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Zelotes chegando ao calcanhar de Lula

Posted by Pax em 27/10/2015

Gilberto Carvalho, seu eterno secretário, Luís Cláudio, seu filho, as investigações chegam cada vez mais nos calcanhares de Lula.

O ex-presidente saiu de seu segundo mandato com 83% de aprovação, hoje se preocupa em não ser preso.

Poderia almejar a secretaria geral da ONU, a presidência do Banco Mundial, algum cargo relevante no mundo, agora procura juristas para preparar sua defesa antecipadamente.

Opção, afinal, dele mesmo.

Zelotes indica que Gilberto Carvalho recebeu ‘kit’ de consultorias

Fausto Macedo – Estadão

POR ANDREZA MATAIS, FABIO FABRINI E JULIA AFFONSO
26/10/2015, 16h13 44

Ex-ministro do governo Dilma e ex-assessor de Lula foi ouvido em inquérito que investiga suposta compra de Medida Provisória para favorecer indústria automotiva

O ex-ministro Gilberto Carvalho foi ouvido nesta segunda-feira, 26, pela Polícia Federal, em um inquérito da Operação Zelotes, que investiga a suposta compra de Medidas Provisórias para favorecer o setor automotivo. Documentos apreendidos pela PF revelam que o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no Governo Dilma (2011/2015) e assessor do ex-presidente Lula no Palácio do Planalto teria recebido ‘um kit’ do esquema de consultorias envolvidas com o suposto esquema das MPs.

A PF questionou lobistas presos ou conduzidos coercitivamente sobre o conteúdo do ‘kit’.

Os investigadores também encontraram outros documentos durante buscas realizadas nas etapas anteriores da Zelotes. Um desses documentos aponta para uma reunião entre o consórcio formado pelas consultorias SGR e Marconi & Mautoni e Gilberto Carvalho e do qual constam especificações de valores e momentos de pagamentos, segundo os investigadores.

A Zelotes sustenta que Gilberto Carvalho ‘atuou em conluio’ com Mauro Marcondes ‘quando se trata da defesa dos interesses do setor automobilístico’.

Relatório de inteligência da Polícia Federal diz, ainda. “Constatamos que as relações mantidas entre empresa (Marcondes) e Gilberto Carvalho são deveras estreitas. Documentos fortalecem a hipótese da compra da MP 471 para beneficiamento do setor automotivo, utilizando-se do ministro que ocupava a ante sala do então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, responsável direto pela edição de Medidas Provisórias.”

Gilberto Carvalho foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no Governo Dilma (2011-2015), e assessorava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

O ex-ministro foi intimado a prestar depoimento e compareceu espontaneamente à PF. Ele não foi alvo dos mandados de buscas e nem de condução coercitiva que atingiram investigados na nova fase da Zelotes deflagrada hoje pela PF, Receita e Ministério Público Federal.

Segundo investigadores, Gilberto Carvalho foi citado por vários personagens envolvidos no suposto esquema de compra de Medidas Provisórias. O nome do ex-ministro consta de uma agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos, o ‘APS’, relacionado a informações sobre a MP 471.

O ex-ministro teria se reunido com representantes das montadoras para tratar dos incentivos fiscais quatro dias antes da edição da MP 471. Um encontro consta de uma agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos, que atuava em conjunto com a Secretaria-Geral da Presidência, uma das empresas de lobby envolvidas na negociação. ‘APS’, como é conhecido, tem ligações com a ex-ministra Erenice Guerra, que era secretária executiva da Casa Civil na época das tratativas.

As anotações, obtidas pelo Estado, registram valores e regras dos contratos de lobby, além de nomes de executivos que teriam participado das negociações para viabilizar a MP. Numa das páginas está registrado um “café” com “Gilberto Carvalho” em “16/11/2009″.

(continua no Estadão...)

Leia também: Lula responsabiliza Dilma por operação na empresa de seu filho

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100 Respostas to “Zelotes chegando ao calcanhar de Lula”

  1. Pedro said

    Versão tupiniquim de House of cards……

    ……………

    Não assisto novelas, nem era chegado em seriados.
    Mas, depois da insistência da filha, comecei assistir a série.

    É muito boa. Se alguém não conhece, recomendo…..

  2. Guatambu said

    Pedro,

    Sim, é muito boa.

  3. familiabopp said

    A Dinamarca é, em muitos sentidos, um país invejável: sua renda per capita, ajustada pela paridade do poder de compra, é uma das maiores da Europa, o país está em pleno emprego, a percepção da população quanto à corrupção é a mais baixa do planeta e seus cidadãos figuram em quase todos os rankings entre os mais felizes do mundo.
    Não é à toa que a Dinamarca também se tornou o modelo que todos os partidos políticos mais progressistas dizem querer copiar.
    E qual o grande problema nisso tudo? É simples: se alguns sedizentes socialistas estão conclamando uma emulação do modelo dinamarquês, então certamente eles desconhecem algumas de suas características, as quais não desagradariam em nada ao mais conservador dos partidos políticos.
    A maioria dos progressistas que elogia o sistema dinamarquês opta por se concentrar exclusivamente nas partes deste sistema que lhes parecem atrativas (quanto o estado fornece de serviços) e ignoram os custos necessários para manter essas partes.
    Comecemos pelo mercado de trabalho: na Dinamarca, não apenas não existe salário mínimo imposto pelo governo, como também praticamente não há nenhuma indenização por demissão (nem por demissão sem justa causa). O máximo que existe é uma indenização de seis meses de salário para quem trabalhou na mesma empresa por mais de 15 anos.
    Mais ainda: não há leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano.
    E mais: o empresário não paga absolutamente nada em termos de previdência social do empregado. Tudo fica por conta do próprio empregado (que paga 8%). Eventuais negociações coletivas entre sindicatos e empresas não demoram menos do que 30 anos para a maioria dos assuntos relevantes (como estipular um salário-base para uma categoria ou as horas de trabalho semanais).
    Com efeito, 25% dos trabalhadores dinamarqueses não estão cobertos por nenhum acordo coletivo, sendo livres para negociar face a face com o empresário.
    Em suma: a Dinamarca desfruta pleno emprego graças a um mercado de trabalho altamente liberalizado, em que os custos de contratar são baixos e os custos de demitir são quase nulos. O mercado de trabalho dinamarquês é o quarto mais desregulamentado do mundo, perdendo apenas para EUA, Hong Kong, Cingapura e Brunei.
    Com relação aos impostos, a Dinamarca se caracteriza por uma tremendamente agressiva tributação sobre o consumo. Há apenas uma alíquota para o imposto sobre o consumo, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), e essa alíquota é de 25%. O imposto sobre a eletricidade representa quase 60% do preço final do kWh (quase o triplo do da Espanha, por exemplo).
    E a lista de impostos especiais é interminável: sobre produtos petrolíferos, sobre o carvão, sobre o gás natural, sobre as emissões de CO2, sobre o dióxido de enxofre e sobre o dióxido de nitrogênio, sobre pratos e talheres de plástico, sobre pilhas e baterias, sobre a água, sobre o desperdício de água, sobre pneus, sobre bolsas de plástico, sobre automóveis, sobre o álcool, sobre o café, sobre o chá, sobre o sorvete, sobre o açúcar, sobre o tabaco, sobre os papeis de cigarro, sobre o jogo, sobre nozes e amêndoas, sobre seguros etc.
    Esse modelo de tributação pesada sobre o consumo não é exatamente uma forma de “justiça social” para com os mais pobres.
    Mas não pára por aí. A tributação sobre a renda, por sua vez, também não é muito solidária para com os mais pobres. Façamos uma comparação entre o Imposto de Renda de Pessoa Física da Dinamarca com o da Espanha: entre 3 mil e 19 mil euros, um dinamarquês paga 37,5% de IRPF, ao passo que um espanhol paga entre 19 e 24%. Entre 19 mil e 23 mil euros, um dinamarquês paga 43,5% de IRPF, ao passo que um espanhol paga 30%. E, a partir de 23 mil euros, um dinamarquês paga 59% de IRPF, ao passo que um espanhol paga 52%.
    Ou seja, é justamente nas faixas de renda mais baixa que ocorrem as maiores discrepâncias na Dinamarca.
    Por outro lado, no que tange ao Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, a Dinamarca apresenta um dos menores do mundo: a alíquota mais alta é de 23,5% (sendo que na Espanha é de 28%). No entanto, há inúmeras deduções que os empresários podem legalmente fazer. Quando se leva em conta essas deduções, a alíquota real cai para 7,5%, perante 20% na Espanha.
    No Brasil, com IRPJ de 15% mais sobretaxa de 10% sobre o lucro, mais CSLL, mais PIS, e mais COFINS, a alíquota total chega a 34%.
    Para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, não apenas sua produtividade tem de ser muito alta, com também sua liberdade empreendedorial tem de ser a mais alta possível.
    E, segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet); a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de 25%, mas há várias deduções legais que podem derrubar essa alíquota para 7,5% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar); e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.
    Leia mais em:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2211

  4. Guatambu said

    Pesquisa científica no Brasil.

    http://idgnow.com.br/internet/2015/10/26/fazer-ciencia-no-brasil-e-insustentavel-diz-neurocientista-brasileira/

    É óbvio que a pesquisa no Brasil é insustentável.

    O Estado chama para si a responsabilidade de financiar… mas não financia.

    Excelente iniciativa dessa pesquisadora de procurar alternativa na iniciativa privada e no crowdfunding.

    Um dia o Brasil se livrará da dependência do Estado.

  5. Pax said

    House Of Cards é sensacional.

    O Brasil só não se aproxima porque o nível é muito mais baixo,

  6. Pax said

    O reflexo da política lata de lixo que temos está refletida na última pesquisa IBOPE.

    Pra quem quiser escarafunchar aqui está:

    http://www.ibope.com.br/pt-br/noticias/Documents/JOB_1398_BRASIL%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20tabelas_potencial%20de%20voto%20para%20president.pdf

    Lula tomou um tombo inacreditável.

    Por esforço e mérito dele e uma boa ajuda de seu poste.

    Mas os outros também estão na vala, Aécio, Alckmin, Serra, Marina e Ciro.

  7. Chesterton said

  8. Chesterton said

    Portas fechando, pronto para decolar

    Acabou a desigualdade, todo mundo de ônibus.

  9. Elias said

    Falando em aviões…

    Da ADVFN/Empiricus:

    “A Embraer (BOV:EMBR3) apresentou hoje pela manhã o resultado de suas operações referentes ao terceiro trimestre deste ano. No período, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 387,7 milhões, perda de R$ 0,5318 por ação. A margem líquida ficou negativa em 8,5% no terceiro trimestre, em grande parte devido a perdas relativas às variações monetárias e cambiais, juntamente com o aumento da despesa de imposto de renda e contribuição social. O efeito da desvalorização de 28% do Real frente ao Dólar (FX:USDBRL) no trimestre aumentou a despesa de imposto de renda e contribuição social sobre itens não monetários.”

    Ou seja, a culpa é do governo.

    Não que o governo não tenha culpa, mas a ADVFN/Empiricus a cada dia mais se parece com comentarista de blog a serviço do PSDB.

    No caso da Embraer, valeria a pena chegar ao distinto público que tem uns trocados (e,em alguns casos, mais de uns trocados e até alguns inteiros…) no mercado de ações, e lê as análises da ADVFN/Empiricus, pra dizer que a Embraer está levando farelo em 2015, simplesmente porque não está conseguindo vender.

    Os pedidos em carteira para aviação comercial caíram de 62 em 2014 para 47 em 2015. Queda de 24,2%.

    Já para a aviação executiva, o escore do despencar foi 64 em 2014 para 45 em 2015. Queda de 29,7%.

    No 3º trimestre de 2014, a Embraer recebeu 19 pedidos para aviação comercial e 15 para aviação executiva.

    No 3º trimestre de 2015 a quantidade de pedidos foi ZERO absoluto, para ambas as categorias. Simplesmente nenhuma encomenda. Nada!

    Literalmente a empresa está vivendo do passado.

    Isso já antecipa o que se pode esperar para o 4º trimestre de 2015.

    E não tem lhufas a ver com déficit público.

    Talvez a Embraer esteja necessitando de uns aconselhamentos da Miriam Leitão. Talvez se a jornalista explicar direitinho que a crise econômica mundial já acabou, e só existe no Brasil, os importadores voltarão a comprar, e a Embraer voltará a vender e a dar lucro, para o bem de todos e a felicidade geral de seus acionistas…

    E vem a ADVFN/Empiricus com “…A margem líquida ficou negativa em 8,5% no terceiro trimestre, em grande parte devido a perdas relativas às variações monetárias e cambiais, juntamente com o aumento da despesa de imposto de renda e contribuição social.”, como se seus leitores não soubessem ler balanço…

    Fazer uma análise de omitindo a paralisia total das vendas na formação do resultado é pura vigarice.

    Putz!

  10. Elias said

    Ah, sim: O nome completo da “Contribuição Social” é “Contribuição Social Sobre Lucro Líquido – CSSLL”. É popularmente conhecida como “CSL”.

    Como o nome indica, a CSL é um tributo incidente sobre o lucro líquido. Só paga CSL quem declara lucro líquido.

    Dito de outra forma: quem declara prejuízo não paga CSL.

    Para quem declara prejuízo, a CSL pode aumentar o quanto o diabo queira e a carregue: isso não aumentará um único centavo de despesa.

    Dito ainda de mais outra forma: a CSL nunca, mas nunca mesmo, influi na formação do lucro líquido, simplesmente porque ela vem DEPOIS do lucro líquido. Se não houver lucro líquido, simplesmente não haverá CSL.

  11. Elias said

    No # 9.

    Onde está escrito:

    “Fazer uma análise de omitindo a paralisia total das vendas na formação do resultado é pura vigarice.”

    Leia-se:

    “Fazer uma análise de BALANÇO omitindo a paralisia total das vendas na formação do resultado é pura vigarice.”

  12. Elias said

    No caso da Embraer, alguém poderá dizer: “As vendas zero no 3TRI2015 só afetarão financeiramente o 4TRI2015…”.

    Errado! Nas compra de aviões, navios e equipamentos de grande porte em geral, o ingresso financeiro começa no fechamento do negócio. Na assinatura do contrato, o comprador já paga uma parte. O restante é pago parceladamente, na proporção do cumprimento das barras de cronograma do processo de fabricação.

  13. Pedro said

    De avião pra caminhão….

    Dia 9, greve dos caminhoneiros.
    Sei não, se houver uma forte adesão, o governo balança de vez…..

  14. Elias said

    FHC, sobre Dilma: “Ela é pessoalmente honrada, mas, politicamente, ela também é responsável”, ressalvou, ao avaliar que não é possível um presidente não saber que há algo de errado quando existe um esquema de corrupção do tamanho que existia na Petrobras.”

    O que será que será que FHC quis dizer com isso?

    Será que ele está dizendo que tinha conhecimento da compra de votos pra aprovar a emenda da reeleição, posto que ele, à época, era presidente e principal beneficiário direto da aprovação da emenda?

    Ou será que ele está dizendo que sabia do lance do testa de ferro pra privatização da Vale (que não poderia ter ido parar nas mãos do Bradesco, já que este era o condutor do processo de privatização, tarefa para a qual fora contratado — a peso de ouro! — pelo dito governo então presidido pelo dito e dizedor FHC)?

    Ou será, ainda que ele está dizendo que ele, como Presidente da República, sabia da baba que correu por fora, pra viabilizar o ingresso da Alcoa na planta de bauxita do Pará, ao permitir o uso do direito de lavra como participação societária, quando faltava apenas um mês para expiração desse direito, o que apontava para a realização de nova licitação (já que é impossível montar uma planta de mineração em menos de um ano, quanto mais em um mês, né? hê, hê, hê…).

    O sujo (mas muito sujo, mesmo…), falando mal da mal lavada (muito mal lavada…).

  15. Chesterton said

  16. Guatambu said

    Embraer.

    Acho que o pessoal não andou lendo direito o relatório de resultados de terceiro trimestre de 2015…

    Na apresentação, no slide 4 aparece:

    1. Entrega de 21 e-jets no trimestre; sendo 68 somente este ano.
    2. 20 pedidos no trimestre; sendo 146 somente este ano.

    A demanda por aviões parece estar aquecida (mercado externo), reforçando a percepção de que o problema da crise não é externo, e sim interno.

    Quando a carteira de venda está boa e crescendo, novos investimentos são necessários. Estes correspondem, normalmente, ao CAPEX, que está realmente altíssimo.

    Agora vejam: CAPEX em dolar, altíssimo, quando há variação cambial desvalorizando o real, a empresa se ferra.

    Está com um fluxo de caixa negativo… e isso é o que derruba ações.

    Não tem a ver com falta de venda, e sim a ver com câmbio.

  17. Pax said

    filhote sortudo esse do Lula não?

    2,4 milhões assim, do nada – é sorte grande.

    agora se explica porque D Marisa não queria Dilma no churrascão de caviar dos 70 anos do Lula

    tá indignada com Dilma e Cardozo que “deixam” a Policia Federal importunar seus pimpolhos que nasceram com o cu pra lua, uma sorte tremenda e uma capacidade de fazer dinheiro que só eles, os pimpolhos…

    vou te contar…

  18. Pax said

    o link dos 2,4 milhões

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/10/1699589-receita-propoe-quebrar-sigilo-de-contas-pessoais-e-das-empresas-de-filho-de-lula.shtml

  19. Chesterton said

    eu não disse?

  20. Chesterton said

  21. Elias said

    #16: “Embraer. Acho que o pessoal não andou lendo direito o relatório de resultados de terceiro trimestre de 2015…Na apresentação, no slide 4 aparece: 1. Entrega de 21 e-jets no trimestre; sendo 68 somente este ano 2. 20 pedidos no trimestre; sendo 146 somente este ano.”

    É… E tem que lê e não saca…

    Vamos lá:

    Fonte: Site da Embraer. RELAÇÕES COM INVESTIDORES/DESTAQUES/PEDIDOS EM CARTEIRA.

    A – POR ANO

    A.1 – Aviação Comercial
    2012: 106
    2013: 90
    2014: 62
    2015: 47

    A.2 – Aviação Executiva:
    2012: 99
    2013: 119
    2014: 64
    2015: 45

    B – POR TRIMESTRE EM 2015

    B.1 – 1º Trimestre
    Aviação Comercial: 20
    Aviação Executiva: 12

    B.2 – 2º Trimestre
    Aviação Comercial: 27
    Aviação Executiva: 33

    B.3 – 3º Trimestre
    Aviação Comercial: 0
    Aviação Executiva: 0

    B.4 – Acumulado em 2015 até o 3º Trimestre
    Aviação Comercial: 47
    Aviação Executiva: 45

    DICAS PARA LEITURA:

    1 – O numeral “0” (zero) nos campos referentes ao 3º Trimestre de 2015, significa que não houve nenhum pedido nesse período. Ou seja, no 3º trimestre de 2015, a Embraer não fechou nenhuma venda.

    2 – Diferentemente dos fabricantes de canetas esferográficas, p.ex., os fabricantes de avião não costumam ter essa mercadoria para pronta entrega. Só se inicia a fabricação de um avião depois que ele é vendido. E a fabricação dura meses.

    3 – Por essa razão, deve-se entender que os aviões ENTREGUES em um determinado trimestre NÃO FORAM vendidos naquele mesmo trimestre. A ENTREGA realizada em um determinado trimestre se refere a vendas realizadas algum tempo antes.

    Boa leitura!

    Qualquer dúvida, não se avexe nem se acanhe…

  22. Elias said

    Além do mais, o relatório da Embraer diz,exatamente:

    “- No 3º trimestre de 2015 (3T15), a Embraer entregou 21 aeronaves comerciais e 30 executivas (21 jatos leves e nove grandes). No acumulado dos primeiros nove meses de 2015 (9M15), foram entregues 68 aeronaves comerciais e 75 executivas (57 jatos leves e 18 grandes);”

    “- Durante o 3T15, a Companhia anunciou 20 pedidos firmes para a atual geração dos jatos comerciais E-Jets, totalizando 146 pedidos firmes neste ano para ambas as gerações dos E-Jets;”

    Pra quem ainda não notou, diga-se que o fato da empresa ANUNCIAR a existência de pedidos firmes em um determinado período, não significa que aqueles pedidos tenham sido feitos naquele dito período.

    Os pedidos em carteira referentes a cada período, estão retratados na aba “Pedidos em Carteira”, independentemente de quando a empresa notifique os acionistas.

    Quanto ao mais, o primeiro parágrafo acima transcrito confirma o que eu disse há pouco: em 2015, a Embraer vendeu 47 novas aeronaves comerciais e 45 executivas, mas entregou 68 e 75, respectivamente. É óbvio que isso significa que as entregas realizadas em 2015 se referem a pedidos feitos em época anterior.

    Se não fosse assim, no mínimo a Embraer estaria entregando aviões gratuitamente. Algo do tipo “compre dois e leve três”.

  23. Elias said

    E é completamente doida e falsa a afirmação de que “…O Estado chama para si a responsabilidade de financiar (a pesquisa)… mas não financia.”

    Em primeiro lugar, nada impede que as empresas privadas realizem pesquisas. Mais: existem incentivos fiscais para a empresa privada que financia pesquisa. A empresa privada que não investe em pesquisa, não o faz porque não quer.

    Em segundo, quase toda a pesquisa realizada no Brasil é bancada por dinheiro público. A esmagadora maioria pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), já que governos estaduais e municipais pouco investem em pesquisa.

    No Brasil, o Estado (mais correto seria dizer “a União”) não “chama” para si a responsabilidade de financiar a pesquisa. A União aparece praticamente sozinha nesse campo por causa da omissão dos demais agentes, públicos e particulares.

    Aliás, mesmo o CNPq tem programas direcionados especificamente a pesquisadores de empresas privadas. É o caso, p.ex., do RHAE (Pesquisador na Empresa).

    Dei uma passada pela aplicação financeira desse programa. Todos os anos sobra dinheiro nele, por falta de projetos feitos por profissionais de empresas privadas.

    Vale dizer: muita indolência, pouca criatividade, muita preguiça… Aí bota a culpa no governo…

    “O inferno são os outros…”.

  24. Elias said

    Algumas informações sobre política de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

    I – REFERENCIAL LEGISLATIVO

    1998: Lei Federal 9.909 (Lei do Software) e Lei Federal 9.910 (Lei do Direito Autoral)
    2001: Lei Federal 10.332 (Fundo Verde e Amarelo)

    2004: Lei Federal 10.973 (Lei da Inovação)
    2005: Lei Federal 11.196 (Lei do Bem)
    2006: Decreto Federal 5.798 (regulamenta a Lei do Bem)
    2011: Projeto de Lei 2.177 (Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), que até agora ainda não foi votado.

    Na realidade, só a partir de 2001, com a Lei Federal 10.332, é que o Brasil começou a ter uma tímida política de incentivo à pesquisa (a lei do direito autoral, na prática, era mais dirigida à produção artística do que à produção científica).,

    Que tal um debate sobre essas 4 iniciativas do governo petista, em especial comparando-as com o que se fez nas décadas anteriores?

    II – EVOLUÇÃO DA PESQUISA NA EMPRESA PRIVADA BRASILEIRA
    (Empresas privadas que tiveram projetos de pesquisa apoiados nos termos das Leis Federais 10.973 e 11.196.)

    2006: 130.
    2007: 300
    2008: 460
    2009: 542
    2010: 639
    2011: 767
    2012: 787

    Das dezenas de milhares de empresas que existem no Brasil, apenas 787 realizaram investimentos em pesquisa.

    Antes de 2006, os números eram ainda mais medíocres.

    III – DADOS DE 2012

    Formulários recebidos: 1042 aumento de 8% em relação a 2011
    Investimento total: R$ 5,34 bilhões
    Renúncia Fiscal: R$ 1,04 bilhão.

  25. Guatambu said

    E a análise sobre o CAPEX e o fluxo de caixa?

  26. Pax said

    Lula está batendo todos os recordes… impressionante.

    O Arrocho é mais importante que derrubar Cunha, pro ex-presidente.

    Agora a gente precisa saber se enriquecer os pimpolhos mimados é tão importante quanto, nessa nova lógica do ex-presidente e seu partido.

    http://oglobo.globo.com/brasil/para-lula-ajuste-mais-importante-que-derrubar-cunha-2-17911814

  27. Chesterton said

    http://www.estadao.com.br/blogs/jt-seu-bolso/2012/05/24/trabalhador-custa-quase-3-vezes-o-salario/

  28. Pedro said

    Buenas, depois de quase 2 meses, o sol apareceu.
    Segundo a meteorologia, só até amanhã. =(

    ……………………

    Quem é que comanda a Embraer atualmente?

    ………………….

    Não sei se existe crise no setor de aviação mundial.

    Mas, escutando o noticiário econômico, é possível concluir que existe muito dinheiro no mundo pra investir.
    Só de exemplo, a Apple, tem 200 bilhões de dólares em caixa, pra investimento.
    A lista de possíveis investidores é grande.

    O que o país precisa, é passar CONFIANÇA.
    Coisa que este governo não consegue, e acredito que não vai conseguir.

    Qual a saída? Impeachment? Renúncia?
    Não sei.
    Só sei que o relógio tá correndo, e estamos perdendo tempo…..

  29. Guatambu said

    Elias,

    I

    “Das dezenas de milhares de empresas que existem no Brasil, apenas 787 realizaram investimentos em pesquisa.”

    Que o governo saiba, né?

    O que torna essa frase ridiculamente estúpida: “Em segundo, quase toda a pesquisa realizada no Brasil é bancada por dinheiro público. ”

    Explica aí pra gente Elias, como é que você tem certeza que toda a pesquisa realizada no Brasil é bancada com dinheiro público. Por acaso o Estado resolveu regulamentar a pesquisa também? O que está sendo desenvolvido dentro dos laboratórios das empresas, e que não é aberto ao público tem que passar pelo Estado?

    Há muito investimento privado em pesquisa que é segredo justamente porque no Brasil pesquisar tem um risco absurdo, demora tempo pra caramba e nada contribui para isso, a não ser a necessidade de sobrevivência das empresas. Eu penso que em valor esses investimentos devem superar as verbas oferecidas por esse monte de lei que vc apresentou no seu referencial legislativo.

    II

    “No Brasil, o Estado (mais correto seria dizer “a União”) não “chama” para si a responsabilidade de financiar a pesquisa. A União aparece praticamente sozinha nesse campo por causa da omissão dos demais agentes, públicos e particulares.”

    Omissão de agentes particulares? Não seja ridículo Elias.

    Antes da “omissão dos particulares”, vamos pensar nas omissões do Estado, que não contribui para o desenvolvimento de um ambiente onde o empresário procure pesquisar. O Estado contribui para fechar as portas do Brasil a novas empresas, que elevariam a concorrência e forçariam mais investimentos em pesquisa para diferenciação; estávamos falando de educação, pois o Estado não contribui para o desenvolvimento de mão-de-obra qualificada. O Estado não sabe nem o que pesquisar direito para poder incentivar!

    O referencial legislativo que vc apresenta é a esmola que o Estado dá para ganhar uns votos a mais. Cobra 50% de imposto, depois devolve um incentivo vagabundo com um monte de lei que parece colcha de retalho, sem objetivo estratégico nenhum. Mais parece aqueles decretos para “salvar a pátria” de alguns setores. Um Estado que cobra 50% está chamando para si a responsabilidade de pesquisa… e com apenas 787 empresas usando o que o Estado oferece, é porque alguma coisa está errada, não é mesmo? Será que o empresário é tão burro que ele acha que não vale a pena investir em pesquisa? É diferente querer tecnologias novas, outra coisa é ter culhões para, nesse ambiente, investir.

    Me conta como é que diante da instabilidade política e econômica do Brasil, um particular se anima para pesquisar alguma coisa.

    É muito mais fácil importar o que já foi pesquisado quando houver interesse.

    Estou trabalhando com uma incubadora de empresas que desenvolvem projetos e produtos a partir de tecnologias desenvolvidas no Japão. A ideia inicial era só comercializar a tecnologia, enviando royalties para o Japão, que inova um milhão de vezes mais que o Brasil, porque lá o ambiente econômico, político e empresarial incentivam isso.

    Ultimamente isso não tem dado muito certo mais, porque o empresariado anda muito avesso a risco e desconfiado.

    A saída foi empreender: desenvolver o produto e mercado, só então empresas investem.

  30. Guatambu said

    Pedro,

    A melhor saída pra quem?

    Pro PT a melhor saída está sendo jogar esse joguinho vagabundo até as investigações começarem a desmontarem o governo da Dilma (processo em andamento).

    Nesse caso, acredito que acontecerão 2 cenários:

    1. O PT vai rachar com a Dilma.
    2. O PT vai pedir para a Dilma renunciar.

    Seria a única forma de o PT voltar em 2018.

    Pra oposição… que oposição, né?

    Pra oposição acredito que o melhor cenário é ficar fazendo barulho enquanto o barco da Dilma afunda. O barco tem que acabar de afundar em 2017, assim dá chance do povo, de memória curta, querer se livrar do PT de uma vez por todas.

    Pra gente nenhum dos cenários presta.

    Pra gente a única saída seria uma constituinte que alterasse a estabilidade do serviço público, e permitisse demitir esse cabide de emprego que virou o funcionalismo público no Brasil.

    Mas isso não vai acontecer.

    Temos que jogar o jogo como está. Como joga?

    Investindo no tesouro direto, guardando o máximo de dinheiro possível e esperar a economia piorar para comprar na baixa.

    É o que eu espero fazer.

  31. Chesterton said

    http://rodrigoconstantino.com/artigos/venezuela-esta-ficando-sem-reservas-e-vende-seu-ouro/

    Venezuela is running out of money fast and has started selling its gold.
    The cash-strapped country could default by next year when lots of debt payments are due. Venezuela’s reserves, which are mostly made up of gold, have fallen sharply this year as the country needs cash to pay off debt and tries to maintain its social welfare programs.

    Venezuela owes about $15.8 billion in debt payments between now and the end of 2016.
    But it doesn’t have enough to make good on its payments. Venezuela only has $15.2 billion in foreign reserves — the lowest amount since 2003. A lot of those reserves are in gold.
    Less than $1 billion of Venezuela’s reserves are in cash, and it has a couple billion in reserves at the IMF.

  32. Elias said

    “Explica aí pra gente Elias, como é que você tem certeza que toda a pesquisa realizada no Brasil é bancada com dinheiro público. Por acaso o Estado resolveu regulamentar a pesquisa também? O que está sendo desenvolvido dentro dos laboratórios das empresas, e que não é aberto ao público tem que passar pelo Estado?”

    Simples, babacorum!

    Basta verificar a origem dos pedidos de registros de marcas e patentes.

  33. Elias said

    “Antes da “omissão dos particulares”, vamos pensar nas omissões do Estado, que não contribui para o desenvolvimento de um ambiente onde o empresário procure pesquisar. O Estado contribui para fechar as portas do Brasil a novas empresas, que elevariam a concorrência e forçariam mais investimentos em pesquisa para diferenciação; estávamos falando de educação, pois o Estado não contribui para o desenvolvimento de mão-de-obra qualificada. O Estado não sabe nem o que pesquisar direito para poder incentivar!”

    Lê o que tu escreveste, rapaz!

    Tu estás dizendo que, se o governo não criar um “ambiente”, o empresário não se animará a pesquisar.

    Quais foram as “novas empresas” para as quais o Brasil “fechou as portas”?

    Automotivas? Farmacêuticas? Químicas? Petroquímicas? De informática?

    Porra, Guatambu!

    Só estás dizendo merda! Retórica barata. Lugar comum. Coisa de rebanho, que fica mugindo o que o boi de cabeceira manda, sem saber nem o que está dizendo.

  34. Elias said

    “Há muito investimento privado em pesquisa que é segredo justamente porque no Brasil pesquisar tem um risco absurdo…” (Guatambu)

    Pesquisar em segredo?

    Mentira, Guatambu!

    Tu estás chutando!

    Quem pesquisa em segredo é o governo, quando o objeto da pesquisa é militar. Foi o caso, p.ex., da bomba atômica nos EUA. Quem bisbilhotasse seria preso e, ao que parece, havia até mesmo a autorização pra “evaporar” quem chegasse muito perto.

    O particular que pesquisar “em segredo” é tão burro que é de se duvidar que chegue a algum lugar.

    Registrar o objeto da pesquisa é o que vai garantir, mais à frente, os direitos de uso, a exclusividade, etc.

    De mais a mais, registrar o objeto e o objetivo de uma pesquisa não implica a publicização do registro (tu mal sabes do que estás falando).

    Mesmo que, por absurdo, o objeto da pesquisa fosse divulgado, isso em nada ajudaria um eventual concorrente, já que, pra ele fazer o mesmo, teria que aliciar cérebros, investir em equipamentos e instalações, e mais um porrilhão de etc.

    Se tu tivesses, mesmo, algum interesse no assunto, tu já terias participado de alguma reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC.

    Aí tu verias o porrilhão de gente ligada à ciência & tecnologia, fazendo exposições sobre pesquisas já concluídas ou em andamento.

    E, então, deixarias de dizer tanta bobagem.

    Essa tua “defesa em linha” da iniciativa privada (que, no Brasil, tem muito de privada e quase nada de iniciativa…), por simples orientação ideológica, é, acima de tudo, burra.

    Por 28 anos, ou seja, boa parte da minha vida profissional, eu trabalhei em instituição empresarial. Hoje, tenho minha própria empresa. E acredito que a defesa puramente ideológica — ou seja, burra! — da iniciativa e da propriedade privada, é, antes de tudo, um desserviço ao desenvolvimento de uma economia de mercado moderna e justa no Brasil.

    É como ser defendido por um advogado semianalfabeto.

    Eu dispenso…

  35. Pedro said

    # 30

    Guata, estava me referindo a uma saída para o país.

    Com este governo e o parlamento que temos, fica difícil.

    Individualmente cada um procura o que achar melhor, segundo as próprias convicções.

    ……………………

    Mais uma dos nobres deputados:

    Do DC:

    “A mesa diretora da Câmara dos Deputados resolveu gastar R$ 400 milhões de suas verbas para construir o Parlashopping. Além de mais garagens e gabinetes com mais conforto para os deputados, estão previstos no projeto um auditório, bares, restaurantes e lojas comerciais.”

    Acrescenta ironicamente:

    ” Para uma clientela com renda mensal de R$ 33 mil, até que a ideia é boa.”

  36. Chesterton said

    Que tempos, matem inocentes e liberem os culpados….

  37. Elias said

    É compreensível que o Chester seja contra o aborto do feto gerado num estupro.

    Afinal, o Chester não engravida (mesmo radicalizando suas performances como Paulette Malhounête).

    Podem estuprar o Chester à vontade.

    Se o estuprador estiver fantasiado de oficial das Forças Armadas, o Chester vai acabar adorando.

    Relaxando, amando, gozando e querendo bem…

  38. Chesterton said

    Eu poderia desenhar para você, Elias, mas acabaram os lápis de cera aqui em casa.

  39. Chesterton said

    Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que, diariamente, 15 milhões de mulheres morrem todos os dias. Apesar de não dizer se os dados dizem respeito ao Brasil ou ao mundo todo, a conta de Alice é trágica: em um ano, 5,5 bilhões de mulheres seriam mortas – sendo que, no mundo, entre homens e mulheres, existem cerca de 7 bilhões de pessoas. O Brasil, ainda segundo as contas da deputada, já deveria estar sem nenhuma representante do sexo feminino. O nosso país, segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 97,3 milhões de mulheres. Toda a matemática foi usada para tentar barrar a aprovação da flexibilização da venda de armas. Para provar que não é muito boa de conta, Alice apontou ainda que “as armas são usadas em 49,2% destes assassinatos. Ou seja, 41% dessas mortes acontecem na residência ou em distância mínima da habitação da vítima”.

  40. Chesterton said

    chest- esse é judeu de verdade (não é desses do PT).

  41. Chesterton said

  42. Chesterton said

  43. Chesterton said

    blog do Josias censurado…,.

  44. Chesterton said

    http://www.implicante.org/blog/agencia-de-combate-a-lavagem-de-dinheiro-suspeita-de-r-523-milhoes-em-contas-de-lula/?utm_content=bufferffe7c&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

  45. Chesterton said

    Parece que o Implicante passou.

  46. Chesterton said

    Lição de anatomia
    Demetrio M.

    Você pode interpretá-las como um material indiciário: nexos e chaves para investigações policiais. Mas, nas declarações recentes de quatro personagens, descortina-se um rico material sociológico: os contornos da estrutura e organização de um sistema de poder.

    Dilma Rousseff justificou as “pedaladas fiscais” pelo imperativo de preservar os programas sociais. A Folha evidenciou a inverdade: as “pedaladas” financiaram, principalmente, grandes grupos econômicos. A mentira oficial, um método de governo, não passa de notícia velha. O fato relevante encontra-se na segunda justificativa, oferecida por Jaques Wagner, ministro da Casa Civil: “Cada empresa dessa para a qual foi oferecida uma taxa de juros compatível gerou riqueza e emprego”.

    Lição de anatomia, parte 1: no capitalismo de Estado, o Orçamento nacional é uma peça de ficção, o nome de um tesouro distribuído seletivamente pelo governo à alta burguesia. A santa aliança entre os donos do poder e os donos do capital legitima-se por gerar “riqueza e emprego”. Odebrecht, JBS e Eike Batista, filhos diletos do BNDES, são os instrumentos do desenvolvimento do país.

    Do poderoso ministro a um especial ex-ministro, Gilberto Carvalho, o mais íntimo assessor de Lula. Depondo à Polícia Federal no âmbito da Operação Zelotes, que apura o “comércio” de medidas provisórias em benefício do setor automotivo, Carvalho reconheceu a proximidade entre Lula e Mauro Marcondes, preso sob acusação de “negociar” a MP 471, editada pelo ex-presidente. Depois, produziu uma tese singular sobre as relações entre governantes e lobistas: “A malandragem é deles [lobistas] que, na hora de vender para as empresas podem falar que precisaram pagar propinas. Quando você recebe as pessoas, não sabe o que elas vão fazer com aquilo”.

    Lição de anatomia, parte 2: o capitalismo de Estado é um capitalismo de máfias. A porta do palácio está sempre aberta aos lobistas, que são antigos conhecidos dos governantes e, em certos casos, como o de Marcondes, parceiros de negócios de um filho do ex-presidente. Mas, nessa interação, oculta-se uma desigualdade de natureza moral: as autoridades políticas miram o bem da nação, enquanto seus interlocutores, os lobistas, concentram-se no vil metal. Lula, o bom selvagem, é puro, casto e tolo. Marcondes, lobo em pele de cordeiro, é infame, astuto e safo.

    Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves. O Instituto Lula negou que o ex-presidente tenha atuado como intermediário de empresas, “antes, durante ou depois de seu governo”. O delator Fernando Baiano afirmou que pagou propina a José Carlos Bumlai pela intermediação de uma visita do presidente da Sete Brasil a Lula consagrada à inclusão da OSX num negócio com a Petrobras. Bumlai, “amigo de festa, de almoço, de aniversários” do ex-presidente, confirmou o encontro e, claro, desmentiu a propina. Calúnia: Baiano, que ele conhecia apenas superficialmente, “fiquei até surpreso”, transferiu-lhe R$ 1,5 milhão, mas como empréstimo, contabilizado na pessoa física, usado para despesas da pessoa jurídica e jamais quitado.

    Lição de anatomia, parte 3: o capitalismo de Estado é um capitalismo de favores e privilégios. No seu universo de amigos, acasos e almoços, os comensais são empresários ou lobistas, ou empresários-lobistas, inclusive os filhos do operário-presidente, que aprenderam as artes burguesas do empreendedorismo.

  47. Chesterton said

    Bandidos
    31/10/2015 02h00

    H Schwartzman

    SÃO PAULO – Qual a diferença entre o coletor de impostos e o mafioso, já que ambos forçam o pobre do cidadão a pagar por “serviços” que ele não necessariamente deseja contratar? É claro, que, para os libertários radicais, a resposta é “nenhuma”, mas, se formos um pouco menos intransigentes, vamos encontrar algumas ideias interessantes.

    Destaco aqui a teoria do economista Mancur Olson, que traça uma distinção bacana entre bandidos itinerantes e estacionários. Ambos querem tirar o nosso dinheiro, mas são animais distintos tanto pelos incentivos que os movem como pelos métodos de que se valem. O ladrão itinerante, típico de situações de anarquia, se limita a tomar aquilo que deseja e saltar para o próximo povoado. Para tornar suas ameaças mais críveis e seu nome mais temido, não hesita em matar e destruir.

    Já o bandido estacionário é, como o nome diz, um ladrão que não circula muito. Está sempre roubando as mesmas pessoas repetidas vezes. Se for apenas medianamente inteligente, ele vai concluir que ficará mais rico se permitir que suas vítimas habituais sobrevivam e experimentem algum sucesso econômico. O bandido estacionário, que é um outro nome para tirano, acabará aos poucos promovendo atividades típicas de governo, como oferecer proteção contra os bandidos itinerantes e favorecer a produção, o comércio etc. Segundo Olson, é na transição dos bandidos itinerantes para os estacionários que encontramos as sementes da civilização que, em etapas posteriores, desembocarão na democracia institucional.

    Algo deu muito errado com o Brasil nos últimos meses, já que, em vez de assistir à germinação das sementes civilizacionais de Olson, como seria de esperar, estamos às voltas com a degeneração de nossos políticos, que parecem estar regredindo de bandidos estacionários para bandidos itinerantes. Assim, acabarão matando a galinha dos ovos de ouro.

  48. Chesterton said

    Durante a semana, Lula se disse vítima de “pancadaria”.
    No fim de semana, os fatos continuam a espancá-lo.
    1) Os 300 milhões de Lula, Palocci, Pimentel e Erenice
    a) A revista Época revelou que quatro caciques do PT foram identificados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por transações bancárias com indícios de irregularidades:
    – Lula: R$ 52,3 milhões (27 milhões em recebimentos e 25,3 milhões em transferências);
    – Antonio Palocci: R$ 216 milhões;
    – Fernando Pimentel: R$ 3,1 milhões;
    – Erenice Guerra: R$ 26,3 milhões, entre 2008 e 2015, período que compreende sua presença no governo de Dilma Rousseff, como ministra-chefe da Casa Civil e braço-direito da petista.
    As irregularidades “vão de transações financeiras incompatíveis com o patrimônio a saques em espécie, passando pela resistência em informar o motivo de uma grande operação e a incapacidade de comprovar a origem legal dos recursos”.
    O relatório foi enviado à CPI do BNDES e a oposição já defendeu neste sábado a convocação imediata de Lula, Palocci, Pimentel e Erenice.
    “Comprovadas essas denúncias, elas confirmam a afirmação do ex-ministro Joaquim Barbosa, de que o país foi assaltado por uma quadrilha, organização criminosa, revelando a podridão que o Partido dos Trabalhadores e esse governo proporcionaram a 200 milhões de brasileiros”, disse ao Valor o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), um dos integrantes da comissão.
    b) Lula também repassou R$ 48 mil à Coskin Assessoria e Consultoria Empresarial, de Fernando Bittar, que comprou a fazenda de Lula em Atibaia-SP – aquela mesma que a OAS reformou.
    É a primeira prova material da relação de Lula e Bittar, sócio de um dos filhos do petista.
    c) A empresa de palestras de Lula transferiu ainda uma bolada para os filhinhos do papai e suas empresas:
    Lurian: 365 mil reais;
    Luís Cláudio: 209 mil reais;
    Marcos Claudio (enteado): 88 mil reais;
    Sandro Luiz: 60 mil reais.
    2) A sujeira do caçula de Lula
    Luís Cláudio é o filho de Lula cujo escritório foi alvo da Polícia Federal em busca e apreensão.
    Duas semanas antes, o local passou por uma faxina, segundo a IstoÉ.
    Os condôminos do conjunto comercial ouvidos pela revista “ficaram com a impressão de que os responsáveis pelo escritório estavam de mudança”.
    Eu fiquei com a impressão de que só estavam mudando a sujeira de lugar.
    3) O recado de Lula a Dilma
    VEJA:
    VEJA capa
    “Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.
    O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto.”
    Após o cerco a Luís Cláudio, Lula esbravejou:
    “A Dilma passou de todos os limites. Para se preservar, está disposta a ferrar todo mundo”.
    “A Dilma e o Cardozo fecharam um pacto para me derrotar”.
    Uma pessoa próxima de Lula disse à revista:
    “O Lula sabe que a água está chegando perto do nariz. Ele só engole a desconfiança que tem da Dilma por saber que precisa dela.”
    Lula pode mandar negar todos esses comentários, mas, como falei na TVeja em seu aniversário e também no artigo “Vazar e negar: Como os políticos usam a imprensa para mandar recados“, o recado a Dilma está dado: atropele a lei para salvar minha pele.
    4) Lula mandou seu amigo José Carlos Bumlai calar a boca
    Segundo a coluna Radar, da VEJA, “o receio é que a história desmorone caso membros da família Schahin fechem mesmo um acordo para contar tudo sobre o empréstimo de 60 milhões de reais para a campanha de Lula em 2006″.
    Relembro o que disse o próprio Bumlai ao Estadão:
    “A verdade é uma só: quando conta uma mentira, você conta uma segunda, uma terceira, uma quarta, uma quinta e aí você se enrolou.”
    Pois é. Lula entende disso como ninguém.
    5) Se o PT morre, o petismo sobrevive
    Lula disse neste sábado:
    “Acho que a Dilma vai voltar a crescer, e acho que aqueles que não gostam de nós vão ter que conviver, a partir de 2018, com mais quatro anos dos partidos democráticos e populares na governança deste país.”
    Repito: a maior função da Rede é emprestar um nome limpo ao PT para tentar eleger os petistas.
    Felipe Moura Brasi

  49. Chesterton said

    http://oglobo.globo.com/brasil/comissao-do-senado-aprova-convite-para-ouvir-graca-foster-sobre-acordo-entre-brasil-bolivia-14413501?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo

    chest- pijama listrado?

  50. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/petismo-nunca-na-historia-do-capitalismo-o-discurso-socialista-rendeu-tanto-dinheiro-a-tao-poucos/

    Antonio Palocci é, sem dúvida, o maior gênio do PT. Caiu em desgraça duas vezes. E, a cada queda, ele ficava ainda mais rico. Que talento! José Dirceu deve se perguntar todo dia: “Onde, diabos!, eu errei?!”. Dirceu está em prisão preventiva por causa do petrolão e já puxou cana por causa do mensalão. Corre o risco de ver regredir a pena. Os cálculos mais avantajados sobre a sua empresa de consultoria apontam um faturamento de R$ 39 milhões desde que deixou o governo. E ainda foi apontado como uma espécie de mentor do petrolão — no mensalão, foi chamado de chefe de quadrilha. Está com seus direitos políticos suspensos, e sempre se desconfia que esteja tramando alguma coisa. Palocci flana acima do bem e do mal.
    Esse vai só no sapatinho. Vá ser bom consultor assim na casa do chapéu!!! Em sete anos, movimentou a espetacular soma de quase um quarto de bilhão de reais: R$ 216 milhões. E sem produzir um parafuso!!!
    O governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, amigo pessoal de Dilma desde os tempos em que ambos pertenciam a grupos terroristas, também mostra que não veio para brincar em serviço na selva do capitalismo.
    Nunca, na história do capital, o discurso socialista rendeu tanto para tão poucos!

  51. Chesterton said

    O pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Democrata, Bernie Sanders, é talvez o primeiro candidato ao posto assumidamente socialista, o problema é saber o que ele entende por “socialismo”. Ele repetidamente faz referência aos modelos sociais dos países nórdicos – e especialmente da Dinamarca – como exemplo ideal de “socialismo democrático”.
    Mas, em um discurso na Universidade de Harvard, primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, disse que embora ele esteja lisonjeado em ver a Dinamarca citada como modelo num debate presidencial amplamente assistido nos Estados Unidos, ele acredita que o rótulo “socialista” não serve para o seu país.
    “Eu sei que algumas pessoas nos EUA associam o modelo nórdico com algum tipo de socialismo”, disse ele, “portanto, eu gostaria de deixar uma coisa bem clara. A Dinamarca está longe de uma economia socialista planificada. A Dinamarca é uma economia de mercado.”
    Na visão de Rasmussen, “o modelo nórdico é um estado de bem-estar amplo que fornece um alto nível de segurança social para os seus cidadãos, mas também é uma economia de mercado bem sucedida com muita liberdade para perseguir seus sonhos e viver sua vida como você deseja.”

  52. Chesterton said

    Realismo grego
    01/11/2015 02h00

    Os desdobramentos da crise global seguem gerando consequências políticas, desta vez na Argentina, onde as eleições apontam para o fim do modelo intervencionista dos últimos anos, já que a maioria dos votou por mudança de rumo.

    Mas é na Grécia que essas transformações tiveram uma das trajetórias mais dramáticas e esclarecedoras.

    Anos de baixa produtividade com a economia engessada por regras complexas e ineficientes e gastos públicos crescentes e insustentáveis levaram o país à beira do colapso econômico. A maior parte da população, porém, rejeitou as reformas necessárias e elegeu o partido radical Syriza, que propunha a manutenção do modelo vigente. Faltou combinar com os que podiam bancar a conta –os outros países da Zona do Euro.

    O novo governo logo teve de enfrentar a realidade de negociações duríssimas. As condições exigidas pelos europeus para financiar a Grécia foram consideradas inaceitáveis pelo governo do premiê Alexis Tsipras. Em resposta, ele convocou um referendo sobre a proposta, defendeu sua rejeição e ganhou a votação. Tsipras então voltou a negociar, mas encontrou posição ainda mais dura dos europeus.

    Agora começa a parte interessante da história. Ao perceber que a Europa não recuaria, Tsipras aceitou fazer as reformas exigidas, o que gerou enorme insatisfação em seu partido e queda na aprovação do seu governo. Foi quando entrou a coragem política do premiê. Ele renunciou, chamando novas eleições, e fez campanha defendendo o pacote de reformas. Tsipras agora pedia um novo mandato para aplicar as medidas exigidas por Berlim e Bruxelas sob o argumento que aquele era o melhor acordo possível.

    Ele foi sincero com os gregos, pois a alternativa seria a saída do euro e uma crise muito maior. Tsipras venceu a nova votação, terceira vitória em nove meses, e recebeu mandato oposto ao do referendo ocorrido pouco tempo antes.

    A Grécia agora promove um plano de reforma radical do Estado, abertura da economia e dos mercados, modernização de normas, redução de despesas insustentáveis, tudo colocado claramente na eleição por um líder popular. Tsipras tentou manter uma política insustentável, não conseguiu, reconheceu o fato claramente e recebeu mandato dos eleitores para tomar outra rota.

    O grande drama grego nos ensina que a trajetória do processo decisório ou o estilo da liderança podem variar dependendo do momento e da cultura do país, mas o importante é apresentar à população propostas claras e objetivas para resolver os problemas, evitar medidas pontuais tipo colcha de retalhos e adotar um modelo completo e coerente de reformas para crescer de forma sustentável e duradoura.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/henriquemeirelles/2015/11/1700992-realismo-grego.shtml

  53. Chesterton said

    Logo o problema de Lulla vai ser a Interpol

    http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/lula-dirceu-e-50-milhoes-de-euros-ao-pt-em-macau/

  54. Chesterton said

  55. Elias said

    “Eu poderia desenhar para você, Elias, mas acabaram os lápis de cera aqui em casa.” (Chester, vulgo Paulette Malhounêtte)

    Eu imagino — e só imagino! — onde enfiaram os lápis da casa do Chester…

    Eu só constato, mas nem tento explicar o comportamento de vocês, portadores de TPA. Não sou psiquiatra.

    Só um psiquiatra, pra explicar como alguém como tu é a favor da pena de morte pra estupradores.

    De minha parte, eu apenas constato e registro que vocês, sociopatas, não são solidários nem mesmo entre si…!!!!

    Pediram ao diabo pra ser escrotos e meteram a cabeça embaixo da torneira…

    Mas, Chester, se começarem a matar os sociopatas, logo te verás sem parceiros nos manicômios judiciários, pra demonstrações do beijo francês.

    Isso vai acabar frustrando o teu esforço pra divulgar a cultura francesa, retribuindo a sinecura com dinheiro público que te manteve na França…

  56. Chesterton said

    Chora Elias, chora

    Justiça de Portugal pede a prisão de Lula no Brasil e STF pede mais informações
    — 02/11/2015
    Por essa nem o todo poderoso Lula e nem o seu partido PT esperavam A Justiça de Portugal enviou um pedido para a imediata prisão de Luís Inácio Lula da Silva. Como se trata de um político brasileiro que ainda mantém foro privilegiado, por ser um ex-presidente da República, o STF – Supremo Tribunal Federal, antes de sequer analisar o pedido, requereu maiores informações à justiça de Portugal sobre o processo e as provas contra o ex-mandatário do executivo brasileiro, que sustentam o pedido de prisão. O Processo corre em segredo de justiça tanto em Portugal, como no Brasil.
    O motivo do pedido de prisão seria o direto envolvimento de Lula no escândalo que envolve o envio de recursos (doações de campanha), vindos de Portugal, para a campanha do ex-presidente no valor total de R$ 700 milhões de reais. A doação foi feita pela Portugal Telecom, com recursos públicos do Governo Português, o que seria um crime federal.
    .
    http://redegni.com/justica-de-portugal/

  57. Chesterton said

    Mas porque você tem tanto apreço por estupradores assim? Saudades?

  58. Guatambu said

    Elias,

    “Por 28 anos, ou seja, boa parte da minha vida profissional, eu trabalhei em instituição empresarial. Hoje, tenho minha própria empresa. E acredito que a defesa puramente ideológica — ou seja, burra! — da iniciativa e da propriedade privada, é, antes de tudo, um desserviço ao desenvolvimento de uma economia de mercado moderna e justa no Brasil.” (Elias)

    Então conta aí pra gente como é que o PT nos seus 13 anos de governo contribuir para o desenvolvimento de uma economia de mercado moderna e justa.

  59. Elias said

    “Então conta aí pra gente como é que o PT nos seus 13 anos de governo contribuir para o desenvolvimento de uma economia de mercado moderna e justa.” (Guatambu)

    Quando ele conseguiu manter a economia brasileira com uma boa taxa de crescimento, e ampliou o poder de compra de mais de 20 milhões de pessoas por ano, ampliando o mercado consumidor e, assim, garantindo mais receita para as empresas, que passaram a empregar mais pessoas, reduzindo o desemprego, etc. e tal.

    Quando ele ampliou a disponibilidade de recursos para a educação, reestruturou o antigo Fundef (que destinava recursos apenas para o ensino fundamental, deixando de fora a educação infantil), e o transformou em Fundeb (que passou a contemplar não só o ensino fundamental, mas também a educação infantil), e mais que triplicou os recursos alocados no novo fundo.

    Quando ele criou mais universidades que o triplo da soma dos três governos anteriores.

    Quando ele, em seis anos, quadruplicou as exportações brasileiras.

    Se quiseres mais, posso continuar listaando,mas acho besteira da tua parte.

  60. Chesterton said

    “uma economia de mercado moderna sem defesa da iniciativa privada e da propriedade privada”……agora sei porque estamos condenados ao fracasso.

  61. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-fabulosa-farsa-de-%E2%80%9Clula-o-maior-criador-de-universidades-do-mundo%E2%80%9D-ou-desmonto-com-numeros-essa-mentira-ou-ainda-a-ignorancia-e-mais-veloz-que-a-luz/

  62. Elias said

    Mas, Chester, tu estás a deliraire…

    Eu só estou estranhando o teu apreço por filhos gerados em estupros.

    Sei que és portador de TPA, mas sempre te considerei um sociopata do tipo brando, não violento.

    De qualquer modo, como não sou psiquiatra, prefiro não entrar em detalhes, pelo menos por ora.

    Enquanto isso, vou acompanhando tuas opiniões, e, com elas, montando teu perfil sociopata.

    Até recentemente, já havia identificado os seguintes sintomas da tua doença: (i) egocentrismo; (ii) vaidade exacerbada; (iii) incapacidade de estabelecer empatia; (iv) insensibilidade social, etc…

    Agora, tenho que confessar que esse teu lance de preservar o feto gerado num estupro me surpreendeu. Geralmente essa opinião é associada a psicopatas violentos. Nunca imaginei que fosse o teu caso.

    Há um tempo, aliás, eu li alguns artigos escritos por psiquiatras, segundo os quais, em muitos casos, a geração de filhos é um dos objetivos do antissocial estuprador (além, evidentemente, do prazer que ele desfruta ao humilhar sua vítima).

    Vamos lá, Chester! Continua te revelando…

  63. Elias said

    Eu escrevi:
    ” E acredito que a defesa puramente ideológica — ou seja, burra! — da iniciativa e da propriedade privada, é, antes de tudo, um desserviço ao desenvolvimento de uma economia de mercado moderna e justa no Brasil.”

    O Chester “leu”:
    “uma economia de mercado moderna sem defesa da iniciativa privada e da propriedade privada”

    Huá! Huá! Huá! Huá!

    O principal indicador de que a gente venceu a discussão, é quando o(s) oponente(s) começa(m) a distorcer o que a gente disse.

    Eles fazem isso, exatamente porque não conseguem estruturar um raciocínio forte em oposição ao que a gente disse.

    Huá! Huá! Huá! Huá!

    Vamos lá, Chester! Distorce mais!

    Huá! Huá! Huá! Huá!

  64. Elias said

    Guatambu e Chester.

    Meninos, não tentem debater comigo como se eu fosse algum tipo de comunista, ou socialista.

    Vocês vão se ferrar sempre, porque não sou nada disso.

    Sejam inteligentes! Sejam modernos!

    A empresa privada não precisa ser tratada como vaca sagrada do sistema.

    Isso é coisa de idiotas. Rebanho! Manada!

    A empresa privada deve ser defendida por sua função social. Ela é o meio maisn eficaz de criação da riqueza e pode ser convertida, de igual modo, num dos meios mais eficazes de distribuição da riqueza criada.

    É por aí que deve passar a defesa inteligente e moderna da empresa privada.

    Sejam modernos! Sejam inteligentes!

    Parem de ser portar como direitopatas do tempo da Guerra Fria.

  65. Chesterton said

    Elias, o principal indicado de quem perdeu as discussões é ver que começa com ofensas pessoais.

    O teu malabarismo para defender o maior vigarista ladrão que apareceu neste país é absolutamente hilário.

    Economia de mercado sem defesa intransigente da propriedade privada simplesmente não é economia de mercado, não existe. isto não é ser moderno , é mais uma mentira.

  66. Elias said

    Agora, falando sério:

    O relatório “Focus” do BC, divulga as projeções do mercado financeiro.

    2015
    PIB: 3,05% NEGATVOS
    Inflação: 9,9%
    Selic: 14,25% (ou seja, estável)

    2016:
    PIB: 1,5% NEGATIVO
    Inflação: 6,3%
    Selic: 13% (mas só no finalzinho do ano)

    Só pra lembrar: o “ajuste” foi adotado pra reduzir o déficit público que estaria levando a inflação pra mais de 6%. Com o “ajuste”, a inflação cairia pra 4,5% ao ano.

    Bem, deu só pouco mais que o dobro disso…

    É como mirar em Porto Alegre e acertar em Macapá…

  67. Chesterton said

    Ah, mudar de assunto também é sinal de que perdeu a discussão.

  68. Pedro said

    # 56

    É vero isso?

    Então o Lula vai fazer parte de vez, da turma do Maluf.
    Se sair do país é cadeia.

    Poha, é a noticia politica do ano.

  69. Chesterton said

  70. Guatambu said

    Elias,

    “O Brasil como economia de mercado moderna e justa.”

    Bom, vc nem sequer definiu o que era uma economia de mercado, e nem o que é justa.

    Acho que vc deveria começar por aí, porque definitivamente estamos falando de bases diferentes.

    Depois falamos do resto das definições.

  71. Guatambu said

    Elias,

    Quer coisa mais retrógrada que o Estado e seus porrilhares de funcionários públicos que não acrescentam um peido de doente à economia?

    Eu não me importo de ter Estado, desde que o Estado seja eficiente. Mas o Estado, em si, é a coisa mais retrógrada…

    Deixe você de pensar que, só porque eu não gosto do Estado, que eu sou o cara mais egoísta do mundo!

    Só quero a liberdade para compartilhar riqueza com quem eu acho que merece. Isso deveria ser uma decisão minha, e não do Estado. Especialmente no caso de que eu compartilho muito mais riqueza com o Estado do que com quem merece.

  72. Chesterton said

    Guatambu, Elias é enrroleitchion atrás de enrroleitchion, o Joel Santana da Amazonia.

  73. Chesterton said

  74. Chesterton said

    Pedro, 68

    http://pensabrasil.com/caiu-ordem-de-prisao-a-lula-pegou-o-stf-de-surpresa-e-ligou-o-sinal-amarelo-no-brasil/

  75. Elias said

    “Ah, mudar de assunto também é sinal de que perdeu a discussão.” (Chester)

    Que assunto, sua besta?

    A tua defesa de preservação do feto gerado em estupro?

    Que merda de sociopata mais avacalhado és tu?

    Queres que eu continue a te expor, feito uma aberração de circo de horrores?

    Então tá! Vamos debater isso.

    Começa apresentando teu ponto de vista, com argumentos teus, que não tenham sido copiados e colados de outra pessoa.

    Aí vou responder, toprnando ainda mais explísito teu perfil de portador de TPA.

  76. Elias said

    “Elias, Quer coisa mais retrógrada que o Estado e seus porrilhares de funcionários públicos que não acrescentam um peido de doente à economia?” “…Bom, vc nem sequer definiu o que era uma economia de mercado, e nem o que é justa.” (Guatambu)

    Guatambu, estás te tornando tão ou mais desonesto e medíocre no debate quanto o Chester.

    Nosso debate era sobre a defesa puramente ideológica da empresa privada.

    Minha divergência em relação à tua opinião, é que eu não defendo o direito à propriedade tendo como base apenas o direito individual do proprietário.

    Eu defendo o direito à propriedade porque entendo que esse direito tem uma função social, ou seja, coletiva.

    Eu defendo a empresa privada por sua (dela) função social. Por ser ela o meio mais eficaz de criar riqueza. E que pode ser também convertida num meio eficaz de distribuição da riqueza gerada (tese defendida por Jan Carlson, dentre vários outros autores que já aprofundaram o debate sobre esse assunto).

    E coloquei como objetivo imediato desse enfoque, o desenvolvimento, no Brasil, de uma economia de mercado moderna e justa.

    Esse o ponto.

    Aí, em vez de explicitar teu ponto de vista (que é o enfoque individual), tu partidarizaste. Perguntaste o que o governo petista havia feito para desenvolver uma economia de mercado moderna e justa.

    Eu respondi.

    Agora, novamente, em vez de explicitar teu ponto de vista (que é o enfoque individual), tu já vens com esse papo de funcionalismo público e de “definição de economia de mercado moderna e justa”.

    Vamos lá:

    I
    Pra início de conversa, o questionamento que fazes do Estado não reforça a defesa da empresa privada sob o ponto devista do direito individual, e, por consequência, não se contrapõe à mesma defesa sob o enfoque coletivo.

    O mesmo questionamento pode ser feito, deve ser feito e tem sido feito, combinado com a defesa da empresa privada sob o enfoque do bem comum (este sim, oposto ao enfoque do direito individual).

    Não confunde barafunda com furabunda!

    O que tu disseste não acrescenta um peido de doente ao teu enfoque. O que demonstra que nem entendes direito a motivação ideológica da ideia que defendes.

    Tu estás só repetindo lugares comuns, sem entender direito o que eles significam. Isso é próprio de indivíduos com consciência de rebanho.

    II
    Se, diferentemente, esse tem questionamento tem a ver com o governo do PT, também quanto a isso estás dedilhando merda no teu teclado.

    Não foi o PT quem criou o Estado brasileiro, o qual, é gerido a partir de uma estrutura definida na Constituição Federal do país.

    Indo aos números, que é o que interessa: em 2002, o gasto da União com pessoal e encargos, representava aproximadamente 9,5% da despesa total; em 2014, esse gasto representou 10,2% da despesa total.

    Então, não se pode nem acusar o PT de ter exacerbado o gigantismo estatal brasileiro.

    Em sua quase totalidade, os novos órgãos criados ao longo dos últimos anos implicaram a redução de gastos em outras áreas. Por essa razão, o gasto com pessoal e encargos se manteve estável em termos reais, nos últimos 12 anos. É o mesmo que era nos tempos do FHC, do Itamar, do Collor, do Sarney.

    Em termos de Poderes da República, os únicos que tiveram aumento de gasto em termos reais foram o Legislativo, o Judiciário e o chamado “Essencial à Justiça”, i.é., o Ministério Público (que está se convertendo num “quarto poder”, no Brasil).

    III
    O que é uma “economia de mercado moderna e justa”?

    Eu poderia te responder citando a Dinamarca (sobre a qual o Chester copiou e colou um texto, cujo significado ele parece não ter entendido,como sempre).

    Poderia te responder assim, mas não vou fazer isso, porque não preciso.

    Vou te responder dizendo que a resposta a isso já existe no Brasil há um porrilhão de anos.

    Basta que leias quais são os objetivos estratégicos do teu país. A julgar pelo que tu perguntas, é óbvio que não sabes. Achas que tens a resposta infalível para todos os problemas brasileiros, mas não sabes nem quais são os objetivos estratégicos do país.

    Um dos objetivos estratégicos do Brasil — cabra desinformado — é desenvolver uma economia de mercado moderna e justa. Uma sociedade que combine a defesa da propriedade privada com o exercício pleno da cidadania e com a erradicação da miséria e do analfabetismo.

    É o que está na Constituição Federal do Brasil, em vigor desde 1988, que, aliás, também recepcionou e consagrou o princípio da função social da empresa privada.

    Saco!

  77. Elias said

    “Acho que vc deveria começar por aí, porque definitivamente estamos falando de bases diferentes.” (Guatambu)

    Até que enfim!

    Mesmo um relógio parado marca a hora certa duas vezes ao dia!

    É isso mesmo: bases diferentes.

    Tu defendes a empresa privada sob a ótica do direito individual. (E dizes que isso não é egoísmo… Deves ter uma definição interessante sobre o que seja o egoísmo).

    Eu defendo a empresa privada por sua (dela) função social, e não como vaca sagrada do sistema. Isso significa que, pra mim, a propriedade privada é um meio, e não um fim. O fim, pra mim, é aquele espelhado nos objetivos estratégicos do meu país.

    Se tu não concordas com isso, tu é que deverias começar formulando novos objetivos estratéticos para o Brasil.

  78. Elias said

    No JusBrasil:

    ========================
    “Decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) determina que os comerciantes não podem reduzir os preços para quem opta por pagar em dinheiro.”

    “De acordo com o jornal ‘Folha de S. Paulo’, a mudança nas regras de desconto oferecidas pelas lojas foi tomada em outubro em resposta a um recurso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, que queria impedir o Procon de Minas de punir lojistas que adotassem a prática.”

    “A manifestação do STJ diz respeito a um caso específico, mas se torna uma espécie de recomendação para os tribunais de todos os Estados”, diz a advogada Andressa Figueiredo de Paiva, do escritório Siqueira Castro.

    “Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste (associação de defesa do consumidor), a decisão foi correta e mostra que a proibição de preços diferentes vale ainda que eles se escondam atrás de descontos. “Se você oferece uma nova opção aos clientes, você deve assumir os custos. O contrato é entre o lojista e as operadoras de cartão de crédito, e o consumidor já paga a anuidade do cartão”, disse a cordenadora.”

    E por aí afora…
    ==========================

    Justiça brasileira é isso aí: lenta, cara, injusta e vagabunda.

    Quando o cliente compra com cartão de débito, p.ex., o lojista paga ao banco uma tarifa. O banco mais barateiro cobra 2% do valor do débito.

    Se a operação envolver a emissão de duplicata, e esta for descontada… É melhor nem pensar!

    É evidente que o cálculo da despesa bancária entra na formação do preço pra venda à vista, até porque a maior parte das vendas à vista é paga com cartão de débito.

    Se o cliente paga em dinheiro, o lojista deixa de ter despesa bancária sobre a operação de venda.

    Nada mais justo que o lojista repasse esse ganho ao cliente.

    O STJ entende que o lojista não deve dar esse desconto. O lojista deve, portanto, embolsar o ganho a mais que a compra em dinheiro lhe proporcionou.

    E o Procon e o Proteste acham que o STJ está certo… E acham que estão defendendo o consumidor…

    Pátria que me pariu!

  79. Elias said

    Chester, meu caro muar.

    Abordar outros assuntos não é fugir ao tema em debate.

    É, somente, não se limitar a ele.

    Estou aguardando os teus argumentos, com tuas próprias palavras.

    Tem um pessoal aqui que adora rir com as asnices que escreves, quando tentas dizer alguma coisa com as tuas palavras.

    Tipo: “A caderneta de poupança é um esquema Ponzi e, ao mesmo tempo, uma bolha.”

    Ou: “O déficit público provoca inflação e, ao combater a inflação, o Banco Central provoca recessão.”

    Humor involuntário…

  80. Elias said

    # 75

    “explísito”? “Explícito”, claro!

    Porra, Chester!

    Teu mal pega…!

    Xô, satanás!

  81. Elias said

    AGORA SIM, GUATAMBU!

    ======================
    “A fabricante de aviões Embraer recebeu nesta quarta-feira (4) uma encomenda de até 10 jatos Phenom 100E da Emirates Flight Training Academy, O acordo prevê um pedido firme de cinco jatos, com opção para mais cinco aeronaves. As entregas começam em 2017 e o valor do contrato pode chegar a cerca de US$ 50 milhões.”

    “Os jatos executivos vão ser usados para o treinamento de futuros pilotos para a aviação comercial. As aeronaves foram compradas pela Emirates para atender a demanda por novos pilotos para a companhia, que opera na Oriente Médio e região do Golfo.”
    ======================

    Depois de não ter vendido absolutamente nada no 3º Tri, a Embraer finalmente tirou o 2º semestre do zero.

    Ah, sim 1: observa que a entrega será em 2017. Não confunde “entrega no 3º Tri” com “vendas no 3º Tri”. São coisas diferentes.

    Ah, sim 2: “Pedido firme”, em compra de guindaste, navio, avião, etc., é o pedido mínimo. É aquele do qual o comprador não pode desistir, sob pena do pagamento de uma penalidade tão alta que é mais econômico não desistir. Isso porque o fabricante vai gastar os tubos fabricando o que foi pedido (nunca as parcelas cobrem totalmente os custos, até porque,nesse caso, o comprador é que ficaria de cuecas…). Só que, depois desse esforço todo, o comprador não pode simplesmente desistir e deixar o fabricante chupando o dedo. Em geral, e penalidade é perder o que já pagou e mais uma multa leonina.

    No caso da Embraer, o “pedido firme” são 5 unidades.

    É pouquíssimo pra quem, no mesmo período, costumava vender pelo menos dez vezes mais… Mas pouco é sempre melhor que nada.

  82. Guatambu said

    Elias,

    Denovo: economia de mercado é…? cri cri cri…

    Denovo: justa é…? cri cri cri…

  83. Chesterton said

    O que realmente é o fascismo

    por Lew Rockwell, quarta-feira, 9 de julho de 2014

    fascismo.jpgTodo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se descrever qualquer posição política da qual o orador não goste. Não há ninguém no mundo atual propenso a bater no peito e dizer “Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social.”
    Porém, afirmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

    O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

    Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima. Tal arranjo se tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas. Praticamente ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

    É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente. Ele não possui um teórico famoso e influente como Marx. Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos nítido e real. O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e econômico. E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo. Suas características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram praticamente invisíveis para nós.

    E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso. Assim como um parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos. O estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma economia que outrora foi vibrante e dinâmica.

    As origens do fascismo

    A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal. Os governos fascistas foram derrotados pelos aliados, mas a filosofia de governo que o fascismo representa não foi derrotada. Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria, a qual opôs o capitalismo ao comunismo. O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia, que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.

    Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e que nem todas elas são explicitamente de esquerda. O fascismo é uma dessas cores.

    Não há dúvidas quanto às origens do fascismo. Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira Guerra Mundial. Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como sua filosofia. Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.

    Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas. O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.

    Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo. Ele era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo. Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade planejada. Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o final da década de 1920 até meados da década de 1930.

    Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.

    O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para justificar a ampliação do poder do estado. Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se aliam entusiasticamente ao estado para obter estabilidade contra as flutuações econômicas, isto é, as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de demanda por parte dos consumidores. A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior produtividade gerada pela divisão do trabalho.

    Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de John Maynard Keynes. Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao “espírito animal” dos investidores. Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

    Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais. De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

    Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

    Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo. Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. … Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso. Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, “An Open Letter to President Roosevelt,” New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

    Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha. No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

    A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, “Prefácio” da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203?05.)

    Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista. Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível. O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais. A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica. O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos. O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado. Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta. Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.

    Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador. Keynes teve um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-científica contra o laissez-faire do velho mundo e em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada. Keynes não era um socialista da velha guarda. Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.

    Características

    Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching, de 1944, escreveu:

    Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação. Mas a explicação para este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação. As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de ser exercido pelos grupos produtores.

    Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este ‘grupo de produtores’. A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores. Já a direita afirmava que os produtores eram os grandes grupos empresariais. A solução política de meio-termo — a qual prossegue até hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.

    Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital. A concorrência entre trabalhadores e entre grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de modo a construírem uma poderosa nação.

    Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional. Para eles, grandeza nacional não consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e de maior qualidade. Não. Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte.

    Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família ou a grandeza da sua profissão ou do seu empreendimento. Muito pelo contrário. Você tem de ser tributado, o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de ser diminuído para que este objetivo seja alcançado. De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nos tornar grandes.

    Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo socialismo. O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo. Isto significa que a economia não entra em colapso quase que imediatamente. Tampouco o fascismo impõe a igualdade de renda. Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das crianças. A religião não é proibida.

    Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um poderoso aparato estatal. Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista. Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.

    Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação. Em vez disso, a classe média é agradada com previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal estimulando o orgulho nacional.

    O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da economia, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.

    Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa. Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.

    O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”

    O futuro

    Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista. De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada. Não se trata de uma aliança formal. Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela. Tal aliança é formada por todos aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a inflação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a liberdade de se associar com quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios decidirem, por aqueles que insistem em educar seus filhos por conta própria, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o governo e para o estado policial.

    Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.

    Quantas pessoas podem ser classificadas nesta categoria? Mais do que imaginamos. O movimento é intelectual. É cultural. É tecnológico. Ele vem de todas as classes, raças, países e profissões. Não se trata de um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global. Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação. O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais em áreas urbanas cujos filhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão.

    E o que este movimento quer? Nada mais e nada menos do que a doce liberdade. Ele não está pedindo que a liberdade seja concedida ou dada. Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata. Este movimento não é efêmero. Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está absolutamente correto em suas exigências. A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar. Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso padrão de vida.

    Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas. Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios. Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar. Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social, construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e fazer vários outros milagres. O fascismo acreditava em si próprio.

    Hoje o cenário é totalmente distinto. O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso — nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados. O mundo criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base intelectual real.

    É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar. O estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio. O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que promete. Ele nos promete segurança, prosperidade e paz. E o que ele nos dá é medo, pobreza, conflitos, guerra e morte. Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo. O estado fascista não pode nos dar nada. Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.

    Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado limitado já se esvaneceu. É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer tipo de estado.

    Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta. Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a apenas garantir direitos essenciais, adjudicar conflitos, e proteger a liberdade. Esta visão é calamitosamente ingênua. O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência, que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que pode ver absolutamente tudo. E quem vigia este vigia? Quem limita seu poder? Ninguém, e é exatamente por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade. Nenhuma lei, nenhuma constituição bem fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.

    Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais. É ele quem, como descreveu Flynn, “possui o poder de promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada”. Enquanto o governo, continua Flynn, “estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas ações, ele será um governo totalitário. Ele possui o poder total”.

    Este é um ponto que não mais pode ser ignorado. O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.

    No final, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total. O meio termo é insustentável no longo prazo. Qual iremos escolher? Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e no final iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização. Se escolhermos a liberdade, poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando um mundo melhor.

    Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar. Temos de continuar lutando sempre com a total confiança de que o futuro será nosso, e não deles.

    O mundo deles está se desmoronando. O nosso está apenas começando a ser construído. O mundo deles é baseado em ideologias falidas. O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade. O mundo deles pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos. O nosso olha para frente e contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos. O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação. O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pacífica.

    É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas. Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras. Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa. E é isso que nos levará à vitória.

    Como disse Mises,

    No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade, não é páreo para um combate contra ideias. No final, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano. E então os vários oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343

    (qualquer semelhança não é coincidência)

  84. Elias said

    “O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. ”

    Puta-que-o-pariu!

    É preciso ser muito desonesto pra dizer uma merda assim.

    É preciso ser muito imbecil pra acreditar.

  85. Elias said

    “Elias, De novo: economia de mercado é…? cri cri cri… De novo: justa é…? cri cri cri…” (Guatambu)

    Assim, que o Chester tirar os lápis do rabo dele, eu desenho pra ti.

    Não tem problema, não… Minha paciência com idiotas é infinita.

  86. Elias said

    “Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas. Eles possuíam teorias e programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios. Eles estavam emocionados e excitados com o mundo que iriam criar. Eles iriam abolir os ciclos econômicos,…”

    Hein?

    Abolir os ciclos econômicos?

    Acuma?

    Quem? Keynes? Kalecki?

    Adondeque?

    Doido!

  87. Elias said

    “Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista foi a mais dramática mudança intelectual ocorrida em minha vida adulta.”

    Mas não era fascismo?

    Os fascistas são anarquistas? E também capitalistas? E socialistas?

    Já sei de onde defecaram no Chester a ideia de que a caderneta de poupança é um esquema Ponzi e uma bolha…

    Se pressionar mais um pouco, ele vai acabar dizendo que a caderneta de poupança é o Flamengo o Vasco, o Botafogo, o Fluminense e o Nossa Senhora da Conceição de Mato Dentro Futebol Clube.

    A única instituição brasileira muçulmana, judaica, evangélica, budista e católica apostólica romana, mas que também não dispensa uma sessão de candoblé…

  88. Elias said

    “É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar. ”

    É sim… Cada vez mais.,, Principalmente nos EUA, a maior economia do planeta…

  89. Elias said

    “Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

    “`Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo. Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. … Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso. Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo.` (John Maynard Keynes, “An Open Letter to President Roosevelt,” New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)”

    Pois é, né?

    E a economia americana nem deslanchou nem nada, turbinada a peso de gasto estatal, seja com os programas do New Deal, seja com a subsequente produção de guerra… Quem bancou isso não foi o Estado americano. Foi a mãe do Lew Rockwell…

    E nem é verdade que Hank Paulson fez com que a economia americana tirasse o pé da merda, comprando — à força, na marra (ninguém vendeu porque quis, mas porque foi forçado a vender — ações preferenciais dos 9 principais bancos americanos, a fim de injetar dinheiro no mercado (“crédito abundante e barato”), e, assim, relançar as vendas no mercado interno, que estavam virtualmente paralisadas.

    Nem é verdade que isso envolveu dólares em escala de trilhão…

    Doido!

  90. Elias said

    “É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas. Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras.”

    O cara também entende de estratégia e tática militar!!!!!!!!!!

    Já sei! Foi por isso que, armados apenas de estilingue e canivete, os americanos arrebentaram com os cornos do Japão, na II GM!

    Demente!

  91. Guatambu said

    Elias,

    Fique à vontade.

    Desde que vc responda às perguntas, que vc insiste em não responder.

  92. Guatambu said

    Elias,

    Tava pensando aqui sobre o que tu disseste sobre ideologia.

    Eu sempre acreditei na capacidade individual das pessoas de viverem como quiserem e buscarem respostas em si mesmas, se auto-ajustando ao ambiente. Adaptabilidade é a palavra-chave para mim. Isso envolve auto-conhecimento, envolve comunicação, transparência, vontade própria, esforço próprio, e que estão relacionadas à motivação individual.

    Paralelamente, acho muito difícil que indivíduos queiram se isolar uns dos outros e viver como eremitas dentro de fortalezas. Sempre acreditei que a interação social é de gosto da maioria das pessoas, e parte do que buscamos como indivíduos é encontrar pessoas que de algum modo agreguem valor nessas vontades que temos, e daí nasce o desejo de colaboração, associação, etc.

    Isso tudo feito de forma a respeitar a individualidade dos outros, ou seja, sem interferir nas vontades que outras pessoas tenham, e aqui eu fecho a minha equação interna que responderia ao seguinte comentário feito por um amigo: ok, se vc dá total liberdade para os indivíduos, ao se agruparem, determinados grupos de indivíduos podem querer abusar, oprimir, roubar outro grupo de indivíduos com ideias contrárias.

    Acredito que a relação entre grupos de indivíduos com ideais distintos tem o potencial de produzir uma dialética evolutiva que resulte em melhores ideias e mais evolução a todos.

    Eu sei que isso me faz liberal.

    Mas isso me faz anti-social? Isso me faz de direita?

    Eu não sou sociólogo e nem cientista político, não tenho entendimento sobre isso. Acho que vc até tem razão quando diz que eu estou dentro de um movimento de manada, porque eu aprendi que pensar isso que eu penso é ser de direita. Então tá… até certo ponto aceito o enquadramento.

    Mas já disse aqui no blog antes que eu detesto o enquadramento como conservador, elitista, coxinha, etc. Porque não fazem sentido para mim. Direita conservadora não combina comigo (pelo menos pelo que eu entendo como direita conservadora).

    Me incomoda receber de qualquer entidade externa paradigmas sob os quais eu tenho que me enquadrar, eu gosto de liberdade, foi por isso que eu estudei, é por isso que eu trabalho, e, agora, já com a vida um pouco mais estável financeiramente, e enquanto não tenho filhos, é essa a mensagem que eu quero levar para as pessoas: acreditarem na sua própria liberdade, em si mesmos como líderes de suas vidas.

    Assim, me incomoda quando falamos sobre igualdade de oportunidades, isso não existe, e nem vai existir. Tentar fazer as pessoas lutarem por isso é igual lutar contra a gravidade: muita energia gasta com mecanismos pouco eficientes para retornar ao mesmo ponto de partida. Nunca vai haver igualdade de oportunidades, nem geneticamente temos as mesmas capacidades… quanto mais socialmente.

    Isso só serve para justificar usar recursos em uma máquina (normalmente estatal) para lutar contra essa gravidade eternamente. E isso me incomoda, porque ficamos reféns dessa máquina, ao passo que, com mais transparência, informação e quebrando barreiras à liberdade de comércio e associação, o resultado pode ser o mesmo, sem que haja essa máquina forçando a barra nesse sentido.

    Por exemplo: eu não vejo motivo pelo qual um indígena tenha que ter a igualdade de oportunidade de ser um Warren Buffett. Será que ele quer isso?

    Eu sou contra um Warren Buffett destruir o que o indígena queira fazer com a cultura dele, com aquilo que é dele, com a terra que ele nasceu, etc. Mas entre uma coisa e outra, um Warren Buffet precisa decidir ser um Warren Buffett e o indígena tem que decidir o que ele quer ser.

    E se o indígena quiser ser um Warren Buffett? Sim, ele não terá as mesmas oportunidades. O mundo não é plano e nunca vai ser, e eu acredito que é extremamente ineficiente botar uma entidade qualquer para fazer isso.

    Por outro lado, sou a favor de disponibilidade de informação e transparência. Assim o indígena que quiser se tornar um Warren Buffett poderá ler, estudar, preparar-se, traçar um plano, uma estratégia e, se for o caso, buscar fontes de financiamento com base no que aprendeu para alcançar seus objetivos.

    O raciocínio acima está confuso ainda.

    Mas eu nunca me achei dono da verdade, e nem tenho a menor pretensão para isso, mas eu aposto na divergência como fonte de informação, por isso que para mim faz sentido te provocar e ouvir o que vc tem a dizer.

    Tá afim de fazer uma avaliação do raciocínio? Eu agradeço.

  93. Chesterton said

    Guatambu, por coincidência estou relendo o DXarlymple, que transformou algumas crônicas em livro (Kindle é bem mais barato, mesmo em dolar)

    Em defesa do preconceito

    http://livraria.folha.com.br/livros/ciencias-humanas/defesa-preconceito-theodore-dalrymple-1318429.html

    Tenho a impressão que tuas dúvidas seriam tiradas com ele.

  94. Chesterton said

    Neste link

    http://city-journal.org/author_index.php?author=47

    todas as crônicas

  95. Pax said

    2 novos posts, um mofou de ficar parado, agora outro com entrevista que Lula deu ao Kennedy Alencar no SBT

    estou na metade

  96. Elias said

    Guatambu,

    Não disseste coisa com coisa.

    E praticamente nada do que disseste tem a ver com o que nós estamos discutindo. Seguramente, nada tem a ver com contestação a qualquer coisa que eu tenha dito.

    Vamos lá:

    I
    “Mas já disse aqui no blog antes que eu detesto o enquadramento como conservador, elitista, coxinha, etc.”

    Não usei nenhum desses termos me referindo a ti.

    Usei os termos “manada” e “rebanho”, que eu sempre uso pra qualificar quem se limita a repercutir raciocínios alheios, sem os justificar com elementos de convicção próprios. Em especial quando a repercussão do raciocínio extrapola o escopo da própria origem.

    Exemplo: citar os gastos com pessoal e encargos do governo federal como causa do déficit público.

    Os “fazedores de cabeça”, se referem ao assunto usando números absolutos. Por que? Porque, no Brasil, os números absolutos são sempre gigantescos. Há poucos anos o Brasil se tornou uma das maiores economias do planeta, e o brasileiro médio ainda não se deu conta disso. Ou ainda não se habituou a isso. Assim, ele se ainda se espanta ao saber que bilhões de dólares são aplicados nisso, outros bilhões são gastos naquilo… Espanto!

    Se a notícia aborda o assunto sob um viés negativo, o indivíduo com consciência de rebanho segue o boi de cabeceira e adota o viés em vez de filtrar o conteúdo.

    Tudo bem… É direito de qualquer um proceder desse modo…

    E é direito de qualquer outro chamar isso pelo devido nome: consciência de rebanho. Manada.

    Alguém mais preocupado em pensar pela própria cabeça, vai checar o conteúdo. Vai contextualizar.

    E, se fizer isso, vai constatar, com facilidade, que os gastos com pessoal e encargos da União — isso inclui o pessoal civil e militar, ativo e inativo — representa apenas 10% da despesa total. E que, nos últimos 12 anos, houve a elevação de apenas um ponto percentual nesses gastos.

    Logo, o gasto da União com pessoal e encargos nada tem a ver com a geração de déficit orçamentário.

    Reconhecer isso não implica fazer a defesa da hipertrofia do Estado brasileiro, paquidérmico, ineficiente, ineficaz e inefetivo.

    Significa, apenas, com base em dados reais, tecnicamente demonstráveis, reconhecer que a evolução do gasto da União com pessoal e encargos nada tem a ver com a geração de déficit público.

    Acontece que isso complica a abordagem: se não é o funcionalismo público, então quem ou o quê está causando o déficit público?

    É o tipo do caminho que desgosta quem prefere as coisas simplificadas ao máximo, mesmo que a simplificação não resista a 10 gramas de pressão contrária. Sair da simplificação obriga a pensar, a pesquisar, a buscar e processar mais informações…

    Mais acima, o Chester postou um texto em que o autor, canhestramente, se referiu várias vezes ao fascismo (que ele acabou misturando com anarquismo, capitalismo e socialismo, tudo num só pacote).

    Sabes qual um dos elementos essenciais do fascismo?

    É uma massa de indivíduos politicamente ativa, porém intelectualmente preguiçosa, que renunciou à capacidade de questionar — do ponto de vista técnico, moral, filosófico, etc. — as próprias convicções. Uma massa de indivíduos disposta participar ativamente do processo político, apenas seguindo acriticamente suas lideranças. Sem essa massa, o fascismo simplesmente não existe.

    Sabes como esse tipo de gente se manifesta na internet? Copiando e colando ou repetindo acriticamente palavras de ordem e lugares comuns que seus líderes elaboram.

    Fazer isso na internet, equivale a berrar essas mesmas coisas nos comícios políticos.

    E fazer isso não caracteriza ninguém como “direita” ou “esquerda”. Caracteriza como fascista (como se sabe hoje, o fascismo existe nos dois extremos do espectro político).

    Ah, sim: “sociopata” é um termo que eu uso pra sacanear com o Chester, não contigo. Ele é médico, e sabe que isso é uma provocação. E sabe por que eu estou provocando. Por isso mesmo, ele nunca mordeu a isca… (Mas eu não desisto: um dia, ele e meu anzol ainda hão de se encontrar…).

  97. Chesterton said

    Andou lendo alguma coisa que presta, hein Elias. Finalmente.

  98. Elias said

    Chester,
    Além de sociopata, idiota…

    No que eu disse acima, não há nada que eu já não tenha dito há anos.

    Tu é que nunca leste nada que preste.

    E mesmo quando lês o que não presta, não entendes…

  99. Elias said

    E, Chester,
    Presta atenção, que tem um parágrafo onde eu te chamo de fascista.

    O que é a natureza humana… Um sociopata fascista e um completo idiota político.

  100. Elias said

    “Assim, me incomoda quando falamos sobre igualdade de oportunidades, isso não existe, e nem vai existir. ” (Guatambu)

    E aí está algo com o qual concordamos.

    Mas acho que a questão não é essa. A questão, pra mim, é para onde isso nos leva.

    Entendo que o princípio norteador da organização social deve ser o da equidade, e não é o da igualdade. Equidade, é a maneira desigual de se tratar as pessoas, na medida em que as pessoas sejam desiguais entre si.

    É isso que está subjacente às medidas especiais de proteção do trabalho da mulher e do menor aprendiz, p.ex., presentes na legislação trabalhistas, nas NBRs sobre saúde ocupacional, etc.

    Se as disposições legais e normativas fossem exatamente iguais para homens adultos, mulheres e menores aprendizes, essas disposições estariam, na realidade, favorecendo indevidamente os homens adultos, em desfavor das mulheres e dos menores aprendizes, por não levar em conta as características específicas de cada um desses três grupos. Por ser iguais, as tais disposições seriam injustas.

    Na sociedade brasileira, existem parcelas imensas da população socialmente fragilizadas, em decorrência de circunstâncias históricas, geopolíticas e o diabo a quatro.

    Deve ser POLÍTICA DE ESTADO (e não apenas política de governo), conferir tratamento especial a essas parcelas fragilizadas, auxiliando-as a que superem sua condição atual, e ascendam socialmente (ou seja, em termos econômicos, culturais, políticos, etc.). É o que agora se tornou moda chamar de “política de inclusão social”, ou “inclusiva”, ou sei lá o quê…

    Existem porrilhões de estudos demonstrando que, na escala humana, as camadas mais próximas à base da pirâmide social tendem a ascender. O que varia é a velocidade e a intensidade dessas ascensão, de uma sociedade para outra. A ascensão acaba ocorrendo, mais cedo ou mais tarde, mais ou menos intensamente.

    Nas sociedades politicamente mais amadurecidas, o Estado exerceu um papel importantíssimo como facilitador e acelerador dessa ascensão. Nas sociedades politicamente imaturas, isso não tem ocorrido. Pelo menos, nem sempre. Não raramente, o Estado não só não ajuda, como atrapalha.

    Mas isso não é uma praga bíblica, nem algo historicamente determinado. É um grosseiro equívoco — produto de uma simplificação extrema, típica de quem quer manejar rebanho — demonizar o Estado como o causador das mazelas de uma determinada sociedade. Assim é equívoco também grosseiro o reverso dessa moeda, ou seja, demonizar a iniciativa privada como o fator causal das mesmas mazelas.

    É só ampliar o olhar, pra perceber o quanto essas simplificações são equivocadas. Não raro, deliberadamente equivocadas, porque produzidas com propósitos políticos facilmente identificáveis. Temos, no mundo, Estados que intervêm no domínio econômico e, não obstante, não são corruptos. Assim como temos empresas prósperas que se conduzem em observância a rígidos princípios morais e éticos.

    Interessante que tenhas mencionado há pouco o Warren Buffett, que é famoso em todo o planeta, por exercitar uma ética negocial modelar.Ele foi um dos grandes investidores que não se sujou na bandalheira generalizada que campeou no mercado financeiro norte-americano, deflagrando a mega crise cujos efeitos estão aí até hoje… Quando sondado pra entrar no lance do BOA (que deu no que deu…), Warren Buffett nem se dignou a responder. Nem pra dizer não.

    Outro exemplo? O da subsidiária mínero-metalúrgica da Mendes Júnior.

    Um grupo americano participou de todo o processo preliminar pra fazer a pesquisa, cubar a mega-jazida, obter o direito de lavra, planejar a estrutura de beneficiamento, etc. Na hora de formalizar a associação, ao saber que a Mendes Júnior integralizaria a sua (dela) participação societária com recursos de seu próprio imposto de renda, direcionados para o projeto por meio do FINAM, o grupo norte-americano se retirou da parceria. Ele declarou que considerava esses recursos “dinheiro podre”, e que, se ele se mantivesse na associação, estaria sendo desonesto para com seus (dele) acionistas, que estavam casando dinheiro de verdade no projeto. Ao fazer isso, baseado em razões éticas, esse grupo desistiu de um negócio super lucrativo, como hoje se vê (há alguns anos Murilo Mendes resolveu vender sua participação, por várias centenas de milhões de dólares). E, vê bem: não estava em causa o “artigo dezessete e meio” do FINAM. Estava em causa um procedimento absolutamente legal no Brasil (mas não nos EUA), que o grupo americano reputou imoral — com justa razão, diga-se de passagem. Concebido, gestado e parido no regime militar, o tal procedimento só foi abolido bem recentemente, quando finalmente veio a público as finalidades a que ele ele servia (o “artigo dezessete e meio” era a sacanagem dentro da sacanagem…).

    É um procedimento fácil (e desonesto), acusar o Estado brasileiro, o político brasileiro, o funcionário público brasileiro, etc., como culpados das mazelas de nosso país, como se esses agentes fossem seres de outro planeta. Como se não fossem, eles próprios, produtos do meio que os criou e que os mantêm onde e como estão.

    Negatowaky, meu caro! O Estado brasileiro é uma criatura da sociedade brasileira. Os políticos brasileiros exercem o poder político porque foram eleitos para esse fim pelos cidadãos brasileiros. O funcionário público brasileiro é parte e parcela da sociedade brasileira. A empresa privada brasileira que se beneficia ilegalmente das malfeitorias com dinheiro público também não foi criada nem é administrada por marcianos…

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