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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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O infalível José Dirceu

Posted by Pax em 23/12/2013

Parece religião, parece mesmo algo como uma seita. Jim Jones, o pastor americano, fundou a igreja Templo dos Povos. Levou seu rebanho para Guiana e fundou Jonestown, uma agrovila onde aprisionou seus fiéis. Ao ser descoberto em suas “deidades satânicas”, obrigou quase 1.000 de seus devotos ao suicídio coletivo. O resultado foi uma tragédia. Uma tragédia anunciada.

José Dirceu foi condenado como chefe de quadrilha na Ação Penal 470, apelidada de Mensalão do PT. Os simpatizantes, os fiéis, os súditos ou devotos, continuam com o mesmo bordão, a eterna ladainha monotônica: aquela dinheirama recolhida em espécie, na boca do caixa do Banco Rural e outras fontes, não prova nada. Aquelas fortunas entregues para líderes de partidos era só um agrado, um acordo informal. Era tudo “dinheiro de campanha não contabilizado” segundo a defesa do indefensável. Algo como afirmar: mas sempre foi roubalheira geral e agora não podemos ter a mesma prática? Daquele partido que nasceu defendendo trabalhadores e combatendo interesses privados e oligopólios a mudança foi radical. Ética e moral foram jogados a escanteio e o vale tudo adotado.

Como a coisa toda ficou feia demais, exposta demais, incluindo não só pagamentos a parlamentares para formar uma base no Congresso, regada a dinheiro público desviado, como também gente do próprio partido, melhor matar os mensageiros que permitir que as mensagens sobre o apodrecimento geral chegassem aos fiéis. Só que, infelizmente, está tudo nos autos. Recibos de pagamento, confissões, testemunhos, laudos, emails, reuniões registradas, enfim, provas cabais da baixaria geral. Provas que tiram quaisquer possibilidade de dúvidas e obrigam o veredito da culpabilidade.

A turma não negou e não nega devoção. Repete ad nauseam que tudo não passa de uma tremenda injustiça, um julgamento político, um tribunal de exceção. Alegam que as provas não existem! Claro que sim. É preciso de uma massa repetindo e repetindo uma falácia para que ela se torne verdade. Outro filme, aliás, bem conhecido. José Dirceu, inteligente que é, parece conhecer profundamente a História de todos os governos que adotam o crime como meio. Aprendeu o jogo. O problema é que o pecado capital da soberba acaba levando líderes a erros primários. Se acham acima das leis, protegidos pelos fiéis, devotos, e pelo esquemão geral. Acabam escorregando e caindo nas esparrelas. A soberba leva as pessoas a se achar acima do bem e do mal, à acima das leis.

Segundo reportagem do Estadão, Dirceu fez fortuna intermediando interesses para lá de esquisitos em inúmeras áreas, setores inteiros de um Brasil da sonegação empresarial, dinheiro que abastece os mesmos de sempre, o modelo de sempre, seja quem estiver no poder, o esquema não muda. O povo, quieto, não reclama. Suporta a carga tributária de países sociais democratas de primeiro mundo com serviços de terceiro mundo. E acredita nas campanhas fantásticas pagas com parte da fortuna desviada.

A reportagem do Estadão só esquece da área mais rica onde Dirceu também exerceu influência: Telecomunicações.

A persistir o bordão, dentro em breve poderemos ter uma convocação geral: cianureto político para todos! Jim Jones, afinal, tem um legado a ser estudado. O suicídio não será real, mas político. A ameaça é real e pode chegar ao topo até agora não arrolado como réu.

O pecado da soberba é, talvez, mais poderoso que o império da própria corrupção geral. Resta-nos aguardar para ver até onde chega.

Empresa de Dirceu alterou finalidade cinco vezes – Estadão

Depois que ex-ministro saiu do governo Lula, documentos foram modificados para incluir a possibilidade de sua consultoria fazer lobby no setor público

Andreza Matais e Fábio Fabrini – O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O ex-ministro José Dirceu multiplicou suas possibilidades de negócios após a passagem como ministro da Casa Civil do governo Lula. Fora do governo e com o mandato de deputado cassado pelo envolvimento no esquema do mensalão, Dirceu alterou cinco vezes a finalidade da JD Assessoria e Consultoria e incluiu no seu escopo de atuação a atividade de lobby para diversos setores com interesses no governo federal.

As mudanças no contrato da empresa incluem o registro de uma filial no Panamá, conforme revelou neste domingo o Estado. A filial tem o mesmo endereço da Truston International, sócia majoritária do hotel St. Peter, que ofereceu o cargo de gerente administrativo a Dirceu, com salário de R$ 20 mil, dez dias após ele ser preso pela condenação no mensalão. No endereço da JD e da Truston funciona o escritório de advocacia Morgan & Morgan, que oferece testas de ferro para abertura das filiais no paraíso fiscal.

Ao ampliar o escopo de sua consultoria, Dirceu fez fortuna. Sua última declaração de bens pública, apresentada à Justiça Eleitoral em 2001, informa que ele tinha bens e valores que somavam R$ 172,8 mil, em valores da época. Somente a casa em que funcionava sua consultoria, em São Paulo, está avaliada em R$ 5 milhões por corretores. Após sua prisão, o imóvel na Avenida República do Líbano, a 300 metros do Parque do Ibirapuera, foi colocado à venda. (continua no Estadão…)

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246 Respostas to “O infalível José Dirceu”

  1. Pedro said

    A seita do Zé já tem até musiquinha:

  2. Otto said

    Pax, como os fariseus, coa um mosquito (empresa do Zé Dirceu no Panamá, assim como Eduardo Paes, Globo e Abril) e engole um mosquito (deputados pró-Alckmin bloqueiam investigação do cartel do metrô).

    Além disso, Pax, você não me enumerou dez blogs sujos que recebem patrocínios estatais. Prefere sair pela tangente falando de Jin Jones.

  3. Otto said

    Veja, Pax, esse camelo aqui que aposto você nem sabia:

    Morte de modelo tem ligação com mensalão tucano

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/advogado-contesta-versao-oficial-e-diz-que-morte-de-modelo-tem-ligacao-com-mensalao-tucano-em-minas.html

  4. Pax said

    Eu disse que apontaria 10 blogs bancados pelas estatais? Onde? Aponte o que acusa.

    Caro Otto, se você acha normal o ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, presidente que chegou a pedir desculpas alegando ter sido enganado por seus subordinados, ter uma empresa no Panamá para, no mínimo, sonegar imposto, então tá.

    Fique à vontade para professar sua religião.

  5. Otto said

    Pax, no post anterior, comentário #121, você disse:

    “Além de alimentar uns blogs com uns patrocínios de estatais.”

    “Uns” é o que? 1+1?

    Queria conhecer a lista desses blogs…
    Saber o valor… e fazer algumas comparações…

  6. Patriarca da Paciência said

    É bem isso aí.

    O homem poderosíssimo está numa sela da Papuda, é só um Zé Mané!

    Já o Daniel Dantas, com as provas mais concretas contra si, até hoje, está livre, leve e solto e deve estar passeando no seu iate com tamanho e potência de um grande um navio, Daniel Dantas, sem a menor sombra de dúvidas, é um legítimo poderoso chefão !

    Já o Arruda, com as provas mais concretas, filmadas e mostradas ao vivo e a cores para todo o Brasil, foi absolvido!

    O Sarney, dono do Maranhão, tem que ir ao Amapá para conseguir uma vaguinha para concorrer ao Senado!

    Barbosão tem apartamento em Miami, comprado de maneira um tanto “esquisita” por empresa com sede em apartamento funcional, o filho trabalha na Globo, leva repórteres, também da Globo, em aviões públicos para cobrir suas palestras etc.etc.etc.

    Acho que atingimos o nível de que falava aquele líder negro norte-americano, ou seja, “abram os olhos porque senão a mídia os fará acreditar que as vítimas são os opressores e os opressores são as vítimas!

    No mínimo, tem algo muito estranho no ar.

    O Pax já está apelando para o Jim Jones, o que acho tão hilário quanto as tiradas do reinaldo rola-bosta. Sim, Pax, de vez em quando, eu dou uma olhada nos títulos dos textos do dito cujo. Apenas com os títulos enormes, já se pode saber tudo que quer dizer, os textos longuíssimos e chatérrimos são apenas enchimento de linguiça.

    Veja se ele não é hilário. Algum tempo atrás ele fez a grande “descoberta científica” de que “os homens são compostos de matéria deferente dos outros animais.”

    Há poucos diz fez a grande descoberta filosófica de que existe “soberba infundada”. Caramba! Essa foi sua obra-prima, Provavelmente o dito cujo se julga um “soberbo fundamentado”.

    Pax, espero que você possa ter acesso às verdadeiras informações da internet. Acho que você está ficando um pouco desatualizado.

  7. Patriarca da Paciência said

    “Pax, no post anterior, comentário #121, você disse:

    “Além de alimentar uns blogs com uns patrocínios de estatais.”

    “Uns” é o que? 1+1?

    Queria conhecer a lista desses blogs…
    Saber o valor… e fazer algumas comparações…”

    Pois não é, Otto?

    É a mesma história da famigerada ação penal 470, ou seja, disseram que “deputados foram comprados”, mas nunca apresentaram a lista com nomes, endereços, CPFs, RGs e quantias recebidas por cada um.

    Num processo sério este item seria obrigatório!

  8. Patriarca da Paciência said

    Acho que daqui para a frente sempre que me referi ao reinaldo rola-bosta, vou acrescentar também, o epíteto, o soberbo fundamentado!

    Reinaldo rola-bosta, o soberbo fundamentado!

  9. Pax said

    Prezados,

    Já faz um tempo, um bom tempo, que anuncio pra vocês essa percepção que Dirceu é um afogado agarrado no partido e em sua militância. Pois bem, não passa uma semana em que não aparecem provas e mais provas que estou com a razão.

    Se vocês querem adotar o discurso da barca furada, só posso lamentar o divórcio das nossas visões.

    A minha não mudou. A de vocês parece que muda a cada notícia. Hora é tudo invenção, hora é o tal tribunal de exceção, hora isso, hora aquilo. Enfim, o andar da carruagem está aí para quem quiser ver.

    O cara arrumar o tal emprego no tal hotel cheio de penduricalhos problemáticos, a anteninha na Paulista para o tal dono, a empresa no Panamá e, depois, a descoberta que o próprio Dirceu tem empresa no mesmo endereço, do mesmo golpe onde uma parcela dos corruptos brasileiro hospeda suas falcatruas, enfim, é o próprio Dirceu, em sua soberba, que jogou um enorme holofote na coisa toda.

    Vocês podem me acusar do que quiserem, mas, ao menos, não neguem os fatos. Se Paes, Serra, Sarney, Renan, Valdemar, Rosemary, sei lá quem, faz e fez o que faz e fez, isso não altera os fatos. Que não são nada abonadores para o afogado. Muito menos para seu partido.

  10. Pax said

    Off topic:

    Vocês também se emocionaram com Renan Calheiros nos desejando ótimas festas e um feliz 2014 ontem, em horário nobre da TV? Fiquei emocionado. Juro que sim.

    Por confirmar minha convicção que não precisamos de duas casa legislativas. Este cidadão está em todos os governos, só pratica ilegalidades, desde nos obrigar a pagar as contas de suas amantes até suas viagens particulares para festinhas e desencravar pentelhos inflamados. Nosso dinheiro.

    Quando era governo tucano o cara foi ministro. No governo petista o cara vira presidente do Senado. Sai governo e entra governo e ele permanece lá. Agora eleito pela corja que habita essa casa de tolerância.

    Digam-me, se forem capazes: que bem esse Senado nos traz?

    Para quê precisamos de duas casas legislativas? Para pagar boquetes palacianos de cidadãos como esse?

    Entra governo e sai governo e nada muda. Vocês acham que os resultados alcançados até agora são indicativos de um futuro brilhante para o país. Pois bem, insisto no divórcio de nossas visões. Enquanto mantivermos esse tipo de política, esse que leva líderes sindicais a estágios na Papuda, não vejo com bons olhos o horizonte à frente.

    Renan, no fundo no fundo, merecia ser entregue à multidão em frente ao Congresso, naquele gramadão. Se o cara é bom, que o povo o afague. Caso contrário…

  11. Patriarca da Paciência said

    Cara Pax,

    como você está com dificuldades em sua banda-larga, peço permissão para postar este longuíssimo texto, o qual apenas apresenta uma outra visão da famigerada “ação penal 470”:

    Como se montou a prova do “maior escândalo da história da República” e porque essa “prova” é falsa e precisa ser revista pelo STF

    VALE A PENA ver de novo. Está no YouTube (http://youtu.be/-smLnl-CFJw), nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 29 de agosto, no julgamento do mensalão. A sessão já tinha 47 minutos. Fala o ministro Gilmar Mendes. Ele esclarece que tratará da “transferência de recursos por meio da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP)”. Diz, preliminarmente, que, a seu ver, “se cuidava” de recursos públicos. Faz, então, uma pausa. E adverte ao presidente da casa, ministro Ayres Britto, que fará um registro. De fato, é uma espécie de pronunciamento ao País.

    Ele diz que todos que tivemos alguma relação com esta “notável instituição” que é o Banco do Brasil “certamente ficamos perplexos”. Lembra que o revisor, Ricardo Lewandowski, “destacou que reinava uma balbúrdia” na diretoria de marketing do banco e completa dizendo que parecia ser uma balbúrdia no próprio banco como um todo. A seguir, ergue a cabeça, tira os olhos do voto que lia meio apressadamente, encara seus pares. E diz cadenciadamente: “Quando eu vi os relatos se desenvolverem, eu me perguntava, presidente: o que fizeram com o Ban-co-do-Bra-sil?”.

    Então, põe alguns dedos da mão esquerda sobre os lábios e explica: “Quando nós vemos que, em curtíssimas operações, em operações singelas, se tiram desta instituição 73 milhões, sabendo que não era para fazer serviço algum…” Neste ponto, parece tentar repetir o que disse e fala engolindo pedaços das palavras: “E se diz isso, inclus… [parece que ele quis dizer inclusive] não era para prestar servi [serviço, aparentemente].” E conclui, depois de pausa dramática, ao final separando as sílabas da palavra para destacá-la: “Eu fico a imaginar […] como nós descemos na escala das degra-da-ções.”

    RB vê a narrativa do ministro de outra forma. Foi um dramalhão, um mau teatro. Mas, a despeito do grotesco, a tese central do mensalão é exatamente a encenada pelo ministro Mendes. E só foi possível aos ministros do STF concordar com ela porque se tratou de um julgamento de exceção. Um julgamento excepcional, feito sob regras especiais, para condenar os réus.

    Esta tese diz que, sob o comando de Henrique Pizzolato, o então diretor de marketing e comunicação do BB, foi possível tirar, graças a uma propina que ele teria recebido, 73,8 milhões de reais para que uma trinca de quadrilhas comandadas pelo ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, comprassem deputados.

    Deixaram os advogados da defesa falar por apenas uma hora em agosto. E os ministros falaram por mais de dois meses, com uma espécie de promotor público, o ministro Joaquim Barbosa, brandindo a regra de condenar por indícios, e não por provas, réus a quem foi negado um dos princípios históricos do direito penal, o da presunção da inocência.

    E deu no que deu. A tese central do mensalão é tão absurda que ainda se espera que o STF possa revogá-la. Ela diz que foram desviados para o PT os tais 73,8 milhões de recursos do BB para comprar sete deputados e aprovar, por exemplo, a reforma da Previdência, que todo mundo sabe ter passado com apoio da direita não governista sem precisar de um tostão para ser aprovada.

    Dos autos do processo, com aproximadamente 50 mil páginas, cerca de metade é dedicada a três auditorias do BB sobre o uso do Fundo de Incentivo Visanet (FIV), do qual teriam sido roubados os tais milhões. Pois bem: em nenhuma parte, nem em uma sequer das páginas dessas gigantescas auditorias, afirma-se que houve desvio de dinheiro do banco.

    Nem o BB nem a Visanet processaram Pizzolato até agora. Simplesmente porque, até agora, não se propuseram a provar que ele comandou o desvio, nem mesmo se houve o desvio. E também porque está escrito explicitamente nos autos que não era ele quem ordenava os adiantamentos de recursos para a empresa de propaganda DNA, de Marcos Valério, fazer as promoções.

    O adiantamento de recursos à DNA era feito não pela diretoria que ele comandava, a Dimac, mas por um funcionário da Direv, a diretoria de varejo. Esta diretoria era, com certeza, a grande interessada na venda dos cartões, o que, aliás, fez com raro brilho, visto que o BB desbancou o Bradesco, o sócio maior da CBMP, na venda de cartões de bandeira Visa.

    Nesta edição, na matéria a seguir, “Um assassinato sem um morto”, Retrato do Brasil mostra um documento reservado da CBMP, preparado por um grande escritório de advocacia de São Paulo para ser encaminhado à Receita Federal, no qual a companhia lista todos esses trabalhos, que confirma informações constantes das outras três auditorias do BB. Porém, acrescenta um dado essencial: mostra que a empresa tem os recibos e todos os comprovantes — como fotos, vídeos, cartazes, testemunhos – atestando que os serviços de promoção para a venda de cartões de bandeira Visa pelo BB foram realizados. Ou seja, que não houve o desvio. A tese do grande desvio que criou o mensalão surgiu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios já no início das investigações, em meados de 2005, quando se descobriu que Henrique Pizzolato estava envolvido no esquema do “valerioduto”. E ganhou forma acabada no relatório final desta comissão, entregue à Procuradoria da República em meados de abril de 2006.

    O então procurador-geral Antônio Fernando de Souza, menos de uma semana depois, encaminhou a denúncia ao STF, onde ela caiu sob os cuidados do ministro Joaquim Barbosa. O que Souza fez de destaque na denúncia foi tirar da lista de indiciados feita pela CPMI, na parte que apresentava os que operavam o FIV no BB ou que poderiam ser vistos como responsáveis pelo desvio, todos os que não eram petistas. Souza — não ingenuamente, deve-se supor — retirou da lista de indiciados todos os que vinham do governo anterior, do PSDB, entre os quais o diretor de varejo, que tinha, no caso, o mesmo, ou até mais alto, nível de responsabilidade de Pizzolato. E excluiu também o novo presidente do banco, Cássio Casseb, um homem do mercado.

    Sob a direção de Barbosa não foi realizada nenhuma nova investigação de peso e a tese do desvio de dinheiro do BB continuou sendo a peça central da armação acusatória. O delegado da Polícia Federal, Luiz Flávio Zampronha, chegou a ser mobilizado para investigar o que ainda se imaginava serem duas fontes de dinheiro possíveis para o mensalão: o dinheiro do FIV e o de empresas então dirigidas pelo financista Daniel Dantas, a Telemig, a Amazônia Celular e a Brasil Telecom, que também tinham Marcos Valério como agente publicitário.

    Zampronha, tudo indica, chegou a conclusões diferentes das de Souza e de Barbosa, mas seu relatório não consta dos autos da Ação Penal 470, em julgamento no Supremo. Tanto Souza como Barbosa desqualificaram o delegado no começo de agosto, quando ele deu declarações como a de que os empréstimos dos banqueiros ao “valerioduto” de fato existiram e a de que as acusações contra José Dirceu por formação de quadrilha não passavam de figuração.

    Preocupado em construir uma historinha — em torno de, como veremos no caso de Pizzolato, simplórias acusações de corrupção —, o ministro Barbosa não quis entender a estrutura jurídica do Fundo de Incentivo Visanet, sua natureza propositadamente confusa. A CBMP, cujo nome fantasia era Visanet e hoje é Cielo, é dirigida pela Visa Internacional, empresa com sede na Califórnia e uma gigante da era dos cartões de crédito e débito de aceitação global.

    Em duas centenas de países, a Visa juntou interesses contrários localmente — como, no Brasil, os bancos de varejo Bradesco, BB, Santander — em empresas dirigidas por ela, como a CBMP, pela ambição comum de vender mais cartões de sua bandeira. A Visa dá a elas uma fração — 0,1%, um milésimo do movimento de dinheiro dos cartões — para publicidade. Em 2004, por exemplo, no Brasil, como o giro de dinheiro nos cartões Visa foi estimado em 156 bilhões de reais, a CBMP adiantou para os bancos o milésimo previsto para publicidade, 156 milhões de reais.

    O dinheiro sempre sai na forma de adiantamento, para que a máquina de promover a venda de cartões não pare. A CBMP fica com 4% a 6% do dinheiro movimentado pelos cartões, tirando essa parte como comissão dos que vendem produtos ou serviços pagos pelos cartões. E assina contratos-padrão com os bancos constituidores dessas empresas locais. Nestes, permite que o banco associado escolha se quer que ela pague diretamente aos fornecedores pelos serviços de publicidade para promoção dos cartões ou se quer receber a verba para a promoção diretamente em seu orçamento, prestando contas posteriormente a ela. Como se lê na ilustração com um trecho do parecer jurídico do BB, a escolha do banco estatal foi a de não receber os recursos em seu orçamento, com o objetivo de pagar menos imposto de renda. Para tanto, não assinou contrato com a DNA para cuidar especificamente destes recursos.

    Diz o texto do parecer reafirmado em 2004 e firmado inicialmente em 2001, quando o BB associou-se à CBMP e foi criado o FIV: os artigos 436-438 do Código Civil trazem a figura jurídica “Estipulação em favor de terceiros”, que permite este tipo de relação — a CBMP pagar ao fornecedor da DNA por um serviço feito por demanda do BB. O parecer afirma que não é necessária a formalização de contratos nem do BB com a DNA para esse fim específico e nem da CBMP com a DNA. O ministro Barbosa ficou cobrando de Pizzolato a inexistência desses contratos, como se Pizzolato fosse o responsável pela situação, e não a direção do BB.

    A confusão estrutural, portanto, é essa: por contrato considerado o mais adequado pela direção do banco, o BB nem ficava com o controle completo da execução das operações de promoção dos cartões nem tinha interesse em apresentar seus planos de venda de cartões de maneira muito aberta, para não dar dicas de suas estratégias de marketing para concorrentes, como o Bradesco.

    Como se viu, Barbosa não tocou nestes assuntos mais complexos. Acabou grosseiramente apresentando Pizzolato como o mandachuva do dinheiro do FIV, capaz de sacar dinheiro de lá para não fazer nada — a não ser ajudar a quadrilha do PT, como ele acha que provou. Barbosa não quis ver que, na questão do uso do FIV, a figura central do BB não era o diretor de comunicação e marketing, mas o diretor de varejo, interessado em vender mais cartões e, portanto, ganhar mais comissões.

    O ponto de partida de Barbosa foi o fato de Pizzolato ter sido incluído na lista de recebedores de dinheiro do “valerioduto”. Pizzolato defendeu-se dizendo que apenas repassou dinheiro para o PT do Rio, coisa verossímil, visto que, como já demonstrou RB, esta seção do partido foi a que mais recebeu recursos do “valerioduto”, depois do publicitário Duda Mendonça.

    Pizzolato

    Pizzolato foi derrotado porque o STF inverteu, para este julgamento e sob falsas alegações, o ônus da prova. Ele é que tinha de provar que não recebeu propina. O fato de Pizzolato ter aberto seus sigilos bancário e fiscal logo que o escândalo estourou e de a Receita Federal ter feito uma devassa monumental em suas contas — especialmente para saber se ele não havia comprado o apartamento em que mora em Copacabana com a suposta propina — e não ter encontrado nada não convenceu os ministros, como se vê pelo mal informado e patético depoimento do ministro Gilmar Mendes.

    Resta um porém: como os serviços de promoção dos cartões de fato foram feitos, se não houve o desvio de dinheiro do BB, como explicar a propina — a qual, aliás, o Supremo não tem prova de que Pizzolato recebeu? De última hora, um ministro do Supremo alegou, para condenar Pizzolato, que tanto era verdade que ele havia recebido o dinheiro de Valério por meio de um contínuo da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do BB, que dividiu a quantia recebida com o próprio contínuo, a quem teria dado 18 mil reais. O ministro, Dias Tofolli, talvez deslumbrado com o ânimo anticorrupção do STF, esqueceu-se de que a contribuição de Pizzolato para o contínuo — dada junto com outras pessoas para que ele reconstruísse um barraco em que morava — era de bem antes do escândalo do mensalão.

    Nada a estranhar neste absurdo. Se a tese central do mensalão não tem pé nem cabeça, por que buscar coerência nos seus detalhes?

    Leia íntegra da matéria AQUI.
    http://www.acao470.com.br/postagem-de-exemplo-3/

  12. Patriarca da Paciência said

    Mais um texto longo, porém muito didático:

    Bomba! Ninguém menos que o professor emérito da USP, Dalmo de Abreu Dallari solta o verbo contra os aspectos ilegais, inconstitucionais e nazistas do processo conhecido como “mensalão”. Confira a didática e ótima entrevista do jurista ao jornalista Eduardo Guimarães sobre o processo que gerou, em suas palavras, um “julgamento com base em suposições” e não em provas. Abaixo, trechos da entrevista. OBSERVATÓRIO GERAL.

    Supremo Tribunal Federal resolveu julgar sem ter competência constitucional./
    No caso do Mensalão, dos 40 condenados só 4 é que se enquadravam no foro privilegiado, então em relação a 36 o STF julgou sem ter competência legal, sem ter competência constitucional, isto é, claramente, diretamente, o STF cometeu uma inconstitucionalidade./
    Basta este aspecto a meu ver para que se verifique que todo o processo do mensalão está comprometido, não foi um processo jurídico. Não foi a partir deste ponto inicial, o STF não tinha competência para julgar os réus que julgou então por isto não é jurídico este julgamento, ele é contra a constituição, é contra o direito, então foram outras as determinantes do julgamento./
    A teoria do domínio do fato, a teoria que tem este nome, tem origem na Alemanha nazista quando havia intenção de condenar pessoas mesmo que não houvesse provas, eram os inimigos do regime./
    Faz-se o processo não para julgar, mas para condenar, e aí isso aconteceu no processo do mensalão. Os réus estavam condenados antes de começar o julgamento e isso depois ficou muito evidenciado em vários momentos, em varias atitudes, várias decisões e evidentemente é preciso relembrar as atitudes absolutamente antijurídicas, arbitrárias do ministro Joaquim Barbosa./
    O fato de ele conhecer [Direito Constitucional] torna mais grave a sua posição, ele sabia que estava agindo contra a Constituição mas em várias ocasiões ele tomou posições claramente arbitrárias, posições de verdadeiro inquisidor./
    O jornal O Estado de São Paulo noticiou que no dia seguinte o ministro Joaquim Barbosa iria proferir um despacho sobre um determinado assunto em tais e tais termos o jornal um dia antes já sabia que palavras o ministro ia usar e noticiou que um jornalista estava acompanhando o ministro na hora que ele estava elaborando o voto, o que é um absurdo, então o jornalista participou da elaboração do voto? Então o voto foi feito no sentido que convinha a grande imprensa? Em grande parte foi isso que se verificou./
    [Sobre o entrevero com Gilmar Mendes] Tudo isso demonstra um desequilíbrio emocional do ministro Joaquim Barbosa, realmente comprovou esse desequilíbrio, essa falta de serenidade em inúmeras ocasiões, durante o processo do mensalão, então por tudo isso o processo não tem valor jurídico, foi um processo influenciado por inúmeros outros fatores, por fatores políticos sem sombra de dúvida, influenciado pela insistente campanha da grande imprensa, e influenciado também por esses desequilíbrios, pode-se dizer, desequilíbrios emocionais do ministro Joaquim Barbosa./
    Eu acho que o mensalão não vai gerar jurisprudência exatamente por sua mais do que evidente deficiência jurídica, é um julgamento que contém muitas inconstitucionalidades muita argumentação fora do direito, contra o direito, ficando evidente a interferência de fatores não jurídicos, a interferência por exemplo da grande imprensa./
    Além disso fazendo o STF a invocação e a aplicação de uma doutrina nazista que é a doutrina do domínio do fato que só foi usada exatamente pela impossibilidade de comprovar a acusação que foi o que aconteceu no caso do mensalão./
    Eu acho que essas prisões deixaram mais do que evidente a intenção do espetáculo, a busca do espetacular, junto à opinião pública, o exibicionismo./
    O ministro Joaquim Barbosa num precedente absurdo trabalhou durante o feriado para poder formalizar as determinações de prisões, coisa que nunca aconteceu, e não havia urgência não havia motivo nenhum para um ministro passar um feriado preparando e declarando prisões./
    Determinou que um avião da Fab, avião público, circulasse pelo Brasil transferindo os réus… sabendo que aquilo era ilegal, que aquilo teria que voltar atrás, e naturalmente entre outras coisas, provocando despesa, despesa pública, usando dinheiro público para esse exibicionismo. Rigorosamente essa despesa deveria ser cobrada do ministro Joaquim Barbosa./

  13. Pax said

    Caro Patriarca,

    Se a defesa do mensalão tem como um de seus principais pilares a tentativa de livrar Pizzolato de seus crimes, a coisa é feia mesmo, não?

    O cara não só embolsa 326 mil reais como agradinho, dinheiro vindo da empresa do Marcos Valério e sócios, todos envolvidos na falcatrua generalizada, e a defesa tem isso como “prova” que o tal mensalão não existiu?

    Caramba.

  14. Otto said

    Patriarca, o Pax é um crente, um bom anabatista, que acredita piamente, mesmo com a ausência de provas, que o PT é culpado de todos os males do mundo.

    Como julgavam e queimavam as bruxas na Idade Média.

  15. Otto said

    Pax, vc. acredita mesmo num jornal que apoiou a ditadura?

    “A respeito da reportagem “Dirceu abriu filial de consultoria no endereço de dona de hotel no Panamá”, publicada por O Estado de S. Paulo (22/12), a JD Assessoria e Consultoria Ltda comunica que nunca atuou ou estruturou qualquer operação no Panamá. O pedido de abertura de filial, feito a partir do Brasil, sequer foi registrado naquele país, sendo revogado por decisão da própria empresa, que seguiu todos os trâmites previstos pela legislação brasileira.”

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/dirceu-publica-nota-desmentindo-estadao-consultoria-nao-tem-filial-no-panama/

  16. Pax said

    Caro Otto,

    Você está me acusando, mas quem repete os bordões “religiosos”, os ditames da cúpula, não sou bem eu.

    E, cá pra nós, tremenda injustiça tua dizer que o bordão do Chesterton, velho e bom Chesterton, é meu.

    O PT não é culpado de todos os males do mundo. Nada disso. O PT somente adorou as benesses do poder corrompido do Brasil, adotou suas práticas sem tirar nem por e, segundo alguns, aprofundou os esquemas, aparelhou ainda mais o Estado.

    Não sei se concordo em absoluto com esses alguns. Não tenho certeza se aprofundou os esquemas. Se os tornou mais podres do que já eram. Que nao melhorou nada neste sentido tenho certeza. E que aparelhou o Estado não tenho menor dúvida. Pizzolatto é um desses exemplos. Tem milhares.

  17. Pax said

    Caro Otto, tem horas que chega a ser engraçado, juro que sim.

    Quando o Estadão aponta a corrupção generalizada dos governos tucanos em SP vocês acreditam, colocam os links etc. Quando fala qualquer coisa contra o PT é um jornal que apoiou a ditadura (e apoiou mesmo, a certa altura).

    Depois pedem isonomia e equilíbrio… mas, vamos lá, espírito natalino para um ateu só com muito humor.

  18. Otto said

    Pax, você não vai comparar uma conta — não comprovada — no Panamá com um esquema multibilionário repleto de provas (o trensalão) que perdurou (e perdura) por mais de três mandatos de governador. no estado mais rico da federação.

    No mais, só pra pegar um dos pontos elencados por você acima, quem aparelha o Estado são os demo-tucanos: vide o estado de São Paulo, onde MP e polícia civil e militar, reitoria da USP e o escambau é tudo aparelhado pala tucanagem.

    Vide inclusive a própria Polícia Federal, cheia dos tentáculos do Serra.

    Aliás, o que faz um gangster como o Serra continuar solto se não um aparelhagem desbragada da máquina do Estado e da mídia gorda?

  19. Pax said

    Caro Otto,

    Você está preocupado com o Jim Jones do PSDB? Ok.

    Confesso que me preocupa o Jim Jones do PT. Continuo com esperança que alguma coisa mude para melhor ou, pelo menos, que saia deste gradiente tão infeliz de apodrecimento.

  20. Pax said

    Feliz Natal rapaziada, seja lá o que representa para vocês, espero que passem super bem com seus familiares e amigos.

    um abraço sincero a todos.

  21. Otto said

    De exceção em exceção, chegaremos um dia à ditadura perfeita: o Estado judiciário.

    “Enquanto os condenados da AP 470 têm seu acesso aos livros restringido a duas horas diárias, os presos comuns são estimulados a ler e chegam a passar até até quatro horas por dia lendo. A leitura conta inclusive para a remissão penal.”

    http://jornalggn.com.br/noticia/na-papuda-apenados-do-mensalao-nao-podem-ler-mas-outros-presos-sao-estimulados

    Enquanto os camelos passam, os neoudenistas continuam obcecados com mosquitos.

  22. Otto said

    Muito boa esta!

    Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.

    O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.

    A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.

    À escalação:

    No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.

    Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil.

    Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.

    Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.

    Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito — como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.

    Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.

    Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.

    Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.

    No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.

    Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.

    Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.

    E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.

    Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.

    No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.

    Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.

    Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.

    Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.

    O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.

    O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.

    O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.

    Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo.

    Paulo Nogueira

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-jornalistas-mais-reacionarios-de-2013-uma-selecao/

  23. Pax said

    Caro Otto,

    Uma discordância e uma concordância.

    Achar que Dirceu e seus problemas são um mosquito dentro do contexto geral tem minha absoluta discordância. Como um cara dos mais poderosos da república apronta uma dessas, de colocar holofote em cima de seus (e não do PT) próprios problemas? Arruma um empreguinho num hotel cheio de malandragens, o dono consegue uma anteninha da ANATEL na av Paulista e, depois, descobre-se que o próprio Dirceu tinha ou teve ou tem empresa aberta no mesmo esquema que os corruptos usam para desviar impostos no Brasil?

    Se você acha isso bacana, vamos discutir ad nauseam sobre isso. Eu discordo com veemência.

    A concordância é com o texto do Paulo Nogueira. A imprensa tem mostrado o que é, elencando o que há de pior no pensamento político brasileiro para fazer editoriais vomitáveis.

  24. Chesterton said

    Pax, 16, realmente sacanagem.

  25. Chesterton said

    Feliz Natal, mesmo para petista anti-cristão materialista.

  26. Chesterton said

    Incrivel o Paulo Nojeira, acha que reacionario é ofensivo…..

  27. Patriarca da Paciência said

    “Alan Turing, que decifrou o código Enigma, recebe perdão a condenação por homossexualidade”

    Eis aí, caro Pax, outro exemplo de julgamento e condenação hediondos. O homem que foi o talvez o maior herói da Segunda Guerra Mundial, foi condenado à morte em seu próprio país, Inglaterra, logo depois da vitória.

    José Genoino, José Dirceu e demais companheiros, heróis de uma guerra onde milhões de pessoas foram tiradas da miséria absoluta, foram condenados em processo tão infame quanto o de Alan Tring. Barbosão entrará para a história como um dos traidores dessa guerra!

    http://www.publico.pt/mundo/noticia/alan-turing-que-decifrou-o-codigo-enigma-recebe-perdao-a-condenacao-por-homossexualidade-1617454#/0

  28. Patriarca da Paciência said

    E vejam só que interessante, a desculpa para condenar Turing foi crime de “roubo”.

    “A sua homossexualidade não era segredo para os mais próximos, apesar de proibida por lei, mas a seguir a uma queixa à polícia por roubo caiu no domínio judicial, ao ser relatada pelo agente responsável pela visita à casa, começando um processo legal. Turing confessou e foi condenado, em 1952, pela relação que mantinha com um jovem de 19 anos. Escolheu um tratamento experimental, a castração química, à prisão. O trabalho de criação de algoritmos para decifrar códigos que ainda estava a fazer foi interrompido, e o matemático afastado da agência de espionagem britânica (GCHQ) onde trabalhava.”

  29. Pax said

    Caro Patriarca,

    Um foi acusado e condenado por homossexualismo. Outro acusado de corrupção ativa (7 anos e 11 meses) e formação de quadrilha (2 anos e 11 meses).

    Uma pequena diferença.

  30. Pax said

    E assim caminha …. o vale tudo.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pt-se-une-a-religiosos-e-desagrada-a-movimento-gay–,1112422,0.htm

    e, claro, a massa de fiéis – ou súditos – da seita, aplaude.

  31. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, Caro Pax,

    Alan Turing, o pai da informática moderna, não o Steve Job ou Bill Gates, e ainda um dos maiores heróis da Segunda Guerra Mundial, senão o maior, foi condenado à morte por ser homossexual, num processo legal e manejado pelo governo britânico!

    Joana D’Arc também, foi condenada por bruxaria, pelos franceses, num processo legal, após levar a França à vitória, numa guerra que já se prolongava por 100 (cem) anos.

    Galileu e Bruno foram condenados simplesmente por “heresia”, dentro de todas “as normas legais” , sendo que Bruno foi executado numa fogueira!

    A História está cheia dos processos mais estapafúrdios! O famigerado “mensalão” não foi o primeiro… nem será o último!

  32. Pax said

    Caro Patriarca,

    Turing, D’Arc, Galileu etc etc desviaram dinheiro público? Formaram quadrilha? Adotaram a corrupção em alto grau como meio político e meio de enriquecimento?

  33. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    José Genoíno desviou dinheiro público? Onde estão as provas que, após oito anos, não aparecem!

    José Dirceu desviou dinheiro público? Onde estão as provas que, após oito anos, não aparecem!

    Algum dos dois se locupletou? Onde estão as provas?

    A prova de que não existem provas, é que foram condenados com base numa teoria, ainda por cima utilizada de maneira equivocada, como dizem os grandes juristas, Dalmo de Abreu Dallari, Ives Gandra Martins e Bandeira de Mello, homens respeitadíssimos no mundo jurídico!

    E ainda, onde é que está a listagem com os nomes completos, endereços, CPFs e RGs e quantias que receberam, de todos os deputados “comprados”?

    Num processo sério essa listagem seria imprescindível!

    Mas aí se diz, “Ah, mas não se pode comparar Alan Turing, um inglês, com um brasileiro!

    Lembro-me que discuti algumas vezes com uma bacharela em direito, sempre que ela partia para a história de que o Lula era um “apedeuta”. Dizia eu, ora, mas o Lincoln teve ainda menos estudo formal que o Lula! Aí ela retrucava, “ora, você quer comparar o Lincoln, um norte-americano, com o Lula?”

  34. Pax said

    Caro Patriarca,

    o post não é sobre José Genoino, certo?

    Só lembrando, segundo a notícia a casa onde funcionava a consultoria do ZD valia R$ 5 milhões. Só naquele negocinho com o back bone da internet brasileira – e sabe-se lá o que estava em negociação – uns R$ 600 mil, segundo o noticiário.

    Só neste esqueminha de um emprego de gerente de hotel – que “sujou” e jogou holofote, de novo, nas “coisinhas” do ZD, uma anteninha na Paulista para o gordo metido em falcatruas até os “s” etc.

    E assim caminha a história, caro Patriarca.

    ZD é herói para muitos, e um tremendo vilão para outros. Onde está a verdade? Bem, o homem mais poderoso do primeiro governo Lula, um dos homens mais poderosos da República, me parece que sabe se defender. Não só os fiéis o atribuem uma inteligência à acima da média (e acho que deve ter, mesmo não sendo súdito) como tem como conseguir excelente advogados, profissão que também é formado.

    Agora, quem coloca holofote nesta história?

    Lembra quando o caro Otto reclamou que Dirceu não tinha obrigação de saber a formação societária de quem o contratava? Hum…. você acha que o cara condenado por ser o chefe da quadrilha da AP 470 não deveria tomar cuidado com essas coisas?

    Aí, dá uma volta e meia, ou só meia volta, e descobre-se que ZD também abriu empresa onde os sonegadores brasileiros abrem empresa para uns pequenos delitos de não pagamento de impostos.

    Enfim, cada um acredita no que quer.

  35. Pedro said

    Valeu Pax #20, chegando atrasado pro feliz natal, então: Um bom ano novo pra vc e sua família.

  36. Pax said

    Valeu, caro Pedro, pra você e tua família também!

    Aliás, valeu velho, bom e rabugento Chesterton, também, em #25. Não sou anti-cristão, nem petista, mas agradeço, sim.

  37. Chesterton said

    José Genoino, José Dirceu e demais companheiros, heróis de uma guerra ….

    chest- os limites da razoabilidade foram ultrapassados há algum tempo…só hospício!

  38. Pax said

    Prezados,

    Acabei de ver no Facebook da filha de uma amiga. Não conheço esse Tatu Morto. Mas a edição deste vídeo é muito bem feita, sim. E diz muito, também.

    http://ful.eco.br/

  39. Chesterton said

    video para não crescer, ficar pobre de vez, e depois colocar a culpa “nuscapitalista”

  40. Pax said

    Não passa semana sem que ele se coloque na pauta… envolvendo o partido e seu líder maior.

    Enfim, pra quem gosta é isso mesmo.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1390223-ninguem-pode-prender-meus-sonhos-diz-dirceu-em-cartao-de-ano-novo.shtml

  41. Patriarca da Paciência said

    Companheiros e companheiras,

    Recebi com alegria as mensagens que cada um de vocês postou nesse dia tão feliz que é o Natal. Maria Alice vai retransmitir para as famílias do Genoíno e Delúbio.

    Aqui estamos como sempre lutando, lendo e estudando, nos preparando para a luta. É importante a denúncia da prisão arbitrária e a demanda para o cumprimento da lei, do regime semiaberto. Não bastasse a injustiça de nossa condenação e prisão agora somos vítimas de uma campanha infamante sobre regalias e privilégios que não temos e nunca pedimos.

    Contra mim voltam as campanhas que buscam impedir que eu exerça minha atividade profissional.

    Nada disso nos abate, já que o apoio, a solidariedade, a justeza de nossa luta e a presença amiga de vocês e da nossa militância nos fortalece. O símbolo dessa luta é o acampamento e sua alma a juventude petista.

    Um abraço militante e petista.

    Um feliz Natal e um ano bom para nós, nossas famílias e o nosso povo.

    25.12.2013

    Abaixo texto do cartão de boas festas do petista.

    Ninguém pode prender meus sonhos

    O sonho de um Brasil livre da ditadura me levou à luta, à prisão e anos e anos longe de minha família e meu país.

    O sonho de fazer um partido que desse voz aos trabalhadores e lutasse por eles me levou a ser um dos fundadores do PT.

    O sonho de tornar um operário presidente da República fez com que eu trabalhasse muito em todo o país.

    O sonho que tinha de ser declarado inocente porque nada fiz e não há nenhuma prova contra mim virou uma injustiça com a condenação.

    Mas quem sonhou a vida toda por um Brasil melhor, com menos miséria, sem fome, com mais valor aos trabalhadores, não pode parar de sonhar.

    O peso da injustiça pode tudo. Só não pode prender meus sonhos.

    Que você realize todos os seus sonhos no ano novo

    José Dirceu

  42. Pax said

    Então, caro Patriarca,

    No texto, de forma a evitar muitos equívocos de interpretação, Dirceu afirma que fez o que fez para tornar Lula presidente e o PT o partido do poder.

    Ou, em outras palavras ….

  43. Chesterton said

    …confessou.

  44. Chesterton said

    http://acritica.uol.com.br/amazonia/promovem-Humaita-AM-respostas-desaparecidos_0_1054094603.html

    chest= claro que esta politica vai da merda.

  45. Patriarca da Paciência said

    “O espelho reflete a imagem de cada um”. Muita gente cita esta frase como se fosse de Nietzsche, mas em verdade, é tão velha quanto a Bíblia. Por falar em Bíblia, “não há nada de novo debaixo do Sol”.

  46. Patriarca da Paciência said

    Aliás a mensagem de Natal do “presidente de nascença”, ” o homem mais preparado do Brasil e… talvez do Universo”, José Serra, é bem significativa, “que eu realize todos os meus sonhos”.

  47. Patriarca da Paciência said

    “Depois que o Garrincha morreu, nossa direita só tem perna de pau!”
    — Nilson

  48. Chesterton said

    Jairzinho, Waldomiro, Tarciso…..

  49. Chesterton said

    2013: Dilma estatiza o crédito

    Ouvir o texto
    2013 foi um ano de estatização do crédito no Brasil. Foi também mais um ano de queixas empresariais contra o excesso de Estado e mais um ano em que as empresas se fartaram de dinheiro baratinho da banca estatal.

    Em junho, os bancos públicos passaram a ter mais de 50% do total do dinheiro emprestado no país (do estoque de crédito). Desde agosto de 2000, o conjunto dos bancos privados era maior que o dos estatais, resultado do bom programa de FHC de liquidar ou vender bancos estatais escandalosamente quebrados.

    A participação da banca pública no mercado de crédito baixaria a 34% no início de 2008, governo Lula. A crise que explodiu no mundo em setembro de 2008 provocaria um revertério no crédito e, enfim, na política econômica do PT. Dilma Rousseff acelerou as mudanças.

    O governo comprou mercado para os bancos públicos. Tomou mais dinheiro emprestado e o reemprestou ao BNDES, por exemplo. Decretou a baixa dos juros do BNDES e mandou Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal fazerem o mesmo.

    Em dezembro de 2007, os empréstimos do governo federal para bancos oficiais equivaliam a 0,5% do PIB. Em outubro passado, a 9,3% do PIB (R$ 439 bilhões).

    Até agora, nos anos Dilma, 67,5% do aumento do estoque de crédito veio dos bancos estatais. Neste 2013, os bancos públicos foram responsáveis por quase 76% do aumento do total de dinheiro emprestado.

    O BNDES empresta a juro real zero ou menos que isso (descontada a inflação, a taxa de juro é zero). Muito empresário chiou quando o governo reajustou em um tico as taxas de juros (muitas ainda abaixo de zero), agora no final do ano.

    Como é possível que um negócio não dê retorno mesmo quando financiado a juro zero? Não é possível. Isso não faz sentido: sem doação de dinheiro, o negócio em tese não para em pé.

    O custo da dinheirama barata cai na conta do país inteiro. Eleva a dívida pública. Custa caro a diferença entre o juro que o governo paga e recebe do BNDES. Há o descrédito causado pelo endividamento e a confusão crescentes nas contas públicas.

    Nos anos Lula, após 2008, o aumento do crédito público serviu em especial para cobrir a falta de crédito privado para empresas (e, razoavelmente, para evitar um colapso pós-crise). Nos anos Dilma, para turbinar o crédito para pessoas físicas.

    Depois de 2008, as grandes empresas abertas ficaram bem de caixa, “capitalizadas”. Além do mais, parcela maior do investimento (em capital) das empresas dependeu mais do BNDES. Mas o investimento como proporção do PIB cresceu pouco.

    É difícil estimar quanto investimento não teria sido realizado sem o dinheiro baratinho do governo. As empresas talvez investissem de qualquer modo: só trocaram dinheiro mais caro por mais barato, subsidiado pelo governo, nós todos. Mas a história é mais complicada ainda.

    Se o governo não tivesse feito dívida monstruosa para irrigar a banca pública, a vida seria outra. Os juros seriam menores, na média, em toda a praça. A situação das contas do governo seria outra. É um troço difícil de pensar, pois.

    O que a gente sabe é que, apesar da monstruosa dívida extra e do juro zero, o país não está agora mais preparado para crescer mais rápido.

    Vinicius Torres Freire

  50. Elias said

    “Caro Otto, se você acha normal o ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, presidente que chegou a pedir desculpas alegando ter sido enganado por seus subordinados, ter uma empresa no Panamá para, no mínimo, sonegar imposto, então tá.” (NeoP)

    Mas quase concordo com o NeoP: com essa, o Dirceu quase se equiparou ao Barbosão!

    O “quase” aí vai por conta do fato de que, pelo menos, Dirceu não usou o endereço de um prédio público como se fora seu endereço pessoal.

    Mas ministro ou ex-ministro abrir empresa no exterior isso é normal, não! Aliás, “normal” não seria bem o termo… Diria mais que não é procedimento eticamente aceitável. O ex-ministro Dirceu, assim como a “excelência” do STF, não deveriam fazer isso.

    Não que seja crime (exceto usar o endereço de repartição pública como endereço pessoal, que é crime, sim).

    Nada impede que um cidadão brasileiro tenha empresa no exterior, inclusive como estratégia para pagar menos impostos. Milhares de brasileiros fazem isso. Exportador/importador adora fazer isso, notadamente quando a moeda brasileira se valoriza em relação ao dólar. Aliás, a legislação brasileira sobre ZPEs menciona expressamente esse procedimento, apresentando-o como vantagem competitiva.

    Agora, também não é conduta elogiável, em se tratando de ministro ou ex-ministro de Estado ou de ministro de Tribunal Superior..

    Assim como não é elogiável fingir que está escandalizado com a empresa extra-mar do ex-ministro do governo Lula, e, ao mesmo tempo, também fingir que não sabe que o atual ministro e presidente do STF fez o mesmo, com agravante.

    Se é conduta eticamente reprovável (embora não ilegal), em se tratando de um ex-ministro de Estado, muito mais reprovável o será, em se tratando de um ministro de Tribunal Superior em pleno exercício da função.

    Pior, ainda, se o ministro usou o endereço do Tribunal Superior em que atua, como se fora endereço pessoal (procedimento ilegal, tipificado no Códugo Penal Brasileiro, e que, se tratado com o mínimo de rigor devido, acarretaria a demissão do magistrado, o qual ainda estaria sujeito a responder penalmente pelo malfeito). O servidor público só pode usar o endereço da instituição em que trabalha, como locação para as ações que desempenha no exercício do cargo público.

    Os Neo-D pioram a cada dia…

  51. Elias said

    Chestertão,

    Avisa pro Vinicius que a participação estatal no crédito aumentou em todo o mundo.

    Inclusive nos EUA.

    Aliás, a coisa COMEÇOU nos EUA, ainda no finalzinho da gestão Baby Bush.

    O governo americano simplesmente injetou TRILHÕES de dólares no mercado financeiro, inclusive comprando enormes fatias dos bancos privados, mesmo contra a vontade destes.

    O único presidente de banco privado que tentou chiar contra isso foi o do Wells Fargo. Mandaram o cara calar a boca… E ele calou (vi ele próprio dizer isso, numa entrevista ao Charlie Rose).

  52. Elias said

    É a crise, Chester.

    Sem o Estado, não há como sair dela.

    Os próximos anos serão de mais, muito mais, impostos; mais, muito mais, dívida pública e… Mais, muito mais, despesa pública.

    Os NeoLibs vão encher paneiros e mais paneiros de lágrimas…

  53. Elias said

    Aliás, durante a gestão Baby Bush, o único Secretário do Tesouro que entrou e saiu não intervencionista foi Paul O´Neal.

    Acabou sendo obrigado a pedir demissão, até porque mesmo os republicanos consideraram sua gestão desastrosa.

    Falar nele, foi O´Neal que se recusou a apoiar um empréstimo ao Brasil, quando a gestão FHC, próxima do fim, vazava água por todos os buracos.

    Paul O´Neal declarou publicamente que era contra o empréstimo ao Brasil, porque sabia que o dinheiro do empréstimo iria parar em “contas bancárias na Suíça”.

    O que demonstra como a gestão tucana era honesta, e como ela era considerada honesta no mundo que conta…

  54. Elias said

    Pra constar:

    1 – A grafia correta do no me do cara é Paul O´NEILL (e não “O´Neal”, como no meu comentário # 53).

    2 – A recusa de O´Neill em aprovar empréstimo externo ao Brasil, por causa da corrupção desenfreada do governo FHC aconteceu em 2001 (muito antes, portanto, do sapo barbudo começar a assombrar o sono dos NeoLibs e direitopatas do pedaço).

    3 – Mas O´Neill acabou retirando suas restrições, quando a CIA alertou que, se o cambaleante governo FHC não fosse socorrido, uma vitória do PT seria inevitável em 2002….

    …O que demonstra que os analistas da CIA mais uma vez deram banho em matéria de projeção de cenário político. FHC foi socorrido pelo menos duas vezes, O´Neal veio ao Brasil e expressou sua “confiança” na maior economia latinoamericana e, nas eleições de 2002…

    As projeções políticas da CIA devem ter servido de modelo para a futuróloga do Collor e para o astrólogo da Veja/FSP…

  55. Chesterton said

    Aí, Elias, Feliz Natal e Ano Bom!

  56. Chesterton said

    Bem, Elias, você deve estar lendo Paul Krugman demais, e acredita no pote deouro no fim do arco-iris (ou seria o inicio). Uma tendencia da esquerda infalivel ( a tendencia) é ao perceber que um plano deu errado, dobrar o tamanho desse mesmo plano. Os paises que se recuperam, são os que focaram na austeridade, o resto patina. Mas você sabe disso.

  57. Pax said

    Os neoPetistas querem justificar as besteiras do Dirceu acusando os outros? Se Sarney rouba, se Renan rouba, se Joaquim Barbosa abre empresa ilegal etc… então Dirceu é santo!

    Algo como: mas… todo mundo faz merda e o nosso líder não pode?

    Dirceu é “abraço em afogado”. Não passa semana (semana não, não passa dia ultimamente) em que ele não faça pauta e convoque a militância para se defender. Vai acabar levando todo mundo para o fundo, como a figura assegura: “Abraço de afogado”.

    Mas, o que fazer, para a militância, Dirceu é rei, herói, santo, deus, talvez.

    Então tá, que assim seja, amém.

    Em 2014 Dilma leva em primeiro turno, sem sombra de dúvida. Aí a coisa vai ser ainda pior. Provavelmente o PT, sentindo que a fadiga de material está chegando no limite, vai aparelhar tudo que puder e o resto nem precisamos de muito esforço mental para antevermos os resultados.

    Em 2018 teremos a promessa que a transposição do São Francisco vai acabar com o problema da seca no NE, a Refinaria Abreu e Lima estará concluída, Belo Monte gerará energia para o Brasil (ops, para os japoneses, chineses etc) etc etc. E os trens percorrerão a Norte e Sul de ponta a ponta.

    Sem esquecer que, em 2018, prometerão entregar, finalmente, uma internet que preste para o povo brasileiro.

    Tudo por conta da visão de futuro dele, Zé Dirceu, que colocou todo seu empenho, do bem e do mal, para o bem dos brasileiros.

    Pois sim.

  58. Elias said

    NeoPax,
    “Neopetista”? Sou petista desde o início dos anos 1980!

    Abrir empresa no exterior não é crime, NeoP. Mesmo que seja pra pagar menos imposto, ou pra não perder com uma eventual oscilação cambial.

    Quando o real se valoriza excessivamente em relação ao dólar, p.ex., um exportador pode preferir que o pagamento a que tem direito seja feito a uma empresa sua no exterior, e esperar o melhor momento para repatriar. Assim como, no caso de uma súbita desvalorização da moeda brasileira, essa mesma empresa pode realizar pagamentos pela importação, ou para amortização de empréstimos.

    Isso faz parte, NeoP.

    A censura a um ex-ministro ou ministro no exercício do cargo, por abrir uma empresa no exterior, não tem base legal. A base dessa censura é puramente ética. Sendo ética, não deve ser direcionada a um indivíduo.

    Em outras palavras, do ponto de vista ético, deve-se condenar o PROCEDIMENTO. Direcionar a crítica a um indivíduo, principalmente sem deixar claro que a crítica é feita em termos éticos, e não legais, é procedimento antiético.

    E uma censura ética, feita de modo antiético, não tem valor ético.

    Entendeu, agora?

    E o crime, cuméquifica?

    Crime é usar o endereço de uma repartição pública como se fora endereço pessoal, em especial como parte de uma operação de abertura de empresa no exterior.

    Conclusão. No caso:

    I – Dirceu e Barbosão adotaram conduta reprovável, do ponto de vista ético (numa escala de gravidade, a situação do Barbosão é pior, porque a empresa dele no exterior foi aberta estando ele no exercício do cargo de ministro de Tribunal Superior, enquanto que Dirceu abriu sua empresa estando ele não só fora do exercício como também proibido de exercer cargo público);

    II – apenas o Barbosão cometeu ato ilegal. Aliás, dois: (a) servidor público, Ministro de Tribunal Superior, na ativa, exercendo cargo de direção em empresa privada; a (b) uso de endereço de repartição pública como se fora endereço pessoal.

    Vamos maneirar na hipocrisia…

  59. Elias said

    Chesterton,

    Igual!

    Mas os EUA estão se recuperando, cara!

    E com o sistema financeiro virtualmente sob intervenção federal, desde o tempo do Baby Bush (e do “Hank” Paulson).

    E com uma dívida pública das mais paquidérmicas, que, a bem da verdade, vem dos tempo do FDR (o tamanhão, porque a dívida pública, propriamente dita, vem dos tempos do Dom Miguel Charuto…), e que, também em benefício da verdade, ajudou a cavar uma enorme sepultura e meter dentro dela a URSS, e, com esta, a hoje também falecida doutrina marxista-leninista de “ditadura do proletariado”.

    Chester, esses esqueminhas de pensamento de dois/três séculos não conseguem mais explicar o mundo de hoje.

    Dançaram todos! Estão todos caducos!

  60. Chesterton said

    O argumento de que a divida norte-americana é um pretexto para uma dívida de um país sul-americano é falacioso, simplesmente eles tem mais tempo antes de quebrar e dar default. Nos não imprimimos moeda forte, e o fato deles desvalorizarem o dolar já é um calote enorme. Ainda assim o dolar é atrativo, ( o real não é) a ponto dos que levaram o calote ainda acreditarem que os EUA são o lugar mais seguro do mundo para dinheiro.
    Você quer mais impostos. Ferra os pobres, que não podem fugir dentro da lei. Você quer mais dívida…ferra de novo os pobres, pois além de serem os maiores pagadores (olha o custo Brasil) são os que se ferram com o aumento dos juros e ou inflação, enquanto eu lucro em todos os cenários. Será que o que é bom para mim é bom para o Brasil…

    Obs: no post anterior mostrei a prova de que Mandela foi reconhecido como lider do PCSA como lider ativo. Comment 90, a sua disposição.]

  61. Pax said

    Quer dizer, meu caro Elias, que se o deslize de ética é do José Dirceu, então eu não devo criticar?

    CUMÉQUIÉ?

    Era só o que faltava, o deus do neoPetismo não pode ser criticado se sua ética é abaixo do ânus da cobra…

    =)

    Quer dizer que se o fulano ali da esquina estupra uma menina e rouba seu sorvete então eu não posso falar nada se o ZD estuprar a ética e roubar o cofre público?

    Vai me explicando, bem devagar, que talvez eu entenda.

  62. Pax said

    off topic….

    se você é jovem, mas é negro, pardo, da periferia, a moça do vídeo (SBT) diz, ou sugere, que você não pode ir para shopping… era só o que faltava.

    essa guinada que o Brasil está dando à direita tem me causado espanto

    .http://www.youtube.com/watch?v=8hZ4cewFSl4

  63. Chesterton said

    Pax , assisti ao video, não foi isso que ela disse. Sua desonestidade é infinita. Ela falou em arruaceiros. Quem relacionou arruaceiros com negros foi você, demonstrando enorme ignorância.

  64. Pax said

    Mas tu és mesmo um pândego, Chesterton, velho, bom e rabugento Chesterton…

    E a galera que resolveu ir aos shoppings em turma é formada de branquinhos que estudam em escola privada, fazem curso de inglês, aulas particulares de maquilagem e viajam para a Disney todo ano, né?

  65. Chesterton said

    Pax, sim, vandalos de classe alta picharam as estatuas aqui no Rio , estão sendo caçados. Queria ver se fossem dar um “rolezinho” no seu sitio. Arruaceiros devem ser presos.

  66. Chesterton said

    Os criminosos, apoiados como parceiros por certa esquerda acabaram com o comercio tradicional de rua nas grandes cidades. O que mais você pretende ao apoiar criminosos (arruaça é crime), acabar com o capitalismo….(interroga). Porrada na bugrada sim senhor, até aprenderem a se comportar (ai, que reaça que eu sou, pode falar, ui, ui, ui)

  67. Chesterton said

    http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/policia-identifica-autor-da-pichacao-da-estatua-de-drummond-27122013

    Um arruaceiro que passa férias em Miami, Orlando, faz curso de maquiagem, não é pardo nem negro, provando que você só diz merda, pax.

  68. Pax said

    =)

    Bem esses, caro Chesterton, velho, rabugento e de pontaria mais falha que cego em tiroteio…

    =)

  69. Patriarca da Paciência said

    Acho essa “Sheherazade” patética. É apenas uma nova versão da Eliane “Massa Cheirosa”. Ela é bonitinha, poderia ser também a “Sheherazade Barbie”. Mas as indignação é a mesma, “os pobres estão invadindo a nossa praia!”, apesar que, como diz o Pax, os “pobres” dela fazem curso de inglês, viajam para a Disneylândia e estão sempre equipados com os últimos modelos dos smartphones..

    “É pau na bugrada”, como diz o sábio Chesterton.

    E o Pax também, a gente fala para um lado e ele vai para o outro. A gente diz que até hoje não foi apresentada uma única prova concreta contra o José Dirceu e, a prova disso é que foi condenado com base numa teoria (Dallari), ainda por cima utilizada de modo equivocado, e ele repete que qualquer boato publicado pelo reinaldo rola-bosta é uma prova concreta contra o José Dirceu.

    Já as provas contra o Daniel Dantas, Arruda, “Porrelas”, todas tem “falhas técnicas de investigação” (vide ministro Gilmar Mendes)

    Barbosão também, é muito “normal” abrir empresa com sede em endereço de imóvel de propriedade do STF e é muito ético ter utilizado essa mesma empresa fajuta para sonegar impostos etc.etc.etc.

    A “empresa” do José Dirceu sequer saiu do papel, já a “empresa” do Barbosão funcionou, pelo menos para comprar um apartamento em Miami!

    No entanto, não há uma só linha no PIG analisando esta contradição!

  70. Pax said

    Caro Patriarca,

    Ainda não deu para perceber que estou fazendo uma crítica à postura do PT e dessa defesa “religiosa” ao José Dirceu?

    Ou o PT muda o rumo, ou a fadiga de material será ainda mais putrefata que podemos imaginar.

    A guinada à direita é radical demais. Se bem que nem dá para dizer que é guinada à direita. É guinada à falta de ética, moral, coerência mesmo.

    Quando se olha com uma lupa mais apropriada o que estamos vendo?

    – um caminho religioso, oposto ao estado laico
    – um caminho ruralista, oposto aos interesses da grande maioria
    – um caminho contra minorias, em especial as indígenas

    Sem esquecer do tipo de aliança que se presta, de Sarney, Renan, Maluf, Collor, Valdemar, Kátia, Kassab e por aí vai.

    Repito ad nauseam, quem mudou foi o PT, não eu. Esses dias escrevi a um amigo. Sobre as possibilidades de voto para 2014.

    – Aécio – nem pensar
    – Eduardo/Marina – depois de refletir, também não, será mais do mesmo
    – Dilma – está duro de pregar voto de novo
    – Branco – uma possibilidade
    – Alianças das esquerdas – PSOL, PSTU, PCO etc: até pode ser, mesmo não acreditando que as esquerdas consigam se reunir – nunca conseguiram – e discordando da visão socialista de mundo – todos sabem que sou social democrata. Então porque pensar nessa possibilidade? Ora, somente para que o mosaico político não esmague todos os pensamentos de esquerda e vire, como o PT, um partido reacionário.

    Isso mesmo, pode ser que acabe votando numa esquerda mais sincera, torcendo para que não seja eleita, somente para equilibrar a paleta de cores políticas brasileiras. O Chesterton, velho e bom Chesterton, que descubra um partido de ultra-direita para votar. Eu votaria numa esquerda mais pura, sim. Ao menos para ter alguma voz no Congresso.

    Se formos olhar os partidos liberais e/ou de uma direita mais histórica (UDN, ARENA etc), hoje quase todos estão abraçados ao PT, como o PP, ou com o PSDB, como o DEM.

    E estes partidos, PP, DEM etc, são, sim, os mais corruptos do país.

    Só lembrando que o PSD, do Kassab, é formado da dissidência do DEM, ou seja, também abraçado no “saco” da Dilma. Kátia Abreu, outra de origem ultra direitista, falou que migraria para o PMDB, para se agarrar na saia da presidente. Nem sei bem se isso se consumou ou vai se consumar.

    Enfim, hora de apoiar de novo a molecada da esquerda. É uma opção, sim.

    Agora, ficar calado com relação às mazelas e desvirtuamentos do PT? A essa religiosa defesa do afogado Dirceu? Poupem-me. Dirceu que afogue galera. Eu não. Tô fora. O cara encheu os burros de cobre, abre empresa fora do país, tudo indica que arruma jeitinhos de dar anteninhas aqui e ali para seus interesses e eu tenho que aplaudir?

    Ah, alto lá.

    Se a turma quer, ótimo, assim ficamos sabendo bem o que a turma realmente é.

  71. Patriarca da Paciência said

  72. Pax said

    Caro Patriarca,

    Tenho aqui guardado, salvei no meu notebook, a foto da Kátia Abreu descendo ao lado de Dilma aquela rampa em espiral no Palácio do Planalto. Dilma com um sorriso de orelha a orelha.

    Isso, meu caro, não me sai da cabeça.

    E, pode ter certeza absoluta, tem a minha absoluta discordância. Se é isso que o Partido dos Trabalhadores quer, eu digo para você que eu não quero.

    De um partido que foi eleito com apoio dos movimentos agrários de base, como o MST, a aliança com os ruralistas, o salto é extraordinário. E bem claro: abandona os interesses do povo e se associa aos interesses dos velhos coronéis.

    É, ou não é?

    Pergunte para a Gleisi Hoffmann, a espetacular ministra chefe da Casa Civil (a Dirceu de Dilma), essa que parece gostar de um genocídio indígena para agradar gente como Kátia Abreu.

    Bem, ela e o maridão, o Paulo Bernardo, são mesmo excepcionais. Ambos do…. PT.

    (o filme que você posta acima quer dizer: “ah, Joaquim Barbosa supostamente também cometeu crime, então nosso líder, Dirceu, também pode”. É isso?

  73. Pax said

    Aqui está a famosa foto…

  74. Chesterton said

    nunca vou perdoar a senadora. A gurizada de esquerda esta levando a Argentina ao caos.

  75. Chesterton said

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/previdencia-social-tem-deficit-de-r-498-bilhoes-em-novembro.html

    chest- solução do Elias\ “aumente impostos, faça mais dívidas”

  76. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    vou repetir pela enésima vez, “Democracia é governo da maioria” e, desde que legitimamente eleitos, todos os componentes dos partidos políticos estão habilitados para compor o governo, é só uma questão de fazer acordos. Vou repetir também pela enésima vez, o PMDB ainda representa boa parte do povo brasileiro, aqueles que vivem pensando apenas em “aproveitar um boquinha, desde que não prejudique a ninguém” etc.etc .etc.

    A natureza não dá saltos!

    As coisas acontecem lentamente!

    Os países escandinavos, ainda no início do século XX, “viviam numa miséria de fazer gosto”.

    Grandes mudanças, no sistema educacional e na distribuição de renda, levaram os países escandinavos a ser o que são hoje!

    Minha firme convicção é que o PT plantou essas bases. É só uma questão de tempo e o Brasil será a sociedade exemplo, sonhada por Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes.

    Uma sociedade sem preconceitos, com boa distribuição de renda, sem miséria absoluta, com bom nível cultural etc.etc.etc.

    José Dirceu e José Genoíno são heróis dessa guerra. Barbosão é um traidor!

    É isso aí, essa história de “mar de lama… mar de lama… é apenas uma feia e ultrapassada teoria do Carlos Lacerda, endossada pelo traidor Barbosão!

    O qual não perde por esperar!

  77. Pax said

    Caro Patriarca, meu amigo,

    Esta parte do teu discurso: …”Vou repetir também pela enésima vez, o PMDB ainda representa boa parte do povo brasileiro, aqueles que vivem pensando apenas em “aproveitar um boquinha, desde que não prejudique a ninguém” etc.etc .etc.”…

    Parece que ficou um tanto mal combinado, né não?

    Renan na presidência do Senado, Henrique Alves na presidência da Câmara, Sarney na “presidência” do Ministério das Minas e Energia e vários outros setores, a Saúde continuamente assaltada pela corja do PMDB instalada lá faz décadas etc etc etc etc.

    Dizer que o PMDB tem “uma boquinha” que não prejudica o Brasil chega a ser triste de ler.

    Joaquim Barbosa não perde por esperar? Ora, caro Patriarca, se JB cometeu algum crime, que pague por ele, como qualquer brasileiro.

    Mas, cá entre nós, isso justifica o líder e mentor do PT fazer das suas? O post é, sim, sobre José Dirceu, na minha visão um Jim Jones do PT.

    Quem quiser tomar cianureto que fique à vontade. O livre arbítrio é um bem ainda maior que qualquer outro.

  78. Chesterton said

    Patriarca ameaça Barbosão……hummmm, ele vai saber disso ainda hoje.

  79. Patriarca da Paciência said

    ”Vou repetir também pela enésima vez, o PMDB ainda representa boa parte do povo brasileiro, aqueles que vivem pensando apenas em “aproveitar um boquinha, desde que não prejudique a ninguém” etc.etc .etc.”…

    Parece que ficou um tanto mal combinado, né não?”

    Caro Pax,

    meu pai foi prefeito de uma cidade e, muitos amigos e parentes o condenavam, “vê só, um cara que foi prefeito e sai pobre”. Durante minha vida profissional, eu já fui acusado, mas muitas vezes mesmo, de ser bobo por colocar a ética acima dos interesses profissionais. Eu digo com toda a tranquilidade, e sem nenhum orgulho, que nunca recebi benesses de quem quer que seja! Eu simplesmente não vejo nenhuma vantagem em “levar vantagem em tudo”. Muitos colegas meus que se achavam “os espertos”, estão em situação bem aquém da minha!

    Eu acredito que você também não é da teoria de “levar vantagem em tudo”. Mas negar que ainda tem muita gente por aí navegando nessa onda, que aliás foi posta em moda pela ditadura militar, é não enxergar a realidade.

    Tem sim e bastante.

    E não são pessoas más ou que mereçam ser totalmente excluídas. Não podemos exigir heroísmos de todas as pessoas. Muitos só querem mesmo levar uma vidinha confortável! E digo mais, não só no Brasil, como nos Estados Unidos Maravilha, na Alemanha, na França, no Japão ou em qualquer outro lugar !

    E Chesterton,

    acho que o Barbosão não tem que se preocupar comigo e acho que sequer ele venha a saber um dia que eu existo!

    Mas o homem é uma verdadeira máquina arrumar inimigos!

    Se tornou adversário de todas as classes de juízes, sejam a nível estadual, federal ou trabalhista!

    Mandou jornalista chafurdar no lixo!

    Agora arrumou briga com a associação de prefeitos!

    Acredito muito naquela lei universal de que “a cada ação, corresponde uma reação, em sentido inverso e com a mesma intensidade”

    Seria o Barbosão uma exceção universal? Estaria o Barbosão acima até dessa lei?

    Acho que ele não perde por esperar mesmo!

  80. Patriarca da Paciência said

    E caro Pax,

    eu não tenho a menor intenção de tomar cianureto? Acho essa história de Jim Jones e Cianureto um tanto hilários!

    Eu gosto mesmo é de um bom vinho nacional!

    José Dirceu é um cara jovial, de ótimas relações e está aceitando a situação com resignação. Não tem nada a ver com herói messiânico ou chefão mafioso! Jim Jones e Cianureto?!. Essa coisa está mais para os adeptos de Hitler, os quais são os contrários dos ideias do PT.

  81. Chesterton said

    Jovial….todo malandro tem que ser simpatico.

  82. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/12/jornalismo-economico-nao-entende-nada.html

    O Brasil não acabou em 2013 mas em 2014 acaba, o PIG garante!

  83. Patriarca da Paciência said

    Taí uma pessoa que fala a mesma língua que eu:

    Ex-preso político, o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo, de 76 anos, foi casado por mais de 20 com a presidente Dilma, de quem ainda é próximo. De saúde frágil e com um enfisema pulmonar inoperável, mantém a paixão pela política. E, apesar da visão crítica sobre o PT, ele diz que o governo hoje não tem adversários.
    O senhor acredita que mensalão pode atrapalhar a reeleição da presidente?
    Acho que não. A crítica que se faz ao PT, de que o partido perdeu seu conteúdo ideológico, é absolutamente correta. Mas, mesmo que o tenha perdido, é um partido que sempre cresce politicamente. Essa é uma contradição interessante da política brasileira: a cada eleição, apesar de tudo, o PT faz mais e mais votos.
    Por quê?
    Porque o PT, de uma forma ou de outra, corresponde às aspirações das camadas brasileiras mais necessitadas. É simples assim. E também tem uma política que consegue agregar setores de várias classes sociais, desde a classe média até as elites. Parte das elites apoia o PT, compreende a sua política.
    Isso é mérito de quem?
    Da intuição e, principalmente, do aprendizado do Lula. Quando ele fez a “Carta aos Brasileiros”, em 2002, precisou ver como é que faria tudo aquilo que estava escrito e prometido. Então eu acho que, nesse sentido, o PT fez as alianças corretas. É impossível desenvolver o capitalismo brasileiro sem alianças com setores capitalistas, como temos. As tormentas que ocorreram, o PT soube assimilá-las perfeitamente. Veio a tormenta do mensalão, e o Lula foi reeleito. Veio a outra onda do mensalão agora, com as prisões, e a Dilma está crescendo. Como explicar isso? A mídia colabora muito com o PT.
    O PT discorda.
    Mas está sendo infantil ao dizer isso. Porque é a mídia que elege o PT, ao ser tão radical e sectária como tem sido. A mídia fala durante seis meses que o Brasil irá à falência. Não foi. Depois o Brasil não exporta mais nada e tal. Ou então esgotou o mercado interno. Não acontece nada. Agora é inflação. De novo não acontece nada. A mídia esgota todos os temas e não acontece nada. O povo brasileiro, com sua sabedoria e sua esperteza, aproveita o futebol e as novelas que passam de graça na TV, mas para o resto não dá bola.
    O senhor acredita que a presidente Dilma tem adversário?
    Por enquanto, não. Claro, daqui a pouco acontece um acidente de percurso e tudo muda. Mas dadas as condições atuais, não tem adversário. O Eduardo Campos, a meu ver, cometeu um erro tremendo, se antecipou ao debate. O Lula tem essa visão de que o PT precisará passar o poder para alguém, desde que seja do mesmo viés ideológico. Deveria ser o Campos, naturalmente, mas ele precipitou as coisas. Não tem como se recuperar. O Aécio Neves simplesmente não existe.
    E Marina Silva?
    Ao não ter validado seu partido para concorrer, é natural que ela tenha que apoiar alguém. Mas trata-se de uma contradição ambulante: ela tem um partido do qual é presidente, enquanto a secretária-geral é a dona do Itaú (Neca Setúbal) e o vice-presidente é dono da Natura (Guilherme Leal). Mas que partido é esse? E assim mesmo ela é anticapitalista e evangélica, uma coisa gozadíssima.
    A oposição não tem propostas?
    O problema da oposição é que eles brigam demais entre si, nunca criam uma aliança sólida. Se houvesse essa aliança, poderia ser uma força expressiva. Mas eles não conseguem porque, na minha opinião, o PT teve a sabedoria de pegar parte das elites para ficar com ele. Vários partidos, mesmo pequenos, representam essa parcela que apoia o PT. São frações das elites? São. São frações do capital? São. Mas são frações significativas.
    O senhor conversa sobre essas questões com a presidente?
    Não, não interfiro em nada. Tento só não atrapalhar.
    Mas nem como conversa descompromissada?
    Minha relação com a Dilma é estritamente pessoal e familiar. Não falamos de política porque, quando ela vem aqui (para Porto Alegre), vem ficar com a família em um ambiente mais descontraído. E nem poderia ser diferente porque, quando vem, é para descansar. Não é nada fácil ser presidente, em qualquer país do mundo. É um rolo em cima do outro. Uma confusão em cima de outra. A pessoa fica exaurida. Pega a cara do Lula quando entrou no poder e quando saiu. Pega uma foto do Obama cinco anos atrás e você vai dizer “mas o que é isso, o homem tá com a cabeça branca!”. É porque é assim. Presidente é presidente 24 horas por dia, não tem sossego.
    Ela então não lhe consulta sobre determinadas questões?
    Não vamos falar disso. Sou um torcedor do governo Dilma e do governo Lula, nada além disso.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/a-critica-de-que-pt-perdeu-conteudo-ideologico-correta-

  84. Patriarca da Paciência said

  85. Chesterton said

    “Grama que a esquerda pisou nao cresce nunca mais”.
    Margaret Thatcher

  86. Chesterton said

    http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-painel/videos/t/todos-os-videos/v/convidados-debatem-o-padrao-da-politica-brasileira/3046926/

  87. Chesterton said

    http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-painel/videos/t/todos-os-videos/v/ha-razoes-historicas-para-brasil-nao-ter-partido-de-direita-diz-reinaldo-azevedo/3046924/

  88. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2013/12/27/o-curioso-caso-de-ghiraldelli-contra-sheherazade/

  89. Pax said

    Vi do 20o minuto ao final o GloboNewsPainel.

    1 – acho bom que todos tenham voz, quem quer que seja

    2 – melhor ainda é observar o tal pensamento liberal/conservador, como os convidados se definiram.

    3 – me parece um erro colossal de lógica afirmar que a corrupção é exclusividade ou característica básica do pensamento de esquerda/socialista como definiram o governo e o próprio status quo.

    4 – o ponto mais importante é que estes convidados – representantes importantes do pensamento liberal atual – não conseguiram responder a pergunta final: “porque não há um partido de direita no Brasil, ou, em outras palavras, um partido de direita/liberal/conservador que preste?”.

    A resposta é simples, bastante simples, desenvolvendo uma lógica somente com a memória:

    a – porque os exemplos liberais são mais fartos que os exemplos socialistas. E todos se corromperam.

    b – a sociedade moderna, do século XXI – antecedida por exemplos concretos de sucesso de meados do século passado para cá – quer o Estado mediando ajustes sociais, regulando igualdades e assistindo o que for necessário para que ninguém passe fome. Assim pensa a maioria da Europa, berço de inúmeras referências com bom tempo de maturação.

    c – não existe no Brasil direita – ou movimento liberal, ou conservador, como queiram se chamar – que mantém vínculo com a maioria da sociedade. Por mais que idealizem seus bons pensadores, estes movimentos não alcançam a sociedade, há uma desconexão impeditiva. Brasileiros têm grau suficiente de discernimento entre propostas, campanhas políticas, dia-a-dia, corpo-a-corpo político. Esta sociedade sabe, na carne, a diferença da qualidade de vida de lá e a de cá, de antes e de depois.

    Que ainda é triste, mal formada, vilipendiada em muitas áreas e sem um horizonte favorável em educação. E outras áreas fundamentais.

    Mas não passa fome. E vai a shopping, sim.

  90. Chesterton said

    você é um quase-liberal.

  91. Patriarca da Paciência said

    “Eu li todo o processo sobre o José Dirceu, ele me mandou. Nós nos conhecemos desde os tempos em que debatíamos no programa do Ferreira Netto na TV [na década de 1980]. Eu me dou bem com o Zé, apesar de termos divergido sempre e muito. Não há provas contra ele. Nos embargos infringentes, o Dirceu dificilmente vai ser condenado pelo crime de quadrilha.”

    http://www.acao470.com.br/dirceu-foi-condenado-sem-provas-diz-ives-gandra/

  92. Patriarca da Paciência said

    Ives Gandra Martins é um petralha?

    Parece que São Pedro também o é, Todas as hidrelétricas brasileiras estão com os reservatórios transbordando, apesar do PIG ter garantido que todos iam secar!

  93. Pax said

    Caro Chesterton, iludido Chesterton,

    Vá de retro!

    Sou social democrata: Estado forte, Educação-Saúde-Segurança responsabilidade do Estado, igual para todos, algumas áreas econômicas com participação do Estado, propriedade privada, livre empreendimento, e, principalmente, Estado atuando para redução de diferenças sociais insustentáveis, principalmente garantindo que todos tenham as mesmas oportunidades a partir da escola pública integral e de alta qualidade.

    Caro Patriarca, bom Patriarca,

    Fico comovido com sua tentativa de livrar o PT das mazelas em que se meteu. Mas… bem, esses dias tive e tenho contato com uma turma relativamente grande, amigos, parentes etc. A maioria das pessoas das minhas relações são, como eu, de orientação de esquerda. Todos, sem qualquer exceção, estão muito incomodados com a guinada à direita e à corrupção que o PT adotou. E muito incomodados, também, com estes mantras repetidos de “tribunal de exceção”, “presos políticos” etc etc. Todos têm enorme crítica ao Judiciário, mas estão pouco se lixando, até ao contrário, alguns aplaudindo, a prisão da turma da AP 470.

    Jim Jones não convenceu a turma mais próxima a mim a tomar cianureto político.

    As maiores críticas que tenho ouvido, sobre o PT, são:

    – adoção de parcerias sem qualquer filtro moral, ideológico e programático.
    – barbaridades contra minorias neste caminho, sejam indígenas como LGBT
    – sobre os acordos com ruralistas e a questão indígena, observei que houve uma debandada da turma mais “natureba”
    – sobre os acordos com os evangélicos outra enorme dabandada não só da turma LGBT (sim, tenho muitos amigos neste grupo) como de outra galera mais filosófica de esquerda, ateísta e intransigente quanto a laicidade do Estado.
    – uma terceira parte (são conjuntos com interseção) incomodadíssima com os desvios de conduta do próprio PT mesmo.
    – quase nenhum destes meus amigos suporta o Dirceu
    – todos sentem muito que Genoino esteja passando o que está passando, mas todos concordam que, infelizmente, ele estava no jogo e paga por ter participado do conjunto da obra mal cheirosa
    – quase a totalidade se recusa a votar em qualquer opção tucana. Na verdade – já comentei aqui – um, somente um é eleitor do PSDB.
    – a maior parte se entusiasmou, refletiu e desistiu da opção Campos/Marina.
    – todos acham que o Brasil, desde que tomou o rumo mais à esquerda, de FHC a Dilma, melhorou, sim.
    – todos acham que o que foi feito até agora é só um começo não só mal acabado como criticam essa visão que estamos num ótimo ritmo.
    – todos pensam que, se bobear, com essas guinadas tanto do PSDB quanto do PT, o próprio rumo pode ter uma guinada de volta
    – infelizmente minha cruzada contra as Agências Regulatórias não comove muito essa turma. Estão putos, sim, com a qualidade dos serviços, mas não tem o assunto em pauta.

    Enfim, algumas observações que me chegam, como disse, neste momento em que compartilho com mais gente. E essa gente que converso gosta, sim, de política. Ao menos não foge das conversas sobre o tema.

    Muitos estão sem opção de voto para 2014.

    Bem, é o que me lembro. Lógico que as coincidências da opinião do grupo mais próximo a mim batem muito com a minha. E tenho certeza que vários deles, por gostarem menos de política que eu, vem até mim saber minhas opiniões, mesmo sabendo que sou um amador (aquele que gosta) do assunto.

  94. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    eu nunca neguei que o PT tenha cometido erros, assim como todos os outros partidos políticos! O problema todo é a DESPROPORCIONALIDADE e a SELETIVIDADE ! O tal suposto “mensalão” do PSDB é bem mais antigo que o suposto “mensalão” do PT e, até hoje, dorme nas pilhas de espera e, ao que tudo indica, será extinto por prescrição! O Daniel Dantas tinha as provas mais concretas contra si mas, “por falhas técnicas na investigação”, até hoje, não recebeu qualquer punição. Arruda foi absolvido!

    É como diz mesmo o Luis Fernando Veríssimo, “claramente, existem leis que só valem para o PT!

    E o tal “desvio” de dinheiro público, até hoje está por se provar! A Globo mesmo recebeu uma boa quantia dos “pagamentos fantasmas” e não se manifesta!

    E a condenação de José Genoíno por corrupção é, claramente, uma infâmia!

    Dizer que juízes não erram em seus julgamentos? Ora, a História está repleta dos julgamentos mais absurdos! E no mundo todo!

    Demonizar José Dirceu? Acreditar que ele seja um líder messiânico ou um chefão mafioso? Até hoje, também, não apresentaram uma única prova que respaldasse tais afirmações.

    José Dirceu teve dois grandes azares! Um foi despertar os “instintos primitivos” do Bob Jeff, como este declarou publicamente ! O outro foi defender, abertamente, o “marco regulatório da imprensa”.

    Dois inimigos dispostos a tudo, inclusive “a matar ou morrer” !

    Mas nunca vão convencer às pessoas de bom senso que José Dirceu seja um agente do Demônio!

    Nem que José Genoino mereça passar pelo que está passando!

    Nem que Barbosão seja um juiz justo!

  95. Pax said

    Caro Patriarca,

    Genoino não só fez parte do esquema como, infelizmente, assinou os contratos fraudulentos que abasteceram o caixa ilegal do PT.

    Só pra derrubar um tanto esse mantra.

    O que não me impede de ficar sentido por ele estar condenado. Sinto muito, mas foi condenado com provas irrefutáveis.

  96. Patriarca da Paciência said

    É caro Pax,

    o “esquema de se perpetuar no poder”, eis aí o “grande crime” do PT, como se este não fosse o objetivo básico de qualquer partido, em qualquer parte do mundo.

    Eu não li todo o processo do suposto “mensalão”, nem pretendo, mas Ives Gandra Martins não só o leu, como o analisou e não encontrou uma única prova concreta!

    A prova de que não existem provas, como bem o disse Dalmo de Abreu Dallari, é que utilizaram uma teoria, ainda por cima de modo equivocado, para efetivar as condenações!

    Então é isso aí, parece que a coisa fica mesmo é no terreno duma suposta ética inquisidora, da qual o Barbosão se arrogou em inquisidor chefe!

    Como bem o disse Dalmo de Abreu Dallari, “como exemplo jurídico, a ação penal 470 nada tem a oferecer”!

  97. Otto said

    “Provas irrefutáveis”, Pax, você repete a mentira da mídia/STF como se fosse verdade.

    Me diga uma coisa, se houve mensalão, quais foram os deputados comprados na câmara?

    E que sentido tem “comprara deputados” e não comprara senadores?…

    Gosto do seu blog, Pax, desse espaço democrático, onde as discussões costumam ter certo nível, mas às vezes você é patético…

    Se você quisesse realmente conhecer os dois lados da moeda, e não apenas repetir mantras, você teria lido “A outra história do mensalão” do Paulo Moreira Leite.

  98. Pax said

    Assinatura em contrato fraudulento não é prova irrefutável? Bem, afora isso só confissão, que também houve. “Dinheiro não contabilizado” foi e expressão usada por Delúbio em centenas e centenas de vezes. Como se isso não fosse crime absolutamente condenável.

    Dinheiro recolhido em espécie na boca do caixa não é prova irrefutável? Nem mesmo com confissão? Cegueira, afinal, tem limite?

    Claro que sou patético, caro Otto, pros devotos fiéis do PT. E pros liberais. Se não pedir a benção aos corruptos dirigentes do PT é ser patético, considero um enorme elogio.

  99. Elias said

    Pax,
    CUMEQUIÉ, PAX?

    Eu disse que não deves criticar o Dirceu, por ele ter criado empresa no exterior?

    Ou eu tô desescrevendo em grego ou tu tás desentendendo em japonês…

    Eu disse, apenas, que deve-se criticar o PROCEDIMENTO, em se tratando de Ministros e ex-Ministros de Estado, e membros de tribunais superiores, etc. Todos os cidadãos em tais condições, que perpetrarem semelhante ato, são passíveis da mesma crítica.

    Em outros hieroglifos: não vale dar tanto destaque pra empresa d´além mar do Dirceu, como se isso fosse um crime (e não é, embora seja atitude eticamente reprovável), e fazer cara de paisagem, fingindo que não viu a empresa igual do Barbosão. Principalmente porque esta última vem com dois agravantes!

    Chester.
    Podes choraire, podes berraire, mas…

    …O que tens pela frente é: MAIS IMPOSTOS + MAIS DESPESA PÚBLICA.

    Aqui no Brasil, nos EUA, no Canadá, na Europa… Enfim, em todo o mundo que conta.

    Quem quiser fugir disso terá que se mudar pro Haiti…

    Aliás, o Brasil é um dos poucos países nos quais a CARGA NOMINAL de impostos provavelmente não vai aumentar imediatamente.

    Isso porque a sonegação aqui é muito alta, e a máquina estatal só agora começou a se modernizar.

    Assim, o aumento da arrecadação vai continuar a acontecer via redução da sonegação.

    Foi o que ocorreu nos últimos anos. A implantação da NF-e, p.ex., reduziu substancialmente a sonegação dos impostos indiretos nos âmbitos federal e estadual.

    Mas isso ainda não se generalizou para o âmbito municipal. É o que deverá acontecer no futuro próximo.

    Depois, creio que vão entrar com tudo na área previdenciária (que já está semi-automatizada e integrada à malha tributária federal). Em seguida, virão os impostos diretos e a tributação sobre propriedade, tipo IPTU (cuja arrecadação efetiva não é nem 30% da arrecadação potencial).

    Enfim, enquanto houver esse amplo “espaço sonegador”, acredito que a máquina estatal brasileira vai continuar optando pela redução da sonegação, em vez de aumentar a tributação nominal (com a criação de novos impostos ou o aumento de alíquotas).

    A exceção, acredito, continuará a ser a área financeira. Mas, se e quando isso acontecer, será como medida de política econômica, a exemoplo do que ocorreu no governo Lula.

    De qualquer maneira, mesmo sem aumento da carga tributária nominal, ainda assim ocorrerá o aumento da carga tributária real.

    Muita gente que, hoje, não paga impostos, vai ter que pagar. E aí…

    …E aí a gente vai ficar rouco de tanto ouvir chororô de sonegador contrariado…

  100. Chesterton said

    Podes choraire, podes berraire, mas…

    chest- Elias, estou naquela fase se os impostos aumentarem eu caio na risada, if you know what I mean….quem se fode é o pobre, pois é nele que recairá o aumento dos impostos. Aquele que tem que trabalhar para comer vai ter que trabalhar mais.

  101. Chesterton said

    Vá de retro! (retroescavadeira)

    Sou social democrata: Estado forte, Educação-Saúde-Segurança responsabilidade do Estado, igual para todos, algumas áreas econômicas com participação do Estado, propriedade privada, livre empreendimento,

    chest- ou tem livre emprendimento ou tem estado.

    e, principalmente, Estado atuando para redução de diferenças sociais insustentáveis,

    chest- sei, bolsa presidiario, bolsa vagabundo-vadiagem…que novidade.

    principalmente garantindo que todos tenham as mesmas oportunidades a partir da escola pública integral e de alta qualidade.

    chest- só rindo.

  102. Chesterton said

    O cara transforma Morosidade em amorosidade…..que animal.

    http://f5.folha.uol.com.br/humanos/2013/11/1374419-diario-oficial-define-amorosidade-para-o-sus.shtml

    mais impostos, mais dívidas!!!!!

  103. Chesterton said

    http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/franca-aprova-imposto-de-75-sobre-salarios-mais-altos

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,operarios-da-gm-sao-demitidos-por-telegrama-na-vespera-do-ano-novo,174082,0.htm

    chest- mais impostos, mais dívida!!!!!

  104. Pax said

    Caro velho e rabugento Chesterton,

    você diz: “chest- ou tem livre emprendimento ou tem estado.”

    E eu te digo: vá estudar, caro Chesterton!!! Não me mates de rir…

    Caro Elias,

    Dirceu é que é a pauta. E ele parece fazer questão disso. Quer que a militância continue com seu bordão de preso político e quetais. O que vejo, do lado de fora, é que este tiro tem saído pela culatra.

    Basta ver neste caso. Preso no semi-aberto, com direito a requerer saída para trabalho durante o dia, arruma uma boquinha num hotel de um, segundo noticiário, mafioso, desses que mamam às custas de suas tretas com agentes públicos. Descobre-se que o tal gordo ganha da Anatel uma anteninha, um regalinho. Descobre-se que o hotel é um laranjal de fachada. E acaba se desvendando que este mesmo modelo de empresa, por inacreditável que possa ser, também é adotado pelo Dirceu. (e um balaio de outras empresas e malacos brasileiros, claro que sim).

    Desculpe-me aí, mas é Dirceu quem dá a pauta.

  105. Otto said

    Contrato fraudulento?

    Você está se referindo aos empréstimos pro PT que depois foram realmente pagos?

    Dinheiro na boca do caixa prova irrefutável de quê? Tem que ter o ato de ofício aí. Quem foi comprado, como, onde…

    Senão é julgamento medieval, como realmente foi.

    “Dinheiro não contabilizado” o PT nunca negou. Mas agora que ele seja punido por caixa 2 — ele e todos os demais partidos — mas não por mensalão, que não passou de mentirão.

    Pax, leia o livro do PML primeiro, depois nós conversamos.

    Se não quiser 35 pratas, me manda o teu endereço por email que eu te remeto o livro.

  106. Pax said

    Caro Otto,

    Não faço a menor questão de ler o livro do PML. Eu li muitas peças do próprio inquérito e julgamento. PML tem todo direito de ter as interpretações que quiser. Mas não me convence. É um dos blogs que acompanho. Na verdade, um dos blogs que foram perdendo um tanto da minha atenção justamente pelas interpretações que fez sobre a AP 470.

    Desculpe-me, caro Otto, mas você está tentanto negar o que até os réus confessaram. Aí fica difícil.

  107. Otto said

    Confessaram caixa 2, não mais que isso.

  108. Chesterton said

    Sim, Pax, toda vez que o estado se mete a empreendedor, distorce o mercado. Cada bem que pretende fazer, causa 5 maleficios..

  109. Chesterton said

    O recuo da presidente

    Ouvir o texto
    Ontem, nesta Folha, Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou em entrevista que a presidente Dilma Rousseff “está perdendo a batalha política e ideológica para o mercado financeiro”, enquanto o editorial do jornal dizia a mesma coisa em outras palavras: ela “rendeu-se às críticas de sua política econômica”.

    Ao contrário de Belluzzo, eu não sou amigo pessoal da presidente, mas desde o início de seu governo tenho torcido por ela, não apenas porque torcer por seu presidente é torcer pelo Brasil, mas porque partilho com ela a convicção que só uma política desenvolvimentista pode levar um país ao crescimento acelerado necessário ao “catching up”. E por isso apoiei sua política macroeconômica inicial de baixar a taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio, e sua política industrial.

    Depois dos dois primeiros anos de governo, ficou claro que a estratégia não dera certo: que os investimentos continuavam paralisados e a economia não crescia, e, não bastasse isso, que a inflação mostrava sinais de aceleramento. E quando, afinal, o mercado sinalizou que a desvalorização era necessária, o governo se aplicou em contê-la para conter a inflação. Diante disso, os ideólogos da coalizão financeiro-rentista que vinha sendo desafiada recuperaram a voz, orquestraram sua crítica, e o governo se viu diante de uma crise de confiança nos planos nacional e mundial.

    Há duas possíveis explicações para o fato: ou é preciso deixar o câmbio apreciado e a taxa de juros alta, como pretendem os liberais, ou mudar a matriz macroeconômica do país, tirando-o da armadilha dos juros altos e do câmbio sobreapreciado que limita seu crescimento desde o fim da inflação alta.

    Meus leitores já sabem minha resposta a essa questão. O que o governo fez nos seus dois primeiros anos foi exatamente tentar mudar a matriz macroeconômica. Foi bem sucedido em relação aos juros, mas o que logrou em relação ao câmbio (uma desvalorização real de cerca de 20%) ficou muito aquém do que era necessário para que os empresários investissem. A taxa de câmbio competitiva, que denomino “de equilíbrio industrial” está hoje em torno de R$ 3,00 por dólar, enquanto a taxa de câmbio que recebera do governo anterior (R$ 1,65 por dólar que, aos preços de hoje, corresponde a R$ 1,95) estava incrivelmente sobreapreciada; a correção para R$ 2,35 (sempre a preços de hoje) foi corajosa mas insuficiente.

    Por que o governo não realizou toda a desvalorização que era necessária? Essencialmente, porque não tinha apoio nem na sociedade nem entre os economistas para realizá-la. Porque há um custo a ser pago no curto prazo com uma desvalorização que poucos estão hoje dispostos a pagar. Porque a sociedade brasileira até hoje não compreendeu que uma taxa de câmbio equilibrada, competitiva, é uma condição para que as empresas invistam e o país cresça com força.

    O liberalismo está hoje cantando vitória, mas que vitória? A vitória do câmbio apreciado e dos juros altos? Sem dúvida, mas uma vitória de Pirro, porque abre o caminho para a crise de balanço de pagamentos. Não acredito que a presidente Dilma Rousseff se dê por vencida. Teremos novos rounds pela frente.

    Luiz Carlos Bresser-Pereira

    chest- ok, desde que diminua concomitantemente os gastos de modo agressivo. Seria a “âncora – da – poupança – forçada”.

  110. Chesterton said

    BRASÍLIA – O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, não é japonês só no nome, mas também na paciência. Só ele teria engolido tantos sapos para atingir o seu maior objetivo: definir os novos caças da FAB durante a sua gestão.

    Com 71 anos, mais de seis no cargo, ele aposenta hoje a família de caças Mirage, da França, e já negocia termos e prazos para a chegada dos Gripen NG, da Suécia. Já pode ir tranquilo para a casa.

    Escolhido por Lula pelo seco critério de antiguidade, independentemente de méritos ou deméritos, Saito engoliu um sapo atrás do outro desde 2007, até vencer no final.

    Na crise aérea, Lula escanteou a Aeronáutica e os princípios militares de ordem e hierarquia para negociar com sargentos amotinados como se sindicalistas fossem. Deu tudo errado, só então Saito entrou em ação.

    Com os caças, disse que foram “anos de sofrimento”. Começou quando Lula desprezou a FAB e anunciou o Rafale francês antes do relatório técnico. E não parou mais.

    O relatório –antecipado pela Folha em 5 de janeiro de 2010– analisou seis critérios, deu vitória ao Gripen NG sueco e foi aprovado pelo Alto Comando da Aeronáutica. Mas ignorado pelo governo.

    Em nova manchete da Folha, três dias depois, o então ministro Jobim admitiu que revisaria o relatório, embaralhando o peso dos critérios. Claro que seria para justificar o francês, adequando as conclusões técnicas à conveniência política.

    E houve mais dois relatórios, um quando Dilma tendia para o F-18 dos EUA e o último no fim deste ano, para dar suporte ao anúncio do Gripen. Apesar da surpresa geral, registrei em 12/12, neste espaço, que o dia D seria 18/12, como foi, e que o sueco estava de novo na parada.

    Saito assinou todos os relatórios impostos, mas trabalhou em silêncio contra o Rafale. Preferia o F-18 e assimilava bem o Gripen, sabendo que seu comando passa, mas a FAB e o país ficam. Entra em 2014 feliz.

    Eliane Cantanhêde

  111. Patriarca da Paciência said

    “Há, entretanto, sinais alentadores: a população tomou as ruas para exigir melhor qualidade de vida, demonstrando inconformidade com a patifaria política e com a corrupção. E o Supremo Tribunal Federal mostrou que mesmo os poderosos têm de obedecer às leis, pagando os desvios de comportamento com o preço da liberdade. Sopra, pois, a esperança”, (Fernando Henrique Cardoso)

    Pois é, José Dirceu, José Genoíno e demais companheiros, obedecem a lei, embora reconhecendo as falhas abomináveis cometidas por seus executores !

    Já o Daniel Dantas, ministro Joaquim Barbosa, Rede Globo, Agripino Maia, José Serra, etc.etc .etc . estão todos acima das leis, principalmente das leis brasileiras!

    Será que o ministro Joaquim Barbosa vai ser responsabilizado por ter comprado um apartamento em Miami, através de empresa criada especialmente para tal fim, sonegando impostos, em seu nome e em seu endereço funcional, o qual pertence ao STF?

    Acho que está mais que na hora de TODOS respeitarem as leis!

  112. Patriarca da Paciência said

    Post 110,

    a Eliane Massa Cheirosa, ao tentar desqualificar os presidentes Lula e Dilma, coloca à mostra dois grandes estadistas!

    É bem isso aí, essa é a diferença!

    Lula e Dilma discordavam de Saíto, mas não o perseguiram, não o desqualificaram e não tomaram qualquer decisão enquanto não houvesse uma certeza absoluta de que estavam tomando a decisão certa! E terminaram por aceita a opinião de Saito. Grande lição para todas as gerações de políticos e líderes de todo o Brasil! Uma decisão verdadeiramente histórica!

  113. Pax said

    Caro Otto, em #107 você diz:

    “Confessaram caixa 2, não mais que isso.”.

    Exatamente isso, caro Otto, confessaram crime. Punível. Neste crime acabaram praticando corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e não lembro se outro crime previsto do CPP. Basta buscar nos alfarrábios que cada réu tem os crimes listados a que foram imputados e suas condenações, incluindo aqui a lógica do tamanho da pena aplicada em seus famosos 3 tempos.

    E é exatamente por conta desses crimes que foram julgados culpados e condenados.

    Ponto.

    A discussão que fica é: mas e os outros? Sim, esta é uma discussão que merece ser desenvolvida, pelo que entendo. E esta pergunta traz, sim, em seu bojo, uma série de questionamentos que precisam de respostas.

    Porque os outros mensalões não foram julgados? Porque os políticos têm tanta proteção em nossa legislação. Porque, por exemplo, um José Roberto Arruda, do DEM (ex, mas no momento do crime era do DEM), não está preso? Porque Eduardo Azeredo e todos envolvidos ainda não foram julgados?

    São inúmeros porquês, e aí eu não posso discordar que estes temas sejam colocados na pauta.

    Mas…

    Aqui é que é o ponto do post: os crimes foram cometidos, sim. Os réus foram julgados e o veredito foi de culpa. Era muito difícil não ter esse veredito. Tem a questão do “domínio do fato” do Dirceu que é uma questão importante para nosso arcabouço jurídico, etc etc etc. Mesmo que, se somarmos as provas com os indícios, e ainda mais, mesmo sabendo que não há uma prova cabal, é impossível ter alguma dúvida da participação. (provas: reuniões com presidência do Banco Rural (porquê mesmo?), reunião com presidência da Portugal Telecom (porquê mesmo?), testemunhos, agendas etc). Só lembrando que não sou jurista mas que existe, sim, a tal livre interpretação/convencimento do juiz previsto em nossa legislação.

    Em outras palavras, como acompanhei amiúde este julgamento, confesso que não teria outro veredito diferente da maioria do plenário.

    Ponto.

    Mas a defesa, o mantra, o bordão que a turma mais empedernida repete não me parece coerente e é disso que falo. As pessoas querem que se aceite que não houve crime, que vivemos num estado de exceção, que tivemos um julgamento político etc.

    Não tivemos, na minha interpretação. Tivemos um julgamento que me pareceu correto, até mesmo na condenação de Dirceu, mesmo entendendo que este ponto deveria estar muito mais esclarecido e menos ambíguo em nossa legislação.

    Caixa 2, caro Otto, como você bem sabe, tem origem do não pagamento de impostos. O cara recebe, não dá recibo, esse dinheiro não entra na escrita da empresa, não presta conta ao fisco etc. É o começo de toda essa corrupção que conhecemos. As empresas poderosas compram seus representantes e os colocam no Parlamento, e o país passa a funcionar neste esquemão que o PT tanto disse que combateria e o que fez?

    Não só adotou como chafurdou e, minha reclamação geral, não faz a mínima questão de mover palha para que este modelo se altere. Ao contrário, agora anda abraçado com os piores corruptos do Brasil e com gente que não consigo concordar.

    Fosse eu um simpatizante, militante, filiado, qualquer coisa do PT, confesso que hoje estaria numa briga interna. Me permito dizer que não ficaria neste mantra e nestes bordões monotônicos e quase religiosos (como o post quis dizer, criticar) e passaria a perguntas que me parecem muito mais coerentes e eficazes:

    “o que podemos fazer para reverter esse caminho que deu merda?”

    “o que podemos fazer para que a vara que nos bateu bata igual nos outros?”.

    Ao adentrar neste movimento Jim Jones me parece que a turma vai em direção a tal cicuta política, ao suicídio. Vão ganhar as eleições de 2014? Quase 100% de certeza, acima comentei porque não existem partidos liberais/consevadores/de direita que prestem.

    E o PSDB nem mesmo sabe o que é, se social-democrata, se liberal, se quer comprar um sorvete ou passear de bicicleta. E o povo percebe essa indecisão atávica do partido que poderia representar uma oposição e vê que é ainda mais fraca e pior que o PT, mesmo este tendo apodrecido como apodreceu.

  114. Otto said

    Pax. mesmo admitindo-se o caixa 2, este não foi dos tais 100 milhões apontados. Pra chegar nesse valor, foi preciso enfiar muita coisa, inclusive dinheiro corretamente aplicado em propaganda, como foi o caso — e está provado — da Visanet.

    E vamos convir, dez anos de pena por caixa 2?

    Aqui em Curitiba tem um teve um prefeito, do DEM pra variar, que foi julgado e condenado pelo STF por caixa 2. resultado: os eminentes ministros nunca publicaram o acórdão e a pena expirou. Hoje este corrupto continua na vida pública e por sinal é secretário do Beto Richa e a mídia nunca o incomoda.

    E quanto a solução dos atuais problemas das campanhas eleitorais, o PT é o partido que mais levanta a bandeira do fim das doações de empresas. Mas consegue aprovar? Não, se o PMDB, o PTB e os outros, sobretudo a mídia, são contra…

  115. Elias said

    “Há, entretanto, sinais alentadores: a população tomou as ruas para exigir melhor qualidade de vida, demonstrando inconformidade com a patifaria política e com a corrupção. E o Supremo Tribunal Federal mostrou que mesmo os poderosos têm de obedecer às leis, pagando os desvios de comportamento com o preço da liberdade. Sopra, pois, a esperança”, (Fernando Henrique Cardoso)

    Isso é que é escárnio!

    O sujeito que descaradamente comprou votos à tripa forra no Congresso, pra conseguir sua própria reeleição, falando em “desvios de comportamento”.

    Pode?

    Pode! Claro que pode! Nesta terra de índio manso, pode…

  116. Elias said

    “chest- ok, desde que diminua concomitantemente os gastos de modo agressivo. Seria a “âncora – da – poupança – forçada”.” (Chester # 109)

    Tu num intendesti nada, seu Creyssu…

  117. Elias said

    “Caro Elias, Dirceu é que é a pauta…” (Pax)

    Claro!

    Pauta do Estadão, da FSP, da Veja, do Globo & fauna acompanhante.

    É disso mesmo que eu estava falando.

    De estranhar seria se esses mesmos órgãos da imprensa dessem o mesmo destaque para a mesma pouca vergonha, quando cometida pelos compadres e pelas comadres deles.

    Nada obsta, de igual modo, que tu deixes teu blog ser pautado pelo Estadão, pela FSP, pela Veja, pelo Globo…

    Mas, se fizeres isso, serás apenas mais um blogueiro pautado pelo Estadão, pela FSP, pela Veja, pelo Globo…

    É o que tu queres?

  118. Chesterton said

    Pax, isso é assunto velho, jás estão lá suando na Papuda, onde é o lugar que lhes cabe.

  119. Elias said

    “Meus leitores já sabem minha resposta a essa questão. O que o governo fez nos seus dois primeiros anos foi exatamente tentar mudar a matriz macroeconômica. Foi bem sucedido em relação aos juros, mas o que logrou em relação ao câmbio (uma desvalorização real de cerca de 20%) ficou muito aquém do que era necessário para que os empresários investissem.” (Trecho do texto do Bresser Pereira, transcrito pelo Chester).

    Chester:

    1 – O que tu achas que o Bresser Pereira está dizendo, nesse trecho?

    2 – O que isso tem a ver com gastos governamentais?

    3 – Quais os efeitos positivos e os ngativos de uma desvalorização cambial acima de 20%?

  120. Pax said

    Caro Elias,

    Este blog faz a pauta do que considera os maiores problemas do maior problema brasileiro. Lê a imprensa oficial, a grande mídia, seleciona o que há de realmente importante, lê os principais blogs e analistas políticos e traz pra cá o que este blog (eu!) considera significativo, relevante, que mantém a linha do blog, o tema central.

    Não é coincidência que o blog receba críticas de todos os lados. Justamente porque o blog tenta fazer o que declarou desde sua fundação: apontar a corrupção seja ela de quem for.

    Só para teu conforto, leia os últimos 10, 20 posts e verás que o mais relevante colocado ultimamente foi a corrupção escancarada do tal trensalão e dos problemas da prefeitura de SP onde uma máfia se montou em cima do esquema do ISS e, tudo indica, de outros impostos.

    Faça-me somente a justeza e fineza de passar pelos títulos dos últimos posts e constate se isso que digo é verdade ou não. Só isso que te peço e não acho que seja pedir demais.

    E, não, esta pauta não foi o topo da pauta da grande mídia. Basta você procurar as edições dela neste mesmo período e verás que digo a verdade. Tive, sim, que caçar notícia para não deixar em branco o que de mais importante aconteceu neste fim de ano sobre o mote do blog. E é, sim, esse escândalo paulista desavergonhado, seja dos trens, do metrô, como da máfia do ISS.

    Quem tem feito esta outra pauta e, na minha opinião uma pauta chata e errada, um tiro pela culatra, é o tal rebanho petista, de militantes, filiados, simpatizantes e, também, de inocentes ovelhas.

    Vou repetir, estes dias têm sido de discussão com pessoas da minha relação. Quase todos eleitores de Lula, Dilma etc. E quase todos com este sentimento muito parecido que o meu: enche o saco essa defesa do indefensável, esse mantra. Não só enche o saco como coloca à vista o resto dos problemas, chama um todo que gera desconforto.

    Ou seja, caro Elias, por mais que tenhamos, cada um ao seu sabor, nossas críticas a grande mídia, e temos, sim, sabemos do que ela é capaz, não adianta dizer que a molecada está fumando crack para justificar que é uma tremenda injustiça que o meganha tenha pego uma ponta de um inocente baseado no cinzeiro do nosso carro.

    Que não aconteceu comigo por uma questão fácil: nem fumo mais, nem quando fumava cometia esse tremendo vacilo.

    =)

  121. Pax said

    Caro Otto,

    Você questiona se 10 anos é muito ou pouco para caixa 2. Direito teu reclamar. E acho coerente a reclamação. Mas o alvo da tua reclamação não é bem comigo, é com o Congresso que definiu e define as leis.

    Por mim poderiam passar para 20 anos ou até perpétua. Qualquer coisa que viesse para mitigar nosso maior problema, para mim seria bem-vindo.

    Simples assim: fez caixa 2, pega o empresário, o político e trancafia. Aliás, tá mais que na hora de acabar com foro privilegiado para desvio de dinheiro público.

    Papo, por incrível que pareça, que o PT tinha… e que agora os habitantes de Jonestown dizem que é papo udenista. Nada como um dia após o outro para ver como relativizam as coisas.

    Uma das amigas aqui, que tem acompanhado nossa discussão, doutorada em História na Unicamp, reclamou do meu comentário #89, onde reflito sobre a pergunta não respondida pelos pensadores liberais que foram ao tal “GloboNews Painel”. Só relembrando, a pergunta que ficou em branco foi: “porque não há um bom partido conservador brasileiro?”

    Ela diz que faltou um argumento: que estes movimentos “conservadores/liberais/de direita” do Brasil mantém uma relação muito íntima com nossa última ditadura.

    Não sei se ela tem uma razão absulta, inquestionável, mas acho que tem um ponto, sim.

    Só pra não deixar barato: ela concorda – e muito – que este mantra do petismo atual está chatérrimo.

  122. Pax said

    Off topic pescado do meu facebook

    “VEJAM COMO A MATEMÁTICA PODE SER CRUEL… . Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões. Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões. Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto numérico resumido no quadro abaixo: Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo. Corruptos existem nos dois países, mas só o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer na China uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento daria graças aos deuses se o castigo se limitasse à demissão. Dia 19/07/11, o Tribunal chinês sentenciou a execução de dois prefeitos que estava envolvidos em desvio de verba pública. (Adotada esta prática no Brasil, teríamos que eleger um Congresso por ano) Vamos fazer esta mensagem chegar a todos os Brasileiros…. ”

    Meu comentário: Valdemar Costa Neto, Cezar Borges, etc etc etc. Turma udenista abraçada pelo governo.

  123. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/12/fora-da-lei-joaquim-barbosa-faz.html

  124. Elias said

    Pax,
    Eu não disse que é “topo” de pauta.

    Eu disse que é pauta.

    Além do mais, quem trouxe essa história de “pauta”, foste tu.

    Também não fiz nenhuma defesa. Esse papo de “defesa” é a lebre que tu que recorrentemente levantas, sempre que questionado.

    Eu me referi à ABORDAGEM, Pax… À maneira como se aborda um tema.

    Se fosse um texto de crítica à abertura de empresas no exterior — como estratégia de evasão fiscal –, por parte de ministros ou ex-ministros, ela não faria referência apenas ao Dirceu. Ela falaria de outros próceres da república, que se valem desse expediente pra deixar de pagar impostos.

    É o tipo de prática que se tolera no cidadão comum, porém tida como inadmissível, em se tratando de exercentes ou ex-exercentes da alta hierarquia estatal. Quem participa da constituição da malha tributária, ou quem tem a obrigação funcional de condenar e mandar punir sonegadores, não tem o direito de se valer de expedientes furtivos — ainda que legalmente toleráveis — para deixar de pagar impostos. Quem não se sente à vontade para viver segundo esse princípio, não tem condições morais de fazer parte da alta hierarquia estatal.

    Se a matéria se guiasse por esse norteamento ÉTICO, ela não teria como deixar de citar o Barbosão, que, sendo membro de um tribunal superior, deveria estar entre os primeiros a combater essa prática — quando exercitada por ministros ou ex-ministros, de Estado ou do Judiciário –, e não a exercitá-la, ele próprio. E com dois agravantes, ambos ilegais.

    Do modo como a matéria foi escrita e publicada — e repercutida por ti — ela é, apenas, um texto de ataque ao Dirceu.

    Não tenho nada contra quem se esmera em atacar sistematicamente um político com o qual não simpatize. Mesmo que, ao criticar algumas práticas desse político, faça vista grossa a essas mesmas práticas, quando exercitadas por outra personalidade pública que lhe seja simpática, ou em relação à qual a antipatia seja menor.

    Sei eu, sabemos nós, qual a posição político-partidária do Estadão.

    Sei eu, sabemos nós, que o jornal não publicou essa matéria para condenar a abertura de empresa no exterior como estratégia fiscal evasiva. Ele publicou a matéria pra “suitar” em cima do PT e do pessoal do mensalão.

    O Estadão está certo. Ele tem que aproveitar ao máximo a bicheira do adversário.

    Agora, se alguém pretende abordar a questão a partir de um enfoque ÉTICO, não tem como limitar sua abordagem à visão viciada do jornal.

    Mesmo que essa pessoa use a matéria do Estadão como ponto de partida, a abordagem ÉTICA dessa pessoa, exatamente por ser uma abordagem ÉTICA e não político-partidária, fará as ressalvas devidas, salientando a limitação da abordagem do jornal.

    Essa pessoa seria o Pax…

    Seria…

    Entendeu agora, Pax?

  125. Elias said

    1) “…por ser uma abordagem ÉTICA e não político-partidária…”.

    E uma abordagem político-partidária não deveria ser, também, ÉTICA?

    Deveria. Mas, no Brasil…

    2) “porque não há um bom partido conservador brasileiro?”

    Pela mesma razão que não existe um bom partido de esquerda, nem um bom partido de centro.

    Os partidos políticos refletem o nível de consciência política da sociedade em que foram concebidos, gestados e paridos. Eles refletem e exercitam os valores que essa sociedade cultiva.

    No Brasil é politicamente incorreto dizer isso. Demagogicamente costuma-se colocar a sociedade como vítima dos políticos malvados… O que só confirma a assertiva antipática e antidemagógica.

    Os partidos políticos não brotam do nada. Eles emergem da sociedade, colocando em prática valores, aspirações e projetos de parcelas dessa sociedade (daí o nome “partidos”).

    Se a ética é um valor firme e generalizado dentro de uma determinada sociedade, ou seja, um valor firme e transversal às classes sociais, ela será elemento destacado em todas as organizações dessa sociedade: partidos políticos, empresas, sindicatos, clubes, associações, organismos estatais, etc.

    Caso contrário…

    Pela mesma razão, é ingenuidade acreditar na existência de UM partido político que seja o bastião da ética e da moralidade, em oposição aos demais, todos corrompidos.

    Pior, ainda é acreditar que esse partido exista, e que, como exercente do poder ou na oposição, ele tem por missão sanear toda a sociedade.

    Não são os partidos que conformam a sociedade. É o contrário: as sociedades conformam os partidos (e cada partido, por ser partido, só representa uma parte da sociedade).

    Nem mesmo o Estado conforma a sociedade. Só nas ditaduras é que isso é possível (se é que é…). Nas democracias, a sociedade é que conforma o Estado, por ação ou omissão.

  126. Elias said

    Patriarca,

    DUVIDO que o Joaquim Barbosa se candidate, seja lá ao que for.

    Pra ele fazer isso, ele teria que abrir mão do guarda chuva do STF.

    E, se Barbosão fizer isso, ele não terá nem uma semana de vida útil. Será triturado! Vai virar suco!

    Vai chover paulada de tudo que é lado, em cima dele.

    De tudo que é lado, mesmo! Já viu chover de baixo pra cima? Pois é… Até assim vai chover no Barbosão, se ele sair da sombra das asas do STF…

  127. Otto said

    Pax, #121,

    mesmo caixa 2, não se pode trancafiar um cara sem provas (Dirceu). O fato de terem sacado da cartola o domínio do fato, a ainda por cima mal aplicado, é admissão de ausência de provas.

    Agora, se a lei valesse pra todos, em igual medida, eu concordaria (não com a prisão de gente sem prova, claro).

    Mas a lei nós sabemos só vale pra senzala (pretos, pobres, putas) ou então pra gente egressa da casa grande que resolveu tentar melhorar um pouco as condições da senzala (Dirceu, Genoino…).

  128. Pax said

    Caro Elias,

    Mais uma vez, de novo, pela enésima vez: acho que Dirceu se perdeu, sim. O poder não lhe fez nada bem no sentido moral que afetou as questões éticas (assunto pra mais de metro que nos levaria a Sto Agostinho pra baixo). E é um afogado que está afundando um bocado de coisa junto.

    Este post é sobre a descoberta que Dirceu abriu uma filial de sua consultoria no Panamá, sim senhor.

    E é motivado por esse mantra que já deu o que tinha que dar, que só piora a situação, esse chororô desmedido que quer convencer essa tal sociedade que citas, e que vota no PT, que instituições precisam ser derrubadas para que o veredito deste julgamento seja anulado ou coisa do gênero. Assim me parece.

    Sabemos que Dirceu exigiu que a companheirada faça esse coro, percebemos como esse mantra é martelado e, ao mesmo tempo, só uma meia dúzia (na verdade 13 ou 17%, não lembro bem 87 ou 83% dos eleitores do próprio PT acham que o julgamento foi correto, saiu em pesquisa recente e trouxe pra cá) continua repetindo a tecla monotônica.

    Fosse eu, sendo muito sincero, e estivesse participando da campanha Dilma 2014, a afastaria o máximo possível deste movimento que, de novo, afirmo que é tiro pela culatra.

    O que faria, mais uma vez repetindo, caramba, o que faria é:

    – como mostrar ao povo que este discurso único da oposição é uma barca furada, não só porque o tucanato é igual (ou pior) como existe uma estranha coincidência que vários casos estão emperrados na Justiça.

    – como mostrar ao povo que o PT conhece suas culpas e seus erros e vai, da forma que conseguir, mudar um pouco esse rumo de ruptura do material já fatigado.

    E é claro que, para quem tem algum interesse e acompanha política mais amiúde, não será com esses movimentos de acordos com ruralistas e evangélicos que o PT reduzirá a velocidade de seu afundamento.

    Já se eu fosse da oposição, mostraria claramente que Renan Calheiros está onde está porque o PT participou de sua eleição à presidência do Senado, que Feliciano é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias porque o PT saiu de campo para abrir essa brecha, que Blairo Maggi se tornou o amigo de infância de Lula e Kátia Abreu brincou de boneca com Dilma e por aí afora. Sem esquecer de Maluf, Collor, Sarney, Henrique Alves, Garotinho, Silas Malafaia, Cabral e tudo que quisermos apontar nesse “pragmatismo em nome da governabilidade”.

    Não foi o Estadão, nem O Globo, nem a Folha, nem a Veja que abriu a empresa de Dirceu no Panamá. Sabe quem foi, caro Elias? O nome é bastante conhecido: José Dirceu de Oliveira e Silva.

    Não foi a Globo, nem a Folha, nem a Veja, nem o Estadão que arrumou um emprego de gerente de hotel em Brasília com salário de 20 mil reais por mês.

    Não foi a Globo, nem a Folha, nem a Veja, nem o Estadão quem deu uma antinha da Anatel para o tal dono do tal hotel, o cara que, segundo fortes indícios do noticiário, é um mafioso do poder.

    Mas é o fulano que faz essas coisas, nesse momento. O mesmo fulano que conclama a militância, os simpatizantes empedernidos, e os ovelhas políticos, a bradar o mantra que é uma canoa completamente furada, no meu entender.

    E é por isso, caro Elias, por exercer meu direito às liberdades de opinião e expressão, que considero que este erro deve ser pauta.

    Eu, não o editor de qualquer veículo destes citados. Eu, somente eu. E é direito meu tratar o assunto como ele me parece.

    Mas o PT e a galera tem livre arbítrio. Não tenho o direito de dizer que podem ou não podem isso ou aquilo. O meu direito se restringe a criticar o que bem me vier à cabeça.

    Dilma tem uma vantagem em 2014. O povo não quer ligá-la ao mensalão. Mesmo porque não há qualquer notícia ou indício que ela fez parte do que rolou. E isso é ótimo para ela e sua campanha. Não diria o mesmo de Lula. Mesmo o povo o endeusando, há fortes indícios que a oposição conseguiria ligar lé com cré. Imagine-se do lado de lá, fazendo campanha de oposição sem ter projeto pra apresentar…. o que você faria? Ora, você mesmo respondeu acima ao dizer: “O Estadão está certo. Ele tem que aproveitar ao máximo a bicheira do adversário.”.

    O Estadão, recentemente, declarou voto tucano, ora bolas. E, vamos combinar, isso não é ilegal.

    Ainda bem que é Dilma.

  129. Otto said

    “Não há perspectiva, pois, de ver políticos-símbolo da corrupção como um Paulo Maluf, um Demóstenes Torres, um Marconi Perillo, um Eduardo Azeredo e tantos outros serem penalizados como foram os petistas.”

    Eduardo Guimarães

  130. Pax said

    Caro Otto,

    creio que já respondi essa tua contestação da falta de provas, acima, no meu comentário #113. Mas vou repetir o que disse:

    Aqui é que é o ponto do post: os crimes foram cometidos, sim. Os réus foram julgados e o veredito foi de culpa. Era muito difícil não ter esse veredito. Tem a questão do “domínio do fato” do Dirceu que é uma questão importante para nosso arcabouço jurídico, etc etc etc. Mesmo que, se somarmos as provas com os indícios, e ainda mais, mesmo sabendo que não há uma prova cabal, é impossível ter alguma dúvida da participação. (provas: reuniões com presidência do Banco Rural (porquê mesmo?), reunião com presidência da Portugal Telecom (porquê mesmo?), testemunhos, agendas etc). Só lembrando que não sou jurista mas que existe, sim, a tal livre interpretação/convencimento do juiz previsto em nossa legislação.

    Em outras palavras, como acompanhei amiúde este julgamento, confesso que não teria outro veredito diferente da maioria do plenário.

    Ponto.

    só para não deixar de te responder, caro Otto, por todo respeito que lhe devoto.

  131. Pax said

    Prezados,

    vou levar parente pra médico, volto em breve.

    Caso não volte, um feliz reveillon para todos, e meu profundo agradecimento por participarem deste blog.

    Tenham certeza que lhes gosto, sim. E tenhamos todos um bom 2014.

  132. Otto said

    Sim, Pax, eu li o que você escreveu.

    Você já disse isto várias vezes, mas tangencia sempre o nó da questão.

    Vamos tentar destrinchar essa sua fala um pouco, só um pouco:

    “Aqui é que é o ponto do post: os crimes foram cometidos, sim.”

    Que crimes? Compra de parlamentares? Mas quais parlamentares? E por que só no Congresso e não no Senado?

    Foi usado dinheiro publico? Também não, a não ser que você considere a multinacional Visa como estatal tupiniquim…

    “Os réus foram julgados e o veredito foi de culpa.”

    Culpa de quê, cara pálida?

    Só caixa 2. Mas eles não foram apenados por isso.

    mal comprando, é como condenar por homicídio um cara que atravessou o sinal vermelho.

    E mais: se caixa 2 levasse à Papuda, 98% dos empresários e profissionais liberais (sobretudo médicos, que adoram não passar nota) deveriam estar presos — e com limite de duas horas pra leitura! Ah, salvo raras exceções, empresários não leem, a não ser autoajuda, tipo “O monge e o executivo” e “Quem mexeu no meu queijo”.

    “Era muito difícil não ter esse veredito.”

    Sim, claro, eles eram feios, sujos, malvados e petistas.

    Agora, os verdadeiros poderosos podem andar com 450 kg de cocaína no helicóptero com gasolina da Assembleia Estadual de Minas que não acontece nada.

    “Tem a questão do “domínio do fato” do Dirceu que é uma questão importante para nosso arcabouço jurídico, etc etc etc.”

    “Mesmo que, se somarmos as provas com os indícios, e ainda mais, mesmo sabendo que não há uma prova cabal, é impossível ter alguma dúvida da participação. (provas: reuniões com presidência do Banco Rural (porquê mesmo?), reunião com presidência da Portugal Telecom (porquê mesmo?), testemunhos, agendas etc).”

    “É impossível ter alguma dúvida da participação.” Como? Não há lógica aí. Veja: abriram os sigilos telefônicos, bancários e fiscais do Zé Direceu e não acharam nadica de nada, nem um única frase que pudesse ter uma interpretação ambígua!

    Nesse caso, “in dubio pro reu”. Se não, solapamos a base do direito ocidental.

    Mas vamos fazer de conta que o domínio de fato possa ser usado corretamente como foi.

    O Joaquim Barbosa conduziu a AP 470 com inaudito rigor.

    A Globo fez uma cobertura totalmente partidarizada.

    O filho do Joaquim Barbosa descolou um trampo na Globo.

    Conclusão pelo domínio do fato: Joaquim Barbosa foi comprado pela Globo.

    “Só lembrando que não sou jurista.”

    Não, Pax, você não é jurista, embora seja um cara de boa vontade.

    Mas o Merval Pereira e o Marco Villa são. :)

    E sem nenhuma boa vontade!

    E bom Ano Novo pra todos!

  133. Chesterton said

    Bom 14 gurizada, que nesse ano que chega consigamos ver mais petralhas na Papuda.

  134. Patriarca da Paciência said

    Fala aí, Chesterton, você não é chegado num caixa 2, ou seja, receber uma consultazinha sem emitir a respectiva nota fiscal?

    Boa parte dos médicos que eu conheço fazem isso!

    Espero que todos eles não parem também na Papuda, senão teremos que importar mais médicos ainda!

  135. Chesterton said

    Meus rendimentos vem descontados na fonte, e em vez de recibo dou NF. De modo que mesmo se quisesse, não poderia.
    Meu desejo é que o chefe de Dirceu (e vocês sabem quem é!) vá morar com ele em 14. Estarei pedindo muito? Bem, eu perdi um dinheiro em aposta porque duvidava que a cúpula da mafia petista fosse em cana em 13, quem sabe se meu desejo será atendido?

  136. Chesterton said

  137. Pax said

    Caro Otto, vamos lá, item por item do teu questionamento (saiba, de antemão, que vou refutá-los e estou convencido),

    1 – Que crimes? Compra de parlamentares? Mas quais parlamentares? E por que só no Congresso e não no Senado?

    – Caixa 2, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.
    – Vários, todos que apanharam dinheiro na boca do caixa, todos presidentes de partidos que levaram as boladas milionárias etc.
    – Câmara e Senado, quando se compra um partido, compra-se toda a base se este partido funciona mesmo, estejam seus parlamentares na Câmara e ou no Senaro (PR, PTB etc)

    2 – Foi usado dinheiro publico? Também não, a não ser que você considere a multinacional Visa como estatal tupiniquim…

    – Todo caixa 2 é dinheiro público. Dinheiro de propaganda da Câmara é público. Etc etc.

    3 – Culpa de quê, cara pálida?

    – Corrupção ativa, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, como todos sabemos, os juízos de todos os membros do plenário do STF, assim como do Relator, do Revisor, a peça de acusação do MP, tudo, está disponível.

    4 – In dúbio pro reu (Dirceu)

    – Já te disse, para a maioria do plenário e para mim também, não há qualquer dúvida. Vou repetir, se estivesse sentado naquele plenário, daria o veredito de culpado, sim.

    Agora vou te pedir a gentileza de não me obrigar a repetir de novo essas questões que discutimos tanto. O mantra, caro Otto, não me convence. Ao contrário, só piora, só reforça. E parece que estou acompanhado por 83 ou 87% dos próprios eleitores do PT.

    Mas o mantra é o mantra, então esteja livre para repeti-lo, só não me peça para declamá-lo.

    Caro Chesterton, velho, rabugento e relativo Chesterton,

    Desejas um 2014 com muitas prisões de petistas. Direito teu, direito de torcida, de manada. Já eu desejo que 2014 coloque qualquer corrupto na Papuda, seja ele de que partido for. Aliás, tem uma galera do DEM, do PSDB, do PP (vamos lembrar do Maluf, por exemplo) etc etc. Na hora que todo mundo for em cana, quem sabe melhora um pouco. Se continuar só com prisão de gente do PT (merecida), a coisa fica muito esquisita.

    Feliz 01/01/2014 para todos.

  138. Otto said

    Pax:

    pelo menos você concorda que não foi usado dinheiro público, que a Visanet não é uma estatal.

    “Dinheiro de propaganda da Câmara é público.” Claro, e as propagandas foram de fato feitas e veiculadas, como a Globo, a principal beneficiária, sabe.

    Mas, digamos que o julgamento tenha sido correto, que não houve pressão nenhuma da Globo, que o filho do Joaquim Barbosa não trabalha com o Luciano Huck, etc etc., por que esse rigor todo só foi usado contra um grupo político, justamente o primeiro em 50 anos a promover políticas públicas voltadas para as camadas menos favorecidas da população?

  139. Otto said

    Joaquim Barbosa, o juiz sem caráter, samba no Rio

    Miguel do Rosário

    Ontem, Joaquim Barbosa esteve num samba no Rio de Janeiro. Pela primeira vez foi também vaiado. O Globo noticiou que se ouviram “algumas vaias”, então por aí já se pode concluir que foram muitas vaias. É triste constatar que nossas elites e setores de classe média, supostamente esclarecidos, mais uma vez tentam recuperar poder político através de soluções não-democráticas. Antes, as fardas. Agora, as togas.

    A imagem de Barbosa sambando, enquanto nega o direito dos réus da Ação Penal 470 de cumprir sua pena em regime semi-aberto, mantendo-os ilegalmente em regime fechado, a imagem de Barbosa sambando e rindo com atores da Rede Globo, enquanto continua aterrorizando a família de um homem doente como José Genoíno, a imagem de Barbosa me lembra um comentário de Cesare Beccaria, o pensador que revolucionou a teoria penal moderna, ao deixar para trás o espírito de vingança que caracterizava o castigo aos condenados na idade média.

    Beccaria diz:

    “Que contraste não é mais cruel do que a indolência de um juíz e as angústias de um réu; e das comodidades e prazeres de um magistrado, de um lado, e as lágrimas e desolação de um prisioneiro?”

    No caso, a situação é ainda pior do a imaginada por Beccaria, porque o prisioneiro José Dirceu foi condenado sem provas. Dirceu também foi encarcerado ilegalmente, visto que o certo seria esperar em liberdade o julgamento dos últimos recursos, em 2014; sempre foi assim, e assim esperavam os advogados dos réus.

    E agora Dirceu está preso ilegalmente em regime fechado, quando sua setença determina o regime semi-aberto.

    E passa por tudo isso sendo linchado pela mídia, que tem a incrível cara-de-pau de falar em “privilégios”.

    Dirceu, o homem que elegeu Lula e ajudou a tirar dezenas de milhões de pessoas da miséria, que arriscou a sua vida pela democracia e pelos pobres, está numa pequena cela com cinco pessoas. Sem ter cometido nenhum crime. Condenado num processo surreal, onde a mídia exerceu a função protagonista de condenar os réus, patrocinando uma publicidade terrivelmente opressiva, na qual explorou todos os preconceitos e traumas populares em relação à classe política.

    Enquanto isso, a família Marinho, proprietários das Organizações Globo, que ajudou a planejar o golpe de 64, que recebeu dinheiro sujo dos EUA para dar o golpe e sustentar o regime militar, que nunca fez nada pelos pobres (ao contrário, ainda hoje apoia sempre os candidatos dos ricos), continua no topo do mundo, patrocinando festas e comprando juízes.

    Até quando, meu Deus?

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/12/31/joaquim-barbosa-o-juiz-sem-carater-samba-no-rio/#sthash.y7wg71MC.dpuf

  140. Elias said

    Pax # 128
    Tua resposta não tem nada a ver com o que eu disse.

    Jamais questionei teu direito a ter opinião. Muito menos de agir de acordo com ela.

    Isso é papo furado teu, Pax… E tu sabes disso.

    O que eu fiz foi QUALIFICAR tua opinião, e isso é, também, um direito meu, na medida em que tornas pública tua opinião.

    Não tem nada a ver com o fato de Dirceu estar perdendo ou ganhando (que papo mais fosco, esse…). A meu pensar, Dirceu está colhendo conforme plantou. Já disse isso várias vezes (o que, evidentemente, não dá a ninguém o direito de condená-lo sem provas).

    Os meus comentários, nesta lista, foram sobre a ABORDAGEM de um determinado assunto. O assunto, no caso, é a constituição de empresa no exterior, como estratégia furtiva de não recolher impostos no Brasil.

    O que eu disse? Disse que, do ponto de vista ÉTICO, essa é uma conduta inaceitável, se adotada por ministros ou ex-ministros de Estado, ou por membros ou ex-membros de tribunais superiores.

    Disse, também, que, do ponto de vista ÉTICO, não se admite abordar essa conduta referindo-se apenas a uma pessoa pública que a praticou, fingindo ignorar que a tal conduta foi igualmente praticada por outra pessoa pública, esta última com dois agravantes ILEGAIS associados à conduta antiética.

    Os jornais sérios, quando tratam de assuntos desse tipo, costumam inserir pelo menos um box na matéria, informando sobre outras personalidades que adotam ou adotaram igual conduta.

    Lembro, por exemplo, de um jornal inglês que publicou extensa matéria sobre os casos extraconjugais da princesa Diane. Fazendo parte da mesma matéria, havia um box de bom tamanho, dizendo que escândalos na família real inglesa eram tão antigos e tradicionais quanto a existência da monarquia inglesa. E, aí, desfiava uma extensa lista de “escândalos monárquicos”, indo do adultério ao assassinato.

    Igual procedimento adotou o Washington Post, ao tratar de um escândalo de bom tamanho, envolvendo alguns políticos do Partido Republicano.

    E por aí vai…

    Vou repetir (como isso tem sido necessário, nos últimos tempos…!), para que não pairem dúvidas: jamais questionei teu direito a ter tua própria opinião, nem de agir de acordo com ela. Argumentar contra um suposto ataque a esse direito não é honesto. Não tem consistência como argumento.

    A coisa é simples, Pax: reconhecer o direito à opinião não obriga ninguém a concordar com essa opinião.

    A coisa mais natural do mundo, entre pessoas civilizadas, é reconhecer o direito de outrem a ter opinião, e, ao mesmo tempo, cair de pau nessa opinião.

    Será que é mesmo necessário dizer isso a ti?

  141. Patriarca da Paciência said

    Caro Otto,

    acredito que essa verdadeira máquina de fabricar inimigos, qual seja, D. Joaquim I, logo terá a sua paga, a não ser que uma pétrea lei da física seja desobedecida, aquela que diz que, “a cada ação, corresponde uma reação, em sentido inverso e com a mesma intensidade”.

    Seu Quincas Berrador vai ter muito do que se explicar!

  142. Elias said

    Deu no noticiário do JusBrasil:

    “Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que inclui os crimes passionais na lista de crimes hediondos (aqueles que não podem ser objeto de anistia ou fiança e cuja pena deve ser cumprida em regime fechado).”

    “A proposta (PL 5242/13), de autoria do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), define o crime passional como o cometido por amor, ciúme, ódio, emoção, vingança, inveja ou paixão, decorrente de ruptura da relação afetiva, traição ou qualquer outra provocação.”

    “O autor lembra que, até recentemente, a classificação de um homicídio como crime passional era considerado excludente de criminalidade ou servia de condição atenuante para a fixação da pena.”

    “Segundo ele, no Brasil ocorrem cerca de dez homicídios por motivos passionais por dia, em sua maioria de mulheres assassinadas por homens por causa da ruptura da relação e denúncia de maus tratos.”

    “Atualmente, o Judiciário tem considerado os crimes passionais como homicídio privilegiado assim considerado aquele praticado sob emoção violenta ou desespero. Essa classificação é uma causa especial de diminuição de pena.”

    OLHAÍ, PESSOAL!

    Até o Bolsonaro está fazendo alguma coisa que preste.

    Se a moda pega…!

  143. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    a “tese” da candidatura do Barbosão cada vez ganha mais “corpo”. Até o FHC já está reconhecendo com uma séria possibilidade! De minha, parte eu acharia ótimo ver o Barbosão exposto a toda a pauleira que é uma campanha política!

    Temerário ele o é!

    Estou na maior torcida para que ele fique ainda mais temerário!

    Aí ele vai ver “com quantos paus se faz um cangalha”, como dizem os nordestinos!

  144. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2014/01/1391941-pessimismo-de-um-otimista.shtml

  145. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2014/01/1391999-2014-o-ano-que-ja-acabou.shtml

  146. Pax said

    Caro Elias,

    Não é necessário dizer a mim que o respeito às opiniões alheias é um item que define a qualidade de qualquer pessoa. Este, para mim, é um tema basilar.

    Me metendo na conversa alheia, se por acaso os tais “liberais/consevadores/de direita” quiserem apostar em Joaquim Barbosa para encabeçar algum projeto, notar-se-á a ausência absoluta de qualquer opção política para essa ideologia. Simples assim.

    E, no fundo no fundo, será a constatação de algo que já é em si, ou seja, não há opção liberal que preste no Brasil.

    Já disse isso algumas vezes: acho ruim. Entendo que se houvesse um partido e gente politicamente forte e competente defendendo essa linha de raciocínio, mal não faria.

    E porquê penso assim? Ora, é bem fácil. Apesar das democracias representativas viverem um momento ruim no planeta como um todo, apesar de democracia ser um modelo ruim de governo em várias situações comprovadas, não há opção melhor. Ao menos que tenhamos conhecimento. Ou é democracia ou ditadura (seja ela de direita, das elites, ou do proletariado, que acaba criando outras elites, a dos burocratas do poder).

    Se, então, na democracia, as forças estiverem bem representadas, hora um lado ganha, hora outro lado ganha, hora um projeto ganha, hora outro projeto ganha. E ganha quem tiver melhor proposta para um determinado momento ou um determinado problema a ser resolvido.

    E aí teríamos possibilidade, acho eu, de encontrar caminhos mais razoáveis para o desenvolvimento da sociedade. De um lado forças tentando fortalecer o Estado para que este tivesse o papel de regular e atuar no país de forma a mitigar desigualdades insustentáveis e desenvolver áreas estratégicas. De outro lado forças tentando melhorar as condições de empreendedorismo, de redução de excessos desnecessários ou improdutivos deste Estado. Sempre achei que se uma Estatal tiver sua competência cabalmente comprovada como ineficiente, que a possibilidade de privatizá-la seja discutida. E é muito fácil, por parâmetros simplórios de administração executiva, saber se uma empresa vai bem ou mal. E não é a linha de baixo do Demonstrativo de Resultados não. Tem muito mais a ser visto, o papel social, a perpetuidade etc etc.

    Nesta “dialética” e na visão social-democrata que é minha opção, o tempo e as boas lutas de ambas as partes, tenderiam a encontrar um equilíbrio que atendesse ambas visões.

    Como social-democracia prevê um Estado Forte (já escrevi e já discutimos um bocado isso aqui) mas que inclui em sua concepção a propriedade privada e o livre empreendedorismo, me parece capenga um modelo em que não haja representação liberal competente.

    Em tempo, aqui está um texto escrito 4 anos atrás, no início do governo Dilma: “O Estado Forte, Comunismo e Capitalismo”

    https://politicaetica.com/2010/02/07/o-estado-forte-comunismo-e-capitalismo/

    (antes que atirem pedras, que me considerem um liberal, um neoliberal ou qualquer coisa do gênero, por favor, leiam com calma o pensamento acima).

  147. Elias said

    “Não é necessário dizer a mim que o respeito às opiniões alheias é um item que define a qualidade de qualquer pessoa. Este, para mim, é um tema basilar.” (Pax)

    Sendo assim, caríssimo Pax, recomendo que te abstenhas de dizer coisas do tipo “tenho direito de ter minha opinião”, ou, pior, “permita-me ter e manifestar minha opinião”, & quejandos, sempre que alguém criticar tua opinião.

    Do contrário, parecerá, sempre, que colocas um sinal de igualdade entre a crítica, ou seja, o questionamento da opinião e o questionamento do direito de opinião, i.é., confundindo pato no tucupi com entupir o cu do pato…

    O quê, nas circunstâncias, beira o ridículo…

  148. Elias said

    Pax,
    Mais uma vez discordo um pouco de ti.

    Não existem muitas evidências de que a democracia representativa está vivendo “um momento ruim no planeta como um todo”.

    O que existe no planeta como um todo é uma crise econômica que, em diferentes graus, afeta todos os países, independentemente do regime.

    Aliás, são exatamente os países com democracia bastante amadurecida que estão avançando mais rapidamente no enfrentamento da crise, até porque, coincidentemente, também são países ricos, com mais facilidade de transferir para outros países as consequências negativas da crise.

    Mas não consigo ver uma tendência à reversão da onda democratizante que varreu o planeta a partir dos anos 1980. Mesmo na América Latina, cuja elite econômica sempre foi refratária à democracia. Situações como a de Cuba, Venezuela e Honduras não são regra.

    É fato que os liberais entraram em baixa na América Latina, a partir da democratização.

    A meu pensar, isso se deve ao fato de que, nss décadas anteriores, no interesse de se opor ao comunismo, os liberais latinoamericanos apoiaram toda (má) sorte de ditadura que apareceu por estas bandas. Até hoje, as pessoas costumam colocar um sinal de igualdade em “liberal” e “direita”.

    Os liberais acabam contribuindo pra isso, na medida em que não se definem politicamente, salvo raríssimas exceções, de que foi, é e sempre será louvável exemplo o insuperável mestre SOBRAL PINTO (cujo nome deveria ser sempre escrito assim, em caixa alta, só pra lembrar aos brasileiros que, um dia, eles têm que tomar vergonha na cara…).

    Há um tempo atrás, debateu-se aqui no teu blog um documento subscrito pela Kátia Abreu. No documento, ela fez a apologia do liberalismo econômico; queixou-se do patrulhamento ideológico que se faz no Brasil em cima do liberalismo econômico; declarou seu compromisso de lutar em prol do liberalismo econômico. Aí anunciou que, para isso, estava ingressando num partido… que se diz social democrata.

    Afinal, o diabo dessa mulher é liberal ou social democrata?

    Claro que Kátia Abreu é tão social democrata quanto cachorro é gato. Só que, num partido que se declare social democrata seu (dela) potencial eleitoral aumenta. Logo…

    Com “militantes” desse naipe, os liberais brasileiros nem necessitam de adversários…

  149. Pax said

    Acalme-se lá, caro Elias. Às vezes reafirmar que tenho opinião diferente parece-me necessário.

    Por exemplo neste caso da AP 470. Se colecionar todos os impropérios que li aqui sobre meu posicionamento acho que sai um dicionário completo.

    Só por me recusar a tomar o cianureto político do Jim Jones.

    Enviado via iPhone

    >

  150. Elias said

    I
    “Acalme-se lá, caro Elias. Às vezes reafirmar que tenho opinião diferente parece-me necessário. ” (Pax)

    Lê de novo, Pax! Aqui mesmo, nesta lista, confudiste o questionamento da opinião com o questionamento do direito à opinião.

    II
    “Se, então, na democracia, as forças estiverem bem representadas, hora um lado ganha, hora outro lado ganha, hora um projeto ganha, hora outro projeto ganha.” (Pax)

    Não necessariamente. A Suécia superou seu atraso e se tornou um país rico e educado, exatamente ao longo dos 40 anos em que o Partido Socialista (na realidade, social democrata) se manteve no poder. Quando os conservadores chegaram lá, nem ousaram mexer no sistema… Que, até hoje, permanece basicamente o mesmo.

    Não confundir democracia com alternância no poder. A democracia viabiliza e garante a alternância, mas isso não torna a alternância obrigatória ou inevitável.

    III
    “Sempre achei que se uma Estatal tiver sua competência cabalmente comprovada como ineficiente, que a possibilidade de privatizá-la seja discutida.” (Pax)

    Aí seria apostar na burrice alheia. E não há burrice maior do que apostar na burrice dos outros…

    A estatal deve existir nos casos em que sua existência seja indispensável e não haja interesse privado em constituí-la, ou quando se revele inviável transferi-la ao controle privado, em que pese seu caráter indispensável à sociedade.

    Por exemplo: nas sociedades com alto índice de miséria, a distribuição de água encanada não é um negócio lucrativo.

    Por que? Porque grande parte da distribuição de água tem que ser subsidiada, como parte da política de proteção à saúde (mais especificamente, como parte do combate à proliferação de doenças relacionadas à veiculação hídrica). Se o Estado não fizer isso, rapidinho ele se verá às voltas com montes de epidemias, notadamente nos grandes adensamentos urbanos, e vai gastar muito mais no combate às ditas epidemias, sem falar no sofrimento humano que isso implica.

    O jeito é distribuir água gratuitamente à população que não pode pagar, ou subsidiar o consumo (por exemplo: fornecendo uma “bolsa água” de, suponhamos, 70 metros cúbicos/mês por familia — que pagará somente o que exceder esse limite).

    Uma empresa privada não pode fazer isso, porque ela necessita ter lucro. Do contrário, barata voa…

    Já a empresa estatal faz, e, por isso, tende a apresentar prejuízo, que é coberto pelo Estado, sob a forma de aumento na participação societária, ou de pagamento da “bolsa água”. A maior parte dos Estados prefere a primeira alternativa, porque, na segunda opção, terá que pagar impostos sobre o valor transferido, já que os recursos ingressarão na empresa sob a forma de receita. Se o dinheiro entrasse como receita, o prejuízo diminuiria ou desapareceria. Só que é burrice fazer isso: implica transformar falsamente recursos públicos em recursos “privados”, e reinjetar o valor da tributação nos cofres estatais (em outra esfera de poder), em vez de usar esse dinheiro para bancar investimentos. É preciso ser muito doido pra entrar nessa, mas parece que há quem faça (algo assim como, em vez de gostar dos olhos, preferir a remela…).

    Por essa razão, aqui no Brasil, as sociedades de economia mista, ou eventualmente, as empresas públicas (tipo de estatal cujo capital é totalmente subscrito e integralizado pelo poder que a institui), que operam sistemas de distribuição de água, costumam apresentar prejuízo.

    Nem por isso — ou melhor, exatamente por isso — não devem ser privatizadas. Quem privatizou — o Estado do Amazonas, p.ex. — se ferrou. As empresas faliram, e a sustentação do sistema custa hoje aos cofres públicos muito mais do que jamais custou, quando era estatal.

  151. Pax said

    Caro Elias,

    você diz

    II
    “Se, então, na democracia, as forças estiverem bem representadas, hora um lado ganha, hora outro lado ganha, hora um projeto ganha, hora outro projeto ganha.” (Pax)

    Não necessariamente. A Suécia superou seu atraso e se tornou um país rico e educado, exatamente ao longo dos 40 anos em que o Partido Socialista (na realidade, social democrata) se manteve no poder. Quando os conservadores chegaram lá, nem ousaram mexer no sistema… Que, até hoje, permanece basicamente o mesmo.

    Não confundir democracia com alternância no poder. A democracia viabiliza e garante a alternância, mas isso não torna a alternância obrigatória ou inevitável.

    Ora, a mesmíssima coisa que aconteceu no Chile. Abriram o mercado, os liberais. Quando os socialistas assumiram, no governo Bachelet, não mexeu no imposto único e no liberalismo econômico.

    É um exemplo do outro lado.

    O que disse é que se alternam governos ou se discutem projetos.

    Estatal vs empresa privada: leia de novo, disse que não se deve avaliar pelo bottom line de um DRE, mas por outros fatores, também, como seu papel social, sua perpetuidade etc. Leia lá, se não ficou claro podemos voltar a discutir.

    agora vamos ao nosso exemplo, o brasileiro, o que estamos vendo acontecer?

    As empresas foram privatizadas, as regras foram feitas nas coxas, as agências regulatórias viraram cabides de emprego de gente como Rosemary Nóvoa Noronha, um antro de corrupção e quem se ferra na história?

    O imbecil do pagante, você, eu, o povo brasileiro.

    Quer discutir indústria farmacêutica? Quer discutir planos de saúde? Quer discutir eletricidade? Quer discutir telecomunicações? Aviação Civil? Portos? Rodovias? Etc etc.

    Não consigo ver em qualquer uma dessas áreas uma atuação com um mínimo de competência ou lisura. É uma roubalheira e um acabidamento de emprego que chega a dar raiva.

    ==

    E agora, insistindo no meu ponto de aprodrecimento do PT: alianças com evangélicos e ruralistas. Caramba, onde isso vai parar?

    E minha pergunta final: precisaria, mesmo, de tanto?

    E aquela que nunca pode faltar: o que é mesmo que o PT, com 12 anos de poder, fez para mudar este quadro, com a reforma mãe de todas as reformas?

    Nem precisa se esforçar que eu já vou te responder: NADA!!!!

    Ao invés de mexer no jogo, adorou o jogo jogado.

    Traiu a si mesmo.

    E esse papo que a sociedade é culpada é um papo que não me desce bem na garganta.

    O PT se criou em cima dos sindicatos. Não consigo afirmar que todos os sindicalistas que fundaram o PT sejam hoje refletidos nesta putrefação do partido. Não mesmo.

    Acho mesmo que o PT traiu uma enorme parte de sua base. Do MST aos sindicatos do ABC.

    E, para não perder de vez esta base, cooptou suas direções, sim senhor. O exemplo da UNE é cabal. Há vários. Basta ver o que hoje é a CUT.

  152. Chesterton said

    Epa, PAX!!!!!

    “A Suécia superou seu atraso e se tornou um país rico e educado, exatamente ao longo dos 40 anos em que o Partido Socialista (na realidade, social democrata) se manteve no poder. Quando os conservadores chegaram lá, nem ousaram mexer no sistema… Que, até hoje, permanece basicamente o mesmo.”

    chest- nananinaninanão

    http://www.libertarianism.org/publications/essays/how-laissez-faire-made-sweden-rich

    voce precisa parar de acreditar em propaganda.

  153. Chesterton said

    Cláudio César de Souza
    São José dos Campos

    Um dos principais historiadores do Brasil, Marco Antonio Villa, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), acredita que as prisões de políticos poderosos devido ao mensalão marca uma nova era para a Justiça brasileira.
    “O julgamento do mensalão sinalizou que a leniência com que eram tratados os casos de corrupção é coisa do passado”, disse Villa, em entrevista exclusivo O VALE concedida por e-mail.
    Autor do livro “Mensalão: o julgamento do maior caso de corrupção da política brasileira”, ele considera que o ex-presidente Lula (PT) também teria que ser julgado.
    “Lula é o réu oculto do mensalão. É impossível que não tenha tomado conhecimento de tudo que o que estava sendo armado à sua volta.
    Na entrevista, Villa fala também do caso do cartel no metrô de São Paulo e do mensalão mineiro.
    Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

    O ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza classificou o mensalão como o maior escândalo político da história brasileira. O senhor concorda? Por que?
    Sim. Não houve nada parecido. O projeto criminoso de poder foi articulado no interior do Palácio do Planalto. Não há nenhum caso semelhante na história do Brasil.

    Que análise o senhor faz do julgamento do mensalão para as histórias política e jurídica do Brasil?
    Foi um marco. Poderá significar um corte na história jurídica do país. A justiça, finalmente, iniciou o processo (que deve ser longo) de igualizar os cidadãos pois, até hoje, uns brasileiros eram mais iguais que outros.

    O senhor acredita que o julgamento do mensalão significou uma ruptura com a impunidade, principalmente em relação a políticos poderosos?
    Sim. Nunca na história deste país tivemos, ao mesmo tempo, tantos políticos presos. E não só políticos, mas empresários e também banqueiros.

    Qual será, na avaliação do senhor, o reflexo do julgamento do mensalão nos próximos casos de corrupção que serão analisados e julgados pelo STF e pela Justiça brasileira?
    O julgamento sinalizou que a leniência com que eram tratados os casos de corrupção é coisa do passado.

    O senhor acredita que foi cometida alguma injustiça no julgamento do mensalão, como tem sido dito por advogados, juristas e líderes políticos do PT?
    Não. Foi um julgamento absolutamente legal, com amplo direito de defesa, transmitido pela televisão. Quer mais transparência que isso? Os protestos são justificáveis, mas estão distantes do que efetivamente ocorreu.

    O que representou para o Brasil a prisão de políticos poderosos como José Dirceu, José Genoino e Valdemar da Costa Neto, principalmente nos casos ocorridos no dia da Proclamação da República?
    É o início da refundação da República. Como costumo dizer, Deodoro da Fonseca só anunciou, em 1889, a República que, até hoje, não foi proclamada.

    Como analisa as declarações da direção do PT e de presos como José Dirceu e José Genoino de que eles são presos políticos?
    São políticos presos. E foram presos por formação de quadrilha, por corrupção ativa, por lavagem de dinheiro, etc. Como disse um ministro do STF, são os marginais do poder.

    Como o senhor avalia os casos clínicos do José Genoino e do Roberto Jefferson? Acredita que eles teriam que ter prisão domiciliar ou podem ficar na cadeia como os demais presos?
    Cabe à perícia definir cada caso, mas Jefferson, parece, tem o quadro clínico mais grave.

    Na opinião do senhor, qual foi a participação do ex-presidente Lula no mensalão? O fato dele não ser julgado compromete a atuação do STF e da Justiça? Tem esperança de que o ex-presidente Lula ainda seja julgado?
    Lula é o réu oculto do mensalão. É impossível que não tenha tomado conhecimento de tudo o que estava sendo armado à sua volta.

    Qual será o impacto do mensalão nas eleições do ano que vem, principalmente sobre as candidaturas do PT? Acredita que a oposição irá explorar o escândalo durante o pleito?
    É difícil estimar. O problema maior é que a oposição é muito ruim de discurso. Mas pode ser, que no momento de maior temperatura da eleição – -no caso de segundo turno, o tema tenha alguma centralidade.

    O STF e a Justiça preparam o julgamento do mensalão mineiro. Qual a expectativa do senhor em termos de condenações, principalmente do ex-governador Eduardo Azeredo?
    O que aconteceu em Minas é diferente do ocorrido na ação penal 470 \[mensalão\]. Entre os réus, é importante destacar, tem também o Mares Guia, que foi ministro do Lula, e o Clésio Andrade, entusiasta das administrações petistas. Mas, é importante destacar, o PSDB não soube enfrentar a questão. O melhor procedimento seria expulsar o ex-governador do partido.

    O senhor acredita que o mensalão mineiro será julgado antes das eleições do ano que vem? Se isto não acontecer, acredita que o PT explorará o episódio na eleição de 2014 para desgastar o PSDB?
    É improvável. Ainda não foram resolvidos os embargos da AP-470 e tem muito processo na fila. E para o PT é melhor julgar a ação quando a presidência estiver com o Ricardo Lewandowski.

    Como analisa as denúncias de formação de cartel nas licitações do metrô paulista e as suspeitas sobre os governos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra?
    Vamos aguardar o processo. Até agora não passam de especulações. É evidente que tem algo de errado e funcionários podem ter sido corrompidos.

    Em termos de corrupção, é possível fazer comparação do caso Siemens com o mensalão?
    Não. O caso Siemens é um fato isolado, mas que deve ser apurado, evidentemente. O mensalão foi um projeto de tomada do aparelho de Estado, um golpe, armado pela quadrilha petista que foi condenada.

    Na opinião do senhor, o STF e a Justiça também têm que julgar o caso Siemens? Acredita que pode resultar em condenações para o governador Geraldo Alckmin e para José Serra?
    O processo sequer foi aberto. Vamos aguardar mas, volto a dizer, são casos e situações distintas.

    O ex-deputado federal José Genoino ao chegar à sede Polícia Federal em Brasília, no dia 15 de novembro; STF deve revogar a prisão domiciliar temporária concedida ao petista
    José Genoino ao ser preso – Foto: Arquivo

    Para historiador, gestões do PT foram ‘década perdida’
    Autor do recém-lançado livro “Década perdida: Dez anos do PT no poder” sobre os governos Lula e Dilma Rousseff, o historiador Marco Antonio Villa acredita que o Brasil perdeu oportunidade de crescer economicamente.
    “O PT na direção do governo não soube aproveitar o grande momento de expansão capitalista. O Brasil, óbvio, mas a passos de tartaruga. Basta comparar as nossas taxas com a média mundial ou com a média dos países emergentes. Perdemos de goleada! ”, afirmou o historiador.
    Para ele, os principais erros dos 10 anos de governos do PT na Presidência foram o aparelhamento do Estado e a corrupção. “Como acerto, os governos Lula e Dilma mantiveram o que funcionava e deram operacionalidade ao programa Bolsa Família.”
    Na opinião de Villa, os governos Lula foram melhores do que está sendo o de Dilma.

    FHC.
    “Os dois governos são ruins, mas Dilma conseguiu ser pior do que seu criador. O momento da economia mundial é diferente. Lula surfou na onda do crescimento chinês a dois dígitos. Já Dilma pegou momento de certa contenção da economia internacional.”
    Ele faz ainda restrições aos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “FHC teve mérito de estabilizar moeda, enfrentar questão das contas públicas e derrubar inflação. Mas poderia ter sido mais ousado no segundo mandato.”

  154. Pax said

    Caro Chesterton, velho, rabugento e desatencioso Chesterton,

    Você criticou em #152 um dito do Elias, não meu!

    Vá procurar um oculista! E um geriatra!!!

    =)

  155. Chesterton said

    li no seu post…ok. mas você corrobora.

  156. Patriarca da Paciência said

    “Um dos principais historiadores do Brasil, Marco Antonio Villa, ”

    Na opinião de quantas pessoas?

    Acredito que de nem mesmo 0,5 % dos intelectuais brasileiros!

    O post 153 é um claro exemplo dessa aberração que se diz “historiador”.

    Um partidário descarado que só vê virtudes do seu lado e defeitos nos adversários pode lá ser um historiador?

    O nome disso é bajulador, partidário, seletivo etc.etc.etc., nunca historiador.

    Ele é tão bom historiador quanto o reinaldo rola-bosta, o soberbo fundamentado, é um bom jornalista!

  157. Patriarca da Paciência said

    http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/125665/Campos-v%C3%AA-Brasil-na-rabeira-da-Am%C3%A9rica-Latina.htm

    A gente pensa que os adversários da Dilma vão apresentar alguma proposta séria e aí vem o Campos dizendo que estamos na rabeira do crescimento econômico e apresenta os países que estão no topo: Panamá, 7%, Bolívia, 5,5%, Haití, 4,5%,, Paraguai, 4,5%, Chile 4%.. Aí coloca o Brasil com 2,6%
    Se ele incluir alguns países africanos, deve haver alguns que cresceram mais de 10%. Caramba! O que será que o neto renegado do Miguel Arraes quis dizer com isso?
    Será que a Inglaterra vai crescer 0,5%, a Alemanha 2%, a França 1%, os Estados Unidos Maravilha 2%?

  158. Chesterton said

    tua falta de perspicácia é sensacional, patriarca.

  159. Patriarca da Paciência said

    Já o Barbosão é altamente perspicaz !

    Descobriu a cura a para as suas dores na coluna, qual seja, muito samba, cerveja e … Taís Araújo ! A hérnia de disco do Barbosão só atrapalha quando ele trabalha!

  160. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/01/joaquim-barbosa-descobre-cura-para.html

  161. Pax said

    Caro Chesterton,

    de novo, procure um geriatra!

    Caro Patriarca,

    Esse papo de desqualificar o Joaquim Barbosa, me parece dentro do escopo do mantra, sim. Se o ministro é bom ou não, se tem problemas ou não, temos que encarar a questão pelas vias possíveis.

    Acontece que…. o julgamento foi realizado em cima da acusação e dos autos. Há questionamentos? O único que me parece razoável seria a questão do Dirceu como chefe de quadrilha. Nem mesmo de corrupção ativa está reclamando, segundo me consta. Aí entra a questão do livre convencimento do Juiz baseado em provas e conjunto de indícios, o tal “domínio” do fato/função.

    Vou repetir pela 324a vez: se estivesse no plenário daquele julgamento, confesso que não conseguiria ter qualquer dúvida e pregaria o veredito de culpado, sim. Independente do meu juízo sobre esse ou aquele juiz.

  162. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    eu só vou acreditar que existe alguma seriedade nesse tal suposto mensalão quando apresentarem os nomes completos, endereços, CPFs, RGs e quantias recebidas por cada um dos parlamentares comprados. Que raio de processo é esse que só apresenta os supostos corruptores e não apresenta um único corrupto?

  163. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    não tenho a menor pretensão de desqualificar o Barbosão. Estou apenas comentando um fato comprovado por fotos e vídeos, coisa que não existe na famigerada ação penal 470, onde tudo decorre de suposições e “domínio do fato”. Todos tem o pleno direito de emitir opinião sobre fatos verdadeiros! Quanto a isto, eu me julgo um verdadeiro plenipotenciário!

  164. Elias said

    “Vou repetir pela 324a vez: se estivesse no plenário daquele julgamento, confesso que não conseguiria ter qualquer dúvida e pregaria o veredito de culpado, sim. Independente do meu juízo sobre esse ou aquele juiz.” (Pax)

    É claaaaro!

    Só falta um detalhe: provas! Cadê as provas?

    Troco as 324 exposições de convicção por uma única exposição de… Provas!

    Cadê as provas?

  165. Elias said

    Chester,
    Já estive na Suécia, ó gajo.

    Mais ou menos sei como é lá.

    Vives a reclamaire dos impostos de cá? Pois vai lá, ó puto, e saberás o que é bom pra curaire catarreira açoriana…

  166. Elias said

    Pax,

    Lê bem os textos em sequência:

    *************************************
    II
    “Se, então, na democracia, as forças estiverem bem representadas, hora um lado ganha, hora outro lado ganha, hora um projeto ganha, hora outro projeto ganha.” (Pax)

    Não necessariamente. A Suécia superou seu atraso e se tornou um país rico e educado, exatamente ao longo dos 40 anos em que o Partido Socialista (na realidade, social democrata) se manteve no poder. Quando os conservadores chegaram lá, nem ousaram mexer no sistema… Que, até hoje, permanece basicamente o mesmo. (Elias)

    Não confundir democracia com alternância no poder. A democracia viabiliza e garante a alternância, mas isso não torna a alternância obrigatória ou inevitável. (Elias)

    Ora, a mesmíssima coisa que aconteceu no Chile. Abriram o mercado, os liberais. Quando os socialistas assumiram, no governo Bachelet, não mexeu no imposto único e no liberalismo econômico. (Pax)

    É um exemplo do outro lado. (Pax)
    ******************************************************

    PONTO 1: Qual a ideia que apresentaste?
    QUE, na democracia, se as forças estiverem bem representadas, haverá alternância de poder e de projeto.

    PONTO 2: Qual a minha contra-argumentação?
    QUE a democracia não implica, necessariamente, alternância de poder e de projeto.

    Citei como exemplo a Suécia, que se tornou um país do 1º time exatamente ao longo dos 40 anos em que o Partido Socialista esteve no poder, ininterruptamente (os socialistas só foram derrubados na segunda metade do século passado, no meio de uma polêmica sobre geração de energia elétrica por meio de centrais nucleares — ou seja, a polêmica não tinha nada a ver com sistema tributário, intervenção do Estado no domínio econômico, etc., etc., etc. Em tempo: os socialistas queriam as centrais nucleares; os conservadores eram contra…).

    PONTO 3: Tu me rebates citando o Chile.

    Que coisa mais doida, Pax… Em primeiro lugar, no Chile tem havido alternância de poder (quando não houve alternância, o regime não era democrático). Além do mais, é pura falta de informação acreditar que o Chile do Pinochet era economicamente liberal…

    E o que tu disseste depois, mesmo de modo torto, está em concordância com uma parte do que eu disse, logo, está em desacordo com o que TU disseste originalmente.

    Estás compondo um samba do afrodescendente mentalmente prejudicado…

    Acresce que, ao me rebater, deste um exemplo “do outro lado”, como se a questão fosse tal ou qual “lado”.

    A questão não era essa, Pax.

    Minha argumentação é que democracia não implica, necessariamente, alternância de poder e de projeto. Eis a questão.

    Exemplifiquei com a Suécia, porque foi o primeiro exemplo que me veio à cabeça, provavelmente porque estive lá pouco tempo depois da vitória dos conservadores, interrompendo 4 décadas de permanência do Partido Socialista no poder (ironicamente, Oloff Palme, líder do derrotado Pertido Socialista, parecia estar no auge de sua popularidade…).

    O que caracteriza a democracia é: (a) a estrutura do Estado; (b) o processo político.

    Na estrutura do Estado, a principal característica da democracia é a separação entre os poderes, com destaque para o Judiciário (no parlamentarismo, não se pode dizer que Executivo e Legislativo são exatamente independentes entre si, certo?).

    Já o processo político democrático tem como característica essencial o respeito às chamadas “liberdades democráticas” (opinião, organização, religião, locomoção, etc.).

    Havendo isso, “caímos” (como dizia o Millor) numa democracia…

    Alternância de poder e de projeto são fenômenos meramente conjunturais — e não estruturais — no regime democrático.

    Por fim, “liberalismo econômico” no Chile? Tás é magro, Pax!

    O liberalismo econômico implica ampla liberdade de circulação de riqueza, fatores de produção, etc.

    Dito isso, tenta exportar alguma coisa pro Chile. Sobretudo, tenta exportar pro Chile alguma coisa que seja fabricada no Chile. Tenta fazer isso, e saberás com quantos liberalismos se enche de porrada a cabeça dos excessivamente ingênuos…

    Depois, tenta ver há quanto tempo essas regras existem no Chile…

  167. Elias said

    Aliás, é bom esclarecer que o popularmente chamado “Partido Socialista” sueco é formalmente designado “Partido Social Democrata”.

    É filiado à Internacional Socialista, mas desde o início do século passado retirou totalmente de seu conteúdo ideológico os referenciais marxistas. Por essa razão, as correntes marxistas que havia nesse partido se retiraram dele, e formaram um outro partido de esquerda, cujo nome não me ocorre agora.

    O PSD sueco passou a se definir como organização de centro-esquerda (Uns dizem “de ideologia socialista e de política social democrata”; outros preferem “de ideologia social-democrata”… Pra mim, tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar…)

    Quase sempre, o partido “de esquerda” sueco, minoritário, disputa eleições em coalizão com o PSD. Este, por várias décadas, teve uma preferência eleitoral de 40% a 45% dos votantes. Na década passada, essa preferência caiu drasticamente para pouco mais de 30%.

    Não tive tempo de pesquisar na internet, mas, segundo lembro, nas eleições de 2010 a coligação liderada pelo PSD foi derrotada pela coalizão de centro-direita.

    Ou seja, o PSD sueco está na oposição, outra vez de novo…

  168. Chesterton said

    165, elias, estivesse na Suécia em 1950? Mas és um Matusalem…você apenas mente (em relação a causa da riqueza sueca), pois sabe a verdade.

  169. Chesterton said

    Estiveste….

  170. Pax said

    Canários belgas…

    Provas: agendas de reuniões no palácio do Planalto. Reunião com Presidência do Banco Rural, reunião com presidência da Portugal Telecom, viagems, passagens aéreas registradas, checkin em aeroportos, dinheirama para presidentes de partidos, testemunhos, confissões (tudo isso é prova) que se soma ao conjunto e indícios, que vão longe. Junta-se tudo e se forma um convencimento. Se este convencimento for fraco, restar alguma dúvida, o réu é beneficiado. Caso contrário é obrigação do Juiz determinar veredito de culpa e atribuir pena. E, ao juiz, é permitido o livre convencimento, sim senhor, está no CPP.

    Não há qualquer possibilidade de Dirceu não ter comandado o esquema, a quadrilha.

    Quer dizer, há, sim, duas possibilidades, uma infantil de tão frágil e outra bastante perigosa:

    1 – a tentativa inútil de dizer que Delúbio tomou todas as iniciativas, determinou a agenda do ex-ministro chefe da Casa Civil, tomou todas as decisões, obrigou Genoino a assinar contratos fraudulentos, determinou a miríade de pagamentos em dinheiro vivo na boca do caixa do Rural e BMG etc, fez e desfez e todo o esquema foi elaborado por Delúbio, incluindo aqui as decisões da base que deveria receber agrados de suprimentos de caixas 2 e outros quejandos. Alguém acredita nisso? Nem eu.

    2 – a outra possibildiade, que é um pouco mais aceitável, é que Dirceu, no fundo, só seguia ordens…. de quem? Quem, afinal, mandava no ex-ministro chefe da Casa Civil? Silvinho Land Rover? Acho que não. Vaccarezza? Acho que não. Palocci? Acho que não. Gilberto Carvalho? Também acho que não…. e aí….

    Escolham qual das possibilidades querem defender, montar tese, e discutamos. A tese da acusação é muito bem elaborada. E os juízos do plenário estão aí, para quem quiser pesquisar. E foram elaborados dentro das regras, sim senhor.

    Ficar só no cocoricó não me leva a repetir mantra algum, muito menos para um copo de cicuta por ordem do Jim Jones.

  171. Patriarca da Paciência said

    Ficar só no cocoricó de que um ministro responsável pelas relações políticas de um governo , ao fazer reuniões com as mais diversas pessoas, esteja praticando crime, é pra lá de kafkiano! É o surrealismo do surrealismo!

    E já foi mais que provado que os tais 73 milhões não eram dinheiro público, que eram despesas de propaganda de uma empresa privada e que foram efetivamente gastos para os fins determinados, inclusive com boa parte para a rede Globo.

    Cada dia as tais “provas tênues” se tornam mais insustentáveis!

    E aceitar que um juiz do STF use do seu cargo para tripudiar, praticando o tratamento diferenciado entre Roberto Jefferson e Genoíno, é outra coisa pra lá de surrealista!

    Se o Roberto Jefferson fosse beneficiado com um tratamento diferenciado, teria que constar do processo e da sentença. Nunca ser dependente apenas da vontade de um dos ministros!

  172. Patriarca da Paciência said

    Aliás, como bem lembrou o ministro Lewandowski, “se político fazer reuniões for crime, o que mais não será crime?”

    As tais “reuniões” são as únicas “provas” de que o José Dirceu é “chefe de quadrilha”?

    Chega a ser hilário!

    Tão hilário quanto aquela história de que o José Dirceu praticou crime quando sua ex-mulher conseguiu um empréstimo para comprar um modesto apartamento.

  173. Patriarca da Paciência said

    E os parlamentares comprados, a verdadeira prova do “crime”, ninguém apresenta?

    E deveriam todos aparecer com nomes e endereços completos, CPFs, RGs, e quantias recebidas!

    Sem isso não há cadáver!

    Sem cadáver não há assassinato!

    Foi criado um “cadáver hipotético”, tais como nos processos da Santa Inquisição. Testemunhas afirmam que viram a “bruxa” voar, em noite de Lua Cheia, montada numa vassoura e pronto! Está formada a “teoria do domínio do fato”. A Vassoura nunca poderia sair voando por aí sozinha. É claro que se assim o fez, foi pelos poderes da “bruxa”.

  174. Elias said

    “165, elias, estivesse na Suécia em 1950?” (Chester)

    Não foi em 1950, bobinho… Estive lá no final de 1979. Tu tá doidim?

    Foi sob o governo dos socialistas (ou social-democratas) suecos que aquele país entrou para o 1º time.

    Não acho que tenha havido UMA causa. Como sempre acontece, foi a combinação de uma porção de coisas.

    Mas é bem significativo o fato da Suécia ter se tornado um símbolo da combinação bem sucedida de iniciativa privada com um Estado interventor, atuando na direção certa, que foi capaz de impedir que o enriquecimento se desse a custa da produção de miséria. Programas sociais bem estruturados, bem direcionados e bem dirigidos, etc, etc. O “Estado de bem estar social” sueco se tornou um ícone. Ainda hoje, é quase um sinônimo de Suécia…

    Claro que os socialistas suecos não fizeram isso sozinhos. Mas dificilmente a mesma coisa teria sido feita se o país estivesse, na época, sendo governado por liberais (lá, o que nós entendemos por “liberais” são chamados “conservadores”).

    Tanto que os liberais (ou conservadores) suecos sempre criticaram pesadamente a política econômica social-democrata. Coisas como educação predominantemente (quase que exclusivamente) estatal e gratuita, proteção à saúde predominantemente (quase que exclusivamente) estatal e gratuita, tributação pesadíssima (e cobrança de impostos pra lá de severa), intervenção do Estado no domínio econômico (com estatais nas áreas de energia elétrica, combustível, transportes, etc.), e um monte de outros etc, sempre foram alvo de críticas pesadas dos conservadores. Invariavelmente eles argumentavam com a velha e remelenta história de que “não existe almoço grátis” (e quem disse que é grátis?).

    O fisco sueco é terrível na cobrança. O sonegador puxa cana dura, e é exposto à execração pública. Verdadeiros fuzilamentos morais, às vezes injustos. O caso mais conhecido, acho, foi o do Ingmar Bergmann, acusado injustamente de sonegar impostos. Ele preferiu sair do país, porque não suportava ser a todo momento execrado como um marginal. Depois de provar que era inocente, Bergmann voltou a viver na Suécia.

    Os liberais suecos sempre foram contra as políticas social-democratas. Lá, eles são sinceros, e proclamam abertamente suas posições e propostas políticas. Como eram posições e propostas antipáticas, perderam eleições por 40 anos. Foram 4 décadas comendo capim pela raiz…

    Até que, nos anos 1970, eles conseguiram uma bandeira política de apelo popular: a luta contra as centrais nucleares de energia elétrica.

    A essa altura, já havia um movimento ambientalista bastante forte no país, e os conservadores conseguiram capitalizar politicamente em cima disso.

    Mandaram os social-democratas para o pijama.

    A meu pensar, houve, também, uma fadiga de material do programa partidário da social-democracia (que parece ter perdido o rumo político). O próprio “estado de bem estar social” da Suécia hoje parece deslocado, numa sociedade onde a maior parte das pessoas ganha suficientemente bem para não depender do Estado.

    De qualquer forma, ao que parece, ninguém até aqui teve peito de mexer substancialmente na coisa…

  175. Elias said

    “Provas: agendas de reuniões no palácio do Planalto. Reunião com Presidência do Banco Rural, reunião com presidência da Portugal Telecom, viagems, passagens aéreas registradas, checkin em aeroportos, dinheirama para presidentes de partidos, testemunhos, confissões (tudo isso é prova) que se soma ao conjunto e indícios, que vão longe. Junta-se tudo e se forma um convencimento. Se este convencimento for fraco, restar alguma dúvida, o réu é beneficiado. Caso contrário é obrigação do Juiz determinar veredito de culpa e atribuir pena. E, ao juiz, é permitido o livre convencimento, sim senhor, está no CPP.” (Pax)

    Viste como falseias, Pax?

    O que está no CPP é a “livre apreciação DAS PROVAS pelo juiz”. Ou seja, ninguém deve interferir na análise que o juiz faz DAS PROVAS.

    Para isso, é necessário que haja o quê? PROVAS, certo garotão?

    E cadê as provas? Não mostraste nenhuma. Fizeste uma listagem genérica de acontecimento, sem se dar ao trabalho de caracterizar a ilegalidade de qualquer deles e estabelecer a conexão entre eles e o réu.

    Agendas de reuniões, reuniões, etc, só seriam PROVAS, se ficasse provado que, nas reuniões, foi tratada ou decidida alguma coisa ilegal. Tu ou qualquer outra pessoa fez isso? Quando? Onde? Como?

    Aí chegas ao corolário: “Não há qualquer possibilidade de Dirceu não ter comandado o esquema, a quadrilha.”

    É exatamente isso: Dirceu é culpado porque “não pode” ser inocente.

    Mas isso não é prova, rapaz! Isso é retórica…

    Quanto às duas possibilidades, Pax, elas não são problema nosso. É problema de vocês. O ônus da prova cabe a quem acusa.

    Tu dizes que o Dirceu é culpado? Prova, rapaz! Nem tu nem ninguém fez isso, até agora.

    Ah, o culpado é o Lula? Prova, rapaz! Até aqui, ninguém nem tentou fazer isso.

  176. Pax said

    Caro Patriarca,

    Só um pequeno porém, um ponto singelo: presidente do Banco Rural é político? Porquê mesmo fazer reunião com o ministro chefe da Casa Civil? Cá entre nós, um banco de quinta categoria. Não haveria outras empresas mais importantes para o ministro se reunir? E, por uma enorme coincidência, bem no banco que uma lista de dezenas de parlamentares e assessores foram buscar uns trocadinhos em dinheiro vivo, cash, nota sobre nota, sem declaração alguma ao fisco e coisas do gênero.

    Mas, como disse, cada um olha a verdade com seu cristal.

  177. Pax said

    Eu não julgo, caro Elias, quem julga é juiz. O que eu posso opinar – como um leigo, baseado no que vi e nas análises que li – é se teria ou não juizo semelhante ou diferente do que esse ou aquele juiz teve em um determinado caso. Só pra lembrar.

    E vou repetir:

    Não conseguiria ter juizo diferente que Dirceu comandou uma quadrilha que praticou corrupção ativa e os demais crimes. Não conseguiria olhar no espelho e dizer: estou com a consciência tranquila, tive dúvidas e, então, haveria de absolver o réu.

    Mas Jim Jones, digo, Dirceu, força a barra. Quer que todos toquem na mesma tecla da mesma música em falsete. Só que o tom dele é em Ré(u) e o meu é em Sol.

    E se Dirceu não comandou a tal quadrilha, quem comandou? Não estou acusando Lula de nada, estou perguntando. Se a tese que Dirceu quer convencer o povo é essa, não há chance de escapar dessa questão. Se não ele, quem?

    É simples. Jim, para uns, é um deus. Para outros, é um afogado querendo abraçar outros para levá-los ao fundo. É uma forma de ver. Minha forma de ver.

    As pessoas parecem esquecer que pegar dinheiro vivo vindo do esquemão de desvios operado pelo Marcos Valério, desde os tempos tucanísticos, é um crime gravíssimo. Havia um esquemão todo montado, contratos falsos, serviços falsos, dinheirama desviada, corruptos de todos os lados enchendo os burros e vocês querem que eu ache que não houve crime algum, mesmo os tais corruptos tendo confessado seus próprios crimes.

    Caramba.

  178. Pax said

    Daqui a pouco você vão tentar me convencer que o Eduardo Azeredo é um santo!!!

    =)

  179. Pax said

    Lula já tem 4 versões sobre o caso da AP 470. Só para nos lembrarmos.

    1 – foi enganado por seus companheiros

    2 – o PT errou como todos erraram anteriormente

    3 – não houve crime algum

    4 – maior campanha de difamação que um partido já sofreu.

    Assim, só do que me vem à memória neste instante.

  180. Pax said

    O que não evita de lembrar que é risível quando FHC diz que “se compraram o Congresso na emanda da reeleição, nós não tivemos nada com isso”.

    Pataquadas de lá, pataquadas de cá e assim seguimos em frente que ninguém quer mudar josta alguma. Mais fácil é desviar o dim dim do povão que mexer em marimbondos de fogo sedentos desse agradinho.

  181. Chesterton said

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/12/30/entrevista-jose-alexandre-scheinkman

  182. Chesterton said

    “É preciso mudar a mentalidade”

    Um dos mais influentes economistas da atualidade diz que o Brasil deve se despir de velhas ideias e encarar de uma vez por todas as reformas para alcançar um novo patamar. REFORMA TRABALHISTA E DIMINUIR CARGA TRIBUTARIA

    Há mais de quatro décadas nos Estados Unidos, o carioca José Alexandre Scheinkman, de 65 anos, construiu uma carreira acadêmica brilhante como professor, com passagens pelas universidades de Chicago, Princeton e, agora, Colúmbia, em Nova York. Ao longo de sua trajetória, foi parceiro em estudos de ganhadores de prêmios Nobel e de xerifes da economia, como o presidente do Fed (o banco central americano), Ben Bernanke. Autor e analista renomado, tornou-se uma voz influente nas altas esferas das decisões econômicas, mas nunca deixou de lançar um olhar especialmente perspicaz sobre o Brasil, que visita com frequência. Em sua mais recente passagem por São Paulo, ele falou a VEJA sobre como a falta de regras claras e estáveis para investimentos e a permanência de focos de protecionismo continuam emperrando os avanços e mantendo o país na rabeira do bloco de nações mais promissoras.

    Por que a economia brasileira patinou em 2013?

    O fraco desempenho do PIB é um retrato de erros do governo em questões cruciais para o avanço da economia. Ele foi excessivo de um lado, ao promover o protecionismo e interferir no livre mercado, ESTADO GIGANTE e ausente de outro, já que deixou de criar as condições para que o Brasil melhorasse sua produtividade. Ao se abster de enfrentar as reformas necessárias, precisou recorrer a ajustes pontuais que, como se sabe, não funcionam a longo prazo. ESTADO INEFICIENTE

    Falo do congelamento do preço de combustíveis e energia para conter a inflação — mais um remendo que não traz crescimento sustentável. Enquanto o país teve um ano medíocre, é bom que se lembre, a economia mundial se recuperou, impulsionada pela indústria de tecnologia e pela novidade energética do gás de xisto, FERROU O PRÉ-SAL nos Estados Unidos, pelas boas perspectivas do Japão e ainda pela China, que não desacelerou tanto quanto se temia.

    O Brasil pode reverter a situação em 2014?

    Só haverá avanços reais se o governo encarar as reformas pendentes, desonerando a produção e elevando a competitividade. MENOS IMPOSTOS E ENTRAVES TRABALHISTAS O problema é que essas medidas costumam ter custo imediato e benefícios a longo prazo — justamente o avesso do que os políticos buscam em ano eleitoral. POLITICAGEM SEM VISÃO DE ESTADISTA O mais provável é que elas fiquem para o próximo mandato. Torçamos para que não.

    Mesmo com todos os problemas, o Brasil era até recentemente o país onde o mundo queria investir. O que fizemos de tão errado a ponto de espantar o capital estrangeiro?

    A verdade é que nem a economia brasileira estava tão bem nos tempos de euforia nem está tão ruim agora, apesar de tudo. Houve, isto sim, um otimismo exagerado, próprio de um momento em que as economias avançadas deixavam de ser atraentes. Quem tinha dinheiro sobrando começou a prospectar oportunidades em novos lugares e setores. Bastava dizer “infraestrutura” e “Brasil” e os cofres se abriam. Os investidores mais otimistas queriam injetar capital aqui de qualquer maneira, mesmo que os projetos não estivessem muito bem fundamentados. PERDA DE GRANDE OPORTUNIDADE DE FAZER AS REFORMAS.

    E olhe que não era gente desinformada: os maiores fundos americanos, aqueles que todo o mercado considera mais espertos e agressivos, investiram muito em negócios brasileiros.

    Parece o cenário típico de bolha. A euforia com o Brasil foi isso, uma bolha?

    Exato. As bolhas tendem a aparecer no rastro de grandes novidades, como ocorreu no caso da internet. Há uns anos o Brasil era essa novidade, um país que colhia os frutos de vinte anos de melhorias institucionais e um eficiente produtor de commodities. Em paralelo à bolha Brasil — e totalmente conectada a ela —, desenvolveu-se outra, a do Eike Batista. Eike surgiu como exemplo de sucesso que muitos políticos exploraram em proveito próprio e despertou grande interesse da imprensa, dois sinais comuns na formação de bolhas.
    TIPICO CAPIMUNISTA, FERROU OS COFRES BRASILEIROS
    O governo não demorou demais a deixar de financiar “campeões nacionais” como o Império X de Eike Batista?

    Só posso atribuir tamanha insistência a uma questão ideológica. HAHAHAHA, NÃO DISSE Felizmente, os dogmas do atraso vão aos poucos caindo. Houve um tempo em que até investir em educação era visto como coisa neoliberal. Não é mais. O triste é que abandonar determinadas premissas demora, e a lentidão tem seu preço. Nos trinta anos que levamos para entender a importância dos investimentos na escola, outros países deram grandes saltos. É uma competição dura, global, que não perdoa a inação. Se tivéssemos sido mais rápidos, estaríamos em outro patamar. A BURRICE DO PT TEM UM CUSTO ALTÍSSIMO Fenômenos como a bolha Eike vão e vêm e os mercados não aprendem. Mas nem todas as bolhas são completamente destrutivas. Elas podem deixar algum substrato positivo. No caso do Brasil, ficou um legado.

    Que legado é esse?

    O país precisa de portos, de ferrovias, e o fato de uma quantia razoável de dinheiro barato ter sido alocada em projetos nesses setores ainda virá a ter efeitos positivos. É uma pena que, por falta de um ambiente regulatório mais adequado, tenhamos perdido uma ótima chance de aproveitar melhor a onda de expectativas positivas sobre o Brasil. Mas, reforço aqui, considero exagerada a atual onda de pessimismo.

    Onde está o exagero do pessimismo com o Brasil?

    Não devemos subestimar a existência no Brasil de um empresariado eficiente, que compra e transforma companhias no exterior. LONGE DESSE GOVERNO DE BOSTA O Brasil tem marcas já fortes e reconhecidas, como InBev, Natura e Havaianas, e é capaz de promover inovação em larga escala. Precisamos disseminar essa cultura e ganhar eficiência, produzindo cada vez mais com o mesmo número de braços. Produtividade é o nome do jogo, a força propulsora das economias que mais cresceram no mundo. Desde 1989, os Estados Unidos aumentaram a produtividade em 12%, a China, em mais de 50%, a Coreia do Sul, em 65%. E o Brasil praticamente não saiu do lugar, o que é imperdoável.
    MAIS PT MINHA GENTE
    O que funciona mesmo quando o objetivo é aumentar a produtividade?

    Antes de tudo, reproduzir em larga escala iniciativas já testadas com sucesso, dentro e fora do país. No Brasil, o melhor exemplo vem da agricultura, que experimentou ganhos notáveis de eficiência nas últimas décadas. Isso se deve, em grande parte, à criação da Embrapa, um centro de inovação com pessoal e estrutura capazes de obter soluções sob medida para nossas necessidades e desenvolver técnicas revolucionárias para o agronegócio. O Brasil multiplicou por quatro a produção de milho, enquanto a área cultivada caiu à metade. Conseguiu também transformar a cultura da cana em uma indústria moderna. Enfim, o campo está repleto de exemplos inovadores que devem ser copiados.
    E O PT E O PAX APOSTAM NOS PARASITAS DO MST
    Por que é tão difícil replicar esse bom DNA em outros setores?

    Precisa haver uma mudança de mentalidade. A agricultura brasileira evoluiu justamente por ser um setor menos protegido e mais competitivo FHC FERROU OS PRODUTORES MENOS EFICIENTES , . . Já a indústria funciona na mão inversa. A reserva de mercado na informática fez o Brasil perder tempo precioso; a exigência de conteúdo nacional mínimo em tantos segmentos também não ajuda. São todas iniciativas protecionistas que fecham a economia ao mundo e refreiam os ganhos de produtividade. As montadoras de automóveis recebem subsídios desde que se instalaram no Brasil, nos anos 1950, e até hoje fabricam alguns dos carros mais caros do planeta. O pior é que esse protecionismo acabou fazendo com que os investimentos se concentrassem nas rodovias, também as mais caras e menos eficazes. Resultado: produzimos milho e soja mais baratos que os americanos, só que, quando o carregamento chega ao porto, a vantagem já se perdeu. O objetivo de um país não deve ser o de enriquecer alguns poucos empresários, mas a sociedade como um todo. FALTA ESTRUTURA

    Vários leilões voltados para a infraestrutura fracassaram. O problema está nos investidores ou no governo brasileiro?

    O maior obstáculo reside no marco regulatório. No mundo todo se fazem leilões sob um arcabouço de regras já testadas e satisfatórias, mas o Brasil insiste em inventar normas, gerando incerteza e desconfiança. A BURRICE DA DILMA SÓ VAI CURAR DEPOIS DO BRASIL QUEBRAR. FORA MANTEGA .O investidor tem medo de ser surpreendido por algo que fará aumentar seus custos, como já ocorreu com a energia elétrica. É bom ressaltar que, no recente leilão dos aeroportos, se viu o oposto; o governo formulou regras que estimulavam os investimentos. E eles vieram. Também pesou aí o fato de uma empreiteira ser sócia do grupo vencedor. Empreiteiras sempre selam bons negócios com governos, e isso deve ter dado certa tranquilidade aos demais parceiros. HERRANÇA DE COMUNISTA QUE ACHA QUE ENTENDE DE KEYNESIANISMO

    Está em julgamento no STF a compensação aos poupadores por supostas perdas dos antigos planos econômicos. Será a maldição de que no Brasil até o passado é incerto?

    Esse episódio traz lições importantes. A primeira é que medidas voluntaristas, como o Plano Collor, não só não resolvem os problemas como deixam sequelas. Planos mágicos nunca funcionam. Felizmente não vejo hoje no Brasil ninguém ensaiando nada parecido. Mas convivemos, sim, com o segundo aspecto para o qual essa discussão toda chama atenção: a morosidade do Judiciário. O MILITANTISMO JUDICIARIO – LER REINALDÃO DE HOJE NA FSP Passaram-se mais de duas décadas até que a questão chegasse a um julgamento definitivo. Tal demora para dirimir dúvidas que envolvem tanto dinheiro é, com certeza, um fator de risco. E risco afasta investimento.

    O Brasil ocupa os últimos lugares nos rankings mundiais de inovação. Como mudar isso?

    O segredo está em criar canais de comunicação entre a academia e o mercado. Temos um bom ponto de partida: 200000 pesquisadores e mais de 10 000 Ph.Ds., publicações de nível internacional e instituições como a Embrapa e o ITA. O difícil é pôr a tecnologia a serviço da sociedade de forma rápida e eficiente. Em 1999, o número de registros de patentes brasileiras nos Estados Unidos era praticamente igual ao da índia e da China: cerca de 100 por ano. Hoje, a índia registra anualmente mais de 4 000 patentes; a China, 6000; e o Brasil quase não andou. Na origem desse atraso está a eterna discussão sobre uma suposta disputa entre pesquisa teórica e pesquisa aplicada, discussão tola e contraproducente. FECHA A USP E FEFELECH

    Como os estudantes brasileiros enviados às melhores universidades do mundo pelo programa Ciência sem Fronteiras podem ajudar a imprimir essa nova mentalidade?

    Outros países experimentaram enorme progresso com iniciativas desse tipo. Os empresários bem-sucedidos de Taiwan, uma grande potência em eletrônicos, estudaram nos Estados Unidos e regressaram para fundar suas empresas. Mas não basta enviar os alunos, sentar-se e esperar que promovam uma revolução. É preciso assegurar que as universidades tenham condições de lhes oferecer bons salários, estrutura para a investigação científica e um ambiente profícuo. É necessário promover a concentração de cérebros. Reunir talentos é o maior de todos os incentivos. Durante quinze anos, viajei diariamente de Nova York a Princeton, em Nova Jersey. Fazia o trajeto de duas horas de trem com gosto, porque sabia que encontraria lá uma atmosfera intelectualmente estimulante. Em pesquisa, conta muito quem são seus colegas. Outro fator decisivo para atrair talentos é o grau de urbanização da cidade. Quem pode escolher prefere, em geral, lugares bem organizados, com baixos índices de criminalidade e alta oferta de serviços e cultura. Isso só se alcança com uma eficiente política urbana. E O PT SÓ REUNE JUMENTOS EM SEU ENTORNO

    É o caso de Nova York?

    Sim, ali estão instalados um centro financeiro, empresas de tecnologia e grandes grupos de mídia. O Google inaugurou um enorme laboratório na cidade, porque, afinal, é lá que os jovens querem morar. Isso não é fruto de uma política.

    O prefeito Michael Bloomberg percebeu que faltavam boas escolas de engenharia e abriu uma concorrência internacional para escolher entre as melhores do mundo qual ganharia o terreno para se instalar na cidade. A disputa foi acirrada. Venceu a Universidade Cornell, em associação com o Instituto de Tecnologia de Israel. Iniciativas assim mostram como o Estado pode incentivar o verdadeiro avanço. IMAGINE O PT FAZENDO ISSO…NUNQUINHA, DÃO TERRENO PARA O INSTITUO MULLA.

  183. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/mundo/tio-do-ditador-norte-coreano-foi-comido-vivo-por-120-caes-diz-jornal-chines-11201548

  184. Patriarca da Paciência said

    Todo o artigo do tal José Alexandre Scheinkman se resume nisso, “REFORMA TRABALHISTA E DIMINUIR CARGA TRIBUTARIA”, ou seja, a mesma coisa que dizem todos os defensores do “Estado mínimo”.

    É espantosa a falta de imaginação desse pessoal!

    Todo o artigo do dito cujo, longuíssimo e chatérrimo, são apenas variações de um mesmo tema!

    Eu fico mesmo impressionado com tanta falta de criatividade! É só que eles tem a propor, o retorno ao século XIX, como o apregoava Friedman, ou seja, nenhum direito trabalhista e total liberdade para os capitalistas!

    Que importa se crianças e mulheres trabalhavam de 12 a 16 horas por dia, seis dias na semana, com direito apenas ao domingo para irem à missa ou a culto para confessarem seus horrendos pecados!

    Que importa se os ingleses levaram 30 milhões de indianos à morte por inanição, forçando a troca do modelo de pequena propriedade familiar, que produzia alimentos em abundância, pelo modelo exportador, o qual beneficiava apenas a alguns grandes proprietários?

    Se houver uma pessoa que eu considero profundamente nefasto é o tal de Friedman!

    E até hoje ainda existe pessoas repetindo a mesma cantilena, “menos direitos trabalhistas, total liberdade para o capital!”

  185. Patriarca da Paciência said

    “Só um pequeno porém, um ponto singelo: presidente do Banco Rural é político? Porquê mesmo fazer reunião com o ministro chefe da Casa Civil? Cá entre nós, um banco de quinta categoria. Não haveria outras empresas mais importantes para o ministro se reunir? E, por uma enorme coincidência, bem no banco que uma lista de dezenas de parlamentares e assessores foram buscar uns trocadinhos em dinheiro vivo, cash, nota sobre nota, sem declaração alguma ao fisco e coisas do gênero.”

    Caro Pax,

    O que você faz é puro suposição! As pessoas que acusavam as “bruxas” de voarem montadas em vassouras, em noites de Lua Cheia, falavam com toda a convicção e juravam de pés juntos!

    Então o presidente de um pequeno banco não pode fazer uma reunião com um ministro?

    Assessores foram buscar uns trocadinhos?

    Caramba!

    Também a ex-mulher do José Dirceu conseguiu financiar um apartamento modesto?

    Isto são cadáveres ou são bruxas voando em vassouras?

    Processo criminal exige provas concretas e reais, não simples suposições!

  186. Chesterton said

    a alternativa, Patriarca, é perpetuar a miséria sócio-econômico-cultural. um estatista sacrifica o curto prazo pelo futuro.

  187. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

  188. Patriarca da Paciência said

    Claro, Chesterton, “perpetuar a miséria”, assim como acontece nos países escandinavos e está acontecendo no Brasil!

    Mas nunca perpetuar a miséria como chegou a França nos idos da Grande Revolução, onde o povo não teve alternativa senão simplesmente ELIMINAR o pequeno bando de parasitas que o mantinha escravizado!

    O povo russo também não teve outra alternativa senão eliminar o pequeno bando de parasitas que o mantinha escravizado.

    Aí vários países “ficaram espertos” e criaram a Social Democracia. Foi o que salvou a Europa!

  189. Patriarca da Paciência said

    Lobão e Olavão discutindo filosofia!

    É bem a cara da “óia”.

    O Lobão, depois de mais de meio século de uso das drogas mais pesadas, é mesmo um milagre que ainda esteja vivo e consiga articular algumas palavras! Ele deve possuir alguns gens de barata. Dizem que as baratas poderiam ser os únicos sobreviventes de um guerra atômica, visto que se adaptam até ao consumo de veneno!

    Olavão, o grande filósofo que “descobriu” que a verdadeira intenção de Isaac Newton ao formular e publicar a Teoria da Gravidade foi “destruir o cristianismo trinitário”, E ainda completa, “só os sonsos não percebem”.

    Caramba, Chesterton, como dizem os catarinenses, “não fazem a minha cabeça mesmo!”

  190. Pax said

    Chegamos num ponto de consenso, caro Patriarca,

    Lobão e Olavão são risíveis. Não passam de um nada. Se os tais liberais/conservadores/de direita do Brasil tem estes personagens como seus representantes é sinal inequívoco, prova cabal, que este movimento é ainda pior que que qualquer um de nós pode supor.

    Sei lá das drogas ou qualquer outro costume de Lobão e não acho que essa seja a questão. Há nomes na História que negam a afirmação que psicotrópicos impedem a potência de criação, seja intelectual ou artística. Não é isso que me induz ao julgamento de demérito de uma pessoa. Sinceramente discordo, neste ponto.

    O problema é o produto que sai de suas bocas ou de suas penas.

    Se só sai baixo nível intelectual, aí é onde morará qualquer crítica que possa fazer. Como é o caso destes pseudo “qualquer coisa”. Não são pensadores, não são filósofos, não são, no fundo, nada. Nada que mereça atenção. De literatura, música, filosofia, crítica literária ou análise política, qualquer coisa, esperar mais que lixo é ter muita ingenuidade ou falta de traquejo e bagagem escolar.

  191. Elias said

    “Por que a economia brasileira patinou em 2013?”

    E por que a economia dos EUA patinou em 2013? E em 2012? E em 2011? E em 2010? E…?

    E por que a economia japonesa patinou em 2013? E em 2012? E em 2011? E em 2010? E em 2009? E…?

    E quem abriu a porra dessa garrafa de vinho que eu estava reservando pra hoje à noite?

    E por que esses caras vivem enfiando cocô na cabeça do Chester?

    E por que meu vizinho não desliga a porra desse cortador de grama?

    E por que o filho desse sacana não vai ensaiar a porra dessa guitarra na casa da vó? (na casa da mãe ele já está…)

    Essas e outras perguntas — tantas quantas qualquer doido seja capaz de fazer — terão uma única resposta: é tudo por causa da paquidermia e da ineficiência do Estado brasileiro.

    A culpa é do “custo Brasil”.

    Que é, também, culpado pela inconstância da maré lançante, do perigeu sizígia e pela inevitável derrota da seleção brasileira na copa.

    E por que a porra desses liberais não aprendem algo mais inteligente pra dizer, poupando, assim, nossos países baixos, que, no pior latim, já estão de “bagus plenus” com esse ramerrão caduco de 200 anos atrás?

  192. Elias said

    “Olavo: Você veja: o Paulo Francis morreu por causa disso.”

    “Lobão: De tristeza, né?”

    “Olavo: Exatamente. O Paulo Francis passou para o lado dos liberais, mas ele conservava a amizade dos esquerdistas e queria a amizade deles, então, quando eles o maltratavam, ele ficava triste, ficava deprimido. Eu, não! Quando eles ficam bravo comigo, eu fico contente.”

    Quer dizer: nada a ver com a enorme burrada que o Paulo Francis cometeu, ao acusar sem provas a diretoria da Petrobrás (governo FHC, é bom lembrar!), e estar na perspectiva de se ferrar num processo por danos morais que poderia levá-lo à ruína… E de esculhambar de vez com a credibilidade que ainda lhe restava.

    Nada a ver, também, com a barbeiragem do médico do Paulo Francis, que deixou o paciente dele entregue às moscas, e veio se divertir no RJ…

    Nada a ver com isso.

    Foram os esquerdistas que mataram o Paulo Francis… E de tristeza!

    E o Chester finge que acredita…

    Sei não, Chester…

    Bancando os idiotas, vocês não irão muito longe.

  193. Elias said

    “O Brasil pode reverter a situação em 2014? Só haverá avanços reais se o governo encarar as reformas pendentes, desonerando a produção e elevando a competitividade.”

    Isso aí só teria alguma validade se o problema fosse de uma queda nas exportações por causa de um entrante oferecendo produtos de melhor qualidade a preços mais baixos (como aconteceu com o setor de calçados, na época do FHC), e não de uma retração nas importações por causa da retração econômica nos países importadores.

    Putz!

    É o velho problema dos liberais brasileiros: eles aprenderam a fazer uma análise, transformaram essa análise em discurso, e o repetem ao infinito, seja qual for a conjuntura. Entre década, sai década… E o velho, remelento e requenguela discurso não muda…

    Faz calor? A culpa é do Estado, da despesa pública, dos impostos…

    Faz frio? A culpa é do Estado, da despesa pública, dos impostos…

    Está chovendo muito? A culpa é do Estado, da despesa pública, dos impostos…

    Não chove há vários meses? A culpa é do Estado, da despesa pública, dos impostos…

    Arre égua!

    A propósito: há algumas semanas, a Vale lançou no mercado alguns bilhões de debêntures NÃO CONVERSÍVEIS EM AÇÕES.

    Se o debênture é do tipo “não conversível” (o melhor que existe), é porque a Vale pretenmde resgatá-lo em dinheiro vivo. E, se pretende resgatá-lo com dinheiro vivo, é porque está contando com forte geração de caixa.

    Ou seja: aumento nas exportações à vista.

    O “pensadores” (?????) liberais brasileiros devem ser cegos ou doidos… Ou, simplesmente, desonestos.

    Os tributos brasileiros pesam (e como pesam…!) no mercado interno. Jamais prejudicaram a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

    Sabem por que? Porque as exportações brasileiras são desoneradas tributariamente.

    Por exemplo: a Vale não paga ICMS sobre a bauxita alumínica e o minério de cobre e ferro que exporta. Também não paga ICMS e IPI sobre ferro gusa, alumina e alumnínio em lingote que exporta.

    Mais: se a exportação for feita a partir de uma ZPE, o pagamento da exportação nem necessita entrar no Brasil. O exportador pode abrir uma empresa no exterior e deixar por lá o que receber pela exportação, pra bancar uma importação ou esperar uma mudança cambial favorável (uma desvalorização do real, p.exemplo).

    O que o “analista” do Chester propõe já existe antes dele nascer. É mais velho que a posição de fazer cocô…

  194. Elias said

    “Mesmo com todos os problemas, o Brasil era até recentemente o país onde o mundo queria investir. O que fizemos de tão errado a ponto de espantar o capital estrangeiro?”

    Sei lá!

    Mas deve ter sido algo muito grave.

    Aí o capital estrangeiro foi embora. Ficou espantado e saiu correndo…

    Resultado: hoje o Brasil é obrigado a consumir carros feitos por empresas de capitalistas piauienses. Acabaram-se, no Brasil, os carros fabricados por montadoras americanas, ou alemãs, ou japonesas, ou francesas, ou italianas. Nada disso! Hoje só consumimos carros piauienses…

    E não é só: o mercado de eletrodomésticos é totalmente dominado pelo capital de Roraima, desde que o capital externo deixou o país.

    As megausinas de alumina e alumínio, que antes operavam a partir de capital canadense, americano, japonês e norueguês, agora têm que se virar com o pouco que lhe destinam investidores de Igarapé-Miri, Xiriteba de Mato Dentro, Curralinho (já sei, já sei: as moças de Curralinho têm medo dos rapazes de Pau Grande…) e de São João de Pirabas. Tudo porque o capital estrangeiro foi espantado.

    Estamos, assim, nesta triste situação: quase não existem empresas estrangeiras operando no Brasil. Elas praticamente não participam da formação do PIB brasileiro.

    E não é verdade que, em 2012 e 2013, um porrilhão de empresas brasileiras foram compradas por investidores estrangeiros (nos setores de varejo, alimentos, bebidas, mineração, metalurgia e siderurgia, etc.). É mentira, também, que investidores chilenos tenham transferido para o Brasil boa parte de suas aplicações no setor de transportes aéreos. Isso nem seria possível acontecer, até porque todo mundo sabe que o Chile é um paraíso, se comparado com o inferno que é o Brasil…

    Dito isso, recomende-se um bom psiquiatra pro rapaz aí…

    Ora, caceta: o que determina o investimento em uma empresa, em um setor, em um país, etc., é o RETORNO. É a taxa de rentabilidade do capital. Se a rentabilidade do capital for compensadora, que se danem os impostos, a burocracia estatal e o raio que os parta!

  195. Chesterton said

    vocês são hilários!!

  196. Chesterton said

    http://tribunadaimprensa.com.br/?p=77346

    Confirmam amigos chegados ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: ele pedirá aposentadoria antes de ser sucedido, em abril do próximo ano, pelo ministro Ricardo Lewandowski, na direção maior do Poder Judiciário. Motivo: o desmonte do mensalão, que começará logo depois da mudança na presidência da mais alta corte nacional de Justiça. cont

  197. Chesterton said

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/01/tirando-o-sempre-fantastico-agronegocio.html

  198. Otto said

    Na verdade, desmonte do mentirão, Chest.

  199. Chesterton said

    tudo como antes no quartel de Abrantes….

  200. Chesterton said

    No Brasil, o ódio histérico ao que se desconhece tornou-se obrigatório, prova de boa conduta.

    chest- não sei porque, Pax, mas isso me lembra de você….

  201. Chesterton said

    http://www.gringoes.com/forum/forum_posts.asp?TID=17615&PN=1&title=top-reasons-i-hate-living-in-brazil

  202. Chesterton said

    Dois pesos e duas medidas

    Ouvir o texto
    A situação está se tornando insuportável. Quando se trata da questão indígena, a lei só vale para alguns. Os direitos humanos são afirmados e contrariados ao mesmo tempo, como se o Brasil fosse obrigado a conviver com a arbitrariedade da Funai, de membros do Ministério Público Federal, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e de ONGs.

    Imaginem o que aconteceria se agricultores decidissem cobrar pedágio em uma rodovia? Haveria uma gritaria ecoando em todos os meios de comunicação e a Polícia Rodoviária Federal, as Polícias Federal ou estaduais, acionadas pelo Ministério Público, logo entrariam em cena. A rodovia seria liberada, e os autores do crime, responsabilizados e punidos.

    Seria, de fato, o Estado de Direito funcionando, pois nenhum cidadão pode impedir os outros de ir e vir.

    Ora, o que acontece com a rodovia federal que passa pela terra indígena Tenharim, no Amazonas? Desde 2006, os indígenas cobram pedágio dos cidadãos que a utilizam. O valor pode chegar a R$ 100.

    As pessoas são oneradas simplesmente porque alguns indígenas assim decidiram. Acostumaram-se com a impunidade e com o acobertamento dado pela Funai. Criam uma enorme tensão social.

    O que fazem os órgãos policiais federais? Nada! O Estado de Direito, lá, nada vale.

    Agora, nesta mesma região, temos o desaparecimento de três pessoas -foram, segundo informações, provavelmente sequestradas por esses indígenas. Teriam sido vistas pela última vez sendo conduzidas à força para a aldeia.

    Corre a notícia de que tudo isso se deu em represália à morte de um cacique que sofreu um acidente de moto, embriagado. Como assim? Pessoas podem ser sequestradas em represália? De um acidente de moto, segundo a própria polícia? Onde está a lei?

    Situação análoga ocorre com os processos de desintrusão (retirada de não índios) de terras indígenas, e de reintegração de posse (retirada dos índios invasores). Novamente dois pesos e duas medidas! A universalidade da lei é pisoteada.

    Em Mato Grosso do Sul, com as tensões se exacerbando sem nenhum controle, as invasões indígenas têm se multiplicado, em aberta violação ao direito de propriedade e às decisões judiciais.

    Quando a força policial federal intervém, é para consolidar o absurdo. Os proprietários rurais são expulsos de suas terras, sendo eles detentores de títulos de propriedade que remontam há décadas.

    As reintegrações de posse não são cumpridas, como se o Estado de Direito não valesse quando se trata de ações indígenas que contrariam abertamente a lei.

    Aí entram em consideração questões “humanitárias”, como se a humanidade tivesse apenas um vetor: vale apenas para alguns.

    A Funai, por sua vez, sempre alega falta de condições para intervir, quando se trata de reintegração de posse. No entanto, encontra tais condições quando se trata da desintrusão de terras indígenas, como aconteceu recentemente em Mato Grosso.

    Na fazenda Suiá-Missú (MT), 1.800 famílias de pequenos agricultores familiares foram jogadas ao vento, ou melhor, à maior das intempéries. O próprio ouvidor nacional dos direitos humanos da Secretaria de Direitos Humanos reconheceu, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, que o lá ocorrido não deveria jamais se repetir. No entanto, a repetição está ocorrendo no Maranhão.

    No caso maranhense da terra Awá-Guajá, 96% dos produtores lá instalados são da agricultura familiar e serão obrigados a deixar a área. Os órgãos federais encarregados de aplicar a lei serão impiedosos.

    Não há nenhum projeto efetivo de reassentamento dessas famílias, senão declarações vãs e hipócritas. Vão jogá-las na estrada tal como aconteceu com os agricultores de Suiá-Missú?

    Até quando a Funai vai continuar atuando como um Estado dentro do Estado, fazendo arbitrariamente suas próprias leis como se não devesse prestar contas a ninguém? O Ministro da Justiça tem se comportado como se sua pasta fosse a da Injustiça. Que Brasil é este?

    kátia abreu
    Kátia Abreu

  203. Pax said

    Ódio ao que desconheço, caro Chesterton?

    1 – estudei filosofia com Claudio Ulpiano, diretamente com ele.

    http://www.claudioulpiano.org.br

    2 – conheço Lobão desde moleque, acho que deve ter a mesma idade que a minha ou por volta, morava no Rio, Lobão tinha algumas músicas legais, nada brilhante, mas eram umas baladas, meio rock’n roll, dava para ouvir sim.

    Olavão é tão filósofo quanto eu sou neurocirurgião. E Lobão, depois que não emplacou mais nada em nada, resolveu adotar esse caminho de nadismo. Escreveu um livro sobre Oswald de Andrade e sei lá mais o que. Amigos meus, professores de literatura da USP, tiveram dores de tanta risada e outros de tanto vômito dado o caminhão de absurdos e erros que o cara falou. Não emplaca mais nada e resolveu ser uma mosca do cocô do cavalo do bandido pra ver se aparece.

    Enfim, não tenho ódio algum, tenho, na verdade, pena de quem dá ouvidos para tipos como esses. Se me permite a crítica que gostaria que não levasse como ofensa.

  204. Chesterton said

    Ulpiano…é de Vesuvio(interroga)

    Um texto do onstantino

    Comunista psicopata da Coreia do Norte tira Hannibal da ficção para a realidade

    Fonte: R7 Notícias
    “Comunistas comem criancinhas”, ironizam os idiotas úteis da esquerda caviar, para apontar uma suposta paranoia da direita. Mal sabem os pobres coitados que, sim, comunistas comeram crianças na Coreia do Norte, e fizeram algo pior na China: obrigaram os familiares a comer partes de seus parentes!

    Comunismo é psicopatia, distúrbio mental mesmo. Os líderes, ao menos, são bem psicopatas, ou não chegariam ao poder neste modelo nefasto e coletivista. Fidel Castro foi psicopata já na juventude, gostava da violência pela violência, queria destruir, matar.

    E eis que, agora, há informações de que o maluco coreano matou seu próprio tio de uma forma que faz Hannibal parecer quase normal. De fato, há uma cena no filme em que Dr. Lecter é deixado para ser devorado por javalis, mas acaba sobrevivendo. Quem morre são os capangas italianos, comidos pelas feras famintas.

    Pois bem: Kim Jong-un, amigo de gente da esquerda caviar e defendido por nossos comunistas, teria executado seu tio de uma forma que faz Hannibal sair da ficção e virar realidade, só que muito pior. O tio teria sido jogado em uma jaula com cães famintos. Os requintes de crueldade embrulham o estômago:

    De acordo com a publicação, Chang e cinco assessores mais próximos foram despidos, jogados em uma gaiola e atacados por 120 cães de caça que não comiam havia cinco dias.

    Ainda de acordo com o jornal, Kim e seu irmão, Kim Jong-chol, supervisionaram a execução, que durou cerca de uma hora, juntamente a 300 outros funcionários. O Wen Wei Po acrescentou que Chang e os assessores foram “completamente devorados”.

    Os filmes do 007 não seriam capazes de criar um vilão tão doente. As imagens antigas em que o tio aparecia foram adulteradas, como no livro de Orwell e como Stálin fazia. Comunistas gostam de rescrever a história e não se importam com os meios que usam para se perpetuar no poder.

    Como pode ter gente que, em pleno século 21, ainda defenda o comunismo, os regimes cubano e norte-coreano? Não é possível alegar mais ignorância. Só resta uma opção: é coisa de gente doente, com sério desvio de caráter e completa falta de empatia. Vade retro, Satanás!

  205. Chesterton said

    ah não, ele é de marte

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ulpiano

  206. Patriarca da Paciência said

    Meu DeusIIII

    Fiquei com o maior medo do Kim Jong-un.

    O cara deve ser parente do Bola, o amiguinho do goleiro Bruno !

    Caramba!

    Já pensou se o cara invade o Brasil? Temos que ficar espertos! Todo cuidado é pouco com esse tal de Kim Jong-un.

    Mas quem é mesmo esse tal de Kim Jong-un?

  207. Pax said

    Beth Carvalho ganhou R$ 160 mil pelo show da virada em Copacabana. Lulu Santos e Carlinhos Brown levaram, cada um, R$ 550 mil.

    Pois é…

    Esse Eduardo Paes é mesmo um fenômeno.

  208. Otto said

    De toda forma, os cães Kim Jong-un (caso seja verdade a história postada pelo Chest) matam bem menos gente do que os drones dos EUA (cerca de 3 mil só em 2013!).

  209. Pax said

    Coisas onde o Zé meteu a mão… estorinha off tópic só para deixar meus amigos irritados comigo:

    A Telefonica / Vivo me mandou mensagem dizendo que estourei o limite de download contratado e que preciso pagar mais pela internet.

    Só que…

    Quase 90% das vezes que tento abrir um site, uma página, dá pau e tenho que fazer um reload, ou seja, meus downloads de direito são gastos por conta de um link de quinta categoria de uma empresa criminosa.

    E aí você reclama, abre um protocolo na Anatel. Pois bem, o que acontece?

    NADA, absolutamente nada. A Anatel questiona a Vivo, a Vivo inventa uma mentira qualquer (já resolvemos, o serviço está funcionando perfeitamente, não há registro de problemas na região, o cliente deve estar com problemas internos… etc etc etc) e a Anatel fecha o protocolo.

    É isso mesmo, onde o Zé meteu a mão, a coisa tá corrompida.

    Vai uma anteninha na Paulista aí?

  210. Pax said

    Não vejo a hora do povo voltar às ruas. Em 2014 mesmo !!!

    E a turma do mantra vai dizer que é golpe eleitoral de uma direita que não existe.

    Não, não é. É revolta por um país que não vai pra frente por conta das corrupções dos Zés, os verdadeiros Manés.

    Por mim que quebrem tudo, bobeia estarei lá no meio. Se for pra derrubar a porta de vidro da sede da ANATEL, serei o primeiro da turba. Simples assim.

    Ah, mas é ano de eleição! É, é sim.

    Só que não sou eu que mantenho um Paulo Bernardo à frente do Ministério das Comunicações. Então que se ferrem. Longe de mim qualquer apoio ao tal pragmatismo, à tal governabilidade.

    Quem gosta de atraso é relógio velho.

  211. Chesterton said

    Pax: ” Eu não tenho medo de ninguem, estudei com Vilipediano”
    Elias: ” eu sei, porque estive lá”

    chest- eu estava rindo mas agora estou com dó.

  212. Chesterton said

    EXPORTAR MÂO DE OBRA ESCRAVA NÃO É NADA, AGORA OS CUBANOS EXPORTAM SANGUE DA POPULAÇÃO !!

    A sangria desatada do governo federal com a importação de médicos cubanos por R$ 511 milhões recebeu injeção de US$ 16,8 milhões de sangue humano de Cuba na balança comercial dos dois países. Com uma vertente macabra: os doadores cubanos ignoram a exportação do “produto” no mercado internacional, revela a ONG Cuba Archive, integrante do Free Society Project, em Washington, no primeiro relatório de 2014. Doar sangue é mais um “ato revolucionário” na ilha.

    Os números de Cuba e do Ministério do Desenvolvimento sobre o comércio de sangue humanos e produtos biológicos são de 2011.

    O regime dos Castro convoca a população à “ajuda humanitária internacional” e outros pretextos, em troca de um prato mais sortido.

    Diz ainda a ONG que a prática, iniciada nos primórdios sangrentos do regime, criou “doadores permanentes” e troca de favores por sangue.

    O relatório pede investigação da Organização Mundial de Saúde no comércio, exportação e condições sanitárias da doação de plasma. Leia mais na Coluna Cláudio Humberto

  213. Patriarca da Paciência said

    Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Estou cada vez mais apavorado com esses comunistas!

    Estão exportando até sangue!

    Imagina!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Estão exportando sangue!

    O mundo está perdido! O fim está próximo! ” Lá vem Deus, navegando entre nuvens de mil megatons!”

  214. Chesterton said

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1723

    Economias não são destruídas em um dia

  215. Chesterton said

    Afinal, o que seria necessário para que o Brasil de fato se torne o país do futuro?

    Seis lições sobre prosperidade e pobreza
    por Fabio Barbieri

    Deixando de lado a fixação dos analistas na imprensa pelos agregados macroeconômicos correntes e a errônea crença do governo de que o investimento pode ser aumentado de forma consistente por meio de políticas públicas de curto prazo, como explicar, sem recorrer a detalhes técnicos ou a disputas teóricas, quais são os fatores que fariam que as crianças do presente, quando crescerem, desenvolvam suas carreiras em uma economia cheia de possibilidades e não tenham seus talentos desperdiçados em um país estagnado, marcado por crises recorrentes?

    Se eu dispusesse de apenas um minuto, a resposta seria a seguinte: a prosperidade depende de instituições compatíveis com a liberdade individual, que garantam o direito de propriedade privada e limitem o escopo das alocações de recursos via decisões políticas. Neste artigo, irei enfatizar alguns pontos fundamentais dos ensinamentos de seis grandes economistas. Essas lições, em conjunto, nos mostram os pré-requisitos para a prosperidade no longo prazo.

    Os economistas escolhidos para expressar a mensagem não são necessariamente os teóricos mais originais, os mais famosos ou os mais importantes. Muitos dos maiores economistas não aparecem na nossa lista. Com frequência, em especial na nossa época, o virtuosismo técnico é acompanhado das opiniões políticas mais absurdas. O que buscamos é apenas utilizar a obra dos autores escolhidos para salientar o que considero os elementos cruciais para uma economia próspera. Além disso, os economistas listados são aqueles que fornecem algumas das peças principais que compõem a visão de mundo que informa o presente livro.

    Dito isso, vamos às lições.

    A lição de Turgot: a prosperidade depende do progressivo uso de bens de capital, que elevam a produtividade do trabalho.

    Essa produtividade, ou seja, a produção por tempo de trabalho de bens desejados pelas pessoas cresce com a quantidade, qualidade e variedade de bens de capital empregados na produção. Turgot, assim como virtualmente todos os grandes economistas desde então, enfatizou a importância do acúmulo de capital e da poupança que o viabiliza.

    Robinson Crusoé obtém mais peixes se, em vez das próprias mãos, utilizar sucessivamente lanças, anzóis, redes e barcos na pesca. Para que isso ocorra, é necessário reduzir o consumo presente e a poupança de recursos disso resultante ser utilizada para investimento em bens de capital. Crusoé deixa de pescar pela manhã para produzir lanças, aumentando a quantidade de peixes obtidos à tarde. Do mesmo modo, os países enriquecem quando houver poupança canalizada para investimento em bens de capital, aumentando a produtividade do trabalho futuro e os países fracassam quando a poupança for corroída pelo financiamento do estado, predominando e a mentalidade de curto prazo.

    O aumento de produtividade resultante do uso cada vez mais intensivo de capital físico e humano, porém, não ocorre por motivos físicos, materiais. Suas causas últimas são institucionais, conforme veremos na segunda lição.

    A lição de Smith: o crescimento econômico resultante da poupança e acúmulo de capital depende de instituições liberais, favoráveis ao desenvolvimento do livre comércio.

    Adam Smith foi o primeiro economista a perceber o fenômeno do crescimento econômico e elaborar uma explicação correta para o fenômeno. Autores como Cantillon e Condillac, apesar de terem criado teorias econômicas mais sofisticadas que Smith, acreditavam que, eliminadas certas restrições à atividade econômica, a produção atingiria seu potencial máximo, limitado em última análise pela quantidade de terra disponível em um país. Smith foi o primeiro a perceber que, pelo contrário, o bem-estar em uma sociedade pode aumentar continuamente.

    A chave para o crescimento, no entanto, não reside no conceito de especialização ou divisão do trabalho, encontrado no início da Riqueza das Nações. A explicação última do fenômeno é de ordem institucional. Para o autor, o progresso depende daquilo que ele denomina de “sistema de liberdades naturais”. Se um país for governado por leis impessoais (e não pelos caprichos de governantes com poder ilimitado) e essas leis garantirem o direito de propriedade privada, então vale a pena para os agentes econômicos se especializarem na fabricação de certos bens, pois a especialização aumenta drasticamente a produtividade e a qualidade das regras do jogo garante que essa produção maior possa ser trocada nos mercados com vantagem para todos.[1]

    Se, por outro lado, tivermos instituições mercantilistas (hoje em dia diríamos intervencionistas), a concorrência seria substituída por monopólios legais que exploram os consumidores e que se acomodam a essa situação. A comparação entre essas duas modalidades de incentivos institucionais nos leva à próxima lição.

    A lição de Bastiat: a prosperidade ou a estagnação dependem da comparação entre os ganhos esperados de se dedicar à atividade produtiva ou à atividade predadora do trabalho dos outros. O predomínio dessa última freia o desenvolvimento econômico.

    Bastiat nos ensina que existem apenas duas formas de interação social: trocas voluntárias ou roubo. A História seria marcada de fato pela luta de classes entre exploradores e explorados. A exploração assumiu historicamente várias formas, como escravidão, teocracia, servidão e, modernamente, tributação extorsiva. As fases de prosperidade e declínio das civilizações estão associadas respectivamente ao predomínio da atividade de produção e predação.

    Concretamente, devemos observar se os jovens em nossas cidades sonham em se tornar médicos, engenheiros e programadores ou se estudam editais de concursos públicos. Se as instituições favorecem a atividade de predação, mais pessoas se dedicam a esse tipo de atividade. No limite, não sobra muito para ser roubado e, nas palavras de Bastiat, o estado se transforma na grande ficção pela qual todos buscam viver à custa dos demais, e a estagnação impera.

    O poder político e o estado grande moderno deslocam o equilíbrio na direção de maior predação. Políticas governamentais de curto prazo geram estímulos visíveis para determinados setores produtivos, ao passo que os custos dessas políticas de incentivos são invisíveis, pois ocorrem em momentos posteriores e são arcados por todos os outros membros da sociedade. O aspecto trágico disso reside na dificuldade que a maioria tem de atribuir esses custos às suas causas, conforme explicado na próxima lição.

    A lição de Buchanan: nas economias modernas, a lógica da atividade política faz com que a maioria seja explorada por grupos de interesse, limitando no longo prazo o crescimento econômico.

    Buchanan ousou contrariar a concepção romântica dos cientistas sociais a respeito do funcionamento do estado. Em vez de um estado incorpóreo preocupado com o bem-estar coletivo, Buchanan utiliza o mesmo pressuposto de autointeresse empregado na teoria econômica: suas teorias supõem que os políticos gostam de poder e os funcionários públicos, de renda.

    Durante o processo democrático, os eleitores são racionalmente ignorantes, pois a chance de um voto mudar o resultado das eleições é minúscula e ao mesmo tempo o monitoramento da ação de um político requer informações custosas, tais como a compreensão das teorias econômicas e a observação das atividades pouco transparentes dos agentes do estado. Eleitores desinformados atuando lado a lado com políticos sedentos de poder faz com que estes últimos favoreçam os interesses de grupos de firmas que buscam privilégios legais, sustentados pela maioria dos eleitores.

    Concretamente, produtores de brinquedos obtêm vantagens se o governo impedir a competição externa pelo uso de altas tarifas de importação, sem que os pais das crianças entendam porque a diversidade de produtos diminuiu e os preços se tornaram tão caros. Vale a pena para os poucos produtores formarem associações para pressionar os políticos a adotarem medidas de seu interesse, ao passo que não vale a pena participar de uma associação de consumidores de brinquedos, pois somos consumidores de diversos produtos: o interesse do consumidor não é tão concentrado em um setor como os interesses de cada produtor.

    Os privilégios legais obtidos pelos produtores são trocados por favores aos políticos, como doações das firmas para campanhas eleitorais dos partidos e por recursos lícitos e ilícitos transferidos aos burocratas. A competição entre produtores por privilégios legais, atividade chamada de rent-seeking, desvia recursos escassos que poderiam ser empregados de forma produtiva. A competição nos mercados dá lugar à competição na esfera política. Isso impede o aumento de produtividade que caracteriza o crescimento. Caminha-se assim para uma sociedade marcada pela exploração, como descreveu Bastiat.

    A exploração da maioria pela aliança entre governos e grandes firmas não é alimentada apenas pelo autointeresse. Se assim fosse, talvez fosse mais fácil separar mocinhos de bandidos. O entrave imposto ao crescimento pela atividade de rent-seeking é alimentado na verdade pelas melhores das intenções. Na próxima lição, vamos reestabelecer a hipótese de governo angelical e mostrar que, mesmo assim, os entraves ao crescimento impostos pelo estado grande e interventor surgem como consequências não intencionais da atividade política, mesmo se esta fosse bem intencionada.

    A lição de Hayek: o crescimento no longo prazo depende de mais espaço para mercados livres, pois o aumento da especialização torna progressivamente mais complexa a tarefa de coordenar as ações individuais e ninguém é capaz de centralizar toda a informação necessária para empreender tal tarefa.

    A divisão do trabalho de que nos fala Smith, se por um lado aumenta a produtividade, por outro aumenta a complexidade da tarefa de coordenação das atividades. Concretamente, se cada produtor deixar de produzir tudo o que consome e se especializar em um conjunto pequeno de bens, todos passam a produzir bens para pessoas desconhecidas, cujos planos de ação tampouco são acessíveis. Como tomar decisões sobre o que, como, quanto e quando produzir se cada um possui apenas uma pequena fração do conhecimento necessário para que todos os planos sejam consistentes entre si?

    Nos mercados, as variações nos preços dos bens nos ajudam a corrigir as ações individuais, fazendo com que cada empresário procure novas fontes de insumos, novos nichos de mercado a serem explorados, novas firmas para trabalhar. Quanto maior o crescimento econômico, mais complexa será a economia e mais difícil avaliar o valor que um recurso obteria em usos alternativos.

    Imagine então uma agência estatal reguladora, dessa vez bem intencionada, mas cujos gerentes possuem conhecimento falível. Nesse ambiente, a regulação estatal impõe sua concepção prévia, necessariamente simplista, sobre o valor dos usos alternativos dos recursos. Isso reduz a eficácia do mecanismo de experimentação que marcaria os mercados livres. Os empresários possuem assim menor liberdade para experimentar soluções diferentes, barrando o aprendizado por tentativas e erros. Para Hayek, a defesa principal da liberdade individual repousa, em última análise, no reconhecimento das limitações do conhecimento dos agentes. As grandes inovações que revolucionaram o mundo e impulsionaram o crescimento econômico ocorreram nas áreas livres do controle burocrático dos modernos estados grandes. O progresso técnico e as inovações dependem da liberdade econômica, não de investimento em pesquisa dirigido por agências de fomento à pesquisa.

    Com o desenvolvimento da teoria econômica moderna, aumentou a nossa compreensão a respeito da complexidade do problema alocativo, ou seja, sobre a importância do sistema de preços livres para que os recursos escassos sejam dirigidos para a obtenção dos bens mais desejados pelos consumidores, dado que cada um de nós possui parcela verdadeiramente minúscula dos dados necessários para que essa tarefa fosse realizada de forma consciente, centralizada. Essa compreensão superior do problema econômico fundamental nos leva ao aperfeiçoamento do programa smithiano de análise institucional comparada, completado na nossa última lição.

    A lição de Mises: o fracasso de alguns países em suas tentativas de gerar crescimento econômico é causado pelos defeitos inerentes ao sistema econômico adotado no presente, denominado intervencionismo. O socialismo tampouco é alternativa viável, já que é impossível alocar recursos de forma econômica em tal sistema.

    O sistema de preços nunca gera uma alocação ótima de bens. Mas isso não é desculpa para condenar os mercados livres. Estes devem ser comparados com alternativas concretas, todas elas utilizando os mesmos pressupostos hayekianos sobre conhecimento limitado e buchanianos sobre autointeresse dos agentes. Quando empreendida tal comparação, obtemos as conclusões às quais Mises já havia chegado quase um século atrás. Para Mises, uma sociedade socialista, mesmo se habitada por anjos, não seria um sistema econômico viável, pois, sem propriedade privada, não teríamos mercados genuínos, com preços que refletem o valor dos bens em seus usos alternativos. Sem propriedade, mercados e preços — que, em conjunto, viabilizam o que esse autor denomina de “divisão intelectual do trabalho” —, teríamos dirigentes socialistas que não poderiam planejar uma economia por falta de conhecimento sobre como alocar recursos escassos.

    Além de mostrar que o socialismo é impossível, Mises nos ensina que o sistema econômico intervencionista no qual vivemos é inerentemente instável. Nesse sistema, falhas de governo são atribuídas a falhas de mercados, de modo que o fracasso das intervenções gera demanda por mais intervenções, o que resulta em um processo que leva ao crescimento do estado e acúmulo de erros e distorções causados pelas intervenções. As crises do intervencionismo levam ou a mais controle, o que agrava ainda mais a situação, ou a fases de liberalização, que aliviam o problema, até que o processo se reinicie ou até que as pessoas parem de associar os males da realidade ao conceito marxista de “capitalismo” e voltem a analisar a realidade como exemplo de sistema econômico intervencionista, como faziam os economistas clássicos desde Smith.

    Conclusão

    O país, para crescer, precisa de menos estado e mais liberdade, de mais garantias de propriedade privada e de menos intervenções estatais, de mais regras impessoais e menos privilégios a firmas amigas do poder, de mais investimento privado e menos gastos públicos e impostos, de mais investimentos baseados em critérios econômicos e menos investimentos baseados em critérios políticos, de mais comércio e menos protecionismo, de mais empreendedorismo livre e menos dirigismo.

    O exame histórico das ascensões e declínios econômicos das civilizações antigas e modernas ilustra de forma eloquente o que foi dito ao longo dessas seis lições. Outro passo importante para o convencimento do poder explanatório das teorias mencionadas aqui: sugerimos o abandono da prática ideológica que atribui qualquer notícia boa aos governos e qualquer notícia ruim ao “capitalismo”, em favor da análise realista de que vivemos em uma economia mista, o que significa que temos de separar causas e efeitos no que diz respeito aos aspectos livres e controlados das economias reais. Para tal, é muito interessante o exame das relações entre as medidas de crescimento econômico e os índices que classificam os países segundo seu grau de liberdade econômica.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1711

  216. Otto said

    Pax, aprenda com a história:

    A Jogada da Copa

    Seis meses depois dos protestos que tomaram inúmeras cidades brasileiras, decantadas as insatisfações apresentadas pelos manifestantes e as múltiplas soluções aventadas por todos os atores políticos para a estranha crise que se formou, temos um quadro bem claro. A maioria da população quer mudanças no país, mas prefere que elas sejam conduzidas por Dilma e não pela oposição. A presidenta lidera em todas as sondagens de intenção de voto.

    Falta muito tempo até as eleições, certamente, e já assistimos a oscilações espetaculares de intenção de voto nos pleitos anteriores, inclusive candidaturas que “atropelaram” na reta final e venceram. Tudo pode acontecer, portanto, até que se proclamem os resultados. Mas, até segunda ordem, quem lidera é Dilma. A soma dos votos de seus adversários não supera os votos da candidata governista e tudo indica que a eleição será definida já no primeiro turno.

    brasil-protestos-fortaleza-copa-confederacoesSim, mas há um outro roteiro possível para este ano. Nele, as massas sairiam novamente às ruas em junho, em plena Copa do Mundo, e causariam tal transtorno à competição que seria impossível ignorá-las. A mídia mundial distribuiria a todo o globo imagens de multidões pedindo reformas, de black blocs destruindo seus alvos habituais e das polícias reprimindo com a cortesia conhecida.

    As cenas passariam a impressão de um país sem governo e de um governo sem legitimidade – impressões absolutamente falsas. Mas o que é mesmo a verdade, nessas coisas da mídia e da enunciação de seus conteúdos?

    Um governo “ilegítimo”, pressionado externamente, ficaria acuado também pelos adversários internos. Estes amplificariam ao máximo possível os protestos e tentariam conduzir a sua pauta, exatamente como fizeram em 2013. Para criar um clima de megacrise, que nenhum ponto de contato tem com o real. Mas o que é exatamente o real, quando se tem o controle do que a mídia diz sobre ele?

    Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa – corre-corre e pancadaria nas imediações dos estádios, os inevitáveis problemas organizativos amplificados ao extremo, as queixas e angústias dos turistas constrangidos pelo clima de guerra política no Brasil e, prêmio final, uma boa derrota da seleção nacional -, os eleitores não embarquem na ideia de jogar toda a culpa em Dilma? Quem sabe não escolham na urna uma alternativa de oposição?

    Acumulam-se as evidências de que setores conservadores, descrentes de sua capacidade de sedução do eleitorado pelas vias convencionais, cogitam se lançar na aventura catastrofista da Copa. Pretendem que o maior evento já realizado no país fracasse espetacularmente, para o máximo constrangimento e desgaste do governo atual. Acham que colherão os louros dessa ação de lesa-pátria.

    527615É simplesmente doentia a ideia de que, para conquistar o poder de “consertar” o país, alguém considere aceitável que a nossa imagem internacional seja destruída. Que o Brasil seja penalizado por décadas, pela “incapacidade” de realizar grandes eventos internacionais. E que isso aconteça fundamentado em mentira e manipulação da opinião pública.

    Mas, infelizmente, a possibilidade é bastante concreta. Daqui até junho, provavelmente veremos novas convocatórias para que as massas voltem às ruas e façam manifestações “espontâneas”. Assistiremos à incitação explícita de atos destinados à desestabilização do governo. “Não vai ter Copa!”, bradarão outra vez os carbonários – com todas as câmeras e microfones à sua disposição.

    Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão.

    Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder. E sobre como ele é campeão em destruir a democracia, para “salvá-la” da ameaça dos governos populares.

    Por que deveríamos confiar agora em quem não foi confiável no passado e segue não sendo?

    Gabriel Priolli

    http://gabrielpriolli.com.br/a-jogada-da-copa/

  217. Pax said

    Esse é mais um mimimi do neoPetismo.

    Não quer que ninguém reclame em ano de eleição.

    Tô pouco me importando se é ano de eleição, ano de ressurreição, ano de castração, ano de criação, ano de qualquer coisa.

    É ano de reclamação.

    Se o governo se garante, que fique em pé. E ficará.

    Não sem reclamação. Estarei em todas que puder.

    Quem gosta de entreguismo e de cianureto de Jim Jones, que sinta-se à vontade para tomar suas posições.

  218. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1393574-bndes-volta-a-favorecer-o-grupo-frigorifico-marfrig.shtml

    chest- nunca mais vou ver este dinheiro…é duro ser contribuinte

  219. Patriarca da Paciência said

    Este vídeo é impressionante. José Nêumanne Pinto, um notável jornalista da direitona, detona o Aécio Neves de maneira impiedosa e total. Deixa o cara mais por baixo que sola de sapato!
    Só pode ser coisa da KGB! Como sempre lembra o Chesterton, ainda estamos em plena “guerra fria” e a KGB de vez em quando faz das suas. O ministro Fux que o diga.

  220. Pax said

    Pois é… não demorou muito. Só que, antes deste anúncio, já havia declarado que não levaria meu voto.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/01/1393600-o-acronym-titledpsacronymb-de-campos-e-marina.shtml

    Não, não quero este PSDB de volta.

    E há, sim, uma enorme oportunidade para surgir alguma oposição que preste. Para 2018. Até lá, tudo indica, o processo de putrefação, ou, para não ofender muito, o processo de fadiga de material do PT, continuará em ritmo acelerado.

  221. Patriarca da Paciência said

    Este documentário, da TV Câmara, “A História do Poder no Brasil” é ótimo. Várias “testemunhas oculares” prestam depoimento.
    Muito bom mesmo!

  222. Patriarca da Paciência said

    São quase duas horas de documentário e os vídeos se sucedem automaticamente!

    Se tua internet já estiver funcionando, Pax, vale a pena assistir!

  223. Elias said

    Não vejo muita chance do Brasil melhorar minimamente que seja, em termos de política partidária.

    Pelo menos, não em 2014.

    A liderança com maior potencial de fazer alguma coisa nesse sentido era Marina. Era… Não é mais, até porque ela não demonstrou nenhum interesse em fazer isso.

    A principal área de atuação de Marina sempre foi a política ambiental. Nomeada Ministra do Meio Ambiente, ela poderia ter pelo menos tentado formular uma política ambiental para o país, mesmo que isso acabasse lhe custando um tensionamento com a ala mais pragmática do PT. Ela nem tentou, Foi uma ministra de atuação apagada, que acabou sendo descartada exatamente por sua inação à frente do ministério.

    Saiu do ministério e, agastada, também saiu do PT, barganhando com quem acreditava nela: em troca de sua candidatura à Presidência da República, ela se comprometia a moralizar o PV. A candidatura ela ganhou, mas a moralização de novo ela nem tentou. Acabou saindo do PV no meio de mais uma barganha eleitoreira. Pra Marina, a Presidência da República virou uma monomania compulsiva.

    Caiu no mesmo charco em que se atola a carreira política do Gabeira (outra promessa não cumprida…). Marina, assim como Gabeira, poderia ter corrido por este Brasil adentro, para fazer do PV um partido de verdade, com militantes e tudo o mais, e não a legenda de aluguel na qual ele se tornou.

    Foi o que fizeram Lula, Paulo Rocha e vários outros, há alguns anos. Trocaram uma eleição (ou reeleição, em alguns casos), mais do que certa, para deputado federal ou deputado estadual, ou vereador, e partiram para a estruturação do PT em todo o Brasil. Oito anos depois, o PT havia se tornado uma máquina política. Tornara-se uma alternativa de poder que não poderia mais ser ignorada, mesmo que na oposição.

    Gabeira nunca nem cogitou fazer o mesmo pelo PV. Em vez de privilegiar a organização de sua opção político-ideológica, ele optou por privilegiar a própria carreira política, candidatando-se fosse por que partido fosse. Pra ele, o importante não é dar funcionalidade à vertente político-ideológica que ele diz professar. Pra ele, o importante é cuidar da própria carreira política no aqui e agora. Sem dinheiro, essa estratégia quase sempre demonstra ter pernas curtas.

    Marina parece ter preferido apostar que o que não deu certo com Gabeira pode dar certo com ela.

    Aparentemente Marina está certa. O maior partido de oposição, o PSDB, foi incapaz de preparar uma única liderança capaz de reconduzi-lo ao poder. O PSDB teve 12 anos pra fazer isso, e não fez. Vai ter de comer capim pela raiz… Por falta de coisa melhor, vai acabar tendo que embarcar na canoa da Maria. Esta deve estar pensando que a hora e esta, e que o cavalo selado não vai parar outra vez junto à sua porteira. O negócio é montar e sair em frente.

    Só que isso faz da Marina uma aventureira, como o foram o Jânio Quadros e o Fernando Collor. Se ela fosse eleita (e acho que dificilmente o será), ela seria triturada nesse presidencialismo abastardado que o Brasil em má hora adotou. Sem uma estrutura partidária para lhe dar sustentação política, não conseguiria governar, assim como Jânio e Collor não governaram. É claro que ela não acredita que as coisas sejam assim. Marina deve achar que o que não deu certo com Jânio e Collor pode dar certo com ela.

    Acontece que, quando perdem por completo a confiança em suas lideranças políticas, as massas costumam entregar-se a aventureiros. É o momento certo para um político espertalhão se apresentar às massas dizendo “não sou político!”, e faturar voto com essa vigarice, que, invariavelmente, especula com um discurso de paladino da moralidade (assim como, no passado, o fizeram o “homem da vassoura” e o “caçador de marajás”).

    O candidato ideal pra encarnar esse papel de camelô da moralidade seria o Barbosão. Acontece que Barbosa é inviável, por causa de seu monumental hangar de vidro. Se ele saísse da sombra do guarda chuva do STF para o jogo bruto da política partidária, seria estraçalhado em poucas semanas.

    Sobrou Marina. E é na condição de sobra que ela entra na jogada.

    Tá mais que na cara que esse é o lance de Marina, e das velhas raposas de sempre que começam a se espojar no terreiro dela.

    Daí o frenético “quanto pior, melhor” que a oposição vem entoando com vigor redobrado, desde o final do ano passado.

    A aposta, agora, é que o pessoal da “Consulta Popular” novamente consiga levantar o badernão lumpen de 2013.

    E que, ao contrário do que aconteceu em 2013, agora Marina e a oposição em geral consigam capitalizar politicamente (e eleitoralmente) em cima do badernão lumpen da Consulta Popular.

    Não custa perguntar: já combinaram com os russos?

    E com a Consulta Popular, já combinaram?

    Será, mesmo, que a “Consulta” faria isso, pela Marina e pelo PSDB?

    Sei não…

    Pode ser que a Marina se dê bem, em 2014 (mesmo que seja pra se ferrar nos anos seguintes).

    Eu duvido. A meu pensar, Marina mais uma vez jogou fora uma excelente oportunidade pra fazer bonito. Talvez a melhor oportunidade da vida dela.

    Em política, esperteza demais é burrice…

  224. Pax said

    Caro Patriarca,

    Graças ao modelo mal feito e cheio de desvios por FHC, graças à idiotice do Lula determinar que as Agências Regulatórias não eram importantes, graças ao aparelhamento nojento das mesmas e graças à incompetência da Dilma, assistir vídeos de mais de 1, 2 ou 3 minutos, aqui, é simplesmente impossível. Para um vídeo de 4 minutos passo quase 20 minutos aguardando carregar. E pago, por isso, quando funciona, US$ 50. Amigo meu acabou de voltar da Alemanha. Me disse que lá, por US$ 55 você assina um contrato onde tem telefonia, internet e tv de altíssima qualidade.

    Ou seja, de FHC a Dilma, temos um retumbante fracasso. Que só se agrava.

    Recentemente:

    – fiquei 3 meses sem internet.

    – antes de ontem recebi um email da Vivo dizendo que eu tinha que pagar mais porque tinha usado todos os 10 Gb que contratei. Só que…. mais da metade foram retentativas de abrir links que ficaram travados no meio. Como fico tentando abrir, meu limite de download vai sendo gasto desta forma. Crime em cima de crime, protocolos abertos na Vivo, na Ouvidoria da Vivo e na ANATEL e nada, absolutamente nada. Este ministro Paulo Bernardo é o tal. Um bacana mesmo. Para dar anteninhas para apaniguados na Paulista.

    – de ontem para hoje fiquei 12 horas sem eletricidade. A ANEEL? Bem, perdi R$ 10 mil este ano por conta de falhas da operadora, reclamei na ANEEL e…? Nada, absolutamente nada.

    – minha sogra, 86 anos, passou mal antes de ontem. Sintomas de anemia e, ainda não sabemos, sangramento estomacal. Coisas da idade, essa querida pessoa está em seu caminho para onde todos iremos. O que aconteceu? Foi levada para os hospitais que o plano de saúde que pagamos sempre a atenderam, bons hospitais particulares de SP. Neste momento não temos condições de pagar para que seja atendida no Sirio ou no Einstein, onde os ricos vão, mas pagamos para ter hospitais razoáveis, que não sejam matadouros. E… em 3 destes hospitais, com a velha passando mal, o plano de saúde tinha descadastrado. Sem nos avisar. Agora imagine quem ainda tem menos que nós! Resumo, pagamos R$ 2.800,00 para ser atendida num hospital onde sempre a levamos e o plano se recusa a pagar. É o cúmulo do cúmulo do absurdo.

    E o que temos com as agências regulatórias? ANATEL, ANEEL, ANS? (e todas as outras)

    Padrão bebês de Rosemary Nóvoa Noronha, Valdemar Costa Neto e daí pra baixo.

    É triste, caro Patriarca.

    Mais triste ainda é não ter qualquer opção para votar em 2014. Teremos 4 anos de putrefação geral, acabidamento total (acho que serão os últimos 4 anos de PT) e um roubalheira sem fim.

    É isso, sim, que teremos à frente. Pode me cobrar desta afirmação em 2018.

    Eu sinto muito, vocês ficam incomodados de tanta reclamação que faço deste governo fracassado. Mas, caro amigo, veja estes relatos particulares, de quem sabe se defender, quem teve o privilégio de estudar, e imagine quem nada disso tem.

    É o fim da picada.

  225. Elias said

    “Esse é mais um mimimi do neoPetismo. Não quer que ninguém reclame em ano de eleição.” (Pax)

    Lá vem tu com esse papo fosco…

    Nenhum partido no poder gosta de reclamação em ano de eleição.

    Só se for um partido de debilóides sadomasoquistas: “Vamos lá pessoal! Reclamem bastante! Digam que nosso governo não presta! Esculhambem com a gente!”

    Putz!

  226. Pax said

    Caro Elias,

    Não sejas pândego. Veja o que disse acima e deixe-me reclamar do que tenho direito.

    Um alento: não discordo em essência, do que dizes em #223. Um ou outro detalhe que, talvez, olhasse por outro prisma.

    Marina, infelizmente, não provou ter força para implementar algumas de suas boas ideias com relação ao Meio Ambiente e a um futuro que nos questiona o modelo consumista que já se prova insustentável. Mas há que se ter “ovário” para levar a cabo ideias tão progressistas, ainda mais num país de tanto atraso como é esse nosso, que acha Kátia Abreu uma grande visionária. (até DIlma acha)

    Nem no governo Lula, nem no PV, nem na Rede e, agora, pior ainda, no PSB.

    Uma aposta que se perdeu. Bem, considerando que ainda, em cima disso, há a ameaça religiosa, a que mais me assusta, perdeu-se uma oportunidade política. Foi-se.

  227. Elias said

    Eis o que disseste:

    “Esse é mais um mimimi do neoPetismo. Não quer que ninguém reclame em ano de eleição. Tô pouco me importando se é ano de eleição, ano de ressurreição, ano de castração, ano de criação, ano de qualquer coisa. É ano de reclamação.Se o governo se garante, que fique em pé. E ficará. Não sem reclamação. Estarei em todas que puder.Quem gosta de entreguismo e de cianureto de Jim Jones, que sinta-se à vontade para tomar suas posições.”

    E o que eu disse foi:

    NENHUM partido no poder gosta de reclamação em ano eleitoral.

    Aliás, não gosta de reclamação nenhuma, em nenhuma época.

    Não é só o PT. Ou o “NeoPT”, como passaste a dizer, desde que te chamei de “NeoPax”.

  228. Elias said

    Fora do assunto: dona Michelle foi novamente eleita no Chile… Dia 13 do mês passado.

    Parece que o pessoal do liberalismo econômico chileno continua batendo fofo…

  229. Elias said

    O PT foi “uma aposta que se perdeu”?

    Não esteja tão certo disso.

    Há controvérsias…

    O pessoal dos andares mais baixos, que subiu alguns degraus acima, anda pensando diferente…

    Pelo menos, é o que dizem as pesquisas que tenho visto.

  230. Pax said

    Fosse um partido decente e não um partido decadente, caro Elias, tabularia as críticas de quem, um dia, acreditou em seu programa, o elegeu, e repensaria o que tem que ser repensado.

    Mas, como sabemos, o PT (não vou mais chamar de neoPT), tomou o rumo que tomou.

    Infelizmente… é só chororô. Aliás, o tom já foi dado por deus: “Nunca, na história deste país, um partido sofreu um processo tão grande de difamação”.

    Como se não houvesse nada a reclamar.

    Pois, sim.

    Mas, vamos lá, de Kátia Abreu a Silas Malafaia… que não há, ao que tudo indica, qualquer opção que seja pior que esta.

    (a não ser que a tal coalizão de esquerda se viabilize, que aposto o pescoço do Chesterton que não acontecerá, assim como Cardozo ainda não processou ninguém….)

  231. Elias said

    A meu ver, o problema do PT é outro.

    O PT simplesmente chegou ao limite. Não consegue mais avançar.

    É o caso típico de fadiga de material. Já deu o que tinha de dar, do que é bom e do que não presta.

    Daqui pra frente, só vai ser mais do mesmo (do que é bom e do que não presta…).

    Esse o problema do PT.

    E o problema do Brasil é que, sendo o que é, o PT continua sendo o melhor — ou melhor, o menos pior — partido brasileiro. Os demais conseguem ser piores que o PT.

    O jeito é votar no PT, não porque ele seja bom, mas porque o resto é ainda pior.

    Só que isso não é nada bom, porque assim o país não avança. Principalmente, não avança no rumo de seu principal objetivo estratégico, que é acabar com a miséria.

    Com o PT, vamos ter que nos contentar com avanços lentos… O que só é melhor — ou melhor, menos pior — do que seria se a oposição vencesse.

    Aí quem avançaria seria a miséria…

  232. Chesterton said

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/

  233. Pax said

    O pessoal dos andares mais debaixo, caro Elias, foram às ruas em 2013. Estão satisfeitos por um lado (e que bom que estejam) mas começam a questionar se é preciso tanto Sarney, Renan, Maluf, Kátia, Vaccarezza, João Paulo, Dirceu e Valdemar para que se vá à frente.

    Pegando um gancho de uma verdade que colocaste aqui: “O pessoal que vota hoje nem se lembra do que foi viver na inflação. Nem mesmo conheceu essa problemática” (ou algo do gênero). Um acerto nas tuas análises.

    E agora digo eu. O pessoal que votará em 2018 nem se lembrará do que era um país em que os esfomeados morriam de fome.

    São vitórias que não permitem se jogar às cordas.

    Elas têm tempo de validade, caro Elias. E tu sabes disso. O partido sabe disso.

    Dois problemas:

    1 – deixou-se o futuro para reconquistar mais poder, esquecendo dessa mesma galera. Não venha me dizer que Kátia Abreu representa essa turma. Pode parar antes de começar.

    2 – essa galera que hoje tem 12 e que votará em 2018, mais seus irmãos mais velhos de 18, 19, 20… vão se dar conta que sem escola eles próprios estão fadados a continuar sempre no andar debaixo, mesmo que sem fome, mas no andar debaixo. Kátia Abreu terá dificuldades para contratar semi-escravos para suas lavouras. Aí, Kátia, amiga de infância de Dilma, petista disfarçada desde seu nascedouro político, vai mecanizar tudo, expulsar essa “gente maldita” do campo, que migrará, o que resta, para as favelas das grandes cidades, onde não se passa mais fome, onde se tem carro e TV full HD, mas esse mesmo povo não é tão idiota como supõe esse PT que se perdeu em Silas Malafaia.

    Vai se eleger, sim, claro que sim. Não há proposta para que não se reeleja. Mas, como disse acima, teremos os piores 4 anos de desvios que já vimos neste tempo todo.

    Mui infelizmente.

  234. Pax said

    Caro Elias, em #231…

    como dizem nas brincadeiras infantis… tá ficando quente.

    =)

    Ou seja, já deu o que tinha que dar. Esses 4 anos que virão, serão uma tristeza. A não ser que a turma acorde e resolva mudar os rumos “Jim Joniísticos” determinados.

    Não, Jim Jones não é um só. É uma chapa inteira.

  235. Pax said

    O novo pensamento petista, de Kátia Abreu, Gleisi Hoffmann a Dilma Rousseff.

    Tudo por mais 4 anos… triste. Chesterton vai ter orgasmos múltiplos, depois de anos. =)

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/146523-lider-dos-ruralistas-critica-novas-regras-para-demarcacoes.shtml

  236. Pax said

    Mas não é uma pérola?

    da dita cuja linkada acima:

    “É uma ditadura antropológica pior que a ditadura militar e que tem que ter fim. Os índios antes só estavam nas florestas, mas agora estão descendo para áreas onde tem inteligência, pessoas que estão lá há décadas e que sabem se defender.”

    Esta Gleisi Hoffmann, junto com o maridão, são a nata deste novo PT.

    E Dilma adora…

    triste, muito triste.

  237. Otto said

    EIS O DESAFIO QUE NENHUM COXINHA TOPA!

    “Deixo de votar no PT no dia que vocês me apresentarem dados estatísticos de outro governo nos últimos 40 anos que tenha realizado mais que o PT em 12 anos”. Se não puderem apresentar dados, enfiem seus argumentos sabem onde!

  238. Chesterton said

    Paulo Maldos é a escória da escória do PT. É a mão oculta de Gilberto Carvalho a agitar os movimentos sociais, causando conflitos por onde passa. Foi assim no Pinheirinho. Foi assim em todos os momentos em que este governo porco defendeu o MST. Está sendo assim nas violentas expulsões de produtores rurais para que cedam terras legitimamente ocupadas a indígenas, mediante laudos fraudulentos, construídos em conjunto com os padres do CIMI, os antropólogos da FUNAI e seus financiadores, as ONGs internacionais.

    Na última sexta-feira, Maldos foi além dos limites, com a seguinte declaração na Voz do Brasil, que na verdade é a Voz da Dilma Rousseff, pois é a palavra oficial do Governo Federal. Vejam o que o covarde disse sobre a “desintrusão” da terra Awá-Guajá, onde 400 índios receberão 116.000 hectares, o equivalente a 500 campos de futebol por habitante:

    A maioria dos ocupantes que se encontram ali vivem da extração da madeira, plantação de maconha e outros ilícitos, como já foi identificado há pouco tempo trabalho escravo na região. Então, a gente tem uma crise humanitária, digamos, em que você, por um lado, povos indígenas sem contato algum com a nossa sociedade, ou um contato muito recente, e, por outro lado, representantes, digamos, da nossa sociedade, que são o que temos de mais criminoso. Então, uma situação que o estado tem que se fazer presente, dando suporte a uma decisão judicial, e vamos procurar discriminar aí também, né?

    É mentira. E a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil publicou nota oficial, com o seguinte teor, anunciando que processará Paulo Maldos:

    A declaração do secretário de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, de que os agricultores pobres, enxotados de suas terras no Maranhão pela Funai, são “plantadores de maconha”, configura violência ainda maior que a do despejo que lhes foi imposto.

    Além de despojá-los do seu meio de sobrevivência, atacou-lhes a honra e a integridade. Não é verdade o que afirmou à “Voz do Brasil”.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público repudiar as declarações levianas, irresponsáveis e ideológicas de um servidor público mal intencionado, contra as quais buscará as medidas judiciais cabíveis.

    Esse despejo repete a violência praticada na antiga Fazenda Suiá-Missu, onde, além de destruir moradias e escolas, os ativistas da Funai, sem meios de justificar aquele gesto hediondo, acusaram os trabalhadores de “gente ligada ao crime organizado”.

    A tática é repugnante: trocam a justificativa pela ofensa, não provam o que dizem e infligem perdas irreparáveis a centenas de famílias de trabalhadores. Um crime de lesa-Pátria.

    Brasília, 5 de janeiro de 2014.

    Senadora Kátia Abreu
    Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

  239. Chesterton said

    Todo mundo dizendo que não, mas acho que vai dar merda ensta copa.

  240. Pax said

    =)

    Jogou-se às cordas, caro Otto?

    Vamos que vamos, agora é Kátia na cabeça!

  241. Zbigniew said

    Pax, antes de tudo um feliz ano novo, com muita saúde e paz, a todos que aqui se expressam.

    Bem, vamos à liça:
    citar as alianças do PT enfraquece a tua crítica.

    Digo isso porque todos os partidos (vejam a voracidade com que o Dudu tem se atirado na busca por apoio ao seu projeto de poder) terão que fazer alianças com gregos e troianos para poderem governar. Isso não muda. Está na base da nossa cultura política. O problema é manter a identidade.

    Aliás, no Congresso (e, multiplicando-se pelas diversas assembléias legislativas estaduais e câmaras municipais, guardadas as devidas proporções), o que vale é o poder dos lobbies (bancada da bola, da bala, ruralista, financista e por aí vai) e o projeto particular de cada parlamentar e (principalmente) das legendas.

    Ocorre que, antes do PT não sobrava nada para o populacho. Depois, sobrou. E tornou-se um ativo de Estado. Resultado? Milhões ascenderam socialmente. Uma revolução sem precedentes e que vinha sendo adiada desde há muito (é só lembrarmos dos governos Getúlio, Kubitschek e Jango).

    Agora, quem vem buscar o poder? Dos que aí estão, quem traz algo de novo, algo que possa ser considerado como “mudança efetiva”, “novo jeito de fazer política”? Dudu? Aécio? Marina? Randolfe? Dilma?

    Eu te respondo: NINGUÉM!!

    E sabes porque, Pax? Porque NINGUÉM quer fazer o novo. Não com políticos dessa geração. Porque todos são adaptados a isso. Esse processo de mudança no país será lento, atuando sobre brechas abertas pela educação e melhoria de vida do povo.

    De modo que, faço minhas as palavras do Elias. Entre mortos e feridos não há, hoje, no Brasil, no sistema político brasileiro, partido “menos pior” do que o PT.

    Respeito a tua “cruzada”, a tua “guerra santa” contra o partido. Tens todo o direito de elegê-lo como ícone das frustrações nacionais referentes ao combate à corrupção, mas, me perdoe, fica muito confortável e simplista esse posicionamento. Aliás, criminalizar o PT e a política é o meio mais eficiente para que a hipocrisia reine sobre as atitudes efetivas e é isso que parte de nossas elites é mestre em fazer.

    Exemplo máximo? Acreditas que a Teoria do Domínio do Fato será absorvida pelo nosso sistema jurídico-político? Muito dificilmente. É aí que entra a hipocrisia revestida da regularidade judicial, inclusive no que se refere à fundamentação das decisões na AP 470. E aqui não critico a decisão política, mas a política da decisão que foi utilizada unicamente para alcançar próceres de um partido. A forma como o Relator agiu contra os condenados e em especial contra o José Genoíno dá uma exata dimensão do que está direcionando o jogo do poder.

    Acho que o certo é exigirmos de TODA A CLASSE POLÍTICA BRASILEIRA mudanças efetivas no trato com a coisa pública, e das empresas privadas uma nova postura nas relações com o poder público.

    No ensejo é de perquerir: a quantas anda o projeto de reforma política que acaba com o financiamento privada das campanhas políticas? O que dizem os candidatos e os diversos partidos políticos (PT, PSDB, PMDB, DEM, PPS, PDT, etc.).? E a população que quer sair às ruas em junho-julho? É só contra a copa, a ausência do “padrão fifa” dos nossos serviços públicos? Por que não saem logo para exigir um “padrão fifa” dos nossos políticos?

  242. Olá!

    “Ora, a mesmíssima coisa [a alternância de poder] que aconteceu no Chile. Abriram o mercado, os liberais. Quando os socialistas assumiram, no governo Bachelet, não mexeu no imposto único e no liberalismo econômico.”

    Muito bons os seus comentários #146 e #151, Pax.

    De fato, a esquerda chilena, que assumiu o poder após a saída do Pinochet, não mexeu nas bases estruturais das reformas econômicas feitas pelos economistas liberais de lá. Muito pelo contrário, o Chile ficou durante 20 anos sob governo da esquerda e os esquerdistas chilenos aprimoraram e aprofundaram as reformas deixadas pelo Pinochet.

    Um exemplo disso foi a estrutura institucional deixada pela esquerdista Michelle Bachelet sobre a qual o direitista Sebastián Piñera pôde construir uma nova etapa do liberalismo e empreendedorismo chilenos: A abertura de uma empresa em um único dia e de graça! (Mais informações aqui e aqui).

    Isso apenas mostra que existe um gigantesco abismo ideológico entre a esquerda chilena e o restante da esquerda latino-americana. Ver esquerdista brasileiro e, ainda por cima, do pior tipo de esquerda dar pulinhos de alegria pela eleição da Bachelet no Chile é de fazer rir, pois essa gente espera que ela aplique por lá o besteirol ideológico do esquerdismo dinossáurico.

    Aliás, se a Bachellet viesse ao Brasil disputar uma eleição presidencial, de bate-pronto, as medidas econômicas que ela implantou no seu primeiro mandato seriam rotuladas de “neoliberais” pela esquerda paleo-burra deste Brasil varonil. No entanto, tivesse ela alguns cargos comissionados para distribuir, haveria esquerdista fazendo fila para apoiá-la.

    Ah. . . Nada como um dia após o outro! Há um tempo atrás, afirmei, aqui no site do Pax, que, em países como o Chile, a pessoa levava coisa de semanas ou mesmo 15 dias para abrir uma empresa por lá. A esquerda dinossáurica fez vários ataques ad hominem, buscando desqualificar não o meu argumento, mas a minha pessoa através do uso de ataques chulos e rasteiros. Mas, agora, vem essa agradável notícia de que, para se iniciar uma empresa no Chile, leva-se apenas 1 dia. Apenas para comparação, no Brasil, um cidadão leva 150 dias para abrir uma empresa.

    Já adianto logo que não tenho o menor interesse de abrir uma empresa aqui no Brasil. Não sou masoquista para ficar 5 meses em um calvário sem fim. Portanto, as meninas mais nervosinhas da esquerda podem nos poupar da sua histeria e do seu histrionismo. Além do mais, não tenho cargos comissionados para distribuir.

    Essa notícia sobre o Chile deve ser lida da seguinte maneira:

    Qual país tem maiores chances de se desenvolver: Um que dá ao cidadão uma estrutura institucional que lhe permite abrir uma empresa em apenas um dia ou um que, para a mesma finalidade, oferece uma burocracia invencível que só é parcialmente superada após 5 meses?

    E, como o assunto do site do Pax é a corrupção, eis aqui uma questão de interesse:

    Em qual país é mais fácil para a corrupção se alastrar e tomar conta das instituições: Um que oferece poucos obstáculos burocráticos ou um no qual prevalece a criação de dificuldades para a posterior venda de facilidades?

    As respostas são óbvias.

    Até!

    Marcelo

  243. Olá!

    “Ora, a mesmíssima coisa [a alternância de poder] que aconteceu no Chile. Abriram o mercado, os liberais. Quando os socialistas assumiram, no governo Bachelet, não mexeu no imposto único e no liberalismo econômico.”

    Muito bons os seus comentários #146 e #151, Pax.

    De fato, a esquerda chilena, que assumiu o poder após a saída do Pinochet, não mexeu nas bases estruturais das reformas econômicas feitas pelos economistas liberais de lá. Muito pelo contrário, o Chile ficou durante 20 anos sob governo da esquerda e os esquerdistas chilenos aprimoraram e aprofundaram as reformas deixadas pelo Pinochet.

    Um exemplo disso foi a estrutura institucional deixada pela esquerdista Michelle Bachelet sobre a qual o direitista Sebastián Piñera pôde construir uma nova etapa do liberalismo e empreendedorismo chilenos: A abertura de uma empresa em um único dia e de graça! (Mais informações aqui e aqui).

    Isso apenas mostra que existe um gigantesco abismo ideológico entre a esquerda chilena e o restante da esquerda latino-americana. Ver esquerdista brasileiro e, ainda por cima, do pior tipo de esquerda dar pulinhos de alegria pela eleição da Bachelet no Chile é de fazer rir, pois essa gente espera que ela aplique por lá o besteirol ideológico do esquerdismo dinossáurico.

    Aliás, se a Bachellet viesse ao Brasil disputar uma eleição presidencial, de bate-pronto, as medidas econômicas que ela implantou no seu primeiro mandato seriam rotuladas de “neoliberais” pela esquerda paleo-burra deste Brasil varonil. No entanto, tivesse ela alguns cargos comissionados para distribuir, haveria esquerdista fazendo fila para apoiá-la.

    Ah. . . Nada como um dia após o outro! Há um tempo atrás, afirmei, aqui no site do Pax, que, em países como o Chile, a pessoa levava coisa de semanas ou mesmo 15 dias para abrir uma empresa por lá. A esquerda dinossáurica fez vários ataques ad hominem, buscando desqualificar não o meu argumento, mas a minha pessoa através do uso de ataques chulos e rasteiros. Mas, agora, vem essa agradável notícia de que, para se iniciar uma empresa no Chile, leva-se apenas 1 dia. Apenas para comparação, no Brasil, um cidadão leva 150 dias para abrir uma empresa.

    Já adianto logo que não tenho o menor interesse de abrir uma empresa aqui no Brasil. Não sou masoquista para ficar 5 meses em um calvário sem fim. Portanto, as meninas mais nervosinhas da esquerda podem nos poupar da sua histeria e do seu histrionismo. Além do mais, não tenho cargos comissionados para distribuir.

    Essa notícia sobre o Chile deve ser lida da seguinte maneira:

    Qual país tem maiores chances de se desenvolver: Um que dá ao cidadão uma estrutura institucional que lhe permite abrir uma empresa em apenas um dia ou um que, para a mesma finalidade, oferece uma burocracia invencível que só é parcialmente superada após 5 meses?

    E, como o assunto do site do Pax é a corrupção, eis aqui uma questão de interesse:

    Em qual país é mais fácil para a corrupção se alastrar e tomar conta das instituições: Um que oferece poucos obstáculos burocráticos ou um no qual prevalece a criação de dificuldades para a posterior venda de facilidades?

    As respostas são óbvias.

    Até!

    Marcelo

  244. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Um bom ano cavalar para você também !!!

    Citar alianças enfraquece minha crítica?

    E eu lá tenho que aceitar Kátia Abreu, Silas Malafaia, Valdemar Costa Neto e gente desta categoria. Desculpe-me, mas a opção de alianças por alianças, agredindo os pensamentos basilares do partido, não é minha.

    Cá vou reclamar e muito, caro Zbigniew.

    “todos os partidos….”, ora, isso é que enfraquece qualquer argumento, algo como “mas tem ladrão em todo canto, porque mesmo não posso roubar também?”

    Sobre sobrar ou não sobrar nada à turma dos andares debaixo, já discutimos isso aqui. Ok, podemos considerar tudo que foi feito, podemos elogiar a baixíssima taxa de desemprego, o povo aos shoppings (quer dizer, se for mulato e de periferia, em SP, não pode), nos aeroportos, comprando carro etc. Claro que isso é maravilhoso.

    E aí? Só porque fez coisas boas agora pode casar com Kátia Abreu e Silas Malafaia? Ah, pera aí, alto lá. Projeto de poder para implementar um programa é tudo que precisamos. Projeto de poder só para ter mais poder até que o podre seja tão fétido que não sobrevive mais (tipo um PMDB que hoje nada representa, ninguém sabe qual é seu programa, o que tem a dizer, mas é um partido enorme, o PTP, partido das tetas públicas.

    O PT está neste processo. Já reclamamos e o que aconteceu? Ao invés de se repensar, pisou no acelerador.

    Quem traz algo de novo? Ninguém além da esquerda mais radical que não terá 1% de votos em 2014. Não há representação liberal/conservadora, não há mais representação social-democrata, só há direita e mais direita ainda.

    PT é o menos pior? Essa é uma boa discussão. Não sei se tenho muitos argumentos para contrapor. Só que pregar voto neste PT de hoje me causa nojo de mim mesmo. Triste né?

    Guerra Santa, Cruzada? Bem, aceito e visto a carapuça. Já disse e repito: Corrupção é o maior dos males da política nacional e um dos maiores males do próprio país. Só não perde para a falta de Educação.

    Domínio do Fato, livre interpretação do Juiz baseado em provas e conjunto de indícios etc. Já cansei, confesso, de fazer meu ponto. Mas em respeito a ti, caro Zbigniew, vou repetir:

    Se estivesse naquele plenário do STF, com toda a peça de acusação e os juízos proferidos, não teria como não atribuir o julgamento de culpado para todos os réus que foram condenados. Não teria coragem de olhar no espelho se fizesse diferente.

    Por fim (acho que respondi item por item do teu comentário de volta – fazes falta!), Reforma Política. Pois sim. E? O que fez o PT neste 12 anos de governo sobre o assunto? Se queremos discutir as intenções do partido, comecemos por aí. Ou, será que… não gostou, adorou e, talvez, tenha aprofundado o chiqueiro geral?

    Bem-vindo, bom ano.

  245. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Ao afirmar que o governo socialista do Chile não alterou o rumo de abertura liberal da economia local não quer dizer que é o modelo que entendo como meu “sonho” de consumo político.

    Acho que não preciso reafirmar que sou social-democrata já faz algumas décadas e não há o que tenha me convencido de qualquer enfraquecimento neste pensamento.

    Acredito, gostaria de saber, que um empreendedor, num país social-democrata nórdico, também tenha facilidades para montar e tocar seus negócios. Desde que pague ao Estado, que deve regular oportunidades e distribuir bem-estar social.

    Conheço um pouco o Chile, já estive lá algumas vezes. Educação está bem ruim (mesmo assim ainda melhor que no Brasil), há muitas desigualdades (favelões assustadores em Santiago e outras cidades) etc.

    Mas abre-se negócios com muita facilidade, sim. E o modelo tributário é de uma simplicidade de fazer inveja.

    Não para as “minerias” principal fonte de renda – principalmente cobre. Essas pagam imposto como gente grande, quer dizer, como países sociais-democratas/

  246. Johnd24 said

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