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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Lula: entrevista para Kennedy Alencar no SBT

Posted by Pax em 06/11/2015

Tirem suas próprias conclusões.

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90 Respostas to “Lula: entrevista para Kennedy Alencar no SBT”

  1. Pax said

    Um pequeno contraponto ‘as declarações do ex-presidente que poderia ter almejado tudo e agora …

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pacto-com-cunha-e-renan-poupa-lula–seu-filho-e-aliados-em-cpis,10000001291

  2. Chesterton said

    Kennedy Alencar e seu irmão estão enrrolados com a receita.

  3. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/tesoureiro-de-dilma-repassou-r-16-milhoes-a-grafica-fantasma-registrada-em-nome-do-irmao-de-kennedy-alencar/

  4. Chesterton said

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/11/05/policia-prende-terceiro-suspeito-pela-morte-de-universitaria-em-mg.htm

    chest- uma barbaridade praticada por 2 viadinhos

  5. Chesterton said

    Ou talvez o Kennedy não seja sócio da tal gráfica……hummmmm, não sei. Mas é difícil acreditar.

  6. Guatambu said

    Elias,

    Continuando nossa conversa de lá pra cá.

    Eu resolvi mudar o ponto de discussão porque eu não tenho conhecimento pra debater finanças públicas contigo. Poderia me debruçar sobre os números e verificar com os meus próprios olhos onde está o ralo das contas do governo. Vc diz que o gasto com funcionários públicos são 10% do orçamento da União, tudo bem. Qual é a linha de despesa, ou de custo que temos que cortar então? Há alguns posts vc disse que a linha de custos/despesas que temos que cortar não serão cortadas pq a constituição não deixa.

    Eu associei ao funcionalismo público. Não é isso? Bom… O que é então?

  7. Guatambu said

    Elias,

    Continuando o tema sobre mais ou menos estado e equidade. Eu concordo com equidade, mas não concordo com o Estado interferindo demais no processo.

    Democracia implica que mudanças sociais sejam assimiladas pela sociedade à medida que a maior parcela da sociedade aceite essas mudanças. Infelizmente todos nós temos preconceitos que somados uns aos dos outros resultam em barreiras sociais a determinadas mudanças. Quando uma mudança é imposta a reação contrária a determinada mudança é forte, causando racha social, potencial violência.

    Na verdade eu sou a favor de acelerar o processo de assimilação por conscientização.

    Trago 3 exemplos:

    1. A comunidade gay. O movimento gay sofreu mto para alcançar o apoio e a exposição que existe hoje. Eles escolheram um caminho inclusivo, não sei se propositalmente ou não. O que eles fizeram foi basicamente deixar os ambientes onde eles frequentavam abertos, convidando qualquer pessoa a conhecê-los, conviver com eles, entrar em contato, mostrar que antes da raiva, do preconceito e da discriminação vem a liberdade, e que era somente a liberdade de poder serem gays que eles sempre quiseram. Hoje ainda há mto preconceito, há mta discriminação, ainda há violência contra gays, mas em várias cidades onde fiz amigos, muitos deles gays, já muito mais tranquilos ao expor sua sexualidade, sem medo.

    2. O movimento feminista. Esse parece ter sido um movimento fechado, cuja busta por empoderamento da mulher é tão grande que mesmo esse pequeno texto que eu estou escrevendo pode me enquadrar como “mansplainer”. Ao meu ver elas não estão querendo convidar a outra parte para participar livremente e como quiserem do que elas estão fazendo, elas condicionaram a participação masculina a determinadas formas de comportamento, o que é direito delas. Mas há uma reação negativa e contrária de homens. Chamo a atenção para a liberdade, que ao mesmo tempo que pedem a elas, parecem querer cortar a dos outros.

    3. O movimento racial negro. O detalhe que destaco para este é o nível de intervenção do governo. Interessante que a reação sobre as políticas de inclusão racial sofrem resistências pontuais, mas também apresentam resultados questionáveis. Eu entrevistei negros que obtiveram sucesso pelos 2 meios: esforço próprio e governo. De modo geral os que se esforçaram gostam das politicas de cotas, mas também acreditam que isso define um padrão irreal para futuras gerações.

    Enfim, se eu pudesse escolher, optaria sempre pelo primeiro modelo, que é o que convida a todos a participarem e entender.

    Mas para isso o Estado não precisaria participar tanto.

  8. Guatambu said

    Elias,

    E sobre o Warren Buffertt, não li a biografia dele, mas estou lendo os livros recomendados por ele. Que me fizeram pensar ser um bom exemplo, pq ele foge da especulação, busca longo-prazo e sustentabilidade.

    Aqui no Brasil o que é privado e o que é público não está mais claro. E, bem, eu não sei se deveria ser claro ou não. Mas o ponto é que a maneira fomo as coisas estão sendo conduzidas parecem perpetuar o que há de pior: o patrimonialismo, o populismo, oligarquias e a lei do menor esforço.

    Votar no que existe não ajuda o modelo evoluir pra melhor. E como ficamos então?

  9. Elias said

    Guatambu,
    Chegaste ao que me parece ser ponto central da questão.

    Até que ponto se admite a interferência do Estado? E mesmo a interferência admitida, de que modo deve ser exercida?

    Um dos piores vícios da esquerda brasileira, a meu pensar, é o de usar (ou tentar usar) o Estado pra substituir a sociedade. O resultado disso é: ineficiência, ineficácia, inefetividade e… Roubalheira! Muita roubalheira.

    Não sou sociólogo, nem advogado nem economista. Sou contador. Minha tendência natural é analisar os fatos a partir da ótica com a qual tenho mais familiaridade.

    É por esse enfoque que analiso a política de inclusão social posta em prática de 2002 pra cá.

    Observa só o que foram os gastos federais em dois extremos: no final de 2000, com FHC, e em 2012, dez anos depois da chegada do PT ao poder:

    Em 2000:
    Dívida Pública: 62%

    Pessoal e Encargos: 9%
    Outras Despesas Correntes: 25%

    Investimentos e Inversões Financeiras: 4%

    Em 2012:
    Dívida Pública: 41%

    Pessoal e Encargos: 11% (Em 2014, esse gasto já havia caído para 10,2% da despesa)
    Outras Despesas Correntes: 41%

    Investimentos e Inversões Financeiras: 7%

    Ao contrário do que a propaganda adversa matraqueia sem parar, a gestão orçamentária durante esses 10 anos foi muito mais equilibrada e responsável do que a antecessora.

    Nos tempos do FHC, a maior parte do orçamento federal era destinada ao pagamento da dívida (em média, 6% para juros e serviços e 56% para amortização do principal).

    Ao longo da gestão petista o endividamento — e, portanto, seus custo — foi caindo progressivamente. O menor comprometimento do orçamento com a dívida, liberou mais recursos para a despesa pública propriamente dita.

    O que a oposição chama de “gastança” só passou a ter mais visibilidade na gestão petista, porque esta reduziu substancialmente o gasto com o endividamento, que, até o final do governo FHC, sugava a maior parte dos recursos disponíveis (isto implicando uma necessidade muito maior de superávit primário, sob pena de insolvência).

    Vale dizer: a gestão petista passou a dispor de mais recursos utilizáveis para a despesa pública estrito senso.

    Esse o lado positivo da gestão petista.

    E o lado negativo? A meu pensar, está escancarado na mesma demonstração acima. Dispondo de mais recursos para direcionar à despesa pública propriamente dita, o que fez a gestão petista? Aplicou pesado em Outras Despesas Correntes (ODC).

    As ODCs abrigam as transferências de renda a pessoas. Os gastos com programas assistenciais, que aliviaram a barra da vida pra milhões de pessoas, e renderam outros tantos milhões de votos em sucessivas eleições presidenciais.

    Distribuição de peixe à fartura.

    Problema 1: Esmola é um belo gesto, quando envolve o dinheiro de quem dá a esmola. Agora, dar esmola com dinheiro alheio… Já nem tanto. E governo nenhum tem um centavo pra dar a alguém, que não tenha tirado de outrem.

    Problema 2: Esmola quebra um galho, mas jamais fará do mendigo um cidadão.

    Foi o caminho que o PT preferiu. E nele está o céu e o inferno. Enquanto houve dinheiro pra distribuir esmolas, não faltou apoio. Agora que a fonte secou, o ambiente celestial foi substituído por uma grelha infernal…

    Nos dez anos de PT investimentos e inversões financeiras quase duplicaram em relação aos tempos de FHC. Mas isso representa uma subida de apenas 3 pontos percentuais (de 4% para 7% dos gastos), contra a quicada federal de nada menos que 16 pontos percentuais, ou seja 5,3 vezes a elevação em investimentos e inversões.

    A diferença? Bem a diferença é que a elevação de gastos em investimentos e inversões repercutiria na geração de emprego. Em vez de dar o peixe, o governo daria a vara de pescar, o anzol e a linha.

    A esmola não faz do mendigo um cidadão. O trabalho faz.

    É a partir dessa abordagem que eu construo minha opinião política, antipática e solitária, porque diverge tanto da oposição de direita quanto do pessoal que, por ser de esquerda, acha que tem a obrigação de aplaudir qualquer coisa que o governo faça.

    Enfim, tô nessa de desafinar os dois coros: o dos contentes e o dos descontentes.

    Mas eu prefiro assim.

  10. Elias said

    Nada a ver, mas…

    Do “El País”:

    ==============================
    O ministro ultradireitista da Agricultura de Israel, Uri Ariel, propôs a “deportação” dos gatos que vivem nas ruas do país, em troca da suspensão do programa do governo que prevê a castração desses animais, o que, segundo o ministro, violaria o princípio de “crescei e multiplicai-vos”.

    ……………………………..

    “Sob nenhuma hipótese vou solicitar um passaporte estrangeiro para meu Pitzkeleh”, ironizou no Twitter a ex-ministra Tzipi Livni, junto com uma foto de seu gato frajola.

    ………………………………

    O diário “Haarez” dedicou um editorial ao tema. “Suspender o orçamento para a castração de gatos de ruas por considerações religiosas é um dos passos mais ridículos que um ministro pode dar”, afirmou o texto. “Mas o reflexo pavloviano direitista é revelador: a deportação é a única resposta a todos os problemas, seja o dos palestinos, o dos refugiados africanos ou, agora, o dos gatos.”
    ===============================

    O “Haarez” é meu jornal preferido.

    Amanhã à noite vou me por em dia com a leitura.

    A direita israelense parece demais com a brasileira (e a esquerda também, inclusive no quesito “corrupção”, que, lá como aqui, é comum de dois…). Só que, lá, a ideia fixa é a deportação. Aqui é a redução da despesa pública…

  11. Elias said

    No comentário #9.

    Onde está escrito:

    “Nos dez anos de PT investimentos e inversões financeiras quase duplicaram em relação aos tempos de FHC. Mas isso representa uma subida de apenas 3 pontos percentuais (de 4% para 7% dos gastos), contra a quicada federal de nada menos que 16 pontos percentuais, ou seja 5,3 vezes a elevação em investimentos e inversões.”

    Leia-se:

    “Nos dez anos de PT investimentos e inversões financeiras quase duplicaram em relação aos tempos de FHC. Mas isso representa uma subida de apenas 3 pontos percentuais (de 4% para 7% dos gastos), contra a quicada federal EM OUTRAS DESPESAS CORRENTES – ODC, de nada menos que 16 pontos percentuais, ou seja 5,3 vezes a elevação em investimentos e inversões.”

  12. Chesterton said

    Um dos piores vícios da esquerda brasileira, a meu pensar, é o de usar (ou tentar usar) o Estado pra substituir a sociedade. O resultado disso é: ineficiência, ineficácia, inefetividade e… Roubalheira! Muita roubalheira.

    chest- caramba, Elias, estou surpreso. Outro dia você defendia que praticava isto.

  13. Chesterton said

    A esmola não faz do mendigo um cidadão. O trabalho faz.

    chest- para tudo, chamem a polícia! Este não é Elias, sequestraram o Elias!

  14. Chesterton said

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/11/1702956-ambev-fecha-fabrica-no-rio-grande-do-norte-e-demite-300-funcionarios.shtml

    chest- aumentaram os impostos. Sabe pra quanto foi essa arrecadação? ZERO!

  15. Chesterton said

  16. Chesterton said

    empresa publica brasileira,….

  17. Chesterton said

    Sérgio Besserman Vianna, O Globo
    João Saldanha costumava dizer que o futebol é um reflexo da sociedade. Sendo assim, vamos analisar a assombração dos 7 x 1.
    Segundo estudo da consultoria Tendências, dos 3,3 milhões de famílias que ascenderam à classe C entre 2006 e 2012, 3,1 milhões retrocederão durante os anos de crise. A política social fundada quase exclusivamente sobre transferências de renda, algo muito estranho em um governo com pretensões a ser de esquerda, pouco transformou na desigual e hierárquica sociedade brasileira. 1 x 0.
    Desde 1991, as despesas dos governos crescem mais do que o PIB. Quando foi proposta a sugestão que José havia interpretado no sonho do faraó, no Antigo Testamento, ou seja, economizar nos períodos de vacas gordas para o período de vacas magras, a atual titular da Presidência da República matou a proposta, tachando-a de rudimentar. 2 x 0.
    Com a grande recessão de 2008 ainda em curso, o governo reagiu, com intenções inegavelmente eleitorais, como se ainda vivêssemos na Crise de 1929, 86 anos atrás, com políticas “keynesianas” extremamente equivocadas sob dois aspectos: primeiro, focadas no consumo.
    Segundo, desconsiderando que, diferentemente da década de 30 do século passado, a economia global não se desintegrou, de modo que qualquer tentativa nacional de escapar à disciplina fiscal dos mercados mundiais seria sempre penalizada para não abrir um precedente perigoso. Tivemos uma tragédia grega contemporânea para deixar esse ponto bem claro. 3 x 0.
    O Brasil, que já foi admirado por sua política externa profissional, se envolveu em transações estranhas com ditadores mundo afora, isolou-se das principais negociações comerciais globais e, negando sua vocação de diversidade e pluralidade, acovardou-se frente às questões relativas aos direitos humanos. Submeteu a política externa ao personalismo do presidente Lula e paga hoje um preço elevado em reputação e posição comercial por isso. 4 x 0.
    Meritocracia, aumento de produtividade, competitividade, redução do custo Brasil viraram “neoliberalismo”. Consequências: um mexicano vale por dois brasileiros em produtividade e o país se desindustrializou severamente. 5 x 0.
    Em um mundo cuja agenda de médio prazo é definida pela transição para economias de baixo carbono, o Brasil, embora excepcionalmente posicionado para maximizar fontes renováveis de energia, deixou-se embriagar pelo pré sal. 6 x 0.
    O presidencialismo de coalizão tornou-se de cooptação e, na crise, ficou disfuncional. Com a péssima “aula” dada pelos políticos no palco, os padrões éticos da sociedade decaíram. A permanência do atual presidente da Câmara no cargo, mesmo sem culpabilidade provada, é uma demonstração do fato. 7 x 0.
    As instituições ainda funcionam. 7 x 1. Se bem que dizem que, se sacudirem os cabelos do David Luiz ou da Lava-Jato, tem mais gol contra nós escondido.
    Sérgio Besserman Vianna é economista

  18. Chesterton said

    Atraso ideológico
    08/11/2015 02h00
    F Gullar

    A maneira mais fácil e também mais desonesta de contestar opiniões que divergem das nossas é tentar desacreditá-las. Tal procedimento, além de torpe, é prejudicial à elucidação de questões que muitas vezes envolvem interesses fundamentais. Isso ocorre frequentemente quando estão em jogo problemas políticos e ideológicos, o que dificulta o entendimento de problemas vitais para o país.

    Faço essas considerações porque acredito que uma das funções do jornalismo é informar e contribuir para o esclarecimento das questões de interesse público.

    Eu, que militei no Partido Comunista Brasileiro, convencido de que o marxismo era o caminho para a construção de uma sociedade fraterna e justa, deixei de acreditar nisso em consequência das experiências que vivi e do próprio fracasso daquele projeto revolucionário em nível nacional e internacional.

    Já tive oportunidade de manifestar minha opinião sobre esse fato, mas, qualquer que seja o diagnóstico, a verdade é que o grande sonho da sociedade proletária se desfez definitivamente. Há, porém, os que não desistem de suas convicções e há também os que se aproveitam da boa-fé das pessoas para substituir o sonho socialista pelo que intitulo de “populismo de esquerda”, que se constata hoje em alguns países da América Latina, como Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador e Brasil.

    Em cada um desses países, o tal populismo assume uma forma específica, mas em todos eles o discurso ideológico substitui a luta da classe operária contra a burguesia pela luta dos pobres contra os ricos, que Lula apelidou de “elite branca”.

    Esse populismo se caracteriza, de um lado, por programas assistencialistas e, de outro, por um discurso anticapitalista que, como no caso do Brasil, é só para inglês ver, uma vez que seus principais sócios são grandes empresas. A operação Lava Jato revelou à opinião pública brasileira a extensão do “conluio” montado pelo governo populista, em aliança com empresários, para saquear a Petrobras e outras empresas estatais.

    A ação desse populismo de esquerda no governo do país é a causa principal da situação caótica a que o Brasil foi arrastado nestes quase 13 anos de gestão petista. O Programa Bolsa Família, montado com objetivo eleitoral, se atenuou a carência de famílias miseráveis, em vez de resolver o problema da pobreza, estimula uma grande massa de trabalhadores a não mais trabalhar.

    Por outro lado, o programa Minha Casa, Minha Vida constrói conjuntos residenciais muitas vezes em lugares inacessíveis e de péssima qualidade (muitos deles já estão caindo aos pedaços). Também, neste caso, a troca de interesses deixa as construtoras à vontade para usarem o material mais barato e construírem de qualquer forma, já que o governo não as fiscaliza, pois são todos amigos.

    O aumento das famílias atendidas pelo Bolsa Família –calculado em mais de 30 milhões– e os gastos com o programa Minha Casa, Minha Vida podem ser a razão que levou Dilma a violar a lei de responsabilidade fiscal, tomando empréstimo de bancos públicos sem condições de ressarci-los.

    Quando Aécio Neves, na campanha eleitoral, denunciou o estado crítico das finanças do país, ela o chamou de mentiroso e garantiu que a situação das contas era ótima. Ganhou as eleições e logo começou a fazer o contrário do que afirmara. Mas o desastre dos governos petistas não se limita aos gastos demagógicos e à corrupção. Atinge a estrutura econômica do país, anulando-lhe o crescimento e provocando desemprego e inflação.

    Aliando demagogia e incompetência, os petistas deram pouca atenção aos Estados Unidos e à Europa – parceiros comerciais importantes do Brasil– e voltaram-se para o mercado sul-americano –o Mercosul. Para agravar nossa situação econômica daqui para diante, os Estados Unidos e o Japão montaram uma aliança comercial que representa 40% do comércio mundial e da qual estamos fora. E fora também estaremos de outra aliança, que incluirá os norte-americanos e os europeus.

    Nisso é que dá atraso ideológico somado a incompetência.

  19. Chesterton said

    Malabarismos mentais
    08/11/2015 02h00
    H Schwartzman

    SÃO PAULO – “Além das duas pessoas que matamos, das que ferimos, da mulher em que demos coronhadas e das pessoas que fizemos comer vidro, não machucamos ninguém.” Essa declaração de um “serial killer” americano após ser pego pela polícia é meu exemplo favorito da capacidade que o ser humano tem de torcer a linguagem e os fatos com o objetivo senão de justificar suas ações ou as de pessoas de que gosta, ao menos de torná-las mais palatáveis para si mesmo.

    Lembrei o caso do assassino honesto ao especular sobre o estado de espírito de petistas que acreditaram sinceramente que o partido seguia um padrão ético diferenciado. O que eles estarão pensando agora, diante das informações que surgem na imprensa sobre a movimentação bancária de altos dirigentes da legenda?

    Segundo a revista “Época”, a empresa de Lula, que produz basicamente palestras do ex-presidente, faturou R$ 27 milhões nos últimos quatro anos. Já a consultoria de Palocci faturou R$ 53 milhões, desde 2011, depois que ele deixou o governo devido a suspeitas envolvendo justamente a consultoria. Essas cifras vultosas se somam às embolsadas por outro grão-petista, José Dirceu, cuja consultoria lhe rendeu dividendos até quando estava na Papuda.

    É claro que ganhar muito dinheiro não é crime. Em tese, é possível que os rendimentos sejam fruto de trabalho legítimo. Só uma investigação permitiria eliminar as suspeitas. Meu ponto, porém, é outro.

    Após o mensalão, petistas tenazes diziam, ainda que à boca pequena, que o partido não havia feito nada que as outras legendas já não fizessem, com a diferença de que desta vez era por uma boa causa, não para enriquecimento pessoal. Agora, que está claro que a nata do PT ganhou bastante dinheiro, esse discurso se torna mais difícil de sustentar. Fico só imaginando qual vai ser a próxima torção verbal capaz de acomodar as novas dissonâncias cognitivas.

  20. Elias said

    “Um dos piores vícios da esquerda brasileira, a meu pensar, é o de usar (ou tentar usar) o Estado pra substituir a sociedade. O resultado disso é: ineficiência, ineficácia, inefetividade e… Roubalheira! Muita roubalheira. (Elias)

    “chest- caramba, Elias, estou surpreso. Outro dia você defendia que praticava isto.”

    Não é o que eu digo?

    Sociopata! E como todo sociopata, um mentiroso patológico….

  21. Elias said

    O mercado financeiro mais uma vez atualizou suas projeções.

    Agora, ele já dá como certo o alcance da meta inflacionária da Dilma, em 2015: 10% (como o mercado financeiro detesta números redondos, divulgou a taxa de 9,99% emulando etiqueta de preço de bazar turco: “Apenas R$ 289,99”).

    Dilma acabou ficando um pouco abaixo dos 12% do FHC, mas ele que se cuide… Dilma vai fazer o possível pra tirar a diferença no PIB negativo e na taxa de desemprego…

    O mercado financeiro estima um PIB negativo de pouco mais que 3%. Dilma parece não querer nada menos que -3,5%.

    Quanto ao desemprego, ela não deixa por menos: qualquer coisa menor que dois dígitos será considerada fracasso.

  22. Elias said

    O Financial Times acredita que é remota a possibilidade de cassação da Dilma.

    Para o FT, se Dilma fosse cassada, ela seria substituída por outro político medíocre, que apenas tentaria fazer o que ela já está fazendo.

    Algo assim como: “Merda por merda, fiquemos com a que já está aí…”.

    Quem quiser entender o que isso significa, precisa responder as seguintes perguntas: (i) a opinião de quem o Financial Times representa?; (ii) qual a participação dos bancos no financiamento da campanha do Aécio?.

    Depois,é só juntar “da” com “do”…

    Feito isso, será fácil entender por que o grito do FHC foi, subitamente, transformado num sussurro…

    Tá todo mundo com os sete buracos da cabeça focados no tilintar das caixas registradoras de 2016 e 2018.

  23. Pedro said

    Mas isto não é uma entrevista.

    Pode ser um troca de favores entre compadres.

    Pode ser jogo de volei, um levanta outro corta,

    Ou sei lá mais o que……..

    Entrevista não é.

  24. Pedro said

    Começou:

    http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2015/11/caminhoneiros-iniciam-bloqueios-nas-rodovias-de-santa-catarina-4897934.html

    Vamos ver o que vai dar…….

  25. Guatambu said

    Elias,

    Acho que estamos de acordo. Incrível.

    Eu apenas estenderia o que vc disse em relação às esmolas: elas não foram dadas somente à população, mas ao empresariado também.

    O PT está sofrendo com o resultado da falta de dinheiro para ambas as “populações”.

    Nesse sentido, volto ao ponto, e que eu tendo a concordar contigo:

    “Até que ponto se admite a interferência do Estado? E mesmo a interferência admitida, de que modo deve ser exercida?

    Um dos piores vícios da esquerda brasileira, a meu pensar, é o de usar (ou tentar usar) o Estado pra substituir a sociedade. O resultado disso é: ineficiência, ineficácia, inefetividade e… Roubalheira! Muita roubalheira.” (Elias)

    O Estado brasileiro está sendo usado para substituir a sociedade… tão simples quanto, e que se deriva para muitas coisas.

    Eu gostaria de zerar o Estado? Não sou louco para afirmar algo assim.

    Mas acredito que o Estado deva “tirar o pé” de muita coisa.

  26. Elias said

    “Eu, que militei no Partido Comunista Brasileiro, convencido de que o marxismo era o caminho para a construção de uma sociedade fraterna e justa, deixei de acreditar nisso em consequência das experiências que vivi e do próprio fracasso daquele projeto revolucionário em nível nacional e internacional.” (Ferreira Gullar)

    É… Pode ser!

    Mas acho que pesou, também, o fato de que micharam as sinecurasinhas que baixavam por gravidade até o bolso do poeta Gullar, assim como aquelas viagensinhas maneiras ao presídio da família Castro, e, principalmente, as viagens à Europa, com tudo pago pelos PCs.

    Enquanto isso durou, também durou a fidelidade do poeta Gullar ao credo leninista, mesmo com os irmãos Castro matando oposicionistas por atacado… Né mesmo?

    O Bussunda tinha uma fórmula infalível pra acabar com a Convergência Socialista. Pra alcançar esse objetivo, Bussunda recomendava aos pais dos convergentes: “Corta a mesada desse filho da puta!”

    Foi só michar o ouro de Moscou pra ratarada abandonar o velho navio do PCBão… E se apressar em infestar outros porões.

  27. Elias said

    Guatambu,

    O problema é que a iniciativa privada brasileira tem muito de privada e quase nada de iniciativa.

    Sem o investimento estatal, a economia brasileira escoa pelo ralo, rapidinho.

    Sem o investimento estatal, o desemprego despingola. E a inflação também.

    Quem, sinceramente, duvidava disso, e, agora, faz uma avaliação sincera do ambiente, duvido que ainda tenha dúvida…

    Daí a minha divergência com a gestão petista: aumentou 16 pontos percentuais em “Outras Despesas Correntes”, contra 3 pontos percentuais em investimentos e inversões (na realidade, em investimentos foram apenas 2 pontos percentuais: passou de 2% para 4% da despesa total).

    Isso acabou limitando o mercado interno, e elevando brutalmente a dependência em relação ao mercado externo. Quando os importadores entraram em crise, as exportações brasileiras entraram em parafuso, puxando tudo pra dentro do redemoinho (nisto incluída a arrecadação de impostos).

    Num raciocínio bem objetivo: qualquer economia, de qualquer parte do mundo, em qualquer época, só tem duas alternativas de mercado: o mercado externo e o mercado interno.

    Se as vendas ao mercado externo despencam, seja por que motivo for, a principal alternativa imediata é compensar isso, no todo ou tanto quanto possível, com o aumento das vendas ao mercado interno.

    Pra ter venda ao mercado interno, é necessário que haja consumidor interno.

    E ninguém aumenta consumo aumentando desemprego.

  28. Pedro said

    Aqui, uma boa entrevista:

    A entrevista de Gloria Alvarez, uma mulher da Guatemala, abala os conceitos e práticas da política atual na América Latina. Bonita, inteligente, despachada e guerreira ela é um tipo a ser observado de perto. Mostra a falência da discussão entre a direita e a esquerda no mundo das novas tecnologias e das redes sociais. Uma libertária no ar.

  29. Elias said

    “Qual é a linha de despesa, ou de custo que temos que cortar então? Há alguns posts vc disse que a linha de custos/despesas que temos que cortar não serão cortadas pq a constituição não deixa.” (Guatambu)

    Pra mim, seria em Outras Despesas Correntes, as famigeradas ODCs. Elas concentram quase todo o chamado “gasto discricionário”, ou seja, aquele que o governo faz quando e quanto quer. (Fora dos “gastos discricionários” não tem saída: tá tudo amarradinho pela C.F., leis, etc.).

    Mas duvido que o governo corte isso. Esse é o gasto que rende voto…

    Foi aí que o PT enterrou o que economizou com a redução da despesa da dívida. Foi o que o FHC tentou tentou fazer e não conseguiu, porque não conseguiu desbastar a dívida (durante a gestão dele, FHC torrava mais de 60% do orçamento em amortização e serviço da dívida).

    Por outro lado, defendo o aumento do gasto público em investimento: infraestrutura. Estradas, portos, ferrovias, energia, habitação… Isso aumenta a produção e gera emprego, aumentando a capacidade de consumo interno.

    O país deve fazer com que o aumento da produção seja direcionado no sentido do aumento da renda da população de renda média e baixa, porque esse pessoal transforma renda em consumo, e isso faz girar a roda da fortuna.

    A parcela da população de renda alta não tem por que receber estímulos estatais, porque ela é quantitativamente insignificante e já vive no limite superior do seu potencial de consumo. Quando se aumenta a renda desse pessoal, o aumento da renda tende a ser entesourado.Sai do circuito produtivo.

    Estimular isso é fazer furo dentro d´água. Esse pessoal só deve ter aumento de renda se decorrente do aumento do lucro, proporcionado pelo aumento do consumo.

    Isso tem um custo? Tem! Um incremento no investimento adicionaria, no mínimo, uns 5 pontos percentuais à inflação brasileira.

    Mas… E daí? A inflação não aumentou 5 pontos percentuais, de qualquer maneira?

    Melhor pagar o preço de 5 pontos percentuais de inflação enriquecendo o país, do que pagar o mesmo preço — ou mais! — empobrecendo.

  30. Guatambu said

    Pedro,

    Eu vi a entrevista com a Gloria Alvarez e achei tudo mto bonito! =D

  31. Guatambu said

    Elias,

    Mas tudo o que envolve gasto público traz consigo corrupção… comofaz?

  32. Guatambu said

    Elias,

    E se os investimentos em infraestrutura fossem acompanhados de maior abertura de mercado, por exemplo, liberando a entrada de petróleo externo barato no Brasil?

    Talvez a inflação não subisse os 5 pontos percentuais que vc prevê.

  33. Chesterton said

    http://www.joselitomuller.com/dilma-diz-que-queda-do-muro-de-berlim-foi-vandalismo-e-oferece-dinheiro-do-bndes-para-reconstrucao/

  34. Chesterton said

    Ta na hora do Boi ir em cana…

    http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/diretor-da-odebrecht-combinava-respostas-com-assessor-de-lula/ar-CC6GPf?li=AAaB4xI&ocid=iehp

  35. Guatambu said

    O governo não tá se ajudando, né?

    O governo não consegue mandar uma mensagem de consistência econômica para o mercado… vai rolar essa flutuação.

    Com a perspectiva de alta da taxa de juros norte americana isso se agrava.

    Bom para o especulador.

  36. Chesterton said

    Illuminati
    11/11/2015 02h00

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2015/11/1704693-illuminati.shtml

    Em minha coluna anterior desmenti um mito comum do que se passa por análise econômica em certos círculos, a saber, que o principal fator impulsionando a piora das contas públicas no país seria a taxa de juros. Como mostrei, uma vez que se considere que o fator relevante para o aumento da dívida relativamente ao PIB é a taxa real de juros (isto é, a taxa de juros deduzida a inflação), não há como concluir que o desarranjo extraordinário das contas do governo resulte dessa variável.

    A verdade é que a inflação, que atingiu quase 10% nos 12 meses até outubro, contribui para reduzir o valor da dívida. “Desenvolvimentistas” podem se esquecer disso, mas não as pessoas que têm sua poupança corroída por ela.

    Parte da inflação decorre do ajuste dos preços administrados, concentrado agora por força dos desequilíbrios que sua contenção causou nos últimos anos, seja sobre as finanças da Petrobras, seja sobre o setor elétrico, para mencionar apenas os efeitos mais notórios dessa política irresponsável.

    Ainda assim, fica claro que o processo inflacionário está longe de se esgotar nos preços administrados. Mesmo se ignorássemos seu efeito, como defendem alguns, a inflação dos chamados “preços livres” ainda seria 7,7%. Caso desconsiderássemos, além dos administrados, também os preços de alimentos, a inflação alcançaria acima de 7% em 12 meses, batendo inclusive o limite superior para a meta de inflação (6,5%).

    Trata-se, portanto, de um problema sério. Embora possa “ajudar” no sentido de reduzir a dívida relativamente ao PIB, duvido que a população —que sente literalmente na carne o efeito da alta persistente e generalizada dos preços— ache que a inflação nos níveis atuais seja algo além de um flagelo, principalmente sua camada mais pobre.

    Nesse aspecto seria curioso, não fosse imoral, o particular desprezo que os economistas ditos “progressistas” dedicam à questão. Não se vê, em nenhuma de suas propostas, nada concreto para lidar com a carestia (exceto se considerarmos seu apoio à política econômica anterior, incluindo sua desastrada tentativa de controle direto dos preços).

    Isso parece decorrência do “diagnóstico” dos keynesianos de quermesse acerca das causas da inflação, que atribuem à desvalorização do real diante do dólar, sem, é claro, oferecer nenhuma evidência mais sólida que ampare essa crença.

    Ao contrário, a maioria dos que se aventuraram pelo caminho de tentar medir o efeito do dólar sobre os preços domésticos acaba por concluir que são relativamente modestos: a maior parte encontra um efeito da ordem de 0,5% nos preços domésticos para cada 10% de desvalorização da moeda, insuficiente para explicar até mesmo o comportamento dos “preços livres”.

    Isso é ainda mais visível quando se nota que, há muitos anos, a inflação brasileira se caracteriza pela elevada inflação de serviços, justamente aqueles para quem os efeitos do dólar são geralmente muito baixos.

    Conclui-se disso que, além do diagnóstico equivocado sobre a piora fiscal, os autodenominados “progressistas” não têm muito a dizer também sobre o controle da inflação.

    Ainda assim, apesar do estrago que suas políticas causaram nos últimos anos, se acham iluminados, únicos na posse de verdades reveladas acerca da economia nacional.

  37. Chesterton said

    para brasileiro deixar de ser burro…

    http://www.osul.com.br/uruguai-diminui-impostos-de-hoteis-e-restaurantes-para-atrair-mais-turistas-brasileiros/

  38. Chesterton said

  39. Pedro said

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/dividas-negociadas-no-carf-chegam-a-r-524-bilhoes/

    Gzuis! E a gente aqui se desdobrando pra pagar os “784” tipos de impostos e taxas que nos enfiam goela abaixo.

    :-(

  40. Pedro said

    Blogosfera fervendo.
    Correm boatos que o Googlias está em Brasília.
    Foi chamado pela presidenta.
    Deve assumir o lugar do Levy.

  41. Pedro said

    São Paulo dá passe livre para desempregados e ônibus não terão mais catracas até fim do governo Dilma

    A prefeitura de São Paulo decidiu oferecer passe livre no transporte público da cidade para desempregados, por um período de três meses. Após a notícia, um instituto de pesquisas fez as contas e chegou a conclusão de que, até o fim do governo Dilma, os ônibus de São Paulo não terão mais catracas.

    Diversos movimentos sociais elogiaram o prefeito Fernando Haddad e a presidente Dilma Rousseff pela conquista do passe livre para todos os habitantes da cidade de São Paulo, em um futuro breve.

    A presidente Dilma Rousseff revelou que estava prestes a fazer uma carta de renúncia, mas depois de ser informada de que seu governo seria responsável pelo passe livre em São Paulo, decidiu permanecer no cargo para não perder a chance de ajudar seu povo.

    http://sensacionalista.uol.com.br/2015/11/11/sao-paulo-da-passe-livre-para-desempregados-e-onibus-nao-terao-mais-catracas-ate-fim-do-governo-dilma/

  42. Chesterton said

    Elias foi sequestrado, esse que está aí diz que pé de direita…

    http://oglobo.globo.com/mundo/eua-prendem-sobrinhos-de-maduro-por-narcotrafico-18025115?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O+Globo

  43. Chesterton said

    pé de direita= é de direita

  44. Chesterton said

    Não é infrequente atribuir boa parte das mazelas do Estado brasileiro ao patrimonialismo, que, entra século, sai século, continua a persistir como característica forte do poder público e da mentalidade dos governantes nacionais. No entanto, raras vezes o debate sobre a apropriação do Estado por uma elite burocrática versa sobre as reais causas do problema, sem conseguir apontar soluções consistentes e viáveis.
    Diante desse cenário, o livro Patrimonialismo Brasileiro em Foco (Vide Editorial, 2015), de Antonio Paim, com a colaboração de Antonio Roberto Batista, Paulo Kramer e Ricardo Vélez Rodríguez, pode contribuir significativamente para o debate do tema. O propósito do texto é claro: “urge (…) disciplinar a discussão do problema, sem o que não lograremos maiores êxitos nessa batalha. Defrontam-nos com uma longa e arraigada tradição que não será ultrapassada de modo fácil e seguro”.
    Os autores tipificam o patrimonialismo como “o encastelamento em determinados núcleos do aparelho burocrático estatal de indivíduos que se valiam da circunstância para se locupletarem e, por que não dizê-lo, cuidar do próprio enriquecimento”. Eles querem “averiguar as possibilidades de outras estratégias”, tendo em vista que a privatização – tanto no Brasil, promovida nos anos 1990, como em outros países – não teve êxito em reduzir o poder econômico do Estado. E o que é mais grave: o retrocesso ocorrido nos últimos anos, com o fortalecimento do patrimonialismo durante os governos Lula e Dilma Rousseff.
    A análise oferecida no livro desvela uma realidade habitualmente pouco notada: o patrimonialismo não faz distinções sociais. A dependência do Estado afeta pobres e ricos. Tanto os que recebem o Bolsa Família como os que recebem favores de uma eletiva desoneração tributária são dependentes do Estado e manipulados por ele. Naturalmente, as situações econômicas e sociais são muito díspares, mas a relação política com o poder público tem as mesmas cores – é uma relação de dominação, mantida pela oferta de ganhos de curto prazo.
    O patrimonialismo produz uma inversão do papel do Estado. Ao invés de promover a autonomia individual e coletiva, o Estado busca manter todos subservientes aos seus interesses. Nesse sentido, o olhar sobre a eficácia das políticas públicas – tanto as assistenciais quanto as de desenvolvimento da indústria, por exemplo – deve ser o de “quantos saem” delas, e não apenas “quantos estão” nelas incluídos. O número de beneficiados pouco indica a qualidade e a legitimidade do investimento feito nessas políticas públicas.
    Vê-se aí a tensão entre o curto e o longo prazo. Os benefícios obtidos no presente podem ser grilhões que impeçam um futuro qualitativamente superior. Mantém-se assim a dependência da sociedade ante o Estado, seja pela precariedade da situação social das famílias que recebem a bolsa assistencial do governo, seja pela falta de competitividade da indústria brasileira. Todos ficam à mercê das benesses do poder público, distribuídas não por critérios republicanos, mas como resultado de escolhas político-partidárias, que apenas fortalecem os ocupantes da burocracia estatal.
    Aqui talvez esteja a falta mais grave dos governos petistas: desperdiçaram os anos de bonança da economia brasileira, que deveriam ser usados para a promoção de uma real independência dos indivíduos, no sentido de construção e fortalecimento de uma situação social e econômica de autonomia. O que se viu foi exatamente o oposto – a manutenção da situação de dependência, seja entre os favorecidos pelos programas sociais, seja entre os agraciados com as desonerações tributárias. A burocracia estatal saiu mais forte, a sociedade – cada indivíduo – saiu mais fraca.
    Como alerta Antonio Paim, o agravamento da dependência estatal foi também resultado das equivocadas mudanças nos marcos regulatórios de importantes setores da economia. Um dos casos citados é o do petróleo. Em 2010 abandonou-se o sistema de concessão pelo sistema de partilha. Além de elevar as possibilidades de corrupção, a mudança do marco regulatório diminuiu a eficiência do setor, como se viu com a drástica redução do ritmo de crescimento da produção de petróleo. Entre 1988 e 2006 a produção praticamente dobrou, saltando de 1 milhão de barris/dia para 1,9 milhão; oito anos depois, no entanto, a produção diária era de 2,109 milhões de barris/dia.
    O livro lembra que os governos petistas, a despeito de terem delegado certas obras à iniciativa privada, mantiveram-na atrelada ao seu domínio por meio de juros subsidiados do BNDES. Não houve um efetivo avanço institucional – mudaram-se as regras, mas a lógica permaneceu a mesma. Segundo os autores, “o enfraquecimento do patrimonialismo, através de reformas econômicas – notadamente a privatização –, dar-se-á na medida em que possibilitem a emergência de forças sociais cujos interesses possam contrapor-se aos da burocracia estatal”. Não foi o que se viu nos últimos anos.
    Ao longo da análise dos casos da Rússia – se as reformas econômicas de Boris Yeltsin foram capazes de enfraquecer o Estado patrimonialista – e da Europa – com as tensões entre os diversos países relativas à configuração e ao papel da União Europeia –, transparece a constatação de que o enfraquecimento do patrimonialismo ultrapassa o tema econômico. Há profundas questões políticas e culturais envolvidas, que não são superadas de “modo fácil e seguro”.
    A atual crise brasileira pode ajudar a vislumbrar a necessária reforma do Estado. Os inegáveis méritos da Constituição de 1988, restabelecendo a democracia e garantindo direitos fundamentais, não podem enevoar a realidade de que o modelo de Estado ali proposto, além de insustentável, tem fortes veios patrimonialistas, ao colocar a sociedade como menor de idade, dependente da boa vontade do poder público. Boa coisa não é.

    artigo publicado no Estadão, advogado e jornalista Nicolau da Rocha Cavalcanti

  45. Chesterton said

    O déficit primário em 2016 será de 0,5% do PIB.

    Diz o Valor:

    “É a primeira vez na história contemporânea que um governo não consegue fechar as contas para o exercício posterior e apresenta um projeto de lei com desequilíbrio fiscal”.

    Mas é ainda pior do que isso.

    Na reunião de ontem, segundo a reportagem do jornal, Dilma Rousseff não apenas desautorizou Joaquim Levy, que defendia um corte no gasto público de 15 bilhões de reais, como insistiu em aumentar a despesa em 11 bilhões de reais, “para não perder sua base social e política de apoio”.

  46. Elias said

    “Elias. E se os investimentos em infraestrutura fossem acompanhados de maior abertura de mercado, por exemplo, liberando a entrada de petróleo externo barato no Brasil? Talvez a inflação não subisse os 5 pontos percentuais que vc prevê.” (Guatambu)

    I
    Mais aberta que a economia brasileira, só a Paulette Malhounête, quando divulga a cultura francesa nos manicômios judiciários, fazendo performance de beijo francês com internos.

    Há muito tempo a economia brasileira não só é aberta, como adora ficar de quatro…

    II
    Que tipo de petróleo externo tu achas que entra no Brasil? Petróleo caro?

    Ora, Guata… O Brasil compra petróleo externo a rodo. Aliás, uma parte do petróleo externo que entra no Brasil, é produzido pela própria Petrobras, que explora várias jazidas num porradal de países.

    O combustível no Brasil não é caro por causa — muito menos por falta — de petróleo externo. O buraco é noutro lugar. Custos internos de processamento, política tributária sobre combustíveis… Aqui em Nova Déli, onde moro, a gasolina comum está em 4 paus. O governador (que, aliás, é tucano), aumentou a tributação sobre combustível, porque precisa dramaticamente aumentar a arrecadação. A despesa de pessoal dele ultrapassou o limite prudencial da LRF (quando o “limite de prudência” é atingido, o Estado fica impossibilitado de promover concursos, entre outros mimos de rendem votos…).

  47. Elias said

    Nos tempos do Lula, as exportações brasileiras quadruplicaram.

    O Pará, que responde pelo segundo maior saldo da balança comercial do país, também tem um dos maiores rebanhos bovinos (e bubalinos) do mundo. E, aproveitando o embalo dos lulotempos, acrescentou à tradicional pauta mínero-metalúrgica e eletro-intensiva, a exportação de boi em pé. Principais compradores: a China (claro, ainda mais agora, que a classe média chinesa se apaixonou perdidamente por um bom filé…), mas também o Egito e outros países do Oriente Médio, além da velha freguesa, Venezuela (que, por sinal, paga bem e em dia…).

    Há umas semanas atrás, um navio cargueiro estava desatracando do porto de Vila do Conde, em Barcarena, a 30 Km de Belém, levando 5 mil bois vivos pra Venezuela. Algo deu errado, o navio adernou e afundou. Apenas 100 bois conseguiram chegar à margem do rio. Nada menos que 4.900 morreram. Alguns milhares ficaram boiando nas águas. Outros tantos milhares continuam apodrecendo na barriga do navio, cujos tanques também contêm centenas de metros cúbicos de óleo diesel marítimo, atém de várias outras cargas altamente poluentes.

    O terrível mau cheiro da carne podre de muitos milhares de bois mortos se espalha por vários quilômetros quadrados. Rios inteiros, igarapés e o diabo a quatro, estão com suas águas contaminadas.

    Um mega-desastre ecológico, que pode se transformar num ultra-mega-desastre ecológico, se os tanques do navio se romperem.

    Como isso aconteceu? Ao que parece, houve falha no manejo da carga, ou insuficiência de lastro, ou uma combinação das duas coisas, e até outras mais. Sei lá…

    O navio era um graneleiro, que, ao se transformar em boiadeiro, teve acrescentados vários decks, aumentando sua capacidade de carga.

    Em países onde há muita liberdade de empreender — EUA, Inglaterra, Canadá, Alemanha, etc. — esse tipo de navio-gambiarra não recebe licença pra operar.

    Mas isso não é problema para os donos da empresa: há um monte de países sem liberdade de empreender, nos quais os navios-gambiarras podem operar livremente. No caso, o navio tinha bandeira do Panamá, e navegava alegremente do Brasil para a Venezuela, ou para o Egito… Na santa paz.

    É…

  48. Elias said

    Diversão:

    I
    ====================================
    “A verdade é que a inflação, que atingiu quase 10% nos 12 meses até outubro, contribui para reduzir o valor da dívida. “Desenvolvimentistas” podem se esquecer disso, mas não as pessoas que têm sua poupança corroída por ela.”
    ====================================

    Bundão!

    E a inflação alta não repercute sobre a taxa básica de juros? E a taxa básica de juros não aumenta a dívida pública?

    Já sei: a inflação alta contribui para reduzir o valor da dívida, aumentando o valor da dívida.

    Deve ser coisa do anarco-capitalismo, que, além de socialista, é fascista e comunista….

    II
    ======================================
    “Parte da inflação decorre do ajuste dos preços administrados, concentrado agora por força dos desequilíbrios que sua contenção causou nos últimos anos, seja sobre as finanças da Petrobras, seja sobre o setor elétrico, para mencionar apenas os efeitos mais notórios dessa política irresponsável.”

    “Ainda assim, fica claro que o processo inflacionário está longe de se esgotar nos preços administrados. Mesmo se ignorássemos seu efeito, como defendem alguns, a inflação dos chamados “preços livres” ainda seria 7,7%. Caso desconsiderássemos, além dos administrados, também os preços de alimentos, a inflação alcançaria acima de 7% em 12 meses, batendo inclusive o limite superior para a meta de inflação (6,5%).”
    ======================================

    Se os preços livres são 7,7%, de uma inflação de 10%, segue-se que os tais preços livres respondem por 77% da inflação. Seriam, pois de responsabilidade dos preços administrados os 23% restantes. Algo altamente questionável, quando se considera o peso desses preços na formação da cesta… Mas, enfim…

    Tendo-se a evolução da dívida como resultado final para esse trecho da análise, como o autor explicaria que 23% de uma dada taxa inflacionária influenciem mais que os 77% da mesma taxa?

    Manipulação tipicamente direcionada a quem não sabe ou tem preguiça de pensar… E de fazer conta.

    III
    =======================================
    “Trata-se, portanto, de um problema sério.”
    =======================================

    Ah, boooomm!

    Se esse cara não dissesse isso, ninguém perceberia.

    IV
    =======================================
    “Embora possa “ajudar” no sentido de reduzir a dívida relativamente ao PIB, duvido que a população —que sente literalmente na carne o efeito da alta persistente e generalizada dos preços— ache que a inflação nos níveis atuais seja algo além de um flagelo, principalmente sua camada mais pobre.”

    “Nesse aspecto seria curioso, não fosse imoral, o particular desprezo que os economistas ditos “progressistas” dedicam à questão. Não se vê, em nenhuma de suas propostas, nada concreto para lidar com a carestia (exceto se considerarmos seu apoio à política econômica anterior, incluindo sua desastrada tentativa de controle direto dos preços).”
    =======================================

    Vigarista!

    A população brasileira tira de letra inflação de 10%, até porque são pouquíssimos os brasileiros que “sentem” exatamente a inflação tal como ela é calculada, pelo governo ou por quem quer que seja.

    O que ferra com a população, muito mais que a inflação, é o desemprego!

    Desemprego, estúpido!

    Esse sim, ferra com a camada mais pobre, que fica sem o seu meio de vida. E com a camada menos pobre, que demite porque faliu.

    “Controle direto dos preços”?

    Adondeque, doido?

    Isso só existiu nos preços administrados. E por muito favor!

    Nos preços livres, não houve controle direto. Houve renúncia fiscal, com objetivo de manter o nível de produção e emprego. A redução ou manutenção de preços foi livremente administrada pelas empresas privadas (a suspensão do IPI, p.ex., impactou nos preços dos carros).

    Isso não é “controle direto”. Isso é “política indutiva”, como é do raso saber de qualquer segundoanista de ciências contábeis, economia ou administração de empresas.

    Vou parar por aqui, porque tenho que voltar pro cabo da enxada…

  49. Chesterton said

    http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=32471538454

  50. Chesterton said

    Em delação premiada, ex-engenheiro da empresa diz que Gabrielli ordenou compra de Pasadena para saldar “compromissos políticos”

    O que há em comum entre a compra, pela Petrobras, de uma refinaria enferrujada em Pasadena, nos EUA, e um empréstimo ao PT, depois transformado em doação? Ora, o… PT!!! Que coisa impressionante! Ninguém nunca será malvado ou maledicente por desconfiar da honestidade dessa gente. Ah, sim: finalmente, José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante toda a fase da lambança, começa a ganhar um lugar na narrativa. RA

  51. Elias said

    “É a primeira vez na história contemporânea que um governo não consegue fechar as contas para o exercício posterior e apresenta um projeto de lei com desequilíbrio fiscal”.

    P.Q.P.!

    Bobinho…

    “História contemporânea”, é?

    Bundão!

    O que mais existe no mundo é proposta orçamentária que não fecha… Aí, pra não apresentar proposta de déficit, o governo “inventa” receita, ou seja, ele superestima a receita, pra ficar maior que a despesa prevista.

    Quem quiser saber quem e como faz e quem e como fez isso, é só pegar uma coleção de balanços orçamentários dos governos municipais, estaduais e federal do Brasil, nos últimos 30 anos, e comparar a coluna “Receita Prevista” e “Receita Arrecadada”. Depois, comparar as colunas “Receita Arrecadada” com “Despesa Prevista”.

    Qualquer indivíduo que saiba ler e escrever, mesmo que não entenda nada de finanças públicas, não terá dificuldade nenhuma e concluir que, na maior parte dos casos, uma projeção realista da receita não cobriria a previsão de despesa proposta.

  52. Pedro said

    Googlias, e porque o governo federal não fez isso?

    Superestimou uma receita……e bola pra frente.

  53. Pedro said

    Parece que o Pax desistiu do blog, ou do assunto.

    São tantos casos de corrupção que desanimou. =(

  54. Elias said

    Pedro,
    Tá na cara que ele fez isso! Emprenhou previsão de receita!

    O RA — que mete merda na cabeça de gente como o Chester — é que pegou o quadro do RESULTADO PRIMÁRIO, e “analisou” como se fosse o orçamento total.

    Aí vão os números REAIS do ORÇAMENTO FISCAL, segundo a LOA (Lei de Orçamento Anual) para 2016:

    RECEITA
    Receitas Correntes – Arrecadação: R$ 794.217.085.193,00
    Receitas Correntes – Operações Intraorçamentárias: R$ 18.788.163.262,00
    SUBSOMA (Total das Receitas Correntes): R$ 813.005.248.455,00
    Receitas de Capital: R$ 1.448.165.650.068,00
    RECEITA TOTAL: R$ 2.261.170.898.523,00

    DESPESA
    Despesas Correntes: R$ 855.914.033.327,00
    Despesas de Capital: R$ 1.165.832.354.817,00
    SUBSOMA (Total das Despesas): R$ 2.021.746.388.144,00
    Transferência para o Orçamento de Seguridade Social: R$ 199.127.550.768,00
    Reserva de Contingência: R$ 40.296.959.611,00
    TOTAL GERAL: R$ 2.261.170.898.523,00

    Num debate, o RA seria chamado de burro ou doido. Um técnico de nível médio do governo diria: “Nos temos uma previsão de receita de R$ 2,26 trilhões, e uma previsão de gasto de R$ 2,26 trilhões, incluindo uma reserva de R$ 40,29 bilhões, para qualquer eventualidade. Onde é que os números não fecham, ô anta?”

    Na realidade, a legislação brasileira PROÍBE a proposição de orçamentos deficitários. Daí porque ninguém faz isso. Todo mundo chuta. Ou superestima a receita ou subestima a despesa, ou ambas as coisas.

    No caso do orçamento para 2016, o buraco é outro. Também tá na cara, mas é preciso pensar um pouco. Se eu tiver tempo, daqui a pouco eu volto pra mostrar.

  55. Elias said

    Pedro,
    Os buracos começam a aparecer, quando se decompõe o Orçamento Fiscal.

    Saca aí:

    I – ORÇAMENTO CORRENTE
    Receitas Correntes: R$ 813.005.248.455,00
    Despesas Correntes: R$ 855.914.033.327,00
    Resultado Econômico (DÉFICIT no Orçamento Corrente): – 42.908.784.872,00

    II – ORÇAMENTO DE CAPITAL
    Receitas de Capital: R$ 1.448.165.650.068,00
    Despesas de Capital: R$ 1.165.832.354.817,00
    Resultado Econômico (SUPERÁVIT no Orçamento de Capital): R$ 282.333.295.251,00

    III – DESTINAÇÃO DO SUPERÁVIT DO ORÇAMENTO DE CAPITAL
    (i) Cobertura do DÉFICIT DO ORÇAMENTO CORRENTE: R$ 42.908.784.872,00
    (ii) Transferência para o Orçamento da Seguridade Social: R$ 199.127.550.768,00
    (iii) Constituição da Reserva de Contingência: R$ 40.296.959.611,00
    SOMA: R$ 282.333.295.251 (que é, exatamente, o valor do superávit do orçamento fiscal)

    (Pega a LOA, pega os quadros da LOA e checa com o que eu escrevi nesses dois comentários).

    IV – SIGNIFICADO DOS NÚMEROS
    O governo federal está dizendo que vai sacrificar os investimentos (despesas de capital), pra bancar: (a) o buraco no orçamento corrente; (b) a participação do governo na formação do orçamento da seguridade social; e (c) a constituição da reserva de contingência.

    Um orçamento minimamente saudável deveria ser o inverso. O superávit do orçamento corrente é que deveria bancar os repasses para a seguridade social, a reserva de contingência e, preferencialmente, uma parte das despesas de capital.

    No caso do orçamento fiscal para 2016, a coisa é ainda mais doentia quando se tem em conta que, do R$ 1,44 trilhão das receitas de capital, nada menos que R$ 1,22 trilhão, ou seja, 84%, vêm de operações de crédito (nomezinho sacana para “Empréstimo”).

    Na prática, o governo federal está dizendo que, em 2016, pretende tomar dinheiro emprestado pra bancar o buracão do orçamento corrente, que é o gasto com a manutenção da máquina.

    Ou seja: a mesma merda que o FHC fazia (e que o PT criticava, porque transformava a divida externa em divida eterna).

    Déficit primário de R$ 30,5 bi é fichinha diante dos números acima, até porque as reservas internacionais em moeda forte correspondem a aproximadamente 22 vezes o valor do déficit primário.

    Situação bem diferente da enfrentada pelo FHC, cujas reservas eram, no máximo, 2 ou 3 vezes o valor do superávit que ele precisava gerar, pra manter o pagamento da dívida em dia.

    É bom não confundir Nabucodonosor com nabo-no-cu-do-senhor…

  56. Pedro said

    Já ouvi vários economistas dizerem que o Orçamento da União sempre foi uma peça de ficção.

    Mas também li em outros lugares sobre o tal déficit no orçamento, que o RA fala.

    Por isso eu não estava entendendo.

    Porra, um governo que mente tanto, o que é uma mentira a mais? (Sendo que todos os governos mentem sobre este assunto.)

    O governo teve um ataque de “sincericidio”?

    A oposição e vários jornalistas, estão cometendo um erro tão primário de análise?

    Tá estranho…….

    Correria aqui também.
    Poucos serviços, mas pra cobrar é uma canseira.

  57. Elias said

    Quando o governo federal BRASILEIRO sacrifica investimentos (em benefício dos gastos com manutenção da máquina), ele está, na verdade, se exonerando da responsabilidade de contribuir para a recuperação econômica.

    Em outras palavras: se a coisa for como prevê a LOA do governo federal para 2016, ou os países importadores voltam a comprar do Brasil ou o desemprego verde-e-amarelo vai continuar lá em cima — e, talvez, subindo ainda mais — em 2016.

    E lá vou eu pro cabo da enxada…

    Também acho que o PolíticAética está acabando.

  58. Pedro said

    Publiquei o 56 antes de ler o 55, sorry

  59. Pedro said

    #57

    Pois é, aqui no meu mundinho, o desemprego já ta assustando.

    Tempos difíceis pela frente…..

    …………………

    Pax, te mexe.

    Se não o MSB vai invadir este espaço.

  60. Elias said

    “Mas também li em outros lugares sobre o tal déficit no orçamento, que o RA fala.” (Pedro)

    O RA fala no DÉFICIT PRIMÁRIO. É o discurso que ele aprendeu há 15 anos e fica repetindo, como um velho disco de vinil rachado.

    O Resultado Primário é um volume estatístico apurado da seguinte forma: Receita Primária (arrecadação total), MENOS transferências obrigatórias a Estados e Municípios (repartição da receita), MENOS a despesa primária (exclui a despesa da dívida).

    Pra que ele serve? Serve pra definir a capacidade de arcar com a despesa da dívida (amortização do principal mais serviço da dívida).

    Até 2002, o Resultado Primário era um indicador da mais alta relevância, porque a despesa com a dívida consumia mais de 60% do orçamento.

    De lá pra cá, o país mudou. O Brasil era devedor internacional. Desde 2008, passou a ser credor. A despesa da dívida, que era o maior volume dos gastos públicos federais do Brasil, hoje representa pouco mais de 30% desses gastos. A realidade é outra. Os problemas são outros.

    Hoje, o maior problema do gasto público federal não é o pagamento da dívida, É o excesso de gasto em “Outras Despesas Correntes”, que saltou de 25% para mais de 40% do gasto total, e, se não for contido, vai esbarrar nos 50%.

    Num contexto assim, ficar falando em resultado primário (como se ainda estivéssemos nos anos 1990), é bancar o cachorro que corre atrás do táxi. Quando alcança, não sabe o que fazer…

  61. Chesterton said

    Aí, Pax, desanimado com a falta de assunto sobre ética e política?

  62. Chesterton said

    Em delação premiada, o lobista Fernando Baiano afirmou ter sido autorizado pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a repassar sua parte de propina pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas, ao senador Delcídio Amaral (PT-MS). Segundo Baiano, o petista estaria pressionando Cerveró. Baiano teria repassado cerca de US$ 1,5 milhão a um amigo de Delcídio entre 2006 e 2007. O dinheiro teria sido usado para pagar dívidas de campanha. A matéria é de O Globo.

    Baiano afirmou ainda ter sido procurado por Cerveró em 2006 para acertar o pagamento. O ex-diretor reclamou com o lobista. Disse que se sentia “muito pressionado” pelo senador petista, que na época era candidato ao governo do Mato Grosso do Sul. Cerveró teria dito a Baiano que uma pessoa de codinome “Godinho” ia procurá-lo para acertar os pagamentos. Segundo o lobista, Godinho se apresentou como amigo de infância de Delcídio, afirmando que teriam até estudado juntos.

  63. Pedro said

    É Chester, a tal ruivinha é chave de cadeia…..

    http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/refinaria-de-pasadena-era-ruivinha-que-precisava-de-um-banho-de-loja-diz-delator-1.360325

  64. Pedro said

    A guerrilha do século XXI.

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/anonymous-diz-ter-derrubado-contas-do-estado-islamico-no-twitter.html

    Interessante, e incompreensível para a maioria dos mortais…..

  65. Pedro said

    kkkkkkkkk

    O sensacionalista já avacalhou a a noticia

    http://sensacionalista.uol.com.br/2015/11/17/hackers-declaram-guerra-ao-ei-e-vazam-fotos-de-esposas-de-terroristas-usando-calca-jeans-e-camiseta/

    É bem essa, os babacas são contra a “vida mundana”, mas vivem enchendo a cara e surubando nas tais células terroristas.

    Pulhas…….

  66. Pedro said

    Se houvesse vontade política, a turma do Googlias ia lá, e acabava com esta “farsa surubenta”.

    http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/o-ocidente-pode-derrotar-o-estado-islamico-basta-querer/

  67. Chesterton said

    É bPedro, a tal ruivinha échave de cadeia.

    http://www.implicante.org/noticias/ministro-de-dilma-joga-a-culpa-da-corrupcao-petista-em-reproducao-de-erros-da-sociedade/?utm_content=buffera7b7e&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

    chest- me inclui fora desta.

  68. Chesterton said

  69. Pedro said

    # 67

    Ruído de comunicação Chester.
    Não estava te incluindo, apenas concordando com o comentário anterior.

  70. Chesterton said

    me inclui fora desta se refere ao link que postei

  71. Chesterton said

  72. Elias said

    RECEITAS CORRENTES DA UNIÃO:

    Previsão para 2016: R$ 813.0 BILHÕES (mesmo com o aumento da tributação ocorrido em 2015)
    Efetivamente arrecadado em 2014: R$ 1,3 TRILHÃO

    OPERAÇÕES DE CRÉDITO (EMPRÉSTIMO) PARA FINANCIAMENTO ORÇAMENTO DE CAPITAL

    Previsão para 2016: R$ 1,22 TRILHÃO (Mesmo com o corte no orçamento de capital pra subsidiar o orçamento corrente).
    Efetivamente realizadas em 2014: R$ 851,1 BILHÕES (com a União investindo muito mais…).

    É a parábola do Frango de Jacareí, ao vivo!

    Dilma e Levy tocando o rebanho pro box de abate…

  73. Elias said

    “chest- me inclui fora desta.”

    Como assim? Tá com amnésia?

    Já esqueceu a bolsa de estudos paga com dinheiro público, dando como retribuição a divulgação da cultura francesa em manicômios judiciários?

    Tu não estás fora não, cabra! Muito pelo contrário!

    E nem é bom pensar numa checada na tua situação fiscal, né não? Na sonegaçãozinha maneira….

    Macaco que muito pula… Quer chumbo!

  74. Pedro said

    Sem falar que o Chester deu calote no Estado Islamico, quando da compra dos órgãos humanos.

    Agora a turma do Alá quer o fígado dele.

    Abre o olho Chester…….

  75. Chesterton said

    Elias, o comerciante quebrado e por isso inadimplente aqui é você.

    Minha situação fiscal é cristalina, não dormiria a noite se não fosse assim. Já o PT e seus asseclas….

  76. Chesterton said

    http://www.institutoliberal.org.br/blog/rompimento-das-barragens-por-que-ninguem-sera-punido/

  77. Chesterton said

  78. Elias said

    Quebrado, eu?

    Não, Paulete. Eu estou expandindo.

    Daí a trabalheira. Passo o dia no cabo da enxada.

  79. Elias said

    E, Cheter,

    Não tira da reta, não!

    Tu és corrupto, sim! Te locupletaste com dinheiro público pra levar vida boa na França.

    Só porque tu roubaste pouco — pelo que se sabe até aqui… — isso não significa que és menos ladrão.

    Significa apenas que és um ladrão barato…

  80. Pax said

    novo post

  81. Elias said

    “A privatização da Vale promovida por Fernando Henrique Cardoso em 1997 foi parcial. O governo vendeu pouco mais de 41% das ações da empresa para a Valepar, holding que na época era liderada pelo empresário Benjamin Steinbruck. Porém, o governo manteve o controle das golden shares, ações que lhe dava poder de decisão em vários assuntos, por exemplo, sobre os objetivos da empresa.”

    Mentira!

    1 – A participação do Benjamin Steinbruck já foi tão desmascarada, no Brasil e no exterior, que só um idiota, ou alguém com a intenção de enrolar idiotas, ainda repete essa história. Steinbruck foi só um testa de ferro do Bradesco, que, por lei, não poderia participar do negócio, porque havia sido contratado pelo governo pra realizar o leilão de privatização. Por lei, o Bradesco não poderia ser leiloeiro e dar lance no mesmo leilão. Por isso, meteu um testa ferro, Steinbruck. História velha…

    2 – Mesmo mantendo a maioria das ações com direito a voto — diretamente ou por meio dos fundos de pensão — o governo NÃO MANTEVE o poder de decisão sobre nada, a começar pela nomeação do presidente da companhia. Foi celebrado um “acordo de acionistas”, prática comum nas sociedades por ações, delegando esses poderes à Valepar.

  82. Elias said

    “Começou, então, a pressão de Lula sobre Agnelli para que a Vale fizesse mais investimentos no Brasil, principalmente na aquisição de siderúrgicas e na encomenda de navios, mesmo que os similares estrangeiros custassem a metade do preço.”

    “A despeito das pressões, Agnelli continuou seus projetos na Vale, incluindo a encomenda de navios na China e na Coreia do Sul, o que enfureceu Lula. Em 2011, logo após a Vale registrar um lucro trimestral quase 300% acima do trimestre anterior, Agnelli foi demitido. Seu sucessor e atual presidente, Murillo Ferreira, foi indicado por Lula – e até dois meses atrás, Ferreira também ocupava uma cadeira no conselho de administração da Petrobrás. Desde então, os rumos da Vale são ditados pelos interesses PT.”

    Mentira!

    Os chineses enganaram miseravelmente o Roger Agnelli, que, por causa do lance, ganhou um certificado de otário que vai acompanhá-lo pelo resto da vida (na esfera em que ele vive).

    Os movimentos do Agnelli foram erráticos e deletérios.

    Primeiro, ele torrou a Docenave, empresa de navegação da Vale, sob pretexto de concentrar o foco na mineração e usinagem.

    Decisão errada: poucos anos depois, o custo do frete por tonelada estava mais alto que o preço da tonelada do minério.

    Aí, às pressas, o Agnelli voltou a comprar navios. Em vez de comprar no Brasil — que lutava pra enfrentar a crise econômica mundial, mantendo os níveis de produção e emprego — a besta arrogante do Agnelli foi comprar navios na China. Espertíssimos, os chineses empurraram nele uns meganavios que ninguém queria comprar.

    Agnelli comprou os navios. Em seguida, os chineses proibiram os ditos navios de atracarem em portos chineses, pelo risco ambiental que eles representavam.

    Resultado: os navios comprados pelo Agnelli jamais navegaram para a Vale. Ficaram ancorados, apodrecendo. E a Vale continuou a pagar os tubos pelo transporte do minério e dos metais básicos.

    Só bem recentemente esses navios foram vendidos a preços inferiores aos preços de compra, porque estavam deteriorados pelos anos em desuso.

    E sabem quem comprou os navios? Os mesmos chineses que os empurraram no Agnelli….

  83. Elias said

    “Lula também tentou fazer um certo Eike Batista chegar à presidência da Vale. Não conseguindo, tentou substituir Agnelli por Sergio Rosa. Também não conseguiu.”

    Como é, caceta?

    Numa hora, o Lula tem o controle de tudo. Na outra, não consegue nem tirar um presidente de empresa que só está fazendo merda…

  84. Pax said

    quem segura Eduardo Cunha em sua cadeira?

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2015/11/20/planalto-ajudou-cunha-em-manobra-protelatoria/

    é de revirar o estômago, mas é isso aí

  85. Elias said

    “Em 2011, logo após a Vale registrar um lucro trimestral quase 300% acima do trimestre anterior, Agnelli foi demitido. Seu sucessor e atual presidente, Murillo Ferreira, foi indicado por Lula – e até dois meses atrás, Ferreira também ocupava uma cadeira no conselho de administração da Petrobrás.”

    Mentira!

    Agnelli foi demitido porque estava fazendo tanta merda que até o Bradesco quis se ver livre dele.

    Primeiro, ele detonou a Docenave, que era uma das estruturas mais lucrativas da Vele.

    Depois, ele torrou uma grana doida nos meganavios que nunca navegaram.

    Aí ele fez a besteira das besteiras: vendeu a Albras e a Alunorte, plantas de alumínio e de alumina, respectivamente, à estatal norueguesa Nordisk, recebendo como pagamento ações da compradora (em vez de dinheiro, com o qual ele poderia comprar ações da Nordisk por preços muito mais baixo).

    Acontece que a Nordisk estava bichada. Mais bichadas, ainda, as jazidas do Onça Puma (sobre as quais já escrevi vários comentários, aqui).

    Resultado: a Vale amargou um prejuízo de mais de 4 bilhões de dólares.

    Para que se tenha uma ideia do que isso significa, basta lembrar que a Vale tem uma fração do tamanho da Petrobras. Se, no Petrossauro, muito maior, 6 bilhões de dólares já têm o efeito que têm, imaginem o que significa o rombo de mais de 4 bilhões de dólares na Vale.

    A imprensa não fez o mesmo barulho, porque: (i) por trás do rombo de US$ 4 bi da Vale, está o Bradesco; (ii) na mesma época, a Vale fez uma farta distribuição de verbas publicitárias, calando a boca de todo mundo.

    Mas o Agnelli ficou rifado. Com um prejuízo de quase 10 bilhões de dólares nas costas (Docenave, Onça Puma, Navios, Albras/Alunorte, etc.), ninguém mais quis bancá-lo.

    Tacaram-lhe o pé na bunda!

  86. Elias said

    I
    A Vale não passou a ter muito lucro por causa do Agnelli. Ela passou a ter muito lucro, porque a demanda chinesa mais que decuplicou as vendas da mineradora brasileira.

    Tanto que as jazidas de bauxita alumínica de Oriximiná (Porto Trombetas/Pará), e as jazidas de ferro dos platôs Norte da Serra dos Carajás (Parauapebas/Pará), que deveriam durar mais de 50 anos, foram exauridas em menos de 25 anos.

    Tanto que já começou a extração de bauxita alumínica em Juruti e Paragominas e de ferro nos platôs Sul da Serra dos Carajás. Originalmente, essa extração estava programada para iniciar lá por volta de 2035/2040…

    II
    A Vale não começou a recolher mais impostos por causa do Agnelli, mas sim porque encerrou o período de isenção fiscal que o governo havia concedido, para implantação das empresas integrantes do Programa Grande Carajás, o PGC, que é o maior complexo mínero-metalúrgico do planeta.

    Aliás, a Vale foi processada, porque o Agnelli, cortejando o voto dos acionistas, distribuiu entre eles o dinheiro da isenção do imposto de renda, que era acumulado na empresa sob a forma de reserva de lucro.

    Na época, Agnelli alegou que a Vale estava com “excesso de capital”. As pessoas que processaram a Vale, entendiam que, se a Vale considerava que tinha dinheiro demais, deveria devolver o dinheiro à União, já que esse dinheiro “sobrante” nada mais era do que imposto não pago. Na Justiça, a Vale ganhou a questão — CLARO, NÉ? — e o dinheiro dos impostos não pagos jamais foi devolvido aos cofres públicos.

    Mas a Vale ainda desfruta do paquidérmico benefício da isenção total do ICMS incidente sobre as exportações (maior fonte de receita da empresa), e do diferimento do ICMS incidente sobre as vendas para o mercado interno.

    Trata-se de uma isenção concedida pela UNIÃO, quando o ICMS é um tributo Estadual (algo que não deveria acontecer, mas, sendo o Brasil a merda que é…).

    Daí porque o ex-governador paraense Hélio Gueiros, já falecido (PMDB), costumava dizer que, no Brasil, o governo federal costumava “dar barretada com chapéu alheio…”.

    Essa medida provoca enormes prejuízos aos estados Pará e de Minas Gerais. No Pará, o rombo é de mais de R$ 300 milhões por ano….

    Em tempo: Quem atualmente opera o circuito alumínico (bauxita/alumina/alumínio) é a Hydro.

  87. Elias said

    # 84

    Uma opinião do Josias de Souza é sempre uma opinião de Josias de Souza. Merece respeito, mas…

    …Mas, tem uns troços aí que não batem. A saber:

    1 – Por que as sessões da Comissão de Ética estão sendo convocadas para o turno da manhã, depois das 9 horas?

    2 – Será que alguém tem dúvida quanto a que, assim, essas sessões perigam sempre “montar” com as sessões plenárias?

    3 – Será que tem alguém lá que não saiba que nenhuma comissão permanente pode funcionar concomitantemente com as sessões plenárias, sob pena da declaração de nulidade das deliberações?

    4 – Será que tem alguém lá que pretenda matar a pauta da sessão da Comissão de Ética em menos de 10 minutos (pra não “montar” a sessão da comissão com a Sessão Plenária), quando o normal é que só os procedimentos de instalação de cada sessão levam mais tempo que isso?

    5 – Será que tem alguém lá que não perceba que a convocação das sessões da Comissão de Ética para o turno da manhã, DEPOIS das 9 horas, além de negar tempo para as deliberações sobre os assuntos pautados, ainda fragiliza a Comissão, porque a torna vulnerável a manipulações como essa de declarar aberta a sessão plenária? (Se as sessões da Comissão de Ética forem convocadas para as 2 horas da manhã, eu retiro o que estou dizendo…).

    6 – Juntando as 5 perguntas acima numa só, pergunto eu: por que não passar a convocar as sessões da Comissão de Ética para DEPOIS do encerramento das Sessões Plenárias?

    Sei não, mas… Acho que tem mais gente metida nesse pacote estranho…

  88. Elias said

    “Ignorando normas de licitação e do TCU…”

    Vigarista!

    Empresa auto-sustentável, mesmo que seja estatal, está fora do alcance da Lei 8.666.

    Cadê a licitação do Agnelli, pra compra dos meganavios que nunca navegaram?

  89. Elias said

    “Sob a liderança de Agnelli, a Vale deu um salto de produtividade, de rentabilidade, de admissão de funcionários e de pagamento de impostos e de royalties.”

    Melhor dizer isso pro pessoal que entrou com processos contra a “Vale do Agnelli” na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, nomeadamente:

    1 – HUFF (Fundations For Research). Valor da causa: US$ 175 milhões.
    2 – WRH (Global Securuties Pooled Trust). Valor da causa: US$ 63 milhões
    3 – GMAM (Investiment Funds Trust). Valor da causa: US$ 30,5 milhões.

    Esse pessoal parce que não aprpva muito o que o Roger Agnelli fez.

    Em todo o caso, pode ser que sejam instituições controladas pelo PT…

    Aliás, pelo Lula, né?

  90. Chesterton said

    Elias, você conseguiu quebrar a fabrica de bijuterias do seu pai, um judeu competente que não teve sorte com o filho. E agora tem que fazer da loja dele um ponto de receptação de ouro e jóias roubadas, porque não tem competencia para os negócios, vive em negociatas do PT, como comprar PETR4 a 22 reais…tsc, tsc, tsc. Vai acabar preso com o Dirceu.

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