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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Petrobras: prejuízo de 21,6 bilhões em 2014, 30% corrupção e 70% má gestão

Posted by Pax em 23/04/2015

A Petrobrás teve prejuízo de 21,6 bilhões em 2014. Um bocado, cerca de 30%, por conta da corrupção e outra parcela, ainda maior, pela péssima gestão.

Dói no bolso dos brasileiros. Na alma ainda mais.

Sugiro leitura da crítica do Josias de Souza – Ruína da Petrobras tem nome(s): Lula e Dilma

Petrobras perde R$ 6,2 bi com corrupção e prejuízo soma R$ 21,6 bi em 2014

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

A diretoria da Petrobras informou, há pouco, que a empresa teve prejuízo de R$ 6,2 bilhões com os desvios de recursos investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O resultado líquido de 2014 ficou negativo em R$ 21,6 bilhões.

Ao apresentar o balanço auditado do ano passado, que já foi entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o gerente executivo de Desempenho Empresarial da Petrobras, Mario Jorge da Silva, disse que os ajustes de ativos foram de R$ 50,8 bilhões, somando os R$ 6,2 bilhões referentes a gastos adicionais capitalizados indevidamente e R$ 44,6 bilhões do provisionamento decorrente da desvalorização de ativos, o chamado Impairment.

Usando metodologia baseada no conteúdo da investigações do Ministério Público Federal, os valores referentes à Lava Jato referem-se a 3% do valor de contratos com 27 empresas membros do cartel entre 2004 e 2012. Entre as diretorias, a de Abastecimento foi responsável pelo desvio de R$ 3,4 bilhões, a de Exploração e Produção, por R$ 2 bilhões, e a de Gás e Energia, por R$ 700 milhões.

Doleiro e ex-diretor da Petrobras são condenados por desvios na Abreu e Lima

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O juiz federal Sérgio Moro condenou hoje (22) o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef na ação penal sobre os desvios na construção da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A refinaria, em Pernambuco, é a principal obra investigada na Operação Lava Jato.

Costa recebeu pena de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Youssef foi condenado a nove anos e dois meses por lavagem de dinheiro. A condenação ocorre um ano após a abertura do processo. Seis acusados de operar empresas de fachada também foram condenados. Todos podem recorrer à segunda instância da Justiça Federal.

Na sentença, Moro negou pedido de perdão judicial feito pelos advogados dos acusados. Embora eles tenham feito acordos de delação premiada para delatar o esquema de desvios nos contratos entre empreiteiras e a Petrobras, o juiz entendeu que o perdão não pode ser concedido, devido à gravidade dos crimes.

“Não cabe, porém, como pretendido, o perdão judicial. A efetividade da colaboração não é o único elemento a ser considerado. Nesse aspecto, considerando a gravidade em concreto dos crimes praticados e a elevada reprovabilidade de sua conduta, não cabe perdão judicial”, decidiu o juiz.

Apesar de não conceder o perdão, Moro manteve os benefícios concedidos ao ex-diretor no acordo de delação. Costa cumpre prisão domiciliar desde o ano passado e vai ficar na mesma situação até outubro, quando deverá passar para o para o regime semiaberto.

“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica, por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, disse Moro.

No caso de Youssef, o doleiro vai cumprir três anos em regime fechado, mesmo se for condenado nas outras ações penais a que responde na Justiça, oriundas da Lava Jato. Após o período, o condenado passará para o regime aberto. Ele está preso desde o ano passado. O tempo será descontado da pena.

Na sentença, ficou comprovado que os desvios ocorreram por meio de repasses do Consórcio Nacional Camargo Corrêa, responsável pela obra da refinaria, para seis empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o juiz, houve centenas de operações de superfaturamento de mercadorias e simulação de serviços prestados que envolveram R$ 18,6 milhões.

“A operação de lavagem, tendo por antecedentes crimes de peculato, tinha por finalidade propiciar o pagamento de vantagem indevida, ou seja, viabilizar a prática de crime de corrupção, devendo ser reconhecida a agravante. Observo que, nas circunstâncias do caso, ela não é inerente ao crime de lavagem, já que o dinheiro sujo, proveniente de outros crimes, serviu para executar crime de corrupção”, disse o juiz.

Na defesa, os advogados de Paulo Roberto Costa alegaram que o acusado cumpria exigências impostas pelo partido que o indicou para o cargo, o PP, e que se arrependeu dos crimes. A defesa de Youssef alegou que ele não era chefe do esquema criminoso que “servia ao financiamento político e a um projeto de poder”.

De acordo com o Ministério Público Federal, a construção inacabada da Refinaria Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas foram pagos até agora mais de R$ 20 bilhões.

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Tesoureiro do PT preso pela Polícia Federal

Posted by Pax em 15/04/2015

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso pela Polícia Federal por acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

Alguns petistas já tinham pedido seu afastamento, o partido teimou em mantê-lo.

Vaccari é preso em São Paulo em nova etapa da Operação Lava Jato

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

A Polícia Federal (PF) em São Paulo prendeu hoje (15) o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que será levado para Curitiba. A prisão ocorreu durante a 12ª etapa da Operação Lava Jato. Vaccari foi detido em casa.

O tesoureiro é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da Lava Jato. Eles afirmam que o tesoureiro intermediou doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras e que o dinheiro foi usado para financiar campanhas políticas.

A Polícia Federal informou que estão sendo cumpridas nesta manhã quatro ordens judiciais. Entre as ações estão um mandado de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Todas essas ordens estão sendo cumpridas na capital paulista, mas os presos serão levados diretamente para a Superintendência da PF em Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, haverá entrevista coletiva às 10h, na capital paranaense, para falar sobre a nova etapa da operação.

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Brasil em acelerada marcha à ré

Posted by Pax em 09/04/2015

Bastou Dilma dizer que era contra o PL (Projedo de Lei) 4330/04 e o espaço se abriu para Eduardo Cunha conseguir aprovar na Câmara este retardo nos direitos trabalhistas.

A presidente e seu desgastadíssimo partido conseguiram se posicionar como coadjuvantes menores no governo, de tantos erros cometidos.

O PMDB assumiu o país e, sem que houvesse qualquer dúvidas das consequências dessa mudança de estado, engatamos uma marcha à ré e aceleramos no sentido adotado.

Eduardo Cunha e Renan Calheiros são investigados na Operação Lava Jato e conquistam mais e mais espaços no domínio político como forma de proteção para suas necessárias cassações. E, pelo andar da carruagem, será exatamente o que vai acontecer.

Sairão do processo iniciado ainda mais fortes e com mais voz de comando de um país governado por um desastre político.

Como li em um fórum fechado de discussões políticas, “Dilma acerta todos os tiros nos pés que dá”.

Deputados aprovam regulamentação das terceirizações

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

A aprovação na noite de hoje (8), pela Câmara, do texto principal do projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no setor privado e em empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, dividiu os maiores partidos da base governista. Os petistas foram os que mais criticaram a regulamentação, enquanto que os peemedebistas foram os que mais apoiaram a aprovação da proposta. Foram 324 votos a favor, 137 contra e 2 abstenções.

Acordo entre as lideranças partidárias e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação das emendas e dos destaques que visam a modificar o texto aprovado hoje para ocorrer a partir de terça-feira da próxima semana. O acordo permitiu que os deputados apresentem as emendas e destaques de hoje até as 14 h de terça-feira (4), quando será retomada a votação. Nesse período, o governo e os contrários ao texto aprovado poderão trabalhar para modificar dispositivos da proposta nas votações.

O texto relatado pelo deputado Arthur Oliveira Maia (SSD-BA) e aprovado pelos deputados manteve a possibilidade de a terceirização se dar em toda e qualquer atividade da empresa, permitindo, assim, que a terceirização dos trabalhos possa ser feita em todos os setores de uma empresa. O dispositivo é um dos pontos mais polêmicos do texto, uma vez que, na visão dos contrários ao projeto, isso levará à precarização dos direitos trabalhistas e dos salários. Os opositores à medida vão tentar retirá-la do texto nas votações de emendas e destaques.

Para o relator Arthur Oliveira Maia, a aprovação do projeto foi uma vitória do Legislativo e dos trabalhadores. “Foi uma vitória muito grande, porque hoje nós conseguimos garantir os direitos e dar segurança jurídica a cerca de 12,5 milhões de trabalhadores brasileiros, que nunca tiveram uma lei que lhes assegurassem os direitos trabalhistas. Esta lei é inclusiva, que trouxe os benefícios dos direitos trabalhistas a 12,5 milhões”, disse o relator. Maia disse que hoje não existe uma fiscalização nas terceirizações, o que prejudica os trabalhadores, mas que com a nova lei haverá essa fiscalização.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a votação por entender que ela é inconstitucional, disse que esse dia foi extremamente triste para o Parlamento e para os trabalhadores brasileiros. “Os trabalhadores foram apunhalados pelas costas na Câmara, com a retirada de direitos que levaram décadas para serem conquistados e que foram perdidos em uma votação”. Segundo ele, hoje são 45 milhões de trabalhadores com carteira assinada e, desses, 33 milhões empregados diretos e 12 milhões terceirizados. “O que vai acontecer nos próximos anos é a inversão desses números”.

Para o deputado Eduardo Cunha, não houve qualquer vício de inconstitucionalidade na votação de hoje. Segundo ele, o argumento dos deputados do PT, que recorreram ao STF contra a votação, não vai encontrar amparo legal. Cunha não acredita que haverá grandes mudanças no texto aprovado hoje durante as votações de emendas e destaques. Segundo ele, as modificações devem ser pequenas até pelo comportamento do plenário nas votações. “Acho que o plenário já configurou posição sobre isso [projeto]. Obviamente, um ou outro destaque de detalhe deverá ser acolhido e, certamente, aquilo que mexe no cerne do projeto, que é a discussão de atividade meio e atividade fim, não vejo a menor possibilidade de passar no plenário”, avaliou.

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Operação Zelote

Posted by Pax em 26/03/2015

Funcionários do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) procuravam grandes empresas com dívidas junto ao fisco e anulavam suas multas. O prejuízo aos cofres públicos pode chegar aos R$ 19 bilhões.

Resta ao país conhecer quem eram os funcionários, as empresas envolvidas que envolvem instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura e que sejam devidamente processados, além do ressarcimento dos cofres da viúva.

Instituições financeiras e conselheiros do Carf são alvo da Operação Zelote

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A Polícia Federal já apreendeu mais de R$ 1,3 milhão, em espécie, como parte da Operação Zelotes, deflagrada na manhã de hoje (26) no Distrito Federal, em São Paulo e no Ceará, em parceria com a Receita Federal, o Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda. Em apenas um dos 41 locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 800 mil em espécie.

Como o inquérito está sob segredo de Justiça, a Polícia Federal e a Receita Federal não revelaram os nomes das empresas nem das pessoas envolvidas na fraude. Informou-se apenas que estão sendo investigadas instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura, além de dez integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – o antigo Conselho de Contribuintes da Receita, vinculado ao Ministério da Fazenda – e escritórios de advocacia e de contabilidade.

A quadrilha, segundo a PF, fazia um “levantamento” dos grandes processos no Carf, procurava empresas com altos débitos junto ao Fisco e oferecia “facilidades”, como anulação de multas. “[A organização criminosa] valendo-se da proximidade com alguns conselheiros nessa defesa de interesse privado, algumas vezes, precisava de algum [pedido de] vista para trancar a pauta, segurar um tempo para conseguir alguma outra medida judicial, e eles vendiam esse pedido de vista”, explicou o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pelo caso.

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Pizzaria da BR ouvirá Duque

Posted by Pax em 18/03/2015

A nova CPI da Petrobras, em fase de montagem antes de ser levada ao forno, deverá ouvir Renato Duque, ex-diretor da BR indicado por José Dirceu.

Como sempre as excelências do Congresso preparam nova pizza a ser degustada pelo povo brasileiro, mas parece que o tempero predileto, a atividade em moda atualmente, seja da oposição e dos que abandonam a base aliada é chutar cachorro morto.

Da CPI não devemos esperar nada mesmo. Só a sangria de um partido que se ajoelhou às piores práticas da política nacional e agora se encontra nas cordas tomando socos de todos os lados.

Situação que extrairá um bocado do erário para acalmar os oponentes.

Virou, mexeu, chegou no José Dirceu e no centro de comando do PT, o que já era de se esperar.

Juiz autoriza CPI da Petrobras a ouvir Renato Duque

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil* Edição: Beto Coura

O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (17) o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para ouvir o ex-diretor de Serviços da empresa Renato Duque na sede da Polícia Federal em Brasília. Moro determinou que a apresentação seja quinta-feira (19) às 9h30. De acordo com o despacho, o local da oitiva será definido diretamente entre a CPI e a Polícia Federal.

Na decisão, Moro ressaltou que os integrantes da comissão devem garantir a Duque direito ao silêncio. “De forma desnecessária e redundante, consigno, não obstante, que a Renato Duque devem ser garantidos os direitos inerentes à condição de acusado/investigado, inclusive direito ao silêncio e à assistência pelo defensor constituído”, disse o juiz.

Devido a uma decisão da Mesa Diretora da Câmara, que proíbe o depoimento de presos nas dependências da Casa, a comissão solicitou ao juiz ouvir Renato Duque nas dependências da polícia ou do Ministério Público Federal. Segundo o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), o depoimento deve ser feito na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Duque foi preso nesta segunda-feira (16) porque movimentou dinheiro em contas no exterior. Ele transferiu 20 milhões de euros da Suíça para Mônaco, em uma possível tentativa de esconder o dinheiro dos investigadores da operação Lava jato.

*Colaborou André Richter

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Lista de políticos envolvidos na Operação Lava Jato

Posted by Pax em 09/03/2015

O ministro Teori Zavarski quebrou o sigilo e autorizou a abertura de inquéritos sobre os envolvidos na Operação Lava Jato.

Notícia de ontem diz que o delator, Alberto Youssef, o doleiro pagador do esquema, aponta outras estatais com esquemas semelhantes.

Em uma análise mais simples pode-se afirmar que o modelão de operação do PP, de Paulo Maluf, fez escola para PMDB, PSDB e PT. Todos compartilham nomes na tal lista.

Na ponta final, o povo recebe mais e mais carga tributária para cobrir rombos de um país não só mal administrado mas corrompido até sua medula.

A situação da presidente Dilma não está nada fácil. Ontem houve várias manifestações durante seu pronunciamento na TV para o Dia Internacional da Mulher. Segundo o noticiário aconteceram panelaços em 12 capitais.

2015 não é um ano fácil.

Lista de inquéritos da Lava Jato tem parlamentares ex-integrantes do Executivo

Marcelo Brandão e Mariana Jungmann – Repórteres da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
A lista enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido de abertura de inquéritos para investigar pessoas citadas em depoimentos da Operação Lava Jato traz, entre outros nomes, os de senadores, deputados federais, ex-governadores e ex-ministros de Estado. O ministro do STF Teori Zavarski, que recebeu o documento encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quebrou o sigilo e autorizou a instalação de 28 pedidos de abertura de inquéritos, dos quais 21 ficam no Supremo.

A presidenta Dilma Rousseff também foi citada, mas o procurador-geral alegou que não tem competência para investigá-la. Por lei, o presidente só pode ser investigado por atos praticados no exercício da Presidência. Ela foi citada no mesmo inquérito de Antonio Palocci, mas o STF ainda não esclareceu em quais circunstâncias.

No Senado, foram autorizados inquéritos e diligências sobre Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ciro Nogueria (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Valdir Raupp (PMDB-RO), Romero Jucá (PMDB-RR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Gladson Cameli (PP-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. O procurador pediu o arquivamento das denúncias sobre o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), e sobre o senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Entre os deputados, constam na lista os nomes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Eduardo da Fonte (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Jerônimo Pizzolotto (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Sandes Júnior (PP-GO), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur de Lira (PP-AL), Vander Loubet (PT-MS), Simão Sessin (PP-RJ), José Mentor (PT-SP), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Renato Molling (PP-RS), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Lázaro Botelho (PP-TO) e Missionário José Olímpio (PP-SP). O ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP) também será investigado.

Foram autorizados inquéritos ainda sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário preso Fernando Baiano, além de personagens que eram parlamentares ou ministros na época do escândalo do mensalão, como João Pizzolatti, Antônio Palocci, Pedro Corrêa e Pedro Henry. E ainda ex-governadores, como Roseana Sarney, do Maranhão, e Antônio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais. Nenhum governador em exercício é citado na lista. Entre os deputados e senadores que serão investigados, quatro são ex-ministros do governo de Dilma Rousseff: Mário Negromonte, que comandou o Ministério das Cidades, Gleisi Hoffmann, que chefiou a Casa Civil, Edison Lobão, que foi titular de Minas e Energia, e Agnaldo Ribeiro, que também foi ministro das Cidades.

Foram arquivadas as denúncias referentes ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, a Romero Jucá (PMDB-RR), Alexandre José dos Santos, Ciro Nogueira, além de Delcídio Amaral e Aécio Neves. O ministro decidiu remeter ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de inquérito sobre Agnaldo Ribeiro, mas ele será investigado no Supremo por outro processo.

Com a autorização da abertura dos inquéritos, começará agora a efetiva investigação sobre os envolvidos, inclusive com eventuais quebras de sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Teori Zavaski também autorizou que todos os documentos referentes a esses inquéritos se tornem públicos e não corram mais em segredo de Justiça.

Confira a lista dos políticos citados nos processos da Operação Lava Jato no STF*:

Senadores

Renan Calheiros (PMDB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Humberto Costa (PT-PE)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Simão Sessim (PP-RJ)
Vander Loubet (PT-MS)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)

Outros políticos

João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-deputado federal
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão
João Pizzolati (PP-SC) – ex-deputado federal
Cândido Vaccareza (PT-SP) – ex-deputado federal
Roberto Teixeira (PP-PE) – ex-deputado federal
Luiz Argôlo (SD-BA) – ex-deputado federal
José Linhares (PP-CE) – ex-deputado federal
Pedro Corrêa (PP-PE) – ex-deputado federal
Pedro Henry (PP-MT) – ex-deputado federal
Vilson Luiz Covatti (PP-RS) – ex-deputado federal
Carlos Magno (PP-RO) – ex-deputado federal
Aline Correa (PP-SP) – ex-deputado federal
Antonio Palocci (PT-SP) – ex-ministro de Estado

Não políticos

Fernando Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano)
João Vaccari Neto – tesoureiro do PT

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Presidentes da Câmara e do Senado na lista da Procuradoria-Geral da República sobre a roubalheira na Petrobras

Posted by Pax em 04/03/2015

Segundo o noticiário, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, estão na lista que a Procuradoria-Geral da República entregou ao Supremo Tribunal Federal solicitando abertura de inquéritos para apuração da roubalheira sem fim na Petrobras.

Ao mesmo tempo, Renan Calheiros devolve à presidente Dilma a Medida Provisória que reduz a desoneração folha de pagamento de inúmeras atividades, o que pode ser considerado uma traição do presidente do Senado, reeleito com amplo apoio do Palácio do Planalto.

O noticiário dá conta que Renan passa a flertar com Aécio Neves e nos lembra da consagrada fábula do escorpião que morde o sapo que o ajuda a atravessar uma aguada. Renan e Cunha hoje demonstram com clareza em que lado estão, como sempre o PMDB esteve nos últimos anos, do lado da corrente de poder que estiver mais disposta a alimentar suas gulas políticas e vantagens, a maior parte delas bem pouco republicanas.

O país está paralisado. As medidas de arrocho patrocinadas por Dilma, associadas com um ministério de horrores que montou para seu segundo governo, tiveram um impacto que agradou o tal “mercado” mas, na ponta final, no consumidor – aquele que paga as contas de seu governo mal sucedido econômica e politicamente – recolheu seu consumo ao máximo, consciente da estagnação de um país cada vez mais caro e com serviços públicos de quinta categoria. Soma-se a esse quadro os péssimos governos estaduais, São Paulo como o maior exemplo, onde a crise espanca a porta, principalmente na região metropolitana da capital, onde a água já racionada, sem que este seja o termo empregado, deve praticamente acabar dentro de algumas semanas.

Os escândalos federais se sobrepujam aos escândalos estaduais, que também abundam.

O país, infelizmente, está entregue à uma classe política inominável. Péssima já seria um enorme elogio.

É muito pior que isso.

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PT: US$ 200 milhões, em viés de alta

Posted by Pax em 06/02/2015

A Operação Lava Jato descortina, segundo farto noticiário, um modelo corrupto com três grupos evidentes de criminosos. O primeiro grupo é interno, gerentes, diretores e sabe-se lá quem mais na “cadeia alimentar”. O segundo grupo de dirigentes das empresas fornecedoras, que pagavam propina para receberem contratos irregulares, superfaturados ou nem mesmo realizados. O terceiro grupo é de criminosos políticos. Partidos e políticos que nomeavam gerentes e diretores e recebiam parte dessas propinas.

Difícil, quase impossível, acreditar que o partido do atual governo não tenha atuação determinante nesse esquema. Ontem o tesoureiro do PT teve que ser levado à força para depor.

“O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões”.

Ainda há quadrilheiros e militantes que defendem o indefensável. Que assumam suas responsabilidades os que se beneficiaram. E as vergonhas, os que sustentam infantilmente o esquema dos criminosos em atuação.

Muita água deve rolar debaixo desta ponte. Cabeças também.

Delator diz que PT recebeu propina de até US$ 200 milhões; partido nega

André Richter – Enviado Especial da Agência Brasil/EBC Edição: Jorge Wamburg

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse, em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal  (MPF), em novembro do ano passado, que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu propina em nome do partido em 90 contratos da Petrobras, num total entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.  Em nota oficial, o partido reiterou que recebe apenas doações legais, que são declaradas à Justiça Eleitoral, e prometeu processar seus acusadores “pelas mentiras proferidas contra o PT”.

As declarações de Barusco foram divulgadas após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que retirou o sigilo das investigações da nona fase da Operação Lava Jato, iniciada hoje (5). Para estimar a quantia, o ex-gerente se baseou no valor que recebeu, US$ 50 milhões. Segundo ele, Vaccari começou a operar o esquema a partir do momento em que assumiu o cargo de tesoureiro do partido. Desde então, disse Barusco, o tesoureiro foi responsável por operar os recebimentos por parte do PT.

Barusco  confirmou no depoimento que ele e  Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2013, recebiam propina para facilitar que empresas assinassem contratos de grande porte com a estatal, como os da Refinaria Abreu e Lima e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Sobre o depoimento de Barusco, a assessoria de imprensa do PT divulgou nota oficial em que reitera que o partido recebe apenas doações legais e que são declaradas à Justiça Eleitoral.

“As novas declarações de um ex-gerente da Petrobras, divulgadas hoje, seguem a mesma linha de outras feitas em processos de ‘delação premiada’, que têm como principal característica a tentativa de envolver o partido em acusações, mas não apresentam provas ou sequer indícios de irregularidades e, portanto, não merecem crédito. Os acusadores serão obrigados a responder na Justiça pelas mentiras proferidas contra o PT”, diz ainda a nota.

Em nota, oO advogado de João Vaccari Neto, Luiz Flávio Borges D’Urso, também contestou as acusações de Barusco. Segundo a nota, Vaccari “há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal, para, de forma cabal, demonstrar as inúmeras impropriedades publicadas pela imprensa nos últimos meses, envolvendo seu nome”.

A defesa do tesoureiro do PT reitera, na nota, que o partido “não tem caixa 2, nem conta no exterior, não recebe doações em dinheiro – somente recebe contribuições legais ao partido, em absoluta conformidade com a lei, sempre prestando as respectivas contas às autoridades competentes”.

O advogado de Vaccari garante que ele “permanece à disposição das autoridades para prestar todos e quaisquer esclarecimentos, e que sua condução coercitiva, desta data, entendeu-se desnecessária, pois bastaria intimá-lo, que o Sr. Vaccari comparece e presta todas as informações solicitadas, colaborando com as investigações da Operação Lava Jato, como sempre o fez”.

Barusco também  afirmou que a ex-presidenta da Petrobras Graça Foster e Ildo Sauer, ambos ex-diretores de Gás e Energia, não tinham conhecimento dos desvios porque “não havia espaço para conversar isso” com eles.

O tesoureiro foi conduzido hoje de manhã à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para esclarecer a acusação de delatores de que atuava na cobrança de propina e de doações legais para o partido.

Em nota divulgada no site do PT, Vaccari disse que todos os questionamentos dos delegados foram respondidos. “Todas as perguntas feitas pelo delegado foram esclarecidas. Respondi a tudo com transparência, lisura e total tranquilidade.”

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MPF diz que Cerveró faz parte da “maior organização criminosa da história”

Posted by Pax em 15/01/2015

Não alterei a manchete da Agência Brasil, mesmo porque há bons indícios que o Ministério Público tenha razão quando diz que o esquemão da Petrobras é a “maior organização criminosa da história” do Brasil.

Enquanto isso, a presidente sumiu, como bem alerta Ricardo Kotscho em seu blog, que não pode ser considerado de oposição. Talvez os mais empedernidos defensores petistas passem a chama-lo de coxinha, como chamam quem quer que reclame uma vírgula deste governo que promete aumentar impostos, reduz direitos trabalhistas e promove uma avalanche de desempregos a partir da crise que a gastança e roubalheira produziu.

A genética do PT sofreu transmutação. Há que ter muita coragem para defender esse governo “Kátia Abreu”. Mas o livre arbítrio ainda é válido, sim.

MPF diz que Cerveró faz parte da “maior organização criminosa da história”

André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O Ministério Público Federal (MPF) enfatiza, no pedido de prisão do ex-diretor da Área Intenarcional da Petrobras Nestor Cerveró, que ele faz parte da “maior organização criminosa que a história já revelou” no país. Segundo os procuradores, mesmo com as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), a atividade do esquema de corrupção não foi estancada. A prisão de Cerveró foi determinada no dia 1º de janeiro, mas efetivada somente hoje (14) porque ele estava em Londres.

Segundo os procuradores, há evidências de que Cerveró acumulou fortuna no Brasil e no exterior, oriunda dos crimes cometidos com os desvios da Petrobras. Segundo o MPF, foi necessária a decretaçao da prisão para evitar que os valores sejam ocultados da Justiça.

“O que é certo, de tudo isso, é o enriquecimento espúrio e a falta de conhecimento por parte do Estado de onde estão as dezenas de milhões de reais que [o ex-diretor da Petrobras] recebeu criminosamente.
Sabe-se que o dinheiro não está com Cerveró, porque não está em suas contas no Brasil. Em outras palavras, tudo indica que esse dinheiro está sendo ocultado, o que também caracteriza lavagem de dinheiro”, afirmam os procuradores.

Além dos valores ocultados, o Ministério Público reafirmou que, mesmo após a deflagração da Operação Lava Jato, no ano passado, ficou comprovado que o esquema de corrupção se estendeu até 2014.

“Assim sendo, neste item observa-se que a dimensão econômica dos crimes praticados por Cerveró e pela organização criminosa em que se insere geram impacto gigantesco na ordem pública e econômica. Como dito, trata-se do maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Mais do que tudo isso, é um esquema em que não se tem provas de que foi estancado. Houve fatos em 2014 e, como antes demonstrado, Cerveró continua a praticar atos de lavagem. Isso tudo, mais uma vez, justifica a custódia cautelar”, reafirmou o órgão.

Cerveró foi preso na madrugada de hoje, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Rio/Galeão – Antonio Carlos Jobim, após desembarcar de um voo proveniente de Londres. Ele foi encaminhado para a Superintendência da PF em Curitiba, onde outros investigados na Lava Jato estão presos.

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no dia 16 de dezembro, Cerveró sacou R$ 500 mil em um fundo de previdência privada e transferiu o valor para sua filha, mesmo tendo sido alertado pela gerente do banco de que perderia 20% do valor. Em junho do ano passado, Cerveró havia transferido imóveis para seus filhos, com valores abaixo dos de mercado. Na intepretação do MPF, o ex-diretor tentou blindar seu patrimônio, e por isso, a prisão foi requerida.

O advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, disse que não houve ilegalidade na transferência de bens para parentes, e estranhou a prisão de seu cliente. “Desde 1º de abril coloquei o Nestor Cerveró à disposição tanto do Ministério Público quanto da Polícia Federal, e nenhum dos dois órgãos se interessou em ouvi-lo. Até ontem [13], ninguém o havia procurado. Além disso, quando ele foi para a Inglaterra, comuniquei ao Ministério Público e à Polícia Federal que ele estava viajando e que voltaria em janeiro. Deixei, inclusive, o endereço onde ele estava”.

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Covardia do Alckmin, co-autoria do Haddad

Posted by Pax em 12/01/2015

As máfias e cartéis dos transportes públicos atuando livremente enquanto governador e prefeito fazem terror de estado contra quem reclama. Democracia?

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Dilma propõe pacto contra corrupção.

Posted by Pax em 02/01/2015

Em seu discurso de posse para o segundo mandato presidencial, quarto mandato do PT, a presidente Dilma propõe um pacto nacional contra a corrupção.

Difícil é acreditar na proposta. Ainda mais observando a lista de ministros que nomeou para este mandato.

Dilma propõe pacto nacional contra a corrupção

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

Em seu discurso após tomar posse para o segundo mandato na Presidência da República, Dilma Rousseff disse que vai democratizar o poder, lutando pela reforma política e buscando opiniões do povo. A presidenta disse que democratizar o poder também significa combater a corrupção.

Dilma propôs um pacto nacional contra a corrupção. Segundo ela, seu governo foi o que mais apoiou o combate aos malfeitos, criando leis mais severas e garantindo autonomia à Polícia Federal. Dilma disse que submeterá um pacote de medidas anticorrupção ao Congresso Nacional.

Entre as medidas, destacou a presidenta, estão a modificação da legislação eleitoral para tornar crime a prática de caixa 2 e a alteração da legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo desvios de recursos públicos. Dilma falou ainda sobre a Petrobras, alvo da Operação Lava Jato. Segundo Dilma Rousseff, é preciso investigar a corrupção na estatal sem enfraquecê-la.

“Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos. Vamos apurar tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais. Devemos saber apurar sem enfraquecer a Petrobras”, declarou a presidenta.

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André Vargas cassado pelos pares

Posted by Pax em 11/12/2014

André Vargas, agora ex-deputado federal, teve seu pedido de cassação aprovado pela Câmara ontem, por maioria esmagadora, 359 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções.

O ex-deputado teve carreira no PT chegando a secretário de comunicação do partido e vice-presidente da Câmara. Até seu comportamento e relacionamento com Alberto Youssef serem revelados na Operação Lava Jato, que apontou inicialmente desvios de mais de R$ 10 bilhões. O deputado petista à ocasião gostava de andar em jatinhos fretados e outros luxos que o poder lhe conferiu.

Ontem seus pares o cassaram. Muitos deles, segundo noticiário, envolvidos em crimes com o mesmo processo de recebimento de propinas, através de doleiros que formam uma verdadeira lavanderia de dinheiro público roubado a granel.

O modelo político brasileiro está em adiantado processo de colapso. Mas há muita água para rolar por debaixo dessa ponte antes que tenhamos um novo modelo que mitigue um pouco a degeneração geral.

A cada dia que passa a corrupção entra na agenda da sociedade. É uma pequena luz no fim do túnel.

Câmara aprova cassação do deputado André Vargas

Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

Depois de mais de duas horas de confusão, a Câmara aprovou hoje (10) o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR), por 359 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções.

No plenário, último estágio para a perda de mandato, os parlamentares decidiram condenar Vargas por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

O parlamentar é acusado de ter intermediado, no Ministério da Saúde, contratos com o doleiro.

Vargas não participou da sessão, nem indicou representante legal para fazer sua defesa. Em uma última tentativa de adiar a votação, ele apresentou, na noite de ontem (9), um pedido à Mesa da Casa alegando que está se recuperando de uma cirurgia odontológica. Como o recurso não passou pela perícia da junta médica da Câmara, a orientação foi pela rejeição do pedido. “Não tem validade regimental. Também foi facultada a indicação de um advogado e também não foi feito”, explicou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O deputado Eurico Júnior (PV-RJ), indicado advogado ad hoc em uma das fases do processo contra Vargas, ofereceu-se para ler a justificativa que Vargas apresentou no recurso à Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ). Na ocasião, ele disse que houve cerceamento de defesa no processo do Conselho de Ética. “Fui indicado a contragosto”, explicou Eurico Júnior, enfatizando que só leria a carta para que a votação ocorresse.

O pedido de cassação contra Vargas foi aprovado no início de agosto no Conselho de Ética. “Por 11 a 0. [O parecer] deixa de ser um parecer do Júlio Delgado [PSB-MG, relator do caso no Conselho de Ética]. Não tenho nada contra o deputado André Vargas não fosse o desvio que atenta contra a ética e o decoro parlamentar”, explicou o parlamentar mineiro.

A sessão para analisar a representação começou às 11h e foi cancelada, quase duas horas depois, por falta de quórum, o que tumultuou o plenário da Câmara. Delgado protestou e lembrou que o quórum estava quase composto. Para a votação, seriam necessários, no mínimo, 257 votos.

Ele criticou a demora na apreciação do processo, mas lembrou que, desde que a representação contra Vargas foi apresentada, os prazos foram diversas vezes esticados. “Estamos aqui, oito meses depois, [em um ano] com Copa do Mundo, recesso branco e eleições. A notificação só conseguiu ser feita no dia 13 de maio. O deputado André Vargas ainda solicitou mais dois dias para entrega de sua defesa. A instrução iniciou-se apenas no dia 28 de maio”, destacou.

Outra estratégia da defesa acabou fracassada na manhã de hoje (10). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, escolhido como relator do mandado de segurança apresentado na semana passada por Vargas, contra decisão da CCJ, negou o pedido de liminar do parlamentar.

Além dos protestos de Delgado, outros parlamentares da oposição, como Vanderlei Macris (PSDB-SP), chegaram a acusar o deputado José Mentor (PT-SP) de golpe. “Faço apelo para voltar a discussão”, disse. O tucano José Aníbal (SP) fez coro à decisão. “Eu estou aqui há 22 anos e nunca vi isso de [encerrar uma sessão] pular da cadeira”, criticou, ao relatar a postura de Mentor que assinou o encerramento da reunião e saiu imediatamente da Mesa.

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Roubalheira tucana com a CPTM entra na fila, que andou

Posted by Pax em 05/12/2014

Operação Lava Jato pegou gregos, troianos, petistas e tucanos, além dos velhos partidos de sempre, presentes nas roubalheiras de qualquer governo.

Mas falta muito para que tenhamos um pouco de justiça, um pouco menos de desvios dos cofres públicos. Um dos maiores escândalos que anda parado, escondido, camuflando seus participantes políticos, o escâdalo do cartel que atua na CPTM em SP entra na fila de apurações. Que seja firme, implacável, como deve prosseguir a Lava Jato. E ainda tem o Metrô de SP, os pedágios de SP, o Rodoanel e uma miríade a ser apurada. Sem prejuízo de Minas Gerais, cujos escândalos deveriam estar na fila. Tomara que sim. A mesma vara que bate em Chico deve ser usada para surrar Francisco. E PT e PSDB não se diferenciam nas questões éticas e morais, ou, melhor dizendo, na falta de moralidade que atuam, segundo farto noticiário colecionado aqui neste pequeno blog.

Ministério Público entra com ação contra empresas por suspeita de cartel na CPTM

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil* Edição: Fábio Massalli

O Ministério Público de São Paulo entrou, na noite de ontem (5), com uma ação civil pública para pedir a anulação de três contratos firmados no período de 2002 a 2007 entre empresas acusadas de participação em cartel e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O promotor Marcelo Milani informou que os contratos já foram cumpridos.

“Os contratos eram referentes às linhas de trem chamadas pela companhia de [séries] S-2.000, S-2.100 e S-3.000. Esses contratos tinham duração de cinco anos e verificavam a possibilidade da manutenção corretiva e preventiva destas linhas de trem”, explicou o promotor. Segundo ele, as empresas faziam simulacros de concorrência que, “em nenhum momento, existiam”.

Os quatro promotores que assinam a ação pedem na Justiça, além da anulação dos contratos, o ressarcimento integral dos valores firmados nos três contratos, acrescidos de 30% referente a uma indenização por dano moral coletivo [que chegaria ao valor de R$ 112,4 milhões]. Com isso, o valor total que seria ressarcido aos cofres públicos alcançaria R$ 418 milhões.

“Ingressamos com uma ação para anular os contratos que já estão cumpridos e, com a anulação, [pedimos] que o dinheiro pago pela companhia de trens seja devolvido aos cofres públicos”, disse Milani. Segundo ele, a população que usa os trens metropolitanos paulistas “vem sendo massacrada pelo péssimo serviço que é oferecido” e, por isso, o Ministério Público decidiu inserir o valor de 30% sobre o valor dos contratos por dano moral coletivo à ação.

Na ação, os promotores também pediram a dissolução de dez das 11 empresas que constam no processo: a Siemens, a Alstom, a CAF brasileira, a TTrans, a Bombardier, a MGE-Manutenção de Motores e Geradores Elétricos, a Mitsui, a Temoinsa, a Tejofran e a MPE – Montagens e Projetos Especiais. Segundo Milani, só a CAF espanhola ficou de fora do pedido de dissolução porque “ela não se afeta à legislação brasileira”. No entanto, disse Milani, a CAF espanhola continuará integrando a ação que pede o ressarcimento do valor do contrato ao governo paulista.

Segundo o promotor, nessa ação não foram incluídos os agentes públicos que são objeto de apuração de recebimento de eventual propina porque, neste momento, um grupo de promotores está no Ministério Público da Suíça para analisar a documentação que se refere a esses agentes públicos, que ainda é desconhecida. De acordo com ele, os documentos existentes na Suíça serão compartilhados com o Ministério Público de São Paulo. “Existem indicativos de que agentes públicos têm contas na Suíça e podem ter relação direta com os contratos que estão colocados aqui. Na semana que vem os promotores estarão de volta”, disse Milani.

Em nota à imprensa, a Siemens respondeu que compartilhou com as autoridades os resultados de sua auditoria interna “que deram origem às atuais investigações quanto à possível existência de um cartel no setor metroferroviário” e que sempre desejou e apoiou o total esclarecimento do episódio.

A Bombardier respondeu que a empresa não vai comentar a ação. A Alstom informou que não foi notificada e reiterou que cumpre a legislação brasileira. A Tejofran disse, por meio de nota, não ter sido notificada sobre a ação, mas colocou à disposição todos os dados sobre sua formação de preços e os resultados alcançados na execução dos contratos.

A Mitsui declarou que não tem conhecimento da ação e não vai comentar o fato. A CAF informou que está colaborando com as autoridades, prestando todas as informações solicitadas, e disse que não vai fazer comentários sobre as denúncias até que as investigações sejam encerradas. As empresas Temoinsa, MGE, TTrans e MPE não foram encontradas.

A CPTM informou desconhecer o teor da ação civil pública e que, por isso, não vai se manifestar sobre o assunto. “A companhia esclarece que está colaborando com todos os níveis de investigação e que a Procuradoria-Geral do Estado [PGE] ingressou com ação judicial de indenização contra as empresas investigadas para exigir ressarcimento”, diz nota da CPTM.

*Colaboraram Camila Boehm e Flávia Albuquerque

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Operação Lava Jato: Justiça mantém presos os acusados

Posted by Pax em 18/11/2014

Dilma se pronunciou afirmando que as investigações da Operação Lava Jato podem “mudar o Brasil para sempre“. Declaração forte de quem percebe que o envolvimento dos tubarões das construtoras e uma parcela significativa de políticos estão envolvidos. Muitos do próprio PT.

Se Dilma fala com assertividade há alguma chance desse escândalo de proporções inéditas ter resultados interessantes. Caso contrário o tiro sairá pela culatra. No momento em que aderir ao discurso dos que querem colocar panos quentes e abafar este explícito descalabro que atinge praticamente todos os grandes partidos, políticos de todas as cores e os maiores financiadores de campanhas eleitorais.

Momento interessante. Golpistas de plantão não faltam. Basta que o governo mostre fraqueza e queira esconder os larápios de seu lado. Ou pega todo mundo ou sobra para Dilma.

Justiça já negou habeas corpus para 11 investigados da Operação Lava Jato

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

A Justiça Federal negou pedidos de liberdade para 11 investigados da Operação Lava Jato ontem (15). A decisão foi da desembargadora Maria de Fátima Freitas Laberrère, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre. Segundo o Ministério da Justiça, 19 pessoas foram presas.

A desembargadora negou pedidos da defesa de Eduardo Emerlino Leite, diretor da Camargo Corrêa; e de Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, vinculados à mesma construtura. Avancini e Auler tiveram decretada a prisão temporária. No caso de Leite, cujo mandado foi para prisão preventiva, além de pedir habeas corpus, os advogados alegaram questões de saúde para pedir ainda o cumprimento de prisão domiciliar, já que ele seria portador de hipertensão arterial. Também, ontem, foram indeferidos os pedidos de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli, ligados à OAS.

Maria de Fátima Freitas Laberrère também negou habeas corpus a José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS, e a Mateus Coutinho de Sá Oliveira e Alexandre Portela Barbosa, ligados à mesma empresa. Foram expedidos mandados de prisão temporária para os três. A desembargadora indeferiu, ainda, pedidos de liberdade para Carlos Eduardo Strauch Albero, Milton Prado Júnior e Gerson de Mello Almada, da Engevix. Para os dois primeiros foi expedido mandado de prisão temporária. Para Almada, mandado de prisão preventiva.

Mais dois pedidos de habeas corpus chegaram, ainda pela manhã, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No fim da tarde, o STJ informou, por meio da a assessoria de comunicação, que eles foram indeferidos pelo desembargador convocado Newton Trisotto. O STJ não informou as defesas de quais acusados entregaram as petições, alegando segredo de Justiça.

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Operação Lava Jato: cada vez mais complicada situação dos envolvidos

Posted by Pax em 13/11/2014

Duas notícias sobre a Operação Lava Jato devem tirar o sono de envolvidos. A primeira, da Agência Brasil, confirma que há mais acordos de delação premiada a caminho. Veja abaixo:

Janot confirma mais acordos de delação premiada na Lava Jato – Agência Brasil.

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou hoje (12) que mais investigados na Operação Lava jato, da Polícia Federal, fizeram acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo Janot, três acordos aguardam homologação da Justiça e mais cinco ou seis estão em curso.

Por questão de sigilo, o procurador não divulgou os nomes dos investigados, mas disse que as delações envolvem doleiros, servidores públicos e executivos de empresas. Por enquanto, somente a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o procurador, as delações de Costa e do doleiro Alberto Youssef motivaram outros envolvidos a procurar o Ministério Público para delatar o esquema. “Há a possibilidade de que existam mais. O fenômeno que está acontecendo é que quanto mais as pessoas procuram o Ministério Público para falar, outras se sentem incentivadas de vir também.”, disse. (continua na Agência Brasil…)

A segunda notícia é ainda mais estarrecedora, as acusações chegam em Lula e José Sérgio Gabrielli, no Estadão. Veja abaixo:

E-mails reforçam suspeita de propina do esquema Petrobrás para agência de propaganda – Estadão

Muranno teria recebido R$ 1,7 milhão “por ordem de Lula e Gabrielli”, segundo doleiro Alberto Youssef

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A Polícia Federal está de posse de uma sequência de e-mails que reforçam a suspeita de que a agência de propaganda e marketing Muranno Brasil recebeu R$ 1,7 milhão do esquema de corrupção e propina na Petrobrás. Essa nova linha de investigação da Operação Lava Jato pode atingir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da estatal petrolífera José Sérgio Gabrielli, citados pelo doleito Alberto Youssef como ordenadores do pagamento à Muranno.

Os e-mails que a PF analisa foram trocados entre o empresário Ricardo Villani, dono da agência de propaganda, o ex-gerente de Comércio de Álcool e Oxigenados da Petrobrás Sillas Oliva Filho e outros funcionários da estatal, entre 2006 e 2009.

A Muranno foi apontada por Youssef como uma agência contratada pela Petrobrás com dinheiro não contabilizado. Credora de cerca de R$ 7 milhões, a Muranno teria pressionado o governo Lula para receber valores atrasados.
O doleiro está fazendo delação premiada junto à força tarefa de procuradores da República que investigam a Lava Jato.

Em 2010, segundo o doleiro, o dono da empresa teria ameaçado denunciar os esquemas de corrupção e propina na estatal controlado pelo PT, PMDB e PP e que abasteceu também o PSDB e o PSB.

Youssef afirmou que Lula soube da ameaça, na época, e teria determinado a Gabrielli que usasse o dinheiro “das empreiteiras” – denunciadas na Justiça Federal por causa das obras da refinaria Abreu e Lima – para resolver a pendência. O ex-presidente da Petrobrás teria procurado por Costa, que determinou a Youssef o pagamento.
Segundo o doleiro, que aceitou dizer o que sabe em troca de redução de pena, foi ele quem pagou R$ 1,7 milhão à Muranno entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, a pedido de Costa. (continua no Estadão…)

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Eleições_2014: Dilma reeleita promete Reforma Política

Posted by Pax em 27/10/2014

Com o país praticamente dividido ao meio, Dilma Rousseff vence as eleições por 3,2% de diferença de Aécio Neves.

51,64% contra 48,36% – com 99% das urnas apuradas, em números absolutos 54.500.287 de votos contra 54.500.287 de votos em Aécio.

Brancos, Nulos e Abstenções somaram por volta de 37.000.000.

Reeleita, Dilma destaca união e reforma política em primeiro discurso

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

A presidenta reeleita Dilma Rousseff falou em união e reformas em seu primeiro discurso após o resultado das urnas. Em Brasília, Dilma negou que o país esteja dividido e pediu paz entre todos. “Conclamo, sem exceção, todas as brasileiras e brasileiros a nos unirmos em favor de nossa pátria, de nosso país, do nosso povo. Não creio que essas eleições tenham dividido o país. Entendo que elas tenham mobilizado ideias e emoções, às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor para o Brasil”, disse.

A presidenta disse também que entendeu o recado das urnas sobre a necessidade de mudanças. “O caminho é muito claro. Algumas palavras e temas dominaram essa campanha. A palavra mais repetida, mais falada, foi mudança. O tema mais amplamente convocado foi reforma. Sei que estou sendo reconduzida para ser a presidenta que irá fazer as grandes mudanças que a sociedade precisa”, disse.

Segundo a presidenta, a primeira reforma que ela buscará será a política. Dilma disse que vai procurar o Congresso Nacional para conversar, assim como movimentos da sociedade civil. Ela voltou a insistir na necessidade de um plebiscito para “dar força e legitimar” a reforma.

“Entre as reformas, a primeira e mais importante deve ser a reforma política. Deflagrar essa reforma, que é de responsabilidade do Congresso, deve mobilizar a sociedade por meio de um plebiscito, de uma consulta popular. Somente com um plebiscito nós vamos encontrar a força e a legitimidade para levar adiante este tema. Quero discutir isso com o novo Congresso eleito. Quero discutir igualmente com os movimentos sociais e as forças da sociedade civil.”

Em seguida, Dilma voltou a prometer empenho no combate à corrupção. “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção, fortalecendo os mecanismos de controle e propondo mudanças na legislação para acabar com a impunidade, que é a protetora da corrupção”, disse Dilma.

Na área econômica, a presidenta disse que vai promover “com urgência” ações localizadas na economia para a recuperação do ritmo de crescimento com a manutenção de empregos e da renda dos trabalhadores. O combate à inflação também será uma prioridade, segundo ela. “Vou estimular, o mais rápido possível, o diálogo e a parceria com todos os setores produtivos do país”, disse. Por fim, Dilma disse que hoje está “muito mais forte, mais serena e mais madura” para a tarefa que lhe foi delegada.

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Eleições_2014: continuam empatados

Posted by Pax em 20/10/2014

Um breve suspiro do link funcionando, mais um post para discussão sobre as eleições 2014.

Teremos uma semana tensa, uma final apertada, uma eleição emocionante do ponto de vista da disputa. Já do ponto de vista das propostas pouco sabemos de concreto, o jogo, como esperado, virou o lixo do: “meu corrupto é melhor que o teu”. Ambas propostas, em especial seus partidos, possuem farto noticiário de desvios polpudos do erário.

O Congresso eleito com quase 30 partidos exigirá um balcão de negócios maior que o já existente implicando num modelo de desvios ainda mais complexo, por tudo que já conhecemos do seu modus operandi.

Há fortes indícios que teremos mais 4 anos de um país patinando no século passado.

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Eleições_2014: empate técnico nas primeiras pequisas do segundo turno

Posted by Pax em 10/10/2014

O arranjo de forças está em fase final, algumas correram para o tucano outras para o petista.

Ainda há movimentações à vista e a caça aos indecisos.

O noticiário da corrupção esquematizada na Petrobras é um alimento tucano que não deu certo no passado. Vejamos se a campanha de Aécio vai para o mesmo caminho anterior, que se mostrou um erro de percurso.

Datafolha: Aécio tem 46% e Dilma 44% das intenções de voto no segundo turno

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

Pesquisa Datafolha divulgada hoje (9) mostra o candidato do PSDB, Aécio Neves, com 46% das intenções de votos. Dilma Rousseff, do PT, tem 44%. Dada a margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Votos brancos e nulos somam 4%. Não souberam ou não responderam, 6%. É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição presidencial.

Considerados os votos válidos, excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial, Aécio tem 51% e Dilma, 49%.

O Datafolha ouviu 2.879 eleitores nos dias 8 e 9 de outubro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01068/2014.

No primeiro turno, Dilma Rousseff obteve 41,59% dos votos válidos e Aécio Neves, recebeu 33,55%. A votação será no dia 26 deste mês.

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Petrobras: diretorias são esquemas de desvios, segundo depoimentos

Posted by Pax em 10/10/2014

Petrobras: ex-diretor diz a juiz que PP, PT e PMDB receberam valor de contratos

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil* Edição: Carolina Pimentel e Juliana Andrade

Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar, disse que PP, PT e PMDB eram beneficiados com recursos de contratos superfaturados da estatal.

O depoimento, que faz parte do inquérito de uma das dez ações penais decorrentes da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ocorreu ontem (8) e está disponível na íntegra no site da Justiça Federal. Durante o interrogatório, o ex-diretor respondeu a perguntas do juiz Sérgio Moro feitas com base em denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o ex-diretor, empreiteiras repassavam 3% do valor de contratos superfaturados aos três partidos. Em nota, o PT repudiou “com veemência e indignação” as declarações “caluniosas” do ex-diretor. Já o PP informou desconhecer as denúncias. O PMDB, por sua vez, não comentou as acusações alegando que não teve acesso ao depoimento.

O ex-diretor, que é funcionário de carreira da Petrobras, foi preso na Operação Lava Jato, deflagrada em março, que descobriu um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos de cerca de R$ 10 bilhões. Ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e responsável pelas investigações, o ex-diretor confirmou que foi indicado, em 2004, para assumir a diretoria da companhia pelo ex-deputado José Janene (PP), que morreu em 2008.

Em 2006, segundo ele, começou a funcionar na estatal um esquema de “cartelização”, em que grandes empreiteiras faziam combinação de preço e incluíam nas propostas, além da previsão de custos e lucros, o percentual que seria repassado aos três partidos.

“Essa cartelização, obviamente, resultava em um ‘delta [alta] preço diferente’”, disse. “E esses 3% eram alocados a agentes políticos. As empresas, previamente, definiam a proposta de preço que iam apresentar [na licitação] e nisso embutiam o preço que, em média, era 3% de ajuste político”, acrescentou.

De acordo com Paulo Roberto Costa, do valor dos contratos superfaturados da Diretoria de Administração, 1% ficava com o PP e 2% iam para o PT. Em diretorias, cujo responsável era indicação petista, o percentual, segundo Costa, era repassado integralmente ao PT. “Outras diretorias, como Gás e Energia e Exploração e Produção também eram do PT. Então, se tinha PT na diretoria de Exploração e Produção e Gás e Energia e na área de Serviço, o comentário dentro da companhia era que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente para o PT porque não tinha participação [de outros partidos].”

Em relação ao PMDB, o ex-diretor afirmou que o partido era beneficiado com contratos firmados pela Diretoria Internacional, cujo diretor era indicação de um político peemedebista. “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviço tinha era com o tesoureiro à época do PT, o senhor João Vaccari [Neto]. No PMDB, a ligação na Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda, se chama Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano”, relatou.

De acordo com Costa, Janene era responsável pelo esquema em relação ao PP. Depois da morte do ex-parlamentar, o esquema no partido passou a ser controlado pelo doleiro Alberto Youssef, que também foi preso pela Polícia Federal.

Paulo Roberto Costa assumiu que ficava com parte do que era repassado ao PP. Ele admitiu que chegou a receber, de uma só vez, R$ 500 mil do presidente da Transpetro, Sergio Machado. “Recebi uma parcela da Transpetro [subsidiária da Petrobras], se não me engano, foi R$ 500 mil. Quem pagou foi o presidente Sergio Machado“. Segundo ele, a propina foi paga em 2009 ou 2010, em decorrência da contratação de navios cujo parecer precisava do aval da Diretoria de Abastecimento.

À Justiça, o ex-diretor disse que as empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Iesa, Engevix, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia participavam do esquema de superfaturamento de contratos firmados com a Petrobras e repasse de propina aos partidos.

Paulo Roberto Costa aceitou proposta do MPF de reduzir a pena em troca de revelar informações de como funcionava o esquema, chamada delação premiada. No acordo, o ex-diretor ainda se comprometeu a devolver aos cofres públicos recursos ganhos por meio das fraudes. O depoimento de ontem não está relacionado a esse acordo.

Em nota, a Petrobras informou que está acompanhando e colaborando com as investigações. “A Petrobras reforça, ainda, que está sendo oficialmente reconhecida por tais autoridades como vítima nesse processo de apuração. Por fim, a Petrobras reitera enfaticamente que manterá seu empenho em continuar colaborando com as autoridades para a elucidação dos fatos”.

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, negou “com veemência” a acusação de que teria repassado propina a Paulo Roberto Costa e prometeu tomar providências “cabíveis, inclusive judiciais“, contra o ex-diretor. “As acusações são mentirosas e absurdas”, disse Machado em nota.

A Agência Brasil está em contato com as empresas a fim de obter o posicionamento delas sobre as declarações do ex-diretor.

Posted in Alberto Youssef, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, CPI da Petrobras, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, João Vaccari Neto, Mendes Júnior, Odebrecht, Operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa, Petrobras, Queiroz Galvão, Transpetro, UTC Engenharia | 23 Comments »

Eleições_2014: Dilma e Aécio fazem segundo turno apertado

Posted by Pax em 07/10/2014

Dilma: 41,59%, Aécio: 33,55%, Marina: 21,32%, Luciana: 1,55%, Everaldo: 0,75%, Eduardo: 0,61%

Dados do TSE divulgados na Agência Brasil – link aqui.

O segundo turno será apertado.

Segundo o Estadão, Marina teria condicionado apoio ao Aécio em troca de compromisso com o fim da reeleição. Globo e Folha não confirmam categoricamente a mesma informação, mas aproximam-se dela.

O marketing de descontrução de Marina no primeiro turno foi violento, ao melhor estilo venezuelano. De outro lado Marina corre o risco de se dirigir a um eleitorado mais à direita e liberal que a impedirá de sair dessa posição à frente, arriscando uma contradição política que tende a condená-la a uma interpretação de falta de rumo. Arrisca perder a oportunidade de construir seu partido, a Rede, com coerência ideológica e programática.

No primeiro dia pós eleição a artilharia petista reapontou suas cargas para Aécio, o mesmo modelo de desconstrução aplicado na candidata da Rede/PSB. Deve ter munição pesada para aplicar ou ficará estagnada no discurso do medo versus o discurso de necessárias mudanças.

Aécio consegue uma enormidade de apoio antipetista. De empresários a parte da população cansada do mesmo modelo por 12 anos que parece patinar principalmente nos últimos 4, governo de Dilma. Este deve ser seu principal mote, que o Brasil estagnou no governo Dilma, além de apontar a corrupção. Neste segundo argumento não há muito caminho haja vista que o PSDB não se diferencia do modo petista de governar.

Financiadores das campanhas aportam com fortunas para ambos os lados, nos caixas de todas naturezas. O modelo exige irregularidades, abundância de caixa 2, futuros novos mensalões, mas todos usam e abusam.

Investidores da bolsa de valores se alegraram com a possibilidade de um governo mais liberal, que destrave uma economia estagnada por decisões intervencionistas exageradas.

Dilma tem apoio maior nos estados do Norte e Nordeste onde as políticas de governo fazem diferença maior na vida da população. Aécio tem maior apoio no Centro-Oeste, Sudeste, principalmente São Paulo, e Sul.

Nas mídias sociais a atuação que parece mais marcante é dos simpatizantes petistas.

Alguns analistas estimam que os votos do primeiro turno de Marina migrarão na proporção de 2/3 para Aécio e 1/3 para Dilma. Podemos estimar essa média do apanhado dos analistas que o blog leu.

Petistas anunciam que as primeiras pesquisas devem trazer um número mais desfavorável a Dilma neste primeiro momento. Preparam o terreno para que esta tendência, natural, não desanime seus eleitores.

O segundo turno será emocionante. Um outubro sangrento à frente.

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