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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eleições_2014: Dilma confirma melhora no Datafolha de 26/09

Posted by Pax em 27/09/2014

Pesquisa Datafolha divulgada ontem confirma movimento de tesoura aberta, Dilma sobe, Marina desce, Aécio patina.

Datafolha: Dilma tem 40% das intenções de voto; Marina, 27% e Aécio, 18%

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (26) mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 40% das intenções de voto, Marina Silva, do PSB, com 27%, e Aécio Neves, do PSDB, com 18%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

A vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno aumentou em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 19, na qual Dilma aparecia com 37% e Marina com 30%. Aécio estava com com 17% das intenções de voto.

No levantamento de hoje, os candidatos Pastor Everaldo, do PSC; Luciana Genro, do PSOL, e Eduardo Jorge, do PV, aparecem cada um com 1% das intenções. Os demais candidatos, Zé Maria, do PSTU; Eymael, do PSDC; Levy Fidelix, do PRTB; Mauro Iasi, do PCB; e Rui Costa Pimenta, do PCO, têm, juntos, 1%. Votos nulos ou brancos somam 5% e são 6% os indecisos.

De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PT alcançaria 47%, contra 43% da candidata do PSB, o que configura empate técnico considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. Na semana passada, Marina tinha 46% e Dilma, 44%.

Em uma possível disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 50% a 39%. Na semana passada, Dilma tinha 49% e Aécio, 39%.

Dilma tem 31% de rejeição; Marina, 23%; Pastor Everaldo, 22%; Aécio, 20%; Zé Maria, 17%; Levy Fidelix, 17%; Eymael, 16%; Luciana Genro, 15%; Rui Costa Pimenta, 14%; Eduardo Jorge, 13%; e Mauro Iasi, 13%.

Foram feitas 11.474 entrevistas, ontem (25) e hoje, em 402 municípios. Com margem de erro de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos) e nível de confiança de 95%, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00782/2014.

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Refinaria Abreu e Lima, indícios de superfaturamento

Posted by Pax em 25/09/2014

Uma obra que já custa sete vezes seu valor inicial. Empreiteiras doadoras de campanhas eleitorais. Camargo Corrêa, Odebrecht e OAS. Uma cumulus nimbus de suspeições se soma a coleção de provas.

Agora Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa querem se beneficiar com delações premiadas para redução de suas eventuais penas. O primeiro neste rumo já abre o bico, Luccas Pace Júnior.

Tirando o sono de muitos. A acompanhar amiúde os desdobramentos do Operação Lava Jato.

As empreiteiras? As de sempre, Camarco Corrêa, Odebrecht, OAS. Financiadores das campanhas políticas. Dão lá e tomam cá.

E você achando que os filmes maravilhosos das campanhas eleitorais são pagos no Caixa 1?

Como diria o saudoso Carlito Maia: “Brasil? Fraude explica”.

TCU encontra indício de superfaturamento em contratos de refinaria da Petrobras

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de superfaturamento de R$ 242,8 milhões em quatro contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Os ministros querem que a Petrobras e as empresas contratadas se manifestem. Eles pedem explicações sobre a fórmula de reajuste adotada, considerada incompatível com as características da obra, o que acarretou indícios de pagamento indevido de reajustes contatuais.

Conforme o TCU, além dos R$ 242,8 milhões pagos, outros R$ 124,9 milhões previstos para pagamento também são considerados em condições inadequadas de reajustes. O montante apresentando indícios de superfaturamento, em razão de condições de reajustes inadequadas, é de R$ 367,8 milhões.

O TCU analisou 52 contratos de obras de cinco refinarias da Petrobras. A estatal deverá suspender o repasse dos valores devidos e recalcular os reajustes contratuais. O tribunal aprofundará o exame de todos os contratos com indícios de superfaturamento.

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Eleições_2014: Dilma 38%, Marina 29%, Aécio 19%

Posted by Pax em 24/09/2014

Pesquisa Ibope divulgada ontem mostra crescimento de Dilma e queda de Marina. Aécio, que havia crescido, volta a patinar estável em terceiro.

Ibope: Dilma tem 38% das intenções de voto; Marina, 29%; e Aécio,19%

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

A mais recente pesquisa Ibope, divulgada hoje (23), mostrou ligeiro avanço da candidata Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República. De acordo com a pesquisa, Dilma Rousseff tem 38% das intenções de voto. Na pesquisa passada, no dia 16 de setembro, eram 36%. A candidata do PSB, Marina Silva, passou de 30% para 29%. Na simulação de um segundo turno, as duas presidenciáveis permanecem em empate técnico. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A diferença no segundo turno, em relação à pesquisa anterior, é que as duas candidatas contam com 41% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, Marina tinha 43% contra 40% da candidata petista, ainda considerado um empate, em virtude da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Aécio Neves (PSDB), que tinha crescido quatro pontos na última pesquisa, continuou com 19%. Em uma projeção de segundo turno com o candidato tucano, Dilma teria 46% contra 35%. A diferença aumentou em relação à última pesquisa, quando sete pontos separavam os dois candidatos. Enquanto Dilma tinha 44%, Aécio alcançava 37%.

O candidato pelo PSC, Pastor Everaldo, teve 1% das intenções de voto, assim como na última pesquisa. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 2%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 5%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 296 municípios do país entre os dias 20 e 22 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00755/2014.

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Mensalões ad eternum

Posted by Pax em 20/09/2014

Ex-senador Clésio Andrade (PMDB) colocou Marcos Valério nas agências DNA e SMP&P. De lá saíram, segundo noticiário, os desvios para a campanha do ex-governador Eduardo Azeredo em 1988, fundando-se assim o esquema conhecido como mensalão do PSDB.

Este modelo foi amplamente adotado pelo PT assim que assumiu o poder, num esquema coordenado por Zé Dirceu, segundo condenação pelo STF.

Clésio Andrade preside a CNT – Confederação Nacional dos Transportes – faz 20 anos. Segundo a Operação São Cristóvam da Polícia Civil do Distrito Federal, há outro esquema de desvio de verbas do Sest – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, entidade subordinada à CNT. Fortunas desviadas segundo o noticiário.

Com a origem dos mensalões varrida para debaixo do tapete, os réus continuam livres, leves, soltos e serelepes.

Clésio Andrade presta depoimento ao Ministério Público em Minas

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O ex-senador Clésio Andrade prestou depoimento na tarde de hoje (19) ao Ministério Público em Minas Gerais (MP/MG) sobre seu envolvimento no esquema de desvio de recursos do Sistema Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal na Operação São Cristóvam. Havia um mandato de condução coercitiva de Clésio, que é ex-presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mas ele não estava sendo encontrado para ser levado à delegacia.

O delegado adjunto da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Luiz Fernando Cocito, disse à Agência Brasil que o teor do depoimento do ex-senador ainda não é conhecido pelos investigadores em Brasília. A reportagem tentou contato com a assessoria do MP/MG, mas não conseguiu ser atendida.

Segundo Cocito, com o depoimento de Clésio Andrade fica faltando apenas um mandado de condução coercitiva para ser cumprido, sobre uma pessoa em Brasília. Não há nenhuma outra medida contra Andrade até o momento. “Não existe nenhuma outra cautelar, a não ser essa de condução coercitiva. O que foi feito é uma solicitação de indisponibilidade de bens, que não foi apreciada ainda pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Aguardamos ainda a decisão sobre a medida para que esses bens não desapareçam”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, o desvio de dinheiro ocorreu por meio de pagamentos elevados de gratificações a integrantes da diretoria e de contratações fraudulentas de serviços de autônomos. A Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que os rendimentos e patrimônios das integrantes da diretoria do Sest/Senat são incompatíveis com os salários pagos. A justificativa apresentada pela direção da CNT é que o elevado valor recebido anualmente pelas diretoras deve-se ao pagamento de gratificações. A outra forma de desvio são serviços de fachada, contratados por valores superfaturados a pessoas com ligações na diretoria. Em muitos casos, os serviços sequer foram prestados.

Na operação, a polícia cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, em Brasília e Minas Gerais. Inicialmente, foi presa Maria Pantoja, diretora executiva do Sest/Senat entre 1995 e 2013, que hoje trabalha em outra instituição vinculada à CNT. Também foram detidas Ilmara Chaves, coordenadora de Administração; Anamary Socha, assessora especial da Diretoria Executiva; e Jardel Soares, coordenadora de Contabilidade. Conforme a Polícia Civil do Distrito Federal, entre 25 e 30 pessoas podem estar envolvidas no esquema. Na operação, foram apreendidos 16 veículos, entre eles alguns carros de luxo, e dois cofres.

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Eleições_2014: Pesquisa Ibope aponta Dilma com 36%, Marina com 30% e Aécio com 19%

Posted by Pax em 17/09/2014

Da última pesquisa Ibope, do dia 12, Dilma caiu 3%, Marina caiu 1 e Aécio subiu 4 nesta pesquisa divulgada ontem, 16 de setembro.

Muito difícil que Aécio consiga entrar no segundo turno com 20 dias à frente de campanha. Mas os dados do Ibope nessas duas pesquisas apontam uma pequena recuperação.

Problema de Aécio é o risco de perder também em MG, mesmo com esse resultado positivo onde parece aproveitar a onda de ataques entre as campanhas de Dilma e Marina.

Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 30% e Aécio, 19% em pesquisa Ibope

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

Pesquisa Ibope divulgada hoje (16) mostra que a candidata Dilma Rousseff (PT) lidera com 36% das intenções de votos para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 30% das intenções e Aécio Neves (PSDB) tem 19% das intenções. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A pesquisa anterior, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostrava Dilma com 39% das intenções de voto, seguida por Marina, com 31% e Aécio, com 15%.

Na pesquisa divulgada nesta terça-feira, o candidato Pastor Everaldo (PSC) marcou um 1% das intenções de voto estimuladas. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 6%.

Em um possível segundo turno entre Marina e Dilma, Marina teria 43% dos votos e Dilma, 40%, o que configuraria um empate técnico devido à margem de erro da pesquisa, que é dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Brancos e nulos somariam 11% e 6% não sabem ou não responderam.

Em um segundo turno entre Dilma e Aécio, Dilma sairia vencedora com 44% contra 37% dos votos. Brancos e nulos, 12% e indecisos, 6%. Entre Marina e Aécio, Marina sairia vencedora com 48% dos votos contra 30%. Brancos ou nulos somariam 15% e não sabem ou não responderam, 8%.

Quanto a rejeição aos candidatos, Dilma tem o maior índice, 32%; Aécio tem 19%, Pastor Everaldo, 17%; Marina, 14%; Levy Fidelix, 12%; Zé Maria, 12%; Eymael, 11%; Luciana Genro, 11%; Mauro Iasi, 10%; Rui Costa Pimenta, 10%; Eduardo Jorge, 9%.

A avaliação do governo Dilma foi considerada ótima ou boa por 37% dos entrevistados. Os que responderam regular somam 33%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo foram 28% e 1% não soube responder.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00657/2014.

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Eleições_2014: Dilma e Marina empatam tecnicamente no segundo turno

Posted by Pax em 11/09/2014

A desconstrução de Marina feita pela máquina governamental, militância e simpatizantes do lulismo, parece apresentar os primeiros resultados.

Afora alguma debandada da campanha de Marina pela questão religiosa e outras que, somadas, devem ter impacto. Votos que devem ter migrado para Luciana Genro e Eduardo Jorge, segundo achismos que trazem alguma lógica.

Aécio? Bem, o caminho de recuperação acontece minúsculamente. Neste momento pode-se afirmar que está fora do jogo num eventual e provável segundo turno.

Datafolha: Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 33% e Aécio, 15%

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (10) mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto, a candidata Marina Silva (PSB) com 33%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 15% das intenções. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo Comunicações.

A vantagem, no primeiro turno, de Dilma sobre Marina aumentou em relação à pesquisa anterior, quando foi registrada 35% das intenções de voto em Dilma contra 34% em Marina. O quadro continua sendo empate técnico, considerando a margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) aparecem cada um com 1% das intenções. Os demais candidatos: Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 1%. Votos nulos ou brancos somam 6% e são também 7% os indecisos.

De acordo com a pesquisa, na simulação de um segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PSB alcançaria 47%, contra 43% da candidata petista. Já em um confronto entre Dilma e Aécio, o tucano perderia por 49% a 38%. Em um eventual segundo turno entre Marina e Aécio, a candidata venceria por 54% a 30%.

Dilma tem 33% de rejeição; Aécio, 23%; Pastor Everaldo, 22%; Marina Silva, 18%; Zé Maria, 18%; Levy Fidelix, 17%; Eymael, 16%; Rui Costa Pimenta, 15%; Luciana Genro, 15%; Eduardo Jorge, 14%; e Mauro Iasi, 13%.

A avaliação do governo Dilma foi considerada ótima ou boa por 36% dos entrevistados. Os que responderam regular somam 38%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo foram 24%.

Foram feitas 10.568 entrevistas, ontem (9) e hoje. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00584/2014.

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Eleições_2014: Petrobras subiu no palanque eleitoral

Posted by Pax em 08/09/2014

Mais um escândalo de corrupção. Governadores, ministros, senadores, deputados, e as velhas empreiteiras e prestadoras de serviço.

 

Não há dúvida que a Petrobras, merecidamente, sobe ao palanque eleitoral. Que cada nome seja investigado – o que é difícil de acreditar – e que os corruptores tenham nome também – que é ainda mais difícil acontecer.

 

Candidatos cobram apuração de denúncia de ex-diretor da Petrobras preso pela PF

Agência Brasil – edição de Carolina Pimentel

Candidatos à Presidência da República defenderam hoje (6) apuração sobre a notícia de envolvimento de políticos em esquema de propina na Petrobras. De acordo com reportagem da revista Veja, divulgada neste fim de semana, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, revelou em depoimento à Polícia Federal nomes, entre outros, de parlamentares, ministro e ex-governadores que teriam participado do esquema em negócios da petrolífera com outras empresas.

O ex-diretor, conforme a revista, aceitou um acordo de delação premiada, o que possibilita redução da pena para quem colabora com as investigações. Ele está preso sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro coordenado pelo doleiro Alberto Youssef.

Em campanha na cidade de São Paulo, a candidata à reeleição pelo PT, presidenta Dilma Rousseff, disse hoje (6) que precisa de dados oficiais para tomar providências cabíveis e não adotará medidas com base em especulação.

“Precisamos de dados oficiais a respeito dessa questão. A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo. Eu gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas nessas condições e asseguro que tomarei todas as providências cabíveis, mas não com base em especulações”, disse a presidenta, ao ser questionada por um jornalista, antes de participar de um encontro com mulheres.

Em Presidente Prudente, no interior paulista, o candidato Aécio Neves (PSDB) cobrou apuração do caso e punição para os envolvidos.

“É muito importante que essas investigações sejam aprofundadas, que os responsáveis por esses desvios sejam punidos, mas o fato concreto é que durante todos os últimos nove anos, o mensalão continuou a existir nesse governo. Agora, financiado pela nossa principal empresa pública, a Petrobras”, disse, conforme entrevista divulgada pela assessoria do candidato, que participou de encontro com lideranças do Pontal do Paranapanema.

Em atividade de campanha em Brumado, no interior da Bahia, a candidata Marina Silva (PSB) defendeu Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e então candidato pelo partido, que teria sido citado pelo ex-diretor, de acordo com a reportagem. Ela também defendeu apuração do caso.

“O fato de ter um empreendimento da Petrobras feito no seu estado não dá o direito de colocá-lo em uma lista dos que cometeram qualquer irregularidade. Nesse momento, todo o Brasil e todos nós aguardamos as investigações que estão sendo feitas dos desmandos da Petrobras, que estão ameaçando o futuro da empresa, o futuro do pré-sal. O atual governo tem que se explicar da má governança que fez na Petrobras, levando essa empresa, que sempre foi exitosa e respeitada dentro e fora do Brasil a quase que uma total falência”.

Em nota, o PSB disse que a reportagem faz uma “uma referência solta do depoente a Eduardo” e que vai requerer acesso ao depoimento integral do ex-diretor.

Já no Rio de Janeiro, a candidata Luciana Genro (PSOL) também cobrou investigação.

“É possível que seja de fato verdade. Nós sabemos que há uma relação promíscua entre os partidos, as empresas privadas e as estatais. Os políticos dos partidos tradicionais se utilizaram das empresas públicas como a Petrobras para fazer negócios, receber propinas e defender interesses privados. Evidentemente que isso precisa ser muito bem investigado”, disse a candidata, durante caminhada pela Feira do Lavradio, local que reúne grande número de vendedores de artesanato, no centro da cidade.

Segundo a revista, no depoimento, o ex-diretor mencionou o nome do senador Romero Jucá (PMDB-RR), como um dos envolvidos no esquema. Em nota, o senador nega ter recebido “qualquer contribuição de campanha e quaisquer outros recursos por meio do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa”. De acordo com Jucá, o relacionamento dele com o ex-diretor “sempre foi institucional”. “Todas as doações de campanha foram feitas respeitando a legislação e estão disponíveis para consulta”, diz a nota.

De acordo com a reportagem, o ex-diretor disse ainda aos policiais que o secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, atuava como intermediário do partido no esquema. Em nota divulgada hoje (6), o partido diz que “é absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro assunto. Vaccari Neto nunca esteve na sede da Petrobras. Ele não visita empresas estatais, pois são proibidas por lei de fazer doações eleitorais”, acrescentando que as prestações de contas do partido são regularmente apresentadas aos órgãos fiscalizadores.

Em comunicado, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teria sido mencionado pelo ex-diretor conforme a revista, negou ter pedido ou recebido recursos. Segundo ele, as declarações “foram feitas em um processo de delação premiada, sem apresentação de provas. E delação premiada exige provas”.

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, também citada, divulgou nota de repúdio em que diz nunca ter participado “de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza. Tomarei todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar minha honra e minha dignidade”.

*Colaborou Vladimir Platonow, do Rio de Janeiro. Texto atualizado às 20h10 para acréscimo de informações

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Eleições_2014: pesquisa mostra empate técnico entre Dilma e Marina

Posted by Pax em 04/09/2014

A última pesquisa publicada pelo Datafolha mostra pequeno crescimento nas intenções de voto em Dilma, em empate técnico com Marina que não cresceu nesta última semana e Aécio provavelmente fora do segundo turno.

Fosse hoje Marina seria eleita num segundo turno que parece bem-vindo para consolidar a escolha dos brasileiros.

Pesquisa Datafolha aponta empate técnico entre Dilma e Marina; Aécio tem 14%

 
 

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Cartel do Metrô banca campanha de Alckmin

Posted by Pax em 15/08/2014

Segundo notícia do UOL, empresas investigadas em fraudes e formação de cartel em licitações no Metrô de SP, bancam a campanha do governador Geraldo Alckmin.

 

Um tanto estranho. Vergonhoso. Na cara dura.

 

Este país ainda vai patinar um bocado antes de começar a andar.

 

Alckmin recebe R$ 4 milhões de empresas investigadas por cartel do metrô

Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo

 

O governador do Estado de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu R$ 4 milhões em doações para sua campanha eleitoral de três empresas que são investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. O valor corresponde a 70% do total arrecadado pelo candidato (R$ 5,7 milhões). Alckmin lidera a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Em nota, a assessoria de imprensa de Alckmin informou que sua “campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A Lei nº 9.504/97 (art. 24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral”.

 

Duas das empresas doadoras já são rés em processos na Justiça: a construtora Queiroz Galvão e a CR Almeida S/A Engenharia de Obras, que doaram respectivamente R$ 2 milhões e R$ 1 milhão ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia, que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), colaborou com R$ 1 milhão.

Executivos dos consórcios dos quais a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a Construtora Queiroz Galvão fazem parte foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.

As assessorias da Queiroz Galvão e da CR Almeida informaram que todas as doações são feitas de acordo com a legislação vigente.

A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) — ele deixou o cargo em 2010 para disputar a Presidência da República. Atualmente o tucano disputa uma vaga no Senado. Em 2013, Serra divulgou nota para afirmar que o governo de São Paulo não teve conhecimento e não deu aval para cartel em licitações do metrô.

A Serveng é investigada pelo Cade por suspeita de fraude em licitações realizadas em 2007 para compra de equipamento ferroviário e manutenção de linhas de metrô no Distrito Federal.

Em nota, a Serveng informou que “não possui contrato com o governo do Estado de São Paulo, por meio do Metrô, que seja objeto de investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”. (continua no UOL…)

Posted in CR Almeida, Geraldo Alckmin, Queiroz Galvão, Serveng | 357 Comments »

Seis anos não são seis dias

Posted by Pax em 12/08/2014

2.260 posts
39.543 comentários
6 anos de existência

Obrigado a vocês, comentaristas que constroem este espaço democrático. Às vezes debilitado pela falta de um bom link, às vezes pela falta de tempo, às vezes pela falta de bom humor, quando é melhor ficar quieto.

Mas é um prazer, sempre foi. É mais de vocês que do administrador.

Feliz aniversário.

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Liberdade para protestantes

Posted by Pax em 08/08/2014

Finalmente a Justiça manda soltar os manifestantes presos em São Paulo com falsas acusações. Capítulo obscuro da frágil democracia brasileira onde governo e oposição se uniram para calar as vozes dos protestos às ruas.

Como se brasileiros, em especial paulistanos, não tivessem repletos de motivos para protestar. Nem água para beber a população de São Paulo tem, uma carga tributária beirando os 40% e serviços públicos inacreditavelmente ruins. Qual a resposta do governo federal e do governo estatual?

Prender quem se manifesta às ruas com falsas acusações. Mais parece ditadura que democracia.

Justiça manda soltar manifestantes presos durante protesto em São Paulo

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

O juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal Central, determinou hoje (7) a soltura do professor Rafael Lusvarghi, de 26 anos, e do servidor do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, de 23 anos, que foram detidos, no dia 23 de junho, na capital paulista, em uma manifestação contra a Copa do Mundo.

Eles estavam presos por porte de material explosivo, entre outras acusações. Lusvarghi ocupa uma cela na carceragem do 8º Distrito Policial, no centro de São Paulo, e Hideki está na Penitenciária de Tremembé, a 150 quilômetros da capital paulista. Os dois sempre negaram portar qualquer material explosivo durante o protesto. (continua…)

Laudo aponta que objetos encontrados com manifestantes presos não são explosivos

Alex Rodrigues e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro e Carolina Pimentel

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar (PM) de São Paulo aponta que os objetos encontrados com o professor Rafael Lusvarghi, 26 anos, e o servidor do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, 23 anos, não eram explosivos, nem inflamáveis. O advogado dos ativistas, Luiz Eduardo Greenhalgh, recebeu o documento ontem (4). O professor e o servidor foram detidos durante uma manifestação contra a Copa do Mundo, em 23 de junho, na capital paulista.

Lusvarghi e Harano estão detidos há 45 dias, em caráter temporário, denunciados por porte de material explosivo e outras acusações. Lusvarghi ocupa uma cela na carceragem do 8º Distrito Policial (DP), no centro de São Paulo, e Hideki está na Penitenciária de Tremembé, a 150 quilômetros da capital paulista. Os dois negam que estivessem portando qualquer material explosivo.

Em um dos trechos, o laudo diz: “[...] resultado negativo para substâncias acelerantes e alimentadoras de chama daquelas comumente utilizadas em artefatos incendiários do tipo ‘coquetel molotov’”. O documento foi repassado à Agência Brasil pelo advogado. Em outro trecho, a conclusão dos peritos é: “Trata-se de material que apresentou composição química não compatível com aquela encontrada nos ‘altos explosivos’ (nitrato, nitropenta, HMX, RDX, nitroglicerina, TNT, DNT, Tetryl e etc) e nos ‘baixos explosivos’ (pólvora branca, pólvora negra, etc)”. (continua…)

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Aécio Neves: aeroporto construído com dinheiro público em terras da família?

Posted by Pax em 21/07/2014

Reportagem da Folha de São Paulo indica que Aécio Neves construiu em seu segundo mandato como governador de MG um aeroporto nas terras de seu tio-avô.

A assessoria de sua campanha emitiu nota tentando se explicar. “é, só que não” diriam os jovens de hoje. A nota é risível, as desculpas parecem esfarrapadas.

Caso confiássemos plenamente em nosso poder de investigação, no Ministério Público e na nossa Justiça, teríamos a chance de enxergar o que há debaixo dessa poeira toda levantada na cabeceira dessas pistas.

As cavalgadas do candidato nas terras da família podem custar caro. Podem.

Caso entendêssemos que Justiça é igual para todos. Infelizmente não parece ser o que vivemos hoje em dia no Brasil. Muito infelizmente.

Obs.: A notícia da Folha afirma que o governo de MG, à época da gestão de Aécio Neves, construiu o aeroporto nas terras de seu parente, aqui a manchete: Governo de Minas fez aeroporto em terreno de tio de Aécio. Este blog coloca uma interrogação ao final do título do post esperando que holofotes esclareçam onde reside a verdade, haja vista o desmentido pouco convincente até o momento.

Governo de Minas fez aeroporto em terreno de tio de Aécio – Folha de São Paulo

LUCAS FERRAZ – Folha de São Paulo
ENVIADO ESPECIAL A CLÁUDIO (MG)

O governo de Minas Gerais gastou quase R$ 14 milhões para construir um aeroporto dentro de uma fazenda de um parente do senador tucano Aécio Neves, no fim do seu segundo mandato como governador do Estado.

Construído no município de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte, o aeroporto ficou pronto em outubro de 2010 e é administrado por familiares de Aécio, candidato do PSDB à Presidência.

A família de Múcio Guimarães Tolentino, 88, tio-avô do senador e ex-prefeito de Cláudio, guarda as chaves do portão do aeroporto. Para pousar ali, é preciso pedir autorização aos filhos de Múcio.

Segundo um deles, Fernando Tolentino, a pista recebe pelo menos um voo por semana, e seu primo Aécio Neves usa o aeroporto sempre que visita a cidade. O senador, sua mãe e suas irmãs são donos da Fazenda da Mata, a 6 km do aeroporto.

Dono do terreno onde o aeroporto foi construído e da fazenda Santa Izabel, ao lado da pista, Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves (1917-2003), que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves (1910-1985).

A pista tem 1 km e condições de receber aeronaves de pequeno e médio porte, com até 50 passageiros. O local não tem funcionários e sua operação é considerada irregular pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A agência federal informou à Folha que ainda não recebeu do governo estadual todos os documentos necessários para a homologação do aeroporto, procedimento exigido por lei para que ele seja aberto ao público.

Sem se identificar como jornalista, o repórter da Folha procurou a Prefeitura de Cláudio na última semana como uma pessoa interessada em usar o aeroporto da cidade.

O chefe de gabinete do prefeito, José Vicente de Barros, disse que Múcio Tolentino deveria ser procurado. “O aeroporto é do Estado, mas fica no terreno dele”, afirmou. “É Múcio quem tem a chave.”

Indicado por Barros, Fernando Tolentino logo se prontificou a abrir o portão do local. “Ele fica dentro da nossa fazenda”, disse. “O aeroporto está no final do processo, mas, para todos os efeitos, ainda é nosso.”

Indagado se seria necessário pagar pelo uso do espaço, Fernando respondeu: “Não, o trem é público, vai cobrar como?” Segundo ele, Aécio visita a fazenda da família em Cláudio “seis ou sete vezes” por ano e vai sempre de avião.

Procurado posteriormente pela Folha, ele negou administrar o aeroporto: “Não tenho nada a ver com isso”. Indagado sobre a frequência das visitas à cidade e o uso do aeroporto, Aécio não respondeu. (continua na Folha…)

A Nota da Assessoria da Coligação Muda Brasil: Fonte – Folha de São Paulo

Com relação à reportagem “Governo de Minas fez aeroporto em terra de tio de Aécio”, publicada na edição de ontem, a Coligação Muda Brasil lamenta os equívocos contidos no texto e esclarece:

1 Não foi feita nenhuma obra na fazenda de familiares. A área em que foi construído o aeroporto de Cláudio pertence ao Estado.

2 Em sua gestão como governador de Minas Gerais, Aécio Neves não construiu um novo aeroporto na cidade de Cláudio. Como parte do programa Pro-Aéreo, que garantiu investimentos nos aeroportos do Estado, o governo de Minas investiu na melhoria das condições da pista de pouso já existente no local. A pista fica em área pública, desapropriada antes da licitação das obras.

3 A documentação para homologação do aeroporto foi enviada à Anac em 22 de julho de 2011. Assim como vários outros aeroportos no Estado, aguarda a conclusão do processo. Em maio de 2014, foi assinado convênio entre a Secretaria Nacional da Aviação Civil e o governo de Minas para a operação do aeroporto.

4 Não houve nenhum tipo de favorecimento, como insinua a reportagem. Tanto que o antigo proprietário da área não concordou com a desapropriação e contesta suas bases na Justiça. Até hoje ele não recebeu nenhum centavo.

5 Todas as atitudes do governo de Minas Gerais referentes ao aeroporto de Cláudio se deram dentro da mais absoluta transparência e lisura.

Otávio Cabral, assessor de imprensa da Coligação Muda Brasil

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Eleições 2014: FHC e Lula disputam a copa da corrupção

Posted by Pax em 16/07/2014

Passada a Copa entramos em efetivo período eleitoral. Servida à mesa este ano a copa da corrupção, parece ser o tom dado pelos ex-presidentes FHC e Lula.

Um acusa o outro.

Os dois parecem ter razão, segundo vasto noticiário.

FHC diz que Lula promove baixarias e falsas acusações – Folha de São Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou nesta terça (15) artigo em que acusa o ex-presidente Lula de promover “baixarias e falsas acusações”, ser “incapaz da autocrítica” e tentar “distrair a opinião pública jogando culpa nos outros”.

Citando o mensalão, FHC afirmou que “em nenhum momento Lula explicou de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao maior escândalo de corrupção da história republicana”.

O tucano escreveu ainda que, quando viajou com o petista para a África do Sul (funeral do presidente Nelson Mandela, em dezembro), sugeriu a ele que “deveria virar esta página [do mensalão], já julgada pela suprema corte”.

“Mas não, Lula insiste em continuar distorcendo fatos para dizer que todos fizeram algo parecido. Eu não caio nessa cilada”, completou.

O texto foi publicado no site Observador Político, dirigido pelo ex-deputado Xico Graziano (PSDB-SP), atual chefe de gabinete de FHC em seu instituto. É uma resposta, com quase duas semanas de atraso, a uma fala de Lula em Curitiba no dia 3 de julho.

Durante um evento de campanha da senadora petista Gleisi Hoffmann, candidata a governadora do Paraná, Lula disse que FHC “desmantelou instrumentos de combate à corrupção” na época em que dirigia o país.

Na ocasião, o petista disse que a primeira iniciativa de FHC na Presidência foi extinguir “a comissão geral de investigação criada pelo governo anterior [Itamar Franco]“.

“Depois nomearam o engavetador-geral da República e engavetaram os casos Sivam, pasta rosa e a compra de votos, num total de 459 inquéritos criminais, quatro contra o próprio FHC”, acusou.

“Engavetador-geral” é a expressão que os petistas usam há anos para designar o ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro, titular durante os anos FHC. (continua na Folha…)

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Seis mil e seiscentos fichas sujas!

Posted by Pax em 25/06/2014

Os números brasileiros impressionam, 8.515.767 Km2 de território, 7.415 Km de litoral e 6.600 políticos com suas fichas parecendo pau de galinheiro.

A regra nacional para estes é: “dinheiro público é de ninguém, assumiu o poder, pega que pode ser teu”.

Em tempo: José Sarney não vai se candidatar à reeleição ao Senado este ano. Cansou de ser um exemplo político nacional.

Lei da Ficha Limpa pode impedir candidatura de mais de 6 mil

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Antonio Dias Toffoli, recebeu hoje (24) uma lista com 6,6 mil nomes de gestores públicos que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A lista foi entregue pelo presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, destacando que as irregularidades apontadas podem levar à inelegibilidade.

A lista não é declaração de inelegibilidade mas, segundo Nardes, tem sido usada como principal recurso para os tribunais eleitorais negarem o registro de candidatos, com base na Lei da Ficha Limpa.

“Além do fato de ficar oito anos fora das eleições, eles têm [de pagar] as multas que nós temos aplicado. Há casos de gestores que têm que assumir a responsabilidade com seu patrimônio pessoal, além de funcionários públicos que são demitidos, como há centenas de casos recentes”, disse o ministro.

As pessoas que constam da lista podem sofrer impugnação de eventuais candidaturas por iniciativa do juiz eleitoral, ou solicitadas por partidos políticos, Ministério Público Eleitoral, coligações ou candidatos.

Entre os citados na relação do tribunal estão funcionários públicos que ocupam cargos de menor responsabilidade, até ministros e governadores. Eles poderão ter os nomes excluídos da lista caso consigam decisão judicial ou liminar nesse sentido. A impugnação das candidaturas depende, em última instância, da Justiça Eleitoral.

A unidade federativa com mais nomes listados é o Distrito Federal, que tem 729 gestores apontados como responsáveis por contas irregulares. Em seguida está o Maranhão, com 513 nomes e São Paulo, com 485. Roraima é o estado com menos gestores apontados na lista, com 97 nomes.

Os relacionados na lista do TCU cometeram as chamadas irregularidades insanáveis nos últimos oito anos, e tiveram negados todos os recursos possíveis no âmbito do Tribunal de Contas da União. O pagamento do débito ou da multa imposta como punição pelo TCU não implica retirada do nome do gestor da lista.

É dever dos tribunais de contas encaminharem as listas até o dia 5 de julho do ano eleitoral à Justiça Eleitoral. Os tribunais nos estados também estão fazendo isso e têm recebido orientação do TCU para disponibilizarem os nomes dos gestores citados na internet. Liberada para o público, a relação será constantemente atualizada até fim do ano. Dessa forma, pessoas citadas que conseguirem liminares na Justiça podem ter os nomes retirados e outras, cujos recursos forem se esgotando, poderão ser acrescidas.

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Paulo Roberto Costa preso novamente

Posted by Pax em 12/06/2014

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, apontado como participante de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, voltou a ser preso alguns dias depois de depor na CPI da Petrobras no Senado, a que já é uma grande pizza.

Ex-diretor da Petrobras volta a ser preso

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou hoje (11) a prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Ele foi solto no dia 19 de maio, mas retornou hoje à prisão após o Supremo Tribunal Federal (STF) validar as provas da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), e determinar que as ações penais oriundas da investigação fossem devolvidas à Justiça Federal.

Costa foi preso pela PF no Rio de Janeiro, onde mantém residência, e será transferido para Curitiba.

Na decisão, Moro diz que o Ministério Público da Suíça informou que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões. Segundo o órgão, foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Youssef. Deste total, De acordo com o Ministério Público suíço, US$ 23 milhões pertencem a Costa.

“O fato das contas terem sido descobertas pelas autoridades suíças – e eventualmente bloqueadas – não previne a fuga, pois não há nenhuma garantia de que, mesmo tendo sido bloqueadas, assim permanecerão, pois dependem da persistência do sequestro e do futuro confisco e de uma série de circunstâncias ainda incertas, bem como de um usualmente longo procedimento de cooperação jurídica internacional. Além disso, as contas secretas na Suíça podem apenas revelar um padrão de conduta, não se excluindo de antemão a possibilidade da existência de outras contas em outros países, eventualmente de difícil acesso pelas autoridades brasileiras”, ressaltou o juiz.

Costa é suspeito de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato. Em um dos processos, Costa e o doleiro Alberto Youssef e outros acusados de desvio de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o Ministério Público, a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões e alcançou gastos de R$ 20 bilhões.

Na segunda ação penal, Costa é acusado de obstruir as investigações. No processo, também são réus as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios na construção da refinaria ocorreram por meio de contratos superfaturados feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Conforme a investigação, os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da companhia, e de Youssef, dono de empresas de fachada.

Na defesa prévia apresentada à Justiça, os advogados do ex-diretor da Petrobras informaram que os pagamentos recebidos das empresas do doleiro, identificados como repasses ou comissões, foram decorrentes de serviços de consultoria prestados. No entanto, o juiz destacou que a Polícia Federal e o Ministério Público não encontraram provas de que os serviços foram prestados.

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Metrô-SP: Ministério Público quer multar cartel em R$ 2,5 bilhões

Posted by Pax em 27/05/2014

Segundo o Ministério Público, as empresas Alstom, Bombardier, Siemens e TTrans formaram cartel e superfaturaram a reforma de 98 trens. Acusa o ex-presidente da empresa, José Jorge Fagali, e outros dois ex-diretores de terem fraudado a companhia para obter vantagens.

Todos os dias esses trens falham. Em um só dia um deles apresentou 700 falhas. Outro quebrou o eixo. Roubalheira grossa.

Mas o Ministério Público não acusa os governadores de participar do butim. Só os chama de incompetentes mesmo, por permitir tamanho rombo e prejuízo à população paulista e paulistana que não só teve seus cofres arrombados como sofre diuturnamente com péssimos serviços.

MP quer que empresas paguem R$ 2,5 bilhões por cartel no Metrô de SP – G1 – O Globo

Elas são acusadas de superfaturamento para reforma de 98 trens.
Ex-presidente do Metrô e dois ex-diretores também foram denunciados.

O Ministério Público de São Paulo quer que 11 empresas paguem uma indenização de quase R$ 2,5 bilhões ao Estado, informou o SPTV nesta segunda-feira (26). Elas são acusadas de formação de cartel e superfaturamento de contratos para reforma de 98 trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, em junho de 2009.

De acordo com a Promotoria, as empresas acertaram o preço, formaram quatro consórcios e dividiram entre elas os contratos de reforma.

O MP também acusa o ex-presidente do Metrô José Jorge Fagali e outros dois ex-diretores de terem fraudado a companhia para obter vantagens. A produção do SPTV não conseguiu encontrar Fagali para comentar a acusação. A denúncia não aponta responsabilidades de José Serra (PSDB), governador de São Paulo na época.

A Promotoria também acusa os ex-diretores Sérgio Correa Brasil e Conrado Grava Souza de serem “omissos” e “de agirem com intenção de fraudar o Metrô e obter vantagens ilegais”. Ambos não ocupam mais cargos de direção, mas continuam no Metrô. procurada, a empresa declarou que não vai se manifestar sobre a atuação deles até tomar conhecimento da ação do MP.

O promotor Marcelo Milani também pede a dissolução das empresas que teriam participado do suposto cartel, a quebra dos sigilos fiscal e bancário das empresas e dos ex-diretores do Metrô, e uma indenização de R$ 2.498.168.317,76.

Entre as empresas, estão a Alstom, a Bombardier, a Siemens e a TTrans. A Siemens reafirmou que foi a autora das denúncias de cartel e que pediu a apuração das responsabilidades com transparência. A Alstom afirmou que, durante a licitação, apresentou a proposta de acordo com a lei e com as regras do cliente. A Ttrans e a Bombardier declararam que não foram notificadas sobre o assunto – e que, por isso, não se manifestarão. (continua em O Globo…)

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Robson Marinho: o tucanato em evidência

Posted by Pax em 24/05/2014

A permanência de Robson Marinho nos quadros do Tribunal de Contas de SP evidencia o modelo tucano que posa de vestal e, na calada da noite, se alimenta de um esquema que vem de longe, segundo farto noticiário.

Marinho foi o segundo homem na hierarquia do primeiro governo de Mario Covas – chefiou a Casa Civil entre 1995 e 1997, quando Covas o indicou para o Tribunal de Contas.

Ministério Público pede afastamento de conselheiro do Tribunal de Contas de SP

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
O Ministério Público (MP) pediu o afastamento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Robson Marinho. Pesa sobre ele a suspeição de haver recebido propina para atuar em favor da empresa francesa Alstom. A ação cautelar foi proposta com base em investigação iniciada em 2008, reforçada com documentos da Suíça, recebidos recentemente pelo órgão.

Segundo o promotor Sílvio Marques, a Justiça suíça já confirmou em duas instâncias que Marinho movimentou cerca de US$ 2,7 milhões em contas offshore. “Em cima de um contrato de US$ 50 milhões, ocorreram pagamentos de propina que giram em torno de 15% a 17% do valor total do contrato. Em 1998, esses valores teriam sido pagos e distribuídos a diversos agentes públicos”, detalhou Marques sobre o contrato para construção de estações de energia, que em valores atuais totaliza R$ 268 milhões.

Para o promotor José Carlos Blat, as suspeitas contra Marinho impedem a permanência dele no cargo, e sentenciou: “Não se pode admitir que uma pessoa que vá julgar as contas públicas do estado e de municípios de São Paulo, durante o dia julgue essas contas e durante a noite movimente secretamente valores na Suíça”.

Marques destacou que as investigações contam também com a colaboração de autoridades francesas, e mostram o envolvimento da Alstom em diferentes casos. “Essa empresa está envolvida em vários casos de corrupção. Mas, no momento não podemos falar quais funcionários públicos estão sob investigação”, acrescentou. De acordo com o promotor, a multinacional se recusou a fazer um acordo para ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos causados.

Em nota, “a Alstom lamenta que o alegado conteúdo de investigações sobre supostas condutas ocorridas no passado, que por obrigação legal deveriam ser tratadas de forma sigilosa, venham a ser utilizadas de forma reiterada e desproporcional nos dias de hoje com o intuito de prejudicar uma empresa que cumpre absolutamente com todas as suas obrigações legais”.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com o advogado que defende Robson Marinho.

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O quê Fernando Collor, André Vargas, Luiz Argôlo e Cândido Vaccarezza têm em comum

Posted by Pax em 23/05/2014

Segundo a Agência Brasil, Alberto Youssef, o doleiro envolvido nas investigações de desvios e lavagem de mais de R$ 10 bilhões.

Há registros de envolvimentos do doleiro com Fernando Collor (ex-presidente, hoje senador pelo PTB-AL), André Vargas (ex-vice-presidente da Câmara de Deputados pelo PT, hoje deputado federal sem partido), Luiz Argôlo (deputado federal pelo Solidariedade SSD-BA) e Cândido Vaccarezza (deputado federal PT-AL).

Como diz o comentarista Pedro, Alberto Youssef parece siri de balaio. Puxa um e vem uma fieira pendurada.

Juiz diz que PF apreendeu com doleiro recibos de depósito em favor de Collor

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Davi Oliveira
O juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, informou hoje (22) ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Polícia Federal (PF) encontrou comprovantes de depósitos bancários em espécie em favor do senador Fernando Collor (PTB-AL). Segundo o juiz, os comprovantes estavam no escritório do doleiro Alberto Youssef, durante o cumprimento dos pedidos de busca e apreensão da Operação Lava Jato.

De acordo com relatório enviado pela Polícia Federal ao juiz, ocorreram oito depósitos fracionados em espécie de R$ 1,5 mil; R$ 9 mil; R$ 1,5 mil; R$ 9 mil; R$ 8 mil; R$ 9 mil; R$ 8 mil e R$ 4 mil em favor do senador. Segundo a PF, os depósitos ocorreram em fevereiro, março e maio do ano passado. Apesar dos achados da polícia, Moro afirma que o senador não é investigado na operação.

“Relativamente ao material apreendido, juntado ontem nos autos eletrônicos, foi este juízo alertado pela autoridade policial que nele constam oito comprovantes de depósitos bancários em espécie que teriam sido encontrados no escritório de Alberto Youssef e que teriam por beneficiário o senador da República Fernando Affonso Collor de Mello. Apesar disso, observo que não há qualquer indício do envolvimento do referido parlamentar nos crimes que já foram objeto das aludidas oito ações penais propostas”, informou o juiz.

O juiz ressalta no documento que não seria possível prever a apreensão de achados relacionados a um senador. “Tal prova e eventual relação entre o suposto doleiro e o referido senador era absolutamente desconhecida deste juízo, tendo sido encontrada fortuitamente durante a busca e apreensão. Inviável antes da busca, concluir pela presença de indícios de crimes praticados por parlamentar e pela competência do Supremo Tribunal Federal, já que surgiram somente após a diligência”, declarou.

No ofício enviado ao ministro, Sergio Moro ainda afirma que não autorizou a Polícia Federal a fazer a diligência que encontrou conversas entre o deputado federal André Vargas (sem partido – PR) e Youssef, na qual teria sido marcada uma reunião na casa do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP).

“Muito embora o relatório preparado pela Polícia Federal para a remessa do material do deputado federal André Vargas mencione o deputado federal Cândido Vaccarezza, observo que a menção diz respeito a suposta reunião dele com Alberto Youssef, sem que, em princípio, se possa inferir caráter criminoso do evento em questão. Apesar do agente policial sugerir, no relatório, a este juízo, que obtivesse confirmação de que determinado aparelho de Blackberry pertenceria ao referido deputado, observo que este juízo não autorizou essa diligência e a recomendação consta em relatório solicitado por este Juízo com o propósito específico de remessa do material ao Supremo Tribunal Federal”, disse Moro.

Sérgio Moro também afirmou que o deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) não é investigado na Lava Jato, assim como o deputado André Vargas. Durante as investigações, a PF captou conversas entre os parlamentares e o doleiro que sugerem favorecimentos entre eles. “Apesar da remessa, observo que não há qualquer indício do envolvimento do parlamentar nos crimes que já foram objeto das aludidas oito ações penais propostas”, garantiu o juiz.

As informações foram produzidas pelo juiz ao enviar ao Supremo todas as ações penais oriundas das investigações da Operação Lava Jato, conforme decisão do ministro Teori Zavascki. O magistrado entendeu que as investigações deve ser suspensas devido à presença de parlamentares nos autos.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do senador Fernando Collor disse que não tinha conhecimento do assunto.

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Lava a Jato: todos soltos

Posted by Pax em 19/05/2014

É inacreditável. Segundo farto noticiário os desvios foram na ordem de R$ 10 bilhões. Mais que isso. Agora o STF os coloca livre, leves e soltos.

Se fosse um negro, faminto, que tivesse roubado uma galinha, sem advogado, provavelmente estaria atrás das grades. Muito triste essa percepção que nossa Justiça é desequilibrada.

Data Máxima Vênia.

Ministro do STF manda soltar presos na Operação Lava Jato

Da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (19) que sejam libertados todos os investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que estão presos. Entre os beneficiados pela decisão estão o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Todos os investigados deverão entregar os passaportes ao Supremo em 24 horas.

O ministro também determinou que oito ações penais, abertas pelo juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, para apurar as denúncias apuradas na operação, sejam suspensas. Zavascki entendeu que, em função da presença de parlamentares, que são citados nas investigações, o juizado de primeira instância não pode continuar com a relatoria dos processos. Por isso, deve enviar todos os processos ao Supremo, para que os ministros decidam quem será investigado pela Corte.

“O plenário desta Suprema Corte mais de uma vez já decidiu que ‘é de ser tido por afrontoso à competência do STF o ato da autoridade reclamada que desmembrou o inquérito, deslocando o julgamento do parlamentar e prosseguindo quanto aos demais’, argumentou o ministro.

A decisão foi tomada após o juiz Sérgio Moro enviar ao ministro, na sexta-feira (16), parte da investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na qual o deputado federal André Vargas (sem partido-PR) é citado. Moro remeteu as investigações ao STF por entender que cabe à Corte apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef. O deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) também é citado em outras conversas.

André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato, no entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações.

Com autorização da Justiça, a Polícia Federal quebrou o sigilo de 270 mensagens de texto trocadas entre Vargas e Youssef e descobriu a relação próxima entre eles. A primeira conversa monitorada pela PF foi no dia 19 de setembro de 2013 e a última, em 12 de março.

Inicialmente, a PF teve dificuldade para concluir que o interlocutor André Vargas se tratava do deputado. As mensagens foram enviadas de celulares da marca Black Berry, aparelhos considerados mais seguros, devido à grande capacidade de ocultar a identidade dos usuários.

Com a quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu que o número de identificação fornecido pela Black Berry era o mesmo do aparelho do deputado. Os agentes da PF chegaram aos contatos do deputado por meio de vários cartões de visita de Vargas que foram apreendidos na GFD Investimentos, uma das empresas de Youssef.

A relação entre os dois tornou-se conhecida por meio de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril. De acordo com o jornal, Vargas usou um avião do doleiro para uma viagem a João Pessoa.

Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outras mensagens, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados a contratos com o Ministério da Saúde, por meio do Laboratório Labogen.

Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

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SP: Sem água, sem trem, sem metrô

Posted by Pax em 09/05/2014

Praticamente todos os dias há problemas nos trens que atendem a região metropolitana de São Paulo. Basta ligar o rádio nos noticiários matinais e os problemas surgem. O Metrô da cidade é muito aquém da necessidade.

As causas? Há inúmeras. Entre elas, os desvios, a roubalheira, os cartéis formados, segundo o noticiário.

MP denuncia 30 executivos por envolvimento em cartel no Metrô e na CPTM

Camila Maciel e Marli Moreira – Repórteres da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anunciou, hoje (25), que foi encaminhada denúncia à Justiça contra 30 executivos acusados de envolvimento em formação de cartel e fraudes em 11 contratos de licitações do governo paulista. As irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec), as fraudes teriam ocorrido a partir de 1998. Os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões. A expectativa de Mendroni é que os processos sejam analisados rapidamente para que todos os acusados respondam pelos crimes praticados.

O promotor explicou que a estratégia mais comum nos casos foi a de participação nas concorrências públicas de forma combinada. Parte das empresas perdia a licitação e as vencedoras rateavam 30% dos ganhos e, em contrapartida, contratavam os serviços das perdedoras. Os contratos somam R$ 2,7 bilhões.

Alguns dos executivos denunciados eram funcionários das empresas Siemens e da Alstom, que já são investigadas por denúncia de cartel em licitações do metrô. Também foram citadas as empresas Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil Ltda, Bombardier, CAF, Daimler-Chrysler, Hyundai, MGE, Mitsui, Tejofran, Temoinsa e T’Trans.

“Houve um esquema profissional montado por todas essas empresas para roubar dinheiro público pela formação de cartel e fraude à licitação”, declarou o promotor. Ele avalia que, no caso de um ressarcimento ao erário, o valor deveria ser pelo menos o dobro do que foi fraudado. A investigação, iniciada em agosto do ano passado, teve como base os termos do acordo de leniência, firmado pela empresa Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os projetos em que foram verificadas fraudes foram as linhas 5 e 2 do Metrô, o projeto de manutenção das séries 2000, 2100 e 3000, o projeto Boa Viagem e duas licitações para aquisição de vagões, sendo uma para compra de 320 carros e outra para 64. No caso da manutenção, a investigação mostrou que a Siemens concorreu apenas pró-forma, pois a interessava apenas a licitação do modelo 3000. “Essa série foi construída por ela e fazer a manutenção sairia mais barato”, explicou o promotor.

No projeto de aquisição de vagões, apesar de o cartel formado não ter saído vencedor, Mendroni aponta que a fraude está confirmada. “Embora não tenham ganhado contrato, os crimes de fraude à licitação são consumados. A lei diz que o crime se configura quando se frustra ou se frauda o caráter competitivo da licitação”, avaliou.

Embora não faça parte da investigação do Gedec, o promotor acredita que houve participação de agentes públicos nas fraudes. “O texto da denúncia, que é público, mostra isso”, declarou. Mendroni informou que novos documentos foram enviados pelo Cade à promotoria. Com isso, outras provas podem ser juntadas aos processos ou novas denúncias podem ser abertas, caso surjam investigados que não foram apontados neste momento.

A Agência Brasil entrou em contato com as empresas denunciadas pelo Ministério Público. A Bombardier disse, por meio de nota, que segue padrões éticos em todos os países onde atua e tem confiança de que os funcionários agem de acordo com as leis e o código de ética da empresa. Disse ainda que colabora e continuará prestando informações às investigações em curso.

A MGE disse que, como a investigação está em andamento, não fará comentários. Ressaltou apenas que continua cooperando com as autoridades. A Mitsui & Co S.A também informou que não irá se manifestar. Informou ter conhecimento da investigação e, caso solicitada, irá cooperar com o processo. A Alstom e a CAF declararam que não se pronunciarão no momento.

As demais empresas não foram localizadas para comentar ou não retornaram ao contato até o momento da publicação da reportagem.

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