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Aprovado na Câmara impeachment vai ao Senado

Posted by Pax em 18/04/2016

O sistema político brasileiro deu um show de horrores ontem nos pronunciamentos dos votos na Câmara para aprovação do impeachment de Dilma Rousseff.

Evidencia que a Educação brasileira está muito aquém do que se precisa. O baixo nível dos deputados é impressionante.

Mas foram os erros cometidos pelo governo que o levaram a esse final melancólico.

Impeachment de Dilma é aprovado por 367 votos; processo segue para o Senado

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Depois de quase dez horas de debates, a Câmara dos Deputados concluiu no fim da noite de ontem (17) o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Por 367 votos a favor, 137 contra e sete abstenções, os deputados aprovaram o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à admissibilidade da denúncia apresentada à Casa pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal.

A autorização da abertura do processo de impeachment seguirá agora para análise do Senado.

Apenas os deputados Anibal Gomes (PMDB-CE) e Clarisse Garotinho (PR-RJ) não compareceram para votar. Clarisse por estar na 35ª semana de gestação e Anibal por problemas de saúde. A sessão foi tensa e teve princípios de tumulto.

O parecer do deputado Jovair Arantes será levado nesta segunda-feira (18) ao Senado pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo cunha (PMDB-RJ), e deverá ser entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ideia inicial das lideranças de partidos de oposição era encaminhar o parecer logo após o encerramento da sessão.

No Senado, o parecer deverá ser lido na sessão de terça-feira (19) e mandado à publicação para, em seguida, ser formada comissão especial para analisar a admissibilidade do pedido de afastamento da presidenta Dilma.

342º voto

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) deu o 342º voto pelo andamento do impeachment, que agora será analisado pelo Senado Federal. Trinta e seis deputados ainda não votaram. O quórum no painel eletrônico do plenário da Câmara registra 511 parlamentares presentes na sessão. Até o placar que definiu a abertura do impeachment, 127 deputados votaram “não” e seis se abstiveram. Dois parlamentares não compareceram.

A votação

A sessão de hoje foi aberta às 14h pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após manifestações do relator da Comissão Especial do Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), de líderes partidários e representantes da minoria e do governo, a votação começou por volta de 17h45.

Os deputados foram chamados a votar de acordo com ordem definida no regimento interno da Câmara, da região Norte para a Sul do país. O primeiro a votar foi o deputado Abel Galinha (DEM-RR), que disse “sim” ao impeachment.

A discussão do parecer sobre a abertura de processo de impeachment de Dilma, que antecedeu a sessão de hoje, começou na última sexta-feira (15), durou mais de 43 horas ininterruptas e se tornou a mais longa da história da Câmara dos Deputados.

Histórico

Antes de chegar ao plenário, na Comissão Especial do Impeachment, o relatório de Arantes pela admissibilidade do processo foi aprovado com placar de 38 votos favoráveis e 27 contrários. O pedido de impeachment, assinado pelos juristas Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, foi recebido por Cunha em dezembro de 2015.

O pedido teve como base o argumento de que Dilma cometeu crime de responsabilidade por causa do atraso nos repasses a bancos públicos para o pagamento de benefícios sociais, que ficaram conhecidos como pedaladas fiscais. Os autores do pedido também citaram a abertura de créditos suplementares ao Orçamento sem autorização do Congresso Nacional como motivo para o afastamento da presidenta.

Collor

Na votação do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, estiveram presentes 480 dos 503 deputados que compunham a Câmara na época. O placar na ocasião foi de 441 votos favoráveis ao impeachment, 38 contrários. Houve 23 ausências e uma abstenção.

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17 Respostas to “Aprovado na Câmara impeachment vai ao Senado”

  1. Guatambu said

    Deve ser muito desconfortável acreditar que o Senado não serve pra nada, e ao mesmo tempo depender do Senado pra poder continuar o mandato…

  2. Chesterton said

    Tchau……que.ri.da.

  3. Chesterton said

    A “batalha do impeachment” é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.

    Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A “inteligência” brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da “inteligência” romper com a esquerda, perde “networking”.

    Ao afirmar que a “história não perdoa as violências contra a democracia”, José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.

    O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma “teoria do Brasil” e uma historiografia.

    Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.

    Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como “agenda socialista do Brasil” só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada “letrada” do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.

    Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção “liberal” (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como “direita” que deixam a esquerda com água na boca).

    Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um “deus”) e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como “merceeiro”, como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.

    O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.

    A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.

    Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha. pondé

  4. Pax said

    Creio que nem o PT espera alguma coisa do Senado, Guatambu.

    Esse processo já está definido. Tudo indica que sim.

    A questão me parece é se vai ter ou não julgamento no TSE.

    Que também acho que não.

  5. Pedro said

    Sei não.

    A Dilma não pensa na país, só pensa nela mesma.

    Vai arrastar esta tragédia por mais 5 ou 6 meses.

    Enquanto isso a saída da recessão fica cada vez mais longe e difícil.

  6. Pax said

    Mesmo que tudo seja muito rápido, o mais rápido possível dentro do rito legal, essa crise não se resolve num passe de mágica.

    Temer já anunciou que ainda teremos sacrifícios pela frente.

    Com a turba que ele terá que agradar muito provável que esse tal “sacrifício” seja mesmo aumento de impostos ao invés de cortes no governo.

  7. Chesterton said

    Pessoalmente, não tenho nojo. Mas carrego comigo uma baita tristeza. Uma sensação de fracasso retumbante, de desânimo, de olhar para tudo em que acreditei quando bem mais jovem e ter o Brasil como o Brasil é esfregado na minha cara.
    Mas foi tudo legal, realizado pelo Legislativo, sob supervisão do Judiciário.
    Chamar de Golpe é um desrespeito com todos os brasileiros que tiveram de enfrentar 1930, 1937, 1964.

    Pedro Doria se lamentando. Não saiu da barra da saia da mãe ainda.

  8. Chesterton said

    Este senhor instalou-se num quarto de hotel, fez de conta que a República é um prostíbulo e passou a receber políticos interessados em cargos, que o visitavam entrando pelas portas dos fundos, esgueirando-se como raparigas que buscam fugir aos olhos do público. Não! Lula não estava “rearticulando” a base de Dilma. Estava era distribuindo cargos mesmo. O Diário Oficial, aliás, foi encharcado pela chuva de nomeações.
    Assim, mesmo com a República em liquidação no quarto de hotel, mesmo apelando às práticas mais sórdidas, o que Lula conseguiu entregar a Dilma? Miseráveis 137 votos. Ora, um governo que tem essa base de apoio na Câmara, vamos ser claros!, já acabou.
    chest- Reinaldão dissecando o cadáver.

  9. Pedro said

    A soberba precede a queda
    Um circo de horrores presidido por Eduardo Cunha e com 100 deputados réus e investigados não é festa, é velório. É a falência de um sistema político-eleitoral putrefato

    Nelson Motta, O Globo

    As previsões se confirmaram: perdemos todos. Mas Dilma e Lula perderam mais.

    Vagando como um fantasma pelas madrugadas do Alvorada deserto, sem autoridade, sem credibilidade, sem amigos ou aliados, se não fosse tão arrogante, autoritária e incompetente, e se não tivesse tanto desprezo pela inteligencia alheia, Dilma mereceria pena.

    O grande escritor argentino Julio Cortázar dizia que a ficção é a história secreta das sociedades. O combinado entre Lula e Dilma era que ela ficaria quatro anos esquentando lugar para a volta triunfal do Grande Líder.

    Mas Dilma gostou da vida de rainha e, na reunião do “comitê central” do PT, teria se trancado com Lula em uma sala e saído sorridente, e ele, cabisbaixo. O que Dilma teria dito a Lula de tão terrível para fazê-lo desistir do seu lugar?

    Por enquanto, é só uma boa história de mistério, mas a realidade brasileira produz tramas que superam qualquer ficção, e talvez hoje Dilma esteja secretamente arrependida.

    Um circo de horrores presidido por Eduardo Cunha e com 100 deputados réus e investigados não é festa, é velório. É a falência de um sistema político-eleitoral putrefato.

    Não há o que comemorar, estaremos nas mãos da bandidagem do PMDB, tão maligna quanto os petistas que montaram o esquema de roubalheira na Petrobras para fraudar eleições e se eternizarem no poder, além de enriquecer ladrões. E dividir o país.

    Com Dilma desmoralizada, rejeitada por 75% da população e por 2/3 do Congresso, não havia saída, nem para ela nem para o país.

    Foi constrangedor vê-la tentando uma falsa humildade tardia, propondo pactos com quem diz golpistas, sem jamais reconhecer seus erros, sem assumir suas responsabilidades nas decisões que a reelegeram e nos levaram aonde estamos. Não dá para ter pena.

    Com o impeachment e alguma sorte e vontade política, temos uma remota chance de melhorar com as reformas tributária, previdenciária e politica (com o recall !), urgentes, enquanto a sociedade está mobilizada.

    Nelson Motta é jornalista

  10. Chesterton said

    Não há o que comemorar, estaremos nas mãos da bandidagem do PMDB, tão maligna quanto os petistas que montaram o esquema de roubalheira na Petrobras para fraudar eleições e se eternizarem no poder, além de enriquecer ladrões. E dividir o país.

    chest- êpa, essa não, o PT é o mal supremo.

  11. Patriarca da Paciência said

    Fernando Brito

    Imprensa europeia vê carnaval e “insurreição de hipócritas” na votação do impeachment

    Numa análise assinada pelo correspondente Jens Glüsing e intitulada “A insurreição dos hipócritas”, o site da revista Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou sua “verdadeira cara” e, com o uso de meios “constitucionalmente questionáveis”, colocou o “avariado navio Brasil” numa “robusta rota de direita”.

    “A maior parte dos deputados evocou Deus e a família na hora de dar o seu voto. Jair Bolsonaro até mesmo defendeu, com palavras ardentes, um dos piores torturadores da ditadura militar”, escreve o jornalista, que lembra que tanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como o vice-presidente Michel Temer são alvos de investigações por corrupção.

    Segundo a revista, os deputados que votaram a favor do impeachment vão cobrar postos no governo de Temer, caso ele assuma a Presidência da República, e que muitos deles esperam que, com a vitória da oposição, as investigações da Operação Lava Jato desapareçam.

    O site do semanário alemãoDie Zeit afirma que a votação na Câmara “mais parecia um carnaval” e que uma pessoa desavisada que visse a sessão não poderia ter ideia da gravidade da situação. “Nesse dia decisivo para o destino político da sétima maior economia do mundo, o que se viu foram horas de deputados aos berros, que se abraçavam, tiravam selfies e entoavam canções”, relata o correspondente Thomas Fischermann.

    “Nos discursos dos representantes do povo havia tudo o que se possa imaginar: lembranças aos netos, xingamentos contra a educação sexual nas escolas, paz em Jerusalém, elogio a um torturador do antigo governo militar, o jubileu de uma cidade e assim por diante”, afirma o jornal.

    Já o diário alemão Süddeutsche Zeitung destaca que “inúmeros parlamentares que impulsionaram o impeachment de Dilma são, eles próprios, alvos de processos por corrupção”. O correspondente Benedikt Peters lembra que o processo contra Rousseff é controverso e é considerado político. “Contra Dilma nenhum ato de corrupção foi comprovado.”

    Segundo o jornal britânico The Guardian, um Congresso “hostil e manchado pela corrupção” votou pelo impedimento da presidente. “Uma derrota esmagadora”, afirma o jornal, que também destaca a votação no plenário. “O ponto mais baixo foi quando Jair Bolsonaro, o deputado de extrema direita do Rio de Janeiro, dedicou seu voto a Carlos Brilhante Ustra, o coronel que comandou a tortura do DOI-Codi durante a era ditatorial”, e levou “uma cusparada do deputado de esquerda Jean Wyllys”.

    Para o jornal, é “improvável” que Temer também perca suas funções se for provado que ele praticou as chamadas “pedaladas fiscais”, já que tem “forte apoio” da maioria dos deputados.
    (Tijolaço)

  12. Pedro said

    A mídia chapa branca perdeu a vergonha de vez.
    Ao mesmo tempo que demoniza Cunha e Temer, reza para São Renan, o santo que pode salvar o governo petista.
    Tá ridículo.

  13. Patriarca da Paciência said

  14. Patriarca da Paciência said

    247 – O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou duramente a sessão da Câmara dos Deputados que aprovou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizada neste domingo (17).

    Por meio da sua conta na rede social Twitter, Barbosa cita matéria da revista britânica The Economist que lista as justificativas utilizadas pelos parlamentares na votação do impeachment. “É de chorar de vergonha! Simplesmente patético!”, postou.

    Em outra postagem, sobre a votação da abertura do processo de impeachment pelos deputados, ele observa que “ainda teremos outras razões para sentir vergonha de nós mesmos em toda essa história”. Em apenas uma hora e quinze minutos esta postagem do ex-presidente do STF já contabilizava mais de 990 compartilhamentos e 1,6 mil curtidas.

  15. Patriarca da Paciência said

    https://www.facebook.com/deputadofederal/?fref=nf

  16. Patriarca da Paciência said

  17. Patriarca da Paciência said

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