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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Petrobras é ponta de algo maior, o BNDES

Posted by Pax em 06/10/2015

Reportagem da revista Piauí alerta para desvios, anomalias ou questões ainda maiores que os problemas produzidos pela Petrobras.

Que acabaram por gerar a Operação Lava Jato.

A reportagem se encontra aqui: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-109/anais-da-politica-economica/o-ralo

Como não é pública, sugiro aos amigos comprarem a revista.

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32 Respostas to “Petrobras é ponta de algo maior, o BNDES”

  1. Chesterton said

    viramos “case” negativo

    http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/4325332/primeiro-india-depois-colombia-brasil-vira-modelo-que-nao-deve

  2. Chesterton said

  3. Chesterton said

    http://www.joselitomuller.com/menor-de-16-anos-assume-a-culpa-pelo-petrolao-e-policia-desconfia-de-armacao/

  4. Chesterton said

    Embora escrito por um matemático e lógico de formação – ou talvez justamente por isso –, O Homem Soviético, de Alexander Zinoviev, é um dos melhores livros de sociologia já publicados no mundo. Sem lê-lo ninguém jamais compreenderá o funcionamento da sociedade soviética ou das muitas que direta ou indiretamente se inspiraram nela.
    Entre outras mil coisas valiosas, o autor aí ensina que em toda carreira profissional, majestosa ou humilde, há dois conjuntos de conhecimentos, diferentes e incomunicáveis entre si, que o cidadão tem de dominar para alcançar algum sucesso.
    O primeiro refere-se, naturalmente, ao objeto ou propósito da tarefa a desempenhar. Se o sujeito trabalha numa fábrica de sabonetes, tem de saber algo sobre sabonetes. Se é enfermeiro, algo sobre corpos humanos, doenças e remédios. Se é legislador, juiz ou advogado, algo sobre leis. Se é escritor ou jornalista, algo dos assuntos sobre os quais escreve e do idioma que emprega. E assim por diante.
    O segundo conjunto de conhecimentos, que não pode ser deduzido do primeiro e tem de ser adquirido independentemente, ensina como o cidadão tem de tratar os colegas, os chefes e o público para sobreviver e, se possível, subir na hierarquia profissional.
    São códigos de conduta explícitos ou implícitos, modos de falar, hábitos compartilhados, táticas de lisonja e arte da intriga, alianças grupais, projeção da imagem pessoal, etc. etc. Inclui mesmo, por incrível que pareça, a técnica de preservar um pouco da própria dignidade no meio dessas manobras.
    Zinoviev não dá um nome distinto a cada um dos conjuntos, mas, para simplificar, direi que se trata, respectivamente, de requisitos objetivos e subjetivos para o desempenho profissional.
    Essa dupla série de exigências é universal e incontornável, mas o peso respectivo das duas ordens de fatores varia de sociedade para sociedade e, é claro, em diferentes áreas da mesma sociedade.
    Onde tudo funciona bem e com rentabilidade máxima, o fator subjetivo está subordinado ao objetivo e suas exigências não pesam muito sobre o desempenho de patrões e empregados. As pessoas sobem ou descem na hierarquia conforme sirvam bem ou mal às finalidades do empreendimento. O sucesso segue e reflete a competência, que por sua vez pode ser mensurada objetivamente.
    Numa economia de mercado, descontadas as eventuais distorções, como por exemplo os efeitos da propaganda enganosa que pode simular competência e funcionalidade onde não existe nenhuma, as coisas tendem naturalmente a tomar o rumo da competição objetiva.
    O produto melhor e mais barato é bem aceito pelo público, e é melhor e mais barato porque na empresa produtora a objetividade no desempenho prevaleceu sobre os jogos políticos internos.
    Numa economia altamente estatizada, onde a sorte das empresas depende menos da aceitação popular que dos favores do governo, a ordem se inverte.
    Se os produtos e serviços são ruins, os consumidores não têm mesmo os meios de reclamar, mas um sorriso ou uma cara feia do chefe – numa escala que vai do subgerente de departamento aos altos postos do governo federal – podem decidir o sucesso ou fracasso de uma carreira.
    A medida de capacidade e eficiência torna-se cada vez mais subjetiva, e as competições políticas, as intrigas de grupos, os jogos de imagens se tornam a principal ocupação de todos.
    Não é preciso dizer que, nessas circunstâncias, a situação real da economia e da sociedade torna-se cada vez mais evanescente, e só o que permanece visível aos olhos de todos é a hierarquia dos prestígios, o brilho ou obscuridade das imagens, as simpatias e antipatias, a subida ou descida de indivíduos e grupos na escala da fama.
    A sociedade torna-se um teatro, e cada um dos agentes sociais e políticos um ator, um farsante.
    Esse fenômeno pode chegar a extremos de insanidade que o cidadão comum mal consegue imaginar. Hoje sabe-se, por exemplo – Zinoviev não o menciona, mas é uma confirmação brutal do seu diagnóstico –, que toda a economia estatal soviética, que professava ser o suprassumo do controle racional em oposição ao alegado “caos” da economia de mercado, se baseava em estatísticas inteiramente imaginárias, concebidas para projetar uma boa imagem do governo e não para dar aos governantes uma visão adequada do que estava acontecendo.
    A sociedade era guiada por cegos que não se incomodavam de não ver nada, só ligavam para o como eram vistos. Não é preciso, na verdade, levar em conta nenhum outro fator para compreender a rapidez com que o sistema desabou. O todo-poderoso regime soviético não era um ídolo de pés de barro. Era uma estátua inteira de barro, pintada de bronze.
    No Brasil, com certeza, ainda não chegamos a esse ponto, no que diz respeito à economia. Malgrado algumas falsificações ocasionais, ainda podemos saber mais ou menos o que se passa na realidade: quanto produzimos, quanto vale o dólar, quanto devemos, quanto nos roubaram, etc. etc.
    Mas saiam um pouco do âmbito da economia, e verão que em tudo o mais reina, absoluto e irrefreável, o poder do subjetivismo galopante. A realidade não tem a menor chance, só o que conta é a impressão, a boniteza da imagem, a moderação pseudo-elegante das palavras, o culto das aparências tranquilizantes e das receitas anestésicas.
    Sabemos, por exemplo, que 50% dos formandos das nossas universidades são analfabetos funcionais, mas, quando um sujeito se apresenta como professor disto e daquilo na faculdade não sei das quantas, ainda o rodeamos de salamaleques e rapapés, sem notar que, em cinqüenta por cento dos casos, o que ele está nos mostrando é um certificado de analfabetismo funcional.
    As universidades tornaram-se fábricas de imbecis, mas continuam a ser respeitadas como usinas do saber, sem que ninguém pense em questionar a sua função na sociedade ou submetê-las a um cálculo de custo-benefício.
    Sabemos que um governo reprovado pela quase totalidade da população continua no poder com a ajuda de uma oligarquia financeira voraz e de uma classe política na qual os representantes se voltam frontalmente contra os representados, mas continuamos falando em “estabilidade das instituições democráticas”, como se estas não tivessem se convertido precisamente no seu oposto.
    Sabemos que, no país onde vigora talvez o mais rígido sistema de desarmamento civil no mundo, onde até mesmo brinquedos em forma de armas são proibidos, a taxa de homicídios cresce sem parar e já está chegando a 70 mil vítimas por ano. Já faz dez anos que o povo, mostrando estar ciente desse descalabro, votou maciçamente pela liberação dos portes de armas, mas o Congresso, a Presidência da República e a grande mídia continuam fazendo de conta que não sabem disso, que nunca ouviram falar nem da matança contínua nem do plebiscito.
    Todos sabemos que o PT foi colocado no poder para salvar da extinção o movimento comunista no continente e montou para esse fim o mais formidável esquema de corrupção de que se tem notícia no mundo, mas até agora a quase totalidade dos heróicos oradores que denunciam a roubalheira insiste em falar genericamente de “corrupção”, culpando fatores sociológicos anônimos para não dar nomes aos bois.
    Sobretudo para não mencionar o nome proibido: Foro de São Paulo. O sr. Hélio Bicudo, que alguns espertalhões exumaram da lata de lixo da História para fazer dele o novo herói do antipetismo, chega ao paroxismo da desconversa ao apontar, como causa de toda a safadeza, a “herança do nepotismo português”, enquanto outros preferem falar do “mercantilismo”, da “Contra-Reforma”, isto quando não culpam o capitalismo pelos crimes dos comunistas no poder.
    As falsidades do dia refletem a deformidade intelectual profunda das “classes falantes” no Brasil. Na investigação de qualquer fenômeno político-social, conforme aprendi com Georg Jellinek, a regra mais elementar é distinguir e articular os atos voluntários e a confluência acidental de fatores gerais e anônimos.
    No Brasil, a regra é esconder os primeiros sob os segundos. Ações que têm uma autoria clara e determinada, atestada em documentos e confissões, são explicadas por forças sociológicas impessoais, dissolvendo, assim, a figura dos autores. Quando você ouve falar em “corrupção endêmica”, nepotismo português” e coisas do gênero para explicar o Petrolão, você está certamente ouvindo um idiota ou um charlatão.
    O Petrolão, assim como o resto da roubalheira petista, foi planejado com décadas de antecedência para dar à esquerda o controle hegemônico da sociedade brasileira e salvar da extinção o movimento comunista em outros países, debilitado pela queda da URSS.
    Fatores mais genéricos podem ter sido usados apenas como causas ocasionais suplementares dentro de uma ação racionalmente planejada e executada. Apelar a esses fatores para explicar o império do crime criado pelos petistas é como atenuar as culpas de um estuprador atribuindo-as ao fenômeno geral da atração entre os sexos. Pode-se fazer isso por idiotice ou por vigarice genuína. Por nenhum outro motivo.
    Por que as pessoas agem assim? Por que políticos, professores, jornalistas, desviam os olhos dos fatos mais gritantes e preferem apelar a generalidades ocas empacotadas em chavões já gastos e esvaziados pelo tempo?
    É que o Brasil já se tornou a sociedade disfuncional descrita por Zinoviev, onde cada um só pensa no papel a desempenhar perante os chefes, os colegas e o público, consumindo nisso todas as suas energias, sem querer nem poder mais prestar atenção aos fatores objetivos.
    É o reino do subjetivismo desvairado, o império da “boa impressão”, onde os fatos não têm vez e os problemas, em vez de focos de atenção sincera, se tornam apenas pretextos para um desempenho teatral.

    autor: o Inominável.

  5. Guatambu said

    Pax,

    Isso já vinha sido dito há tempos.

    Talvez valha a pena um ponto sobre o Alckmin escondendo as contas sobre o MetroSP.

    Tenho falado muito sobre transparência. Acho que políticos que são contra transparência deveriam receber a pena capital: impeachment.

  6. Pedro said

    Os outros casos de corrupção simplesmente ficaram irrisórios diante da Petroroubalheira…..

    E a revista diz que os do BNDES são maiores ainda?

    Poha, não sei nem o que falar.

    Vou comprar a revista……

  7. Guatambu said

    O BNDES e os fundos de pensão criam um mercado de crédito paralelo que conferem benefícios a grandes empresários brasileiros.

    E a esquerda acha isso bonito….

    Se a esquerda quisesse realmente acabar com o financiamento privado de campanha, era só fechar o BNDES e despolitizar os fundos de pensão.

    Duvido que algum empresário financiaria qualquer campanha de político.

    Mas essa bandeira ninguém quer levantar, né?

  8. Pax said

    Caro Guatambu,

    Você tem razão. Fiz um post sobre o Alckmin acima. O cara é inacreditável mesmo.

  9. Pax said

    Caro Pedro,

    Vi num grupo que se você entrar no link da matéria da Piauí (está no post) e digitar a senha 123456789 ela abre….

  10. Chesterton said

    Parece que finalmente vocês estão acordando.

  11. Chesterton said

    Lendo o texto com sua senha 123…

    ” “O erro veio a seguir, quando o governo decidiu continuar com a política de aumentar o endividamento público para forçar o crescimento da economia a qualquer custo.””

    chest- se o Elias não compreender agora que dinheiro não dá em árvore, nunca mais…

  12. Chesterton said

    A reportagem demolidora é do Estadão.
    Passo a passo:
    1) Empresas do setor pagaram R$ 36 milhões a lobistas para conseguir que Lula prorrogasse incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano.
    2) A medida provisória foi aprovada por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
    3) Quatro dias antes que o ato normativo fosse editado, um dos envolvidos no esquema tratou do assunto com o “seminarista” Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete de Lula.
    4) Um dos escritórios que atuaram para viabilizar a medida fez repasses de R$ 2,4 milhões a Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula.
    5) Lula assinou a medida provisória 471, beneficiando a a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi, e a CAOA (fabricante de veículos Hyundai e revendedora das marcas Ford, Hyundai e Subaru).
    * Antonio Palocci, em 2010, recebeu 4,5 milhões de reais da CAOA e já estava sendo investigado pelo Ministério Público sob a suspeita de ter embolsado dinheiro justamente para garantir incentivos fiscais à montadora.
    6) Um dos lobistas, Mauro Marcondes, enviou mensagem dizendo que, em troca do acordo, havia se comprometido a entregar R$ 4 milhões a “pessoas do governo, PT”.
    Pois é. Os petistas saíram montadinhos do montadão.
    Como disse Gilberto Carvalho nesta semana: fomos “criando uma certa empáfia e seguindo a prática que condenávamos nos outros partidos”.
    Obviamente, em escala muito maior e de modo institucionalizado, como nunca antes na história ‘dêsti paíf’.
    Felipe Moura Brasil

  13. Chesterton said

    O único lugar para Lulla, seu filho , e o resto dos envolvidos é a cadeia.

  14. Chesterton said

  15. Chesterton said

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de condenar, por unanimidade, o jornalista Paulo Henrique Amorim, pelo crime de injúria contra o também jornalista Merval Pereira. A pena deve ser cumprida imediatamente, independentemente da publicação do acórdão do julgamento dos embargos de declaração no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 891647, realizado na sessão desta terça-feira (6)

    chest- é peixe pequeno, mas quem sabe? Um sinal dos céus?

  16. Chesterton said

    Dando um outro exemplo: até agora, a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura com a manutenção e também pelo fato da água ser gratuita e da gente poder estocar. O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia. Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso?

    chest- eu não sei quem é mais retardado mental, o autor da frase ou quem vota nele.

    http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/entrevistas/entrevistas/entrevista-coletiva-concedida-pela-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-nas-nacoes-unidas-nova-iorque-eua

  17. Elias said

    Da ADVFN:

    “Reportagem do jornal Folha de S.Paulo apura que a Petrobras (BOV:PETR4) contratou escritórios de advocacia e assessoria, sem licitação, no valor de quase R$ 200 milhões, para realizar novas investigações internas sobre o pagamento de propina a seus diretores, revelado pela operação Lava Jato da Polícia Federal. Os contratos foram assinados depois da contratação de Aldemir Bendine, novo presidente da estatal. A Petrobras informou que manterá os contratos em sigilo e não os apresentará na íntegra, pois considera as informações estratégicas.”

    Depois, a Petrobras contratará outros escritórios de advogacia e assessoria, para apurar as irregularidades na contratação, sem licitação, de escritórios de advogacia e assessoria que estão apurando o cometimento de irregularidades nas contratações realizadas pela companhia.

    Porém, como a contratação desses outros escritórios de advogacia e assessoria também será feita sem licitação, segue-se que a Petrobras terá que contratar mais outros escritórios de advogacia e assessoria, para apurar as irregularidades na contratação, sem licitação, de escritórios de advogacia e assessoria, que apuraram a contratação, sem licitação, de escritórios de advogacia e assessoria, que apuraram irregularidades cometidas nas contratações realizadas pela companhia.

    Infelizmente, esses outros mais escritórios de advogacia e assessoria serão, de igual modo, contratados sem licitação. Por isso…

    PUTZ! Parece coisa encomendada pelo Chester…

  18. Elias said

    “O erro veio a seguir, quando o governo decidiu continuar com a política de aumentar o endividamento público para forçar o crescimento da economia a qualquer custo.”

    Relatório “DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL BRASILEIRA”, da Secretaria do Tesouro Nacional, julho/2014, página 10:

    Empréstimo Estatal/GDP

    Reino Unido (2011): 83,7%
    EUA (2011): 76,1%
    Portugal (2011): 66,6%
    Alemanha (2011): 45,3%
    França (2011): 42,4%
    África do Sul (2011): 24,0%
    Itália (2011): 22,9%
    Chile (2012): 20,0%
    China (2011): 14,4%
    México (2011): 9,1%
    Brasil (NOV/2013): 8,1%

    Conclusão: o Brasil estava à beira do abismo, nera? Agora sim, está a caminho da recuperação…

    Vai levar um bom tempo pro pessoal menos afeito ao hábito de pensar, que dívida pública não é um mal absoluto.

    Governar é, em grande medida, administrar dívida pública.

    Vamos lá, Chester, que pensar não dói:

    Suponhamos que o governo decida construir uma hidrelétrica. Trata-se de um equipamento cujos benefícios serão usufruídos por várias gerações de contribuintes.

    É burrice, do ponto de vista econômico, e injusto, do ponto de vista social, fazer com que uma única geração de contribuintes pague por um benefício que será usufruído por várias gerações.

    O correto é distribuir o custo desse benefício por um horizonte de tempo tão grande quanto possível.

    O endividamento público é o mecanismo que permite isso.

    Entendeu, Chester? Não? Imprime o texto e passa pro porteiro do teu prédio, pra ele te explicar.

    Depois, é só substituir “hidrelétrica” por “ponte”, “viaduto”, “rodovia”, etc.

    O raciocínio é o mesmo.

    Putz!

  19. Elias said

    “Vai levar um bom tempo pro pessoal menos afeito ao hábito de pensar, ENTENDER que dívida pública não é um mal absoluto.”

  20. Chesterton said

    Chora Elias, chora. Que o governo faça dívidas , que o rendimento das aplicações aumente bastante e depois não reclame que os ricos estão cada vez mais ricos.

    Você é judeu mesmo?

  21. Pax said

    Renato Janine saiu do governo, claro, pra agradar o PMDB Dilma teve que pegar a pasta dele, rearrumar sua equipe inacreditavelmente ruim.

    E aí o que faz o Janine logo depois que sai do centro do governo? Fala mal do governo, claro.

    E ele é professor de Ética.

    É muito engraçado esse Brasil.

    http://oglobo.globo.com/brasil/o-pt-apostou-mais-no-consumo-do-que-na-etica-diz-ex-ministro-17707299

    (dica do Idelber)

  22. Elias said

    A partir de 2008, o Brasil passou a ser CREDOR externo.

    Em abril de 2014, o Brasil era credor externo em US$ 78,7 bilhões.

    Desde 2008 os déficits brasileiros em conta corrente passaram a ser financiados pelo IED (Pra não provocar uma corrida à Wikipedia: IED significa Investimento Estrangeiro Direto e se refere àquele tipo de investimento que representa um interesse duradouro na economia. Nada a ver com o dinheiro do especulador no cassino spot do “mercado” financeiro, portanto).

    Falar nisso, lá vai a participação do Brasil no IED mundial:

    Até 2002: menos de 1%
    Em 2006: 1,3%
    Em 2010: 3,4%
    Em 2014: 4,4%

    Situação catastrófica, que reflete a falta de confiança do empreendedor estrangeiro no país, e sua inconformidade com a falta de “segurança jurídica”, o “custo Brasil” & outros factóides direitopatas.

    Bom mesmo era na época do FH do C dele…

  23. Chesterton said

    http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/pmdb-sai-da-base-aliada-na-camara/4519590/

  24. Elias said

    Muito boas as declarações do Janine.

    Eu “conhecia” esse cara por ouvir dizer, de longe, pelo que diziam dele. E, quase sempre, eram referências elogiosas.

    Passei a admirá-lo mais depois que ele assumiu o Ministério da Educação. Suas declarações públicas eram sempre sinceras, corajosas, críticas em relação ao PT e ao governo, e, por isso mesmo, lúcidas.

    No texto que o Globo publicou, Janine reafirma as coisas que dizia antes e durante o curto período em que esteve no governo. Destaco:

    ========================
    1 – O absurdo que é algumas categorias de servidores públicos entrarem em greve, aproveitando a debilidade política do governo, pra exigir aumento real de remuneração. Seria simplesmente imoral conceder aumento real de salário a funcionário público, no momento em que o trabalhador da iniciativa privada está perdendo o emprego.

    2 – Na ausência de uma legislação que discipline o direito de greve do funcionário público, o Judiciário supostamente aplica a regra do setor privado no setor público. Mas há uma regra clara no setor privado: dia parado não é pago. Essa regra não é observada para o setor público. Aplica-se a lei da iniciativa privada com um paternalismo incompatível com uma sociedade madura. As pessoas fazem greve sem custo para elas, e isso é algo que deve ser revisto. Uma das coisas que mais fazem falta no Brasil é as pessoas assumirem a responsabilidade pelo que fazem.

    3 – O Plano Nacional de Educação (o PNE, esse que o Pax achou que não existia), é uma bela proposta, mas é preciso dizer que, com a dificuldade financeira, não vai dar para implantá-lo, pelo menos nos próximos anos, na velocidade proposta.

    4 – Inadmissível dizer que cabe ao MEC encontrar outra fonte de recursos para financiar o PNE. Isso seria terceirizar a responsabilidade. Se o Congresso aprovou o PNE, tem a obrigação de encontrar uma saída. Não pode terceirizar para o MEC, para os governadores, para os prefeitos.

    5 – Não há, para a educação, o mesmo risco de “colapso e retrocesso” que existe para a saúde, do ponto de vista da percepção social. “A Saúde lida com vida e morte. Há urgências. Doença dói. No caso da Educação, ignorância é assintomática. Pela Saúde se quebram mais lanças, luta-se mais. Mas temos um exemplo terrível que foi o passa-moleque que o governo Fernando Henrique fez no (Adib) Jatene. Ele (Jatene) lutou pela CPMF, e o governo desviou esse dinheiro para outros setores. Então há uma desconfiança gigantesca em relação a tudo isso.”

    6 – Na oposição, o PT tinha duas bandeiras éticas poderosas: a luta contra a miséria e a luta contra a corrupção. No poder, ele obteve avanços admiráveis na luta contra a miséria, porém retirando dessa luta o componente ético. Já a luta contra a corrupção foi abandonada… “o PT deixou de ter o vigor que tinha contra a corrupção. Atuou no que é fundamental, na miséria, que implica vidas poupadas, e deixou a oposição, que geralmente é muito indiferente à miséria, com uma bandeira fácil, simplista e com frequência mentirosa, que é a do combate à corrupção, como se ela própria não tivesse o seu lado obscuro. Com isso, o PT ficou um pouco refém da prosperidade econômica. Na hora que a prosperidade econômica fez água, você tem uma perda grande da solidariedade.”

    7 – “Há uma oposição que, em 11 meses, não foi capaz de definir minimamente um projeto alternativo ao governo Dilma. Isso dá força ao governo Dilma. A fraqueza gigantesca das alternativas de oposição fortalece quem já está. Qual empresário vai querer um período de conturbação? Por outro lado, o governo também não conseguiu recuperar um pouco de popularidade. Então, estamos num impasse. Uma das saídas é as pessoas perceberem que o problema é tão grande que ninguém ganha acirrando os conflitos. Talvez o Aécio (Neves) ainda acredite que, acirrando os conflitos, chegue à Presidência ano que vem. Mas quando alguém perceber que não terá nada disso, que uma solução traumática, um impeachment, um golpe paraguaio vai ser um problema a mais, talvez fique mais fácil avançar.”
    ==================

    Gozado… Não vi nada de “anti-ético” no que disse o Janine. Pelo contrário, aliás… Sobrou lucidez, como sempre. Por sinal, as críticas ao governo foram muito mais brandas do que as que ele costumava fazer quando era ministro (ele fazia duras críticas aos critérios adotados para corte de verbas, p.ex.).

    Janine é um intelectual com uma formação acadêmica impecável, e longa experiência na educação, seja como docente, seja como executivo, seja como formulador de políticas educacionais. No curto período em que esteve no ministério, ele se cercou de auxiliares com formação acadêmica e experiência profissional parecida com a dele.

    Acho que ele faria um bom trabalho no ministério, apesar do sufoco a que foi submetido por causa do corte de recursos. A abordagem seria mais técnica e menos político-partidária.

    Com Mercadante, a coisa se inverte. Compreensivelmente, Mercadante deve se preocupar com o próprio futuro político, e isso terá uma enorme influência no seu dia-a-dia como ministro.

    É uma pena. Com o PNE tendo que enfrentar as dificuldades que já não são poucas nem pequenas, eu preferiria no Ministério da Educação alguém menos preocupado com política partidária e mais preocupado com educação…

  25. Elias said

    Voltando ao assunto “investimentos estrangeiros”.

    Principais IEDs do mundo (em US$ bilhões):

    China: 199,0
    EUA: 159,0
    Rússia: 94,2
    Ilhas Virgens Britânicas: 92,0
    Brasil: 64,0
    Canadá: 64,0
    Cingapura: 56,0
    Reino Unido: 53,0
    Irlanda: 46,0
    Austrália: 40,0
    México: 38,0
    Espanha: 37,0
    Alemanha: 32,0
    Luxemburgo: 31,0

    A fonte desses dados é a Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), citada no relatório “Dívida Pública Federal Brasileira”, elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), julho/2014, página 13.

  26. Chesterton said

    PT, o Partido dos Trambiqueiros

    Conforme a expectativa da imprensa, o Tribunal de Contas da União rejeitou por 9×0 as contas de Dilma para o ano de 2014. Com isso, tem-se o argumento jurídico para se justificar a abertura de um processo de impeachment da presidente por ter infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal. O principal ponto dizia respeito às “pedaladas fiscais”, uma espécie de “cheque especial” que o Planalto usou junto a bancos públicos para sustentar projetos durante a reeleição da petista, e isso é expressamente proibido pela LRF. No voto relatado por Nardes, são citadas cifras que chegavam a R$ 2,3 TRILHÕES em passivos e contingentes não contabilizados. Agora o parecer do TCU será enviado à Câmara, cabendo aos parlamentares respeitarem a Constituição e tirarem o PT da Presidência da República do Brasil.

  27. Chesterton said

    Quem estoca vento, colhe tempestade, querida…

  28. Chesterton said

    http://www.implicante.org/noticias/em-acao-contra-a-carta-capital-gilmar-mendes-recebera-meio-milhao-de-reais-da-revista/

    chest- petralhada sifuldendio

  29. Chesterton said

  30. Chesterton said

    O STF e o TCU humilharam o advogado pré-demitido de Dilma Rousseff, Luís Inácio Adams, na tarde desta quarta-feira.
    Primeiro, o ministro Luiz Fux, do Supremo, indeferiu o pedido do governo para que suspendesse o julgamento das contas de 2014, com a seguinte alegação:
    “Não verifico a presença de requisitos autorizadores da concessão do pleito cautelar, em particular não vislumbro plausibilidade da tese jurídica articulada na inicial.”
    O ministro Raimundo Carreiro, do TCU, tampouco vislumbrou plausibilidade da tese de Adams sobre a suposta antecipação do voto de Augusto Nardes, relator do caso no tribunal.
    Carreiro defendeu que não havia motivo de afastamento porque Nardes não manifestou a sua opinião, mas sim a dos auditores de contas que têm absoluta autonomia para emitir seu parecer técnico.
    Para acusar Nardes de falta de imparcialidade, Adams chegou ao cúmulo de “argumentar” que o relator recebeu um grupo pró-impeachment em seu gabinete, ao que Carreiro teve de lembrá-lo que o colega também recebeu ministros do governo. Dããã.
    Quanto à reclamação de que Nardes defendeu – imagine! – a celeridade do processo, Carreiro disse nunca ter ouvido isso: alguém reclamar de que o órgão quisesse cumprir a sua função.
    Mais patético ainda: Carreiro mostrou que Adams nem sequer leu a própria representação, na qual incluiu matérias jornalísticas que nada tinham a ver com o TCU nem com Nardes.
    Sabe aquele pessoal da escola que engrossa o trabalho de grupo com páginas ‘nada a ver’, achando que o professor nem vai ler? Então. Luís Inácio Adams.
    (Em seu pronunciamento, o advogado de Dilma minimizaria a tentativa escolar de engrossar a defesa, dizendo: “Pode ter tido um errinho de colocar nesse documento algum texto indevido”. Patético.)
    Após Carreiro demolir um por um os supostos argumentos do governo, o plenário rejeitou então por unanimidade os dois processos de suspeição de Nardes, que logo entrou aplaudido.
    Mas o grande momento anterior ao julgamento das contas foi o aparte do ministro André Luiz de Carvalho sobre a coletiva convocada no domingo pelos três patetas de Dilma: Adams, Nelson Barbosa e José Eduardo Cardozo.
    Ele lembrou que o artigo 12 do código de conduta da alta administração pública veda à autoridade opinar publicamente a respeito “da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade pública federal”.
    Carvalho disse nunca ter visto três ministros de Estado atacando assim a conduta de colegas do STF, do STJ, do TRF ou do TCU, como foi o caso, e pediu providências para a avaliação de infração funcional.
    Foi aplaudido – e eu ainda quero o vídeo do discurso para dar replay, câmera lenta, turn down for what e tudo mais.
    Com o jeito afetado e teatral de quem sabe que não tem razão, Adams disse que nunca atacou – imagine! – a honorabilidade dos ministros; e depois esboçou sua defesa das manobras contábeis do governo:
    “É artificioso, perdoem a palavra, achar que isso se trata de violação da Lei de Responsabilidade. Não se trata. Não se trata.” Só faltou bater o pezinho.
    Maior ‘politizador’ do debate (até mesmo por incapacidade argumentativa), Adams ainda acusou os outros daquilo que fez o tempo todo; deu chilique sobre a possibilidade de cassação do mandato de Dilma; e terminou seu pronunciamento vaiado.
    Em seguida, a serenidade de Nardes em seus esclarecimentos técnicos formou o contraste perfeito com o histrionismo de Adams em seus faniquitos políticos.
    Humilhado, devia ter cavado um buraco e fugido.
    Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

  31. Pax said

    já tem post sobre a decisão do tcu de ontem… tiros nos pés é a maior característica do governo Dilma, não?

  32. Chesterton said

    tiro no pé quem deu foi o eleitor da Dilma.

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