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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eletronuclear: presidente recebeu propina de 4,5 milhões

Posted by Pax em 28/07/2015

Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o presidente da estatal recebeu R$ 4,5 milhões do consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, EBE e Queiroz Galvão.

A pergunta que fica é: existe alguma esfera onde não haja tanta corrupção?

Presidente licenciado da Eletronuclear recebeu R$ 4,5 milhões de propina, diz PF

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Alvo da 16ª fase da Operação Lava Jato, o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear e vice-almirante da Marinha Othon Luiz Pinheiro da Silva, preso hoje (28) pela Polícia Federal (PF), recebeu cerca de R$ 4,5 milhões de propina do consórcio vencedor da licitação para a montagem da Usina Nuclear Angra 3, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, o consórcio formado pela empresas Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, EBE e Queiroz Galvão repassava recursos para empresas intermediárias, que repassavam a propina para Othon Luiz Pinheiro da Silva.

Segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa, que integra a força-tarefa, o repasse de recurso ao então diretor-presidente da Eletronuclear ocorreu até dezembro do ano passado, nove meses depois de deflagrada a Lava Jato e após a prisão de vários empreiteiros.

“Há indícios de pagamento de propina por parte da Andrade Gutierrez em contratos desde 2009 para uma empresa de propriedade de Othon Luiz. Os elementos indicam que Othon Luiz recebeu R$ 4,5 milhões”, disse. “A corrupção no Brasil é endêmica e está espalhada por vários órgãos, em metástase”, acrescentou o procurador, comparando a corrupção ao momento em que o câncer se espalha por vários órgãos do corpo.

A 16ª fase da Lava Jato, batizada de Radioatividade, foi desencadeada a partir do depoimento do executivo da Camargo Corrêa Dalton Avancini, que assinou acordo de delação premiada com a Justiça Federal. Na delação, ele revelou a existência de um cartel nas contratações de obras da Angra 3 e chegou a citar Othon Luiz Silva como beneficiário de propinas.

Na ocasião, Silva negou ter participado ou conhecimento de qualquer irregularidade. Em nota à época, ele afirmou que jamais recebeu propina e que vive de sua aposentadoria da Marinha e de seus vencimentos como presidente da Eletronuclear. Ele se afastou do cargo em 29 de abril, após ser citado na Lava Jato.

“A palavra do colaborador não leva à prisão, mesmo que temporária. Fizemos o nosso trabalho e levantamos as confirmações”, explicou o procurador.

Também foi preso o presidente global da AG Energia, Flávio Barra, subsidiária da Andrade Gutierrez. Em nota, divulgada hoje, a Andrade Gutierrez informou que está acompanhando a 16ª fase da operação e destacou “que sempre esteve à disposição da Justiça”. Os advogados da empresa estão analisando a ação da PF para se pronunciar. A Eletronuclear informou que vai se pronunciar em nota sobre o caso.

Os presos temporários serão levados hoje para Curitiba, onde se concentram os processos da Lava Jato. De acordo com a PF, a previsão é que cheguem à capital paranaense por volta das 20h e já prestem depoimento amanhã (29).

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MPF denuncia investigados ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez

Posted by Pax em 25/07/2015

MPF denuncia investigados ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia hoje (24) à Justiça Federal em Curitiba contra os presidentes das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez e ex-executivos ligados às empresas, pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro cometidos em contratos da Petrobras, de acordo com investigações da Operação Lava Jato. Ao todo, foram denunciadas 22 pessoas.

Pela Odebrecht, foram denunciados o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, e os executivos Márcio Faria da Silva, Cesar Ramos Rocha e Alexandrino de Salles de Alencar. Ligados à Andrade Gutierrez, foram denunciados o presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo, e os executivos Rogério Nora de Sá, Elton Negrão de Azevedo Júnior, Paulo Roberto Dalmazzo, Flávio Magalhães e Antônio Pedro Campello. Além dos executivos, foram denunciados Celso Araripe, ex-funcionário da Petrobras, e outros operadores que auxiliaram na lavagem de dinheiro.

Durante a entrevista à imprensa, o procurador responsável pela força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, destacou que a apuração é um “momento histórico” no combate à corrupção e que a “impunidade foi rompida” no país. De acordo com o procurador, a investigação já conseguiu recuperar R$ 870 milhões, cujos valores desviados da Petrobras trouxeram “cicatrizes para a saúde e para a educação”. “Por mais poderosos que sejam seus autores [dos crimes], ninguém esta acima da lei”, disse Dallagnol.

Em junho, os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez foram presos na décima quarta fase da Lava Jato, chamada Erga Omnes, uma expressão usada no meio jurídico para indicar que os efeitos de algum ato ou lei atingem todos os indivíduos.

Nesta sexta-feira, a Justiça Federal no Paraná decretou nova prisão preventiva do presidente e de mais quatro diretores da da Odebrecht.

Em nota, a Andrade Gutierrez declarou que a denúncia do Ministério Público não trouxe elementos novos em relação às já veiculadas pela imprensa, cujos fatos foram “esclarecidos no inquérito”.

“Infelizmente, até o momento, os devidos esclarecimentos e provas juntadas não foram levados em consideração. A empresa entende que o campo adequado para as discussões, a partir deste momento, é o processo judicial, onde concentrará essa discussão, buscando a liberdade dos executivos e a conclusão pela improcedência das acusações. A empresa reitera que não pretende participar dessas discussões através da mídia”, diz a nota da empresa.

A Odebrecht vai se manifestar durante entrevista à imprensa marcada para ainda hoje.

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Operação Lava Jato: um resumo bem feito por Gerson Camarotti no G1

Posted by Pax em 19/07/2015

O tempo anda curto, a dedicação ao blog paga o preço.

Gerson Camarotti, um dos poucos jornalistas políticos que ainda consigo prestar atenção fez um bom resumo da Operação Lava Jato que merece ser colecionada pelo blog que se dedica ao noticiário da corrupção.

Aqui está: http://especiais.g1.globo.com/videos-interativos/#!/politica/operacao-lava-jato

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Eduardo Cunha na Lava Jato: propina de R$ 10 milhões

Posted by Pax em 16/07/2015

Acusado de várias irregularidades, o presidente da Câmara agora aparece na Lava Jato.

Cunha cobrou propina de 10 milhões de dólares, diz delator da Lava Jato – via El País

Em depoimento à Justiça, Julio Camargo acusou Cunha de cobrar para facilitar contrato

Às vésperas de completar seu primeiro semestre à frente da Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi acusado de ter cobrado 10 milhões de dólares em propina. Em depoimento à Justiça Federal, o consultor Julio Camargo, um dos primeiros delatores da Lava Jato, afirmou que o peemedebista exigiu o pagamento como forma de viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras. As informações são do jornal O Globo. (continua no site El País)

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Lula será investigado

Posted by Pax em 16/07/2015

A opção de Lula de virar garoto propaganda e articulador de grandes empreiteiras pode acabar mal.

MPF abre inquérito para investigar ex-presidente Lula – site Terra

Procuradoria formalizou investigação sobre suposto tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora Odebrecht

Fernando Diniz – Direto de Brasília

A Procuradoria da República no Distrito Federal informou nesta quinta-feira (16) que abriu inquérito para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por possível tráfico de influência no exterior em favor da empresa Odebrecht. O Ministério Público formalizou a abertura da investigação depois de apurar indícios contra o petista em um procedimento preliminar.

Em abril, a Revista Época informou que Lula era alvo de uma investigação na procuradoria do Distrito Federal. Naquela época, no entanto, o petista era alvo de um procedimento chamado Notícia de Fato (NF), que hoje foi transformado em um Procedimento Investigatório Criminal (PIC).

O inquérito é mais abrangente que a NF e permite uma atuação mais ampla do procurador para investigar Lula. De acordo com a reportagem da Época em abril, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou o financiamento de pelo menos US$ 1,6 bilhão para a Odebrecht após o já ex-presidente se encontrar com chefes de Estado de Gana e da República Dominicana. Depois da reportagem, Lula negou agir como lobista da empreiteira. (continua no site Terra)

Obs.: primeira vez que o ex-presidente entra na lista dos cadastrados no noticiário da corrupção neste blog.

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Lava Jato se aproxima de Renan Calheiros

Posted by Pax em 14/07/2015

Paulo Roberto Costa acusa Renan Calheiros, presidente do Senado, de ter negociado propinas através de um representante, o deputado Anibal Gomes.

Lava Jato: delator diz que Renan tinha “representante” que negociava propina

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse hoje (13) em depoimento à Justiça Federal que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tinha um “representante” que negociou propina com ele. Costa assinou acordo de delação premiada e depôs ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça.

Calheiros foi citado pelo ex-diretor após uma pergunta feita por um dos advogados de executivos ligados à empreiteira OAS, réus na ação penal. Costa afirmou que se mantinha no cargo com sustentação política do PP e PMDB.

“O senador Renan Calheiros era um dos que dava sustentação política. Com ele [Renan], não [negociou propina]. Mas ele tinha um representante, um deputado, Aníbal Gomes, que, em algumas vezes, negociou comigo. O senador Renan Calheiros nunca participou de nenhuma reunião com empreiteiros, mas o Aníbal Gomes, sim”, declarou.

Gomes e Calheiros são investigados em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a partir das informações do ex-diretor, fornecidas em acordos de delação premiada.

Em nota, o presidente do Senado refutou as acusações do ex-diretor e declarou que suas relações com diretores de instituições públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais. “Da mesma forma reafirma que jamais autorizou o deputado Aníbal Gomes ou qualquer outra pessoa a falar em seu nome. Digno de registro também é a contradição, já que nos depoimentos anteriores o delator sempre negou ter tratado de projetos e valores com o senador Renan Calheiros”.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o deputado Aníbal Gomes até a publicação da matéria.

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Maioridade penal: o golpe bem planejado de Eduardo Cunha

Posted by Pax em 02/07/2015

O golpe era mais que esperado. A vida de Eduardo Cunha está fácil com um governo completamente desnorteado, sem pauta e com uma base aliada frágil, sem qualquer compromisso.

Câmara aprova nova proposta que reduz maioridade penal para crimes hediondos

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Sob o comando do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em menos de 24 horas a Câmara dos Deputados derrubou a rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em primeiro turno, por 323 votos a 155 e 2 abstenções, no começo da madrugada de hoje (2) uma emenda substitutiva, praticamente idêntica à derrubada ontem (1º), e que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

Contrariamente ao que ocorreu na sessão de terça-feira (30), quando o substitutivo do deputado Laerte Bessa (PR-DF) foi derrotado por 5 votos (eram necessários 308 votos para a aprovação, mas a proposta recebeu 303 favoráveis), as galerias estavam vazias. Estudantes e integrantes de movimentos sociais tentaram chegar ao local, mas foram impedidos pela segurança da Casa. O PT, PCdoB, PDT, PSB, PPS, PV, PROS se colocaram contrários à aprovação. O PSOL entrou em obstrução.

A emenda aprovada propõe a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto também prevê a construção de estabelecimentos específicos para que os adolescentes cumpram a pena.

Contrário à redução, o peemedebista Darcísio Perondi (PMDB-RS) criticou o argumento usado para aprovar a emenda, de que a redução não valeria para os crimes de tráfico de drogas. “Não é verdade que adolescentes não terão sua maioridade reduzida. A emenda mantém o entendimento de que adolescentes possam ter a idade reduzida por envolvimento com drogas, defendeu, Perondi. “A saída é o Estatuto da Criança e do Adolescente. Não adianta vender carne de picanha e oferecer carne de terceira”, acrescentou.

A mesma argumentação foi usada pelo líder do PT, José Guimarães (CE). Segundo ele, o jovem entre 16 e 17 anos acusado de tráfico de drogas poderá ser julgado como adulto mesmo depois da alteração da emenda que reduz a maioridade para 16 anos em crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morta. “Esse é o problema da emenda, diz uma coisa e resulta em outra.”

Liderados pelo PMDB, mesmo partido de Cunha, PSDB, DEM, PSD, PR, PTB, PRB e PP votaram pela redução. O deputado Beto Mansur (PRB-SP) defendeu a proposta. Ele disse que a mudança da maioridade penal não anula esforços para melhorar a educação de crianças e adolescentes. “Precismos colocar na cadeia aquele que mata, estupra, tira a vida das pessoas.”

O líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), afirmou que respeita as posições divergentes do partido, mas vai defender que jovens entre 16 e 17 anos que cometem crimes hediondos sejam julgados e condenados como adultos. “O PMDB vai reafirmar a sua posição. A proposta é equilibrada, ela é restrita e é a resposta que a sociedade anseia não por capricho, mas porque não aguenta mais a impunidade.”

Durante a sessão, os deputados criticaram a atuação de Cunha a quem acusaram de ter manobrado o regimento e colocado novamente em votação uma matéria vencida, o que é proibido pela Constituição de 1988. Eles defendiam que, com a rejeição do substitutivo, o texto original da PEC (que reduzia a maioridade para todos os crimes) deveria ser colocado em votação. Por não ter apoio da maioria, a tendência era que a proposta também fosse derrubada. Entretanto, Cunha, que é defensor da redução, aceitou apresentação de diversas emendas aglutinativas muito semelhantes ao texto derrotado ontem, sem chegar a votar o texto principal.

“A gente pode fazer uma grande disputa de natureza política, a gente pode discordar, mas uma coisa sempre foi sagrada: o resultado é válido. Mas com o que está se passando, passamos a avaliar que o nosso voto não vale e a votação de hoje é o simbolo disso”, criticou o deputado Glauber Braga (PSB-RJ). “Não é aceitável para ninguém que quem tomou uma derrota na madrugada, de manhã faça uma reposição; acerte com alguns líderes para tentar garantir uma vitória que não existiu há pouquíssimas horas”, disse a líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ).

O texto agora será votado em segundo turno na Câmara e caso seja aprovado seguirá para o Senado. “Tenho que cumprir o regimento e ele diz que temos que esperar cinco sessões. antes de cinco sessões não virá. Talvez não venha neste semestre e fique para o segundo, o que não importa”, disse Cunha.

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Os políticos envolvidos na Lava Jato: mais 60 dias de investigação

Posted by Pax em 30/06/2015

Para quem não se lembra, aqui estão listados os políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

Lava Jato: ministro do STF prorroga por 60 dias investigação sobre políticos

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu hoje (29) a prorrogação, por mais 60 dias, dos inquéritos da Polícia Federal para investigar parlamentares citados na Operação Lava Jato.

Ao todo, são investigados 35 parlamentares. O ministro também autorizou as diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República.

Os inquéritos envolvendo parlamentares foram abertos em março pelo Supremo com base em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, principais delatores do esquema de desvios na estatal.

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Agências Reguladoras: um desastre governamental

Posted by Pax em 23/06/2015

Desde amantes montando quadrilhas em Agências Reguladoras, segundo farto noticiário, a um completo aparelhamento com farta distribuição de cargos para aliados que defendem qualquer coisa que lhes traga benefícios financeiros, esta área do governo causa um mal inacreditável a sociedade brasileira.

De estradas a planos de saúde, de energia a telecomunicações, é difícil apontar uma área onde os prejuízos aos brasileiros não podem ser considerados catastróficos.

Não foi a ANATEL quem multou as operadoras de telefonia. Nem precisava ser dito.

Procon multa operadoras por bloqueio de internet no celular

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

A Fundação Procon de São Paulo multou as operadoras TIM, Oi, Claro e Vivo em R$ 22,6 milhões por bloqueio da internet móvel [celular] nos planos que são vendidos como ilimitados. Segundo o Procon, as operadoras já receberam cópia das autuações e poderão recorrer da decisão no prazo de até 15 dias.

A multa à Oi foi estabelecida em R$ 8 milhões. Já a Tim foi multada em R$ 6,6 milhões; a Claro em R$ 4,5 milhões e a Vivo em R$ 3,5 milhões. Os valores foram calculados com base em fatores como grau de deficiência de contrato e do porte econômico de cada companhia.

“O Artigo 6 [do Código de Defesa do Consumidor] diz muito claramente que o consumidor tem direito a uma informação clara, precisa e verdadeira e fornecida no momento da celebração do contrato. Essa informação não foi clara, não foi precisa, nem verdadeira, porque as operadoras não informaram que os consumidores teriam o bloqueio do envio de dados na tramitação do contrato feito com as operadoras. Pelo contrário, toda a publicidade era feita para o consumidor acreditar na possibilidade de enviar dados de maneira ilimitada ,e isso não aconteceu”, disse a diretora executiva do Procon-SP, Ivete Maria Ribeiro.

Em maio, a Fundação Procon já tinha conseguido na Justiça uma liminar que impedia o corte de internet móvel após o término da franquia nos contratos de planos ilimitados de acesso à internet por telefonia móvel, sob pena de multa diária de R$ 25 mil, por descumprimento da decisão. Com isso, informou o Procon, o valor a ser pago por cada empresa pode ser maior, já que serão somados o valor da multa aplicada pelo órgão ao valor da multa aplicada pela Justiça, por dia de descumprimento. “Depois da publicação da liminar, já temos quase 20 mil reclamações de consumidores, ou seja, as operadoras continuam desrespeitando o consumidor”, acrescentou a diretora do Procon.

Segundo ela, as empresas também cometeram prática abusiva ao mudar a forma de contratação durante a validade do contrato. “Não pudemos aplicar a pena mais severa, que é a do Artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor, que seria a suspensão da prestação dos serviços, pois haveria um dano muito grande ao consumidor, que não poderia dispor de seu celular. Se fosse outro segmento, com certeza, aplicaríamos”, disse Ivete.

Em nota, a Tim informou que ainda não foi notificada da decisão. A Claro disse que foi notificada e que está avaliando os termos da autuação. A OI informou que não comenta as ações que estão em andamento e a Vivo disse que não se manifestaria pelo fato de a matéria “estar sub judice”.

A Fundação Procon orienta o consumidor que se sentir lesado a manter as mensagens enviadas pelas operadoras informando sobre o corte e também a guardar cópia do plano que foi contratado. Os consumidores que mudaram de plano ou adquiriram novos pacotes por causa do corte inesperado devem guardar toda a documentação para que possam ser ressarcidos por bônus ou descontos na conta. O registro de reclamações de bloqueio injustificado de internet móvel podem ser feitos por um canal especial do Procon, disponível no endereço http://sistemas.procon.sp.gov.br/formularios/index.php?r=survey/index&sid=211969&lang=pt-BR&newtest=Y# .

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Operação Erga Omnes: executivos da Odebrecht presos

Posted by Pax em 19/06/2015

Algumas notícias nas rádios dão conta que Marcelo Odebrecht foi preso. Márcio Farias já está preso segundo sites dos principais jornais.

Era de se estranhar que a empresa estivesse fora do cartel geral, de compra e venda de projetos e políticos de todas as cores.

Segundo Mônica Bergman, agora na BandNews FM, Marcelo Odebrecht esteve recentemente num jantar íntimo no Palácio Bandeirantes com todo alto tucanato.

A manhã está agitada.

Polícia Federal dá início à 14ª fase da Operação Lava Jato

Da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Agentes da Polícia Federal (PF) cumprem desde cedo 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em quatro estados.

Batizada de Operação Erga Omnes, esta é a 14ª fase da Operação Lava Jato, que investiga crimes de formação de cartel, fraude a licitações, corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, entre outros, para duas grandes empreiteiras com atuação no mercado nacional e internacional.

De acordo com nota da PF, cerca de 220 policiais federais trabalham na operação. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Às 10h, os detalhes da operação serão divulgados em entrevista coletiva, no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

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Operação Porto Victoria

Posted by Pax em 12/06/2015

Praticamente todos os dias o noticiário é fartamente recheado. As cifras passam das dezenas e centenas de milhões. Chegam aos bilhões.

Presa pela Polícia Federal quadrilha que lavava dinheiro em seis países

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Porto Victoria, deflagrada hoje (11) pela Polícia Federal, contou com apoio de funcionários de instituições financeiras e doleiros. Na ação, foram presas 11 pessoas e apreendidos R$ 1 milhão em dinheiro. De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a estimativa é que os envolvidos tenham movimentado R$ 3 bilhões ao longo de três anos.

Segundo a polícia, trata-se de uma quadrilha transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e no Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

Entre os presos estão três funcionários de instituições financeiras. Segundo o delegado Alberto Ferreira Neto, o grupo usava empresas de fachada para fazer importações e exportações fictícias, que permitiam o envio e recebimento de dinheiro do exterior.

“A organização conseguiu cooptar alguns funcionários, inclusive de alto escalão, de corretoras e outras instituições financeiras. As empresas começaram a fazer operações de abertura de contas e movimentações para essas empresas que não existiam de fato”, destacou o delegado. Ele informou que estão envolvidos empregados de um banco e de duas corretoras de câmbio.

A polícia não forneceu o nome dos suspeitos, mas, de acordo com Ferreira Neto, alguns têm antecedentes de crimes contra o sistema financeiro. “São doleiros que trabalham comissionados, eles são os operadores do esquema”, ressaltou.

Os beneficiários do esquema são pessoas que querem enviar dinheiro ilegalmente para o exterior. “Por trás do operador do esquema, tem alguém que precisa tirar um grande volume de dinheiro da Venezuela ou alguém que está no Brasil e precisa remeter um grande volume de dinheiro para o exterior a fim de pagar comissão, propina ou uma operação de comércio exterior”, explicou.

Ferreira Neto disse que o próximo passo é identificar quem eram os clientes dos criminosos. “A próxima fase é a identificação dos clientes que usavam esse serviço. Porque, se nós temos a estrutura montada para a lavagem de dinheiro, temos que ter alguém interessado na prestação desse serviço.”

Os crimes foram descobertos após investigação iniciada no ano passado, quando a agência norte-americana de Imigração e alfândega pediu a apuração de fatos envolvendo um brasileiro na quadrilha.

De acordo com a polícia, trata-se de uma organização transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

Ps.: Entre os presos um ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Allan Simões Toledo

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Mensalão tucano na gaveta do Judiciário

Posted by Pax em 08/06/2015

Mais antigo, mensalão tucano segue impune

JOSÉ MARQUES – DE BELO HORIZONTE – Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1638872-mais-antigo-mensalao-tucano-segue-impune.shtml

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O país do baseball prende a máfia do futebol

Posted by Pax em 28/05/2015

O planeta anda esquisito. Faz décadas que todos sabem que o futebol foi invadido por gangsters organizados em máfias onde o suborno impera para que os patrocinadores ganhem seus espaços em transmissões de campeonatos e propagandas.

Mas foi o país do baseball que prendeu parte da máfia do futebol. Tente entender e ache espaço para todas as teorias conspiratórias que sua fértil imaginação consiga criar.

Independente da viagem que se tenha, o fato de José Maria Marin estar detido e afastado da CBF já é notícia que parece boa. Parece, sim.

Atualização: Depois de ter escrito o post que li o comentário no post anterior do nosso colega catarinense Pedro, que trouxe um bom link onde se apontam empresas e pessoas envolvidas no esquemão da FIFA, em especial a Traffic Sports e a Nike – Aqui está: ‘Dono do futebol brasileiro’, réu confesso J. Hawilla terá de devolver US$ 151 mi
— obrigado, Pedro.

FBI: investigação é apenas o começo contra corrupção no futebol

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Valéria Aguiar

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o FBI (Polícia Federal norte-americana) e do Internal Revenue Service (IRS), uma espécie de Receita Federal norte-americana, afirmaram hoje (27) que as investigações sobre a Federação Internacional de Futebol (FIFA) estão só começando e que o objetivo é acabar com a “corrupção sistêmica” que atinge a entidade internacional.

Na entrevista coletiva de hoje, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, os diretores do IRS, Richard Weber, e do FBI, James Comey, apresentaram detalhes sobre a investigação de esquema de corrupção, extorsão e lavagem de dinheiro em um período de quase 24 anos. Pelo menos US$150 milhões foram usados nas transações investigadas.

A procuradora Lynch comparou a Fifa a organizações de família da máfia e cartéis de drogas. “Os esquemas envolvem altos executivos, outras agências e milhões de dólares que foram usados para o pagamento de propinas”, disse.

Segunda ela, o suborno foi amplamente usado em todas as esferas da organização. “Esses indivíduos e organizações eram envolvidas em suborno para decidir quem iria transmitir jogos e onde seriam os jogos em nível mundial desde 1991”, observou.

De acordo com o FBI, pelo menos duas gerações de dirigentes de futebol usaram as suas posições para solicitar subornos de empresas esportivas por trocas de direitos comerciais sobre torneios. “Isso foi feito ano após ano”.

Lynch detalhou que a próxima etapa do processo será pedir a extradição dos acusados aos Estados Unidos, para que sejam julgados. “Eles corromperam os negócios do futebol mundial para servir os seus interesses e para se enriquecerem pessoalmente”, acusou.

Sobre a investigação, o diretor do FBI, James Comey, afirmou que o processo não foi finalizado. “É apenas o começo do esforço contra a corrupção no mundo do futebol”, disse. Conforme o diretor, o esporte foi “sequestrado pelos envolvidos no escândalo”.

“O futebol é um belo jogo, o gramado está disponível para todos, ricos ou pobres, homens e mulheres. A verdadeira vítima é o futebol. Essas pessoas conseguiram tirar muito dinheiro graças ao amor que esse esporte desperta”, concluiu.

A investigação inclui as negociações para a Copa do Mundo 2014 no Brasil. As autoridades suíças revelaram ter instaurado uma investigação sobre a escolha das sedes dos mundiais de 2018 e 2022, Rússia e o Catar, respectivamente.

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Operação Patriota

Posted by Pax em 22/05/2015

Operação da Polícia Federal prende em Brasília empresário Wagner Canhedo Filho

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

O empresário Wagner Canhedo Filho foi preso hoje (22), em flagrante, por porte ilegal de armas em meio à Operação Patriota, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria da Fazenda Nacional, em Brasília. Ele era uma dos alvos da operação que investiga um esquema de fraude fiscal superior a R$ 875 milhões.

Os gestores do Grupo Canhedo, que administram, entre outros negócios, empresas de ônibus, de turismo e o Hotel Nacional – que inspirou o nome da operação -, são suspeitos de usar empresas de fachada para ocultar faturamento de empresas e, com isso, não pagar multas e débitos tributários.

As investigações começaram no ano passado depois que fiscais da Procuradoria da Fazenda Nacional tentaram bloquear o faturamento de seis empresas do grupo para pagamento de débitos na Receita Federal, mas não tiveram sucesso. Isso porque, apesar de ativas, essas empresas não tinham faturamento.

Com as investigações, a PF e a Procuradoria da Fazenda Nacional identificaram que empresas de fachada eram usadas pelos gestores do Grupo Canhedo para ocultar o faturamento das empresas em débito com a Receita Federal. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão, sendo um deles na casa do empresário Wagner Canhedo.

Canhedo ficou conhecido nacionalmente no década de 1990, após comprar a companhia de Viação Aérea São Paulo (Vasp). A empresa decretou falência em 2008, com dívidas superiores a R$ 1,5 bilhão.

Os suspeitos responderão por falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e de capitais. Wagner Canhedo Filho foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, e foi estipulada fiança no valor de R$ 38 mil.

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Nelma Kodama: “amada, amante” abastecida de dólares

Posted by Pax em 13/05/2015

A doleira Nelma deu um show de escárnio ontem na CPI da Petrobras. Mostrou os bolsos no bumbum onde escondia dólares, cantou Roberto Carlos e alegou não saber que suas atividades eram ilegais.

Do outro lado, quem cria cascavel uma hora sente o veneno, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.

A turma do Maluf e a turma do Lula começam a se desentender depois que a casa caiu, ao que tudo indica. Uma amizade e parceria tão “rica” tende acabar com acusações pra todos os lados. Provavelmente todas repletas de fundamentos.

Livre arbítrio dos líderes do partido do governo. Talvez, um dia, percebam que adotaram a trilha mais fácil, mas não a melhor. Que o diga André Vargas, escolhido para ser líder do PT na Câmara, antes que suas estrepulias com Alberto Youssef fossem desvendadas. Caso contrário estaria, provavelmente, representando o partido transfigurado depois de alçado ao poder. Às custas do erário, em especial do Ministério da Saúde, de onde surgiu o primeiro fio desse triste novelo.

Vale lembrar que André Vargas tem link histórico com Paulo Bernardo, ex-ministro do planejamento de Lula e ex-ministro das Comunicações de Dilma. Muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte.

Doleira se dispõe a colaborar com CPI desde que delação não seja prejudicada

Da Agência Brasil* Edição: Valéria Aguiar

Acusada de chefiar o esquema de lavagem de parte do dinheiro desviado da Petrobras, a doleira Nelma Kodama, negou-se a responder todas as perguntas feitas hoje (12) por deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da Câmara dos Deputados. Para justificar seu comportamento, Nelma afirmou que está negociando com a Justiça Federal a assinatura de um acordo de delação premiada.

“Estou disposta a colaborar com a CPI, desde que isso não atrapalhe meu acordo de colaboração em curso”, disse a doleira ao prestar depoimento no segundo dia de audiências públicas feitas pela CPI em Curitiba.

Condenada por envolvimento em operações irregulares de instituição financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e acusada de corromper um ex-gerente do Banco do Brasil, Nelma declarou que, à época dos fatos, não tinha consciência de que estava agindo ilegalmente.

“Eu não via que estava fazendo nada errado. Era como compra e venda de dólares. A operação do doleiro acontece por causa dos impostos envolvidos no pagamento de empresas no exterior. Eu não achava isso errado porque os impostos eram muito altos”, disse a doleira, ao reclamar da pena de 18 anos a que já foi condenada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Nelma Kodama ainda provocou risos dos presentes ao admitir que, de 2007 a 2009, “viveu maritalmente” com o também doleiro Alberto Youssef – um dos principais alvos da Operação Lava Jato.

“Vivi maritalmente com ele”, disse Nelma ao ser indagada se foi amante de Youssef. “Amante é uma palavra que engloba tudo, né? Ser amiga, companheira. Uma coisa bonita”, respondeu a doleira antes de cantar trecho da música Amada Amante, de Roberto Carlos.

A expectativa dos integrantes da CPI da Petrobras é ouvir, ainda hoje, além de Nelma, seis pessoas: René Pereira (ligado ao doleiro Alberto Youssef), os ex-deputados Luiz Argôlo, Pedro Corrêa e André Vargas, e o doleiro Carlos Habib Chater, dono do posto de gasolina de Brasília onde começou a investigação que culminou na deflagração da Operação Lava Jato.

*Com informações da Agência Câmara // Título alterado para adequação às 15h42

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Fora Beto Richa!

Posted by Pax em 05/05/2015

Governador que surra covardemente professores do estado merece o que recebeu do povo, um sonoro “fora Beto Richa!”

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Petrobras: prejuízo de 21,6 bilhões em 2014, 30% corrupção e 70% má gestão

Posted by Pax em 23/04/2015

A Petrobrás teve prejuízo de 21,6 bilhões em 2014. Um bocado, cerca de 30%, por conta da corrupção e outra parcela, ainda maior, pela péssima gestão.

Dói no bolso dos brasileiros. Na alma ainda mais.

Sugiro leitura da crítica do Josias de Souza – Ruína da Petrobras tem nome(s): Lula e Dilma

Petrobras perde R$ 6,2 bi com corrupção e prejuízo soma R$ 21,6 bi em 2014

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

A diretoria da Petrobras informou, há pouco, que a empresa teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões com os desvios de recursos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O resultado líquido de 2014 ficou negativo em R$ 21,6 bilhões.

Ao apresentar o balanço auditado do ano passado, que já foi entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o gerente executivo de Desempenho Empresarial da Petrobras, Mario Jorge da Silva, disse que os ajustes de ativos foram de R$ 50,8 bilhões, somando os R$ 6,2 bilhões referentes a gastos adicionais capitalizados indevidamente e R$ 44,6 bilhões do provisionamento decorrente da desvalorização de ativos, o chamado Impairment.

Usando metodologia baseada no conteúdo da investigações do Ministério Público Federal, os valores referentes à Lava Jato referem-se a 3% do valor de contratos com 27 empresas membros do cartel entre 2004 e 2012. Entre as diretorias, a de Abastecimento foi responsável pelo desvio de R$ 3,4 bilhões, a de Exploração e Produção, por R$ 2 bilhões, e a de Gás e Energia, por R$ 700 milhões.

Doleiro e ex-diretor da Petrobras são condenados por desvios na Abreu e Lima

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (22) o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef na ação penal sobre os desvios na construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A refinaria, em Pernambuco, é a principal obra investigada na Operação Lava Jato.

Costa recebeu pena de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. A condenação ocorre um ano após a abertura do processo. Seis acusados de operar empresas de fachada também foram condenados. Todos podem recorrer à segunda instância da Justiça Federal.

Na sentença, Moro negou pedido de perdão judicial feito pelos advogados dos acusados. Embora eles tenham feito acordos de delação premiada para delatar o esquema de desvios nos contratos entre empreiteiras e a Petrobras, o juiz entendeu que o perdão não pode ser concedido, devido à gravidade dos crimes.

“Não cabe, porém, como pretendido, o perdão judicial. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser considerado. Nesse aspecto, considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados e a elevada reprovabilidade de sua conduta, não cabe perdão judicial”, decidiu o juiz.

Apesar de não conceder o perdão, Moro manteve os benefícios concedidos ao ex-diretor no acordo de delação. Costa cumpre prisão domiciliar desde o ano passado e vai ficar na mesma situação até outubro, quando deverá passar para o para o regime semiaberto.

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica, por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, disse Moro.

No caso de Youssef, o doleiro vai cumprir três anos em regime fechado, mesmo se for condenado nas outras ações penais a que responde na Justiça, oriundas da Lava Jato. Após o período, o condenado passará para o regime aberto. Ele está preso desde o ano passado. O tempo será descontado da pena.

Na sentença, ficou comprovado que os desvios ocorreram por meio de repasses do Consórcio Nacional Camargo Corrêa, responsável pela obra da refinaria, para seis empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o juiz, houve centenas de operações de superfaturamento de mercadorias e simulação de serviços prestados que envolveram R$ 18,6 milhões.

“A operação de lavagem, tendo por antecedentes crimes de peculato, tinha por finalidade propiciar o pagamento de vantagem indevida, ou seja, viabilizar a prática de crime de corrupção, devendo ser reconhecida a agravante. Observo que, nas circunstâncias do caso, ela não é inerente ao crime de lavagem, já que o dinheiro sujo, proveniente de outros crimes, serviu para executar crime de corrupção”, disse o juiz.

Na defesa, os advogados de Paulo Roberto Costa alegaram que o acusado cumpria exigências impostas pelo partido que o indicou para o cargo, o PP, e que se arrependeu dos crimes. A defesa de Youssef alegou que ele não era chefe do esquema criminoso que “servia ao financiamento político e a um projeto de poder”.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construção inacabada da Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas foram pagos até agora mais de R$ 20 bilhões.

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Tesoureiro do PT preso pela Polícia Federal

Posted by Pax em 15/04/2015

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso pela Polícia Federal por acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

Alguns petistas já tinham pedido seu afastamento, o partido teimou em mantê-lo.

Vaccari é preso em São Paulo em nova etapa da Operação Lava Jato

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

A Polícia Federal (PF) em São Paulo prendeu hoje (15) o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que será levado para Curitiba. A prisão ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato. Vaccari foi detido em casa.

O tesoureiro é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da Lava Jato. Eles afirmam que o tesoureiro intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras e que o dinheiro foi usado para financiar campanhas políticas.

A Polícia Federal informou que estão sendo cumpridas nesta manhã quatro ordens judiciais. Entre as ações estão um mandado de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Todas essas ordens estão sendo cumpridas na capital paulista, mas os presos serão levados diretamente para a Superintendência da PF em Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, haverá entrevista coletiva às 10h, na capital paranaense, para falar sobre a nova etapa da operação.

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Brasil em acelerada marcha à ré

Posted by Pax em 09/04/2015

Bastou Dilma dizer que era contra o PL (Projedo de Lei) 4330/04 e o espaço se abriu para Eduardo Cunha conseguir aprovar na Câmara este retardo nos direitos trabalhistas.

A presidente e seu desgastadíssimo partido conseguiram se posicionar como coadjuvantes menores no governo, de tantos erros cometidos.

O PMDB assumiu o país e, sem que houvesse qualquer dúvidas das consequências dessa mudança de estado, engatamos uma marcha à ré e aceleramos no sentido adotado.

Eduardo Cunha e Renan Calheiros são investigados na Operação Lava Jato e conquistam mais e mais espaços no domínio político como forma de proteção para suas necessárias cassações. E, pelo andar da carruagem, será exatamente o que vai acontecer.

Sairão do processo iniciado ainda mais fortes e com mais voz de comando de um país governado por um desastre político.

Como li em um fórum fechado de discussões políticas, “Dilma acerta todos os tiros nos pés que dá”.

Deputados aprovam regulamentação das terceirizações

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

A aprovação na noite de hoje (8), pela Câmara, do texto principal do projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no setor privado e em empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, dividiu os maiores partidos da base governista. Os petistas foram os que mais criticaram a regulamentação, enquanto que os peemedebistas foram os que mais apoiaram a aprovação da proposta. Foram 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções.

Acordo entre as lideranças partidárias e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação das emendas e dos destaques que visam a modificar o texto aprovado hoje para ocorrer a partir de terça-feira da próxima semana. O acordo permitiu que os deputados apresentem as emendas e destaques de hoje até as 14 h de terça-feira (4), quando será retomada a votação. Nesse período, o governo e os contrários ao texto aprovado poderão trabalhar para modificar dispositivos da proposta nas votações.

O texto relatado pelo deputado Arthur Oliveira Maia (SSD-BA) e aprovado pelos deputados manteve a possibilidade de a terceirização se dar em toda e qualquer atividade da empresa, permitindo, assim, que a terceirização dos trabalhos possa ser feita em todos os setores de uma empresa. O dispositivo é um dos pontos mais polêmicos do texto, uma vez que, na visão dos contrários ao projeto, isso levará à precarização dos direitos trabalhistas e dos salários. Os opositores à medida vão tentar retirá-la do texto nas votações de emendas e destaques.

Para o relator Arthur Oliveira Maia, a aprovação do projeto foi uma vitória do Legislativo e dos trabalhadores. “Foi uma vitória muito grande, porque hoje nós conseguimos garantir os direitos e dar segurança jurídica a cerca de 12,5 milhões de trabalhadores brasileiros, que nunca tiveram uma lei que lhes assegurassem os direitos trabalhistas. Esta lei é inclusiva, que trouxe os benefícios dos direitos trabalhistas a 12,5 milhões”, disse o relator. Maia disse que hoje não existe uma fiscalização nas terceirizações, o que prejudica os trabalhadores, mas que com a nova lei haverá essa fiscalização.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a votação por entender que ela é inconstitucional, disse que esse dia foi extremamente triste para o Parlamento e para os trabalhadores brasileiros. “Os trabalhadores foram apunhalados pelas costas na Câmara, com a retirada de direitos que levaram décadas para serem conquistados e que foram perdidos em uma votação”. Segundo ele, hoje são 45 milhões de trabalhadores com carteira assinada e, desses, 33 milhões empregados diretos e 12 milhões terceirizados. “O que vai acontecer nos próximos anos é a inversão desses números”.

Para o deputado Eduardo Cunha, não houve qualquer vício de inconstitucionalidade na votação de hoje. Segundo ele, o argumento dos deputados do PT, que recorreram ao STF contra a votação, não vai encontrar amparo legal. Cunha não acredita que haverá grandes mudanças no texto aprovado hoje durante as votações de emendas e destaques. Segundo ele, as modificações devem ser pequenas até pelo comportamento do plenário nas votações. “Acho que o plenário já configurou posição sobre isso [projeto]. Obviamente, um ou outro destaque de detalhe deverá ser acolhido e, certamente, aquilo que mexe no cerne do projeto, que é a discussão de atividade meio e atividade fim, não vejo a menor possibilidade de passar no plenário”, avaliou.

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Operação Zelote

Posted by Pax em 26/03/2015

Funcionários do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) procuravam grandes empresas com dívidas junto ao fisco e anulavam suas multas. O prejuízo aos cofres públicos pode chegar aos R$ 19 bilhões.

Resta ao país conhecer quem eram os funcionários, as empresas envolvidas que envolvem instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura e que sejam devidamente processados, além do ressarcimento dos cofres da viúva.

Instituições financeiras e conselheiros do Carf são alvo da Operação Zelote

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A Polícia Federal já apreendeu mais de R$ 1,3 milhão, em espécie, como parte da Operação Zelotes, deflagrada na manhã de hoje (26) no Distrito Federal, em São Paulo e no Ceará, em parceria com a Receita Federal, o Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda. Em apenas um dos 41 locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 800 mil em espécie.

Como o inquérito está sob segredo de Justiça, a Polícia Federal e a Receita Federal não revelaram os nomes das empresas nem das pessoas envolvidas na fraude. Informou-se apenas que estão sendo investigadas instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura, além de dez integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – o antigo Conselho de Contribuintes da Receita, vinculado ao Ministério da Fazenda – e escritórios de advocacia e de contabilidade.

A quadrilha, segundo a PF, fazia um “levantamento” dos grandes processos no Carf, procurava empresas com altos débitos junto ao Fisco e oferecia “facilidades”, como anulação de multas. “[A organização criminosa] valendo-se da proximidade com alguns conselheiros nessa defesa de interesse privado, algumas vezes, precisava de algum [pedido de] vista para trancar a pauta, segurar um tempo para conseguir alguma outra medida judicial, e eles vendiam esse pedido de vista”, explicou o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pelo caso.

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