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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eduardo Azeredo renunciou

Posted by Pax em 19/02/2014

Eduardo Azeredo renunciou ao mandato de Deputado Federal. O mensalão tucano faz estragos na campanha de Aécio Neves à presidência. Azeredo ocupou o cargo que Aécio hoje ocupa, de presidente do PSDB.

Eduardo Azeredo renuncia a mandato de deputado federal

Carolina Gonçalves* – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

Em clima de surpresa para quase todos os parlamentares, o deputado Eduardo Azeredo renunciou hoje (19) ao mandato na Câmara dos Deputados. A carta, entregue pelo filho de Azeredo, Renato Azeredo, no início da tarde, foi lida em plenário minutos depois, oficializando o afastamento do político, réu na Ação Penal 536, o processo do mensalão mineiro.

No processo em análise do Supremo Tribunal Federal (STF) , Azeredo foi apontado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como o “maestro” no suposto esquema. Janot afirma que o tucano desviava recursos públicos em benefício próprio para financiar sua campanha política. E pede que o ex-deputado seja condenado a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Eduardo Azeredo não veio para Brasília. Na carta, ele afirma que as pessoas que assumem a atividade política estão vulneráveis a situações ditadas por ataques, pressões e interesses de adversários.

“Uma tragédia desabou sobre mim e minha família, arrasando o meu nome e a minha reputação”, destacou. Segundo ele, as acusações feitas a ele foram baseadas em testemunhos e documentos falsos.

Eduardo Azeredo disse, no documento, que a contratação da agência de Marcos Valério, foi uma “infeliz coincidência” que o colocou em situação de suspeita e garantiu que não é culpado de nenhum ato de peculato. “Não fiz empréstimo fictício para minha campanha de reeleição ao governo de Minas em 1998”, completa.

O presidente nacional do PSDB e senador, Aécio Neves (MG), que, ainda pela manhã dizia que apenas tinha “ouvido falar sobre a renúncia”, tentou afastar qualquer rumor de que a decisão tivesse sofrido qualquer pressão do partido que disputa o processo eleitoral deste ano. “Que eu saiba não foi nenhuma [pressão do PSDB]. Foi uma decisão de foro íntimo que tem de ser respeitada”.

Aécio Neves ainda acrescentou que Azeredo “é conhecido e reconhecido em Minas Gerais como homem de bem” e que sua decisão não provocará qualquer influência nas campanhas do partido.

Por duas vezes, ao longo das últimas semanas, Eduardo Azeredo ameaçou se manifestar no plenário sobre as acusações feitas no processo, mas cancelou os dois pronunciamentos. O presidente do partido em Minas Gerais, deputado Marcus Pestana (MG), daria hoje (19) uma declaração sobre a situação do ex colega e leria parte do pronunciamento de Azeredo.

Com a leitura da carta de renúncia, que ainda será publicada no Diário Oficial do Congresso Nacional, a vaga de Azeredo deverá ser ocupada pelo deputado João Bittar (DEM-MG), que hoje é suplente em exercício e será efetivado, segundo informou a Secretaria-Geral da Mesa Diretora. A vaga de Bittar passa a ser ocupada pelo deputado Ruy Muniz (DEM-MG) ou por Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido por ter um castelo de R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais registrado em nome dos filhos.

*Colaborou Pedro Peduzzi

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91 Respostas to “Eduardo Azeredo renunciou”

  1. Patriarca da Paciência said

    Além de boi piranha, bode expiatório, o Azarado agora virou também deputado fujão!

    E os santinhos do pau oco dizendo que “se ele errou, tem que pagar ! ”

    Esse é o PSDB, sempre tirando o cu da reta, “sempre abandonando companheiros sangrando à beira da estrada !”

    Só que o Barroso já anunciou que o STF não deve aceitar manobras para burlar leis!

    No fim a emenda vai sair bem pior que o soneto!

    E o PSDB ainda tem coragem de falar que o PT ” está em estado terminal ”

    O PT cresce a cada ano e tem uma militância cheia de garra ! Já o PSDB… só mingua… míngua… míngua… tem o mesmo destino do DEM.

    Quem pode se sentir confortável num partido que abandona companheiros sangrando à beira da estrada ?

  2. Patriarca da Paciência said

    Fora do tema:

    ‘Governo descredencia 89 do programa Mais Médicos.
    De acordo com o Ministério da Saúde, 30 profissionais comunicaram a desistência depois de serem notificados na semana passada; restante não se manifestou e também foi desligado; do total, 80 são brasileiros, cinco estrangeiros inscritos individualmente e quatro cubanos contratados por meio do acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde ”
    (BLOG 247)

    80 brasileiros
    5 estrangeiros não cubanos
    4 cubanos!

    Como se pode observar por simples estatística, o problema não é salário, tampouco a tal “escravidão”.

    4 cubanos num universo de mais de 5.000 !

    E aquela sebosa está incluída aí nos 4! Ou seja, apenas três realmente desistiram, a sebosa já veio para cá com intenção de fugir para Miami!

    É algo bem prá lá de satisfatório! É uma verdadeira façanha!

    E isso com todo o assédio da direitona para que os médicos cubanos desertem!

    Garanto que se tivessem vindo 5.000 norte-americanos para cá, uma quantidade bem maior desertaria !

    O programa Mais Médico é um tremendo sucesso e, dentro em breve, servirá de exemplo para todos os povos, assim como o bolsa família!

    A oposição brasileira é mesmo um tremendo fracasso!

  3. Patriarca da Paciência said

    “Sendo o processo de Azeredo remetido para a primeira instância da Justiça Federal de Minas, é evidente que ele não tem a garantia da absolvição. Mas me parece que, ao menos, aumentam as chances de ser efetivamente julgado antes de ser condenado.”
    (reinaldo rola-bosta)

    É isso aí, caro reinaldo rola-bosta, como diz o povo, “pimenta no rabo dos outros, no nosso é refresco”.

    E isso porque o PSDB entregou apenas um boi piranha!

    Conseguiu protelar o processo até que a cúpula do PSDB fosse absolvida por idade! FHC já com 80, Mário Covas, falecido, Serra na bica para completar os 70 anos!

    Mesmo assim o reinaldo rola-bosta está com a maior peninha do Azarado!

    Genoino, não, Genoino é um fingido! Diz o rola-bosta!

    Mas eu ainda vou ver o reinaldo rola-bosta levar algumas pimentas no rabo!

    Como diz a própria lei da física, “a cada ação, corresponde uma reação, em sentido inverso e com a mesma intensidade”.

    É isso aí, reinaldo rola-bosta, um verdadeiro balaio de pimenta está reservado para teu rabo!

  4. Patriarca da Paciência said

    Por Paulo Moreira Leite

    Com a renúncia ao mandato de deputado federal, prevista para ser anunciada oficialmente a qualquer momento, Eduardo Azeredo vai escapar do julgamento no STF e garante transferência automática para a primeira instância.

    É o fim da farsa de que a Justiça iria dar tratamento igual para denúncias iguais.

    Eduardo Azeredo passa a ter direito, agora, a um duplo grau de jurisdição, em Belo Horizonte. Mas, na capital mineira, o processo sequer terminou a fase inicial.

    As testemunhas não foram ouvidas, a defesa não apresentou suas alegações nem o Ministério Público apresentou a denúncia.

    E quando tudo isso for feito, quem for condenado terá direito a segunda instância. Quando isso vai acontecer? Ninguém sabe.

    Mas todo mundo sabe, por exemplo, que o mensalão PSDB-MG chegou ao STF dois anos antes do que a denúncia contra os petistas.

    A renúncia de Azeredo destrói uma ilusão. Impede que se salvem as aparências. É o absurdo jurídico na forma de fratura exposta.

    Mas há responsabilidades por isso. Não é “o sistema.”

    Em agosto de 2012 o STF negou, por 9 votos a 2, que os réus da AP 470 tivessem direito ao desmembramento. Meses antes, os ministros asseguraram o desmembramento aos réus do mensalão PSDB-MG.

    A desigualdade nos direitos dos réus foi definida ali e era só uma questão de tempo que mostrasse sua utilidade.

    Dois pesos, dois mensalões, escreveu Janio de Freitas, na época. No mesmo dia, há dois anos, alertei que esse tratamento desigual teria um efeito duradouro sobre o julgamento.

    Claro que teve. Garantiu a impunidade de alguns e a pena máxima, agravada artificialmente, de outros.

    Quem dizia que o STF estava punindo “poderosos “, que isso “nunca fora feito antes” pode cancelar o baile e pedir o dinheiro dos ingressos de volta.

    Essa visão foi coberta de ridículo pela decisão de Azeredo. O deputado federal não está errado. Fez aquilo que os juízes disseram que poderia fazer. Quem vai condenar?

    A outra face da AP 470 foi escrita agora, com todas as letras.

    Ao verificar que não era possível livrar-se de uma denúncia e que corria o risco de ser condenado a 22 anos, Azeredo caiu fora.

    Estava autorizado a fazer isso pela decisão do STF.

    Se este critério tivesse sido aplicado na AP 470, José Dirceu, Delúbio Soares, Henrique Pizzolato e outros 30 réus sequer teriam passado pelo STF. Estariam na primeira instância. E, se resolvessem seguir o exemplo de Azeredo, Genoíno, João Paulo Cunha e outros parlamentares só precisavam renunciar para ter acesso aos mesmos direitos.

    A História da AP 470 teria sido outra.

    Com a renúncia, Eduardo Azeredo dá adeus a Joaquim Barbosa, a Gilmar Mendes e outros leões do “maior julgamento da história.”

    Para os ministros, vai ser um alívio, tenho certeza.

    Uma coisa foi aplicar a Teoria do Domínio do Fato contra Dirceu, Genoíno e Delúbio, sob aplauso dos meios de comunicação. Ali era possível falar em “flexibilidade “ das provas, em condenar réus enquanto se mantinha, em caráter sigiloso, documentos e testemunhas que poderiam ser úteis em sua defesa.

    Outra coisa seria encontrar atalhos equivalentes para condenar Eduardo Azeredo com o mesmo rigor.

    Não que não houvesse provas para isso. Havia, e até mais robustas que as provas da AP 470. Se você acredita que era um caso regional, mineiro, saiba que é um conto do vigário. Quando a vida de Marcos Valério e outros publicitários do esquema ficou difícil, em Minas Gerais, por causa da oposição do governador Itamar Franco, suas agências se mudaram para Brasília. Ganharam contratos no Banco do Brasil, no Ministério dos Esportes. Mobilizaram verbas milionárias do Visanet. Tudo como se faria depois, no governo Lula. Mas agora, era o governo Fernando Henrique.

    Os diretores do Banco do Brasil eram os mesmos. Até o responsável pelos pagamentos a Visanet, nomeado pelo PSDB, permaneceu no posto quando o governo mudou. Como Azeredo, ele também escapou, deixando toda a culpa para Henrique Pizzolato. Não foi sequer indiciado.

    Mas imagine um réu do PSDB sendo acusado de corrupção, em 2014, quando o julgamento poderia tornar-se uma pedra no discurso ético de Aécio Neves?

    Quem iria chamar tucano de mensaleiro, estimulando atitudes agressivas, de tipo fascista, contra Azeredo?

    Nada disso, meus amigos.

    A farsa acabou.

    De minha parte, acho até que durou muito.

  5. c3c2 said

    “Nota do PT acerca da Venezuela –

    O Partido dos Trabalhadores (PT), diante dos graves fatos que vêm ocorrendo na República Bolivariana da Venezuela, torna público o que segue:
    1. Condenamos os fatos e ações com vistas a desestabilizar a ordem democrática na Venezuela; rechaçamos ainda as ações criminosas de grupos violentos como instrumentos de luta política, bem como as ações midiáticas que ameaçam a democracia, suas instituições e a vontade popular expressa através do voto. Lembramos que esta não é a primeira vez que a oposição se manifesta desta forma, o que torna ainda mais graves esses fatos.
    2. Nos somamos à rede de solidariedade mundial para informar e mobilizar os povos do mundo em defesa da institucionalidade democrática na Venezuela, fortalecer a unidade e a integração de nossos povos.
    3. Nos solidarizamos aos familiares das vítimas fatais fruto dos graves distúrbios provocados, certos de que o Governo Venezuelano está empenhado na manutenção da paz e das plenas garantias a todos e todas cidadãos e cidadãs venezuelanas.

    São Paulo, 18 de fevereiro de 2014.

    Rui Falcão – Presidente Nacional do PT. Mônica Valente – Secretária de Relações Internacionais do PT”

  6. Chesterton said

    OS ESQUIZOFRÊNICOS – Enquanto Dilma dizia em Alagoas que pode chamar as Forças Armadas para manter a lei e a ordem, Gilberto Carvalho, em Brasília, incentivava a baderna e a luta contra… a lei e a ordem!

    Sempre que, no Brasil, governantes anunciam que pretendem cumprir a lei, sinto-me algo pacificado. Quando, então, eles o fazem, chego quase a ficar contente. Só não sou tomado de alegria genuína porque não há como não achar estúpido que o cumprimento da lei no pais seja notícia. Entenderam a ironia da coisa?

    Em entrevista a rádios de Alagoas, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta, que, se preciso, poderá recorrer às Forças Armadas para conter eventuais distúrbios. Afirmou: “A Polícia Federal, a Força Nacional, a Polícia Rodoviária, enfim, todos os órgãos do governo federal estão prontos e orientados para agir dentro de suas competências. Se e quando for necessário, nós mobilizaremos também as Forças Armadas”.

    A afirmação está gerando certo barulho, como se houvesse nisso algo de excepcional. Ora, ora, ora… Absurdo, isto sim, é o clima de insurreição e revoltada que certos cretinos pretendem emprestar a movimentos de reivindicação. Uma presidente da República afirmar que vai apelar a um dispositivo constitucional não deveria surpreender ninguém. Só está anunciando que, se necessário, fará cumprir o Artigo 142 da Constituição, a saber:
    “Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

    O que vai acima é claro, inequívoco, não permite ambiguidades: as Forças Armadas podem atuar também na segurança interna, na garantia da “lei e da ordem”. Assim, se as respectivas Polícias Militares dos estados se mostrarem incapazes de garantir a segurança, a Constituição da República Federativa do Brasil diz o que fazer. Bem, eu prefiro uma presidente que cumpra a Carta Magana a uma que não cumpra, não é? Eu prefiro uma presidente que siga as leis a uma que as ignore. Esta que falou em Alagoas cumpre o que dela se espera. Aquela que recebeu o MST no dia seguinte à pancadaria fez o que não devia e incentivou a violência.

    É claro que essa conversa de Forças Armadas busca criar alguma intimidação e envia um recado aos extremistas: se passarem da medida, a mão pode pesar — segundo, reitero, o que determina a Constituição.

    Nada disso precisaria estar sendo dito, e o anúncio de que a Constituição será cumprida seria uma desnecessidade se o governo Dilma não tivesse sido entre palerma e irresponsável diante das chamadas manifestações. Foi palerma porque tardou — e ainda é confuso a respeito — a deixar claro que a desordem não seria tolerada — e ela está sendo, como sabem. E foi irresponsável porque, por intermédio de alguns ministros, não resistiu à tentação de incentivar a bagunça. E como não falar de Gilberto Carvalho?

    Discurso irresponsável
    Carvalho participou nesta quarta de um evento no Ministério da Justiça sobre mediação de conflitos fundiários e urbanos. E, segundo informa a Folha, saiu-se com esta conversa:

    fala de Carvalho desordem

    Carvalho está apelando à velha arenga marxista sobre a falta de neutralidade do Estado, que estaria, então, a serviço de uma classe e dos interesses estabelecidos. Ora, isso e música para os ouvidos da turma do pega-pra-capar. Mais: notem o tom da fala. Um ministro de estado lamenta que o governo seja obrigado a cumprir a lei — e, como se sabe, cumpre mal e porcamente.

    É compreensível que as áreas do país afeitas à pasta de Carvalho passem a impressão de que o país está à beira da insurreição — vejam, por exemplo, os confrontos entre produtores rurais e índios.

    Este senhor, não faz tempo, tentou fazer dos rolezinhos uma espécie de ensaio de guerra racial no país. É por isso que afirmei em coluna recente que Carvalho é aquele que especulada com a guerra de todos contra todos.

    Então ficamos assim: enquanto, em Alagoas, Dilma dizia que pode, se necessário, chamar as Forças Armadas, em Brasília, Carvalho incentivava a baderna, demonizado o estado, a lei e a ordem.

    Mas Dilma deve achar bom e correto. Ou não o manteria no ministério, certo?

    Por Reinaldo Azevedo

  7. Patriarca da Paciência said

    “Eduardo Azeredo passa a ter direito, agora, a um duplo grau de jurisdição, em Belo Horizonte. Mas, na capital mineira, o processo sequer terminou a fase inicial.

    As testemunhas não foram ouvidas, a defesa não apresentou suas alegações nem o Ministério Público apresentou a denúncia.

    E quando tudo isso for feito, quem for condenado terá direito a segunda instância. Quando isso vai acontecer? Ninguém sabe.

    Mas todo mundo sabe, por exemplo, que o mensalão PSDB-MG chegou ao STF dois anos antes do que a denúncia contra os petistas.

    A renúncia de Azeredo destrói uma ilusão. Impede que se salvem as aparências. É o absurdo jurídico na forma de fratura exposta. ”

    Imagine-se! O “suposto mensalão” do PSDB, ou exclusivamente do Azarado, está ainda “começando”, em fase inicial, na Justiça mineira.

    Caso o processo retorne para lá, provavelmente será julgado apenas no próximo século! E o “mensalão do Azarado” é dois anos mais velho que o suposto “mensalão do PT”.

    Por falar nisso, o Bob Jeff também, ao que tudo indica, não será preso enquanto o Barbosão for o chefe supremo do supremo!

  8. Patriarca da Paciência said

    “Embora o ministro [Luís Roberto] Barroso tenha sugerido a possibilidade do envio do processo de Azeredo para a primeira instância, nada é garantido. O colegiado pode perfeitamente entender que se trata de uma manobra. Até porque é difícil ver de outra forma”, diz a colunista Dora Kramer, ao comentar a renúncia de Eduardo Azeredo ”
    (blog 247)

    Mas o PSDB e a direitona não falavam tanto em “privilégio” do PT por ser julgado pelo STF?

    De repente não é mais “privilégio” ser julgado pelo STF?

    Por que será que o reinaldo rola-bosta está tão desesperado?

    A Dora, da turma dele, entende que ‘é difícil ver de outra forma”, senão manobra para fugir do STF!

    Coitado do Azarado, boi piranha, bode expiatório e tentativa de deputado fujão!

  9. Pax said

    vai ficar muito chato se Azeredo conseguir êxito nessa manobra de pular fora do STF e se dirigir para outra instância…

    mas, o fato é: o PSDB tá igualzinho o PT, seus eméritos senadores mais midiáticos afirmando que o ex-presidente do tucanato é um homem limpo etc.

    acontece que os tucanos aprenderam com os petistas que aprenderam com os tucanos

    será que cometerão os mesmos erros que os petistas estão cometendo na AP470?

    acho que não, acho que o tucanato não tem essa “fidelidade” toda.

    quando a jiripoca piar, jogam Azeredo na fogueira pra queimar –> é um achismo meu

    e quando, nesta fogueira, a labareda estiver ardendo os baixios do ex-presidente

    —-

    Em tempo 1:

    merece leitura, Conterdo Calligaris

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/02/20/linchadores-e-bandidos.htm

    Em tempo 2:

    C3c2 parece ser a Michelle, o Carlão, seja lá quem for. E é bem-vindo(a), mas peço que evite o evitável.

    Em tempo 3

    Isso aqui tá parecendo blog da direita, de tanta porcaria que nosso velho e conhecido rabugento Chesterton traz de link e opinião que estão longe das minhas, mas… o espaço é democrático, sim.

    Só não vale falar da mãe dos outros, trollagem e baixarias desnecessárias.

    A todos peço ajuda neste sentido.

  10. Pax said

    Da BandNewsFM uma lembrança para a Justiça:

    http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1448598

    Me parece que merece post, já tem acompanhamento do caso aqui. Só peço um tempo.

  11. Pax said

    Assustador:

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,a-arvore-boa,1131960,0.htm

  12. Zbigniew said

    Essa aqui então é uma pérola:

    “A Revolução de 1964 será sempre uma “árvore boa”!”

    Por sinal, o cara é General do Exército. Interessante.

  13. Chesterton said

    Todo petista é cúmplice desse massacre

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/02/noite-de-terror-na-venezuela-policia.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

  14. Chesterton said

    http://otambosi.blogspot.com.br/2014/02/petismo-faz-do-brasil-o-pior-lugar-do.html

  15. Patriarca da Paciência said

    Acho que o Barbosão, tal como o Michael Jackson, vai acabar descobrindo, da maneira mais dolorosa, que não basta apenas passar branqueador na pele e que o preconceito, como já disse Machiavel, “tem raízes mais profundas que as leis”.

  16. Pax said

    como assim, caro Patriarca? (#15)

  17. Chesterton said

    PQP, Patriarca defecando pela boca…

    http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/venezuela-miss-leva-tiro-na-cabeca-durante-protestos

  18. Pax said

    Me permito reproduzir aqui duas opiniões sobre a Venezuela, por venezuelanos, numa discussão alhures, de gente, digamos, menos histérica… a coisa lá tá bem dividida, sim…

    1 – de uma opositora… El chavismo ha ganado las elecciones, pero Chavez murió y dejó como dirigente a Maduro. Ahora, al madurismo se le fue el país de las manos. Esperar a un proceso de elecciones? Un proceso de elecciones corrupto que no garantiza ningún cambio.. he foda, mientras tanto haces colas todo los días para comprar alimentos básicos? y eso es cuando los hay y eso si el dinero te alcanza…ta foda, esperar con una crisis económica de este tamaño? que afecta la cotidianidad, el día a día de todos los ciudadanos chavistas, opositores y maduristas y de todos los estratos sociales, no creo… Mientras esperas te puedes sentar a leer en el periòdico los casos de muertes diarias que hay por la inseguridad o salir por ahí a enfrentarte con la anarquía que rige las calles… Hay demasiada violencia XXX y no sólo ahora por las protesta…hay demasiada gente armada, demasiada corrupciòn, demasiado dinero regalado y mucho oportunista aprovechando

    2 – de um governista… Un gran saludo XXX, evidentemente hay muchas cosas que no se han venido haciendo bien desde el gobierno en los últimos años (chávez y maduro). La corrupción sigue siendo grande como en los últimos 50 años del país y existe mucha impunidad. Pero también es evidente que las reinvindicaciones sociales han sido muchas y han llegado a los grandes sectores populares, quienes ahora participan de la política activamente. Pienso que por esta razón es que las grandes barriadas populares no se han manifestado en apoyo a las marchas que por ahora son representadas por la clase media y alta en su mayoría y en sectores de clase media. Tiene poco menos de un año Maduro como presidente y nuestra constitución establece la posibilidad de un referendo revocatorio a la mitad del período presidencial. Nicolas Maduro ganó con un margen pequeño realmente, pero ganó, y en elecciones mas recientes de alcadias tambien obtuvo la mayoría el partido que apoya al gobierno, Algunas alcaldías importante fueron ganadas por la oposición por margenes de votos aún mas pequeños en proporción que las elecciones presidenciales y aún así, el partido del gobierno reconoció los resultados. Creo que hay problemas económicos en el país, por diversas razones, pero no hay hambre. Hay mucha inseguridad y pienso que es por los altos niveles de impunidad y corrupción. Pero estas marchas que se van tornando mas violentas y desesperadas, que piden la salida del presidente, están fuera del contexto democratico porque irrespetan la decisión electoral de la mayoría de los votantes, que votaron por maduro, y de muchos opositores que protestan o quieren protestar pacificamente. Ojala se calme todo y no lleguemos a enfrentamientos civiles verdaderamente lamentables.

    troquei o nome do meu amigo XXX acima…

  19. Patriarca da Paciência said

    O Chapeuzinho parisiense do Barbosão, as compras em lojas de grifes, as palestras em universidades inglesas, (dizem que os ingleses cochilaram bastante durante as palestras) etc.etc.etc. ou seja, o ministro Joaquim Barbosa, com essas atitudes, pretende ser uma referência para o povo brasileiro, o qual tem forte influência da cultura africana?

    Chesterton, você é analfabeto funcional. Você não entende sequer o que você mesmo escreve!

  20. Patriarca da Paciência said

    Qual seria o interesse no Chesterton na Venezuela?

    A única coisa certa para o Chesterton é ganhar mais e mais dinheiro, em que que a Venezuela o está prejudicando?

    Grande mistério!

  21. Chesterton said

    O PT não se importa com sangue derramado, você é um ignóbil, Patriarca. Só quer saber de seu salariozinho de burocrata no fim-do-mês.

    http://www.implicante.org/noticias/haddad-coloca-piso-antimendigo-em-viaduto/

    obs: mas que “higienista”…não era assim que os petistas acusavam os outros prefeitos?

  22. Chesterton said

    Ah, e como é Barbosão está “branqueando” a pele, se está cada dia mais lustroso? O MJ sim deu um jeito para branquear….Conte-nos, oh besta quadrada.

  23. Zbigniew said

    Quanto à renúncia do Azeredo, bem… o STF já entendeu que tal manobra não é suficiente para prorrogar a a competência para a primeira instância…nas palavras da ministra Carmem Lúcia, quando do julgamento do Donadon que queria também ser julgado no primeiro grau:

    “(…)
    Ao apresentar a questão de ordem, a ministra Cármen Lúcia disse que se trata de “fraude processual inaceitável”, uma vez que a renúncia teria, em primeiro lugar, o objetivo de fugir à punição pelo crime mais grave de que o ex-parlamentar é acusado (formação de quadrilha – artigo 288 do Código Penal ), que prescreveria em 4 de novembro próximo.
    (…)”

    http://jornalggn.com.br/blog/adriano-s-ribeiro/stanley-burburinho-renuncia-de-deputado-na-vespera-de-julgamento-nao-tira-a-competencia-do-stf-para-julga

    Será que, no caso do Azeredo, teremos a aplicação desse entendimento ou… certas jurisprudências continuarão inaplicáveis aos tucanos?

  24. Zbigniew said

    Da mesma forma, quem garante que a prescrição no primeiro grau não será alcançada?

    Pax, é agora que a onça vai beber água.

    Porque o Azeredo tem muito a dizer sobre a emenda da reeleição, lá pelos idos do governo FHC.

  25. Zbigniew said

    Que pena que a privataria esteja sendo guardada para um “momento oportuno”.

  26. Pax said

    Chesterton e Patriarca: chega, agridam os fatos, não uns aos outros, ou criem um blog de amor entre vocês, por favor.

    Caro Zbigniew,

    Nesta briga tenha certeza que estamos do mesmo lado. Que Azeredo tenha os mesmíssimos critérios que todos da AP 470 tiveram. Que o tucanato seja julgado com a mesma vara que julgaram o petismo.

    Já nesta outra questão, confesso que não sei de vocês, mas acho que estou sozinho:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-02/exercito-atuara-em-conflito-de-indigenas-no-sul-da-bahia

    http://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/governo-envia-exercito-ao-sul-da-bahia-por-causa-de-conflitos-na-terra-indigena-tupinamba-de-olivenca

    Sigamos em boas discussões, por favor.

  27. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Só não sei como o eventual (e necessário) julgamento do mensalão tucano chegaria na emenda da reeleição…

  28. Chesterton said

    Patriarca é só um racistinha

  29. Pax said

    Caros,

    Não sei se leram com atenção o que trouxe no comentário #18.

    O que nos coloca na mesma trilha da Venezuela?

    Um doce para quem acertar.

  30. Pax said

    Isso aqui, me enoja:

    http://noticias.r7.com/brasil/pt-da-comando-da-sigla-no-ma-a-aliado-de-roseana-20022014

  31. Zbigniew said

    Pax,

    acredito que a situação do Brasil diferencia-se pelos seguintes aspectos:

    1. A economia, embora não vá tão bem, não vai, nem de longe, tão mal como na Venezuela.

    Agora há pouco saiu o índice de desemprego (que, logicamente o GAFE (Globo, Abril, Folha, Estadão) lê como sendo um copo meio vazio, mas meio vazio mesmo!). O índice é o menor para a série histórica de janeiro desde 2002, mas maior do que o de dezembro de 2013 (por óbvio). A inflação continua fora do centro da meta, mas não fora dos limites estabelecidos pelo BC. Ou seja, permanece sob controle ainda que com viés de alta, entrecortado por baixas em alguns momentos.

    O governo continua firme na sua política de dividir poderes e afagar os mercados, aumentando o superávit primário e estabelecendo cortes significativos no orçamento. E o fez com veemência em vista do ano eleitoral.

    Por outro lado continua firme também na sua política de transferência de renda e de auxílio aos mais pobres.

    2. Um outro aspecto é que as oligarquias oposicionistas continuam ganhando dinheiro e não tiveram o seu patrimônio ameaçado pelo governo. Se não fosse assim o governo teria cortado publicidade oficial de grande empresas de comunicação e/ou criado outros órgãos para servir de contraponto a tais empresas. Pelo contrário, continuam livres para dizerem o que quiserem e investirem onde quiserem, sem nenhuma competição estatal.

    3. Embora tenha querido jogar o jogo o PT não conseguiu o aparelhamento ideológico que, tanto a nossa oposição, quanto o bolivarianismo conseguiram nos seus respectivos momentos. Aqui no Brasil, para a oposição, a situação sempre fora mais confortável uma vez que, mesmo não havendo alinhamento político dos ministros, o conservadorismo da instituições sempre faziam o serviço sem a necessidade de um “infiltrado”. Ou seja, nossas instituição sempre foram de “oposição” a um governo de esquerda, trabalhista ou popular. Exemplo maior? O julgamento da AP 470, a postura do PGR, o arquivamento da Satiagraha, a soltura do Daniel Dantas, e por aí vai.

    4. Uma coisa também é importante frisar: o reaparelhamento das forças armadas e a valorização do trabalho nesta instituição. Ainda que existam cortes orçamentários a alcançar as armas não se pode deixar de reconhecer que foi no governo do PT que saíram do papel projetos como do PROSUB e, finalmente, a decisão sobre o FX 2. Isto não é pouco.

    Esses pontos são, na minha visão, essenciais para evitar a potencialização de erros e a cooptação da população para a derrubada do governo, que é o que se busca, de forma antidemocrática, na Venezuela.

  32. Chesterton said

    Esse PT é uma maravilha…..e o governo da Venezuela anda matando a tiros, democraticamente, a população.

  33. Otto said

    Pax, na Venezuela é um movimento golpista.

    Que os opositores tenham paciência e vençam pelo voto.

    Os francoatiradores são os mesmo que em 2002 atiraram na multidão e depois se viu que estavam a soldo da oposição.

  34. Otto said

    Venezuela: a tentativa de um golpe de Estado ‘suave’

    Luciano Wexell Severo (*)

    postado em: 19/02/2014

    A profunda crise dos últimos anos do século XX abriu o caminho para novas tentativas de projetos autônomos para a solução dos problemas nacionais na América Latina. Em um cenário de repúdio aos programas do FMI e do Banco Mundial, em dezembro de 1998 os venezuelanos apoiaram a candidatura de Hugo Chávez.

    A eleição presidencial representou nada mais do que o resultado de um processo histórico, que desde a perfuração dos primeiros poços havia beneficiado as companhias petrolíferas e a uma reduzida elite local, em detrimento da imensa maioria da população. Ressurgiu, outra vez na Venezuela, um movimento continental em defesa da independência econômica, da soberania, da autodeterminação e da integração latino-americana.

    Para fazer omelete é preciso quebrar os ovos

    As principais medidas do novo governo, tanto no campo econômico como no social, foram no sentido de corrigir as históricas distorções estruturais e refundar o país. Seguindo por esse caminho haveria, como efetivamente tem havido desde 1999, enfrentamentos frontais e irremediáveis com os setores e os interesses mais privilegiados. Qualquer mudança para melhor passa, obrigatoriamente, pela ruptura do injusto estado de coisas. Por esse motivo, desde a posse, o governo bolivariano tem enfrentado situações políticas e econômicas muito desfavoráveis, geradas pela resistência da aliança entre os interesses internacionais –sobretudo estadunidenses– e a oligarquia nativa.

    Frente aos atuais cenários, recordamos alguns acontecimentos ocorridos há 12 anos. Naquele momento, as ações interventoras do governo provocaram uma dura resposta da oposição, em uma batalha que durou quase dois anos. Entre dezembro de 2001 e fevereiro de 2003, a Venezuela viveu sua mais complexa crise política e económica. Na vanguarda da campanha opositora estavam a alta gerência da PDVSA, a Fedecámaras, a Central de Trabalhadores da Venezuela (CTV) e os demais setores oligárquicos e conservadores comprometidos com os interesses estrangeiros. Na retaguarda, a Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, a máfia de Miami e a instituição Igreja Católica Apostólica Romana.

    Os preparativos para o golpe de Estado foram apoiados pelos grandes meios privados de comunicação, que naquele então agiam ainda mais impunimente do que hoje. No dia 11 de abril, franco-atiradores organizados pela oposição dispararam desde diversos pontos do centro da cidade sobre manifestantes que marchavam tanto em apoio como contra o governo. Os canais privados de televisão, cumprindo sua função em um show orquestrado muito antes, distorceram os fatos e acusaram o governo pelos assassinatos. Antes do desenlace dos lamentáveis acontecimentos, os militares golpistas já haviam gravado e regravado um vídeo no qual condenavam “as mortes” e declaravam a sua “desobediência”. O documentário irlandês “A Revolução não será transmitida” expõe esses acontecimentos de forma bastante clara.

    De volta para o passado
    Em uma cerimônia sombria no Palácio de Miraflores, o autoproclamado presidente Pedro Carmona –que entrou para a história como Pedro, O Breve– demorou poucos minutos para dissolver a Assembleia Nacional eleita pelo povo; anular as Leis de Hidrocarbonetos, de Terras e outras 47 normas jurídicas; anular a Constituição de 1999, uma das únicas do mundo aprovadas mediante Referendo Popular; suspender as exportações de petróleo para Cuba; ordenar a perseguição de ministros, deputados e autoridades de distintos poderes; eliminar o complemento “Bolivariana” do nome oficial da Venezuela; definir que o país sairia da OPEP, entre outras medidas. Este “democrata” recebeu apoio aberto dos atuais “líderes” da oposição venezuelana. Mas, como se sabe, o povo organizado e as Forças Armadas fieis ao processo de transformações garantiram o resgate e o regresso de Chávez ao Palácio.

    No final de 2002, houve uma nova ofensiva golpista. Com o decidido apoio dos grandes meios de comunicação, algumas entidades convocaram paralizações nacionais e se declararam em “desobediência civil”. O movimento, que caminhou para uma “greve geral” foi impulsionado essencialmente pela classe patronal. O objetivo supremo era que Chávez renunciasse.

    Não demorou muito para que a gerência da PDVSA, ideologicamente submetida aos interesses estrangeiros, assumisse o seu papel. Durante o momento mais tenso do conflito –que durou até janeiro de 2003– foram destruídos equipamentos, máquinas, computadores e estruturas físicas de plantas industriais e refinarias; sequestradas embarcações petroleiras e suspendidas as exportações; explodidos oleodutos e derramado petróleo propositalmente. O país petroleiro viveu um momento bizarro, com racionamento de combustíveis. Além disso, os cidadãos formaram quilométricas filas para comprar água, comida, gás ou gasolina.

    O PIB desmoronou 8,9% em 2002. O setor industrial ficou praticamente paralisado: havia caído 13,1% em 2002 e baixou 6,8% em 2003. A atividade manufatureira vinha encolhendo desde os anos de neoliberalismo dos noventa, mas chegou ao fundo do poço em 2002 e 2003. A conspiração planificada desde Washington (ver o livro “O código Chávez”, da venezuelano-americana Eva Golinger) derrubou a produção petrolífera de três milhões de barris diários para menos de 200 mil, freando o aparato produtivo e provocando o fechamento de centenas de empresas.

    Parece mentira, mas à beira do colapso econômico, em janeiro de 2003, o país foi obrigado a importar petróleo. Os produtos básicos desapareceram e os preços saltaram barreiras inimagináveis. A situação de insuficiência extrema demostrou claramente a extrema dependência venezuelana da importação de diversos bens, estimulando o governo a ampliar projetos relacionados com a “soberania alimentar”, inclusive com o apoio da Embrapa. A inflação, que até então havia apresentado tendência decrescente, explodiu outra vez. O cenário para um novo golpe de Estado ia ganhando corpo.

    Os números do Banco Central da Venezuela (BCV) demonstram que durante o primeiro e o segundo trimestres de 2003, o PIB caiu impressionantes 15,8% e 26,7%, respectivamente. No mesmo período, o PIB petroleiro despencou 25,9% e 39,5%. No total, foram sete trimestres consecutivos de retração da economia, quase dois anos de graves consequências geradas pelo golpismo. O PIB per capta, as reservas internacionais e a taxa de investimento como proporção do PIB caíram bruscamente. Ampliou-se o desemprego, a inflação e as taxas de juros. A queda da economia em 2003 foi de 7,7%. Naquele ano, em termos reais, tocou um nível abaixo de 1991. Essa “guerra econômica” foi parte da estratégia para derrubar Chávez.

    Tendo olhos, não vedes?

    Uma das deformações herdadas do período neoliberal é o desprezo pelo processo histórico. A visão de curto prazo, a razão dos modelinhos micro-econômicos e do sistema financeiro: virtual, atemporal, indiferente à realidade, fictícia. Essa poderia ser uma das explicações para que alguns “analistas” se prestem ao vexame de depositar a responsabilidade daquele desastre no governo. Segundo estes mestres da análise da política e da economia, o fechamento de empresas, o crescimento do desemprego, a queda da renta, o aumento da inflação e os resultados negativos da economia entre 1999 e 2003 não seriam resultado das ações golpistas de uma parcela da oposição.

    Frente a isso, é bem oportuno recordar que Chávez ganhou as eleições presidenciais de 1998 porque a Venezuela enfrentava a sua mais catastrófica crise econômica, política, social, institucional e moral, depois de quarenta anos de Pacto de Punto Fijo. O país literalmente agonizava como reflexo da submissão plena da Nação às transnacionais e à oligarquia. O assalto estrangeiro sobre a economia nacional era custodiado internamente pela nata da alta sociedade venezuelana, que gozada a vida afogada em uma permanente festa oligárquico-petroleira. Os clubes de golfe, os imensos casarões e os condomínios de alto padrão de Caracas são testemunhos desta infeliz constatação. Fora da capital, ainda praticamente intocados, estão os paraísos privados do Caribe e as imensas extensões de terras no estilo da fazenda El Miedo, do romance Dona Bárbara.

    Uma análise séria –seja acadêmico ou informativa– pode constatar que, apesar dos eventuais problemas e de todas as dificuldades que surgem ao longo do processo de transição ao socialismo via edificação de um Capitalismo de Estado, o atual governo não é o criador dos complexos problemas estruturais da Venezuela.

    Pelo contrário, o governo tem se esforçado exatamente para corrigir essas distorções geradas durante as últimas décadas. Enfim, essa parece ser a interpretação da maioria dos venezuelanos que votam seguidamente pela continuidade da Revolução Bolivariana.

    Nunca parece demais afirmar que a Venezuela é um país profundamente democrático. Além de realizar eleições transparentes com alta participação popular –em pleitos reconhecidos pelo mundo inteiro, exceto pelo governo dos Estados Unidos–, o país é um dos que mais avança em políticas sociais inclusivas. Muito mais do que realizar eleições, o governo venezuelano combate a pobreza e a desigualdade social, obtendo conquistas impressionantes nos últimos 15 anos. Os dados são públicos e estão divulgados nos sites de diversas instituições, como a CEPAL, e de órgãos da ONU, como a UNICEF e a FAO.

    Piratas voltam à carga

    Depois de perder as eleições para presidente e para governadores em 2012 e para presidente e para prefeitos em 2013, uma parcela da oposição assumiu uma postura desesperada. O centro do faniquito reside especialmente nas figuras de Leopoldo López e Maria Corina Machado (a mesma que em 2005 foi à Casa Branca encontrar-se com George W. Bush). Ambos teriam rompido com uma denominada “agenda democrática” de Henrique Capriles Radonski. É preciso continuar acompanhando esta suposta ruptura dentro do bloco opositor. Parece muito precipitado e simplista considerar que houve uma divisão entre uma oposição democrática e outra golpista. Inclusive porque faz poucos meses o próprio Capriles se negou a reconhecer a vitória eleitoral de Maduro, promovendo manifestações de vandalismo que resultaram no falecimento de mais de 10 pessoas. Apenas para lembrar, o jovem “democrata” também apoiou o golpe de 2002 e participou ativamente do assédio à Embaixada de Cuba em Caracas (registrado em um bom documentário disponível na internet).

    Novamente os golpistas investem na desestabilização política, com atos de vandalismo e quebra-quebra. Mas os seus meios de comunicação, que ainda controlam a maioria das tevês, rádios, jornais e revistas da Venezuela, denunciam uma “repressão feita pelo governo”. As redes sociais estão repletas de supostas fotografias de manifestantes venezuelanos sendo agredidos nas ruas. No entanto, como está sendo formalmente denunciado pelas autoridades do país, se tratam de imagens colhidas de protestos realizados nos mais diversos lugares do planeta. Mostram repressão por parte da polícia grega, turca, alemã… Não é a polícia venezuelana.

    Ao mesmo tempo, há meses, os golpistas apostam no sumiço de bens de primeira necessidade. Escondem e desaparecem com os produtos para gerar insatisfação e a explosão dos preços. Mas os seus meios de comunicação, muito bem pagos pelas grandes corporações, denunciam “a inflação mais alta da América Latina”.

    Mesmo que seja repetitivo, é preciso dizer que adotam a mesma “fórmula para o caos” que derrubou Allende, tratando de desestabilizar a economia e a sociedade com atentados, especulação e terror. É bastante perigoso que a grande mídia privada venezuelana continue disfrutando de total impunidade para mentir, falsificar os fatos e estimular a derrubada do governo. A “liberdade de expressão” não pode ser um mero esconderijo para camuflar a libertinagem e o golpismo.

    Neste momento, mais uma vez a elite da Venezuela, apoiada, treinada e financiada por Washington e pela Embaixada americana em Caracas, arremete com força contra um governo democraticamente eleito. As lideranças nativas da trama, as mais evidentes, são playboys oriundos de famílias privilegiadas e antigos representantes dos insepultos partidos Acción Democrática (AD) e COPEI.

    Por quê nutrem tanto ódio? Porque foram historicamente beneficiados pelo Puntofijismo, seja por meio de empregos na sua PDVSA “privatizada” ou via contratos de empresas. Uma busca rápida a respeito dos seus antecedentes remete a informações esclarecedoras sobre a sua vinculação com a máfia de Miami, com os narcotraficantes da Colômbia e com a organização Tradição, Família e Propriedade (TFP).

    Hoje, seu cálculo fácil aponta que Nicolás não teria a mesma capacidade de resistência que Chávez diante de um golpe. O plano é sangrar o governo pouco a pouco. Gerar insatisfações, constrangimentos, inflação, distúrbios e caos. Não parece exagero a preocupação venezuelana frente à possibilidade de assassinato de algum desses “líderes” golpistas, o que aprofundaria o cenário de tensão interna e de pressão internacional. As graves acusações contra Washington estão sendo documentadas.

    Virão mais Chávez

    A situação em 2014 não é a mesma de 2002. Ainda que fisicamente não esteja Chávez, as forças bolivarianas parecem estar muito mais consolidadas. Apesar das dificuldades e inclusive dos eventuais erros, o campo nacionalista, socialista, revolucionário ou bolivariano assumiu o controle sobre a renda petrolífera obtida por meio da PDVSA. Além disso, passou a dominar as Forças Armadas e o acesso às divisas internacionais. Também tem muito mais presença no campo produtivo, por meio de estatais, de empresas recuperadas por trabalhadores ou nacionalizadas, e dos mecanismos de comunicação social. Parece evidente que o cenário do golpe de estado de 2002 não existe mais na Venezuela.

    Mas talvez o mais importante de tudo nem seja isso. O elemento principal é que nestes 12 anos o povo venezuelano ganhou muita consciência política e não parece estar disposto a permitir uma volta ao passado. Milhões de homens e mulheres que renasceram, e tiveram a sua dignidade e o seu orgulho resgatados, não admitirão o regresso da crescente exclusão social, da abismal desigualdade económica e da submissão do país ao estrangeiro.

    Para concluir, considero útil fazer referência a duas frases bastante significativas. A primeira é de Chávez, de 2004. Há dez anos ele gritou do Balcón del Pueblo, comemorando a vitória no Referendo de 15 de agosto que “Venezuela cambió para siempre”. A outra frase é de Maduro. Em abril de 2013, comemorando a vitória nas eleições presidenciais, previu: “Vendrán más Chávez”. Todo apoio ao povo venezuelano e ao seu presidente.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Venezuela-a-tentativa-de-um-golpe-de-Estado-suave-/6/30301

  35. Zbigniew said

    Complementando o item 2:

    O agronegócio e os ruralistas nunca ganharam tanto, inclusive avançando sobre o Código Florestal e “cedendo” um dos seus próceres (a Kátia Abreu) para o governismo. E os bancos… há os bancos… esses não perdem nunca! Só que agora batendo recordes em cima de recordes.

    Quem é mesmo que quer derrubar o PT?

  36. Chesterton said

    E assim vamos ao brejo venezuelo-platino…..

  37. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Claro que há diferenças, mas o que aponto é a igualdade: CORRUPÇÃO em alto grau nos governos (seja ele qual for, Federal, Estadual e Municipal).

    Ucrânia: idem
    Tailândia: idem
    Venezuela: idem
    Brasil: idem ibidem

    Almoçando agora a pouco e vendo telejornal na tv Globo. Impressionante como tratam os “manifestantes” da Venezuela e Ucrânia e os “vândalos e baderneiros” do Brasil.

    Eita turma de pouco equilíbrio.

    Hoje de manhã a BandNewsFM saiu do ar, ouço pela Internet (quando essa merda de #link_padrão_dilma funciona). Pois bem, como sou viciado em noticiário, mudei para a CBN São Paulo. E quem estava lá com suas diatribes? Arnaldo Jabor, ainda pior que o “Não valem 20 centavos”.

    A Globo insiste em perder credibilidade. Tadinho do Pedro Doria.

  38. Otto said

    “Ucrânia: idem
    Tailândia: idem
    Venezuela: idem
    Brasil: idem ibidem…”

    Muito despolitizada a sua análise, Pax.

    Corrupção por corrupção tem na Itália, na Arábia Saudita, nos EUA (onde nenhum banqueiro foi punido pelas estripulias de 2008).

    O que está por trás dessas peças do tabuleiro é a geopolítica ianque.

    Ou você acha que os nazistas e antissemitas da Ucrânia estão deveras preocupado com a corrução?

  39. Zbigniew said

    Pax,
    o que quis demonstrar é que, para que uma sociedade derrube um governo eleito por sua maioria é necessário uma contrariedade forjada por situações extremas. Ou potencializadas de modo a gerar extremismos que possam contaminar o cenário político.
    Mesmo a sensação de corrupção no Brasil é, hoje, agora, incapaz de convencer a sociedade a cerrar fileiras com interesses da oposição. Seja nas urnas, seja nas ruas. Por isso acho difícil repetir-se uma situação como a da Venezuela por aqui. O que não quer dizer que o governo relaxe. Até porque a Venezuela fica logo ali, e tem o MERCOSUL, a UNASUL, os BRICS, etc.

  40. Chesterton said

    Almoçando agora a pouco e vendo telejornal na tv Globo. Impressionante como tratam os “manifestantes” da Venezuela e Ucrânia e os “vândalos e baderneiros” do Brasil.

    Eita turma de pouco equilíbrio.

    chest- simples, Pax. Maduro e Putin estão do lado do mal. Os vândalos brasileiros estão do lado deles.

  41. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você nega a existência de “vândalos” de direita? Caramba.

    Caro Zbigniew,

    O que vi às ruas em junho foi um bocado de reação à corrupção geral. Concordo que não foi capaz de mudar eleição, haja vista a reeleição do PT no âmbito federal, do PSDB no âmbito paulista como bom exemplo etc.

    A questão que me provoca o raciocínio é: muita corrupção vai dar onde?

    Caro Otto,

    Não consigo comungar dessa “teoria da conspiração ianque”. Não que não observe um monte de absurdos que praticam, mas daí a chegar na mesma conclusão conspiratória ainda me falta um bocado.

  42. Pax said

    Dilma, Lula, FHC, todos… se põe de quatro (com o congresso acabrestado) para as….

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1414789-governo-cede-e-promete-mudar-marco-civil-da-internet-para-agradar-teles.shtml

  43. Zbigniew said

    Pax,
    o fio condutor das manifestações de junho, antes que alguns setores tentassem cooptar o movimento, foi a questão dos transportes e aumento de passagens. Por sinal um sistema hermético, onde impera interesses escusos, bastante corrupção e o beneplácito das prefeituras. Do mesmo modo a questão da coleta de lixo.

    A corrupção veio a reboque, quando partidos contrários ao governo turbinaram a indignação.. digamos… mais da classe média conservadora e de partidos mais à esquerda (PSOL, PSTU, PCO)… e em consequência o solo fértil para o surgimento dos black blocs. Entenda, não porque a classe média e tais partidos gerassem de moto próprio, mas porque tais manifestações proporcionaram o surgimento desses atores seja da forma que for (ingerência externa, financiamento de partidos ou grupos interessados em semear extremismos, etc.).

    Outras manifestações contra a corrupção foram intentadas, como o movimento CANSEI que morreu de inanição, e outros que ensaiaram danças de guerra na frente do STF. Nenhum deles teve mais do que algumas centenas de participantes.

    Devemos reconhecer que o mote do “padrão FIFA”, da Copa e suas arenas milionárias, construídas por empreiteiras financiadas pelo poder público, e a questão da corrupção engendraram um reavivamento do movimento inicial que buscava a anulação do aumento das passagens de ônibus em São Paulo e outras praças, e, depois, tomou vida própria. Entretanto, só a classe média não vai ser suficiente para colocar esse bloco nas ruas novamente. Tem que ter partidos e a sociedade organizada em entidades semelhantes ao Passe Livre. Tampouco os black blocs sozinhos farão verão. Ainda mais agora que têm um cadáver na conta.

    Se nenhuma dessas entidades for às ruas, não acredite que a classe média vá conseguir um movimento espontâneo e puro, da envergadura do do ano passado, de pessoas saindo às ruas por vontade própria. Ainda que o GAFE e os partidos de oposição (que têm ojeriza ao povo) tente dar esse pontapé inicial. Periga morrer de inanição.

  44. Chesterton said

    Quem anda saindo às ruas para vandalizar no Brasil são os Black Block liggados ao PSOL e o MST ligados ao PT. Quem de direita está vandalizando?

  45. Pax said

    Discordo, caro Zbigniew,

    Você pode falar do fio condutor que levou os primeiros manifestantes às ruas que foi, sim, a questão dos transportes, do aumento.

    Mas o que levou multidão para as ruas, na sequência, foi a covardia que fizeram contra eles, contra os manifestantes, contra jornalistas etc.

    Quando a sociedade caiu em si que o que rolava era um absurdo, mesmo sem ter a questão dos aumentos como pauta, o que levou o enorme contingente às ruas estava desvinculado dessa questão inicial. As cenas de jovens apanhando (e, sejamos sinceros, sob aplausos até de Fernando Haddad, que ficou gravado em sua biografia, apesar de ser coisa do governador) levou a massa às ruas. Isso, pra mim, é muito claro.

    Aí, quando foram, quando milhões foram as ruas, surgiu uma pauta muito bem tabulada e, depois, manipulada.

    Data maxima venia.

    PCO nunca ficou muito junto com PSOL e PSTU que estavam do lado do MPL, pelo que me consta. Outra discordância do que afirmas.

    Black blocs? Bem, esse é um fenômeno internacional, diverso pra caramba. Até agora não há o que me convença como uma análise completa desses caras, que não apoio.

    Assim como outros movimentos que surgiram, que o rabugento Chesterton não vê, de grupelhos de direita muito bem articulados, como Anonymous e similares. É a tal oposição que não sabe bem o que fazer.

    Em outras palavras, dos dois lados, seja situação, seja oposição, seja quem for, muita gente resolveu se apropriar das manifestações legítimas que aconteceram, que o caro Elias, nosso Google, não consegue ver.

    E essas manifestações estão aí, latentes…. e quentes.

    Só espero que não entremos nesses climas de Ucrânia, Tailândia e Venezuela. Confesso que gostaria muito que o Brasil resolvesse suas questões de forma pacífica —- e com o povo às ruas, sim. Se incomoda a ou b, a priori, para mim, é a ou b que deve explicação ao povo.

    E aí fecho meu raciocínio dizendo: o que todos devem ao povo? Corrupção, corrupção, corrupção, que desvia da Educação, da Saúde e da Segurança Pública. (sem mesmo entrar nas famigeradas agências regulatórias…)

  46. Chesterton said

    Freixo é esmagado.

  47. hrp said

    Estou de volta.
    Abraco a todos.
    Hora da verdade tucana.

  48. Pax said

    PSOL ligado ao PT? Vá estudar, rabugento Chesterton, velho e bom Chesterton.

    Enviado via iPhone

    >

  49. Zbigniew said

    Sim, Pax.
    Vc tem razão.
    A violência policial foi um fator determinante para o incremento do movimento e a virada da mídia (principalmente quando compreendeu o potencial de desestabilização do movimento). Mas lembre-se que o MPL ainda estava como elemento principal. Não fosse ele a enfrentar as barreiras policiais (não ao estilo black bloc, mas como resposta à brutalidade), não haveria reação, tampouco o recuo das autoridades que apostavam num movimento rápido e bruto.

    Quanto ao Hadadd, no meu entender ele fez uma leitura precipitada dos fatos, já que vislumbrou no movimento a ação de um conservadorismo que tem como tradição impedir a implementação de políticas por parte de governos de esquerda em São Paulo (vide o caso da cracolândia e dos corredores exclusivos, entre outros.).

  50. Pax said

    Os canalhinhas da direita que andam às ruas, Chesterton, velho e bom Chesterton, nem coragem têm de assumirem o que são. Mas não se iluda. Estão às pencas.

    Alguns até disfarçados em fardas.

    Enviado via iPhone

    >

  51. Pax said

    Bem-vindo de volta, caro HRP.

    Enviado via iPhone

    >

  52. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Haddad errou àquela hora. Acho que erra também com os velhos esquemas das construtoras e plano diretor.

    Mas tem feito alguns acertos que reconheço.

    Mas biografia é duro. Jamais esquecerei o abraço em Alckmin em Paris.

    Ficou gravado.

    Enviado via iPhone

    >

  53. Zbigniew said

    Realmente é duro, caro Pax.

    O Brasil tem avançado, sim. Não é possível que algo de bom não esteja sendo feito, de modo que os empresários não saiam a demitir e se tenha um índice de emprego como esse.

    Temos, com todos os problemas já apontados, instituições sólidas; um parque industrial avançado, apesar dos problemas com a política industrial e os gargalos de infra-estrutura que ainda permancem; boas universidades e centros de excelência em diversas áreas.

    Apesar de tudo muita coisa boa tem sido feita e, sem a menor sombra de dúvida, continuaremos melhorando.

    Ainda temos sérios problemas com educação, saúde e segurança públicas. Mas já vislumbramos reações nessas áreas.

    Mas concordo com vc na sua indignação contra a corrupção. Não pode um país moderno e avançado aceitar conviver com um sistema corrupto e arcaico como o nosso.

    O Brasil está crescendo, mas nossas elites (em especial as políticas) continuam atrasadas.

  54. Chesterton said

    a única chance de ver vandalos de direita é na torcida do Corintians, o resto é esquerda-pura.

  55. Chesterton said

    Black Block ligado ao PSOL, MST ligado ao PT, leia direito.

  56. Chesterton said

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/02/a-venezuelizacao-do-brasil-economia.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

  57. Chesterton said

    quem é o Nazi?

    Esquerda antissemita nazista.

  58. Chesterton said

    http://selvabrasilis.blogspot.com.br/2014/02/as-milicias-fascistas-da-venezuela.html

    Os chamados colectivos, as milícias fascistas do regime bolivariano, assassinam impunemente os cidadãos que se manifestantão contra a ditadura do comunista Nicolas Maduro. Vejam estas imagens. Dilma, Christina Kirchner, o PT, Lula e o PSOL defendem o massacre. O que poucos sabem é que essas milícias fascistas são treinadas e comandadas por oficiais cubanos.
    POSTED BY SELVA BRASILIS AT 8:50 PM

  59. Chesterton said

    http://bdadolfo.blogspot.com.br/2014/02/mais-um-ajuste-fadado-ao-fracasso-da.html

  60. Chesterton said

    Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
    Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

    A máquina de contrainformação petralha, montada para a reeleição de Dilma Rousseff, começa a dar sinais de que vai endurecer contra sites e blogs e espaços de oposição nas redes sociais. No melhor padrão venezuelano, hackers petralhas vão usar alta tecnologia para sabotar e tirar do ar aqueles que consideram seus “inimigos”. Na prática, serão cometidos crimes cibernéticos, na tentativa de impedir a livre informação.

    Os “testes” já começaram. No facebook, vários alvos dos petistas tiveram ontem, em suas páginas, um post (vindo do nada), com uma mensagem ridícula contra o idiotizante BBB da Rede Globo. Os mesmos alvos também vêm sofrendo ataques de “cavalos de Tróia” e invasões em seus e-mails. O objetivo tático é preparar o terreno para neutralizar a publicação e difusão de postagens negativas, principalmente quando a campanha reeleitoral estiver no ápice, pouco antes da “copa das copas”.

    A guerra eleitoreira cibernética será coordenada, pessoalmente, por Franklin Martins. Mas o jogo sujo – no estilo das SS nazistas – será praticado por “militantes” e “simpatizantes” – preferencialmente sem ligações identificáveis com o sistema que vai lhes financiar via caixa dois de campanha. Grande parte dos R$ 2 bilhões que o PT tem guardados para torrar em 2014 vai ser investido na “guerrilha de internet”.

    Na hora que o bicho pegar, ficaremos muito próximos do que acontece na Venezuela – onde o despotismo pseudodemocrático de Nicolas Maduro promove censura direta e sabotagem na internet contra os opositores, jornalistas e meios de comunicação. A ordem para a grande ofensiva contra os inimigos no mundo virtual já foi dada pelo chefão Lula da Silva.

    Só o que pode neutralizar a guerrilha petralha é uma atitude enérgica de empresas como o Google, Facebook e Twitter – cujos clientes serão vítimas dos crimes cibernéticos eleitoreiros. Também se espera uma postura ética das empresas de telecomunicação, que são os grandes provedores de internet, para que não sejam coniventes e façam “olhos de mercador” para as sabotagens petralhas.

  61. Chesterton said

    Maduro cairá por causa de uma Miss assassinada.

  62. Chesterton said

    http://uploaddeimagens.com.br/imagens/venezuela2-jpg

  63. Patriarca da Paciência said

    Ô lusitano Chesterton, você é mesmo analfabeto funcional.

    Ou então é “louro”, entendo tudo literalmente!

    Então o Barbosão está cada vez mais lustroso?

  64. Patriarca da Paciência said

    O Chapeuzinho parisiense do Barbosão, as compras em lojas de grifes, as palestras em universidades inglesas, (dizem que os ingleses cochilaram bastante durante as palestras) etc.etc.etc. ou seja, o ministro Joaquim Barbosa, com essas atitudes, pretende ser uma referência para o povo brasileiro, o qual tem forte influência da cultura africana?

    Chesterton, você é analfabeto funcional. Você não entende sequer o que você mesmo escreve!

    Vou desenhar pra ti, Chesterton,

    o problema do Barbosão é renegar as suas origens!

    É querer se comportar como parisiense ou lorde inglês!

    Eu tenho muito orgulho de ser brasileiro, miscigenado, apreciador de sambas e chorinhos, do Lula, da Dilma, do Garrincha, do Pelé, do Darcy Ribeiro, do Florestan Fernandes, de Jorge Amado, de Gonçalves Dias, de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazaré, etc.etc.etc.. Todos autênticos brasileiro!

    Admiro muito também os filósofos gregos, Beethoven, Mozart, Dostoievski, etc.etc.etc.

    Mas ao ler todos os grandes vultos da literatura, ou ouvir os grandes artistas internacionais, eu nunca deixo de ser brasileiro e pensar como brasileiro!

    É isso aí, sou brasileiro com muito orgulho, ao contrário do reinaldo rola-bosta e seus seguidores, os quais eu, sinceramente, pelas ideia que eles fazem do Brasil, acho deveriam procurar um outro lugar para morar!

  65. Pax said

    barra pesada…

    http://www.theatlantic.com/infocus/2014/02/kiev-truce-shattered-dozens-killed/100685/

  66. Chesterton said

    o problema do Barbosão é renegar as suas origens!

    chest- para, Patriarca, se um homem tem um dever na vida é se aprimorar. Você não admite um negro com poder, queria que ele lambesse as botas do Mulla, de gratidão, o resto da vida. Você é um lixo. Barbosão não se vendeu, aí o ódio da petralhada.

  67. Chesterton said

    Os equívocos de Bucci e Calligaris
    ESCRITO POR NIVALDO CORDEIRO | 20 FEVEREIRO 2014

    Os maus costumes, a perversão, o culto aos vícios, a indisciplina, a vagabundagem, tudo que não presta foi valorizado pelos revolucionários comunistas.

    Eugênio Bucci opina sobre as manifestações e seus equívocos são os de toda a mídia bem pensante. Bucci começa errando, ao dizer que há elementos não políticos determinando as manifestações. Isso é apenas mentira. A centelha que acendeu as manifestações foi o Movimento Passe Livre, comandado por grupelho de esquerda abrigado na USP. É evidente que há luta de classe, ao contrário do que disse Bucci. Mas aquela movida pelos extremistas supostamente em nome dos trabalhadores. Bucci: “O Black Bloc é uma fantasia em ação”. Que despropósito! Esses caras não passam de agentes do banditismo político.

    Bucci exalta a adesão da juventude às manifestações, se esquecendo que grande parte é composta por agentes contratados, como aquele que matou o cinegrafista. Se há uma estética nas manifestações, e há, é a da técnica de mobilização desenvolvida em escala mundial pelas esquerdas. A mesma sempre, em toda parte. É a estética da revolução a que está nas manifestações, estética do estardalhaço da ação direta, da desordem, do caos. Que mata. Mesmo pedindo desculpas, Eugênio Bucci faz elogio àquilo que é o horror, a negação da liberdade e explosão de violência. Com as manifestações, o povo na rua apenas viu a impossibilidade de ir para casa, a ameaça física da multidão, o arbítrio de grupelhos.

    *
    Já Contardo Calligaris tomou ótimo tema, mas perdeu-se nas conclusões. É claro que o Brasil enriqueceu materialmente. Lembro-me do meu tempo de infância, no qual não havia água encanada. Tinha-se que ir todo dia ao chafariz buscar água. E nem fogão a gás. Minha mãe passava roupa com ferro a brasa de carvão, o mesmo para cozinhar. E havia a lavadeira para lavar a roupa. Não havia máquinas. Quase ninguém, no meu tempo de infância, tinha carro ou TV. Mas a vida era alegre, descontraída e brincávamos muito. Contardo perdeu-se ao não ver uma realidade óbvia: o Brasil enriqueceu materialmente e empobreceu espiritualmente. O empobrecimento espiritual do Brasil não foi obra do acaso. Foi resultado da maldade planejada dos agentes gramscianos, que agiram livres. Governantes de então não se deram conta do tamanho do veneno que era inoculado na escolas, universidades, imprensa e material didático. Os maus costumes, a perversão, o culto aos vícios, a indisciplina, a vagabundagem, tudo que não presta foi valorizado pelos revolucionários comunistas. Hoje em dia vivemos a distopia orwelliana: a plena revolução dos bichos. O que era virtuoso passou a ser crime e os vícios são tidos como virtudes. Contardo talvez não possa ver isso porque ele próprio é agente graúdo desse processo de transformação do Brasil. Ser contra é sair da corriola. Sou saudosista e penso que precisamos voltar ao tempo de outrora, não o da pobreza, mas o da bondade. É correr com os maus do poder.

    http://www.nivaldocordeiro.net

  68. Patriarca da Paciência said

    Comprar apartamento em Miami, de modo totalmente heterodoxo, enganando o fisco norte-americano e estuprando o código de normas dos magistrados, isto é aprimorar?

    Passear por Paris, fazendo vultosas compras em lojas de grifes, palestras mal explicas em Paris e em Londres, enquanto ganha diárias, mesmo estando de férias, isto é se aprimorar?

    Agir de maneira totalmente diferenciado em relação a Genoíno e Bob Jeff, isto é se aprimorar?

    É uma grande pena que a aposta do Lula num suposto Mandela tenha dado nisso aí!

    Mandela sim, foi um grande, enorme e verdadeiro homem de bem !

    Barbosão é apenas uma aposta fracassada!

  69. Chesterton said

    Você é tão burro que não percebe as barbaridades que diz. Racismo é crime.

  70. Chesterton said

    Cuba: The Holodomor Next Door
    Cuba’s starvation policy is a crime against humanity.
    By Robert Zubrin

    Robert Zubrin
    I just got back from a business trip to Mexico. While there, I met with some Mexicans who had recently traveled to Cuba. What they told me was shocking. The Cuban people are being held on the edge of starvation.

    According to my Mexican friends, ordinary Cubans are not allowed to eat beef. Instead, what beef there is in Cuba is reserved for the nation’s rulers and for tourists who can pay for it with foreign exchange while staying at the all-inclusive resort hotels. It is in fact illegal to sell beef to a Cuban — not that any of them outside the ruling class would be able to buy much, since the average wage in Cuba is about 50 cents per day, or one-tenth of the minimum legal wage in Mexico. With this pittance, Cubans must subsist on the subsidized rations made available to them by the government. These comprise 5 pounds of rice, 5 pounds of sugar, 1 pound of salt, 10 ounces of beans, 8 ounces of cooking oil, 0.15 ounces of coffee mixed with unknown stuff that isn’t coffee, 6 ounces of very-low-quality fish, and 1 pound of a disgusting product made from unsalable animal parts, per month. No fruits or vegetables are included. I repeat: These rations are not free, but must be paid for, with the total bill consuming most of a Cuban’s monthly salary. This leaves almost nothing to spend on additional food, which is available on the black market or in “dollar stores,” where reasonably good food, donated by Western aid agencies, is sold at (non-Cuban) supermarket prices to foreigners or government elites holding dollars or euros.

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    When Cubans found out my friends were Mexicans, they would frequently beg them for food.
    I should add, by the way, that my Mexican informants are not right-wing Cuban émigrés looking to badmouth the Castro regime. On the contrary, they are individuals of generally left-leaning sentiments who voiced nothing but praise for the Cuban school system. Yet they saw what they saw, and they were willing to bear witness.

    After hearing their report of North Korean–like enforced hunger in Cuba, I decided to search the Internet to see if I could find confirmations from others. I found several. Apparently this situation has been going on for some time. An excellent account reporting many of the same observations was published by the intrepid Canadian blogger-traveler Ruby Weldon in 2009. A study published by the U.S. National Institutes of Health in 2005 reported that 41 percent of patients encountered in Cuba’s hospitals suffered from malnutrition, and 11 percent were “severely undernourished.”

    Yet such is not the dominant account given by the global media. Far from it. If you search the Internet for “malnutrition in Cuba,” you will see innumerable postings citing favorable reports from UNICEF and the World Health Organization that go so far as to claim that Cuba is leading the developing world in the complete elimination of malnutrition. “Cuba has no such problems,” trumpets Pravda.ru. “It is the only country in Latin America and the Caribbean that eliminated severe malnutrition due to the government’s efforts to improve people’s diet, especially those most vulnerable.” Such “big lie” blanket denials remind one of the international left-wing media’s willful blindness to the genocidal famine, or Holodomor, that the Stalin regime imposed on Ukraine in 1932–33.

    While denying the existence of Cuba’s mass starvation, many regime apologists don’t hesitate to simultaneously blame it on the United States. This is nonsense. The U.S. trade embargo on Cuba is almost completely ineffective, as many other countries, including the European Union, do not honor it. The goods of the world market are available for Cuba to purchase, but all the foreign exchange is monopolized by the regime, which uses it for its own power and pleasure. This allows the government to enforce starvation wages on the enslaved populace — who have no choice but to work on such terms as the regime dictates, because the rulers ban private enterprise, and the country has no other employer.

    Yet even more shocking, perhaps, than the deniers are certain current Western commentators who actually acknowledge the government-organized starvation but praise it. Some say that “the Cuban diet” is a great way to lose weight. Others see it as a key step forward in the fight to save the planet: “[T]hey have created what may be the world’s largest working model of a semi-sustainable agriculture, one that doesn’t rely nearly as heavily as the rest of the world does on oil, on chemicals, on shipping vast quantities of food back and forth,” wrote environmental ideologue Bill McKibben in his 2005 Harper’s article “The Cuban Diet: What you will be eating when the revolution comes”: “​They import some of their food from abroad — a certain amount of rice from Vietnam, even some apples and beef and such from the United States. But mostly they grow their own, and with less ecological disruption than in most places. In recent years, organic farmers have visited the island in increasing numbers and celebrated its accomplishment.”​

    Indeed, organic farmers are not the only ones celebrating. In 2006, the international “Living Planet” report of the World Wide Fund for Nature (WWF) and the Global Footprint Network declared: “Cuba is the only nation to achieve sustainable development.”

    However, such glorious strides can be accomplished only under socialism. As the Pulitzer Center’s Kassondra Cloos put it in her glowing April 2013 Huffington Post article:

    [F]arming won’t significantly change for the better, until the world is forced to reckon with the diminishing supply of nonrenewable resources that power the engines that transport food across scores of time zones before it hits the dinner table. It’s cheaper to burn gas using machines to plow, plant, harvest, and haul food than it is to sit down and think about how to more efficiently manage resources.

    Under a dictatorship like the one in Cuba, change can be forced or necessitated overnight. . . . In a democracy, there’s great freedom to choose the easy way out — but it has hidden costs for everyone along the way.

    Such endorsements place their authors beneath contempt. The Cuban government’s brutal food-denial program is not a benevolent attempt to fight obesity, save the environment, or demonstrate the wonders of organic farming. It, like Stalin’s Holodomor, the Nazis’ “Hunger Plan” for the territories they occupied during the war, and the current North Korean regime’s enforced starvation policy, is an effort to destroy the will of a population to resist tyranny through denial of the most essential substances necessary to maintain life and strength. The use of hunger as a weapon of political control is a crime against humanity. The well-stuffed slave masters currently gorging themselves in Cuba’s halls of power need to be held accountable.

    —Robert Zubrin is president of Pioneer Energy of Lakewood, Colo., and the author of Energy Victory. The paperback edition of his latest book, Merchants of Despair: Radical Environmentalists, Criminal Pseudo-Scientists, and the Fatal Cult of Antihumanism, was just published by Encounter Books.

  71. Patriarca da Paciência said

    Foi resultado da maldade planejada dos agentes gramscianos, que agiram livres. Governantes de então não se deram conta do tamanho do veneno que era inoculado na escolas, universidades, imprensa e material didático. Os maus costumes, a perversão, o culto aos vícios, a indisciplina, a vagabundagem, tudo que não presta foi valorizado pelos revolucionários comunistas. Hoje em dia vivemos a distopia orwelliana: a plena revolução dos bichos. O que era virtuoso passou a ser crime e os vícios são tidos como virtudes. Contardo talvez não possa ver isso porque ele próprio é agente graúdo desse processo de transformação do Brasil. Ser contra é sair da corriola. Sou saudosista e penso que precisamos voltar ao tempo de outrora, não o da pobreza, mas o da bondade.”

    Pois não é? O Justin Bieber não só é totalmente comunista como também gramscianos!

    Que coisa!

  72. Patriarca da Paciência said

    “Você é tão burro que não percebe as barbaridades que diz. Racismo é crime.”

    Racista porque eu estou elogiando Mandela? Porque eu acho que o Barbosão jamais deveria ficar tentando imitar franceses e ingleses e, ao contrário, deveria se comportar como um verdadeiro brasileiro ?

    Você é mesmo analfabeto funcional! E não entende uma vírgula de Direito!

  73. Patriarca da Paciência said

    E você não acha que é crime de injúria chamar o Lula de Mula?

  74. Patriarca da Paciência said

    “Todo petista é cúmplice desse massacre”

    Isso aqui sim, Chesterton, é crime. Você está acusando sem provas! O PT poderia abrir um processo contra ti!

    Você não sabe mesmo o que diz!

  75. Edu said

    Vixe Chest,

    O único que tem paciência com o patriarca nesse blog eh a Elisa, porque o patriarca eh útil na causa e no voto.

    Larga esse osso q não vale uma mixórdia.

    Vamos assistir de camarote os erros (mais uma vez) do perseguido, as frases mal articuladas da dilma e a peneira para o sol do Pax…

    Estamos falando de uma média de idade de mais de 45 anos por aí. Vc acha q muda alguma coisa?

  76. Patriarca da Paciência said

    Vixe!

    Almas penadas também aparecem nesse blog?

    Abriram os portões do purgatório?

  77. Patriarca da Paciência said

    “Estamos falando de uma média de idade de mais de 45 anos por aí. Vc acha q muda alguma coisa?”

    E a alma penada, ainda por cima, aparece praticando crimes!

    Preconceito contra idosos!

  78. Chesterton said

    Ah, deixa, Edu.

  79. Chesterton said

    “Nessa hora difícil para o país irmão, o PSDB acredita que a tomada sectária de partido em defesa do governo, como fez o presidente do PT, em nada contribui para a reconstrução da almejada concórdia [concordância] dos venezuelanos”,
    Aecio Neves.

    chest- os torna cúmplices, fala logo.

  80. Patriarca da Paciência said

    Por falar nisso, Ah é sim, como é que anda o caso dos 450 quilos de cocaína encontrados dentro de um helicóptero, cujo piloto era funcionário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o helicóptero abastecido com dinheiro público e o piloto, apesar de funcionário público só trabalhava dirigindo o veículo transportador de cocaína?

  81. Chesterton said

    O Brasil, em 2012, escolheu permanecer no lado errado da América do Sul. Em vez de se aliar a países em busca de avanços no livre mercado, como o Peru, Colômbia e Chile, optou por aceitar a Venezuela no Mercosul, já deteriorado devido a ações totalmente equivocadas do comando econômico argentino.

    A Aliança do Pacífico composta por chilenos, colombianos e peruanos, também já inclui o México (América do Norte) e deve incorporar em breve a Costa Rica (América Central). Como explica Moises Nahim em artigo para o Instituto Carnegie, “juntos, estes países representam 36% da economia da região (classificada como América Latina), 50% do seu comércio internacional e 41% dos investimentos estrangeiros. Seus membros são as mais competitivas economias da América Latina e as melhores para fazer negócios. Em 20 meses, já eliminaram 92% das tarifas de importação”.

    Agora, compare com o Mercosul, com a economia argentina entrando em colapso e o governo venezuelano reprimindo com violência a oposição, colocando o país perto do caos? Por que o Brasil ficou ao lado deles? Mais grave, A Aliança do Pacífico queria o Brasil como membro.

    De acordo com Nahim, estes países se uniram por se sentirem ignorados pelo Brasil e ameaçados pela Venezuela. Hoje, “as economias dos quatro países membros continuam crescendo, apesar da crise nos mercados emergentes afetando Brasil e Argentina”. E, para completar, a Aliança do Pacífico também começou a unir suas Bolsas de Valores, que rivalizarão com a de São Paulo. Honestamente, ainda mais hoje com as cenas de violências em Caracas, o Brasil deveria deveria se voltar para os seus outros vizinhos no continente. O problema será eles quererem agora o gigante brasileiro que os ignorou por tanto tempo e poderia até atrapalhar a integração.

    Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires

  82. Pax said

    E não é que uma debandada do apoio ao governo Dilma pode acontecer.

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/02/21/8-partidos-aliados-de-dilma-declaram-independencia-e-criam-blocao-de-290/

    O que vocês acham disso?

    Tenho, cá, minhas opiniões.

    (bem-vindo de volta, caro Edu, bora fazer um blog sem essas briguinhas que o Chesterton e o Patriarca protagonizam? basta ficarmos nos temas, e aceitarmos as opiniões dos outros, parecendo que somos democráticos)

  83. Pax said

    Caro Chesterton, #81 – (autoria, por favor)

  84. Pax said

    Caro Edu,

    45 anos? inverte os números que se aproxima.

    Idade que me permite dizer que vivi a ditadura e posso afirmar de cadeira que era pior, muito pior.

    Você não faz a mínima ideia do que foi.

  85. Pax said

    Venezuela: como já disse acima, há uma polaridade enorme por lá. Basta ver o resultado das últimas eleições. E ambos os lados apontam a corrupção como um dos maiores problemas do país.

    Sinceramente não gostaria de ser venezuelano, e não quero que entremos no mesmo rumo.

    Um lado esquisito, e o outro também.

  86. Chesterton said

    83, esta aí.

  87. Chesterton said

    não gostaria de ser venezuelano….mas não precisa, Pax, estamos assistindo a Argentina virar Venezuela.

  88. Zbigniew said

    Pax,

    a Venezuela só pode ser entendida se incluirmos, também, uma abordagem histórica, desde antes da era Chavez.

    Não deixa de ser óbvio que certas forças políticas procurem diagnosticar aquele país exclusivamente a partir do surgimento do chavismo, colocando-o como o principal artífice da atual situação de caos que ali se apresenta. Não se pode, de maneira nenhuma, deslocar a figura do tenente-coronel Hugo Chavez Frias de todo esse imbróglio, mas limitar a análise a partir de 1998 é de um reducionismo asinino.

    É importante que se coloque também que existem sérios problemas de ordem estrutural e econômica num país que passou muito tempo baseado exclusivamente numa única matriz energética e que, pelo que se sabe, e como sói costuma acontecer em países de colonização de exploração, ficou concentrada nas mãos de uma elite perdulária, cujo único objetivo era enriquecer sem distribuição de dividendos. Ou seja, o povo estava fora dos benefícios.

    Toda essa tradição é difícil de ser quebrada, além do que não se pode descartar que no chavismo não existem santos, são pessoas de carne e osso e que estão, também, praticando erros na condução das políticas públicas. O que não anula os pontos positivos.

    Para uma análise honesta temos que balancear os motivos de cada lado. A partir daí, sim, fazer incidir os valores da justiça sempre tendo em vista a melhoria de vida de todos ou pelos menos da maioria que compõem aquela sociedade.

    Agora, está fora de cogitação qualquer tentativa de golpe, de apeamento do poder do Maduro, sob o argumento de que a Venezuela é uma ditadura. Aí já é demais!

  89. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não tenho dúvidas e não entro na histeria dessa turma.

    Aliás, o que trouxe, acima, no comentário #18, me parece refletir sem “achismos” o que rola. Numa conversa sincera, dois venezuelanos mostram seus pontos de vista. O país está dividido, sim. Melhor que ouvir opinião dessa babacoada que o Chesterton, rabugento e leitor de porcaria, gosta.

    Não tenho dúvidas que Chávez fez coisas boas e ruins. Sinceramente não gosto muito, aliás, nem um pouco desse estilo populista. Um país com tanta riqueza, na minha cabeça, teria investido um bocado em Educação e isso não aconteceu, pelo que me consta. Não de forma a mudar o rumo. Afora a questão atávica da corrupção.

    E acho que o Brasil tem semelhanças, nesses erros.

    Confesso que prefiro que o Brasil não entre num modelo tão belicoso, mas acho que estamos caminhando para isso, sim.

  90. Zbigniew said

    Andei refletindo sobre populismo, Pax.

    Corrija-me se estiver errado, mas para ti, assim como para muitos, o populismo está muito mais para uma relação de dominação e opressão do que uma relação entre um líder carismático e o povo sem intermediários. Ou seja, você se prende mais nos seus desdobramentos.

    Certamente que numa sociedade moderna esse tipo de relação não deveria existir. O ideal são instituições maduras, com um povo educado, capaz de exigir de seus representantes (e não líderes) não só postura, mas correção de posturas para o alcance do bem comum, sob pena de alijamento do cargo.

    Entretanto, em sociedades atrasadas, em que uma elite se locupleta ou se locupletou durante muito tempo das riquezas produzidas pelo esforço de muitos, o surgimento de líderes que tragam um mínimo de benefícios para a maioria desvalida, não chega a ser um fato incomum. O terreno é fértil devido, principalmente, a imaturidade política e as precárias condições de vida da maioria da sociedade. Daí os salvadores da pátria.

    Neste ponto a primeira imagem que me vem a cabeça é a do enterro do Tancredo Neves. Um povo a correr atrás do féretro, como se todo o futuro de uma nação estivesse nas mãos daquela pessoa que ali jazia imóvel para sempre. Tenho a lembrança do Ayrton Senna, também, embora este representasse uma espécie de populismo mais ligado à fantasia de um autêntico herói brasileiro, construído pela sua própria competência e por uma emissora que veiculava um esporte acessível apenas a uma diminuta parcela da população, e, lógico, bem distante da política. É como se, nesses dois casos, o país tivesse ficado órfão.

    Pois bem, são situações como essas que revelam o perfil político de uma sociedade. Elites despreparadas e servis, povo sofrido e politicamente imaturo. Os caudilhos populistas podem se assemelhar a um déspota esclarecido, ou simplesmente a um líder sanguinário. Sempre vi o Chavez ligado ao primeiro tipo, embora não como um déspota, já que assumiu o poder pelo voto, respeitando as instituições democráticas. Assim como o Maduro, embora este último não seja um líder como o primeiro fora.

    Em ambos entendo que a opressão ou dominação não podem ser empregadas como características de suas atuações. Por isso o termo populismo, nesta acepção, não pode ser aplicado.

  91. Pax said

    Caro Zbigniew,

    olhando para o caso brasileiro, reparando o que aconteceu com o lulismo, tiro minhas conclusões, para não ir tão longe, senão vejamos

    1 – tirou dezenas de milhões do caminho da miséria, da fome –> ótimo, porquê não fizeram antes, governos passados? porque não focaram, simples assim.

    2 – mas deixou o resto, deitou nas cordas do sucesso, esqueceu que esse mesmo povo tem fome de Educação, de Saúde, de Infraestrutura etc. E aí se entregou aos deleites do poder, poder pelo poder, esquecendo compromissos, praticando as mesmíssimas coisas que governos anteriores. Você pode argumentar que algumas questões não são do âmbito federal e a gente vai discutir durante 450 comentários.

    (para exemplificar a questão do apodrecimento não precisa dizer mais nada além da AP 470, até o modelão do valerioduto inaugurado pelo PSDB os cara imitaram)

    3 – esse populismo tem prazo de validade curto, isso é mais claro que água de sanga nos tempos que não usávamos tanto agrotóxicos e não jogávamos merda nas fontes de água.

    esse é meu ponto de vista.

    O que aconteceu com o PT, como vimos discutindo, é, no frigir dos ovos, simples de analisar. Como disse o próprio Elias, deu o que tinha que dar, não tem mais a oferecer. Se envolveu tanto com a maracutaia mandante que não sabe sair do enrosco. Não sabe não, não quer! Adotou, virou plataforma de governo não declarada.

    Quer exemplo maior que deixar um Edison Lobão, filho político de Sarney, à frente de um ministério como o das Minas e Energia? Uma área tão estratégica na mão de um político dessa natureza, ele e seu papai? Precisa falar da ANTT, do DNIT na mão do Valdemar da Costa Neto? São inúmeros exemplos de uma entrega de corpo e alma para o que há de pior.

    Precisa falar de Lindbergh e Malafaia?

    É isso que virou, afundou na lama e acha que virou porco, que ali é seu lugar. Gostou do chiqueiro.

    Agora quer saber o pior do pior? Me aponta quem poderia ser diferente, melhor? Tá difícil pacas.

    Mas isso não é desculpa. O PT fadigou faz tempo. Não só fadigou como, muito infelizmente, depois de ter a glória de ter feito o que fez, se degenerou. Se fosse somente a cúpula ainda haveria alguma solução, democrática, fadiga da direção, troca, quem sabe algum resgate ainda seria possível.

    Não foi isso que aconteceu, que acontece. O PT virou religioso, a militância acredita nos absurdos que os mantras dizem. O pior que aconteceu com o PT foi apodrecer a militância.

    Essa é minha visão. Confesso que preferia ter outra, mas não tenho.

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