políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Gleisi e Paulo réus na Lava Jato

Posted by Pax em 28/09/2016

Uma questão de tempo. Paulo Bernardo está enrolado nesse labirinto desde o princípio.

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu hoje (27) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão do colegiado, os dois passam à condição de réus nas investigações da Operação Lava Jato.

Em maio, o casal foi denunciado ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010. De acordo com depoimentos de delatores na Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Os ministros seguiram o voto do relator, ministro Teori Zavascki. Para o ministro, a denúncia descreveu a conduta individual dos acusados e indicou que Paulo Bernardo solicitou o pagamento ao ex-diretor, que determinou a Youssef a entrega dos recursos, por meio de uma pessoa interposta.

Ao contrário do que sustentou as defesas, Zavascki afirmou que não houve contradições nos depoimentos dos delatores.

“Em declarações prestadas nos autos de colaboração premiada, Alberto Youssef não só confirmou a realização da entrega de valores, detalhando a maneira como procederam os pagamentos, reconhecendo, ainda, mediante fotografia, a pessoa do denunciado Ernesto Rodrigues, como responsável por receber a quantia da denunciada Gleisi Hoffmann”, afirmou o ministro.

O entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Pela acusação, o subprocurador da República Paulo Gonet, representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), disse que os denunciados tinham plena ciência do esquema criminoso na Petrobras e da “origem espúria” dos valores recebidos por meio de Ernesto Kugler Rodrigues, empresário ligado ao casal, que teria intermediado o repasse de Paulo Roberto Costa. Rodrigues também foi denunciado.

“Paulo Roberto Costa esperava, com esse repasse de quantias obtidas criminosamente, colher o apoio do casal denunciado para permanecer nas suas funções de diretor da Petrobras.”, disse Gonet.

Outro lado

No julgamento, o advogado da senadora, Rodrigo Mudrovitsch, disse que as afirmações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef foram desmentidas ao longo das investigações da Operação Lava Jato. Para a defesa, a acusação contra o casal foi baseada somente em supostas iniciais de Paulo Bernardo, encontradas em uma agenda de Costa, durante as investigações.

“Nós temos dois colaboradores premiados, ambos beneficiados e premiados por sua colaboração, que apontam dois trilhos de investigação completamente díspares e desconexos entre si. O que há aqui até agora, é simplesmente uma anotação unilateral PB 1,0.”, disse Mudrovitsch.

A advogada de Paulo Bernardo, Verônica Stermann, afirmou que o ex-ministro não tinha responsabilidade sobre a manutenção de diretores na Petrobras. Além disso, segundo a defesa, Youssef e Costa confirmaram que não receberam pedidos de repasse de propina de Paulo Bernardo.

A defesa de Ernesto Kugler Rodrigues defendeu a rejeição da denúncia por entender que não há descrição sobre a participação dele nos crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção, que teriam ocorrido pela suposta intermediação do recebimento de R$ 1 milhão.

Anúncios

66 Respostas to “Gleisi e Paulo réus na Lava Jato”

  1. Pax said

    Paulo Bernardo… pois bem.

  2. Chesterton said

  3. Guatambu said

    O partido mais honesto do Brasil…

    Huá huá huá!!!

    Quem é que dizia que não gostava do PT, mas que votava nele porque os outros eram piores?

    Deixa eu fazer minha próxima premonição: quem achar que a solução é mais à esquerda vai se dar mal.

  4. Pax said

    Cada vez mais me convenço que a solução é mais ao centro, na descoberta da melhor solução derivada da dialética entre esquerda e direita. Aliás, esses conceitos estão muito distorcidos, não fazem muito sentido hoje em dia.

  5. Chesterton said

    Pax, ontem de esquerda, agora ao centro, no futuro….onde vai parar? Com a Marta?

  6. Pax said

    Continuo de centro esquerda. Marta é melhor, muito melhor, que o almofadinha do PSDB ou o outro picareta do Russomano. As opções Haddad (que o partido enterra) e Erundina (que o partido inexiste e enterra também) me são muito mais palatáveis.

    Essas eleições municipais mostram o status da política brasileira de forma geral. Um desastre absoluto. Basta ver SP, Rio, POA etc.

    Muito parecido, aliás, com as eleições americanas. Outro desastre.

  7. Pax said

    Mas faço uma confissão aqui, entre nós. Adorei essa do Paulo Bernardo e sua Barbie estarem arrolados como réus.

    Dois que trocados por vento saem bem caro.

  8. Chesterton said

    O “TIRO NO PÉ” SINDICAL: MOTORISTAS DO UBER QUEREM DIREITOS TRABALHISTAS

    27 de setembro de 2016

    Por Ricardo Bordin, publicado pelo Instituto Liberal

    O jornal Extra informou ontem, em sua versão digital, que “Motoristas do Uber ameaçam ir à Justiça por direitos trabalhistas”, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos, sob a alegação de que esta prestação de serviço configura relação de emprego – e daí adviriam diversas obrigações patronais, como concessão de férias, pagamento de 13º salário, e tudo o mais previsto em nossa legislação. A discussão jurídica ainda vai render bastante, mas o ponto central da celeuma, a meu ver, deveria ser outro: quais seriam as consequências práticas de condenar o UBER a registrar todos os motoristas cadastrados como empregados? E a quem elas beneficiariam de fato?

    Comecemos por analisar a viabilidade da petição em questão: seria possível considerar, à luz do ordenamento jurídico pátrio e da jurisprudência dominante, que estariam presentes os pressupostos que caracterizam a relação de emprego – positivados em nosso Direito nos artigos 2º e 3º da CLT? Acredito que sim, muito embora dificilmente tal entendimento venha a ser unânime entre juristas. Conceber a adesão dos empregados ao regulamento estabelecido pela empresa como Subordinação, ou o fato de que não pode o motorista se fazer substituir por outro trabalhador no desempenho da atividade como Pessoalidade, são linhas de interpretação que provavelmente serão adotadas pelos magistrados a quem venham a se distribuídos os referidos pleitos – e que irão, por conseguinte, favorecer aos litigantes.

    Todavia, esses mesmos elementos estão presentes, por exemplo, na relação de trabalho dos árbitros de competições esportivas com as federações e confederações a quais são filiados, ou, melhor ainda, entre os motoristas de táxi e os detentores das correspondentes licenças municipais. E por que, então, estes trabalhadores não acionam o Judiciário em busca de reconhecimento da relação empregatícia? E, quando o fazem, têm seus pedidos rotineiramente indeferidos?

    Frederick Hayek afirmava que “no conflito entre os vários grupos de pressão não prevalecem, necessariamente, os interesses dos grupos mais pobres e mais numerosos”. Eis aí o X da questão: como é deveras oneroso manter empregados com carteira assinada no Brasil (especialmente em função dos encargos, como INSS e FGTS), resta aos empregadores buscarem formas de fugir de tais obrigações, apelando, claro, para os legisladores. E enquanto determinados “grupos de pressão” logram êxito nesta empreitada, os demais cidadãos precisam arcar com o peso destes privilégios concedidos aos amigos do Rei.

    Vejamos primeiramente a questão dos árbitros: a lei 9.615/1998, conhecida como “Lei Pelé”, prescreve, no parágrafo único do artigo 88, que “Independentemente da constituição de sociedade ou entidades, os árbitros e seus auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem, e sua remuneração como autônomos exonera tais entidades de quaisquer outras responsabilidades trabalhistas, securitárias e previdenciárias”. Pronto: as federações esportivas estão livres das amarras trabalhistas. Observando os escândalos recentes que atingiram a CBF e também outras entidades desportivas, pode-se imaginar que métodos foram utilizados para convencer o Estado a conceder-lhes tal isenção.

    Agora analisemos porque os motoristas de táxi não são considerados empregados dos detentores das autorizações municipais. Observe-se este trecho de um julgado do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, proferido em 2011: “Taxista que trabalha nos moldes da Lei 6094/71 e cuja forma autônoma de atuar é confirmada pelos elementos de prova colhidos, não pode ser declarado empregado nos moldes do artigo 3º da CLT. Incidência do princípio da primazia da realidade, que impede o reconhecimento de vínculo empregatício a trabalhador que não se encontra juridicamente subordinado ao dono do carro, apenas trabalhando em regime de colaboração com este, tal como previsto na citada Lei que regulamenta a atividade e que inclusive define, de forma expressa, o caráter autônomo de situações como a dos autos”. Pois é: a referida lei concede aos proprietários de licenças de táxi esta salvaguarda contra a CLT, garantindo-lhes uma espécie de imunidade contra ações judiciais. E o círculo de amigos do Rei vai aumentando – assim como a parcela de riqueza sugada do restante da sociedade para manter estes amigos contentes.

    Resta saber se o Uber também logrará conseguir um tratamento diferenciado dos demais empregadores, mas não parece ser esta a tendência. Ao contrário, os taxistas tem levado vantagem nesta queda de braço em diversas cidades do Brasil, onde o Uber já foi regulamentado, como em São Paulo. Como resultado, temos o encarecimento do serviço, por óbvio, e um malefício ainda pior é gerado: dinheiro que circulava na mão dos cidadãos é canalizado para órgãos públicos, notadamente mais ineficientes (e desonestos) que os investidores da esfera privada. É a questão do custo de oportunidade: se os consumidores seguissem pagando menos pelo transporte urbano, tal qual estava ocorrendo antes da regulamentação, eles iriam gastar estes recursos economizados (ou mesmo poupá-los, aumentando a oferta de crédito e contribuindo para a redução das taxas de juros) em outros produtos e serviços, girando a roda da economia de forma muito mais eficaz. Como diria Bastiat: o que se vê, após a regulamentação, são taxistas sorridentes (mas nem tanto, vez que eles ansiavam por mais privilégios); o que não se vê é o empobrecimento geral que tal medida causa – e que gera, inclusive, desemprego.

    Digamos, então, que o Uber seja obrigado a assinar a carteira de todos os seus motoristas. Isso vai representar, necessariamente, uma melhoria em suas vidas? Contar-lhes-ei uma história que ouvi de um amigo, ano passado:

    “Meu irmão, que é engenheiro, estava sendo contratado por uma grande empresa canadense. O diretor que o entrevistava apresentou a proposta de emprego: “O senhor vai ter 20 dias de férias e feriados (isso mesmo, os feriados são deduzidos das férias!), stock options, salário de 90 mil dólares canadenses por ano…” Nisso, meu irmão gentilmente o interrompeu: “Senhor, desculpe-me, mas minha família reside no Brasil e eu gostaria de ter 30 dias por ano de descanso…” Impassível, o diretor fez algumas contas rapidamente e emendou: “OK, o senhor terá 30 dias de férias e feriados, salário de CAD 87 mil por ano…”

    Moral da história: do couro sai a correia. Qualquer empresa possui uma determinada capacidade financeira com a qual pode remunerar seus empregados, e tanto faz se o fará por meio de dezenas de verbas trabalhistas criadas por governantes populistas ou se, simplesmente, vai entregar tudo na mão do empregado como salário. Quando o trabalhador vai até o mercado fazer compras, o comerciante não quer saber se o pagamento saiu do 13º, das férias, das horas extras; ele só quer ouvir o “tin-tin” na máquina registradora. E assim deveria também pensar o brasileiro.

    Ou seja, se o Uber for obrigado a contratar como motoristas todos os cadastrados, e passar a cumprir todas as imposições legais próprias, certamente precisará dispensar uma grande parcela destes profissionais – isso se suas atividades não forem inviabilizadas por completo. Direitos trabalhistas são altamente custosos para a produção e roubam nossa competitividade. E sem competitividade, não há emprego. Em suma, as infindáveis lutas por melhorias no meio sindical são, na verdade, um tiro no pé. Se a empresa não pode negociar reduções, demite. E não será diferente desta vez.

    Mas como melhorar então o rendimento dos motoristas autônomos que fazem uso de aplicativos para conectar-se a seus clientes? Ora, basta o Estado brasileiro parar de embarreirar a entrada destes aplicativos no mercado. Diversas outras iniciativas do gênero tem surgido no Brasil, e todas essas empresas precisarão disputar a mão de obra dos motoristas – o que irá levar, inevitavelmente, à elevação dos ganhos destes. A demanda por esta mão de obra aumenta em relação à oferta, aumentando, naturalmente, o preço do trabalho (o bom e velho salário). Não percamos de vista que os motoristas podem, inclusive, ficar cadastrados em mais de um aplicativo, e, como não há jornada de trabalho estipulada, trabalharem mais horas para aquele que lhe oferecer mais benefícios – o que pode variar com o tempo, em virtude da disputa entre os aplicativos e do decorrente oferecimento de estímulos. Nada os impede de colocarem o Uber no off e ficarem atendendo as chamadas do WillGo, se assim lhes for mais oportuno; ou vice-versa.

    Conheço pessoas que trabalham como motoristas do Uber. Algumas complementam a renda familiar dirigindo por algumas horas diárias. Outras sustentam a família com esta atividade porque perderam o emprego após o estouro da bolha financeira gerada pelo PT e suas pedalas fiscais “desenvolvimentistas”. E o mais curioso: há aquelas que costumavam ser motoristas de táxi e preferiram migrar para o Uber. Sinal de que a coisa não é tão ruim quanto parece. Eu não ficaria surpreso, inclusive, se vier à tona que tais pessoas que pleiteiam ingressar com medidas judiciais contra o aplicativo de transporte fossem apenas “laranjas” infiltrados pelas máfias do táxi, a fim de complicar a vida da concorrência. Livre mercado, afinal, é interesse da sociedade, e não de malandros que adoram uma reserva de mercado.

    E ainda que não seja este o caso, e que haja, sim, muitos insatisfeitos, acredito que assim o seja devido à mentalidade paternalista da maior parte de nossa população. Seria mais vantajoso para todos (motoristas, Uber e usuários) que estes passassem a ver a si próprios como franqueados – e, como tais, podem obter maiores lucros se prestarem melhores serviços, ou podem ser descredenciados se não cumprirem as normas do franqueador. Pergunte no MC Donald’s mais próximo se assim não é a vida do proprietário.

    Encerro a argumentação lançando mão, uma vez mais, da obra de Frederick Hayek, sob medida para este imbróglio:

    “Enquanto, num país, o movimento socialista estiver intimamente ligado aos interesses de um grupo particular, em geral constituído pelo operariado das categorias mais especializadas, será bastante simples criar uma opinião comum quanto ao status desejável dos diferentes membros da sociedade. A primeira preocupação do movimento será elevar o status de um grupo acima do dos outros grupos. O problema, todavia, muda de caráter à medida que, na marcha progressiva para o socialismo, evidencia-se para o indivíduo que sua renda, e de um modo geral sua posição, são determinadas pelo mecanismo coercitivo do estado e que ele só pode manter ou melhorar essa posição como membro de um grupo organizado capaz de influenciar ou controlar a máquina estatal”.

    Sobre o autor: Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) como Profissional do Tráfego Aéreo e Bacharel em Letras Português/Inglês pela UFPR. Também publica artigos em seu site: https://bordinburke.wordpress.com/

  9. Chesterton said

    Pax, você é apenas teimoso, teima em não acreditar no que os próprios olhos vêm….

  10. Guatambu said

    Pax,

    Meu candidato, embora não vote em SP é o Ricardo Young.

    Vc chegou a ver a proposta dele?

    O Rede não é um partido que eu goste, porque Rede Sustentabilidade = Rede Socialismo.

    Mas o Rede pelo menos está disposto a dialogar num bom nível, coisa que nem PMDB, nem PSDB e muito menos o PT se dispõem.

  11. Pax said

    Também considero a opção Ricardo Young, Guatambu.

    Mas o que mais me preocupa é como tirar a possibilidade (que parece forte) de Russomano e Doria no 2o turno.

    Acho os dois verdadeiros desastres anunciados.

    O que me intriga é a falta de base do Haddad na periferia. Pelo pouco que levantei, confesso que não fui fundo, parece que fez muito pouco para o povo dessas regiões mais carentes.

  12. Guatambu said

    Pax,

    O que era óbvio. A estratégia do Haddad nas eleções passadas foi boa: ele se aproveitou da base do PT na periferia e entrou rachando no centro de SP.

    O problema é que ele seguiu só essa linha: não falou com ninguém. Saiu implementando um monte de coisas e obras à revelia da população, em especial a da periferia, que, se colocar em perspectiva o que prefere; ter moradia ou uma ciclovia, por óbvio escolheria uma moradia.

    Eu já disse que ele gerenciou pessiamente o ministério da educação, e no caso dele, o histórico se mantém: ele é um gestor ruim. Assim como outros quadros do PT.

    O resultado: ele fez política para publicitários, artistas, líderes de centros acadêmicos de faculdades de artes, ecologia e o pessoal que gosta de abraçar árvore.

    Azar o dele.

    Estou feliz porque a disputa apresenta vários nomes com chances reais. Por outro lado… essa história de voto util é uma pena porque ferra com o Young, que tem a melhor proposta e um posicionamento partidário aberto…

  13. Chesterton said

    Haddad fez um mau governo. Atrapalhou a vida do cidadão.

  14. Pax said

    Não acho isso, Chesterton.

    Pra o paulistano que pega ônibus a vida melhorou. Para o paulistano que resolveu andar de bike (uma boa decisão) a vida melhorou.

    A vida dos paulistanos estaria muito melhor, isso sim, se o metrô tivesse andado muito mais.

    Aó que esbarra no governo do estado.

  15. Chesterton said

    Pax, então porque os ciclistas e usuários de ônibus não querem votar nele?

  16. Chesterton said

  17. Chesterton said

    Pax, já que você não se manifesta, vou dar minha opinião: 1. não há muitos ciclistas em SP (em comparação com não-ciclistas) , 2. os usuários de ônibus votam nas cidades satélites.

  18. Pax said

    Chesterton,

    não somente os ciclistas, todos que acreditam que uma cidade desse tamanho deve priorizar esse tipo de transporte (eu, por ex, não sou ciclista, sou motocicilista, as faixas exclusivas de motos foram retiradas e acho que está certo!)

    São Paulo é um mundo cara, como o Rio e qq megalópolis. Só na zona sul aqui, de Interlagos a Parelheiros, imagina a quantidade de gente que usa ônibus, trem, metrô etc.

    Estamos falando da cidade, não da grande São Paulo afinal.

  19. Chesterton said

    Sao Paulo tem um futuro na tecnologia.

    Agora,Pax, vê isto aqui que vai te deixar pirado>

  20. Chesterton said

    http://www.jornaldopais.com.br/abatido-palocci-disse-nao-aguento-mais-vou-contar-tudo/

  21. Pax said

    Chesterton,

    O que me deixou pirado foi você postando alguma coisa sobre mudança climática!

    Confirma Darwin sobre a evolução das espécies.

    Vi o vídeo do Allan Savory. Realmente uma tese pirante.

    Vou estudar mais um pouco sobre esse cara. Obrigado pela dica.

  22. Chesterton said

    Bem, o clima muda a toda hora.

  23. Chesterton said

    A CULPA É DE DILMA

    Brasil 30.09.16 11:11
    A culpa pela crise é de Dilma Rousseff.

    Michel Temer, finalmente, tomou coragem e atacou a presidente cassada:

    “Vou cansá-los com dados para que daqui a dois, três meses não digam que o passivo é nosso. Por trás desses dados estão homens e mulheres que pagam um preço inaceitável. Chegamos a quase 12 milhões de desempregados. E reitero que não foi culpa minha”.

    Ele disse que o Brasil vive “a pior crise de sua história” e que herdou 185 bilhões de reais em restos a pagar:

    “Os gastos se transformaram numa bola de neve”.

    E arrematou:

    “A lista é longa e nos leva a algumas conclusões incontornáveis. A crise que enfrentamos é a mais grave da nossa história. Não quero assustá-los, mas motivá-dos para que juntos possamos sair dessa crise. A causa é basicamente interna e fiscal. O Estado endividou-se muito além de sua capacidade, e gerou recessão e desemprego”.

    Antagonista

  24. Chesterton said

    » A confissão de Lula
    OPINIÃO ESPAÇO ABERTO
    A confissão de LulaAquele que propalou a sua ‘honestidade’ tem um futuro desolador pela frente
    Miguel Reale Júnior*

    01 Outubro 2016 | 05h00

    O mensalão constituiu comprovadamente a forma espúria pela qual o PT, partido de 50 deputados, sem partilhar o poder com os demais partidos, veio a formar uma maioria parlamentar.
    A concentração de poder nas mãos do partido era sagrada. Podia-se contemplar outro partido com cargo de ministro, mas não com ministério, cujo controle a partir do secretário executivo era detido por apaniguados do PT. O aparelhamento do Estado foi absoluto. A administração, direta e indireta, agências reguladoras, fundos de pensão foram entregues a sequazes do PT.
    Com essa forma de governar se descontentavam os demais partidos e seus parlamentares, que passaram a ser cooptados por meio de envelopes com dinheiro entregues em hotéis de Brasília. José Dirceu, chefe desse esquema de propina, que destrói a democracia por dentro, tesoureiros do PT e líderes do PP e do PTB arquitetaram inteligente manobra financeira para alimentar a compra de deputados.
    Denunciada a trama urdida com Marcos Valério & Cia., passou-se a recorrer a outra fonte pagadora: os sobrepreços em contratos da Petrobrás, visando exatamente ao mesmo fim: a governabilidade num presidencialismo de coalizão, desvirtuado, pela sede de poder, em presidencialismo de corrupção. Instalou-se nova ditadura da propina, envolvendo gravemente dois ministros da Fazenda, pessoas de alta confiança de Lula.
    Diretores da Petrobrás foram indicados por partidos políticos para angariar fundos em contratos superfaturados. Empreiteiras amigas, partidos e alguns próceres políticos foram aquinhoados com fortunas. E assim se satisfazia a “base parlamentar”. A nomeação desses diretores sempre contou com a anuência de Lula e de Dilma, esta seja no Conselho de Administração, seja, depois na presidência, como atestou em delação Nestor Cerveró.
    Consolidava-se a paz suja na democracia petista, com os ânimos serenados dos parlamentares de diversos partidos graças à divisão do butim. O PT era, sem dúvida, o mais beneficiado, com formação de um caixa fabuloso visando à perpetuação no poder.
    Esse o pano de fundo que os procuradores da República desejaram desenhar, com exagero na forma, mas não no conteúdo. Desvelou-se um procedimento criminoso que nasceu para garantir a governabilidade, passou a visar à continuidade no poder, e – por que não? – ao proveito pessoal.
    Mas o fator desencadeador e principal do mensalão e, logo em seguida, do petrolão foi a busca de governabilidade sem partilha de poder, sendo o PT minoria no Congresso Nacional.
    À denúncia e à explanação dos procuradores Lula respondeu no dia seguinte em reunião do PT, na qual pretendeu acusar os seus acusadores. Sempre verborrágico e dramatizador, Lula não se ateve ao fulcro do fato delituoso que lhe é imputado, qual seja, a propriedade dissimulada do triplex com cozinha gourmet e elevador privativo patrocinado pela OAS, após visita ao apartamento em companhia do presidente da empreiteira.
    No meio de choros e lamentos como perseguido por ser protetor dos pobres, declarou-se vítima de algozes tal como foram Jesus e Tiradentes. Lembrou-se de sua infância miserável e, ao defender sua família, chorou.
    Todavia, no meio dessa algaravia de lamentações mal encenadas, havia um núcleo racional, no qual se tem a impressão de que Lula falava consigo mesmo, como para justificar por que os fatos assim se deram e não poderia ter sido diferente. Subliminarmente, ao atacar os concursados como analfabetos políticos, Lula confessou a prática dos malfeitos como forma inevitável da real política, ignorada pelos frequentadores de gabinetes.
    Cabe relembrar as frases de Lula, extremamente reveladoras. Disse ele: “Eu, de vez em quando, falo que as pessoas achincalham muito a política. Mas a profissão mais honesta é a do político. Sabe por quê? Porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua encarar o povo, e pedir voto. O concursado, não. Se forma na universidade, faz um concurso e está com emprego garantido o resto da vida. O político, não. Ele é chamado de ladrão, é chamado de filho da mãe, é chamado de filho do pai, é chamado de tudo, mas ele tá lá, encarando, pedindo outra vez o seu emprego”.
    “Ontem eu vi eles falarem dos partidos políticos, dos governos de coalizão, vocês sabem que muita gente que tem diploma universitário, que fez concurso, é analfabeto político. O cara não entende do mundo da política. Não tem noção do que é um governo de coalizão. Ele não tem noção do que é um partido ser eleito com 50 deputados de 513 e que tem que montar maioria.”
    Lula tentou explicar ou se explicar falando do mundo da política, onde um partido com 50 deputados numa Câmara de 513 deve buscar ter maioria. Deixou subentendido que só os analfabetos políticos, ingênuos, não percebem que a cooptação a todo custo de deputados era uma via obrigatória, pois só assim se obteria a governabilidade.
    E o político, nesse mundo de realidade nada ética, em busca da coalizão, pode ser ladrão que sempre será o profissional mais honesto, pois anualmente (sic) “tem que ir para a rua encarar o povo e pedir voto”. Assim, a caça ao voto purga os males, pois encarar o povo santifica e faz do político o mais honesto, por mais ladrão que tenha sido, enquanto o empertigado concursado descansa no seu mérito sem depender da aprovação popular a cada pouco.
    São na visão de Lula dois mundos inconciliáveis: o da política, próprio da esperteza de a cada eleição ir ao povo buscar votos, numa catarse purificadora; e o mundo do esforço contínuo daqueles que pretendem vencer pelo merecimento.
    Lula não é um analfabeto político; é, segundo o seu critério, um homem honesto, por mais acusado que seja de corrupção. Lula, que confessou sua “honestidade”, tem um futuro desolador pela frente.
    *MIGUEL REALE JÚNIOR É ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR SENIOR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA JUSTIÇA

  25. Chesterton said

  26. Chesterton said

    O PT, Dilma e Lulla sumiram!!!

  27. Chesterton said

    … quer dizer, menos o Suplício….

  28. Chesterton said

    http://www.implicante.org/blog/se-voce-nunca-entendeu-a-alta-rejeicao-a-haddad-esse-dialogo-dele-com-um-eleitor-explicara/

    Desde o início, o Implicante posiciona-se de maneira bem crítica a respeito das ciclofaixas implantadas em São Paulo pela gestão Haddad. Dentre tantos motivos, dois se destacam: a demanda por esse meio de transporte não justifica a atenção dada; a forma como foi feito prejudicou bastante o comércio de rua, fechando mais de 40 mil vagas de estacionamento.

    Sebastião Camilo concorda ao menos com o segundo ponto e, numa visita de Fernando Haddad à Zona Norte, deixou claro ao prefeito: “Sua maior mancada foi essa pista de bicicleta“. O petista discordou. E o policial aposentado se explicou: “Se fizer no meio das avenidas, tudo bem, mas fazer na porta dos comércios é complicado. Isso está afastando a clientela.”

    Haddad poderia prometer uma revisão no projeto, prometer considerar a opinião, ou simplesmente defender a ideia. O que ele fez? Livrou-se do problema empurrando-o para o eleitor: “Entra com um recurso na CET. Manda por email.” No que Sebastião reclamou da burocracia, o petista retrucou com antipatia: “Parceiro, entra no site da CET e faz a sua reclamação“. Segundo a reportagem do Valor Econômico, foi quando o prefeito saiu sem se despedir.

    Se alguém nunca compreendeu a alta rejeição ao petista, eis uma boa explicação.

  29. Chesterton said

    Do FB
    1 min ·
    Brasil, nós aqui em São Paulo elegemos um candidato que fala abertamente em privatizar o estádio da Pacaembu, o autódromo de Interlagos, o complexo do Anhembi e os cemitérios municipais. A candidata que falava em estatizar tudo teve apenas 3% dos votos, o sujeito que queria transformar o Uber numa cooperativa de táxis caiu de primeiro para terceiro em 2 semanas, e o candidato do PT, que fez a gestão dos sonhos da militância, com ciclovias, grafites e o escambau todo, perdeu metade dos votos que havia tido no primeiro turno há 4 anos. Quase um milhão de desiludidos, que NÃO SE BANDEARAM para outro candidato da esquerda.
    Eu quase tenho esperança. Quase.

    chest- Pax, sua leitura do eleitorado paulistano foi um equívoco

  30. Guatambu said

    Dito e feito.

    Haddad perdeu feio, muito feio.

  31. Elias said

    O governo inglês desistiu de ter superávit orçamentário até 2020.

    A prioridade é turbinar o investimento público, pra enfrentar a crise e segurar a barra do Brexit.

    Ihh! Parece que tem lulopetistas influindo nas terras de Sua Majestade…

    Mas isso é porque a Míriam Leitão (oinc!) ainda não foi lá, avisar que a crise econômica mundial acabou faz tempo…

    Vai ver que ela ainda não foi porque, antes, precisa dar o mesmo aviso ao Temer e ao Meirelles. Assim que eles souberem, vai ficar tudo bem, tudo belo, tudo verde e amarelo…

  32. Chesterton said

    e o Elias quer gastar, gastar, gastar….acabou o dinheiro, vai gastar o quê?

  33. Guatambu said

    Elias,

    Sua crítica seria menos ruim se vc estivesse falando do Deutsche Bank e da Alemanha… a Angela Merkel sim está entre a cruz e a espada.

    A inglaterra adotou a linha conservadora ao se fechar para a Europa, com o Brexit e ponto. Agora terá que fazer as coisas sozinha, vamos ver se no correr do tempo essa estratégia é vencedora.

    Eu duvido.

  34. Chesterton said

    Elias é o paraiso dos rentistas…..

  35. Chesterton said

    Vendo:
    6.345 radares.
    250.000 litros de tinta Suvinil vermelha.
    3.452 placas c/ número 50
    Promoção válida até 31/12/16
    Tratar por e-mail com fernando.haddad@prefeiturasp.gov.br

  36. Chesterton said

    Joãozinho, o assimilado.

    — Mãe, hoje a professora deu uma baita aula sobre os resultados das eleições municipais.
    — É mesmo Joãozinho? Fale mais.
    — O professora demonstrou que o PSDB não perdeu em São Paulo, mas foi O ÓDIO, mãe, O ÓDIO ao PT o verdadeiro vitorioso.
    — Ódio ao PT, como assim, meu filho?
    — Isso mesmo, mãe, ódio ao PT! A senhora não entende nada de política, não é mesmo? Bem que a professora alertou que nossos pais são burros na hora de votar.
    — Mas filho…
    — A periferia rejeitou Fernando Haddad, um bando de ignorante, mãe! O atual prefeito fez coisas maravilhosas para nós, humanizou a condição dos mais pobres, fez uma cidade voltada para a socialização das pessoas…
    — Mas fi…
    — Golpista! É isso o que a senhora é, mãe, uma golpista!

  37. Elias said

    Acontece, Guatambu, que o governo inglês já anunciou, formalmente, que está abrindo mão do superávit orçamentário até 2020, pra turbinar investimento público e, assim, enfrentar a crise e a barra do Brexit. Isso é fato. Não é opinião.

    Aqui, tá complicado convencer a quem tem mais de um neurônio e meio, que as exportações brasileiras despencaram por causa do déficit fiscal.

  38. Chesterton said

    Um recado aos investidores: não se iludam com as eleições

    O Financista 03.10.16 14:47
    Para os operadores do mercado que comemoram, hoje, o resultado do primeiro turno das eleições municipais: não é para tanto.

    A O Financista, Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp, faz quatro observações sobre a ideia de que a derrota do PT e o fortalecimento do PSDB e de aliados do governo vão ajudar automaticamente Temer a passar as reformas econômicas no Congresso.

    Aí vão elas:

    1) O PSDB é um partido tão dividido quanto o PMDB. Não é possível dizer que o partido, como um todo, saiu fortalecido. As vitórias serão usadas pelos caciques tucanos para se cacifarem para 2018. O apoio a Temer no Congresso, portanto, depende do projeto pessoal de cada grão-tucano: Aécio, Serra, Alckmin e FHC.

    2) O próprio PMDB, como já está mais do que visto, é uma confederação de interesses regionais. A vitória de apadrinhados de caciques peemedebistas só fortalece os próprios caciques, que devem cobrar caro para apoiar uma agenda de reformas impopulares no Congresso.

    3) A situação fica ainda mais complicada, porque não há lideranças nacionais expressivas. Assim, Temer não conta com alguém capaz de aglutinar o Congresso a seu favor. Por isso, precisa negociar apoio no varejo – e isso sai mais caro.

    4) Negociar apoio, no Brasil, é o eufemismo para o “toma-lá-dá-cá” tão conhecido e que alimenta o fisiologismo político. O problema é que, com o país em crise e a necessidade de um forte ajuste fiscal, não há dinheiro para conquistar tanto apoio.

    “Os presidentes brasileiros que mais se deram bem são os que mais distribuíram favores, infelizmente”, afirma Romano. “Mas, se não tem dinheiro, não tem apoio; por isso, acho apressado vincular a vitória da base aliada nesse domingo à aprovação das reformas.”

  39. Pax said

    O pialo que o PT tomou foi muito maior que eu imaginava. A cagada que Dilma deixou espalhada (criação do Lula mesmo) foi grande, fede pra todo lado. O povo levando sacola magra do supermercado não perdoa porcaria nenhuma. Não adianta fazer como FHC fez décadas dizendo que tinha estabilizado a moeda. Falava de um campeonato passado enquanto o time estava na zona de rebaixamento direto e reto.

    O PT, bem, apanhou como boi que entra em horta.

    De mais de 5.000 vereadores passou para pouco mais de 2.700. Uma queda de bem mais de 40%.

    Virou um partido mediano, a caminho do pequeno e até do desaparecimento se:

    1 – não fizer seu mea culpa e não renovar sua cúpula
    2 – insistir nesse discurso chato pra carai de golpe, coitadismo, perseguição, mídia etc
    3 – a militância continuar no mesmo rumo de encher o saco de todo mundo nas redes sociais

    Lula é quem deveria liderar alguma alteração de rumo, mas parece que perdeu o timão do barco, ou, talvez, esteja mesmo preocupado com salvar sua pele de uma temporada em Curitiba.

    De um cara que podia ser o que quisesse, de ter o que quisesse ter pessoalmente, passou a isso, um escanteado político se segurando em bengalas cada vez mais frágeis.

    Aí a turma do outro lado, ruim pra caramba, nada de braçada mesmo.

    Outro que deve estar puto da vida é o Aécio. O Chuchu saiu por cima dessa, sem sombra de dúvida. Nem FHC nem Serra nem Aécio foram na comemoração do Dória ontem.

    Até nisso o tucanato é ruim. Até em comemoração de título.

    O quê me impressionou? O PP do Maluf e o PMDB do Temer, tão envolvidos quanto o PT no petrolão, não sentiram nada. O PT que levou todo “mérito” da diarréia.

  40. Pax said

    Ainda assim, por incrível que possa parecer, se Lula se candidatar em 2018 e mexer um pouco que seja, vai ser osso duro de roer.

    Me repetindo, a turma do outro lado é ruim, muito ruim.

    Estão chutando cachorro morto. Aí é fácil.

  41. Pax said

    Outro(a) que tomou uma porrada bem dada, a REDE(Marina).

    Leia só pra ver:

    http://justificando.com/2016/10/03/carta-aberta-aos-membros-da-rede/

  42. Chesterton said

    39

    a. soberba
    b. Lulla não é solução, é a causa do problema
    c. PSDB acabou junto, sem o PT não é nada, pois é apendice.

  43. Chesterton said

    40. Lula vai estar preso.

  44. Elias said

    Ironias: há pouco mais de 10 anos, em Belém, PT e PSDB polemizavam. Os tucanos defendiam ciclofaixas, pintadas junto às calçadas; os petelhos defendiam ciclovias (vias elevadas, confinadas por alambrados metálicos), no centro das vias públicas.

    Como o PT era governo municipal, prevaleceram as ciclovias, depois demolidas pelas gestões sucessoras.

    Em SP deu-se o inverso: o Haddad (em cuja campanha trabalhei, em 2012), atracou-se com unhas e dentes nessa baboseira de ciclofaixa, que falha no que deveria ser sua principal finalidade: proteger o ciclista. O que houve de atropelamento de ciclista nas ciclofaixas paulistas não está no gibi…

    Ciclofaixa só funciona em país civilizado, o que, definitivamente, não é o caso do Brasil.

    Além disso, tem o problema da brutal redução das vagas de estacionamento em vias públicas l.

    Ao fim de tudo, a ciclofaixa não cativa tanto assim os ciclistas e exaspera os motorizados.

    De todo modo, em Belém, o prefeito Zenaldo, tucano, aderiu entusiasticamente à ciclofaixa, lambuzando a cidade toda de Suvinil. Mas passou pro segundo turno. Vai disputar com Edmilson, ex-PT, agora PSOL, ciclista inveterado, e que, como prefeito, implantou as primeiras ciclovias de Belém, contra as ciclofaixas tucanas.

  45. Pax said

    Falando em mudança no PT…

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2016/10/1819508-em-sua-maior-crise-interna-pt-avalia-antecipar-escolha-da-nova-diretoria.shtml

  46. Pax said

    Vocês já se inteiraram do novo projeto do nosso velho conhecido Pedro Doria?

    Aqui: http://www.canalmeio.com.br/index.html

  47. Pax said

    Ótima crítica da eleição municipal paulistana, da Vera Magalhães (dica do Meio, link acima)

    “4. A direita só prospera onde a esquerda fracassa. E vice-versa. Se chama democracia. Ou alternância de poder. Não inventaram sistema melhor.
    5. Vocês estão com pena do Haddad? Se preparem pra ver o que o PT vai fazer com ele. Hoje mesmo, nem bem a derrota veio, o deputado Vicente Candido já se livrava no corpo ao vivo na TV estadão. Disse que Haddad é um “professor universitário” e o culpou pela derrota. E agora?
    6. A tese do golpe não foi comprada pela maioria da população do país. Não só os partidos que apoiaram o impeachment venceram maciçamente, inclusive no Nordeste, como quando isso foi usado, como em SP, não surtiu efeito. Será necessário virar esse disco para tirar a esquerda do buraco. Vamos crescer?”

  48. Chesterton said

    Bolha, perfeita definição do eleitorado de esquerda.

    Buraco, ou o PT sai do buraco ou o Brasil sai do buraco….

  49. Chesterton said

    Gostei da página do PD.

  50. Guatambu said

    Elias,

    Você tem razão.

    E depois a turma acha estranho que o João Dória tenha se candidatado por ficar repetindo que não é político, mas um gestor…

  51. Chesterton said

    Agora acabaou

    ODEBRECHT ENTREGOU BACKUP DA PROPINA

    Brasil 04.10.16 20:40
    A Odebrecht entregou à Lava Jato o backup do sistema Drousys, usado para elaborar as planilhas de repasses de propinas a políticos de vários partidos.
    A empreiteira havia destruído os arquivos no servidor no Brasil, mas mantinha outro sistema na Suíça. São centenas de planilhas.

    chest; estão falando em 1 bi de reais de palocci numa conta em Miami….vai acabar extraditado para os EUA….

  52. Chesterton said

    Dizer que a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo sofreu por conta da rejeição ao PT é contar apenas parte da história, e dá a impressão de que ele é menos responsável do que parece pela própria derrota.

    São Paulo simplesmente não teve zeladoria nos últimos 4 anos. É possível constatar isso seja qual for a sua bandeira ideológica preferida. A Lei Cidade Limpa, um dos poucos legados positivos da administração anterior, foi tacitamente revogada, uma vez que o aparato fiscalizatório foi desmontado. A Paulista está tomada por camelôs. Semáforos pela cidade passam dias no amarelo piscante depois de uma chuva, sem sinal de manutenção. Circular de carro por vias desconhecidas exige atenção redobrada, porque nunca se sabe quais buracos haverá pela frente. As quedas de árvores aumentaram 88% na cidade, por absoluta falta de jardinagem nas áreas públicas. Hoje em São Paulo, após denúncia, a prefeitura demora de 3 a 4 meses para podar ou remover uma árvore. Se não houver denúncia, tem que esperar a natureza remover a força, porque a Secretaria do Verde não tem pessoal pra fazer vistoria e poda preventiva. Mas se você arrancar uma árvore apodrecida que ameaça cair sobre a sua casa, o seu carro ou a sua família, fiscais aparecem como que por mágica. A multa é de R$ 10.000,00 por árvore.

    Esse final de semana caminhei da Praça João Mendes até o Largo São Bento pela Rua Boa Vista, e não havia condições de utilizar as calçadas, tomadas por barracas de moradores de rua. Não eram mais colchões e cobertores, eram tendas e barracas de camping no meio da rua, que havia sido também transformada em mictório público. O Pátio do Colégio, tradicional ponto turístico do centro, marco zero da cidade, passa por franco processo de favelização. No sábado visitei o MASP, e havia mendigos morando no vão livre.

    Denunciar isso não é ser higienista. Essas pessoas precisam de atenção da sociedade e do poder público. Precisam de albergues e programas sociais, e os assistentes sociais e voluntários precisam do apoio da Guarda Metropolitana. É CRIMINOSO um gestor municipal pretender gastar R$ 80 milhões em ciclovias mal planejadas (valor suficiente para a construção de 92 creches), declarando-se arrogantemente “um agente da civilização contra a barbárie” e recebendo o apoio de hipsters que gostam de achar que estão salvando o planeta ao desfilar pela Vila Madalena (a Amsterdã brasileira) com suas bicicletas Marin de R$ 10.000,00, enquanto seres humanos com necessidades reais e urgentes vagam pela cidade como zumbis e são tratados como cães vira-latas. É CRIMINOSO um gestor afirmar que vai “humanizar” a cidade pelo grafite, quando não investe o suficiente em varrição. É CRIMINOSO vender um “arco do futuro” feito em CGI na campanha (ao som da musiquinha “Muda a cor, muda o cara, renova o desbotado, eu quero um cara bom, um cara bom ao nosso lado, resolver problemas difíceis é com ele você já viu”), mas só conseguir entregar 1/3 dos corredores de ônibus prometidos, que é a grande responsabilidade da prefeitura em matéria de mobilidade urbana.

    Haddad fez a gestão dos sonhos dos urbanistas da USP, intelectuais, artistas engajados, ciclo-ativistas e militantes descolados, e POR ISSO entrará para a história como o prefeito mais mal avaliado da história de São Paulo, uma cidade que historicamente já tem os prefeitos mais mal avaliados do Brasil. O fato de sua votação mais expressiva ter sido em Pinheiros, bairro que ostenta o segundo melhor IDH da cidade, mostra pra qual público ele governou (e os cariocas podem fazer analogia semelhante comparando o mapa de votação da cidade com o desempenho do Freixo). Durante a campanha repetiu à exaustão que as pessoas o avaliavam mal porque ele havia investido pouco em comunicação social, o que é um insulto à inteligência de milhões de eleitores que vivem nesta cidade, não dentro de alguma maquete do Banco Mundial. Para o “prefeitão”, que defendeu em seu mestrado a dissertação “O Caráter Sócio-Econômico Do Sistema Soviético”, quem discorda de suas ideias brilhantes só pode ser “bárbaro” ou “desinformado”.

    A população rejeitou a agenda progressista e estatista que lhe foi apresentada, e fez isso dando uma inédita vitória em primeiro turno ao candidato da oposição, que abertamente prometeu privatizar o Estádio do Pacaembu, o Autódromo de Interlagos e o Complexo do Anhembi, e que disse com todas as letras não construiria nenhuma creche, mas firmaria convênios com a iniciativa privada. E nenhuma comparação é possível entre o que se viu em São Paulo em outubro de 2016 e o que o país presenciou em outubro de 2014: naquela ocasião, os eleitores foram ludibriados com contas públicas maquiadas e promessa de manutenção de um projeto insustentável, tanto que, eleita, foi a própria Dilma Rousseff quem principiou o desmonte do País das Maravilhas que seu grupo político havia engendrado no executivo central nos 12 anos anteriores. Em São Paulo, ao contrário, não havia como aplicar nenhum tipo de maquiagem, e o eleitor não teve dúvidas ao ser confrontado com a realidade da gestão petista em toda a sua glória.

    É fundamental ressaltar esse tópico, num país em que ser conservador é estar condenado a viver em algum tipo de gueto ideológico. Dentre os 10 candidatos a prefeito mais rejeitados do Brasil, os únicos 2 que não eram claramente de esquerda eram Pedro Paulo no Rio e Da Luz em Salvador. O primeiro foi acusado de ter espancado a mulher, e o segundo notabilizou-se por ter gravado de costas para a câmera e vestindo um paletó cheio de luzes a propaganda eleitoral de 2002, e de cabeça pra baixo a de 2006. Ou seja, é um clown.

    Sumarizando: a esquerda hoje tem o mesmo grau de rejeição da população que um possível espancador de mulheres e um crossover entre Tiririca e Levy Fidelix. E Haddad terminou a disputa em situação pior que a do espancador em tese.

    Le Corbusier, o arquiteto totalitário suíço, dizia (citado por Theodore Dalrymple) que “o déspota não é um ser humano; É (…) o plano correto, exato e realista (…) a fornecer a solução uma vez que o problema tenha sido colocado de forma clara (…). Esse plano foi concebido muito longe (…) dos gritos do eleitorado ou dos lamentos das vítimas da sociedade. Foi concebido por mentes serenas e lúcidas”.

    Foi um economista norte-americano chamado Mancur Olson quem, na década de 60, mostrou que pequenos grupos bem organizados via de regra fazem prevalecer seus interesses sobre grupos maiores mas sem organização. Isso porque, nesse caso, os benefícios são concentrados, mas as perdas são difusas: em outras palavras, os beneficiários (taxistas, ciclistas e ativistas em geral, por exemplo) tem a exata medida do quanto ganham, mas os perdedores (consumidores, contribuintes, motoristas, etc.) nunca sabem o quanto perdem, se é que sabem. E foi outro norte-americano, William H. Riker, quem demonstrou mais ou menos na mesma época como esses grupos homogêneos podem se juntar para reforçar mutuamente suas pautas, ainda que elas não estejam minimamente relacionadas. A psicologia social fornece o cimento dessa união: esses grupos racionalizam suas próprias demandas como representando “o bem” (“lutamos por uma cidade melhor, mais justa, mais humana” – objetivos genéricos dos quais ninguém obviamente consegue discordar), e demonizam qualquer pessoa que não concorde com os métodos por eles empregados (por exemplo, os “coxinhas”, “reaças”, etc).

    Fernando Haddad foi a síntese perfeita desses 3 pensamentos. Como todo membro da esquerda, ele acredita que é dever dele planejar e moldar a sociedade segundo sua própria moral e interesses, não importando com qual programa tenha sido efetivamente eleito (é a ilusão da escolha dada ao povo, como se viu claramente nas últimas eleições presidenciais – o eleitor vota num programa mas é surpreendido por outro completamente diverso durante o mandato). Por outro lado, ele desistiu de governar para a maioria, e passou a governar para os pequenos grupos estridentes que lhe deram sustentação política: ciclistas, ativistas de direitos humanos (cujo exemplo mais desastrado é política aplicada na cracolândia, que fez com que a própria prefeitura reconhecesse que perdeu o controle da situação), ativistas LGBT, sindicalistas, adeptos do politicamente correto (redução de velocidade nas ruas da cidade), etc.

    A eleição do candidato com projeto antagônico ainda no primeiro turno em São Paulo mostra claramente que nenhuma dessas medidas, se submetidas a uma votação popular, passaria. Mas pra eles isso pouco importa: são eles os portadores das “mentes serenas e lúcidas”, e nós somos apenas os “coxinhas”, sujeitos históricos em fase de superação. E se não for por bem, vai ter que ser por mal, como já demonstraram em outros tempos e lugares, inclusive na União Soviética objeto da admiração e estudo do prefeito ora demitido pelo povo.

    Vai-se Fernando Haddad. E não deixa saudades.

    Rafael Rosset

  53. Pax said

    Sinceramente, Chesterton, prefiro essa análise aqui

    http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/04/politica/1475534002_973309.html?id_externo_rsoc=Fb_BR_CM

  54. Chesterton said

    Sei que você é sincero, Pax, teu problema é outro…

    ———————————————————————

    Como sempre afirmei:

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2016/10/dinheiro-roubado-dos-cofres-do-brasil.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+BlogDoAluizioAmorim+(BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM)

  55. Chesterton said

    Outro grande derrotado da eleição é o “Fora Temer”. Ou: Esquerda boa é esquerda derrotada Sabem por que digo isso? Porque os “camaradas” ficam gritando palavras de ordem e não têm a chance de destruir a economia
    Por: Reinaldo Azevedo 04/10/2016 às 7:07
    Já está claro que o PT e Lula são os grandes derrotados das eleições de 2016. Não menos claro é o fato de que o PSDB e Geraldo Alckmin, por intermédio do notável desempenho de João Doria, são os grandes vencedores. Mas, repetindo o que afirmei nesta segunda no programa “Os Pingos nos Is”, há uma derrota importante a ser registrada: o “Fora Temer”. Então as urnas disseram “Dentro Temer”? Não! Isso apenas não é uma questão. Ponto final. Ele é o presidente segundo as regras da Constituição. Ninguém pensou nisso ao votar.
    O PT abraçou essa agenda e quebrou a cara. Notem: é claro que o partido foi punido pela roubalheira nestes anos de poder. Mas o que realmente pesou na razia de que a legenda foi vítima tem nome: chama-se crise econômica. A população não é boba e sabe qual é o partido responsável pelas suas dificuldades.
    Publicidade

    Os mais de 12 milhões de desempregados não surgiram do nada. É claro que alguns companheiros sempre podem dizer que, quando chegaram ao poder, o desemprego também era alto. É verdade. Mas responder à demanda por postos de trabalho com políticas públicas adequadas é uma das tarefas do governante. Jogar milhões no desemprego, mergulhar a economia na maior recessão de história, elevar os juros nos cornos da Lua e temperar isso tudo com inflação alta, bem, não é isso, definitivamente, o que se espera de um governo, não é mesmo?
    Mais: tanto pior quando os brasileiros são obrigados a enfrentar todas essas dificuldades em razão de uma política deliberada, de uma escolha, de uma decisão. Não! Não estou dizendo que Dilma e os petistas quiseram fabricar o desemprego e tomaram a decisão de mandar a economia para o buraco. Esse tipo de raciocínio asnal é a esquerda que costuma fazer sobre seus adversários conservadores.
    Acuso o PT, aí sim, é de não ter ouvido minimamente a voz do bom senso — e noto que, nesse caso, nem me refiro às críticas que tinham origem na oposição e na imprensa. Os companheiros poderiam ter ouvido aliados como Delfim Netto, por exemplo. Mas não. Ocorre que as escolhas econômicas estavam atreladas às questões eleitorais. Afinal, era preciso não perder o poder.
    Então volto ao ponto. “Fora Temer?” Ora, “Fora Temer” por quê? E dentro quem? O partido que puniu os pobres com a sua política econômica e que, no arremate dos males, resolveu se comportar como organização criminosa?
    A população deu seu recado: quase baniu as esquerdas do país. Por intermédio do voto.
    E isso faz um baita sentido. Afinal, esquerda existe é para fazer revolução, não reforma. Se é para reformar, deixem que os conservadores sabem como fazer.
    Esquerdista bom, na democracia, é esquerdista derrotado.

    chest- Tio Rei em boa forma.

  56. Chesterton said

    Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso
    Embora os resultados trágicos sejam cada vez mais evidentes

    N. do E.: o artigo a seguir foi adaptado à realidade brasileira

    A ideia de que a economia deve ser planejada chegou ao ápice ainda no longínquo ano de 1937, quando a editora Prentice-Hall publicou um tomo de 1.000 páginas intitulado The Planned Society: Yesterday, Today, Tomorrow: A Symposium by Thirty-Five Economists, Sociologists, and Statesmen. (A Sociedade Planejada: Ontem, Hoje, Amanhã: Um Simpósio com 35 Economistas, Sociólogos e Estadistas).

    No prefácio, o famoso historiador e sociólogo americano Lewis Mumford escreveu que “a questão que nos aflige hoje não é se devemos planejar ou não a economia, mas sim como devemos planejá-la”.

    Todos os colaboradores do livro — keynesianos, socialistas, comunistas e fascistas — concordavam neste ponto, incluindo notáveis como Benito Mussolini, Joseph Stalin e Sidney Hook.

    Mas ao menos o livro era honesto e sincero. Ele colocava no mesmo balaio Stalin e Keynes, o fascismo e o New Deal, mostrando que todos tinham as mesmas idéias econômicas. Os planos de cada um não eram idênticos, obviamente, mas todos eles concordavam que o governo era “racional” e que o livre mercado era “caótico”, sendo, portanto, preferível ter “racionalidade” do governo ao “caos” do livre mercado.

    A maioria dos autores defendia a “economia mista”, um arranjo econômico que mistura capitalismo e socialismo. Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o “melhor” do socialismo e do capitalismo. Não existe isso de “o melhor” do socialismo, escreveu ele, pois mesmo uma pequena quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre. Qualquer tentativa de mistura é necessariamente instável, e inevitavelmente levará a economia na direção do estatismo.

    Esta previsão de Mises não apenas se concretizou, como, pior ainda, estamos hoje vivenciando e sentindo suas consequências.

    Nossa realidade

    Apenas veja a economia na qual você vive: não há uma única área dela que não seja afetada pelos gastos do governo, que passe incólume pelas consequências dos déficits orçamentários, que não seja sufocada pela burocracia e por impostos, e que não seja estritamente controlada e protegida por agências reguladoras.

    Defendido por quase todos os economistas, o estado regulatório hoje domina e arruína a economia. O comunismo perdeu, mas a social-democracia triunfou e reina soberana.

    Na economia mista na qual vivemos, é função do estado planejador: garantir o “pleno emprego” (dado que as próprias políticas do governo federal geram desemprego); estimular a “inovação tecnológica” (não por meio do mercado, mas por meio de subsídios); garantir uma “justa” distribuição de renda (premiando os parasitas — principalmente os grandes empresários ligados ao governo — e punindo os produtivos); controlar o comércio estrangeiro (e também o doméstico); e manter várias empresas estatais para o bem do povo (ao mesmo tempo em que espolia o próprio povo em prol dos burocratas dessas estatais).

    O estado planejador também se autoimpõe algumas proibições. Ele jamais deve expressar alguma defesa da propriedade privada, jamais deve criticar grupos de interesse e minorias organizadas (exceto quando sejam anti-governo), jamais deve tecer elogios à função coordernadora exercida pelo sistema de preços, jamais deve ter dúvidas quanto ao uso do seu poder (este só existe para o bem), jamais deve defender redução de impostos, e jamais deve identificar o livre mercado como a real fonte de prosperidade.

    Para o estado planejador, tudo o que há de bom é decorrência de suas ações; e tudo o que há de ruim é culpa de interferências de externas.

    Mais ultrajantes ainda são as mentiras patológicas. Os políticos, burocratas e todos os seus defensores insistem em querer nos fazer acreditar que:

    1) o Banco Central é o guardião da moeda — sendo que a moeda, em apenas 22 anos, já perdeu 82% do seu poder de compra.

    2) o governo pode impedir ou, no mínimo, amenizar os ciclos econômicos — sendo que suas políticas são a própria causa deles;

    3) o governo pode criar um pleno emprego — sendo que suas políticas econômicas não apenas destroem empregos como ainda impedem a criação de novos empregos ao artificialmente encarecer a mão-de-obra, ao criar burocracias que atazanam os pequenos empreendedores e ao criar um terrorismo tributário que coloca qualquer empreendedor na condição de criminoso;

    4) o governo pode desenvolver novas tecnologias — sendo que suas próprias regulamentações proíbem o surgimento e o desenvolvimento de várias inovações que aniquilam as reservas de mercado de um cartel protegido pelo governo.

    5) é o governo quem melhora nosso padrão de vida — sendo que, sempre que o governo decide criar políticas para melhorar nosso padrão de vida, este desaba.

    6) o governo nos protege de monopólios e oligopólios capitalistas — sendo que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi exatamente o governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    7) o governo protege o consumidor e estimula a concorrência — sendo que, principalmente nos grandes setores, a concorrência foi abolida pelo governo, em prol das grandes empresas já estabelecidas e contra os interesses dos consumidores. Setor bancário, aéreo, telefônico, internet, elétrico, postos de gasolina etc. — em todos eles a concorrência foi abolida pelas agências reguladoras para proteger as empresas já estabelecidas e prejudicar a liberdade de escolha dos consumidores.

    8) o governo reduz a desigualdade — sendo que suas políticas de subsídios a grandes empresas, tarifas protecionistas e crédito farto e barato não apenas garantem renda para os mais ricos, como também destrem o poder de compra dos mais pobres.

    Briga de gêmeos

    Economistas heterodoxos e economistas convencionais se revezam na tarefa de fornecer conselhos econômicos ao presidente da vez. Ambos, no entanto, são meras ferramentas a serviço do estado intervencionista. Ontem, a função deles era controlar preços, estatizar o crédito e estimular o consumismo; hoje, a função deles é equilibrar o orçamento e manter “oferta e demanda em equilíbrio”. Isso, é claro, não significa que irão deixar o livre mercado funcionar, mas sim que irão mover as alavancas na máquina de planejamento com “mais eficiência”.

    Os heterodoxos acreditam que o que move a economia é o consumo; portanto, a demanda deve ser estimulada por mais gastos do governo, mais déficits orçamentários e mais crédito subsidiado. Isso, supostamente, compensará as deficiências do setor privado.

    Já os convencionais acreditam que a economia é guiada pela oferta, e que ela entra em recessão por inúmeros fatores, dentre eles um medo irracional de investir que acomete os empreendedores.

    Embora os convencionais possuam melhores políticas econômicas que os heterodoxos, ambos estão errados.

    Para começar, ambos pressupõem que exista algo chamado “oferta agregada”, “demanda agregada” e “demanda efetiva”, a qual aglomeraria em uma única variável os valores e ações de consumidores e produtores. Isso obscurece a economia verdadeira.

    E essas agregações obscurantistas não se resumem apenas à “oferta” e à “demanda”. Os planejadores também discutem categorias como ‘capital’ e ‘investimento’ como se ambos fossem homogêneos, representando esses agrupamentos totalmente diversos por meio de letras em seus modelos macroeconômicos.

    Para eles, o estoque de capital é uma grande massa amorfa resumida pela letra K, a qual é jogada numa equação cuidadosamente montada para representar toda a economia, e a qual é esperada gerar informações úteis para se poder planejar melhor a economia.

    Obviamente, ambas as visões pressupõem que os burocratas do governo são mais espertos e oniscientes do que todos os indivíduos livres da sociedade praticando trocas livres e voluntárias, poupando, investindo, produzindo, vendendo e comprando voluntariamente no livre mercado.

    O verdadeiro papel do economista

    Apenas imagine que você tivesse de planejar as finanças domésticas do seu vizinho, sobre o qual você nada sabe, e não tendo informação nenhuma precisa sobre a renda, as preferências, e as habilidades dele. Mais ainda: você sabe que todas essas variáveis se alteram continuamente. Você seria capaz de tal tarefa? Pois os planejadores econômicos do governo vêm tentando fazer exatamente isso há décadas. E para toda a economia.

    Para se safarem dessa crítica, os planejadores separam a economia em duas esferas: a “micro” e a “macro”. Em seguida, alegam que as decisões dos indivíduos na esfera micro em nada afetam o quadro geral. Embora seja verdade que, por exemplo, um indivíduo sozinho não pode alterar a taxa de poupança líquida de toda a economia, o fato é que não haveria taxa de poupança líquida sem decisões individuais.

    É exatamente dos milhões de decisões tomadas diariamente por indivíduos que a economia é formada e criada; e a única função do economista é tentar entender e explicar como tudo isso acontece. Ele não tem de tentar controlar ou onerar esse processo.

    No livre mercado, não há a necessidade de planejadores tentarem “equilibrar” oferta e demanda. As próprias transações diárias e voluntárias de milhões de consumidores, em conjunto com empreendedores que se arriscam em seus empreendimentos, já fazem isso. É a economia mista quem cria a demanda para que planejadores econômicos queiram gerenciá-la.

    Contrariamente às suas pretensões, os economistas seriam de pouca serventia aos empreendedores em um livre mercado. O economista não pode prever as futuras demandas do consumidor e os custos futuros tão bem quanto os empreendedores; afinal, se ele pudesse, então ele seria o empreendedor. Sabemos que o empreendedor está onde está precisamente por causa de sua superior habilidade de previsão do mercado.

    As pretensões dos economistas, econometristas e de outros “modeladores” de que eles podem prever com precisão e acurácia a economia irá sempre soçobrar perante a simples, porém devastadora, indagação: “Se você pode prever tão bem, por que você não está no mercado de ações, onde previsões acuradas geram ricas recompensas?”

    Não adianta rejeitar tal pergunta — como muitos têm feito — alegando que ela é “anti-intelectual”; este é exatamente o teste rigoroso a ser enfrentado pelo pretendente a oráculo econômico.

    Ludwig von Mises demonstrou a falácia do termo “modelagem”, que é muito popular e que surgiu erroneamente (junto com muitas outras falácias cientificas) de uma analogia com as ciências físicas — nesse caso, a engenharia. Os modelos de engenharia fornecem a exata dimensão quantitativa — em uma miniatura proporcional — do mundo real. Porém, nenhum “modelo” econômico pode fazer algo parecido.

    O papel do economista em uma sociedade livre, portanto, é puramente educacional.

    Mas quando o governo intervém no mercado, a “utilidade” do economista se expande. A razão é que ninguém sabe, por exemplo, quais serão as demandas dos consumidores no futuro, em uma determinada área. Em um ambiente de livre mercado, o economista será naturalmente substituído pelo prognosticador empreendedorial. Porém, quando o governo se intromete no mercado, criando várias intervenções e regulamentações, as coisas ficam muito diferentes, pois o problema agora é saber precisamente quais serão as consequências dos atos do governo.

    Conclusão

    Quanto a economia mista nos custa? Impossível saber.

    Impossível calcular os efeitos das tecnologias que deixaram de ser criadas, das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados, das recessões geradas pelas políticas do governo, da destruição da moeda efetuada pelo governo, e dos preços artificialmente mais altos por causa de impostos, burocracia, regulamentações e gastos do governo.

    Sabemos apenas que o efeito é gigantesco e destruidor. E está só aumentando.

    Mas se a economia mista é todo esse desastre, por que ainda insistimos nela?

    Simples: porque ela permite que aqueles bem-conectados politicamente espoliem a todos nós em um arranjo social-democrata disfarçado de “capitalismo democrático”.

    Porque ela permite que grandes empresas não concorram abertamente no livre mercado — no qual teriam de encarar desafios e sofrer prejuízos —, em vez disso sendo protegidas e socorridas pelo governo.

    Porque ela permite que grandes empresários ganhem dinheiro por meio de privilégios especiais concedidos pelo governo em vez de por meio da produção de bens e serviços de qualidade, e da satisfação dos consumidores.

    Porque ela permite que algumas pessoas alcancem seus objetivos por meio da violência, da fraude e do roubo.

    Porque os grandes empresários sempre preferem receber subsídios, privilégios, e ser protegidos por tarifas de importação e agências reguladoras.

    Porque a classe política prefere viver parasiticamente à custa do trabalho dos outros e adora exercer seu vasto poder sobre toda a população.

    Porque lobistas e grupos de interesse sempre conseguem (tanto de forma legal quanto ilegal, mas sempre imoral) ganhar benefícios especiais quando recorrem ao estado.

    Porque milhões de indivíduos preferem ganhar a vida trabalhando para o governo, onde os salários são gordos, há estabilidade e as cobranças são quase inexistente, e não na iniciativa privada, onde há cobranças, exigência de resultados e nada é garantido.

    Porque outros milhões preferem viver de assistencialismo.

    O único antídoto contra a economia mista é a adoção de um mercado livre e irrestrito, sem protecionismos, privilégios e barreiras à entrada em qualquer mercado. Mas isso inevitavelmente passa pela redução brutal do tamanho do governo e pela consequente assunção de responsabilidade própria por cada indivíduo — do pobre ao megaempresário protegido —, que não mais poderá contar com o dinheiro alheio para viver.

    Mas tamanho nível de responsabilidade própria ninguém quer.

    O livro A Sociedade Planejada, citado lá no início, não mencionou tudo isso, mas é fato que vivenciamos hoje o inevitável resultado de tudo aquilo que ali foi recomendado.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2529

  57. Pax said

    A PF acabará descobrindo que Lula construiu aeroporto privado com dinheiro público para sua família em Guaranhuns?

    Opa, um minuto, mas essa não é a história do Aécio?

    Ou os dois estão ficando muito parecidos e só o Chesterton acha o mineiro limpinho e cheiroso?

    Sei lá viu, anda tudo bem confuso

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/policia-federal-indicia-lula-por-propina-da-odebrecht-paga-ao-sobrinho.html

  58. Pedro said

    O Lula parece bem perdidão.
    Todo dia tá levando uma lambada do Dória.
    Neste momento que enfrenta trocentas acusações de roubalheira, vai criticar o sujeito porque é rico.
    Tudo que o Dória quer é isso.
    A resposta tá prontinha…..fiquei rico antes de entrar na política, ao contrário da grande maioria que entra na politica pra ficar rico.
    Dãããhh

  59. Chesterton said

    Pax, pega o Aécio e joga num poço bem fundo que eu estou cagando….

    ———————————-

    Olha aqui o presidente do Banco Mundial de acordo com Elias:

    http://www.oantagonista.com/posts/lula-indiciado

  60. Guatambu said

    Pessoal,

    O que eu estou pensando agora é: quem será que sai para presidente em 2018 pelo PT?

    Ele desapareceu…

  61. Chesterton said

    Olha aqui, Pax, mais um para você jogar no poço:

    http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-abre-inquerito-sobre-compra-de-termicas-no-governo-fhc/

  62. Chesterton said

    PQP, pobre é ingrato….vai para o poço tambem…

    http://www.ilisp.org/noticias/professora-da-puc-sp-diz-que-pobres-sao-ingratos-e-sem-carater-por-terem-votado-em-doria/

  63. Chesterton said

    Este quer degolar todo mundo que não vota no PT, mais um….poço!

    https://jornalivre.com/2016/10/03/professor-petista-da-unb-defende-assassinato-de-adversarios-politicos-apos-derrota-nas-urnas/

  64. Chesterton said

    Especialistas apontam que 100% das pessoas hoje denunciando o “sofisma” e a “falácia” do discurso de gestor e antipolítico do prefeito eleito de São Paulo comemoraram a eleição para a presidência, há 6 anos, de uma mulher que era então apresentada ao país como gestora e que nunca havia sequer concorrido a um cargo eletivo na vida até aquele momento.

  65. Pax said

    Novo post sobre o indiciamento de Lula.

  66. Pedro said

    # 64

    :-) :-)

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: