gravada em tramoias e conversas escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do governo tucano. Mas não deu em CPI. Ninguém foi preso. Deu em nada.

    Farsa é esquecer que nos anos PC Farias se falava em corrupção na casa do bilhão. Isso no governo Collor; eleito, nos lembremos, com decisivo apoio da chamada “grande mídia”.

    À época, a Polícia Federal indiciou mais de 400 empresas e 110 grandes empresários. A justiça e a mídia deixaram pra lá o inquérito de 100 mil páginas, com os corruptos e os corruptores. Tudo prescreveu. Fora PC Farias, ninguém pagou. Isso, aquilo, foi uma farsa.

    Farsa foi, é, o silêncio estrondoso diante do livro “A Privataria Tucana”. Livro que, em 115 páginas de documentos de uma CPI e de investigação em paraísos fiscais, expõe bastidores da privatização da telefonia. Farsa é buscar desqualificar o autor e fazer de conta que os documentos não existem ou “são velhos”. Como se novas fossem as denúncias agora repisadas nas manchetes na busca de condenações a qualquer custo.

    Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve (ou melhor, teria tido), o ministro Gilmar Mendes.

    Farsa é, anos depois de enterrada a Satiagraha, o silêncio em relação a 550 milhões de dólares. Sim, por não terem origem comprovada, US$ 550 milhões continuam retidos pelos governos dos EUA e da Inglaterra. E o que se ouve, se lê ou se investiga? Nada. Tudo segue enterrado. Em silêncio.

    O julgamento do chamado “mensalão” não é uma farsa. Farsa é, isso sim, isolá-lo desses outros fatos todos e torná-lo único. Farsa é politizá-lo ainda mais. Farsesco é magnificá-lo, chamá-lo de “o maior julgamento da história do Brasil”.

    Farsa não porque esse não seja o maior julgamento da história. Farsa porque se esquecem de dizer que esse é o “maior” porque NÃO EXISTIRAM outros julgamentos na história do Brasil em relação a todos estes casos e tantos outros. Por isso, esse é o “maior”.

    Existiram, isso sempre e a cada escândalo, alianças ideológicas e empresariais na luta pelo poder. Farsa, porque ao final prevaleceu sempre, até que visse o “mensalão”, o estrondoso silêncio cúmplice.”

    ———-

    Acho exatamente isso. Ou seja, os condenados foram condenados por fatos. Só que há muito que se julgar. Como outro disse, a fila andou. E a briga que me parece boa é inquerir a nossa Justiça os porquês dos outros casos não terem andado.

    Aí sim, nesta briga eu entro.

  121. Chest said

    mimimi

  122. Patriarca da Paciência said

    “Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve (ou melhor, teria tido), o ministro Gilmar Mendes.”

    Pois não é? E será que o ministro Gilmar Mendes vai alguma dia ser julgado por ter participado dessa farsa?

    Eu concordo totalmente também com o Bob Fernandes, ou seja, o PT foi simplesmente usado como bode expiatório.

    E tudo começou com a operação Satiagraha.

    Será que o Daniel Dantas e sua turma não estão por trás disso tudo?

  123. Patriarca da Paciência said

    “Em artigo exclusivo para o 247, o jornalista Breno Altman, diretor do Opera Mundi, defende que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, responda pelas ilegalidades cometidas nas primeiras prisões da Ação Penal 470; “Não há crime maior, na democracia, que a violação da Constituição e de direitos dos cidadãos por autoridades que têm obrigação de zelar e proteger o bem público”, diz ele; Altman classifica Barbosa como um “fora-da-lei” por ter submetido condenados ao semiaberto à prisão em regime fechado; “Se a coragem fosse um atributo da vida política brasileira, esse homem deveria estar respondendo por seus malfeitos”, diz o jornalista, que acompanhou José Dirceu, quando ele se entregou à Polícia Federal; leia a íntegra”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/121066/Falta-algu%C3%A9m-na-Papuda.htm

  124. Patriarca da Paciência said

    “JOAQUIM DEIXARÁ STF COM POSSE DE LEWANDOWSKI

    O ministro Joaquim Barbosa não pretende permanecer “um só dia” no Supremo Tribunal Federal, após a posse, em sua presidência, do ministro Ricardo Lewandowski, por quem ele sentiria “verdadeiro horror”, segundo amigos próximos. Barbosa ainda não se entusiasma com a ideia de disputar a presidência da República, por isso não é um eventual projeto eleitoral que o desestimula a continuar no STF.”

    Pois então? O reinado do ministro Sol ( a lei sou eu) está com os dias contados!

    Depois do recesso e das férias, pouco sobrará!

  125. Patriarca da Paciência said

    Essa observação do Barbosão de que sente horror pelo Lewandowski, em relação a ele próprio, está bem multiplicada!

    No Brasil de hoje, contam-se em milhões as pessoas que sentem um verdadeiro horror pelo Barbosão!

  126. Zbigniew said

    Pax,
    perfeito o comentário do Bob. É bem por aí.
    Da leitura, pra mim, confirma em gênero, número e grau o que se diz sobre o PT não ter sabido (ou querido) se defender nessa situação.

    O resultado é que o mensalão foi um julgamento eminentemente político, embora totalmente fundamentado juridicamente, não podemos negar, ainda que se possa contestar a questão do envolvimento de dinheiro público, no caso VISANET.

    No mais o Bob Fernandes veio corroborar o fato de que no Brasil, as instituições ainda estão muito longe do amadurecimento que lhes é exigido e delas esperado. Republicanismo? Intenção prevista na Constituição. E só.

  127. Patriarca da Paciência said

    Alguns comentários do blog 247:

    Esmeralda Maria de Jesus 18.11.2013 às 09:43
    Credo? Um Homem que bate em mulher,quer ser presidente do Brasil? Meu voto é para o CAPETA!!!
    anti-direita 18.11.2013 às 09:32
    Cláudio Humberto você é um puxa saco do Aécio .
    Homem que bate em mulher! 18.11.2013 às 09:11
    PERIGOSO DEMAIS HOMEM QUE BATE EM M U L H E R, RASGA A CONSTITUIÇÃO E QUER SER PRESIDENTE!
    Carlos 18.11.2013 às 08:58
    Vai Barbosa, vai fazer o que tu mais gosta. Noitadas e muita cachaça e mulheres. Mas ó, não bata nelas, por favor!

  128. Patriarca da Paciência said

    Há pessoas que atingem um grau de sabedoria impressionante, mesmo jovens, como é o caso de Noel Rosa. Positivismo sempre teve muito a ver com o Brasil, “o povo não sabe o que quer, por isso deve ser mantido em cabresto curto”. E essa frase lapidar do samba Positivismo, “e também faleceu POR TER PESCOÇO”, o infeliz, autor da guilhotina de Paris”. Será que o Barbosão também tem pescoço?

  129. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Donde, ao menos para mim, chegamos a duas conclusões:

    1 – O PT se perdeu ao jogar o jogo jogado. E não parece querer sair dele. O que é uma pena enorme. Nem mesmo com o resultado do julgamento da AP 470. Prefere ficar neste chororô, nestas alegações que o julgamento é uma farsa etc. Prefere defender o indefensável que correr atrás do prejuízo. Prefere continuar fazendo aliança com quem vai lhe dar um golpe à frente que mudar o cenário, enfim, entristece o caminho. Essa é minha opinião.

    2 – Que a pressão que todos deveriam fazer, a briga que me parece boa, é a lista enorme que Bob Fernandes coloca à mesa. Ou seja, em outras palavras, ao invés de chorar o leite derramado, correr atrás de pegar os limões e fazer belas limonadas. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Aí sim teríamos algo de frutífero para o país. Se o PT dança – e tinha que dançar, na minha opinião – que todos dancem igual. Se pau bateu em francisco, que bata igual em chico.

    A questão é que não tenho muitas esperanças em nenhuma das duas questões. Nem o PT vai mudar o rumo de sua prosa, de seu caminho do vinagre, nem a Justiça vai cumprir seu papel de bater igual em todos.

    Sobre a questão do Visanet eu tendo a discordar de você, caro Zbigniew. É um jogo de interpretações, uma tentativa que me parece infrutífera de justificar, de novo, o injustificável. Sabemos que os fundos de pensão, que as grandes empresas (BB, BR etc) foram aparelhadas com intenções pra lá de duvidosas. As mesmíssimas práticas anteriores e, em alguns casos, até piores. Pode-se até tentar a esparrela de “ah, mas o PT fez para garantir seus caixa2 eleitorais, porque tem um projeto para o país que é mais aceitável, de reduzir as desigualdades, para isso precisa ganhar as eleições e, por conta disso precisa fazer caixa….”. Para mim aí é que mora a grande armadilha. É aceita o mesmo de sempre, é fazer o jogo que os coronéis adoravam e continuam adorando jogar. Tanto é assim que basta ver os novos aliados do neoPetismo. De Kátia Abreu, Kassab a Renan, Collor, Sarney, Silas Malafaia e daí para pior. Sem prejuízo de esquecimento do ícone de todos, o ícone ainda vivo, o Maluf.

  130. Zbigniew said

    Pax,
    encaro a questão do VISANET sob o aspecto jurídico. Os valores daquele fundo são privados, embora haja sim a participação do BB, mas não especificamente em relação a tais montantes, já que frutos de arrecadação específica, sobre as operações em cartões da respectiva bandeira. Donde o dinheiro público? Ficou a dúvida. O Marco Aurélio quando apartado pelo advogado do Pizzolato simplesmente silenciou, adotando o argumento da participação do BB como suficiente para qualificar os valores como públicos. E não é. O VISANET não é uma empresa controlada pelo Estado. Se fosse, tudo bem. Ela tem participação acionária, mas não depende do Estado. E isto é importante para que se possa fazer incidir a norma referente ao peculato. Não dá apenas para argumentar sobre o aparelhamento. Isto não é jurídico.

    Quanto às demais questões entendo que:

    1- O PT se perdeu porque, na busca pelo poder e sua manutenção, não soube ser poder. Ou exercê-lo. Isto tem a ver com a postura histórica das esquerdas no país. Há uma discussão muito boa no Nassif sobre a reabilitação do ex-Presidente Jango e que pode nos dar uma noção do que estamos vivendo. Nela podemos destacar como o ex-Presidente teve problemas no seu governo, as dificuldades em seguir uma agenda coerente na seara política e econômica, passando a ideia de que estava sempre sob o fio da navalha, enfrentado forças retrógradas e reacionárias, as mesmas que atualmente se deliciam com o resultado do mensalão. Hoje o PT tem uma agenda muito mais robusta, resultados importantes na área social e econômica, forças armadas mais legalistas e profissionalizadas e, ainda assim, não conseguiu avançar nas questões políticas, mantendo-se emparelhado com o “status quo” ao invés de modificá-lo, tendo como exemplo justamente os fatos históricos que culminaram com o golpe de 64. Era para o partido ter ousado mais nesta seara. Mas, nisto você tem razão, não no sentido de que ele se perdeu, mas no sentido de que não se permitiu ir além. Resultado? Foi mordido pelo escorpião.

    2- Essa pressão já devia ter sido feita de há muito. Entendo, no entanto, que logo no início da era petista no poder não se poderia buscar de imediato o confronto. Mas, e depois? Com o governo injetando dinheiro em projetos nas forças armadas, com as políticas sociais bombando, com a economia se sustentando e até melhorando, o que faltou para o pulo do gato? Aí, meus amigos petistas que me perdoem, mas não tem argumentos. O projeto de poder não pode ser desculpa para nos acomodarmos no raciocínio de que foi o preço a ser pago. Porque, hoje, continuamos a pagar um preço, muito mais alto, e que é cobrado nos porões da nossa dita República pelas negociatas que se sucedem e que, por fim, são são apuradas se envolverem petistas. E as outras? O que faltou? Coragem.

    Aqui faço uma pequena referência às tentativas de convivência pacífica com o status quo econômico, mais precisamente financeiro e seus associados no país. É neste ponto que me pergunto: por que diabos o PT deixou passar a oportunidade quando a Globo foi bater às portas do BNDES para pedir arrego? Definitivamente o PT não sabe ser poder.

  131. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Tendo a concordar com tua visão, mas não concordo com a vitimização do PT.

    PT não é vítima. É réu. E é porque quer.

  132. Zbigniew said

    Ah! Sobre a questão da cerimônia de reabilitação do Jango, muito sintomática a ausência do FHC, ainda que justificada por questões de saúde. Nenhum representante, nenhuma nota oficial. Silêncio total.

  133. Zbigniew said

    Certamente, Pax.
    Não é vítima porque aceitou o jogo.
    Foram escolhas conscientes, feitas por suas lideranças.
    Deveria ter se precavido.
    Mas, ainda está no poder. Resta saber se aprendeu a lição. No entanto, vou na tua linha: o projeto de poder vai continuar e não dá sinais de mudança e, com eleições próximo ano, não tem quem faça o partido ir pro confronto.

  134. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    acho que o PT não vai ficar em chororô e sim partir para ações efetivas:

    GREENHALGH DENUNCIA BARBOSA E COBRA CARDOZO

    Em entrevista ao 247, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que defendeu perseguidos políticos durante a ditadura militar, diz estar vivendo uma experiência ainda pior do que a do passado; “hoje, direitos da cidadania duramente conquistados estão sendo estraçalhados em plena democracia”; segundo ele, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, agiu de modo “deliberado” para impor um constrangimento ilegal dos réus condenados ao regime semiaberto; Greenhalgh também demonstra preocupação com o estado de saúde de José Genoino: “Eu o vi muito doente”; em Brasília, ele revela bastidores do caso e cobra uma atitude do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo: “um ministro da Justiça não pode se calar diante do arbítrio”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/121082/Greenhalgh-denuncia-Barbosa-e-cobra-Cardozo.htm

  135. Pax said

    Caro Patriarca,

    Cobrar do José Eduardo Cardozo?

    Ah, desculpa aí, trocar Cardozo por vento sai no pau a pau.

  136. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não acho que o problema seja “projeto de poder”. Um partido que não tenha projeto de poder serve mesmo para quê?

    Vira um PMDB que não tem projeto de poder, tem projeto de barganha com o poder.

    O problema é a adoção de métodos inaceitáveis neste projeto de poder.

  137. Pedro said

    “Não foi por acaso que Henrique Pizzolato requereu dupla cidadania na Itália. A lei italiana não permite extradição. Para quem não se lembra, Salvatore Cacciola fez o mesmo, só que se esqueceu do alerta da Interpol e acabou preso quando se deslocou a Mônaco para jogar no cassino.

    A propósito, uma ex-primeira dama também requereu e conseguiu a cidadania italiana.”

  138. Otto said

    Este é da Folha, Pax, pode postar:

    SUPREMO TAPETÃO FEDERAL

    Ricardo Melo

    Derrotada nas eleições, a classe dominante brasileira usou o estratagema habitual: foi remexer nos compêndios do “Direito” até encontrar casuísmos capazes de preencher as ideias que lhe faltam nos palanques. Como se diz no esporte, recorreu ao tapetão.

    O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?

    A pergunta seguinte atesta a covardia do processo: por que então não incluir Lula no rol dos acusados? Qualquer pessoa letrada percebe ser impossível um presidente da República ignorar um esquema como teria sido o mensalão.

    Mas mexer com Lula, pera aí! Vai que o presidente decide mobilizar o povo. Pior ainda quando todos sabem que um outro presidente, o tucano Fernando Henrique Cardoso, assistiu à compra de votos a céu aberto para garantir a reeleição e nada lhe aconteceu. Por mais não fosse, que se mantivessem as aparências. Estabeleceu-se então que o domínio do fato vale para todos, à exceção, por exemplo, de chefes de governo e tucanos encrencados com licitações trapaceadas.

    A saída foi tentar abater os petistas pelas bordas. E aí foi o espetáculo que se viu. Políticos são acusados de comprar votos que já estavam garantidos. Ora o processo tinha que ser fatiado, ora tinha que ser examinado em conjunto; situações iguais resultaram em punições diferentes, e vice-versa.

    Os debates? Quantos momentos edificantes. Joaquim Barbosa, estrela da companhia, exibiu desenvoltura midiática inversamente proporcional à capacidade de lembrar datas, fixar penas coerentes e respeitar o contraditório. Paladino da Justiça, não pensou duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a mulher do mesmo desafeto. Belo exemplo.

    O que virá pela frente é uma incógnita. Para o PT, ficam algumas lições. Faça o que quiser, apareça em foto com quem quer que seja, elogie algozes do passado, do presente ou do futuro –o fato é que o partido nunca será assimilado pelo status quo enquanto tiver suas raízes identificadas com o povo. Perto dos valores dos escândalos que pululam por aí, o mensalão não passa de gorjeta e mal daria para comprar um vagão superfaturado de metrô. Mas como foi obra do PT, cadeia neles.

    É a velha história: se uma empregada pega escondida uma peça de lingerie da patroa para ir a uma festa pobre, certamente será demitida, quando não encarcerada –mesmo que a tenha devolvido. Agora, se a amiga da mesma madame levar “por engano” um colar milionário após um regabofe nos Jardins, certamente será perdoada pelo esquecimento e presenteada com o mimo.

    Nunca morri de admiração por militantes como José Dirceu, José Genoino e outros tantos. Ao contrário: invariavelmente tivemos posições diferentes em debates sobre os rumos da luta por transformações sociais. Penso até que muitas das dificuldades do PT resultam de decisões equivocadas por eles defendidas. Mas num país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, enquanto Dirceu e Genoino dormem na cadeia, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2013/11/1372759-supremo-tapetao-federal.shtml

  139. Pedro said

    Bem, tomara que estas prisões sirvam pra alguma coisa.
    Continuo cético.
    A farra continua…..

    “Samu desmente versão dada pelo governo sobre voos de Ideli Salvatti

    73 pessoas ficaram feridas e duas morreram nas estradas de Santa Catarina nos dias em que a ministra usou aeronave conveniada ao Samu para visitar base eleitoral, segundo investigações do Ministério Público Federal.(Correio Braziliense).”

  140. Olá!

    Ninguém deveria perder tempo com um jornalista chapa-branca e nitidamente alinhado ao PT como é o caso do Bob Fernandes, pois o texto dele, linkado pelo Pax, é uma atrocidade lógica do começo ao fim, tenta colocar um sinal de igual em situações completamente diferentes.

    “Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para se aprovar a reeleição em 98 -Fernando Henrique Cardoso-, mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras que agora estão em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

    Farsa é fazer de conta que em 1998 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo de então não foi gravada em tramoias e conversas escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do governo tucano. Mas não deu em CPI. Ninguém foi preso. Deu em nada.”

    De novo isso de igualar a emenda da reeleição ao Mensalão. Não dá. Simplesmente, não dá.

    E a razão principal para tal impossibilidade é que qualquer tentativa, intelectualmente honesta, de traçar um paralelo entre esses dois casos deve começar pela admissão de que, até o momento, não há provas se a emenda da reeleição foi ou não comprada, enquanto que, no Mensalão, as provas não apenas existem a rodo, mas também todo um aparato de instituições competentes se envolveu nas investigações, obtendo evidências, relatos e etc. que foram cruciais para a condenação da Gangue dos Mensaleiros.

    Outro ponto que impossibilita uma paralelo entre a emenda da reeleição e o Mensalão é que para que essa comparação fosse estabelecida, um conjunto de questões deve ser respondido:

    Quem seria o Delúbio Soares da emenda da reeleição?
    Quem seria o José Genoíno da emenda da reeleição?
    Quem seria o João Paulo Cunha da emenda da reeleição?
    Quem seria o Roberto Jefferson da emenda da reeleição?
    Quem seria o Duda Mendonça da emenda da reeleição?
    Quem seria o José Dirceu da emenda da reeleição?
    E o mais importante: Quem seria o Lula da emenda da reeleição?

    “Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve (ou melhor, teria tido), o ministro Gilmar Mendes.

    Farsa é, anos depois de enterrada a Satiagraha, o silêncio em relação a 550 milhões de dólares. Sim, por não terem origem comprovada, US$ 550 milhões continuam retidos pelos governos dos EUA e da Inglaterra. E o que se ouve, se lê ou se investiga? Nada. Tudo segue enterrado. Em silêncio.”

    A Satiagraha foi eivada de irregularidades e ilegalidades. O principal responsável pelo fracasso dessa operação é o tal de Protógenes Queiroz, que o jornalista chapa-branca deve, provavelmente, admirar.

    “O julgamento do chamado ‘mensalão’ não é uma farsa. Farsa é, isso sim, isolá-lo desses outros fatos todos e torná-lo único. Farsa é politizá-lo ainda mais. Farsesco é magnificá-lo, chamá-lo de “o maior julgamento da história do Brasil”.

    Farsa não porque esse não seja o maior julgamento da história. Farsa porque se esquecem de dizer que esse é o “maior” porque NÃO EXISTIRAM outros julgamentos na história do Brasil em relação a todos estes casos e tantos outros. Por isso, esse é o “maior”.

    Existiram, isso sempre e a cada escândalo, alianças ideológicas e empresariais na luta pelo poder. Farsa, porque ao final prevaleceu sempre, até que visse o ‘mensalão’, o estrondoso silêncio cúmplice.”

    Ah. . . Mas, aí, o jornalista se esquece de um ponto fundamental ao avaliar o PT e os petistas de um modo geral: O PT e os petistas sempre se venderam como sendo os grandes guardiães da moral pública, da moral administrativa, da moral política e etc. O PT nunca hesitou, um momento que fosse, para, de bate-pronto, acusar os outros de serem bandidos da pior espécie, que odeiam pobres e não têm absolutamente nada de sensibilidade social. O PT, e esse é um sintoma muito próprio da esquerda, sempre atribuiu a si as melhores qualidades do espírito, deixando para os outros (a direita, como eles gostam de dizer) os piores dos vícios.

    Quando alguém considerado direitista pelo PT era pego roubando, na falcatrua ou na corrupção mais tosca, os petistas não hesitavam em dizer: “Ué. . . ? Mas vocês estão surpresos por qual motivo? Essa gente, a direita, é assim mesmo! A natureza dessa gente é roubar! São 300 picaretas!”

    Assim posto, ninguém deveria ficar surpreso quando um PC Farias, um tucano, um Sarney, um Collor, um Maluf e afins são pegos cometendo crimes, já que, de acordo com essa mentalidade petista, essa gente é assim mesmo, é uma gente bandida por natureza. O estranho, segundo tal mentalidade, não é que essa gente assalte os cofres públicos, mas, sim, que petistas utilizem essas mesmíssimas pessoas para justificar a própria roubalheira do PT.

    A grande diferença entre essas pessoas e o PT é que elas não tem um jornalista chapa-branca para chamarem de seu.

    Até!

    Marcelo

  141. Olá!

    Com a condenação da Gangue dos Mensaleiros ao xilindró, eis que os petistas/esquerdistas iniciaram uma nova temporada de racismo do mais esdrúxulo possível contra o ministro Joaquim Barbosa. Rolou até ameaça de morte.

    E isso aqui é racismo na opinião de vocês?

    Para acompanhar em tempo real o racismo dos esquerdistas, sigam este link.

    Aliás, não se espantem com o racismo da esquerda. Isso é uma prática centenária. De Marx a Hitler.

    Até!

    Marcelo

  142. Pedro said

    Todos tem direito ao jus sperneandis, mas, é bom que revejam o pronunciamento do Lula sobre o mensalão, em 2005. É uma forma de esclarecer que o jogo de cena e as bravatas dos mensaleiros nos dias atuais, não são nada mais do que bravatas e jogo de cena.

  143. Pax said

    Caro Pedro,

    Também continuo cético. Ainda mais quando leio o caro Marcelo Augusto achando-se intelectualmente honesto, desde que toda corrupção não seja exclusividade do PT. Chega-se num desânimo. Idem ibidem quando os neoPetistas acham que os condenados são condenados de um tribunal de exceção. Esse fla-flu é o sonho de todo establishment, seja ele qual for tucano, petista, ou qualquer outro.

    Ideli é um caos, assim como Gleisi. Nem é porque não agregam nada. Elas agregam, sim. Aquilo que deveria estar numa privada. Mas ainda acho que a Gleisi piora mais que Ideli, apesar de ser bem difícil essa disputa.

  144. Olá!

    Pax, se você for parar para pensar, o esquema de compra de votos na emenda da reeleição sequer tem existência jurídica/judicial. Por exemplo, qual é o número da ação penal desse esquema? O do Mensalão, todo mundo sabe, é a AP-470.

    Apenas isso já coloca um abismo de distância entre a emenda da reeleição e o Mensalão, pois esse mero detalhe e, o mais importante, a condenação subsequente dos mensaleiros são mais do que suficientes para reconhecer que houve, sim, o Mensalão.

    E veja bem: Não é assim para agradar tucanos, liberais, direitistas e afins, mas, sim, porque a justiça brasileira e seus códigos de leis assim o quiseram.

    Se houve tucano cometendo falcatruas seja lá onde for, que seja julgado e pague pelo o que fez.

    Até!

    Marcelo

  145. Zbigniew said

    O raciocínio do Marcelo é tão impregnado do “nós contra eles” que não cabe uma interpretação honesta de que o problema não é de partido mas de instituições (os partido inclusos).

    Os petistas não são mais ou menos corruptos do que os peéssedebistas (direitistas por excelência), muito embora a lista de políticos cassados insista em provar o contrário. Falo no sentido da natureza humana, de suas fraquezas e imperfeições. O “escândalo do mensalão” não é o maior ou o menor de todos os tempos. Com certeza o mais politizado.

    Aliás, é bem típico dessa direita lacerdista, demonizar tudo que é da esquerda. Digo lacerdista sem a ingenuidade “mcarthista” do Lacerda, que, ladeado pelo banqueiro Magalhães Pinto e Adhemar de Barros, outrora interventor federal, apoiou um golpe por questões ideológicas, e que depois veio a levar um chute na bunda dado pelos milicos.

    Até admite-se que estejas magoado porque vai ficar na história como a direita mais entreguista que já existiu neste país. Porque – e aí voltemos a 64 – mesmo o Lacerda e o Adhemar tendo ido dar satisfações ao Kennedy para conseguirem apoio militar para o golpe, não fez o que vocês fizeram: Entregaram patrimônio brasileiro a preço de banana (talvez por falta de oportunidade).

    E aí tu vens com essa conversa mole de que os petistas são piores porque apontavam o dedo para vocês quando pegos com a boca na botija?! (e olhe, que botija!). Desculpe, mas tá mais pra mimimi contra o artigo do Bob Fernandes que revelou toda a hipocrisia de quem hoje se delicia com o julgamento do mensalão.

  146. Olá!

    Zbigniew, o chororô pela prisão dos mensaleiros é livre. Apenas é lamentável que pessoas chorem por causa de meia dúzia de ladrões do dinheiro público.

    “O raciocínio do Marcelo é tão impregnado do ‘nós contra eles’ que não cabe uma interpretação honesta de que o problema não é de partido mas de instituições (os partido inclusos).”

    Ué. . .? Mas o seu partido do coração, o PT, tem feito isso nos últimos 10 anos, sendo que a coisa se intensificou depois que o Mensalão veio à tona. Não foi o próprio Lula que subiu em palanque para afirmar que ele e os dele eram a opinião pública?

    “Os petistas não são mais ou menos corruptos do que os peéssedebistas (direitistas por excelência), muito embora a lista de políticos cassados insista em provar o contrário. Falo no sentido da natureza humana, de suas fraquezas e imperfeições. O ‘escândalo do mensalão’ não é o maior ou o menor de todos os tempos. Com certeza o mais politizado.”

    Esse argumento tosco acima só não é maior do que o seu fanatismo por um partido que mais parece uma curriola de bandidos.

    O Mensalão é, sim, o mais grave escândalo de corrupção da história democrática recente do Brasil. Veja bem, a gravidade do Mensalão não tem nada a ver com as quantidades de verbas envolvidas. O Mensalão não é como uma obra que não foi construída, ou como dinheiro desviado que seria destinado à saúde pública ou à segurança pública.

    A gravidade do Mensalão reside no simples e óbvio fato de que tal esquema de corrupção tinha como finalidade principal, inescapável, a concentração de poderes nas mãos do presidente da república (o Lula). Para isso, o Poder Executivo resolveu corromper e subornar o Poder Judiciário, mandando pelos ares um princípio fundamental que está presente em todo e qualquer país minimamente civilizado: A Separação Entre os Poderes.

    A gravidade do Mensalão se aprofunda ainda mais pelo uso de dinheiro público para corromper e subornar os parlamentares que se venderam.

    Faça um pequeno exercício, Zbigniew: Pegue os últimos 100 anos de história do Brasil, e você verá que houve 3 grandes ataques à ordem democrática brasileira: O Golpe de 1930; O Golpe de 1964; e o Mensalão. Quem afirma isso não é nenhum direitista, mas alguns dos ministros que participaram do julgamento do Mensalão e que foram indicados ao STF pelo próprio Lula (Ayres Britto).

    O seu problema, Zbigniew, é que você sequer reconhece que o Mensalão existiu.

    “Até admite-se que estejas magoado porque vai ficar na história como a direita mais entreguista que já existiu neste país. [. . .]”

    Depois do leilão de Libra, nenhum esquerdista deveria chamar os outros de entreguista. Nesse leilão, os petistas fizeram aquilo que sempre condenavam nos outros. Quer entreguismo, Zbigniew? Vá falar com a Dilma.

    E outra, Zbigniew, “vocês” uma vírgula. Um tucano nada mais é do que um petista que sabe tomar banho. Eu sou liberal, ou seja, direita na sua visão petista de mundo, e acho maravilhoso que o PT esteja servindo de lata de lixo da direita ao dar abrigo a gente como Sarney, Renan Calheiros, Collor, Jader Barbalho, Maluf, a parte mais retrógrada dos evangélicos e afins. E não reclame dessa gente, Zbigniew, são seus companheiros de luta política.

    “E aí tu vens com essa conversa mole de que os petistas são piores porque apontavam o dedo para vocês quando pegos com a boca na botija?! (e olhe, que botija!). Desculpe, mas tá mais pra mimimi contra o artigo do Bob Fernandes que revelou toda a hipocrisia de quem hoje se delicia com o julgamento do mensalão.”

    Você não entendeu o que foi escrito. Leia de novo.

    Até!

    Marcelo

  147. Zbigniew said

    Marcelo,
    tua visão, infelizmente, é embaçada pelo teu reducionismo político.
    Se você acha que o mensalão é o maior escândalo que já existiu, você incide no mesmo erro daqueles que acreditam que é um marco na história do combate à corrupção no país.

    Ataque à ordem democrática?! O mensalão! Faz-me rir. É o cúmulo do cinismo compará-lo com 1964. Esse sim subversor da ordem democrática, que ceifou milhares de vidas e que empurrou nas costas da população vinte um anos de ditadura. Sob o patrocínio de reacionários que terminaram por levar chumbo ou se associaram aos ditadores (os mais espertos como um Roberto Marinho da vida).

    Libra? Entreguista? Putz! E as privatizações tucanas sob a sanha liberal que só distribuiu dividendos aos acionistas e compadriados?

    Sabe Marcelo, no fim começo a achar que tu és um reacionário ingênuo. Só assim para acreditar nestes teus argumentos.

  148. Olá!

    Zbigniew,

    “tua visão, infelizmente, é embaçada pelo teu reducionismo político.”

    Você nem deve saber o significado de reducionista/reducionismo. Mas, ainda assim, vamos lá.

    É interessante uma coisa: Geralmente, quem tem uma visão limitada e reducionista da politica, é a esquerda. Busque entre os intelectuais esquerdistas aqueles que conheçam quem é Hayek, Sowell, Mises, Friedman, Burke, Kuehnelt-Leddihn, Buchanan, Buckley Jr., Gomez Dávila e afins para ver qual será a reação dessa gente. Não sabem. Não conhecem.

    Agora, faça o mesmo entre os intelectuais de direita/liberais e compare os resultados.

    “Se você acha que o mensalão é o maior escândalo que já existiu, você incide no mesmo erro daqueles que acreditam que é um marco na história do combate à corrupção no país.”

    Não considero que o Mensalão seja um ponto de virada no trato da corrupção política no Brasil. Essa conclusão é sua.

    A grande graça do Mensalão é ver indo para o xilindró políticos de um partido que sempre foi muito hábil em apontar a sujeira no rabo alheio e que, agora, estão tomando todas no rabo.

    “Ataque à ordem democrática?! O mensalão! Faz-me rir. É o cúmulo do cinismo compará-lo com 1964. Esse sim subversor da ordem democrática, que ceifou milhares de vidas e que empurrou nas costas da população vinte um anos de ditadura. Sob o patrocínio de reacionários que terminaram por levar chumbo ou se associaram aos ditadores (os mais espertos como um Roberto Marinho da vida).”

    O Mensalão apenas não avançou ainda mais na sua empreitada anti-democrática pelo fato de ter vindo à tona muito cedo e, sobretudo, pelas punições que as instituições republicanas distribuíram aos mensaleiros. Tivesse o Mensalão seguido em frente sem nenhum obstáculo, provavelmente, o resultado final seria uma ordem social anti-democrática. Poderia demorar, mas o resultado seria algo nesse sentido.

    Se em 1964 as instituições competentes do Brasil tivessem dado um basta ao avanço anti-democrático, como fizeram no caso do Mensalão, talvez, o país não tivesse mergulhado em uma ditadura.

    O seu problema, Zbigniew, é que o seu fanatismo pelo PT é maior do que o seu bom senso. Basta ver como você ficou descontrolado ao ver os mensaleiros indo em cana e procurando justificar o injustificável usando textos oriundos dos cafundós da Internet.

    “Libra? Entreguista? Putz! E as privatizações tucanas sob a sanha liberal que só distribuiu dividendos aos acionistas e compadriados?”

    Veja bem, não me coloque ao lado dos tucanos, pois eles, para mim, são de esquerda. Aliás, eles estariam até mesmo mais à esquerda do que muitos partidos esquerdistas do mundo civilizado. O problema é que o PT representa uma esquerda tão jurássica que qualquer coisa que defenda um ou outro ponto mais liberal é logo colocado como liberalismo/direita.

    Quanto à distribuição de dividendos aos asseclas políticos e demais parasitas do dinheiro público, você acha mesmo que não houve maracutaias nesse leilão de Libra? Você acha mesmo que não há falcatruas no BNDES? Você acha que não há maracutaias naquela dívida bilionária que os petistas otários da Petrobras tiveram de pagar depois de fazer um acordo tosco para comprar uma refinaria sucateada a preço de ouro? Você acha que foi do nada que o Lulinha, da noite para o dia, foi de zelador de zoológico a empresário mega-milionário, sendo que o pai dele, o presidente na época, mudou uma lei que beneficiou diretamente o próprio filho?

    Veja o caso mais emblemático, o Eike Batista que, mesmo após ter investido dinheiro público em um monopólio cedido pelo governo, conseguiu a proeza de ter prejuízo e falir. Quem vai pagar os rombos bilionários nas empresas do Eike? O povo via impostos. E sabe por qual motivo, Zbigniew? O Eike deve ter montanhas e mais montanhas de dossiês contendo todas as propinas que foram distribuídas para os políticos.

    “Sabe Marcelo, no fim começo a achar que tu és um reacionário ingênuo. Só assim para acreditar nestes teus argumentos.”

    Chamar de reacionário é coisa de adolescente, Zbigniew. Mas, talvez, isso seja por causa da prisão dos mensaleiros, o que deve ter-lhe deixado chateado, já que você, em mais de uma ocasião, demonstrou admiração por eles. Você está de coração partido porque os mensaleiros foram em cana.

    Até!

    Marcelo

  149. Olá!

    Apenas um esclarecimento.

    Onde há:

    “Agora, faça o mesmo entre os intelectuais de direita/liberais e compare os resultados.”

    Leia-se:

    “Agora, faça o mesmo entre os intelectuais de direita/liberais em relação aos autores de esquerda e compare os resultados.”

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  150. Pax said

    bem, espero que a informação do Kennedy Alencar proceda.

    http://blogdokennedy.com.br/para-barbosa-e-a-vez-do-mensalao-mineiro/

    vai voar pena pra todo lado, uma verdadeira revoada.

  151. Pax said

    Pra quem gosta do liberalismo…

    do Idelber

    “Idelber Avelar Guarani Kaiowá
    O capitalismo realmente é um sucesso, não é mesmo? Na sua maior e mais poderosa vitrine, os EUA (enriquecidos às custas de processos que muito pouco têm a ver com a retórica da livre concorrência, como a escravidão, a expoliação de recursos alheios através da guerra e o protecionismo tarifário — mas deixemos isso entre parênteses), acaba de ser publicado um estudo que mostra que o número daqueles que vivem abaixo da linha da pobreza chegou a impressionantes 49,7 MILHÕES de pessoas. Sim, já são 50 milhões os cidadãos dos EUA que vivem ABAIXO da linha da pobreza: http://bit.ly/1dORJ7F.

    (Parênteses para ressalvar que, claro, eu não acredito que a linha da pobreza seja sempre um medidor universalmente confiável: uma coisa é dizer que um determinado pescador, em algum canto da Amazônia aonde os lagos de malária das hidrelétricas de Dilma Rousseff ainda não tenham chegado, está abaixo da linha da pobreza porque vive com menos de US$2 por dia. Esse pescador pode perfeitamente — ainda — viver com dignidade de sua pesca e/ou lavoura, mesmo tendo renda inferior a US$2 por dia. No caso dos EUA, no entanto, sabemos bem o que significa renda inferior a US$2 por dia para a esmagadora maioria dos atingidos: é situação de desesperadora insegurança alimentar).

    E a parte mais incrível do estudo não é nem essa. Em outra parte, revela-se que estão abaixo ou perto da linha da pobreza nada menos que 4 de cada 5 habitantes dos EUA (http://bit.ly/1dOUCFI). Sim, OITENTA por cento dos habitantes dos EUA estão abaixo ou próximos da linha da pobreza, uma linha que, nos EUA, representa uma situação muito mais desesperadora que na maioria dos outros países do mundo.

    Parabéns, capitalismo! Parabéns, teóricos do livre mercado! Tá funcionando que é uma beleza a utopia de vocês.?

  152. Olá!

    Sim, Pax. Que venha o Mensalão Mineiro e que os culpados sejam punidos com o máximo rigor existente na lei.

    Aliás, já pensaram se tucanos e petistas dividindo a mesma cela na Papuda?

    Até!

    Marcelo

  153. Chest said

    meu Deus, Pax, Idelber?

  154. Pax said

    leia você mesmo, velho e bom Chesterton

    http://politicalblindspot.com/us-poor/

  155. Jose Mario HRP said

    A reaçada voltou…..
    Medieval é pouco.

  156. Pax said

    Para os americanófilos de plantão.

    http://www.buzzfeed.com/adriancarrasquillo/catch-an-illegal-immigrant-game-planned-for-university-of-te?s=mobile

    Dica, de novo, do Idelber.

    Enviado via iPhone

    >

  157. Olá!

    Pax, Idelber Avelar é um idiota.

    Antes de partir para as tolices que ele regurgitou sobre o liberalismo e a linha da pobreza nos EUA, vale fazer uma pequena introdução sobre o cidadão e as experiências que tive lendo alguns dos textos dele.

    Lembro de um dos textos mais intelectualmente imbecis que alguém na esquerda já escreveu e que é de autoria do próprio: A Histeria da Direita Com A Visita de Ahmadinejad. Excerto (grifos no original):

    “Portanto, sem prejuízo nenhum ao meu apoio aos que, no Irã, lutam por uma democracia real, não posso deixar de retrucar: Bem vindo, Ahmadinejad. Tome sua cachacinha com Lula (sim, sim, sei que é proibido…), visite algumas das maravilhas desse que é um dos mais belos países do globo e não ligue para a meia dúzia que protesta. Estão em vergonhosa minoria. Já não sabem em que se agarrar. Na última eleição, o candidato deles não conseguiu sequer repetir no segundo turno a votação que havia tido no primeiro. É compreensível que estejam tão histéricos.”

    Claro, claro. . . Só faltou o Idelber convidar o Ahmadinejad para comer uma costelinha de porco, pegar umas ondas na praia e, depois, ir em um puteiro.

    É muito irônico que alguém como o Idelber, que defende vorazmente o casamento entre homossexuais, dê as boas vindas a um presidente de uma teocracia islâmica que brutaliza homossexuais em praça pública da maneira mais asquerosamente possível.

    De nada adianta o Idelber tão ferozmente “defender” os gays e, sem hesitar, dar as boas vindas a alguém como o Ahmadinejad. É como aquele homem que afirma amar as mulheres, mas que, em casa, espanca a esposa. Isso é hipocrisia.

    Outro trecho intelectualmente tosco do mesmo artigo escrito pelo Idioelber (grifos meus):

    “Etiquetar Ahmadinejad como ‘ditador do Irã’ é ridículo. Ele foi eleito. É verdade que sua vitória foi conquistada com os mesmos métodos de George Bush. Mas se quiserem entender o clima que possibilitou sua eleição, há que se estudar um pouco a enorme frustração dos setores jovens iranianos com Khatami, que tentou e tentou se aproximar do Ocidente, sendo sistematicamente rechaçado.”

    Eis a completa falta de um norte moral na esquerda: Pega situações completamente diferentes e coloca um sinal de igual entre elas. Nem dá para comparar a mais antiga democracia do planeta com a fajutice que existe no Irã.

    Quando o Bush ganhou as eleições, houve protestos dos cidadãos que discordava. Pessoas foram às ruas e ninguém foi preso sem um motivo aparente e bem menos torturado pelo simples fato de protestar. Muito diferente do que aconteceu no Irã em 2009, quando pessoas foram jogadas em masmorras no Irã pelo simples ato do protesto.

    FIM DA INTRODUÇÃO

    *-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

    Vamos às tolices daquele site tosco lá dos States e o besteirol que o Idioelber escreveu sobre o liberalismo.

    “Idelber Avelar Guarani Kaiowá”

    Qualquer um que coloque Guarani Kaiowá no nome já pode ser considerado um completo imbecil por definição axiomática.

    “O capitalismo realmente é um sucesso, não é mesmo? “

    Sim, os países mais economicamente livres/capitalistas também são aqueles com os melhores índices de desenvolvimento de acordo com a escala do IDH. Isso é um fato. Pax, aproveita que você é amigo do Idioelber nas redes sociais e mostra esse gráfico para ele.

    CONTINUA. . .

  158. CONTINUAÇÃO. . .

    “Na sua maior e mais poderosa vitrine, os EUA (enriquecidos às custas de processos que muito pouco têm a ver com a retórica da livre concorrência, como a escravidão, a expoliação de recursos alheios através da guerra e o protecionismo tarifário — mas deixemos isso entre parênteses),”

    Dá um tempo. Os EUA começaram muito pobres. Para se ter uma ideia, no século XVIII, uma única ilha caribenha produtora de açúcar e derivados da cana gerava mais lucros do que todas as 13 colônias americanas juntas.

    O fator principal do desenvolvimento econômico inicial dessas 13 colônias foi a relativa liberdade econômica que havia por lá. Por exemplo, lendo a autobiografia de um dos founding fathers, o Benjamin Franklin, fica-se sabendo que ele tinha uma tipografia e fazia os mais variados tipos de impressão (livros, panfletos, cadernos, almanaques e afins). Ainda nessa mesma obra, o autor relata outras atividades existentes nas colônias: Metalurgia, fabricação náutica, instrumentação científica, destilaria, têxteis, livros e etc. Não teve nada a ver com guerras, conquistas e coisas do gênero.

    Aliás, comparem essa liberdade de empreendedorismo ao que existia no Brasil Colonial, quando, por aqui, sequer pregos podiam ser produzidos localmente e tudo tinha que vir de Portugal. Se um colono americano quisesse abrir um negócio, ele tinha total liberdade para tanto. Já um colono brasileiro enfrentava um monte de proibições impostas pela metrópole. Uma parte das origens do estatismo do Brasil se encontram aí.

    O Idelber cita que a escravidão foi um dos fatores do enriquecimento dos americanos. Interessante (e perigoso) ele estabelecer essa relação de causalidade, pois se escravidão gerasse riquezas e desenvolvimento, o Brasil deveria ser um país muito rico, já que, em terras brasileiras, a presença de escravos é muito anterior e mais longa do que nos EUA. Sem dizer que, no Mundo Islâmico, a escravidão esteve presente desde os seus primórdios e apenas foi abolida pelos idos do século XX. E vejam o quão atrasada está essa região do mundo nos dias de hoje.

    Outro ponto que o Idioelber cita é a “expoliação de recursos alheios através da guerra“. Talvez, ele esteja se referindo à Guerra Mexicano-Americana, quando os americanos conquistaram belicamente quase metade de todo o México (sobretudo a Califórnia).

    Seria interessante fazer a seguinte pergunta: Se a Califórnia tivesse ficado nas mãos dos mexicanos, ela seria como é hoje? Haveria por lá algo como o Vale do Silício? Haveria todas aquelas start-ups que tem se multiplicado desde os idos de 1970 e mesmo antes (Apple, Google, YouTube, Yahoo, Hewlett-Packard, Intel e etc.)?

    Se tivesse ficado com os mexicanos, provavelmente, a Califórnia seria, hoje, muito parecida com aqueles estados fronteiriços com os Estados Unidos e suas cidades, em vez de serem verdadeiros pólos tecnológicos, de inovação e de civilização, elas seriam tomadas por traficantes de drogas, gangues, corrupção política e prostituição.

    O fato de o pior IDH do lado americano da fronteira México-EUA ser melhor do que até mesmo o melhor IDH do lado mexicano dá uma boa medida dos valores e instituições que ambos os países puderam cultivar e construir ao longo das suas histórias. De um lado, liberalismo e capitalismo; do outro, a velha e tosca ladainha latino-americana.

    Mas o quê? Para um esquerdista, o mérito da existência de uma Apple ou de um Google reside no fato de os Estados Unidos terem conquistado, por vias bélicas, a Califórnia e não em toda a rede de instituições, direitos e valores que os americanos implantaram por lá após a conquista. Rede essa que, aliás, até hoje inexiste no México e em boa parte da América Latina. Basta ver o atraso desses países.

    Sobre a história tarifária dos EUA, não tenho muitas informações. Mas, talvez, não seja nada parecido à loucura que existe no Brasil.

    O ponto principal do artigo que o Idelber cita é a linha da pobreza. Há um pequeno e importante detalhe sobre essa linha: Ela varia de país para país.

    Por exemplo, em um estudo realizado sobre os pobres americanos há certo tempo, verificou-se que:

    42.6% tinham casa própria
    73.4% tinham carro ou caminhão
    30.8% tinham mais de um carro ou caminhão
    79.7% tinham ar-condicionado
    99.2% tinham geladeira
    64.3% tinham máquina de lavar roupas

    Comparem isso à “nova classe média” que o PT inventou.

    Esta outra tabela resume os aspectos nutricionais dos americanos pobres.

    O problema não é assim tão simples quanto parece e sempre é importante colocar os dados antes da ideologia.

    Até!

    Marcelo

  159. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Tenha a santa paciência. Só o fato do Idelber ser odiado pelos neoPetistas como pelos liberais ababacados já lhe dá um crédito à acima de qualquer crítica bobinha, mesmo que rábica e cheia de salamaleques.

  160. Olá!

    OK, Pax.

    Minha única intenção era lhe alertar que o Idioelber, pelo o que ele comentou, não deve ter leitura nenhuma daquilo que ele pretende criticar, a saber: o liberalismo.

    O único problema é que tem muito idiota útil que aceita, sem nenhuma crítica, as baboseiras ideológicas de gente como o Idioelber.

    Mas, enfim, eu não deveria perder o meu tempo com gente que cai na ladainha dos Idioelberes da vida. Sobretudo se a pessoa já é estúpida o bastante para considerar que gente que nem ele é um ponto fora da curva.

    Cada um é o otário que merece ser.

    Até!

    Marcelo

  161. Pedro said

    Poha! O clima esquentou, mesmo assim, dá um desconto Pax. Um pouco de humor pra aliviar a noite de segunda.

    http://www.laranjasnews.com/politica/tres-dias-apos-sofrer-golpe-de-estado-presidenta-dilma-governa-normalmente

  162. Patriarca da Paciência said

    Um dos ministros do STF já se manifestou sobre a lambança do Barbosão:

    “247 – É péssimo o ambiente no Supremo Tribunal Federal. O motivo: a decisão ilegal, contestada por juristas e advogados, tomada pelo presidente da corte, Joaquim Barbosa, de determinar a transferência dos presos condenados em regime semiaberto – como é o caso de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares – para Brasília. “O que não compreendi, e estou aguardando uma justificativa, foi a vinda dos acusados para Brasília. Para quê? Para depois eles retornarem à origem?”, questionou Marco Aurélio Mello, em entrevista ao jornalista Josias de Souza.

    Mello foi o primeiro integrante da corte a contestar a decisão arbitrária tomada por Barbosa. “Não havia motivo para o açodamento”. Ele questionou também a ausência de carta de sentença – o que transformou os réus em presos clandestinos, conforme foi denunciado pelo deputado distrital Chico Vigilante e pelo advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. “Essa prisão ganhou contornos, nesse período, de prisões provisórias”, disse Marco Aurélio. “E aí surge outro descompasso: durante a tramitação do processo não foi decretada qualquer [prisão] preventiva. Seria agora, ao término?”

  163. Patriarca da Paciência said

    Como muitos já chegaram à conclusão, o Barbosão não é nenhuma sumidade em Direito! O que ele já fez de lambança já é mais que suficiente para que seja afastado de tão importante cargo!

  164. Jose Mario HRP said

    Enquanto todos os sumidos ressurgem, uma boa leitura:

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/pizzolato-revela-na-italia-dossie-que-embaraca-julgamento-de-barbosa/663253/

  165. Pax said

    Será?

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/11/1373301-mensalao-tucano-fica-para-inicio-de-2014.shtml

  166. Pax said

    Caso alguém não se lembre, vale ler como foi o voto do ministro Lewandowski sobre Pizzolato

    http://stf.jusbrasil.com.br/noticias/100038431/revisor-considera-caracterizada-pratica-de-corrupcao-passiva-pelo-reu-henrique-pizzolato

    R$ 326.660,67 —- sem muita explicação, envelope, office-boy da Previ etc.

    Fica um pouco estranho aceitar versão mais fantasiosa sobre o fato.

  167. Chest said

    O Idelber não come ninguem!!!

  168. Chest said

    http://www.adhominem.com.br/

  169. Pax said

    off topic…

    muito chato ver isso

    .http://www.youtube.com/watch?v=fhZue-kBxkM

    (pra variar meu link está de mal a pior, por favor coloquem um “.” antes do link youtube pra aliviar o blog, como acima)

  170. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Você reclama que eu leio Idelber e posta essas coisas do Olavo de Carvalho? hum…. sei. Então tá.

    Olavo de Carvalho, segundo minha forte suspeita, foi criado por vó e escolheu o público alvo de igual situação para ser o que é. Um nada.

  171. Otto said

    Pax e outros, o Brasil a caminho de do Macartismo:

    Há 50 anos, John Kennedy era assassinado em Dallas com um tiro na cabeça que espalhou massa encefálica na limusine que o transportava com a primeira-dama. Um dia antes da visita, uma organização de extrema direita espalhou fliers pela cidade contendo acusações do que chamava de traição.

    Uma investigação chegou aos autores: um grupo chefiado pelo general Edwin A. Walker, veterano da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia. Walker foi forçado, mais tarde, a renunciar ao posto por causa de uma lei que proibia funcionários federais de se engajar em atividades políticas com dinheiro público. Os panfletos eram distribuídos em parabrisas de carros e bancas de jornais.

    A retórica é conspiratória, com um teor religioso, francamente ensandecida. Ou seja, para nós, absolutamente familiar e atual. A prisão de Genoino e Dirceu fez com que o nível já baixo das tropas anticomunistas brasileiras descesse mais alguns degraus.

    Trechos do flier diziam o seguinte:

    Ele está cedendo a soberania para os comunistas controlados pelas Nações Unidas.

    Ele está traindo nossos amigos e se aproximando de nossos inimigos.

    Ele está dando apoio e encorajando protestos inspirados por comunistas.

    Ele foi pilhado contando MENTIRAS fantásticas.

    Os clichês são os mesmos, mudando apenas os personagens e a época. Em meio século, é mais ou menos espantoso que a conversa ultraconservadora não tenha evoluído ao menos para um plano um pouco distante da paranóia da Guerra Fria.

    Não convencem ninguém. Pegam os mesmos suspeitos de sempre. Mas berram cada vez com mais histeria. O ex-humorista Danilo Gentili resolveu dar um passo além e desenterrou, agora, o macartismo que existe nele. “Tem hora que você precisa chamar as coisas pelo nome”, escreveu em sua prosa sofrível. Continua:

    Separe esse momento para identificar os que estão contra você. Se informe sobre todos artistas, intelectuais, jornalistas, revistas, blogueiros, militantes e políticos que estão nesse exato momento defendendo esses criminosos e mandando mensagem de apoio pra eles – guarde esses nomes. Não confie neles.

    “Naming names” era um dos pilares da doutrina do senador Joseph McCarthy, que pregava a deduragem geral e irrestrita de “elementos vermelhos”.

    O resultado dessa arenga psicótica? A última pesquisa Ibope, divulgada hoje, dá vitória a Dilma no primeiro turno em 2014.

    Quer dizer, a coisa só tende a piorar.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-retorica-anticomunista-no-brasil-deu-mais-um-passo-rumo-ao-futuro-chegamos-ao-macartismo/

  172. Otto said

    Como funciona nossa “imparcial” mídia, por alguém que conheceu as coisas por dentro:

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-e-a-vida-a-censura-e-a-autocensura-dentro-de-uma-redacao/

  173. Otto said

    Pizzolato vai dar trabalho pra velha mídia (e pro Pax):

    (Percebam o excesso do futuro do pretérito deste texto do Estadão, tentando tapar o sol com a peneira!)

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ex-diretor-do-bb-monta-dossie-com–dados-desde-2002-,1098142,0.htm

  174. Patriarca da Paciência said

    DCM: BARBOSA É A NEGAÇÃO DA ALMA BRASILEIRA

    “Joaquim Barbosa é grosseiro, vingativo, arrogante, presunçoso, antipático, impiedoso e deslumbrado: ele é, em suma, o antibrasileiro”, diz o jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo; ele afirma que a direita brasileira fracassou na tentativa de criar um candidato que a representasse”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/121200/DCM-Barbosa-%C3%A9-a-nega%C3%A7%C3%A3o-da-alma-brasileira.htm

    Engraçado, é o que penso em gênero, número e grau!

  175. Chesterton said

    Pax , nada mais engraçado que seu esquerdismo juvenil.Ganhe asas, e abandone seus amigos que rastejam….

  176. Chesterton said

    Quem será o próximo?

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/11/19/para-ministro-do-stf-lula-sabia-do-mensalao/

    O teu Lulinha, Pax!!!!

  177. Patriarca da Paciência said

    “Ganhe asas, e abandone seus amigos que rastejam…”

    Se não me engana, esse era um dos lemas da “juventude hitlerista”.

  178. Jose Mario HRP said

    o mote de campanha de J. Barbosa na eleição presidencial:
    Vote em mim, eu prendo e arrebento….as leis!

  179. Otto said

    Pax, este Chesterton é realmente droga pesadíssima, pra matar até Keith Richards!

    No mais, sobre uma velho assunto, dê uma olhada aqui:

  180. Zbigniew said

    Sério, Marcelo?!
    Tu tens que mostrar o rabo de pavão citando Hayek, Sowell, Mises, Friedman et al, pra demonstrar superioridade numa discussão e desqualificar a esquerda?! Tu és criado por vó mesmo.

    Você pode achar tudo o que quiser, rapaz! Aliás, misturar refinaria mal comprada nos EUA com acordos toscos em Libra e o enriquecimento do lulinha, e tudo o mais.

    No mais é preciso comprovação, como você mesmo gosta de colocar na questão da chancela do STF em relação ao mensalão. Porém, ao contrário, a privataria dos teus preferidos tucanos, está toda provada em documentos autenticados em cartórios, tendo sido publicados em livro. Entretanto nada foi feito desde então.

    Isto é possível debitar também na conta do PT que, a título de evitar um confronto (como se isso já estivesse ocorrendo) foge das pressões políticas para as apurações. E está aí, levando na cabeça.

    No mais, meu caro, Lulinha, Eike, Libra, mensalão obstacularizado, bem, você pode fantasiar o que quiser, mas a verdade única e insofismável é que VOCÊS SÃO ENTREGUISTAS!!!!

  181. Patriarca da Paciência said

    O maior “Samba Enredo” que já ouvi, apesar de não ter sido composto para tal:

    http://letras.mus.br/chico-buarque/45184/

  182. Patriarca da Paciência said

    Na verdade o “samba enredo” é este aqui:

  183. Pax said

    Marcelo Augusto vai passar uma temporada no regime semi-aberto. Enchi o saco de troll por aqui. Aliás, tenho uma teoria, todo troll é criado por vó.

    Passa para o regime de pré-moderado. Libero os comentários quanto tiver saco pra isso e se tiver alguma coisa a falar que não seja agredir os outros.

    Tá carente procura a vovó ou algum site onde aceitem baboseiras. Ferre-se, meu tempo e paciência para essas coisas já estão curtos demais.

    Gosto do Idelber, mais que isso, sou seu amigo. Nem sempre concordo com ele, nem sempre tenho as mesmas opiniões, mas o respeito, sim.

  184. Chesterton said

    Amigo do Idelber….sabia que havia uma explicação.

  185. Pax said

    Quer a história? Quando estávamos pensando em criar o Pandorama – projeto que deu em água – o PD que indicou o Idelber como um dos melhores blogs de esquerda. Não o conhecia. A partir daí entrei em contato, depois do PD convidá-lo e ele aceitar. Acabou que Idelber não gostou de Pandorama e saiu logo depois. Trocamos vários emails por conta disso e acabamos nos conhecendo melhor assim, por email.

    Até que um dia Idelber foi a São Paulo e me convidou para um chope, que aceitei prontamente. Passamos uma tarde conversando, temos outros amigos em comum, em especial um professor de literatura da USP que é das minhas relações, conhece Idelber faz um bom tempo, que divide com ele assuntos dessa área, já esteve em sua casa nos EUA e o respeita muito.

    De lá pra cá mais meia dúzia de emails, acompanho seu Facebook, trocamos raramente algumas ideias no particular. Muito raramente. Se somar todos os emails que troquei com ele, caro Chesterton, não chega ao número dos que troquei contigo.

    Isso, nada além nem aquém.

    Só que ele não é uma farsa. É culto pra caramba. Muito.

  186. Olá!

    Zbigniew,

    “Tu tens que mostrar o rabo de pavão citando Hayek, Sowell, Mises, Friedman et al, pra demonstrar superioridade numa discussão e desqualificar a esquerda?! Tu és criado por vó mesmo.”

    Não tem nada a ver com se vangloriar de conteúdo intelectual. Você, novamente, não entendeu.

    Citei esses autores para lhe mostrar que, no geral, os intelectuais de esquerda, muito raramente, conhecem alguma coisa desses autores. Porém, os intelectuais de direita/conservadores/liberais mostram que já leram o que a intelectualidade esquerdista produz.

    Por exemplo: Thomas Sowell conhece a obra de Karl Marx, Gunnar Myrdal, Leon Trotsky, Vladimir Lênin e afins; mas também a de Bastiat, Burke, Hayek, Friedman e etc.

    Talvez você não saiba, mas Hayek e Myrdal dividiram o Prêmio Nobel de Economia em 1974.

    Myrdal e sua esposa escreveram um livro com alguns pontos asquerosos, como a eugenia praticada pelo Estado; a esterilização compulsória de algumas pessoas; a promoção do racismo; e coisas tais. Alguns desses pontos parecem que foram tirados diretamente dos discursos nazistas.

    Hayek, por sua vez, nunca deu mostras de que, em algum momento, pretendeu controlar o que as pessoas fazem com as suas partes íntimas e nem as consequências daí provenientes.

    Quando Myrdal soube que ele dividiria o Nobel em economia com o Hayek, de bate-pronto, ele chamou o Hayek de “reacionário” e clamou pela abolição dessa categoria do Nobel. Eis um exemplo emblemático disso que estou a apontar: A esquerda não apenas não conhece o que o outro lado do espectro ideológico produz, mas também considera que tal produção intelectual não é digna de reconhecimento acadêmico, chegando ao absurdo de implorar pela abolição de qualquer premiação científico-acadêmica que tenha a ousadia de reconhecer os méritos de um intelectual que não seja esquerdista.

    Os esquerdistas se fecham no seu próprio mundo intelectual e não procuram conhecer nada de diferente daquilo que é produzido nesse ambiente.

    Até hoje encontrei apenas um esquerdista que sabe do que se trata o Problema do Cálculo Econômico. Procure, agora, na direita para ver quantos conhecem.

    “Você pode achar tudo o que quiser, rapaz! Aliás, misturar refinaria mal comprada nos EUA com acordos toscos em Libra e o enriquecimento do lulinha, e tudo o mais.”

    Veja bem, Zbigniew, não é uma questão de gosto pessoal. A refinaria sucateada que os petistas otários da Petrobras compraram a preço de ouro; a corrupção que rolou solta no leilão de Libra e a subsequente distribuição de propinas; e o enriquecimento nepotista do Lulinha; são todos fatos. Não são invenciones.

    “No mais é preciso comprovação, como você mesmo gosta de colocar na questão da chancela do STF em relação ao mensalão. [. . .]”

    Mas as provas existem, Zbigniew. No caso da refinaria sucateada, quer prova mais evidente do que a quantia bilionária que a Petrobras teve de pagar para os belgas da Astra Oil? No caso do Lulinha, caramba, o pai dele, o presidente Lula, mudou uma lei que beneficiou uma empresa que investiu uma quantia milionária na GameCorp. No leilão de Libra é questão de tempo para aparecer alguma coisa.

    “[. . .] Porém, ao contrário, a privataria dos teus preferidos tucanos, está toda provada em documentos autenticados em cartórios, tendo sido publicados em livro. Entretanto nada foi feito desde então.”

    Não seja ingênuo. Se o livro a Privataria Tucana fosse toda essa sumidade de provas, você acha mesmo que as instituições competentes ficariam sem fazer nada?

    “No mais, meu caro, Lulinha, Eike, Libra, mensalão obstacularizado, bem, você pode fantasiar o que quiser, mas a verdade única e insofismável é que VOCÊS SÃO ENTREGUISTAS!!!!”

    Novamente, o Mensalão fez muito mal a você. Não precisa xingar os outros por causa de meia dúzia de ladrões do dinheiro público. Triste isso.

    Até!

    Marcelo

  187. Otto said

    Pax, não concordo sempre, sempre com o Idelber, mas o cara sabe das coisas e é muito articulado.

  188. Pax said

    É sim, caro Otto.

    Não conversei com ele sobre o assunto, não tenho autorização alguma pra falar por ele, mas creio que está tão chateado com esse neoPetismo como eu.
    —–

    Falando nisso, caro Otto, vamos lá. Sem colocar link algum, sem trazer opinião dos outros, defenda você a inocência do Pizzolato. Só não esquece dos tais R$ 326 mil e uns quebrados, por favor. Porque essa grana foi parar com ele. Não esqueça que ele mesmo admite só que diz que entregou a grana para o PT. Tenta me convencer, se quiser, que o cara é inocente.

  189. Chest said

    My God…

    Bem, as lambanças não vão ter um fim tão rápido:

    http://www.folhapolitica.org/2013/11/para-procurar-pizzolato-italianos.html

  190. Chest said

    Em busca do discurso perdido

    Ouvir o texto
    SÃO PAULO – Com algumas das principais lideranças petistas atrás das grades, os militantes do partido parecem dividir-se em dois grupos. Um primeiro, mais delirante, afirma que tudo não passou de um conluio da direita com a mídia golpista para derrubar o primeiro governo popular da história deste país.

    Praticamente nada dessa narrativa para em pé. Se há um grupo que se aliou à direita, personificada em Sarney, Collor, Maluf, Renan etc., é justamente o PT. Ademais, as investigações e o julgamento do mensalão ficaram a cargo de promotores e juízes que foram, em sua maioria, indicados pelo PT. Provas foram levantadas, expostas ao contraditório e analisadas. Se os petistas acham que houve perseguição, em vez de acusar a imprensa deveriam procurar um sabotador em suas próprias fileiras.

    De resto, a gestão Dilma segue firme e forte. Nem ela nem Lula estiveram perto de ser defenestrados, de forma legal (impeachment) ou ilegal (golpe). Ao contrário, a presidente é a franca favorita no pleito de 2014.

    O segundo grupo razoavelmente alega que o PT não fez nada que outros partidos também não façam. Fora um detalhe ou outro, é verdade. Como defesa, porém, a estratégia é fraca. Combina uma confissão de culpa com a tática de acusar a todos.

    O argumento serve bem para que se exija que escândalos capitaneados por outros partidos sejam punidos com igual rigor, mas não justifica os atos da cúpula da agremiação.

    Vou um pouco mais longe e digo que é razoável que parte da opinião pública julgue o PT de forma mais severa que outras legendas. O PT, afinal, passou a primeira metade de sua existência alardeando que fazia política de um jeito diferente, ético. É como o deputado pego em flagrante de adultério com um estagiário do mesmo sexo. Ele pagará um preço maior por sua indiscrição se for um moralista, daqueles que impreca contra homossexuais, do que se for alguém que jamais condenou o hedonismo.

    Hélio Schwartsman

  191. Chest said

    Escritores e pedófilos

    Ouvir o texto
    Um dia perguntaram a Gore Vidal se ele gostaria de mudar alguma coisa na sua biografia. O escritor respondeu: “A minha mãe”.

    Em três palavras, Vidal “vintage”: uma mistura de ironia e crueldade. E de presciência, talvez: se é verdade que todas as famílias felizes são iguais, então cada família ressentida é ressentida à sua maneira.

    O verniz da família Vidal estalou recentemente depois de o escritor, morto em 2012, ter deixado o seu patrimônio (tradução: US$ 37 milhões, cerca de R$ 84 milhões) à Universidade Harvard.

    A família respondeu com um livro no qual alega que Vidal teria vivido anos de terror com a possibilidade de William Buckley, seu fiel inimigo, o denunciar como pedófilo. Buckley teria provas de vários crimes sobre menores. Infelizmente, os descendentes de Buckley confessam que o “dossiê Vidal” foi jogado fora depois da morte do patrono. Como quem joga uma roupa velha.

    Perfeito. Não há provas. Apenas uma mancha: Vidal era pedófilo e não se fala mais do assunto.

    Uma mancha dessas não é apenas destrutiva de uma reputação. É destrutiva e macabra porque Vidal já não está entre os vivos para responder. Se bater em gente indefesa é sinal de covardia, o que será bater em gente morta?

    Mas o “caso Vidal”, que agitou as águas literárias, coloca uma questão mais séria: será que o comportamento pessoal de um artista, e mesmo o comportamento alegadamente criminal dele, diminui ou altera a qualidade da sua obra?

    O jornalista Mark Lawson, que analisou o caso no jornal “The Guardian”, diz que não. E relembra vários exemplos de condutas privadas reprováveis que nem por isso desqualificam o autor. O antissemitismo de Richard Wagner não deve ser um impedimento para apreciar a sua música.

    E, claro, convém não esquecer Roman Polanski, que abusou de uma menor nos Estados Unidos e, por causa disso, nunca mais lá regressou. O crime de Polanski desqualifica os filmes que ele fez?

    A minha resposta também é negativa: existe uma autonomia na criação estética que não se confunde com a biografia ética. Admito apenas uma exceção a essa regra (já irei a ela), mas pretender julgar qualquer obra com as falhas de conduta do criador seria inaugurar uma “caça às bruxas” que deixaria os nossos museus e as nossas bibliotecas irremediavelmente mais pobres.

    O antissemitismo de Céline não retira uma vírgula à grandeza romanesca da sua obra. Martin Heidegger merece ser lido, e bem lido, independentemente dos entusiasmos pelo nazismo.

    E, para recuarmos na história, não passa pela cabeça de ninguém condenar a pintura de Caravaggio simplesmente porque ele era um delinquente e um provável homicida.

    Exceções à regra? Apenas uma: quando o próprio autor não respeita a separação entre a ética e a estética, usando a segunda para esconder a primeira. A misantropia de Evelyn Waugh não me incomoda porque os seus romances não procuram sublimar ou ocultar o ser intratável que ele era.

    Mas confesso algumas dificuldades em levar a sério o humanismo moralista de Arthur Miller quando sei que esse humanismo não era praticado pelo próprio em relação ao filho com síndrome de Down, que ele abandonou no asilo e conscientemente rasurou da sua biografia.

    Repito: não espero que um artista seja um santo. Mas também não tolero que ele se faça passar por santo. E, sobretudo, que faça sermões aos outros exigindo essa santidade.

    Finalmente, a separação entre a conduta ética e a autonomia estética funciona para ambos os lados. A violação de Polanski não retira qualidade aos seus filmes. Mas a qualidade dos filmes não o absolve da violação (e da fuga), mesmo sabendo que a vítima já o perdoou publicamente.

    Acreditar que a vida estética está cima da lei é apenas repetir o mesmo tipo de “diletantismo ético” que produziu horrores mil na história moderna. Se Polanski regressar aos Estados Unidos, a Justiça que trate do que é da Justiça. Os filmes bastam-se e bastam-me.

    E Gore Vidal? Começo e acabo com o óbvio: no século 20 americano, não encontro maior ensaísta. Nem melhor escola de estilo para qualquer candidato ao “métier”.

    O que Vidal fazia nas horas livres não é da minha conta. E, perante a ausência de provas (e de vítimas), não é da conta de ninguém.

    joão pereira coutinho
    João Pereira Coutinho,

  192. Chest said

    A Frontpage Interview hoje recebe o general Ion Mihai Pacepa, o oficial de inteligência de mais alta patente que desertou do bloco soviético. Em 1989, o presidente romeno Nicolae Ceausescu e a esposa foram executados após um julgamento onde a maior parte das acusações foram, palavra por palavra, tiradas do livro Red Horizons, de Pacepa. Esta obra foi publicada em 27 países. O seu mais recente livro é Programmed to Kill: Lee Harvey Oswald, the Soviet KGB, and the Kennedy Assassination.

    FP: General Ion Mihai Pacepa, bem-vindo ao Frontpage Interview.

    Pacepa: É uma grande honra estar aqui. A sua revista é uma das poucas que entendem totalmente o Kremlin.

    FP: Mr. Pacepa, você tem conhecimento direto dos laços da KGB com Oswald, e também teve acesso a documentos da KGB recentemente descobertos. Fale sobre a sua experiência de perito neste assunto e sobre as provas recentemente tornadas públicas. Fale também sobre as suas conclusões.

    Pacepa: Moscou, é claro, não admitiu para nós, líderes representantes dos serviços de inteligência soviéticos, qualquer envolvimento no assassinato do presidente Kennedy. O Kremlin sabia que qualquer imprudência poderia dar início à Terceira Guerra Mundial. Mas, durante 15 anos da minha outra vida no topo do serviço de inteligência do bloco soviético, estive envolvido num esforço mundial de desinformação destinado a desviar a atenção do envolvimento da KGB com Lee Harvey Oswald, o marine americano que desertou para Moscou, retornou para os EUA e assassinou o presidente Kennedy.

    Lançamos boatos, publicamos artigos e até mesmo livros insinuando que os culpados estavam nos EUA, não na União Soviética. A nossa máxima “prova” foi um bilhete endereçado a “Mr. Hunt”, datado de 8 de novembro de 1963, e assinado por Oswald, cujas cópias foram descobertas nos EUA em 1975. Sabíamos que o bilhete era falso, mas os peritos americanos em grafologia atestaram a sua autenticidade, e teóricos da conspiração o conectaram com o agente da CIA E. Howard Hunt, na época bem conhecido pelo escândalo de Watergate, e o usaram para “provar” o envolvimento da CIA no assassinato do presidente Kennedy.

    Documentos originais da KGB existentes no Arquivo Mitrokhin, trazidos à luz na década de 1990, finalmente provaram que o bilhete fôra forjado pela KGB durante o escândalo de Watergate. O falso bilhete foi verificado duas vezes quanto à “autenticidade” pela Technical Operations Directorate (OTU) da KGB e liberado para ser usado. Em 1975, a KGB enviou, do México, três fotocópias do bilhete para entusiastas de teorias da conspiração nos Estados Unidos. [1] (O regulamento da KGB só permitia o uso de fotocópias dos documentos falsificados para evitar o exame meticuloso do original.)

    Após o colapso da União Soviética, tive esperança de que os novos líderes em Moscou revelassem a mão da KGB por trás do assassinato do presidente Kennedy. Porém, em 1993, eles publicaram Passport to Assassination: the Never-Before-Told Story of Lee Harvy Oswald by the KGB Colonel Who Knew Him, um livro sustentando que uma investigação completa sobre Oswald não havia encontrado o mínimo indício do envolvimento soviético. [2] Os carrascos não se incriminam a si mesmos.

    FP: Você pode dar detalhes sobre o Arquivo Mitrokhin?

    Pacepa: Na década de 1990, o oficial da KGB aposentado Vasily Mitrokhin, ajudado pelo M16 britânico, contrabandeou de Moscou cerca de 25 mil páginas de documentos da KGB altamente confidenciais. Representam uma minúscula parte do arquivo da KGB, estimado em cerca de 27 bilhões de páginas (o arquivo da alemã oriental Stasi tinha cerca de 3 bilhões). Mesmo assim, o FBI descreveu o Arquivo Mitrokhin como “o mais completo e extenso arquivo de inteligência jamais recebido de qualquer fonte”. De acordo com este arquivo, o primeiro livro americano sobre o assassinato, Oswald: Assassin or Fall Guy?, que culpa a CIA e o FBI pelo crime, foi idealizado pela KGB. O autor do livro, Joachim Joesten, um comunista americano nascido na Alemanha, ficou cinco dias em Dallas após o assassinato, e em seguida foi para a Europa e sumiu de vista. Poucos meses depois, o livro de Joesten foi publicado pelo comunista americano Carlo Aldo Marzani (New York), que recebeu 80 mil dólares da KGB para produzir livros pro-soviéticos, mais 10 mil dólares por ano para divulgá-los agressivamente. Outros documentos do Arquivo Mitrokhin identificam o primeiro crítico americano deste livro, Victor Perlo, como um agente disfarçado da KGB.

    O livro de Joesten foi dedicado ao americano Mark Lane, descrito no Arquivo Mitrokhin como um esquerdista que recebeu dinheiro anonimamente da KGB. Em 1966, Lane publicou o best-seller Rush to Judgment, alegando que Kennedy havia sido morto por um grupo americano direitista. Estes dois livros encorajaram as pessoas com algum conhecimento minimamente relacionado com a matéria a entrar na briga. Cada qual via os acontecimentos da sua própria perspectiva, mas todos acusavam grupos americanos pelo crime. O representante do distrito de New Orleans, Jim Garrison, olhou ao redor do seu distrito doméstico e em 1967 prendeu um homem do lugar, a quem acusou de conspiração com os grupos da inteligência americana para assassinar Kennedy e assim parar os mais recentes esforços de acabar com a Guerra Fria. O acusado foi inocentado em 1969, mas Garrison apegou-se à sua história, escrevendo primeiramente A Heritage of Stone (Putnam, 1970) e por fim publicando On the Trail of the Assassins (Sheriden Square, 1988), um dos livros inspiradores do filme JFK de Oliver Stone.

    A conspiração do assassinato de Kennedy nascera – e jamais morreria. De acordo com outro documento, em abril de 1977, Yury Andropov, chefe da KGB, informou o Politburo que a KGB estava lançando uma nova campanha de desinformação para implicar ainda mais “os serviços especiais americanos” no assassinato de Kennedy. Infelizmente, o Arquivo Mitrokhin silencia sobre o assunto daí em diante.

    FP: Você descobriu documentos escritos pessoalmente pelo assassino, Lee Harvey Oswald, sugerindo que ele estava ligado ao departamento da KGB para assassinatos no exterior e que voltou aos Estados Unidos vindo da União Soviética apenas temporariamente, em missão. Duas investigações federais e mais de 2500 livros analisaram o assassinato mas ninguém tocou neste assunto. Por quê?

    Pacepa: Porque nenhum dos investigadores ou pesquisadores estavam suficientemente familiarizados com as práticas e códigos de operação da KGB. O FBI recentemente disse ao Congresso americano que somente um interlocutor árabe nativo pode captar os sutis detalhes da uma interceptação telefônica da al-Qaida – especialmente ligações com a dupla linguagem de inteligência. Passei 23 anos da minha outra vida falando por meio destes códigos. Até mesmo a minha própria identidade era codificada. Em 1955, quando me tornei oficial da inteligência estrangeira, fui informado que dali em diante o meu nome seria Mihai Podeanu, e Podeanu permaneci até 1978, quando rompi com o comunismo. Todos os meus subordinados – e todos os demais oficiais de inteligência estrangeira do bloco soviético – usavam códigos nos relatórios escritos, ao falar com as suas fontes e até mesmo nas conversas com os seus próprios colegas. Quando deixei a Romênia para sempre, o meu serviço de espionagem era a “universidade”, o líder do país era o “Arquiteto”, Viena era “Videle” e assim por diante.

    Em uma entrevista publicada nos EUA, o general da KGB, Boris Solomantin, durante muito tempo representante-chefe do PGU (inteligência estrangeira soviética) disse:

    “não me considero um homem que conhece tudo sobre inteligência – como alguns oficiais deste Primeiro Departamento [isto é, do PGU], escritores tentando se mostrar. Em inteligência e contrainteligência somente o homem que está chefiando estes serviços conhece tudo. Estou dizendo isto porque todas as questões sobre criptografia e máquinas de criptografia estavam sob responsabilidade de outro departamento – em uma diretoria fora da minha, similar à sua National Security Agency”. [3]

    Durante os meus últimos dez anos na Romênia, também gerenciei o equivalente do país à NSA, e me familiarizei com os sistemas de codificação usados por todo o serviço de inteligência do bloco soviético. Este conhecimento me permitiu perceber que as aparentemente inócuas cartas de Oswald e da sua esposa soviética para a embaixada soviética em Washington, D.C. (disponibilizadas para a Warren Commission) eram mensagens veladas para a KGB. Nelas, encontrei a prova de que Oswald havia sido enviado para os EUA em missão temporária, e que ele planejava retornar para a impenetrável União Soviética após a conclusão da sua tarefa.

    Levei muitos anos para separar o joio do trigo enquanto percorria as pilhas de relatórios de investigação gerados pela morte violenta do jovem presidente americano, mas, quando terminei, estava enfeitiçado pela abundânica de impressões digitais da KGB em toda a história de Oswald e do seu assassino, Jack Ruby.

    FP: Dê exemplos concretos.

    Pacepa: Por exemplo, no bilhete escrito a mão em russo deixado por Oswald para a esposa soviética, Marina, pouco antes de tentar assassinar o general americano Edwn Walker, que serviu como um ensaio para o assassinato do presidente Kennedy. Aquele importantísimo bilhete contém dois códigos da KGB: amigos (código para oficial de suporte) e Cruz Vermelha (código para ajuda financeira). No bilhete, Oswald diz a Marina o que fazer caso ele fôsse preso. Ele reforça que ela deve entrar em contato com a “embaixada” (soviética), que eles têm “amigos aqui” e que a “Cruz Vermelha” vai ajudá-la financeiramente. De particular importância é a instrução de Oswald para ela “mandar para a embaixada a informação do que aconteceu a mim”. Na época, o código para embaixada era “escritório” mas parece que Oswald queria ter certeza de que Marina iria entender que ela devia informar imediatamente a embaixada soviética. É de se notar que Marina nao mencionou este bilhete às autoridades americanas após a prisão de Oswald. Ele foi encontrado na casa de Ruth Paine, uma amiga americana com a qual Marina estava no momento do assassinato.

    FP: Segundo a conclusão da Warren Commission e do House Select Committee on Assassinations, Oswald não tinha a menor conexão com a KGB. Mas, de acordo com o seu livro, Oswald encontrou-se secretamente com um oficial do departamento de assassinatos da KGB na Cidade do México poucas semanas antes de matar o presidente Kennedy. Qual a prova disso?

    Pacepa: Há muitas evidências sutis provando a conexão de Oswald com a KGB. Um indício tangível é a carta enviada por ele à embaixada soviética em Washington poucos dias antes de se encontrar com o “Camarada Kostin” na Cidade do México. A CIA identificou Valery Kostikov como um oficial do 13° Departamento da PGU para “wet affairs” (expressão na qual wet é um eufemismo para sangrento). Um rascunho escrito à mão daquela carta foi encontrada entre os pertences de Oswald após o assassinato. A já mencionada Ruth Paine testemunhou que Oswald reescreveu aquela carta diversas vezes antes de datilografá-la na máquina de escrever dela. Marina garantiu que ele “redatilografou o envelope dez vezes”. Era importante para ele. Uma fotocópia da carta final enviada por Oswald para a embaixada soviética foi recuperada pela Warren Commission. Deixe-me citar algumas frases daquela carta, na qual eu também inseri, entre parênteses, a versão antes rascunhada por Oswald:

    “Isto é para informar você dos eventos recentes desde as minhas reuniões com o camarada Kostin [no rascunho: “sobre novos eventos desde as minhas entrevistas com o camarada Kostine”] na embaixada da União Soviética, Cidade do México, México. Não pude permanecer no México [riscado no rascunho: “porque considerei desnecessário”] indefinidamente devido às restrições do meu visto mexicano, de apenas 15 dias de duração. Não tive a chance de pedir um novo visto [no rascunho: “solicitando uma prorrogação”] a não ser usando o meu nome real, por isso voltei para os Estados Unidos.”

    O fato de Oswald ter usado um codinome operacional para Kostikov confirma, para mim, que tanto a sua reunião com Kostikov na Cidade do México como a sua correspondência com a embaixada soviética em Washington foram conduzidas em um contexto operacional da PGU. O fato de Oswald não ter usado o seu nome real para obter o visto mexicano confirma esta conclusão.

    Agora, vamos sobrepor esta carta combinada ao guia gratuito Esta Semana – de 28 de setembro a 4 de outubro de 1963, e a um dicionário Castelhano-Inglês, ambos encontrados entre os pertences de Oswald. O guia tem o número de telefone da embaixada soviética sublinhado, os nomes Kosten e Oswald anotados em cirílico na página listando os “Diplomatas no México” e, na página anterior, marcas de verificação perto de cinco cinemas. [4] Atrás do dicionário Castelhano-Inglês, Oswald escreveu: “comprar ingressos [plural] para a tourada” [5] e a praça de touros Plaza México está circulada no mapa da Cidade do México. [6] O Palácio de Belas Artes, local predileto dos turistas que se juntam aos domingos de manhã para assistir o Balé Folclórico, também está marcado no mapa de Oswald, [7].

    Ao contrário do que Oswald informou, ele não foi visto na embaixada soviética em nenhum momento durante a sua estadia na Cidade do México – a CIA tinha câmeras de vigilância na entrada da embaixada na época. [8] Resumindo: todos os fatos acima, reunidos, sugerem para mim que Oswald recorreu a uma reunião não programada, ou “iron meeting” – zheleznaya yavka, em russo – para uma conversa urgente com Kostikov na Cidade do México. A “iron meeting” era um procedimento padrão da KGB para situações de emergência: “iron” significava firme ou inalterável.

    Na minha época eu aprovei muito poucas “iron meetings” na Cidade do México (local favorito para o contato com nossos agentes importantes morando nos EUA) e a reunião “iron meeting” de Oswald parece, para mim, uma “iron meeting” típica. Ou seja, um breve encontro em um cinema para marcar uma reunião para o dia seguinte nas touradas (na Cidade do México, elas acontecem às 4h30 na tarde do domingo); um encontro breve em frente do Palácio de Belas Artes para passar para Kostikov um dos ingressos comprado por Oswald para a tourada; e uma longa reunião para discussão na tourada de domingo.

    Não posso, é claro, ter certeza de que tudo aconteceu exatamente desta forma – cada oficial de apoio tem as suas próprias peculiaridades. Mas independentemente de como eles possam ter entrado em contato, é claro que Kostikov e Oswald se encontraram secretamente naquele fim de semana de 28 e 29 de setembro de 1963. Na terça-feira seguinte, ainda na Cidade do México, ele telefonou para a embaixada soviética a partir da embaixada cubana e pediu ao guarda em serviço para conectá-lo com o “Camarada Kostikov” com o qual ele “conversou em 28 de setembro”. Aquele telefonema foi interceptado pela CIA.

    FP: Cada partido comunista era gerenciado por um politburo ao estilo soviético, todos os exércitos do bloco soviético usavam o mesmo uniforme, cada força policial do Leste Europeu foi substituída por uma milícia ao estilo soviético. Como este padrão soviético refletiu no serviço de inteligência do bloco?

    Pacepa: “Tudo o que você verá aqui é idêntico ao que eu vi no seu serviço” disse-me Sergio del Valle – Ministro do Interior cubano e chefe geral da segurança nacional e da inteligência estrangeira – quando me apresentou para os dirigentes do serviço de espionagem cubano, o DGI. [9] Até mesmo o treinamento dos oficiais do DGI era baseado nos mesmos manuais recebidos da PGU por nós, do serviço de espionagem romeno, o DIE – Departamentul de Informatii Externe.

    Sim, a inteligência soviética, como o governo soviético em geral, tinha uma forte propensão por padrões. Pela sua própria natureza, a espionagem é um empreendimento enigmático e dúbio, mas nas mãos dos soviéticos desenvolveu-se e virou uma filosofia completa, onde cada aspecto tinha o seu próprio conjunto de regras testadas e precisas e seguia um padrão fixo.

    Durante os muitos anos que passei pesquisando os laços de Oswald com a KGB, peguei as informações reais e verificáveis sobre a sua vida desenvolvidas pelo governo americano e pesquisadores independentes relevantes, e as examinei à luz dos padrões operacionais da PGU – pouco conhecidos por estrangeiros devido ao absoluto segredo então – como hoje – endêmico na Rússia. Novos insights sobre o assassinato de repente ganharam vida. As experiências de Oswald como marine servindo no Japão, por exemplo, se encaixaram perfeitamente no padrão da PGU para recrutar membros das forças armadas americanas fora dos Estados Unidos que, por muitos anos, eu apliquei nas operações romenas. Também ficou óbvio que o armário no terminal de ônibus usado por Oswald em 1959, após retornar aos EUA vindo do Japão, para depositar uma mochila de lona cheia de fotografias de aviões militares americanos, era de fato uma intelligence dead drop [N do T: local onde duas pessoas de um serviço secreto podem colocar e retirar objetos sem precisar se encontrar]. [10] Durante aqueles anos o uso de tais armários era moda na PGU – e no DIE.

    As operações da espionagem soviética podem ser separadas de acordo com padrões, se você estiver familiarizado com elas. Os peritos em contrainteligência chamam estes padrões de “evidência operacional”, mostrando as impressões digitais do perpetrador.

    FP: A maior parte do trabalho do assassinato de Kennedy sugere que Oswald era um marine de baixo escalão sem informações importantes a oferecer para a KGB. Também era nitidamente perturbado e um tanto imprevisível. Se isto é verdade, por que a KGB o recrutou?

    Pacepa: Isto é desinformação soviética – disseminada também pelo meu DIE, sob ordens da KGB. A verdade é bem diferente. Veja um exemplo. Como operador de radar na Base Aérea de Atsugi no Japão, Oswald sabia a altitude de vôo dos super-secretos aviões espiões U-2 da CIA que sobrevoavam a União Soviética partindo daquela base. Em 1959, quando eu era o chefe do posto de inteligência da Romênia na Alemanha Ocidental, um requerimento soviético endereçado a mim pediu “tudo, incluindo boatos” sobre a altitude de vôo dos aviões U-2. O Ministro de Defesa soviético sabia que os aviões U-2 haviam sobrevoado a União Soviética diversas vezes, mas o Comando de Defesa Aérea não havia sido capaz de rastreá-los porque os radares soviéticos da época não alcançavam grandes altitudes.

    Francis Gary Powers, o piloto do U-2 abatido pelos soviéticos em 1° de maio de 1960, acreditava que os soviéticos haviam sido capazes de atingi-lo porque Oswald os havia informado sobre a altitude do seu vôo. De acordo com as declarações de Powers, Oswald tinha acesso “não somente aos códigos de radar e rádio mas também ao novo equipamento de radar MPS-16 com reconhecimento de altura” e a altitude na qual o U-2 voava, que era um dos segredos mais bem guardados.[11]

    Parece que Oswald, que desertou para a União Soviética em 1959, era uma das pessoas presentes na audiência do julgamento espetacular de Powers em Moscou. Em 15 de fevereiro de 1962, Oswald escreveu para o irmão Robert: “Ouvi pela Voz da América que eles libertaram Powers, o sujeito do avião de espionagem U-2. É uma grande notícia onde você está, acredito. Ele parecia ser um americano fino e inteligente quando eu o vi em Moscou.” [12]

    Terá sido um procedimento normal para a KGB mandar Oswald observar o julgamento de Powers como uma recompensa por ter ajudado a União Soviética abater o U-2.

    FP: Yuri Nosenko, um oficial da KGB que desertou para os Estados Unidos em 1964, disse a Gerald Posner, pesquisador do assassinato: “Estou surpreso pela importância dada ao fato de [Oswald] ser um marine. O que ele era na Marinha – major, capitão, coronel?” [13] Como você explica esta declaração de Nosenko?

    Pacepa: É fato que Nosenko desertou de boa fé. Mas ele pertenceu ao departamento doméstico da KGB e não sabia nada sobre as fontes estrangeiras da PGU – como um agente de nível médio do FBI não sabe nada sobre as fontes da CIA no exterior.

    O recrutamento de membros das forças armadas era uma das mais altas prioridades da PGU na época. A busca por “serzhant” era a minha principal prioridade durante os três anos (1957-59) em que fui designado para residir na Alemanha Ocidental, e ainda era uma das principais prioridades em 1978, quando rompi com o comunismo. Evidentemente, a PGU gostaria de ter recrutado coronéis americanos, mas era difícil se aproximar deles, enquanto oficiais de baixo escalão eram mais acessíveis e podiam fornecer excelentes informações se usados corretamente.

    Um bom exemplo é o sargento Robert Lee Johnson. Na década de 1950 ele estava servindo no exterior onde, como Oswald, ficou apaixonado pelo comunismo. Em 1953, Johnson secretamente entrou na unidade militar soviética na Berlin Oriental, onde pediu – como Oswald obviamente fez – garantia de asilo político no “paraíso dos trabalhadores”. Uma vez lá, Johnson foi recrutado pela PGU e persuadido a voltar temporariamente aos EUA para executar uma “tarefa histórica” antes de iniciar a sua nova vida na União Soviética – como foi o caso de Oswald. Realmente, o sargento Johnson foi recompensado secretamente com a patente de major do Exército Vermelho e recebeu congratulações escritas pelo próprio Khrushchev. [14]

    De acordo com o coronel da PGU Vitaly Yurchenko, que desertou para a CIA em 1985 e logo em seguida re-desertou, o oficial chefe americano John Anthony Walker – outro “serzhant” – foi o maior agente da história da PGU, “ultrapassando em importância até o roubo soviético dos projetos anglo-americanos da primeira bomba atômica”. John F. Lehman, secretário americano da Marinha na época da prisão de Walker, concordou. [15]

    FP: Em 1962, quando Oswald retornou da União Soviética, trouxe com ele um documento de 13 páginas intitulado “Diário Histórico”. Por que tinha este nome?

    Pacepa: “Histórico” era um slogan da PGU na época. O termo foi cunhado pelo general Aleksandr Sakharovsky, antigo conselheiro-chefe soviético para a Securitate romena e comandante da PGU por imprecedentes 14 anos. “Histórico” era a sua expressão favorita. A Securitate tinha a “tarefa histórica” de eliminar a burguesia do solo romeno, como ele constantemente pregava para nós. O “dever histórico” da PGU era cavar a cova da burguesia internacional. Dogonyat i peregonyat era a nossa “tarefa histórica monumentalnaya”, ele nos disse logo após Khrushchev ter lançado aquele famoso slogan sobre a sua crítica ao Ocidente e sobre a superação do Ocidente no espaço de dez anos.

    Diários pessoais também eram uma invenção de Sakharovsky. Todos os nossos oficiais e agentes ilegais enviados ao Ocidente com biografia fictícia deviam levar algum tipo de apoio escrito para a memória, para lembrarem exatamente onde, quando e o que supostamente haviam feito em vários períodos da sua alegada vida. Até o fim da década de 1950, estas anotações eram transportadas na forma de microdots ou filmes flexíveis escondidos em algum objeto de uso diário, mas, é claro, apresentavam o risco potencial de se tornar prova incriminatória se fôssem encontrados. Em janeiro de 1959, Sakharovsky deu ordens a todos os serviços de inteligência estrangeira do bloco soviético para dissimular estas biografias na forma de diários, rascunhos de livros, cartas pessoais ou notas autobiográficas. Estas notas eram escritas por especialistas em desinformação, copiadas à mão pelo agente ilegal ou de inteligência, normalmente imediatamente antes dele partir para o Ocidente, e em seguida passavam pela fronteira livremente.

    Um exame miscroscópico do “Diário Histórico” de Oswald realmente mostrou que “foi escrito em uma ou duas sessões”. [16] Também foi copiado muito apressadamente, como sugerem os diversos erros de ortografia.

    FP: O seu livro dá uma intrigante guinada no modo como conta o enredo. No fim, você diz que a evidência sugere que Oswald perdeu o apoio da PGU (Inteligência Estrangeira Soviética), e que ele foi sozinho para matar o presidente Kennedy. Isto é um tanto surpreendente. Conte-nos o que você sabe e explique a sua interpretação.

    Pacepa: Em outubro de 1962, a Suprema Corte da Alemanha Ocidental realizou o julgamento público de Bogdan Stashinsky, desertor da inteligência soviética condecorado por Khrushchev por ter assassinado inimigos da União Soviética moradores no Ocidente. Este julgamento revelou Khrushchev ao mundo como um insensível assassino político. Em 1963, o extravagante ditador soviético já era um tirano incapacitado e ofegante. A mínima referência a qualquer envolvimento soviético no assassinato do presidente americano poderia ter sido fatal para Khrushchev. Assim, a KGB – como também o meu DIE – cancelou todas as operações destinadas a assassinar inimigos no Ocidente.

    A PGU tentou, sem sucesso, desprogramar Oswald. Os documentos disponíveis mostram que, para provar para a PGU que ele era capaz de executar com segurança o assassinato ordenado, Oswald fez um ensaio atirando – apesar de ter errado por pouco – no general americano Edwin Walker. Oswald fez um pacote, completo com fotografias, mostrando como ele tinha planejado esta operação, e em seguida levou este material para a Cidade do México para provar ao “Camarada Kostin”, o seu oficial de apoio, a sua capacidade. Apesar de Oswald ter conseguido executar a tentativa de assassinato de Walker sem ser identificado como o atirador, Moscou permaneceu inflexível.

    O obstinado Oswald estava arrasado, mas no fim ele foi em frente por si só, totalmente convicto de estar cumprindo a sua tarefa “histórica”. Tinha apenas 24 anos e tinha dado o melhor de si para obter armas de modo imperceptível e para fabricar documentos de identidade, usando os métodos aprendidos com a KGB. Até o derradeiro final ele também seguiu as instruções de emergência recebidas originalmente da KGB – não admitir nada e pedir um advogado.

    Como Oswald já sabia demais sobre o plano original, entretanto, Moscou providenciou para que fosse silenciado para sempre, caso continuasse tentando realizar o impensável. Era outro padrão soviético. Sete chefes da própria polícia política soviética foram secreta ou abertamente assassinados para evitar incriminar o Kremlin. Alguns foram envenenados (Vyacheslav Menzhinsky, em 1934), outros executados como espiões ocidentais (Genrikh Yagoda em 1938, Nikolay Yezhov em 1939, Lavrenty Beriya e Vsevolod Merkulov em 1953, e Viktor Abakumov em 1954).

    Além do mais, imediatamente após as notícias do assassinato de Kennedy, Moscou lançou a operação “Dragão”, um esforço de desinformação no qual o meu serviço esteve profundamente envolvido. O objetivo – plenamente atingido – era jogar a culpa em vários grupos nos Estados Unidos por terem matado o seu próprio presidente.

    FP: A primeira resenha sobre Programmed to Kill, feita pela Publishers Weekly, afirma que o seu livro é baseado em histórias antigas de inteligência e não oferece nenhum motivo convincente sobre o interesse soviético pelo assassinato. O que você diz a respeito?

    Pacepa: Em 3 de janeiro de 1988, o The New York Times publicou uma resenha parecida sobre o meu primeiro livro, Red Horizons, afirmando que ele continha apenas “histórias esquálidas” sobre o presidente romeno Nicolae Ceausescu. Dois anos depois, entretanto, Ceausescu foi executado após um julgamento cujas acusações eram provenientes, palavra por palavra, do meu livro – que ainda continua vendendo.

    FP: Então tudo isso – se isso é verdade – não era um pouco estranho para Khrushchev ter arriscado tanto? Poderia ter causado uma guerra mundial?

    Pacepa: Khrushchev, o meu chefe de facto por nove anos, era irracional. Hoje, as pessoas se lembram dele como um camponês que consertou as maldades de Stalin. O Khrushchev que eu conheci era sanguinário, impetuoso e extrovertido, e tendia a destruir todos os projetos tão logo caíssem nas suas mãos. A irracionalidade de Khrushchev fez dele o mais controverso e imprevisível dos líderes soviéticos. Desmascarou os crimes de Stalin mas converteu o assassinato político no principal instrumento da sua política externa. Criou a política de coexistência pacífica com o Ocidente mas acabou por empurrar o mundo para a iminência de uma guerra nuclear. Concluiu o primeiro acordo para o controle de armas nucleares, mas tentou garantir a posição de Fidel Castro no comando de Cuba com a ajuda de armas nucleares. Restabeleceu as relações de Moscou com a Iugoslávia de Tito mas rompeu com Beijing e assim destruiu a unidade do mundo comunista. Em 11 de setembro de 1971, Khrushchev morreu em desonra, como uma não-pessoa, não sem antes ter visto as suas memórias publicadas no Ocidente dando a sua versão da história.

    FP: General Ion Mihai Pacepa, obrigado por ter vindo à Frontpage Interview. Ao lado das suas novas revelações e dos importantes fatos e assuntos trazidos à tona sobre o assassinato de Kennedy, o seu livro serve como mais um lembrete sobre a natureza maléfica da KGB e sobre a entidade sinistra e verdadeiramente tenebrosa que nós enfrentamos no regime soviético.

    Obrigado por sua luta pela verdade e pela memória histórica.

    Será uma honra recebê-lo mais uma vez.

    Pacepa: Parabéns pela sua coragem em debater este tema tão controverso.

    http://archive.frontpagemag.com/readArticle.aspx?ARTID=28335

  193. Otto said

    Tá bom, Pax, mas não agora que acabei de chegar da rua e tomei algumas cervejas a mais…

  194. Zbigniew said

    E o julgamento da AP 470 teve realmente um ingrediente político. O Barbosão não trava nem aí para a AP envolvendo os tucanos.

    “(…)
    Nem teria dado tempo para a imprensa mobilizar seus esquadrões investigativos para desenterrar os processos que envolvem tucanos. Segundo o jornal, julgar o mensalão tucano ainda no primeiro semestre de 2014 “é a expectativa no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, atual relator do processo no STF”. Barroso, o ministro mais novo do tribunal, herdou o processo que estava com Joaquim Barbosa, hoje presidente do STF, e que nunca deu maior importância ao assunto, embora o mensalão tucano, chamado na imprensa de “mensalão mineiro” ou de “valerioduto”, fosse sete anos mais velho do que o petista.

    Pode ser que agora o país fique sabendo o que aconteceu realmente com o uso de dinheiro público para a compra de apoio político na eleição para governador de Eduardo Azeredo, quando Fernando Henrique Cardoso era candidato à reeleição em 1998 _ ou seja, o caso já se arrasta há 15 anos.

    Azeredo perdeu a eleição, hoje é deputado federal pelo PSDB de Minas e tem prazo até o próximo dia 22 para pedir providências do relator. O revisor é o ministro Celso de Mello. Ao final da tramitação, o revisor encaminha o processo ao presidente do STF, que definirá a data para levá-lo ao plenário.
    (…)”

    http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/121340/Kotscho-sobre-processo-tucano-até-que-enfim.htm

  195. Otto said

    Vamos lá, Pax:

    Ora, Pizzolato foi condenado porque a acusação disse que era “pessoalmente” responsável pelo esquema. Ele é que teria comandado um suposto desvio de R$ 73,8 milhões. Definia antecipações para a agencia DNA, que mandava o dinheiro para o PT. Segundo os ministros que o condenaram, “Pizzolato” manipulava recursos públicos, que “pertenciam ao Banco do Brasil”, usando a empresa Visanet.
    Tudo isso é falso, Pax, e não para em pé. Mas está lá, no tribunal, e condenou Pizzolato.

    Está provado nos autos da ação penal que Pizzolato não assinou nenhuma das notas que determinaram os pagamentos de R$ 73,8 milhões. Eram quatro notas, de valores variados.

    Nenhuma tem seu autógrafo.

    Duas notas foram assinados por um diretor chamado Leo Batista de Oliveira. Outras duas, por Douglas Macedo. Não há a assinatura de Pizzolato nos documentos. Descobriu-se, apenas em 2012, em pleno julgamento, que eles estavam sendo investigados secretamente, em outro inquérito que ninguém sabe que rumo tomou porque, até hoje, continua secreto.

    Ao menos por enquanto, aqueles que a justo título eram os únicos que poderiam ser chamados de responsáveis “pessoalmente” pelo pagamento, não correm o risco de enfrentar uma pena de prisão prolongada.

    Não que esses diretores deveriam ser julgados ou condenados no lugar de Pizzolato. Eles também seriam vítimas de um erro. Mas, na lógica do julgamento, ocorreu uma situação estranhíssima, inexplicável.
    Os diretores que deixaram a assinatura naquelas notas que, na visão do STF, constituem a prova contra Pizzolato, tiveram a sombra e água fresca. Nem a turma do mensalão PSDB-MG foi tão bem tratada.

    Se autografaram pagamentos que eram criminosos, como diz a denúncia, no mínimo deveriam ter sido julgados como cúmplices, co-autores, ou coisa semelhante. Poderiam demonstrar, se fosse o caso, que eram simples laranjas de um super-poderoso Pizzolato, que agia de modo solerte nos bastidores. Não aconteceu uma coisa nem outra. Como uma pessoa pode ser “pessoalmente” responsável nessas condições?

    O grave é que isso está lá, nos autos. Ninguém precisa “investigar” para saber quem assinou as notas. Os dois estão num inquérito à parte, quando um calouro da Academia de Polícia sabe que não é possível definir responsabilidades de um sem avaliar a de outro e vice-versa. Temos, então, uma questão básica, elementar, que é chocante. Condena-se o único diretor contra o qual não há provas nem atos de ofício sobre sua responsabilidade.

    Pizzolato foi condenado por crime de peculato, porque sua atividade envolve, supostamente, “dinheiro público.”

    Seis meses depois da entrevista na qual Roberto Jefferson falou em “mensalão”, uma auditoria assinada por 25 auditores do Banco do Brasil mostrou que os recursos usados pela empresa Visanet eram privados “não pertencendo os mesmos ao BB investimentos nem ao Banco do Brasil.”

    A auditoria mostrou inclusive que o dinheiro sequer transitava pelo Banco do Brasil. Ficava numa conta da Visanet e, quando era o caso de usá-lo em campanha de publicidade do cartão, um diretor, previamente escolhido pelo Banco – aqueles dois nomes já citados acima — assinava uma nota autorizando o pagamento para a agencia de Marcos Valério, DNA.

    Em seu depoimento como testemunha, o auditor chefe do Banco confirmou o que disse. Deu explicações suplementares, sanou todas as dúvidas. Nenhuma linha de seu trabalho foi contestada pela acusação. Nenhum número. Quem deveria ser levado em conta: o auditor, que conhece cada centímetro do banco, ou o ministério público, envolvido em demonstrar “o maior escândalo da história”?

    No julgamento, quando o advogado de Pizzolato terminou a defesa, Joaquim Barbosa fez uma interpelação sobre a natureza dos recursos. Joaquim queria saber se eram públicos ou privados. Sávio explicou, didaticamente, como a coisa funciona. Toda vez que uma pessoa faz uma pequena compra com o cartão, paga uma porcentagem à Visa. Esta retira uma fração deste dinheiro recolhido para formar o fundo Visanet. Com esses recursos, recolhidos de quem tem o próprio cartão, o Fundo financia campanhas de seus quase 30 bancos associados, entre eles o Banco do Brasil. O youtube tem a íntegra das alegações de Sávio Lobato no STF.

    Ali se vê o momento em que o advogado dá explicações ao relator. Há uma certa tensão. Mas o argumento fica claro. Como cliente associado a Visa, o Banco do Brasil, através daqueles diretores que não eram Pizzolato, autorizava o Fundo a pagar agências que faziam campanhas.

    Nesta divisão do trabalho, cada banco cuidada da publicidade, com suas agências, seu marketing. O Fundo pagava, com o dinheiro recolhido a partir de cada compra de seus clientes.

    Pizzolato também foi condenado numa discussão falsa, em torno do Bonus de Volume. O STF considerou que ele tinha o dever de obrigar a DNA a devolver ao banco o chamado BV, que é uma retorno que as agências recebem de seus anunciantes em função de campanhas realizadas. Os juízes consideram que essa atitude de Pizzolato também contribuiu no desvio de recursos.

    Chega a ser constrangedor porque revela desconhecimento da questão. Na fase de interrogatórios e testemunhos, a defesa convocou um executivo da TV Globo, a maior empresa de comunicações do país, para explicar o que vem a ser o BV. Num depoimento de mais de uma hora, que não foi contestado em nenhum momento por membros do ministério público, Otavio Florisbal, na época o principal executivo da emissora, explicou claramente o que é o Bonus, como é pago, porque não é nem deve ser devolvido aos anunciantes, devendo ficar com a agência. A defesa também lembrou que uma decisão recente do Tribunal de Contas da União legalizou o uso do BV, dirimindo dúvidas que poderiam haver. A realidade é que, além do setor privado, estatais e empresas mistas adotam o mesmo procedimento. Seriam punidas pelo mercado se não agissem assim.

    Se o Banco do Brasil errou, por que os outros não foram investigados nem condenados? Não haveria aí um crime de responsabilidade, no mínimo?

    Outra acusação é que Pizzolato, como diretor de marketing do Banco, não acompanhou nem fiscalizou devidamente o trabalho da DNA. Na definição de funções, esse trabalho cabia ao gerente executivo, Claudio Vasconcelos, outro que não foi incomodado pela ação penal 470.

    No julgamento, o promotor Roberto Gurgel citou depoimento de uma testemunha que afirmou que as campanhas da DNA eram uma farsa, sugerindo que não passava de uma cobertura para se enviar R$ 73 milhões para o PT.

    Rastreando as contas da testemunha, a Polícia Federal colocou sua credibilidade em dúvida. Descobriu um deposito indevido, enviado por outra agência.

    A denúncia de que as campanhas eram uma fraude ajudam a dar um número para o mensalão – teria custado R$ 73,8 milhões – mas isso não se sustenta. É tanto dinheiro que não faz nexo.

    Qualquer pessoa que já teve de enfrentar um briga por seus direitos junto a uma empresa de cartão de crédito sabe que elas não perdoam um centavo em suas cobranças, de taxas que não se entende nem elas explicam. Para se acreditar num golpe de 73,8 milhões, às claras, com assinatura, é preciso acreditar num disparate: um banco de malucos embolsa R$ 73,8 milhões de uma multinacional como a Visa e nada lhes acontece.

    E se esse dinheiro sumiu dos cofres do Banco do Brasil, como quer o STF, é de se perguntar por que, dez anos depois, nenhum presidente da instituição foi sequer chamado a prestar contas. Nem é preciso apelar para a teoria do domínio do fato, neste caso, para fazer um chamado as responsabilidades.

    Também foi possível demonstrar, até com ajuda de uma auditoria privada, que as campanhas foram realizadas. Há fotos de eventos, imagens e assim por diante. Também há notas de pagamentos, para empresas com CNPJ, endereço conhecido. Rastreando notas e pagamentos de serviços de quase uma década, DNA conseguiu comprovar, nota por nota, num esforço gigantesco de defesa, 85% dos gastos – porcentagem notável, considerando o tempo passado e a imensa quantidade de fornecedores, clientes e empresas envolvidas.

    Cabe lembrar, contudo, que mesmo que alguma irregularidade ficasse demonstrada, ela envolveria recursos privados, recolhidos pela Visanet. Não era dinheiro do Banco do Brasil.
    Uma acusação acompanha Pizzolato desde o início do mensalão. Ele recebeu um envelope com R$ 326 000 retirados do Banco Rural. Pizzolato alega que o dinheiro era do PT. Joaquim Barbosa sustentou que foi pagamento de propina por parte do esquema.

    Você pode duvidar de um e de outro, Pax, e eu até admito que, conhecendo os maus costumes do mundo político, é difícil aceitar o argumento de Pizzolato. Ninguém quer se sentir ingênuo num universo de espertos.

    O fato é que a Receita quebrou seu sigilo fiscal e sua conta bancaria e não encontrou traço desses recursos. Ele comprou um apartamento de R$ 400 000 na mesma época, o que gerou suspeitas. Mas provou que usou recursos acumulados em sua carreira de executivo de banco, com investimentos declarados honestamente à receita.

    Seja como for, a acusação não fez sua parte. Não rastreou o dinheiro a ponto de provar que ele foi embolsado por Pizzolato. Votou-se numa dedução, numa suspeita, numa probabilidade, altíssima, conforme determinada visão.

    Mas fica uma dúvida básica. Para que pagar propina a um diretor que não tinha poder de liberar um centavo?

    Agora, na Itália, Pizzolato tem direito a um segundo julgamento, por uma juiz italiano. Aí, quando for desmontada a farsa, o STF ficará internacionalmente desmoralizado — e eu quero ver a cara de quem acreditou em seu construto ficcional.

  196. Jose Mario HRP said

    Otto, tenho certeza que se a justiça italiana decidir julgar Pizollato, o STF se negará a ceder os conteúdos da ação 470.
    Não vai facilitar em nada, pois como voce destacou, se tudo correr como se espera em novo julgamento, será a desmoralização internacional do STF.

  197. Otto said

    É, José, mas é bom lembrar que o Pizzolato não é bobo: ele levou um pendrive com mais de mil páginas de provas!

  198. Chest said

    O Ministério Público de São Paulo abriu ontem uma investigação para apurar suposto enriquecimento ilícito do ex-secretário de Governo Antonio Donato, que era braço direito do prefeito Fernando Haddad (PT). A decisão de abrir um novo inquérito, paralelo à apuração de um esquema de fraude no ISS, foi tomada a partir do depoimento do auditor Eduardo Barcellos. Ele disse à Promotoria na semana passada ter dado mesada de R$ 20 mil ao então vereador petista de dezembro de 2011 a setembro de 2012.

    Barcellos afirmou ainda que pode comprovar, com base em extratos telefônicos, que sempre telefonava a Donato antes de ir pessoalmente à Câmara entregar a verba. O vereador, que está licenciado do cargo, nega ter recebido dinheiro do grupo. A investigação será conduzida por Marcelo Milani, da Promotoria do Patrimônio Público, em um procedimento exclusivo, independente do esquema do ISS –no qual fiscais são suspeitos de cobrar propina para a redução do imposto de construtoras.

    O ex-secretário também poderá ser investigado na área eleitoral, já que há suspeita, a partir de depoimentos e gravações, de que ele tenha recebido dinheiro para sua campanha à Câmara. Em casos semelhantes, a Promotoria procura fazer uma varredura na vida do investigado, com pedido de informação ao Coaf (setor de inteligência da Fazenda) e levantamento de bens –para comparar com a renda. Cabe ao investigado provar a origem de seu patrimônio. Donato saiu da gestão Haddad no último dia 12, no mesmo dia em que a Folha revelou que ele requisitou Barcellos para trabalhar em sua equipe no começo do ano. Barcellos permaneceu na Secretaria de Governo entre janeiro e abril de 2013.

    INDÍCIOS

    De acordo com o promotor Roberto Bodini, que investiga a fraude do ISS, as declarações de Barcellos dão fortes indícios contra Donato porque foram dadas espontaneamente. “Barcellos diz que pode comprovar os contatos com Donato pelas contas telefônicas”, afirmou. Além de Donato, há suspeita de que o vereador Aurélio Miguel (PR) também tenha recebido dinheiro do esquema, o que o parlamentar nega. Miguel já é investigado por suspeita de enriquecimento após reportagem da Folha revelar, neste ano, sua explosão patrimonial. (Folha de São Paulo)

  199. Chest said

    Otto, não precisa de pendrive, está na nuvem…

  200. Chest said

    http://www.arenadopavini.com.br/artigos/noticias-do-dia-arena-especial/auxiliares-de-mantega-saem-de-ferias-para-responder-a-acusacoes-de-revista

  201. Patriarca da Paciência said

    “Decreto de prisão assinado por Joaquim Barbosa contra parte dos condenados na AP 470 estará em debate nesta quarta-feira 20 no plenário do STF; tendência é ser detonado pelos juízes; ordem do presidente distorceu decisão da maioria; prisões em regime semiaberto se transformaram em fechadas; transferências caras e ilegais a Brasília expuseram condenados à execração; seleção entre os que foram presos e os que permanecerem livres denotou parcialidade política; justificativa técnica é opaca; magistrados deixarão claro que Barbosa integra um colegiado, não é plenipotenciário da Justiça e precisa ser o primeiro a respeitar a mais alta corte do País ou vai ficar por isso mesmo?”
    (blog 247)

    Como disse o Elias, contra o Barbosão não precisa fazer, basta dá corda que ele se enforca sozinho.

  202. Patriarca da Paciência said

    Leia abaixo a íntegra do discurso de Ricardo Berzoini:

    Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu quero iniciar esta fala de hoje, primeiro, dizendo que a nossa solidariedade ao companheiro José Dirceu, ao companheiro JoséGenoíno e ao companheiro Delúbio Soares está expressa na palavra e na atitude de cada Deputado da bancada do PT.

    Em segundo lugar, é preciso que nós façamos a denúncia de um tipo de comportamento que o então Relator do processo da Ação Penal nº 470 e hoje Presidente do Supremo Tribunal do Federal vem tomando, ao tentar conduzir esta ação, confrontando um dos princípios mais fundamentais da nossa Constituição: o princípio da impessoalidade.

    Ele tomou esta ação como se fosse um patrimônio pessoal para fazer propaganda política, para fazer marketing político de si próprio e, durante o processo, tentou constranger seus pares quando discordaram de sua opinião, tentou criar um ambiente onde só havia, no Supremo Tribunal Federal, com legitimidade, aqueles que quisessem o linchamento público daqueles que estavam acusados.

    Nós, que defendemos o legítimo processo judicial e que acreditamos que o Poder Judiciário tem que ser fortalecido, não aceitamos esse tipo de comportamento.

    Quando invocou a teoria do domínio do fato, uma teoria muito específica, para circunstâncias muito especiais, para aplicar num processo penal com esse grau de imprecisão e de falta de provas, demonstrou a sua intenção, que não é a intenção da impessoalidade, é a intenção de provocar um resultado previamente combinado com aqueles que têm interesse político nisso.

    E agora, na fase da execução, confessa a sua intenção, confessa a sua má intenção quando aguarda o feriado. Na quinta-feira, não comenta nada na sessão em que estavam presentes todos os seus pares. Aguarda o feriado e direciona a sua atitude de execução penal como se fosse juiz de execução penal, o que não é, para três companheiros do PT que têm visibilidade pública.

    Confessou a sua intenção nefasta e inconstitucional, a sua intenção desonesta com esse processo. O Ministro Joaquim Barbosa desonra o Poder Judiciário brasileiro ao agir fora da impessoalidade. E fez isso justamente porque quis criar um fato político no dia 15 de novembro, no Dia da Proclamação da República. Quem conhece história sabe que a Proclamação da República no Brasil não deveria ser comemorada da maneira tão, digamos, patriótica como muitos gostariam que fosse. Foi, na verdade, um golpe militar de pessoas que eram monarquistas e que se converteram repentinamente à República, apesar de haver uma base social republicana, que acabou entrando na onda.

    Mas tentou usar essa data para fazer manipulação política, para tentar criar fato político, e cometeu mais uma ilegalidade: trouxe para Brasília pessoas que tinham o direito de cumprir suas penas — penas injustas, diga-se de passagem —no seu local de moradia.

    Então, eu quero dizer que nós não baixaremos a cabeça, nós não nos submeteremos a esse tipo de prática que desonra o Poder Judiciário. Viva a luta pela democracia, e que fiquem longe das decisões deste País aqueles que violentam a Constituição em nome da Justiça!

    Como disse José Dirceu: A pior injustiça éaquela cometida pelo Poder Judiciário. E eu digo isso me associando ao jornalista Janio de Freitas, que hoje disse num artigo memorável: Prisões foram espetáculos de marketing. Não foi o único que se pronunciou dessa maneira. O Ministro Marco Aurélio de Mello também disse que é injustificável remover as pessoas, inclusive gastando dinheiro público indevidamente, para Brasília.

    Mas, Janio de Freitas, parabéns pela coragem e pela capacidade de sintetizar numa frase aquilo que é o nosso sentimento: prisões foram espetáculos de marketing do Ministro Joaquim Barbosa, que não honra o Poder Judiciário.

    Muito obrigado.

    (blog 247)

  203. Chest said

    Por Pedro Dória

    Na semana passada, a história de Júlia Rebeca, uma jovem piauiense de 16 anos, se espalhou pelo Brasil. Um vídeo em que a moça se relacionava com uma amiga e um amigo foi divulgado primeiro via WhatsApp, a rede que substitui o SMS para smartphones, depois pela web. Perdida, cometeu suicídio antes mesmo que os pais soubessem. “Todo adolescente tem o direito de ser adolescente”, disse sua mãe ao último Fantástico. “Eles são inconsequentes mesmo.” E o momento em que ela começava a experimentar com as possibilidades do corpo terminou em tragédia.
    Há outra história circulando. Igual, porém distinta.

    É a de Thamiris Sato, aluna da tradicional FFLCH da USP, onde estuda Letras. No mesmo domingo, ela contou em seu perfil do Facebook de como, desde outubro, um ex-namorado a vem ameaçando. Divulgou fotografias. Invadiu seu correio eletrônico. Poderia ter-se encolhido em casa. Muitas vezes, a vontade é essa mesmo: sumir do mundo. Seguiu o caminho inverso. Tornou-a pública. Pôs seu rosto, assinou o nome. Prestou queixa na Delegacia da Mulher. A família do rapaz a contestou com agressividade. Professores da faculdade a abraçaram, o grupo feminista Marias Baderna divulgou nota, o Comitê de Ética da USP abriu processo para investigar o caso.

    O que separa a história de Júlia e a de Thamiris é temperamento, idade e ambiente social. A violência é a mesma e dor não se mede. Os pais de Júlia sequer souberam do vídeo mas a menina estava tão aterrorizada que não viu outra saída. Não chegou a saber que sua mãe entendia tudo de adolescência. E, talvez, no interior do Piauí, a perspectiva de ver sua intimidade tornada pública fosse acachapante. De internet, afinal, Júlia entendia. Sabia que uma vez que o vídeo passa de celular em celular, logo ganha sites, de lá o mundo. O efeito de rede é inexorável.

    Um pouco mais velha, em um dos campi mais cosmopolitas do país, Thamiris percebeu outra coisa. Que não fez nada de errado. Que tem o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo. Escroque, afinal, é o outro.

    É preciso coragem para virar a mesa como ela fez. De ir publicamente relatar o que lhe ocorreu e como. Falar da dor, principalmente do medo. Ela provavelmente já desconfiava que receberia apoio. Já sabia disso, Júlia não soube.

    Pornografia da vingança, revenge porn em inglês, é como chamamos o ato de divulgar imagens íntimas para se vingar. Não é apenas misógino e covarde. É reflexo de uma cultura na qual muita gente ainda desconfia que mulheres, quando sentem prazer, têm algo de errado. Não é um fenômeno novo no mundo, tampouco no Brasil. O que há de novo é que, nos últimos dois meses, os casos estão ganhando maior evidência.

    Falar abertamente desta nova forma de violência sexual é bom porque educa. Diminui a possibilidade de que outras meninas, jovens e perdidas, percam repentinamente sua perspectiva. Há caminho legal no Brasil. A Lei Maria da Penha cobre tais casos e as delegacias especializadas sabem como proceder.

    Dizer não faça não é solução. No mundo em que o celular tira boas fotos e adolescentes seguirão descobrindo o barato da sedução, fotografias serão tiradas. Um dos aplicativos mais badalados do Vale do Silício no momento, para iPhone e Android, é o Snapchat. Na semana passada, o Facebook ofereceu US$3 bilhões por ele, o Google retornou com oferta de meio bilhão a mais. É cacife alto para o Vale, o app do momento. Muito pouca empresa é disputada simultaneamente por dois gigantes. E a trupe do Snapchat está tão convicta de que tem um tesouro nas mãos que rejeitou o dinheiro. Seguirá, por enquanto, com as próprias pernas.

    Snapchat é uma das soluções possíveis. A moça envia fotos para o namorado, ele as recebe. Mas há um truque: após intervalo entre 1 e 10 segundos, a imagem se apaga automaticamente. Quem envia decide quanto tempo. Se alguém do outro lado tentar capturar a tela, o remetente é imediatamente informado.

    Até que o mundo fique melhor, não custa lembrar às Marias Baderna do mundo de que não estão sozinhas. Thamiris o sabe.

    Pedro Dória é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 19 de novembro de 2013

    chest- Maria Baderna? Pedro Doria virou moralista agora?

  204. Otto said

    Os ventos da opinião pública estão mudando…

    Lembrem de 24 de agosto de 1954.

    Aquela multidão que estava na rua, pedindo a cabeça de Getúlio, ao saber da sua morte, mudou imediatamente de lado e passou a depredar tudo que recordasse a oposição e o governo norte-americano.

    Não estou comparando José Genoino a Getúlio vargas. Uma morte daquele não teria o mesmo impacto que a morte deste.

    Mas por trás do Genoino, e de Dirceu, e Delúbio, há alguém hoje mais popular do que foi Getúlio Vargas naquela época: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  205. Chest said

    20/11/2013 – 03h00
    O triunfo da mediocridade

    Ouvir o texto
    Houve tempo em que o regime de política econômica no Brasil era bem diferente da desorganização que hoje floresce sob o nome de “nova matriz macroeconômica”. A taxa de câmbio flutuava, o superavit primário realmente existia e o Banco Central perseguia a meta anunciada de inflação, em vez de procurar desculpas para seu próprio fracasso.

    Naquela época também não faltavam críticos a apontar como alternativa à “ortodoxia” os regimes seguidos por outros países latino-americanos, que, segundo nossos “keynesianos de quermesse”, cresceriam mais que o Brasil, sem pôr em risco a estabilidade.

    Argentina e mesmo a Venezuela foram indicados, mais de uma vez, como modelos de países que, livres da “ideologia neoliberal”, seriam os faróis do desenvolvimento regional.

    Lamentavelmente esses críticos, alguns dos quais são considerados os únicos economistas respeitados pela presidente, acabaram prevalecendo. O Brasil vem gradualmente abandonando o regime anterior, de forma algo envergonhada, é verdade, mas não menos real. Não chegamos, provavelmente por falta de tempo, aos extremos observados naqueles países, um golpe de sorte que não pode ser desperdiçado.

    De fato, um breve exame mostra como aquelas economias passam por degradação visível. Na Venezuela, a inflação já passa dos 50% nos últimos 12 meses, feito que lhe garante o título mundial na modalidade, enquanto na Argentina as estimativas privadas de inflação (já que ninguém acredita no número oficial, 10,5% nos 12 meses até outubro) já se encontram na casa de 25%, apesar dos controles oficiais de preços em ambos os casos.

    Esses países também enfrentam sangria considerável de suas reservas. Na Venezuela, os dólares em mãos do governo caíram de cerca de US$ 30 bilhões no início do ano para pouco menos de US$ 21 bilhões na semana passada; na Argentina, no mesmo período, vieram de US$ 47 bilhões para US$ 33 bilhões.

    Esses números são uma indicação clara de vastos desequilíbrios externos e só não são ainda piores porque, também nos dois casos, controles de câmbio são prevalentes, impedindo que a população tenha acesso à moeda estrangeira até para pagar importações essenciais.

    Para completar o quadro, a desorganização econômica -resultante de controle de preços e câmbio- é também visível: falta de produtos e mercados paralelos realimentam a intervenção governamental, aprofundando o problema. Caso algum historiador da nova geração queira saber como se comportavam as economias latino-americanas nos anos 1980, de nada saudosa memória, não precisa fazer nada além de observar o desempenho desses países.

    O contraste não poderia ser maior na comparação com outras nações que, ao contrário do Brasil, mantiveram seus regimes em boa forma. Chile, Colômbia, Peru e México (embora este último apresente características algo distintas dos demais) têm desempenho bastante superior. Inflação controlada, balanço de pagamentos em ordem, finanças públicas idem, sem contar o crescimento mais rápido.

    Muito embora não se trate de um experimento controlado, há fortes evidências indicando que os países que privilegiaram a estabilidade estão se saindo melhor do que aqueles que a desprezaram em nome das miragens de curto prazo.

    Temos, portanto, a vantagem de poder observar essas trajetórias e, talvez, retomar o curso anterior, ainda mais aproveitando o silêncio (quando não abjuração) dos “desenvolvimentistas” quanto ao fracasso das suas experiências na América Latina.

    Apesar disso, as chances do retorno ao tripé macroeconômico num futuro próximo permanecem baixas. Não apenas o calendário político conspira contra a austeridade mas a convicção governamental acerca da “nova matriz macroeconômica” parece imune às doses de realidade gentilmente oferecidas pelos nossos vizinhos.

    Inflação alta e crescimento baixo continuarão como marcas registradas do triunfo da mediocridade no Brasil.

    alexandre schwartsman
    Alexandre Schwartsman

  206. Pax said

    Acredito que sim, Otto, que a opinião pública tende a mudar um pouco. Não para absolver os réus do mensalão petista, mas para cobrar do STF os réus de outras “bandeiras”.

    Não apostaria tanto nesta popularidade de Lula.

    Obrigado pela tua visão sobre o caso Pizzolato. Para mim continua muito fantasiosa essa afirmação que os tais 326 mil eram do PT e que Pizzolato virou um mero garoto de entrega. Mesmo aceitando essa tese, também seria crime.

    Nada mais incompreensível que Dilma aparecer abraçada com Kassab hoje. Justo o cara que está, junto com a midiática e chata exposição dos mensaleiros presos, no topo da pauta por suspeita de envolvimento com a máfia do ISS paulista.

    Mas, enfim, livre arbítrio de Dilma e desse neoPetismo que, sejamos sinceros, é, sim, dirigido na ponta dos dedos por Lula.

  207. Pax said

    Ricardo Kotscho, todos sabem, merece meu respeito. Não só por não ser esses oportunistas da bílis alheia como pela coragem de declarar lado e criticar quando necessário, mesmo que o neoPetismo não goste muito. Enfim…

    Fez uma excelente análise sobre a popularidade de Dilma, que volta a crescer em cada uma das últimas pesquisas. Vale a leitura.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2013/11/20/atacada-por-todos-os-lados-qual-o-segredo-de-dilma/

  208. Otto said

    “Acredito que sim, Otto, que a opinião pública tende a mudar um pouco. Não para absolver os réus do mensalão petista, mas para cobrar do STF os réus de outras bandeiras’.”

    Mesmo, digamos, que o mensalão tucano seja julgado no ano que vem, ele já foi desmembrado: já será diferente na origem!

    “Não apostaria tanto nesta popularidade de Lula.”

    Lula é muito mais popular hoje que Getúlio em 1954, isto é óbvio.

    Terminou dois mandatos e elegeu a sucessora.

  209. Otto said

    Pax, Jânio da Freitas, pode, né? rs…

    Da Folha e hoje:

    Janio de Freitas

    No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.

    Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de “doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais”.

    José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os “cuidados específicos”, enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida -e quem responderá por isso?

    A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à “lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio”, nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?

    Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da “carta de sentença”, que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.

    Com a “carta de sentença”, outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.

    Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?

    Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?

    Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar.

  210. Otto said

    Qual é o maior escândalo da República?

    “Ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer denuncia formalmente ao Conselho Admnistrativo de Defesa Econômica um forte esquema de corrupção nos governos do PSDB em São Paulo; segundo ele, Edson Aparecido, braço direito do governador Geraldo Alckmin e hoje secretário da Casa Civil recebeu propinas das multinacionais entre 1998 e 2008; propinoduto na área de transportes, segundo Rheinheimer, visava abastecer o caixa dois do PSDB e do DEM; ele apontou ainda corrupção nos governos de José Serra e Mario Covas; outros nomes citados são dos secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, de Tansportes, Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, e até do senador Aloysio Nunes e do deputado Arnaldo Jardim; strike completo?”

    http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/121453/C%C3%BApula-do-governo-Alckmin-cai-no-propinoduto.htm

  211. Pax said

    Caro Otto,

    1 – Leia o Kotscho. Vale a pena. Para não deixar barato, é Lula, sim, que determina que Dilma vá abraçar o afogado Kassab. Mas…

    2 – A espetacularização das prisões me incomodou. Mas seriam espetacularizadas da forma que fossem, quaisquer que sejam. É disso que a mídia vive. Qualquer mídia, com cor, sem cor, com honestidade (rara) ou sem (comum). Se você vivesse de vender jornal, revista e canal de TV não colocaria em pauta?

    3 – Maior escândalo, menor escândalo, escândalo do meio, pouco importa. O que rola é que o jogo jogado é formado de uma corrupção generalizada. E foi neste jogo que o PT entrou e não quer sair. (basta ver o abraço de Kassab ontem).

    4 – a mim, o ganho será se a sociedade, mesmo que parte dela, exija que os outros escândalos sejam igualmente punidos. A cobrança correta no momento é essa, que o STF use a mesma vara que surrou Chico, que surre Francisco.

    5 – aliás, se a sociedade conseguir isso, imagina o quadro, ano que vem, mensalão tucano em julgamento, primeiro semestre, Dilma já crescendo nas pesquisas, vai ser uma goleada tipo 7 a 0 ou mais.

    6 – e aí o PT não vai ter qualquer motivação para fazer as reformas que deveriam ser feitas… aliás, está há quase 12 anos devendo.

  212. Jose Mario HRP said

    Chestinho:

    Chest disse

    20/11/2013 às 10:32.~

    O vereador ja mostrou os documentos da herança da mãe.
    Proxima calunia, please.

  213. Jose Mario HRP said

    A camara não ligou para a “ordem” do Barbosa para que se tirasse os mandatos dos presos da 470.
    Vai ~proceder ao rito normal nessa situação.
    Gilmar Mendes esperneou muito na TV ontem, e eu dei muitas gargalhadas!
    Um STF com Gilmar, Marco Aurelio, Fux e Barbosinha, eterna piada pronta!
    Esses caras pensam que são o que?

  214. Jose Mario HRP said

    Todos os ladrões da quadrilha que comanda o estado de São Paulo de dentro do Palacio dos Bandeirantes!

    Ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer denuncia formalmente ao Conselho Admnistrativo de Defesa Econômica um forte esquema de corrupção nos governos do PSDB em São Paulo; segundo ele, Edson Aparecido, braço direito do governador Geraldo Alckmin e hoje secretário da Casa Civil recebeu propinas das multinacionais entre 1998 e 2008; propinoduto na área de transportes, segundo Rheinheimer, visava abastecer o caixa dois do PSDB e do DEM; ele apontou ainda corrupção nos governos de José Serra e Mario Covas; outros nomes citados são dos secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, de Tansportes, Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, e até do senador Aloysio Nunes e do deputado Arnaldo Jardim; strike completo?
    SP 247 – É quase um strike. Um relatório entregue no dia 17 de abril deste ano ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica cita praticamente toda a cúpula do governo de Geraldo Alckmin no chamado “propinoduto tucano”. A denúncia, formal, foi feita por Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, que afirmou dispor de “documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM”.

    O furo de reportagem, dos jornalistas Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo (leia aqui), aponta que o lobista Arthur Teixeira, denunciado por lavagem de dinheiro na Suíça, teria pago propinas ao deputado licenciado Edson Aparecido, atual secretário da Casa Civil e braço direito de Geraldo Alckmin. O documento também cita outros nomes graúdos do tucanato paulista, como os secretários José Aníbal, de Energia, Jurandir Fernandes, dos Transportes, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico. Outros nomes mencionados pelo ex-diretor da Siemens são o do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) – este, também como beneficiário das propinas.

    A denúncia do ex-diretor da Siemens tem peso importante porque é o primeiro documento oficial que vem a público com referência a propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos. Até então, apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vinham sendo citados. Rheinheimer foi diretor da divisão de transportes da Siemens, onde atuou durante 22 anos. Ele disse ainda que o cartel “é um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”.

    No Distrito Federal, os desvios teriam ocorrido nos governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Em São Paulo, ele cita os governos de Geraldo Alckmin, José Serra e Mario Covas. O fluxo das propinas ocorria por meio da empresa Procint, do lobista Arthur Teixeira, finalmente denunciado na Suíça, após dois anos de engavetamento do caso pela procuradoria-geral da República em São Paulo, por decisão do procurador Rodrigo de Grandis (leia mais aqui).Rheinheimer está colaborando com a Justiça, no regime de delação premiada. Sobre Edson Aparecido e Reynaldo Jardim, ele sustenta que “seus nomes foram mencionados pelo diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, como sendo os destinatários de parte da comissão paga pelas empresas de sistemas (Alstom, Bombardier, Siemens, CAF, MGE, T’Trans, Temoinsa e Tejofran) à Procint”.
    Sobre o senador Aloysio Nunes e os secretários Jurandir Fernandes e Rodrigo Garcia, o ex-diretor da Siemens diz ter tido “a oportunidade de presenciar o estreito relacionamento do diretor-presidente da Procint, Arthur Teixeira, com estes políticos”. Sobre José Aníbal, mencionou um assessor: “Tratava diretamente com seu assessor, vice-prefeito de Mairiporã, Silvio Ranciaro”.
    Postado há 1 hour ago por René Amaral

  215. Otto said

    Pax, meu caro:

    Leio sempre o Kotscho, é uma de minhas leituras constantes.

    Não se governa sem maioria no Congresso: enquanto o PT não eleger 200 deputados e 50 senadores, o jogo vai ser jogado assim.

    “A espetacularização das prisões me incomodou. Mas seriam espetacularizadas da forma que fossem, quaisquer que sejam.”

    Cara, nesta eu não acredito. Cadê a espetacularização do trensalão tucano?

    O Serra nunca é espatacularizado. Cadê a ênfase ao Privataria tucana. Nem pra questionar o livro a imprensa abriu a boca.

    Pergunta-se o tempo todo para Dilma e Lula sobre o mensalão.

    Jamais é feita uma pergunta pro Serra sobre a máfia do ISS, que começou com ele e prossegui com Kassab por meio de um seu ex-braço direito bancado por Serra na secretariado de Kassab.

    Isto é blindagem.

    O dia em que um Aluísio Nunes for presso — dia que eu acho que infelizmente nunca vai chegar — não vai ter todo este bulling midiático.

    Como não teve com Arruda. Que está aí, livre e solto, e pelo jeito vai ser candidato outra vez.

    Por que a mídia nunca cobrou a cassação dele?

    Por que as vampiras do Jô nunca se reuniram pra comentar o mensalão do DEM, este sim com provas abundantes?

    Pax, esta mídia é podre. Uma vez golpista sempre golpista.

    Ente a Veja, a Folha, o Globo e um papel higiênico usado, o papel higiênico é mais limpo.

  216. Pax said

    Caro Otto,

    Não foi a mídia suja que meteu os pés pelas mãos. Se não falam de Serra, Kassab, Alckmin, FHC é porque essa mídia tem um lado que não declara.

    Mas não é a mídia a culpada pelo mensalão petista. É o PT o culpado.

    Quer criticar a mídia? Ótimo, tem assunto pra mais de metro. Da grande mídia, da pequena, dos blogs etc, podemos fazer um blog só pra falar disso.

    Mas a questão aqui é corrupção.

    Estão blindando os tucanos? Veja, Globo, Estadão, Folha, estão sim. E daí? Isso alivia a corrupção que o PT se meteu? Não, claro que não.

    O PT não quer fazer as mudanças que o povo quer que o governo faça. Quer jogar o jogo jogado, basta ver só essa notícia da Dilma abraçando o Kassab. É esse o rumo definido por Lula, não vai mudar. E eu não vou parar de criticar, não consigo, impossível.

    Cadê as reformas política, eleitoral etc? Vai dizer que não faz porque não consegue? Ah, conta isso pra garoto da militância, não pra mim.

    Na hora que justificam as alianças (Collor, Kassab, Maluf, Kátia Abreu, Valdemar Costa Neto, Garotinho, Silas Malafaia, ruralistas etc etc etc) pode porque é a tal governabilidade. Na hora de fazer as mudanças, com imensa maioria comprado no Congresso não pode.

    Não dá pra engulir cara.

    Se olharmos a fotografia de agora, vais dar o que disse, goleada de 7a0 no ano que vem, Dilma reeleita no primeiro turno. O único discurso da oposição cai por água abaixo com esse conjunto de escândalos inevitáveis, nem a própria grande mídia consegue abafar mais do que já abafa.

    E aí? E aí o segundo governo Dilma será um desastre, mais corrupto que o primeiro, se é que isso seja possível. Culpa da governabilidade? Arrâm, sei…

    Culpa de quem não quer mudar, culpa de quem adotou as mesmas práticas e adorou jogar com elas.

    Que os mensaleiros (infelizmente Genoino entrou nessa, sinto muita pena dele por isso) paguem suas penas e que todos os outros sejam seus parceiros na Papuda, tucanos, petistas, gregos, troianos, filisteus e fariseus, incluindo aqui todos do Judiciário que também gostam do esquemão.

    Ou a sociedade terá as mudanças que quer – e não a mudança de governo – ou o caminho do PT será esse mesmo. Basta olhar para o PMDB de hoje. Será o PT de amanhã, sem tirar nem por. Já está ficando muitíssimo parecido, aliás,.

  217. Zbigniew said

    O PT precisa mudar a forma de fazer política. Acho muito difícil mudanças bruscas de rumo, até porque o Lula levou o pragmatismo do projeto de poder ao ápice. O Lula, no meu entender, é, hoje, o maior empecilho a essa mudança. E com a presidente bem avaliada e o Ruy Falcão novamente comandando o PT nacional, ainda que o mensalão tenha sido um julgamento político e tenha desnudado toda a dificuldade das esquerdas se imporem como poder no país, vai ser, realmente, muito difícil qualquer mudança. Não num horizonte mais imediato. Entretanto vozes têm se levantado e alertado para essas mudanças, conclamando a deixar de lado a lógica de que um “mau acordo” é melhor do que uma “boa luta”. Muito bom o texto do Válter Pomar no Brasil 247, referente ao assunto.

    “(…)
    Setores do PT acreditam que tudo teria sido diferente, caso o Partido tivesse adotado uma postura distinta em 2005, afastando-se completamente dos que cometeram erros. Certamente teria sido diferente. Mas não foi esta a opção da então e novamente atual maioria do Partido. Delúbio Soares, por exemplo, foi expulso e depois reintegrado ao Partido. Portanto, o conjunto do PT não pode agir, agora, como se tivesse tomado outra atitude em 2005. Isto vale muito especialmente para os que integravam então e integram novamente a maioria partidária: seus atos precisam ter alguma consequência com a opção que adotaram em 2005.

    Setores do PT agem como se a prisão de Dirceu e Genoíno constituísse um “acidente de percurso”. Assim como as manifestações de junho, as sabotagens e rupturas na base aliada, o pequeno crescimento do PIB e a greve de investimentos do grande Capital seriam “pontos fora da curva”. Nós pensamos o contrário: a prisão de Dirceu e Genoíno faz parte de uma tragédia anunciada. Pois, de um certo ponto de vista, ambos simbolizam uma estratégia baseada em concessões aos inimigos. Concessões que para muitos pareciam acertadas, quando o inimigo aparentemente recuava. Mas agora está claro que recuaram para melhor saltar, sobre nós, com uma fúria brutal.

    Setores do PT parecem acreditar que nada disto terá implicações eleitorais. Não acreditemos nem um pouco nisto. E mesmo que não tivesse implicações eleitorais, certamente enfraquece o PT. Cabendo perguntar: como será um segundo mandato Dilma, com um PT enfraquecido? Qual a chance de realizarmos reformas democrático-populares, construirmos uma hegemonia de esquerda, acumularmos forças em direção ao socialismo, com um PT enfraquecido?
    (…)”
    http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/121466/Antes-tarde-do-que-tarde-demais.htm

  218. Pax said

    Exatamente isso que penso, caro Zbigniew, com algumas diferenças quanto ao teu juízo sobre o julgamento político do mensalão. Foi um julgamento de crimes cometidos. Resta é cobrar que os crimes de todos sejam julgados da mesma forma. O PT jogou o jogo porque quis, como diz o Pomar.

    Aliás, Pomar nos mostra que o neoPetismo não é generalizado, coisa que tinha certeza.

    Da mesma forma que afirmo que Lula comanda o neoPetismo, outra certeza. E joga com sua história. Leva até o limite. Para mim, melhor dizendo, já passou do limite.

  219. Zbigniew said

    Vou reformular a afirmação, caro Pax.

    O julgamento teve sim uma conotação política relevante. Julgamentos políticos passam por cima de direitos (na fase de julgamento).

    Neste caso os direitos foram respeitados e resguardados. Entretanto a formação da convicção dos juízes (sim, porque, antes de tudo os ministros são juízes) foi, no meu entender, fortemente influenciada por fatores externos, sendo o mais ostensivo a pressão da oligarquia midiática que existe no país, braço de interesses do sistema financeiro e de partidos de direita, como o PSDB. Digo isto porque a questão do VISANET ficou em aberto e aí (agora já não tem mais o que se fazer) só o fator Pizzolato para jogar um pouco de luzes ao problema. Talvez, lá do exterior, ele possa chamar a atenção para esse fato. Vamos aguardar.

  220. Otto said

    Pax, aqui nós divergimos radicalmente:

    “Mas não é a mídia a culpada pelo mensalão petista. É o PT o culpado.”

    Não, é a mídia mesmo. Quem transformou um caso de Caixa 2 — errado, é claro — no maior “escândalo de corrupção do país?”

    A mídia aumenta e, quando preciso, ela inventa, a nojenta.

    Com uma pequena ajuda dos amigos do PGR e STF.

  221. Otto said

    Pax, sobre o encontro da Dilma e Kassab, reproduzo um comentário do Miguel do Rosário:

    “Mais uma vez, estamos diante de uma situação surreal, em que a criminalização da política atingiu um nível tão alto que o simples fato de um presidente de partido encontrar-se com dirigentes de outras legendas é usado como prova de crime.

    A mensagem acima do tal de Botelho é maliciosa porque tenta passar a idéia que o PT não pode fazer alianças políticas.

    Esse tal de Botelho NUNCA reclamou das alianças espúrias que os tucanos fazem com os piores elementos da política e nem com criminosos comuns como é o caso do Cachoeira (o patrão do Marconi Perillo). Ele vem com essa conversinha insidiosa porque quer que o PT não faça coligações, deixando o espaço aberto para os midiáticos tucanalhas.

    Ele sabe muito bem que o sistema polítco brasileiro, que o PT quer reformar para eliminar as suas piores distorções (reforma essa refutada pela tucanalhada, que quer que os vícios políticos do atual sistema permaneçam), exige que se faça coligações e composições para poder vencer as eleições e ter condições de governabilidade.

    O Botelho faz a linha de trollagem que procura negar ao PT a possibilidade de participar da política dizendo que SÓ O PT não pode fazer coligações. Ele inverte a lógica.

    Não há nada de errado em se fazer uma coligação com um partido que tenha o governo de algum membro investigado. Tanto que o trollzão nunca reclama de eventos análogos quando ocorrem com os partidos da direita raivosa.”

  222. Pax said

    Caro Otto,

    Dizer que o PSD do Kassab tem “algum membro investigado” é de um eufemismo que chega a doer de tanto incômodo que me causa.

    O mesmo que dizer que o PR do Valdemar da Costa Neto, o PP do Maluf e outros da mesma configuração, tem “algum membro investigado”. Caramba.

    Essa turma que diz esses absurdos é que alimenta essa massa de militantes e simpatizantes que estimulam o avinagramento do PT. Se uma parte dessa galera passasse a cobrar do PT um mínimo sobre reformas, redirecionamento etc, acredito que o PT não estaria neste caminho de ruína. Vai ganhar as eleições? Tudo indica que sim, a não ser que erre muito, o que acho difícil. Mas isso tira o caminho do apodrecimento do partido? NÃO!!!

    Está virando o PMDB de amanhã.

    A mídia transformou um caixa 2 no maior escândalo de corrupção? Ora, que chororô mais infrutífero.

    Bora olhar para a montanha de roupa suja que tem em casa antes de tentar justificar as culpas? O que vejo? Mais roupa suja, a cada dia a pilha aumenta. É o caminho definido por Lula, paciência.

    A mim resta apontar, reclamar, não me conformar. Direito meu.

    Caro Zbigniew,

    O caso Visanet, Pizzolato, vai dar pano pra manga. Muito pano. E, mais uma vez, acho que o neoPetismo vai acabar quebrando a cara se insistir neste caminho. Mais hora, menos hora, acabaremos chegando no aparelhamento do BB, da BR, dos fundos de pensão etc…. se catucar o vespeiro, vai dar vespa mesmo.

    O dinheiro não era público? Hum… Discussão boa. BB é público? E tem 40% das ações do fundo Visanet? É o maior acionista?

  223. Pedro said

    Mais essa, agora.

    http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/100000645900/henrique-pizzolato-pode-estar-no-brasil.html

    Celsodanielzaram o Pizzolato? Será?

  224. Otto said

    Olha o alto nível deles:

    “Acabou de sair no Estadão. A alta cúpula dos últimos governos tucanos em São Paulo estão envolvidas com o trensalão, o esquema de propinas que o cartel de empresas de trens pagava a autoridades no estado para ganhar contratos públicos. A denúncia envolve os governos Covas, Alckmin e Serra. Alguns quadros famosos do PSDB foram nominalmente citados na denúncia.

    “O documento faz menção ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e aos secretários estaduais José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).”

    O dinheiro, segundo o denunciante, abastecia o caixa 2 do PSDB e DEM.

    É uma denúncia muito grave, ainda mais porque, segundo a matéria, há documentos que a comprovam.”

    http://www.ocafezinho.com/2013/11/21/trensalao-arrasta-covas-alckmin-e-serra/#sthash.Frs9BTmM.dpuf

    Realmente, a corrupção tucana é de nível intergaláctico!

  225. Zbigniew said

    Tenho uma dúvida imensa com relação a essa questão do VISANET. Aqui é que entra a base de sustentação que deu à convicção do Relator os argumentos necessários para as condenações.

    Pax, empresa controlada não quer dizer dependente. Há uma diferença técnica nestes conceitos. E ao que consta o fundo VISANET é privado. Logo, seu auferimento, por intermédio de operações com cartões, não deveria ser enquadrado como de natureza pública. É aqui que entra a dúvida. E se não for de natureza pública, em qual crime o Pizzolato está envolvido?

  226. Pax said

    Caro Zbigniew,

    O sujeito embolsa R$ 326 mil e uns quebrados. Ele alega, e eu não acredito, que era dinheiro para o PT. Dinheiro que veio em espécie.

    EM qualquer das possibilidades é crime.

    Não tem que chorar muito, é crime. Onde que não é? Ou é peculato (embolsou) ou crime de caixa 2. Em ambos os casos ainda, no meu entender, participa da quadrilha.

    Pode-se, sim, discutir se é dinheiro público ou privado. Mas que o cara cometeu crime e foi pego, acho difícil argumentar contrariamente. A não ser que coloque-se antolhos de torcedor.

  227. Pax said

    EMpresa controlada não quer dizer dependente? Hum…

    Coca-cola é dona da Del Vale, dos sucos.

    Se a Del Vale comete crime, a Coca-cola é inocente? Me parece que não. Se uma sociedade tem um sócio majoritário é ele quem dá as cartas. Já era assim desde quando Tales de Mileto comprou ações do Eike Batista.

  228. Zbigniew said

    Pax,
    a questão de controlada e dependente é diferente no âmbito do Direito.
    A controlada é aquela que tem a maioria do capital pertencente ao Estado. A dependente é a que precisa do Estado para funcionar, inclusive para suprir suas despesas de custeio.

    No teu exemplo, a grosso modo (pois acredito tratar-se de uma marca comprada pela Coca-Cola, talvez até fazendo parte de sua linha só que com nome de fantasia diferente), a Del Vale poderia funcionar independentemente da Coca-Cola, apenas repassando à esta valores referente ao lucro. Neste caso ela seria controlada, mas não dependente.

  229. Otto said

    Pax e Zbigniew, eu já expliquei acima. Colo e copio um trecho:

    “Seis meses depois da entrevista na qual Roberto Jefferson falou em “mensalão”, uma auditoria assinada por 25 auditores do Banco do Brasil mostrou que os recursos usados pela empresa Visanet eram privados “não pertencendo os mesmos ao BB investimentos nem ao Banco do Brasil.”

    A auditoria mostrou inclusive que o dinheiro sequer transitava pelo Banco do Brasil. Ficava numa conta da Visanet e, quando era o caso de usá-lo em campanha de publicidade do cartão, um diretor, previamente escolhido pelo Banco – aqueles dois nomes já citados acima — assinava uma nota autorizando o pagamento para a agencia de Marcos Valério, DNA.

    Em seu depoimento como testemunha, o auditor chefe do Banco confirmou o que disse. Deu explicações suplementares, sanou todas as dúvidas. Nenhuma linha de seu trabalho foi contestada pela acusação. Nenhum número. Quem deveria ser levado em conta: o auditor, que conhece cada centímetro do banco, ou o ministério público, envolvido em demonstrar “o maior escândalo da história”?

    No julgamento, quando o advogado de Pizzolato terminou a defesa, Joaquim Barbosa fez uma interpelação sobre a natureza dos recursos. Joaquim queria saber se eram públicos ou privados. Sávio explicou, didaticamente, como a coisa funciona. Toda vez que uma pessoa faz uma pequena compra com o cartão, paga uma porcentagem à Visa. Esta retira uma fração deste dinheiro recolhido para formar o fundo Visanet. Com esses recursos, recolhidos de quem tem o próprio cartão, o Fundo financia campanhas de seus quase 30 bancos associados, entre eles o Banco do Brasil. O youtube tem a íntegra das alegações de Sávio Lobato no STF.

    Ali se vê o momento em que o advogado dá explicações ao relator. Há uma certa tensão. Mas o argumento fica claro. Como cliente associado a Visa, o Banco do Brasil, através daqueles diretores que não eram Pizzolato, autorizava o Fundo a pagar agências que faziam campanhas.

    Nesta divisão do trabalho, cada banco cuidada da publicidade, com suas agências, seu marketing. O Fundo pagava, com o dinheiro recolhido a partir de cada compra de seus clientes.”

  230. Zbigniew said

    Otto,
    no sítio do Viomundo (http://www.viomundo.com.br/denuncias/regulamento-do-fundo-visanet-inocentaria-henrique-pizzolato.html) tem uma matéria bem interessante e que traz mais informações sobre o assunto.

    Entre alguns aspectos destaco os seguintes:

    “- O laudo 2828/2006 não diz que o BB era acionista do Fundo Visanet, mas diz que era detentor de 31,99% do capital da Visanet.

    Conclusão 1: O dinheiro do Fundo de Incentivo Visanet pertencia integralmente à CBMP/Visanet. Portanto, eram recursos privados e não houve desvio de recurso público pertencente ao Banco do Brasil.

    Conclusão 2: Os bancos associados, inclusive o Banco do Brasil, nunca foram acionistas do Fundo de Incentivo Visanet.

    Conclusão 3: O Banco do Brasil não era dono sequer de 0,1% dos recursos do Fundo, muito menos dos 32% citados pelo ministro-relator e repetidos pelos seus pares.

    O próprio Laudo 2828/2006, resultado de perícia realizada pela Polícia Federal na CBMP/Visanet, mediante ação cautelar para busca e apreensão, afirma que o gestor

    “…indicado pelo Banco (do Brasil), como única pessoa responsável,…, para cuidar dos assuntos relacionados às Ações do Fundo de Incentivo”, no período de 19/08/2002 a 19/04/2005, era Léo Batista dos Santos.

    Conclusão 4: Henrique Pizzolato não tinha nenhuma relação com o Fundo Visanet. Nunca foi gestor do Fundo nem encaminhou/assinou qualquer documento solicitando que a Visanet efetuasse pagamentos à DNA.

    E depois questiona-se:

    Durante a CPI dos Correios, pelo menos, vários executivos do Banco do Brasil foram citados, inclusive o gestor do Fundo Visanet, Léo Batista, o presidente do BB à época, Cássio Kasseb, o Diretor de Varejo, Fernando Barbosa de Oliveira, o Gerente Executivo de Varejo, Douglas Macedo. Nenhum deles foi denunciado ao STF na Ação Penal 470. O único que foi penalizado foi Henrique Pizzolato.

    Seria por que Pizzolato era o único petista, enquanto os demais eram oriundos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?

    Estranhamente, a Visanet nunca foi chamada a depor na CPI dos Correios. Por quê?”

    Pois bem. É importante que se tenha em mente a natureza jurídica deste fundo. Se pública ou privada. E, aí é que tá: Se o BB era detentor de 31,99% do capital da Visanet (nem controlada era), isso quer dizer que o dinheiro do fundo CBMP/VISANET era público? Obviamente que não.

    E se o representante do fundo não era o Pizzolato, porque ele foi responsabilizado por um valor pelo qual não responde e não um outro diretor não ligado ao PT?!

    Realmente tem pano para manga…

  231. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Laudos e mais laudos e nem uma única palavra sobre o pacotinho de R$ 326 mil reais?

    Recebeu porque era um bom moço, porque Marcos Valério tem tendências homo e queria conquistar Pizzolato, porque Marcos Valério e seus sócios jogaram uma espécie de loteria com quase 200 milhões de nomes e o dele foi o sorteado?

    Desculpem-me, mas não creio que fugir do cerne da questão seja um bom caminho. E o cerne é: aparelhamento político para duas coisas:

    1 – fazer essa política de compra de votos, compra de legendas, caixa 2 e tudo que envolve dinheiro sujo e todos sabem muito bem disso.

    2 – encher o rabisteco de dinheiro, comprar apartamentos, carros, motos, viagens etc.

    Henrique Pizzolato pegou um envelope de R$ 326 mil. Dinheiro vivo, nota sobre nota, papel moeda, pacote vindo da agência de propaganda do Marcos Valério e sócios. Se entregou ou não ao PT não sei dizer. Só sei que o cara fazia parte da quadrilha e cometeu os crimes pelo qual está condenado que são:

    – Corrupção passiva (receber R$ 326 mil para favorecer DNA) – decisão unânime
    – Peculatos 1 e 2 (bônus de volume e fundo Visanet) – idem, unânime
    – Lavagem de dinheiro (ocultar recebimento de R$ 326 mil) – acho, se não me engano, que foi 8 a 2 ou 9 a 1.

    Mas o arbítrio de cada um é livre. Ainda bem que sim. Quem quiser defender Pizzolato, quem quiser achar que sua “fortíssima” defesa vai “desmascarar” o julgamento da AP 470, tem todo direito de seguir este caminho, de falar aos quatro cantos que acha isso mesmo etc etc.

    A mim mais parece uma tremenda falta de noção. Desculpem-me a absoluta sinceridade.

  232. Pax said

    Prezados,

    tem uma reportagem bomba no Estadão de hoje onde a cúpula tucana, demo e pps é envolvida nos propinoduto.

    só que eu não consigo ver por aqui, o Estadão diz que já li todas as matérias que posso e não deixa eu abrir.

    essa merece coleção, sim, claro. Envolve Aluysio Nunes, o chefe da casa civil do Alckmin, Covas, o próprio Alckmin e Serra e mais um monte de nomes.

    se algum de vocês consequir abrir essa link e puder me mandar os primeiros parágrafos e o link eu consigo fazer o post.

    melhor que ficar nesse mimimi do Pizzolato.

  233. Pax said

    deixem quieto, consegui… tem novo post.

  234. Chest said

    não se choro ou acho graça…

    http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=140424

  235. Chest said

    Em julho de 2005, Olívio é retirado da pasta para dar lugar a Márcio Fortes, do Partido Progressista (PP), sigla também envolvida no escândalo de corrupção. Olívio diz que o PT está acima de indivíduos, e acredita que se fez justiça no caso de corrupção.

    “Não deveria ser diferente (sobre as condenações e prisões). Um partido como o PT não pode ser jogado na vala comum com atitudes como esta. Com todo o respeito que essas figuras têm, mas não é o passado que está em jogo, é o presente, e eles se conduziram mal, envolveram o partido. O sujeito coletivo do PT não pode ser reduzido em virtude dessas condutas. O PT surgiu para transformar a política de baixo para cima. Eu não os considero presos políticos, foram julgados e agora estão cumprindo pena por condutas políticas”, dispara o líder petista.

  236. Pax said

    Querem complicar ainda mais o caso Pizzolato? Bem, Carta Capital faz isso:

    http://www.cartacapital.com.br/politica/pizzolato-uma-historia-esquecida-2632.html

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