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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Convocados Agnelo e Perillo

Publicado por Pax em 30/05/2012

CPMI convoca Agnelo Queiroz e Marconi Perillo para depor e poupa Sérgio Cabral

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em uma reunião tumultuada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira decidiu convocar hoje (30) dois governadores para prestar depoimento. Foram convocados os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). A convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi rejeitada pelo plenário da CPMI.

Perillo foi convocado com votação unânime. Ontem (29), ele já havia informado à CPMI que gostaria de prestar depoimento. Já a convocação de Agnelo foi aprovada por 16 votos favoráveis e 12 votos contrários. Em relação ao pedido de convocação de Cabral, 17 parlamentares foram contra e 11 a favor do seu comparecimento à CPMI.

Perillo e Agnelo terão que prestar esclarecimentos sobre a ligação com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido com Carlinhos Cachoeira, ou com a Delta Construção, empresa suspeita de fazer parte de esquema criminoso investigado pela Polícia Federal, de favorecimento em contas com o governo.

Durante a votação, o debate ficou entre os aliados do governador Perillo, que defendiam a votação em bloco, ou seja, tratando de forma igual os três governadores, e os parlamentares do campo governista, que alegaram que o grau de envolvimento de Perillo com o suposto esquema criminoso é bem maior que o envolvimento de Agnelo e Cabral. Com isso, os líderes governistas exigiram a votação em separado dos nomes dos três governadores.

“A comissão abre portas para a condenação, mas também pode abrir portas para as justificativas. Não podemos tratar coisas iguais como coisas diferentes”, disse Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado.

“Não podemos tratar o diferente como igual. Quem faz isso aqui na CPMI está na tentativa de partidarizar o debate”, considerou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

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Demóstenes no Conselho de Ética: “eu não sabia”

Publicado por Pax em 29/05/2012

Demóstenes diz no Conselho de Ética que não sabia das relações de Cachoeira

por Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em depoimento que presta na manhã desta terça-feira (29) ao Conselho de Ética do Senado, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) negou envolvimento com jogos ilegais e disse que não sabia das relações do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes disse que só depois da prisão do empresário e com a deflagração da Operação Monte Carlo é que teve consciência das relações que Cachoeira mantinha com outros políticos, governadores e demais agentes públicos. O senador chegou ao plenário do Conselho de Ética com 40 minutos de atraso.

“Eu não tinha uma lanterna da popa, não tinha como saber no que eu me relacionava com esse empresário e que ele mantinha relações com cinco governadores”, disse Demóstenes. “Hoje, com essa lanterna na popa, eu dou conta de ver, mas antes, com essa lanterna na proa, eu não via”, disse o senador.

Demóstenes é suspeito de ligações estreitas com Carlinhos Cachoeira e de ter usado seu mandato para beneficiar o suposto esquema comandado pelo empresário, que está preso desde o dia 29 de fevereiro, acusado de comandar jogos ilegais e de liderar uma rede de influência envolvendo agentes públicos e privados.

Em sua defesa, Demóstenes usa um tom emocional para convencer os senadores de sua inocência no processo aberto contra ele para apurar quebra de decoro parlamentar. “Eu redescobri Deus. Parece um fato pequeno, mas minha atuação era mais pautada pelos homens que pela fé”, disse o senador, ao se referir à sua postura antes da investigação vir a tona.

Demóstenes sempre manteve uma postura crítica a atos de corrupção e era um dos senadores que mais evocavam as questões éticas contra os demais colegas, principalmente contra os senadores governistas. “Eu pude ver o quanto fui cruel com os outros. Isso fazia com que essas pessoas pudessem ficar com uma imagem ruim”, disse.

“Devo dizer aos senhores que vivo o pior momento da minha vida, que eu jamais imaginaria passar por isso. A partir de 29 de fevereiro desse ano [quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal], eu passei a enfrentar algo que nunca tinha passado em toda minha vida. Depressão, remédio para dormir que não funcionam, fuga dos amigos. É talvez a campanha sistemática mais orquestrada da história do Brasil”, disse o senador.

Ao evocar sua família, Demóstenes disse que ainda precisa dar explicações para esclarecer suas ações. “Tive que enfrentar não só a desconfiança de todos, tive que enfrentar tudo”, disse.

O senador ainda negou que se patrimônio teria quadruplicado nos últimos anos. Segundo ele. Ele relatou a compra de um apartamento no valor de R$ 1,2 milhão, cuja entrada de R$ 400 mil teria sido dada por sua mulher. A outra parte, R$ 800 mil, seria financiada. “Eu só vou terminar de pagar quando tiver 80 anos”, defendeu-se.

O senador confirmou que recebeu um aparelho de celular via rádio do empresário Carlinhos Cachoeira, mas alegou que não tinha informação que esse celular era sigiloso. “Recebi para meu conforto. Era um celular que falava nos Estados Unidos, não era com exclusividade, eu falava com muitas outras pessoas, nunca tive essa informação de que era sigiloso. Se era sigiloso, como é que foi grampeado? Aliás, a maneira mais fácil de se grampear é através de rádio”, questionou.

O depoimento no Conselho de Ética ainda prossegue com a apresentação inicial de Demóstenes Torres.

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Lula, Gilmar, Jobim e a reunião que não deveria ter acontecido

Publicado por Pax em 29/05/2012

Notícia da revista Veja desta semana dá a versão de Gilmar Mendes, ministro do STF, de um encontro entre ele, Gilmar, Lula e Nelson Jobim, que aconteceu no escritório deste último, ex-ministro da Defesa e do STF, em 26 de abril de 2012.

Nesta reportagem ficam suposições que Lula teria sugerido que o Mensalão do PT não fosse julgado este ano e que, segundo Gilmar Mendes, como Lula afirmaria ter poderes na CPMI de Carlinhos Cachoeira, uma tal viagem a Berlim com Demóstenes Torres não seria objeto de investigações.

O site do Instituto da Cidadania, emitiu nota oficial em que Lula diz estar indignado com as supostas acusações.

Nelson Jobim afirmou que não houve tal conversa sobre o julgamento do Mensalão. Gilmar confirmou que houve. Lula, na nota oficial, não deixa claro nem que sim, nem que não.

Segundo Wálter Maierovitch, jurista e ex-desembargador, Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de do ex-presidente e que “Lula deve explicações. E deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes”.

O resultado desta reunião é um infindável conjunto de afirmações e desmentidos, opiniões de todos os lados. Como consequência final, corolário de um encontro mal explicado, o Mensalão do PT e seu iminente julgamento pelo STF tomam à frente da pauta política nacional com mais peso que o julgamento de Demóstenes Torres pelo Conselho de Ética do Senado e a CPMI do Cachoeira.

Atualização: Em tempo – segundo o site Terra, “O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira que encaminhou para o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) a representação protocolada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por supostamente ter pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para adiar o julgamento do mensalão. Segundo Gurgel, como Lula não tem mais foro privilegiado – e a representação não cita o ministro -, não cabe à PGR analisar o caso.”

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Vaccarezza e o pecado da soberba. Quem paga a conta é Odair Cunha e o PT.

Publicado por Pax em 18/05/2012

O deputado Cândido Vaccarezza cometeu o pecado da soberba ontem, ao entender que pode fazer política à sua equivocada maneira e macular a imagem do PT da forma que bem entende.

No meio sessão da CPMI do Cachoeira emite uma mensagem por celular, para lá de suspeita, deixando a forte impressão de blindagem inadmissível do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), estado que agraciou com as maiores obras e aditivos a construtura Delta, de Fernando Cavendish.


Dica do vídeo do comentarista Zbigniew.

A mensagem enviada: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”.

Hoje em seu blog coloca uma explicação infantil, afirmando que só queria preservar as boas relações entre os partidos PT e PMDB. Pois sim.

O vídeo produzido pelo SBT mostra que não é bem esse o tom da mensagem. Não fala em preservar as relações das agremiações políticas, mas sim de emprestar apoio – ou blindar, com pouca margem de erro esta segunda interpretação – ao governador que gosta de andar nos helicópteros e aviões de Cavendish, assim como frequentar restaurantes de luxo em Paris em companhia do empresário envolvido diretamente com os negócios mafiosos de Carlinhos Cachoeira, segundo farto noticiário.

Se esta refeição italiana será servida em fatias, para que mesmo constituir esta CPMI? Qual o ganho se os pré-condenados Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira poderiam ser excluídos pela Comissão de Ética do Senado e prisão do mafioso respectivamente?

Quem pagará a conta desta pizza será o jovem deputado Odair Cunha (PT, relator desta CPMI. Ficará como garoto de recados de uma articulação porca liderada por Vaccarezza. Sua carreira nunca mais será a mesma nesta trilha apodrecida.

E a imagem do PT, indefensável nesta altura do campeonato. Há uma militância aguerrida que hoje se envergonha das atitudes deste líder do governo na Câmara.

Lá vai a fatia Sérgio Cabral acompanhada de Marconi Perillo e Agnello Queiroz. Como acompanhamento chique, Fernando Cavendish. Todos blindados pelo enorme deslize deste deputado que perdeu a grande oportunidade de ficar calado, ou com as mãos amarradas, para não se entregar tão infantilmente à frente de um batalhão de jornalistas atentos.

Agora só falta o PT manter o deputado como líder do governo na Câmara. A lambança estará completa.

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Farpas quentes: PGR e Vaccarezza

Publicado por Pax em 10/05/2012

O dia de ontem foi marcado por tiros de mais grosso calibre envolvendo a CPI do Cachoeira.

De um lado (fonte Bom Dia Brasil – tv Globo) o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) acusa o Procurador Geral da República de retardar a abertura do processo contra o senador Demóstenes Torres (ex DEM) em 2009, que provavelmente atrapalharia sua reeleição ao Senado. Roberto Gurgel já tinha recebido informações da primeira operação da Polícia Federal. Não sabemos exatamente o conteúdo destes indícios pois a senadora Kátia Abreu (ex DEM, hoje PSD) sugeriu – e a maioria dos membros da CPI acatou – que os depoimentos dos delegados da PF fossem secretos, na terça feira passada.

De outro lado Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, afirma que os indícios apresentados à época não tinham elementos suficientes para determinar abertura de processo contra Demóstenes Torres no STF. Segundo sua afirmação essa atitude permitiu que a nova operação da PF concluísse o conjunto de indícios para encaminhamento dos processos.

Mais que isto, Roberto Gurgel, devolvendo pedras atiradas, disse que as insinuações sobre seu comportamento neste caso vem de quem teme o iminente julgamento do processo do Mensalão do PT. Gurgel será o promotor neste julgamento.

Cândido Vaccarezza nunca se mostrou um grande articulador político. Parece agir sob comando das vísceras, mais que com o cérebro.

Desta feita traz definitivamente o Mensalão do PT para o bojo da CPI do Cachoeira, como queria a oposição.

Roberto Gurgel, de outro lado, poderia ter evitado o envolvimento mais acalorado nesta questão. É o comportamento que se espera para o cargo que ocupa.

A CPI do mafioso Cachoeira começou com mortos previsíveis e passa a ter baixas imprevisíveis.

A platéia e os leões se excitam com o cheiro de sangue no ar.

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Cassação de Demóstenes não depende da CPMI do Cachoeira

Publicado por Pax em 03/05/2012

O relator do caso Demóstenes, no Conselho de Ética do Senado, pediu abertura de processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM).

O julgamento é político. Demóstenes mentiu para seus pares ao afirmar, em 6 de março, que não conhecia as atividades de Carlinhos Cachoeira, o mafioso que lhe brindava com presentes caros e recebia em troca favores e informações privilegiadas, no mínimo.

O relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), apresentou, ontem, o plano de trabalho para o colegiado. Foi aprovado com algumas emendas. Parte do noticiário está bastante distorcida da realidade da reunião de ontem, televisionada. Não foram poucos os elogios à estrutura do plano. E as ressalvas e correções foram anotadas e discutidas no final da primeira reunião da CPMI.

Há um enorme temor que esta comissão se torne mais uma enorme pizza do nosso desgastado Congresso. Após um mês de farto noticiário, com exposição de inúmeros áudios, vídeos e documentos que indicam uma intrincada rede de corrupção envolvendo o Senador Demóstenes Torres (ex-DEM GO), o mafioso Carlinhos Cachoeira, o empresário Fernando Cavandish e sua empresa Delta Contrução, os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), policiais civis e federais, servidores públicos de todos os níveis e todos os ingredientes indigestos deste caldeirão de malfeitos e malfeitores.

O próprio ex-presidente Lula fez questão de aportar seu apoio à comissão parlamentar para esta investigação. Há quem diga que para desviar o foco do iminente julgamento do mensalão do PT pelo STF.

Caso esta CPMI acabe em pizza o tiro sairá pela culatra. De cara teremos o enterro político do jovem deputado petista Odair Cunha. Na sequência o próprio PT e seus candidatos nestas próximas eleições. Será um prato cheio para qualquer oposicionista apontar esta atitude incompatível com qualquer boa intenção pública.

A oposição tem a maior perda política evidente neste processo. O senador Demóstenes Torres era um dos principais mastros da furada bandeira de peregrinação ética e moral dos principais partidos oposicionistas, seus discursos e declarações à imprensa eram aplaudidos e comemorados. Há indícios que o senador chegava a participar da elaboração de alguns editoriais quando queria atender aos interesses de Cachoeira. O governador Marconi Perillo é outro peso considerável neste jogo de motoserra política.

Do outro lado tem o desgastado governador do DF, Agnelo Queiroz, que muito bem pode ser lançado rio abaixo, como boi de piranha. O PT não perderá muita coisa. A questão é que esta CPMI envolve a jogatina que lembra as loterias e acaba chegando em Waldomiro Diniz e sua imagem plantada no Palácio do Planalto como assessor de José Dirceu à época do primeiro governo Lula.

Já o governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro tem uma forte espada sobre seu pescoço. Se forem comprovadas as ligações pouco republicanas de Fernando Cavendish nas contas das viagens nababescas ao sul da Bahia – que acabou e forma trágica e abafou seu pano de fundo – e capital francesa, sua imagem política vai para o esgoto. Já seu partido, o PMDB de Sarney, Renan, Jucá etc, nem tem mais imagem a defender.

As torcidas organizadas estão em polvorosa. Cada lado tenta defender seus acusados como se corrupção só existisse fora de suas searas. Mas todos sabem que esta chaga se apoderou do tabuleiro político nacional como uma epidemia que não poupa nenhum dos grandes partidos nacionais.

Para o povo, o bravo povo brasileiro que paga todas as contas ao final, desde os voos de helicóptero, as viagens em jatinhos, as cozinhas importadas, os vinhos franceses e jantares luxuosos, será uma lástima que esta CPMI se torne uma fraude generalizada pelo corporativismo geral.

Que os envolvidos sejam jogados aos leões, sejam eles quem forem. Alguma hora um ou outro acusado se cansará, se perderá e abrirá o bico. É nesta hora que o sangue correrá no Coliseu brasiliense.

Relator pede processo disciplinar contra Demóstenes – Estadão

Humberto Costa lembrou discurso de Demóstenes em 6 de março, quando ele negou conhecer Cachoeira

Denise Madueño e Eugênia Lopes

O Conselho de Ética do Senado deu mais um passo no processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com a apresentação do parecer do relator, senador Humberto Costa (PT-PE). O relator pediu a abertura de processo disciplinar contra Demóstenes, que aparece na operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como um dos integrantes da organização do empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, conhecido por Carlinhos Cachoeira. O presidente do colegiado, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), afirmou que, depois da reunião do conselho, dará início à discussão do parecer ainda nesta quinta-feira, permitindo a participação da defesa de Demóstenes. (continua no Estadão…)

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Cabral, Cavendish, Cachoeira, Garotinho…socorro!

Publicado por Pax em 30/04/2012

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está enrolado até o pescoço pela sua íntima relação com Fernando Cavendish, o todo poderoso dono da Delta Construções, que, sem perder o fio da meada, é alvo da CPI do Carlinhos Cachoeira, o mafioso dono de senadores, jornalistas e outras atividades pouco recomendáveis.

Cavendish deu a Cabral suas viagens de helicóptero, a Paris, shows de bandas internacionais e toda sorte de troca-troca entre os amigos. E, obviamente, entram debaixo dos holofotes os contratos de R$ 1,5 bilhão de reais que um amigo cede ao outro. A entrega e Cabral é com dinheiro público e todos os contratos da Delta com o governo do Rio de Janeiro merecem especial atenção. Se o empresário lucrou tanto a ponto de poder fazer enormes e pouco recomendáveis favores particulares ao governador e ao bicheiro mafioso, no mínimo fica a desconfiança de sobrepreços e superfaturamentos dos tais contratos que devem ser investigados amiúde.

O problema é a fonte de algumas das informações, fotos e vídeos da riquíssima relação do governador com o empresário. Nada menos que Anthony Garotinho, o ex-governador envolvido em um sem número de escândalos durante seu governo e o de sua esposa, Rosinha Garotinho, que também não deixou por menos. Garotinho parece querer empunhar uma bandeira com o famoso dito popular sobre a política, a ironia que o povo inventou sobre a necessária alternância de poder nos regimes democráticos: “Tá na hora de trocar de ladrão”.

O Brasil tem demonstrado que a arte de fazer política está muito próxima da atividade de infraestrutura de saneamento básico, em especial a coleta de esgoto.

Cabral diz que ‘jamais imaginou’ que a Delta fizesse negócios com Cachoeira – Estadão

Publicação de imagens no blog do deputado federal Anthony Garotinho levou governador a divulgar nota

RIO DE JANEIRO – O governador Sérgio Cabral (PMDB) disse neste sábado, 28, por nota, que “jamais imaginou” que a Delta Construções – que faturou R$ 1,5 bilhão em contratos com o governo do Estado em cinco anos – “fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro”.

A declaração foi divulgada pela assessoria de Imprensa do governo no segundo dia em que o deputado federal Anthony Garotinho (PR/RJ) publicou imagens em seu blog que mostram momentos de intimidade entre o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o dono da Delta, Fernando Cavendish. As ligações entre a construtora e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foram reveladas pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. (continua, no Estadão…)

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Veta ou veta, Dilma

Publicado por Pax em 27/04/2012

A presidente Dilma está em uma sinuca de bico. A força da base ruralista conseguiu aprovar o novo Código Florestal, retirando de seu texto algumas importantes correções produzidas pelo Senado.

Aldo Rebelo, a contradição em forma de gente, meio comunista e meio representante dos grandes proprietários rurais, produziu o Código Florestal que os desmatadores queriam.

Eles não são fracos. Têm poder, dinheiro e uma verdadeira rede de influências bastante questionável.

Se observarmos alguns de seus nomes, como Blairo Maggi, Ronaldo Caiado e Kátia Abreu, temos noção da força retrógrada envolvida na questão.

E, também, têm habilidade política, mesmo que duvidosa.

De um lado colocaram no mesmo saco grandes e criminosos desmatadores, como os investimentos pecuários de Daniel Dantas na Amazônia, com os pequenos produtores rurais que necessitam realmente de tratamento diferenciado para sobreviver. Conseguiram, com essa manobra malandra, adesão de uma enorme parcela de trabalhadores e pequenos produtores mal amparados pelo governo e sob a espada muitas vezes corrupta de órgãos como o Ibama e correlatos, ou parte de seus quadros, alguns canalhas bandidos travestidos de funcionários públicos, que utilizam o antiquado e impreciso velho Código Florestal para estabelecer dificuldades e vender facilidades.

De outro lado os ruralistas envolveram os eternos descontentes, bezerros mamões da base aliada, sempre exigindo mais do governo, mais fatias dos cofres públicos, para satisfazer seus projetos absolutamente apartados das verdadeiras necessidades da sociedade brasileira.

Foi um verdadeiro massacre que expôs a fragilidade das alianças do governo, bem como uma fraquíssima capacidade de articulação política atual.

Como resultado final a Câmara aprovou, com folga, o novo Código do Desmatamento nacional.

O Brasil resolveu adotar a contramão de toda evolução do pensamento moderno que tenta encontrar soluções conciliatórias envolvendo a necessária produção agropecuária com a visão científica de preservação e conservação ambiental que permitirá um planeta viável para as futuras gerações.

Sobrou para Dilma a batata quente de vetar todo o novo Código, ou pedaços do estropício criado que anistia os maiores criminosos ambientais do país.

Grande Aldo Rebelo! Conseguiste produzir um problema de dimensão global.

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Demóstenes envolve Aécio com Cachoeira

Publicado por Pax em 24/04/2012

O senador Demóstenes Torres está fazendo um estrago considerável na oposição. O atingido de hoje: Aécio Neves.

Com ajuda de Demóstenes, Cachoeira ‘nomeou’ prima no governo de Minas – Estadão

Senador recorreu ao colega e ex-governador Aécio Neves para emplacar Mônica Vieira

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado para uma prima do empresário do jogo de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima do bicheiro, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de Diretora Regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba. (continua no Estadão…)

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Sem anistia para desmatadores

Publicado por Pax em 24/04/2012

Código Florestal: ministro do Desenvolvimento Agrário diz que desmatadores não terão anistia

Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse hoje (24) que o governo não vai admitir que o novo Código Florestal conceda anistia a agricultores que desmataram suas terras. Ele negou que tenha havido negociações do tipo com a bancada ruralista no Congresso.

“O governo da presidenta Dilma não vai admitir anistia para quem desmatou”, disse. “E não é verdade que o governo está negociando a anistia com a bancada ruralista. Queremos que o Código Florestal preserve o que está em pé e recomponha boa parte do que foi desmatado”, completou.

Pepe Vargas defendeu que haja regras diferenciadas para grandes produtores e os agricultores familiares na questão da recomposição de vegetação nativa. “Não podemos admitir que um agricultor familiar, com um ou dois módulos fiscais, tenha de obedecer às mesmas exigências pedidas a um latifundiário que tem milhares de hectares de terras.”

A Câmara se prepara para votar hoje o novo Código Florestal. A matéria já foi apreciada por deputados e por senadores, mas, como recebeu alterações, será novamente analisada pela Câmara.

O texto aprovado pelo Senado recebeu 21 alterações do relator, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Entre as mudanças propostas por Piau, está a supressão das medidas destinadas à recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) na beira de rios, que obrigam os produtores rurais a recompor 15 metros de vegetação nativa nos cursos d’água com até 10 metros de largura.

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Data venia, vossa excelência, mãos ao alto!

Publicado por Pax em 24/04/2012

Uma enorme parcela do Congresso Nacional, hoje composto pela pior classe política de todos os tempos, deve estar preparando um laranjal para esconder suas fortunas mal explicadas. De senadores e suas cozinhas com artigos importados de alto luxo, recebidos por serviços prestados a mafiosos, à rádios e tvs em nomes de laranjas e capangas.

Fazendas, mansões, apartamentos, carros de luxo, numerário, bens de toda natureza conseguidos por vossas excelência após assumirem postos políticos, jurídicos ou públicos de forma geral, estarão na mira de eventuais investigações caso o anteprojeto do novo Código Penal inclua a tipificação do crime de enriquecimento ilícito.

Será uma festança nas penitenciárias nacionais, caso a lei seja aprovada e levada à termo por eficientes investigações policiais.

Tomara que sim.

Veja na notícia da Agência Brasil abaixo, e sonhe com um futuro melhor, onde essa dinheirama pode voltar para as escolas, hospitais e melhores salários para nossos policiais. E vossas excelências, em minúsculas mesmo, com as mãos para o alto sob voz de prisão.

Comissão de juristas altera tipificação do crime de enriquecimento ilícito em anteprojeto do novo Código Penal

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A comissão de juristas que está elaborando o anteprojeto de reforma do Código Penal decidiu hoje (23) que incluirá no texto mudanças sobre a tipificação do crime de enriquecimento ilícito.

Atualmente, o agente público pode sofrer sanções penais apenas se a Justiça ou a investigação policial comprovarem que ele enriqueceu de forma irregular. Pela proposta aprovada hoje pelos juristas, será possível presumir o enriquecimento ilícito se o aumento do patrimônio for incompatível com a renda e o acusado não conseguir comprovar a origem legal dos recursos.

A pena prevista pelos juristas para esse tipo de crime será de um a cinco anos. Na defesa da proposta, o presidente da comissão, ministro Gilson Dipp, lembrou que o Brasil já é signatário de acordos para a criação de leis anticorrupção que preveem esse tipo de artigo.

A comissão de juristas trabalhará no anteprojeto de reforma do Código Penal até o fim de maio. Depois, o texto será entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para que comece a tramitar no Congresso na forma de projeto de lei. A partir daí, a matéria poderá sofrer alterações propostas pelos senadores e pelos deputados antes de ser finalmente aprovada.

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Criada a CPI da enxurrada

Publicado por Pax em 19/04/2012

Demóstenes Torres, senador, ex-DEM, e Carlinhos Cachoeira, mafioso segundo farto noticiário, promovem mais uma CPI no Congresso Nacional, formado pela pior classe política de todos os tempos.

Dentro da enxurrada de acusações, situação e oposição posam de defensores da moral e dos bons constumes. Não tem a menor condição de empunhar esta bandeira.

Se olharmos para Demóstenes, se olharmos para Marconi Perillo, se olharmos para Agnelo Queiroz, temos uma nítida fotografia do que se tornaram os partidos políticos brasileiros. Uma boa amostragem. Um do DEM, quer dizer, ex DEM, o mesmo de José Roberto Arruda e outros do mesmo calibre. O outro do PSDB, o mesmo partido de Eduardo Azeredo, José Serra e outros envolvidos em vários escândalos. E o outro, Agnelo, bem no cerne do governo que está em evidência ao ter uma enorme parcela de seu quadro de ex-dirigentes como ré do processo do Mensalão do PT, em vias de ser julgado pelo STF.

De toda a enxurrada de escândalos que esta CPI pode trazer à tona, a opinião deste blog é que deveria começar pelo envolvimento do governador do DF. Se o PT quer que esta CPI seja séria, deve começar fazendo o dever de casa.

Congresso cria CPI do Cachoeira em meio a desconfianças – Último Segundo

A presidenta interina do Congresso, Rose de Freitas, deu prazo até a próxima terça para os partidos indicarem os membros da CPI

Adriano Ceolin, iG Brasília

O Congresso Nacional criou na manhã desta quinta-feira (19) a CPI mista que vai investigar os braços político e empresarial do esquema de contravenção do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro.

Após a leitura do requerimento, assinado por deputados e senadores, a presidenta interina do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), deu prazo até o próximo dia 24 (terça-feira) para os partidos indicarem os nomes dos membros da comissão e convocou sessão no mesmo dia, às 19h30, para que a CPI seja instalada. O documento teve apoio de 337 deputados (de um total de 513) e de 72 senadores (de um total de 81).

(continua no Último Segundo – IG…)

Atualização: bom post de Bob Fernandes, do Terra Magazine – CPI, a guerra: Novos e velhos escândalos e personagens

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Marconi Perillo, Cachoeira e a oposição Titanic

Publicado por Pax em 17/04/2012

Não bastasse o senador Demóstenes Torres jogar mais uma pá de cal no cadáver do DEM, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, ajuda a colocar a oposição a pique.

Desde o primeiro governo Lula os partidos apeados do poder – principalmente PSDB, DEM – nunca souberam achar rumo. Não têm qualquer discurso que se aproxime da sociedade. Não há, sequer, alguma proposta, nem mesmo uma bandeira que se pode dizer que está com a oposição.

Havia uma pose de guardiães da moral e da ética, principalmente depois do estrago causado pelo mensalão do PT, ainda para ser julgado pelo atrasado STF. Mas fatos desastrosos e retumbantes tiraram qualquer condição deste discurso único e fraco.

A sociedade brasileira, o povo às urnas, parece anestesiado com a roubalheira, os desvios e anomalias com a coisa pública. Uma pena o estrago causado pela pior classe política de todos os tempos.

As escutas telefônicas do mafioso Carlinhos Cachoeira, compadre de desmandos, segundo o noticiário geral, de Demóstenes Torres, chegam muito perto de Marconi Perillo, governador tucano de Goiás. Lotes de cargos do estado eram passados para a quadrilha de Cachoeira.

Perillo tenta desesperadamente se esquivar das acusações mas nem mesmo tucanos acreditam em sua defesa.

A oposição parece o Titanic que afundou matando 2/3 de seus ocupantes.

Isto é péssimo para o país.

Governador de Goiás se defende da suspeita de envolvimento com Cachoeira – Jornal da Globo

Marconi Perillo teria, segundo a escuta da Polícia Federal, autorizado a contratação de funcionários indicados pelo bicheiro Carlos Cachoeira.

Vladimir Netto – Brasília, DF

Gravações divulgadas nesta segunda-feira (16) dão conta de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB (GO), teria nomeado funcionários a pedido do bicheiro Carlinhos Cachoeira e, outra série de gravações, envolvendo o presidente da empreiteira campeã de contratos públicos, a Delta Construções, sugere que a empresa fazia pagamentos ilegais a políticos.

A empresa Delta já está no centro das atenções da CPI, que deve ser instalada para investigar as operações Vegas e Montecarlo, na qual foi preso o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“É uma empresa que tem contratos com vários estados, tem contrato com o governo federal e eu acho importante a CPI convocá-la”, diz o deputado Jilmar Tatto (PT-SP).

“As relações da empresa Delta e de Carlos Cachoeira com o governo são inegáveis”, fala o líder do partido, senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Levantamento do site Contas Abertas mostra que a empresa atua em 23 estados e no Distrito Federal. Em 2011, recebeu quase R$ 89 milhões pelo serviço de limpeza em Brasília; R$ 55 milhões do estado do Rio de Janeiro, quase R$ 13 milhões do governo do estado de São Paulo por serviços de conservação de estradas, entre outros e perto de R$ 900 milhões do governo federal.

A Delta é a 6º maior empreiteira do Brasil. As investigações da Polícia Federal mostram a utilização de empresas de fachada do bicheiro para movimentações financeiras entre a Delta e ele.

Gravações divulgadas nesta segunda-feira (16) no blog do jornalista Mino Pedrosa revelariam o modo de operação da empresa. O empresário Fernando Cavendish, presidente do conselho de administração da construtora, aparece em uma reunião falando sobre dinheiro para políticos. Ele foi gravado em 2009, por um dos integrantes da reunião entre Cavendish e outros dois empresários.

“Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado para coisas para ‘…’. Pode ter certeza disso! Te garanto!”, fala Cavendish.

Quando fala em ser convidado, segundo o blog de Mino Pedrosa, Cavendish estaria se referindo a uma maneira de conseguir obras pagas com dinheiro público. “Vou ser muito sincero com vocês: seis milhões aqui, eu ia ser convidado. Isso aqui o, senador fulano de tal, se me convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”
Em nota, a Delta afirma que o áudio foi produzido clandestinamente e editado por ex-sócios da empresa, que estão sendo processados por calúnia e difamação.

Depois do governador de Brasília, Agnello Queiroz, mencionado em algumas gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da justiça, hoje foi a vez do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) entrar em cena no caso Carlinhos Cachoeira.

No dia 11 de março do ano passado, Carlinhos Cachoeira conversa com o ex-vereador do PSDB, Wladimir Garcez, considerado braço direito no esquema do bicheiro. Garcez, que está preso, fala que o governador de Goiás, Marconi Perillo autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira.

Wladimir: então é o seguinte, o governador liberou os negócios dele e eu falei para ele que nós temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis ele resolveu vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência aqui. Aí, tem duas ou três gerências para vir para nós para gente discutir quem são os nomes.

Carlinhos: Tá, cê põe a Vanessa numa. A Rosana pode ser um salário de R$ 2 mil. A Vanessa é gerência, tá.
(Continua no Jornal da Globo…)

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As lanchas de Ideli

Publicado por Pax em 17/04/2012

No mínimo há uma situação delicada que a atual ministra da secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, precisa esclarecer.

Esquisito o ministério da pesca (assim, em minúscula, como lambari mesmo, pelo absurdo da existência) comprar 28 lanchas e, depois, pedir uns caraminguás da empresa fornecedora para o PT.

Pior que isso é que as lanchas nem saem ao Mar, ao menos boa parte delas.

Deputados convocam Ideli para explicar compra de lanchas – Estadão

Comissão da Câmara quer saber sobre contrato de R$ 31 milhões, cuja parte foi paga na gestão da petista no Ministério da Pesca, e é questionado pelo TCU

Eugênia Lopes, da Agência Estado

BRASÍLIA – A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 11, a convocação da ministra da secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para explicar a compra de lanchas pelo ministério da Pesca e Aquicultura na época em que ela estava no comando da pasta.

A convocação foi aprovado por oito votos a favor e sete contrários. Deputados da base, insatisfeitos com a demora na liberação de verbas de emendas de parlamentares, votaram contra o governo. A convocação foi aprovada, mas ainda não foi marcada data para a ida de Ideli à Câmara.

O caso do contrato de compra das 28 lanchas-patrulha foi revelado pelo Estado. As lanchas foram encomendadas por R$ 31 milhões pelo Ministério da Pesca em 2009, e parte da conta – R$ 5,2 milhões – foi paga já na gestão da ministra Ideli Salvatti. O contrato é alvo de suspeitas levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Fiscalizar a pesca ilegal não está entre as atribuições do ministério. Desse total de embarcações, pelo menos 23 ainda não entraram em operação ou estão com avarias no pátio da empresa, na Grande Florianópolis. Só 3 de um total de 28 lanchas estavam em funcionamento no segundo semestre do ano passado. A licitação ocorreu na gestão de Altemir Gregolin, que ocupou o cargo de 2006 a 2010. (continua no Estadão…)

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O estrago de Demóstenes

Publicado por Pax em 03/04/2012

Capturei a foto abaixo no Facebook. Um conhecido teve a perspicácia de expor o estrago que Demóstenes causa não só ao Senado como a todo o Congresso Nacional.

Ainda pior, a toda luta que a sociedade trava contra esta chaga brasileira, a corrupção.

As ligações de Demóstenes com o mafioso da jogatina, Carlinhos Cachoeira, segundo farto noticiário, deixaram a situação, a base aliada, com farta munição, e o tiroteio está à além de qualquer lógica, de qualquer racionalidade.

As alianças do governo, somadas aos vários escândalos de quadros importantes do próprio PT, indicariam um pouco de cautela e menos sapato alto neste gramado escorregadio.

Como diz o dito popular: cipó vai, mas volta.

Vale observar nesta foto (cujo autor infelizmente desconheço e peço perdão antecipado pelo uso indevido, mesmo pela causa nobre) a figura de Duarte Nogueira, ex líder do PSDB na Câmara, que também sumiu dos holofotes após noticiário de mau uso de funcionários pagos pelo Congresso (ver post abaixo: Até tu, Duarte Nogueira?)

A bandeira anticorrupção merece nomes melhores que a empunhem.

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A melhor foto

Publicado por Pax em 30/03/2012

Acho que esta foi a melhor foto da viagem. É o Fitz Roy visto de quem visita a Lagoa do Deserto.

Ps.: este é mais um teste. Fazer posts via email.

… iPhone

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A insustentável situação de Demóstenes

Publicado por Pax em 30/03/2012

Depois de umas longas e recheadas férias, o blog volta a atividade com o maior escândalo pescado nestes dois dias em que se toma pé da situação geral.

O senador Demóstenes Torres teve exposta sua relação íntima com o, segundo o noticiário geral, maior mafioso da jogatina de Goiás.

O DEM já vinha definhando, é um partido que lembra e cheira a antiga ditadura, traz em sua memória, em sua história, o pior do coronelismo estampado na velha imagem de ACM. O ex-governador do DF, José Roberto Arruda, filmado embolsando maços de dinheiro de esquemas corruptos dos fornecedores do Distrito Federal – que jamais deveria ter uma estrutura política tão sem sentido – foi uma pá de cal que deveria ter enterrado o partido. Não enterrou. Agora Demóstenes termina o serviço.

Obs.: aqui, no Brasil de Dilma, não são poucas as reclamações sobre a falta de rumos de sua política econômica. O primeiro ano já passou, está mais que na hora da presidente mostrar a que veio. Caso contrário sua situação tende a piorar. A aceitação da presidente tem limite. E este limite, como ensinam grandes lições histórias, é definido na economia. Onde estão as reformas?

Demóstenes usou cargo de senador para beneficiar Cachoeira – O Globo

BRASÍLIA – Novas gravações da Polícia Federal mostram que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) colocou o mandato e o prestígio de parlamentar a serviço de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por chefiar a exploração ilegal de caça-níqueis e outros jogos em Goiás. Nas escutas, obtidas pelo GLOBO, Demóstenes acerta com Cachoeira táticas que vão da interferência em processo judicial ao lobby pela legalização dos jogos de azar no Congresso Nacional. (Continua em O Globo…)

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Ushuaia e Torres del Paine

Publicado por Pax em 12/03/2012

Depois de chegar ao mais Sul possível do continente, a proa já está apontada para o Norte.

Meu parceiro sofreu um acidente feio na estrada de rípio (cascalho de areia e pedras das cordilheiras) e só não se machucou porque o capacete absorveu a energia da pancada na cabeça e o casaco reforçado protegeu o cotovelo de uma fratura. Está bastante doído, mas inteiro.

Conseguimos consertar a moto em Punta Arenas e já estamos de volta ao plano de viagem.

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Diário de bordo: 2300 km rodados

Publicado por Pax em 02/03/2012

Passamos por Buenos Aires às 01h00. Foi ótimo cruzá-la sem trânsito. Chegamos via o serviço de balsa BuqueBus saindo de Colônia del Sacramento, no Uruguai. Amanhã vamos para Bahia Blanca.

As motos estão bem e o grupo sem discórdias, o maior desafio da viagem. Doze mil km é relativamente tranquilo. Manter o grupo (de três) em harmonia é a aventura.

E por aí? Não vejo jornal e tv desde o dia 27.

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As fotos acima são de Colônia.

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Wi-FI no Uruguai é meia boca. Aqui na Argentina, ao menos por onde passei ano passado e agora, é fácil de achar e bom.

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Até a terra do fim do mundo

Publicado por Pax em 28/02/2012

Esta placa é famosa para os mototuristas. Fica no posto Graal em Registro, SP.

Dá uma referência precisa sobre o destino.

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