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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Parte de Lula na Lava Jato já está no STF

Posted by Pax em 24/03/2016

Moro cumpre decisão e remete ao Supremo investigação sobre Lula

André Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro determinou o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de parte da investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parentes e pessoas ligadas a ele. Moro cumpriu determinação do ministro Teori Zavascki. Na última terça-feira (22), o ministro mandou suspender a apuração e cobrou explicações de Moro sobre a decisão que retirou o sigilo das interceptações envolvendo Lula e a presidenta Dilma Rousseff.

Em despacho proferido ontem (23), Moro determinou remessa de todos os procedimentos investigatórios que envolvem o ex-presidente e decidiu que o material colhido nas buscas e apreensões realizadas pela Operação Aletheia, que investiga Lula, continue armazenado na Polícia Federal para que fique à disposição da Corte.

Agora Sérgio Moro tem dez dias para responder ao pedido de informações solicitado pelo ministro Teori Zavascki. O ministro criticou Moro por ter levantado o sigilo dos grampos, envolvendo autoridades com foro privilegiado, como a presidenta Dima Rousseff.

˜Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade”, decidiu o ministro.

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76 Respostas to “Parte de Lula na Lava Jato já está no STF”

  1. Mona, a das antigas said

    Interessante que quando o Snowden “causava” (“Eu sou apenas mais um cara que fica lá no dia a dia em um escritório, observa o que está acontecendo e diz: ‘Isso é algo que não é para ser decidido por nós; o público precisa decidir se esses programas e políticas estão certos ou errados.” – palavras dele, retiradas do Wikileaks), a esquerdolândia achava massa! E o Assange, vazando tudo que é de documento das embaixadas? Agora que a pimenta tá ardendo no fiofó de seus pares, a tchurma acha isso um absurdo! Ah, coerência… seu nome é “ser humano”…

  2. Pax said

    Não estou defendendo nada, Mona, mas há uma enorme diferença entre um monte de hackers, crackers etc divulgarem informações que acham nos computadores que conseguem entrar e um juiz divulgar informações de um processo.

    Como disse não estou julgando juiz, ou lei, se pode ou não pode etc, se fez bem ou fez mal.

    Só aponto a diferença brutal da Wikileaks e e a Lava Jato.

  3. Patriarca da Paciência said

    Concordo, caro Pax,

    é o sofisma do sofisma comparar a divulgação feita ilegalmente por um hackers e por um juiz federal. Só uma pessoa que não conhece o básico do básico do Direito pode dizer uma coisa dessa !

  4. Mona, a das antigas said

    Também não estou defendendo uma ou outra ação, meu caro Pax. Estou falando que quando o vazamento interessa a um e à ideologia que esse um defende, representa o “interesse público”; quando não interessa “é a ameaça a direitos e garantias fundamentais”. Imagine tudo ao contrário: que alguma força opositora ao atual governo fosse “o” governo, o PT a oposição e a Lava Jato tendo, enfim, trazido à luz, o super esquema de financiamento da política brasileira em contrapartida a obras infraestruturais super orçadas em valores vergonhosos.

    Toda a esquerda estaria saudando a trinca PF/MPF/Justiça Federal como a redentora do país, a força revolucionária que toda a população estava esperando, a possibilidade de refundação de práticas políticas nacionais. Enfim, os delegados, procuradores e juízes seriam verdadeiros heróis. Grampos pegando os diálogos chulos? Perfeitamente válidos, para se conhecer o real caráter dos nossos governantes e apaniguados! Grampo captando conversa conchavista e que possa representar obstrução à justiça? O interesse público deve prevalecer ao interesse individual, porque se trata de colisão de direitos e o publico deve superar o indivíduo neste caso!

    Sou uma reles leiga nos assuntos que envolvem a constituição, seus princípios e a colisão entre eles… tem jurista achando um horror o vazamento dos grampos – Dalmo Dallari; tem jurista achando trata-se de dever funcional do Sergio Moro – Modesto Carvalhosa. O Direito e seus princípios permite isso: uma subjetividade que é influenciada profundamente pelos valores que cada um possui. O ruim é quando o “parecer” se adequa à pessoa envolvida e/ou à ideologia subjacente: um princípio vale para um caso, mas em outro o que vale é o outro princípio. É o que estamos vendo na presente situação.
    Coerência, coerência… kd tu, criatura?

  5. Chesterton said

    4. irretocável…é uma questão de principios, ou temos ou não temos.

  6. Chesterton said

    O Brasil está a viver um filme de horror.

    Não se trata da adaptação de um livro de Stephen King ou de um conto escrito por Edgar Allan Poe. O horror está mais próximo das peças trágicas de William Shakespeare, Macbeth e Hamlet – e, como disse o jornalista Vinicius Mota, os brasileiros não sabem se estão no momento em que o tirano morre para depois restaurarem o país com um novo governo, ou se haverá “algum dinamarquês vivo para assumir a coroa”[1].

    Até o momento em que estas linhas são escritas, ainda não se chegou a um instante de violência traumática. Mas a escalada de extremos começa a surgir de forma perceptível e impressiona pelo efeito que provoca na deterioração veloz das instituições políticas e econômicas do país. Se, para quem está no centro do redemoinho, é quase impossível apreender a sucessão vertiginosa de fatos e escândalos que surgem a cada momento, é de se imaginar que, para quem está fora do Brasil, a situação parece ser inacreditável.

    E é mesmo. Poderíamos listar a corrente de eventos que levaram ao Brasil chegar a este estado de um gigante que caminha alquebrado porque descobriu que lhe retiraram as vértebras – mas isso somente tornaria as coisas mais confusas. Se o leitor português quiser entender minimamente o que está a acontecer na antiga Colônia, sugiro ir ao site do Ministério Público Federal, que explica com minúcias o que a investigação da Operação Lava Jato revelou numa rede de corrupção que se estende quase ao infinito e que, na prática, lembra muito as reviravoltas que aconteciam em The Wire – a série de televisão criada por David Simon e Ed Burns, aplaudida pela crítica por mostrar um “estado de exceção” que operava dentro da democracia americana[2].

    O Labirinto do “Petrolão”

    Mas, para entender claramente a origem desse horror, somos obrigados a fazer um resumo deste imbróglio – e começaríamos assim, com uma lista de números e de atos jurídicos que deixariam qualquer um boquiaberto (segurem o seu fôlego):

    Segundo as informações oficiais do MPF de Curitiba (que coordena nacionalmente a investigação, pois forma, junto com a Policia Federal da capital do estado do Paraná, uma unidade especializada em crimes de lavagem de dinheiro), “em 26 fases até agora, a força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato já recuperou R$ 2,9 bilhões para os cofres públicos – havendo mais R$ 2,4 bilhões em bens bloqueados dos réus. O montante de ressarcimento pedido, até agora, alcança R$ 21,8 bilhões. O Ministério Público propôs também 37 ações penais contra 179 pessoas e 6 ações de improbidade contra 49 pessoas, sendo 33 físicas e 16 jurídicas. São 93 condenações criminais, incluindo casos de réus que foram condenados mais de uma vez. As penas, somadas, chegam a 990 anos e 7 meses de prisão.”[3]

    Batizada com este nome já que tudo começou em um esquema de extorsão que ocorria em um posto de gasolina em Brasília, a Operação Lava Jato descobriu e desmantelou um dos maiores esquemas de corrupção já feitos, quiçá o maior[4], baseado na troca de propinas ocorridas nas negociações que envolviam a Petrobrás (a maior empresa de petróleo do Brasil e uma das mais importantes do mundo), as grandes empreiteiras nacionais (como a Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, o Grupo OAS e a UTC Engenharia) e os políticos de partidos como PT (Partido dos Trabalhadores), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), e PP (Partido Progressista), todos da base governista.

    Como se não fosse suficiente caber tudo isso em um único período gramatical, descobriu-se também que o esquema era uma continuação pantagruélica daquilo que foi conhecido como Mensalão, objeto de um polêmico julgamento no Superior Tribunal Federal (STF), em que foram condenados, entre outros, José Dirceu (petista emérito, ex-chefe da Casa Civil na época do primeiro governo de Luís Inácio Lula da Silva e considerado o chefe do esquema, segundo a maioria dos juízes), José Genoíno (presidente nacional do PT), Delúbio Soares (tesoureiro do PT) e Marcos Valério (publicitário que fazia às vezes de negociante de propinas e de pagamentos alternativos para campanhas políticas – o chamado “caixa 2”). Apesar de muitos afirmarem que este procedimento heterodoxo – o da troca de favores financeiros para a compra de votos de projetos de lei que seriam favoráveis aos interesses do Palácio do Planalto, onde trabalha a Presidência da República – iniciou-se no mandato de Fernando Henrique Cardoso (a eterna eminência parda do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira), é de se notar a estranha coincidência que isto assumiu uma expansão sistêmica justamente no período em que o PT ganhou o poder, combinado com o inchaço do aparato estatal graças à indicação comissionada de militantes que ocuparam mais de 23 mil cargos públicos (sendo que 5 mil eram filiados diretamente ao partido), o que nos leva a crer que o Brasil testemunhou uma inédita estratégia de aparelhamento que, como bem disse o então presidente Lula ao falar de seus feitos sociais, “nunca antes aconteceu na história deste país”.

    Por isso, a imprensa apelidou o esquema descoberto pela Lava Jato de “Petrolão”. No centro deste emaranhado de concluios investigados e já denunciados pela Procuradoria Geral da União (que chefia o MPF de Curitiba e coordena os processos que estão em foro privilegiado, i.e., os que não são civis) pipocam nomes da elite política da nação, entre eles senadores como Fernando Collor de Mello (que entrou para a história anteriormente como o primeiro presidente brasileiro a ser quase “impedido” em suas funções), o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (com seis indiciamentos) e o presidente da Câmara dos Deputados, o polêmico Eduardo Cunha (com três indiciamentos).

    Mas também existe um triunvirato de nomes que disputam o domínio de querer dar à sociedade civil um sentido ao drama que se apresenta diante dos nossos olhos: o juiz federal da 13ª Vara de Curitiba Sergio Fernando Moro, a atual presidente Dilma Vana Rousseff e o seu criador, o ex-presidente Lula.

    Três titãs em conflito

    Trata-se de uma verdadeira batalha de titãs. Comecemos por Moro. Talvez ele não saiba das incríveis coincidências que giram ao redor do seu sobrenome, entre eles a relação que há entre Tomás Moro, o autor do clássico Utopia (1516), um advogado e, depois, lorde chanceler da Inglaterra que fazia questão de cumprir as leis a qualquer custo (inclusive pondo a sua cabeça literalmente a prêmio quando foi enviado ao cadafalso pelo rei Henrique VIII em 1535); ou então a sinistra referência ao primeiro ministro italiano, Aldo Moro, que foi assassinado pelo grupo comunista Brigadas Vermelhas na década de 70. Além disso, há o fato de que, em latim, Morus significa o tolo, o louco que rompe com o marasmo estabelecido pela ordem social petrificada (como já nos avisava Erasmo de Rotterdam em seu Elogio à Loucura), e é também um nome pleno de trocadilhos ambíguos, já que às vezes soa como Mors – nada mais nada menos que “morte”.

    Contudo, o magistrado sabe exatamente o que está fazendo ao liderar a Operação Lava Jato. Considerado um dos juízes mais brilhantes da sua geração, e relativamente jovem (43 anos de idade), Sergio Moro é um especialista nos crimes de colarinho branco, em particular o da lavagem de dinheiro. No auge do julgamento do Mensalão pelo STF, a ministra Rosa Weber o chamou para ser uma espécie de consultor e assim orientá-la nos fios aparentemente desordenados de caixas 1, caixas 2, off-shores e pessoas interpostas (ou “laranjas”) que formavam o complexo esquema de corrupção infiltrado no Estado brasileiro (segundo palavras do decano do STF, o juiz Celso de Mello).

    Mas ele fez mais. Em 2004, Moro publicou um paper acadêmico em uma revista jurídica especializada que tinha um singelo título: “Considerações sobre a Operação Mani Pulite”[5].

    Trata-se provavelmente do documento mais importante para se estudar o que seria a política brasileira nos últimos anos. Seu assunto era a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália a partir de 1992 e que devassou todo o mundo político, demolindo, por exemplo, a alternância de poder dominante que havia entre o PSI (Partido Socialista) e PDC (Partido da Democracia Cristã), revelados como as maiores fontes de corrupção do país. Moro narra os eventos com o estilo que o tornou característico: frio, distante, polido, no limite da dureza que se espera de um juiz. Entretanto, o que importa no estudo minucioso das Mãos Limpas – e que talvez tenha atraído Moro – foi o uso do instituto legal da “delação premiada” (ou “colaboração premiada”, como alguns membros do MPF chamam, em que o criminoso conta o que sabe para ter, em retorno, uma pena mais branda) e o modo como o uso da imprensa poderia influir na percepção da sociedade civil frente à luta contra a corrupção que, no fim, prejudicava os serviços mais básicos que um Estado deveria prover.

    Sobre o primeiro assunto, Moro não deixa dúvidas como a “delação premiada” era um instrumento perfeitamente legal que ajudaria o curso das investigações, se fosse usado com critério e prudência:
    “Sobre a delação premiada, não se está traindo a pátria ou alguma espécie de ‘resistência francesa’. Um criminoso que confessa um crime e revela a participação de outros, embora movido por interesses próprios, colabora com a Justiça e com a aplicação das leis de um país. Se as leis forem justas e democráticas, não há como condenar moralmente a delação; é condenável nesse caso o silêncio.
    Registre-se que crimes contra a Administração Pública são cometidos às ocultas e, na maioria das vezes, com artifícios complexos, sendo difícil desvelá-los sem a colaboração de um dos participantes. Conforme Piercamillo Davigo, um dos membros da equipe milanesa da operação mani pulite: A corrupção envolve quem paga e quem recebe. Se eles se calarem, não vamos descobrir, jamais”.[6]
    E, no segundo assunto, o da relação da imprensa com a sociedade civil, Moro também deixa claro que, sem ela, a operação Mãos Limpas não teria dado certo, pois foi graças a este “círculo virtuoso” que os cidadãos tiveram conhecimento das intervenções da quadrilha infiltrada dentro do governo italiano, contra a investigação em curso:

    “A publicidade conferida às investigações teve o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados, o que, como visto, foi de fato tentado.

    Há sempre o risco de lesão indevida à honra do investigado ou acusado. Cabe aqui, porém, o cuidado na desvelação de fatos relativos à investigação, e não a proibição abstrata de divulgação, pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios. As prisões, confissões e a publicidade conferida às informações obtidas geraram um círculo virtuoso, consistindo na única explicação possível para a magnitude dos resulta-
    dos obtidos pela operação mani pulite”.[7]

    Durante a Operação Lava Jato, Moro manobrou esses dois aspectos extremamente intrincados e sutis com uma perícia digna de estrategista de xadrez. Ele se recusa a dar entrevistas; diz o que tem de dizer apenas nos autos do processo, geralmente escritos em uma linguagem firme, clara e sem insinuações; apenas expressa suas visões sobre a corrupção brasileira em palestras públicas que, de resto, ninguém sabe muito sobre o que comentar porque parece que ele está a falar de um outro mundo. A respeito do processo em si e da delação premiada, seus interrogatórios são um exemplo de contenção, e suas sentenças apavoram os réus, pois são dadas com agilidade e com penas consideradas severas (o exemplo mais recente é o de Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira brasileira, condenado a 19 anos de reclusão). Quando o colaborador ajuda, Moro é educado, porém frio, sempre à busca da imparcialidade do processo, mesmo quando pode prejudicar o curso natural de uma revelação bombástica (no meio de uma declaração de um delator que contaria como Eduardo Cunha pedia propina, Moro parou subitamente o questionamento e falou que aquilo não fazia parte da sua jurisdição). Quando ele erra – como, por exemplo, teve a parente de um dos envolvidos no esquema que foi citada por acaso e, por isso, teve a prisão temporária decretada –, Moro admite o equívoco rapidamente e faz o possível para deixar claro nos autos que a pessoa mantenha a sua reputação imaculada. E também mostra uma humanidade rara em relação aos acusados: quando José Carlos Bumlai, o pecuarista amigo de Lula e suspeito de pagar U$$ 2 milhões para uma propina da Petrobrás, foi diagnosticado com um câncer na bexiga, decidiu abrandar o seu cárcere para uma prisão domiciliar, mesmo sem ter feito a delação premiada, e assim pudesse se tratar sem nenhum dano psicológico, desde que sempre fosse acompanhado de uma tornozeleira eletrônica[8].

    Por alguma ironia do destino, a lei da delação premiada foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff, com o número 12.850. Ao criticar ferozmente esse mesmo instituto legal que levou os seus companheiros de partido para a cadeira, como José Dirceu (o favorito do PT para ser o sucessor de Lula e preso uma segunda vez na Lava Jato pelos mesmos crimes, entre eles o da formação de quadrilha) e João Vaccari (outro tesoureiro do PT e o substituto de Delúbio Soares), alguém deve ter se perguntado se a representante maior da nação – conhecida por seus acólitos como alguém “mandona”, personalista, obsessiva com os detalhes e centralizadora, características que a acompanham desde a época em que carregava baldes cheios de armamentos de um esconderijo para outro, quando era uma das guerrilheiras do grupo de esquerda radical VAR-Palmares –, se realmente leu o que lhe deram para assinar ou se ela, por algum descuido, assentiu com algum conselho atrapalhado de um dos seus assessores[9].

    É provável que tenha sido o último caso. Dilma foi a criação biônica de Luis Inácio Lula da Silva que, impossibilitado de fazer o seu sucessor em 2008, após os sucessivos escândalos que atingiram Dirceu e Antonio Pallocci (também envolvido nas delações da Lava Jato e que, em 2005, teria ordenado o presidente da Caixa Econômica Federal a devassar a conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa, testemunha da sua presença em uma orgia regada de aberrações e negociatas[10]), decidiu que investiria na desconhecida Ministra das Minas e Energia e, depois, Chefe da Casa Civil, como sua herdeira maior.

    Deu certo: Dilma foi eleita duas vezes, por meio de um discurso publicitário criado pelo jornalista João Santana, apelidado carinhosamente por seus desafetos como “O Goëbbels do PT” pelo talento de ser um brilhante spin doctor (e também capturado pela Lava Jato), ao divulgar que o Brasil passava por um milagre econômico sem precedentes quando, na verdade, começava a vislumbrar o que seria o seu atual abismo financeiro. Nesse meio tempo, a presidente passou por uma transformação que já foi explicada por Mary Shelley em Frankenstein: a da criatura que acredita ter vida própria e rejeita o seu criador.

    É claro que o ex-presidente Lula não gostou nada disso. Afinal, ele é, segundo o jornalista Ivo Patarra, “O Chefe” – algo que todos sabem no Brasil, mas ninguém tem a coragem de provar ou de afirmar abertamente porque isso implica em ser trucidado pelo sistema pós-totalitário que se instaurou na cultura brasileira[11]. Por “chefe”, entenda-se exatamente isso: de acordo com Patarra, Lula tinha (e tem) o controle de tudo o que acontecia não só dentro do seu governo, mas no próprio partido, uma vez que a intenção primeira do PT foi sempre realizar aquilo que profetizava Antonio Gramsci, um dos ídolos da esquerda: tornar o partido e o governo indistinguíveis, controlando as brechas do Estado e assim transformá-lo em uma máquina completamente aparelhada que sufocaria o resto da sociedade civil. Parece exagerado, mas não é – e as investigações da Lava Jato só mostraram apenas a ponta do iceberg.

    Tendo Lula como o líder de um projeto continental de tomada de poder, em conluio ideológico e financeiro com Cuba, Venezuela, Bolívia, Uruguai, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a estrutura daquilo que Roberto Saviano chama de “narcocapitalismo”, o PT era o elemento central de uma organização chamada Foro de São Paulo, descoberta pelo advogado José Carlos de Graça Wagner (falecido em 2002 após um claro processo de “assassinato de reputação”), pelo escritor e jornalista Olavo de Carvalho e divulgado até mesmo pelo ex-Ministro das Relações Internacionais do governo FHC, Luiz Carlos Lampreia (morto recentemente no dia 2 de fevereiro de 2016, de infarto)[12].

    Somado a tudo isso, temos de levar em conta não só a capacidade de comando de Lula, mas principalmente a sua personalidade, que emite uma aura de “líder articulador” que talvez só seja comparada, na história da política brasileira, a de Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954). Dissimulado ao extremo, com uma incrível capacidade de se adaptar às circunstâncias, mas ao mesmo tempo com uma tendência latente de se revelar como alguém de temperamento violento se a necessidade exigir, Lula é considerado como o presidente da República mais popular dos últimos tempos, o responsável por ter tirado o Brasil dos índices de miséria por meio de seus programas sociais que se alimentavam dos impostos federais (os mais famosos são o Bolsa Família e o Fome Zero) – mas, paralelamente a isto, foi o político que fez exatamente o que lhe foi pedido: criava o disfarce de uma economia pró-mercado enquanto destruía lentamente o sistema democrático por dentro.

    Anatomia da estupidez

    Logo, é compreensível a adoração que os militantes sentem a respeito de Lula e a nomenklatura do partido, o que transforma o PT em uma espécie de “religião política”, segundo os conceitos do filósofo alemão Eric Voegelin. Aqui, a ideologia começa a justificar aquilo que podemos classificar como a “pneumopatologia da estupidez” – por sua vez, o fundamento do sistema pós-totalitário que molda o horror político vivido recentemente pelos brasileiros.

    Ao observarmos de forma desapaixonada a relação de Lula com a sua “comitiva”, temos de recuperar o uso da palavra “estupidez” não como uma ofensa banal (e passível de medida jurídica, o que não é o caso), e sim como um conceito técnico que tem a sua precisão científica.

    Neste caso, Voegelin pode nos ajudar a compreender o que acontece no Brasil ao fazer um resumo delicioso de como essa palavra é usada desde o início dos tempos, da Bíblia até a mais recente literatura moderna, passando pela filosofia grega. Os israelenses chamam o homem que cria desordem na sociedade de “tolo”, nabal, pois não é um “crente”, não aceita a revelação de Deus (e é algo completamente diferente do “tolo”, o morus identificado por Erasmo de Rotterdam); Platão usa outro termo, amathes, o homem irracional, que não se curva à razão e, portanto, tem uma imagem defeituosa da realidade. Para São Tomás de Aquino, o “tolo” é o stultus, o estulto, que não compreende nem a revelação, nem a razão, e mesmo assim tenta mudar a realidade, tendo como resultado óbvio produzir o caos. Por fim, na literatura moderna, Voegelin encontra no escritor austríaco Robert Musil as expressões “estúpido”, “idiota” e “néscio”, que retratam o mesmo tipo humano.

    Nesta mesma linha de raciocínio, Ortega y Gasset define certeiramente, em A Rebelião das Massas, a distinção entre o tonto e o “perspicaz”: o segundo sempre se surpreende a dois passos de se tornar um tonto (e aí está o início da inteligência), ao passo que o primeiro jamais suspeita de si mesmo, sempre se considera “discreto” e se instala na sua torpeza e tranqüilidade de “néscio”. Não há como tirar o tonto da sua tontice; aliás, como bem diz Ortega, a diferença entre um “néscio” e um homem “mau” é que o mau descansa às vezes, o néscio nunca.

    Voegelin toma de Musil os conceitos de “estupidez simples” e “estupidez inteligente”. O “estúpido simples” é alguém que erra por ignorar o que acontece, por mera desinformação; já o “estúpido inteligente” é alguém que insiste no erro por acreditar que sempre tem razão. Do resumo histórico que o filósofo faz, ressalta uma constante que caracteriza o “estúpido inteligente”: a negação deliberada da razão, que lança o ser humano na bestialidade, mesmo que esta assuma as formas aparentemente mais sofisticadas da técnica ou da ideologia. O estúpido não quer conhecer, prefere permanecer na negação da realidade. No fim das contas, pensa como o poeta alemão Novalis: “o mundo será como eu quero que ele seja”. Por não respeitar a realidade como ela é, violenta-a de uma forma ou de outra; mas, como ela é “insubornável”, cedo ou tarde ela se vingará, pregando-lhe uma peça. E como resultado o estúpido assume uma atitude de revolta contra tudo e contra todos.
    Ao binômio de Musil, Voegelin acrescenta mais um termo para descrever o extremo desse comportamento alucinado: o de “estupidez criminosa”. Se o estúpido inteligente insiste no erro, o criminoso está disposto a fazê-lo custe o que custar. A sua vontade racional é substituída por um desejo de poder alucinado, que acaba encontrando satisfação somente na destruição do seu semelhante; as aparentes “razões” que invoca para fazê-lo – de raça, de credo, de cor ou de sexo –, não passam de pretextos.

    Lula, Dilma e a comitiva do PT são exatamente isso: um bando de estúpidos criminosos. Contudo, permanecem como seres humanos: não é possível perder a razão ou o próprio espírito só porque queremos. Eles continuam a fazer parte da constituição humana. Como diria Voegelin, são de uma humanidade em forma absolutamente humana, porém a humanidade mais notavelmente desordenada e doente: uma humanidade pneumopatológica. O estúpido, e mais ainda o estúpido criminoso, não é um “psicopata”, mas algo mais profundo: sofre de uma doença do espírito, de uma pneumopatologia, que nasce da vontade humana, mas acaba por enraizar-se em todo o ser da pessoa.

    Assim, Musil criou também a distinção entre “Primeira Realidade” e “Segunda Realidade”. A primeira é a realidade captada pela apreensão concreta das coisas, entendida pela razão e refletida no bom senso, em que todos vivem e se comunicam; a segunda é a pseudo-realidade criada como alternativa pelo espírito doente, em que ele tentará viver e expressar-se independentemente dos desejos dos seus semelhantes. Quando ocorre o choque inevitável entre as duas, nasce a mentira erigida num sistema em que todos os dados incompreensíveis da “Primeira Realidade” têm de encontrar uma explicação exata na “Segunda Realidade”. E nesse momento ocorre uma desumanização: o ser humano, esse algo concreto e inesgotável, feito de carne e espírito, é transformado em um mero conceito, uma simples abstração – uma “estatística”. Daí para a organização do ódio ideológico – e depois os atos de extrema violência, é apenas um passo[13].

    O fim da Segunda Realidade

    Até então, confortáveis nessa Segunda Realidade, Lula e Dilma estavam a escapar das garras da Lava Jato, deixando para que Vaccari e Dirceu se oferecessem como os bodes-expiatórios da história, se não fosse por um elemento imprevisível e inesperado: a prisão em flagrante e a posterior delação premiada do senador Delcídio do Amaral.

    Por alguma sugestão digna dos filmes de Oliver Hardy e Stan Laurel, Delcídio resolveu convencer o filho de Nestor Cerveró (um dos diretores da Petrobrás acusado de negociar e de receber propinas, também preso pela Lava Jato), Bernardo, de que o pai poderia fugir da prisão domiciliar já acertada com o MPF, e assim não faria uma delação que, certamente, incriminaria várias pessoas da cúpula do governo petista. Ocorre que, talvez por excesso de precaução, talvez porque amasse realmente o seu progenitor, Bernardo gravou toda a conversa (que foi acompanhada pelo advogado de Nestor e por um assessor parlamentar de Delcídio) e entregou-a sem hesitar à Polícia Federal. Três dias depois, a mando do próprio STF (citado pelo senador na gravação como se os seus magistrados fossem capazes de ajudar os membros do governo, graças ao fato de que eles foram, em sua maioria, indicados pela presidente Dilma e por Lula nos últimos doze anos), Delcídio foi preso, numa operação mirabolante que incluiu também a prisão do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, o maior banco de investimentos do Brasil e que, segundo o político boquirroto, pagaria o dinheiro necessário para a manutenção mensal da família de Cerveró enquanto este praticava a sua fuga cinematográfica.

    E aqui o leitor português deve ter algo em mente para exercitar a sua imaginação. Ficar preso, especialmente no Brasil, não é algo agradável. As prisões são geralmente infectas, lotadas de pessoas que ninguém gostaria de ver logo pela manhã durante o pequeno almoço. Obviamente, por ter foro privilegiado (e ser o terceiro senador preso em flagrante na história da República)[14], Delcídio teve uma cela privativa, o que o impediu de ter essa experiência desagradável. Mas a impossibilidade de ver o sol do amanhecer, de andar quando quiser, de tomar um café na padaria da esquina – tudo isso transforma a vida de um prisioneiro amador em um inferno em quatro paredes.

    Pessoas como Delcídio, Marcelo Odebrecht, Ricardo Pessoa (dono da UTC e que fez delação premiada), Otávio Azevedo (presidente da Andrade Gutierrez e igualmente delator) e tantos outros são incapazes de ter a fortaleza interior para suportar a cadeia. Afinal, ao serem os construtores (e também as vítimas) de um sistema pós-totalitário, eles fazem aquilo que o dramaturgo Václav Havel chamava de “viver na mentira”. E quem vive na mentira, não tem como perceber que a cadeia só é um refúgio para quem sabe que é injustiçado. Não é o caso. A perda da liberdade exterior é algo muito traumático para eles – e resta então a única saída ao querer ver a luz do sol: dizer tudo o que sabe em troca de um pouco de paz fora do cárcere, mesmo que isto seja uma ilusão.

    Foi o que fez Delcídio. Segundo os procuradores da Lava Jato, ele não foi apenas um pequeno pássaro que cantou como poucos; foi uma verdadeira ema[15]. O resultado é uma conversa registrada em mais de 400 páginas, com 29 anexos, todos minuciosamente documentados com a agenda de trabalho do senador, validada numa petição de outras 200 páginas. É também uma verdadeira anatomia de como a Nova República do Brasil, iniciada após o fim da ditadura militar com a Constituição de 1988, está completamente apodrecida – e de como o PT aparelhou o Estado em (quase) todos os seus braços e tentáculos[16].

    Neste relato, Delcídio conta o óbvio ululante que todo mundo sabia, mas não tinha como provar: Lula passa a ser o suspeito de chefiar toda a operação orquestrada dentro do governo federal – e Dilma seria sua cúmplice, principalmente na indicação de diretores da Petrobrás, como Nestor Cerveró e Renato Duque (indicado por José Dirceu, segundo as investigações), que tinham de conseguir a propina com as empreiteiras para depois repassarem o dinheiro ao caixa 2 do partido. O senador era quem fazia a operação política do esquema em Brasília, sabendo de tudo e de todos.

    A grande mentira

    A delação de Delcídio mostra igualmente que o PT não é o único culpado pelo o que acontece no país. Em seu relato, ele afirma que a maioria dos grandes partidos políticos participava do “Petrolão” – em especial, a suposta nemesis dos petistas, o PSDB, chefiado pelo ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (e que foi o candidato presidencial que perdeu para Dilma em 2014), e pelo ex-presidente da República, agora rascunho de elder statesman, Fernando Henrique Cardoso.

    O duelo entre PT e PSDB é um dos maiores mitos da história política brasileira – inclusive exportado para o resto do mundo, especialmente quando lemos as reportagens escritas por correspondentes ingleses, americanos e até mesmos portugueses.

    Não passa de uma grande mentira. Ambos os partidos têm um mesmo fundo comum ideológico: a social democracia obscurantista, segundo as palavras de Paulo Mercadante em seu livro A coerência das incertezas. Trata-se de uma ideologia pusilânime que, protegida pelas belas palavras de uma esquerda aparentemente moderada, está disposta a aplicar alguns procedimentos do que seria um liberalismo capitalista (confundidos por epígonos e agitadores esquerdistas como algo de “direita”), preparando assim o terreno para o pior subdesenvolvimento de todos: o de que é melhor renunciar à liberdade individual em função de certa estabilidade financeira e material, sempre promovida pelo Estado, é claro, em que a síntese entre socialismo e democracia seria a moeda de troca para a manutenção de poder nas mãos de uma nova nomenclatura que finge brigar entre seus integrantes e que, no fundo, quer manter a estrutura da Segunda Realidade onde vivem porque ambos os partidos desejam continuar no status quo sem pensar nas consequências para a sociedade[17].

    Sem dúvida, os quatro primeiros anos do governo FHC foram algo inédito na história do país, em especial devido à laboriosa vitória que ocorreu com o Plano Real, que estabilizou uma economia antes carcomida pela hiperinflação. Contudo, pouco a pouco, o próprio FHC foi indo para uma vertente mais social e esqueceu-se que, para ter os programas assistenciais bem azeitados, era obrigatório fazer uma reforma estrutural no Estado brasileiro – o que, infelizmente, não ocorreu. Paralelo a isto, o presidente se mostrou muito benevolente com a figura de Lula na eleição de 2002 e, quando o primeiro metalúrgico foi eleito, ele parecia ser o primeiro a estar satisfeito com a vitória do PT, sem saber que, no futuro, este mesmo partido praticaria nos anos seguintes um sistemático “assassinato de reputação” sobre a sua figura pública – uma traição habitual para quem segue os preceitos socialistas.

    Não há nenhuma oposição entre o PT e o PSDB porque ambos os partidos praticam uma política que se baseia em uma “aparência de vida”. É só ver o que os últimos vinte anos dos seus respectivos governos fizeram com a juventude do país: para esses jovens, tudo funcionava, tudo estava consolidado, a economia finalmente era uma maravilha, ninguém mais passava fome, não havia mais conflitos ou guerras, tudo se encaminhava para a paz e para o amor, mas a corrente sanguínea da vida se petrificou de tal forma que, hoje, não conseguimos mais saber quando começou a nossa desgraça e como podemos sair desse impasse atual.

    O fato da delação de Delcídio do Amaral informar que o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, também recebia propinas do esquema de corrupção que acontecia na usina hidroelétrica de Furnas, faz jogar uma sombra muito escura sobre as hesitações do partido que, no fim das contas, deveria ser o principal opositor contra o projeto totalitário do PT. Suspeita-se que não só o PSDB suportou o PT por afinidades ideológicas, mas também porque era cúmplice no esquema criminoso. Contudo, é importante ressaltar um detalhe fundamental: se o PSDB tem parte na rede de conluio descoberta pela Lava Jato, sua motivação é nada mais nada menos que a corrupção fisiológica, em que um político faz isso para o seu enriquecimento pessoal e dos seus próximos, enquanto a motivação do PT era muito mais perigosa: a de manter, a qualquer custo, um projeto de tomada de poder e permanecer no Estado brasileiro sem ter nenhum obstáculo.

    A raiz patrimonialista

    Ambas as atitudes são crimes graves e devem ser punidas sem hesitação, se forem provadas adequadamente. Todavia, há uma distinção de grau quando elas atingem as instituições públicas – e, por mais bizarro que isso pareça, essas atitudes possuem uma mesma raiz de mentalidade, que atende pelo nome de patrimonialismo.

    Segundo o cientista político Antônio Paim no livro A querela do estatismo, o patrimonialismo difere daquilo que costumamos conhecer como governo representativo e caracteriza-se por ser uma estrutura mais forte do que a sociedade civil, muitas vezes engolindo-a, numa centralização de poder nas mãos de poucos sujeitos que têm as melhores intenções, mas são justamente elas que nos levaram para este filme de horror que estamos a viver.

    Podemos dividir esse tipo de mentalidade em dois ramos: o patrimonialismo tecnocrata, de influência positivista e progressista, preocupado com a melhoria da sociedade por meio da técnica e com o aperfeiçoamento do homem; e o revolucionário, cujos os pais são o socialismo e o comunismo, obcecado em mudar a natureza humana porque tem a certeza de que só ele pode fazer isso, como se fosse “um fogo que queima as mentes dos homens”.

    E, apesar das diferenças de método e de procedimento, os dois tipos de patrimonialismo fazem o que lhes é pedido: transformam o que seria a coisa pública em um assunto privado.

    O que testemunhamos na explosão da crise política que atingiu o Brasil é justamente a luta do patrimonialismo tecnocrático – às vezes representado pelas figuras de Sergio Moro, do MPF, da Polícia Federal e de uma boa parte do Poder Judiciário, mantenedores da ordem social e da lei; outras vezes representado pelo PSDB, em especial no governo de FHC que, com seus sutis planos econômicos, conseguiram trazer uma certa estabilidade ao mercado financeiro e ao cotidiano do povo – contra o patrimonialismo revolucionário, aqui claramente representado pelo PT e seus asseclas.
    Cada parte quer ter uma parte do butim do Estado, para o bem ou para o mal, e cada um tem a sua intenção de não ceder enquanto puder. A diferença entre Sergio Moro e o resto do Judiciário é que, se este último quer manter as suas regalias (com pedido de aumento salarial de 72%), o primeiro mostra uma prudência idiossincrática, extremamente rara para quem é brasileiro, e prova a cada despacho que assina que é a sua honra pessoal que está em jogo, desafiando a lógica macabra do jogo imposto à sociedade. Contudo, é de se notar que, ao mesmo tempo, Moro só poderia realizar o que está a fazer justamente porque ele está protegido pela capa negra da magistratura federal e, portanto, como membro do patrimonialismo tecnocrata.

    O feitiço virou contra o feiticeiro

    Como um preparativo desta guerra pelo coração do Estado, ocorreram as manifestações de massa de 2013. Elas surgiram no mês de Junho daquele ano e poderiam entrar para a história como a “Revolta do Vintém”, mas, no fundo, foram um fiasco por um simples motivo: em vez de defender a causa aparente – o aumento de 0,20 centavos nas passagens dos transportes públicos nas cidades brasileiras –, ficou claro que o principal motivador dos eventos, o Movimento Passe Livre (MPL), era mais uma organização que funcionava como “massa de manobra”, sendo financiado e fomentado ideologicamente por linhas auxiliares ao PT, como o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PC do B (Partido Comunista do Brasil, o antigo “Partidão” de Luís Carlos Prestes). Sua intenção primeira de causar o caos foi adiada após a morte trágica do cinegrafista Santiago Andrade que, ao cobrir um dos protestos em fevereiro de 2014, teve a sua cabeça literalmente estourada quando um rojão explodiu em suas costas, lançado por dois rapazes que eram protegidos e pagos pelo PSOL apenas para criarem desordem no evento [18].

    Contudo, aconteceu outra reviravolta: ainda em junho de 2013, a própria sociedade civil resolveu sequestrar a reinvindicação central dessas manifestações de massa e, no dia 15 de junho, fez uma passeata em que todos gritavam “O gigante acordou”, “O povo acordou”, mostrando assim uma completa inquietude com o governo que comandava a nação.

    A esquerda não esperava por isso. A presidente Dilma Rousseff foi praticamente obrigada a criar do nada um plano “contra a corrupção” e apresentar um projeto de “reforma política” que, na verdade, não tinham nenhuma eficácia. Em seus pronunciamentos, era nítido que ela parecia mais mandar um recado a algum chefe superior (talvez Lula? Talvez alguém do Foro de São Paulo?) em vez de querer se comunicar à população. Resumo da ópera: se antes Dilma poderia seguir o mesmo caminho de popularidade do seu antecessor, a partir de junho de 2013 ela começou a cair nas pesquisas de satisfação.

    Ela recuperaria algum fôlego nas eleições de 2014, cujo resultado da sua vitória, apesar de ser aceita oficialmente, ainda deixa muitas pontas soltas[19]. Os problemas do seu segundo governo começaram mesmo quando, após as prisões e das delações premiadas do diretor da Petrobrás Paulo Roberto da Costa e do doleiro Alberto Yousseff, estes afirmaram que tanto Dilma como Lula sabiam o que aconteciam no esquema de corrupção desvelado pela Lava Jato[20]. Entre Outubro de 2014 e Março de 2015, a inquietação popular foi num crescendo, até estourar subitamente na passeata do dia 15 de março, quando, segundo a Polícia Militar de São Paulo, mais de 1,5 milhão de pessoas foram à Avenida Paulista para protestar nada mais nada menos contra o governo de Dilma, o Partido dos Trabalhadores e a presença de Lula em todo esse aparente cambalacho.

    Este escriba sempre foi um cético sobre agrupamentos com mais de três pessoas, mas, por dever de ofício, esteve nessa manifestação e pode afirmar que foi algo muito diferente (e, obviamente, sem nenhuma violência) do que aconteceu nos protestos de 2013. Em primeiro lugar, observei que, ao contrário das reinvindicações do Movimento Passe Livre, pedinte por mais intervenção estatal para resolver o problema do transporte urbano, chegando ao ponto de exigir a passagem grátis, o clamor geral da sociedade civil que foi às ruas era que o Estado se afastasse cada vez mais das suas vidas particulares.

    Em segundo lugar, o que me surpreendeu na manifestação do dia 15 de março de 2015 – e nas que se seguiram até agora – foi o fato de que não era um movimento dominado pela retórica de esquerda e sim uma reunião da “maioria silenciosa” – a maioria dos brasileiros, que trabalha e paga impostos e que, sobretudo, suporta até um certo limite para a interferência do Estado em sua vida privada. Contudo, naquele dia ficou evidente que, quando este limite estoura – como era precisamente o caso daquele momento – a reação é a da justa indignação.

    Outra coisa que me deixou sensibilizado foi o que eu chamo de “o mimetismo do bem”. As pessoas que estavam lá poderiam não ser honestas ou boas todos os dias e todas as horas da sua vida; mas, naquele momento, todos queriam ser bons, todos queriam ser honestos. Lembro-me que minha esposa foi comprar duas Coca-Colas em uma banca de jornal que estava aberta e achou que o vendedor errara no troco. Informei que ele estava certo – e o sujeito respondeu: “Aqui ninguém quer roubar não, aqui ninguém é PT”.

    Além disso, era de se notar a ausência de um clima de violência e de ressentimento, comuns a qualquer manifestação de massa coordenada pelas esquerdas. Havia famílias e gerações inteiras ali: desde o avô até o neto pequeno, passando pela mulher, pelo filho, pelo sobrinho. Um detalhe significativo foi a presença de muitos negros, vários homossexuais, vários travestis. Isso significa que o discurso do “politicamente correto” – habitualmente sequestrado pelo PT e sua comitiva – estava prestes a se esgotar, além de mostrar que decência não tem gênero, raça ou escolha sexual.

    Ficou cristalino que, para aquele público, não só o PT, mas todo o estabilishment da Nova República (em especial o PSDB), não enganava mais ninguém. Como nos protestos que a sociedade civil fez no dia 16 de junho de 2013, todos gritavam sem exceção que Dilma e o PT deveriam ir embora da vida pública – e isso chegou ao seu ápice na manifestação do dia 13 de março de 2016, a maior da história do Brasil, com 2,2 milhões de pessoas por todo o país, segundo a PM de cada federação.

    Naquele momento, a saída imediata do PT no governo seria o ideal, porém não é o que aconteceria. Em um processo agonizante que já dura um ano, as idas e as vindas da política centralizada em Brasília fizeram Dilma ser rifada pelo por seu próprio partido para este permanecer no poder, perdendo simbolicamente a sua representação institucional ora em função de Lula, ora em função do vice-presidente Michel Temer, do PMDB (que até escreveu uma patética carta de rompimento, mas depois teve que recuar). Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores se desintegrava em outros pequenos partidos, como a Rede (comandada por uma ex-petista, Marina Silva) ou até mesmo dentro do PMDB (com a presença de outra ex-petista, Marta Suplicy), na esperança de continuar com o seu trabalho hegemônico de aviltamento das consciências.

    O fiel da balança de todo esse tumulto institucional deveria ser o PMDB, tendo como eixo a luta de Eduardo Cunha e de Renan Calheiros tanto pela manutenção do poder como também para os dois se manterem fora das denúncias criminosas, especialmente as produzidas pela Lava Jato. Michel Temer quis ser o aglutinador de todas essas tendências, e seu primeiro passo foi tentar se unir com o PSDB para governar minimamente o país se acontecesse uma renúncia ou um impeachment de Dilma; mas o partido de FHC e de Aécio Neves preferiu uma máscara de imparcialidade, alegando que ainda não era o momento para apresentar um pedido de afastamento da presidente ao Congresso, mesmo com as manobras contábeis evidentes (as chamadas “pedaladas fiscais”) para fingir que o governo cumpriu com as metas do orçamento da União – o que implicaria em crime de responsabilidade[21].

    A estratégia do PSDB tem uma razão: com o cenário apresentado acima, não é um exagero aceitar a conclusão de que estamos assistindo à morte da Nova República – e que ele depende da continuidade desse sistema político para manter o seu ninho de poder[22]. E, dito isso, temos então um problema maior: Quem seria o líder desse redemoinho que arrasa com o país? O PSDB perdeu a sua chance porque a sua pusilanimidade lhe custará caro nas eleições municipais que acontecerão em outubro de 2016. E o PT terá de se metamorfosear urgentemente, mas isso levará algum tempo até assumir uma nova máscara, principalmente devido aos escândalos recentes, envolvendo a publicação dos grampos e a manobra surrealista do ex-presidente Lula de querer ser ministro da Casa Civil para escapar do laço de Sergio Moro, tendo assim foro privilegiado[23]. Sobrou o PMDB, que, infelizmente, é o modelo supremo do patrimonialismo tecnocrata, mas é infinitamente muito melhor do que o modelo estabelecido pelo Foro de São Paulo (e, na verdade, ele foi a única oposição real, mesmo com tons dissimulados, que o PT teve em seus doze anos de governo).

    Na época, a única coisa que poderia mudar essa situação era se Sergio Moro, com a Operação Lava Jato, limpasse a estrutura política do país, colocando a cúpula do PT (especialmente Lula e José Dirceu) no cerco da cadeia. No caso de Dirceu, a prisão aconteceu antes que ele pudesse esboçar qualquer reação; já no de Lula, tudo leva a crer que, depois do mandado de condução coercitiva assinado por Moro e que criou um agudo tumulto político nas últimas semanas, o momento de entrar pela porta do cárcere fica cada vez mais próximo[24].

    Contudo, para isso dar certo, tudo dependeria não apenas da força-tarefa de Curitiba, mas também dos representantes do patrimonialismo tecnocrata que foram cooptados pelo patrimonialismo revolucionário, como os ministros do STF José Dias Toffoli, Luiz Eduardo Barroso, Teori Zavascki e Luiz Edson Facchin, cada um indicado especialmente por Lula e Dilma para suas vagas e também com relacionamentos afetivos com a ideologia defendida pelo PT. Nesse sentido, deve-se observar que o comportamento desses juízes, talvez com a exceção de Barroso, foi surpreendente: Teori Zavascki é o relator da Lava Jato no Supremo e se mostrou publicamente escandalizado com o que já foi descoberto pelas investigações, afirmando que “ao puxar uma pena, encontra-se uma galinha” (por outro lado, ele critica constantemente os procedimentos ousados de Moro, especialmente sobre a publicação dos grampos de Lula com a presidente, e ontem mesmo pediu explicações ao juiz de Curitiba, colocando a investigação da Lava Jato novamente em sigilo judicial[25]); Toffoli, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, mandou abrir um procedimento investigatório para verificar se a chapa de Dilma e Temer foi financiada com dinheiro oriundo de propina da Petrobrás via Odebrecht; e, no início de dezembro de 2015, Facchin foi o relator que ousou ir contra um pedido do governo para apressar o rito de impeachment, que fora aberto por Eduardo Cunha na semana anterior.

    É claro que tudo isso parece ser um baile de máscaras, mas não se deve negar o fato de que há uma tensão extrema na luta entre os dois tipos de patrimonialismo já descritos. A questão crucial é saber se cada um cumprirá o seu papel, como se espera agora com a decisão do plenário do STF sobre a liminar que impede a posse de Lula como ministro, o que o levaria a ser novamente investigado por Moro[26] – ou se eles se confundirão entre suas togas e suas ideologias.

    Além disso, não se deve esquecer o pano de fundo do colapso econômico que se avizinha no bolso de cada cidadão já que, como nos mostra Bruno Garschagen, em artigo publicado no último sábado pelo Observador, o projeto de igualdade social concebido pelo PT nos anos 2000 tem tudo para se transformar na mais nova distopia do século XXI: “A crise política brasileira é o resultado daquele que talvez seja o mais desastroso governo da história do país. O país regista sete trimestres consecutivos de redução do PIB, a pior marca desde que o índice começou a ser calculado em 1947. De 2014 até o fim de 2016, a projeção é de queda acumulada de 8,7%. E a taxa de desemprego está em 8,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”.[27]

    Neste cenário que se aproxima cada vez mais do final de Hamlet e não o de Macbeth, há ainda um outro fato que não pode ser desprezado: o PT demorará para ir embora da vida pública. Temos de entender que não se trata de um mero partido político – e sim de uma forma de pensamento, uma maneira de ver o mundo, uma existência que fará o possível e o impossível para permanecer, principalmente ao sentir que corre perigo de ser desmantelada como pó. E o palco ideal para se perceber isso é nada mais nada menos que o ambiente cultural – e a imprensa que, em sua maioria simpatizante da pauta progressista, está desesperada porque vê o seu mundo ruir, partindo para a desinformação pura e simples, sem ter a coragem de admitir para si mesma que, após tantos anos de hegemonia da esquerda no domínio das manifestações de massa, nas universidades e nas redações, o feitiço finalmente virou contra o feiticeiro.

    Mas isto é assunto para um outro texto, que decididamente terá de acompanhar os fatos vertiginosos que podem mudar a situação em um piscar de olhos. Afinal, o que se espera deste filme de horror é a capacidade de nos surpreender a cada instante – mesmo sabendo que o gigante invertebrado deve causar muito mais estrago para o seu próprio povo.

    [Ensaio publicado no jornal digital português Observador: http://observador.pt/especiais/o-gigante-invertebrado/%5D

  7. Chesterton said

    Dilma, por favor, renuncie
    24/03/2016 02h00
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    Presidente, serão necessários cadáveres nas ruas para que a senhora renuncie? Nunca antes na história deste país um presidente teve popularidade tão baixa, gestou uma crise econômica tão profunda nem presidiu um governo envolvido em episódios de corrupção tão gigantescos.

    Além desse “legado”, a senhora gostaria também de ser a responsável por uma inédita convulsão social que já começa a se degenerar em violência física entre compatriotas? Essa será a consequência inevitável de sua permanência em uma função que já não tem a menor condição de exercer.

    A maioria da população brasileira percebeu que a sua reeleição foi fruto de uma fraude tripla. Política, porque a senhora se elegeu em uma campanha torpe de destruição de seus adversários, e no dia seguinte à vitória passou a tentar implementar as medidas por eles defendidas.

    Financeira, porque o dinheiro que financiou boa parte de sua campanha era roubado. E econômica, porque a senhora manteve, por interesses eleitoreiros, um sistema que já em 2014 dava claros sinais de estar levando o país à bancarrota.

    Com origem assim comprometida, seu mandato dificilmente seria recuperável. Em uma recessão aguda, menos ainda. Seria preciso muito arrependimento e humildade para recuperar nossa confiança.

    Mas a senhora e seu partido, mesmo nessas circunstâncias, continuam a fazer o oposto, na melhor tradição bolchevique. Quando criticados, atacam. Quando pegos em flagrante delito, acusam o Judiciário, a mídia, as elites.

    Depois da maior passeata política de nossa história, o que a senhora faz? Traz para o poder a pessoa sob investigação pelo escândalo que nos levou às ruas. Já nos sentíamos decepcionados e indignados com seus desmandos. Agora, nos sentimos achincalhados.

    A senhora cospe na nossa cara e apequena o Brasil. Não há possibilidade de conciliação.

    A senhora pode se agarrar ao poder. Não creio que consiga sobreviver ao processo de impeachment, já que não conta mais com os instrumentos de cooptação de aliados.

    Com seu orçamento falido, não há verbas para o convencimento legal; com seus financiadores na cadeia, fecharam-se também os caminhos alternativos. Se escapar do impeachment, duvido que passe do processo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), especialmente com as delações premiadas que estão por vir.

    Mesmo que nenhum desses caminhos dê resultado e a senhora consiga terminar o mandato, presidirá um país paralisado por uma crise de confiança insanável e destroçado por conflitos internos que causarão a ruptura do nosso tecido social.

    Caso sofra o impeachment, nossa vida política será poluída por décadas de acusações delirantes de “golpe”, revanchismo e raiva. O caminho mais indolor para todos é a sua renúncia.

    Presidente, qualquer que seja o seu projeto para o Brasil, ele não poderá ser implementado pela senhora. Poupe-nos de anos de empobrecimento e polarização.

    A senhora já disse e repetiu que não é de renunciar ou resignar-se, que já passou por coisa pior. Quem se importa? A Presidência da República do Brasil não é lugar para testes de personalidade ou demonstrações de coerência biográfica.

    Deve ser ocupada por quem pensa na população, não em si mesmo. E ainda que a senhora acredite que a sua permanência é uma defesa dos interesses dos mais pobres, basta ver os dados de pesquisas de opinião para saber que eles prescindem de sua ajuda.

    Se a senhora realmente acredita em sua inocência, não há problemas: temos um admirável Judiciário, que certamente lhe estenderá o devido processo legal. Essa defesa, contudo, deve ser feita na planície, não no Planalto, como a sua versão de 2011 bem sabia, ao demitir sete ministros suspeitos de corrupção.

    As acusações que pesam sobre a senhora são bem mais graves e de repercussões mais importantes do que as feitas a eles. E assim como a senhora, enquanto chefe, acertadamente pediu-lhes que saíssem do poder, agora é o seu chefe, o povo brasileiro, que lhe roga a mesma coisa: saia. Queremos nosso país de volta.

    GUSTAVO IOSCHPE, 39, mestre em desenvolvimento econômico pela Universidade de Yale, é fundador e CEO da empresa Big Data

  8. Patriarca da Paciência said

    Jornal do Brasil
    “O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma leve queda nesta quinta-feira (24), com o cenário externo desfavorável devido à volatilidade dos preços das commodities. Investidores domésticos acompanham eventuais iniciativas fiscais a serem efetuadas pelo Banco Central e desdobramentos no cenário político.

    A bolsa caiu 0,15%, a 49.616 pontos. A Ibovespa acumulou queda de 2,36% nesta semana, e quebrou uma sequência de cinco semanas de crescimento.

    A Petrobras registrou leve crescimento, acompanhando a volatilidade do petróleo no mercado internacional. Enquanto os papeis ordinários da empresa, PETR3, subiram 0,71%, a R$ 9,99, os preferenciais, PETR4, avançaram 0,39%, a R$ 7,81.

    A Vale teve forte avanço, na esteira da valorização do minério de ferro na China. As ações ordinárias da empresa, VALE3, subiram 6,59%, a R$ 15,05, ao mesmo tempo em que as preferenciais, VALE5, cresceram 8,29%, a R$ 11,37. ”

    Pelo menos o Jornal do Brasil apresenta comentários econômicos munidos de alguma lógica !

  9. Pax said

    Mona, em #4 — muito bom.

  10. Patriarca da Paciência said

    Mona e Mona,

    até agora as esquerdas não fizeram qualquer ameaça ao ministro Gilmar Mendes.

    Já contra o ministro Teori, a direitona está fazendo as mais inimagináveis ameaças.

    Qual a opinião de vocês sobre esse fato ?

    E por acaso, vocês acharam correta a decisão do juiz Moro no caso dos grampos ?

  11. Patriarca da Paciência said

    Comentário acima, eu quis dizer, Mona e Pax.

  12. Patriarca da Paciência said

    “Um interlocutor da Odebrecht, segundo a colunista Mônica Bergamo, diz que o comunicado de que a empresa está disposta a fazer colaboração “definitiva” com a Justiça é um aviso de que o listão nas mãos da Lava Jato poderia atingir não apenas quase todo o universo político, mas também setores do Judiciário, da diplomacia, dos militares e até do Ministério Público; ‘há inclusive uma aposta de que, de tão abrangente e explosiva, a Lava Jato poderia caminhar inclusive para uma operação “abafa”‘, diz ela ”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/222616/M%C3%B4nica-Bergamo-list%C3%A3o-pode-atingir-Judici%C3%A1rio-militares-e-at%C3%A9-o-MP.htm

    E agora, quem poderá nos ajudar ?

  13. Pedro said

    Com certeza não é o Brasil/247 que vai nos ajudar.

  14. Pax said

    Patriarca,

    Eu achei a divulgação daquela conversa em que Dilma arma com Lula o tal Termo de Posse, um absurdo. Não deveria ter feito. Foi um tremendo tiro no pé da Lava Jato. Entendo que há algumas arbitrariedades no todo, sim.

    Ao mesmo tempo que acho que a Lava Jato levantou muita coisa triste. Pra todos os lados. O sistema todo é corrompido.

    Mas o PT paga pelos erros que cometeu. Tanto do lado da corrupção quanto do lado político, o desastre que Dilma causou.

    Em 2005/06 havia mensalão, muita coisa feia acontecendo, mas Lula tinha 80% de aprovação, se reelegeu, elegeu Dilma etc.

    Mas a ganância impediu de ver o momento, a gastança desenfreada, o mundo com cenário mudado e a turma metendo os pés pelas mãos.

    Esse governo é, sim, um desastre completo.

    Quem está se ferrando é o povo. Desemprego pra caramba, tudo parado.

    E o supermercado, ah, o supermercado. É ele que derruba governos.

    Vocês leram a Monica Bergamo de hoje?

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/03/1753975-lista-da-odebrecht-e-so-aperitivo-do-que-existe-nos-arquivos-da-empresa.shtml

    Pois é, a Lava Jato levantou tanta coisa, mas tanta coisa…

    que o cheiro é que vai dar uma tremenda duma PIZZA!

    Essa é minha aposta nesse momento.

    Mas… como diz a Rádio Band News FM: em 20 minutos tudo pode mudar.

    De outro lado, caro Patriarca, tenho visto muito disso aqui, que me incomoda um bocado. Sindicalistas que pouco se lixam para seus representados, isso sim. Aliás, outra desgraça que deixarão de herança. Uma desmoralização do sindicalismo e dos movimentos estudantis. Afora outras.

  15. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    para falar a verdade, acho que a grande maioria dos brasileiros já sabia e, sempre soube, que o sistema TODO é corrompido.

    O pessoal estava apenas brincando de “eu finjo que não sei e eles fingem que acreditam”.

    Aliás, eu tenho falado isso aqui no blog já faz alguns anos.

    Vamos ver até onde conseguem manter a hipocrisia.

    No meu comentário 12, há o mesmo link que você postou no comentário 14. O 247 faz apenas um comentário da Monica Bergamo e coloca o devido link.

    Aonde vai dar tudo isso é totalmente imprevisível.

    Os Savonarolas de Curitiba mexeram em algo que, agora, está totalmente fora de controle.

  16. Pedro said

    Pizza??????
    Poha, já tem um monte de gente na cadeia.
    Acordos de pagamentos de centenas de milhões, e até de bilhão.
    Mais de 3 bilhões bloqueados só na Suíça.
    As maiores empreiteiras do país já implorando um acordo.
    Etc, etc…..
    Isso é pizza?

  17. Patriarca da Paciência said

    “Nota Pública: AMB e Anamatra condenam ameaças à magistratura

    Tendo em vista as graves ameaças ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), e familiares, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) se pronunciam publicamente e conclamam a sociedade brasileira à necessária serenidade, propugnando pela maturidade política e absoluto zelo pelas garantias democráticas.

    Do mesmo modo, a AMB e a Anamatra reafirmam a defesa do devido processo penal para a comprovação de culpa e posterior punição dos agentes públicos e privados envolvidos em quaisquer atos ilícitos, preservada a autonomia do Poder Judiciário e a independência da magistratura, obrigatoriamente comprometida com a legalidade, com a imparcialidade de seus membros e com o Estado Democrático de Direito.

    Nesses termos, mostra-se inaceitável que as decisões do Poder Judiciário, de quaisquer de seus magistrados e, mais especificamente, do ministro Teori Zavascki, do STF, proferida na Reclamação nº 23.457, sejam questionadas por meio de ameaças diretas ou veladas e constrangimentos físicos ou morais, tais como os praticados contra o próprio ministro e familiares em seus endereços residenciais.

    Tal conduta, de caráter claramente intimidatório, que transcende o limite da crítica para invadir o perigoso terreno da tipicidade penal, deve ser repudiada por toda a sociedade, como o é pela AMB e pela Anamatra.

    Mesmo diante deste preocupante cenário, é preciso reafirmar a confiança na força da democracia e nas instituições, inclusive como instrumentos capazes de superar impasses e crises como essas. Clamamos, mais uma vez, pela unidade nacional em prol de objetivos comuns, pela paz social e pela normalidade institucional.”

  18. Patriarca da Paciência said

    Queda de Savonarola[editar | editar código-fonte]
    Savonarola, acreditando ser a voz de Deus, tinha o hábito de clamar que o Poder Divino o fulminasse se ele estivesse errado, e dizia que iria caminhar sobre o fogo para provar a retitude de suas pregações. Quando um frade franciscano aceitou o desafio, dizendo que achava que também seria queimado, porém que seu sacrifício serviria para tirar a ilusão do povo, Savonarola não se mostrou mais disposto e recuou da prova.[1]

    Um frei dominicano, discípulo de Savonarola, aceitou o desafio em seu lugar, e o circo foi armado, em Florença, em que a multidão compareceu para assistir a uma tragédia ou a um milagre. O representante de Savonarola, porém, inventou uma desculpa para não caminhar no fogo, e após vários insultos de lado a lado, acabou não havendo a esperada ordália pelo fogo.[1]

    Morte[editar | editar código-fonte]
    Depois deste fiasco, a influência de Savonarola foi diminuindo, e logo seus inimigos o levaram à autoridade secular. Algumas confissões foram obtidas por tortura, e ele foi condenado à morte na forca por heresia. Ele foi para a morte com fortitude e grandeza, um homem que muitos acreditaram que era um santo, mas que era, na realidade, uma vítima digna de pena, sofrendo de auto-ilusão, desobediência e obstinação.[1] Ele morreu em 25 de maio de 1498.[carece de fontes]

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Girolamo_Savonarola

  19. Patriarca da Paciência said

    nota da Embaixada da Itália:

    “Em relação à matéria ‘O plano secreto’ publicada na última edição da revista Veja, a Embaixada da Itália declara:

    1. As informações referentes à Embaixada e às supostas conversas do Embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas.

    2.Relativamente ao evento no Palácio do Planalto, a pessoa destacada na fotografia e sentada em uma das primeiras fileiras não é o Embaixador Trombetta, como pode-se constatar facilmente. O EmbaixadorTrombetta estava sentado, junto a todos os demais embaixadores, no espaço reservado ao corpo diplomático.

    3. Na conversa telefônica citada, foi dito ao jornalista que não se queria comentar fatos que, no que tange à Embaixada, eram e são totalmente inexistentes.

    Brasilia, 25 março de 2016”

  20. Pedro said

    #18

    Lula

  21. mona, das antigas said

    KKK,sabe quela coisa da matemática: CQD? Segue abaixo, o artigo do Héliio Shwartsman, um dos mais lúcidos articulsta do país (até parece que ele acessou seu blog, Pax…)

    País conflagrado
    25/03/2016 02h00
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    SÃO PAULO – Fui ao Oriente Médio e, na volta, encontro o Brasil conflagrado. Quando saí, o governo Dilma respirava por aparelhos; agora, estertora. O fato que mais contribuiu para lançar combustível às chamas foi a divulgação, por Sergio Moro, da gravação de um diálogo comprometedor entre Dilma e Lula.

    Para os simpatizantes do Planalto, o juiz federal violou todas as regras atinentes a escutas telefônicas, ao privilégio de foro e desrespeitou a instituição da Presidência da República, a soberania nacional etc. Deveria estar atrás das grades. Para a turma pró-impeachment, Moro agiu como herói ao lançar luzes sobre as entranhas pouco iluminadas do poder.

    Como tudo na vida, a questão é mais nuançada. Pelas análises de juristas que li, acho que dá para sustentar que a produção das provas, que incluem o diálogo comprometedor, foi legal; há dúvidas sobre sua validade num eventual julgamento da presidente; e é mais ou menos certo que Moro avançou o sinal ao revelar “urbi et orbi” seu conteúdo.

    Isso, é claro, só vale no âmbito jurídico. Na esfera política, é preciso ser apaixonadamente petista para não perceber que o juiz recorreu a um expediente de que o PT não só se utilizou no passado como frequentemente elogiou, que é tornar público aquilo que aos poderosos interessa manter secreto –mesmo que para isso certas leis tenham de ser violadas.

    Para ficar num caso recente, o governo não se mostrou tão zeloso com procedimentos quando o ex-agente americano Edward Snowden, em violação às leis dos EUA, divulgou em 2013 dados que mostravam Washington bisbilhotava a presidente brasileira. Um ministro de Dilma disse na ocasião que o ex-espião prestara um “serviço à humanidade”.

    No que a atitude de Moro difere da de Snowden? Mesmo que o diálogo não valha como prova num tribunal, foi bom para o país ter tomado conhecimento dessa conversa? O velho PT teria dito “sim” sem pestanejar.

  22. mona, das antigas said

    Mais CQD. O nome do jurista que vê as coisas “principiologicamente” segundo sua conveniência é Celso Antonio Bandeira de Melo. Confiram nesse endereço abaixo:

    http://www.tribunadainternet.com.br/contra-fhc-jurista-de-dilma-defendeu-uso-de-grampo-ilegal/

    Quem não quiser ler o articulista, por ele ser de “direita” (é o Felipe Moura Brasil), o negócio é ir direto à fonte original da informação: o artigo “FHC e as gravações clandestinas”, publicado na Folha de S. Paulo em 7 de junho de 1999.

    Agora, é só pesquisar, galera..

  23. Patriarca da Paciência said

    Nada mais parecido com os nossos dias atuais:

    A Conversão do Diabo
    Leonidas Andreiv

    (…)
    … Apresentou-se no Inferno para pregar o bem. Por que o fazia ? Não se sabe. Talvez tenha perdido a razão, de alegria, talvez movido pelo orgulho e pela vaidade quisesse exibir-se perante os demais diabos, ou talvez tivesse a imperiosa necessidade de visitar o lugar do seu nascimento. O caso foi que, abandonou a casa do sacerdote, encaminhou-se ao Inferno, sem a mínima hesitação. Qual foi o resultado da visita ?

    Apenas abriu a boca para pregar um sermão, os demais diabos plantaram-se diante dele, e começaram também a pronunciar sermões acerca da necessidade do bem, até com mais energia e eloquência do que ele. Todos eram especialistas na arte de mentir. Num instante toda a verdade se transformou numa mentira, e as mais santas palavras, gritadas por aqueles lábios impuros e desavergonhados transformaram-se em abomináveis opróbrios
    (…)

  24. Patriarca da Paciência said

    EM SP, ODEBRECHT RELATA PROPINA PARA O ‘SANTO’

    “Manuscrito apreendido na casa de Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, indica propina de 5% numa obra em São Paulo, durante o governo de Geraldo Alckmin; Na anotação aparece, logo abaixo do nome da estrada Mogi-Dutra “valor da obra = 68.730.000 (95% do preço DER)”; Logo abaixo: “custos c/ santo = 3.436.500″; santo pode ser uma referência a Alckmin, que cultiva a imagem de honestidade; como a Odebrecht ficou com uma parte de R$ 11 milhões do contrato, a propina de 5% teria passado a ser de R$ 687 mil, dos quais R$ 60 mil pagos no ato, e o restante em parcelas, de acordo com os recebimentos; por meio de nota, o governo de São Paulo decidiu não comentar o caso” (247)

  25. Patriarca da Paciência said

    Antecedentes[editar | editar código-fonte]
    No ano de 1961, 15 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, inicia-se em Israel o julgamento de Adolf Eichmann por crimes de genocídio contra os judeus, durante a guerra. O julgamento intensamente mediatizado, é envolvido por muita polêmica e controvérsia. Quase todos os jornais do mundo enviam correspondentes para cobrirem as sessões, tornadas públicas pelo governo israelense. Uma das correspondentes presentes ao julgamento, como enviada da revista The New Yorker, é a filósofa alemã, naturalizada norte-americana, Hannah Arendt.

    Além de crimes contra o povo judeu, Adolf Eichmann foi acusado de crimes contra a Humanidade e de pertencer a uma organização com fins criminosos. O réu se declarou “inocente no sentido das acusações”. No entanto, foi condenado por todas as quinze acusações que pesavam contra ele e enforcado em 1962, nas proximidades de Tel Aviv.[1]

    O livro[editar | editar código-fonte]
    Em 1963, com base em seus relatos escritos para The New Yorker, sobre o julgamento, Arendt publica um livro – Eichmann em Jerusalém. Nele, ela descreve não somente o desenrolar das sessões, mas faz uma análise do “indivíduo Eichmann”. Segundo ela, Adolf Eichmann não possuía um histórico ou traços antissemitas e não apresentava características de um caráter distorcido ou doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender em sua carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questioná-las, com o maior zelo e eficiência, sem refletir sobre o Bem ou o Mal que pudessem causar.

    Em Eichmann em Jerusalém, Arendt retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o (ver: ponerologia). Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a filósofa, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.[2] [3]

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Banalidade_do_Mal

  26. Pedro said

    A Odebrecht é praticamente um governo paralelo.
    Já passou da hora de acabar com isso.

  27. Mona, a das antigas said

    Patriarca, interessante o paralelo entre a banalidade do mal e a banalidade da corrupção, feita pelo PT e seu exército de operadores. Ou seja, para o PT – ao contrário do que acontece nos outros partidos – a corrupção é um fenômeno amoral, um instrumento para a perpetuação de um projeto de poder, vendido aos militantes como o meio para que se consiga o bem último, que a justiça social. Por isso, essa legião de adoradores amorais. Para os demais, a corrupção é um fenômeno imoral, que visa fundamentalmente o bem estar próprio e da família, quiçá de um grupo de amigos. Quando pegos, não procuram justificar seus atos sob a pecha de um bem maior. São cínicos (a a la Maluf e la Cunha), alegando inocência ou usufruto, mas não enganam ninguém.

  28. Chesterton said

    26- me espanta que um dia tenha pensado que tudo iria acaber bem para eles…

  29. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    me espanta mesmo é você voltar com essa velha lenga-lenga de que corrupção é coisa do PT.

    Isso não pode ser normal.

    O partido mais corrupto do Brasil, segundo o TSE, é o DEM, em segundo lugar vem o PMDB e em 3º lugar o PSDB. O PT ocupa apenas a 9ª posição, segundo o TSE, em número de políticos cassados por corrupção.

    E você ainda me vem com essa velha lenga-lenga, mesmo depois da divulgação do listão da Odebrecht ?

    Você acha mesmo que pode tapar o sol com uma peneira ?

  30. Patriarca da Paciência said

  31. Patriarca da Paciência said

    Cara Mona, leia o comentário 23.

    E observe também no comentário 25:

    “indivíduo Eichmann”. Segundo ela, Adolf Eichmann não possuía um histórico ou traços antissemitas e não apresentava características de um caráter distorcido ou doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender em sua carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questioná-las, com o maior zelo e eficiência, sem refletir sobre o Bem ou o Mal que pudessem causar.

    Ou seja, um dos maiores criminosos de todos os tempos, era apenas um carreirista, um burocrata zeloso, um funcionários com um ego imensos e uma vontade férrea de “ser importante”.

  32. Mona, a das antigas said

    Patriarca,
    melhor fazer cursos de interpretação de texto. Essa “lenga-lenga de que a corrupção é coisa do PT” só está escrito no texto em que vc imaginariamente leu.

  33. Patriarca da Paciência said

    “Em editorial publicado neste domingo, o jornal britânico “The Guardian” defende que, se Dilma Rousseff não conseguir restaurar a calma no Brasil, a presidente deveria convocar novas eleições ou renunciar. Para a publicação “uma das preocupações óbvias é que esses protestos, se não controlados, podem resultar em violência generalizada com risco de intervenção militar”.

    Concordo mesmo !

    Se há essa prerrogativa, a Dilma deve usá-la com urgência !

    Acho que o Brasil todo já está cansado de sofismas e lengas-lengas !

  34. Patriarca da Paciência said

    O link do texto acima:

    http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/03/dilma-deveria-convocar-eleicoes-ou-renunciar-sugere-jornal-ingles-the-guardian-5149591.html

  35. Guatambu said

    Nossa…

    170 mil funcionários demitidos pela Petrobras… e eu acreditava no Elias, que a Petrobras era uma das petroleiras mais lucrativas do universo observável…

    Se a Petrossauro fosse tão lucrativa acho que ela estaria, como gosta de dizer o nosso amigo investindo, e não tentando cortar custos…

    Elias deve estar sumido por isso: votou a vida inteira no partido dos trabalhadores e investiu a vida inteira na Petrobras.

    Agora a Petrobras demite os trabalhadores, e o partido não faz nada a respeito.

    Deve ser muito triste mesmo.

    Eu ficaria chorando em casa.

  36. Pedro said

    170 mil?
    Onde vc viu Guata?

  37. Guatambu said

    No Uol….

    Deve ser 17 mil…. ainda assim..

  38. Guatambu said

    Putz… 170 mesmo…

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/03/1755010-pos-lava-jato-petrobras-ja-demitiu-170-mil-funcionarios.shtml

  39. Chesterton said

    33, cuméquiué, Dilma chamar os generais?

  40. Pedro said

    Huuumm
    Patriarca a procura de um general melancia, verde por fora e vermelho por dentro……

  41. Chesterton said

    Dilma, tua presença não mais é desejada, finge que vai cagar e retira-te do recinto.

  42. Chesterton said

    Esse aqui não é o amigo do Elias…

    http://www.cartacapital.com.br/politica/sair-da-crise-5624.html

  43. Chesterton said

    A Dilma deveria processar o Temer por abandono de incapaz!
    li na internet.

  44. Patriarca da Paciência said

  45. Guatambu said

    Eu to gostando!

    Alguns criminosos pulam fora do barco, outros criminosos vão afundar junto com o barco!

    É um espetáculo, é Fantástico! Huá Huá Huá!!!!

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1755549-governo-transforma-evento-oficial-em-ato-contra-o-impeachment-de-dilma.shtml

    Olha que lindo: MST; MTST; União dos Movimentos de Moradia de São Paulo; MLT; FNL… só bandido!

    Esses bandidos que o Pax ama.

  46. Pedro said

    Eu não to gostando.

    Os “criminosos” desembarcaram do governo, pra tomar o governo.

    E os “criminosos” que ficaram, perderam todos os escrúpulos, vão afundar o país junto com o navio deles.

    Que merda.

  47. familiabopp said

    O Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje, em audiência pública no Senado, ser essencial para a recuperação da economia que o Governo tenha uma atuação ativa e pujante através de gastos públicos. De acordo com o orçamento proposto pelo Governo na modificação da LDO de 2016, o Governo poderia rodar com déficit primário de 97 bilhões de reais.

    Agora vamos recapitular a atuação do Governo Dilma nos últimos anos.

    Em 2014, tivemos uma revisão de meta para um déficit primário de 34 bilhões de reais, com resultado de déficit nominal de 120 bilhões de reais.

    Em 2015, tivemos uma revisão de meta para um déficit primário de 119 bilhões de reais, gerando um prejuízo final de 497 bilhões de reais.

    Agora, em 2016, o Governo projeta, em março, um défict primário de 97 bilhões de reais, para um provável resultado final de prejuízo de 420 bilhões de reais.

    Se considerarmos que as metas pioraram ao longo dos anos anteriores, não poderemos estranhar se o Governo revise essa meta, em dezembro, para um déficit primário de mais de 200 bilhões de reais. Estaria o Governo buscando um resultado final com que nível de prejuízo? 700 bilhões? Um trilhão?

    Agora vamos ver os resultados dessa política de gastos. Em 2014, estagnação de 0,1% de “crescimento” do PIB. Em 2015, encolhimento de 3,6%. Para 2016, projeção de 4% negativos. Parece que essa política, pelos próprios números, não é boa.

    E isso ocorre porque não é gasto público que aumenta riqueza. O que cria riqueza é um ambiente seguro de negócios, com instituições sólidas, governo estável e responsável, poupança nacional robusta que suporte aumento dos investimentos e abertura comercial.

    É exatamente o contrário de tudo o que esse Governo produz. O aumento de gastos públicos arrebenta com todos os quesitos citados para pujança econômica, fazendo do país uma terra inóspita para investimento.

    A crença keynesiana no efeito multiplicador do gasto público multiplica consumo insustentável no curto prazo, falta de investimento no médio prazo e colapso econômico no longo prazo.

    E aí é como o próprio Lord Keynes diz: “no longo prazo, todos estaremos mortos”. Com esse tipo de pensamento, fica claro quem foi o genocida que matou a todos.

    chest- mais um desastre neo-keynesiano…

    http://www.institutoliberal.org.br/blog/reduzir-meta-fiscal-destroi-a-economia/

  48. Chesterton said

    Peguei o PC errado de novo, sou eu aqui Pax. (antes que ele fique brabinho)

  49. Chesterton said

    Dilma: não foi só crime de responsabilidade

    Brasil 30.03.16 14:05
    Dilma Rousseff continua a mentir que não cometeu crime de responsabilidade. O correto é dizer que ela não cometeu APENAS crime de responsabilidade — o que já é suficiente para varrê-la do Planato.

    A petista cometeu também crime de desobediência, extorsão, crime eleitoral, crime de responsabilidade fiscal, falsidade ideológica e improbidade administrativa.

    Eis outra vez a lista feita pela Istoé:

    “1- CRIME DE RESPONSABILIDADE

    Obstrução da Justiça I:

    Dilma disse a Lula que enviaria a ele um termo de posse de ministro para ser utilizado em caso de necessidade.

    Obstrução da Justiça II:

    Dilma Rousseff escalou Delcídio Amaral para articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas, do STJ, em troca da soltura de presos da investigação policial.

    Obstrução da Justiça III:

    Aloizio Mercadante foi escalado para tentar convencer Delcídio Amaral a não fechar acordo de delação premiada e chegou a insinuar ajuda financeira.

    Obstrução da Justiça VI:

    Delcídio Amaral afirmou que Dilma costumava dizer que tinha cinco ministros no Supremo, numa referência ao lobby do governo nos tribunais superiores para barrar a Lava Jato.

    (Enquadramento legal: Inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079/1950)

    2- CRIME DE DESOBEDIÊNCIA

    Nomeação de Lula no Diário Oficial:

    Apesar de decisão da Justiça Federal que sustava a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, Dilma fez o ato ser publicado no Diário Oficial da União.

    (Enquadramento legal: Artigo 359 do Código Penal)

    3- EXTORSÃO

    Ameaças para doação de campanha:

    Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014 porque teria sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma.

    (Enquadramento legal: Artigo 158 do Código Penal)

    4- CRIME ELEITORAL

    Abuso de poder político e econômico na campanha de 2014:

    Dilma é acusada em ação no TSE de se valer do cargo para influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto, além da utilização de estruturas do governo, antes e durante a campanha, o que incluiria recursos desviados da Petrobras.

    Caixa 2:

    A PF apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 do “departamento de propina” da Odebrecht.

    (Enquadramento legal: Art. 237, do Código Eleitoral)

    5- CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL

    Pedaladas fiscais:

    (Enquadramento legal: Inciso III do Art. 11 da Lei 1.079/1950)

    Decretos sem autorização do Congresso:

    (Enquadramento Legal: Inciso VI do Artigo 10 da Lei 1.079/1950)

    6- FALSIDADE IDEOLÓGICA

    Escondendo o rombo nas contas:

    (Enquadramento legal: Art. 299 do Código Penal)

    7- IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

    Visita político-partidária:

    Dilma foi denunciada na Justiça por mobilizar todo um aparato de governo – avião, helicóptero, seguranças – para prestar solidariedade a Lula em São Bernardo.

    (Enquadramento legal: Art. 11 da Lei nº 8.429/1992)”

    cherst- antagonista

  50. Chesterton said

  51. Chesterton said

  52. Chesterton said

    Falta o milagre

    Economia 30.03.16 15:26
    Por falar em Petrobras, O Antagonista ouviu que alguns economistas acreditam que a Petrobras tem jeito se mantiver os preços dos combustíveis altos e tiver um aporte de 100 a 200 bilhões de reais.

    Os preços dos combustíveis, os otários aqui garantem — mas a outra parte depende de milagre.
    antagonista

    chest- lá vai o dinheiro do abestalhado contribuinte…

  53. Chesterton said

    esse governo Diuma Figa deveria ser suficiente para acabar com o esquerdismo infantil latino-americano por uns 50 anos, mas com esta população dependente-escrava, não sei não….

  54. Chesterton said

    Estadão:

    “Um relatório da Polícia Federal da investigação que tem como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca viagens feitas por familiares ao Panamá. Principal escala para as paradisíacas praias caribenhas, como as da República Dominicana, o país é também um dos destinos de investigados pela Operação Lava Jato para a abertura de empresas offshores – que foram usadas para movimentação de propina em contas secretas no exterior.

    O Relatório de Análise 769, da PF, apresenta dados dos familiares de Lula, seus irmãos José Ferreira da Silva, o Frei Chico, e Genival Ignácio da Silva, o Vavá, e do sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos. O documento inclui ‘os vínculos societários dos mesmos e seus familiares, bem como, outras informações relevantes”. Entre essas informações, as viagens internacionais dos alvos desde 2007, com base em dados extraídos do Sistema Nacional de Tráfego Internacional.”

    A conexão lulopanamenha deve nos dar grandes alegrias.

  55. Chesterton said

    Uma pediatra pode deixar de atender a uma criança, que tratava havia cerca de um ano, por discordar da posição política da mãe? A pergunta foi feita ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul nesta semana.

    No último dia 17, um dia após divulgação da gravação da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, a médica Maria Dolores Bressan mandou uma mensagem para Ariane Leitão, dizendo que estava “declinando, em caráter irrevogável, da condição de pediatra” da criança.

    Ariane é suplente de vereadora em Porto Alegre pelo PT e foi secretária estadual de Políticas Públicas para Mulheres na gestão do ex-governador petista Tarso Genro (2011-2014). A médica acompanhava o bebê desde o primeiro mês de vida da criança, em consultas feitas por meio de um plano de saúde.

    Não é o primeiro caso de intolerância política registrada nos últimos dias. O jornalista Juca Kfouri, colunista da Folha, foi alvo de ofensas na madrugada desta terça-feira (29), em São Paulo, por ter se posicionado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    No caso gaúcho, a pediatra disse em mensagem que, “depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem (16), onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser pediatra do teu filho”. A médica não quis falar com a Folha.

    “Ela não quer mais ser pediatra do meu filho porque sou filiada ao PT. Isso é uma discriminação proibitiva. O direito do meu filho foi violado”, diz a mãe, que acionou o conselho regional.

    Se a sindicância concluir que houve falta de ética por parte da médica, um processo será aberto. A médica pode receber uma advertência, ser suspensa por 30 dias ou ter seu exercício profissional cassado. O processo pode, ainda, ser arquivado, informou o conselho regional à reportagem.

    O artigo 23, do capítulo IV, do Código de Ética do Conselho Federal de Medicina diz que o médico não pode “discriminar o paciente de qualquer forma ou sob qualquer pretexto”. Mas o artigo 36, do capítulo V, prevê o abandono do paciente “ocorrendo fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho profissional”.

    Ariane diz que a médica, que também atendia seus sobrinhos, sempre foi profissional e que deve ter ficado muito influenciada com os fatos políticos. “No foro íntimo ela tem essa discriminação, mas publicizar e assinar? Ela quis ser cruel comigo e com meu filho”, disse a mãe.

    SITUAÇÃO ‘DESCONFORTÁVEL’

    O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo, informou que a orientação da entidade é que o médico cumpra o código de ética, nos direitos e deveres, que aja conforme a sua consciência e da sua profissão.

    “Se o médico se sentir desconfortável, a atitude mais honesta e leal é ser franco e dizer que prefere não atender”, observou Argollo.

    Ariane conta que a médica já havia desmarcado uma consulta de retorno de seu filho. A mãe, então, remarcou para outra data. Na mensagem, a médica pediu que ela “não insistisse em marcar consultas mais”.

    “Estou profundamente abalada, decepcionada e não posso de forma nenhuma passar por cima dos meus princípios”, escreveu Maria Dolores. A mãe respondeu que estava “chocada”.

    Dias depois, a mãe divulgou o caso em sua página pessoal, sem citar o nome da médica, e pediu indicações de um médico que atendesse pelo mesmo plano de saúde, o Ipe (Instituto de Previdência do Estado). O plano diz não ter recebido nenhuma queixa oficial sobre o caso.

    “Meu filho não tem nada a ver com os grampos do Moro, muito menos com o ‘escárnio’ que ela falou. Uma loucura total”, opina a mãe.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1755517-pediatra-interrompe-atendimento-a-crianca-porque-a-mae-dela-e-petista.shtml

  56. Pedro said

    # 55
    Ânimos exaltados, mas humor do brasileiro continua……

    “Após pediatra negar atendimento a mãe petista, médico se recusa a atender paciente ensanguentado: ‘De vermelho aqui não’

    Depois do polêmico caso da pediatra gaúcha Maria Dolores Bressan, que negou atendimento ao bebê de uma suplente de vereadora petista, mais um médico se recusa a atender um paciente baseado em suas crenças políticas.

    Também em Porto Alegre, onde aconteceu o caso anterior, o jovem plantonista Erick Schmidt Schneider, de 28 anos, se recusou na manhã desta quarta-feira a atender um homem que chegou ensanguentado ao pronto-socorro.

    “Ele me viu de longe e já balançou a cabeça”, disse o auxiliar de escritório Gerivaldo Rocha, que passava no centro da cidade durante uma confusão entre policiais e assaltantes e acabou caindo de cabeça no chão.

    “De vermelho aqui não”, teria dito o médico a Gerivaldo. “Tu sabes que essa cor é cor de bandido, de comunista. Quero meu Brasil de volta. Vermelho aqui, não. Eu estou sem a mínima condição até de olhar para você”, terminou.

    O Sindincato Médico do Rio Grande do Sul emitiu nota elogiando a atitude de Schmidt Schneider. “Heil, Schneider”, brincou o presidente da instituição. “O trabalho liberta o homem, como já diziam os sábios. Está certíssimo. Esta é a nossa solução final”, concluiu o presidente do sindicato Paulo de Argollo Mendes.”

    Do sensacionalista.

  57. Chesterton said

    ensanguentado é emergencia, aí tem que atender os petralhas.

  58. Patriarca da Paciência said

    “Ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello concordou com o argumento da presidente Dilma de que se não houver crime de responsabilidade, o impeachment configura golpe; “Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe”, afirmou; para ele, afastar Dilma do cargo não vai resolver a crise política e econômica do País; ao “contrário”, haverá possibilidade de conflitos sociais, acrescentou; para o magistrado, governo e oposição deveriam juntar-se para “combater a crise que afeta o trabalhador, a mesa do trabalhador, que é a crise econômico-financeira”; Marco Aurélio quis saber “por que insistem em inviabilizar a governança pátria. Nós não sabemos”

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223256/%E2%80%98Ela-tem-raz%C3%A3o-impeachment-sem-crime-%C3%A9-golpe%E2%80%99.htm

  59. Patriarca da Paciência said

    Jornal do Brasil

    A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse nesta quarta-feira (30), em sua conta no Twitter, que fica no governo. Nesta terça-feira (29), o PMDB, partido da ministra, decidiu romper por aclamação com o Palácio do Planalto e deixar a base aliada do governo. Assim, a decisão de Kátia Abreu, que deve se estender a mais cinco ministros do PMDB que ainda estão no governo, contraria a nova diretriz do partido.

    “Continuaremos no governo e no PMDB. Ao lado do Brasil, nós enfrentaremos a crise”, afirmou a ministra na rede social. Ela disse, no entanto, que o grupo deixa a presidenta Dilma Rousseff “à vontade” para recompor sua base. “O importante é que na tempestade estaremos juntos”, finalizou Kátia Abreu.
    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/03/30/katia-abreu-contraria-decisao-do-pmdb-e-diz-que-fica-no-governo/

  60. Chesterton said

    Comandante da Força Nacional diz que Dilma não tem escrúpulos

    Brasil 30.03.16 21:18
    Algo muito grave está acontecendo no comando da Força Nacional de Segurança, que perdeu seu terceiro comandante em menos de um ano. O último foi o coronel Adilson Moreira, que ficou no cargo apenas 45 dias.

    Lauro Jardim reproduziu a íntegra de email de Moreira comunicando sua decisão a integrantes da FN. No texto, ele diz que pediu demissão por “conflito ético”, se disse envergonhado e acusou o governo, Dilma inclusive, de não ter escrúpulos.

    “Não está interessada no bem do país, mas em manter o poder a qualquer custo.”

    Leiam:

    “Minha família exigiu minha saída, pois não precisa ser muito inteligente para saber que estamos sendo conduzidos por um grupo sem escrúpulos, incluindo aí a presidente da República. Me sinto cada vez mais envergonhado. O que antes eram rumores, se concretizaram.

    A nossa administração federal não está interessada no bem do país, mas em manter o poder a qualquer custo. Como o compromisso era de não causar solução de continuidade, solicitei para a secretária apontar em alguns dias um substituto.”

    antagonista

  61. Pedro said

    A que ponto chegou o governo

    “DILMA TENTA APOIO ATÉ DE POLÍTICO COM TORNOZELEIRA
    Para oferecer ao ex-deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto (SP) a indicação do ministro de Minas e Energia, em nome do PR, do qual é controlador, Dilma foi obrigada a enviar emissários para uma conversa de pé-de-orelha. Ela não poderia convidá-lo a um cafezinho porque, usando tornozeleira eletrônica, ele não pode se afastar mais que 200m de onde mora e trabalha, em Brasília, em regime de prisão domiciliar.”

    Gzuis!

  62. Pedro said

    Ela já ta merecendo uma tornozeleira…..

  63. Chesterton said

    62 uma focinheira também….

  64. Chesterton said

    O que que Lula e familia tanto viajam ao Panamá?

  65. Guatambu said

    Nada como o Estado se metendo a administrar…

    http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2016/03/31/eletrobras-tem-prejuizo-liquido-de-r-103-bi-no-4-trimestre-de-2015.htm

    Eletrobras tomando preju de R$ 15 bi….

  66. Pedro said

    #64

    Comprar chapéus? :-)

  67. Chesterton said

    65 A revolta contra a realidade nua e crua dos fatos, a esquerda sempre defendeu que é possível apagar fogo com querosene se houver bastante “vontade política”.

    Despesa corrente é vida!

    http://www.academia.org.br/artigos/queda-de-braco-0

  68. Guatambu said

    Pra quem acha que o Estado deve proteger o emprego via regulação do mercado de trabalho, eis aqui um relatório muito interessante do HSBC sobre a França.

    Queridinha de 110% entre qualquer grupo de esquerdistas de hoje, a França é “linda”:
    – carga horária de 30 horas semanais
    – férias de 3 meses
    – vários tipos de licença remunerada
    – multas enormes para demissão sem justa causa… e assim por diante

    O resultado é que o custo do trabalhador fica alto, e isso está associado ao crescimento do desemprego… que por sua vez resulta em pouco consumo, que por sua vez gera mais desemprego… e assim por diante.

    http://www.businessinsider.com/hsbc-note-on-the-french-labour-market-and-economy-2016-3

    Como eu vinha dizendo: Estado não emprega ninguém.

  69. Patriarca da Paciência said

  70. Pedro said

    http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/04/petrobras-aprova-plano-de-demissao-voluntaria-e-preve-ate-12-mil-adesoes.html

    http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/04/tesla-model-3-conheca-o-novo-carro-eletrico-que-sera-vendido-no-brasil.html

    Aos poucos o mundo vai mudando, enquanto uns encolhem outros crescem……

  71. Pedro said

    É bomba e mais bomba…

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1756339-pf-deflagra-27-fase-da-operacao-lava-jato.shtml

  72. Chesterton said

  73. Chesterton said

    http://www.josepedriali.com.br/2016/03/a-impostura-que-antecede-o-ultimo.html

  74. Chesterton said

    A produção industrial caiu 11,8% nos primeiros dois meses do ano, informou o IBGE.

    Em 12 meses, o recuo é de 9,0%. O resultado de fevereiro foi o pior de toda a série histórica.

    E o que fez Dilma?

    Demitiu Roberto Derziê, vice-presidente da Caixa Econômica Federal, para acomodar um apaniguado do PP.

  75. Chesterton said

    Um incêndio destruiu na madrugada de hoje o escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef.

    A informação foi confirmada por Meire ao jornalista Cláudio Tognolli na rádio ‘Jovem Pan’. Ela acha que foi retaliação, por ter fornecido à Lava Jato o contrato de mútuo dos R$ 6 milhões repassados a Ronan Maria Pinto.

    É um recado da Orcrim.

  76. Pax said

    Novo post sobre a Operação Carbono 14

    O modem, em casa, pifou. Um raio o calou… raios!

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