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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Lava Jato: finalmente um tucano

Posted by Pax em 23/09/2015

Estranhamente os tucanos estavam poupados nas investigações. E há acusações, segundo os mesmos critérios, até onde o blog está informado, que motivaram as investigações de todos envolvidos.

A notícia da Agência Brasil mostra uma mudança nesta situação, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) – e também o Ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante – serão investigados em dois inquéritos por supostos crimes eleitorais.

No mesmo dia surge a notícia das viagens ao Rio de Janeiro pelo senador Aécio Neves, presidente do PSDB.

Bom para expor que o privilério dos desvios está espalhado para todos os lados. E nos força a reflexão que nada absolve, nem mesmo que todo o caldo esteja estragado. Quem desvia não pode se justificar afirmando que “é assim que funciona, todo mundo faz igual”.

Essa é uma desculpa que não tem qualquer fundamento.

STF abre inquérito para investigar Mercadante e Aloysio Nunes

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil*

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, abriu hoje (22) dois inquéritos para investigar suposto crime eleitoral envolvendo o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Os inquéritos foram abertos individualmente.

A abertura dos inquéritos foi solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O pedido de Janot se baseou em depoimentos de delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Operação Lava Jato, e que cumpre prisão domiciliar. O ministro da Casa Civil e o senador, de acordo com o informado na delação, receberam doações em dinheiro para campanhas, e não declararam tal recebimento.

Inicialmente, o pedido foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Lava Jato no STF. No entanto, Janot solicitou que o processo fosse distribuído a outro ministro por não se tratar de investigação com ligação com os desvios na estatal.

Nos depoimentos, Pessoa citou o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele, e entre eles, Mercadante e Aloysio. Os trechos da delação começaram a ser divulgados em junho.

Mercadante e Nunes divulgaram, há pouco, notas, expressando tranquilidade sobre o fato. O ministro da Casa Civil reiterou que recebeu R$ 500 mil, sendo R$ 250 mil da UTC e R$ 250 mil da Constan Construções, e declarou o valor à Justiça Eleitoral. Mercadante disse que teve apenas um encontro com Pessoa, a pedido do empresário. (continua no site da Agência Brasil…)

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158 Respostas to “Lava Jato: finalmente um tucano”

  1. Chesterton said

  2. Chesterton said

    Bobby Fields na veia.

  3. Pedro said

    Fora do assunto do post, mas é que tá difícil abrir sites de noticias……

    Gzuis, é uma paulada atrás da outra.

    DC:

    “O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro está fazendo neste mês de setembro o pagamento de um auxílio-educação a magistrados e servidores que tenham filhos entre 8 e 24 anos. O valor será multiplicado até um máximo de três filhos.

    Com a medida, passam a ser sete os benefícios concedidos a juízes e desembargadores lotados no tribunal estadual mais rico do país.

    Da adoção ao funeral, os magistrados têm garantido o auxílio com dinheiro público. Isso sem contar diárias por viagens, além de gratificação por exercer funções nas eleições ou dirigir fóruns. O salário base de um desembargador no Rio é de R$ 30.471,08.”

  4. Elias said

    É…

    O uso da mesma política econômica do Octávio Gouveia de Bulhões (Bob Fields era só um garoto de recados de luxo), com exatamente os mesmos resultados (inflação, recessão e desemprego), diz muito sobre todos…

    Ressuscitaram o zumbi!

  5. Chesterton said

    A coisa tá preta para o lado dos Aloísios…..

  6. Chesterton said

  7. Chesterton said

    O ressentimento é a única emoção que pode durar a vida inteira e que nunca desapontará você. Em comparação, todas as demais emoções são passageiras e falíveis. Eu tentei odiar alguém por anos; isso, contudo, revelou-se impossível: o ódio desaparece como as cores das flores prensadas. Mas o ressentimento! Ele é a solução perfeita para o seu fracasso na vida. E, graças a Deus, todos nós cometemos falhas em algum sentido ou outro, pois nada seria tão insuportável, causando tanto ressentimento, quanto o sucesso total.

    http://mises.org.br/Article.aspx?id=1884

  8. Elias said

    A obra prima do Bob Fields atende pelo nome de “Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social”, no qual ele, com a “modéstia” que lhe era peculiar, “projetou” a economia brasileira para nada menos que 10 anos!

    O “plano” de Bob Fields tem sacadas verdadeiramente geniais. Uma delas é a de que o Brasil não tinha futuro nenhum na mínero-metalurgia. Que haveria uma superprodução mundial de ferro, alumínio, cobre, etc., e que, por isso, não valia a pena o Brasil entrar nessa.

    Por isso, o “plano” do Bob Fields se esmerou em projetar a produção de cachos de banana, milhares de galinhas e dúzias de ovos.

    Carlos Lacerda esculhambou com o “plano” do Bob Fields, a quem chamou de vigarista pra baixo. Os generais Justino Bastos (então comandante do IV Exército), e Amaury Kruel (então comandante do II Exército), queriam meter Bob Fields na cadeia, sob a acusação de que ele estaria querendo entregar a economia brasileira a potências estrangeiras.

    Castelo Branco bancou o Bob. Exonerou Justino Bastos e Amaury Kruel, e cassou Carlos Lacerda. Mas perdeu a parada da sucessão para Costa e Silva, que se declarava “desenvolvimentista” e detestava Bob Fields & curriola entregusta.

    O “plano” bananófilo e galináceo do Bob Fields nunca entrou em execução. Aliás, foi até retirado de circulação pelos militares. Hoje, é difícil conseguir um exemplar.

    Tiveram que preparar, às pressas, o “Plano Estratégico de Desenvolvimento – PED”, para o período 1968 a 1970, cuja execução relançou a economia, fazendo PIB evoluir a taxas superiores a 8% a.a.

    O motor de partida do PED foi a construção civil. O Brasil chegou a emplacar a construção de mais de um milhão de unidades habitacionais por ano. Desconheço qual foi a produção de banana, galinhas e ovos no mesmo período.

    E o Bob Fields? Continuou como puxa-saco mor dos militares, embora desprezado por estes, que jamais permitiram o retorno do sacana ao ministério, muito menos da formulação da política econômica.

    Ele ficou, até o fim da vida, repetindo essas simplificações simplórias da teoria econômica liberal. Conseguiu enganar os eleitores do Mato Grosso a ponto de ser eleito senador. Depois, quando os votos escassearam, deputado federal.

    Como senador ou deputado federal, jamais apresentou um único projeto de lei relevante. Ele se limitava a copiar projetos de outros parlamentares, pra usar o protocolo nas prestações de contas aos seus eleitores. Aí os projetos “dele” eram arquivados, porque já havia outro, sobre o mesmo assunto e com o mesmo texto, antes do dele, em tramitação.

    Outra mentira do Bob Fields foi dizer, em sua auto-biografia, que entrou no Ministério do Exterior por concurso público.

    Papo furado! Na época em que ele foi admitido, o Ministério do Exterior não promovia concursos públicos, que só passaram a ser realizados depois da criação do Instituto Rio Branco.

    Bob Fields entrou para o quadro desse ministério pela janela, sem concurso, e não para a carreira diplomática. Entrou em função auxiliar, de apoio administrativo.

    Até nisso ele foi um vigarista.

  9. Pedro said

    Googlias, vc tem todos estes nomes e dados de memoria?
    O que é que vc toma? Conta o segredo pra nós.

    Por curiosidade dei uma procurada rápida.

    Exportações de minério de ferro em 2014….US$10,46 bilhões
    Googlias, vc tem todos estes nomes e dados de memoria?
    O que é que vc toma? Conta o segredo pra nós.

    Por curiosidade dei uma procurada rápida.

    Exportações de minério de ferro em 2014….US$10,46 bilhões

    Exportações de carne de frango em 2014…..US$ 8,08 bilhões

    Não dá pra desprezar os galináceos não.

    http://www.canalrural.com.br/noticias/frango/exportacao-carne-frango-bate-recorde-2014-com-milhoes-toneladas-54385

  10. Pedro said

    Baralho, o muquirana do Pax, aceita só um link,
    Fica bloqueando quando tem dois, saiu tudo truncado.

  11. Pedro said

    Assim fica melhor:

    Googlias, vc tem todos estes nomes e dados de memoria?
    O que é que vc toma? Conta o segredo pra nós.

    Por curiosidade dei uma procurada rápida.

    Exportações de minério de ferro em 2014….US$10,46 bilhões

    Exportações de carne de frango em 2014…..US$ 8,08 bilhões

    Não dá pra desprezar os galináceos não.

    Sorry!

  12. Daise 10.0 said

  13. Chesterton said

    http://www.zerohedge.com/news/2015-06-04/danes-are-revolting-tax-administration-set-fire

    chest- e os dinamarqueses tb se revoltam contra impostos.

  14. Daise 10.0 said

    mpeachment: Bicudo e Reale Jr. por último

    Brasil 23.09.15 17:30
    Eduardo Cunha traçou, finalmente, o roteiro para a abertura do processo de impeachment.

    De acordo com a Veja.com, ele analisará “monocraticamente até três solicitações de impeachment por semana até chegar, no final de outubro ou início de novembro, ao pedido considerado mais forte e encampado pela oposição, que leva a assinatura do ex-petista Hélio Bicudo e do jurista Miguel Reale Júnior. Cunha não admite publicamente, mas o cronograma de avaliação dos pedidos conta com a possibilidade de a situação política do governo Dilma Rousseff se agravar ainda mais, principalmente com as decisões do TCU sobre as chamadas pedaladas fiscais e pelo TSE sobre irregularidades na campanha à reeleição.”

    Ainda segundo o site da revista, “Eduardo Cunha não se manifestou sobre a possibilidade de a presidente Dilma ser responsabilizada atualmente por atos ilegais eventualmente cometidos no primeiro mandato. Ele deixou a questão em aberto porque considerou que esse tipo de questionamento ‘não se reduz a uma questão de procedimento ou interpretação de norma regimental.”

    Há um roteiro subjacente: a deterioração da situação econômica. Quanto o dólar bater em 4,50 e mais uma agência de classificação de risco rebaixar a nota do Brasil, não haverá como segurar a mulher por muito mais tempo.
    ——————–

    Hoje o dolar fechou a 4.156 reais apesra da atuação/intervenção do Banco Central vendendo “cambio futuro”.

  15. Daise 10.0 said

  16. Daise 10.0 said

    Votação de restante dos vetos de Dilma ainda não tem data definida, diz Renan:

    reajuste dos funcionários do judiciário e a extensão do reajuste no INSS, através do SM, também para os aposentados.

    Bomba!

    Quanto vai custar ?… dessa vez!
    Tá hora da dilma renunciar…vai custar mais barato, sem dúvida.

  17. Daise 10.0 said

    Pax vc não é burro mas parece!

    Quem meteu o Brasil nesta merda de hoje não foi o PSDB (que não governa há 13 anos).

    E aí vc fica contente e com a invetigação de Aloysio Nunes junto com um ministro da Casa Civil.

    Nunes é apenas um senador da Oposição .

    O outro é ministro da Casa Civil, tipo Zé Dirceu, só que mais burro.
    2 tesoureiros presos e dilma enfrentando um provável processo em 2 Tribunias…

    Tenha vergonha na cara, Pax.
    PUTZ
    A ética do Pax é essa mas ele pode mudar se for necessário.
    SHAME!
    Manoel ou Joaquim! Que vexame!

    Sinto vergonha, vc não?

  18. Chesterton said

    O homem errado
    23/09/2015 02h00
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    RIO DE JANEIRO – Todos sabemos: se você encontrar um jabuti em cima da árvore, não queira saber como ele subiu até lá –foi alguém que o colocou. E por que alguém colocaria um jabuti em cima da árvore? Para preencher um tempo morto, já que um jabuti em cima da árvore não serve para nada. Ou para manter a árvore ocupada até chegar a hora de tirá-lo.

    Em 2011, Lula colocou Dilma em cima da árvore, contando com que ela lhe devolveria o galho em 2015. Mas Dilma gostou do que viu lá de cima e quis continuar por mais quatro anos. Já aconteceu mil vezes: a criatura apaixona-se por si mesma, descobre que tem vontade própria e dá uma banana para seu criador. É elementar. Espanta que Lula não tenha previsto essa possibilidade.

    Há outros espantos. Lula vendeu Dilma como uma grande gerente, uma executiva, uma administradora. Hoje sabemos que é exatamente o que ela não é –seu governo ficará como o mais incompetente da história. Se Lula achava que Dilma fosse aquilo tudo, revelou-se péssimo avaliador de material humano. Se sabia que ela não era, e a bancou assim mesmo, ele deve explicações ao seu pessoal.

    Dizem que Lula escalou Dilma como sua sucessora porque Dirceu e Palocci foram abatidos no mensalão. Duvido –Lula os temia porque eram espertos e ambiciosos demais, poderiam crescer e engoli-lo. O ideal para Lula era mesmo Dilma, que o PT não queria, mas teve de digerir. Essa é uma característica do grande líder: quando ele erra, obriga todo mundo a errar com ele. Lula deve ter vendido Dilma como dócil, maternal e obediente. Ela se revelou voluntarista, grossa e incontrolável –além de politicamente desastrosa. Como se pode errar tanto?

    Lula pôs o jabuti em cima da árvore. Isso é comum na política. Mas errou de árvore ou errou de jabuti. Em compensação, acertou um tiro no pé.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2015/09/1685193-o-homem-errado.shtml

  19. Daise 10.0 said

    E a ignorância do Pax vai ao ponto de “achar” que Aloysio Nunes está sendo investigado pela LavaJato.

    Não …meu burro querido.
    O Juiz é outro pois o caso não tem nada a ver com a LavaJato e poderá vir a ser ser crime eleitoral, se ficar comprovado.
    Quanta ignorância e preconceito.
    Em Minas quem está sendo investigado pela PF é o Gov. Pimentel – Operação Acrônimo – que envolve sua ex- amante e atual esposa.
    Acorda Pax.

    Pax tá na hora de tirar as patas da frente do chão e tentar ficar em pé!
    O Patriarca foi embora mas deixou seu cheiro no ar
    pra orientar os posts recentes do Pax, que pelo jeito nem jornal lê direito.

  20. Daise 10.0 said

    A vida fácil de Stedile anda difícil. Ou: “Ei, MST, vai pra Cuba com o PT!”

  21. Daise 10.0 said

    A vida fácil de Stedile anda difícil. Ou: “Ei, MST, vai pra Cuba com o PT!” (2)

  22. Daise 10.0 said

    “Dólar e Dilma têm R$ 5 letras”

  23. Daise 10.0 said

  24. Elias said

    Pedro,
    Então, faz o seguinte: tira da economia brasileira a produção (não só a exportação, entende?) de minério de ferro, ferro gusa, cobre (e o principal subproduto do cobre: ouro!), bauxita alumínica, alumina, alumínio, aço laminado a quente, aço laminado a frio, aço carbono, etc.

    Aí, vê o que sobra do Brasil que tu conheces.

    Ah, sim. Aproveita, e compara o que tu achares, com a produção de galinha, ovos e banana…

    Putz!

  25. Elias said

    E, Pedro:

    1 – De mais a mais, o “plano” de Bob Fields não era uma merda por projetar a produção de galinhas, ovos e banana.

    2 – O “plano” de Bob Fields era uma merda porque sustentava que o Brasil deveria se concentrar na produção de galinhas, ovos e bananas, desprezando o setor mínero-,metalúrgico, a construção de portos, etc., que, para ele, não tinham futuro neste país.

    3 – Naquela época — E DESDE O GOVERNO JK, Pedro! — o Brasil já vinha empenhado em aumentar a produção de frangos para o consumo interno. Até então, o consumo de proteína animal no país se limitava à carne bovina. Havia um dito popular revelador, à época: “Quando pobre come galinha, um dos dois está doente…” . Durante o governo JK isso começou a mudar, com estímulos governamentais à produção de frangos (isenção ou redução fiscal, principalmente). O objetivo era diversificar o consumo brasileiro de proteína animal, pegando um “caminho curto” e seguro (além de ser rico em proteínas, em 45 dias, o frango está pronto para o abate, demandando um capital de trabalho infinitamente menor que o capital de trabalho demandado pela produção de carne bovina).

    4 – Só bem mais tarde, com o super-enriquecimento dos países árabes produtores de petróleo, é que a carne de frango passou a ser um componente relevante na pauta de exportações (agora, a China passou a ser também um mercado dos mais promissores, tanto para carne de frango, como para carne bovina e bubalina, que o Brasil também produz à tripa forra).

    5 – Falar nisso, também a exportação de carne de frango está sentindo a barra da crise mundial: em 2014, o Brasil exportou 4,1 milhões de toneladas, contra 3,9 milhões de toneladas em 2013 (crescimento de 3%). Mas faturou US$ 8,08 bilhões, queda de 0,02% em relação a 2013, quando emplacou US$ 8,09 bilhões. Em 2014, portanto, o Brasil faturou menos,exportando mais.

    6 – Já do lado do ferro, o papo é outro. O Brasil tem o melhor minério de ferro do mundo, vindo a Austrália num mais ou menos distante segundo lugar. Neste momento, Austrália e Brasil estão concentrados em ferrar com os concorrentes, oligopolizando definitivamente o setor. O preço internacional da tonelada do minério de ferro está em torno dos US$ 50. Quem consegue produzir a US$ 20 ou US$ 30 por tonelada, como Brasil e Austrália, pratica o preço internacional e ainda tem um ótimo lucro. Quem depende da alta do preço internacional pra viabilizar economicamente sua produção, está ferrado.

    7 – Não é outra razão que a Vale está ativando os platôs da Serra Sul, em Carajás. A Serra Sul é a maior jazida de ferro altamente concentrado do mundo, pondo no chinelo a Serra Norte, que, até aqui, respondia por quase a totalidade da produção de minério de ferro no Brasil.

    8 – Em outras palavras: no setor ferro, o Brasil e a Austrália estão fazendo com a concorrência, o mesmo que a concorrência está fazendo com o Brasil, no setor petróleo. Aí, também, a diferença de perspectivas entre a Vale e a Petrobras…

  26. Pedro said

    Pronto. É só contrariar o Googlias, que baixa o caboclo brigador no judeu filho de Exu.

    Onde é que eu falei pra tirar da economia a produção (não só a exportação, entende?) de minério de ferro, ferro gusa, cobre (e o principal subproduto do cobre: ouro!), bauxita alumínica, alumina, alumínio, aço laminado a quente, aço laminado a frio, aço carbono, etc?

    Eu só falei que não dá pra desprezar a cadeia produtiva dos derivados do frango.

    Pela importância dos números que eu apresentei, e principalmente porque distribui renda, e é renovável.

    (E frango não é só exportação, se come aqui dentro também, entende?)

    E o número apresentado é sem a tal “ferrovia do frango”, prometida pelo governo federal a décadas, e nunca saiu do papel.
    Baixaria o custo do frete entre 40 e 50%, favorecendo ainda mais as exportações e talvez diminuindo o preço do produto pra população.

  27. Pedro said

    Não estou defendendo o Bob Fields, (este é o departamento do Chester, vc vive dizendo pra gente não se meter).

    Estou defendendo a renda que os galináceos distribuem, quando se propõem morrer pra alimentar os humanos.

    E também não falei nada sobre a influencia do vento sul na curvatura da banana. (Este é o departamento do Patriarca, ele gosta de banana). :-)

  28. Pedro said

    Pra quem defende distribuição de renda, acho que vale olhar o que diz este sujeito.

    http://www.auroraalimentos.com.br/sobre/noticia/347/cooperacao-e-agronegocio-a-saida-esta-aqui

    Ouvi algumas entrevistas dele e botei fé no homem.

  29. Elias said

    Pedro,
    Longe de mim desprezar a galinhada.

    Lá pelos 1980, fui sócio de um primo meu, numa granja de engorda. Depois, vendi minha parte ao sócio (que está no negócio até hoje, e bem), pra aplicar no ramo que responde por boa parte do meu sustento (se eu dependesse exclusivamente da aposentadoria pra viver, estaria fadido e mal pugo).

    A crítica ao “plano” do Bob Fields é que ele limitava absurdamente o potencial brasileiro, e, pior, tentava apresentar como sacada sua (dele) algo que já vinha sendo feito desde a década anterior, por JK.

    Fields era um vigarista intelectual.

    Irônico que alguém tenha a péssima noção de oportunidade, ao destacar uma frase de Bob Fields criticando o “analfabetismo econômico” de adversários, exatamente no momento em que a aplicação prática das medidas que ele defendia, está produzindo os mesmos péssimos resultados que essas mesmas medidas produziram, quando foram aplicadas por ele, há 50 anos.

    Falar nisso, o desemprego subiu de 7,5% em julho de 2015, para 7,6% em agosto. Pra lembrar: em agosto de 2014, estava em 5%.

    Já o BC está projetando uma inflação de 9,5% em 2015, e a evolução do PIB de 2,5%… NEGATIVOS!

    Por motivos óbvios, o BC nunca peca por excesso, ao projetar desempenho econômico desfavorável.

  30. Elias said

    “Pronto. É só contrariar o Googlias, que baixa o caboclo brigador no judeu filho de Exu.” (Pedro)

    Cadê a “briga”, caceta?

    Eu só argumentei, usando dados que podem ser facilmente verificados.

  31. Chesterton said

    Agora Elias vende roupa de marca, tem uma butique, deve ser filial da Daslu.

  32. Elias said

    Pedro,
    Excelente a matéria sobre cooperativas!

    Infelizmente, o cooperativismo é um grande desconhecido no Brasil. Santa Catarina é uma das poucas e honrosas exceções.

    A área metropolitana de Belém recebe quase que diariamente levas de migrantes nordestinos. Alguns prefeitos maranhenses praticam o hábito de fretar ônibus caindo aos pedaços, que eles enchem de gente e despacham para o perímetro da área metropolitana de Belém, onde a carga humana é despejada, às margens das estradas.

    O passo seguinte é esse pessoal invadir propriedades rurais.

    Há alguns anos, o então petista Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém, resolveu desapropriar, por indenização em dinheiro aos proprietários, uma fazenda desativada, onde se estabelecera uma situação potencialmente explosiva. Pra evitar o pior (já tinha havido as primeiras trocas de tiros), e embora reforma agrária não seja missão institucional de prefeitura, Edmilson desapropriou a fazenda para assentamento do grupo que já dera início à invasão no local.

    Na hora de organizar a ocupação e a produção na área, a Prefeitura de Belém se deparou com um problemão e tanto…

    A ideia era separar uma área pra moradia e destinar a maior parte da fazenda para produção. Para isso, a área destinada à produção seria propriedade de uma cooperativa, e não de nenhum dos assentados em particular. Os assentados seriam proprietários da cooperativa, e não do terreno.

    Se fosse por aí, daria pra eles praticarem uma agricultura moderna. Se o terreno fosse fracionado em pequenos tratos, ficaria mais difícil amortizar o custo de grades aradoras, colheitadeiras, etc., em cada um desses tratos. Ficaria difícil até mesmo comprar os equipamentos, já que o terreno costuma ser usado como garantia fiduciária.

    A Prefeitura de Belém se propôs realizar a capacitação dos assentados, fornecer assistência técnica, sementes e mudas selecionadas, enfim, fazer o que fosse necessário para o pontapé inicial e os primeiros minutos de jogo.

    Proposta recusada quase que por unanimidade. O argumento: “Lutei a minha vida toda pra ser dono do meu pedaço de chão. Agora que consegui, não vou abrir mão dele.”

    Argumento bem construído e compreensível. Mas incorreto. O terreno foi fracionado, e seus novos proprietários vivem, até hoje, praticando produção de subsistência, em condições de penúria não muito distantes da situação em que se encontravam, quando chegaram às proximidades daqui, de Nova Déli….

    Com a opção pela cooperativa, os resultados poderiam ser bem outros… E muito melhores, pra todos.

  33. Elias said

    É isso mesmo, Chester!

    Sei o que estás esperando: um convite pra uma exibição tua, de beijo francês, com algum presidiário do pedaço.

    Esquece, Paulette.

    Não banco prostitutas.

  34. Elias said

    Ah, sim: “Associativismo e Cooperativismo” é um dos “programas prioritários” do Incra.

    Imagina se não fosse…

  35. Elias said

    Rapidinho o Levy vai ultrapassar o Bob Fields.

    A Bovespa deixou de ser a maior bolsa da América Latina. O México assumiu a liderança que era do Brasil.

  36. Pedro said

    # 32
    É bem essa Googlias.

    Isto que era perto de Belém, imagina se fosse lá no interiorzão.
    Não tem como eles progredirem.
    Vão acabar com os recursos naturais e depois abandonar, ou tentar vender o pedaço que ganharam.
    ……….

    É o que diz o Lanznaster, com o cooperativismo, o pequeno agricultor tem acesso ao mercado nacional e internacional, e vende seus produtos com valor agregado.

    O cooperativismo é forte por aqui, em diversas áreas.
    Cooperativismo bancário também está dando muito certo.
    Ta crescendo barbaridade.
    Já mandei o HSBC pra puta inglesa que o pariu e me associei ao SICOOB.
    As vantagens são muitas.

    (Acho que daqui a pouco os grandes bancos vão querer botar um freio nisto aí.
    Vamos ver de que lado o governo vai ficar.)

  37. Elias said

    Segundo a Economática, as 10 empresas que mais lucraram no 1º semestre de 2015, foram:

    1- Itaú/Unibanco (R$ 11,7 bilhões); 2 – Banco do Brasil (R$ 8,8 bilhões); 3 – Bradesco (R$ 8,7 bilhões); 4 – Petrobras (R$ 5,9 bilhões); 5 – Ambev (R$ 5,3 bilhões); 6 – Santander (R$ 4,6 bilhões); 7 – BB Seguridade (R$ 2,2 bilhões); 8 – Cemig (R$ 2,0 bilhões); 9 – BTG Pactual (R$ 1,8 bilhão); 10 – Cielo (R$ 1,6 bilhão).

    Entre os 10 mais, nada menos que 6 do setor financeiro (o parasita está comendo mais que o hospedeiro), e só um da área de software (o gigante Cielo).

    Ainda se segurando na 4ª colocação, a Petrobras apresentou um lucro equivalente a 50,4% do lucro do 1º colocado, que não fabrica nem lâmpada queimada…

  38. Elias said

    Cooperativismo bancário é uma boa!

    Se pintar por aqui, vou aderir (Belém, que tanto imita Nova Déli na sujeira, na fedorência, na violência, no trânsito caótico, etc., bem que poderia, pra variar, incluir o cooperativismo bancário na sua extensa lista de imitações: na Nova Déli original, esse tipo de cooperativismo é forte pra caramba!).

    Mas também acho que os bancos vêm pra cima, com tudo!

    Na segunda metade dos anos 1990, eles implicaram com os sistemas de microcrédito que algumas prefeituras petistas implantaram (os “Bancos do Povo”). Quase conseguiram, mas aí o FHC começou a levar farelo, e acabou desistindo.

  39. Pax said

    Esse gaúcho – que faz parte de um grupo fechado onde discuto política, alhures – deu uma entrevista com uma análise do Brasil 2013-2015 que me parece excelente. Precisa pra caramba.

    Pra quem gosta de ler textão. Afirmo que vale a pena.

    “Crise política e a desconstrução do país. Entrevista especial com Moysés Pinto Neto”

    http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/547055-a-estabilidade-politica-do-governo-dilma-e-dependente-do-ajuste-fiscal-entrevista-especial-com-moyses-pinto-neto

  40. Chesterton said

    o Moyses? Nããããããoooooooo…..

  41. Chesterton said

    Elias é o Matusalém, já foi contador, foi militar, foi fabricante de bijuteria, foi criador de frangos, foi dono de butique e foi até petista! Amazing.

  42. Chesterton said

    Ah não, é outro Moises….vou ler.

  43. Chesterton said

    Elias tenta transferir para Levy a culpa da Dilma….ah, o Matusalem tb foi diretor do Senai.

  44. Chesterton said

    Por mais reacionário que seja o Congresso, duvido que, por exemplo, uma emenda constitucional que institucionalizasse o Bolsa-Família fosse rejeitada

    chest- isso não era papo do Aécio, Pax?

  45. Chesterton said

    Assim como na resposta acima, não tenho como fazer afirmações

    chest- pô, mas afinal…???

  46. Chesterton said

    Pela primeira, mais comum entre o empresariado, a grande mídia e o sistema político, há uma crise econômica devida aos altos gastos governamentais que exigem mudanças fiscais e contenção de despesa pública. É uma crise que se resolve com o velho receituário.

    chest- contenção é pouco, tem que cortar na carne.

  47. Chesterton said

    A política deixou de ser um tabu no debate cotidiano. Nesse sentido, a atitude de algumas pessoas de continuar acreditando que quem não está alinhado ao PT ou à esquerda em geral ou é desinformado, ou é vítima do bloqueio midiático, é bastante tola, para dizer o mínimo. A informação circula como nunca circulou. Por mais poder que ainda tenha a velha mídia, as pessoas hoje não suportam assistir uma hora de televisão sem olhar para o celular. Elas conhecem a blogosfera governista e as teses que são defendidas pelos petistas para justificar seus atos. Tudo está acessível. Então o debate tem que ser colocado em outros termos. É claro que é insuportável ver uma pessoa pedindo intervenção militar e que na abundância de informação circulam toneladas de lixo – não poderia ser tão diferente o mundo eletrônico de uma sociedade que produz tanto lixo -, mas a postura de superioridade moral e intelectual hoje não se sustenta mais.

    chest- é verdade, finalmente a inferioridade moral da esquerda foi desvelada.

    Podemos e Syriza são tentativas de enfrentar o ethos da austeridade que tem predominado na Europa comandado pela Alemanha. Mas, mais que nunca, são expressão de um dilema contemporâneo: como sair do neoliberalismo? A resposta mais sincera seria: ainda não sabemos bem.

    chest- Europa neoliberal? De qualquer modo não sabem bem? Sabe o que então?

    o populismo latino-americano, como Salvador Schavelzon escreveu recentemente, também está vivendo seus dilemas, bastando olhar para Brasil, Argentina e Venezuela. Ele não conseguiu apresentar uma alternativa consistente que não seja um estatismo burocrático e centralizador

    chest- tinha que destruir a Venezuela para chegar a uma conclusão destas?

    A própria transição de Lula para Dilma foi comemorada como uma “gestora no poder”, celebrando-se a tecnocracia. Hoje sabemos que – além da má gestão (autoritária, casuísta, equivocada nos investimentos

    chest- de novo, eu não disse? Tem que deixar esse estrago todo para depois reconhecer a cagada?

    Precisamos retomar a dimensão espectral da política, do sonho, abrindo o horizonte para além do possível.

    O nome disso, a meu ver, é utopia.

    chest- ai, ai, ai, Utopia! Isso ou é miolo mole ou desonestidade intelectual.

    e aberto para desenhar alternativas econômicas à austeridade e ao estatismo,

    chest- alternativas ao estatismo…..depois de ocupar o estado inteiro…..putz, que esquerda…

  48. Chesterton said

    Quando falo dos coletivos de ocupação, estou me referindo a um novo experimento político que tenta ressignificar as noções de trabalho, família, propriedade, educação, alimentação, autonomia, etc., forjando um novo complexo espaço-tempo que foge da normalidade sufocada pelo capitalismo consumista.

    chest- seja mais específico. Falou, falou e não disse nada.

  49. Chesterton said

    A Espanha ESTATIZA o sol, não privatiza.

    https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/espanha-privatiza-o-sol-proibido-gerar-energia-para-215134719.html

    O sol foi privatizado na Espanha. Quem instalar placas solares para geração de energia doméstica sem a autorização do governo espanhol poderá ser multado em até 30 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões),

  50. Chesterton said

    e Dilmanta é tão ruim que estamos à mercê de ataques especulativos…..o povo que votou 13 que se prepare.

  51. Chesterton said

    Assessores mais próximos da presidente Dilma já não levam desaforos para casa. Desde o início das várias crises provocadas pelo governo na economia e na política, gritos e esculachos de Dilma recebem prontas respostas, inclusive de auxiliares mais próximos, no mesmo tom de agressividade. “Perderam o respeito”, contou um deles a esta coluna. Uma funcionária definiu assim a situação: “O clima é de fim de festa”.

    Várias vezes ao dia, a exaltada Dilma bate-boca com auxiliares. Antes, se calavam, cabisbaixos. Hoje reagem torcendo para serem demitidos.

    Ministros como Luis Adams (AGU) e José Eduardo Cardozo (Justiça) evitam contato com a chefa. Só aparecem quando são convocados.

    No staff íntimo, de ministros a auxiliares modestos, ninguém acredita que Dilma fique no governo. Nos corredores, torcem para sua queda.

    O aspone Marco Aurélio Garcia disse a um amigo, há dias, como esta coluna apurou, que Dilma “comprou a Cartilha dos Burros”, e a segue.

    chest- e ela não se manca.

  52. Pax said

    O IP e o nome da troll de plantão estão bloqueados a partir de agora. Enchi meu saco. Não faço o blog pra gente dessa natureza.

  53. Pax said

    E pode alterar que vou dar um malho esses dias, quando tiver tempo. Não vai mais comentar aqui. Vou apagar os comentários e bloquear todos os IPs e Codinomes que usar.

  54. Chesterton said

    The New Left: Envy, Resentment and Hate

    John C. Goodman

    Bernie Sanders is angry. Who is he angry at? Rich people. Why rich people? That’s not clear.

    At Liberty University, Sanders complained about a small number of people who have “huge yachts, and jet planes and tens of billions” while others “are struggling to feed their families.” In Madison Wisconsin, Sanders called for a “political revolution against greed.”

    So what’s the connection between people who have “tens of billions” and people who are “struggling to feed their families”? For the most part it’s a positive one. In a capitalist system, people get rich by meeting other people’s needs. Because some people are rich, other people find it easier to feed their families.

    Take the world’s richest man, Bill Gates. When I was a student at Columbia in the 1970s, I remember a friend showing me a fantastic hand held device. It could add, subtract, divide and multiply. And it only cost $400. Today, I can sit in bed with my lap top, which in 1970 dollars cost less than $400. I can buy and sell goods on eBay, conduct personal banking, purchase airline tickets, book hotel rooms and even work the New York Times crossword puzzle – in large part because of Bill Gates.

    Take the world’s richest woman, JK Rowling. When she wrote the last Harry Potter book or helped on the last Harry Potter movie was she making anyone worse off? Was she taking food out of the mouths of babes? Or was she bringing entertainment and pleasure to millions of people?

    Is Bill Gates greedy? There’s no evidence of that. He is giving all his money away in ways that are curing diseases that kill children all over the world. More generally, I have never met a truly creative person who was motivated by greed. But even if greed were the motivation, we need more of it – as long as it’s meeting our needs.

    So what’s Sander’s complaint? Here are his own words: “99 percent of all new income today (is) going to the top 1 percent.”

    In 2007, “the top 1 percent of all income earners in the United States made 23.5 percent of all income,” which is “more than the entire bottom 50 percent.”

    “Today the Walton family of Walmart own more wealth than the bottom 40 percent of America.”

    When Sam Walton was alive, he was one of the world’s richest men. Yet he wore blue jeans and drove a pickup truck. No one in Bentonville, Arkansas even knew he was rich until they read about it in Forbes. Is Walmart making it harder or easier for people to feed their families? You be the judge.

    Behind the rhetoric on the left, there is one persistent theme, always implicit, never explicit. Leftist rhetoric is designed to encourage people to believe that the reason they are poor is because other people are rich.

    And this kind of rhetoric is not confined to politicians who know nothing of basic economics. Paul Krugman, Joe Stiglitz, Jeffrey Sachs and other well-known economists are just as guilty. They invariably imply that “all property is theft,” a staple of barn yard Marxism. Yet, on rigorous examination, this idea is silly. Most of the people on the Forbes 400 list are self-made or next generation of self-made billionaires.

    Writing in the Dallas Morning News, Cullen Godfrey asks: why do we demonize billionaires?

    “They didn’t steal our money. They earned our money by providing us with the things that we want and that make our lives better. The Forbes 400 list includes names such as Oprah Winfrey, filmmakers Steven Spielberg and George Lucas, Jeff Bezos (Amazon), Phil Knight (Nike), Elon Musk (Tesla), Charles Schwab, Ralph Lauren and Michael Ilitch (Domino’s Pizza). Of course, there are those with inherited wealth, but the vast majority on the list are first-generation, self-made billionaires, and those with inherited wealth have, as a rule, been excellent stewards of their good fortune.”

    Like Jeremy Corbyn, the new Labour Party leader in Britain, Bernie Sanders is appealing to our worst instincts. His is not the message of compassion and love. His is the message of resentment, jealousy and hate.

    What would he do? Tax capital. He hasn’t given us a figure, but if he goes along with the 90 percent income tax rate favored by Paul Krugman or the 80 percent rate proposed by Thomas Piketty, Bill Gates may never have been able to start Microsoft. Sam Walton may never have given us Sam’s Club.

    As I wrote at Forbes earlier this week, the left is intellectually bankrupt. While appealing to our basest emotions, they have no real solutions to any real problems. In fact, their “solutions” would almost certainly make the poor more poor.

    There is, however, a proposal from the right of the political spectrum: tax consumption rather than saving, investment and capital accumulation. As I wrote previously:

    “[W]hen Warren Buffett is consuming, he’s benefiting himself. When he’s saving and investing, he’s benefiting you and me. Every time Buffett forgoes personal consumption (a pricey dinner, a larger house, a huge yacht) and puts his money in the capital market instead, he’s doing an enormous favor for everyone else. A larger capital stock means higher productivity and that means everyone can have more income for the same amount of work. So it’s in our self-interest to have very low taxes on Buffett’s capital. In fact, capital taxes should be zero. That means no capital gains tax, no tax on dividends and profits — so long as the income is recycled back into the capital market.

    We should instead tax Buffett’s consumption. Tax him on what he takes out of the system, not what he puts into it. Tax him when he is benefiting himself, not when he is benefiting you and me.”

    chest- e os Beatles se separaram após serem tungados pelos impostos britânicos…

    http://www.againstcronycapitalism.org/2013/03/how-the-beatles-dealt-with-a-98-income-tax-thats-right-98/

  55. Pax said

    Molon acaba de deixar o PT. Vai para o recem criado Rede

    PT perde seu melhor quadro na minha opinião.

    Enviado do meu iPhone

    >

  56. Chesterton said

    Caiu na rede é peixe.

    Uma revisão hostil do meu novo livro – “Riqueza, Pobreza e Política” – disse, “aparentemente não há nível de desigualdade de renda ou oportunidade que Thomas Sowell consideraria inaceitável”.

    Normalmente, os comentadores que perdem o ponto inteiro de um livro que estão revendo podem ser ignorados. Mas esta confusão particular sobre o que significa oportunidade é muito difundida, muito além de um revisor específico de um determinado livro. Isso o torna uma confusão vale esclarecer, porque afeta tantas outras discussões de questões mais sérias.

    “Riqueza, Pobreza e Política” não aceita as desigualdades de oportunidades. Em vez disso, ele informa que as crianças criadas em famílias de baixa renda geralmente não sendo estimuladas tão freqüentemente quanto crianças criadas em famílias de alta renda. A conclusão: “É doloroso contemplar o que isso significa cumulativamente ao longo dos anos, como as crianças pobres estão em desvantagem desde a mais tenra infância.”

    Mesmo se todas as portas de oportunidade são abertas, as crianças criadas com grandes quantidades de cuidado parental e atenção são muito mais propensos a serem capazes de passar por aquelas portas do que as crianças que tenham recebido muito menos atenção. Por que mais pais conscienciosos investem tanto tempo e esforço na criação dos filhos? Isso é tão óbvio que você teria que ser um intelectual capaz de interpretar mal. No entanto, muitos entre os intelligentsia equacionam as diferenças nos resultados com diferenças de oportunidade. Um exemplo pessoal pode ajudar a esclarecer a diferença.

    Quando adolescente, eu tentei brevemente para jogar basquete. Mas eu tive a sorte de acertar a tabela, muito mais raramente a cesta. No entanto, eu tinha a mesma oportunidade de jogar basquete que Michael Jordan tinha. Mas a igualdade de oportunidades não foi o suficiente para criar resultados iguais.

    Ainda assim, muitos estudos atuais concluem que diferentes grupos não têm igualdade de oportunidades ou “acesso” igual a crédito, ou a admissão à faculdades seletivas, ou para muitas outras coisas, porque alguns grupos não são tão bem sucedidos em alcançar seu objetivo como outros grupos são .

    A própria possibilidade de que nem todos os grupos têm as mesmas habilidades ou outras qualificações raramente é sequer mencionado, muito menos examinada. Mas quando as pessoas com baixa pontuação de crédito não são aprovados para empréstimos tão frequentemente como as pessoas com alta pontuação de crédito, é falta de oportunidade ou uma falha para atender padões mínimos?

    Quando o dobro de estudantes asiáticos passam os testes difíceis de obter em três escolas altamente seletivos públicos elevados de Nova York – Stuyvesant, Brooklyn e Bronx Ciência Tech – isso significa que os estudantes brancos são negadas oportunidades iguais?

    Quanto à desigualdade de rendimentos, estes dependem de muitas coisas – incluindo coisas sobre as quais nenhum governo tem o controle – a obsessão com “lacunas” estatísticos ou “disparidades” que alguns chamam de “desigualdades” é um grande desvio do mais fundamental, e mais viável, objetivo de promover a melhoria do nível de vida em geral e uma maior oportunidade para todos.

    Nunca houve qualquer razão séria para esperar igualdade de resultados econômicos, educacionais seja entre nações ou no interior das nações. “Riqueza, Pobreza e Política” examina numerosas diferenças demográficas, geográficas, culturais e outras que fazem resultados iguais para todos uma possibilidade muito remota.

    Para dar apenas um exemplo, nos Estados Unidos, a idade média dos nipo-americanos é 20 anos maior do que a idade média dos porto-riquenhos. Mesmo que estes dois grupos sejam absolutamente idênticos em todos os outros aspectos, os americanos japoneses ainda teria uma renda média mais elevada, porque as pessoas mais velhas, em geral, têm mais experiência de trabalho e rendimentos mais elevados.

    Permitindo que todos os americanos a prosperar e ter maiores oportunidades é um objetivo muito mais viável do que resultados iguais. Internacionalmente, as configurações geográficas em que diferentes nações evoluíram são tão diferentes que não há a menor possibilidade de um jogo igualitário entre as nações e os povos.

    Comparando o nível de vida dos americanos no início do século 20 com o do final mostra um progresso incrível. A maior parte desse progresso econômico ocorreu sem o tipo de retórica inebriante, polarização social ou convulsões violentas associados frequentemente à persequições desnecessárias demetas inatingíveis, como , como a eliminação das “lacunas”, “disparidades” ou “desigualdades”.

    Tais fetiches da moda não estão ajudando os pobres.

    http://www.unionleader.com/storyimage/UL/20150922/OPINION02/150929859/AR/0/AR-150929859.jpg?q=100

  57. Elias said

    “Quando adolescente, eu tentei brevemente para jogar basquete. Mas eu tive a sorte de acertar a tabela, muito mais raramente a cesta. No entanto, eu tinha a mesma oportunidade de jogar basquete que Michael Jordan tinha. Mas a igualdade de oportunidades não foi o suficiente para criar resultados iguais.”

    P.Q.P.!!!

    “Quando o dobro de estudantes asiáticos passam os testes difíceis de obter em três escolas altamente seletivos públicos elevados de Nova York – Stuyvesant, Brooklyn e Bronx Ciência Tech – isso significa que aos estudantes brancos são negadas oportunidades iguais?”

    Não!

    Significa que os asiáticos rendem bem em escolas altamente seletivas do 1º Mundo. Se ficarem no Camboja, no Vietnã, na Índia, em Bangladesh, etc., eles automaticamente perdem suas habilidades naturais e só conseguem gerar superpopulação, desigualdade social, miséria, sujeira e fedentina nas ruas e trânsito caótico.

    O que significa dizer que deve ter alguma coisa no ar que os asiáticos respiram, quando se mudam para o 1º Mundo…

    P.Q.P.!!!!!!

  58. Elias said

    “Para dar apenas um exemplo, nos Estados Unidos, a idade média dos nipo-americanos é 20 anos maior do que a idade média dos porto-riquenhos.”

    E, no Japão, já existem dezenas de milhares de pessoas com mais de 100 anos. Homens inclusive!

    Toma-te porto riquenhos de jerda!

    O que isso significa?

    Que sushi é mais saudável do que frango frito?

    Que saquê prejudica menos que rum?

    Que karatê, judô e sumô, prolongam a vida mais que basquete?

    Que tem escritor fazendo uso de associações esdrúxulas pra enganar idiota louco por uma simplificação qualquer, que dê algum sentido às direitopatias dos direitopatas em avançado estágio de deterioração mental?

  59. Elias said

    Pedro,
    Respondendo à tua pergunta no # 11.

    Uma de minhas irmãs se casou com um parente do Carlos Lacerda (tenho alguns sobrinhos com esse sobrenome). A família do marido dela era lacerdista doente, o que gerava discussões políticas intermináveis nas reuniões familiares no sítio, já que meus país eram de esquerda.

    Daí porque, para o bem ou para o mal, na minha família acompanhava-se milimetricamente cada passo do Lacerda, cuja retórica ágil e agressiva eu sempre admirei, embora detestasse — inicialmente por influência de meus pais, e, depois, por convicção pessoal — a visão rasa dos problemas do país, a falta de escrúpulos com que ele se associava a qualquer iniciativa que, no entender dele, favorecessem a obsessão de se tornar Presidente da República, e o abominável hábito da fulanização, que acabou se tornando marca registrada da direita brasileira. Meu professor de Retórica, na antiga 4ª Série do Ginásio, obrigava a gente a fazer longas análises comparativas entre a retórica de Carlos Lacerda e a de Rui Barbosa (cujos textos eu abominava, principalmente o “Discurso sem verbos”).

    Dos anos 1970 pra cá, li pelo menos umas 10 vezes o “Depoimento”, um livro-entrevista, que, para todos os efeitos, se tornou o testamento político de Carlos Lacerda (foi publicado pela Nova Fronteira, editora que ele fundou e a cuja direção se dedicou, depois que foi cassado). No “Depoimento”, está narrada com detalhes a polêmica que o Corvo deflagrou, com suas críticas ao “plano” vigarista do Roberto Campos, acompanhada ao vivo, e a cada lance, pela minha família (que, nesse caso, apoiava o Corvo de inteiro teor…). Lacerda não chegou a ver publicado o “Depoimento”. Morreu antes, com pouco mais de 60 anos, de uma gripezinha à toa, que se transformou numa pneumonia fulminante.

    Já as informações sobre Castelo Branco, Justino Bastos, Amaury Kruel, etc., estão nos livros do Gaspari, e também no “Chatô, o Rei do Brasil”, biografia do Assis Chateaubriand.

    A meu ver, essas informações deveriam fazer parte do acervo cultural de todo brasileiro alfabetizado. Elas têm algumas das chaves que possibilitam o entendimento do Brasil de nossos dias…

  60. Elias said

    “Comparando o nível de vida dos americanos no início do século 20 com o do final mostra um progresso incrível. A maior parte desse progresso econômico ocorreu sem o tipo de retórica inebriante, polarização social ou convulsões violentas associados frequentemente à persequições desnecessárias demetas inatingíveis, como , como a eliminação das “lacunas”, “disparidades” ou “desigualdades”.”

    É verdade…

    E nem é verdade que o esperto analista preferiu usar a expressão “início do século 20”, omitindo o “pequeno” detalhe de que, até o início da década de 1930, multidões inteiras de americanos miseráveis, esfaimados, vagavam de um lado para outro nos EUA, sem ter onde trabalhar ou morar, e, menos, ainda, o que comer.

    Situação que, aliás, rendeu uma obra prima da literatura — “Vinhas da Ira” — e um Nobel ao seu autor.

    Por um lapso, o brilhante analista deixou escapar esse pequeno detalhe.

    E, como um lapso puxa outro, o mesmo brilhante analista esqueceu de mencionar que essa condição de penúria e desigualdade social só começou a ser revertida nos anos 1930, com a estratégia do presidente Franklin Roosevelt, que confiscou na marra renda e propriedades dos mais ricos, para financiar extensos programas governamentais direcionados ao combate à miséria, às “disparidades” e as “desigualdades” inter sociais e inter regionais (aproveito para destacar a TVA, e aquela enorme hidrelétrica, aliás, também construída pela TVA, que bombeia a água de volta pro lago, na montanha, reutilizando essa água pra gerar eletricidade).

    Mas nada disso tem importância, ao se levar em conta o público lobotomizado a que se destina o texto do esperto analista.

    Se esse público tivesse um mínimo de inteligência e vergonha na cara, se sentiria insultado…

  61. Pedro said

    # 52

    Pois é, nunca entendi a mulher barbada.

    Só um manicômio resolve.

    Talvez o HRP possa indicar o dele. :-)

  62. Chesterton said

    você repete clichês esquerdoides, enquanto os americanos sofriam a depressão, Stalin eliminava milhões.

    https://mises.org/library/how-fdr-made-depression-worse

    Se não souber ler em inglês, o Google traduz.

  63. Pedro said

    # 59

    É, tens razão Googlias.

    Leitura.

    Preciso ler mais, minha filha vive me cobrando.

    Mas que vc toma alguma poção secreta de ervas amazônicas pra memória, ah toma.

    Deixa de ser mesquinho, conta pra nós.

    Deve ser o chá do santo daime misturado com caldo de peixe elétrico……..

  64. Chesterton said

    http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4307413/voce-quer-que-perca-eleicao-rebateu-dilma-sobre-sugestao-mantega

    chest- essa %$%#$@#$%*& ferrou o país de propósito!!!

  65. Elias said

    Voltando à entrevista do FHC na França.

    Ele diz que o Brasil está a caminho da falência (com o Levy no leme, não duvido…).

    Acontece que o FHC fala em coisas, como “endividamento”, “capacidade de pagamento” e quetais.

    Dados:

    1 – Comprometimento do orçamento público federal, com o pagamento da dívida (amortização, refinanciamento e serviço):

    1.1 – No final do governo FHC: 62% do orçamento federal eram mobilizados para pagamento da dívida.
    1.2 – Em 2014: 36,45% do orçamento federal foram usados para esse fim (em 2012, essa mobilização era de 41%).

    2 – Reservas internacionais

    2.1 – Com FHC, as reservas internacionais chegaram à rapa do pote: R$ 24,45 bilhões.
    2.1 – Atualmente: R$ 370 bilhões.

    Conclusão: claro que FHC foi um gestor infinitamente responsável do que seus sucessores, e que agora — e não com FHC — o Brasil está próximo à insolvência.

    Comprometendo pouco mais de um terço de seu orçamento com o pagamento da dívida, tá na cara que o país está numa situação muito pior do que na época em que ele comprometia quase o dobro disso para o mesmo fim.

    E tá na cara que, atualmente, as necessidades de superávit primário são muito maiores do que no final do governo FHC (o “superávit primário” é a parcela do orçamento que não pode ser gasta, porque é reservada ao pagamento da dívida).

    Afinal, hoje o Brasil precisa reservar nada menos que 35,45% do orçamento, para pagamento da dívida. Na época de FHC, precisava reservar apenas 62%…

    Responsabilidade fiscal é isso…

  66. Chesterton said

    Discutindo com petista

  67. Chesterton said

    Impunidade tem nome

  68. Chesterton said

    As causas da pobreza são bem simples e diretas. Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956

  69. Elias said

    FHC é brilhante, beirando a genialidade, quando não fala nada.

    O melhor que ele faz é deixar a pré-campanha do PSDB nas mãos do Levy, que sabe o que faz e sabe como fazer bem feito.

    No Globo Economia, a cotação do dólar:

    Às 9h09, caiu 1,84%, para R$ 3,9181.
    Às 9h19, caiu 2,52%, para R$ 3,8907.
    Às 9h29, caiu 1,78%, para R$ 3,9202.
    Às 9h39, caiu 1,43%, para R$ 3,9341.
    Às 9h49, caiu 1,52%, para R$ 3,9307.

    Sabem como se deu essa queda?

    Com o BC intervindo no mercado, vendendo dólar. Ou seja, fazendo exatamente o que fez FHC, que detonou as reservas internacionais do país. Aí entra em vigor a lei da oferta e da procura: aumentando a oferta de dólares, o preço dessa mercadoria cai…

    De acordo com o Globo, o BC atuará três vezes no mercado na sessão de hoje: (1) um leilão de até 20 mil novos swaps, equivalentes a venda futura de dólares; (2) um leilão de venda de até 1 bilhão de dólares com compromisso de recompra; e (3) oferta de até 9,45 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em outubro.

    Pra quem não sabe, “swap” um tipo de operação que interessa particularmente às empresas que têm compromissos em dólares (empréstimos, contratos de importação, etc.).

    No “swap”, o governo contrata a venda de dólares, sem entregá-los ao comprador. No vencimento do contrato, o comprador paga juros contratuais ao governo, e recebe deste o valor da variação cambial ocorrida ao longo da vigência do contrato de compra. Para o comprador, é como se o preço do dólar “congelasse”, na data de assinatura do contrato. Menos mal.

    Já o “leilão de venda” é a venda, pura e simples, da moeda estrangeira. Isso afeta diretamente as reservas internacionais, porque o dólar é retirado do Tesouro Nacional para entrega ao comprador. Foi o que o FHC fez.

    Se, como consequência dessa medida desesperada, o dólar cair, o governo se dá bem. Pode fazer como fez o Lula, que vendeu a R$ 3,50 e comprou a R$ 2,20 (pra restabelecer e turbinar as reservas internacionais).

    Se o dólar não cair, o Tesouro Nacional se ferra, como aconteceu com o FHC, que, na passagem do 1º para o 2º mandato, bateu lona: abandonou a “âncora cambial” e adotou o “cambio flutuante” (o que igualmente liberou a inflação, que foi bater nos 12%).

    No caso atual, se o dólar não cair, o Tesouro vai se ferrar triplamente: 1 – porque poderia ter esperado um pouco mais e vendido mais caro, o que poderia levar os compradores (ou seja, os especuladores) ao esgotamento; 2 – porque reduziu as reservas internacionais, reduzindo a capacidade de pagamento do país, a troco de nada; 3 – porque, no vencimento dos “swaps” negociados agora, ainda terá que pagar a diferença entre a cotação atual e a do dia do vencimento contratual.

    Pior do que isso, só o PSDB consegue…

  70. Chesterton said

  71. Chesterton said

    O Globo de hoje

  72. Pedro said

    # 69

    Pois é, nesta do governo vender dólares, deveria optar, ou pelo swap, ou pela venda direta.

    Não faz sentido as duas operações juntas.

    Outra coisa sobre estas tais reservas de 370 bilhões.
    Os defensores do governo sempre disseram que este arsenal desestimularia qualquer especulação.
    Pelo que li nestes últimos tempos, sempre disseram que o país tinha bala na agulha.
    Ué, então estabelece o valor que deseja pro dólar, 3 reais por exemplo.
    E taca le pau, vai vendendo até chegar lá e depois começa comprar.
    Foi isso que cansei de ouvir.

  73. Pedro said

    Quando digo estabelecer o valor, é estabelecer internamente.
    Não vai entregar o segredo do cofre pra bandidagem.

  74. Chesterton said

    72, até que acaba a munição, tem uma montanha de gente com raiva do PT lá fora, até o Bill gates tá processando a Petrobrás.

    http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2015/09/25/fundacao-bill-gates-processa-petrobras-por-perdas-com-acoes.htm

  75. Chesterton said

    http://www.oantagonista.com/posts/visitinha-da-saude

    O dólar fechou a 3,97 reais, com atuação forte do Banco Central. Mas o mercado sabe que a munição do Brasil é limitada.

    Visitinha da saúde.

  76. Chesterton said

    Youssef negocia delação premiada com autoridades americanas. Welcome, FBI e Departamento de Justiça.

    (Época)(Época) Sob sigilo extremo está em curso uma negociação inicial entre procuradores de Nova York e o doleiro Alberto Youssef para realizar um acordo de delação premiada. O objetivo é que o principal operador da Lava Jato conte o que sabe sobre as falcatruas na estatal. As conversas, em estágio preliminar, têm sido conduzidas pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, defensor de Youssef no petrolão.

    O criminalista viajou para os Estados Unidos no dia 22 de setembro para desenhar uma cooperação de seu cliente com as autoridades americanas. As tratativas, se avançarem, deverão ser concluídas até dezembro deste ano – e colocarão o FBI, a polícia federal americana, no encalço de ex-diretores e ex-conselheiros da Petrobras, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

    No momento, estão em discussão os termos do processo civil movido por investidores que perderam um dinheirão com a queda das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York. Youssef, para evitar o bloqueio de seu patrimônio no exterior, poderá explicar como funcionavam os pagamentos de propinas e o uso político da estatal pelo Planalto. O responsável por negociar com os colaboradores da Lava Jato será o procurador americano Patrick Stokes, que deverá viajar para Curitiba entre outubro e novembro para falar diretamente com Youssef.

    Essa não é a primeira vez que Figueiredo Basto faz um acordo de delação premiada internacional. Em 2005, ele ajudou o doleiro Clark Setton a fazer uma colaboração com autoridades americanas no caso de evasão de divisas do Banestado – que também teve Youssef como um de seus principais operadores. Procurados, Figueiredo Basto e as autoridades americanas não comentaram o assunto.

    A ideia de Youssef colaborar com os investigadores nos Estados Unidos surgiu em agosto, após um encontro realizado entre o advogado do doleiro, um agente do FBI e representantes de um grupo de investidores que teve prejuízo com a desvalorização dos papéis da Petrobras. Entre eles estão o USS, maior fundo de pensão do Reino Unido; o State Retirement Systems, união dos fundos de pensão de servidores dos Estados americanos Ohio, Idaho e Havaí; a gestora de recursos norueguesa Skagen, entre outros.

    O cálculo estimado para as perdas chega a mais de meio bilhão de reais. Esses acionistas entraram com ações coletivas, conhecidas como “class-action”, que estão em curso na Corte de Nova York. Por isso, estiveram no Brasil, atrás de provas colhidas pela Lava Jato.

    No dia 24 de setembro, a Fundação Bill & Melinda Gates, do fundador da Microsoft, também entrou com uma queixa na Corte federal de Nova York, alegando que foi lesada pelo “esquema de suborno e lavagem de dinheiro” na Petrobras.

    Nos Estados Unidos, o acordo de colaboração com a Justiça existe desde a década de 1960. O objetivo de Youssef em fechar uma cooperação com as autoridades americanas é evitar se tornar alvo também de um processo por lá. Numa eventual condenação criminal, Youssef seria proibido de entrar nos Estados Unidos ou de viajar para o exterior. No entanto, o maior prejuízo seria a condenação numa ação cível, que poderia bloquear seu patrimônio para ressarcir os investidores prejudicados.

    A Petrobras, que tem operações nos Estados Unidos, poderá ser condenada e proibida de fazer negócios com o governo americano, caso não feche um acordo. Se depender do potencial explosivo de Youssef e da eficiência do FBI, a bomba no colo do governo será grande.

  77. Chesterton said

    Estadão) O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual recomenda que o relator das investigações da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, aceite pedido da Polícia Federal (PF) que deseja colher novos depoimentos, entre eles o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Se Zavascki autorizar o depoimento, Lula será ouvido como testemunha no âmbito de um inquérito que apura a formação de uma organização criminosa geral para praticar os atos de corrupção na Petrobrás. Na última semana, o delegado da PF Josélio Souza solicitou ao STF a autorização para ouvir Lula, além dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência, governo Dilma Rousseff), Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais, governo Dilma) e José Dirceu (Casa Civil, governo Lula) no âmbito da operação Lava Jato.

    No ofício da PF, o delegado aponta que indícios devem ser buscados para identificar eventuais vantagens pessoais recebidas pelo então presidente, como atos de governo que “possibilitaram que o esquema” fosse mantido. “A investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobrás, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal”, escreve o delegado da PF.

    O pedido da PF usa como base depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do ex-gerente da estatal Pedro Barusco, delatores do esquema de corrupção.

    Dilma. No mesmo ofício, a PF aponta que a presidente Dilma Rousseff não pode ser investigada por uma vedação prevista na constituição, segundo a qual presidentes da república não podem ser responsabilizados por atos estranhos às funções enquanto estão no exercício do mandato. Nesta sexta-feira, 25, o PSDB usou o relatório policial para protocolar uma petição no STF com pedido para que Zavascki autorize uma investigação da presidente Dilma.

    O PSDB argumenta ao STF que, pela peça da Polícia Federal, “há elementos mais do que suficientes para dar início às investigações de Dilma Rousseff”. A vedação à responsabilização de presidente da República, segundo o partido, precisa de uma reanálise. Com base em despacho do próprio ministro Teori Zavascki, o PSDB argumenta que a presidente pode ser investigada, ficando restrita apenas a abertura de uma ação penal.

  78. Chesterton said

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2015/09/reportagem-bomba-de-veja-traz-com.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

    chest- Lulla é a origem de todo mal.

  79. Pedro said

    Não sou eu que ta falando.
    É a poção secreta sulista, a base de cevada, apagadora de memória.

    Se esta alta do dólar é uma histeria, ou uma ação especulativa da agiotagem internacional, acredito que quem 370 bilhões de fichas devia controlar o jogo..

    Já to com inveja da Grécia e seu líder jogador.
    Sem carta nenhuma na mão, conseguiu jogar a batata quente pra cima, e aparar a mesma bem mais fria.

  80. Pax said

    E a ressaca hoje, caro Pedro?

    —-

    Buenas, já é o segundo informante (delação premiada) que afirma que o Eduardo Cunha recebeu grana de propina da Petrobras…

    http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2015/09/baiano-confirma-depoimento-de-outro-delator-sobre-propina-para-cunha.html

  81. Pedro said

    Valeu o aumento Pax.

    A festa foi no sindicato.

    O que não faz o álcool.

    Googlias e Chester terminaram a noite abraçados, dançando e cantando esta:

    PS: Nota fúnebre.
    Quando soube do aumento, a mulher barbada, demitida por vc, suicidou-se, lá no manicômio

  82. Chesterton said

    o crime é causado pela pobreza…tá bom

  83. Chesterton said

    A necessidade leva ao crime…tá bom.

  84. Chesterton said

    chefe do bando

    http://www.implicante.org/blog/petrolao-dilma-nao-so-sabia-de-tudo-como-tomava-decisoes-dentro-do-esquema/

  85. Chesterton said

    http://patriotpost.us/opinion/37778

    Pensamento de esquerdistas, idiota ou desonesto?

    chest- em geral desonesto

  86. Chesterton said

    tradução do Google (não vou arrumar agora)
    Muitas pessoas argumentam que os liberais, socialistas e progressistas não entendem economia básica. Eu não estou totalmente convencido sobre isso.

    Tome a lei da demanda, por exemplo, um dos princípios fundamentais da economia. Ela sustenta que quanto menor o custo de algo mais as pessoas vão tomar ou fazer dele. Por outro lado, quanto maior o custo menos as pessoas vão tomar ou fazer alguma coisa. Por suas ações, os liberais entender completamente a lei da demanda. Vamos olhar para alguma prova.

    O Conselho Municipal de Seattle votou por unanimidade para estabelecer um imposto sobre armas e munições de vendas. Hillary Clinton apelou a um imposto de 25 por cento sobre as vendas de armas. Em Chicago, Cook County Board presidente Toni Preckwinkle proposto “impostos violência” na balas para desencorajar os criminosos de compra de armas. Vamos ignorar o mérito destas medidas. Eles mostram que grileiros arma reconhecer a lei da demanda. Eles querem menos vendas de armas e, assim, propor subir o custo de armas.

    NBCBLK contribuinte Danielle Moodie-Mills disse: “Precisamos parar misgendering pessoas na mídia, e é preciso que haja algum tipo de multa que é colocado no lugar para … meios de comunicação … que decidir que eles simplesmente não está indo para chamar as pessoas pelo seu nome. “O que Moodie-Mills quer é para que sejamos obrigados, se um homem diz que é uma mulher, se dirigir a ele como ela e, se uma mulher diz que ela é um homem, para dirigir a ela como ele. O ponto fundamental aqui é que Moodie-Mills reconhece a lei fundamental da demanda quando ela chama de multas da FCC para pessoas da mídia que folks “misgender”. By the way, se eu pretendia ser o rei do Sião, eu me pergunto se ela apoiaria o meu pedido de que eu ser chamado de “Sua Majestade”.

    No Ohio Legislativo, Rep. Bill Patmon, democrata de Cleveland, introduziu um projeto de lei para tornar ilegal a fabricar, vender ou armas de brinquedo display. A proibição se aplicaria a qualquer arma de brinquedo que uma “pessoa razoável” poderia confundir com um real. Um $ 1,000 multa e até 180 dias de prisão seriam impostas por não obedecer à lei. Isso é mais uma evidência de que os liberais entendem a lei da demanda. Você quer menos de alguma coisa? Basta levantar o seu custo.

    Até mesmo os liberais e ambientalistas San Francisco compreender a lei da demanda. Eles propuseram uma proibição que ao longo dos próximos quatro anos iria eliminar gradualmente a venda de garrafas plásticas de água que detêm 21 onças ou menos em lugares públicos. Os infratores poderiam enfrentar multas de até US $ 1.000.

    O ex-secretário de Energia Steven Chu disse certa vez: “Nós temos que descobrir como aumentar o preço da gasolina aos níveis da Europa”, a fim de fazer os americanos desistir de seu “caso de amor com o automóvel.” Se os preços do gás subir alto suficiente, Chu sabe que os americanos dirigem menos.

    Lá você tem – provas abundantes de que liberais, socialistas e progressistas entendem a lei da demanda. Mas espere um minuto. O que sobre o aumento do custo de contratação de trabalhadores através de aumentos do salário mínimo?

    Aaron Pacitti, professor Siena College da economia, escreveu que o aumento do salário mínimo “iria reduzir a desigualdade de renda e pobreza ao impulsionar o crescimento, sem aumentar o desemprego.” O Centro de esquerda para Pesquisa Econômica e Política escreveu um artigo cujo título diz tudo: ” ? Por que o salário mínimo não têm efeito discernível sobre o Emprego “O Departamento do Trabalho dos EUA tem uma página em seu site intitulado” Mythbusters salário mínimo “, que transmite uma mensagem de economistas liberais:” Os aumentos do salário mínimo tiveram pouca ou nenhuma efeito negativo sobre o emprego dos trabalhadores de salário mínimo. ”

    O que os liberais acreditam – e querem nos fazer crer – é que, apesar de um aumento do custo de qualquer coisa fará com que as pessoas a usar menos do que, o trabalho é isento da lei de demanda. Isso é como aceitar a idéia de que a lei da gravidade influencia o comportamento caindo de tudo, exceto pessoas agradáveis. Um teria que ser um louco para acreditar qualquer proposição.

  87. Chesterton said

    digitem no Google: “maior ladrão do Brasil”

    https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1AVNG_enBR658BR658&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=maior%20ladr%C3%A3o%20do%20brasil

  88. Chesterton said

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,precisamos-falar-sobre-capitalismo,1769682

  89. Chesterton said

    Precisamos falar sobre capitalismo
    TAGS: capitalismo, crise econômica
    Gustavo H. B. Franco
    27 Setembro 2015 | 03h 00
    No Brasil, pouca gente sabe definir o que é, mas muitos odeiam o capitalismo. O Instituto Millenium (uma ONG dedicada a promover os valores da liberdade, democracia e economia de mercado), um dia desses, colocou uma pessoa na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, perguntando aos transeuntes o que pensavam sobre o assunto. Três de cada quatro entrevistados ficaram nervosos com a pergunta, recuavam temerosos do microfone, ou resmungavam desconfortos variados como “aqui no Brasil não tem isso não”, “sei não senhora” e que tais.
    O restante das respostas, inclusive de uma professora do ensino médio, refletiu o que se esperaria obter de uma região outrora conhecida como a Brizolândia.
    Em um belo livro recentemente lançado (Capitalismo: modo de usar) Fábio Giambiagi concentra essa mesma mensagem na sua epígrafe, uma fala de Fernando Henrique Cardoso dirigida a Armínio Fraga antes de sua sabatina no Senado, como parte de sua nomeação para a presidência do Banco Central. Sem pretender precedência, registro apenas que ouvi esse conselho igualzinho nas duas ocasiões em que fui sabatinado. Eis a sabedoria: “O Brasil não gosta do sistema capitalista. Os congressistas não gostam do capitalismo, os jornalistas não gostam do capitalismo, os universitários não gostam do capitalismo.”
    Como explicar essa estranha hostilidade ao sistema econômico que prevalece em todo o planeta, excetuadas algumas comunidades primitivas isoladas no Caribe e na Ásia, e cujo indiscutível e extraordinário sucesso aniquilou qualquer concorrência?
    Afinal, o capitalismo é o sistema econômico baseado na propriedade privada, na liberdade de empreender, na letra da lei, e na centralidade do mercado para estabelecer os preços. Que há de tão errado com isso?
    O fato é que são reveladoras as respostas ouvidas na Brizolândia. Em primeiro lugar, destaque-se a apatia, muito provavelmente incentivada por valores nossos, mal cultivados. Hierarquias e privilégios parecem mais naturais no Brasil que a igualdade diante da lei e a impessoalidade. Valores “maiores” parecem prevalecer sobre os da contabilidade ou da sustentabilidade: os balanços fecham no Palácio, os patrimônios “não têm preço”, prejuízos “não importam”, e a criatividade permeia as partidas dobradas. E, por fim, o mercado, a meritocracia e a competição são coisas para nossos inimigos, pois é o que se passa na “rua” e não na “casa”, como ensina Roberto da Matta.
    Em segundo lugar, trata-se do sucesso do capitalismo como se houvesse dúvida sobre isso. O próprio Marx em seu famoso manifesto, em 1848, as eliminou ao afirmar que “a burguesia, em seu reinado de apenas um século, gerou um poder de produção mais massivo e colossal do que todas as gerações anteriores reunidas”. O erro estava em prever o colapso do sistema, ou exagerar nos efeitos colaterais.
    Sobre desigualdade, é preciso cuidado com um sofisma muito comum. O progresso material não é igual em diferentes regiões do planeta, ou mesmo dentro de um país. Muitas regiões do continente africano vivem hoje do mesmo jeito que viviam há 500 anos, e nessa ocasião os nativos da região hoje conhecida como a Califórnia estavam nessa mesma faixa de renda.
    Em nossos dias, diante da brutal diferença de bem-estar entre essas regiões, pode-se distinguir ao menos dois tipos de reações: de um lado, os que se encantam com o desenvolvimento californiano e procuram emular seus valores, e de outro, os que afirmam que esses 500 anos de capitalismo aprofundaram a desigualdade (fato estatístico indiscutível, eis que uma das regiões simplesmente ficou estacionada) ou que, um tanto mais canhestramente, os californianos ficaram ricos explorando os africanos, ou os mexicanos. Ou seja, o vilão é quem deu certo, e o sucesso é sempre pecaminoso, segundo a Brizolândia.
    O fato é que, contrariamente aos países onde as virtudes burguesas – empreendedorismo, parcimônia, iniciativa e integridade – são louvadas, nosso capitalismo meio patrimonialista sempre foi visto como um jogo de cartas marcadas, onde os valores a cultivar eram outros: conexões com o governo, imprevidência, reservas de mercado e malandragem.
    Um “capitalismo pela metade” pode produzir um sucesso pela metade (ou um “meio fracasso”, um país eternamente do futuro), com distorções imensas, como ocorreu no Brasil dos anos 1980, e mesmo um retrocesso, como na Argentina. As nações podem simplesmente fracassar.
    Em um famoso discurso no Senado em junho de 1989, o senador Mário Covas, um homem de centro-esquerda e inatacáveis credenciais nacionalistas, proclamou que o Brasil precisava de um “choque de capitalismo”. Era um desabafo a propósito da democracia que ele tanto lutara para reconstruir, e que vivia, naquele mês, uma inflação de 28,6%. A democracia não deveria levar o país à insensatez econômica. Covas disputava a presidência, e no primeiro turno obteve apenas 11,5% dos votos, ficando em quarto lugar. Em dezembro, quando ocorreu o segundo turno, a inflação rompeu oficialmente a barreira da hiperinflação: 51,5% naquele mês.
    Covas estava correto em que havia algo de muito errado nesse nosso “anticapitalismo” patológico e fora de época, mas o paciente não estava convencido do tratamento. Ainda era forte a demanda por mágica.
    Diversos choques se seguiram, mas o de capitalismo só avançou mesmo com o “não choque” representado pelo Plano Real e suas reformas: privatização, responsabilidade fiscal, abertura e as outras que, em seu conjunto, trouxeram a inflação brasileira para níveis de primeiro mundo. Quem poderia imaginar que o sucesso do Plano Real seria o resultado de reformas com o intuito declarado de fazer do Brasil uma economia de mercado por inteiro?
    Não obstante, as reformas enfrentaram enorme resistência, essa é a maldição da Brizolândia: uma minoria de perdedores do processo de modernização é capaz de bloquear o que é novo, pois a maioria beneficiada permanece mergulhada na apatia. Os ganhos são dispersos, e os custos concentrados em minorias despojadas de seus privilégios, o velho problema das reformas e a razão pela qual elas são implementadas por estadistas e não por gerentonas ou líderes populistas.
    É caprichosa a História, que organiza uma volta ao passado pela ascensão de um líder operário, a quem coube interromper o avanço do capitalismo no Brasil antes que começasse a modernizar demais as coisas. O Brasil mergulha num conservadorismo metido a progressista, cuidadoso e inercial no início, mas que adquire uma feição mais concreta já mais perto de 2008, quando entramos para valer num capitalismo companheiro, ou de quadrilhas e boquinhas.
    Não é a inflação que explode, mas a corrupção, uma outra expressão para o fracasso desse capitalismo “pela metade” sobre o qual não vale a pena gastar nem dois tostões de sociologia. Que o digam Joaquim Barbosa e Sergio Moro. Bobos fomos nós em levar a sério a “nova matriz” e outras ridículas vestimentas heterodoxas de que se serviu o cronismo caudilhesco que aqui se implantou. Não era keynesianismo, nem estruturalismo, mas apenas desonestidade, inclusive intelectual.

  90. Chesterton said

    DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015

    Uma Resposta a meu amigo Mansueto Almeida
    Meu amigo Mansueto Almeida fez a seguinte pergunta:

    “O esforço fiscal (aumento de impostos e/ou corte de despesa) para o próximo ano é de cerca de R$ 65 bilhões, mas pode ser de R$ 90 bilhões a depender do crescimento do PIB e do resultado fiscal deste ano. Eu não vejo como se fazer ajuste dessa magnitude exclusivamente do lado da despesa em um ano. Se alguém souber me diga que quero aprender”.

    Tal como Mansueto sabe bem, e eu já alertei aqui antes, não é possível fazer expressivos cortes orçamentários em um ano. Em 03 de março de 2011 já disse como deve ser feito o ajuste fiscal brasileiro SEM O AUMENTO DE IMPOSTOS.

    Abaixo seguem as medidas para o ajuste fiscal SEM AUMENTO DE IMPOSTOS. Ao final do texto dou uma única sugestão de aumento de impostos (mas mesmo nesse caso se refere mais a uma correção de isenção do que a um aumento propriamente dito).

    A. REDUÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO NA ECONOMIA: LADO DA DESPESA

    Medida 1: Fim dos repasses do Tesouro para o BNDES.

    Medida 2: Substituir Investimento Público por Parcerias ou Concessões

    Medida 3: Acabar com a regra atual de reajuste do salário mínimo, e manter em 2016 o mesmo valor do salário mínimo que vigorou em 2015.

    Medida 4: Minimizar os custos decorrentes da Copa do Mundo de 2014.

    Medida 5: Minimizar os custos decorrentes de sediar as Olimpíadas de 2016.

    Medida 6: Projeto de Lei que aumente a idade mínima para aposentadoria para 67 anos tanto para homens quanto para mulheres.

    Medida 7: FIM da aposentadoria por tempo de serviço.

    Medida 8: Não elevação dos gastos com o bolsa família e implementação de uma regra compulsória de saída.

    Medida 9: Pente fino na necessidade de novos concursos públicos

    Medida 10: Congelamento dos Salários dos Servidores Públicos por um ano

    Medida 11: Forte redução com gastos de publicidade.

    Medida 12: Proibição do Banco do Brasil e da CEF de comprarem participação em bancos privados.

    Medida 13: Forte redução na quantidade de Ministérios.

    Medida 14: Imediata auditoria e cortes nos repasses para todas as ONG´s

    Medida 15: Revisão das Concessões de Indenização a Aposentadorias aos grupos denominados “Perseguidos Políticos”

    Medida 16: Regra para o “Restos a pagar”

    Medida 17: Redução nas despesas com saúde

    Medida 18: Redução dos gastos federais em educação

    Medida 19: Abandonar, pelos próximos 4 anos, os grandes projetos tais como o programa Minha Casa Minha Vida, ou o Minha Casa Melhor, ou o PAC

    B. REDUÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO NA ECONOMIA: LADO DA RECEITA

    Medida 20: Suspensão de vários dos incentivos tributários setores específicos concedidos nos últimos anos

    Medida 21: Fim da Isenção de IR para LCI e LCA

    Medida 22: Grande processo de privatização de empresas públicas

    Medida 23: Ampla revisão da legislação ambiental

    Essas 23 medidas são capazes não apenas de ajustar o orçamento para 2016, mas são suficientes para reequilibrar a saúde fiscal do Estado brasileiro. NÃO é necessário aumentar impostos, precisamos de reformas estruturais e não de ajustes paliativos e transitórios. Mas Mansueto tem razão na sua dúvida: existe algum partido político pronto a defender esse ajuste? A ausência desse ajuste só pode ser corrigida por aumentos de impostos, então façam suas escolhas, não há saída fácil para o caos fiscal gerado pelo PT.
    POSTADO POR ADOLFO SACHSIDA

  91. Chesterton said

    Dilma e as invasões bárbaras
    27/09/2015 02h00

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/viniciustorres/2015/09/1686979-dilma-e-as-invasoes-barbaras.shtml

    O desastre provocado por Dilma Rousseff ainda não se espalhou por todo e cada canto da economia, embora muito problema já tenha sido encomendado, faltando apenas a entrega. Um pacote-bomba, por exemplo, é a Petrobras —resta apenas saber o tamanho desse presentão oferecido pela presidente.

    Ainda assim, um passeio nem tão aleatório pela economia permite descobrir lugares da “vida cotidiana” que não foram devastados pelo ataque dos hunos, Isto é, a bárbara política econômica de 2011-14. Dá tempo, pouco, de evitar o avanço da ruína.

    Há motivos para se preocupar com o aumento da inadimplência e, talvez, seus efeitos em bancos, tanto mais porque temos recessão garantida pelo menos até meados de 2016. Inadimplência e pagamentos atrasados de empréstimos têm aumentado desde o final de 2014, desacelerando um pouco desde março, por aí. No entanto, estão em níveis bem mais baixos do que os verificados de 2011 a 2013.

    Parte da conta do futuro calote já deve estar no correio, decerto. O desemprego nas maiores metrópoles passou de 5% em agosto de 2014 para 7,6% em agosto passado. O salário médio caiu 3,5% (descontada a inflação). O total dos rendimentos baixou mais de 5%, horror inédito em mais de década. Mas não há indícios de inadimplência descontrolada adiante —por ora.

    A despesa média das famílias com pagamentos de juros e amortização de suas dívidas está em nível alto, 21,9% da renda mensal, porém quase estável desde 2013. Não aparenta disparada (mas, dado o modo como é calculada, a medida não parece muito precisa no curto prazo). Em 2005, quando tal medida começou a ser calculada, o comprometimento da renda com o serviço da dívida era de 16,5%. Na crise anterior, 2008-2009, em torno de 19%. O pior momento foi o final de 2011.

    Isto posto, não convém brincar com fogo. As famílias tentam se desendividar —em um ano caiu quase 5% o total de crédito para pessoas físicas (com taxas livres, em termos reais). Mas os juros estão em alta, a renda, em baixa. Perigo.

    O estoque de patrimônio financeiro das famílias, aplicações em fundos de investimento e poupança, padece, mas não se vê colapso, embora faltem dados consolidados atuais. Dada a disparada de juros de agosto-setembro, pode ter havido ou sobrevir estrago mais feio nos fundos.

    Uma redução acentuada da riqueza financeira das famílias tende a ter impacto adicional na confiança já deprimida e no consumo. De resto, baques em fundos de renda fixa criam problemas para o governo rolar sua dívida (o grosso das aplicações desses fundos são empréstimos para o governo).

    Em agosto, nos total dos fundos havia R$ 2,9 trilhões; na poupança, R$ 645 bilhões (caiu para R$ 641 bilhões na semana passada).

    Nos anos ruins de 2002 e de 2008, o patrimônio líquido dos fundos caiu 18% e 11%, respectivamente. Neste ano, o patrimônio dos fundos mal cresce. Mas não há tombo —por ora.

    Evitar desastres maiores e mais amplos, da Petrobras ao crediário, exige conter a disparada de juros e dólar, para ficar no popular, o que depende de um plano imediato de contenção do aumento da dívida pública, como todo mundo está cansado de ouvir. Não há sinal de tal coisa no horizonte.

  92. Chesterton said

    Dora Kramer
    27 Setembro 2015 | 03h 00
    Não há a menor chance de dar certo o acerto que a presidente Dilma Rousseff tenta fechar com o escalão inferior do PMDB na base da entrega de ministérios em troca de apoio no Congresso.
    É o tipo da árvore que nasce torta e, portanto, morrerá torta. Dilma escolheu para liderar a tropa em sua defesa justamente o batalhão que mais lutou contra ela na campanha da reeleição: a seção regional do partido no Rio de Janeiro.
    O interlocutor da presidente, Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, é filho de Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio e comandante do movimento que pregava voto em Aécio Neves e o rompimento da aliança com o PT já no ano passado.
    Esse grupo que não queria ver Dilma reeleita é o mesmo que hoje está à frente da negociação de ministérios com a presidente. “Negociação” é maneira de dizer. O termo correto é chantagem. O impasse que fez suspender o anúncio oficial do troca-troca deu-se pela ameaça do líder Picciani de retirar os nomes que indicara – e com isso deixar Dilma só – caso as nomeações não sejam feitas nos termos exigidos.
    Basicamente quer a pasta da Saúde e ver o atual ministro da Aviação, Eliseu Padilha, fora do governo. Dilma ficaria, neste caso, em situação difícil, pois a demissão de Padilha pareceria um gesto hostil ao vice-presidente, Michel Temer, a quem o ministro é ligado.
    Por trás da aproximação de Picciani com o governo estão dois movimentos: ele próprio se fortalecer para ser reconduzido à liderança do partido na Câmara e buscar o enfraquecimento do grupo de Temer, onde estão os oposicionistas mais convictos, para mais adiante tentar tomar o controle do PMDB. Sonho antigo da seção do Rio, ex-governador Sérgio Cabral à frente.
    Trata-se de um mero negócio em que só um lado leva vantagem. Leonardo Picciani não tem prestígio nem força para entregar o apoio prometido ao governo. Praticamente um novato no Parlamento, conseguiu se eleger líder da bancada com a ajuda de Eduardo Cunha e, assim mesmo, ganhou por apenas um voto de diferença.
    Na verdade, nem parece muito preocupado em cumprir o prometido. Ou não teria sugerido que a pasta dos Portos, hoje ocupada por Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho, fosse entregue ao deputado José Priante, primo e adversário político de Jader. Se aceita a proposta, dos quatro deputados do PMDB do Pará, Dilma perderia o voto dos três ligados ao senador.
    Conviria à presidente se informar sobre a reação que já se arma no PMDB. O vice-presidente por motivos óbvios não criará atritos, mas outras lideranças farão o contra-ataque. O ex-ministro Geddel Vieira Lima, opositor do governo e influente no partido, avisa que o discurso dos oposicionistas do PMDB tenderá daqui em diante a ficar cada vez mais radical.
    “A presidente lamentavelmente se entrega a esse jogo degradante, mas nós não podemos deixar o partido todo se desmoralizar por causa de meia dúzia de mercenários”, radicaliza.
    Último tango. A senadora Marta Suplicy, que ontem se filiou ao PMDB, não falou mais com Lula desde a decisão de deixar o PT. Mas, nesse meio tempo, recebeu dele um recado: “Você estava certa”, comunicou o mensageiro.
    Referia-se à conversa que Marta teve com ele no ano passado, quando mais uma vez tentou convencê-lo a concorrer à Presidência. Entre outros argumentos, ponderou ao ex-presidente que, se reeleita, Dilma iria “transformar o Brasil numa Argentina”.

  93. Chesterton said

    Eduardo Gianetti, economista
    Para economista, há uma ‘certa justiça’ no fato de que quem provocou a crise tenha, agora, de lidar com ela
    ‘Tenho alívio pela oposição não ter vencido’

    Luiz Guilherme Gerbelli
    27 Setembro 2015
    O economista Eduardo Giannetti esteve no centro do debate econômico nas duas últimas eleições presidenciais. Foi um dos conselheiros da candidata Marina Silva, terceira colocada nas disputas de 2010 e 2014. Hoje, na agenda do País, Giannetti vê dois grandes desafios a serem enfrentados por qualquer governo: a questão fiscal e o presidencialismo de coalizão. No quadro político, Giannetti acredita que a presidente Dilma Rousseff termina o mandato de forma enfraquecida. “Parte do problema do governo Dilma é o desmascaramento entre os próprios eleitores das mentiras que vendeu durante a campanha”, disse. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estado.
    Vácuo. Para Giannetti, governo mostra que não tem competência e força para fazer o que o Brasil precisa
    Vácuo. Para Giannetti, governo mostra que não tem competência e força para fazer o que o Brasil precisa
    Até quando a economia aguenta essa turbulência política?
    Vivemos uma combinação perigosa de crise econômica e política em que uma alimenta a outra. A crise econômica enfraquece o governo e derruba a popularidade da presidente, o que a deixa muito frágil do ponto de vista político, sem autoridade. E, ao mesmo tempo, a falta de coordenação e autoridade do governo dificulta a aprovação das medidas econômicas de curto prazo que o País precisaria para, pelo menos, não ter um colapso.
    O sr. vê esse risco?
    Eu não vejo nenhum risco iminente de colapso. A situação externa do Brasil não é periclitante. Nós temos reservas cambiais de US$ 370 bilhões, que são um seguro contra a fuga de capitais. Estamos com um déficit em conta corrente num caminho de ajustamento. Não há risco de colapso iminente, mas o problema é que não se vislumbra nenhum horizonte de recuperação da economia.
    Quais as consequências da falta de visão de longo prazo?
    Isso é o que nos deixa muito apreensivos e aumenta muito a incerteza dos agentes econômicos. Essa é quinta recessão do País desde a estabilização monetária em 1994. As quatro anteriores tiveram uma característica comum: foram recessões curtas. Passados dois a três trimestres, a economia já estava voltando a crescer. Depois de cinco a seis trimestres, a economia já tinha superado o nível de atividade do início da recessão. Desta vez, não é assim. Nós estamos diante de uma recessão de outra natureza e com caráter aparentemente crônico. Ela começou no segundo trimestre de 2014, embora, na época, nós não soubéssemos, e está se aprofundando. E o mais grave é que não há no horizonte nada que indique uma recuperação.
    No curto prazo, o que o governo poderia fazer para que essa melhora fosse vislumbrada no longo prazo?
    O governo está mostrando repetidamente que não tem competência e força para fazer o que o Brasil precisa. Eu fiquei muito mal impressionado com o amadorismo e a improvisação do pacote fiscal. Curiosamente, faz lembrar o estilo das pedaladas fiscais e da contabilidade criativa. É uma tentativa de parecer que está se fazendo algo, o que, na realidade, não está se fazendo. Só que agora no sentido da contenção e não da expansão (de gastos). Mas é preciso olhar as árvores e a floresta. Toda a discussão está focada nas árvores e, às vezes, até na folha. Existem duas crises que o País vai ter de enfrentar independentemente de quem for governo. Nenhuma das duas crises pode-se dizer que nasceu com a Dilma, embora tenham se acelerado com ela.
    Quais são as duas crises?
    A primeira delas é o esgotamento da expansão fiscal que começou em 1988. A carga tributária bruta em 1988 era 24% do PIB. Hoje, estamos com 36% do PIB. Era um carga normal para um País de renda média, mas atualmente estamos completamente fora do padrão. Isso é apenas um primeiro elemento da crise fiscal brasileira. Nós também temos um déficit nominal de 8% do PIB. Você soma a carga tributária e o déficit nominal e chega a 44% do PIB. De todo valor criado pelo trabalho dos brasileiros a cada ano, 44% transitam pelo setor público. E o Estado brasileiro não atende às necessidades mais elementares de cidadania. Tem alguma coisa profundamente errada nas finanças públicas brasileiras.
    Esse padrão se esgotou, então?
    Eles estão tentando resolver mais uma vez como sempre se resolveu desde 1988. Não dá para pagar as contas, vamos para o bolso do contribuinte. Existe um aspecto emergencial de ter um orçamento com superávit primário que segure minimamente a dívida em trajetória explosiva, mas tem um aspecto estrutural que o Brasil vai ter de enfrentar: qual é o tamanho e as funções do Estado que nós desejamos preservar. Vou discordar de alguns colegas, economistas, que dizem que o que ocorreu em 1988 e causou toda essa deterioração fiscal foi o novo contrato social. Na minha avaliação, o contrato social é um pedaço do estrago. O contrato social, entendendo aqui, como aposentadoria do setor rural, o SUS, o Bolsa Família. Ninguém questiona a legitimidade disso. Não é isso que explica a gravidade do quadro fiscal em que nos metemos.
    O que explica, então?
    O Bolsa Família é 0,5% do PIB. É o troco. O Bolsa BNDES é maior do que o Bolsa Família. O subsídio que o Estado transfere para empresários que obtêm crédito subsidiado supera o Bolsa Família. O BNDES não tem nada a ver com o contrato social. A criação de 1,3 mil novos municípios de 1988 para cá também não tem nada a ver. Multiplicaram-se muitas e muitas máquinas públicas e câmaras de vereadores que não agregaram resultados de bem-estar. A previdência do setor público, que é escandalosamente distorcida, não é contrato social. Tem muita coisa relevante nesse enredo que não pode ganhar o verniz de legitimidade de um novo contrato social.
    E a segunda crise, qual é?
    la também é de longo prazo. É a crise da representação política. O presidencialismo de coalizão foi praticado com certa habilidade por líderes, como foram Fernando Henrique e Lula, mas degringolou com alguém que não tem aptidão para a liderança. A Dilma cedeu 39 ministérios para dez partidos e não recebeu o apoio em troca do que ela cedeu. Estamos vendo um esgotamento de um modo de governar. Ou seja, o mandatário se sustenta com base no loteamento de fatias do poder e de verbas em troca de apoio.
    No caso do contrato social, o governo tem de lidar com interesses. O sr. acha que empresas e população estão dispostas a abrir mão de benefícios?
    Os países que enfrentam crises como a do Brasil acabam chegando a um acordo em nome de uma possibilidade para todos de melhorar em seguida. O Brasil tem um problema de hipersensibilidade a perdas no curto prazo. Não há processo de avanço e de melhoria nos quais em alguns momentos você não tenha de aceitar sacrifícios agora em nome de benefícios futuros.
    Essas crises podem se arrastar até 2018 ou elas têm poderes explosivos antes da próxima eleição?
    Às vezes, eu me pergunto se essa é a pior crise do Brasil na Era Republicana. O Brasil viveu uma hiperinflação, o confisco da poupança e o impeachment num intervalo de dois anos na época do Collor. Nós não tivemos nesta crise nada dessa ordem até agora. Aí é que me veio um raciocínio: toda crise séria, enquanto ela se desenrola, é a pior crise, porque não se sabe até onde ela vai chegar. Isso causa muito desconforto e angústia nas pessoas. O que mais causa angústia é não vislumbrar um caminho de saída, porque, além da crise econômica e da política, tem uma outra crise, que é a da ausência de liderança.
    Mas com o governo enfraquecido, o sr. acha que as duas questões conseguem ser levadas até 2018?
    É difícil fazer esse tipo de previsão porque o quadro está mudando muito rapidamente. Eu continuo achando que o cenário mais provável é a Dilma permanecer muito enfraquecida até o fim do mandato. Mas tem grandes imponderáveis nessa história: as ruas, a Lava Jato e a articulação política que está se montando de grupos que estão percebendo a oportunidade de ocupar o poder sem passar pelo voto.
    Na última eleição, os candidatos de oposição falavam na necessidade de ajuste. Um governo de oposição enfrentaria um cenário diferente?
    Seria uma situação complicadíssima. Eu confesso que, às vezes, tenho um arrepio de alívio pelo fato de a oposição não ter vencido aquela eleição. Iria ser muito difícil explicar para a população brasileira que o que está acontecendo não tinha começado com o novo governo. Foi mantida artificialmente uma situação ilusória, mas a realidade se impôs e coincidiria com o início de um novo governo. Acho que há uma certa justiça no fato de que quem provocou, agora, assuma a responsabilidade de lidar.
    E houve uma deterioração muito rápida desde o início do ano.
    Depois de toda a euforia do governo Lula, a guinada de expectativa não tem paralelo na história brasileira. Uma coisa é como foi nos anos 80: o País se arrastando por uma década numa crise e a coisa a piorar ainda mais. Outra coisa é uma situação de vitória, de considerar que o País encontrou o padrão e, de repente, perceber que aquilo desabou tão rapidamente. Girar a catraca para trás é muito complicado, inclusive para a população que estava começando a ter acesso a um padrão de vida.
    A sensação de virar a catraca começou depois da eleição?
    A situação já estava péssima durante a campanha, mas o governo, com muita habilidade e com a ajuda de um gênio diabólico como o João Santana, conseguiu criar uma sobrevida daquele sentimento de pleno emprego, renda crescendo e conquistas intocáveis. Foi uma campanha extremamente enganosa. E parte do problema do governo Dilma é o desmascaramento entre os próprios eleitores das mentiras que vendeu durante a campanha.
    O sr. acredita que esses apoiadores vão dar sustentação para o governo?
    Eu tenho impressão de que, para o PT, o ideal é a Dilma renunciar. Para o Lula, inclusive. Eles vão para a oposição, podem olhar de camarote a frustração do governo que assume e desincumbem-se da responsabilidade pelo caos que implantaram.
    E como seria esse governo?
    Seria um governo de transição até 2018, como foi o governo do Itamar e, quiçá, com alguma surpresa boa como houve durante aquele governo, de alguma iniciativa mais abrangente diante do problema fiscal e da reforma política.
    Com o Temer na liderança?
    Tem de fazer o que manda a Constituição. O que ela manda é que o vice assume no caso da renúncia de um presidente. É a lei.
    TAGS: Eduardo Giannetti, crise, ajuste fiscal

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,tenho-alivio-pela-oposicao-nao-ter-vencido–diz-eduardo-giannetti-,1769656

  94. Chesterton said

    http://homemculto.files.wordpress.com/2013/11/1384010_690935450916531_1146607777_n.jpg?w=450&h=170

  95. Elias said

    Pedro # 72

    O ideal, mesmo, seria o governo não intervir no mercado, pra conter a alta do dólar. Mas, dá pra ficar falando em “ideal”, num momento como o atual?

    Aí restam duas: o swap ou a venda direta.

    Claro que, para o governo, swap é o mal menor. Acontece que essa é a operação que interessa mais a quem tem compromissos no exterior,vencíveis daqui a mais um tempo.

    Ou seja: o “mercado” de swap é limitado. Nem todo mundo que está comprando dólar tem interesse em swap.

    Aí, o jeito é complementar com venda direta. Essa corta na carne, porque queima no ato as reservas internacionais. FHC manteve a “âncora cambial” por 4 anos, fazendo venda direta, e quase zerou as reservas brasileiras. No final do 1º mandato ele jogou a toalha, porque a capacidade de pagamento do Brasil tinha sumido no ralo… Foi então que ele partiu pro “câmbio flutuante”.

    Sorte dele que a imprensa ficou caladinha (até porque foi muito bem paga pra fazer isso), e a oposição (leia-se,o PT) não soube tirar proveito político (e, sobretudo, eleitoral) da situação. Lembro dos quebra-paus internos que aconteceram por causa disso…

    O problema do câmbio flutuante é que ele eleva a inflação, porque estoura o preço dos insumos importados (no caso do Brasil, segmentos industriais inteiros — como o eletro-eletrônico, p.ex. — têm como base insumos importados), e porque provoca uma elevação adicional no custo financeiro das empresas que têm passivo em moeda estrangeira).

    Daí porque, no Brasil, “câmbio flutuante” sempre foi mais uma carta de intenção. Uma opção preferencial, mas não uma camisa de força. Intervenção sempre houve e haverá, com maior ou menor intensidade, a depender das circunstâncias.

    O que complica tudo é quando a política econômica toda passa a depender da intervenção, e esta deixa de ser uma medida complementar pra ser o centro da estratégia.

    Aí é o cão…!!!

    Por um motivo simples: as reservas internacionais não são infinitas.

  96. Elias said

    Usar a venda direta do dólar como principal medida para conter a inflação, é como tentar reduzir a carga de um navio com casco furado, jogando fora os barcos salva-vidas…

    Sei lá…

  97. Elias said

    Um desafio ao pessoal de direita, neo-con, neo-lib ou seja lá o que for, que comenta neste blog.

    Respondam, se puderem: COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?

    Expliquem isso, com suas próprias palavras ou usando o texto de quem vocês quiserem.

    Alguém tem de ter explicado isso. Afinal, há pelo menos dois anos que o assunto está em pauta, e não é possível que a coisa tenha ficado esse tempo todo só na retórica…

  98. Chesterton said

    O deficit publico provoca inflação, o BC para controlar a inflação provoca recessão.

  99. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/08/1675722-residencia-em-medicina-da-familia-tem-sobra-de-vagas.shtml

    chest- putz, Pax, ninguem quer ser médico de família…….

  100. Chesterton said

    MUDANÇAS NA RESIDÊNCIA (VALERÃO A PARTIR DE 2019)

    Pré-requisito Residência em medicina geral de família e comunidade passa a ser um pré-requisito para outras residências

    Especialidade Medicina da família vai ocupar o primeiro ano de formação de seis especialidades: clínica médica, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cirurgia geral, psiquiatria e medicina preventiva

    Outras áreas Para as demais, será necessário o período de um a dois anos de residência em medicina da família (*)

    Impasses Medida preocupa entidades médicas, que temem formação precária e apagão de especialistas

    chest- tudo que eu queria, um apagão de especialistas, isto é, não entrarão novos especialistas para concorrer comigo por um ou 2 anos…..isto nem é “consequência imprevista”, isto é puro tiro no pé.

  101. Chesterton said

    Há também quem veja vantagens no novo modelo. A exigência de formação em medicina da família pode melhorar a atuação em outras áreas, defende José Carlos Júnior, subsecretário de Saúde no Rio, cujo programa de medicina da família responde por 100 das 400 vagas preenchidas no país.

    “Se o aluno quiser ser cardiologista, no mínimo vai ser um cardiologista melhor, porque teve experiência de atenção primária”, afirma Carlos Júnior. “Quando o médico trabalha na comunidade, ele pega situações indefinidas. Se está no ambulatório de cardiologia, já sabe que o próximo paciente que chegar terá arritmia”, completa.

    chest- kakakakakakakakakakaakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakaka (como dizem por aqui)

    não, sua besta, o que faz do médico um melhor cardiologista é estudar cardiologia e não brincar de médico dentro de uma favela – putz, só temn “wishfull thinking”

  102. Chesterton said

    Grande Pondé

    Dizem por aí que o Japão, a nação samurai, quer acabar com as ciências humanas. Será? Não acho a ideia toda má, se levarmos em conta alguns dos absurdos que abundam nas ciências humanas.

    Vejamos algumas pérolas: “A humanidade não se divide em homem e mulher”, “o corpo não existe, é apenas uma representação social”, “tudo é ideologia, menos Marx e Foucault, esses são para valer”, “as leis de mercado não são naturais, são inventadas pelos opressores”, “governo que gasta mais do que ganha não quebra”.

    Nestes dois últimos casos, você diz isso até que tenha de gastar seu suado dinheirinho ou demitir sua empregada para cortar gastos, ou que alguém queira tomar sua vaga na universidade em que você prega essas bobagens para os coitados dos alunos.

    E o que dizer do conceito (?) de “cissexual” para substituir “heterossexual”? Alguém, por favor, acorda essas pessoas e diz para eles pararem de inventar termos ridículos que servem apenas para teses que ninguém vai ler e para seus 15 amigos?!

    Autores como Thomas Sowell, em livros como “Os Intelectuais e a Sociedade”, traduzido pela editora É Realizações, têm falado desses delírios. Os intelectuais (os “ungidos”, como fala Sowell) acham que entendem o mundo melhor do que as pessoas que o sustentam há milênios. De dentro de seus gabinetes, como dizia Edmund Burke (1729-97), em pleno século 18, produzem suas “teorias de gabinetes” achando que sabem de tudo.

    Só alguém que delira diz absurdos como os de que a humanidade não está dividida em homem e mulher, mesmo que gêneros minoritários habitem entre nós com todo o direito de assim o ser.

    Ou que o corpo seja uma representação social, mesmo que dimensões culturais façam parte de nossa percepção dos corpos. Será que, mesmo diante de um câncer, esses gênios do nada dirão que o “corpo é uma representação social”? Qual seria a “representação social” de um câncer? Opressão celular?

    A proposta samurai se ancoraria na ideia de que as ciências humanas há muito tempo não nos ajudam em muita coisa. Sociólogos como Norbert Elias (1897-1990) já temiam pelas ciências sociais e sua irrelevância, já que não nos ajudam em nada para evitar problemas reais.

    Outro detalhe que parece sustentar a proposta samurai é a queda vertiginosa na fertilidade das mulheres japonesas: parece que as meninas de lá, como todas as meninas de países ricos, não querem mais ser mães. Querem o sucesso profissional. Esse tema é importante porque impacta diretamente, entre outras coisas, o mercado da educação, coisa que por aqui também já sentimos. Faltam jovens para preencher as vagas das escolas e das faculdades.

    O foco mesmo da proposta samurai, no entanto, seria a inutilidade das ciências humanas para os seres humanos. O máximo, não? Temo que a culpa seja nossa.

    Transformamo-nos em seres alienados, que acreditam que as bobagens que se fala em aula e em teses descrevem a vida das pessoas. Talvez a melhor forma de descrever aquilo no que se transformou as ciências humanas seja mesmo “masturbação”. Aquele tipo de coisa que parece dar prazer, mas que, na realidade, é prova da incapacidade de gozar “em” alguém real.

    As ciências humanas se tornaram incapazes de dialogar com a realidade. Criaram um “mundinho bobo de teses emancipatórias” a serviço da masturbação intelectual. Afirmam que tudo é “construção social”, mesmo que uma pedra lhes caia sobre a cabeça todo dia. O nome disso é surto psicótico. Há um surto correndo solto em muitos departamentos de ciências humanas. Para começar, como tratamento, proporia dar um tempo no gozo com Marx, Foucault e Piketty.

    Há décadas se detona a família em salas de aula. Detona-se o homem, seus afetos e inseguranças, ensina-se às mulheres que os homens são seus inimigos. Christopher Lasch (1932-94) acertou em cheio quando identificou nesse “ódio ao sexo oposto” uma incapacidade típica da cultura do narcisismo. Narcisistas são pessoas incapazes de se arriscar na vida. Preferem lamber suas próprias imagens no espelho.

    Quem sabe a espada samurai nos ajude a recobrar a consciência de nosso ridículo. Já passou da hora

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2015/09/1687213-samurais-x-ciencias-humanas.shtml

  103. Elias said

    “O deficit publico provoca inflação, o BC para controlar a inflação provoca recessão.” (Chester)

    Não responde à pergunta. Não passa nem perto…

    Por que, com inflação de mais de 40% ao mês, o Brasil não entrou em recessão?

    Além do mais, o Banco Central não tem poder pra provocar recessão (dizer que o BC provoca recessão demonstra não saber qual o alcance da ação da Autoridade Monetária).

    Dois erros brutais, numa só linha.

    Recomendo pesquisar textos de gente que saiba do que está falando.

    Mantenho a pergunta: COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?

  104. Elias said

    A coisa ficou russa, como se dizia no passado. O mundo tá de ponta-cabeça.

    O Putin está fazendo dobradinha com o Irã, pra bancar o Assad na Síria.

    De quebra, o mesmo Putin disse ontem que Rússia, Iraque, Irã e Síria decidiram criar um centro de inteligência em Bagdá, para lutar com maior eficácia contra o Estado Islâmico.

    Alguém lembra do tempo em que “xiíta” era sinônimo de “radical islâmico”.

    (Aqui no Brasil virou sinônimo de qualquer tipo de radical. Na época da Constituinte, assisti uma palestra do José Mindlin, na qual ele alertava para os perigos que o “xiismo liberal” representava para o “Sistema S”. Hoje, quem quer ferrar com o “Sistema S” é uma petista Presidente da República, que, teoricamente, estaria na ponta oposta ao “xiismo liberal” que preocupava Mindlin, numa inequívoca demonstração que tudo está de cabeça pra baixo, mesmo).

    O interessante nessa história é que, há pelo menos um ano, os EUA lideram uma coalizão militar de 60 países — europeus e árabes sunitas — que diariamente lança ataques aéreos sobre áreas da Síria e do Iraque sob controle do Estado Islâmico.

    O detalhe é que o Estado Islâmico também é sunita.

    Então, ficamos assim: De um lado, Rússia, Irã (xiita), Síria, Iraque, EUA e mais 60 países europeus e árabes sunitas; de outro, o Estado Islâmico (sunita), em dois pedacinhos de terras descontínuas.

    Quem consegue explicar isso?

    Desde garoto, eu ouvia o pessoal dizer que a comunidade islâmica era e continuaria a ser um barril de pólvora com pavio aceso, enquanto os xiitas fossem maioria na população e minoria nos governos.

    Bem, parece que isso não vale mais…

    A melecada que o Baby Bush criou não tem fim…

  105. Elias said

    E aí?

    COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?

    Ninguém se habilita a explicar pra plebe ignara?

    Então essa montanha de “CtrlC/CtrlV” é pura rebanhagem, mesmo?

    Quem copia e cola não se dá nem mesmo ao trabalho de ler e entender o que copia e cola?

  106. Chesterton said

    Elias, vou te explicar uma coisa básica. Assim como não existe moto-perpétuo, não é possível levitar puxando os próprios cabelos.

  107. Chesterton said

    Elias, vou te dar uma pista (ou duas) – juros, expansão monetária……. hahahahahaha

  108. Pax said

    1 – Já é o segundo lobista que afirma ter depositado propina da Petrobras na conta do Eduardo Cunha, inclusive em conta no exterior. Eduardo Cunha, o presidente do Brasil, ops, digo, presidente da Câmara mas quem efetivamente está dando as cartas lá no paraíso de Brasília.

    Levantamento que o Boechat disse ter feito sobre as viagens de jatinho do governo, o primeiro colocado é Gilberto Kassab e o segundo… ele mesmo, Eduardo Cunha. O cara que diz na TV que é o governo que tem que cortar custos. Pimenta no olho do inimigo é refresco.

    2 – Fundação Perseu Abramo lança documento do PT criticando o plano do Levy e Dilma, o tal Ajuste Fiscal que só deu certo para uma coisa: engordar os lucros dos banqueiros.

    Política, no Brasil, não é coisa pra amadores não.

    Boa semana.

  109. Pax said

    Aqui o documeto (Volume 1) da Fundação Abramo.

    Leiam o item 2 – Críticas ao ajuste.

    Realmente Dilma e o PT, ou o que restou do PT, não falam um com o outro.

    http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/porumbrasiljustoedemocratico-vol-01_0.pdf

  110. Chesterton said

    não esqueça que pmdb é governo.

  111. Chesterton said

    Fundação petista chama Dilma de farsante e de títere de banqueiros.

    Há alguém que me lê aí com vontade de defender a política econômica de Dilma Rousseff? Pois é… O PT não tem nenhuma! No dia em que a presidente discursa na abertura da Assembleia-Geral da ONU e faz uma defesa candente das medidas adotadas para minorar os desastres que ela própria provocou no primeiro mandato, a Fundação Perseu Abramo, o principal centro de, digamos assim, produção intelectual do petismo, divulgou dois documentos. Um deles — “Mudar para sair da crise” — é explícito, arreganhado, com críticas duríssimas à política econômica. O outro — O Brasil que Queremos “O Brasil que queremos” é um trololó neodesenvolvimentista, que já nasce com cara de pré-programa de partido que vai disputar a eleição. Em comum, os dois nascem da má-fé. E vou explicar por quê. Além da Fundação Perseu Abramo, assinam os estudos as seguintes entidades (ou sei lá o que sejam…): Brasil Debate, Centro Internacional Celso Furtado de Políticas Para o Desenvolvimento, Fórum 21, Le Monde Diplomatique Brasil, Plataforma Política Social e Rede Desenvolvimentista .

    O texto sobre a política econômica, o primeiro a que me refiro acima, não economiza já no primeiro parágrafo. Leiam:
    “A lógica que preside a condução do ajuste é a defesa dos interesses dos grandes bancos e fundos de investimento. Eles querem capturar o Estado e submetê-lo a seu estrito controle, privatizar bens públicos, apropriar-se da receita pública, baratear o custo da força de trabalho e fazer regredir o sistema de proteção social. Para alcançar estes objetivos restringem as demandas por direitos e a capacidade de pressão dos trabalhadores.”

    Eita! Eu sempre achei que os petistas pensassem essas coisas sobre tucanos, não? Será que Dilma é uma quinta-coluna? Então ela não passa hoje de um pau-mandado de grandes brancos e fundos de investimento? Então ela é o instrumento de malvados que querem capturar o Estado? Por que diabos esse partido apoia Dilma?

    O texto é de tal sorte aloprado — e meio analfabeto também — que chega a fazer esta afirmação:
    “Este documento sublinha que a opção macroeconômica adotada em 2015 tem sua origem em uma disputa ideológica travada no período pré-eleitoral onde o ‘terrorismo’ econômico (representado pela equivocada interpretação liberal da ‘crise’) foi vitorioso na narrativa dos fatos, promovendo as bases para a adoção de um ajuste recessivo que caminha na direção oposta da construção de um país menos desigual.”

    Gente alfabetizada e supostamente “culta” que emprega “onde” como pronome relativo que não indica lugar deveria levar chicotadas. Mas deixo isso pra lá. O trecho acima revela a qualidade intelectual de quem o produziu. Suponho que, na versão dos malucos, o tal “terrorismo econômico” era representado pela candidatura tucana, certo? Ora, mas quem venceu a eleição foi Dilma, que prometeu o contrário do que está fazendo — aliás, Aécio não anunciou nenhuma das medidas em curso; Dilma, ela sim, é que as atribuiu ao adversário.

    Não é possível que esses sedizentes intelectuais não se envergonhem nem um pouquinho, especialmente quando escrevem “crise” assim, entre aspas, como se ela não existisse. Bem, a ser assim, quem é, então, Dilma Rousseff? Por que o PT não vai para as ruas pedir o impeachment?

    Dilma é tratada no documento como mero títere de banqueiros. Pior do que isso: os petistas a acusam de farsante, embora não empreguem essa palavra. Leiam isto:
    “Os defensores do ajuste vendem a ilusão de que ele é parte de uma estratégia de ‘retomada do crescimento econômico’. A recuperação do superávit primário contribuiria para reduzir os juros de longo prazo, promovendo uma retomada da ‘confiança empresarial’, incentivando o investimento e, por consequência, o crescimento. Na verdade, a racionalidade do ajuste é preservar a riqueza financeira e promover mudanças na correlação de forças entre capital e trabalho, em detrimento dos assalariados.”

    O texto faz o elenco de medidas que Dilma deveria adotar para sair da crise. Curiosamente, o conjunto delas é justamente aquele que conduziu o país à… crise! Ocorre que os petistas não a reconhecem. Supõe-se, pois, que tudo vinha muito bem. E por que Dilma está a fazer essas escolhas? Ora, ou é doida ou tem um coração neoliberal, não é mesmo?

    O texto é um requinte de má-fé porque até seus signatários devem saber que não passa de uma fraude intelectual. Imaginem se Dilma decidisse, como eles querem, retirar os investimentos da meta de superávit primário, estabelecer metas de inflação a cada biênio, calcular a inflação pelo núcleo dos preços e regular o mercado de câmbio… O dólar, no paralelo, iria para a estratosfera, as agências de classificação de risco mandariam o país para o diabo; começaríamos uma nova fase da economia flertando com a Argentina e terminaríamos na Grécia, depois de passar pela Venezuela.

    As esquerdas não intrinsecamente imorais. Tivessem um mínimo de decência, fariam a defesa do governo que as representa e não teriam o topete de propor o que sabem que não vai acontecer porque a matemática não deixa.

    Por Reinaldo Azevedo

  112. Pax said

    Não esqueço nunca que o PMDB é governo, caro Chesterton.

    A coluna da Monica Bergamo hoje tá boa, sim.

    http://nfde.tk/7ho5

  113. Elias said

    “Elias, vou te dar uma pista (ou duas) – juros, expansão monetária……. hahahahahaha” (Chester)

    Burro!

    “Expansão monetária” é o mesmo que inflação.

    Juros altos é medida anti-inflacionária, porque retira moeda do mercado. Ou seja: juros altos contém a expansão monetária.

    Admite, Chester: nem tu, nem 99,99% do pessoal que recita — por ouvir dizer! — a ladainha da “gastança”, “gastança”, “gastança”… não sabe responder a esta pergunta simples e direta: “COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?”

    Vocês apenas repetem o que outros dizem, sem ter a mínima noção do que está sendo dito.

    Já tentaste duas vezes, com argumentos mutuamente excludentes, e não conseguiste.

    Se tivesses uma pálida ideia do que se trata, não haveria contradição entre as tuas respostas.

  114. Elias said

    Vê bem, Chester.

    Não se trata de dar uma resposta com a qual eu concorde. Basta que ela tenha um nexo.

    Tipo assim:

    “A inflação ocorre sempre que há aumento de moeda em circulação, sem que tenha havido aumento na produção em intensidade igual ou superior ao do aumento de moeda em circulação. Logo, toda medida governamental tendente a aumentar o volume de moeda em circulação é, em princípio, uma medida inflacionária, a menos que esse aumento seja igual ou inferior a um precedente aumento do PIB.”

    Mais uma chance, Chester, pra ti ou qualquer outro: “COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?”

    Se vocês nem tentarem, terei todo o direito de qualificar como vigarice toda e qualquer associação que vocês façam, entre a recessão brasileira e a “gastança” governamental.

  115. Elias said

    “Decidiu-se apostar em cortes nos gastos e investimentos públicos em um cenário de receitas em vez de apostar em
    uma estratégia de ampliação das receitas através da retomada do crescimento econômico, redução dos gastos com
    juros, realização de reforma tributária, revisão de incentivos fiscais e combate à sonegação e evasão de receitas.” (Fundação Perseu Abramo)

    Modestamente, é o que venho dizendo desde janeiro.

    Diferentemente das economias inglesa, alemã, japonesa, etc., a economia brasileira é altamente dependente dos investimentos governamentais.

    O Estado está para o capitalismo brasileiro assim como o oxigênio está para a vida.

    Um corte nos investimentos governamentais tem, no Brasil, um efeito totalmente diferente do que teria na Inglaterra, na Alemanha, no Japão, etc.

    Hoje, o mercado financeiro defende a política de “ajuste” do Levy.

    Só que até isso tem vida curta. O mercado financeiro é um parasita. Se o hospedeiro morrer, ele morre também. Daqui a pouco, as ações das empresas brasileiras vão começar a derreter no mercado (isso já começou, aliás…).

    Aí, o que vai ter de gente fazendo xixi pra trás, não está no Capivarol….

  116. familiabopp said

    http://selvabrasilis.blogspot.com.br/2015/09/o-pt-trucidou-o-real-e-acabou-com.html

  117. Chesterton said

    Daqui a pouco, as ações das empresas brasileiras vão começar a derreter no mercado..

    chest- o cara com pra ações da Petrobras a 22 reais e fala em “daqui a pouco”. Elias, acorda, já derreteu. Você comprou Petrobras a 10 dolares e hoje ela vale menos de 2 dólares.

    Elias, parece haver vida água em Marte, o que possibilita na teoria o “terraforming”. Quem sabe a gente aproveita a ocasião e começa a povoar sua cabeça com algumas idéias econômicas do mundo real, um pouco de ortodoxia, e para de inventar keynesianismo de butiquim? Um pouco de reality forming na tua cabeça.

    Entenda, não dá para viver com déficit público eternamente!! Uma hora a conta chega. Entendeu?

  118. Chesterton said

    RA

    Ricardo Lacerda, ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil e do Citigroup na América Latina, concede uma impressionante entrevista à Folha desta terça. Impressiona pela dureza no diagnóstico, pelo destemor do prognóstico e pela clareza das medidas que pretende profiláticas. Mas eu não canso de me surpreender. Antes que faça um comentário que parece procedente, vamos a trechos de sua entrevista.

    Folha – O sr. estava mais otimista em 2014 e votou na presidente. Errou nas previsões?
    Ricardo Lacerda – Fui um dos primeiros empresários a apontar publicamente os erros do ex-ministro Guido Mantega. Previ a reeleição da presidente Dilma e uma condução mais ortodoxa da política econômica. Mas errei ao achar que a presidente faria isso com convicção, que optaria por um ajuste claro e profundo, que poderia resgatar rapidamente a confiança dos mercados. Hoje está claro que prevalece na cúpula do governo a crença de que existem saídas menos dolorosas para a crise. É justamente essa distância da realidade que aprofunda ainda mais a crise.

    Há risco de o país ser rebaixado por outra agência?
    A menos que haja um comprometimento imediato e claro com um profundo ajuste fiscal, o que já não parece provável, é certo que o Brasil será rebaixado por todas as agências. Seus critérios são similares e há rápida deterioração dos indicadores econômicos. Creio que esse efeito já está em boa parte refletido no preço dos principais ativos brasileiros –mas claro que um rebaixamento em cadeia será muito negativo.

    Como os investidores estrangeiros estão vendo o Brasil?
    Há uma enorme perplexidade com a completa inabilidade do governo em propor um caminho viável para sair da crise. O ambiente de negócios vive momento de caos absoluto. O governo perdeu completamente a credibilidade e houve uma paralisação de gastos e investimentos. Os empresários estão com medo de quebrar, e os trabalhadores, com medo de perder emprego. Esse sentimento negativo reverbera mundo afora e afeta nossa credibilidade com o investidor estrangeiro.

    (…)

    Até onde vão os juros?
    Num ambiente de total falta de credibilidade da política econômica, o único elemento que pode tranquilizar investidores é a taxa de juros. Mantido o cenário atual, eu diria que não só não encerramos o ciclo de aperto monetário, como é provável que ainda seja necessário um novo choque de juros, de mais 200 a 300 pontos-base. Os juros futuros mostram isso e podemos ver a Selic próxima a 20% ao ano. Pagaremos caro por termos mantido juros artificialmente baixos por tanto tempo.

    Mudaria algo no ajuste?
    Acho que a proposta do governo é absolutamente desconexa. A manobra de enviar ao Congresso um Orçamento com déficit foi desastrada e em seguida o governo não conseguiu articular nenhum raciocínio lógico para defendê-la. Em segundo lugar, o governo pode pedir que a sociedade faça sacrifício, é justo, mas tem que fazer sua parte e mostrar com clareza o que defende. Ele foi eleito para liderar, mostrar caminhos, não para enviar um Orçamento e pedir que se virem para equilibrá-lo. Acho que a sociedade não aceita mais alta de imposto, o governo terá de cortar mais gastos. Senão, a inflação cortará por ele.

    Como combater a inflação?
    Com políticas fiscal e monetária sérias. O Brasil não foi o único no mundo a relaxar tais políticas diante da crise de 2008. O erro foi exagerar em estímulos excessivamente de curto prazo e não propor reforma estrutural. O governo não soube a hora de recuar nos incentivos para garantir a saúde das contas. Essa barbeiragem nos levou a uma combinação tóxica de baixo crescimento, explosão da dívida pública e inflação alta. Para reverter, é preciso competência e determinação por parte do governo. Não estamos vendo uma coisa nem outra. O controle da inflação foi a maior conquista social do brasileiro nas últimas décadas e é lamentável que a presidente nunca tenha dado a ele a sua devida importância.

  119. Elias said

    ““Este tipo de austeridade é inócuo para retomar o crescimento e para combater a inflação em uma economia que sofre a ameaça de recessão prolongada e não a expectativa de sobreaquecimento. O reforço da austeridade fiscal e monetária deprime o consumo das famílias e os investimentos privados, levando a um círculo vicioso de desaceleração ou mesmo queda na arrecadação tributária, menor crescimento econômico e maior carga da dívida pública líquida na renda nacional” (Fundação Perseu Abramo, citando o “Manifesto dos Economistas pela Inclusão Social”)

    Modestamente, eu também disse isso: o corte nos investimentos públicos causa recessão, que diminui a arrecadação. Isso aumenta, em vez de diminuir o déficit, o que leva a novos cortes, que aumentam a recessão, que reduzem ainda mais a arrecadação….

    É o tipo da política econômica insustentável, como o próprio Brasil deveria saber, já que teve uma nefasta experiência anterior.

    De mais a mais, o discurso do Levy apresentando sua (dele) política econômica já era um típico “contradictio in terminis”: não havia nenhum sentido lógico falar em “desaceleração econômica”, numa economia que, nos 3 anos antecedentes, já estava andando de lado (crescimento do PIB de 0,90% em 2012, 0,34% em 2013 e 0,10% em 2014).

    Até mesmo do ponto de vista da física (ou da análise gráfica, pra quem preferir), o discurso inicial do Levy parecia algo demente: só se pode “desacelerar” o que está acelerado. Quando se “desacelera” o que já está parado, o resultado só pode ser um movimento negativo (que é o que está acontecendo, né?).

    O que o Brasil necessitava e necessita uma política de crescimento econômico, e não uma estratégia de “desaceleração”.

  120. Elias said

    Chester,

    Sobre ações de empresas brasileiras derretendo no mercado…

    Tu não disseste que operas com a Empiricus? Então, lê o relatório dela, entenderás do que estou falando.

    Quando à Petrobras, lê o relatório da Economática, sobre o 1º semestre de 2015. A Petrobras foi o quarto maior lucro do Brasil, bobinho.

    Aliás, o Petrossauro foi uma das 4 únicas empresas não financeiras classificadas entre os 10 maiores lucros do Brasil no semestre passado. As outras 6 são, todas, empresas financeiras, ou seja, sem participação relevante na formação do PIB brasileiro.

    E, antes que tu já venhas pagar outro mico, desqualificando a Economática, é bom ficar sabendo que ela é que faz as análises de mercado para a revista “Exame”, da Abril, pois não?

    No mais, cadê a resposta para a pergunta: COMO É QUE O DÉFICIT PÚBLICO DA UNIÃO, NO BRASIL, PROVOCA RECESSÃO?

  121. Chesterton said

    O déficit público no Brasil não provoca recessão, já disse.

  122. Chesterton said

    Agora, resolveu assinar Empiricus, não é? Cadê a empolação? Cadê a soberba? Estamos assistindo uma humanização do Elias assim como o Terraforming de Marte?

  123. Elias said

    “Essa barbeiragem nos levou a uma combinação tóxica de baixo crescimento, explosão da dívida pública e inflação alta.” (Reinaldo Azevedo, citado pelo Chester, claro…)

    I – No final do governo FHC:
    1 – Inflação: 12%
    2 – Parcela do orçamento federal mobilizada para dívida (amortização e serviço): 62%

    II – Em 2014:
    1 – Inflação: 6%
    2 – Parcela do orçamento federal mobilizada para dívida (amortização e serviço): 36%

    Se o RA estivesse fazendo uma análise sobre o segundo mandato do FHC, estaria certíssimo.

    Ele errou por apenas 12 anos (o que, no caso dele, é quase um acerto…).

    Conclusão: Reinaldo Azevedo continua sendo um militante da Convergência Socialista, só que com a pá virada…

  124. Elias said

    “Agora, resolveu assinar Empiricus, não é? Cadê a empolação? Cadê a soberba?” (Chester)

    Os não idiotas, como o Guatambu, já perceberam qual é a tua.

    Desde os tempos do Weblog, que eu trago para os meus comentários notícias e análises da ADVFN.

    Na maior parte dos casos, eu antecedo as transcrições com o introito: “Do noticiário da ADVFN:”.

    Tu não sacaste, né mesmo?

    Porque tu mentiste quando disseste que operas com a Empiricus.

    Do contrário, não terias escrito o que eu transcrevi acima…

  125. Chesterton said

    Você quer os recibos? Da onde você acha que eu tiro as informações para não comprar ações da PETR4 a 22 reais?

    Você que resolveu falar em Empiricus 3 anos atrasado, se tivesse acreditado neles antes não fazia tanta cagada com o próprio dinheiro.

    Elias, não me culpe, eu não votei na Dilma.

  126. Elias said

    “O déficit público no Brasil não provoca recessão, já disse.” (Chester, jogando a toalha)

    Ah, não? Então porque dizer que a recessão teve como causa a “gastança”, “gastança”, “gastança”?

  127. Elias said

    “Você que resolveu falar em Empiricus 3 anos atrasado, se tivesse acreditado neles antes não fazia tanta cagada com o próprio dinheiro.” (Chester, doidim)

    Os relatórios da ADVFN são os mesmos da Empiricus, bobinho.

    Tanto faz dar na cabeça, como na cabeça dar…

    Eu passei a citar mais a Empiricus do que a ADVFN, por causa do Rodolfo, de cujos textos eu gosto.

    Chester, tu não tens a menor ideia do que fundamenta a maior parte das coisas que tu copias e colas aqui.

    Quando te vês forçado a argumentar com tuas palavras, não dizes coisa com coisa…

  128. Chesterton said

    Ah, não? Então porque dizer que a recessão teve como causa a “gastança”, “gastança”, “gastança”?

    chest- poorque depois de gastança tem a “pagança” da gastança, caracas!!!

    Elias, eu não tenho como interpretar sua mente confusa, isto é coisa para psiquiatras. regiamente pagos.

    Não fique brabinho, eu não votei na Dilma.

  129. Elias said

    “O déficit público no Brasil não provoca recessão, já disse.” (Chester, jogando a toalha)

    Vou recapitular:

    PRIMEIRAMENTE, tu disseste que o déficit público causa a inflação. Aí o Banco Central, pra combater a inflação, provoca a recessão.

    SEGUNDAMENTE, tu disseste que “os juros… a expansão monetária… háháháháhá” (Como não sou psiquiatra, desconheço o significado retórico do “háháháháhá”).

    TERCEIRAMENTE, tu disseste: “O déficit público no Brasil não provoca recessão, já disse.”

    Huá! Huá! Huá! Huá! Huá! Huá!

    Não era pra jogar a toalha, Chester…

    O déficit público, no Brasil, pode sim, provocar uma recessão. Isso não aconteceria de imediato. O déficit público de 2014, p.ex., por si só, não poderia provocar recessão em 2015. Mas, numa perspectiva mais ampla de tempo, e pelo menos em tese, o déficit público no Brasil pode provocar recessão. É só usar a cabeça pra algo mais do que separar as orelhas, que dá pra visualizar o mecanismo (em tese).

    No curto prazo, a relação é inversa: a recessão é que causa o déficit público (com a redução da atividade econômica, há uma redução da arrecadação tributária; como a despesa pública brasileira é “engessada”, ela não acompanha a queda na receita. Resultado: déficit).

    ENTENDEU IDI?
    (Isso é um elogio. Estou partindo do princípio de que, pra bom entendedor, meia palavra basta…).

  130. Elias said

    “Ah, não? Então porque dizer que a recessão teve como causa a “gastança”, “gastança”, “gastança”?”

    chest- poorque depois de gastança tem a “pagança” da gastança, caracas!!!

    E o que isso tem a ver com recessão, Semovente?

  131. Chesterton said

    Elias, você já está babando.

  132. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/mercados/mercado-de-ideias/deputados-do-pmdb-querem-censurar-a-internet-e-ler-suas-mensagens/

  133. Chesterton said

    http://selvabrasilis.blogspot.com.br/2015/09/o-assalto-dos-perobas-gomes.html

    Cyro Gomes é um politico conhecido, uma espécie de Ronaldinho Gaúcho do imundo submundo da politica nordestina. Já mudou mais de partido do que batom de puta velha. Mas é um homem leal a si mesmo. Ele e seu irmão há décadas boqueteiam o Ceará sugando-o até o talo, e fodem impunemente os cearenses, que parecem gostar. Eles são gulosos, insaciáveis e querem mais, agora querem o briocó do brasileiro: Os irmãos Ciro e Cid Gomes foram para o PDT de olho no Ministério das Comunicações, prometido por Dilma. Mas exigem “porteira fechada”, inclusive o comando dos Correios e de seu fundo de pensão, o Postalis.

  134. Chesterton said

    29/09/2015 às 15:12 \ Sanatório Geral
    Serviço incompleto

    “Nós vamos defender o mandato legítimo da Dilma, nós vamos evitar que haja golpe e nós vamos preparar o caminho para continuar com nosso projeto nacional, tendo à frente, de preferência, em 2018, o presidente Lula”.

    Rui Falcão, presidente do PT, repetindo que o partido que virou bando precisa de tempo para fazer em todas as áreas do governo o que fez na Petrobras.

    Coluna do
    Augusto Nunes

  135. Chesterton said

  136. Chesterton said

    Agora implode

    http://www.implicante.org/noticias/com-a-crise-classe-c-perde-seus-planos-de-saude-e-volta-a-sobrecarregar-o-sus/

  137. Chesterton said

  138. Chesterton said

    http://www.implicante.org/blog/janaina-paschoal-cala-o-roda-viva-numa-das-mais-duras-criticas-ao-pt/

  139. Chesterton said

    Chame o ladrão
    30/09/2015 02h00

    Flagrado, o larápio esperto apela para o tradicional berro de “Pega ladrão!”, na esperança de se safar no meio da confusão, deixando que outro pague pelo seu crime.

    A mesma ética exemplar pode ser encontrada na tentativa recente de economistas vinculados ao PT de atribuir as atuais dificuldades enfrentadas pelo país à suposta austeridade fiscal, deixando de lado sua responsabilidade pelas políticas que, ao final das contas, jogaram o país na crise.

    Segundo esse pessoal, nada justificaria a reversão da política econômica adotada a partir deste ano. A que eles propõem, portanto, é essencialmente a mesma que guiou o país no primeiro governo Dilma: expansão do gasto, redução na marra da taxa de juros e intervenção pesada do governo no domínio econômico.

    Não por acaso, muitos dos autores da atual proposta são os mesmos que manifestaram apoio à reeleição da presidente no ano passado, embora tenham tentado se passar por críticos da política econômica quando a coisa ficou feia.

    Aparentemente, inflação superior a 6% ao ano, mesmo com preços reprimidos, não seria motivo de preocupação. Nem, é claro, um deficit externo que superou US$ 100 bilhões no ano passado, e muito menos o virtual desparecimento do superavit primário do setor público, que por muitos anos havia se mantido na casa de 3% do PIB, mas que em 2014 se transformou num deficit (oficial) de 0,6% do PIB —enquanto estimativas de especialistas sugerem que, descontadas as “pedaladas”, o número verdadeiro teria se aproximado de 1,5% do PIB.

    Da mesma forma o crescimento da dívida pública de quase 10 pontos percentuais entre 2010 e 2014 não mereceria qualquer reparo.

    Deixa-se convenientemente de lado o fracasso do crescimento no período, quando o PIB se expandiu a pouco mais de 2% ao ano, atribuído à “crise internacional”, muito embora o crescimento mundial tenha se mantido praticamente inalterado (3,6% ao ano) e a relação entre os preços das exportações e importações brasileiras tenha sido simplesmente o mais favorável desde 1978, pelo menos.

    A verdade que os punguistas econômicos querem esquecer é que as políticas que defenderam então, e que agora pedem de volta, colocaram o país numa situação insustentável.

    Sua manutenção poderia até adiar o encontro com a realidade por mais um ano ou dois, mas apenas à custa do aprofundamento das distorções que se acumularam nos últimos anos: inflação mais alta, dívida em crescimento e déficits externos ainda maiores.

    Note-se que isso provavelmente não conseguiria impedir a recessão. De fato, como notado pelos economistas que fazem parte do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, a recessão se iniciou em meados do ano passado, muito antes de qualquer discussão sobre a possibilidade de alteração da tal Nova Matriz Macroeconômica.

    Em particular, o investimento, variável-chave para o crescimento sustentável, vem em queda desde 2013, e acumulava retração de quase 8,5% quando os punguistas louvavam a política em vigor.

    O que eles hoje recomendam é exatamente o que nos trouxe à situação lastimável em que estamos. Confesso que, apesar disso, meu lado cruel adoraria tê-los de volta no comando da política econômica. Seria péssimo para o país, mas divertidíssimo vê-los chamando o ladrão quando o caos se instalasse de vez.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2015/09/1688177-chame-o-ladrao.shtml

  140. Elias said

    Chester, # 132, 133, 134, 135, 136, 137, 138 e 139.

    Isso!

    Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia &….

    Sieg Heil!

    Heil!

    Manada…

  141. Elias said

    Notícias da Vale, pra 2015:

    Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento: redução de 22,3%.

    Gastos pré-operacionais e de parada: redução de 15,8%.

    Despesas administrativas e de comercialização: redução de 15,9%.

    Distribuição da 2ª parcela de dividendos aos acionistas: redução de 50%.

    Essa entrou de bico em cima das holandas… O dividendo por ação caiu de US$ 0,194 pra US$ 0,097. A empresa informou por escrito aos proprietários do dito cujo papel, que vai distribuir US$ 500 milhões, e não o US$ 1 bilhão prometido no início do ano.

    Motivo: queda da exportação de minério de ferro, mesmo com o Brasil e a Austrália se unindo pra ferrar com os concorrentes de menor porte.

    Conclusão 1: quem com ferro ferra, com ferro será ferrado.

    Conclusão 2: alguém precisa pedir à Miriam Leitão pra ela avisar ao resto do mundo que a crise acabou… De preferência, começar pela China.

  142. Elias said

    Depois da queda, o coice…

    Parece que o Petrossauro parece vem aí com mais um aumento no preço do combustível.

    Tudo indica que a venda de debêntures não colou, ou, no mínimo, não rendeu o mínimo esperado (a Vale também parece que não conseguiu grande coisa com debêntures, que estão no mercado desde o ano passado… Daí os cortes generalizados que ela está anunciando nesta semana).

    Um monte de analistas apressadinhos, diz que a Petrobras deveria se capitalizar simplesmente emitindo mais ações. Expandindo o capital.

    Consultado a respeito, o quitandeiro da esquina, Sr. Tekeo Tapa Nakara, discordou dessa “puroposta”.

    Diz o Sr. Nakara que o aumento de capital só tem sentido se o negócio tem a expectativa de aumento de lucro, com intensidade igual ou maior que a do aumento de capital.

    Se a expectativa de lucro é estável ou declinante — ensina o Sr. Tapa Nakara — o aumento do capital terá como consequência a redução do lucro por ação ou quota de capital, já que será o mesmo lucro dividido por um número maior de ações ou quotas de capital.

    “Por isso que eu não deixei o irmão da minha mulher entrar de sócio na minha quitanda, apesar de eu comer a mulher dele…”, revela o pragmático Takeo Tapa Nakara.

  143. Elias said

    Mostrei pro Takeo Tapa Nakara o resumo executivo do relatório de alguns analistas, recomendando o lançamento de ações do Petrossauro.

    Nakara ficou escandalizado! Por que a Petrobras forçaria — ela própria — o valor patrimonial de suas ações, exatamente no momento em que o valor de mercado da dita cuja despenca?

    Além do mais, lembra Nakara que, sempre que a Petrobras lança ações, o governo é obrigado a comprar, para manter a União como acionista majoritária, na mesma proporção existente antes do lançamento.

    Imagina o governo ter que fazer isso, exatamente no momento em que sua (dele) maior prioridade é reduzir o gasto público…

    Nakara acha que os tais analistas estão aconselhando apagar incêndio com gasolina…

  144. Chesterton said

    Elias…

  145. Elias said

    Eu escrevi: “Parece que o Petrossauro vem aí com mais um aumento…”.

    “Parece” é o cacete!

    Já veio! 6% na gasolina e 4% no diesel!

    Anunciou ontem à noite.

    Takeo Tapa Nakara já havia cantado a pedra: pedir dinheiro emprestado lá fora não dá… pedir aqui dentro (debêntures) não deu certo… aumentar capital seria atirar no próprio pé…

    Restou o quê? O de sempre, ora…

  146. Chesterton said

    http://www.implicante.org/noticias/por-que-artistas-nao-mais-criticam-o-governo-so-com-rouanet-pt-ja-queimou-r-15-bilhoes/

  147. Elias said

    Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola…..

    Manada é assim que faz.

    Repete o que faz o boi de cabeceira.

    Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola.

  148. Elias said

    E a Dilma vetou o dispositivo da nova (mais uma!) lei eleitoral que permitia a doação de empresas às campanhas eleitorais.

    Pode ser que o Congresso mantenha esse veto.

    Como todos sabemos, os políticos brasileiros são, todos, pessoas honestas. Eles vão obedecer direitinho essa lei.

    Nem é verdade que as empresas usarão testas de ferro pessoas físicas, pra mascarar suas doações, usando empregados, diretores ou familiares, ou, ainda mais facilmente, simplesmente passando o dinheiro para os partidos, sem recibo, deixando a cargo do partido beneficiário a tarefa de conseguir testas de ferro pessoas físicas para as doações.

    Isso jamais acontecerá, porque político brasileiro é honestíssimo!

    Todo sabe disso…

    Taí a lei que “pega” logo de cara.;.. Vai ser a lei mais obedecida do mundo!

    Inteligentíssimo o veto da Dilma… Por que será que nunca ninguém pensou nisso, antes?

  149. Elias said

    A impressão do voto, pela urna eletrônica, também foi vetada.

    Tá certo!

    Pra quê isso? Todo mundo sabe que o político brasileiro é o mais honesto do mundo…

    Não há a menor necessidade desse tipo de controle.

    Seria um injusto e inadmissível insulto, colocar em questão a lisura das eleições brasileiras.

    É mentira que nunca há roubo eleitoral, no Brasil!

  150. Chesterton said

    http://www.implicante.org/noticias/na-previdencia-social-do-governo-dilma-o-prejuizo-ja-vai-em-r-44-bilhoes-so-em-2015/

    chest- isso, gasta, gasta, pede emprestado, paga, paga , juros, juros….

  151. Chesterton said

    http://sensacionalista.uol.com.br/2015/09/30/apos-demitir-ministro-por-telefone-dilma-e-orientada-a-cortar-gastos-e-demitir-por-whatsapp/

  152. Chesterton said

    permitam-me rir muito

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/09/30/criador-da-dilma-bolada-critica-presidente-em-post-voce-pagou-com-traicao.htm

  153. Chesterton said

    Cabeça dinossauro

    No Brasil, a palavra ‘esquerda’ continua o ópio dos intelectuais

    Gosto muito do dito latino: “Credo quia absurdum”, ou seja, “creio, mesmo que seja um absurdo”. É a raiz de toda fé, seja em Deus, em uma superstição ou numa ideologia.

    Por isso, me pergunto: se os católicos explicam de algum modo sua fé na Santíssima Trindade; se os muçulmanos nos falam que “Só Alá é grande” e detalham no Corão as regras de sua religião; se os evangélicos ensinam seu catecismo, por que tantos intelectuais e artistas brasileiros não nos explicam por que apoiam o Maduro, por que fazem manifestos de apoio à Coreia do Norte, como fez o PCdoB? Como podem ignorar os escândalos evidentes de uma quadrilha de corrupção que está levando o país à bancarrota? Ninguém fala nada? Por que se negam a detalhar os caminhos dessa “religião” que professam? Será que não viram a queda do muro de Berlim, o fim vergonhoso do socialismo real? Será que a mistura de leninismo com bolivarianismo que apoiam tem alguma lógica inquestionável que ignoramos? Haverá alguma equação que decifre o emaranhado de suas mentes, algo assim como “penso assim, por isso e por isso, logo…”?

    Não; não dizem nada — só apoiam e creem. Será que nos deixam babando de curiosidade porque não querem dar luz aos cegos da “pequena burguesia”? Por isso tento entender seu labirinto de ilações, de deduções, de reviravoltas com que constroem o “Caminho de Santiago” que teimam em percorrer. Em primeiro lugar, eu acho que renegar as evidências é uma maneira de se sentirem portadores de uma verdade inatingível pelos homens comuns. Nos olham com o desprezo de homens superiores.

    Para eles é impossível aceitar que o mundo não se molda apenas pelos desejos humanos, mas pela marcha das coisas. Se acham os sujeitos certos de uma História errada. Consideram as provas cabais da roubalheira como armações da “direita” ou apenas as “contradições negativas”, superáveis, passageiras, de um processo histórico que tende para o “bem” de todos. Eles se acham parte de um seleto grupo de apóstolos que resistem às sedições do mercado e do capitalismo — as fontes do “eterno mal”. Nossa alma ibérica rançosa, nosso mal endógeno de patrimonialistas perniciosos são considerados coisas menores.

    Para eles, toda a culpa de nosso atraso foi só do “imperialismo norte-americano”, a contradição principal. Eles rejeitam a circularidade da vida, o mistério dos desejos, as mutações da sociedade. Eles acham que a sociedade é um bando de imbecis que têm de ser protegidos contra sua ingenuidade. Por isso, precisam de um guia, seja o antigo Prestes ou hoje o Lula. Temos de ser controlados pelo Estado que tudo vê, como uma divindade ante a qual devemos nos ajoelhar. E não veem que é justamente o contrário — que aqui a sociedade é que mantém vivo um Estado falido.

    Eles acham que mudar de ideia é falta de caráter e que macho mesmo não muda. Eles acham que quem quiser alguma positividade é traidor. Por isso, quero entender qual é o caminho que as suas ideias percorrem antes de irromper de suas bocas e de seus sorrisos de mofa, do alto de sua superioridade.

    Bem… sua fé ideológica pode nascer por antigas humilhações a serem vingadas por um voluntarismo neurótico que prove sua grandeza imaginária. São em geral fracassados e professam essas ideias para ocultar seu fracasso absoluto. A certeza férrea que os habita pretende evitar dúvidas sobre sua ignorância arrogante, sem “vacilações pequeno burguesas”, como eles chamam. A ideologia os conforta. Como sentenciou um dia Nelson Rodrigues: “Só os canalhas precisam de uma ideologia que os absolva e justifique”.

    Eles se sentem dentro da linha justa. Os islamitas sonham com o paraíso das 11 mil virgens, eles sonham com um futuro de harmonia, onde todos terão tudo, cada um “dentro de sua necessidade e de sua capacidade”. Como eles não têm poder real (vejam a miséria do PT) inventam um poder paralelo que eles professam. É um “‘sendero luminoso”, é um país imaginário onde habitam, uma ilha da utopia que anda escangalhada mas que um dia (quando?) vai prevalecer. Me fascinam também as contorções acrobáticas que leninistas decepcionados praticam para revitalizar suas crenças. É a turma do “mesmo assim”. Mesmo com essa cagada nacional, preferem se agarrar em palavras de ordem antigas do que reconhecer um fracasso óbvio. Os renitentes intelectuais orgânicos dirão: “O PT está desmoralizado, mas mesmo assim ainda é um mal menor que o inimigo principal: os neoliberais. Sabemos que está tudo uma merda, mas da merda nasce a luz”.

    No Brasil, a palavra “esquerda” continua o ópio dos intelectuais. Pressupõe uma “substância” que ninguém mais sabe qual é, mas que “fortalece”, enobrece qualquer discurso. O termo é esquivo, encobre erros pavorosos e até justifica massacres. E eles se sentem “vítimas” da nossa desconfiança de estúpidos que ainda não viram a “verdade”. Eles não querem entender que a miséria do país é uma consequência e não a causa. Eles amam a miséria, a Academia cultiva a “desigualdade” como uma flor. A miséria tem de ser mantida “in vitro” para justificar teorias velhas e absolver incompetência. Para eles, o socialismo é um dogma. Diante dele, abole-se o sentido crítico. É como duvidar da virgindade de Nossa Senhora.

    Como podem achar que este pobre povo de miseráveis e analfabetos vai se erguer contra o “neoliberalismo”? Só a loucura explica isso. Antes achavam que a luta de classe era o motor da História. Para eles hoje o motor da História está em uma espécie de “miséria revolucionária”. Não é possível que homens inteligentes não vejam este óbvio uivante, ululante.

    Não esqueçamos que a burrice é uma categoria fundamental para entendermos suas cabeças.

    O que mais me grila é que não parece se tratar de um período histórico regressivo. Será que é uma crise passageira que, uma vez terminada, o país volte ao “normal’”? Não. É um salto para outra anormalidade sem fim; é uma mudança de estado. Temo que não seja uma doença que passa; talvez seja uma anomalia incurável.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/cabeca-dinossauro-17632938#ixzz3nGMSHM8Y
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  154. Chesterton said

    O sindicato que pelejou pelos 15 dólares por hora como salario mínimo não quer pagar 15 dolares para seus funcionarios.

    Bonito, hein?!

    http://dailysignal.com/2015/09/30/california-labor-union-that-fought-for-15-minimum-wage-now-wants-an-exemption/

  155. Elias said

    Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia & cola. Copia…

    Antigamente, naqueles programas de tevê bem vagabundos, havia um pessoal que dublava músicas.

    A gravação era posta pra tocar, e aqueles pobres diabos ficavam no palco, se requebrando e tentando acompanhar com a boca…

    Ridículo!

    Os sucessores desse pessoal vivem agora na internet. Sabem o que eles fazem?

    Copiam & colam. Copiam & colam. Copiam & colam. Copiam & colam. Copiam & colam. Copiam & colam. Copiam &…

    Ridículos!

  156. Elias said

    Mostrei pro quitandeiro da esquina, Sr. Takeo Tapa Nakara, um texto do noticiário da ADVFN de ontem. Diz o seguinte:

    “Surpresa: Petrobras aumenta a gasolina e diesel. A Petrobras (PETR4) anunciou ontem à noite um aumento de 6% no preço da gasolina e de 4% no diesel nas refinarias, válido a partir desta quarta-feira. O aumento vem em um momento de queda no preço do petróleo nos mercado internacionais, enquanto a Petrobras enfrenta desafios no gerenciamento de sua dívida, principalmente com a forte depreciação do Real em relação ao Dólar (FX:USDBRL) nos últimos meses.”

    Tapa Nakara estranhou de novo: “Sorpuresa? Por que sorpuresa? O pessoal da ADVFN estava dormindo?”

  157. Pax said

    Novo post… correria… a crise pegou minhas coisas, de forma braba mesmo.

    De agosto pra setembro uma queda de 20%. De Janeiro para Setembro, 50%.

    Grande Dilma, grande Levy.

    Os bancos comemoram…

  158. Elias said

    E o Janine rodou…

    É o 5º Ministro da Educação, desde que Dilma assumiu. E o menos longevo na pasta: ficou lá por 5 meses (entrou em substituição a Cid Gomes, que saiu em abril).

    Parece que será substituído pelo Mercadante, que já ocupou o mesmo cargo, no primeiro mandato de Dilma (entrou em substituição a Fernando Haddad e seria substituído por Henrique Pain, que, por seu turno, foi substituído pelo Cid Gomes).

    O Ministério da Educação se tornou um hotel de alta rotatividade…

    Nos anos 1980, substituir Janine pelo Mercadante no Ministério da Educação seria como substituir Roberto Dinamite pelo Cafuringa…

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