Não bastasse o senador Demóstenes Torres jogar mais uma pá de cal no cadáver do DEM, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, ajuda a colocar a oposição a pique.
Desde o primeiro governo Lula os partidos apeados do poder – principalmente PSDB, DEM – nunca souberam achar rumo. Não têm qualquer discurso que se aproxime da sociedade. Não há, sequer, alguma proposta, nem mesmo uma bandeira que se pode dizer que está com a oposição.
Havia uma pose de guardiães da moral e da ética, principalmente depois do estrago causado pelo mensalão do PT, ainda para ser julgado pelo atrasado STF. Mas fatos desastrosos e retumbantes tiraram qualquer condição deste discurso único e fraco.
A sociedade brasileira, o povo às urnas, parece anestesiado com a roubalheira, os desvios e anomalias com a coisa pública. Uma pena o estrago causado pela pior classe política de todos os tempos.
As escutas telefônicas do mafioso Carlinhos Cachoeira, compadre de desmandos, segundo o noticiário geral, de Demóstenes Torres, chegam muito perto de Marconi Perillo, governador tucano de Goiás. Lotes de cargos do estado eram passados para a quadrilha de Cachoeira.
Perillo tenta desesperadamente se esquivar das acusações mas nem mesmo tucanos acreditam em sua defesa.
A oposição parece o Titanic que afundou matando 2/3 de seus ocupantes.
Isto é péssimo para o país.
Governador de Goiás se defende da suspeita de envolvimento com Cachoeira – Jornal da Globo
Marconi Perillo teria, segundo a escuta da Polícia Federal, autorizado a contratação de funcionários indicados pelo bicheiro Carlos Cachoeira.
Vladimir Netto – Brasília, DF
Gravações divulgadas nesta segunda-feira (16) dão conta de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB (GO), teria nomeado funcionários a pedido do bicheiro Carlinhos Cachoeira e, outra série de gravações, envolvendo o presidente da empreiteira campeã de contratos públicos, a Delta Construções, sugere que a empresa fazia pagamentos ilegais a políticos.
A empresa Delta já está no centro das atenções da CPI, que deve ser instalada para investigar as operações Vegas e Montecarlo, na qual foi preso o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
“É uma empresa que tem contratos com vários estados, tem contrato com o governo federal e eu acho importante a CPI convocá-la”, diz o deputado Jilmar Tatto (PT-SP).
“As relações da empresa Delta e de Carlos Cachoeira com o governo são inegáveis”, fala o líder do partido, senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Levantamento do site Contas Abertas mostra que a empresa atua em 23 estados e no Distrito Federal. Em 2011, recebeu quase R$ 89 milhões pelo serviço de limpeza em Brasília; R$ 55 milhões do estado do Rio de Janeiro, quase R$ 13 milhões do governo do estado de São Paulo por serviços de conservação de estradas, entre outros e perto de R$ 900 milhões do governo federal.
A Delta é a 6º maior empreiteira do Brasil. As investigações da Polícia Federal mostram a utilização de empresas de fachada do bicheiro para movimentações financeiras entre a Delta e ele.
Gravações divulgadas nesta segunda-feira (16) no blog do jornalista Mino Pedrosa revelariam o modo de operação da empresa. O empresário Fernando Cavendish, presidente do conselho de administração da construtora, aparece em uma reunião falando sobre dinheiro para políticos. Ele foi gravado em 2009, por um dos integrantes da reunião entre Cavendish e outros dois empresários.
“Se eu botar R$ 30 milhões na mão de políticos, eu sou convidado para coisas para ‘…’. Pode ter certeza disso! Te garanto!”, fala Cavendish.
Quando fala em ser convidado, segundo o blog de Mino Pedrosa, Cavendish estaria se referindo a uma maneira de conseguir obras pagas com dinheiro público. “Vou ser muito sincero com vocês: seis milhões aqui, eu ia ser convidado. Isso aqui o, senador fulano de tal, se me convidar, eu boto o dinheiro na tua mão!”
Em nota, a Delta afirma que o áudio foi produzido clandestinamente e editado por ex-sócios da empresa, que estão sendo processados por calúnia e difamação.
Depois do governador de Brasília, Agnello Queiroz, mencionado em algumas gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da justiça, hoje foi a vez do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) entrar em cena no caso Carlinhos Cachoeira.
No dia 11 de março do ano passado, Carlinhos Cachoeira conversa com o ex-vereador do PSDB, Wladimir Garcez, considerado braço direito no esquema do bicheiro. Garcez, que está preso, fala que o governador de Goiás, Marconi Perillo autorizou contratações de pessoas selecionadas por Cachoeira.
Wladimir: então é o seguinte, o governador liberou os negócios dele e eu falei para ele que nós temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis ele resolveu vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência aqui. Aí, tem duas ou três gerências para vir para nós para gente discutir quem são os nomes.
Carlinhos: Tá, cê põe a Vanessa numa. A Rosana pode ser um salário de R$ 2 mil. A Vanessa é gerência, tá.
(Continua no Jornal da Globo…)