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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eduardo Cunha cai?

Posted by Pax em 02/10/2015

Descobertos R$ 20 milhões em contas na Suíça, Eduardo Cunha está no cai não cai. PSDB e DEM já ameaçam abandoná-lo.

A foto desta outra notícia é sensacional. Merece abrir o link.

Quem sabe até esses partidos se arrependam da aliança que mantiveram com objetivo do impeachment de Dilma.

Suíça descobre US$ 5 milhões em contas de Cunha – COngresso em Foco

Parlamentares pedem explicações do presidente da Câmara e esperam decisão do STF para reativar movimento que pede a saída do peemedebista

O Ministério Público da Suíça encontrou cerca de US$ 5 milhões em contas em nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e da esposa, Cláudia Cruz, no país europeu, segundo informações do jornal O Globo. Este seria o mesmo valor que o presidente da Câmara teria recebido em propinas da Petrobras.

A denúncia afirma que o nome de Cunha, de Cláudia e de uma de suas filhas aparecem como responsáveis pela movimentação financeira. Os dados foram encaminhados às autoridades brasileiras, que vão investigar o crime de lavagem de dinheiro.

A acusação contradiz o depoimento dado por Cunha à CPI da Petrobras, em março. Na ocasião, ele negou ter contas no exterior.

O parlamentar peemedebista vem sofrendo pressão dos colegas da Câmara para falar sobre a denúncia, mas segue em silêncio sobre o assunto.

Nesta quinta-feira (1), ele cancelou uma viagem à Roma, onde iria participar do Fórum Parlamentar Itália – América Latina e Caribe, para evitar sair do país em um momento em que é investigado por denúncia aberta em abril do ano passado pela Procuradoria Geral da República (PGR). O presidente da Câmara é suspeito de receber propina por vazamento de informação privilegiada. O caso ocorreu na venda, para a Petrobras, de um campo de petróleo no Benin, na África. (Continua no Congresso em Foco…)

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29 Respostas to “Eduardo Cunha cai?”

  1. Chesterton said

    1-Cunha foi eleito democraticamente.
    2-Ele não inventou a corrupção.
    3-Aconteceu muita coisa boa no país desde que Cunha nasceu.
    4- Só ele o problema?
    5- Quem nunca fez um malfeito?
    6- Se tirar ele, quem vai assumir?
    7- Se ele sair, entra um pior, deixa ele lá.
    8- A culpa da corrupção não é dele, é do brasileiro que fura fila no mercado e atravessa fora da faixa.
    9- Tirar o Cunha é GOLPE!

    chest- não, não acredito nisto. Achop que todos são iguais.

  2. Chesterton said

  3. Chesterton said

    A cegueira do PT
    18/09/2015 09h42

    Com a ajuda das polêmicas declarações do ex-presidente Lula contra o ajuste fiscal, o PT e seus ideólogos ganharam força para bater na política econômica do seu próprio governo.

    O momento é o pior possível para esse tipo de fogo amigo, porque o país precisa aprovar medidas impopulares em um Congresso que vem ignorando suas responsabilidades e jogando apenas para tutelar o governo.

    A receita dos economistas petistas é reduzir os juros e aumentar o gasto público. Com isso, os investimentos deslanchariam, o país voltaria a crescer, elevando a arrecadação, o que arrumaria as contas públicas.

    Argumentam ainda que a simples perspectiva do ajuste encabeçado pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda) agravou a recessão e deu fôlego à oposição para pedir um impeachment.

    A economia não é uma ciência perfeita e a tese poderia ter algum apelo se não tivesse sido exaustivamente testada pela própria Dilma nos últimos anos.

    No primeiro mandato, o governo baixou os juros inesperadamente, acreditando que bastava vontade política. Resultado: a inflação foi a dois dígitos. Ao mesmo tempo, despejou subsídios na economia, raspando o caixa do Tesouro.

    Ao contrário do esperado pelos mentores da nova matriz econômica, o crescimento não veio e os investimentos despencaram.

    Já diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver. Os economistas do PT culpam razões externas, como a crise internacional, para justificar seu fracasso.

    Não conseguem enxergar que o que falta no Brasil é confiança. A economia não cresceu naquela época e não cresce agora porque ninguém investe em um país com inflação alta, que muda regras a toda hora, e que deve mais do que arrecada.

    Ainda não há sinais de que o governo vá ceder aos apelos do PT, mas os rumores não ajudam em nada. Ainda mais quando se sabe que Dilma não segue a cartilha de Levy por convicção, mas por necessidade.

    Sem dinheiro em caixa e com inflação alta, não há mais espaço para errar. Ainda não estamos na situação da Argentina e da Venezuela, mas podemos chegar lá se o PT e Lula continuarem cegos, preocupados apenas com as eleições de 2018.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/raquellandim/2015/09/1683346-a-cegueira-do-pt.shtml

  4. Chesterton said

    Não há confiança e o rombo das contas públicas bloqueia qualquer iniciativa de avanço da indústria
    É morro abaixo. A produção industrial de agosto caiu 1,2% em relação a julho e 9,0% em relação a agosto do ano passado. Em 12 meses, o recuo é de 5,7%. E as estatísticas já disponíveis de setembro indicam que seguirá deslizando.
    RELACIONADAS
    Produção industrial tem queda anual de 9% em agosto, a maior baixa desde 2003
    Em meio à crise, ociosidade da indústria bate recorde em agosto
    Leia aqui outras análises do colunista Celso Ming
    Não dá para dizer que a recuperação está logo adiante, porque não há confiança e o rombo das contas públicas bloqueia qualquer iniciativa de avanço. A reforma ministerial que deveria dar força à presidente Dilma, para garantir as bases para uma virada, foi a decepção que se anunciava.

    Está tudo tão intrincado que já não se sabe se é a crise política que impede a saída da crise econômica ou se é a crise econômica que impede a saída da crise política. O que se pode dizer é que a desordem fiscal deixa o governo engessado, dependente das concessões humilhantes a que está sendo submetido para obter sabe-se lá o quê.
    Se as contas públicas estivessem equilibradas, o governo poderia muito. Poderia até construir as pirâmides físicas ou sociais de seus sonhos; poderia investir na pátria educadora; e poderia definir uma estratégia de longo prazo para o Brasil.
    Isso vale sempre. Se for de esquerda, o governo poderia perfeitamente colocar em prática uma plataforma de desenvolvimento social; se for de direita, poderia dar prioridade ao desenvolvimento dos negócios ou do que fosse. O voto popular diria depois qual seria a resposta mais adequada aos objetivos nacionais. Mas sem equilíbrio nas contas públicas, não há programa que resista e as alianças políticas se desfazem, como agora.
    A dívida pública caminha rapidamente para uma situação insustentável. Por isso, tudo agora depende da recuperação das finanças públicas. Essa situação não começou agora. A política do primeiro período Dilma partia do princípio de que bastava querer para que as coisas acontecessem. No seu diagnóstico, o Brasil desfrutava de uma situação econômica sólida que nem a maior crise depois dos anos 30 o atingia; chegava aqui, quando muito, uma marolinha, como dizia Lula. Depois se viu que não foi bem assim.
    Por todas as agruras posteriores, a presidente Dilma culpou a crise global. A marolinha virou tsunami, expressão que ela própria adotou. Mas a política econômica do seu governo não estava desenhada para o fim do ciclo das commodities, mas para o cenário anterior, o da abundância. E chegou rapidamente o dia em que a farta distribuição de benefícios não coube mais no orçamento.
    A presidente Dilma não tem a opção irresponsável sugerida pelo PT no documento elaborado pela Fundação Perseu Abramo, cujo conteúdo está sendo rechaçado até mesmo por economistas antes identificados com posições desenvolvimentistas.
    A saída é a retomada do crescimento que garanta a arrecadação necessária para a cobertura das despesas públicas. Por isso, a recuperação da indústria é tão importante. Mas, para isso, é necessário o ajuste, o retorno da confiança, os investimentos e o resto.
    Esta não é proposta de uma equipe ortodoxa, mas da própria presidente Dilma, embora colocada em prática a contragosto e com o nariz tapado.
    CONFIRA:
    CPMF em dobro
    Se as propostas dos novos ministros do governo Dilma forem da mesma qualidade da que acaba de ser apresentada pelo novo ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), então estamos mal parados.
    Na entrada e na saída
    Mal foi nomeado, o ministro produziu um projeto estapafúrdio: o de que a nova CPMF viesse com dupla mão de direção: cobrança tanto na entrada como na saída da conta bancária. Ele falou em cobrança tanto no crédito como no débito, “para ter receita em dobro e, assim, gerar recursos não só para a Previdência Social, mas também para a Saúde, para os Estados e para os municípios”.

    Prêmio IgNobel
    O novo ministro também não se prende pela modéstia. Acha que a ideia dele é “simples e engenhosa”, porque arrecadaria em dobro sem aumentar a alíquota de 0,20%. Em vez de R$ 32 bilhões por ano, proveria R$ 64 bilhões. Com essa, candidata-se ao Prêmio IgNobel de Economia e Administração Pública.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pior-do-mesmo,10000000182

  5. Chesterton said

  6. Chesterton said

    Irmãos do ministro da Saúde acusados de usar mão-de-obra escrava. Foram os maiores doadores da sua campanha.

    Os empresários João Costa e Castro e Humberto Costa e Castro, irmãos do deputado federal Marcelo Castro e proprietários da Construtora Jurema, serão ouvidos pela JustiçaFederal no dia 18 de novembro, as 09:00 horas, na ação penal em que são réus acusados de reduzir trabalhadores a condição análoga de escravo, delito tipificado no art.149 do Código Penal. O interrogatório será conduzido pelo juiz Agliberto Gomes Machado, da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí.

    Os irmãos Castro, juntamente com João Monteiro da Silva foram denunciados pelo Ministério Público Federal por terem supostamente mantido “seis trabalhadores na atividade de roço manual da vegetação das faixas de domínio da BR-343, entre os municípios de Amarante/PI e Floriano/PI, todos eles sem registro em livro ficha ou sistema eletrônico competente e alojados precariamente à beira da rodovia, dormindo ao relento, em redes armadas sob as árvores. No local também não havia qualquer tipo de instalação sanitária, destinada ao asseio corporal e à realização das necessidades fisiológicas”.Se condenados os empresários poderão pegar até 8 (oito) anos de cadeia.

    http://www.saoraimundo.com/noticias/headline.php?n_id=24960

  7. Chesterton said

    http://www.implicante.org/blog/uma-historia-muito-estranha-dilma-teria-impedido-lula-de-se-candidatar-em-2014/

  8. Chesterton said

    Fortalecido após a reforma ministerial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se movimentar agora para convencer a presidente Dilma Rousseff a substituir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central de 2003 a 2010.

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/10/03/ministro-da-fazenda-vira-novo-alvo-de-lula.htm

    chest- ah, o retorno do Presidente do Brasil quando Lula era a primeira dama….

  9. Chesterton said

    Eles acreditam em bruxas –ou fingem que acreditam. O novo manifesto econômico do PT e as entrevistas de intelectuais que o sustentam formam uma fraude analítica similar, na sua desfaçatez, ao assalto promovido pelos heróis políticos petistas contra a Petrobras. Eles dizem, essencialmente, que Dilma Rousseff mudou a política econômica para combater uma crise inexistente, curvando-se voluntariamente aos desejos malvados da “elite econômica nacional e internacional”.

    Segundo Márcio Pochmann e Eduardo Fagnani, “a crise, até 2014, tão difundida como uma crise terminal da economia brasileira, não encontra respaldo nos dados econômicos”. Empregando a fórmula clássica do governo chavista da Venezuela, os coordenadores do manifesto petista asseguram que o Brasil foi vítima de “uma crise totalmente fabricada pelo terrorismo econômico do mercado”. No texto que produziram, a narrativa condensa-se pela seguinte frase: “A criação de um clima de crise fiscal e econômica ganhou a batalha, contribuindo para que o governo alterasse sua rota e produzisse a própria crise que os mercados alegavam existir”.

    O mercado, por definição, forma-se pelas ações unilaterais de incontáveis agentes, que operam em busca de maximizar seus lucros. A figuração do mercado como entidade monolítica, um “Partido da Burguesia”, revela a miséria de intelectuais de esquerda na era do declínio do pensamento marxista. Mas, sublimando-se isso, surge um problema insolúvel de continuidade narrativa. De repente, raio no céu claro, irrompe a Conspiração, interrompendo a marcha gloriosa das Forças do Bem.

    Barack Obama disse que “Lula é o cara”. As agências de risco ofertaram-nos o grau de investimento. Numa capa célebre, a revista “The Economist” anunciou que “O Brasil decola”, convertendo o Cristo Redentor num foguete em propulsão. No Brasil, banqueiros declararam-se eleitores de Lula e Dilma, enquanto as empreiteiras associavam-se à Petrobras em negócios da China abertos e velados. Eike Batista brindou ao futuro radioso com o chefão lulopetista e sua delfina. O empresariado seduziu-se pelos encantos materialistas do BNDES, “melhor banco de investimento do mundo”. Os intelectuais petistas nem tentam explicar os motivos da súbita “revolta da elite” contra o lulopetismo.

    A Conspiração, porém, não triunfaria sem um intempestivo ato de autossabotagem. Na versão servida pelo sociólogo André Singer, ex-porta-voz de Lula, “ao chamar o ministro Joaquim Levy para a pasta da Fazenda”, Dilma “entregou todos os pontos para aqueles que ela procurou confrontar no primeiro mandato”. Temos, então, que a presidente, ex-guerrilheira não dobrada pela tortura, convicta nacionalista, venceu as eleições acusando seus adversários de agentes dos banqueiros apenas para, no dia seguinte, diante de uma crise artificial, meramente “fabricada pelo terrorismo do mercado”, capitular à Elite, traindo o Povo. A Rainha foi enfeitiçada!, conta-nos o sábio marxista, um cultor da Razão Dialética.

    A fraude intelectual ampara uma farsa política. No manifesto petista, “a lógica que a presidente usa na condução do ajuste é a defesa dos interesses dos grandes bancos e fundos de investimento”, que “querem capturar o Estado, privatizar bens públicos, apropriar-se da receita pública, baratear o custo da força de trabalho e fazer regredir o sistema de proteção social”. Segundo o PT, Dilma tornou-se a quinta-coluna da “elite econômica nacional e internacional”. Mas, surpresa!, o manifesto e seus arautos jamais sugerem que o PT rompa com o governo, aliando-se ao PSOL numa oposição de esquerda. Os intelectuais que simulam acreditar em bruxas almejam ser, ao mesmo tempo, governo e oposição.

    Os intelectuais de esquerda não acreditam em bruxas. Pretendem, isso sim, para corromper o debate público, que todos os demais acreditem nelas.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2015/10/1689712-aventuras-do-pensamento-magico.shtml

  10. Guatambu said

    Sabe qual vai ser a moda no próximo verão?

    Tomara que caia.

  11. Chesterton said

    …parece que fazer política tendo como hipótese que tudo que interessa é a versão, e não, os fatos, é consistente com um grupo político que crê não existir restrições econômicas nem fundamentos econômicos de fato. Ou seja, não há fato econômico.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/samuelpessoa/2015/10/1689972-o-que-importa-e-a-versao.shtml

  12. Chesterton said

    O que importa é a versão
    04/10/2015 02h00

    O buraco fiscal cresceu muito de 2011 a 2014 à medida que resolvemos esconder os problemas com pedaladas, contabilidade criativa e seguidos programas de refinanciamento de dívidas, além de termos empregado o curioso mecanismo de adiantamento de dividendos de empresas estatais.

    Imaginaria que a melhor estratégia para qualquer governo enfrentar nossos desequilíbrios fiscais seria expô-los, com franqueza e transparência, e, em função da liderança que o presidente tem, propor saídas e criar consensos junto à sociedade e à classe política para encaminhá-los (os desequilíbrios).

    Isso ocorreria, no entanto, caso o grupo político à frente do Executivo nacional pensasse que há restrições reais na economia —e, portanto, a política econômica não pode violar fundamentos econômicos. O fato vale mais do que a versão, pois a ela se impõe.

    No entanto, parece que fazer política tendo como hipótese que tudo que interessa é a versão, e não, os fatos, é consistente com um grupo político que crê não existir restrições econômicas nem fundamentos econômicos de fato. Ou seja, não há fato econômico.

    Dois documentos recentemente divulgados sugerem que os economistas e intelectuais petistas consideram que o fato econômico se encerra na economia política.

    A fundação Perseu Abramo apresentou o estudo “Por um Brasil justo e democrático” e André Singer publicou na revista “Novos Estudos”, do Cebrap, o texto “Cutucando onças com varas curtas”.

    A narrativa desses textos pressupõe que qualquer alocação econômica é possível se houver economia política que a suporte. Se a inflação aumenta, é porque os empresários conseguem se impor sobre o resto da sociedade, não por que há excesso de demanda sobre a oferta.

    Se o crescimento é pouco, é porque os empresários fazem greve de investimento. Não porque, em função de fatores fundamentais (baixa qualidade educacional, baixa taxa de poupança, complexidade tributária e institucional em geral, excesso de litigiosidade, intervencionismo desastrado no âmbito da nova matriz econômica, etc), o crescimento da produtividade é baixo e cadente.

    Se os juros são elevados é porque uma conspiração dos rentistas com a diretoria do BC os mantêm assim, e não porque a taxa de poupança brasileira é baixa. Se há uma crise gravíssima, como a atual, ela é profecia autorrealizável produzida pela imprensa e pelos colunistas liberais, que alimentam o terrorismo de mercado. Eu sou um dos culpados!

    Tudo é possível se houver a correta correlação de forças. Evidentemente, essa narrativa não consegue explicar a queda do muro de Berlim, a baixa produtividade de Cuba nem o desastre venezuelano. Mas esses fatos parecem detalhe para os que a defendem.

    Se o grupo político e seus intelectuais acreditam efetivamente que, com a correta correlação de forças, tudo é possível, entende-se por que acreditam que, por um lado, a versão é mais importante do que os fatos e, por outro, faz sentido empregar artifícios para maquiar as contas fiscais.

    A versão é mais importante simplesmente porque não há fato. Tudo resume-se à correlação de forças. Maquiar as contas públicas pode ser um instrumento de tencionar o sistema em direção a um modelo de crescimento menos excludente. Não tenho a menor ideia de como isso é possível, mas parece ser essa a leitura.

    Lamentavelmente os fatos se impõem. Quem perde são sempre os pobres.

  13. Chesterton said

    O que sustenta a prosperidade de uma nação? Há boas e más notícias para o Brasil nos estudos de vanguarda a respeito desse velho debate. A pior é que se tornar desenvolvido não parece ser destino inexorável de todos os países, tampouco da maioria deles.

    A via que leva da indigência à riqueza é de mão dupla e pode ser trilhada de volta. Nações pioram e fracassam.

    Ser dotado de recursos naturais em abundância, de traços culturais favoráveis ao empreendedorismo, de presciente tecnocracia ou até mesmo de uma população instruída, nada disso assegura o bilhete de entrada e de permanência no clube das sociedades avançadas.

    O segredo está nas instituições, em especial políticas, desenvolvidas no seio de cada nação ao longo do tempo. Elas podem ser inclusivas e facultar a todos, ou à grande maioria, a partilha de riscos e benefícios da aventura do progresso. Ou ser extrativistas, a serviço de uma elite.

    No primeiro caso, sustenta-se o desenvolvimento. No segundo, pode até ocorrer vultoso crescimento econômico em certos períodos, mas faltará fôlego para mantê-lo e renovar continuamente sua base tecnológica.

    Com esse enredo ambicioso, os professores James Robinson (Universidade de Chicago) e Daron Acemoglu (MIT) harmonizam, em “Por que as Nações Fracassam” (ed. Elsevier, 2012), linhas de pesquisa que há mais de 20 anos convergem para conclusões assemelhadas. Robinson e Acemoglu desfilam em seus currículos dezenas de palestras importantes realizadas pelo mundo, mas nenhuma no Brasil, o que explica muita coisa.

    A boa notícia, de todo modo, é que está nas mãos apenas da sociedade brasileira a chave para a arrancada rumo ao desenvolvimento. A resposta, como depende sobretudo da política, poderá ser rápida.

    Outra conclusão alvissareira é a de que o Brasil provavelmente já sofreu seu choque fundamental nesse sentido, com a democratização iniciada nos anos 1980. A China, cujo modelo extrativista em benefício da elite em torno do Partido Comunista dá sinais de esgotamento, terá de passar por uma revolução, talvez violenta, para seguir adiante. Nós não.

    Muito antes da democratização recente, a institucionalidade brasileira dava mostras de relativa resiliência e autonomia diante das investidas imperiais dos grupos que detinham o Poder Executivo. Pense na trajetória do Supremo Tribunal Federal e do Judiciário como um todo e na longa e pouco interrompida tradição de eleger legisladores direta e periodicamente, ou no também longevo percurso dos tribunais de contas.

    Os professores Marcus Melo (Universidade Federal de Pernambuco) e Carlos Pereira (FGV), que integram essa vanguarda global de pesquisas, mas são também menos debatidos por aqui do que merecem, calcularam em “Making Brazil Work” (Palgrave Macmillan, 2013) como as interações institucionais (oposição ativa, Judiciário, tribunais de contas, Ministério Público e imprensa) inibem, no nível estadual, a propensão dos governadores para distribuir privilégios com o dinheiro dos impostos.

    De volta à terminologia de Robinson e Acemoglu, o Brasil experimentou, ao longo de mais de cem anos, o que eles chamam de deriva institucional –pequenas alterações políticas que se acumulam e tornam uma sociedade, diferentemente de outras ao redor, propensa a embarcar num ciclo virtuoso de inclusão e desenvolvimento. A eclosão da democracia de massas, há 30 anos, pode ter sido a centelha de oportunidade que a História oferece, muitas vezes ao acaso.

    CICLO

    A entrada na democracia, entretanto, não é condição suficiente para a ativação do ciclo virtuoso e sustentável do progresso. Para tanto requer-se a maximização das instituições que promovem a inclusão, além da virtual erradicação das estruturas que permitem a certas elites, bem posicionadas no aparelho do Estado, locupletarem-se à custa da grande maioria da sociedade.

    Aqui estamos numa encruzilhada. Nações, vale frisar, regridem, empobrecem e desaparecem em razão das decisões políticas que tomam. O futuro brilhante do Brasil não está garantido. Nem sequer a manutenção do modesto conforto material de hoje está assegurada.

    Fatos recentes evidenciam que o Brasil atravessa uma espécie de Primavera das Instituições, em particular das encarregadas do combate ao abuso de poder.

    O cerco que sem cessar se fecha desde o processo do mensalão sobre políticos, lobistas, empresas e empresários conectados ao custeio ilegal de partidos –e a negociatas com empresas, contratos e normatizações estatais– é a exibição galante do princípio basilar das sociedades inclusivas. Todos são iguais diante da lei.

    A iminente manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU)acerca das manobras que possibilitaram despesas exorbitantes do Executivo federal no ano eleitoral de 2014 poderá fincar-se como outro marco nesse percurso. Governar de costas para o Orçamento, fazer o diabo para reeleger-se, quebrar um banco para viabilizar o sucessor, todas essas práticas ainda corriqueiras poderão tornar-se bem mais arriscadas após a decisão do órgão auditor.

    Nem tudo foram flores, entretanto, na caminhada da nação brasileira desde a redemocratização. O presidente Fernando Henrique não resistiu à tentação –tampouco o constrangimento institucional foi forte o suficiente para detê-lo– de alterar as regras com o jogo em andamento para beneficiar-se, ele mesmo, da reeleição.

    Eis uma manobra típica da institucionalidade extrativista, que mostra como o custo de ficar fora do poder ainda beira o insuportável para grupos políticos influentes no Brasil. Anos depois, o país desestimulou os flertes de Lula da Silva com o modismo regional de estender ainda mais a estadia de presidentes no cargo.

    Resistimos nas regras eleitorais, mas pulamos com gosto na onda de capitalismo estatal e populismo que engolfou a América do Sul na década passada, auge do boom chinês que multiplicou a renda de nações especializadas em produtos do campo, da mina e do poço.

    XISTO E PRÉ-SAL

    Nos Estados Unidos deu-se conta do potencial do gás retirado do xisto (por um tipo de mineração cujos custos caíram dramaticamente devido a avanços tecnológicos) mais ou menos no mesmo período em que o Brasil atestou a enorme capacidade do pré-sal.

    Lá não se cogitou de nada parecido com um “novo marco nacional da energia do xisto”. As regras básicas do jogo eram conhecidas e não foram alteradas. Mais de duas centenas de companhias lançaram-se na empreitada e com ela lucraram ou assumiram prejuízos.

    Já nações com alto teor de instituições extrativistas agem como o Brasil após o advento do pré-sal: subvertem as balizas normativas da atividade, aumentam barreiras à entrada de competidores, reforçam monopólios e enfiam governos na operação empresarial.

    Na abordagem inclusiva, pode haver fracasso ou sucesso. No exemplo do xisto nos Estados Unidos, ocorreu êxito notável, com ganhos de eficiência e redução de custos difundidos rapidamente por toda a cadeia produtiva e por toda a sociedade, seja sob a forma de maior volume de renda e empregos, seja via serviços públicos, beneficiados com a elevação da receita tributária.

    Na outra opção, como demonstram as bilionárias ruínas do experimento brasileiro, o fracasso é certo. Uma das características da abordagem extrativista é impor um teto ao avanço tecnológico e produtivo. Os grupos que em torno do Estado predam a maioria da população não se dão ao luxo de arriscar-se num processo franco de competição e renovação técnica, capaz de riscá-los do mapa. Valem-se da influência sobre a determinação e a aplicação das regras para proteger-se.

    De 2009 a 2014, o Brasil experimentou o maior retrocesso, em tempos de democracia de massas, na estrada que conduz ao desenvolvimento.

    Regras e condições de competir foram postas de pernas para o ar nos setores do petróleo, da eletricidade, dos automóveis, dos portos, das ferrovias, das estradas, dos aeroportos, do etanol e dos frigoríficos, entre tantos.

    O governo erigiu ciclópicos orçamentos paralelos em empresas e bancos estatais e manipulou um sem-número de normas de acesso a mercados e de tributação. Pôs-se a controlar preços fundamentais e omitiu a degringolada da situação fiscal o quanto pôde. O campo de jogo –que deveria ser plano, seguro e conhecido de todos os interessados– tornou-se um labirinto cujo percurso dependia de acesso à elite no poder.

    O resultado foi a paralisia prolongada da produtividade, associada a uma destruição de capital de escala inédita na história brasileira, além da corrupção.

    Seria tão fácil como errado culpar apenas o Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula, sua sucessora Dilma Rousseff ou até mesmo a chamada “nova matriz econômica” pelo desmantelo, cujo custo apenas começa a ser cobrado da grande maioria da população brasileira.

    Fosse correto o diagnóstico, a saída de cena desses fatores, já em curso, bastaria para inverter o sentido da marcha.

    O portento fáustico conduzido pelas gestões petistas contou com o entusiasmo e a participação de vários outros atores: empresários, corporações do setor público e do privado, oligarquias regionais, lideranças de quase todos os partidos, governadores, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, intelectuais e jornalistas.

    Esse levante simultâneo de segmentos de elite em busca de proteção e privilégio foi como a ativação de um vírus encapsulado, que estava à espera de uma oportunidade para alastrar-se. Ele não regredirá facilmente.

    Erradicá-lo agora é fundamental para recolocar o país na rota da prosperidade. A alternativa será o mergulho na espiral de disparada inflacionária e instabilidade política que há uma geração não é vivenciada no Brasil, embora continue sendo ocorrência comum na vizinhança. Basta olhar para a Argentina e a Venezuela, nações fracassadas.

    VINICIUS MOTA, 43, é secretário de Redação da Folha

  14. Guatambu said

    Retornando de férias

    (bem merecidas, pagas com o dinheiro dos investimentos de curto-prazo na Petrobras que o PT me proporcionou)

    E aí? Quais são as boas…?

    Pedro, vc que tinha perguntado sobre o mercado imobiliário. Quem tem dinheiro pra comprar, agora deve ser uma boa hora… quem está vendendo não deve estar conseguindo vender… deve ter um monte de gente que financiou imóvel novo pela Caixa, e que agora, com a alta dos juros não vai dar conta de pagar, o que deve aumentar a oferta…

    Estive de férias, então não estou acompanhando direito, mas eu chutaria que a oferta deverá ser maior que a demanda nos próximos trimestres.

  15. Chesterton said

    A coisa está feia, preços caem e as vendas não ocorrem, o que faz supor que os preços cairão ainda mais e que imoveis financiados serão liquidados. Na minha impressão vai piorar antes de melhorar.

  16. Chesterton said

    Um dos primeiros empresários a apoiar o PT, nos anos 1980, Lawrence Pih, 72, diz que, na época, não imaginou que o “modus operandi” de se fazer política fosse universal.

    Hoje, ele avalia que, embora Lula tenha maior talento político e seja mais pragmático do que Dilma, ambos representam um mesmo modelo, que está errado.

    Pih, que acaba de vender o Moinho Pacífico (um dos maiores importadores de trigo e processadores do cereal do país), diz que, no momento, não vislumbra solução definitiva para a crise econômica do Brasil e que é preciso cortar gastos e melhorar a eficiência da máquina estatal.

    *

    Folha – O caminho que está sendo adotado para solucionar a crise é o correto?

    Lawrence Pih – Atualmente, não há um caminho. O que está havendo é uma tentativa de equacionar um problema enorme com medidas paliativas. Não se vislumbra solução definitiva —nem a possibilidade de uma.

    O sr. concorda com o ajuste como está colocado? Mudaria?

    O que o Joaquim Levy [ministro da Fazenda] está fazendo não é suficiente. Reconheço que politicamente já é difícil, mas eu faria algo mais drástico. O ônus que o setor público impõe à Previdência é muito alto. Há tantos lugares em que é possível cortar gastos. Como é possível a nossa carga tributária bruta ser quase igual à de países desenvolvidos da Europa?

    O que mais o governo Dilma deveria fazer?

    Cortar gasto. Apertar o cinto, tornar a máquina eficiente. Já que gastamos mais do que poderíamos, agora é a hora de consertar nosso balanço como país.

    O investimento no Brasil é baixo. Se você não investir e tiver um universo de consumidores aumentando, vai preencher a distância entre produção e demanda pela importação, ou seja, gerando empregos fora do país.

    O governo pode impor qualquer custo sobre as empresas. Aí, o empresário vai fazer o cálculo de custo, margem, risco do país e preço de venda. Ele pensa: tem demanda? Não. Segurança jurídica, previsibilidade, estabilidade cambial? Não. Tem juros estratosféricos? Tem. Custo trabalhista? Enorme. Conclusão: não vou investir.

    Como se chegou a tal crise?

    Dois fatores possibilitaram o crescimento do Brasil desde que o PT assumiu o governo. Houve a explosão dos preços de commodities e o país conseguiu equacionar a dívida externa. Depois disso, o mundo estava crescendo em média 5% ou 6% ao ano. Tudo isso possibilitou investimento externo no Brasil.

    Também teve muito mérito do governo FHC, que estabilizou a moeda. O Brasil entrou no vácuo do crescimento mundial e possibilitou o aumento do crédito. Com desemprego caindo e economia crescendo, a população se sentiu confortável em assumir mais dívida.

    O Estado começou a gastar mais do que podia e sua participação no PIB cresceu muito, com gastos maiores do que o crescimento do PIB.

    E o que é essa participação? Imposto. A carga tributária, que nos últimos anos do governo FHC estava em torno de 28% ou 29% do PIB, hoje está em 36% ou 37%. No cenário atual, é insustentável. Não estou analisando qualidade de gastos e importância da questão social. É importante ajudar os mais carentes. Entretanto, tem que lembrar se o auxílio é sustentável.

    É tudo culpa da gestão Dilma ou tem raízes no passado?

    Não é questão de culpa. A população escolheu Lula em 2002 porque o governo de FHC não era popular naquele momento. Houve uma mudança de modelo, do Fernando Henrique, um pouco mais ortodoxo, para o modelo mais heterodoxo do PT. Esse modelo novo seguiu um pouco a linha do antigo para depois começar a implantar aquilo que lhe é caro ideologicamente e ter um tipo de socialismo keynesiano.

    Os petistas têm admiração pela China. De fato, a China tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, é a segunda maior economia do mundo. Só que o modelo de lá é totalmente diferente.

    Na China não tem greve, não é democracia. É um partido só. O povo chinês está disposto a trabalhar 14 horas por dia. Aqui, achamos que oito horas é muito. O Brasil quer adotar algumas coisas do modelo chinês e outras do americano. Não funciona.

    O que mudou de 2002 para cá?

    Surfamos uma onda de crescimento mundial, tiramos milhões da pobreza, gastamos mais do que podíamos para perpetuar o modelo socialista keynesiano.

    Dilma chegou à Presidência simplesmente pela escolha de Lula. Imagino que Palocci e Dirceu eram candidatos antes do mensalão. Lula achou que o gestor eficiente, como era a imagem que se projetava da Dilma, seria adequado.

    Mas a história dela é um pouco diferente da do Lula. Ele é um sindicalista, negocia com o setor patronal e entende um pouco do outro lado do balcão. Lula tem um talento político raro.

    E se ele voltasse depois dela?

    Voltar ou não voltar não é o caso. Eu acho que o modelo está errado. O Lula é esse modelo. É um pouco mais pragmático, mas é esse modelo.

    Ele andou falando em baixar a taxa de juros.

    Você não baixa juro por decreto. A Dilma fez isso. E deu no que deu. Economia tem lógica própria. Não se sujeita à vontade de um político ou outro. O mercado é soberano. Ele determina o sucesso ou o fracasso de uma economia.

    Foram essas intervenções na economia que nos levaram à situação em que estamos?

    Exatamente. Você não pode rasgar, decretar a inexistência das leis da economia. Você até pode baixar os juros. O Tombini baixou para 7,25% a pedido da Dilma. Agora está em 14,25% e vai subir mais.

    A saída de Dilma é o caminho?

    Impeachment é traumático. Pensam que se remove presidente do dia para a noite, mas não é tão simples. Não sou especialista, mas dizem que pode haver afastamento devido a pedaladas ou financiamento irregular de campanha. Essas coisas ocorreram no passado, mas nunca foi apurado. Os dois pontos são suficientemente graves? Essa primeira pergunta é técnica.

    A segunda é política: ela tem condições de continuar governando sem levar o país ao caos? Quando o câmbio quase dobra em um ano, está instalado um grau de confusão grande.

    Com ela na Presidência até 2018, como ficará o país? Se as coisas começam a se deteriorar no ritmo em que isso acontece desde janeiro, estamos em maus lençóis. Não é só uma questão técnica. É também política, sob o aspecto da governabilidade.

    O sr. foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT nos anos 1980. O que pensa hoje?

    Naquele momento, eu era visceralmente contra a ditadura. Via na elite brasileira um atraso, sentia que ela precisava de uma chacoalhada. E acreditei que o PT seria um caminho. Eu acreditava que eles tinham uma ideologia, consistência. Eram o único partido que tinha plataforma.

    Eu achei que um novo modelo tinha de ser instituído. Não percebi que esse novo modelo tinha um viés tão fortemente socialista. Acreditei quando o Lula disse que tem 300 picaretas no Congresso. Não imaginei que o “modus operandi” fosse universal.

    Com Aécio Neves estaríamos em melhor situação?

    É provável, porque o mercado o aceitaria melhor. E o Aécio perdeu por muito pouco. Se o PT não tivesse feito o marketing que a gente chama de “propaganda enganosa”, o Aécio teria vencido.

    Quem deve ser o próximo candidato do PT?

    Fora o Lula, não há neste momento outro candidato, a meu ver. O andamento das questões que poderiam ou não envolver o ex-presidente Lula vai determinar se eles têm ainda fôlego para ressuscitar.

    Mas fico lembrando do Fernando Collor, que foi afastado e voltou como senador. E o Paulo Maluf? Está aí. O eleitor tem memória curta.

    O sr. acaba de se desfazer de um investimento histórico no país. Quer investir de novo?

    Meu destino é no Brasil. Já enfrentei muitas crises aqui.

    O país é muito maior que essa crise e que o governo. Governo é transitório. Quando as coisas vão de mal a pior, mudam o governo e a orientação política. Neste momento, precisamos fazer reformas estruturais: trabalhista, tributária, previdenciária, encolher o Estado, tornar o setor público mais eficiente.

    Ou fazemos conscientemente ou o mercado determinará que o façamos. A Grécia é um bom exemplo. Não adianta essa ideologia socialista populista porque o modelo socialista populista, mais tempo menos tempo, começa a degringolar para um autoritarismo.

    O modelo perfeito disso é a Venezuela, que, como o Brasil, tem recursos naturais enormes.

    Pretende mesmo investir aqui? É teimosia ou resiliência?

    Sempre há oportunidade. Tenho três setores em foco: educação, saúde e infraestrutura. A população está envelhecendo e não vai parar de crescer. Vai demandar saúde, educação, moradia. Precisa de infraestrutura. O Brasil não vai desaparecer.

    O sr. pensa em atrair investidores estrangeiros?

    É possível. Teremos caixa robusto. Eu te garanto: os investidores estrangeiros vão olhar risco e retorno. Os ativos no Brasil estão depreciados e vão se depreciar mais ainda.

    É atrativo para o investidor entrar no Brasil com o dólar a R$ 4,22. O risco já é bem menor agora. Não que o risco de a situação piorar não exista. Existe. Mas boa parte já está precificada no câmbio.

  17. Chesterton said

    MI: Ideologicamente, há alguma esperança de uma mudança na ideologia brasileira? Alguns na mídia dos EUA têm feito grupos de livre mercado no Brasil e sugerem que há uma mudança acontecendo. Você vê alguma ?

    AM: Bem, há esperança, mas é um longo caminho pela estrada. O movimento libertário brasileiro está ganhando força, particularmente entre os estudantes e os jovens em geral. Na verdade, a propagação das idéias libertárias entre os jovens brasileiros é incrível. O Instituto Mises Brasil é bombardeado por visitas a seu local e eventos do Instituto são grandiosos. Há muita boa vontade, muita esperança, muita dedicação grave e extrema diligência no trabalho no movimento libertário do Brasil. Se esta tendência continuar, as paredes que cercam a ideologia estabelecida finalmente vai desmoronar. Qualquer pessoa com uma mente alerta tem que ver que o estatismo falhou; que as idéias do socialismo e do intervencionismo são estéreis e que eles produzem, principalmente, a frustração, a estagnação e crises. O movimento libertário no Brasil é o novo avant-garde; seus membros são os verdadeiros “progressistas”.

    O moderno ajuda mídia eletrônica para acelerar a sua ascensão para influenciar e reconhecimento. A crise atual será mais uma chamada wake-up para os jovens a reconhecer que é o seu futuro que está em jogo se o Brasil deve continuar em seus velhos hábitos. Com as pessoas cada vez mais jovens ingressar no movimento libertário, estou certo de que em algum momento no futuro uma massa crítica será alcançada e as coisas vão mudar. (trad Google)

    https://mises.org/library/brazil-free-market-ideas-rise-economy-falls

  18. Chesterton said

    chest- cadê os esquerdopatas?

  19. Pedro said

    Buenas.
    Depois de uma semana complicada de idas e vindas ao hospital, por conta de uma cirurgia na mulher, volto ao batente no blog.

    …………………..

    Não sei se o Cunha cai.

    A Dilma não está governando um país, está apenas apaziguando quadrilhas.
    O Cunha é chefe de uma delas e pode se beneficiar deste acerto. Basta demonstrar que tem bala na agulha, me parece que é isto que ele está tentando.
    A semana promete…….

  20. Pedro said

    Guata, quem financiou imóvel pela caixa, já contratou o juro específico do contrato, geralmente fixo.
    O problema é perder o emprego ou quebrar o próprio negócio, e não conseguir pagar as prestações.

    Mais ou menos 3 messes atrás, apareceu uma proposta boa, e vendi um apto.
    O comprador deu uma entrada (muito bem investido em mulheres, bebidas e drogas :-) )
    O restante ele financiou.
    Depois de todos os tramites burocráticos, o contrato registrado foi entregue na agencia da Caixa, no dia 22/09.
    Disserem que no máximo 3 dias o dinheiro estaria na conta.
    Até agora nada. Na agência dizem que não podem fazer nada, é a nível nacional que este dinheiro não está sendo liberado.
    Preocupante……..

  21. Guatambu said

    Pedro,

    Desculpe, na realidade, não é exatamente financiado pela Caixa que eu quis dizer.

    Pensei naqueles imóveis na planta, que no início o sujeito paga as parcelas iniciais para a construtora, chega na hora de fazer negócio pela Caixa acontece isso que você disse.

  22. Pedro said

    E esta agora.

    http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4324628/eua-japao-mais-paises-fecham-maior-acordo-comercial-regional-historia

    Tomamos no ” Mercosul” de novo?

    Digam aí trabalhadores blogais, qual a opinião de vocês?

    (Só estou fazendo isto porque o Pax tá pressionando por produtividade. No fundo, bem lá no fundo do seu sítio/site, o Pax não passa de um capitalista malvado, explorador da mais valia).

  23. Pedro said

    Fiéis comemoram ‘milagre’ de conta de Cunha não aparecer na capa de nenhuma revista semanal

    O Ministério Público suíço bloqueou 5 milhões de dólares em contas do presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, na última semana. Segundo as autoridades do país europeu, tratam-se de contas com dinheiro proveniente de corrupção e parte do montante foi lavado em operações ilegais.

    De forma milagrosa, as quatro revistas semanais brasileiras saíram com capas em que não tocam no assunto. Veja, Época, Istoé e Carta Capital deram destaque a denúncias contra o ex-presidente Lula e ao governo de Dilma Rousseff.

    Se alguém achou que foi coincidência, engana-se. Pastores e autoridades evangélicas ligadas a Eduardo Cunha afirmaram, neste domingo, que tudo foi um milagre encomendado com muitas orações durante o horário de fechamento das revistas na sexta-feira.

    Cunha disse que não sabia do dinheiro que a Justiça suíça encontrou em seu nome. Afirmou que se trata de um “milagre”, e que só pode ter sido Deus quem depositou o dinheiro ali.

    Deus, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que Cunha falsificou sua assinatura nos documentos e que não tem nada a ver com ele.

    “Pedimos para todos os fiéis colocarem uma nota de um dólar sobre o televisor ou o rádio enquanto rezávamos pelo milagre. Sabíamos que seria difícil, mas conseguimos”, disse o pastor Ebenézer Souza, que organizou os cultos. “Depois, claro, pedimos para as pessoas enviarem as notas de dólar. Chegamos a conseguir seis milhões de fiéis, então é só fazer a conta. Vamos usar o dinheiro para desfazer essa grande injustiça contra o irmão Cunha”.

    http://sensacionalista.uol.com.br/2015/10/04/fieis-comemoram-milagre-de-conta-de-cunha-nao-aparecer-na-capa-de-nenhuma-revista-semanal/

    To trabalhando Pax…….

    (sabe como é, em tempos de desemprego…..)

  24. Pedro said

    O Googlias implica com o cola/copia, mas é de conhecimento geral, judeu não dá nada de graça, nem notícia….
    Tá perdoado Googlias, religião é religião. As 70 virgens estão te esperando no paraíso.
    OOps esta religião é outra?
    Sei lá, to confuso, depois da circuncisão o amigo morre, ou ressuscita?

  25. Chesterton said

    Elias andou tão preocupado com o blog que deixou o “lochinha” para lá e agora tem recuperar o prejuízo.

  26. Chesterton said

  27. Elias said

    Um dos objetivos da “reforma” da Dilma, parece ter sido cercar o Eduardo Cunha.

    Falar em m…, gostaria de saber qual o status jurídico do Eduardo Cunha. Sabe-se que, como cidadão brasileiro, ele não pode ser deportado pra Suíça.

    Mas, se ele sair do país — a passeio, p.ex. — estará ao alcance da Interpol, ou a remessa do processo para o Brasil implica renúncia de jurisdição, por parte da Suíça?

    Politicamente ele começa a murchar. No Senado, ele nunca teve força. Na Câmara, o pessoal contemplado nos ministérios & adjacências já lhe virou as costas.

    Além disso, tem o cerco judiciário…

    Mesmo com o silêncio obsequioso da “grande” imprensa, parece que o Eduardo Cunha começa a dar um longo mergulho na parte que lhe cabe do imferno.

  28. Chesterton said

    A culpa é toda do Cunha…

  29. Elias said

    Advogada amiga me mandou um excelente texto sobre renúncia de jurisdição.

    Segundo a doutrina, a Suíça renunciou à jurisdição sobre o processo criminal em que Eduardo Cunha figurava como réu,naquele país.

    A jurisdição agora pertence ao Brasil. Mais especificamente ao STF, já que o moço tem foro privilegiado.

    Isso significa que ele pode viajar para o exterior, sem medo de dar com os costados num calabouço suíço? Não, segundo o tal texto. Se ele viajar para um país que tenha tratado de extradição com a Suíça, ele pode ser preso e extraditado. Ao sair do Brasil, ele perderia todos os privilégios.

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