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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eduardo Cunha preso

Posted by Pax em 19/10/2016

Se fizer delação premiada vai escancarar muita porta camuflada.

Eduardo Cunha é preso pela PF em Brasília

Michèlle Canes e André Richter* – Repórteres da Agência Brasil

O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso hoje (19) em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. O pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara dos Deputados foi emitido pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato, na primeira instância.

A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão preventiva e informou que Cunha está sendo levado para o hangar da PF no Aeroporto de Brasília para embarcar para Curitiba, onde estão sendo conduzidas as investigações. A previsão é de que Cunha chegue entre as 17h e as 18h à capital do Paraná.

Entre os argumentos utilizados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações.

Segundo a acusação, “há evidências” de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e pode fugir do país.

“Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não for afastado o risco de dissipação do produto do crime, presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior, uma vez que o acusado poderia se valer de recursos ilícitos ali mantidos para facilitar fuga e refúgio no exterior”, disse Moro na decisão.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Federal, mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

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90 Respostas to “Eduardo Cunha preso”

  1. Chesterton said

    http://www.ceticismopolitico.com/o-odio-do-pt-a-marcela-temer-ja-virou-doenca-e-requer-tratamento/

  2. Chesterton said

    Lulla já dorme de sapato.

  3. Chesterton said

  4. Pedro said

    O Cunha desejar fazer a delação é quase certo.
    Mas, penso que a lava jato não tem muito interesse nesse acordo.
    Pelo símbolo que o Cunha se tornou, acredito que a intenção é deixar ele atrás das grades o maior tempo possível.

  5. Pax said

    O noticiário diz que o plano é deixar ele de molho mesmo para que sinta uma vontade enorme de delatar.

    De ontem pra hoje ele contratou um escritório especializado em delação.

    Parece que tem medo que sua mulher e filhos dancem. Acho mesmo que tem medo de perder os tais R$ 220 milhões que roubou geral, Pedro.

    Agora o papo é a prisão do diretor da polícia do Senado, segundo o noticiário parceiro de unha e carne do Renan em algumas estrepulias.

    Vejamos no que dá.

    Polícia prendendo polícia não é todo dia que a gente vê.

  6. Pax said

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/10/1824896-policia-federal-cumpre-mandados-no-senado.shtml

  7. Guatambu said

    Gente,

    Vcs viram o vídeo do mamaefalei, questionando as motivações dos “ocupadores” em uma escola em Curitiba?

    Tá engraçado demais… está desmascarando a esquerda brasileira e essa “luta”.

    Será que o Zbigniew estava lá? Devia ter ido ajudar responder algumas perguntas!

    huá huá huá!!!

  8. Pedro said

    Bota o link Guata

  9. Guatambu said

    São 2 partes:

    1. https://www.youtube.com/watch?v=slprU7DPpqY

    2. https://www.youtube.com/watch?v=BQCBEI40qfQ

  10. Chesterton said

    hoje em dia quem defende o Cunha são os lullistas……

  11. Chesterton said

    Helio Silva
    Outubro 21, 2016 às 3:05 pm
    Polícia Legislativa………… .Corpo de Bombeiro Legislativo…….. Força Aérea Legislativa……… Marinha Legislativa……..
    Bordel Legislativo………. Jornalistas Legislativos………… a lista não tem fim e a conta fica conosco mesmo, os otários !

  12. Chesterton said

    http://www.implicante.org/noticias/e-mole-apos-tanto-exigir-justica-contra-cunha-o-petismo-lamenta-prisao-dele/

    chest- não falei.

  13. Chesterton said

    http://www.imprensaviva.com/2016/10/defesa-de-leo-pinheiro-pedem-para-moro.html

    foi se meter com partido de gangsters marxistas (oximoro) deu nisto, tá com medo de morrer…

  14. Pax said

    oximoro caro Chesterton?

    então quer dizer que se for marxista não é gangster?

  15. Chesterton said

    errei, é redundancia.

  16. Chesterton said

    http://www.ilisp.org/noticias/judiciario-impede-referendo-para-tirar-maduro-do-poder-e-venezuela-pode-ter-guerra-civil/

    chest- esquerdalhada de merda, sempre acaba assim.

  17. Chesterton said

    Olhando para o futuro….Em 1998, a Kodak tinha 170.000 funcionários e vendeu 85% de todo o papel fotográfico vendido no mundo. No curso de poucos anos, o modelo de negócios dela desapareceu e eles abriram falência. O que aconteceu com a Kodak vai acontecer com um monte de indústrias nos próximos 10 anos – e a maioria das pessoas não enxerga isso chegando. Você poderia imaginar em 1998 que 3 anos mais tarde você nunca mais iria registrar fotos em filme de papel?
    No entanto, as câmeras digitais foram inventadas em 1975. As primeiras só tinham 10.000 pixels, mas seguiram a Lei de Moore. Assim como acontece com todas as tecnologias exponenciais, elas foram decepcionantes durante um longo tempo, até se tornarem imensamente superiores e dominantes em uns poucos anos. O mesmo acontecerá agora com a inteligência artificial, saúde, veículos autônomos e elétricos, com a educação, impressão em 3D, agricultura e empregos.
    Bem-vindo à quarta Revolução Industrial!
    O software irá destroçar a maioria das atividades tradicionais nos próximos 5-10 anos.
    O UBER é apenas uma ferramenta de software, eles não são proprietários de carros e são agora a maior companhia de táxis do mundo. A AIRBNB é a maior companhia hoteleira do mundo, embora eles não sejam proprietários.
    Inteligência Artificial: Computadores estão se tornando exponencialmente melhores no entendimento do mundo. Neste ano, um computador derrotou o melhor jogador de GO do mundo, 10 anos antes do previsto. Nos Estados Unidos, advogados jovens já não conseguem empregos. Com o WATSON, da IBM, V. pode conseguir aconselhamento legal (por enquanto em assuntos mais ou menos básicos) dentro de segundos, com 90% de exatidão se comparado com os 70% de exatidão quando feito por humanos. Por isso, se V. está estudando Direito, PARE imediatamente. Haverá 90% menos advogados no futuro, apenas especialistas permanecerão.
    O WATSON já está ajudando enfermeiras a diagnosticar câncer, quatro vezes mais exatamente do que enfermeiras humanas.
    O FACEBOOK incorpora agora um software de reconhecimento de padrões que pode reconhecer faces melhor que os humanos. Em 2030, os computadores se tornarão mais inteligentes que os humanos.
    Veículos autônomos: em 2018 os primeiros veículos dirigidos automaticamente aparecerão ao público. Ao redor de 2020, a indústria automobilística completa começará a ser demolida. Você não desejará mais possuir um automóvel. Nossos filhos jamais necessitarão de uma carteira de habilitação ou serão donos de um carro. Isso mudará as cidades, pois necessitaremos 90-95 % menos carros para isso. Poderemos transformar áreas de estacionamento em parques. Cerca de 1.200.000 pessoas morrem a cada ano em acidentes automobilísticos em todo o mundo. Temos agora um acidente a cada 100.000 km, mas com veículos auto-dirigidos isto cairá para um acidente a cada 10.000.000 de km. Isso salvará mais de 1.000.000 de vidas a cada ano.
    A maioria das empresas de carros poderão falir. Companhias tradicionais de carros adotam a tática evolucionária e constroem carros melhores, enquanto as companhias tecnológicas (Tesla, Apple, Google) adotarão a tática revolucionária e construirão um computador sobre rodas. Eu falei com um monte de engenheiros da Volkswagen e da Audi: eles estão completamente aterrorizados com a TESLA.
    Companhias seguradores terão problemas enormes porque, sem acidentes, o seguro se tornará 100 vezes mais barato. O modelo dos negócios de seguros de automóveis deles desaparecerá.
    Os negócios imobiliários mudarão. Pelo fato de poderem trabalhar enquanto se deslocam, as pessoas vão se mudar para mais longe para viver em uma vizinhança mais bonita.
    Carros elétricos se tornarão dominantes até 2020. As cidades serão menos ruidosas porque todos os carros rodarão eletricamente. A eletricidade se tornará incrivelmente barata e limpa: a energia solar tem estado em uma curva exponencial por 30 anos, mas somente agora V. pode sentir o impacto. No ano passado, foram montadas mais instalações solares que fósseis. O preço da energia solar vai cair de tal forma que todas as mineradoras de carvão cessarão atividades ao redor de 2025.
    Com eletricidade barata teremos água abundante e barata. A dessalinização agora consome apenas 2 quilowatts/hora por metro cúbico. Não temos escassez de água na maioria dos locais, temos apenas escassez de água potável. Imagine o que será possível se cada um tiver tanta água limpa quanto desejar, quase sem custo.
    Saúde: O preço do Tricorder X será anunciado este ano. Teremos companhias que irão construir um aparelho médico (chamado Tricorder na série Star Trek) que trabalha com o seu telefone, fazendo o escaneamento da sua retina, testa a sua amostra de sangue e analisa a sua respiração (bafômetro). Ele então analisa 54 bio-marcadores que identificarão praticamente qualquer doença. Vai ser barato, de tal forma que em poucos anos cada pessoa deste planeta terá acesso a medicina de padrão mundial praticamente de graça.
    Impressão 3D: o preço da impressora 3D mais barata caiu de US$ 18.000 para US$ 400 em 10 anos. Neste mesmo intervalo, tornou-se 100 vezes mais rápida. Todas as maiores fábricas de sapatos começaram a imprimir sapatos 3D. Peças de reposição para aviões já são impressas em 3D em aeroportos remotos.
    A Estação Espacial tem agora uma impressora 3D que elimina a necessidade de se ter um monte de peças de reposição como era necessário anteriormente. No final deste ano, os novos smartphones terão capacidade de escanear em 3D. Você poderá então escanear o seu pé e imprimir sapatos perfeitos em sua casa. Na China, já imprimiram em 3D todo um edifício completo de escritórios de 6 andares. Lá por 2027, 10% de tudo que for produzido será impresso em 3D.
    Oportunidades de negócios: Se V. pensa em um nicho no qual gostaria de entrar, pergunte a si mesmo: “SERÁ QUE TEREMOS ISSO NO FUTURO?” e, se a resposta for SIM, como V. poderá fazer isso acontecer mais cedo? Se não funcionar com o seu telefone, ESQUEÇA a idéia. E qualquer idéia projetada para o sucesso no século 20 estará fadada a falhar no século 21.
    Trabalho: 70-80% dos empregos desaparecerão nos próximos 20 anos. Haverá uma porção de novos empregos, mas não está claro se haverá suficientes empregos novos em tempo tão exíguo.
    Agricultura: haverá um robô agricultor de US$ 100,00 no futuro. Agricultores do 3º mundo poderão tornar-se gerentes das suas terras ao invés de trabalhar nelas todos os dias. A AEROPONIA necessitará de bem menos água. A primeira vitela produzida “in vitro” já está disponível e vai se tornar mais barata que a vitela natural da vaca ao redor de 2018.
    Atualmente, cerca de 30% de todos as superfícies agriculturáveis são ocupados por vacas. Imagine se tais espaços deixarem se ser usados desta forma. Há muitas iniciativas atuais de trazer proteína de insetos em breve para o mercado. Eles fornecem mais proteína que a carne. Deverá ser rotulada de FONTE ALTERNATIVA DE PROTEÍNA. (porque muitas pessoas ainda rejeitam ideias de comer insetos).
    Existe um aplicativo chamado “moodies” (estados de humor) que já é capaz de dizer em que estado de humor V. está. Até 2020 haverá aplicativos que podem saber se V. está mentindo pelas suas expressões faciais. Imagine um debate político onde estiverem mostrando quando as pessoas estão dizendo a verdade e quando não estão.
    O BITCOIN (dinheiro virtual) pode se tornar dominante este ano e poderá até mesmo tornar-se em moeda-reserva padrão.
    Longevidade: atualmente, a expectativa de vida aumenta uns 3 meses por ano. Há quatro anos, a expectativa de vida costumava ser de 79 anos e agora é de 80 anos. O aumento em si também está aumentando e ao redor de 2036, haverá um aumento de mais de um ano por ano. Assim possamos todos viver vidas longas, longas, possivelmente bem mais que 100 anos.
    Educação: os smartphones mais baratos já estão custando US$ 10,00 na África e na Ásia. Até 2020, 70% de todos os humanos terão um smartphone. Isso significa que cada um tem o mesmo acesso a educação de classe mundial. Cada criança poderá usar a academia KHAN para tudo o que uma criança aprende na escola nos países de Primeiro Mundo.

    chest´ só não gostei do bife de mosca….

  18. Pax said

    Cadê a fonte desse artigo acima, Chesterton?

  19. Pax said

    Chesterton em #15: “errei, é redundancia.”

    Isso prova Darwin e a teoria da evolução.

    Não lembro do velho e rabugento Chesterton ter admitido um erro em toda História!

    =)

  20. Chesterton said

    Bullshit, sempre quando erro reconheço o erro.

    Texto acoma recebido de um amigo, é opinião, um chute de uma pessoas que sabe das coisas. Mas, se você checar item por item, tem fundamento.

  21. Chesterton said

    olha aqui,Pax, como recuperar pastagens com altissima densidade de gado bovimo.

  22. Chesterton said

    Um erro comum e que me deixa cada vez mais impressionado com a ignorância de nossa sociedade com relação à economia é a ideia de que a pessoa deve ganhar uma remuneração proporcional ao quanto estudou na vida.
    Por causa dessa ideia errônea, muitos acreditam que, se a pessoa terminou duas faculdades, fez uma pós, um mestrado, um doutorado e fala cinco línguas, é justo que ela tenha um excelente salário. Se isso não acontecer é porque vivemos num país cruelmente injusto.
    Não, meu caro. Não é assim que as coisas funcionam. Não é assim em lugar nenhum do mundo. As pessoas ganham em função do BENEFÍCIO que elas podem oferecer aos outros. Obviamente que essa capacidade tende a aumentar com uma maior qualificação, mas isso não é determinante. Você pode ser superqualificado e gerar pouco ou nenhum benefício para a sociedade. Ou pode ser um analfabeto que sabe chutar uma bola e assim oferecer o entretenimento que milhões de pessoas ao redor do mundo demandam.
    É assim que as coisas funcionam. Então, pare de se preocupar tanto com os diplomas e procure descobrir como você pode usar seu conhecimento para ajudar a resolver os problemas das pessoas.

    tb não sei o autor

  23. Chesterton said

    mob grazing, quem sabe não dá para aplicar na sua terra….

  24. Chesterton said

    Como garantir a perpetuação da pobreza
    Apenas siga as lições ensinadas pelo governo

    Imagine que você pudesse voltar no tempo uns 50 anos. Suponha que a razão por que você está fazendo isso é para implantar políticas que irão garantir que os ricos se tornem mais ricos e que a pobreza seja perpetuada ao máximo. (Por que alguém iria querer fazer isso está além da questão).

    Quais políticas você iria implantar?

    1. Você iria querer adotar políticas monetárias e fiscais que destruíssem ao máximo possível o poder de compra da moeda.

    Os ricos, que têm acesso a aplicações bancárias e financeiras que lhes protegem contra a inflação, manteriam seu poder de compra protegido. Já os pobres, sem acesso a esses mecanismos, ficariam ainda mais pobres.

    2. Você iria querer manter as pessoas menos capacitadas fora do mercado de trabalho. Para isso, você dificultaria ao máximo para que essas pessoas conseguissem um emprego.

    A imposição de um salário mínimo, em conjunto com uma cornucópia de encargos sociais e trabalhistas, faria com que fosse excessivamente caro contratar uma pessoa com poucas habilidades. Haveria oportunidades apenas para os mais qualificados. Afinal, se o preço mínimo a ser pago é o salário mínimo estipulado pelo governo, e se os custos adicionais gerados pelos encargos sociais e trabalhistas praticamente dobram o custo do salário, quem irá contratar uma pessoa pouco qualificada em vez de uma pessoa mais qualificada?

    3. Você iria garantir favores especiais e privilégios exclusivos para os empresários mais ricos.

    Você iria lhes conceder subsídios diretos ou empréstimos subsidiados via bancos estatais (pagos com o dinheiro dos impostos pagos pelos mais pobres), iria criar tarifas de importação e desvalorizar a moeda para encarecer importações e lhes garantir uma reserva de mercado, e iria criar agências reguladoras que cartelizassem o mercado interno e impedissem a entrada de concorrentes externos em vários setores da economia, o que garantiria preços artificialmente altos e produtos de baixa qualidade.

    4. Você iria reprimir ao máximo o surgimento de pequenos empreendedores por meio de uma burocracia esclerótica e de um código tributário ininteligível.

    Você imporia inúmeros procedimentos para se formalizar uma empresa e criaria um emaranhado de leis, medidas provisórias, decretos e outros atos tributários aterrorizantes, você faria com que qualquer eventual erro de contabilidade fosse o suficiente para classificar como “sonegador e criminoso” aquele cidadão que só quer empreender e, com isso, gerar empregos.

    5. Você iria (literalmente) pagar as pessoas para que elas continuassem na pobreza e fossem eternamente dependentes do governo.

    Agindo assim, toda e qualquer ética do trabalho seria suprimida e destruída.

    6. Você tributaria absolutamente tudo o que é vendido na economia.

    Desta forma, você confiscaria grande parte da renda dos mais pobres.

    7. Você entregaria ao governo a função de fazer a “sintonia fina” da economia, implantando políticas fiscais e monetárias expansionistas para aditivar o crescimento econômico.

    Isso causaria frequentes ciclos econômicos, períodos de crescimento artificial da economia (o que enriquece os mais ricos) seguidos de períodos de profunda contração da economia (o qual empobrece os mais pobres).

    Esses sete itens, combinados, fariam perfeitamente o serviço.

    Erija várias barreiras ao progresso dos pobres, pague as pessoas para continuarem pobres, crie um arranjo no qual os grandes empresários consigam vantagens econômicas artificiais, dificulte ao máximo que os pequenos consigam empreender, e você terá criado um sistema no qual a pobreza será perpetuada e os ricos serão cada vez mais ricos.

    Como não tentar solucionar a pobreza

    Desnecessário enfatizar que cada uma das políticas acima está hoje em total vigor neste país.

    Mas tudo piora. Ao perceberem que a pobreza está se perpetuando, raramente as pessoas se dão conta da contribuição dos sete itens acima. Consequentemente, em vez de defenderem substanciais alterações — ou mesmo a abolição — dos supracitados itens, elas simplesmente saem em defesa de medidas que irão aprofundar ainda mais o descalabro.

    A principal medida — em torno da qual tudo gira — é a “original” ideia de aumentar imposto de renda sobre os ricos, como se tal ato, além de inócuo para a economia, fosse capaz de aliviar substantivamente toda a pobreza.

    Quais seriam as consequências?

    Em primeiro lugar, o aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto. A maioria das pessoas pensa que cada indivíduo rico paga, sozinhos, seus impostos diretos. Mas essa crença é demonstravelmente falsa.

    Se, por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a isso negociando um aumento salarial. Se essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso significa que praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária sobre pessoas físicas foi repassada às pessoas jurídicas, que são empregadores.

    A exata divisão do fardo tributário entre empregados e empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado de trabalho. O que interessa é que os empregados de maior renda irão repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de renda para seus empregadores.

    Consequentemente, estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar oferecendo salários bem menores, algo difícil —, e irão tentar repassar esse aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços maiores.

    Os empresários irão tentar repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de vendas. Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que supostamente deveria afetar apenas os “ricos”.

    Desnecessário dizer que, quanto mais pobre for o consumidor, pior ficou a sua situação. Qualquer aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os impostos que toda a população paga indiretamente.

    Mas ainda dá para piorar.

    Por exemplo, caso o repasse para os preços desse aumento no imposto de renda fosse muito pequeno, o efeito de longo prazo será ainda pior.

    Se os empregadores tiverem de arcar com toda a elevação dos custos trabalhistas sem uma correspondente elevação de sua receita, suas margens de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos investimentos. E menos investimentos significam menos crescimento econômico, menos emprego, menores salários e queda na renda de toda a população.

    Os pobres, de novo, foram os mais prejudicados.

    Além de elevar o imposto de renda sobre os ricos, muito popular também é a ideia de se elevar o imposto de renda de pessoa jurídica, principalmente para as “grandes corporações”. Demagogos sempre dizem que as grandes corporações não pagam sua “fatia justa” de impostos.

    O principal problema, o qual até mesmo economistas de esquerda entendem mas não gostam de admitir em público, é que grandes corporações não pagam impostos. Pessoas arcam com os impostos, não entidades inanimadas. Uma importante área da ciência econômica, chamada de “incidência tributária, diz que a entidade sobre a qual um imposto é criado (ou elevado) não necessariamente irá arcar com todo o fardo deste tributo; boa parte do ônus pode ser transferida para terceiros.

    Por exemplo, se um tributo é criado (ou elevado) sobre uma grande corporação, e caso ela queira se manter operando no mercado, há três coisas que ela pode fazer: ela pode elevar os preços dos seus bens e serviços, ela pode deixar de dar aumentos salariais ou deixar de contratar pessoas, e ele pode, no extremo, reduzir salários e demitir pessoas. Em cada uma dessas situações, uma pessoa de carne e osso ficou em pior situação. E os pobres, na melhor das hipóteses, não melhoraram em nada sua situação.

    O ponto principal é que uma corporação é uma ficção jurídica e, como tal, não paga impostos. Repetindo: pessoas pagam impostos, e não entidades inanimadas. Na prática, corporações são meramente coletoras de impostos para o governo.

    Políticos adoram ludibriar o povo dizendo que não irão criar impostos sobre ele, o povo, mas sim sobre alguma outra entidade. Suponha que você é o proprietário de um imóvel. Se um político lhe disser que não irá tributar você, mas sim apenas o seu terreno, você facilmente perceberia a trapaça. A terra não paga impostos e nem tem como pagar impostos. De novo, apenas pessoas físicas pagam impostos.

    No entanto, essa artimanha utilizada pelos políticos segue seduzindo incautos.

    Outra tramóia que está sempre em voga é a elevação dos impostos sobre herança, a qual quase sempre se dá na forma de transmissão de bens imobiliários. O imposto sobre herança existe apenas para aplacar o ímpeto dos invejosos; suas receitas são ínfimas. Mas seu poder destruidor é enorme. Seu impacto é grande porque, para que o recebedor da herança (majoritariamente na forma de um bem imobiliário) consiga pagar os tributos incidentes, ele normalmente tem de vender outros ativos que possui. Em muitos casos, ele tem de vender ações, debêntures e até mesmo seu ponto comercial e sua propriedade rurais. O efeito prático disso é que ativos que estavam sendo utilizados em atividades produtivas foram transformados em fonte de financiamento para as atividades destruidoras do governo.

    Conclusão

    A ignorância sobre os fatores que perpetuam a pobreza alimenta políticas de cunho invejoso e rancoroso que não apenas destroem ainda mais a economia, como também, e consequentemente, perpetuam ainda mais a pobreza.

    Ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre os ricos e sobre as grandes corporações serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente os mais pobres. Qualquer aumento de impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos. E não há nada que as autoridades estatais possam fazer quanto a isso. Os indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento ocorrido em suas alíquotas. E essa importante constatação quase nunca é reconhecida. E é dessa maneira que um imposto sobre um se transforma em um imposto sobre todos.

    Enquanto as pessoas se mantiverem ignorantes sobre intervenções econômicas que perpetuam a pobreza, bem como sobre as consequências de medidas tributárias implantadas exatamente com a desculpa de se aliviar essa pobreza, charlatães e políticos espertalhões continuarão se esbaldando.

    ________________________________________________

    Max Borders foi editor da revista The Freeman e diretor de conteúdo da Foundation for Economic Education.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2403

  25. Pedro said

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/10/1825738-amigo-em-planilha-da-odebrecht-era-lula-diz-pf.shtml

    Deu ruim pro Lula.

    Sempre falou que era tudo do amigo, agora descobriram que “amigo” é ele.

  26. Chesterton said

    http://spotniks.com/5-ideias-de-esquerda-que-jamais-fizeram-o-menor-sentido-mas-voce-sempre-acreditou/

    E a primeira delas é a mais clássica possível:

    1. “Para haver um rico é preciso haver um pobre.”

    tweet2

    Cá entre nós – eu poderia apostar que você, pelo menos em algum momento da sua vida, chegou a acreditar nessa ideia. Para haver um rico é preciso haver um pobre. Ou então: os países só são ricos porque se desenvolveram explorando os países pobres. Ou ainda: a pobreza só existe porque dá lucro.

    Há muitos desses clichês decorando muros com pichações condenando os ricos pelas mazelas dos mais pobres. E se engana quem pensa que essa ideia nasceu com o capitalismo. Desde muito antes dos seus ancestrais moverem suas botas em solo tupiniquim, as trocas comerciais sempre foram encaradas como se fossem moralmente possíveis apenas entre bens com igualdade de valor (leia-se: um camponês que troca uma dúzia de ovos por um litro de leite).

    Acontece que o valor dos bens não é objetivo, mas subjetivo. Quer dizer, não é como se os bens estivessem disponíveis embalados na natureza e nós apenas tivéssemos o trabalho de subir em árvores para adquiri-los – e os ricos, impávidos em sua sede de dominar o mundo, tivessem colhido tudo antes do tempo, não permitindo que os mais pobres tivessem acesso a eles.

    A imensa maioria dos produtos que estão nesse exato momento ao seu alcance, embora utilizem materiais disponíveis na natureza, só existem graças ao fato incontestável de que esses materiais em estado natural foram transformados por meio do trabalho e do investimento. É a ação do homem que faz a mágica aqui. As árvores foram cortadas, as terras foram aradas, os alimentos foram colhidos, os alumínios foram extraídos. O resultado disso tudo lota a gôndola dos supermercados e das lojas dos shoppings centers. E cada um de nós dá um diferente valor a todos esses produtos na hora de realizar as nossas trocas.

    A crença de que para haver um rico é preciso haver um pobre nasce justamente da concepção equivocada de que o ganho de um jogador numa troca representa necessariamente a perda para o outro jogador. É como se houvesse uma quantidade finita de um determinado produto a ser dividido e disputado entre os jogadores. Toda vez que você adquire um celular, por exemplo, não permite com que outra pessoa no mundo tenha acesso a ele. Na teoria dos jogos o nome que se dá a isso é jogo de soma zero.

    Acontece que a economia não é uma espécie de bolo, com tamanho fixo. Riqueza é algo que precisa ser produzida, criada. E não sem razão, é isso que fazemos há pelo menos dois séculos. Duvida? Encare o gráfico abaixo.

    historic_world_gdp_per_capita-svg

    Aqui em cima está toda riqueza criada no mundo nos últimos séculos. Se você acompanhar cada traçado nesse gráfico, perceberá que todas as regiões do mundo estão hoje mais ricas do que estavam no século dezenove. Mesmo a África (e atualmente, sete das dez economias que mais crescem no mundo estão no continente africano).

    A pergunta que não quer calar aqui é: quem exploramos, afinal, para criarmos toda essa riqueza? Os marcianos? Os homens do passado? Nossos escravos imaginários? Quais foram os pobres explorados para que toda humanidade pudesse enriquecer?

    De fato, tal bordão não parece fazer o menor sentido: as trocas só existem, pelo contrário, por serem lucrativas para ambas as partes – ou alguém força você a sair da sua casa para realizar compras que você não tem o menor interesse? A participação nesse grande mercado de trocas é absolutamente voluntária; tanto o comprador como o vendedor são capazes de vetar qualquer negócio a qualquer momento e só permanecerão interessados no jogo quando perceberem que essa é uma escolha lucrativa para ambos.

    E é por isso que o mercado de trocas é um jogo de saldo positivo e expansivo. E é por isso que não faz o menor sentido afirmar que para haver um rico é preciso haver um pobre.

    Acredite, o único lugar do mundo em que a pobreza dá lucro é na política.

    2. “O capitalismo mata todos os anos milhões de pessoas.”

    tweet1

    Você já ouviu essa, certo? Mas, antes de qualquer coisa, é preciso dar o nome aos bois.

    Não, o capitalismo não é o governo americano. Também está longe de ser a burocracia estatal. Muito menos a defesa das grandes corporações.

    O capitalismo é o sistema de mercado onde ocorrem as trocas citadas no primeiro ponto desse texto. É aquilo que Adam Smith chamava de “sistema de liberdade natural”, onde pessoas comuns exercem livremente seu poder de compra e venda. É aquilo que conecta e cria, como dizia George Simmel, “uma sociedade no lugar de uma mera coleção de indivíduos”.

    E como um sistema econômico, antes de criticá-lo ou elogiá-lo é preciso entender que ninguém é encarregado de tocar o capitalismo – ou melhor, todo mundo é. Como disse o economista neozelandês John McMillan:

    “Se as pessoas não têm autonomia, suas negociações não são negociações de mercado. Quando existe uma relação de autoridade – uma parte está cuidando da outra, ou uma autoridade mais alta cuida das duas – então qualquer transação está em outra categoria; não é uma transação de mercado.”

    O que quero dizer com isso tudo? Que o capitalismo não possui um rosto. Não é possível imputar direta ou indiretamente a morte de quem quer que seja por ele – especialmente pelas ações políticas – como guerras, genocídios ou explorações colonialistas (na maioria das vezes perpetradas por autoridades antiliberais). Pelo contrário. Como sistema econômico, tudo que o capitalismo proporcionou ao mundo foi mecanismos para a proliferação da vida. E não é preciso ser um grande analista social para chegar a essa conclusão – basta saber o mínimo de história e aritmética.

    Até o início do século dezenove, o crescimento do PIB per capita mundial permaneceu estável, próximo do zero. Entre 1200 e 1800, do declínio da Idade Média ao fim do mercantilismo, medidas de bem-estar econômico como renda, as calorias e proteínas per capita ingeridas pelas pessoas e o número de filhos sobreviventes aos primeiros cinco anos de vida, não mostraram tendência ascendente em nenhum país europeu – na verdade, estavam quase presos aos mesmos níveis de sociedades de caçadores-coletores.

    Desde então, graças ao crescimento econômico gerado pelas instituições capitalistas, a população mundial cresceu inacreditáveis seis vezes, desafiando a armadilha malthusiana. Não faz ideia do que isso significa? Estou falando de um acréscimo de seis bilhões de pessoas a mais vivendo agora no planeta. Nada parecido aconteceu até então na história do homem.

    E não é apenas que há mais pessoas no planeta: nossa qualidade de vida aumentou consideravelmente e a nossa expectativa de vida mais do que dobrou desde então. O que é o mesmo que afirmar que nós não apenas vivemos mais tempo, como estamos menos suscetíveis a morrer de febre, gripe, fome, difteria, poliomelite, tifo, malária, tuberculose e uma série de doenças que hoje felizmente estão presas apenas aos livros de história.

    É o exato oposto do que manda o senso comum. Não é como se o capitalismo matasse todos os anos milhões de pessoas: nenhum outro sistema econômico permitiu o nascimento e desenvolvimento de tantas vidas desde o início da trajetória da nossa espécie.

    3. “O mundo está cada vez mais intolerante e violento. E a culpa é do capitalismo.”

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    É difícil não escapar dessa ideia. Você liga a televisão ou acessa aquela página gravada nos favoritos do seu navegador e tudo que recebe é um festival de balas perdidas, assaltos, sequestros, estupros e atentados terroristas. Você acessa a sua rede social e o que não faltam são depoimentos denunciando casos de racismo, homofobia e machismo. O mundo definitivamente parece um lugar caótico, governado pela violência como em nenhum outro período da história, certo?

    Mas e se essa nossa impressão estiver errada? E se, ao final de tudo, nós estivéssemos vivendo no período mais pacífico da história? E se, mais do que isso, nenhuma outra geração desde que o mundo é mundo fosse tão tolerante a minorias como negros, gays e mulheres como a nossa?

    Acha isso pouco provável? Então você precisa assistir essa palestra TED aqui embaixo. Nela, o sueco Hans Rosling literalmente ensina alguns truques para não sermos tão ignorantes sobre o mundo ao nosso redor (e um spoiler: ele nunca foi tão seguro e tolerante às minorias como é hoje).

    Hans não é o único pesquisador a enxergar o mundo dessa forma. De fato, não são poucos os analistas sociais que apontam que ao menos desde o fim da Idade Média a violência vem caindo drasticamente no planeta. E nada disso aconteceu por acaso: como relata o canadense Steven Pinker no consagrado The Better Angels of Our Nature, o sistema de trocas de mercado parece ser um dos principais responsáveis por isso:

    “Os jogos de soma positiva também mudam os incentivos para a violência. Se você está trocando favores ou excedentes com alguém, de repente seu parceiro de troca torna-se mais valioso para você vivo do que morto. Além disso, você tem um incentivo para prever o que ele quer, para melhor supri-lo em troca daquilo que você quer. Embora muitos intelectuais, seguindo os passos de Santo Agostinho e São Jerônimo, considerassem os negociantes egoístas e gananciosos, na realidade o livre mercado recompensa a empatia. O bom negociante precisa manter os clientes satisfeitos ou um concorrente os roubará, e quanto mais clientes ele atrair, mais rico ficará. Essa ideia, que veio a ser chamada de doux commerce (comércio gentil) foi expressa pelo economista Samuel Ricard em 1704:

    “O comércio liga as pessoas através da utilidade mútua. […] Através do comércio, o homem aprende a deliberar, a ser honesto, a adquirir bons modos, a ser prudente e reservado no falar e no agir. Percebendo a necessidade de ser prudente e honesto para alcançar o êxito, ele foge do vício, ou pelo menos sua conduta exibe decência e seriedade, para não suscitar um juízo adverso nos conhecidos presentes e futuros.””

    No mundo real, entre 88 países com dados confiáveis, 67 viram um declínio de assassinatos nos últimos 15 anos – entre os mais violentos, essa taxa diminuiu em mais de 40% nesse período.

    Pode parecer insano dizer isso, mas nós somos mais tolerantes às relações homossexuais e inter raciais, à liberdade de pensamento e de crença (e não-crença), e mais intolerantes à tortura como mecanismo judicial, à escravidão como modelo econômico e às guerras entre nações, do que qualquer outra geração anterior à nossa. Ou seja, vivemos num cenário exatamente oposto ao que aponta o senso comum.

    4. “O mundo nunca foi tão pobre.”

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    Essa também é uma máxima recorrente. O capitalismo é o grande responsável por toda miséria que há no mundo. É dele a culpa pelo subdesenvolvimento latino americano, pela fome na África, pelas favelas no Brasil, pelo atraso na Ásia.

    Mas quanto disso é real de verdade? Pouca coisa. Encare o gráfico abaixo.

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    Como ele expõe, o número de pessoas vivendo na mais absoluta pobreza vem caindo consideravelmente no mundo desde a Revolução Industrial. De fato, se os ricos ficaram mais ricos desde o início do capitalismo, os pobres também vem melhorando suas posições como nunca antes havia sido possível.

    Os etíopes vivem hoje, em média, 24 anos a mais do que em 1960. Os chilenos já são mais ricos do que qualquer nação do mundo desenvolvido na década de cinquenta. A mortalidade infantil é menor hoje no Nepal do que na Espanha em 1960. Há 35 anos, 84% dos chineses vivia abaixo da linha da pobreza – esse número caiu para 6%, como reflexo da abertura econômica iniciada com a subida de Deng Xiaoping ao poder. Desde 1990, aliás, o percentual da população mundial vivendo na extrema pobreza caiu mais da metade – para menos de 18%.

    Atualmente, os sul coreanos vivem, em média, 26 anos a mais e ganham 15 vezes mais por ano do que em 1955 (ganham 15 vezes mais também que os norte coreanos, mas essa é outra história). Os mexicanos vivem agora, em média, mais do que os britânicos viviam em 1955. Em Botswana a população ganha, em média, mais do que os finlandeses ganhavam em 1955 (em 1966, cada cidadão botsuano ganhava em média 70 dólares por ano; o país tinha míseros doze quilômetros de estradas pavimentadas e vinte e dois habitantes com diploma universitário). Em duas décadas, a proporção de vietnamitas vivendo com menos de dois dólares por dia caiu de 90% para 30%.

    5. “O mundo nunca foi tão desigual.”

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    Você já encarou em algum lugar, ainda que indiretamente, alguém citando aquele relatório da Oxfam que afirma que o 1% mais rico do planeta detém mais riqueza do que os 50% mais pobres e que segundo a previsão, os mais ricos teriam mais do que os 99% restantes em pouquíssimo tempo, não é mesmo? Todo mundo leu essa notícia ano passado: a desigualdade no mundo estava atingindo os maiores níveis já registrados.

    Loucura, não? Mas e se a história não fosse exatamente como a que está contada? E se, pelo contrário, a desigualdade no mundo estivesse desabando?

    A primeira coisa que você deve saber sobre o relatório da Oxfam é que eles utilizam dados do Credit Suisse para estimar a riqueza líquida dos cidadãos ao redor do mundo. Só tem um problema com esses dados: a grande maioria dos países não possuem dados factíveis sobre os seus estoques de riqueza, uma vez que o que se taxa normalmente é a renda. Não é possível alcançar um relatório minimamente factível com a realidade desconsiderando isso.

    Como aponta o economista do FMI, Carlos Góes, nesse artigo, o relatório da Oxfam não inclui:

    a riqueza informal – por exemplo: as casas nas favelas e periferias, que valem dezenas de milhares de reais e estão nas mãos dos mais pobres, apesar de não serem titularizadas pelo governo (e a conta do economista peruano Hernando de Soto é que há pelo menos $10 trilhões não contabilizados dessa forma);
    a riqueza implícita – como aquela prevista por sistemas de seguridade social;
    o relatório, de fato, inclui apenas imóveis e ativos financeiros – sendo que parte considerável da riqueza dos mais pobres são justamente bens de consumo duráveis, como aparelhos eletrônicos, carros, motos, eletrodomésticos, etc;
    e por fim, mistura a metodologia da Credit Suisse com as estimações da Forbes para a riqueza dos bilionários, sem apresentar qualquer justificativa que mostre por que ambas as metodologias são compatíveis.
    É uma verdadeira salada estatística para alcançar o resultado inicial desejado: mostrar que o mundo nunca foi tão desigual.

    Quase metade do mundo não tem patrimônio líquido formal algum – entrando, portanto, na parte mais pobre do relatório da Oxfam. Mas isso não significa que o patrimônio não está lá, na mão dos mais pobres.

    Pela lógica enviesada do relatório, se você é um atendente de telemarketing que vai ao trabalho com uma moto e não possui nenhuma dívida em seu nome, está na metade mais rica do planeta. Se você é proprietário de uma casa que vale, digamos, algo próximo dos cem mil reais, na periferia de alguma grande cidade brasileira, já tem mais riqueza que bilhões de pessoas somadas, visto que a maioria delas não possui imóveis registrados (e no Brasil, segundo Paulo Rabello de Castro, quase metade dos imóveis ainda não são titularizados). Dá pra levar a sério um relatório que coloca atendentes de telemarketing e moradores da periferia no topo entre os mais ricos do mundo, ao mesmo tempo em que ignora bilhões de pessoas que têm suas riquezas não contabilizadas pela análise?

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    Se você é desses que torce o nariz toda vez que encara a palavra desigualdade num texto como esse, pense no seguinte cenário: imagine que você tem o poder de entrar numa máquina do tempo e voltar duzentos anos na história. O que você acredita que iria encontrar pela frente? Castelos, nobres e gente vestida da forma mais elegante possível?

    Pode até ser. Mas esse seria um retrato muito particular da sua viagem. De fato, o que mais você encontraria pela frente seria pobreza: 75% da humanidade vivendo com menos de um dólar por dia, na mais completa penúria. Esse era o cenário. A imensa maioria das pessoas ao redor do mundo nasciam pobres, viviam pobres, morriam pobres.

    Foi nesse exato ponto da história, no entanto, que reformas institucionais começaram a explodir no noroeste da Europa, espalhando-se pelo continente e atravessando o mar. Foram essas reformas que permitiram com que parte do mundo saísse da pobreza. É graças a elas que você pode agora acessar este artigo.

    Acontece que não existe um mundo com padrões institucionais homogêneos. Enquanto parte do planeta enriqueceu durante esse tempo, apostando em reformas políticas e econômicas, parte ainda permanece presa às mesmas instituições do século dezenove. É perfeitamente compreensível que tal cenário crie desigualdade. Mas não dá pra colocar a culpa nas instituições capitalistas, que permitiram esse desenvolvimento. Pelo contrário: a culpa é da falta da aplicação dessas instituições nos países que permanecem pobres.

    A boa notícia é que isso vem mudando nos últimos tempos. E o resultado pode ser visto no gráfico abaixo.

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    De fato, ao contrário do que aponta o senso comum, a desigualdade de renda no mundo vem caindo há 40 anos, fruto das reformas institucionais que aconteceram recentemente em alguns dos países mais populosos do planeta, como a China e a Índia.

    Usando os próprios dados da Oxfam, a riqueza do 1% mais rico se manteve estável nos últimos 15 anos. O que você não sabe é que, apesar de terem os dados disponíveis, os analistas cortaram os dados de 2010 e fizeram suas projeções com base em apenas 4 anos. Como aponta Góes:

    “Se, ao contrário disso, a riqueza dos mais ricos se comportar como se comportou ao longo dos últimos 15 anos, ela vai voltar à sua média histórica. Eu fiz uma pequena previsão alternativa (que também tem seus problemas) que usa a série completa e assinala como essa reversão à média é plausível. Essa prática de selecionar apenas quatro anos para adequar a realidade a uma narrativa é completamente condenável – e põe em dúvida a própria seriedade de um estudo que ganhou tantas manchetes de jornal.”

    O resultado é o gráfico abaixo.

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    Esqueça essa história que o mundo nunca foi tão desigual. Faça o mesmo com a ideia que para haver um rico é preciso haver um pobre, que o capitalismo mata todos os anos milhões de pessoas, que o mundo está cada vez mais intolerante e violento e que ele nunca foi tão pobre. Nada disso resiste ao menor escrutínio.

    Se você quer tentar entender e ajudar a apresentar soluções para os problemas do mundo real, só há uma alternativa pela frente: não ignore o mundo real. É o melhor começo possível.

  27. Pax said

    Chesterton, eu moro num sítio que alguns chamam de chácara. É bem pequeno aqui.

    O que fiz? Tirei os eucalíptos e reflorestei metade da área de 43.000 m2

    Tá uma belezura, mato nativo, voltaram as aves, mamíferos, uma belezura mesmo.

    O poço dava 7.000 litros de água/dia.

    Agora dá mais de 50.000 litros de água/dia.

    É só um indicador cabal que vale a pena reflorestar.

    =)

    Pedro,

    Deu ruim pro Lula, sim.

    E pode dar ruim pro Temer, Serra e mais uma galera a delação da turma da Odebrecht.

    Essa reportagem da Piauí é longa pra caramba, mas imperdível pra quem quiser entender esse imbroglio

    http://www.insper.edu.br/noticias/a-organizacao/

  28. Chesterton said

    reflorestar é ótimo

  29. Pax said

    Chesterton,

    Teu Tio Rei tá estrilando com o Moro?

    Dizem por aí que é porque as delações chegaram no Serra.

    Será?

  30. Chesterton said

    Rio: Datafolha mostra que socialismo é coisa de rico! Fogo na pobrada, Lênin! Pesquisa evidencia que os pobres não querem saber do socialismo freixiano. Pois é… Que gente ingrata!
    Por: Reinaldo Azevedo 26/10/2016 às 4:52
    Está tudo no mesmo lugar na disputa eleitoral do Rio. Segundo o instituto, há 11 dias, Marcelo Crivella (PRB) tinha 66% dos votos válidos; agora, está com 63%. O outro Marcelo, o Freixo, do PSOL, oscilou de 34% para 37%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Considerados os votos totais, 27% dizem que ainda não escolheram nenhum dos dois.
    Segundo as pesquisas ao menos, os ataques virulentos de parte a parte e o noticiário negativo sobre o candidato do PRB não alternaram o quadro. Vai ver Freixo é mesmo bom de notícia e ruim de voto, né?
    Segundo o Datafolha, o candidato do PSOL lidera apenas entre os mais jovens. Crivella fica com 74% das preferências entre os que ganham até dois salários mínimos. Freixo chega a 52% no grupo que ganha acima de 10.
    Bem, socialismo é coisa de rico.
    Quem ainda não sabia?
    É nessas horas que Lênin mandava passar fogo na pobrada!

  31. Chesterton said

    As delações chegaram até no FHC….mas o que eu acho é que a ação da PF no Senado deveria ter sido autorizada pelo STF (não, não quero que o Renan tenha sobrevida).

    FHC…Fuiz Hinacio da Cilva hahahahahah

  32. Chesterton said

    olha aqui

    Não desprezem a capacidade que têm os porras-loucas de fazer… porra-louquiceAto destrambelhado e ilegal no Senado tem potencial para gerar uma crise que prejudica… o país! E por quê? Por nada!
    Por: Reinaldo Azevedo 26/10/2016 às 5:38
    Chefes de Poderes da República não podem fazer beicinho.
    O presidente Michel Temer tentou agendar um encontro nesta quarta-feira entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. A ministra declinou. A reunião se seguiria à declaração desastrada de Renan, segundo quem a operação da Polícia Federal no Senado foi determinada por um “juizeco”. Estava certo ao apontar a ilegalidade. Errou no tom. Cármen respondeu que a agressão a um juiz a agredia também pessoalmente e a todos os juízes. Acertou ao censurar a agressividade; errou no conceito. Não cabe à presidente de um poder se deixar tomar por dores corporativas.
    Resultado: a reunião, a que deveria comparecer também Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, não vai acontecer. Maia disse a coisa certa sobre a crise: deu a entender que seu homólogo do Senado errara no tom, mas acertara na repulsa à ação perpetrada pela Polícia Federal. O clima continua tenso. Renan não baixou a guarda diante da reação da presidente do Supremo. Afirmou que ela deveria ter dito também que a decisão de realizar busca e apreensão no Senado e de prender quatro agentes não cabia a um juiz de primeira instância. Não cabia mesmo.
    O presidente do Senado também não mudou o tom ainda em relação a Alexandre de Moraes, ministro da Justiça. Ele sabe, é claro, que Moraes nada tinha a fazer diante da decisão tomada pelo juiz Wallisney de Souza Oliveira. Se interferisse, aí sim, é que a coisa estaria fora do lugar. O senador não gostou de ver o ministro justificar a ação. Foi uma tentativa malsucedida de baixar a temperatura. Era para evidenciar que não se tratava de um ataque ao Poder Legislativo. Acabou dando tudo errado.
    O que está em jogo? Obviamente é bem mais do que a vaidade de cada chefe de Poder e de suas veleidades corporativistas. Trata-se do futuro do país, sem qualquer exagero. A votação da PEC do Teto em segunda instância deixou claro que o problema não chegou à Câmara. Mas a decisão final, como é óbvio, caberá ao Senado. É claro que uma matéria tensa, controversa, que mexe com os humores do país, deveria chegar a um Senado pacificado.
    Mas quase todos, Cármen também, resolveram apagar o fogo com gasolina. Nesse caso, Temer e Rodrigo Maia se comportaram direito, tentando diminuir a tensão.
    Cumpre chegar à origem da coisa: como tudo começou? De uma porra-louquice! Uma denúncia sem substância gerou uma ação absurda do MP, enviada a um juiz, que tomou uma decisão ainda mais exótica. Como Cármen Lúcia sabe disso, poderia ter censurado o conjunto da obra sem dores corporativistas.
    Está na hora de essa gente ter juízo.
    Não desprezem o poder que têm os porras-louca de fazer porra-louquices.
    Essa ação estúpida no Senado não contribui em rigorosamente nada com a Lava Jato e pode custar caro ao país. E tudo isso para que um grupelho demonstre que faz o que bem entende quando quiser.

    chest- tem razão o tio Rei

  33. Chesterton said

    Vladimir Safatle ficou tão ofendidinho por eu ter apontado seus erros que parece ter problemas com interpretação do texto. Jamais disse que apenas economistas sabem fazer conta; apenas que ele não sabe. Tanto é que, em vez de responder a minhas objeções, usa o velho truque de tentar desqualificar o autor do argumento. Triste, mas nada surpreendente…

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2016/10/1826301-nao-ha-como-fingir-que-o-problema-dos-gastos-publicos-nao-existe.shtml?FOLHA_KEY_1=b8bca4d95a43bc7f59a07e4787a543c5&FOLHA_KEY_2=5ae94552d210d9ef76c433faebfc310f

  34. Pax said

    Chesterton,

    Às vezes a grana destrói, mas às vezes ergue coisas belas (parodiando a música…)

    No Vale do Paraíba a inviabilidade econômica ajudou um bocado.

    Vale a leitura sobre o Vale do Paraíba.

    https://www.embrapa.br/monitoramento-por-satelite/busca-de-noticias/-/noticia/17162859/florestas-nativas-crescem-mais-de-80-no-vale-do-paraiba-paulista

  35. Chesterton said

    É estranho texto, elogia o eucalipto, e acha bom a artificial restrição economica imposta pro agencias reguladoras….bem,para mim, que estou longe, ótimo. Continuem comprando meu arroz.

  36. Chesterton said

    Grande!

    Se você não sabe ler, peça pra alguém ler pra você.

    Você se considera uma pessoa totalitária? Claro que não, imagino. Você deve ser uma pessoa legal, somos todos.

    Às vezes, me emociono e choro diante de minhas boas intenções e me pergunto: como pode existir o mal no mundo? Fossem todos iguais a mim, o mundo seria tão bom… (risadas).

    Totalitários são aqueles skinheads que batem em negros, nordestinos e gays.

    Mas a verdade é que ser totalitário é mais complexo do que ser uma caricatura ridícula de nazista na periferia de São Paulo.

    A essência do totalitarismo não é apenas governos fortes no estilo do fascismo e comunismo clássicos do século 20.

    Chama minha atenção um dado essencial do totalitarismo, quase sempre esquecido, e que também era presente nos totalitarismos do século 20.

    Você, amante profundo do bem, sabe qual é? Calma, chegaremos lá.

    Você se lembra de um filme chamado “Um Homem Bom”, com Viggo Mortensen, no qual ele é um cara legal, um professor universitário não simpatizante do nazismo (o filme se passa na Alemanha nazista), e que acaba sendo “usado” pelo partido?

    Pois bem. Neste filme, há uma cena maravilhosa, entre outras. Uma cena num parque lindo, verde, cheio de árvores (a propósito, os nazistas eram sabidamente amantes da natureza e dos animais), famílias brincando, casais se amando, cachorros correndo, até parece o Ibirapuera de domingo.

    Aliás, este é um dos melhores filmes sobre como o nazismo se implantou em sua casa, às vezes, sem você perceber e, às vezes, até achando legal porque graças a ele (o partido) você arrumaria um melhor emprego e mais estabilidade na vida.

    Fosse hoje em dia, quem sabe, um desses consultores por aí diria, “para ter uma melhor qualidade de vida”.

    E aí, a jovem esposa do professor legal (ele acabara de trocar sua esposa de 40 anos por uma de 25 -é, eu sei, banal como a morte) o puxa pelo braço querendo levá-lo para o comício do partido que ia rolar naquele domingão no parque onde as famílias iam em busca de uma melhor qualidade de vida.

    Mas ele não tem nenhuma vontade de ir para o comício porque sente um certo “mal-estar” com aquilo tudo. Mas ela, bonita, gostosa, loira, jovem e apaixonada (não se iluda, um par de pernas e uma boca vermelha são mais fortes do que qualquer “visão política de mundo”), diz: “Meu amor, tanta gente junta querendo o bem não pode ser tão mal assim”.

    É, meu caro amante do bem, esta frase é uma das melhores definições do processo, às vezes invisível, que leva uma pessoa a ser totalitária sem saber: “Quero apenas o bem de todos”.

    Aí está a característica do totalitarismo que sempre nos escapa, porque ficamos presos nas caricaturas dos skinheads: aquelas pessoas, sim, se emocionavam e choravam diante de tanta boa vontade, diante de tanta emoção coletiva e determinação para o bem.

    Esquecemos que naqueles comícios, as pessoas estavam ali “para o bem”.

    Se você tem absoluta certeza que “você é do bem”, cuidado, um dia você pode chorar num comício achando que aquilo tudo é lindo e em nome de um futuro melhor.

    E se essa certeza vier acompanhada de alguma “verdade cientifica” (como foi comum nos totalitarismos históricos) associada a educadores que querem “fazer seres humanos melhores” (como foi comum nos totalitarismos históricos) e, finalmente, se tiver a ambição política, aí, então, já era.

    Toda vez que alguém quiser fazer um ser humano melhor, associando ciência (o ideal da verdade), educação (o ideal de homem) e política (o ideal de mundo), estamos diante da essência do totalitarismo.

    O que move uma personalidade totalitária é a certeza de que ela está fazendo o “bem para todos”, não é a vontade de destruir grupos diferentes do dela.

    Primeiro vem a certeza de si mesmo como agente do “bem total”, depois você vira autoritário em nome desse bem total.

    O melhor antídoto para a tentação do totalitarismo não é a certeza de um “outro bem”, mas a dúvida acerca do que é o bem, aquilo que desde Aristóteles chamamos de prudência, a maior de todas as virtudes políticas.

    Não confio em ninguém que queira criar um homem melhor.

    Ponde

  37. Chesterton said

  38. Chesterton said

    O pensamento de Roger Scruton, por João Pereira Coutinho

    JOÃO PEREIRA COUTINHO
    30/10/2016 02h06

    RESUMO O filósofo britânico conservador Roger Scruton, que agora tem seus livros lançados no país, contrapõe-se a algumas das linhas mestras do pensamento progressista pós-Maio de 68. O pensador critica a “cultura do repúdio”, que nega as bases da modernidade, e o relativismo ocidental que tudo compreende e perdoa.

    Anos atrás, recebi o telefonema de um amigo com uma pergunta inusitada: “Você vai assistir ao Scruton?”. Estranhei. Assistir? Scruton?

    Ele explicou: Roger Scruton, um dos mais importantes filósofos conservadores vivos, estava em Portugal para uma palestra. A dita cuja seria na Universidade Nova de Lisboa, a dois passos do meu apartamento. Faltavam dez minutos para o início.

    Saí de casa, caminhei até a universidade e encontrei uma sala pequena que me pareceu gigante: estavam seis pessoas e o próprio Scruton. Sentei-me, o autor começou a sua dissertação (sobre a “common law” inglesa, creio), e a estranheza instalou-se nos meus neurônios: como explicar a desolação do cenário?

    Se Scruton fosse um perigoso revolucionário (ou reacionário) e se Portugal vivesse sob uma ditadura de direita (ou de esquerda), a deserção seria compreensível. Mas clandestinidade em democracia é uma contradição nos termos.

    Acontece que Scruton é um perigo, sim, por dois motivos fundamentais. Em primeiro lugar, porque o pensador britânico é um brilhante escritor. As ciências humanas estão colonizadas por criaturas pedantes e vácuas que fizeram da opacidade uma ilusão de respeitabilidade.

    Scruton, que se considera herdeiro estilístico de T.S. Eliot, escreve com uma elegância a que a filosofia acadêmica já não está habituada. Nesse quesito, convém recordar as palavras de Nassim Nicholas Taleb sobre a condenação à morte de Sócrates em Atenas: “Existe algo de terrivelmente desagradável, alienante e sobre-humano em pensar com demasiada clareza”.

    Mas o verdadeiro perigo de Scruton estava no fato paradoxal de ele ser um conservador que defende princípios quase iluministas no meio do caos pós-iluminista. A afirmação pode soar herética para quem vê iluminismo e conservadorismo como inimigos genéticos.

    Um erro. Se descontarmos a evidência de que muitos autores conservadores (Hume, Burke etc.) são tributários do iluminismo britânico, é importante lembrar que o conservadorismo é uma ideologia reativa (ou “situacional”, como diria Samuel P. Huntington) que defende valores ou princípios ameaçados em determinados momentos históricos.

    Para Scruton, esses valores ou princípios se traduzem, hoje, na busca incessante da verdade (contra o relativismo epistemológico que deixou um rastro de destruição nas “humanidades”) ou na defesa da natureza humana e de valores morais objetivos, e não contingentes (contra o relativismo ético que tudo compreende e tudo perdoa). No século 18, a “cultura de repúdio” (expressão do autor) estava nos revolucionários que pretendiam destruir as tradições ou instituições que fizeram a grandeza da Europa. No nosso tempo, a “cultura de repúdio” está nos intelectuais que pretendem reverter o “adquirido civilizacional” da própria modernidade.

    MAIO DE ROUSSEAU

    Esse repúdio foi pessoalmente testemunhado por Roger Scruton em Paris, no famoso Maio de 1968, como ele relata em “As Vantagens do Pessimismo” [trad. Fabio Faria, É Realizações, 208 págs., R$ 44,90]. Os “événements de mai” apresentavam-se como uma rebelião dos filhos da burguesia contra as instituições burguesas dos pais, em nome de uma liberdade radical que, para além de equívoca, era sobretudo destrutiva.

    Esse conceito de “liberdade como libertação” era uma herança perversa de Jean-Jacques Rousseau aos seus discípulos: se os homens nascem livres e se existem grilhetas em todo lado, a liberdade verdadeira (e primordial) só poderia emergir pelo repúdio da “civilização” e de todas as instituições, leis ou hierarquias que aprisionavam os seres humanos.

    O problema, defende Scruton em “As Vantagens…”, é que a proclamação de Rousseau não passa de um equívoco: não nascemos livres. Mais: são precisamente as instituições, as leis, as hierarquias que pretendemos destruir que nos protegem de uma existência “solitária, pobre, sórdida, brutal e curta”, como escrevia Thomas Hobbes sobre o estado de natureza.

    A liberdade implica “disciplina e sacrifício”, ela é um produto da ação humana e das instituições legais que permitiram aos homens sair de um estado primitivo, instintivo, animalesco, para passar a desfrutar dos direitos e deveres próprios de uma comunidade política organizada.

    Negar essa premissa, transformando a liberdade em pura destruição, apenas conduz ao tipo de sociedades que o próprio Scruton conheceu no Leste da Europa antes da queda do Muro de Berlim (1989). Cidades como Praga, Budapeste ou Varsóvia, que se apresentavam “como caixões fechados na sepultura do tempo”.

    Sabemos hoje que o Maio de 1968 foi um fracasso político. Mas seria um erro considerar que o espírito que o animou foi derrotado intelectualmente. “Au contraire”, escreve Scruton: o que não foi atingido nas ruas acabou por triunfar na mídia e na universidade.

    O livro “Pensadores da Nova Esquerda” [trad. Felipe Garrafiel Pimentel, É Realizações, 336 págs., R$ 59,90] pretende ser um retrato dessa trágica vitória ao anatomizar (ou, melhor dizendo, autopsiar) um conjunto de “vacas sagradas” (Sartre, Foucault, Althusser etc.) que condicionam fortemente o debate intelectual até hoje.

    Nas obras desses autores progressistas (para usar um eufemismo), encontra-se intacta essa mesma “cultura de repúdio” que nada mais tem a oferecer do que a subversão das condições presentes da sociedade –”lei, propriedade, costumes, hierarquia, família, negociação, governo, instituições”.

    Esse impulso utópico, definido pela pura negação, não é mais do que uma crença cripto e pseudoreligiosa de que as ruínas serão o berço de um estado de perfeição. Para Scruton, a “cultura de repúdio” apenas produz o vazio moral e cultural em que o Ocidente se encontra: um vazio de ressentimento econômico, alienação social e empobrecimento espiritual.

    Uma das reflexões mais perturbadoras de Scruton sobre esse vazio triunfante lida com a radicalização das comunidades islâmicas na Europa. Se a própria “intelligentsia” europeia apresenta o Ocidente como uma realidade decadente e opressora, como esperar respeito ou lealdade do Outro? O refúgio reacionário no islã radical não é mais do que uma busca de identidade quando o Ocidente já perdeu a sua identidade.

    Eis a ironia do nosso tempo: a separação do Estado e da Igreja foi uma das maiores conquistas políticas da civilização ocidental. Mas essa separação está hoje em risco quando a “cultura de repúdio” permite, em nome de um multiculturalismo niilista, que a sociedade seja “ressacralizada” pelo extremismo corânico.

    DEUS E CÉSAR

    Assim se entende por que motivo Roger Scruton é também um pensador iluminista. Em “Como ser um Conservador” [trad. Bruno Graschagen, Record, 294 págs., R$ 44,90], o filósofo não se limita a criticar a “cultura de repúdio”. Porque não basta ser “um rebelde contra a rebelião”, como o próprio se define.

    Tal como T.S. Eliot afirma em “Four Quartets”, a nossa cultura sitiada também é capaz de encontrar em si os recursos da sua renovação. Essa renovação consiste em relembrar (ou, melhor ainda, conservar) o que nos protege da negação destrutiva.

    A liberdade e a dignidade individuais. A sociedade civil e as suas instituições “espontâneas”, que o poder totalitário sempre procurou degradar. A defesa da separação de poderes e de um império da lei que esteja acima de qualquer governante, partido ou vanguarda. A reafirmação de que devemos dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. E a defesa da “experiência de pertença” do cidadão ao seu território, à sua língua, à sua cultura, à sua história –contra as fantasias globalistas que, tragicamente, apenas servem para despertar a xenofobia e o populismo.

    Naquela tarde em Lisboa, meia dúzia de infelizes recebia Scruton como se ele fosse uma peste chegada à cidade. Essa memória pessoal nada nos diz sobre o talento e a erudição do inglês. Mas diz muito sobre nossas cidades.

    JOÃO PEREIRA COUTINHO, 40, escritor, cientista político e colunista da Folha, é autor de, entre outros, “As Ideias Conservadoras” (Três Estrelas).

  39. Chesterton said

    vai ter post sobre o enterro do PT ou vai esperar a prisão do Mulla?

  40. Guatambu said

    Pelo jeito a “saída mais à esquerda” que o Pax acreditava deu com os burros n’água.

  41. Chesterton said

    PAx viaja na maionese. Olha aqui, Pax, como ganhar uma grana em pouco espaço e com essa grana você pode “fazer o bem”.

    (mas tem que trabalhar)

  42. Chesterton said

    Li agora e sou obrigado a concordar (sobre a eleição no Rio)

    “…Como brincaram nas redes sociais, é melhor pagar o dízimo do que 70% de imposto.”

  43. Chesterton said

  44. Pax said

    Que lavada que o PSDB deu nessas eleições. Impressionante.

    E que lambada o PT tomou. Impressionante.

    Alckmin sai por cima mas Aécio sai por baixo.

    Mas foi impressionante.

    O PT paga pelas burradas que fez. Vamos chamar de burradas…

  45. Chesterton said

    A questão pé saber se os petistas vão devolver o que roubaram…

  46. Pedro said

    # 27

    Boa, Pax.

  47. Pedro said

    Paraíso sindical…….

    “DESDE LULA, CENTRAIS NÃO PRESTAM CONTAS AO TCU
    A Lei 11.648, que Lula sancionou em 2008, atribuiu às “centrais sindicais”, como a CUT, direitos de órgãos públicos, só para que possam receber… verbas públicas. Vetou apenas o artigo que obrigava centrais, confederações, federações e sindicatos a prestarem contas desses recursos ao Tribunal de Contas da União (TCU). A lei nem previa punição por não prestar contas, mas Lula sepultou o “incômodo”.

    MALANDRAGEM
    O Ministério do Trabalho inventou que fazer sindicatos prestar contas seria contra Constituição, “que garante a autogestão” das entidades.

    GRANA FÁCIL
    Entidades sindicais recebem do governo cerca de R$ 3,5 bilhões por ano. São R$200 milhões só para centrais. Sem precisar prestar contas.

    CUT NUMA BOA
    A CUT, braço sindical do PT et caterva, não disponibiliza publicamente qualquer dado sobre como gasta os milhões repassados pelo governo.”

    Que beleza.

  48. Guatambu said

    Pax,

    O PT não está pagando nada.

    A grande verdade é que a sociedade toda está pagando pela burrada que eleitores do PT fizeram com o país.

  49. Guatambu said

    Vamos chamar de burrada.

  50. Pax said

    Guatambu,

    Os primeiros anos do governo Lula não foram ruins. Mexeu bem – e pra cima – a economia do país. A vida melhorou. Os mais pobres passaram a viver melhor, sim. Os mais ricos passaram a vender para essas classes e também se deram bem.

    Só que…

    Aí destrambelhou geral.

  51. Guatambu said

    Pax,

    Como dizem os números sobre economia: os primeiros anos do governo Lula foram na realidade anos de governo da alta mundial das commodities, que coincidem justamente com o que o Brasil tem para exportar.

    Se não houvesse interferência do governo haveria melhoria para todos do mesmo jeito.

  52. Chesterton said

    “Os primeiros anos do governo Lula não foram ruins. Mexeu bem – e pra cima – a economia do país. A vida melhorou. Os mais pobres passaram a viver melhor, sim. Os mais ricos passaram a vender para essas classes e também se deram bem.

    Só que…

    Aí destrambelhou geral.”

    chest~ piramide, estouro da bolha, Ponzi Scheme…o governo petista foi uma enorme fraude na cabeça do povo, não foi burrada, foi crime. Quando é que vocês vão acordar para a realidade….ai, ai, ai….

    ” Mexeu bem – e pra cima – a economia do país” – criou BOLHA, vê se aprende.

  53. Pax said

    Aqui vou discordar de vocês dois, Guatambu e Chesterton.

  54. Chesterton said

    Claro, Pax, claro que vai, você não tem jeito.

  55. Chesterton said

  56. Chesterton said

  57. Pax said

    Excelente esse documentário (a parte 1 que saiu…)

  58. Pax said

    Desliguem a música (chata pra carai), mas assistam o vídeo

  59. Chesterton said

    Abriu a passagem norte?

  60. Chesterton said

    https://en.wikipedia.org/wiki/Northwest_Passage

  61. Chesterton said

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1487

    Por que os intelectuais sistematicamente odeiam o capitalismo? Foi essa pergunta que Bertrand de Jouvenel (1903-1987) fez a si próprio em seu artigo Os intelectuais europeus e o capitalismo.

    Primeira, o desconhecimento. Mais especificamente, o desconhecimento teórico de como funcionam os processos de mercado.
    Intelectuais normalmente são egocêntricos e tendem a se dar muita importância; eles genuinamente creem que são estudiosos profundos dos assuntos sociais. Porém, a maioria é profundamente ignorante em relação a tudo o que diz respeito à ciência econômica.

    segunda razão, a soberba, a soberba do falso racionalista.
    O intelectual genuinamente acredita que é mais culto e que sabe muito mais do que o resto de seus concidadãos, seja porque fez vários cursos universitários ou porque se vê como uma pessoa refinada que leu muitos livros ou porque participa de muitas conferências ou porque já recebeu alguns prêmios. Em suma, ele se crê uma pessoa mais inteligente e muito mais preparada do que o restante da humanidade.

    E a terceira, o ressentimento e a inveja.
    O intelectual é geralmente uma pessoa profundamente ressentida. O intelectual se encontra em uma situação de mercado muito incômoda: na maior parte das circunstâncias, ele percebe que o valor de mercado que ele gera ao processo produtivo da economia é bastante pequeno. Apenas pense nisso: você estudou durante vários anos, passou vários maus bocados, teve de fazer o grande sacrifício de emigrar para Paris, passou boa parte da sua vida pintando quadros aos quais poucas pessoas dão valor e ainda menos pessoas se dispõem a comprá-los. Você se torna um ressentido. Há algo de muito podre na sociedade capitalista quando as pessoas não valorizam como deve os seus esforços, os seus belos quadros, os seus profundos poemas, os seus refinados artigos e seus geniais romances.

    “Essa é uma sociedade injusta”, prossegue o intelectual. “A nós intelectuais não é pago o que valemos, ao passo que qualquer ignóbil que se dedica a produzir algo demandado pelas massas incultas ganha 100 ou 200 vezes mais do que eu”. Ressentimento e inveja.

    Segundo Bertrand de Jouvenel

  62. Chesterton said

    Lauro Jardim, O Globo

    Quando ainda era ministra de Lula, Dilma Rousseff foi responsabilizada por abortar um plano de ajuste fiscal que pretendia controlar o crescimento dos gastos públicos. Dilma desqualificou o programa, classificando-o como “rudimentar”.

    Mas Dilma apenas vocalizava o que Lula queria: quem realmente estava contra o plano era o seu chefe, segundo conta o livro “Anatomia de um desastre”, dos jornalistas Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, que será lançado, em novembro, pela Portfolio-Penguin.

    Dilma foi apenas um instrumento. Naquele momento, preocupado com o mensalão e com sua reeleição, Lula queria conquistar o apoio dos líderes sindicais e dos movimentos sociais. O que menos desejava era controlar as despesas.

    “Quem barrou o debate foi o Lula”, revela o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no livro, que conta os bastidores da crise econômica que levou o Brasil à pior recessão de sua história.

    Lauro Jardim é jornalista

  63. Chesterton said

    Estado de anarquia

    Rio tem aposentado de R$ 75,5 mil e servidor ativo de R$ 48,7 mil. Estado aumenta imposto, mas não sabe o valor dos incentivos que deu nos últimos anos

    Governantes não sofrem de estresse, eles provocam nos governados. No Rio, como em outros 11 estados, a má gerência pública ameaça o humor e os bolsos de 16,4 milhões de habitantes.

    Para tapar parte do buraco cavado nas contas estaduais durante décadas, o governo decidiu aumentar o principal imposto local (ICMS), que é cobrado em cascata da fabricação até o consumo de produtos e serviços.

    Por isso, viver no Rio vai custar mais na energia, na gasolina, na cerveja, no chope, na telefonia e na internet. Exemplo: se o estado arrecadava R$ 57 numa conta de luz de R$ 200, a partir de janeiro tomará R$ 64 do consumidor.

    Os chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário fluminenses são incapazes de garantir que em 2017 não haverá novos aumentos na carga tributária. Mostram-se impotentes, também, para assegurar pagamento dos 470,4 mil inscritos na folha de pessoal. Ano passado eles custaram R$ 1.914,27 a cada habitante — 12,5% acima da média per capita nacional.

    O Estado do Rio tem mais servidores inativos (246,7 mil) do que em atividade (223,6 mil). Sua folha salarial espelha a devastação administrativa executada por sucessivos governos, por interesses políticos e corporativos.

    Há aposentadorias de até R$ 75,5 mil no antigo Departamento de Estradas de Rodagem e de R$ 53,4 mil na Fazenda estadual — mostram dados da Secretaria de Planejamento.

    Entre servidores ativos, existem remunerações de até R$ 48,7 mil na Defensoria Pública; de R$ 47,2 mil na Fazenda; de R$ 41,9 mil no Detran; de R$ 39 mil na Procuradoria-Geral, e, de R$ 38,2 mil no Corpo de Bombeiros.

    Em setembro, o sistema de pagamentos do funcionalismo registrou nada menos que 312 tipos de vantagens, gratificações, auxílios, adicionais e abonos à margem da remuneração convencional. Contam-se, por exemplo, 188 variedades de gratificações e 42 auxílios.

    Premia-se por “assiduidade” quem comparece ao trabalho. Gratifica-se por “produtividade”, “desempenho”, “aproveitamento”, “responsabilidade técnica”, “qualificação”, “habilitação”, “titulação” e “conhecimento”. Paga-se por “produção”, “resultados” e até por “quebra de caixa” — aparentemente, quando o saldo é positivo. Tem até uma gratificação “extraordinária de Natal”.

    Cargos de confiança no governo, na Assembleia ou no Tribunal de Justiça têm adicionais por anuênios, triênios e quinquênios, além de “verba de representação”. Participantes de conselhos ganham “gratificação de órgão de deliberação coletiva”, “jeton” e “honorários”.

    Em paralelo, pagam-se adicionais por “titularidade”, por “atribuição” e até por ocupação de cargo de “difícil provimento”. Existem também “retribuições”, como a de “licenciamento de veículos” e a de “exame de direção”.

    O estado perdeu o controle das suas contas. Não sabe sequer o valor das renúncias fiscais que concedeu nas últimas três décadas — o TCE estima entre R$ 47 bilhões e R$ 185 bilhões. Há casos de incentivos a só um beneficiário, alguns por tempo indeterminado, e vários decididos sem o aval da Fazenda.

    O orçamento estadual é um clássico de conta feita para indicar como será aplicado o dinheiro que já foi gasto. Numa insólita rubrica da folha de pessoal prevê até um bálsamo para dificuldades financeiras: “Adiantamento funeral”.

    Chest- o estado babá ficou sem grana…..CQD!

  64. Chesterton said

    Não era o Queines que dizia que no longo prazo todos estariam mortos…..bem, o longo prazo mchegou.

  65. Pedro said

    # 63

    Esta merda acontece em quase todos estados e municípios.
    Sem falar da União.
    Desanima qualquer um.
    Este país não vai se ajeitar nunca.

  66. Pax said

    Trump!

    É mole ou quer mais?

    Tem.

    Le Pen ano que vem.

    Bolsonaro vem?

  67. Guatambu said

    Pax,

    Veja pelo lado bom: se a esquerda quiser sobreviver, vai ter que aprender a ler e escrever liberalês e se unir a eles.

    Por enquanto, quem está levando os votos dos liberais são os neocons.

    Mérito da esquerda politicamente correta, que é o socialismo disfarçado. Pq ninguém aguenta mais esse discurso pseudo-bonzinho.

  68. Pax said

    Guatambu,

    Nesse exato momento filosofo, penso com meus botões, solitário mesmo, sobre o rumo que a humanidade segue no planeta. Não acho que esse evento Trump seja um ponto de transição. É só mais um. Nada de grave vai acontecer abruptamente por conta dessa eleição. Só continuo com minha crença que se seguirmos nesse mesmo rumo, a coisa não se segura.

    Esse é um papo pra muitas horas, quiçá com a língua destravada com uns bons goles.

  69. Chesterton said

    Até o Putin está aliviado com a saida da Hillary Warmonger

    https://www.rt.com/news/365966-putin-trump-congratulates-victory/

  70. Pedro said

    Penso que não tem nada a ver com esquerda/direita.

    O que tá funcionando é o discurso do “não sou político”.

    O povo tá sem saco pro lero lero, dos políticos tradicionais.

  71. Chesterton said

    O povo está cansado dos privilégios e tramóias dos políticos profissionais. Quanto mais de esquerda, mais o político precisa de um salario proveniente da atividade política. Aí já viu…

  72. Guatambu said

    Pax,

    O dia que vc estiver por São Paulo e quiser dar esses goles e filosofar, fique à vontade. Estou à disposição.

    Pedro,

    Não sei se é assim. A disponibilidade de dados sobre os acontecimentos políticos nos EUA permite fazer uma série de análises interessantes.

    No momento fico com o seguinte:

    Análise 1:

    Quem votou em Trump foi a maioria branca, e uma minoria negra e latina(embora muitos não reconheçam, muitos negros e ex-latinos votaram em Trump também) e de classe média baixa dos EUA. Tanto nos interiores quanto em redutos majoritariamente Democratas.

    Essa maioria branca e esses outros grupos menores tem menos educação formal e formam uma parcela de trabalhadores que perderam emprego para: desenvolvimento tecnológico, saída de operações de empresas dos EUA para outros países como a China, por exemplo e imigrantes

    É um perfil bastante mapado e estudado: conservador, religioso, nacionalista, deseducado (do ponto de vista de educação formal), cujos trabalhos estão sob ameaça ou lhes foram tomados ou extintos. O Trump apontou o seu discurso diretamente para esse público e para os pontos que esse público sente insegurança em relação ao estilo de vida.

    Independentemente do discurso de ser ou não político. Minha opinião é que isso é muito mais coicidência do que um recurso eleitoral utilizado.

    Grosso modo, foi exatamente o mesmo tipo de público que levou ao Brexit.

    Análise 2:

    Aquela tese de esquerda de que há uma elite americana que manipula o mundo é bobagem. Porque se isso fosse verdade, ganharia a Hillary, com certeza.

    Praticamente toda a imprensa, todos os famosos, todos os milionários e bilionários americanos apoiaram massivamente a Hillary. Apoio formal!!

    Sem mais pra isso.

    Análise 3:

    Traçando um paralelo com o Brasil: o Trump ganhou exatamente da mesma forma que a Dilma ganhou.

    Estados em que a Dilma já contava com vantagem permaneceram a favor dela, especialmente no Nordeste do país. No entanto, estados em que Aécio deveria ter vantagem, a vantagem dele foi menor: justo MG e SP. Já havia dito isso antes, e repito agora: não foi a Dilma que ganhou, foi o Aécio quem perdeu. E não foram os nordestinos que elegeram a Dilma, foram os “sudestistas” que não elegeram o Aécio!

    Da mesma forma: Trump ganhou em redutos que deveriam ser Democratas.

    Mais um: o discurso de ambos foi o mesmo, o do medo. A abertura de mercado, o progressismo, desemprego e redução de salários.

    Mais um: as propostas de ambos são fajutas, difíceis de serem implantadas.

    E tudo isso remete ao conservadorismo em sua essência: pessoas que foram ensinadas a pensar de uma maneira e mesmo sabendo pensar alternativas, se recusam.

    O resultado potencial é um mundo avesso à adaptabilidade.

    Essa sim é uma preocupação.

  73. Chesterton said

    1. concordo

    2. pois é, a elite são esses milionarios e bilionarios quen apoiam a Hillary, a candidata do “estabelecimento”….perderam, quando achavam que iam ganhar mole mole…

    3. é mesmo, quem ferrou Aécio foi MG. A verdade é que os americanos da maioria silenciosa cansaram do blablabla dos aujto denominados progressistas.

    O conservadorismo aceita a mudança, mas nã de forma brusca, Hillary se de mal no dia que declarou ser a favor do “late term abortion”, que não passa de assassinato frio e cruel. A adaptabilidade que falta é da mãe moderna, que mata os filhos. Aí…não passa.

  74. Chesterton said

  75. Chesterton said

    http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/fronteiras-do-pensamento/noticia/2016/11/declinio-da-esquerda-representa-a-liberdade-para-os-intelectuais-diz-michel-houellebecq-8196358.html

    …..o pensamento francês não está em crise, e sim o pensamento de esquerda francês, responsável pela decadência intelectual do país nos últimos setenta anos.

    ……Houellebecq também atacou com veemência os dois nomes que representaram o intelectual francês nos anos do pós-Guerra: Jean-Paul Sartre e Albert Camus. Fez questão de dizer que até ali havia feito uma apresentação embasada em fatos verificáveis, e que agora emitiria opiniões. A mais provocativa delas é que, da obra dos dois gigantes intelectuais do século 20, não sobra nada se examinada com rigor.

    – Um filósofo é alguém que produz um discurso abrangente sobre o mundo em todos os seus aspectos, inclusive os tecnológicos. E o que me choca em Sartre e Camus é a ignorância científica dos dois. O século 20 foi extremamente científico, ele vê o nascimento da física quântico, a divisão do átomo e não se vê nada disso na filosofia de ambos, é como se não existisse. – disse Houellebecq, para quem, no futuro, só sobrariam da obra de ambos as duas primeiras linhas de O estrangeiro, de Camus, e nada de Sartre.

    …..Os sucessores dos dois, intelectuais como Derrida, Foucault, Deleuze e Lacan, entre outros, não receberam tratamento melhor. Para ele, com suas páginas repletas de palavras com ilusão de profundidade mas nenhum sentido, são “charlatões e mistificadores”.

    ……- As vacas sagradas morreram. A verdade é que nós, os escritores, libertamos os intelectuais franceses. Nenhum de nós foi o que poderia ser chamado de grande pensador, somos muito artistas para isso, mas libertamos o pensamento. Agora é com os intelectuais. A França é um velho país, setenta ou cem anos de declínio ou avacalhação intelectual não são nada.

  76. Guatambu said

    Chest,

    Rejeitar mudanças buscas em um mundo que anda cada vez mais rápido não ajuda nada.

    A coisa mais conservadora do mundo é a religião, lá no oriente médio a gente vê o resultado dessas “mudanças lentas”.

    Para mim esse é o grande paradigma cultural: acostumar o mundo a mudanças. Mudanças são parte da vida e parte do mundo, não existe establishment, não existe zona de conforto, não existe “agora tá bom”.

    Embrace change.

  77. Pedro said

    Gostei desta.

    http://www.sensacionalista.com.br/2016/11/10/mexico-inicia-construcao-de-muro-para-impedir-entrada-de-americanos-fugindo-de-trump/

  78. Pax said

    Trump e o fim do mundo me lembraram dessa aqui:

  79. Chesterton said

    Chest,

    Rejeitar mudanças buscas em um mundo que anda cada vez mais rápido não ajuda nada.

    chest- Guat, o mumdo anda cada vez mais rápido para tudo ficar no mesmo lugar.

    A coisa mais conservadora do mundo é a religião, lá no oriente médio a gente vê o resultado dessas “mudanças lentas”.

    chest- exato, é só ver Israel a beleza que é. O ateismo materialista trouxe só misérias no mundo todo no século 20 e ainda neste século na Coreia do Norte e em Cuba.

    Para mim esse é o grande paradigma cultural: acostumar o mundo a mudanças. Mudanças são parte da vida e parte do mundo, não existe establishment, não existe zona de conforto, não existe “agora tá bom”.

    chest- por isso a necessidade da familia, a necessidade de conservar valores critãos-socráticos, a base de tudo que presta no mundo de hoje.

    Embrace change.

    chest- não se deixe enganar por falsos brilhantes. Mudanças que se assemelham à decadencia da Roma antiga não me interessam.

    abraços

  80. Chesterton said

    78, Pax, Hilario! Hillary Clinton!

  81. Chesterton said

    E se o cara vota no Trump e é petista, hein, hein,……
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    mais
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    .http://imgur.com/a/GBWmv

  82. Chesterton said

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
    Social-democracia é luxo de país com população rica; povo pobre não tem como ser social-democrata

    Atualmente, o governo só consegue se manter operante porque há gente — bancos, fundos de investimento, investidores e empresas — disposta a emprestar dinheiro para ele.

    Burocratas, políticos, professores de universidades públicas, médicos que atendem pelo SUS, policiais federais, aposentados, pensionistas, beneficiários do Bolsa-Família, do ProUni, do FIES e do Pronatec, integrantes do judiciário, do Ministério Público, da Receita Federal, das forças armadas etc.: todos só recebem salários porque há pessoas e instituições dispostas a emprestar dinheiro para o governo federal.

    Caso tais pessoas e instituições não mais emprestassem dinheiro para o governo federal, este não mais conseguiria honrar sua folha de pagamento. Consequentemente, o governo federal tornar-se-ia igual a vários estados brasileiros: teria ou de parcelar suas despesas ou de simplesmente parar de pagar vários de seus empregados.

    E quanto essas pessoas e instituições estão emprestando ao governo? Apenas nos últimos 12 meses, a cifra chega a espantosos R$ 587 bilhões. Vale repetir: nos últimos 12 meses, a quantidade de dinheiro que o governo tomou emprestado de bancos, fundos de investimento, pessoas físicas e empresas foi de módicos R$ 587 bilhões.

    Esse foi o déficit nominal do setor público. O governo aumentou sua dívida em R$ 587 bilhões nos últimos 12 meses (o equivalente a 10% do PIB) para poder executar todas as suas despesas, desde o custeio da máquina aos juros da dívida.

    Calote?

    Antes de prosseguirmos, uma rápida consideração sobre “as chances de calote”.

    Quando você entende que o governo precisa de dinheiro emprestado apenas para continuar existindo, torna-se claro por que ele jamais dará o calote em seus credores, como recorrentemente gostam de alertar alguns catastrofistas.

    Isso seria de uma burrice inominável.

    Apenas pense: hoje, o governo só consegue se manter porque pega dinheiro emprestado. Tendo um déficit primário — isto é, desconsiderando toda a despesa com juros — de 3% do PIB, o governo não paga nem o funcionalismo público e nem o salário de seus políticos se não tomar dinheiro emprestado.

    Sendo assim, ele precisa se endividar simplesmente para continuar funcionando.

    Ao dar um calote, o governo estaria fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhe esteve aberta e disponível. Mais ainda: estaria acabando exatamente com aquilo que o mantém vivo.

    Ora, você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e que faz com que seja possível você fechar suas contas.

    Adicionalmente, vale ressaltar que nem a Venezuela de Chávez e nem a Argentina dos Kirchner fizeram isso. A Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais.

    Sim, haverá calote no Brasil, mas este não ocorrerá com os títulos públicos em mãos de bancos, fundos de investimento, cidadãos e empresas nacionais. O calote ocorrerá sobre aqueles grupos que têm menos poder político: aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo etc. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Mas, antes disso, ainda haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).

    Dito isso, prossigamos.

    Juros

    Com o governo tendo de pegar emprestado nada menos que R$ 587 bilhões em 12 meses — o equivalente a 10% do PIB —, é claro que os credores cobrarão caro por isso.

    Para se ter uma ideia do que é um déficit de 10% do PIB, vale dizer que nem mesmo países ricos são tão permissivos assim. Por exemplo, o déficit orçamentário do “pródigo” governo Obama não passa de 2,5% do PIB. Na zona do euro é de 2,1% do PIB. Já o do governo do Reino Unido é de “apenas” 4,4% do PIB. Até mesmo os “devassos” japoneses se contentam com menos: 6% do PIB.

    E com um detalhe: todo o resto do mundo está disposto a financiar estes países fartamente. Já nós não temos essa moleza. Apenas 16,23% dos títulos do Tesouro Nacional estão em posse de estrangeiros (não-residentes). No caso dos EUA, por exemplo, esse número chega a 32,5%.

    Portanto, se o governo de um país como o Brasil, que ainda está em desenvolvimento e possui um longo histórico de inflação alta, tem de pedir mais dinheiro emprestado do que os países ricos, e há menos estrangeiros dispostos a financiá-lo, é claro que os juros que seu governo terá de pagar serão estratosféricos.

    E as consequências disso sobre a geração futura de riqueza serão trágicas. Vale a pena repetir o que foi dito neste artigo:

    Quando o governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos.

    E isso é fatal para as micro, pequenas e médias empresas.

    Imagine que você seja uma empresa à procura de crédito. Você consegue pagar juros de até, digamos, 12% ao ano. Mas aí vem o governo federal, com déficits enormes, e oferta uma enxurrada de títulos pagando 14,25% ao ano.

    Como você vai concorrer com ele? Se o banco pode emprestar a 14,25% para o governo, sem risco nenhum, por que ele emprestaria a 12% para você, e ainda correndo muito risco de calote?

    Com o governo em cena competindo pelo crédito e se oferecendo para pagar 14,25% ao ano, a única forma de você conseguir algum crédito é se dispondo a pagar juros de, suponhamos, 20% ao ano. Por menos que isso o banco não vai lhe emprestar. É muito arriscado. Ainda mais em uma economia já recessiva.

    E 20% ao ano, em uma economia recessiva, você dificilmente terá condições de pagar. Logo, ficará sem nada. Você não conseguirá financiamento, não empreenderá e, consequentemente, não criará riqueza.

    E o efeito ocorre em cascata. Se as pessoas físicas podem emprestar para o governo — via Tesouro Direto — por 14,25% ao ano, então os bancos pequenos e as financeiras terão de ofertar CDBs, LCs, LCIs e LCAs a taxas muito mais altas para conseguir concorrer com o governo por essa captação.

    Tendo de pagar mais pela captação, os bancos pequenos e as financeiras terão de cobrar juros mais altos de pequenos empreendedores como você, que recorrem a eles.

    No final, o crédito para investimentos produtivos se torna proibitivamente caro — por causa dos déficits do governo, gerados por seus altos gastos.

    Se não fosse o governo, os bancos e as financeiras provavelmente teriam emprestado para você. Mas com o governo em cena, suas chances se tornam praticamente nulas.
    O que foi perdido

    Portanto, dinheiro que poderia estar sendo emprestado para empresas investirem foi direcionado para financiar os déficits do governo, fazendo com que vários investimentos não fossem concretizados por não serem financeiramente viáveis em decorrência dos juros maiores causados pelo déficit do governo.

    Qual foi o custo de todas essas oportunidades perdidas? O gráfico a seguir mostra a evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um acumulado de déficits. Portanto, o gráfico abaixo mostra o tanto de dinheiro que foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o financiamento de investimentos produtivos:


    dividabruta.png

    Evolução da dívida bruta do governo federal

    O gráfico acima mostra que nada menos que R$ 4,15 trilhões já foram absorvidos pelo governo federal para sustentar sua máquina e sua burocracia. São R$ 4,15 trilhões que deixaram de financiar empreendimentos produtivos.

    Impossível mensurar os custos econômicos das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados e das tecnologias que deixaram de ser criadas simplesmente porque os investimentos não foram possíveis por causa da absorção de recursos pelo governo federal.

    Mais ainda: impossível mensurar todo o custo com os juros altos que as pessoas e empresas tiveram de suportar por causa do gigantismo do governo federal.

    O que nos leva ao principal ponto: a social-democracia é um sonho impossível em um país ainda pobre.

    A social-democracia em um país ainda pobre cobra um preço caro

    Sejamos claros: o governo federal brasileiro gasta muito porque seus eleitores assim desejaram.

    Foi o povo, por meio do seu voto, quem pediu um estado cuidando de escolas, universidades, saúde, esportes, cultura, filmes nacionais, petróleo, estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade, aposentadorias, pensões, e subsídios para pequenos agricultores e para megaempresários.

    Acima de tudo, foi o povo quem pediu um estado ofertando amplos programas assistencialistas e uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários.

    Tal arranjo demandado pelo povo nada mais é do que a social-democracia em sua essência: um estado de bem-estar social no qual o governo provê a todos por meio de altos gastos sociais e ainda fornece vários serviços “gratuitos”.

    Mas há um problema de ordem econômica: a social-democracia é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

    Em países pobres, de população pouco produtiva e de baixa renda per capita, tal arranjo se torna inexequível. Motivo: para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda per capita, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso.

    E as consequências econômicas serão as acima descritas.

    Portanto, se um país ainda pobre quiser viver como uma social-democracia escandinava (e todos querem ser como os escandinavos), o preço será alto.

    Com o tempo, a conta tornar-se-á insuportável.

    Vejamos a nossa realidade.

    A renda per capita do Brasil (já levando em conta a paridade do poder de compra) foi de US$ 8.670 em 2015, segundo o FMI. Estamos na 70ª posição mundial, imediatamente atrás de países como Rússia, México e Romênia, e imediatamente à frente de China, Venezuela e Gabão (sim, Gabão).

    Ou seja, a população brasileira tem a renda média de alguém da classe C.

    Ao mesmo tempo, os gastos totais do governo federal — atenção: apenas do governo federal e excluindo todos os encargos da dívida — em relação ao PIB foram de 20,2%. Nenhum país da América Latina gasta mais. O mais próximo é a Argentina, que gasta 18,3% do PIB. Depois vem a Colômbia, com 18,2%. O Uruguai gasta apenas 13,9% do PIB. O Chile se contenta com 13,4%. Já o México gasta apenas 12,3% do PIB.

    E agora vem o mais estupefaciente: nosso gasto de 20,2% do PIB é maior que o de países como Áustria (20,1%), Reino Unido e Alemanha (ambos com 19,4%), Itália (19%), Portugal (18,1%), Austrália (18%), e Suíça (11,3%).

    Por outro lado, ainda gastamos menos que Japão (20,4%), Canadá (21,2%), Noruega (23,2%), França (23,9%), Holanda (25,3%), Suécia (26,1%) e Dinamarca (26,2%).

    Todos os dados são do Banco Mundial e podem ser conferidos aqui.

    Ou seja: ao mesmo tempo em que temos uma renda per capita de classe C, temos gastos de classe A. Temos o salário de um romeno, mas queremos viver com a qualidade de vida de um austríaco.

    É claro que a conta não fecha.

    Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo — de universidades a filmes nacionais, de saúde a cultura, de educação a petróleo, de estradas, portos e aeroportos a Correios, de eletricidade a aposentadorias e pensões, de subsídios para pequenos agricultores a megaempresários — e que ainda forneça concursos públicos a rodo para cargos que pagam salários nababescos na burocracia estatal, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos.

    Consequentemente, terá de haver um endividamento maciço e contínuo do governo. E, para conseguir pegar emprestado todo esse dinheiro e para conseguir rolar sua dívida, ele terá de oferecer juros altos e atraentes. Esses juros altos — necessários para bancar os gastos de uma social-democracia em um país pobre — afetarão todo o crescimento econômico.

    Vale repetir: nenhum país da América Latina — mesmo aqueles que são mais ricos em termos per capita, como Chile e Uruguai — possui um estado tão abrangente e onipresente quanto o brasileiro. Aqui, queremos que o estado faça e proveja de tudo. E, ainda assim, nos assustamos com o preço desse nosso desejo.

    Prolongar este arranjo seria uma escolha ignara.

    Ciclo vicioso

    Portanto, ficamos assim:

    1) O povo brasileiro quer o governo cuidado de tudo e provendo de tudo — principalmente empregos com altos salários na burocracia estatal —, o que eleva os gastos públicos a níveis europeus;

    2) no entanto, o povo brasileiro possui uma renda per capita baixa e é pouco produtivo; ele tem um salário de um romeno, mas quer viver com um padrão de vida de um austríaco. Logo, só com os seus já altos impostos é impossível o governo fornecer tudo que o povo quer;

    3) ato contínuo, para saciar esse desejo do povo, o governo federal tem de se endividar continuamente, pois apenas os já elevados impostos não bastam. (Não dá para tributar um romeno e devolver a ele um serviço de qualidade austríaca);

    4) só que quanto mais o governo se endivida para saciar os desejos da população, mais juros tem de pagar, o que afeta todo o crescimento da economia;

    5) com a economia crescendo menos, a arrecadação tributária cai. Ao mesmo tempo, a pressão por mais gastos sociais aumenta. Solução? Mais endividamento do governo, o que agrava ainda mais a situação, perpetuando o ciclo vicioso.

    Sem um profundo corte de gastos e sem uma sensível alteração na mentalidade da população a respeito do que é o governo e de como este funciona e se financia, não há solução.

    Enquanto o lema de Bastiat — “o governo é a grande ficção por meio da qual todos querem viver à custa de todo o resto” — continuar arraigado na mente da população, não haverá futuro.

    Conclusão

    Acordemos do delírio. O modelo social-democrata aplicado no Brasil já chegou ao limite. A ilusão perdurou enquanto o cenário externo foi favorável. Tão logo o cenário externo se alterou, a dura realidade se impôs.

    Sim, a opção pela social-democracia foi uma clara preferência demonstrada por uma grande fatia do eleitorado nas urnas. Mas o sonho acabou. Já passou da hora de essa parte do eleitorado entender que a conta do banquete chegou e não pode mais ser adiada.

    Se a população quer um estado social-democrata que seja provedor, ela tem de já ser rica e produtiva. Caso contrário, o arranjo é insolvente. Impossível um classe C viver como classe A por muito tempo. A fatura sempre chega. E quando chega, assusta.

    Esse, aliás, é o paradoxo da social-democracia: apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela — podem se dar ao luxo de ter uma.

    Social-democracia é luxo de país com população rica. E nenhum país enriqueceu aplicando a social-democracia. A história mostra que, primeiro os países enriqueceram por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a social-democracia, a qual se consolidou apenas na década de 1970.

    População ainda pobre não tem como aplicar social-democracia. Se o fizer, os custos serão inviáveis no longo prazo. Para o Brasil, o longo prazo já chegou.

    MB

  83. Guatambu said

    Chest,

    Eu acho que uma análise realizada dessa maneira não faz sentido.

    Guata- A coisa mais conservadora do mundo é a religião, lá no oriente médio a gente vê o resultado dessas “mudanças lentas”.

    chest- exato, é só ver Israel a beleza que é. O ateismo materialista trouxe só misérias no mundo todo no século 20 e ainda neste século na Coreia do Norte e em Cuba.

    Tréplica- se analisarmos o desenvolvimento de um povo baseado somente em sim ou não (um povo é ou não religioso), o resultado da análise é distorcido, pelo simples fato de que há mais povos religiosos que ateus. Aliás, quase não há ateus. Mesmo nos países soviéticos onde supostamente o ateísmo deve imperar isso não é verdade, tanto que a religião católica ortoroxa ainda existe em muitos desses países. Sugestão de uma análise mais objetiva: meça o fanatismo religioso, baseando-se na medida em que há promiscuidade entre leis religiosas e leis sociais. Se tem algo que matou mais do que qualquer ditadura ao longo da história da humanidade foi a religião: sacrifícios, autorização de escravidão, suporte a líderes político-religiosos que levaram impérios ao fracasso, tudo sempre está conectado a “causas” religiosas. Quanto mais promiscuidade houver, mais problemático é o desenvolvimento.

    —X—

    Guata- Para mim esse é o grande paradigma cultural: acostumar o mundo a mudanças. Mudanças são parte da vida e parte do mundo, não existe establishment, não existe zona de conforto, não existe “agora tá bom”.

    chest- por isso a necessidade da familia, a necessidade de conservar valores critãos-socráticos, a base de tudo que presta no mundo de hoje.

    Tréplica- por isso a necessidade de valores, independentemente de seguir religião ou não ou de qual religião que se siga. Por exemplo: o valor à vida deve preceder a todos os outros, o valor ao individualismo alheio em seguida e o valor a livre escolha em seguida. Não é necessário ser cristão, judeu, muçulmano, espírita ou umbandista para seguir tais valores, as religiões apenas os qualificam e dão medidas distintas entre uns e outros bagunçando tudo. Por exemplo: o valor à vida é o valor mais importante aos muçulmanos, desde que a vida seja muçulmana… distorção. O valor ao individualismo alheio é um valor máximo do catolicismo, no entanto, não pode ser gay… distorção. A religião normalmente traz medidas ruins ao debate social, qualificando esses valores, e isso não contribui em absolutamente nada para a ciência.

    —X—

    Guata- Embrace change.

    chest- não se deixe enganar por falsos brilhantes. Mudanças que se assemelham à decadencia da Roma antiga não me interessam.

    Guata- não estou me balizando em nada além dos meus próprios conhecimentos e valores para debater esse tema contigo Chest. Estou tentando fazer uma análise simplesmente objetiva do impacto que uma religião tem sobre decisões acerca de valores sociais. Lembre-se que a sociedade romana ignorava muitos aspectos da “filosofia cristã”. E novamente: não estou dizendo que religiões são ruins, pelo contrário, em níveis espirituais, individuais e para os círculos familiares eu concordo que religiões tem efeitos muito posiitivos socialmente, pois envolvem story telling, passagem de costumes, explicações espirituais, demonstram a importância da história e de se ter espiritualidade e crenças, e de se acreditar em um futuro, mesmo além-vida. No entanto, para efeito de debate político-social, as religiões distorcem a objetividade das discussões. De repente estamos gastando tempo discutindo se um estabelecimento deve ou não ter uma cruz, uma estrela ou uma lua crescente em nível político!!!! De congresso nacional!!!! Pelo amor de Deus… Blasefemo mesmo.

  84. Chesterton said

    Chest,

    Eu acho que uma análise realizada dessa maneira não faz sentido.

    Guata- A coisa mais conservadora do mundo é a religião, lá no oriente médio a gente vê o resultado dessas “mudanças lentas”.

    chest- exato, é só ver Israel a beleza que é. O ateismo materialista trouxe só misérias no mundo todo no século 20 e ainda neste século na Coreia do Norte e em Cuba.

    Tréplica- se analisarmos o desenvolvimento de um povo baseado somente em sim ou não (um povo é ou não religioso), o resultado da análise é distorcido, pelo simples fato de que há mais povos religiosos que ateus. Aliás, quase não há ateus. Mesmo nos países soviéticos onde supostamente o ateísmo deve imperar isso não é verdade, tanto que a religião católica ortoroxa ainda existe em muitos desses países. Sugestão de uma análise mais objetiva: meça o fanatismo religioso, baseando-se na medida em que há promiscuidade entre leis religiosas e leis sociais. Se tem algo que matou mais do que qualquer ditadura ao longo da história da humanidade foi a religião: sacrifícios, autorização de escravidão, suporte a líderes político-religiosos que levaram impérios ao fracasso, tudo sempre está conectado a “causas” religiosas. Quanto mais promiscuidade houver, mais problemático é o desenvolvimento.

    Chest II A coisa mais conservadora do mundo é a religião `+ quase não há ateus > o mundo é conservador, inescapavel…e foi voce que afirmou.

    —X—

    Guata- Para mim esse é o grande paradigma cultural: acostumar o mundo a mudanças. Mudanças são parte da vida e parte do mundo, não existe establishment, não existe zona de conforto, não existe “agora tá bom”.

    chest- por isso a necessidade da familia, a necessidade de conservar valores critãos-socráticos, a base de tudo que presta no mundo de hoje.

    Tréplica- por isso a necessidade de valores, independentemente de seguir religião ou não ou de qual religião que se siga. Por exemplo: o valor à vida deve preceder a todos os outros, o valor ao individualismo alheio em seguida e o valor a livre escolha em seguida. Não é necessário ser cristão, judeu, muçulmano, espírita ou umbandista para seguir tais valores, as religiões apenas os qualificam e dão medidas distintas entre uns e outros bagunçando tudo. Por exemplo: o valor à vida é o valor mais importante aos muçulmanos, desde que a vida seja muçulmana… distorção. O valor ao individualismo alheio é um valor máximo do catolicismo, no entanto, não pode ser gay… distorção. A religião normalmente traz medidas ruins ao debate social, qualificando esses valores, e isso não contribui em absolutamente nada para a ciência.

    chest 2 se a vida do gay não fosse importante o cristão não tentaria convencê~lo a largar a pederastia. Que bobagem. Quem mata gay é muçulmano e marxista. Antes do cristianismo não havia o valor a vida do individuo, isto foi invenção do cristianismo. Questão é se uma vez que o cristianismo desapareça (meio dificl, como você diz quase ninguem é ateu) que grupo vai sobrar para defender a vida de modo incondicional. Olhe a questão do aborto., por exemplo. A ciência não tem a importancia que se dá a ela. A técnica (empirismo) e principalmente a filosofia são muito mais importantes. Ocorre que cientistas, que tem trabalhos enfadonhos, observar fatos de modo repetitivo, acabam dando interpretadas que ultrapassam as experiencias que desenham por ignorar filosofia.

    —X—

    Guata- Embrace change.

    chest- não se deixe enganar por falsos brilhantes. Mudanças que se assemelham à decadencia da Roma antiga não me interessam.

    Guata- não estou me balizando em nada além dos meus próprios conhecimentos e valores para debater esse tema contigo Chest. Estou tentando fazer uma análise simplesmente objetiva do impacto que uma religião tem sobre decisões acerca de valores sociais. Lembre-se que a sociedade romana ignorava muitos aspectos da “filosofia cristã”. E novamente: não estou dizendo que religiões são ruins, pelo contrário, em níveis espirituais, individuais e para os círculos familiares eu concordo que religiões tem efeitos muito posiitivos socialmente, pois envolvem story telling, passagem de costumes, explicações espirituais, demonstram a importância da história e de se ter espiritualidade e crenças, e de se acreditar em um futuro, mesmo além-vida. No entanto, para efeito de debate político-social, as religiões distorcem a objetividade das discussões. De repente estamos gastando tempo discutindo se um estabelecimento deve ou não ter uma cruz, uma estrela ou uma lua crescente em nível político!!!! De congresso nacional!!!! Pelo amor de Deus… Blasefemo mesmo.

    chest2= espero que você perceba que neste paragrafo você não diz coisa com coisa.

  85. Chesterton said

    Por que a América elegeu Trump?!
    Marcelo Ribeiro14/11/2016
    A América é mais avançada, tem mais Universidades, Prêmios Nobel e a melhor Constituição. O Brasil não entende: por que ela elegeu Trump?

    Meus amigos do Brasil: Se vocês acham que Trump é um monstro nazista, racista, sexista, homofóbico e todos os xingamentos que só fazem sentido no imaginário da elite esquerdista global que pensa dominar o mundo, eu tenho uma notícia pra te dar: É duro, mas exatamente porque me importo com você, não vou esconder: Você foi enganado.

    Caio Blinder, Arnaldo Jabor, Guga Chacra, Reinaldo Azevedo e o painel de análise política da Globo News inteiro, juntos, não entendem de política americana mais que uma freira aposentada entende de Kama Sutra.

    Donald Trump foi eleito pelo trabalhador rural que perdeu seu emprego pro imigrante ilegal. Ele foi eleito pelos cristãos que foram achincalhados, escrachados, ridicularizados pela equipe de campanha de Hillary Clinton como se viu nos e-mails que o Wikileaks tornou públicos.

    Trump foi eleito pelo americano comum que perdeu seu médico por causa do Obamacare, depois do presidente mentir seguidas vezes que isso não aconteceria.

    Ele foi eleito pelos militares que viram seus irmãos de farda morrerem depois de lutar contra terroristas em Benghazi por 13 horas seguidas, enquanto o presidente Obama e a secretária Clinton estavam ocupados pensando numa farsa sobre um vídeo no YouTube que seria usado como justificativa pra todas as falhas de segurança que levaram ao ataque, pouco antes da eleição em 2012.

    Ele foi eleito pelas mães que não querem que seus filhos pequenos tenham como exemplo uma mentirosa patológica, que colocou segredos de Estado em risco num servidor que ela criou em seu porão pra encobrir negócios obscuros entre a Fundação Clinton e governos estrangeiros.

    Ele foi eleito pelo americano do interior que está de saco cheio dos milionários esquerdistas de Hollywood e Beverly Hills dizerem pra eles como devem pensar e agir.

    Trump foi eleito pelo cidadão comum que quer o poder de volta de quem tem controlado suas vidas nos mínimos detalhes de dentro de gabinetes luxuosos em Washington DC.

    Enfim, Trump foi eleito pela maioria silenciosa que aguentou até o limite a soberba e o desdém da elite política, dos universitários de rabinho de cavalo e seus capachos mentirosos na grande imprensa.

    Se você está confuso com o que está acontecendo, é porque sua fonte de informações está muito mais confusa que você. Mas não se desespere! Existe salvação. Existe muita gente boa nos EUA e no Brasil comentando o que se passa de forma crítica e calcada na realidade. Esses previram que Donald Trump tinha sim grande chance de ganhar. Procure essas fontes, eduque-se e junte-se a nós. E que a América seja grande novamente.

    —————

    chest- pois é, eduque-se…

  86. Chesterton said

    Temer não quer Lula preso, mas o Garotinho, já foi…..

  87. Pedro said

    Pelo que entendi,o Garotinho foi preso pela compra de votos na eleição de Campos.

    Fez tanta cagada maior e não aconteceu nada..

    Agora caiu nessa. Deve ter achado que era um crime sem importância. Preso pela soberba….

  88. Chesterton said

    Cadê o Elias?

  89. Pax said

    Post sobre as prisões de Garotinho e Cabral.

    Dilma deu mais um de seus tiros no pé afirmando que Cabral nunca foi aliado.

    Impressionante. Essa senhora é campeã absoluta no esporte. Não tem pra ninguém.

  90. Pax said

    O Elias sumiu.

    Deve estar articulando a candidatura de Ciro Gomes na nova articulação da esquerda.

    =)

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