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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Lula, Lulinha e Eduardo Cunha: três notícias no atacado

Posted by Pax em 01/10/2015

Noticia coletana na Infomoney dá conta que Monica Bergamo afirma que Lula pode antecipar uma pré-candidatura à presidência em 2018. Reações ao espedaçamento do PT promovido pelo desastroso governo Dilma.

Aqui: http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/4318391/lula-estuda-antecipar-sua-pre-candidatura-presidencia-diz-colunista

Mas quem vira manchete do Estadão é seu filho, o Lulinha.

Aqui: Leia Mais: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,documentos-apontam-que-mp-editada-na-gestao-lula-foi-comprada-por-lobby,1772249

E Eduardo Cunha, uma das alavancas da oposição na tentativa de impeachment de Dilma, tende a sentir o golpe de mais uma notícia sua vinculada à corrupção geral, na Folha.

Aqui: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1688388-suica-envia-ao-brasil-dados-de-conta-secreta-atribuida-a-eduardo-cunha.shtml

A reforma ministerial conseguiu reduzir um bocado de apioadores governistas nas redes sociais (falo por mim e pelo noticiário). Boa parte revoltada com a Saúde entregue às raposas, boa parte revoltada com a saída de Janine da Educação, boa parte por um somatório dessas e mais tantas notícias.

O momento é de um abandono geral do barco com enorme rombo no casco. Até o perfil pago do @Dilmabolada sai do apoio, provavelmente por perder sua mesada bastante esquisita, pra não dizer mais.

A Rede ganha adesões, o PSOL briga com a Rede, nasce um movimento chamado Raiz, nasce um novo partido liberal com Kassab, nessa seara partidária o alvoroço está com a poeira levantada geral.

Mais uma vez minhas desculpas pela falta de tempo por aqui. Agora é com vocês algumas análises das notícias acima e de outras que queiram.

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43 Respostas to “Lula, Lulinha e Eduardo Cunha: três notícias no atacado”

  1. Elias said

    Eu é que não duvido de nada…

    Mas o que o Estadão publicou é fraco.

    Serve mais como combustível pros rebanhos da oposição recitarem o cantochão de sempre.

    Comprar Medida Provisória é o mesmo que fazer furo dentro d´água…

    Se a MP não for transformada em lei, o “investimento” não dá retorno.

    E, pra comprar uma lei, o movimento tem que ser mais amplo. É preciso comprar deputados e senadores, e o mais hábil corruptão do Poder Executivo não tem como centralizar a venda dessa mercadoria toda.

    É preciso trabalhar mais essa lebre, antes de botar a cachorrada pra correr atrás dela.

  2. Elias said

    Para o Lula autorizar a especulação em torno do nome dele, a situação deve estar, mesmo, desesperadora.

    Amplia a superfície das janelas e do telhado de vidro, dois anos antes do que seria razoável fazer…

    Mas isso é o que era de se esperar, ao se ter em conta a divulgação do documento da Fundação Perseu Abramo, criticando a, digamos, “gestão” Dilma…

    Em termos de “segundo passo”, foi até comedido, mantendo a velha escrita tipicamente petista: uma no cravo, outra na ferradura… morde e assopra…

  3. Chesterton said

    O PT é um partido dissimulado. Isso até os ainda petistas terão dificuldade em negar. A campanha presidencial de 2014 é um marco na evolução do realismo socialista ao populismo tropicalista. A verdade é um mero detalhe, fora do quadro e do foco.

    O PT, afinal, é contra ou a favor do governo Dilma? O PT pode ser a favor do governo e contra o programa econômico do governo? Dilma apoia seu ministro da Fazenda ou o engole a contragosto e a conta-gotas?

    Essa ambiguidade cínica e eleitoreira só faz aumentar o custo da recuperação econômica. Para qualquer economista que trabalhe com fatos, o ajuste é inevitável dada a trajetória ameaçadora da dívida pública e a insegurança que ela gera. Como os mercados antecipam os fatos, o taxímetro da irresponsabilidade fiscal está ligado faz tempo, cobrando caro.

    Nesse quadro já deprimido, é assustador e deprimente ver a Fundação Perseu Abramo, think tank oficial do PT, lançar um programa contra a crise propondo a mesma receita intervencionista que justamente provocou a crise. E ainda dizer que a crise é produzida pelo único remédio para combatê-la.

    Volta a impressão de que o Brasil foi feito para não funcionar. Um país que, diante de tantos problemas, se revela incapaz de organizar respostas mais eficientes que emocionais, mais duradouras que voos da galinha.

    Nos intervalos de bonança, nos locupletamos em sonhos recorrentes de grandeza, como se o paraíso estivesse garantido independentemente do que fizermos. Mas não existe Bolsa-país. Nem almoço grátis. Se não somos um Estado falido, somos um Estado a caminho da falência.

    Se fôssemos tudo o que imaginamos ser no auge da euforia lulista, Dilma poderia ser só uma pedra do caminho. Mas no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho.

    Nossa presidente “gauche”, pioneira em tantas frentes (primeira mulher, primeira esquerdista, primeira guerrilheira, primeira unicampista), levou o país de volta ao passado numa rapidez fulminante, mostrando que o passado sempre esteve presente.

    Voltamos 20 anos em 4. Este é o zeitgeist. Até nossa moeda subiu no telhado. Sentimentos antigos que pareciam sepultados voltam embalados no noticiário político, econômico, social e policial: são os arrastões no Rio de Janeiro, as chacinas em São Paulo, o discurso fossilizado da esquerda, o prêmio de gestão hídrica ao Alckmin, o dólar a nos humilhar, a irresponsabilidade sem culpa de Brasília.

    A perda, ao mesmo tempo, da confiança, da estabilidade, do crescimento, do controle da inflação, do grau de investimento e da governabilidade são golpes duríssimos nos pilares de qualquer sociedade.

    O Brasil ao menos sabe apanhar. São séculos de golpes. Quando levantarmos, poderemos dizer que sobrevivemos, como sempre dizemos. Até cairmos de novo

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/2015/10/1688774-brasil-em-desencanto.shtml

  4. Chesterton said

    O baile da política em Brasília já transitou do trágico ao cômico e agora atravessa a fase do surreal ao deprimente. O país afunda em uma de suas maiores crises da história, moral e econômica, e vai revelando do que realmente somos feitos.

    O impasse já dura quase um ano. Em jogo, um empobrecimento a jato de um país que já é pobre e a perda de anos para voltarmos a um ponto que ainda estava longe de ser muito promissor.

    Dilma Rousseff é o bode sujo e mal cheiroso no meio desta sala. Venceu a eleição enganando o país e agora paga o preço como a Geni nacional.

    A presidente se manteve o quanto pôde em uma espécie de universo paralelo ao lado de seu Rasputin palaciano. Como prêmio de consolação por sair à revelia, agora o apegado Aloizio Mercadante ganha de volta o Ministério da Educação, rebotalho da Pátria Educadora de Dilma.

    Lula volta como uma espécie de Sir Lancelot para tentar salvar o que vai restando do PT. Diz ao partido para aceitar a perda de cargos para “aliados” com o objetivo maior, do seu ponto de vista, de preservar o Palácio.

    O grande “aliado”, o PMDB, é o PMDB. Nenhuma novidade aí. A não ser o fato de mostrar uma resistência acima de qualquer suspeita. Eduardo Cunha foi delatado cinco vezes e agora se materializam contas na Suíça atribuídas a ele, fruto de corrupção.

    Mas o presidente da Câmara continua no comando do processo de desintegração da esperança de um ajuste nas contas. Em breve perderemos os dois selos de confiança que faltam para o país acentuar a vertiginosa queda da economia.

    Na oposição irresponsável, o PSDB acelera a desintegração. Na última votação dos vetos de Dilma à “pauta bomba”, de gastos impagáveis que jogariam de uma vez tudo para os ares, os tucanos votaram a favor do caos. Sem rumo, o partido de FHC assume o pior papel que já foi do PT. O do quanto pior melhor.

    Há quem acredite que matar o bode indesejável possa dar um novo rumo às coisas. Que isso aliviaria o ambiente. E que imprimiria urgência a uma dinâmica capaz de reorientar o país e a política rumo a uma racionalidade que nos resgate desse afogamento.

    Nem isso parece mais certo. Talvez já tenhamos ido longe demais. Dólar, inflação e recessão fora de controle são sintomas evidentes disso.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/fernandocanzian/2015/10/1688809-o-que-temos-de-pior.shtml

  5. Chesterton said

    É, nem a esquerdopata Folha de São paulo aguenta mais…..

  6. Chesterton said

    Se a Diuma (figa) pedisse para sair as coisas facilitariam muito para o país inteiro.

  7. Elias said

    Na notícia sobre o Eduardo Cunha, o que mais me intriga é a primeira puxada do fio da meada.

    A primeira puxada é o depoimento de João Augusto Henriques. Ele cravou seco! Disse que havia uma conta, e há uma conta. Disse que o controlador da conta é o Eduardo Cunha, e o governo suíço confirma: é isso mesmo?

    O que faltou no depoimento de João Augusto Henriques? Faltou valores. Quanto ele depositou?

    Mistério… E, por estranho que possa parecer, mais não disse nem lhe foi perguntado.

    Como assim? Nem por curiosidade os investigadores tentaram saber o(s) valor(es) depositado(s)? Não mesmo? E querem que eu acredite nisso?

    Infelizmente já não sou mais tão ingênuo…

    Sempre que leio algo assim, sinto logo no ar o mau cheiro de acerto.

    Tipo assim: “A gente não revela o valor agora. Mapeia, balanceia e devolve uma parte. A outra (maior) parte, a gente racha.”

    Nos tempos da vida dita dura, houve uma disputa surda entre os órgãos de repressão, pra repatriar o produto de assaltos de um dos muitos grupos guerrilheiros da época. A grana fora posta sob a guarda do “Bom Burguês”, que colocara uma fortuna no exterior, com o auxílio de um banco privado brasileiro (pago regiamente pelos serviços).

    No fim, parece que não repatriaram nem 30% do que fora “recuperado” do tesouro guerrilheiro. Não sei quem ficou com a maior parte, mas, na época, e à boca pequena, sobrou acusações até mesmo para a viúva de um general-presidente…

    Não faço a menor ideia se as acusações tinham ou não fundamento. Só sei que o dinheiro sumiu nos porões da repressão, junto com todos os presos políticos que sabiam de algo a respeito.

    Isso tudo ao som de bicho-bala voando pra tudo que é lado, daquele lado que é lado lado de lá…

  8. Elias said

    Lava Jato também é cultura.

    Até aqui, a Operação Lava Jato já confiscou nada menos que 268 obras de arte nas mãos da corruptalha. As obras foram postas sob a guarda do Museu Oscar Niemayer, que até já promoveu uma exposição temática: “Obras sob a guarda do MON”.

    Logo depois da II GM, Assis Chateaubriand contratou Pietro Maria Bardi pra percorrer a Europa, comprando o que seria a base do acervo do MASP, um dos mais importantes museus brasileiros.

    A base do acervo do MASP são obras de arte antes pertencentes a judeus, e que foram roubadas por nazistas (a maior parte, membros das SS, da Gestapo e também da SA).

    Terminada a guerra, os antigos proprietários dessas obras de arte não tinham como reclamá-las. Idem seus herdeiros. Estavam todos mortos. Já os ladrões, andavam se escondendo pelos porões, loucos pra escapar do porrilhão de julgamentos que se estenderiam pelas duas décadas seguintes.

    Acabaram vendendo as obras de arte a preço de banana, para alegria de Chatô.

    A Operação Lava Jato vai acabar fazendo algo parecido… 268 obras de arte (parece que tem até gravuras de Picasso no rolo…), já está de bom tamanho.

    Imagina se fossem abertos cofrinhos nos paraísos fiscais…

  9. Chesterton said

    Depois do mensalão e do petrolão, agora é a vez do montadão.
    O governo Lula vendeu, em 2009, uma medida provisória para as montadoras de veículos.
    A reportagem demolidora é do Estadão.
    Passo a passo:
    1) Empresas do setor pagaram R$ 36 milhões a lobistas para conseguir que Lula prorrogasse incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano.
    2) A medida provisória foi aprovada por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
    3) Quatro dias antes que o ato normativo fosse editado, um dos envolvidos no esquema tratou do assunto com o “seminarista” Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete de Lula.
    4) Um dos escritórios que atuaram para viabilizar a medida fez repasses de R$ 2,4 milhões a Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula.
    5) Lula assinou a medida provisória 471, beneficiando a a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi, e a CAOA (fabricante de veículos Hyundai e revendedora das marcas Ford, Hyundai e Subaru).
    * Antonio Palocci, em 2010, recebeu 4,5 milhões de reais da CAOA e já estava sendo investigado pelo Ministério Público sob a suspeita de ter embolsado dinheiro justamente para garantir incentivos fiscais à montadora.
    6) Um dos lobistas, Mauro Marcondes, enviou mensagem dizendo que, em troca do acordo, havia se comprometido a entregar R$ 4 milhões a “pessoas do governo, PT”.
    Pois é. Os petistas saíram montadinhos do montadão.
    Como disse Gilberto Carvalho nesta semana: fomos “criando uma certa empáfia e seguindo a prática que condenávamos nos outros partidos”.
    Obviamente, em escala muito maior e de modo institucionalizado, como nunca antes na história ‘dêsti paíf’.
    Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

    chest- num país sério esses 3 estariam mofando na cadeia, na China seria fuzilados, no Japão sentariam na espada.

  10. Chesterton said

  11. Chesterton said

    E a Suécia, Pax?

    http://spotniks.com/7-fatos-que-contradizem-tudo-que-voce-acreditava-sobre-a-suecia/

  12. Chesterton said

    “PENSE BEM ANTES DE DEFINIR EM QUE QUADRILHA PERTENCE”, TERIA DITO FOSTER

    Uma sucessão de e-mails da cúpula da Odebrecht revela uma aparente preocupação dos executivos do alto escalão do grupo com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. As mensagens trocadas em 24 de julho de 2014 – quatro meses após a prisão de Costa – fazem menção direta à então presidente da estatal Maria das Graças Foster: “Pense bem antes de ir e se definir em que quadrilha você pertence”, teria dito Foster ao gerente executivo do Abastecimento Wilson Guilherme, apontado com testemunha de defesa de Costa.

    A frase foi atribuída à Foster por Rogério Araújo, então diretor da Odebrecht, em e-mail enviado às 18h04 para o presidente da companhia, Marcelo Bahia Odebrecht, e para outro diretor, Márcio Faria. Eles citam também dirigentes da Petrobrás que seriam presos na Lava Jato meses depois, entre eles, o ex-diretor de Serviços Renato Duque, apontado como elo do PT no esquema de propinas da estatal. Para os investigadores, o conteúdo dos e-mails demonstra que a cúpula sabia do esquema instalado na companhia e também o repasse do suposto papel de Duque como arrecadador do PT: “Duque (dinheiro para Partido).”

    Marcelo Odebrecht, Rogério Araújo e Márcio Faria estão presos desde 19 de junho de 2015, quando estourou a Operação Erga Omnes, desdobramento da Lava Jato, que alcançou as duas maiores empreiteiras do País, Odebrehct e Andrade Gutierrez.

    A sequência de e-mails foi capturada pela Polícia Federal nos computadores da Odebrecht, em São Paulo. São 8 correspondências.

    Em julho de 2014, quando os e-mails foram trocados, a Petrobrás fervia ante o escândalo. Paulo Roberto Costa era um dos nomes mais influentes da companhia. Sua prisão abalou a estatal. No mês seguinte, o ex-diretor fez delação premiada e escancarou o esquema de corrupção e propinas envolvendo cerca de 50 políticos, entre deputados e senadores, e outros dirigentes da Petrobrás.

    Nas mensagens, os executivos da Odebrecht tratam Paulo Roberto Costa pelas iniciais de ‘PR’ e Maria das Graças Foster, por ‘MGF’, segundo análise dos investigadores. “Como sabemos, foram indicadas algumas pessoas da Cia como testemunhas para processo PR. Uma delas, Wilson Guilherme (GEX Abast) foi abordado por MGF na seguinte linha: “pense bem antes de ir e se definir em que quadrilha você pertence!!”, diz Rogério Araújo a Marcelo Odebrecht e Marcio Faria.

    O presidente da Odebrecht diz em seguida: “Não sei se entendi bem a mensagem dela.”

    Rogério Araújo explica. “Se for da quadrilha do PR, depor favorável a ele.”

    Marcelo Odebrecht responde. “Ou seja, ela quer detonar o PR? Não apenas não ajudar como atacar? Acha que não tem refluxo?”

    A comunicação cita outro dirigente da Petrobrás, preso na Lava Jato, Nestor Cerveró (Internacional), e também o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que não é acusado. Às 18h21 daquele dia, Rogério Araújo diz. “Também detonar Duque (será testemunha), Cerveró e Gabrielli. Não sei se tem alinhamento com PR…”

    Marcelo Odebrecht argumenta. “Seria bom se tivéssemos certeza desta postura dela, pois seria mais um ponto de minha conversa amanhã. Isto é suicídio, só vai prejudicar governo e empresa.

    Às 18h35, Rogério Araújo concorda com Marcelo Odebrecht. “Com relação ao WG certeza absoluta! Com relação ao Duque ela fez o seguinte comentário numa apresentação GT a DE, sobre ação do Imbassay junto a Proc Geral União acerca RNEST arrolando ex-diretoria e atual para escutar a apresentação solicitou ao Jurídico (Nilton Maia) para preparar trabalho defesa da atual diretoria e disse que não poderia fazer mesmo com PR (se beneficiou) e Duque (dinheiro para Partido)!. Quanto ao Cerveró e Gabrielli, tem feito comentários ruins face Pasadena.”

    Na última mensagem Rogério Araújo cita mais um diretor da Petrobrás, preso na Lava Jato, Jorge Zelada (Internacional): “Outro que ela detona é Zelada.”

    Graça Foster, a Odebrecht e a Petrobrás não responderam aos contatos da reportagem. (AE)

    chest- e ela se dizia inocente…

    A Refinaria Duque de Caxias vai mudar de nome para caixinha do Duque.,…

  13. Chesterton said

    Medida Provisória de Lula foi comprada por lobby por R$ 36 milhões.

    A responsabilidade da MP é exclusiva do presidente – neste caso Lula – e da casa civil – neste caso, Dilma que era a ministra da Casa Civil.
    Empresa do filho de Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, foi usada para receber parte da propina.

    O prejuízo para os cofres públicos foi de R$ 1,3 bilhões.

    Trecho da matéria do Estadão:
    Para ser publicada, a MP passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Anotações de um dos envolvidos no esquema descrevem também uma reunião com o então ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma, quatro dias antes de o texto ser editado. Um dos escritórios que atuaram para viabilizar a medida fez repasses de R$ 2,4 milhões a um filho do ex-presidente Lula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, em 2011, ano em que a MP entrou em vigor.

  14. Chesterton said

    Quem quebrou o país foi Dilma Rousseff

    :: É bom dar nome aos bois e às vacas do brejo. Por Sérgio Vaz
    Quem enfiou a economia brasileira nesta crise profunda foi Dilma Rousseff. É bom a gente ter isso sempre em mente, para não esquecer, para não ser levado a erro pela repetição de mentiras que insistam em negar a verdade dos fatos.

    A responsabilidade pela crise é do primeiro governo de Dilma Rousseff, e dos últimos anos do governo Lula, quando Dilma Rousseff era a todo poderosa ministra-chefe da Casa Civil.

    Mais especifica e mais claramente ainda: depois que Antonio Palocci deixou o governo Lula, e, para substituir José Dirceu, Dilma Rousseff foi para a Casa Civil, o governo lulo-petista passou a executar tudo possível e imaginável para quebrar o país – até conseguir.

    Desde que Dilma Rousseff passou a dar as coordenadas na economia, 10 anos atrás, a vaca foi pro brejo.

    Tudo isso aí é sabido pelas pessoas que têm informação, que lêem jornais, que sabem somar 1 + 1 e multiplicar 8 x 9. Mas é bom que Míriam Leitão tenha voltado de férias e resumido esses fatos em sua coluna do Globo desta quarta-feira, 30 de setembro.

    A clareza do texto de Míriam Leitão é assombrosa. Ela escreve:

    “A presidente Dilma diz hoje que o modelo instalado após a crise internacional de 2008, para evitar que o Brasil fosse atingido, esgotou-se. Isso não corresponde aos fatos. Em 2005, ela fulminou a proposta de permanecer ajustando os gastos públicos para chegar ao déficit nominal zero. Disse à equipe que fez a proposta que era preciso ‘combinar com os russos’ e que aquela idéia era ‘rudimentar’. Portanto, a opção pelo gasto descontrolado, sem buscar a âncora fiscal, foi tomada por Dilma Rousseff no governo de Lula da Silva, quando ela se instalou na Casa Civil. Esse modelo Dilma-Lula faz 10 anos. Foi ele que quebrou o Brasil, fez o país perder o grau de investimento e provoca hoje uma disparada do dólar.”

    ***

    O Brasil perdeu o grau de investimento, o dólar disparou, a inflação permanece acima do teto da meta, não há previsão de que ela volte a patamares decentes, o país está em recessão, a dívida pública estoura. O emprego – que durante anos foi a salvação do discurso da patética dupla Dilma-Mantega – diminui: o país já perdeu quase 1 milhão de vagas nos últimos meses. Não há um único indicador econômico que seja positivo, que dê algum alento, esperança.

    Em suma, como Míriam Leitão e outros analistas econômicos sintetizam, o Brasil quebrou – e foi por obra de Dilma Rousseff. Dos governos lulo-petistas, o dela e o de seu criador – mas sobretudo dela mesma.

    Só para reunir aqui alguns dados divulgados nos últimos dias deste mês de setembro de 2015:

    – A dívida pública federal subiu 3,16% em agosto e chegou a R$ 2,686 trilhões. Sim, isso mesmo, R$ 2,686 TRILHÕES.

    – O governo central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) acumulou de janeiro a agosto déficit de R$ 14,013 bilhões, o pior resultado para o período de toda a série histórica, iniciada em 1997.

    – O Brasil caiu 18 posições na lista dos países mais competitivos do mundo, no ranking do Fórum Econômico Mundial. Está agora em 75º lugar, entre 140 países.

    – Na terça-feira, o dólar teve queda! Fechou a R$ 4,059 – patamar acima do pior alcançado desde a criação do real.

    – Este ano, até 28 de setembro, a Bolsa de Valores de São Paulo já perdeu 42% do seu valor em dólar. Doze companhias já pediram para cancelar seu registro na Bolsa e assim fechar o capital.

    – Em 12 meses, o País perdeu quase 1 milhão de vagas de emprego formal. Em agosto, foram fechadas 86 mil vagas, segundo dados do próprio governo, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos 12 últimos meses, foram 985.669 vagas fechadas.

    – O desemprego subiu para 7,6% em agosto, segundo outro levantamento, o do IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas. Há 1,8 milhão de desempregados nessas regiões, número 52%$ maior do que um ano atrás.

    ***

    Todos esses números, e todos os demais números negativos divulgados nos últimos meses, são resultado das opções erradas feitas pelos governos lulo-petista nos últimos dez anos, desde que Dilma Rousseff passou a ter voz ativa e o governo perdeu a lucidez de Antonio Palocci, que havia dado prosseguimento à política econômica sensata dos oitos anos de governo Fernando Henrique Cardoso.

    No entanto, por cegueira ideológica, simples ignorância, incapacidade de somar 1 + 1, ou má fé – ou tudo isso junto e misturado –, diversas áreas do lulo-petismo têm atribuído o brejo não aos seguidos erros da condução da política econômica até as eleições de outubro de 2014, mas ao ajuste fiscal que, forçada pela conjuntura, Dilma Rousseff vem tentando implantar, a partir do início de seu segundo mandato.

    Dizem que o responsável por todos os males é o remédio que se tenta – frouxamente, hesitantemente – aplicar, e não as causas da doença, a irresponsabilidade da condução da política econômica nos últimos dez anos.

    Ou, como sintetiza Míriam Leitão: “confundem o antibiótico com a infecção que sua política provocou”.

    O documento divulgado na terça-feira, 29 de setembro, pelo Instituto Claudio Abramo, o braço teoricamente da “inteligência” do PT, seria terrivelmente engraçado, a se rivalizar com as piadas marxistas (da linha Groucho, claro), se não fosse absolutamente trágico.

    É como disse o Estadão em editorial na terça, 29/9: “O mais inacreditável é que os ‘especialistas’ do ‘centro de estudos’ petista jogam nas costas do ajuste fiscal, que nem está minimamente implementado, a responsabilidade por todos os erros cometidos por Dilma em seu primeiro mandato: ‘O ajuste fiscal está jogando o País numa recessão, promove a deterioração das contas públicas e a redução da capacidade de atuação do Estado em prol do desenvolvimento econômico. Mais grave é a regressão no emprego, nos salários, no poder aquisitivo e nas políticas sociais’. O instituto petista despeja ainda sobre as costas largas do ajuste fiscal a responsabilidade por ampliar ‘a crise política e as ações antidemocráticas e golpistas em curso’.”

    O que o PT e os movimentos sociais querem, ao condenar a tentativa (por mais tímida que seja) de ajuste fiscal é, simplesmente, segundo sintetiza editorial do Globo na quarta, 30/9, bem fácil: “apagar a fogueira com gasolina”.

    Aí vão o artigo e os editoriais citados. Faço questão de que eles fiquem transcritos aqui no meu site.

    O modelo errado

    Artigo de Míriam Leitão no Globo de 30/9/2015.

    O Brasil vive uma crise profunda, desnecessária e evitável. Não deveria estar agora em pleno retrocesso, vivendo com medo da inflação de dois dígitos, da disparada do dólar, do desemprego que chegou em agosto a 8,6% e corre o risco de continuar subindo. O pântano em que estamos foi provocado por barbeiragem do governo. Não é um modelo que se esgotou, é uma proposta errada que cobra seu preço.

    O governo atacou o edifício que o Brasil construiu por anos de ajustes e reordenações monetárias e fiscais. O país perdeu parte do terreno conquistado e desperdiçou o excelente — e finito — momento de alta das commodities. Tudo jogava a favor do PT quando ele assumiu: a herança recebida da estabilização da moeda e o salto nos preços dos produtos que o Brasil exporta. O governo perdeu esse patrimônio por incompetência.

    A presidente Dilma diz hoje que o modelo instalado após a crise internacional de 2008, para evitar que o Brasil fosse atingido, esgotou-se. Isso não corresponde aos fatos. Em 2005, ela fulminou a proposta de permanecer ajustando os gastos públicos para chegar ao déficit nominal zero. Disse à equipe que fez a proposta que era preciso “combinar com os russos” e que aquela ideia era “rudimentar”.

    Portanto, a opção pelo gasto descontrolado, sem buscar a âncora fiscal, foi tomada por Dilma Rousseff no governo de Lula da Silva, quando ela se instalou na Casa Civil. Esse modelo Dilma-Lula faz 10 anos. Foi ele que quebrou o Brasil, fez o país perder o grau de investimento e provoca hoje uma disparada do dólar.

    O que aconteceu no Brasil nos últimos 13 anos tem que ser entendido em duas fases. Na primeira, o PT se cercou de bons economistas e seguiu a lógica da política econômica que recebeu. Não o fez por crença, mas por medo do descontrole que se prenunciava nos tremores com que o mercado recebia a notícia da vitória de um candidato que dizia que mudaria tudo quando assumisse. Ele não mudou inicialmente, e o Brasil avançou.

    A partir de 2005, o governo começou a mudar paulatinamente a política econômica. Mesmo assim, os efeitos positivos de 10 anos de ajuste nas contas públicas e austeridade monetária levaram o país a atingir o grau de investimento. O governo petista foi ajudado enormemente pela China, com a forte demanda por commodities. Nesse boom, o Banco Central fez a opção certa de acumular reservas. Apesar do custo de carregamento dessas reservas, foi importante tê-las em vários momentos, como agora.

    Mas, naquele momento de prosperidade, em que o Brasil estava atraindo investimento, era hora de dar um salto. O “modelo”, como Dilma define agora, foi o de aumentar os gastos, elevar a dívida, criar barreiras ilegais ao comércio externo, transferir R$ 500 bilhões para que o BNDES pudesse presentear os empresários com dinheiro público. A cartilha é esta mesmo. O PT acredita nisso, tanto que agora economistas do partido defendem a volta do que vigorou até a última eleição. Mesmo depois de quebrarem o país, não se dão conta do que fizeram. Culpam o magro e hesitante ajuste fiscal, que está sendo tentado pelos problemas que o Brasil vive; confundem o antibiótico com a infecção que sua política provocou.

    O ambiente está tenso no Brasil. As empresas e as famílias temem os desdobramentos da conjuntura. A cada dia surgem novos dados ruins, como o déficit primário de agosto e o desemprego, que saíram ontem. A presidente está focada em como se manter no cargo, da mesma forma que na campanha sua preocupação era ganhar e não em como governar.

    Dilma continua criando ficções para explicar seu péssimo desempenho. Diz que teve que fazer correções de preço, e não admite que foi ela, para seu proveito eleitoral, que manteve, com medidas artificiais, a tarifa de energia. Logo depois de fechadas as urnas, o país passou a viver um tarifaço. Diz que o modelo adotado para fugir da crise externa se esgotou e por isso está fazendo um ajuste para depois crescer. O país sabe que não foi isso. Ela adotou a política na qual ela e seu partido acreditam, quebrou o país, mas escondeu o resultado com truques eleitoreiros. A presidente não sabe ainda como corrigir o estrago que suas decisões provocaram. Quis tanto o poder e a reeleição e não tem rumo a dar ao seu governo. O Brasil não merecia estar passando por esta crise.

    As costas largas do ajuste fiscal

    Editorial do Estadão em 29/9/2015

    É curiosa a lógica dos petistas que, com o argumento de que o ajuste fiscal “prejudica os trabalhadores”, atacam as propostas do governo para colocar suas contas em ordem. Nada prejudica mais a população pobre e os assalariados em geral do que a inflação crescente que corrói os salários e o desemprego que cresce. De uma recessão econômica, apenas os mais ricos têm condições de se proteger – e nem sempre. Para defender os pobres é preciso combater não o ajuste do que está errado, mas os erros que levam à necessidade do ajuste. Atacar as medidas de austeridade em nome dos interesses dos trabalhadores é sinal de miopia ideológica, má-fé ou ignorância.

    Pois é exatamente à luta contra o ajuste fiscal que os petistas estão se agarrando, não na tentativa de salvar o governo Dilma, mas a si próprios. Uma entrevista concedida a O Globo por André Singer, ex-porta-voz do presidente Lula, e um documento ontem divulgado pela Fundação Perseu Abramo, criada e mantida pelo PT, escancaram a opção petista pelo caminho mais fácil de um populismo de palanque, adornado por lantejoulas “acadêmicas”, na tentativa de salvar o Brasil das “garras do capitalismo”.

    André Singer se refere à “corajosa ofensiva desenvolvimentista de Dilma Rousseff em seu primeiro mandato”, para depois acusá-la de, “ao chamar o ministro Joaquim Levy para a pasta da Fazenda”, entregar os pontos “para aqueles que ela procurou confrontar no primeiro mandato”. Singer atropela o fato de que ao convocar Levy, executivo do Bradesco, Dilma contrariou a sugestão de seu mentor Lula de que nomeasse ministro da Fazenda o próprio presidente daquele banco, Luiz Carlos Trabuco. Preocupado com o estrago que Dilma estaria causando ao “legado lulista”, Singer entende que ela cometeu o erro de fazer “um movimento para recuperar a confiança da burguesia brasileira e do capital internacional” e, “como resultado, estamos na maior recessão dos últimos 20 anos: o custo social é imenso”. Quer dizer, o País está em crise não porque Dilma foi perdulária e incompetente no primeiro mandato, mas porque não combateu eficazmente a “burguesia brasileira” e o “capital internacional”.

    Já o documento divulgado pela Fundação Perseu Abramo tem o sectarismo ideológico de uma cartilha esquerdista sem nenhum compromisso com a realidade: “A lógica que preside a condução do ajuste é a defesa dos interesses dos grandes bancos e fundos de investimentos. Eles querem capturar o Estado e submetê-lo a seu controle, privatizar bens públicos, apropriar-se da receita pública, baratear o custo da força de trabalho e fazer regredir o sistema de proteção social”. A parte que menciona “capturar o Estado” deve ter sido inspirada no projeto de poder do PT, bem como a referência a “apropriar-se da receita pública” trata de um ponto no qual lideranças petistas e aliadas têm feito grande sucesso – mensalão e petrolão que o digam.

    O mais inacreditável é que os “especialistas” do “centro de estudos” petista jogam nas costas do ajuste fiscal, que nem está minimamente implementado, a responsabilidade por todos os erros cometidos por Dilma em seu primeiro mandato: “O ajuste fiscal está jogando o País numa recessão, promove a deterioração das contas públicas e a redução da capacidade de atuação do Estado em prol do desenvolvimento econômico. Mais grave é a regressão no emprego, nos salários, no poder aquisitivo e nas políticas sociais”. O instituto petista despeja ainda sobre as costas largas do ajuste fiscal a responsabilidade por ampliar “a crise política e as ações antidemocráticas e golpistas em curso”.

    Para “retirar o País da desastrada austeridade econômica em curso” – como se tudo não se devesse ao esbanjamento do dinheiro público, quando as receitas eram generosas –, os gênios petistas sugerem, entre outras preciosidades “progressistas”, baixar os juros (e deixar a inflação estourar), retirar o custo dos investimentos do cálculo do superávit primário (e arrombar de vez as contas públicas), alterar o calendário de metas da inflação (para manipular os seus efeitos, como se aqui fosse a Argentina) e a regulação do mercado de câmbio (para impedir que o dólar flutue ao sabor do mercado). Só faltou a tigrada que estudou o problema sugerir que o governo acabe com a crise por decreto. Trabalho sério e esforço, nem pensar, que ninguém é de ferro.

    Crítica desmemoriada à política econômica

    Editorial do Globo em 30/9/2015

    Em matéria de política econômica, o PT costuma criticar o segundo governo Dilma pelos seus méritos, sem qualquer referência aos equívocos. A mais recente prova deste cacoete é o primeiro volume do documento “Por um Brasil justo e democrático”, divulgado segunda-feira pela Fundação Perseu Abramo, braço do partido, com declarações no mínimo polêmicas do presidente da fundação, Márcio Pochmann, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e Luiz Gonzaga Belluzzo, interlocutor constante de Dilma — pelo menos foi.

    O documento tem como alvo óbvio a política “neoliberal” de ajuste da economia. Quanto ao erro de Dilma querer insistir na ressurreição da CPMF, nenhuma palavra. O texto-manifesto da Perseu Abramo reproduz a ideia de que a política monetária (juros) apertada e a intenção de se fazer cortes em gastos são uma “irresponsabilidade”, porque desconstroem o modelo “socialmente inclusivo implantado nos últimos anos” (leia-se, Lula), ao aprofundar a queda do nível de atividade econômica.

    Em sentido diametralmente oposto ao da política de ajuste, o texto prega o corte dos juros na base da canetada e a desmontagem da meta de superávit primário — pela retirada dos investimentos do seu cálculo. O resultado seria infalível: descontrole da inflação, explosão do dólar, o que realimentará a inflação numa espiral rumo ao descontrole. E mais recessão. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o inimigo a ser abatido, não se referiu diretamente ao documento. Apenas repetiu o que tem dito: o ajuste fiscal é imprescindível porque abre espaço para a queda natural dos juros. O que ele chama de “plano do 1, 2, 3”.

    Mas como as críticas lulopetistas estão embebidas em ideologia, ramo religioso da política, o argumento mais bem fundamentado é incapaz de convencer os sacerdotes do “desenvolvimentismo”. Não importa sequer que a recessão em andamento tenha sido plantada no primeiro governo Dilma, quando políticas heterodoxas ao gosto da Perseu Abramo foram executadas. É falso culpar o ajuste pela recessão. Ela já estava contratada pelos equívocos cometidos em Dilma 1. Eis a evolução do PIB em cada um dos quatro trimestres do ano passado: – 0,7%, -1,9%, 0,1% e zero.

    Os redatores do texto de crítica ao governo não se recordam desses números. Eles mostram a economia já em desaceleração, apesar de toda a expansão de despesas — maquiadas pela contabilidade criativa —, incentivos creditícios a empresas escolhidas pelo Planalto etc. Foi assim que as contas públicas explodiram — 8% do PIB de déficit, disparada da dívida pública rumo a 70% do PIB —, e daí a necessidade do ajuste. Sem ele, não se restaura a confiança na estabilidade, os investimentos não voltam, tampouco o crescimento.

    O sentido da proposta de se retomar a política do novo “marco macroeconômico”, que levou à crise, é resumido na imagem surrada: apagar a fogueira com gasolina.

    http://50anosdetextos.com.br/2015/quem-quebrou-o-pais-foi-dilma-rousseff/

  15. Chesterton said

    O Brasil não merecia estar passando por esta crise.

    chest- ah, não sei, acho que o eleitor da Dilma tem que sofrer na carne o que provocou.

    Só faltou a tigrada que estudou o problema sugerir que o governo acabe com a crise por decreto. Trabalho sério e esforço, nem pensar, que ninguém é de ferro.

    chest- amigo meu na época de faculdade vivia dizendo que o PT tinha “quadros”….Galeria de péssima qualidade.

    modelo “socialmente inclusivo implantado nos últimos anos”

    chest- torrar dinheiro é inclusivo agora….

    Não importa sequer que a recessão em andamento tenha sido plantada no primeiro governo Dilma, quando políticas heterodoxas ao gosto da Perseu Abramo foram executadas.

    chest- o óbvio que ninguém do bando quer admitir.

  16. Chesterton said

    Ao reassumir ministério da educação, Mercadante diz que meta é alfabetizar Dilma
    1 de outubro de 2015 Joselito Müller

    BRASÍLIA – Reindicado para reasssumir mais uma vez o ministérios da educação, o ex, agora atual, ministro, Aloizio Mercadante declarou na manhã de hoje que sua meta é alfabetizar a presidente Dilma Rousseff.

    Segundo ele, “um dos maiores problemas da educação brasileira, principalmente do governo Lula em diante, é que os presidentes foram todos analfabetos funcionais. Isso só podia dar merda mesmo, como vem dando”.

  17. Elias said

    Assim que reassumir “o ministérios da educação”, o Mercadante pode aproveitar também pra proporcionar ao Joselito Müller um curso de concordância nominal e outro de uso de maiúsculas em substantivos próprios.

    Mas isso só depois de “reassumir mais uma vez o ministérios”.

    “Segundo ele”?

    Terceiro eu! Quarto tu, no rabo do tatu…

  18. Elias said

    No boletim diário da ADVFN, Roberto Altenhofen, analista da Empiricus (pra quem ainda tem dificuldade de entender que 2 = 2), reproduz a lista dos “sete pilares de fraqueza” do mundo atual, feita pelo norte-americano Jim Cramer, apresentador da CNBC.

    Para Cramer, não há como retomar o crescimento dos mercados e economias globais, sem resolver as seguintes questões::

    1 – As ações ainda precisam chegar em um nível que se torna ridículo vendê-las.
    

2 – O Federal Reserve precisa remover a incerteza relacionada à taxa de juro dos EUA.
    3 – Os riscos de Volkswagen, Petrobras e Glencore precisam ser resolvidos.
    4 – O dólar precisa se estabilizar

.
    5 – A produção industrial chinesa precisa crescer.
    
6 – O setor energético precisa se estabilizar.
    

7 – As projeções de lucros corporativos, elevadas, precisam ser reduzidas.

    Uma paródia interessante do sensacional livro de Thomas E. Lawrence, o “Lawrence da Arábia” (Os Sete Pilares da Sabedoria).

    Mas talvez fosse interessante Jim Cramer ser lembrado de 2 coisas importantíssimas, a saber:

    1 – A crise existe só no Brasil, segundo a conclusão abalizada e politicamente descompromissada da dona Miriam Leitão.

    2 – O acidente de moto que matou Thomas Lawrence teria sido cuidadosamente provocado pelo Serviço Secreto Inglês. Motivo: a declarada simpatia do “Lawrence da Arábia” pelo regime nazista. Erigiu-se, assim, um oitavo pilar de sabedoria, segundo o qual é melhor preservar o herói, matando a pessoa do herói, do que preservar a pessoa do herói e, por causa, matar e perder o herói.

  19. Chesterton said

    Novo post… correria… a crise pegou minhas coisas, de forma braba mesmo.

    De agosto pra setembro uma queda de 20%. De Janeiro para Setembro, 50%.

    Grande Dilma, grande Levy.

    Os bancos comemoram…

    chest- Pax, agora que vi, mas não é minha culpa, não votei na Dilma.

  20. Chesterton said

    A “class action lawsuit”, ação coletiva de acionistas da Petrobras na Justiça dos Estados Unidos, pode custar à estatal até R$ 400 bilhões, ou US$ 98 bilhões, valor exigido pelos sócios da Petrobras na ação. Segundo advogados, o julgamento, previsto para fevereiro, não deve chegar a ser realizado: nunca uma ação coletiva chegou a ser transitada em julgado. As “class action” sempre acabam em acordo.
    O valor do provável acordo entre acionistas e a estatal brasileira não será menor que 20% do que foi pedido, segundo especialistas.
    Réus nos EUA, no caso a Petrobras, fogem de sentenças porque a Justiça é duríssima com esquemas em empresas com ações na Bolsa.
    A Petrobras, cujas ações são vendidas na bolsa de NY, é acusada de não seguir regras da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.
    A Justiça dos EUA aceitou pedidos dos acionistas estrangeiros, mas decidiu que os brasileiros devem acionar a justiça do Brasil. Do site Diário do Poder

  21. Chesterton said

    Aí, Elias, se você pudesse processar nos EUA talvez recuperasse seu prejuizo….

  22. Chesterton said

    Vou ajudar a calcular o prejuizo:> comprou ações a 22 reais quando o dólar valia 2 reais, 11 dólares por ação, hoje vale 7 reais e o dólar bate 4 reais, resultando em 1,75 dólares por ação….

    Putz….

  23. Elias said

    “Vou ajudar a calcular o prejuizo:> comprou ações a 22 reais quando o dólar valia 2 reais, 11 dólares por ação, hoje vale 7 reais e o dólar bate 4 reais, resultando em 1,75 dólares por ação….” (Chester)

    Tu continuas acreditando nela porque tu queres, Chester.

    Eu já te avisei: foi outro, não eu.

    De qualquer forma, fica frio. Já te disse que chifre não existe, Chester.

    Chifre é só uma coisa doida que meteram na tua cabeça…

  24. Chesterton said

  25. Elias said

    No primeiro comentário a esse post — e ressalvando que já não duvido mais de nada — eu disse que considerava fraca a matéria do Estadão.

    Noticiar “venda” de Medida Provisória tem cara e corpo de “barriga”.

    Isso acontece diariamente na imprensa. Todos os partidos políticos brasileiros têm os seus “escritórios do mal”, que se dedicam a chafurdar a vida dos adversários mais importantes, para abastecer a imprensa com notícias constrangedoras ou difamatórias. Quase sempre a matéria é repassada já escrita, sempre que possível com fotos, gráficos, tabelas, etc.

    Aquilo que muitos jornais e revistas às vezes apresentam como um exaustivo trabalho de “jornalismo investigativo”, pode ser que tenha chegado às mãos dos operosos jornalistas completamente pronto e embrulhado pra presente…

    Os jornalistas mais experientes costumam fazer a “apuração” do material recebido. Analisam a fundo o material, interrogam cuidadosamente o pessoal que o forneceu, realizam suas próprias pesquisas de campo, etc.

    Os menos experientes e mais apressados, negligenciam. Às vezes, a negligência é do próprio jornal e/ou revista, ávidos por uma manchete escandalosa.

    É quando acontece a “barriga”…

    Parece que o filho do Lula já está processando o Estadão, cuja matéria dá como existente o vínculo entre uma MP e um pagamento feito pela Marcondes & Mautoni à empresa LFT, do filho do Lula, “esquecendo” o “insignificante” detalhe de que a medida provisória é de 2009, e o pagamento é de 2014. Aliás, a matéria nem se refere a “pagamento”, mas a “repasse”, como se não fosse possível identificar, na operação, uma relação de contraprestação lícita.

    É de se ver no que vai dar…

  26. Elias said

    Dia desses, na lista anterior, fiz uma pergunta a quem quer que quisesse respondê-la: como é que, no Brasil, o déficit público da União provoca recessão?

    Deixei claro que a resposta poderia ser feita com texto próprio ou com a reprodução de qualquer texto, de qualquer autor.

    Dos comentaristas, só o Chester tentou responder. E, como sempre acontece quando ele tenta sair do copia & cola, não disse coisa com coisa: primeiro ele disse que o déficit provocava inflação, e que o BC, ao tentar conter a inflação, causaria a recessão; depois ele disse que a alta dos juros provocaria a expansão da base monetária (pura doidice de quem não sabe o que diz); por fim, ele disse que déficit público não causa recessão (outra bobagem).

    E olha que o Chester é campeão absoluto do copia & cola neste blog! Ninguém aqui chega pelo menos perto dele em trazer textos de outras fontes pra cá, quando o objetivo da caixa de comentários é exteriorizar a opinião do leitor do blog, não de outros blogs, jornais, jornalistas, etc. (não que se descarte isso, mas se limitar a isso é não ter a mínima consciência da própria chatice; ausência absoluta de simancol).

    Por que, então, nem o campeão do copia & cola conseguiu uma análise objetiva da questão, mesmo quando passou a ser ridicularizado pelas respostas totalmente sem noção que ele balbuciava por escrito?

    Simples. Porque essa análise não existe.

    Na esmagadora maioria das vezes, os milhares de textos que a imprensa brasileira publica sobre o assunto não vão além da retórica. Principalmente quando se dedicam a defender a política econômica do Joaquim Levy.

    Fala-se em “remédio amargo”, em “infecção”, “antibiótico”, e toda uma enxurrada de analogias que, supostamente, deveriam tornar a análise mais inteligível ao leigo, quando, na verdade, essas pretensas e imagens e figuras de estilo acabam sendo um fim em si mesmas: fingem que dizem alguma coisa, sem nada dizer.

  27. Chesterton said

    A pesar das aparências e de fingir que tudo está na santa paz, a presidente Dilma Rousseff se debate desesperadamente pela sobrevivência, dá tudo o que o guloso PMDB exige e está chegando a hora em que será obrigada a se definir entre o ministro Joaquim Levy e os lulistas que mandam no PT, na Fundação Perseu Abramo, na CUT, no MST e na UNE.
    O cerco à presidente está se fechando, com uma disputa entre os que defendem o impeachment e os que querem Dilma presidente para transformá-la numa marionete de seus interesses ou de suas convicções. Com o PIB receoso de bater de frente com o governo, o PMDB rachado em torno de mais carguinhos e o PSDB cheio de dedos, a oposição é insuficiente para garantir o impeachment. Mas o “baixo clero” do PMDB invade o governo, enquanto os exércitos de Lula se esforçam para subjugar Dilma e assumir, na prática, o poder.
    Os movimentos sociais e intelectuais alinhados com o PT estão, estridentemente, despudoradamente, com Lula e contra Dilma. E estão empurrando Joaquim Levy porta afora do governo com a mesma intensidade com que o próprio Levy decidiu parar de engolir sapos calado e sinaliza que, se é para sair da Fazenda, ele sai, mas não vai capitular da sua política econômica nem dos seus princípios.
    É uma situação limite, dramática, resultado de um processo, ou de uma ambiguidade, que vem desde que as cortinas do teatro eleitoral caíram e a realidade emergiu ameaçadora, como previa a economista Sinara Polycarpo, aquela analista que foi demitida do Santander depois que Lula chiou. Enquanto ela ganha na Justiça, a realidade castiga o crescimento do país, os investimentos, a inflação, o câmbio e, obviamente, os empregos e os avanços sociais.
    Assim chegamos ao décimo mês do governo com uma guerra aberta entre duas visões de mundo e de como retomar o crescimento, ambas bem representadas nos gabinetes de Brasília. De um lado, os que consideram danosa a política econômica do primeiro mandato e se batem pela volta da responsabilidade fiscal e do pragmatismo. De outro, os que têm saudade daqueles anos e se esgoelam pela volta do crédito fácil, da gastança e do populismo.
    Nesse ambiente, os economistas lulistas da Fundação Perseu Abramo lançam um grito de guerra contra o ajuste de Dilma2-Levy1, que, segundo eles, “acarreta a desconstrução do modelo socialmente inclusivo implantado nos últimos anos”. “Últimos anos”, entenda-se, é um eufemismo óbvio para “governo Lula”.
    Esse diagnóstico desconsidera fatores fundamentais, como a mudança do cenário e dos ventos favoráveis, a urgência da questão fiscal para a salvação da lavoura e o fato cristalino de que jogar a política de Levy no lixo e voltar ao primeiro mandato de Dilma seria aprofundar o desastre, afugentar de vez os investidores, inibir definitivamente a produção e…jogar o ônus no lombo dos mais vulneráveis. Nada poderia ser menos “socialmente inclusivo”.
    Ao discursar ontem na entrega de troféus da primeira edição do Estadão Empresas Mais, Levy reagiu à turma do Lula. Disse que “a realidade se impõe, acima de ambiguidades políticas”, criticou “a procura por soluções fáceis” e avisou que o governo faz o que considera necessário, “apesar de todo o ruído”. Para ele, a prioridade é a questão fiscal, “maior fonte de incertezas para todo mundo”. Só então será possível recuperar o crédito e traçar as reformas estruturais. Ou seja: é preciso fechar as contas, com corte de gastos e aumento de receita, para então pôr a casa em ordem.
    Significa que Levy comprou a guerra e entrou no tudo ou nada. Resta saber o que fará a chefe dele, que parece mais ao vento que biruta de aeroporto e que, aliás, vai se reunir hoje com Lula para discutir o latifúndio do PMDB no governo, o futuro do mandato e o que ela pretende fazer com o país. Ai, que medo!
    TAGS: Eliane Cantanhêde

  28. Chesterton said

    quando o objetivo da caixa de comentários é exteriorizar a opinião do leitor do blog, não de outros blogs, jornais, jornalistas, etc.

    chest- Elias, quem disse? Será que você não entendeu que quem manda aqui sou eu? Coloco estes textos porque os esquerdistas não tem dinheiro para fazer assinaturas dos jornais e assim a esquerda fica informada.

  29. Chesterton said

    Dos comentaristas, só o Chester tentou responder. E, como sempre acontece quando ele tenta sair do copia & cola, não disse coisa com coisa: primeiro ele disse que o déficit provocava inflação, e que o BC, ao tentar conter a inflação, causaria a recessão; depois ele disse que a alta dos juros provocaria a expansão da base monetária (pura doidice de quem não sabe o que diz); por fim, ele disse que déficit público não causa recessão (outra bobagem).

    chest- Elias, te dei o caminho das pedras, eu não vou ensinar você, não vou te dar aulinhas, trate de aprender por conta própria.

  30. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/liberdade-economica/liberdade-economica-o-brasil-e-um-pais-socialista/

  31. Elias said

    Só teremos o silêncio como resposta, se fizermos perguntas do tipo:

    1 – Qual a conexão que existe entre o déficit público e a exportação brasileira de commodities? Se o déficit público for contido, o Brasil vai restabelecer os níveis de exportação existentes há 3 anos?

    2 – De que maneira a recessão,o desemprego e a alta da inflação contribuem para pagar o déficit público de 2014?

    Tá mais do que na cara que o déficit público é CONSEQUÊNCIA e não causa do problema. A União se tornou deficitária porque, com a recessão, a arrecadação despencou e o nível de despesa foi mantido, até porque a despesa pública brasileira é engessada por um monte de regulamentações legais e constitucionais.

    Falar em reduzir despesa pública é fácil… Qualquer babaca faz isso. Quero ver é FAZER redução de despesa pública, com a Constituição e as leis que temos.

    E quero ver mexer na C.F. e no porrilhão de leis em um, dois, três ou mesmo quatro anos… A maioria dos mortais não sabe nem como começar…

    E, diante da improvável hipótese de que, sem uma profunda reestruturação legal e constitucional, fosse possível reduzir significativamente a despesa pública, que repercussão isso teria, sobre uma economia baseada na exportação de commodities, e que entrou em parafuso exatamente porque essas exportações despencaram?

  32. Chesterton said

    Por Hiago Rebello, publicado no Instituto Liberal
    “Algumas ideias são tão estúpidas que apenas um intelectual poderia acreditar nelas”.
    — George Orwell.
    Recentemente, como ocorre de tempos em tempos, uma onda de violência e assaltos percorreu a cidade do Rio de Janeiro, acarretando confusão, feridos, perdas materiais, medo e correria nas ruas e praias do que foi um dia a Cidade Maravilhosa.
    Pessoas que saem de suas moradias para assaltar e humilhar quem trabalhou e lutou para ganhar seu dinheiro e comprar seus celulares; sujeitos que despontam de suas comunidades e sequer têm a mínima noção de respeito, ordem e zelo para com a sociedade que os envolve; indivíduos que riem, debocham e agridem pessoas de bem, que possivelmente não fizeram mal a ninguém em suas vidas. Atacam trabalhadores, insultam os honestos que querem apenas caminhar em uma praia ou andar em um ônibus em paz.
    Mas quem teria a coragem de defender os errados, e pior, colocar a culpa nos certos? Quem poderia ter a capacidade de acudir o ladrão e inverter os papéis, colocando a culpa no assaltado, justamente apenas por ter algo material que os criminosos não possuem? Os únicos capazes de cometer tal estupidez, tal ofensapara com as crenças e valores que todos os brasileiros de bem possuem, são os intelectuais.
    A palavra “intelectual” geralmente possui uma conotação positiva. Pessoas com um intelecto acima da média em várias áreas, geralmente nas de humanas, detém certo prestígio social desde tempos remotos. Embora tal termo seja bem recente, a ideia por trás dele existe desde o início da humanidade. Sábios, anciãos, profetas, sacerdotes, sofistas, filósofos, médicos, advogados, jornalistas, historiadores, etc., além de uma vasta gama de pessoas que se podem considerar intelectuais graças à auréola dourada que a sociedade dá para os mais aptos e diversos nos campos do intelecto.
    A conotação positiva de homens versáteis e eruditos existe até hoje, mas não significa que é impossível perverter esta acepção. Quando certos indivíduos detêm alguma alta gama de estudos e leituras, independente do que quer que acreditam, a maioria da sociedade irá olhar para o que aparentam ser, isto é: pessoas com um alto gabarito, vestidas de maneira adequada para suas posições, diversos livros em suas estantes, um vocabulário chique, uma capacidade para conversar sobre diversos e complexos temas, etc., mas irão ignorar o que, no fundo, tais intelectuais defendem e acreditam.
    Intelectos que militam e argumentam em prol da degeneração total das percepções evidentes, dos arranjos sociais, das tradições em geral, e até mesmo da Razão e da Verdade[1], infestam as academias. Entre tais parasitas acadêmicos, estão aqueles que, vendo uma situação grave e violenta ocorrendo na sociedade, separam-na em níveis quase que intransponíveis para julgar de acordo com o nível social adequado, colocando em absoluto o estado de cada divisão de classe – determinando qual é a oprimida e qual é a opressora, quem são os malvados e quem são os bons, quem é culpado e quem é inocente – e descartando todo e qualquer outro parâmetro de análise. Em resumo: agem com uma arbitragem pré-moldada ideologicamente, aceitando problematizações apenas dentro de tal pré-moldagem ideológica e reducionista.
    O resultado é que, de acordo com qual parcela social à elite intelectual convém arbitrariamente proteger, a “classe” defendida consegue um salvo-conduto. Uma vez que, de acordo com o sistema ideológico de esquerda, pessoas pobres que roubam só furtam porque faltaram, devido à desigualdade social, de oportunidades e a que a mesma desigualdade é fruto de uma sociedade alienada, de alguma forma, pela burguesia, a culpa não cai mais sobre o agressor, sobre o ladrão, mas sim em cima de quem trabalhou para comprar um iPhone6, por exemplo. Quem tem dinheiro para comprar um iPhone acaba por incentivar o roubo porque esbanja um sucesso material que o outro não tem, além de colaborar com a ideologia burguesa e consumista.
    O perigo de tais discursos é evidente, principalmente quando se tem o Brasil como um cenário. Dado que os mesmos intelectuais formam a juventude nas universidades, sendo essa massa de jovens os futuros profissionais em áreas como jornalismo e direito, as ideias classicistas à esquerda, além de penetrarem mais ainda na sociedade, fomentando o crime[2] e o ódio para com pessoas mais abastadas e de pele mais branca, podem criar fórmulas jurídicas e pressões midiáticas contra uma sociedade que não quer ser mais assaltada e humilhada.
    Fora das universidades, não são poucos os blogueiros e os formadores de opinião que encheram a internet de discursos afirmativos. Assim como aumentam o incentivo para construir uma sociedade sem o que chamam de “opressão”, criada pela desigualdade, os gênios acrescentam que essas parcelas mais “oprimidas” historicamente se desliguem dos valores e partam para uma busca desenfreada pela “luta de classes”. Um assaltante, ou um assassino, além de estar inibido da culpa[3], está participando da velha luta de classes, que é, para tais intelectuais, necessária para a sociedade.
    O “porém” é que todos esses problemas, criados e incentivados para desestabilizar o corpo social, irão causar consequências – como bem demonstrou Richard M. Weaver, as ideias têm suas consequências[4] –. Quando as ondas de crimes formarem padrões difíceis de conter, mas fáceis de perceber, quando o judiciário se tornar quase incapaz, e a polícia for literalmente sinônima de atraso e retrocesso, quem poderá parar as ondas de crimes? Se a força usada para prever e deter o crime é algo ruim, produto de uma sociedade fascista precisando ser desconstruída, será que aceitarão a força do soco de um criminoso, quando chegar a vez dos intelectuais de perder seus celulares e suas carteiras?
    Se houver um progresso das ideias estúpidas, quem pagará a conta? Em quem cairá a culpa pela violência estar aumentando e a impunidade se tornar algo tão comum quanto andar pela rua? Para quem o povo, finalmente, irá olhar e culpar por conta das mazelas que sofre? Por conta da humilhação, das perdas materiais, dos insultos, das enganações, dos familiares, parentes e amigos perdidos?
    A esquerda pode até tentar pedir mais e mais comida, no restaurante que é o Brasil, tentando evitar pagar a conta, mas é sabido que isso além de ser inútil, apenas agrava a situação. Uma hora a conta chega, todavia, graças aos esforços de intelectuais dessa vez chegará do jeito que a esquerda sempre amou: no vermelho do sangue dos inocentes. Ao pagar a conta, o esquerdismo progressista perderá todo o seu prestígio, toda sua moral, mas o custo, infelizmente, também será do Restaurante Brasil, que por décadas aceitou tal disparate – muitos inocentes irão sofrer e morrer graças às universidades e aos tão prestigiados intelectuais.
    [1] Alguns dos gurus da irracionalidade chegam ao ponto de afirmar que tudo é uma “construção social”, admitindo que seu próprio argumento seja um constructo, mas ainda assim o utilizando para tentar refutar seus debatedores, tendo a total falta de capacidade de perceber que seu argumento é contraditório ou irrelevante se for rigorosamente aplicado. Muitos flertam até mesmo com a desconstrução da própria noção de “intelecto”.
    [2] Infratores irão usar dos jargões universitários para se defenderem. Vão justificar seus roubos porque são pobres e não é justo ver alguém mais rico e com mais coisas que eles, porque são negros e os pais de seus trisavôs eram escravos, por isso necessitam da prestação de conta da dívida histórica… Crimes serão justificados pelas finanças e pelo passado distante.
    [3] Uma vez que a culpa não é apenas dele, e sim de todos, segundo a esquerda. Quando a culpa é diluída em uma massa genérica, isto é, a “sociedade”, ela acaba sendo de todos e, como consequência, de ninguém.
    [4] Weaver, Richard M. As Ideias têm suas Consequências.

  33. Elias said

    Os tangedores de rebanhos pegam cifras absolutas — bilhões disso, trilhões daquilo — e enfiam goela abaixo de seus rebanhos, a fim de que estes tenham algo pra balir, na internet e nas ruas, como se isso tivesse alguma utilidade, fora da disputa político-partidária.

    E o governo aceita o jogo de manipulação, com propósitos trafegando no sentido oposto, logicamente.

    Na prática, é a desinformação governamental contra a desinformação da oposição.

    Quem perde é o cidadão, a quem resta a opção de escolher, entre os dois grupos de mentirosos, aquele que mente mais e melhor.

    Um exemplo? A reforma ministerial da Dilma, supostamente feita pra reduzir o gasto com pessoal.

    Ora, essa reforma meia-bomba nem arranha a despesa de pessoal da União. Vai continuar exatamente do mesmo tamanho.

    Mesmo que arranhasse… Ao final do 2º mandato do FHC, o gasto da União com pessoal e encargos consumia 9% do orçamento federal. Em 2012, chegou a 11%. Em 2014, fechou o ano com 10,2%.

    Vale dizer: em 12 anos, uma variação de 1,2 ponto percentual (13,3% sobre o nível de 2000, contra um crescimento mais de 4 vezes maior, da arrecadação).

    Se a despesa da União com pessoal e encargos fosse reduzida em 15% — o que só um doido varrido imaginaria ser possível, no Brasil de hoje — disso resultaria a raquítica redução de 1,5% na despesa total.

    Em contrapartida, uma redução de meros 10% em “outras despesas correntes”, já proporcionariam uma economia de mais de 4%, já que esse grupo de despesa responde por mais de 40% da despesa total.

    Acontece que há política e políticos entre uma coisa e outra…

  34. Chesterton said

    a arrecadação despencou e o nível de despesa foi mantido

    chest- exatamente, o nivel de despesa foi mantido, tem que mandar funcionario embora e parar de distribuir dinheiro para privilegiados ricos e pobres. TEM QUE PARAR DE GASTAR!!!!!!!!!!!!!!

    Porque arrecadar mais não dá, acabou.

    Sorry man, tua boquinha tem que acabar.

  35. Chesterton said

    Ora, essa reforma meia-bomba nem arranha a despesa de pessoal da União. Vai continuar exatamente do mesmo tamanho.

    chest- exatamente, tem que mandar metade para a rua arrumar alguma coisa útil a fazer, estamos reféns de funcionários públicos, isto é um absurdo, funcionário não pode ser patrão de contribuinte.

    Finalmente Elias você diz coisa com coisa.

  36. Elias said

    Elias: “como é que, no Brasil, o déficit público da União provoca recessão?”

    Chester:

    “1 – O déficit provocava inflação. O BC, ao tentar conter a inflação, causa a recessão.”

    “2 – A alta dos juros provoca a expansão da base monetária.”

    “3 – O déficit público não causa recessão, já disse.”

    “4 – Elias, te dei o caminho das pedras, eu não vou ensinar você, não vou te dar aulinhas, trate de aprender por conta própria.”

    Chester, tomara que te saias melhor em tuas performances como Paullete Malhounnête, encenando o beijo francês (pra divulgar a cultura francesa), nos manicômios judiciários cariocas.

    Tua atuação como Napoleão de Hospício é sofrível.

  37. Elias said

    Nos comentários acima estão algumas das razões pelas quais eu acredito que a estratégia do Joaquim Levy não dará certo.

    Mesmo que ele conseguisse reduzir o déficit público cortando despesa — e, desse jeito, ele não conseguirá — isso nem tangenciaria a origem do problema, que é a redução da atividade econômica, até porque, com as medidas que adotou, Levy agravou o problema: a economia estava andando de lado, passou a andar pra trás.

    Milhares de empresas médias, pequenas e micro tiveram que encerrar suas atividades, como consequência da estratégia econômica do Levy. É todo um potencial empreendedor que se perdeu, e que não há como recuperar, salvo se num horizonte de tempo infinitamente maior do que aquele em que esse potencial empreendedor foi desperdiçado.

    Junto com esse potencial empreendedor, escoou pelo ralo uma quantidade ainda não dimensionada de postos de trabalho. Provavelmente o Brasil vai fechar 2015 com uma taxa de desemprego superior a 8% (os sindicatos de trabalhadores já estão falando no dobro disso).

    Reduzindo o problema à sua dimensão mais simples, pode-se dizer que a economia de um país, qualquer país, só pode contar com dois mercados: o mercado externo e o mercado interno.

    A economia brasileira começou a levar farelo porque o mercado externo parou de comprar aquilo que o Brasil tem pra vender.

    Qual a saída? reforçar as vendas para o mercado interno, certo?

    Acontece que a atual política econômica está ferrando com o mercado interno, ao fomentar a falência de empreendimentos e o desemprego.

    Vai daí…

    E o déficit público?

    Vai cair, claro! Não agora, mas vai.

    E vai cair não porque a despesa pública será reduzida, mas porque a receita pública será aumentada, mesmo com a economia em recessão.

    Como? Aumentando impostos, ora…

  38. Chesterton said

    que é a redução da atividade econômica,

    chest- a redução da atividade econômica vem da falta de confiança dos agentes econômicos em investir e produzir. O estado estrangula a atividade econômica com seus déficits, tem que tirar dinheiro da sociedade (impostos + inflação), e portanto os consumidores ficam sem dinheiro para gastar. Você confunde causa e efeito.

    Você não pode ficar eternamente financiando consumo sem lastro, pagando dívida com dívida cada vez mais cara, isto é voar puxando pelos cabelos. Isto é PIRÂMIDE.

  39. Chesterton said

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,sem-teto-se-recusam-a-participar-de-protesto-pro-governo,1773000

    chest- cortaram a mortadela.

  40. Chesterton said

    A despeito de tudo, sou otimista quanto ao futuro do Brasil. Acho que a necrose do PT é um momento inaugural.

    Amplas camadas da população se dão conta de que milagres não existem; de que ninguém será por nós se não formos por nós mesmos. Até Joaquim Levy é personagem desse salto de qualidade. Gosto quando ele diz que, a cada novo gasto, há de corresponder um novo imposto. Alguém sempre paga a conta.

    Mais do que a agonia das velhas raposas, interessam-me movimentos de rua de uma juventude que tenta dar à luz o liberalismo em terras nativas. No Brasil das ideias fora do lugar, banqueiros se encantam com o coaxar de pererecas e se deixam seduzir pelo papo-furado distributivista. Alguns querem mais do que juros altos, acreditem. Ambicionam mesmo a ascese!

    Constatação à margem: países em que banqueiros fazem questão de ter coração costumam ser governados por pilantras populistas que têm cérebro. O mundo ainda é mais produtivo quando financistas são maus e padres são bons. Sigo.

    Algo de novo está em curso, e espero que resista e se espraie, ainda que haja um esforço enorme da imprensa conservadora –de esquerda– de matar essa juventude brandindo contra ela ideias caridosas de anteontem ou a suposta contemporaneidade do “thomas-picarettysmo”.

    Sou otimista, sim, mas tenho preocupações. Já escrevi neste espaço que seria lamentável se restasse da Operação Lava Jato o ódio à iniciativa privada e ao capital, tomados como corruptores da pureza original. Qual?

    Em seu voto contra a doação de empresas privadas a campanhas –uma decisão moralmente dolosa tomada pela maioria do STF–, a ministra Rosa Weber, por exemplo, disse: “A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular”.

    A tolice é tal que nem errada a frase chega a ser. Eu duvido que Rosa tenha pensado nos desdobramentos da “influência do poder econômico” na vacinação em massa, na produção e distribuição de comida ou na universalização da telefonia.

    Por que a ministra pretende que a disputa eleitoral deva ser um domínio impermeável às empresas, que, até onde se sabe, não são abscessos malquistos da civilização, mas uma das formas que esta encontrou de produzir e de multiplicar riqueza?

    Junto com o ódio ao capital, vejo brotar em certos nichos o ódio à política, como se já tivéssemos descoberto outra maneira de resolver conflitos distributivos ou de opinião. Torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa de esquerdista desiludido e de anarquista ignorante.

    Se, em certa mitologia, o primeiro homem foi Adão, e Eva, a primeira mulher –ambos inocentes como as flores–, a serpente foi o primeiro político. E devemos dar graças a Deus –que já tinha tudo planejado em sua mente divinal– que assim tenha sido, ou aquela duplinha passaria eternidade afora a pôr pontos de exclamação no coaxar das pererecas.

    Que os moços acreditem na política! Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros. Sem a serpente das tentações. E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados…

    Reinaldão, o jornalista mais lúcido do Brasil.

  41. Chesterton said

    Assim que foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff como novo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), ressaltou as dificuldades enfrentadas pela pasta e propôs à presidente que a CPMF não só seja recriada, como seja permanente e passe a ser cobrada tanto nas operações de crédito quanto de débito, o que dobraria a arrecadação do governo. “Nossa proposta é continuar com a mesma alíquota de 0,20% e arrecadar o dobro. Vamos cobrar no débito e no crédito”, disse o novo ministro.”Se João paga R$ 1 mil a Pedro, saem R$ 1.002,00 da conta de João e entra R$ 998,00 na conta de Pedro.”

    chest- mas eu não disse, 40% de carga tributária não é suficiente. Então vamos até 50%, aí não mais será suficiente, logo 60%, 70% e a arrecadação começa a decrescer. Curva de Laffer. Não seria o caso de colocar esse ministro na cadeia (já que pendurar pelo pé não dá)?

  42. Pax said

    novo post… na correria.

    Eduardo Cunha cai?

    Meus interlocutores alhures acham que sim. Eu também.

  43. Chesterton said

    cai antes ou depois?

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